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Ensinamentos_diversos
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Um Mundo Sem Doença, Pobreza e Conflitos
Movimento Kannon, publicado em 15 de setembro do ano 10 da Era Showa (1935)
Quando se fala em um mundo sem doença, pobreza e conflito, as pessoas certamente dirão que isso é um ideal, algo que jamais poderia ser realizado.
No entanto, o nosso movimento afirma, sem hesitar, sua convicção de que isso é possível. Qual seria, então, a raiz fundamental para eliminar completamente a doença, a pobreza e o conflito? Acima de tudo, é a erradicação das doenças.
Suponhamos, primeiramente, que uma pessoa adoeça: as despesas com o tratamento e a perda da capacidade de trabalhar formam um fardo duplo, que só aumenta à medida que a doença se prolonga, até que a maior parte dos bens se perde. As economias reunidas com o suor de muitos anos se esgotam; pedem-se empréstimos a parentes e conhecidos até o limite, e um lar que até o ano passado vivia com tanta abundância, paz e alegria cai no fundo do poço, sem deixar vestígios de sua antiga forma — há inúmeros exemplos, na sociedade, de famílias que agonizam na pobreza e no sofrimento da doença.
Além disso, quando alguém adoece gravemente, não é apenas o doente que sofre: toda a família assume uma responsabilidade infinita. Parentes e conhecidos são afetados e, dependendo do caso, até o local de trabalho sofre prejuízos, maiores ou menores. O impacto alcança não só quatro ou cinco membros da família, mas também pessoas de fora — e o resultado é algo terrível. Se dois ou três doentes graves se sucederem, mesmo uma família com mais de dez mil em bens acaba inevitavelmente tendo de se mudar para um cortiço, como inúmeros exemplos demonstram.
As pessoas poupam com dois objetivos: um é construir riqueza; o outro, cobrir as despesas de tratamento em caso de doença. O primeiro é ativo; o segundo, passivo — mas todos sabem que a poupança passiva é, de longe, a mais comum.
Portanto, não se pode negar a conclusão de que a maior causa da pobreza são as doenças. Quanto ao conflito, por sua vez — seja entre nações, seja entre pessoas —, é também de conhecimento geral que sua maior causa é de ordem econômica. Assim, para eliminar completamente a doença, a pobreza e o conflito, a ordem mais adequada é começar resolvendo a doença, que é a causa raiz. Um ser humano sem doenças — eis a questão primordial. Qualquer que seja a salvação, não pode haver outra forma senão esta. E o poder para realizar isso é, sem dúvida, o Poder Kannon, e não há outro. Trata-se, portanto, de uma obra tão magnífica que nem mesmo Shakyamuni ou Cristo jamais sonharam; pode-se dizer que a pessoa capaz de acreditar nisso é um ser feliz como nunca antes existiu.
Diálogo com um locutor da NHK
Ensinamentos diversos, publicado em 17 de julho do ano 24 da Era Showa (1949)
(Hoje, uma equipe de gravação da NHK veio e gravou a audiência com o Grão-Mestre)
Interlocutor: Mesmo quando uma grande pessoa, como Jesus ou Gandhi, morre de forma violenta, ela pode ir para o Paraíso? E, no caso de alguém como o Sr. Shimoyama, cujo corpo foi despedaçado, como fica o corpo espiritual no mundo espiritual?
Meishu-Sama: Jesus e Gandhi são diferentes. Jesus é um religioso, portanto ressuscita imediatamente para o Paraíso; Gandhi, porém, é um político. Diferente dos comuns, Gandhi era um asceta brâmane e, por isso, fez jejuns várias vezes. Assim, não foi diretamente para o Paraíso; deve ter caído uma vez no Inferno. É claro que ele vai para o Paraíso rapidamente, pois fez coisas boas.
Interlocutor: Se não tivesse morrido daquela forma, teria ido para o Paraíso?
Meishu-Sama: Não é certo, mas uma morte assim faz sofrer no Inferno... Quanto ao caso do Sr. Shimoyama, mesmo despedaçado, o corpo se une imediatamente. No entanto, mesmo unido, o local da união dói e sofre por um tempo. Se as pessoas que ficaram oferecerem homenagens sinceras, a dor desaparece mais rápido. Por exemplo, quando o corpo é despedaçado por uma bomba, o espírito também se fragmenta, mas logo se refaz. Isso é relativamente rápido; em geral, cura-se em cerca de uma semana.
Interlocutor: No cultivo sem fertilizantes, o uso de farelo de soja e trevo-roxo como complemento ao composto natural é adequado?
Meishu-Sama: Não é necessário. No entanto, não é tão ruim, pois são plantas. Mas dá trabalho extra. O farelo de soja pode ser usado conforme a ocasião.
Interlocutor: Ouvi dizer que o cultivo de Kannon é aproveitar o poder da terra. Aplicar Johrei nas plantas é necessário apenas enquanto o solo tiver toxinas de fertilizantes? No futuro, quando as toxinas desaparecerem, o Johrei será desnecessário?
Meishu-Sama: Claro, é necessário enquanto houver toxinas; mas, no futuro, também é bom fazer, pois as nuvens espirituais se apossam de tudo. Por exemplo, se alguém vende um arrozal e depois se arrepende, pensando "Ah, que pena, não deveria ter vendido", esse pensamento se fixa no arrozal. Se o arrozal foi tomado por estar hipotecado, é ainda pior.
Interlocutor: Pode-se considerar que, quando o país se purificar, haverá boas colheitas?
Meishu-Sama: Claro que sim. Como sempre digo, os insetos que vêm causando problemas nos pinheiros e nos cedros em todo o país também se devem às nuvens espirituais dos japoneses; são essas nuvens que criam os insetos. É a mesma coisa.
Interlocutor: A cultura japonesa parece ter muitas características únicas no mundo. Que aspectos contribuirão para a cultura mundial no futuro?
Meishu-Sama: Diz-se que é uma cultura única, mas isso acontece em todo lugar: cada país tem suas peculiaridades — e está tudo bem. Por isso, digo que o mundo é uma pintura. Como é uma pintura, tem várias cores; no entanto, dentro dela, o vermelho fala mal do azul, e o azul fala mal do amarelo. A "cor" do Japão é a arte. Isso é único no Japão. A arte japonesa é algo que pode ser exibido com orgulho para o exterior. E é isso que estou agora me preparando para divulgar ao mundo, por meio da arquitetura, do artesanato, da pintura etc. Até o jardim que estou fazendo agora é uma beleza. Mas, até agora, eu não sabia disso; isso não serve. Bem, para simplificar: o Japão, até agora, era um yakuza. Quando tentou expandir seu território, foi reprimido. Mas não é assim; o Japão não deve ser yakuza, deve fazer arte.
Interlocutor: Isso inclui o Oriente e o Ocidente?
Meishu-Sama: Claro, é mundial... Realmente, até agora, havia muita arte infernal. Bem, isso era necessário no mundo infernal de até então. Mas, de agora em diante, mudará para a arte celestial.
Interlocutor: Quando elementos mundiais entram, a singularidade japonesa parece diminuir...
Meishu-Sama: É isso que é a singularidade japonesa. O que diminui é justamente o que a torna singular, entende? Por isso, não há raça que entenda todas as artes como os japoneses. Nem mesmo a música ocidental é compreendida por ninguém tão bem quanto pelos japoneses. O mesmo vale para a pintura e a escultura; mesmo na pintura a óleo, há artistas japoneses que não ficam atrás dos melhores pintores ocidentais. Por esses pontos, percebe-se que os japoneses têm uma missão nessa área.
Interlocutor: Ouvi dizer que "as nuvens espirituais se refletem no corpo e causam doenças". Assim como a medicina moderna classifica disenteria, cólera, tifo, sífilis, tuberculose, etc., as nuvens espirituais também são classificadas dessa forma?
Meishu-Sama: Claro que sim. As nuvens espirituais têm tipos, e cada micróbio age. Como sempre digo, os micróbios se alimentam das toxinas do sangue e se multiplicam. Por isso, os micróbios variam conforme o veneno, em correspondência com o veneno.
Por isso, as doenças infecciosas variam de país para país. Há doenças infecciosas que não existem na Inglaterra. Dizem que, para experimentar a bactéria do tifo, como não há, trazem-na de fora. Isso significa que a bactéria do tifo se tornou desnecessária.
Tudo o que existe na Terra existe por alguma necessidade. Por isso, nos tempos antigos, devia haver feras e cobras venenosas que hoje não existem. Com o tempo, elas desapareceram. Deve ter havido dinossauros perto da Mongólia. Recentemente, disseram ter visto um dinossauro vivo no Himalaia. Essas coisas eram necessárias no passado, mas, como não são mais, desapareceram. E, se isso vale para grandes seres vivos, vale também para pequenos micróbios. Por isso, se o sangue humano se purificar, os micróbios desaparecerão. No entanto, quando a necessidade não é descoberta, os humanos dizem que é "desnecessário"...
