← Palavra Escrita
0%

⚠️ Uso exclusivo do Goshinsho: não autorizamos a reprodução deste conteúdo sem autorização expressa. Tradução em revisão — pode conter erros.

Palestra (3): Cura Completa com Johrei Jornais, publicado em 26 de fevereiro do ano 28 da Era Showa (1953) Entre as doenças causadas pelas toxinas medicamentosas, a mais comum é a do estômago. No início, ela se manifesta por comer em excesso, azia e indigestão, mas qualquer pessoa toma logo um remédio para o estômago e pensa que está curada, ao menos temporariamente. No entanto, com o passar dos dias, a doença reaparece. Cura-se novamente com remédio, e ela volta, repetindo esse ciclo, até se tornar crônica. Problemas que se curariam naturalmente, se fossem deixados em paz, tornam-se impossíveis de resolver por causa desses métodos errados que acabei de descrever. Outro caso comum é a úlcera estomacal. Nela, o bicarbonato de sódio contido nos remédios para o estômago — também uma toxina medicamentosa — amolece até mesmo a parede do estômago. Quando um alimento sólido toca essa área, ela se rompe e sangra. É o que chamam de hemorragia. Em seguida, vêm as dores de cabeça e as doenças do nariz, dos olhos e das amígdalas. Para dor de cabeça, logo se usa um sedativo; para doença do nariz, cocaína; para doença dos olhos, colírio; para amigdalite, lugol. Recorre-se imediatamente a remédios, mas todos visam apenas um efeito temporário. Fazer isso certamente leva ao envenenamento. Mesmo a febre, se deixada em paz, vai diminuindo aos poucos. Mas, se por acaso se usa um antitérmico, a febre baixa por um momento e logo, como reação, sobe novamente. Toma-se remédio de novo, e, no fim, quando se consulta um médico, ele fica com expressão preocupada, dizendo que a causa é desconhecida. No entanto, como foi o próprio médico quem criou a situação, é natural que a causa seja desconhecida. Os medicamentos têm a propriedade de se solidificar com facilidade e de serem difíceis de excretar. Por isso, permanecem solidificados, normalmente, de dez a várias décadas — e, nos casos graves, por toda a vida. Eu mesmo, há cerca de cinquenta anos, sofri de pleurisia e tuberculose, e a toxina medicamentosa daquela época ainda permanece em mim. Por isso, faço Johrei diariamente, sem falta. É claro que, ao falar de toxina medicamentosa, não me refiro apenas aos remédios ocidentais. O mesmo raciocínio vale para os medicamentos da medicina chinesa. Pode-se dizer que a dor provocada pelos remédios ocidentais é aguda, enquanto a dos medicamentos chineses é surda. Em suma, quero afirmar com convicção que, a menos que se destrua a superstição das toxinas medicamentosas, não será possível expulsar da humanidade o sofrimento das doenças. Em seguida, quanto à cirurgia na medicina moderna: nos Estados Unidos, celebra-se o progresso da cirurgia, mas isso não é um avanço da medicina; é, antes, um retrocesso. Por quê? Porque a verdadeira terapia não remove o órgão afetado pela doença; ela deixa o órgão como está e remove apenas a doença. Se o ser humano remove uma parte do corpo por meio de cirurgia, é impossível que não haja alguma influência disso. É comum que, diante de uma apendicite, o médico corte imediatamente o apêndice vermiforme por meio de cirurgia. Não há nada mais bárbaro do que isso. O Criador não criou nada desnecessário no corpo humano. Originalmente, a função do apêndice é eliminar as toxinas da metade inferior do corpo. Portanto, cortá-lo é uma ideia completamente absurda. Explicando em detalhes: as toxinas primeiro se acumulam na região dos rins, no lado direito das costas, dissolvem-se aos poucos, deslocam-se para a região do apêndice e ali se solidificam. Quando esse acúmulo atinge certo grau, ocorre uma purificação, gerando febre e dissolvendo-as. Essa dor é a apendicite. Por isso, se aplicarmos Johrei no local, a dor desaparece imediatamente; em pouco tempo ocorre diarreia