← Palavra Escrita
0%
← Voltar à Palavra Escrita

Relatos de Milagres da Igreja Messiânica Mundial

1953-09-10

⚠️ Uso exclusivo do Goshinsho: não autorizamos a reprodução deste conteúdo sem autorização expressa. Tradução em revisão — pode conter erros.

Relatos de Milagres da Igreja Messiânica Mundial – A Bomba Atômica para a Ciência Esta obra é uma bomba atômica para a ciência, um livro de esclarecimento para o homem moderno e, ao mesmo tempo, o evangelho do Paraíso. Ao expor agora esta teoria, selecionei e incluí cento e vinte exemplos dentre os inúmeros milagres ocorridos em nossa Igreja Messiânica, como comprovação. Quem a ler talvez não consiga acreditar de imediato, pois se trata de fatos tão extraordinários. É que, desde os tempos antigos até hoje, nunca houve milagres tão numerosos e esplêndidos. Embora seja amplamente sabido que, desde a Antiguidade, os milagres são inerentes à religião, o caráter extraordinariamente inexplicável dos milagres de nossa Igreja desafia qualquer raciocínio. Ademais, como cada um deles é um relato escrito pelo próprio experimentador, não deve haver margem para dúvida. Sendo assim, creio que temos a obrigação, como grande orgulho do Japão, de divulgá-los ao mundo inteiro o mais rápido possível. Soma-se a isso que este fato é uma grande maravilha, jamais sonhada por ninguém, justamente na segunda metade do século XX. Se isso se realizar através de um indivíduo como eu, pode-se dizer que é algo mais que misterioso: verdadeiramente misterioso. Ao mesmo tempo, deve haver um significado profundo nisso. Então, qual seria esse significado? É precisamente uma manifestação de um dos propósitos do Deus Supremo, o governante do universo. A razão é que a civilização atual possui uma grande falha que, por ser um obstáculo imenso ao progresso cultural, precisa ser radicalmente removida. Sobretudo, apesar de a cultura ter avançado e se desenvolvido tanto, a felicidade, que é o maior desejo humano, não a acompanha; pelo contrário, a infelicidade se aprofunda cada vez mais na situação atual. Então, qual seria essa falha? É precisamente o cientificismo: o fato de o homem moderno estar preso a uma superstição em relação à ciência — mais do que a uma mera crença excessiva nela —, como se nada pudesse ser resolvido sem seu auxílio. Aqui, Deus, através de mim, ensina a verdadeira forma da civilização, destruindo completamente essa superstição. Isso também é algo inteiramente exigido pelas circunstâncias da época. É claro que o motivo do surgimento dessa superstição nada mais é que uma visão unilateralmente materialista, que acredita no que é visível e nega o que é invisível. O único método para corrigir essa visão equivocada e fazer reconhecer a realidade do espírito, até hoje considerado invisível, são os milagres. Aqui, quero reiterar: se a ciência materialista fosse a verdade, à medida que progredisse, o sofrimento da humanidade deveria diminuir e a felicidade aumentar. No entanto, se a realidade mostra o oposto, surge uma dúvida. De fato, do ponto de vista materialista, a felicidade certamente aumentou: cidades culturais deslumbrantes, transportes extremamente convenientes, uma vida progressista, a mecanização de tudo, etc. Mas a verdade é que a felicidade espiritual, que é o essencial, é zero. Tudo isso também faz parte do profundo Plano Divino do Deus Supremo, e até hoje, tudo estava bem assim. Ou seja, para construir o mundo ideal, que é o propósito de Deus, era necessário, como condição, desenvolver a cultura material até certo ponto; para isso, a visão materialista era indispensável. Nem é preciso dizer que a história interminável de lutas humanas — com seus ciclos de ordem e caos, ascensão e queda — e todos os sofrimentos que a humanidade experimentou foram para isso. No entanto, isso não é infinito. Chegará inevitavelmente o momento de corrigi-lo, e esse momento é hoje. Assim, a ciência materialista passa a ocupar uma posição secundária, e a ciência espiritual, uma posição primária. Conforme exposto acima, o fato de ambas as ciências — a materialista e a espiritual — avançarem juntas, em harmonia, de acordo com a lei de que "o espírito é primordial e a matéria é secundária", é a verdade fundamental que deve gerar um mundo civilizado de paz e felicidade. Em outras palavras, é também a era em que a religião e a ciência se unificam. Para isso, sobretudo, é necessário fazer reconhecer a realidade do espírito. Portanto, os milagres são o meio para isso, e eu sou o responsável por eles. Espero que isso seja compreendido. Em seguida, quero falar sobre os milagres de Cristo, que são considerados notáveis na história da religião: abrir os olhos dos cegos, fazer os coxos andarem, expulsar demônios das pessoas más, transformar água em vinho para as dezenas de discípulos reunidos beberem, etc. Quanto ao episódio do vinho, pode ter sido criado por alguém posteriormente, mas os outros certamente ocorreram. No entanto, a maioria dos milagres contidos nesta obra são do mesmo nível dos de Cristo, ou até superiores, e todos eles são realizados por meus discípulos. Se assim for, para ser honesto, trata-se de uma questão tão grande que chega a virar a história de cabeça para baixo. Além disso, o "fim do mundo" mencionado por Cristo seria o fim desta era de cultura materialista, e a profecia "o Reino dos Céus está próximo" provavelmente se refere à era de cultura elevada que está prestes a nascer agora. Portanto, não há dúvida de que aqueles que acreditam nisso podem se tornar verdadeiramente pessoas felizes. Gostaria de escrever mais, mas isso se tornaria um livro puramente religioso, então paro por aqui. Neste sentido, peço aos leitores que, ao considerarem nossa Igreja, abandonem a visão religiosa convencional e a tratem como uma super-religião, acima da religião. (Tenciono traduzir esta obra para o inglês e distribuí-la mundialmente) (Maio de 1953) Afinal, o que é um milagre? É, obviamente, a ocorrência real de algo que não deveria ser possível. A razão de um milagre ser um milagre reside no fato de não poder ser explicado pela lógica, pela ciência ou pela experiência. Além disso, não ocorre com regularidade: surge de repente, em momentos e lugares inesperados, sendo por isso frequentemente confundido com coincidência, como todos sabem. Diz-se também que, desde a antiguidade, os milagres são mais comuns entre os crentes, mas não se pode dizer que seja apenas assim. Às vezes, ocorrem também entre os não-crentes, mas são extremamente raros e, na maioria das vezes, passam despercebidos. Mesmo entre os milagres religiosos, variam em grande, médio e pequeno porte, e em quantidade, conforme a religião, não sendo uniformes. Em todo caso, escusado será dizer que, quanto mais notáveis e numerosos forem os milagres, mais excelente é a religião. No que diz respeito à nossa Igreja Messiânica, a quantidade de milagres é provavelmente sem precedentes no mundo. Pode-se dizer que é verdadeiramente uma religião de milagres. E, segundo a concepção geral da sociedade, acredita-se que, quanto mais forte a fé, mais abundantes são os benefícios miraculosos imediatos. No entanto, neste ponto, nossa Igreja difere grandemente; antes, ocorre o contrário. Isso porque, mesmo para aqueles que inicialmente negam Deus e duvidam o quanto quiserem, os milagres certamente ocorrem. Por exemplo, quando um paciente gravemente enfermo, abandonado pelos médicos, vem para nossa Igreja, ainda que duvide profundamente, o efeito não muda. Ou seja, ao receber o Johrei, um efeito extraordinário se manifesta instantaneamente, deixando-o atônito. Da mesma forma, parentes próximos de membros de nossa Igreja, mesmo sem fé, frequentemente recebem bênçãos milagrosas. Então, qual é a essência dos milagres acima mencionados? É claro que não há neles nenhuma coincidência. Eles ocorrem por uma razão necessária. Vou explicá-la a seguir; para facilitar a compreensão do homem moderno, seguirei o método da ciência. Quando se busca uma nova invenção ou descoberta na ciência, surge primeiro a ciência teórica. Com base nela, passa-se à ciência experimental e, como resultado da experimentação, surge o fenômeno material que deve servir de comprovação; só então a teoria é confirmada. Foi o que também aconteceu com a teoria dos mésons do Dr. Yukawa. A comprovação da teoria científica que ele descobriu veio quando um cientista americano, ao fotografar raios cósmicos, capturou alguns núcleos, que foram identificados como mésons, tornando-se uma descoberta mundial. Eu, de forma semelhante ou até superior, descobri e apreendi a teoria e a prática simultaneamente. Ou seja, a ciência teórica espiritual e sua comprovação como evidência são os cento e vinte exemplos reais [omitidos] contidos nesta obra. Se todos são relatos escritos pelas próprias pessoas, o que mais se pode dizer? Portanto, independentemente da fé, como foi comprovado cientificamente, não seria exagero dizer que esta é a mais alta ciência, superando em muito o nível da ciência moderna. Na verdade, um problema sem precedentes na história da cultura foi apresentado. O Espírito é Primordial e a Matéria é Secundária A ciência moderna é, obviamente, a ciência materialista, ou seja, aquela que estudou e progrediu tendo por objeto as coisas visíveis e tangíveis. Portanto, ela apenas compreendeu, até certo ponto, a superfície de todos os fenômenos, sem perceber algo importante que existe em seu interior. O que é esse algo? É algo praticamente igual a nada, e é chamado de espírito. Esse algo chamado espírito é o sujeito de todos os fenômenos. Enquanto não se reconhecer isso, por mais que a ciência tenha avançado, o progresso é apenas pela metade — e, por ser algo manco, uma cultura correta não pode surgir. É somente quando isso se torna claro que todos os problemas até então considerados inexplicáveis podem ser facilmente resolvidos. Isso porque tudo tem o espírito como sujeito e o corpo como subordinado, e "o espírito é primordial e a matéria é secundária" é a lei de todas as coisas. Para dar um exemplo: assim como o movimento dos membros e do corpo humano não ocorre por vontade própria, mas sim pelo comando da vontade invisível, o mesmo se aplica. Portanto, mesmo os milagres têm sua origem no espírito e são transferidos para o corpo. É necessário primeiro confirmar esse princípio. Como as doenças são o exemplo mais fácil de entender, vou explicar através delas. Originalmente, a doença é um fenômeno que aparece no corpo — um resultado. Sua origem, evidentemente, está no espírito: primeiro, nuvens espirituais surgem em uma parte ou em vários pontos do espírito, e isso se reflete no corpo, tornando-se a doença. Ora, se essas nuvens espirituais forem removidas, é evidente que a cura ocorre. Como a causa da doença está no espírito, é natural que a medicina, que tem apenas o corpo como objeto, não possa curá-la; daí o nome “terapia sintomática”. Diante disso, a medicina moderna está completamente equivocada e deve, o mais rápido possível, despertar para esse fato e recomeçar. Some-se a isso que, em consequência dessa ignorância, quantas vítimas estão sendo feitas e quantas pessoas choram um destino trágico? Não se pode mais ficar em silêncio. No entanto, alegremo-nos, pois a salvação de Deus apareceu aqui. Deus não apenas confiou a mim a grande missão de reformar essa medicina equivocada, mas esse erro não se limita à medicina: estende-se a todos os aspectos da cultura. Eis outro exemplo: os muitos crimes. Também estes são resultados que se manifestam na superfície, assim como as doenças, e sua causa raiz está no espírito, ou seja, na alma. Como não se percebe isso, tenta-se resolvê-los, à semelhança da medicina, com terapia sintomática, isto é, com punições. Mas isso não passa de um paliativo temporário, como um emplastro; por mais que se esforcem, os crimes continuam tão numerosos quanto a areia da praia. Portanto, a transformação dessa alma só pode ser realizada pela religião, e é preciso perceber isso urgentemente. Como fica claro pelos dois grandes fatos acima, a causa está em ignorar o espírito, e os milagres são o meio para que isso seja compreendido de forma profunda. Espírito primordial, matéria secundária Se, como exposto acima, o princípio de tudo é que “o espírito é primordial e a matéria é secundária”, então, uma vez compreendida essa verdade, os inúmeros milagres descritos nesta obra não são mais motivo de espanto. Por exemplo: alguém escapa ileso de um perigo iminente; outro cai de um lugar alto sem um único arranhão; um paciente com doença grave e incurável, abandonado por doutores e grandes hospitais, é curado sem dificuldade. Para que isso seja plenamente compreendido, porém, é necessária uma explicação religiosa; portanto, o leitor deve ler com essa disposição. Sobre isso, o que primeiro se deve saber é a relação entre o mundo espiritual e o mundo material. O ser humano, assim como veste roupas no corpo, também veste uma Aura. A Aura é uma espécie de éter, uma luz emitida pelo espírito que forma um corpo etéreo, embora haja quem a veja a olho nu. Como o tempo, essa Aura está constantemente clara ou nublada: quando se pensa e age com bondade, ela fica clara; quando se pensa e age com maldade, ela fica nublada. Assim, se alguém crê no Deus verdadeiro, recebe luz e as nuvens espirituais são dissipadas na mesma medida; mas, se adora Divindades malignas, as nuvens espirituais aumentam. As pessoas comuns, por não terem conhecimento espiritual, pensam que tudo o que se chama de deus são divindades corretas, o que é um grande erro; na verdade, as Divindades malignas são mais numerosas. Prova disso são as famílias que, apesar de manterem uma fé ardente por gerações, nunca deixam de ter infortúnios: isso ocorre porque o objeto de adoração é uma Divindade maligna ou um deus fraco. Portanto, quanto mais alguém se devota às divindades corretas, salva pessoas e acumula méritos, mais sua luz aumenta e sua Aura se torna espessa. A espessura de uma pessoa comum é de cerca de três centímetros; a de um virtuoso chega a quinze ou trinta centímetros; e a de um alto virtuoso que alcançou a qualificação divina pode chegar a dezenas de shaku (cerca de três a vinte e sete metros) ou até mesmo a vários quilômetros. Grandes líderes religiosos, como Buda e Cristo, são desse tipo, e sua influência abrange vários países ou povos. Quando se trata de um Salvador, seu poder é verdadeiramente surpreendente, capaz de envolver toda a humanidade em luz; mas a história mostra que até hoje nenhum Salvador apareceu no mundo. Como se pode ver pelo exposto, a Aura torna-se mais espessa ou mais fina conforme a disposição da pessoa; portanto, o ser humano deve acreditar nisso e acumular muitos méritos. Por exemplo, mesmo que um trem ou automóvel colida, se a Aura for espessa, o espírito do veículo não a penetrará e a pessoa se salva. Mas, se a vestimenta for fina ou inexistente, a pessoa morre ou fica gravemente ferida. É por esse princípio que os seguidores de nossa Igreja escapam de desastres. A seguir, falarei brevemente sobre sorte e azar, que seguem o mesmo princípio. O corpo humano pertence ao mundo material, e o espírito, ao mundo espiritual; essa é a organização do mundo material e do mundo espiritual. O mundo espiritual divide-se, em linhas gerais, em três grandes planos: superior, médio e inferior. Cada plano tem sessenta camadas, subdivididas em vinte, totalizando cento e oitenta camadas. O plano inferior é o mundo infernal; o plano médio é o Mundo Intermediário, de nível semelhante ao mundo material; e o plano superior é o Paraíso. A maioria das pessoas comuns está no plano médio, podendo subir ou descer conforme suas ações boas ou más: quem pratica o bem sobe ao Paraíso; quem pratica o mal cai no Inferno. Diferentemente do mundo material, porém, o mundo espiritual é perfeitamente justo e imparcial, sem qualquer favoritismo — por isso, é desfavorável aos maus. Mas aqueles que acreditam nisso podem ser verdadeiramente felizes. No mundo infernal fervilham a inveja, o rancor, o ciúme, o ódio, a pobreza etc. — aquilo que no budismo é chamado de “tonjinchi” (cobiça, ira e ignorância). Quanto mais se desce, mais denso se torna, e o nível mais baixo é chamado de “Reino do Fundo da Raiz”, “Escuridão e Ignorância”, “Inferno de Frio Extremo” ou “Purgatório”. Isso, porém, não ocorre apenas após a morte: como o corpo está no mundo material, o espírito é transferido exatamente como está, e por isso vemos frequentemente nos jornais casos de pessoas que, após sofrerem agonias indescritíveis, chegam a planejar o suicídio coletivo de toda a família. A sorte e o azar dos seres humanos dependem de sua posição no mundo espiritual. Como a causa segue a lei de causa e efeito do bem e do mal, não há tolo maior do que o mau. De fato, mesmo que um mau consiga ascender na vida, isso é temporário; mais cedo ou mais tarde, ele cairá, pois, como dito, seu registro no mundo espiritual está no inferno. Em contrapartida, por mais azarado que alguém seja no presente, dependendo de suas boas ações, sua posição no mundo espiritual melhora e, como resultado, ele se tornará uma pessoa de sorte em algum momento; essa é uma lei divina que não pode ser violada. Portanto, embora ensinar essa verdade seja a missão original da religião, ela não foi plenamente difundida até hoje porque se baseava principalmente em escrituras e sermões, sem o acompanhamento da força real, ou seja, dos milagres. Agora, porém, chegou o tempo: o Deus Supremo está manifestando Seu poder absoluto e, usando esta fé como instrumento, realiza milagres surpreendentes para despertar a humanidade de sua ilusão. Assim, ninguém poderá deixar de acreditar. (Nota) Tonjinchi (cobiça, ira e ignorância) Termo budista. Cobiça, ira e ignorância. São os três venenos. Sobre Assuntos Gerais A Imagem de Kannon, de Punho de Meishu-Sama, Transforma-se Durante Quatro Anos, Contemplo-a com Estes Olhos Todas as Manhãs Bairro de Suginami, Asagaya, Tóquio Igreja Média Seifu, Arashi Tomoshige A Realidade do Espírito Acredito que, entre os seguidores desta fé, não haja mais ninguém que duvide da realidade do espírito. No entanto, o mundo de conceitos cultivado pela ciência, que se diz ter atingido o mais alto grau de desenvolvimento nos dias de hoje, tornou-se um poderoso inconsciente. Assim, mesmo tendo sido salvos pelo grande amor de Deus e recebido a qualificação para desfrutar cada vez mais de Suas bênçãos, não será que, em certas ocasiões, nos sentimos perplexos diante do ressurgimento de velhos conceitos arraigados? Quantas pessoas, entre os não seguidores, que — ainda que por formalidade — mantêm altares xintoístas e budistas, sofrem com doenças, pobreza e conflitos nesta vida, enquanto rezam por sua salvação futura a deuses de seitas falsas ou a Budas noturnos? E, mais grave ainda, quantos da chamada classe intelectual, que consideram deuses e budas como relíquias do feudalismo, ostentam o ateísmo, sentem-se superiores e se iludem acreditando provar sua modernidade? Para essas pessoas, ao transmitir minhas experiências dos últimos anos, espero, ainda que minimamente, despertar os primeiros para esta fé e oferecer aos segundos uma oportunidade de vislumbrar um pouco de Seus ensinamentos. Assim, deixando de lado minha falta de talento, ousei trocar o pincel pela caneta e escrever este texto tosco. Milagres Diários Este grande milagre — poder contemplar a imagem de Kannon com estes olhos todas as manhãs durante quatro anos — começou em janeiro do 23º ano da Era Showa (1948), três anos e três meses após eu, minha esposa e meu filho termos sido agraciados com a fé (ingressamos em novembro do 19º ano da Era Showa, 1944). Naquela manhã, após toda a família se curvar diante do altar, recitar o norito, bater três palmas e fazer uma reverência, quando nos preparávamos para nos retirar, avistamos subitamente, na parte superior da imagem, uma luz dourada e circular. Seu brilho era tão intenso que fechei os olhos, mas a auréola não desapareceu. Então, tendo aquela luz circular como fundo, surgiu uma imagem de Kannon em pé (levemente virada para a esquerda), de um dourado deslumbrante. Foi um milagre verdadeiramente inesperado e surpreendente. Em seguida, da direita para a esquerda, acima da imagem, um arco-íris de sete cores vívidas ergueu-se suavemente. O espanto daquele momento é absolutamente indescritível. E, no dia seguinte, e no outro também — desde então, até hoje — ela se manifesta todas as manhãs durante a recitação do norito. Até o dia 15 de junho passado, a imagem mostrou transformações três vezes. Como o Mestre nos concedeu uma revelação solene sobre isso na revista “Tijotengoku nº 13”, peço que a consultem. As transformações anteriores ocorriam gradualmente, ao longo de dois ou três meses, de forma extremamente lenta. Em meio à misteriosa beleza, eu, que trabalho com pintura, era levado a reconhecer uma beleza sublime e magnífica nos movimentos divinos do corpo; a adoração matinal tornou-se prazerosa, a ponto de eu ansiar por ela. Ah, 16 de Junho Contudo, em 16 de junho, eis que se manifestou, de súbito e de modo abrupto, uma quarta grande transformação. Antes disso, no dia 8 do mesmo mês, durante uma audiência especial com o Mestre no Templo Anexo de Gora, recebi a seguinte orientação: “Se a imagem que você venera sofrer a próxima transformação, será após o dia 15 deste mês.” Assim, aguardava com grande expectativa para ver que mistério divino seria revelado. Quando cheguei naquela manhã, deparei-me com uma paisagem totalmente inesperada; o choque foi tão grande que, até o início de julho, senti anormalidades em meu corpo. Embora se sobreponha aos itens da consulta na revista “Tijotengoku”, listarei a seguir os principais pontos das três cenas anteriores, para facilitar a comparação com a transformação atual. Ano Mês Postura da Imagem Cabeça Objetos Segurados Outros 1948 Jan Em pé (lev. esq.) Com véu Rolo com ambas as mãos Aparece arco-íris 1948 Mai Sete décimos (lev. dir.) Mesmo Lótus na mão esquerda, joia na direita Mesmo 1949 Dez Sentada (lev. esq.) Sem véu, com coroa Lótus na mão esquerda, rolo na direita Arco-íris gradualmente mais fraco Primeiramente, quanto à transformação atual, o que deve ser especialmente registrado é o súbito aparecimento de uma grande cruz dourada e resplandecente na parte posterior superior do corpo sagrado — fenômeno nunca visto em pinturas budistas antigas ou modernas. A auréola também se tornou muito maior: antes, desenhava um círculo centrado no rosto, dos ombros para cima; desta vez, de forma verdadeiramente extraordinária, seu diâmetro ia da cintura da imagem sentada até cerca de dois shaku acima da cabeça, de modo que quase todo o corpo estava imerso na luz divina. Ademais, a luz radiante tornou-se ainda mais intensa, fazendo com que a figura fosse venerada sob uma forte contraluz. O que é ainda mais surpreendente: embora o corpo sagrado fosse a mesma imagem sentada da terceira vez, no quarto ano Ele se voltou solenemente para a frente. A flor de lótus que Ele segurava na mão direita projetava-se para fora da imagem, de modo que pude identificá-la; mas, devido ao halo ardente ao redor de Sua pessoa, o objeto na mão esquerda, pousada sobre o abdômen em silhueta, não era nítido. Recentemente, à medida que meus olhos foram se acostumando, pude observar que Ele não segurava nada na mão esquerda e que a flor de lótus na mão direita vem se tornando gradualmente mais tênue. A partir do mesmo dia, o arco-íris que existia antes desapareceu por completo. Esboço da Comoção Naquele momento, meus ouvidos se ensurdeceram, minha boca tremeu, meus olhos se reviraram e meu pulso pareceu querer parar. Fui tomado por um espanto maior do que quando vira a figura pela primeira vez, quatro anos antes, e apenas me prostrei diante do altar divino. O corpo inteiro suou e tremeu; logo sobreveio uma febre de cerca de 38 graus, acompanhada de forte dor de cabeça. Ainda assim, desejando transmitir o milagre à igreja o mais rápido possível, peguei apressadamente um papel hanshi e, com tinta nanquim, esbocei de uma só vez a impressão da comoção. Confiei-o à minha esposa, que correu para a Igreja de Asagaya. Devido à purificação repentina, não tive escolha senão ir para a cama. O Sr. Okada, da igreja, ficou extremamente surpreso e comunicou imediatamente aos encarregados; estes, por sua vez, contataram os fiéis sob sua responsabilidade, e naquela mesma noite realizaram uma reunião extraordinária. Mesmo com febre, insisti em comparecer e fiz um relato detalhado. Ao final da reunião, o Sr. Okada levou meu esboço à Igreja Média de Urawa; no dia seguinte, o Presidente K, da Igreja Média, levou-o adiante até Gora. Finalmente, no dia 18, sem que eu soubesse, ele chegou às mãos de Meishu-Sama. De minha parte, estou profundamente envergonhado e não consigo suportar a humilhação. Na visita seguinte a Gora, desejava receber diretamente as instruções divinas. Levantando-me com dificuldade, produzi um desenho definitivo em papel torinoko de 1 shaku e 7 sun. Alguns dias depois, porém, soube que, ao menos em conceito, ele já chegara ao conhecimento de Meishu-Sama. Pensei que não havia necessidade de submetê-lo novamente à Sua apreciação e, para não tratá-lo com descuido, desta vez o incinerei com todo o cuidado. Exceto pela cópia do Mandarage, considerado tesouro nacional, esta foi a primeira vez que me aventurei a pintar uma imagem budista (na verdade, uma imagem divina). Antes de me tornar crente, acreditava que pinturas e estátuas budistas eram ídolos; depois de convertido, soube que, a menos que se peça a consagração de Meishu-Sama, mesmo que recebida de monges famosos ou sábios, seu poder se limitaria à fraca força do mundo espiritual silencioso e obscuro, onde logo chegaria a era da Extinção do Budismo. Instruções Divinas A purificação que recebi em 16 de junho foi eliminada como uma grande quantidade de sangue negro na evacuação do dia 6 de julho seguinte, após receber o Johrei. Em condições normais, isso faria pensar imediatamente em úlcera gástrica, mas sou um homem que nunca sentiu dores de estômago. Ao mesmo tempo, meu corpo e minha mente se revigoraram; no dia 8, dois dias depois, fui com entusiasmo a Gora para adorar, tive uma audiência especial com Meishu-Sama e Lhe fiz várias perguntas, recebendo instruções divinas claras e gentis para cada uma. 4. O fato de Ele ter se voltado para a frente tem um significado. Ele mostra várias formas a você, e Deus faz saber várias coisas a mim (Meishu-Sama riu). E assim por diante. O espírito que realmente existe, a imagem que vejo, não é ilusão nem alucinação. Todas as manhãs, ao adorar a luz ofuscante e a figura que fazem meus olhos físicos se congestionarem, como posso negar a estreita ligação entre o mundo espiritual e o mundo material? Motivo da Conversão De fato, estou invertendo a ordem, mas permitam-me falar um pouco sobre o motivo de nossa conversão. Como mencionado no cabeçalho, ele remonta a oito anos atrás, em novembro de 1944. Naquela época, sem saber o que eram toxinas medicamentosas, dávamos diariamente ao nosso único filho homem (então com dois anos) toda sorte de tônicos, devido ao gosto excessivo de minha esposa por remédios. Assim, ele foi acometido por uma doença desconhecida e definhou ano após ano, até ser levado às portas da morte. Naturalmente, consultamos vários hospitais universitários e diversos médicos, mas os diagnósticos divergiam, e