Interlocutor: A doença atômica do Dr. Nagai pode ser curada com Johrei?
Meishu-Sama: Cura-se. Toda vez que vejo notícias do Dr. Nagai nos jornais, tenho pena dele. Mas sei que, se eu falar com ele, ele não aceitará; por isso, não sugiro. Há um jovem que foi atingido pela bomba atômica em Hiroshima, se curou e está saudável... Essa doença atômica é fácil de curar, pois é um choque temporário. Se o Dr. Nagai tivesse feito isso desde o início, já estaria curado há muito tempo.
Interlocutor: Gostaria de perguntar sobre os caracteres da Era dos Deuses.
Meishu-Sama: Acho que isso não é algo único do Japão, mas sim europeu. É como o alfabeto romano, pois se escreve na horizontal. Antes da história do Japão, europeus e indianos já vinham ao Japão. Acho que os caracteres da Era dos Deuses são isso. Um japonês chamado Sakai Shogun (?) [Sakai Katsutoki] conseguia ler esses caracteres e escreveu livros traduzindo-os. Dizem que em Isohara, província de Ibaraki, há a religião Amatsukyo, onde está escrito em caracteres da Era dos Deuses sobre as 72 gerações anteriores ao Imperador Jinmu.
Interlocutor: No livro "Conversas sobre a Fé", li que "quando os pensamentos e ações em vida se degeneram abaixo do nível humano, tornando-se como animais, a pessoa cai no caminho animal". Que pensamentos e ações levam à reencarnação em sapos, peixes, insetos, etc.?
Meishu-Sama: Entendo... Ou seja, isso se dá pelo princípio da correspondência dos pensamentos. Até os sapos têm um "caráter de sapo". Mas, quando digo sapo, refiro-me ao sapo-cururu, não ao sapo comum. Quanto às lesmas, não há [casos]. Outros insetos, sim. Às vezes, a pessoa se torna peixe. Isso ocorre em casos de pecados relacionados à água, como quando um pescador usa o dinheiro ganho com a pesca para fazer o mal.
Interlocutor: Outro dia, ouvi que "Deus usa frequentemente os insetos". Que tipo de insetos Ele usa?
Meishu-Sama: Quando Deus usa insetos, costuma usar borboletas. Eu mesmo já tive uma experiência. Além disso, Ele também se apossa de centopeias. Antigamente, quando eu morava em Omori, uma borboleta muito grande veio e pousou no vidro. Mesmo quando me aproximei, ela não voou. Naquela manhã, minha esposa estava em trabalho de parto, então senti: "Ah, vai nascer uma menina". Porque borboleta é feminino e libélula é masculino. Bem, isso parece uma história da criação, mas Deus também usa esses insetos.
(Após a apresentação do manuscrito original, o locutor da NHK fez várias perguntas ao Grão-Mestre. O resumo das perguntas e respostas é o seguinte:)
Interlocutor: Com licença, gostaria de perguntar várias coisas sobre a Organização Kannon...
Meishu-Sama: Sim, pode perguntar qualquer coisa.
Interlocutor: Qualquer coisa?
Meishu-Sama: Sim, sim, qualquer coisa.
Interlocutor: Olhando para esta imagem à frente, parece Kannon-Sama, mas a Kannon-Sama do budismo...
Meishu-Sama: É a mesma, a do budismo. Há quem diga que é diferente, mas é a mesma.
Interlocutor: Então, a "Oração Zengen-Sandji" de agora...
Meishu-Sama: Essa oração foi composta com base no Sutra de Kannon do budismo, como um poema waka.
Interlocutor: Li o livro "Conversas sobre a Fé". A doutrina e os textos sagrados daqui são...
Meishu-Sama: Só aquele é a doutrina e o texto sagrado. Bem, explicar em detalhes fica complicado; de forma simples, o objetivo é construir um mundo sem doença, pobreza e conflitos.
Interlocutor: Isso é o "Paraíso Terrestre"?
Meishu-Sama: É isso.
Interlocutor: Qual foi a motivação para o senhor se tornar assim?
Meishu-Sama: Não é fácil explicar em poucas palavras.
Interlocutor: Quando começou?
Meishu-Sama: Foi em outubro do 9º ano da Era Showa (1934). Naquela época, havia repressão às novas religiões; a religião Oomoto foi atacada... Fui reprimido como efeito colateral, porque estava curando doenças.
Interlocutor: Ah, curando doenças.
Meishu-Sama: Naquela época, eu me dedicava tanto à religião quanto à cura, mas me mandaram escolher um dos dois. Como a religião era complicada, fiquei só com a cura.
Interlocutor: Então, depois da guerra, o senhor se dedica tanto à religião quanto à cura?
Meishu-Sama: Não, fiquei só com a religião. É diferente.
Interlocutor: Ah, sim... E o número de fiéis?
Meishu-Sama: Cerca de 170 a 180 mil.
Interlocutor: É nacional?
Meishu-Sama: Sim, nacional.
Interlocutor: Em Kyushu também?
Meishu-Sama: Sim, claro.
Interlocutor: E as filiais e núcleos locais?
Meishu-Sama: Sim.
Interlocutor: Quantas vezes por mês há reuniões?
Meishu-Sama: Descansamos seis vezes por mês.
Interlocutor: Os membros dos núcleos se reúnem alternadamente?
Meishu-Sama: Sim, a maioria é composta de Ministros e Ministros Responsáveis de Unidade Religiosa.
Interlocutor: Quantos são?
Meishu-Sama: Cerca de três mil.
Interlocutor: Observei que os broches usados pelos fiéis têm tipos diferentes.
Meishu-Sama: Isso aconteceu porque os fizemos; agora, jogá-los fora seria desperdício, então estamos usando os que já foram feitos.
Interlocutor: O que significa a cruz no meio? Tem relação com o cristianismo?
Meishu-Sama: Mais do que uma relação, em minha interpretação, a cruz significa unir a longitude e a latitude. A longitude é o Oriente, a cultura oriental. A latitude é o Ocidente, a civilização material ocidental. Ademais, a longitude é a ligação com os ancestrais, e a latitude, o espírito de amor fraterno do cristianismo. Por isso, o Japão ter se tornado um país democrático após a derrota significa que a barra da latitude entrou na longitude. Até então, havia apenas a longitude, como a lealdade ao imperador e o amor à pátria; agora, a latitude entrou.
Interlocutor: Entendi... Há pessoas famosas entre os fiéis?
Meishu-Sama: Há, mas elas não gostam que seus nomes sejam divulgados. Alguns intelectuais, por exemplo, talvez por terem considerado superstição até agora, agora se sentem constrangidos e se escondem. Além disso, eu também não quero usar pessoas famosas. Acredito que, se a religião tiver verdadeiro poder, ela se desenvolverá naturalmente.
Interlocutor: O senhor é muito modesto (Risos)... Esconder é por falta de fé?
Meishu-Sama: Bem, sim.
Interlocutor: Fora as questões espirituais, nós podemos entender...
Meishu-Sama: O problema é que o espírito é invisível. (Risos)
Interlocutor: No debate radiofônico intitulado "Ciência e religião são compatíveis?", concluiu-se que ciência e religião estão em dimensões e mundos diferentes. Mas, pelo que o senhor diz, parece que a religião está invadindo o território da ciência...
Meishu-Sama: Não, religião e ciência são compatíveis. No entanto, a ciência atual ainda não chegou ao ponto de ver o espírito. Afinal, mal descobriu o átomo. Quando der mais um passo a partir do átomo, passará a descobrir o reishi (partícula espiritual). Ainda não se avançou até lá.
Interlocutor: Aquele famoso "reflexo condicionado" explica o funcionamento da cabeça pela saliva ou algo assim...
Meishu-Sama: Não precisa falar de modo tão complicado. Quando se avança um pouco mais, basta fazer assim com o rosto (aproximando-se do interlocutor) para entender o sentimento da outra pessoa. (Gargalhadas)
Interlocutor: Atualmente, entre pessoas que se amam mutuamente, isso seria possível, não?
Meishu-Sama: (Risos) Sim, por isso se diz que "os olhos falam tanto quanto a boca". (Risos)
Interlocutor: De modo mais concreto: no manuscrito anterior, o senhor disse que "o veneno da varíola, que era suprimido pela vacinação, emerge como sarna". O senhor também se vacinou, não é?