e, por fim, a cura é completa. Se o apêndice, que tem a função de eliminar toxinas, desaparecer, as toxinas que ali se acumulavam serão forçadas a se acumular no peritônio ou na região dos rins. Isso se torna a causa de doenças como dores de dente malignas, otite média, conjuntivite e inchaços no rosto. Agora, quanto à minha terapia de Johrei: o método consiste simplesmente em estender a mão no espaço, a alguns passos de distância do paciente. O tempo necessário é de apenas dez a trinta minutos; é um método simples, que não requer instrumentos nem custos. Uma só pessoa pode atender dezenas de pacientes por dia; por isso, pode ser considerada a terapia mais ideal. Mesmo aqueles que foram abandonados por grandes hospitais, ou que receberam sentença de morte de grandes doutores, curam-se radicalmente com minha terapia de Johrei, não de forma temporária. Pode-se dizer, portanto, que é verdadeiramente o grande milagre do século XX. E, se essa terapia se difundir por todo o mundo, um mundo sem doenças se realizará completamente. Palestra (1): Tudo Neste Mundo É Veneno Jornais, publicado em 24 de fevereiro do ano 28 da Era Showa (1953) Em meados de maio, faremos uma exposição de ukiyo-e no Museu de Arte de Hakone, em Gōra. Estou atarefadíssimo com os preparativos, mas não quero esquecer que a arte está sempre presente na base da religião. Isso porque, em qualquer obra de arte, transparece a concretização simbólica da verdade, do bem e da beleza. Ou seja, penso que o religioso, ao educar as massas por meio do pensamento artístico, acaba por incutir o espírito da verdade, do bem e da beleza. Ademais, ninguém se interessou tanto pela arte quanto o Príncipe Shotoku, o primeiro a difundir o budismo no Japão. A esplendorosa cultura da era Tenpyo também só existiu graças a ele. Observem, por exemplo, as imagens de Buda Shakyamuni daquela época. O sorriso suave, o grande voto de compaixão que transborda do rosto infantil de profundas marcas, a atmosfera sublime que se impõe em silêncio — não se percebe, nisso, o movimento dentro da quietude? Ademais, transmite uma sensação de paz. Por isso, acredito que a verdadeira religião está inteiramente expressa nas obras de arte. A verdade e o bem nelas contidos são de ordem espiritual, mas a beleza pode elevar a alma humana através dos olhos. É um fato histórico inegável que todas as artes — pintura, escultura, música — tiveram a religião como matriz. Atualmente, porém, essa ligação foi se enfraquecendo aos poucos: a religião e a arte se separaram, e a isso se somou a influência da ciência moderna. Ouvem-se vozes sobre o declínio da religião, mas essa não é, evidentemente, a forma do futuro. A religião e a arte devem avançar como as duas rodas de uma carruagem. E sustento a teoria da paz absoluta: onde a religião e a arte florescem, a guerra é absolutamente impossível. Portanto, acredito que o objetivo final da religião também reside aqui. É nesse sentido que a Igreja Messiânica realiza frequentemente exposições de arte. E é também por isso que estou pensando em ampliar esse conceito e realizar uma grande exposição das minhas obras de arte, que já começam a atrair a atenção de diversos setores, em uma loja de departamentos em Tóquio. Isso porque acredito na profunda conexão entre religião e arte. Em seguida, gostaria de falar sobre a terapia de Johrei, peculiar à Igreja Messiânica. De modo geral, todo ser humano, sem exceção, possui, desde o nascimento, toxinas congênitas e adquiridas. As congênitas são herdadas dos pais; as adquiridas, por sua vez, são as toxinas medicamentosas introduzidas no corpo após o nascimento. Pode haver quem estranhe o termo "toxina medicamentosa", pois é senso comum que o medicamento cura doenças e mantém a saúde. No entanto, se os medicamentos realmente curassem as doenças, o número de doentes deveria diminuir gradativamente; a realidade, porém, é o oposto: ele só aumenta. A ação dos medicamentos faz com que os sintomas da doença diminuam por causa da toxina medicamentosa, dando a impressão de cura, mas na verdade não há cura. Por que o medicamento é considerado uma substância venenosa? Quando o Criador fez o ser humano, preparou os alimentos para que ele pudesse sustentar a vida. Entre os alimentos, há os que podem ser ingeridos pelo homem e os que não podem, e essa distinção é clara. O corpo humano não consegue processar corpos estranhos ao organismo que não sejam os designados como alimento. Como os medicamentos são corpos estranhos ao organismo, apenas os nutrientes neles contidos são absorvidos; o restante permanece no corpo. Esse resíduo é a toxina medicamentosa, que se acumula em várias partes do corpo e, com o tempo, endurece. Palestra Jornais, publicado em 24 de fevereiro do ano 28 da Era Showa (1953) Não quero esquecer que, na base da religião, deve sempre existir a arte. Isso porque, em qualquer obra de arte, transparece a concretização simbólica da verdade, do bem e da beleza. Ou seja, creio que, ao educar as massas por meio do pensamento artístico, o religioso acaba por incutir o espírito da verdade, do bem e da beleza. Além disso, ninguém teve tanto interesse pela arte quanto o Príncipe Shotoku, que foi o primeiro a difundir o budismo no Japão. A esplêndida cultura Tenpyo também só existiu graças ao príncipe. Observem, por exemplo, as imagens de Buda Shakyamuni daquela época. O sorriso sereno, o grande voto de compaixão que transborda do rosto infantil de traços profundos, a atmosfera sublime que nos envolve em silêncio — não se percebe, nisso, o movimento dentro da quietude? Há também uma sensação de paz. Por isso, acredito que a verdadeira religião está inteiramente expressa nas obras de arte. A verdade e o bem, contidos nelas, são de natureza espiritual, mas a beleza pode elevar a alma humana através dos olhos. É um fato histórico inegável que todas as artes — pintura, escultura, música — tiveram a religião como matriz. Hoje, porém, essa relação foi se enfraquecendo gradualmente, e a religião e a arte se separaram. A isso se somou a influência da ciência moderna, e ouvem-se vozes sobre o declínio da religião, mas isso certamente não é a forma do futuro. A religião e a arte precisam avançar como as duas rodas de uma carruagem. E sustento a teoria da paz absoluta: onde a religião e a arte florescem, a guerra é absolutamente impossível. Por isso, creio que o objetivo final da religião também reside aqui. É por essa razão que a Igreja Messiânica realiza frequentemente exposições de obras de arte. E, ampliando esse conceito, estou pensando em realizar uma grande exposição das minhas obras de arte, que já começam a atrair a atenção de diversos setores, em uma loja de departamentos de Tóquio. Isso também se deve ao fato de eu acreditar na profunda conexão entre religião e arte. (O trecho seguinte foi omitido por não ter relação direta com a arte.) Palestra (2): As Toxinas Concentram-se no Cérebro Jornais, publicado em 25 de fevereiro do ano 28 da Era Showa (1953) O local onde o veneno medicamentoso se acumula está sempre limitado às áreas que utilizam os nervos. Concentrando-se na parte superior do corpo, especialmente na cabeça, as toxinas se acumulam nos olhos, ouvidos, nariz e boca, até se solidificarem, por fim, ao redor do pescoço. A isso se dá o nome de rigidez (kori). Quando atinge certo grau, ocorre o processo de purificação (ação de excreção natural). Nessa ocasião, devido à febre, a concentração de toxinas se dissolve, torna-se líquida e é eliminada na forma de tosse, catarro, secreção nasal, suor, diarreia, urina quente etc. Esse estado é comumente chamado de resfriado. O resfriado é um dos processos de eliminação de toxinas. Por isso, pode ser um pouco doloroso, mas, se o suportarmos e nos entregarmos à natureza, as toxinas serão excretadas