estávamos indecisos sobre qual escolher, quando um parente nos recomendou uma nova religião chamada Igreja Kannon do Grande Japão. Fomos, então, visitar o Sr. Abe Seizo, que morava no Bairro de Yamato, no Bairro de Nakano. Ao ouvir suas explicações, quão surpreendente era o salto de seus argumentos! No entanto, em cada palavra fervorosa, não pude deixar de sentir algo que tocava as cordas do coração. E a criança, que recebeu o Johrei (na época chamado de tratamento), recuperava as forças dia após dia; após cerca de um mês, não foi restaurada à saúde completa? Nossa gratidão não era senão louvor ao grande Meishu-Sama e agradecimento ao Sr. Abe. Imediatamente, nós três nos convertemos. O segundo milagre, que veio em rápida sucessão, ocorreu no dia de nossa conversão: foi minha convocação militar. Naquela época, a nação já começava a perceber que a situação da guerra era irreversível. Como reservista, sem saber nem mesmo segurar um rifle, fui enviado em meio a um trágico brado de banzai, tomado de exaltação, como soldado de segunda classe aos 39 anos, e atravessei o portão do 3º Regimento de Akasaka. Passei no rigoroso exame médico, vesti o frio uniforme militar de fibra mista e, decidido a fazer o meu melhor como cidadão, segurava no peito o "Ohikari" que recebera naquela manhã, orando a Meishu-Sama pela proteção futura. O médico militar chamou-me então subitamente pelo nome e, inexplicavelmente, entre cerca de 300 convocados, vi-me entre as mais de 20 pessoas que retornaram para casa no mesmo dia? Se isso não é um milagre, o que é? Eu, que já havia recebido o carimbo de aprovação, como apareci aos olhos do examinador? Nem é preciso dizer que, imediatamente, o Sr. Abe me acompanhou a Atami e, por intermédio do Presidente N, fiz uma visita de agradecimento pela proteção. O Caminho para a Glória Depois de receber tamanha salvação, de ser levado a perceber os erros da medicina atual e de aprender que milagres não são milagres, como poderia me contentar em viver ancorado ao velho mundo de conceitos? Além disso, não apenas fui salvo — também me foi dado o poder de salvar... Desde então até hoje, rompi completamente com médicos e medicamentos. O filho mencionado cresceu e tem 17 anos (atualmente no segundo ano do ensino médio), com 5 shaku e 6 sun de altura e pés de 11 mon e meio; ao lembrar do passado, ofereço sempre gratidão. A felicidade que sentimos, como fiéis, ao servir no Movimento de Salvação e no Movimento Ume é algo insubstituível. E, para mim, que dedico meu pincel à providência da criação do mundo da Verdade, Bondade e Beleza, há uma alegria especial que não posso deixar de sentir. Quando, por acaso, na estreia do Teatro Kabuki, tive a honra de ver o rosto de Meishu-Sama — profundo conhecedor de arte —, particularmente da galeria frontal do segundo andar, e recebi Suas palavras gentis; e a Sra. Consorte, que O acompanhava, cumprimentou até mesmo minha esposa. Ficamos por um momento atônitos, pensando se o paraíso celestial não havia descido à Terra. Senhores, a tão esperada inversão do dia e da noite já ocorreu. A aurora da salvação começou a brilhar no mar do leste. E a grande estrada para a glória, onde serpenteiam nuvens roxas, desdobrou-se infinitamente. Vamos, então, dar as mãos com firmeza, carregando a luz divina em nossos corpos e as instruções em nossos corações, e avançar com passos largos para a construção do Paraíso Terrestre. (15 de agosto de 1951) --- Como Ver Este Milagre Com frequência, diante dos milagres religiosos, muitos ateus tratam de inventar desculpas de um tipo ou de outro; mesmo que não os neguem, parecem não se interessar muito. Isso se deve inteiramente ao preconceito de que tais milagres não podem existir. Sobre isso, o fato contido no relato de graça abaixo é um milagre tão claro que não há como negar. Como sempre digo, por mais vasto que seja o mundo, posso afirmar que não há milagre religioso como este. Uma vez que são vários os milagres em que, em um momento crítico dentro de uma mina de carvão, pessoas escaparam do dano, o benefício de evitar esse dano deve ser imenso. Portanto, se em todas as minas de carvão do país houver alguns fiéis desta religião em cada local, posso afirmar que o montante de danos atualmente sofridos seria reduzido a uma fração. Vários Milagres em Minas de Carvão Prefeitura de Saitama, Distrito de Kodama, Vila Kami Igreja Média Hakuai, Shimizu Tamaichi (43) Sou um repatriado da Manchúria, regressado após o fim da guerra. Em 1948, minha filha, que se julgava desesperada com tuberculose óssea generalizada, foi salva. Desde então, minha família se converteu, um após o outro, recebendo inúmeras proteções divinas e superando as dificuldades como repatriado; hoje, vivo uma vida de gratidão. Em março do ano passado, comecei a trabalhar em uma mina de carvão, numa ocupação perigosa, mas até hoje tenho recebido infinita proteção divina. Dentre elas, gostaria de relatar dois ou três milagres absolutamente impensáveis pelo senso comum. (1) Foi durante o trabalho noturno, exatamente no quinto dia após começar o emprego. No local de extração de um poço inclinado de 35 graus, carregávamos os rejeitos (rochas) em um vagão (trolley), conectávamos o cabo ao vagão com um pino (cabo de ligação) e o içávamos com um guincho (guincho elétrico). O carrinho foi içado até o nível horizontal, o pino foi removido, separando o carrinho do cabo. Em seguida, o pino foi recolocado no orifício original do carrinho, que foi empurrado até o local de descarte (no topo do penhasco). Lá, o carrinho foi inclinado para despejar o entulho. Nesse momento, inesperadamente, o carrinho virou e rolou encosta abaixo, caindo de um penhasco de trinta shaku (aproximadamente 9 metros). Para içar o carrinho, mesmo sem o pino, foi possível amarrar o cabo ao carrinho e içá-lo com o guincho. No entanto, o pino, essencial para o trabalho, havia desaparecido. Era feito de aço especial e não havia substituto; sem ele, o trabalho teria de ser interrompido. Sentindo-me responsável, pensei que ele poderia estar no local do descarrilamento ou na base do penhasco onde o carrinho caiu. Com a luz fraca de uma lanterna, vasculhei o local por vinte ou trinta minutos, tateando e subindo e descendo o penhasco. Mas a área era vasta, e eu estava sozinho procurando um pino de apenas quatro ou cinco polegadas, úmido entre as rochas. Além disso, era noite, e não tinha a menor ideia de onde procurar. Já estava prestes a desistir completamente. Foi quando meu companheiro, um jovem chamado Uehara, foi relatar ao chefe da equipe que o pino não havia sido encontrado. Se continuasse assim, o trabalho seria inevitavelmente interrompido. Fiquei pensando no que fazer, sem encontrar solução. Foi então que, pela primeira vez, senti vontade de me apegar a Meishu-Sama. Juntei as mãos em prece e roguei com todo o coração que me concedesse o pino. Enquanto realizava o Johrei desde o local do descarrilamento até a base do penhasco, olhei distraidamente ao redor e, a cerca de dois metros do local onde o carrinho havia virado, em um lugar inesperado, vi algo que parecia ser o pino, mal iluminado pela luz fraca da lanterna. Aproximei-me rapidamente e, ao pegá-lo, vi que era exatamente o pino. A gratidão e a alegria daquele momento foram indescritíveis em palavras ou tinta. Fui imediatamente relatar o ocorrido ao chefe da equipe, que, preocupado, ficou muito feliz. Mais tarde, ouvi que ele dissera: "O Sr. Shimizu é realmente admirável." Agradeci de coração pela proteção divina de Meishu-Sama. A partir desse incidente, as pessoas no acampamento passaram a se interessar bastante pelos assuntos da Igreja Messiânica. (2) Posteriormente, em 4 de junho do ano passado, durante o trabalho diurno, quatro pessoas de fora da minha equipe, enquanto trabalhavam, também descarrilaram um carrinho e perderam o pino. Dessa vez, os quatro procuraram por vinte ou trinta minutos, mas não encontraram nenhum vestígio. Entre eles, havia um jovem operário chamado Seita, que havia recebido Johrei de mim e se beneficiado, e que já ouvira falar do milagre anterior. Foi ele quem veio me buscar. Fui imediatamente ao local e, após ouvir várias informações, disseram: "Com certeza é por aqui." Mas havia sinais de que já haviam removido muitas pedras, e eu não fazia a menor ideia. Juntei as mãos e recitei o norito e, após concentrar-me, realizei o Johrei nas proximidades. As quatro pessoas me olhavam com expressões de incredulidade ou até mesmo de escárnio, observando o desenrolar dos acontecimentos. Após um breve Johrei, sem pensar, empurrei com uma pá uma pedra que estava bem aos meus pés. Para minha surpresa, o pino apareceu debaixo dela. "Está aqui, pessoal!", disse, pegando-o. Minha alegria e surpresa, assim como a dos outros quatro, foram imensas. "Ah, que bom, que bom!", exclamaram todos juntos. Tendo testemunhado o poder divino diante de seus olhos, suas dúvidas desapareceram de uma vez. Eu também fiquei duplamente surpreso com um poder divino que parecia mágica. (3) Foi durante o trabalho com dinamite em 18 de julho. Para escavar um poço inclinado de 6 shaku e 5 sun (aproximadamente 1,97 m) de altura e 5 shaku e 5 sun (aproximadamente 1,67 m) de largura, usamos dinamite para fragmentar as rochas. Naquele dia, colocamos nove cargas e as acionamos. Ouvimos o som de seis explosões com certeza, mas as outras três falharam, resultando em fracasso. Era muito perigoso não encontrar essas cargas não detonadas. Há muitos exemplos de pessoas que, trabalhando sem saber, acertaram a dinamite com uma picareta, causando explosões e morte. Então, enquanto examinávamos cuidadosamente as rochas fragmentadas, colocando-as no carrinho e retirando-as, após cerca de cinco carradas, conseguimos encontrar as três cargas não detonadas em segurança. Preparamo-nos para detoná-las novamente e, após tudo estar pronto, acendemos o pavio da dinamite com a chama da lanterna e, apressadamente, subimos no carrinho para fugir túnel acima. Além de ser um trabalho extremamente perigoso, eu não estava totalmente acostumado e, nos preparativos, esqueci uma coisa importante: a lâmpada elétrica que estava pendurada para iluminar o local da detonação. Normalmente, retirava-se a lâmpada do soquete e escondia-se tanto o soquete quanto o fio atrás de um pilar próximo para protegê-los da onda de choque. Esqueci-me disso. Muitos já haviam falhado antes, destruindo completamente lâmpadas e soquetes. Dessa vez, cometi o mesmo erro: deixei o fio ligado e a lâmpada acesa, acendi o pavio e fugi apressadamente, subindo no carrinho túnel acima. Quando percebi o erro, já era tarde. Se quebrasse tudo, teria de escrever um relatório, ouvir reclamações e enfrentar muitos problemas. Involuntariamente, roguei a Meishu-Sama: "Se ao menos não explodisse de novo", enquanto, voltado para a parte inferior do poço, realizava o Johrei. Meus colegas que viram isso riram com desdém: "Sr. Shimizu, é por fazer essas coisas que dizem que o Sr. Ohikari é charlatão e não acreditam. Isso é bobagem." Mas eu, absorto, continuei o Johrei. Um minuto, dois minutos, três minutos se passaram, e finalmente a dinamite explodiu com um grande estrondo. Dessa vez, ouvi claramente três sons; todas as três cargas explodiram em segurança. A distância entre a dinamite e a lâmpada era de apenas cerca de dois metros. Pensei que a lâmpada já estivesse reduzida a pó e o soquete, arremessado para longe. Preparei uma lâmpada de reposição e, quando a fumaça da explosão diminuiu, desci de carrinho. Enquanto iluminava com a lanterna, desci bastante, mas, claro, lá embaixo estava completamente escuro. Quando estávamos a cerca de vinte metros do local, de repente, os dois homens na frente do carrinho gritaram em voz alta: "Sr. Shimizu, a luz está acesa!" Lá adiante, em meio à fumaça espessa da explosão, havia uma luz fraca brilhando. Um milagre totalmente inesperado se realizara. Para mim, que acreditava que, se não explodisse, a lâmpada estaria a salvo, mas, uma vez explodida, estaria completamente destruída, que surpresa foi aquela! Agradeci a proteção divina de Meishu-Sama e, indo até o local, examinei cuidadosamente. E o que vi? A lâmpada, arremessada pela explosão, estava coberta de lama e pedras, brilhando no meio delas como um "dorobotamochi" (um tipo de doce coberto de farinha de soja). O que seria isso senão um milagre? Já havia recebido ensinamentos sobre a bomba atômica, mas agora um milagre quase semelhante ocorrera apenas com o Johrei à distância. Os dois que estavam comigo, que antes haviam dito palavras más, agora, mudos, testemunhavam este milagre diante de seus olhos, surpresos. Diziam: "Trabalhando com o Sr. Shimizu, não há perigo algum." E quando lhes falei sobre este caminho, pareceram compreender sinceramente, pois já conheciam os vários milagres anteriores. (4) Foi ao meio-dia de 21 de julho. Ainda trabalhávamos no mesmo poço inclinado. Enchemos o carrinho de entulho, dois mineiros subiram nele, e eu, cerca de cinco metros acima do carrinho, acionei o interruptor ao lado do trilho. O carrinho começou a se mover suavemente, mas, após subir cerca de um metro, descarrilou. Apressei-me em desligar o interruptor, mas ele estava com defeito e não desligou. O carrinho, ainda descarrilado, continuou subindo pelo túnel estreito. Absorto em tentar desligar o interruptor, não tive tempo de desviar do carrinho que se aproximava rapidamente. Minha perna esquerda, que estava estendida para trás, apoiada dentro do trilho, foi atropelada, e o carrinho seguiu por cerca de cinco metros. Caí no local, mas, instintivamente, levantei-me e desliguei o interruptor novamente. Dessa vez, funcionou, e o carrinho parou alguns metros adiante. Os dois