Meishu-Sama: Sim, tomei.
Interlocutor: Foi porque ainda não sabia disso?
Meishu-Sama: Sim, foi.
Interlocutor: Eu também tomei a vacina, mas ainda não tive sarna...
Meishu-Sama: Você está com má aparência. (Gargalhadas) Se pegar sarna, sua aparência melhora.
Interlocutor: A conversa deu um salto... Então, a sarna vai eliminando o veneno aos poucos?
Meishu-Sama: É como um teste, não é? (Risos) É melhor pegar sarna.
Interlocutor: Quanto ao cultivo sem fertilizantes, parece que há dois métodos: um baseado em fatos e outro teórico...
Meishu-Sama: Eu fiz experimentos. Já estão concluídos... Às vezes a ciência toma a dianteira e guia, mas também há casos em que o fato ocorre primeiro e a ciência depois lhe dá uma explicação lógica, não é?
Interlocutor: Isso pode acontecer.
Meishu-Sama: Em breve, sairá um livro sobre o cultivo sem fertilizantes. Tente fazer você mesmo. Se der certo, está bom, não é?
Interlocutor: Faz-se Johrei nas plantações, não é?
Meishu-Sama: Não precisa fazer.
Interlocutor: Ah, não precisa?
Meishu-Sama: Sim, não precisa. No próximo livro, há dois casos registrados: um sem fertilizantes e um com Johrei. Leia e veja.
Interlocutor: E, com isso, quanto se consegue produzir?
Meishu-Sama: Bem, quanto aos detalhes, veja no livro. E, se ainda houver dúvidas, experimente.
Interlocutor: Na pergunta anterior, o senhor disse que o bagaço de soja não é venenoso, mas o fertilizante químico é...
Meishu-Sama: É fato.
Interlocutor: Ah, é fato?! (Gargalhadas)
Meishu-Sama: Sim. Usando fertilizante químico, a colheita é ruim e aparecem insetos. Olhe ao redor: as ervas daninhas não têm insetos, não é? Isso porque não há fertilizante químico. Portanto, não há outro jeito senão experimentar. Por exemplo, mesmo que você diga que está com dor em algum lugar, se eu fizer Johrei assim, cura-se. Assim, mais do que lógica — embora haja lógica, evidentemente —, o melhor é o que diz o ditado: "Quem não entra na toca do tigre não pega o filhote". Portanto, pesquise. (Risos)
Interlocutor: Atualmente sou ateu, mas sei que isso também tem limites.
Meishu-Sama: Sim, o ateísmo tem limites... Por isso, costumo dizer aos ateus: "Expliquem o amor cientificamente"... Bernard Shaw diz que "o amor é para a preservação da espécie".
Interlocutor: Eu também concordo com isso.
Meishu-Sama: Eu também concordo. (Gargalhadas) No entanto, mesmo que o amor seja para a preservação da espécie, resta a dúvida: por que o amor surge? E por que existe amor sem desejo sexual?
Interlocutor: A ciência ainda não chegou lá...
Meishu-Sama: Sim, é isso. A ciência ainda está longe... A minha área é a ciência do século XXI, por isso não pode ser explicada às pessoas de hoje. Na história, não houve casos em que algo estava muito à frente de seu tempo e não foi aceito naquela época?
Interlocutor: Sim, houve casos como o de Copérnico... Voltando ao assunto: o senhor pensa assim por conta própria sobre as questões médicas?
Meishu-Sama: Não é que eu pense, é fato.
Interlocutor: O que o senhor considera fato?
Meishu-Sama: Por isso mesmo: não é presunção nem ideia, é a realidade dos fatos.
Interlocutor: Como o senhor começou?
Meishu-Sama: Eu sofri muito de doenças e tomei remédios em abundância. Mas o resultado — não quero falar disso, mas — foi que fiquei num estado quase de possessão divina por uns três meses. Até então, eu era um ateu ferrenho; nunca tinha nem rezado ao passar por um santuário. No entanto, esse ateísmo acabou sendo derrotado por Deus.
Interlocutor: O senhor foi abandonado pela medicina?
Meishu-Sama: Isso também, mas, mais importante, percebi que o materialismo é apenas metade; o ser humano é movido pelo espírito, por isso é necessário o lado idealista.
Interlocutor: Não poderiam existir os dois?
Meishu-Sama: Não, à medida que se avança, esses dois se tornam um. Um lado é o mundo visível, o outro, o mundo invisível. Os religiosos de até agora negavam o lado material, mas, na verdade, os dois deveriam se tornar um.
Interlocutor: Então, como o método do senhor tem efeito, o senhor o recomenda a todos?
Meishu-Sama: Não, eu não recomendo. Quem recomenda são os seguidores. (Gargalhadas) Eu apenas falo um pouco, como agora.
Interlocutor: Pode ser intromissão, mas sinto pena dos seguidores.
Meishu-Sama: Os seguidores é que acham que vocês são muito mais dignos de pena. (Gargalhadas)
Interlocutor: Os seguidores, em termos de idade?
Meishu-Sama: Há muitos jovens.
Interlocutor: Em termos de sexo?
Meishu-Sama: As mulheres são um pouco mais numerosas.
Interlocutor: Em termos de classe social?
Meishu-Sama: Sim... Isso abrange todas as classes. E, se não fosse assim, não seria salvação. Se fosse algo tão difícil quanto a filosofia budista, apenas uma parte dos estudiosos entenderia.
Interlocutor: Em termos de nível educacional?
Meishu-Sama: Há doutores e professores universitários.
Interlocutor: Também deve haver quem só estudou até o primário, não?
Meishu-Sama: Sim, também há. Entre os dirigentes, há muitos formados em universidades.
Interlocutor: Os dirigentes são escolhidos pelo senhor, ou por eleição ou algo assim?
Meishu-Sama: Não, eles se decidem naturalmente. (Gargalhadas) Não sou eu que decido, nem é por eleição.
Interlocutor: Há pouco, o senhor falou que a doença atômica do Dr. Nagai também se cura...
Meishu-Sama: Sim, é verdade.
Interlocutor: Disseram que o Dr. Nagai é materialista, mas ele é cristão...
Meishu-Sama: Sim, ele é cristão. Por isso, se for pelo cristianismo, ele aceitaria, mas não aceitaria de outra religião. Dentro do próprio cristianismo há divisões, e algumas curam doenças pela oração. A Ciência Cristã é assim. Portanto, com o Dr. Nagai é diferente...
Interlocutor: Quanto a outras religiões, como as religiões que dançam ou a religião PL, o que o senhor pensa?
Meishu-Sama: Também essas nascem de uma necessidade. No entanto, ainda que haja necessidade, assim como há pessoas que fazem trabalhos grandes, médios e pequenos, também há religiões assim.
Interlocutor: O senhor não acha que são más?
Meishu-Sama: Não posso dizer que são más. Se fossem más, desapareceriam naturalmente. Por isso, até o comunismo é necessário. Se ele não existisse, os trabalhadores seriam explorados pelos capitalistas; é necessário para proteger os direitos dos trabalhadores. Mas não deve ir longe demais. Se o comunismo se exceder, Deus o impede. Ou seja, é Deus quem controla isso no mundo espiritual...
Interlocutor: Voltamos ao mundo espiritual?
Meishu-Sama: Sim.
Interlocutor: Segundo o livro do senhor, o ser humano, depois de morrer, nasce como animal...
Meishu-Sama: Há dois tipos: os animais do futuro e os humanos que reencarnaram como animais.
Interlocutor: Então, é como a reencarnação do budismo...
Meishu-Sama: Sim, é isso.
Interlocutor: Esse ponto também não é compreendido pelas pessoas de hoje...
Meishu-Sama: É porque foram educadas para não compreender. A educação até agora foi materialista e judaica. Os judeus são inteligentes. No entanto, o lado materialista também foi necessário até agora, para desenvolver a cultura material.
Interlocutor: Na verdade, eu havia perguntado há pouco sobre a morte do Sr. Shimoyama, se foi suicídio ou homicídio...
Meishu-Sama: Isso não é da minha alçada... Se for algo grande, em nível nacional, Deus me avisa; mas sobre coisas pequenas como essa, não pergunto a Deus. Além disso, não procuro saber de coisas pequenas.
Interlocutor: O senhor já teve algum pressentimento profético? Ouvi dizer que o senhor se mudou para Atami porque Tóquio iria queimar...
Meishu-Sama: Sim, já tive. Sabia, há vinte anos, que o Imperador ficaria como está agora. Mas, naquela época, se eu dissesse isso, seria um grande problema, por isso fiquei calado.
Interlocutor: Segundo seu livro, Kannon-Sama está no corpo do senhor...