sem problemas, e o corpo se curará pela purificação. Por não saberem disso, interpretam de forma negativa o sofrimento da purificação, e o que conceberam a partir disso foi a terapia. Pode-se compreender o quão equivocada é essa tal terapia. No entanto, essa ação purificadora ocorre com tanto mais facilidade quanto mais vigorosa for a vitalidade do corpo humano. Para detê-la, o melhor é enfraquecer a vitalidade do corpo humano, e foi por isso que se passou a usar medicamentos. Pode-se dizer também que um medicamento de efeito eficaz é aquele cujo veneno foi intensificado a ponto de não provocar envenenamento. Dessa forma, ao tentarem dissolver e eliminar as toxinas com toxinas medicamentosas, acabaram, ao contrário, por solidificá-las. Por isso, acho que se pode compreender bem o quanto as pessoas de hoje são portadoras de toxinas e quão propensas a doenças se tornaram. Recentemente, as pessoas se alegram, dizendo que a expectativa de vida média do ser humano chegou aos sessenta e tantos anos, mas isso é estranho. O ser humano, se não tiver doenças, pode viver facilmente mais de cem anos. Morrer com menos de cem anos se deve a mortes não naturais causadas por doenças. Se não houver doenças, a morte será natural; portanto, é natural que se viva mais. Em suma, a terapia não cura a doença; não passa de um meio de aliviar o sofrimento temporário. Entre as terapias, a moxabustão e os métodos de calor são um pouco diferentes, mas estes também, ao estimularem temporariamente o local com calor, atraem as toxinas para aquele ponto, trazendo alívio; depois, porém, retornam ao estado anterior, sem resultado algum no final. Existe também o método de destruir o câncer com radiação de rádio. Se fosse apenas a destruição do câncer, seria ótimo; mas, na verdade, como destrói até o próprio tecido, o saldo é negativo. Ou seja, as terapias até hoje são métodos que, do começo ao fim, solidificam as toxinas, não as dissolvem nem as eliminam. Percebe-se isso pelo fato de que, mesmo quando um doente vai ao médico, este nunca diz “curar”, mas sim “solidificar”. A título de digressão, ouve-se frequentemente dos médicos que quanto mais a pessoa usa medicamentos caros tentando se curar, menos a doença sara, e, ao contrário, os doentes que pensam “tanto faz” se curam mais facilmente. Essa é uma história que se compreende bem. Há um ditado antigo que diz: “Não existe pessoa que não seja vaidosa e não tenha ‘crosta’”. Essa “crosta” é popularmente chamada de toxina fetal e, na medicina moderna, de sífilis hereditária. Trata-se de toxinas medicamentosas antigas. Em algum momento, a ação de eliminação precisa ocorrer, e é a esse fenômeno que se dá o nome de varíola. Antigamente, Jenner descobriu a vacinação e livrou a humanidade da varíola, mas as toxinas da varíola não foram completamente eliminadas pela vacinação. Isso apenas enfraqueceu a força de eliminação, e as toxinas continuam a permanecer no corpo. Essas toxinas remanescentes tornam-se também a causa de várias doenças. Na sequência, com o passar do tempo, as toxinas se acumulam e se solidificam em algum lugar do corpo. Essa ação purificadora manifesta-se como resfriado e também como várias doenças de pele, falsa paralisia infantil e meningite. Visto que a saúde dos povos da Inglaterra e da França declinou após a descoberta da vacinação, para eliminar a varíola da humanidade seria necessário jogar todos os medicamentos no mar; mas, mesmo que se fizesse isso, o efeito não apareceria de imediato. Por quê? Porque, como os seres humanos estão repletos de medicamentos há séculos, para curar a todos, provavelmente serão necessárias duas ou três gerações.

💬 Contribua com a tradução

Encontrou algo estranho ou que pode ser melhorado? Selecione o trecho no texto (ou escreva abaixo) e envie sua observação. A equipe Goshinsho analisará cada indicação. Para enviar, será necessário fazer login.