mineiros que estavam no carrinho, vendo que o carrinho carregado de pedras havia passado por cima da minha perna, gritaram: "Sr. Shimizu, como está sua perna? Estamos indo, espere!" Enquanto desciam a inclinação de 35 graus, segurando-se nas estacas laterais, chegaram até mim e disseram: "O que houve? Segure-se!" Foi quando encontrei minha bota caída. Quando fui atropelado, a bota ficou presa em alguma parte do carrinho e saiu completamente. Era uma bota de borracha justa, que normalmente exigia grande esforço para tirar. No entanto, ela havia saído inteira, presa em algo. Quando caí, minha perna esquerda estava sobre o trilho e, com certeza, deveria ter sido atropelada, mas não havia um arranhão sequer, e a perna não doía nada. Os dois mineiros que estavam no carrinho disseram: "Com certeza passamos por cima da perna do Sr. Shimizu." Foi tudo tão rápido que não entendi bem o que aconteceu, mas não pude deixar de agradecer por ter sido salvo sem quebrar a perna. A bota encontrada tinha apenas um pequeno rasgo na borracha. Mesmo que a perna não tivesse sido atropelada, se a bota não tivesse saído completamente do meu pé naquele momento, tenho certeza de que meu pé teria ficado preso entre a roda e o trilho. De qualquer forma, não pude deixar de agradecer de coração pela grande proteção divina milagrosa que recebi, sendo salvo. "Obrigado pela proteção divina, Meishu-Sama", fiquei por um momento atordoado, com uma gratidão e uma sensação de alívio que brotavam do fundo do coração. Como poderia qualquer materialista descartar essas experiências sucessivas como mero "acaso"? Quando se fala em minas de carvão ou mineração, desastres ocorrem um após o outro em várias regiões, e não se sabe quantas vidas são perdidas. Quanto a pequenos acidentes, ocorrem inúmeros quase diariamente. Sim. Considerando que, estando envolvido nesse trabalho perigoso, recebo proteções divinas milagrosas uma após a outra, meu coração transborda de gratidão e alegria. Estou experimentando em meu próprio corpo o Paraíso Terrestre idealizado por Meishu-Sama, o mundo de absoluta paz e segurança onde não há infortúnio, enquanto trabalho em meio a perigos. Recentemente, devido a esses milagres, muitas pessoas têm buscado o nobre caminho da Igreja Messiânica, uma após a outra. Após o trabalho, realizo o Johrei até altas horas da noite, e tenho curado muitas doenças incuráveis abandonadas pela medicina. Todos choram de alegria. Que grande alegria é esta! Finalmente, meu desejo se realizou: de 15 a 17 de agosto, recebemos o Mestre Nishizawa, realizamos um curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) aqui, e cinco pessoas se converteram. Ao ver as lágrimas de despedida de todos depois do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), pensei em como, graças a Meishu-Sama, pude trazer tanta alegria às pessoas, e meu peito se encheu apenas de gratidão. Com alegria no coração, voltei para casa em Saitama depois de muito tempo. Minha filha sofria de tuberculose óssea, que vinha secretando pus dos tornozelos, canelas, coxas, peito, ambos os braços e pontas dos dedos, praticamente por todo o corpo, durante os quatro anos desde minha conversão. Ao ver essa criança, sentia profundamente as nuvens espirituais dos pais e ancestrais. Desta vez, quando voltei, embora ainda houvesse uma pequena cicatriz no peito, as feridas nos pés e nas mãos estavam completamente curadas, e ela não estava carregando um bebê nas costas e cuidando dele? Em apenas cerca de um mês, as feridas quase secaram completamente. Acumulando virtudes, os pecados e as impurezas dos antepassados são removidos e somos salvos. Experimentei novamente esse milagre e, junto com minha esposa e filha, me alegrei com essa salvação tão grandiosa. Agradeço de coração por todas as proteções divinas recebidas. (21 de janeiro de 1953) A Luz Espiritual é Livre e Ilimitada Há exemplos, publicados nesta coluna, de que a luz do Ohikari encobre e impede que a radiografia seja tirada. No entanto, a história de graça a seguir difere porque também houve um milagre em outro ponto. Foi que, ao tirar a radiografia sem o Ohikari, uma forma quadrada, exatamente do tamanho do Ohikari, apareceu em branco no centro do peito. Ou seja, a luz do Ohikari foi impressa, um fenômeno surpreendente. Em seguida, como não conseguir o emprego dependia de a radiografia ser tirada perfeitamente, a pessoa orou a Deus, e desta vez a imagem saiu perfeitamente, realizando seu desejo. Vendo isso, a grandeza do poder da proteção divina livre e ilimitado de Deus é indescritível em palavras. Radiografia não é tirada por causa do Ohikari; além disso, proteção divina para conseguir emprego 'Eikō' nº 187 — 17 de dezembro de 1952 Vila de Ogauchi, Distrito de Asa, Província de Hiroshima Igreja Média Seikō, Inoda Ikeo (19) Venerável Meishu-Sama, apresento respeitosamente meus agradecimentos pela proteção divina. A doença de minha mãe, que estava apenas à espera da morte, foi curada, e meus pais se converteram. Observando sua alegria e lendo o jornal 'Eikō' e 'Tijotengoku', eu também ansiava por receber logo este Ohikari tão precioso. Em 23 de julho do 27º ano da Era Showa (1952), finalmente realizei meu desejo e me converti. Desta vez, para conseguir um emprego na Ferrovia Nacional Japonesa, fui ao Hospital Ferroviário de Hiroshima para o exame médico. Ao tirar a radiografia do tórax, fiquei nu da cintura para cima e coloquei o Ohikari sobre a camisa que havia tirado. Então, o que aconteceu? A parte mais importante, o centro do peito, não apareceu, formando um quadrado. O médico, dizendo "Estranho, estranho", trocou a chapa duas vezes. As pessoas antes e depois de mim tiravam radiografias nítidas, mas a minha simplesmente não aparecia. Como havia ouvido dizer que a luz emitida pelo Ohikari é mais forte que a radiação da bomba atômica, percebi: "Ah, Deus me mostrou um milagre", mas fiquei em silêncio no hospital. Se continuasse assim, não conseguiria o emprego, o que seria um problema. Então, voltei à estação e contei ao responsável o motivo de a radiografia não ter sido tirada. Ele me disse: "Se foi Deus quem fez com que não aparecesse, então peça a Deus para que apareça desta vez." Percebendo: "É verdade, eu tinha esquecido", fui imediatamente à igreja, roguei a proteção divina a Meishu-Sama e, no dia seguinte, tirei a radiografia novamente. E então? Desta vez, saiu perfeitamente. Consegui o emprego sem problemas e trabalho com saúde todos os dias. Normalmente, se a radiografia do tórax não saísse, eu seria reprovado na hora, mas poder tirar a foto novamente no dia seguinte foi, sem dúvida, uma dádiva da proteção divina, pela qual sou profundamente grato. Oro para que, com minhas humildes forças, possa me dedicar a esta obra sagrada. Venerável Meishu-Sama, muito obrigado. (17 de fevereiro de 1952) Fobia de Raios e Trovões A pessoa da história de graça a seguir sofria, é claro, de fobia de trovões. Mas qual seria a causa? Esta pessoa morreu atingida por um raio em uma vida passada, e o medo daquela época ficou impregnado em seu espírito. Como sua vida no mundo espiritual foi curta, ela não conseguiu se ministrar Johrei completamente e nasceu com esse medo. Por isso, a nuvem espiritual estava impregnada em seu espírito, e ela se curou porque essa nuvem espiritual foi removida através do Johrei. Vendo isso, a causa das doenças congênitas pode ser bem compreendida. Salvo de uma fobia de trovões que durou 30 anos 'Eikō' nº 169 — 13 de agosto de 1952 Vila Mitsukui, Distrito de Nishiuwa, Província de Ehime Igreja Média Meirin, Iwamiya Hidenobu (57) Há cerca de 30 anos, comecei a ter medo de trovões, e o medo aumentava a cada ano. Ultimamente, tornou-se uma fobia extrema, e eu mesmo me espantava com minha falta de maturidade. Diferente de uma fobia comum, em dias nublados de verão, por exemplo, eu me sentia mal. Quando o rádio começava a chiar, meu coração já disparava, e a cada trovão, sentia como se minha vida fosse sendo desgastada. Rapidamente, eu armava o mosquiteiro e me enfiava debaixo do futon. Especialmente, mesmo quando dormia profundamente como um morto, se um trovão fraco ressoasse na sombra da montanha ao sul, eu acordava com o primeiro ribombar. Quando tinha o pressentimento de que poderia haver tempestade, eu não conseguia sair de casa de jeito nenhum, o que era um grande problema. Pouco depois da minha conversão, em 10 de julho, recebi a notícia de que o Mestre Hanada, da filial, viria pregar. Infelizmente, o dia estava chuvoso. Normalmente, seria um dia em que eu estaria absolutamente proibido de sair. No entanto, não sei por que vento, de repente senti vontade de ir recebê-lo. Saí para encontrá-lo, percorrendo três léguas (cerca de 12 km) com equipamento de chuva. Quando voltei e perguntei, soube que, depois que saí, houve trovões consideravelmente fortes. Fiquei feliz por ter ido receber o Mestre e, assim, não ter ouvido os sons desagradáveis. Naquele dia, choveu o dia todo. De madrugada, acordei com o som de um trovão, mas, curiosamente, não senti nada, apenas pensei: "Ah, está trovejando". Fiquei realmente surpreso comigo mesmo. Minha esposa, por outro lado, disse que não conseguia dormir devido aos trovões terríveis desde uma hora antes e estava acordada na cama. Foi realmente uma bênção. Minha loucura por trovões, que era tão intensa, parou completamente graças ao poder divino de Meishu-Sama. Diante de um poder divino tão evidente, pude perceber cada vez mais as grandes Graças Divinas de Deus. Imediatamente, solicitei a entronização da Imagem da Luz Divina e de Byōbu Kannon-Sama (Kannon do biombo), e desejo salvar o maior número possível de pessoas sofredoras e ajudar na obra divina. Peço humildemente que continue me concedendo a proteção divina e, ao mesmo tempo, agradeço profunda e sinceramente. Venerável Meishu-Sama, muito obrigado. (13 de agosto de 1952) Um Milagre Além dos Milagres Este relato é um grande milagre que dificilmente qualquer pessoa, exceto os fiéis, conseguirá acreditar. Em suma, mostra quão absoluto é o poder divino. Provavelmente, mesmo que todos os estudiosos do mundo reunissem suas mentes diante deste fato, não conseguiriam compreender nem mesmo uma fração dele. Além disso, se compararmos os milagres de Cristo com este, é uma pena, mas não parecem tão grandiosos. Na verdade, gostaria de publicar isso para o mundo inteiro e mostrar a grandeza de nossa religião, mas, infelizmente, não é possível agora, então pacientemente esperarei o momento. Vendo isso, não passará de uma questão de tempo até que, exercendo um poder divino colossal que abalará o mundo, salvemos a humanidade e realizemos a construção do Paraíso Terrestre. Registro do Milagre de Reviver após Eletrocussão na Água 'Eikō' nº 156 — 14 de maio de 1952 Shimamura, Vila de Hirata, Distrito de Hikawa, Província de Shimane Igreja Média Ryūkō, Nishio Kyōichi (34) Incontáveis pessoas, creio eu, foram levadas ao inferno num piscar de olhos pelo poder mágico da descarga elétrica. Nós, eu e minha esposa, também fomos finalmente arrastados para o mundo da morte por essa mão maligna. No entanto, que bênção! A mão do Salvador nos salvou do abismo da eletrocussão. Na verdade, quando minha esposa Mie foi resgatada por meu irmão, seu pulso já não era sentido. A seguir, relato os fatos exatamente como ocorreram. ◎ Circunstâncias da Eletrocussão Por volta das 12h30 do dia 29 de maio do ano passado, minha esposa entrou no arrozal nos fundos para pegar galhos de pinheiro (uma cerca viva de pinheiros para quebra-vento, peculiar à região de Izumo) que havíamos podado. Ao agarrar um galho, tocou em um fio elétrico que estava caído e partido embaixo dele. Com um grito "Ah!", ela caiu. Ao perceber, eu, fora de mim, pulei descalço no arrozal e tentei soltar o fio da mão dela. Mas, ao segurá-lo, foi terrível. Por um instante, senti como se todo o meu corpo estivesse sendo amarrado a um avião e arrastado violentamente por milhares de quilômetros. Meus ouvidos zuniam como se fossem explodir, e todos os meus nervos pareciam estar sendo apertados como num torniquete. Foi uma agonia indescritível que durou um tempo, e minha consciência foi gradualmente se apagando. Mais tarde, ao ouvir o relato de uma testemunha ocular, disseram que meus olhos estavam revirados e virados para cima, minhas mãos seguravam o fio elétrico e estavam recolhidas sobre o peito, meu corpo estava inclinado para trás, deitado de costas, e minhas pernas estavam duras e esticadas. Era uma visão lastimável. Naquele dia, coincidentemente, havia um funeral na vizinhança, e quase todos os vizinhos estavam fora. Por isso, demorou um tempo inesperado até sermos encontrados. Com base nas circunstâncias anteriores e posteriores, estima-se que tenham ficado completamente submersos na água e sob efeito da corrente elétrica por pelo menos quarenta minutos. A aparência de minha esposa caída era a seguinte: metade do corpo ou mais estava enterrado no arrozal, o corpo inteiro rígido, espuma saindo pela boca, a língua pendendo flácida e comprida como a de um boi, e os olhos revirados, assim como os meus, segundo me disseram. Era uma figura verdadeiramente monstruosa e bizarra. As pessoas que nos rodeavam diziam: "Já era, não tem mais jeito. Dizem que ninguém que levou um choque elétrico dentro d'água se salvou. Com essa aparência, os dois devem ter morrido." Os mais apressados já cochichavam entre si sobre os preparativos do funeral. Meu irmão mais velho (que não era membro da fé), ao ser informado da gravidade do ocorrido, enquanto corria para casa, pensou: "Puxa vida, acabei de pagar o enterro de alguém e agora mais dois morrem na minha própria casa. Não importa quanto dinheiro eu tenha, não vai dar