Meishu-Sama: Não, não é Kannon-Sama. Há uma esfera (jóia) de luz em meu ventre, e a luz vem de Kannon-Sama através de um elo espiritual.
Interlocutor: Então, é como um receptor...
Meishu-Sama: Sim, é um receptor. É um aparelho de rádio.
Interlocutor: Desculpe a indiscrição, mas como estão as finanças da igreja?
Meishu-Sama: Taxas de associação, oferendas...
Interlocutor: Quanto é a taxa mensal?
Meishu-Sama: Trinta ienes por mês.
Interlocutor: E o resto?
Meishu-Sama: Doações. Para construir algo como isto (o Nikkōden, Palácio da Luz Solar), arrecada-se um fundo de construção. No entanto, quando alguém escapa da morte e fica são e salvo, fica tão grato que, quando entra dinheiro em suas mãos, traz para cá.
Interlocutor: Também trazem objetos?
Meishu-Sama: Também há objetos.
Interlocutor: É obrigatório?
Meishu-Sama: Não, não se obriga ninguém a trazer. Não é imposto. (Gargalhadas)
Interlocutor: Qual é a relação com a Igreja Miroku?
Meishu-Sama: Ela forma dois corpos com a Organização Kannon. É o yin e o yang.
Interlocutor: Na Igreja Miroku, cultuava-se Daikoku-Sama...
Meishu-Sama: Não, não é só na Igreja Miroku. Todos têm Daikoku-Sama.
Interlocutor: Por quê?
Meishu-Sama: Isso é porque, antigamente, eu tive déficits todos os meses. Nessa época, ganhei um Daikoku-Sama de alguém e o coloquei diante de Kannon-Sama; a partir daquele mês, o déficit desapareceu. Então, achei isso estranho e comecei a colecioná-los; em certa época, juntei uns cinquenta. (Risos) ... De qualquer forma, cultuar Daikoku-Sama faz entrar dinheiro.
Interlocutor: Como era o primeiro Daikoku-Sama?
Meishu-Sama: Era um Daikoku-Sama comum. Tinha gravado no verso algo como "ano Bunkyu tal".
Interlocutor: ... E por isso o senhor o cultua?
Meishu-Sama: Sim, é isso.
Interlocutor: Isso também é fato?
Meishu-Sama: (Risos) Sim, é fato. (Risos)
Interlocutor: Os seguidores trazem para quê?
Meishu-Sama: Para que eu abra os olhos espirituais.
Interlocutor: Os seguidores também querem se beneficiar disso?
Meishu-Sama: Sim.
Interlocutor: Então, eu também vou arranjar um Daikoku-Sama... (Gargalhadas)
(Uma parte da gravação acima foi transmitida no programa "Movimento do Tempo" na noite de domingo, 17 de julho)
Histórias Reais e Fictícias: Diálogo sobre o Sobrenatural (continuação, com Hioki Shōichi)
Ensinamentos diversos, publicado em 15 de outubro do ano 27 da Era Showa (1952)
Stálin, Obstinado à Necromancia
Sr. Hioki: Quando se fala em novas religiões, geralmente há muitas coisas como médiuns e necromancia, que são um tanto sobrenaturais, então acabo ficando com uma sensação de desconfiança. Eu, porém, tive vários laços com a Jikkōson e a encontrei várias vezes. Não importa como se veja, sua postura e comportamento não são de uma pessoa comum; é uma divindade. Em contraste, o fundador daqui é, bem, uma pessoa comum.
Meishu-Sama: Eu, no geral, detesto bancar o divino. Coisas formais, exageradamente afetadas. No geral, por mais grandioso que alguém seja, é um ser humano comum. Portanto, tratá-lo como ser humano é bom para ele e bom para mim. Minha opinião é: se alguém não gostar, que faça como quiser. De vez em quando, dizem-me: "Se você não der um pouco mais de peso, fica difícil sentir gratidão, é um problema." Mas eu digo: não, detesto esse tipo de coisa. Se não gostarem, não tem problema, podem parar, e eu recuso firmemente. Ainda hoje, quando se fala em "fundador", parece algo divino e distante.
Sr. Hioki: A Jikkōson, só de olhar, já se mostra afetada, divina e imponente.
Meishu-Sama: Eu não faço isso. Ainda hoje, gostaria muito de contar histórias picantes, mas na presença dos seguidores, a situação não é adequada.
Sr. Hioki: Mas, essa tal de necromancia, que a Jikkōson praticava bastante, de chamar pessoas mortas... é realmente possível? Quando se diz o nome póstumo e o nome da pessoa falecida, a sacerdotisa imediatamente se torna a pessoa morta e faz várias coisas. Dizem que pessoas que morreram há quatro ou cinco anos são chamadas em cerca de dez minutos, mas as antigas levam uns vinte minutos. Parece que o Inferno também está bastante congestionado. (Risos)
Meishu-Sama: Isso depende da classe do espírito. Se for um bom espírito, é rápido; mesmo que sejam centenas de anos, não leva nem um minuto. Eu também posso fazer isso, mas não faço. Eu não lido com espíritos inferiores. Lido com o chefe desses espíritos. Quando estive preso na prisão de Shizuoka, há vinte e cinco anos, estava entediado e, como era silencioso e adequado, pratiquei bastante. Naquela época, também chamei o espírito de Stálin. Disse-lhe que o comunismo estava errado e que deveria parar, mas Stálin, não importa o que dissesse, era teimoso e não ouvia. Mao Tsé-Tung foi relativamente obediente. Disse que ele se separaria da União Soviética. Isso era uma questão de tempo. Portanto, Stálin acabou morrendo sem se arrepender. Depois, também lidei com Buda, Cristo, o fundador da Oomoto, o fundador da Tenrikyo, e também chamei Kōbō Daishi.
Sr. Hioki: Oh, então o senhor fala russo, chinês, hebraico, tudo fluentemente. Então não deve ter ficado nada entediado; pelo contrário, deve ter sentido pena de sair da prisão. (Risos)
Habilidade Inata
Meishu-Sama: Não fiquei nada entediado. Posso conversar, pelo menos, com seguidores muito especiais, mas se isso se tornar muito conhecido no mundo, serei visto como uma religião do tipo Jikkōson. Isso não serve; pelo contrário, seria um problema. Por isso, continuo agindo normalmente.
Sr. Hioki: O senhor Onisaburo, da Oomoto, também fazia isso?
Meishu-Sama: Fazia.
Sr. Hioki: Esse tipo de coisa pode ser alcançado com treinamento?
Meishu-Sama: Há dois tipos: o que se alcança com treinamento e a habilidade inata. A Jikkōson, por exemplo, tem essa habilidade inata. Com treinamento, só se consegue até um certo ponto.
Sr. Hioki: Será que eu também conseguiria? Se eu pudesse, chamaria um por um todos os mortos de casos de assassinato não solucionados. E faria com que dissessem o nome do criminoso. Assim, a investigação policial seria desnecessária; tudo ficaria claro. Seria uma ajuda à humanidade e, acima de tudo, se chegasse a esse ponto, não existiriam mais pessoas que fazem o mal. No entanto, como diz a canção de Ishikawa Goemon, o número de pessoas más, como a areia da praia, não diminui em nada. É estranho. (Risos)
Meishu-Sama: Você não é capaz de fazer coisas como necromancia. Pessoas distraídas, que parecem tolas, é que têm essa capacidade. Eu, quando chego a um certo ponto, perco o interesse. Porque já compreendo.
Sr. Hioki: Na verdade, a Jikkōson, por ter se tornado tão grandiosa, tornou-se uma pessoa de um mundo diferente do nosso. Quando a encontro, ela já começa com "Hioki, há quanto tempo!" (Risos) Desde o início é assim, então não tenho escolha a não ser me curvar respeitosamente.
Meishu-Sama: Eu detesto isso. Acho que ser uma pessoa comum já é suficiente. Além disso, minha filosofia é não ter nenhum segredo. A propósito, a Igreja Messiânica, quando os estrangeiros começarem a acreditar, os intelectuais japoneses também a seguirão. Para fazer os japoneses reconhecerem algo, é mais rápido conquistar primeiro os americanos. (Risos) Por isso, estou pensando em lançar uma ofensiva nos Estados Unidos agora.
Fazer os Americanos se Converterem à Igreja Messiânica
Sr. Hioki: Os japoneses confiam mais nos americanos do que nos próprios japoneses.
