← Voltar à Palavra Escrita
Revista_Asahi
⚠️ Uso exclusivo do Goshinsho: não autorizamos a reprodução deste conteúdo sem autorização expressa. Tradução em revisão — pode conter erros.
Diálogo Meishu-Sama e Tokugawa Musei (Arte)
Revista Asahi, publicado em 6 de maio do ano 26 da Era Showa (1951)
Este diálogo entre Meishu-Sama e Tokugawa Musei foi publicado na revista Shukan Asahi; a parte inicial foi omitida por não ter relação direta com a arte.
Okada: Ao ver pinturas falsificadas, sinto imediatamente um desconforto — percebe-se na hora.
Musei: Depende da força de cada pintor, mas nas obras-primas há algo impregnado, algo que nos toca profundamente.
Okada: As pinturas chinesas das dinastias Song e Yuan, criadas há novecentos a mil anos, possuem energia espiritual. Ao observar as obras-primas em nanquim de Mokkei e de Ryo Kai, somos atraídos de modo indescritível. As obras dos modernos não têm nada disso. Por isso, faz sentido que as obras das dinastias Song e Yuan sejam tão valorizadas. Há dois ou três dias, fui ao museu ver a exposição de Sotatsu e Korin. Ao contemplá-las, fiquei sem palavras.
Musei: Outro dia, uma pessoa de Kyoto trouxe uma pintura de Sotatsu e me mostrou. Era um bambu com pardais. Realmente, era maravilhosa.
Okada: Também existem muitas falsificações de Sotatsu, mas eu as identifico imediatamente pela energia espiritual.
Musei: Sotatsu e Korin são realmente grandiosos. Dizem que, mesmo depois de uma exposição de Matisse, eles não ficam por baixo. Parece que, na verdade, foi Matisse quem aprendeu com eles.
Okada: Matisse, em geral, tirou a sensibilidade de Korin e a técnica de Sharaku. O que ele fez foi pegar Sharaku e Korin e simplificá-los de forma moderna. Quanto às pinturas a óleo de Matisse, não as admiro tanto — nesse campo, até os pós-impressionistas têm obras superiores. No entanto, seus desenhos são realmente notáveis.
Musei: Existe aquele retrato da filha de Matisse (da coleção do Museu de Arte de Ohara). Todos o elogiam, mas eu não o entendo. No entanto, outro dia, fui à casa do Sr. Nomura Kodo e vi um desenho de Matisse (uma jovem). Esse eu entendi — era realmente maravilhoso.
Okada: É porque, com linhas simples, ele expressa muito bem a individualidade.
Musei: Há uma pintura de Mokkei ou Ryo Kai que mostra Hotei observando galos brigando. Essa cena também aparece em uma pintura de Musashi; no original há uma árvore ao fundo, mas na versão de Musashi essa árvore não aparece. Por falar em pinturas de Musashi, esta também é uma história espiritual: eu vinha falando muito sobre Miyamoto Musashi em transmissões de rádio e pensava que precisava ter uma obra dele. Então, um antiquário trouxe uma obra. Era uma pintura de gansos selvagens, mas eram gansos estranhamente gordos, bem rechonchudos. Como era cara, desisti de comprar. Dois ou três dias depois, porém, o Sr. Yoshikawa Eiji veio inesperadamente com sua esposa — era a primeira vez que vinham à minha casa. Ele disse: "Bem, hoje vim para lhe dar um presente". E me deu uma pintura de Musashi. Deve ter havido algo no mundo espiritual que determinou que a pintura de Musashi viesse para minha casa.
Okada: Ou seja, o mundo espiritual ficou muito feliz por você estar divulgando Musashi e sentiu que precisava retribuir de alguma forma... (Risos)
(Enquanto apreciavam um par de rolos de Sotatsu representando "Dragão" e "Tigre", de propriedade do Sr. Okada, e um prato quadrado de Kenzan com a pintura de "Pinheiro e Cerejeira da Montanha", a conversa sobre pintura e arte se estendeu ainda mais. Falaram também sobre Picasso, Umehara Ryuzaburo, Yasui Sotaro, Koide Narashige e Kishida Ryusei, além de Seiho, Taikan, Kokei, entre outros. Desenvolveu-se, de fato, um grande debate sobre arte, mas, infelizmente, foi omitido.)
💬 Contribua com a tradução
Encontrou algo estranho ou que pode ser melhorado? Selecione o trecho no texto (ou escreva abaixo) e envie sua observação. A equipe Goshinsho analisará cada indicação. Para enviar, será necessário fazer login.