conta." Mesmo assim, que bênção é ter um familiar! Assim que chegou, antes mesmo de calçar as botas de borracha e pegar uma vara de bambu, ele bateu nos fios elétricos, derrubando-os das minhas mãos, e primeiro me ajudou a levantar. Naturalmente, não sei como estava a situação naquele momento, pois estava em estado de morte aparente. Para meu irmão, parece que ele agia com o sentimento de, bem, estar recolhendo um cadáver. Mas, ah, que coisa maravilhosa! quando fui erguido por meu irmão, recuperei a consciência. A atividade da vida recomeçou. Dizem que minha aparência naquele momento era de um morto, ou talvez de um fantasma, um semblante pálido e sinistro que não parecia de alguém vivo. Meu irmão, que me levantou, em seguida ergueu minha esposa. Naquela hora, o corpo dela só dobrava cerca de quarenta e cinco graus, completamente rígido. Quando verificaram o pulso, disseram que ninguém conseguia sentir absolutamente nada. ◎ Minha esposa revive ao orar Pensei que precisava fazer o Johrei em minha esposa, mas minha consciência estava turva e meu corpo não me obedecia. Apenas, apenas, eu orava em meu coração: "Meishu-Sama! Meishu-Sama!" E saber que não havia nenhum membro da fé em toda a vizinhança era ainda mais solitário do que a própria morte. Contudo, o grande amor de Deus é absoluto. "Mesmo que estejas doente, Se orares, Logo sararás, Ó Kannon." (Hino de Louvor) O poder de orar a Meishu-Sama, o poder que recebemos na oração, fez por fim o coração da morta reviver. "Ah, o coração começou a bater!" Ouvi, em meio a lágrimas transbordantes, o grito de admiração e alegria de todos. ◎ Minha esposa enlouquece devido ao veneno do medicamento Quando pensei: "Meishu-Sama, muito obrigado!", ah, o que aconteceu? Quem quer que tivesse ido chamar, um médico chegou. "Ah, se ele aplicar uma injeção agora, será um desastre para nós dois!", pensei, e recusei desesperadamente. Mas, sendo muitos contra um, minha boca e meu corpo não me obedeceram, e minha esposa acabou levando a injeção. "Já que é assim, entrego nas mãos Dele", resignei-me com tristeza. A primeira injeção foi aplicada no arrozal. Depois, ela foi carregada numa tábua até o chão de terra batida. Quando iam aplicar outra, minha esposa, inconscientemente, debateu-se para resistir, e a agulha quebrou. Então, duas ou três pessoas seguraram seus braços e pernas, e no total ela levou cinco injeções. O veneno do medicamento, talvez por ter estimulado o cérebro, fez minha esposa levantar e sentar como uma louca, gritando coisas sem sentido, agonizando em dores de sete quedas e oito tombos. Esse estado continuou por cerca de cinco horas, até que ela caiu num sono profundo. ◎ O leite materno sai oito horas após o choque elétrico Nosso primogênito (Eishin), de onze meses, que recebemos como bênção pela Graça Divina em 25 de junho do ano retrasado, chorava e gritava pedindo o seio. Esse som teria ecoado na alma de minha esposa, que vagava entre a vida e a morte? De repente, ela recuperou a consciência. Na verdade, já se haviam passado oito horas desde o choque elétrico. Minha esposa imediatamente colocou o bebê para mamar, e o leite saiu. Era como se a fonte do amor de Deus jorrasse inesgotável: o leite fluía sem nenhuma alteração em relação ao normal. Daquele corpo que, oito horas antes, havia levado um choque elétrico dentro d'água e cujo pulso já havia cessado... Nós dois, sem querer, olhamos um para o outro e choramos. Estávamos tão felizes, tão felizes, tão gratos, tão gratos que não conseguíamos conter. Dizem que, ao levar um choque elétrico, toda a água do corpo é sugada. Havia até um buraco por onde a corrente saíra, logo acima do cotovelo esquerdo, e o corpo ainda tinha pontos rígidos. Se isso não é obra divina, se não é um milagre, o que é? Por ser nossa região muito remota, não foi possível contatar ninguém rapidamente para pedir o Johrei. Quando conseguimos contatar o Mestre Sakuchu, da filial de Taisha, ele já havia partido para o Encontro em Quioto com Meishu-Sama. Telegrafamos ao Ministro Tanaka, do posto de Vila de Shutsuto, mas ele também estava ausente. Finalmente, por volta das onze horas da noite do dia 30, alguém veio correndo, e pudemos receber o Johrei. ◎ O gerente da Companhia de Eletricidade de Chugoku ficou surpreso Durante o dia, o gerente da Companhia de Eletricidade da China veio fazer uma visita de cortesia. Quando saí para atendê-lo, ele perguntou: "Hum, quem foi que levou o choque elétrico?" Eu respondi: "Sim, fui eu e minha esposa." Ele disse: "O quê? Foram vocês? É mesmo? Uau!" Ficou tão surpreso como se algo impossível estivesse acontecendo diante de seus olhos. Segundo o gerente na época: "A voltagem da energia elétrica aumenta mais de três vezes quando entra na água. Portanto, trezentos volts passaram por vocês durante quarenta minutos. Mesmo com fios domésticos, quando caem na água, há muitas pessoas que morrem só por tocar na água, sem nem encostar no fio. É realmente inexplicável!" Um dos trabalhadores disse: "No corpo humano, se entrar mais de cinquenta volts, é absolutamente fatal. No caso de vocês, calculando de várias maneiras, sessenta volts passaram completamente. Que vocês tenham se salvado é realmente inexplicável!" Assim, repetiram "inexplicável, inexplicável" várias vezes. ◎ O processo de tratamento das lesões por choque elétrico 29 de maio (dia do choque elétrico): De todo modo, como segurei os fios com as duas mãos, os pontos de contato sofreram queimaduras graves. No polegar, no anular e no mindinho da mão direita, o fio penetrou a cerca de setenta por cento de profundidade, atingindo também o osso. Na mão esquerda, todos os dedos, exceto o polegar, foram afetados; o fio queimou até a metade dos dedos, deixando o osso branco à mostra. Apesar de ferimentos tão graves, não senti muita dor. Minha esposa, por sua vez, teve apenas o indicador e o médio da mão direita afetados, mas a segunda articulação do médio estava queimada até a metade, com o osso exposto. Havia dois buracos por onde a corrente saíra, cerca de três centímetros acima do cotovelo esquerdo. 30 de maio: A partir da tarde, começou a inchar. Linhas vermelhas apareceram em ambos os braços, estendendo-se da palma da mão até a região dos gânglios linfáticos das axilas. O médico disse: "Isso é pus devido a micróbios. Se não desinfetar e aplicar penicilina logo, terá que amputar os braços." Mas recusei. À noite, recebi o Johrei do Ministro Tanaka. 31 de maio: Sem grandes diferenças em relação ao dia anterior. 1º de junho: Às onze horas da noite, o Mestre Sakuchu retornou de Quioto, e recebemos o Johrei. O Mestre examinou minuciosamente todo o corpo, concentrando-se principalmente nos pontos do choque elétrico, na região dos gânglios linfáticos, nos locais rígidos e nos pontos com febre. Recebemos uma grande bênção, e meu corpo ficou muito mais aliviado. Minha esposa, em especial, alegrou-se, dizendo que, pela primeira vez, se sentia aliviada como uma pessoa diferente. Cada momento do Johrei parecia um momento de renascimento, e era indescritível a gratidão. 2 de junho: Dando continuidade ao dia anterior, recebemos o Johrei. 3 de junho: O inchaço dos dedos diminuiu. As linhas vermelhas também desapareceram. 6 de junho: Os dedos permaneciam dobrados e rígidos até hoje, mas começou a sair pus, e as articulações duras começaram a amolecer. Um odor estranho e peculiar começou a sair dos locais da queimadura. 8 de junho: Culto Mensal da Sede da Igreja Média. Peguei uma bicicleta, percorri cerca de um ri e fui até o ponto de bonde para participar. Contei aos participantes a proteção divina que recebera no outro dia. Todos ficaram admirados ao ver os locais reais do choque elétrico. O Professor Ishizaka disse: "O senhor levou muito mais choque do que sua esposa, mas recuperou a consciência mais rápido. Isso é inteiramente graças ao Ohikari de grande poder purificador!" Também recebi o Johrei. O Mestre concentrou-se principalmente nas queimaduras dos dedos e das palmas, na região das omoplatas e nos rins. A partir desse mesmo dia, a purificação tornou-se particularmente intensa: sangue e pus fluíam sem parar, e o odor tornou-se especialmente forte. Todos diziam: "É um cheiro de queimar cadáver!" Realmente, parecia que os pelos do nariz estavam queimando, e senti pena das muitas pessoas. 17 de junho: Participei da reunião de contato da Igreja Média. Nas feridas putrefatas das queimaduras, nova carne começava a brotar. O odor também diminuiu bastante; mas, depois que o pus saiu completamente, vários nervos, como fios brancos, ficaram expostos, e sofri com a dor deles. 28 de junho: Participei da reunião de contato. O mindinho e o anular esquerdos estavam quase curados. A cicatrização foi tão rápida e bonita que todos ficaram admirados. Hoje faz exatamente um mês. Durante esse período, troquei o papel de purificação todos os dias e recebi o Johrei de alguém diariamente. 3 de julho: Consegui cumprir com segurança o Johrei coletivo nos campos do método da agricultura natural durante estes cinco dias e adquiri total confiança na recuperação da minha força física. 4 de julho: Pude fazer o Johrei em minha esposa pela primeira vez. 8 de julho: Culto Mensal da Igreja Média. A partir desse dia, voltei a usar os hashis. A base do polegar direito, a mais gravemente afetada, melhorou cerca de oitenta por cento. Os outros dedos também melhoravam rapidamente, e eu percebia a carne crescer a cada dia. 17 de julho: Já estava quase completamente curado. Pude usar um lápis pela primeira vez. Não sentia mais desconforto algum. Deus recriou cada dedo, com carne nova, pele, ossos e até nervos. O poder de Meishu-Sama é verdadeiramente o poder do Criador. Melhorei tanto que já não restava vestígio algum da aparência terrível daquela época. Cada dia é de gratidão e alegria pelo novo nascimento. Minha esposa também melhorou, seguindo um processo semelhante, e a partir de hoje começou a cozinhar. ◎ Palavras finais Gostaria de relatar ainda mais e expressar minha gratidão, mas já ultrapassei em muito o número de páginas estipulado; por isso, vou encerrar. Transbordam apenas sentimentos de gratidão e lágrimas; não consegui escrever nem um décimo milésimo disso. Peço sinceras desculpas. De agora em diante, fortalecerei ainda mais minha sinceridade e, com esta nova vida e com estas mãos que Meishu-Sama me concedeu, pretendo servir-Lhe grandemente. Meishu-Sama, o senhor nos salvou, a mim, à minha esposa e ao meu filho, três pessoas que deveriam ter morrido. Muito, muito obrigado. (14 de maio do 27º ano da Era Showa, 1952) O Deus Invisível se Tornou Visível 'Eikō' nº 167 — 30 de julho de Showa 27 (1952) Cidade de Hiromachi, Distrito de Nogi, Província de Shimane Igreja Média Jinwa, Fumiko Murakami (27) Apresento meu respeitoso relatório. Minha família era seguidora da fé Tenrikyo há dezenas de anos. Agora, meu pai faleceu, e minha mãe, dizendo que precisa ouvir as histórias de Tenri, tornou-se cada vez mais devota. Fui criada ouvindo sobre as graças de Tenri, como se fosse sempre o mesmo dia, e nunca deixei de ir ao templo da cidade todas as noites. Embora ouvíssemos histórias das dificuldades do fundador, na época, e de seus milagres, elas não tinham relação direta com a vida atual. Era como se olhássemos para Deus de forma conceitual e brincássemos com teorias. Pelo contrário, sentia rigidez e estreiteza devido às regras severas e padronizadas; sendo jovem, várias vezes estive prestes a contestar, mas continuei uma vida de fé apenas na forma, pensando que devia obedecer aos meus pais. Na primavera do 24º ano da Era Showa (1949), as articulações do meu pé direito começaram a doer, dificultando o andar. Imediatamente recebi o "sukui" (salvação/tratamento), mas não vi efeito. O sensei disse: "A dor no pé é o 'princípio da prática', pois você está negligenciando as visitas ao Deus". Minha mãe me repreendia: "Sua fé é insuficiente". Eu só ficava histérica. O médico diagnosticou reumatismo; tomei duas injeções por semana durante cerca de uma semana, mas a dor só aumentava. Não via nada de bom naquela dor e, em pouco tempo, já não conseguia mover as articulações dos membros. A ideia de que, em plena juventude, teria de viver como um cadáver fazia com que pensamentos sobre meus filhos e meu marido surgissem e desaparecessem um após outro. Quanto mais pensava, mais me sentia lançada no abismo. Pensando que precisava me curar de alguma forma, tentei tratamentos com acupuntura e moxabustão, mas o resultado era sempre o mesmo. Foi por essa época que, de repente, lembrei-me de que, quatro ou cinco meses antes, meu tio, Sr. Suyama, viera falar sobre a Igreja Messiânica (Kyusei-kyo) e nos explicara com entusiasmo a absolutidade do "sukui" (salvação). Minha mãe e meu marido, por serem seguidores da Tenrikyo e acreditarem que Tenri era o supremo, riram e não deram atenção. Mas ele foi embora dizendo: "Bem, se ficarem doentes e estiverem em apuros, venham". Lembrei-me disso e consultei minha mãe para pedir ajuda, mas ela não permitiu e só me repreendeu. Meu marido, por causa da minha doença, trouxe o Sr. Suyama para testar. Imediatamente recebi o Johrei e fiquei muito aliviada. A dor que me atormentava e fazia sofrer havia quase um ano diminuiu pela metade em dezenas de minutos, apenas com a imposição das mãos. Diante deste fato, deste milagre inimaginável — ah, que gratidão! —, sem perceber, juntei as mãos em oração. Era isto, pensei; esta é a verdadeira forma da fé. Senti como se uma luz súbita iluminasse a névoa no fundo do meu coração e compreendi que somente ao se revelar o poder do Deus invisível pode nascer uma oração pura. Em uma semana, meu pé foi restaurado ao normal, e minha família também se alegrou. Mas, quando