Meishu-Sama: Tudo que é importado é valorizado. A religião também precisa ser importada para ter valor. Veja a pintura, por exemplo. Os japoneses nunca reconhecem seu próprio valor. Acho que a civilização mecânica dos EUA é notável, mas a arte e as belas-artes, o Japão está à frente. Fazem grande alvoroço com Matisse e Picasso, mas isso veio de Kōrin, do Japão. O Renascimento foi destruído por Kōrin. Na França, há um livro chamado "Kōrin, que Move o Mundo". Lendo-o, vê-se que Kōrin criou uma nova forma simples. E influenciou várias coisas. A arquitetura foi especialmente influenciada por Kōrin. Primeiro veio o Art Nouveau, depois a Secessão, e então surgiu o Futurismo. Agora, estou criando algo que avança ainda mais a obra de Le Corbusier. Embora Le Corbusier tenha um aspecto um tanto barato. Quanto ao mundo da pintura, o Impressionismo surgiu, e então Cézanne, Van Gogh etc. nasceram, mas todos foram influenciados por Kōrin. Depois, pela influência de Sharaku, Hokusai, Utamaro, surgiram os atuais Picasso, Matisse, Rouault...
Sr. Hioki: E então o senhor escreveu o livro "Salvando a América". Esse título é muito bom.
Meishu-Sama: Houve muitas pessoas que compraram o livro só por causa do título. Em breve, talvez eu publique "Salvando a União Soviética". (Risos) Agora, a tradução para o inglês deste livro ficou pronta, mas se for publicada de qualquer jeito e for mal compreendida, pode atrapalhar a futura propaganda da nossa religião, por isso estou pensando em investigar bem.
Sr. Hioki: O título é muito forte; os americanos podem sentir antipatia só pelo título.
Meishu-Sama: Não é bem assim. Como as pessoas das forças de ocupação estão traduzindo, acho que pode ser surpreendentemente bom.
Sr. Hioki: Qual é o tema?
O Livro que Salva a Medicina Americana
Meishu-Sama: Atualmente, os EUA têm um número muito grande de doentes. A tendência é aumentar a cada ano. Isso porque estão fazendo algo completamente falso, então aumenta cada vez mais. Por isso, estou ensinando concretamente como reduzir. Os americanos podem pensar: "Que japonês impertinente!", mas o que digo é a verdade.
Sr. Hioki: Que tipo de método?
Meishu-Sama: Em suma, os medicamentos. A medicina moderna americana não cura doenças; está, na verdade, criando-as. Apontei isso. E não é apenas por presunção; expliquei a partir de várias teorias fundamentais, de modo que não se possa deixar de pensar que é assim, que é a verdade. Por exemplo, a cirurgia é muito avançada nos EUA, mas o avanço da cirurgia é o retrocesso da medicina. Como não curam, operam. Se o apêndice está ruim, tiram o apêndice. No entanto, remover um órgão não é medicina. A verdadeira medicina é remover apenas a doença, deixando o órgão intacto. É mais ou menos isso. Neste ponto, mesmo a medicina japonesa está em apuros com a minha teoria. A doença, originalmente, é uma toxina que se solidifica em um local e pressiona o órgão. Portanto, basta remover apenas a toxina que pressiona, deixando o órgão como está. Assim, o corpo volta a ser saudável como antes. Remover o apêndice, o rim ou fazer cirurgia interna é tornar o paciente um deficiente interno. Chamar isso de avanço da medicina é um absurdo. Se a medicina avançasse, não haveria necessidade de remover. É porque a medicina não avança que, forçosamente, se pratica esse ato bárbaro. Os americanos parecem se irritar ao ler, mas não dizem nada. De qualquer forma, do meu lado, como consigo remover de fora, posso me gabar. Se não conseguisse, seria apenas teoria.
Sr. Hioki: Dizer que isso é possível sem usar medicamentos, para nós, pessoas comuns, só podemos tratar como um milagre. Quando o senhor começou a acreditar na existência de milagres?
A Profecia do Grande Terremoto de Kantō e a Experiência de Milagres
Meishu-Sama: Foi quando entrei na Oomoto e compreendi que Deus existe. Como compreendi? Porque milagres, milagres maravilhosos — isso é inevitável. Quando eu duvidava, eles apareciam, um após o outro.
Sr. Hioki: Que tipo de milagres?
Meishu-Sama: Há muitos. No Ofudesaki, está escrito: "Em breve, Tóquio se tornará um mar de fogo." Acreditei nisso e vendi por 36.000 ienes uma casa de dois andares que tinha em Kyōbashi e Odawara-chō, que valia 50.000 ou 60.000 ienes na época, e me mudei para Ōmori. Isso foi em 1921. Dois anos depois, em 1923, a área de Odawara-chō foi completamente queimada. Esse foi o primeiro.
Há outras coisas escritas em meus livros, mas foi ao entrar na Oomoto e praticar a fé que, gradualmente, fui compreendendo Deus. Foi na época do falecimento do Imperador Taisho. No final daquele ano, fui possuído por Deus. Por volta das doze horas da noite, sentia uma sensação muito boa. Achava estranho, mas sentia vontade de falar; as palavras saíam da boca e eu não conseguia detê-las. Dizia então coisas que nem sabia — basicamente, a história do Japão de quinhentos mil anos atrás. Pensei em registrar aquilo e mandei minha esposa escrever. Naquela ocasião, foi-me revelado plenamente para que eu havia nascido e que trabalho deveria realizar. Era tão lógico e coerente que não dava para acreditar que fosse mentira. Também me foi revelado plenamente o Incidente da Manchúria e que o Japão se tornaria como é hoje. Soube ainda que o sistema imperial acabaria, mas não podia dizê-lo então, por causa da época. Escrevi cerca de seis a doze centímetros em papel pautado, por uns três meses, de dezembro a fevereiro...
Sr. Hioki: Ah, entendo.
Atormentado pelo Sistema Imperial
Meishu-Sama: Então, parei com a loja de miudezas e me dediquei ao lado divino. Um pouco antes disso, quando eu fazia, as doenças melhoravam; eu mesmo, quando fazia em mim, sentia-me bem. Ganhei a confiança de que, pelo menos para viver, conseguiria — pelo menos para viver, tinha renda. Foi assim que entrei na Oomoto. Fui colocado em uma posição muito importante e tratado de forma especial pelo senhor Onisaburo Deguchi. Com o tempo, percebi que a Oomoto tinha coisas boas, mas também defeitos. No que dizia respeito às ações pessoais daquela pessoa, havia coisas que beiravam a falta de respeito. Pensei que, mais cedo ou mais tarde, isso daria problema. No ano seguinte à minha saída da Oomoto, ocorreu o Incidente da Oomoto; assim, escapei de ser preso. Depois disso, eu praticava a Terapia de Digitopuntura no Estilo Okada.
Sr. Hioki: O senhor Taniguchi Masaharu, da "Seicho-no-Ie", também não estava na Oomoto?
Meishu-Sama: Estávamos juntos. Ele ocupava um cargo superior ao meu. Eu era um seguidor leigo e fui visitá-lo para ouvir suas palestras. No entanto, ele era do tipo intelectual, ou seja, não se afinava com a Oomoto. A Oomoto é uma forma antiga de xintoísmo.
Sr. Hioki: O senhor deve ter passado por muitas dificuldades durante a guerra.
Meishu-Sama: Sofri durante a guerra, e continuei sofrendo até me tornar uma pessoa jurídica religiosa. A raiz do mal-entendido por parte das autoridades era o sistema imperial. As autoridades, frequentemente, perguntavam arbitrariamente aos seguidores: "O fundador de vocês, o que é mais importante, o fundador ou o imperador?" Portanto, o objeto de adoração não pode ser um ser humano vivo; se estiver morto, está bem. A Tenrikyo também foi oprimida enquanto o fundador estava vivo; depois que ele morreu, ficou tudo bem. É a mesma ideia de antigamente, na era Tokugawa: quando surgia uma pessoa importante, as autoridades a temiam e a enganavam.
Sr. Hioki: Não foram apenas os cidadãos que foram libertados com a derrota na guerra; a Igreja Messiânica foi a que mais se beneficiou, não é?
Meishu-Sama: Sim, se fosse como antes, não daria certo.
Destino Predeterminado e Destino Mutável São Coisas Diferentes
Sr. Hioki: O que o senhor pensa sobre o destino mutável?
Meishu-Sama: O ser humano tem tanto o destino predeterminado quanto o destino mutável. As pessoas frequentemente confundem os dois, mas são muito diferentes. O destino predeterminado não pode ser alterado. O destino mutável é como um quadro dentro do destino predeterminado. Mesmo estando embaixo, o destino mutável pode subir; mesmo estando em cima, pode descer. É possível melhorá-lo, ou seja, chegar ao máximo que lhe foi dado. Mas o destino predeterminado não é assim: o príncipe herdeiro sucede o imperador — isso é destino predeterminado. A pior coisa para o ser humano é a pressa, pois ela leva a atos forçados. É o que se deve ter em mente acima de tudo. O essencial é a capacidade de descobrir o ponto vital; qualquer coisa tem um ponto vital em algum lugar. Os políticos de hoje não conhecem o ponto vital e, por isso, fazem coisas desnecessárias.
Sr. Hioki: Precisamos fazer o senhor Hatoyama ouvir isso. (Risos) Embora já seja tarde.
Meishu-Sama: Quando o senhor Hatoyama saiu de Nirayama e ainda hesitava no Partido Liberal, apressou-se um pouco demais. Isso, na verdade, diminuiu o valor dele. Depois, Hirokawa Kōzen também se apressou.
Eu Escapei da Infelicidade
Sr. Hioki: Eu também já passei por várias situações, mas sempre tive a confiança de que não me tornaria infeliz. Por isso, nos momentos críticos, sempre conseguia superar. O interessante é que, no verão de 1923, eu estava hospedado em Honjo, na casa de um tal Ōishi, que na época era presidente da Assembleia Metropolitana de Tóquio. No dia 31 de agosto, senti tamanha aversão àquela casa que pedi para sair, mas tive o pedido recusado, pois estavam ocupados com a eleição para a Assembleia Metropolitana em 5 de setembro. Não suportando mais, naquela noite fugi para a casa em Gifu. No dia seguinte, houve um grande terremoto. Das dezessete pessoas que estavam naquela casa, apenas eu sobrevivi.
Meishu-Sama: Isso tem um significado espiritual: cada ser humano tem um deus guardião — no exterior, chamam de espírito guardião — que o acompanha e o ajuda.
Sr. Hioki: Outra vez foi em 23 de maio de 1944, quando recebi uma convocação para me alistar no 160º Batalhão de Engenharia em Toyohashi. Fiquei em apuros; mas, a esta altura, ser enviado para a guerra diante dos vizinhos era ridículo. Saí de casa sozinho, discretamente, e no dia 25 fui a uma pousada perto da estação de Toyohashi. Quando fui comer, olhei por acaso para o jornal Shizuoka que me trouxeram e vi que, cerca de vinte anos antes, quando estava hospedado em Shitaya, havia um homem chamado Nakanishi, que estudava na Universidade do Exército, no quarto ao lado. Eu era muito próximo dele, e acabamos nos tornando como irmãos. Naquele jornal Shizuoka, por acaso, havia uma notícia de que aquela pessoa, no dia anterior, havia passado de comandante de tropa em algum lugar da China a comandante do batalhão em que eu iria me alistar, e que, após ir ao palácio imperial, havia chegado em Toyohashi. Surpreso, liguei para ele imediatamente.
Assim que atendeu, disse: "É realmente você, Hioki? Eu queria te ver." E continuou: "Vou já, não saia daí." Desligou o telefone e logo chegou de carro. Subiu com os sapatos, me abraçou e chorou copiosamente. Conversamos muito, e eu disse: "Na verdade, recebi a convocação e vou me alistar como soldado raso no seu batalhão." Ele respondeu: "Isso é um problema. Mas, por hoje, estou feliz, então vamos comer e beber bastante."
No dia seguinte, ele tirou o dia de folga e fomos dar uma volta pela Península de Atsumi. Quando voltamos, havia um cavalo amarrado na frente. Fui à sala de recepção e lá estava um major médico. Ele, o comandante do batalhão, disse ao major médico: "Não estou falando como superior, mas este é um amigo íntimo meu que vai se alistar no meu batalhão. Parece que ele não está com uma saúde muito boa, então examine-o bem antes. Só estou dizendo que, se ele entrar no meu batalhão, será um grande problema para mim." E foi embora. Na manhã seguinte, veio um carro me buscar e fui levado à sala do médico. O médico deu ordens aos enfermeiros, mandou-os sair, me examinou e diagnosticou: "Infiltração pulmonar bilateral, incapacidade total, isenção do serviço militar." Em seguida, carimbou e disse que o próprio "Excelência" (o comandante) me avisaria. Assim, voltei rapidamente para Tóquio. Todos os integrantes daquele batalhão, em três ou quatro meses, foram mortos em Iwo Jima.
Meishu-Sama: Portanto, há um espírito que deve ajudar. Não se pode explicar com lógica.
Sr. Hioki: Não acredito muito nessas coisas, mas, quando encontrei a Jikkōson pela primeira vez, ela disse: "Você tem uma pessoa interessante te acompanhando. É uma pessoa com um sinal no rosto, gorda, com cabelos meio grisalhos, por volta dos sessenta anos." Pensando bem, era meu tio. Esse tio, apesar de agricultor, adorava história; era o maior colecionador de livros do distrito. Como era o filho mais velho e, por isso, não pôde realizar os próprios sonhos, acolheu-me e começou a me ensinar várias coisas. Com dois ou três anos, ele me contava histórias; aos quatro, já me fazia escrever a maioria dos caracteres; aos cinco, me fazia ler até textos em chinês; aos sete, eu já lia fluentemente o Nihon Gaishi e outras obras semelhantes. Meu tio morreu cedo, mas, por ter sido criado assim, sou o que sou hoje sem ter frequentado escola alguma. A Jikkōson acertou em cheio: disse que eu escapei de situações perigosas quatro vezes, graças ao meu tio.
Estátuas de Buda com Alma
Meishu-Sama: No seu caso, esse tio é o deus guardião, mas, geralmente, isso pula uma geração: o espírito do pai quase nunca aparece; é mais do avô para o neto. As doenças também são assim — a doença do avô aparece com frequência no neto. É uma hereditariedade saltitante, mas deve ser uma lei. Essas coisas são bem compreendidas quando se entende o mundo espiritual. Para mim, o interessante é que, ainda hoje, várias estátuas de Buda entram no meu corpo. Por quê? Porque, para os fundadores de grandes templos ou os fundadores do budismo, trabalhar para a Igreja Messiânica é uma grande honra. Como querem melhorar a posição de seus templos, eles fazem com que as estátuas de Buda de seus templos entrem em mim. Por isso, elas entram no meu corpo.
Sr. Hioki: As estátuas de Buda podem ser consideradas ídolos, mas, pela longa tradição, o povo as adora. Talvez a alma dessa adoração tenha se incorporado a elas.
Meishu-Sama: Quando muitas pessoas adoram, a alma também entra; mas as estátuas de Buda são moldadas como estátuas — quando deixam de ser adoradas, desaparecem. Quando o espírito de um grande monge pode praticar no mundo espiritual, a alma pode entrar naquela estátua de Buda. Portanto, as boas estátuas de Buda de templos importantes têm todas esse espírito. Por isso, colocá-las em museus ou em vários lugares faz com que esse espírito sofra muito.
Sr. Hioki: Há muitas pessoas que colecionam estátuas de Buda por hobby, mas todas tiveram mortes violentas. Havia uma pessoa que até decorava o banheiro com estátuas de Buda antigas. Eu achava isso perigoso.
Meishu-Sama: Quem sabe disso nunca coleciona estátuas de Buda, ainda que reúna muitas outras coisas boas.
Sr. Hioki: Colecionar estátuas de Buda começou na Era Meiji (1868-1912). Na era Tokugawa, isso nunca era feito.
Meishu-Sama: Porque é um desperdício. Nos templos, elas são adoradas e tratadas com mais respeito do que os humanos.
Sr. Hioki: Para finalizar, conte-nos sobre seus planos futuros.
Salvar a América é o Primeiro Passo da Revolução Mundial
Meishu-Sama: É salvar o mundo. Estou escrevendo um artigo agora. Não vou falar sobre isso porque não entenderiam, mas o comunismo, com a morte de Stálin como ponto de virada, está gradualmente declinando — e isso será relativamente rápido. E os EUA? O capitalismo americano também desaparecerá. Surgirá um novo pensamento, que não é comunismo nem capitalismo.
Sr. Hioki: É o pensamento da verdadeira liberdade, não é?
Meishu-Sama: Sim, ou seja, até agora, pendeu para a direita ou para a esquerda. Pender significa que a esquerda é a longitude e a direita, a latitude. Portanto, é preciso combiná-los. Ainda não chegou a hora de combiná-los, mas, ao combiná-los, pela primeira vez, surgirá o verdadeiro grande pensamento. Quando isso surgir, pela primeira vez, será possível um Estado mundial. Esse será um mundo pacífico, sem guerras, sem doenças, sem pobreza, sem conflitos. O emblema do nosso lado simboliza isso. Chamamos isso de Pensamento de Izunome. "Izunome" também se escreve com os caracteres "cinco" e "três". "Cinco" significa fogo, "três" significa água. Isso significa que se tornará o centro do pensamento mundial. A partir de agora, está planejado primeiro atuar nos EUA. Porque, de qualquer forma, hoje, a hegemonia mundial está nas mãos dos EUA. Portanto, estabelecer esse pensamento nos EUA é fundamental. O livro "Salvando a América" é apenas o primeiro passo.