se tratava de me converter, pensávamos: "Seria imperdoável para com o Deus de Tenri", "Não poderíamos cumprir a obrigação com o sensei que nos guiou por décadas" — havia várias objeções. Pensei: "O que há de errado em me apoiar no Deus que me salvou?" e recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Quanto mais ouvia, mais aquilo ressoava em minha alma; ao receber o Ohikari, senti como se estivesse subindo ao céu. Pensar que seria salva por este poder — quantas vezes enxuguei os olhos de tanta alegria? Depois disso, meu marido se opunha a tudo. Angustiada, consultei o chefe da filial, Sr. Shirasawa, que me disse: "Concentre-se em Meishu-Sama e espere o momento. E, a partir de agora, sirva seu marido mais do que antes. Certamente seu marido também será salvo". Mas, naquele momento, era muito difícil de executar. Especialmente por eu ser de uma família tradicional, o "bichinho" do coração que dizia "já fiz tanto por ele" se erguia, causando sofrimento. Mas quantas vezes repeti a mim mesma: "Deus está me lapidando assim; na verdade, é uma boa pedra de amolar para polir minha alma". Apertando os dentes, concentrando-me em Meishu-Sama, suportei. Minha mãe, como se sentia bem ao receber o Johrei, parou de se opor. Mas meu marido, quanto mais eu melhorava, mais ele se opunha. A mesquinhez humana... Será que Deus não ouviu mesmo depois de tudo isso? Quantas vezes uma névoa de ansiedade se espalhou num canto do meu coração? O sussurro do demônio dizia: "Deus me abandonou". Mas outro coração me encorajava: "Não é isso, você ainda é insuficiente". E continuei a dedicar toda a sinceridade possível ao meu marido. Não esquecerei: no dia 15 de março, enquanto recebia Johrei para a purificação da cintura, ocorreu um fenômeno de possessão espiritual. Finalmente, chegou aos ouvidos de Deus. O diálogo foi feito por escrita automática: "Quem é você?" "Sou Miki Nakayama, fundadora da Tenrikyo." "Com que propósito você a possuiu?" "Como meu poder é fraco, vim possuí-la para que os seguidores da Tenrikyo sejam salvos pela Igreja Messiânica." etc. Meu marido, que testemunhou aquela cena com os próprios olhos, jurou, de coração, apoiar-se na mão salvadora de Meishu-Sama. Para mim, foi a alegria de uma vida inteira. Quanto mais penso no ano em que suportei o insuportável, mais não posso deixar de me emocionar. Meishu-Sama, muito obrigada. Agora, tanto eu quanto meu marido esquecemos a fé "dentro de uma caixa" e, com o grande amor da ampla luz como o céu em nossos corações, vivemos uma vida de alegria dia após dia. Não há como retribuir esta grande graça, e estou decidida a me dedicar com todas as minhas forças. Apesar do meu texto tosco, relato um pouco da proteção divina e apresento meu relatório de agradecimento. Meishu-Sama, muito obrigada. Além disso, no texto, a possessão espiritual foi feita por um espírito de raposa sob as ordens da fundadora. Recebi a graça em dez dias. (30 de julho do 27º ano da Era Showa, 1952) O Milagre no Esporte A história de graça a seguir é sobre uma competição de vôlei. É um milagre incomum em que uma situação que inicialmente só parecia derrota foi revertida esplendidamente para a vitória através do Johrei. Ao ler este relato, não se encontra nenhum traço de acaso ou sorte, e não há dúvida de que, por mais que se reflita, tudo se deveu ao poder divino. Portanto, aqueles envolvidos com esportes devem manifestar grandemente o poder sublime do Johrei e, também por este aspecto, fazer o mundo conhecer a grandeza da Igreja Messiânica. Ou seja, acredito que este benefício material é um excelente instrumento para dissipar o mal-entendido de que nossa religião é especializada apenas em curar doenças. Vitória no Torneio de Vôlei Intercolegial Graças ao Johrei 'Eikō' nº 186 — 10 de dezembro de Showa 27 (1952) Vila Uchikawame, Distrito de Hienuki, Província de Iwate Igreja Média Shomei, Tomiko Asanuma (37) Sou alguém que, sob a proteção divina infinita e ilimitada de Meishu-Sama, diariamente se dedica à Santa Obra e também ao magistério. Peço sinceras desculpas por ter chegado até hoje sem apresentar um relatório de agradecimento pelas inúmeras graças e orientações recebidas ao longo de muitos anos. A seguir, relato o que se passou quando participei do torneio de vôlei (liga) intercolegial no dia 21 de julho deste ano. A chuva de dois ou três dias que me preocupava havia cessado completamente e, pela primeira vez em muito tempo, o tempo abriu; tudo brilhava sob o sol. Finalmente, era o tão esperado torneio de vôlei (liga). Um dia que esperávamos e também temíamos. O amarelo dos números nas costas dos uniformes azul-marinho dos alunos destacava-se ainda mais, fazendo pensar nos corações saltitantes dos alunos... Logo a partida começou. O time masculino da nossa Escola Uchikawame enfrentava o campeão do ano anterior. Só de ouvir isso, os alunos já ficavam inquietos e sem concentração. Esta é uma competição em que, se os nove membros de uma equipe não se unirem e agirem como uma teia de aranha, jamais conseguirão demonstrar sua força. "Fiquem calmos", "Esforcem-se bem", eu dizia, mas minha própria voz tinha um certo tremor. Logo, o apito do juiz soou e, por um instante, uma tensão percorreu o ar. O saque de ataque foi do adversário. Com um grito tremendo, a primeira bola veio voando. "Ah!", pensei, e o apito soou. O primeiro ponto, o mais valioso, já havia sido conquistado. Muitas vezes vemos e experimentamos que o primeiro ponto pode decidir a partida. Na segunda bola, apenas observamos. Com isso, o adversário fez dois pontos. Agora, a terceira bola. Pensei que seria outro erro, mas o central da nossa linha de frente atacou num instante. Suspiro de alívio. Finalmente conquistamos um ponto. Nosso saque, meio apressado, deu uma chance fácil ao adversário: 3 a 1. Nós começamos a ficar inquietos novamente. O jogo daí em diante foi algo de se fechar os olhos; todas as bolas que vinham eram perdidas. Finalmente, 11 a 3, troca de lado. A diferença de pontos era de oito. Sensação de quase desistência tomou conta de mim, pensando que não havia mais jeito. Os jogadores pareciam sentir o mesmo, transmitindo apenas uma sensação de rigidez. O jogo avançou para 17 a 5; era o fundo do poço, onde, por mais que nos esforçássemos, não havia mais o que fazer. As pessoas que assistiam diziam coisas como "Coitadinhos", "É natural, não estão acostumados com o local", "Este ano parece que estão mais fracos que o normal. Não treinaram?" e assim por diante, falando o que bem entendiam, numa estranha demonstração de simpatia e conversando à vontade. Eu também comecei a pensar que talvez não houvesse mais jeito, e que a derrota no primeiro jogo era algo já decidido. Mas, mesmo perdendo, brotou dentro de mim o desejo de fazê-los lutar, demonstrando um pouco mais de força. Sem perceber, eu estava com as mãos erguidas, apontando para aquele aluno que estava prestes a sacar diante dos meus olhos... Logo, ele se preparou. Quando se posicionou, uma primeira bola tremenda voou. Dentro. O adversário apenas a deixou passar. Segunda bola. Outro saque violento. Ponto para nós. Terceira bola, quarta bola. Saques magistrais um após o outro. Finalmente, o placar chegou a 17 a 12. De tanta alegria, olhei para o número nas costas e, vejam só, estava escrito 5. Neste Caminho, o 5 é masculino, vigoroso, "sair", é fogo, é yang, é o número mais elevado, e também o primeiro número da sequência 5, 6, 7 (Miroku). A luta destemida deste aluno fazia qualquer um assentir com admiração. A torcida da nossa equipe explodiu em aplausos e gritos de incentivo. Faltavam apenas cinco pontos. Foi então que, infelizmente, a vez da bola passou para o adversário. 18 a... 12. Desta vez, pensei que era o fim, mas o adversário estava começando a ficar visivelmente impaciente. Dava para perceber pela agitação dos nove jogadores, que não conseguiam manter um bom trabalho em equipe. Na primeira bola, o adversário novamente passou a bola para o companheiro. Dezoito a treze. Mais um saque nosso. Com o desenrolar inesperado da partida, eu suava na mão esquerda e, com a direita, inconscientemente, estendia-a atrás daquele aluno. De fato, foi um saque magistral, um saque violento. Finalmente, conseguimos chegar ao empate. De dezessete a cinco para dezoito a dezoito, todos arregalavam os olhos de alegria, como se fosse um sonho. A bola estava em nossas mãos. Já estávamos na liderança. A luta sangrenta e suada dos nove jogadores parecia ser manipulada por uma única ponta de uma rede. Eles pareciam não sentir cansaço algum. Seu ânimo só aumentava. O saque do número seis continuou. Bola por bola, com o máximo de cuidado e cautela, eles tocavam a bola e avançavam lentamente. Finalmente, dezoito a vinte. De repente, a situação mudou completamente. Ninguém, além dos jogadores, ousava fazer qualquer som. Faltava apenas uma bola... Um instante de tensão de tirar o fôlego. Então, o apito final do jogo ecoou alto. Vencemos! Vencemos! Mostrando uma partida sem precedentes, subindo de dezessete a cinco para dezoito a vinte e um... Eu apenas me emocionei com lágrimas de gratidão e, sob o sol escaldante, mantive minhas mãos em prece silenciosa por um longo tempo. Assim, recebendo a salvação de Deus, nossos atletas, que lutaram bravamente sem se prenderem à vitória ou à derrota do início ao fim, adquiriram uma confiança sólida, derrotaram brilhantemente as duas escolas restantes, participaram alegremente da cerimônia de encerramento e, em meio aos aplausos estrondosos de todos os presentes, ergueram com honra a taça do campeonato. No dia seguinte, os alunos comentavam: "O saque de Katsumi (número cinco) e o saque de Mitsuo (número seis) foram incrivelmente poderosos, de um jeito misterioso. Quando pensávamos que a bola ia prender na rede, ela passava suavemente por cima e caía do lado adversário." "Aquilo foi estranho. Quando isso acontecia, o adversário perdia completamente a mira." Eles falavam com grande entusiasmo, inclinando a cabeça com ar de dúvida. O relato acima é tosco, mas, transbordando de alegria, apresento-o exatamente como aconteceu. Muito obrigada, Meishu-Sama. Apresento-lhe meus mais sinceros e profundos agradecimentos. (10 de dezembro de 1952) Coração que parou por afogamento volta a bater graças ao Johrei 'Eikō' nº 170 — 20 de agosto de 1952 Vila Minamihata, Distrito de Nishimatsura, Província de Saga Igreja Grande Kōhō, Misao Yamaguchi (46 anos) Com toda a reverência, apresento-lhe meus agradecimentos pela proteção divina. Foi por volta das 11h do dia 30 de junho passado. Ouvi vizinhos chamarem meu nome com voz aguda e angustiada. Quando saí à varanda, disseram que uma criança havia se afogado. Saí correndo descalça e, ao chegar ao local, vi que a avó havia retirado do riacho a Srta. Fujie, filha de três anos do Sr. Seiichi Yamaguchi, vizinho, e tentava reanimá-la com todas as forças, balançando-a à beira da estrada, mas sem sucesso. Ela estava cercada por vários vizinhos, todos preocupados. Minha filha Fusako também chegou ao local quase ao mesmo tempo que eu. Todos diziam: "Já era. Ela morreu. Que coisa triste." Talvez por terem sacudido com muita força, ela havia evacuado; o corpo estava completamente frio, os lábios roxos e, claro, sem pulso. Pensei que não havia mais jeito, mas minha filha Fusako disse: "De qualquer forma, peça ajuda rapidamente." Então, juntei as mãos em oração e imediatamente comecei a fazer o Johrei. Sempre fui orientada a fazer o Johrei sozinha, mas, inconscientemente, também o estava realizando. Após cerca de dez minutos, talvez, senti uma leve pulsação do coração. Pouco depois, o coração bateu três vezes seguidas. Um pouco mais tarde, ela começou a chorar alto, e o coração passou a bater de forma firme e contínua. Aos poucos, a cor foi voltando ao seu rosto. A alegria e a gratidão daquele momento são indescritíveis, tanto por escrito quanto em palavras. Lágrimas de emoção aqueceram meus olhos. "Que bom, que bom", todos se alegravam como se fosse seu próprio filho que tivesse sido salvo, e agradeciam repetidamente: "Se vocês não tivessem vindo, a Fujie-chan certamente não teria voltado." Os pais, que estavam no trabalho no campo, receberam a notícia urgente e, desesperados, pensando 'acabamos matando nossa filha', voltaram para casa ofegantes e chorando. Ao verem a cena, ficaram duplamente surpresos. Além disso, a avó disse: "Pensei que tinha matado minha neta por minha falta de supervisão. Se ela não voltasse, eu não teria como me desculpar com minha nora, então estava decidida a me suicidar." Com este milagre, duas vidas preciosas foram salvas. Constantemente, as pessoas zombavam de nós, da família, por termos entrado neste Caminho, dizendo: "Nascidos em uma família da seita Shinshu, se desviaram para uma heresia." Mas, desta vez, elas também choraram e nos agradeceram. Este milagre não se limitou à proteção divina à Fujie-chan; foi a grande misericórdia de Deus para aprofundar nossa fé, que tendia a esmorecer. Foi um milagre, e toda a família se prostrou diante do altar de Deus para agradecer. Agora, o acontecimento parece ter se tornado o assunto da aldeia. Muito obrigada, Meishu-Sama, pela sua proteção divina. Apresento-lhe novamente meus mais profundos agradecimentos. (20 de agosto de 1952) Jovem que tomou Adorm é salvo da morte 'Eikō' nº 98 — 4 de abril de 1951 Kamideguchi, Tsunetomi, Nobeoka, Província de Miyazaki Igreja Grande Kōhō, Meizō Nagatomo (42 anos) O fato ocorreu por volta das 19h do dia 29 de outubro deste ano. A caminho de casa, vindo da filial, cruzei com um jovem casal. Sem querer, ouvi um fragmento da conversa deles que ficou na minha mente e me deixou preocupado. Fui direto ao Parque Miyakojima, na cidade, e, ao