Sr. Hioki: No final, salvar a América significa salvar o Japão...
Meishu-Sama: E também salvar o mundo. Nisso, os EUA são o país da latitude, o centro da latitude. O Japão é o centro da longitude. Portanto, ambos devem se unir. Quando se estuda isso academicamente, fica claro. Em suma, é uma revolução mundial, mas uma revolução espiritual.
Sr. Hioki: Muito obrigado.
Forjar uma Espada Famosa
Ensinamentos diversos, publicado no ano 24 da Era Showa (1949)
Antigamente, para se forjar uma espada, ela era aquecida no fogo, golpeada com o martelo e mergulhada na água, repetindo-se esse processo — é o que se chama de temperar. Esse princípio também se aplica à vida, e acho isso realmente interessante. À medida que os dias passaram desde a fundação da nossa Igreja, frequentemente fomos alvo de críticas e elogios, fomos golpeados, banhados em água fervente e, de repente, mergulhados em água fria como gelo.
As pessoas me perguntam por que isso acontece.
Diante disso, recorro à analogia da forja da espada, e o interlocutor compreende bem.
Doenças Femininas
Ensinamentos diversos, publicado no ano 27 da Era Showa (1952)
Embora se diga "doenças femininas" de modo geral, é de conhecimento geral que são muitas as suas variedades, mas, acima de tudo, as doenças do útero devem ser as principais.
As funções do útero são duas: a menstruação e a gravidez. Quanto às doenças relacionadas à menstruação, temos primeiramente a dismenorreia e a irregularidade menstrual. Na primeira, há dores de maior ou menor intensidade durante um a vários dias do período menstrual. Qual seria a causa disso? É a dor decorrente da tentativa do sangue menstrual de passar pelas trompas de Falópio, cuja entrada é estreita, causando dor ao tentar se expandir. Por que a entrada das trompas é estreita? Porque há uma concentração de toxinas na região do baixo ventre, que a está comprimindo. Se essas toxinas forem dissolvidas e eliminadas, a cura é fácil. Naturalmente, a medicina não tem meios de lidar com isso, e há muitas mulheres que sofrem por longos anos, sendo realmente dignas de pena.
Além disso, quando se fala em irregularidade menstrual, isso inclui casos de atraso, irregularidade propriamente dita, e fluxo menstrual excessivo ou escasso. A causa disso, na maioria dos casos, é a anemia e o sangue turvo. Uma vez que se alcance a verdadeira saúde, a menstruação certamente se regularizará. Algo que se deve saber aqui é sobre a anormalidade menstrual em pacientes com tuberculose. Enquanto a menstruação ocorrer normalmente, é sinal de que a doença é leve e não há motivo para preocupação. No entanto, à medida que a doença progride, a anemia se instala, o fluxo diminui gradualmente, tornando-se atrasado e, ao atingir o estágio terminal, invariavelmente ocorre a amenorreia.
Portanto, para se avaliar a gravidade da tuberculose em pacientes do sexo feminino, o método mais preciso é observar a menstruação.
Aproveitando, menciono um fato relacionado: quando a doença se agrava e a menstruação diminui, até os pelos pubianos caem e, no fim, há casos em que a pessoa fica completamente sem pelos.
Em seguida, tratemos da gravidez. Para a mulher, isso não é uma doença, mas sim um sinal de saúde. No entanto, ultimamente, ao engravidar, muitas mulheres, em vez de se alegrarem, sentem medo ou preocupação.
Isso também é compreensível em certo sentido, porque durante a gravidez vários problemas e doenças podem surgir facilmente. A maioria das pessoas sofre com os enjoos matinais, é claro. Além disso, aquelas que têm tuberculose, doença de Basedow ou outras, os médicos consideram perigoso e realizam abortos induzidos. Há também casos de parto difícil. Pode-se dizer que quase não há pessoas que possam ficar verdadeiramente tranquilas. Sobre isso, é preciso considerar que os diversos distúrbios mencionados são, na verdade, anormais. Provavelmente, as mulheres antigamente não sofriam tanto com essas coisas, e não se encontram registros disso. Se assim for, isso seria o efeito contrário ao avanço da medicina, o que não faz sentido logicamente. No entanto, este é exatamente o ponto cego da medicina. O efeito contrário se deve inteiramente aos medicamentos; quanto mais se usam medicamentos, piores são os resultados. E isso não afeta apenas a mãe, mas, além de causar partos prematuros e nados-mortos, influencia até o bebê que nasceu — origem dos bebês frágeis e do desenvolvimento deficiente tão frequentes nos últimos anos. Além disso, para dizer a verdade, a mulher engravidar e dar à luz um filho é uma nobre função que lhe foi concedida. Portanto, é natural que a gravidez transcorra sem problemas e o parto ocorra em segurança. Não deveria haver nenhum problema. Se ocorrem problemas, é porque há algo de errado em algum ponto. Basta perceber esse ponto errado e corrigi-lo. Agora, escreverei detalhadamente sobre esses pontos.
Na gravidez, o sofrimento que mais preocupa é provavelmente o enjoo matinal (hiperêmese gravídica). Os sintomas são conhecidos por todos, dispensando explicações, mas nos casos graves, podem até colocar a vida em risco, não sendo algo para se subestimar. A medicina também não conhece a causa, mas a razão é extremamente simples: quando o útero se expande, há algo que o está perturbando — é o acúmulo endurecido de toxinas que vai da região do umbigo até o estômago. Devido à expansão, ocorre uma ação de eliminação dessas toxinas. Isso é o enjoo matinal, e as toxinas são eliminadas principalmente através dos vômitos frequentes. Essas toxinas são a toxina hereditária e a toxina medicamentosa. Uma vez eliminadas completamente, a cura é total. No entanto, a medicina não conhece a causa e, mesmo que conhecesse, não teria método para eliminá-las. Por isso, não há outro recurso senão tratamentos paliativos ou o aborto.
Outra doença comum é a nefrite gravídica. O sintoma é o edema, como a própria medicina afirma, e é uma disfunção renal, ou seja, atrofia dos rins. A causa, como escrevi anteriormente, é que, normalmente, há uma concentração de toxinas na região dorsal dos rins, que os comprime.
Com a gravidez, essa região é comprimida também pela frente. O rim fica, por assim dizer, comprimido de ambos os lados, atrofiando-se. Como não consegue processar toda a urina, esta transborda, causando edema. Portanto, se a concentração de toxinas nas costas for dissolvida através do Johrei, a carga sobre os rins diminui e a cura é natural. No entanto, a medicina não tem meios de lidar com isso. Nos casos graves, considerando que não se pode sacrificar a vida da mãe, realiza-se o aborto induzido. Mas isso significa sacrificar o precioso bebê que finalmente foi concebido, sendo uma história realmente lamentável.
Além disso, como isso geralmente ocorre por volta do oitavo ou nono mês de gestação, os pais ficam ainda mais mergulhados na tristeza.
Aqui, escreverei sobre a visão da medicina a respeito da gravidez. Como mencionado anteriormente, para mulheres com doenças como tuberculose ou Basedow, considerar a gravidez perigosa e realizar o aborto é um grande erro.
Por quê? Porque engravidar significa que a pessoa tem força física suficiente para um parto seguro. Em outras palavras, ela possui os requisitos para se tornar mãe. Se não fosse assim, ela jamais engravidaria. Isso também se deve ao fato de o pensamento médico ser unilateralmente materialista, ignorando a natureza divina futura do ser humano e cometendo o erro de equiparar o homem aos animais. Isso não é lógica.
Eu, baseado na razão exposta, até hoje, para mulheres grávidas, independentemente de qualquer doença crônica que tivessem, afirmei que não haveria problema e, apenas com o Johrei, fiz com que todas tivessem partos seguros, sem um único erro. Somente por este fato, acredito que a forma de pensar da medicina precisa ser grandemente modificada.
A seguir, escreverei sobre doenças femininas específicas. Acima de tudo, as doenças do útero ocupam a posição central. Primeiro, a endometrite. Nela, formam-se crostas na parede interna do útero. É como um eczema que se forma quando as toxinas descem e tentam ser eliminadas pela parede interna do útero. Outra causa é que as toxinas descendentes irritam a mucosa da parede interna, provocando a formação de crostas. Em ambos os casos, se deixadas em paz com paciência, certamente se curam. O que é ridículo é que, nessa ocasião, frequentemente se realiza a curetagem, que não serve para nada, pois o efeito é apenas temporário; enquanto houver toxinas, elas continuarão a sujar o local repetidamente. Sobre isso, sempre digo que a curetagem uterina é como escovar os dentes: suja-se logo após comer. Se fosse algo tão simples quanto escovar os dentes, ainda vá, mas é um local de grande vergonha para a mulher, onde se permite o toque de dedos. Portanto, acho melhor abolir definitivamente essa prática.
Quanto à metrite parenquimatosa, é um acúmulo endurecido de toxinas ao redor do útero, onde ocorre a purificação, causando estado ligeiramente febril, dores leves e desconforto. Isso também se cura se deixado em paz, mas com o Johrei, a cura completa ocorre em curto período. Frequentemente, em casos de infertilidade, recomenda-se cirurgia para retroversão ou anteversão do útero.
De fato, quando a posição do útero se torna desfavorável e o colo do útero se desvia, a gravidez se torna impossível, como afirma a medicina. Então, qual é a causa da anteversão ou retroversão? É a compressão exercida por um acúmulo endurecido de toxinas na parte frontal ou posterior do útero. A medicina, através da cirurgia, remove essas toxinas temporariamente, restaurando a posição normal. No entanto, com o passar do tempo, as toxinas se acumulam novamente, voltando ao estado original. Se é apenas um efeito temporário, realizar uma cirurgia tão exagerada é uma tolice. Gostaria que considerassem mais um ponto: ouve-se frequentemente de casos em que mulheres, diagnosticadas pela medicina como inférteis devido à retroversão, engravidaram sem se submeter a nenhuma cirurgia, simplesmente deixando como estava.
Anteriormente, ouvi da própria mulher, assim diagnosticada em um hospital universitário, que deu à luz três filhos depois.
Isso se deve ao fato de a pesquisa médica ainda ser insuficiente. Já que isso causa transtornos a muitas pessoas, acho que seria mais consciencioso não fazer tais afirmações até se ter plena convicção.
Em seguida, o câncer de útero. Os casos verdadeiros são raros. Mesmo entre aquelas que recebem o diagnóstico de câncer de útero dos médicos, a maioria não é câncer, mas um coágulo de sangue turvo acumulado na parte externa do útero. Diz-se que, na medicina, quando ocorre hemorragia após a menopausa, primeiro se suspeita de câncer. No entanto, pela minha experiência, essa teoria está errada, pois até hoje tratei com Johrei diversas pacientes diagnosticadas com câncer nessa faixa etária. Logo em seguida, houve uma grande hemorragia e o caroço tido como câncer, que era palpável, desapareceu completamente. Por isso, pode-se dizer que, para as pacientes diagnosticadas com câncer de útero, considerá-lo um coágulo antigo de sangue menstrual dificilmente estará errado. Certamente chegará o dia em que a medicina, ao progredir mais um passo, compreenderá isso.
Em seguida, o mioma uterino. Como o próprio nome indica, mais do que um inchaço dos músculos de ambos os lados que sustentam o útero, trata-se da formação de uma solidificação em parte deles, causando dores devido à purificação. O tratamento médico remove isso por meio de cirurgia. Felizmente, há casos em que cura, mas muitas vezes há tendência a recidivar nas proximidades. Esta doença também pode ser curada radicalmente com o Johrei, mas requer um tempo considerável.
Em seguida, as doenças dos ovários. A maioria é o abscesso ovariano e o cisto ovariano, e os sintomas são muito semelhantes. A diferença está na consistência, se é duro ou mole, e o grau de gravidade varia muito de pessoa para pessoa. Dependendo da malignidade ou do resultado do tratamento médico, pode se tornar extremamente grande, chegando a ser maior que o tamanho de uma gravidez a termo. O tratamento médico pode removê-los com relativa facilidade por meio de cirurgia. Isso cura a doença apenas no ovário, mas o problema é que causa efeitos em outras partes. O pior resultado é a mudança completa de personalidade. Se apenas um ovário for removido, não é tão grave, mas se ambos forem removidos, a pessoa se masculiniza quase que completamente e, nem é preciso dizer, torna-se infértil por toda a vida. Além disso, pode causar distúrbios na visão, havendo até casos de cegueira. Também ocorre um enfraquecimento geral do corpo, uma mudança na visão de mundo, levando à depressão ou ao niilismo. Atualmente, a medicina não tem outro método senão a cirurgia, sendo inevitável. No entanto, com o Johrei, isso também se cura completamente. A causa é o acúmulo de toxina medicamentosa e de excesso de urina não eliminada devido a rins atrofiados. O primeiro forma abscessos e o segundo, cistos. Em ambos os casos, a cura é obtida promovendo-se a atividade dos rins.
Aqui, escreverei sobre a causa fundamental das doenças femininas. Originalmente, todas as doenças femininas se devem ao fato de as toxinas retidas no corpo descerem gradualmente. Quando se acumulam no baixo ventre, causam distúrbios no útero, ovários, trompas de Falópio, bexiga, etc. Se descem ainda mais, tornam-se a causa de hemorróidas e de doenças da região genital em geral. Como isso será detalhado posteriormente na explicação sobre as causas da frigidez, escreverei aqui apenas sobre o corrimento vaginal (leucorreia), que é comum em mulheres.
Originalmente, o corrimento vaginal é muito frequente em mulheres, e há muitas que sofrem com isso. No entanto, na verdade, isso é muito bom, porque várias toxinas são excretadas em forma líquida. Uma vez eliminadas o suficiente, todo o baixo ventre se torna extremamente confortável. Médicos e pessoas em geral, ignorando isso, se preocupam e tentam interromper o corrimento. Isso é o pior, pois equivale a preservar a doença.
Portanto, é preciso ter cuidado. Em seguida, tratemos da chamada frigidez, que tem sido muito discutida ultimamente. A medicina não a compreende absolutamente, e para a mulher, não há nada tão importante que afete seu destino futuro. Portanto, escreverei com o máximo de detalhes possível. Como todos sabem, mesmo que a mulher se case, ela tem dificuldade em aceitar o amor do marido, que é o mais essencial. Assim, é difícil que o casamento seja harmonioso, levando facilmente à ruptura.
Se não for esse o caso, o marido pode arranjar uma amante, ou pode ocorrer infertilidade. No fim, parece que há um número surpreendentemente grande de mulheres que acabam em um destino infeliz. Se assim é, é preciso curar completamente essa condição, não importa como. O problema é que não se pode consultar ninguém sobre isso e, além disso, a medicina é totalmente incapaz de curar.
Assim, a mulher não pode construir um lar satisfatório, não restando outro caminho senão a vida de solteira. Parece que não são poucas as mulheres que passam os dias em solidão e angústia, sendo uma situação que realmente dá pena. No entanto, com o Johrei, isso certamente se cura. Portanto, não deve haver para a mulher uma graça maior do que esta. Escreverei, então, sobre suas causas e outros aspectos. A causa principal, nem é preciso dizer, são os rins atrofiados. Como a própria medicina afirma, o rim é a fábrica de hormônios.
Se o rim se atrofia, sua atividade se torna lenta, resultando em deficiência hormonal. Como escrevi anteriormente, isso se deve à solidificação na região dorsal dos rins. Portanto, dissolvendo-a, a cura é obtida. Outra causa é o acúmulo constante de toxinas que descem e se concentram em toda a região ao redor da área genital. Quando se acumulam no baixo ventre, causam vários distúrbios, começando pelo útero, como mencionado. Se descem ainda mais, a pessoa sofre de hemorróidas, espasmos vaginais, prurido, catarros na mucosa, distúrbios uretrais, eczema generalizado e erosões, dores, mau odor, desconforto, etc. Em particular, podem ocorrer inchaço ou solidificação na região da próstata, ou concentração de toxinas em um dos lábios maiores ou menores da vulva, estendendo-se até a virilha, prejudicando até mesmo o movimento das pernas. Especialmente o problema na região da próstata é muito grave.
O diagnóstico de tudo isso pode ser facilmente compreendido pressionando-se o local com a própria mão. Certamente haverá dor ou um caroço. Dito isso, como o local é delicado, se a própria pessoa ou o marido aplicar o Johrei, a cura irá progredir consideravelmente. No entanto, o processo pode ser bastante demorado. Portanto, com paciência e perseverança, a pessoa irá gradualmente melhorando, a esperança surgirá e, certamente, a cura completa será alcançada. Sendo assim, ao saberem disso, quão felizes ficarão as mulheres do mundo!
Não deve haver salvação tão maravilhosa quanto esta.
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