olhar para o gramado, vi um jovem vestido com uniforme escolar preto, curvado e sofrendo. A princípio, pensei que estivesse bêbado e caído. Como já era tarde, falei para ele ir para casa, mas ele ficou em silêncio. Quando o toquei, já estava frio, mas a parte superior do corpo estava com fortes convulsões. Tentei levantá-lo, mas ele estava mole demais, e eu sozinho não conseguia fazer nada. Vi dois livros que saíam do bolso de sua roupa e, sem pensar, olhei: os títulos eram 'Pensamento' e 'A Doença para a Morte'. Ah, ele tomou veneno! — intuí imediatamente. Virei-o de barriga para cima e comecei a fazer o Johrei no alto da cabeça e no abdômen, enquanto recitava o norito. Logo ele começou a vomitar, duas vezes, em grande quantidade. A parte superior do corpo se moveu um pouco, e os braços e as pernas também começaram a se mexer. Ele tirou do bolso do paletó uma caixa de Adorm e duas caixas de Calmotine. Eram caixas vazias. Ele certamente havia tomado aquilo. Ele ficou mole novamente, como se tivesse perdido as forças. Concentrando-me na proteção divina, fiz o Johrei com toda a minha alma. Após cerca de quinze minutos, ele vomitou novamente em grande quantidade. Ele já parecia capaz de falar. Foi assim que soube que era estudante do segundo ano de um colégio (nome omitido), no bairro de Higashimachi, dentro da cidade. Ele havia tomado dez comprimidos de Adorm e sessenta de Calmotine. Pensei em levá-lo à filial, mas ele era grande e estava todo mole. Corri até lá, chamei o Sr. Yamashita e, juntos, finalmente o levamos para a filial. Após cerca de duas horas de Johrei, ele continuou vomitando um líquido amarelo, que encheu metade de uma bacia. Ele já conseguia conversar um pouco. Como o caso era grave, avisamos a delegacia. Um médico do Hospital da Cruz Vermelha local veio e, sem saber que aquilo era resultado do Johrei, disse: "Ele vomitou, então está fora de perigo." Deixou alguns remédios para tomar por via oral e foi embora. Enquanto isso, a mãe e o professor responsável pela turma chegaram correndo. Ele já conseguia falar sobre tudo. A mãe, hesitante, recomendou-lhe que tomasse o remédio deixado pelo médico, segurando-o na mão. Eu disse: "Acho que não precisa mais tomar. Já chegou a este ponto, que tal esperarmos?" Ela respondeu: "Vamos fazer assim." E assim ficou resolvido. No dia seguinte, dia 30, ele já estava bem e voltou para casa andando sozinho. A alegria da mãe me contagiou. No dia 3 de novembro, ele já estava completamente recuperado, a ponto de participar do festival cultural da escola como membro do clube de teatro. Naturalmente, ele e sua família estavam extremamente felizes, mas para mim foi particularmente impressionante. Pude ver com meus próprios olhos o poder da grande salvação, o que me permitiu aprofundar ainda mais minha fé. A partir de agora, estou decidido a, banhado pela graça de Meishu-Sama, avançar ainda mais neste Caminho. Meishu-Sama, muito obrigado. (21 de março de 1951) Salva do sofrimento de 26 anos de alcoolismo 'Eikō' nº 144 — 20 de fevereiro de 1952 Higashinaka, Kurashiki, Província de Okayama Igreja Média Yōkō, Kikue Maruyama (43 anos) Quando penso nisso, parece coisa dos outros, ou até mesmo um sonho. Casei-me aqui há vinte e cinco anos, por intermédio de minha tia, sem saber de nada. No dia seguinte à minha chegada, meu marido voltou para casa muito embriagado. Fiquei chocada e chorei. Minha sogra me consolou, mas, como isso acontecia com frequência, eu vivia angustiada, pensando no que fazer. Dois meses após meu casamento, minha mãe faleceu, deixando para trás um irmão mais novo. Fiquei desnorteada, mas pensei que minha sorte era realmente ruim e que não havia alternativa senão ter paciência e me resignar. No entanto, ele continuava voltando bêbado, repetidas vezes. Três anos se passaram, e ele disse: "Não preciso de quem não dá filhos. Vá embora." Então, acabei voltando para a casa sem minha mãe. Mas vizinhos e parentes vinham frequentemente e, por insistência deles, eu voltava para a casa do meu marido. Isso não aconteceu apenas duas, três ou quatro vezes. Finalmente, como se fosse um laço do destino, engravidei e, em 1929, dei à luz uma menina. Três anos depois, nasceu minha segunda filha. Tornei-me mãe de duas crianças, mas a má sorte não tinha fim. Em 1932, devido a um resfriado banal, minha filha mais velha faleceu em 20 de outubro e, dez dias depois, a segunda filha também morreu. Eu, que a muito custo havia sido agraciada com duas crianças, perdi ambas em apenas dez dias. Naquela época, meu estado de espírito, nem é preciso dizer, era o seguinte: meu marido bebia ainda mais do que antes, e minha sogra dizia: "É por sua culpa que meu filho não trabalha e só bebe." Eu pensava profundamente: "Será que realmente não existe Deus nem Buda neste mundo? Não há uma única pessoa que compreenda este meu sofrimento..." Pouco tempo depois, minha sogra desenvolveu problemas cardíacos, ficou doente por três anos e acabou falecendo. Eu, tomada pela solidão, peguei uma menina de dois anos de idade com parentes e a trouxe para casa. Meu sogro sempre teve o estômago e os intestinos fracos; mesmo com todos os tratamentos médicos, não melhorava, até que sofreu um derrame, permaneceu sofrendo por sete anos e faleceu. Meu marido, à medida que envelhecia, piorava cada vez mais com a bebida. Quando voltava para casa bêbado, maltratava a mim e às crianças, resmungava sem parar, enquanto bebia de novo e me batia com garrafas vazias de saquê. Se eu saísse correndo para fora, ele vinha atrás de mim. Quando o saquê acabava, ele dizia: "Vá comprar!", mas, como não havia loja de bebidas por perto, se eu não fosse, ele dizia que iria comprar e saía. Então, depois de dois ou três dias, ele voltava para casa com o rosto vazio e atordoado, e dormia. Naquela hora, parecia estar muito confuso, incapaz de se levantar. "Ah, eu fui mau. Gastei muito dinheiro e causei problemas", dizia, arrependido e pessimista. Por isso, mesmo com raiva, eu não podia brigar com ele e o consolava: "O dinheiro que você gastou, pode recuperar trabalhando de novo. Você não cometeu um erro grave, então está tudo bem." Depois de dois ou três dias dormindo, sua cabeça clareava, ele voltava ao normal e, quando eu pensava que finalmente iria trabalhar, ele ia beber novamente. Assim que conseguia dinheiro, os "demônios" voltavam a agir, e isso se repetiu por vinte e seis anos. Às vezes, ele pegava uma lança, ia para o depósito, afiava a ponta com uma pedra de amolar e dizia que ia me esfaquear ou matar alguém. Eu também pensava: "Já que esta vida não tem sentido, será que não seria melhor me jogar na linha do trem ou no mar?" — e isso não se deu apenas uma ou duas vezes. No entanto, como diz o provérbio: "Depois do bem, vem o mal; depois do mal, vem o bem", pensei que, se eu me esforçasse e continuasse vivendo, talvez coisas boas pudessem acontecer. E assim, vivi até hoje. Foi exatamente no outono do ano passado: enquanto eu debulhava arroz, o Sr. Naitō, do Bairro de Funakura, veio me visitar e me contou várias coisas preciosas sobre o Caminho. Falou sobre "curar doenças apenas com a imposição das mãos" e "transformar até mesmo a natureza humana". Eu ouvia, dizendo "É mesmo?", mas duvidava pela metade, pensando se algo assim seria possível. Depois disso, a colheita de outono terminou e, quando eu pensava em finalmente descansar, meu marido teve uma recaída: gastou muito dinheiro, voltou para casa tarde da noite de carro e entrou até a rua estreita em frente de casa, fazendo o carro cair metade no rio. No entanto, meu marido, como se nada tivesse acontecido, continuou bebendo em casa, cobriu a cabeça com o futon, deixando apenas os pés de fora, e dormiu. Depois, com a ajuda dos vizinhos, o carro foi retirado com dificuldade debaixo de chuva. Na manhã seguinte, como de costume, ele disse que estava com dor de cabeça e não conseguia se levantar. Então, lembrando-se talvez das palavras do Sr. Naitō do outro dia, pediu: "Vá pedir ajuda ao Sr. Naitō." Eu disse: "Estou cortando palha de junco, vou à noite", mas ele insistiu: "Vá agora mesmo", então fui imediatamente. O Sr. Naitō estava descansando devido à purificação, mas disse: "Se puder ir por volta das sete da noite, irei." No entanto, mesmo às sete da noite, ele não apareceu. Então meu marido disse: "Seria uma pena fazê-lo vir, então eu vou", amarrou a cabeça com uma faixa e foi até a casa do Sr. Naitō. Fiquei preocupada com como ele estaria, mas depois de um tempo, ele voltou para casa com uma expressão tranquila, dizendo: "Recebi o Johrei do Mestre Aniya." E então, descobriu-se que toda aquela bebedeira era obra de uma raposa. Olhando agora, percebo que o momento em que o Sr. Naitō nos contou sobre o Caminho foi o primeiro passo para a nossa salvação. No dia seguinte, fomos à igreja, recebemos o Johrei do Mestre Yashiro, e a partir daí a bebedeira excessiva parou, ele deixou de nos maltratar e, transformado, tornou-se mais humano. Em janeiro do 26º ano de Showa (1951), meu marido se converteu; em fevereiro, eu também tive a honra de me converter; e em 2 de março, tivemos a graça de receber o precioso Daikōmyō Nyorai. Meu marido, que nunca havia orado a Deus ou Buda, passou a não comer sem antes adorar todas as manhãs e noites, e começou a sair todos os dias para ajudar as pessoas, e já se passou quase um ano. Os vizinhos, espantados, dizem: "Como uma pessoa pode mudar tanto!" Quanto a mim, a vida de sofrimento e angústia que durou vinte e cinco anos desde o casamento chegou ao fim, e a felicidade tão esperada finalmente chegou. Minha alegria é algo que não pode ser comparado a nada. Apenas me afogo em lágrimas de alegria. Atualmente, embora ainda imperfeito, meu marido sai para ajudar as pessoas, e eu me dedico ao método da agricultura natural, passando os dias alegres falando sobre o Caminho. Meishu-Sama, muito obrigada. Transbordando de alegria por ter sido salva, sem me importar com a escrita desleixada, relato aqui exatamente como aconteceu e agradeço. Por fim, agradeço ao Mestre Yashiro, a todos os mestres, ao Sr. Naitō e a todos vocês. (16 de janeiro do 27º ano de Showa - 1952) --- O Milagre da Água do Poço 'Eikō' nº 143, publicado em 13 de fevereiro do 27º ano de Showa (1952) Vila Asahi, Distrito de Nakashima, Província de Aichi Igreja Média Juppō, Vila de Asahi, Distrito de Nakashima, Província de Aichi, Nobutaka Ōno (27 anos) Desde a minha conversão, recebemos inúmeras vezes a proteção divina e os benefícios materiais. Desta vez, nossa família recebeu mais um benefício material milagroso e, como forma de agradecimento, venho relatar o ocorrido. Em janeiro do 26º ano da Era Showa (1951), quando recebemos a visita do Mestre Shibui no Chūkyō Betsuin, tivemos a honra de receber o Daikōmyō Nyorai; e, em 26 de abril, solicitamos ao Mestre Satō, presidente da Igreja Média, que realizasse a cerimônia de consagração. Antes disso, nosso poço já apresentava problemas: quando muitas pessoas se reuniam, a vazão de água diminuía, causando grande inconveniência. No dia da cerimônia de consagração, a vazão também estava baixa, e as pessoas que ajudavam tiveram dificuldades. Depois disso, a água continuou saindo, embora em pouca quantidade, por cerca de dois meses, mas a partir do início de julho parou completamente. Passamos a depender inteiramente do vizinho do lado oeste, não só para a água de beber, mas até para lavar roupa. Pensei que, se continuasse assim, quando esfriasse e começasse a nevar, seria um problema. Por isso, consultei em segredo um poceiro e planejei mandar cavar novamente o poço em novembro. No entanto, ao ouvir sobre a construção do Museu de Hakone, pensei que esta era a oportunidade de retribuir, ainda que num décimo-milésimo, a proteção divina que recebemos de Meishu-Sama até agora. Então, no dia 7 de novembro, quando visitei a filial de Sobue, ouvi várias explicações e relatei o valor que havia planejado. Naquela ocasião, eu disse ao Mestre Katō: "O dinheiro que eu havia planejado para consertar o poço, vou adiar o conserto por enquanto." Então, o Mestre Katō sorriu e disse: "Com o benefício material, com certeza a água vai sair!" Alguns dias depois, foi? Sem pensar, olhei para o poço e, oh, que coisa maravilhosa! Não estava ele transbordando de água límpida? Instintivamente, gritei em voz alta para minha esposa, que estava em casa: "Ei! A água começou a sair!" Minha esposa também veio correndo para fora e, radiante de alegria, exclamou: "Ah! Que água linda!" A partir de então, uma água tão bela que a nossa casa sozinha não dava conta de consumir toda começou a jorrar sem parar. Os vizinhos também vieram ver e, intrigados, perguntavam: "Como será que a água começou a jorrar?" e iam embora. Eu e minha esposa estávamos muito felizes. Imediatamente, relatamos o ocorrido ao presidente da Igreja Média. Através deste milagre, fomos profundamente agraciados com a alegria que só conhecem aqueles que servem a Deus. Louvo as Graças Divinas de Meishu-Sama e agradeço imensamente por Sua proteção divina. (6 de janeiro do 27º ano de Showa - 1952) --- O Milagre da Fonte da Graça Divina (Expulsão da Raposa – Uma Fonte Jorra num Lugar Sem Água) Vila de Shishimachi, Distrito de Kitamatsuura, Província de Nagasaki Nagasaki, Distrito de Kitamatsuura, Shikamachi, Igreja Grande Kōhō, Emi Hosoi (52 anos) Meishu-Sama, muito obrigada pela proteção divina diária. Sou a pessoa que teve seu testemunho de graça publicado na edição nº 118 de 'Eikō', sob o título "Salva do Pântano de Quinze Anos de Fé em Inari". Anteriormente, eu havia transferido Inari que estava consagrada dentro de casa para um canto do terreno baldio nos fundos. No entanto, enquanto ouvia várias explicações, gradualmente meu apego a Inari foi diminuindo, então a descartei e plantei flores naquele terreno baldio. Mas, sempre que ia aos fundos, sentia uma estranha sensação de solidão. Ao perguntar ao mestre da igreja, ele me disse: "Então, é melhor receber bem o Johrei e também ministrar Johrei ao terreno baldio." A partir daquele dia, comecei imediatamente a ministrar Johrei ao terreno baldio. Com o tempo, notei que o local ficou úmido. No entanto, como nunca havia havido qualquer sinal disso antes, não dei muita importância. Mas a umidade foi aumentando, a ponto de parecer que água estava começando a jorrar. Com uma sensação estranha, cavei um pouco e, qual não foi minha surpresa! Durante os dezesseis anos em que moramos nesta casa, num local onde nunca havia sequer umidade, começou a jorrar, abundante, uma água límpida e belíssima. Minha vila é uma região de minas de carvão, com túneis subterrâneos passando por baixo. Por causa disso, a umidade diminuiu e, desde o desenvolvimento das minas, a água dos poços praticamente desapareceu. As plantações de arroz sofreram com a falta d'água, tornando o cultivo difícil, e por isso foram convertidas em campos de cultivo seco. Além disso, este ano houve uma grande seca, e até mesmo a água dos poços que ainda existiam estava secando. Justamente nessa época, numa área onde nunca havia água, uma fonte fria começou a jorrar. Que grande milagre recebemos! Foi uma bênção inesperada e preciosa. Realmente, muito obrigada. Os vizinhos também comentam entre si: "Por mais que pensemos, não entendemos a razão. É realmente graças à fé. É algo misterioso." Desde então, todas as manhãs, das cinco e meia até as nove ou dez horas, a água jorra numa quantidade de cinco a seis baldes, como se fosse um abastecimento por tempo determinado. Por isso, compartilhamos com os vizinhos, e todos ficavam muito alegres, mas choveu por dois dias, e pensei que, se chovesse, a água inundaria a casa a ponto de encher, e fiquei preocupada. No entanto, a água parou completamente e não saiu uma gota. "Isso é cada vez mais estranho, por que será?" — conversei com meu marido. Então, percebi que isso era porque estávamos recebendo bênçãos sem nunca retribuir a graça recebida. Assim, naquele momento, fui pedir ao mestre que estava na casa do Sr. Yamauchi para um curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) itinerante, que fizesse uma oração de agradecimento pela proteção divina. Lá, pedi ao mestre que escrevesse algo, ofereci diante do altar, fiz minhas desculpas, agradecimentos e pedidos a Meishu-Sama, e voltei para casa. Ao chegar, fiquei novamente surpresa. Da saída até o retorno, não se passaram mais de dez, no máximo vinte minutos. Além disso, eram quatro horas da tarde, mas o poço não estava transbordando de água? Lembrando que até então a água só vinha pela manhã e em horários fixos, não há palavras para descrever minha gratidão além de agradecer. Imediatamente, fui correndo relatar o ocorrido e pedi profundas desculpas pela minha falta de consideração até então. Foi realmente imperdoável. Depois disso, a água passou a fluir bem, então, com um pouco de ganância, pensei que era difícil ficar o tempo todo ao lado do poço enquanto a água saía, e alarguei um pouco o buraco. Cavei de forma que não afetasse em nada a saída de água e revesti a borda com cimento. No entanto, quando terminei, a água voltou a sair mal. Que coisa misteriosa! Será que isso é o que chamam de desvio do pensamento? Aqui também aprendi mais uma lição. Graças a Deus, hoje em dia, todos os dias recebemos água limpa e abundante. Meishu-Sama, muito obrigada. Isso foi um pouco antes. Subi para arrancar ervas daninhas no campo acima de casa. Naquele momento, escorreguei um pouco e, no susto, apoiei a mão, sentindo uma dor que percorreu todo o corpo. Ao olhar, vi que o osso do pulso estava torto em forma de "L" e, num instante, inchou muito. A dor era indescritível, suor frio escorria, a visão escurecia e até senti náuseas. Pedindo desculpas em meu coração, voltei correndo para casa e pedi a meu marido que fizesse o Johrei. A dor foi diminuindo aos poucos, mas o pulso continuava torto e muito inchado. Não tive coragem de puxar e esticar sozinha, e lembrei de ter ouvido antes que "pode-se ajustar o osso quebrado e depois receber o Johrei", então fui a um quiropraxista, pensando que apenas ajustar o osso seria suficiente. Fui ao quiropraxista rezando: "Por favor, apenas ajuste o osso, não aplique remédio." O quiropraxista endireitou meu pulso e disse, zombeteiramente: "A senhora Hosoi diz que assim (referindo-se ao Johrei) está bom, então acho que não precisa de remédio." Senti um alívio interior, respondi "Sim, está ótimo", voltei para casa, agradeci imediatamente e recebi o Johrei. No dia seguinte, ainda estava um pouco inchado, mas já sem dor, e lavei roupas. Senti uma leve dor ao torcê-las, mas nada além disso. Em menos de uma semana, pude trabalhar sem nenhum problema; em duas semanas, o inchaço desapareceu completamente, e tudo voltou ao normal. É realmente uma bênção. Dizem que os ossos dos jovens se curam depressa, mas os dos idosos levam um mês ou mais; eu, porém, fui curada tão rapidamente que parecia mentira, para a surpresa dos vizinhos. Muito obrigada. Uma fratura grave se curou completamente em poucos dias; e de uma terra sem água havia dezesseis anos, recebi água fresca e gelada como bênção. Não há como agradecer tantas proteções divinas. Meishu-Sama, verdadeiramente muito obrigada. Embora eu seja uma pessoa insignificante, desejo transmitir esses ensinamentos preciosos a quantas pessoas puder, o mais rápido possível, e a isso tenho me dedicado. Peço que me use, ainda que como um instrumento, para o Seu serviço. (11 de novembro de 1951) --- Salvo de um Incêndio Violento pelo Johrei Prefeitura de Gifu, Distrito de Inaba, Cidade de Naka, Bairro Nishishijō Igreja Média Hakkō, Maeda Misao (48) Ingressei na fé em agosto do 21º ano da Era Showa (1946) e, no dia 22 de outubro do ano retrasado, recebi a Imagem da Luz Divina de Komyo-Nyorai para veneração. Na manhã de 6 de setembro do ano passado, um incêndio começou no segundo andar da casa vizinha, a leste. De repente, as chamas violentas, sopradas pelo vento, avançaram em direção à minha casa. Aterrorizada, gritei “Fogo! Fogo!” e, sem pensar, chamei minha filha e subimos ao beiral leste. Não sei por que subi ao beiral, nem o que se passava em meu espírito naquele momento. O vento soprava do leste, direto e implacável, contra minha casa, que parecia prestes a pegar fogo a qualquer momento. Passado um tempo, vi-me ali, mãe e filha, concentradas em fazer Johrei na direção das chamas violentas, quando algo indescritível percorreu meu corpo, da cabeça aos pés, num “zumbido”. Então percebi: “Ah, é Komyo-Nyorai!” — e, por fim, acalmei-me um pouco. Vendo bem, devo dizer que é estranho? Devo dizer que é um milagre? Considerando a direção do vento e outros fatores, minha casa não deveria ter salvação. No entanto, o que aconteceu? Quando e como mudou? O vento não se desviara para noroeste? As chamas violentas continuavam a rugir, empurradas para noroeste, sempre noroeste, e minha casa, que não tinha esperança de ser salva, foi completamente poupada do incêndio. Creio que somente nós, que presenciamos esse milagre com tanta clareza, podemos compreendê-lo; os outros, não. Nossa alegria e gratidão — por termos sido salvos pela proteção de Deus quando nossa família estava prestes a ser reduzida a cinzas — não cabem em palavras nem em escritos. Entre as pessoas comuns, há até quem, sem nada compreender, fale mal: “Ah, a tal luz divina”, e coisas assim. Que lamentável! Que desrespeito! Cada vez que leio artigos de jornal ou ouço gente falando mal, sinto vontade de tapar os ouvidos e cerrar os olhos. No entanto, creio firmemente que essas pessoas também despertarão um dia, e que está próximo o momento em que se voltarão para a fé em Komyo-Nyorai. Agradecendo profundamente a Meishu-Sama por esta grande salvação, escrevo este humilde relato. (1º de novembro de 1950) --- Grande Explosão de Carbureto ao Meu Lado 'Eikō' nº 177 — 8 de outubro de 1952 Prefeitura de Oita, Cidade de Beppu, Bairro Minami-Suehirochō Igreja Média Nanko, Takahashi Hajime (47) Desde que ingressei na fé em março do 25º ano da Era Showa (1950), recebi para veneração Komyo-Nyorai e Byōbu Kannon (a Kannon do biombo), e diariamente tenho recebido inúmeras proteções divinas e benefícios materiais — para mim, minha família e meus negócios. No entanto, até hoje não apresentei um relato de agradecimento, e por isso peço sinceras desculpas. Relato agora a recente proteção divina, um milagre imenso, muito além do meu merecimento. E, como diz o artigo de Meishu-Sama “A Bomba Atômica Não é de Se Temer”, nem mesmo a onda de choque é problema. Nós, que carregamos a luz no peito, com a firme convicção de que seremos absolutamente salvos, agradecemos profundamente. Trabalho na indústria de ferragens. No dia 14 de junho último, como de costume, estive ocupado desde cedo, absorto no trabalho. Pela manhã, nada aconteceu; após o almoço, retomei o trabalho da tarde. Por volta das três horas, deu-se o ocorrido. Meu filho mais velho (que ingressou na fé em fevereiro do 26º ano da Era Showa, 1951) trabalha comigo no mesmo local. Naquele momento, ele operava uma esmerilhadeira, tudo correndo bem. Cerca de trinta minutos depois, eu também passei a esmerilhar uma ferramenta na mesma máquina. De repente, algo inesperado aconteceu. Um tambor de carbureto que estava ao meu lado explodiu com um estrondo enorme. E, pasmem! O tambor estava colado ao meu corpo, tocando minha coxa! O que foi feito de mim? Sendo uma explosão de carbureto, foi terrível. Com o estrondo “Boom!”, só pensei: “Ah, ferrou, fui pego!” O ruído da fábrica desapareceu de meus ouvidos num instante e, diante da violência e rapidez do ocorrido, fiquei atordoado, sem compreender mais nada. Sendo uma explosão de carbureto, a onda de choque deveria espalhar-se em todas as direções a partir do tambor — ou antes, esse seria o fenômeno natural. No entanto, “Felizes são os que creem” deve ser isto. Por quê? Como disse, cientificamente, a onda de choque deveria irradiar do carbureto em todas as direções. Mas, pasmem! Em direção ao meu corpo, que carrega a grande luz no peito, não veio nem uma brisa! A onda de choque desviou-se de mim e espalhou-se para os outros três lados. Não é misterioso? Não é maravilhoso? Esta é a grande vantagem dos seguidores da Igreja Messiânica. Naquele instante, fui salvo pelo Messias. Depois de um tempo, parece que recuperei a consciência, mas, naquele momento, sem que eu me desse conta, estava fazendo Johrei nos ouvidos. Provavelmente porque a onda de choque, ao desviar do meu corpo, subiu e roçou meus ouvidos, eles ficaram surdos por algum tempo. Após cerca de dez minutos, voltei a ouvir. Mais tarde, disseram-me que os que trabalhavam no mesmo local, vendo-me ali — atônito, fazendo Johrei nos ouvidos, eu que deveria ter sido arremessado — arregalaram os olhos de espanto. Além disso, com o barulho enorme, os vizinhos também se assustaram e vieram ver a fábrica; ao me verem, com a mão no ouvido, atônito e sem nenhum ferimento, olharam com curiosidade e disseram: “Que estranho! Coisas estranhas acontecem. Misterioso, misterioso” — e foram embora. Depois, perguntei ao meu filho mais velho, e ele confirmou que a onda de choque se desviara do meu corpo e se espalhara para os três lados. A magnitude do incidente pode ser avaliada pelo fato de o barulho da explosão ter alvoroçado os vizinhos. E há ainda outra evidência, ainda mais forte: o tambor de carboneto de cálcio voou para um lugar tão distante que ninguém sabia para onde fora — um incidente de grandes proporções. Diante de um evento tão terrível, eu, pessoa imperfeita, que trazia a Grande Luz no peito, fui salvo pelo poder do Messias, milagrosamente, sem nenhum ferimento. Ainda hoje, ao lembrar daquele momento, estremeço. Penso que, mesmo diante da tragédia de uma bomba atômica que explode num instante, nós, filhos de Deus que recebemos os ensinamentos do Messias, fomos salvos dessa forma; e agradeci, com lágrimas de alegria, o poder absoluto de salvação do Deus Messias. Imediatamente, visitei a casa do Ministro Sato, de nossa igreja, situada na Rua Norte da cidade, e, contemplando a fotografia de Meishu-Sama, agradeci profundamente ao Daikōmyō Nyorai. Naquele momento, o rosto divino que tive a honra de ver durante a visita ao Culto Especial da Primavera veio-me à mente, e a alegria de ter sido salvo por esse grande milagre é algo que palavras jamais poderão expressar. Mesmo na tempestade que assola, encontro paz Pois estou sob a proteção de Deus (Hino de Louvor) Senti profundamente o sentido deste hino e, sem perceber, comecei a cantá-lo. Desculpo-me pelo texto e pela caligrafia imperfeitos, mas apresento este relato. Dedico-me ao Caminho todas as manhãs e noites, na esperança de retribuir, nem que seja uma pequena parte, a salvação de Meishu-Sama. Muito obrigado, Meishu-Sama. (5 de setembro de 1952) --- Salvo em Segurança Após Engolir uma Agulha por Descuido 'Eikō' nº 164 — 9 de julho de 1952 Cidade de Ibaraki, Província de Osaka, Bairro Shimizu Igreja Média Shinsei, Hori Masao (37 anos) Apresento este relato fiel e verdadeiro. Tive a honra de ser admitido no precioso Caminho em 18 de setembro de 1951 e, em seguida, minha esposa também o foi. Agradeço imensamente por ter recebido inúmeros milagres e benefícios materiais, apesar de ser um fiel recente. Atualmente, minha esposa passa por uma grande purificação no peito; pessoas que não conhecem o Caminho nos oferecem vários conselhos gentis, mas confio tudo a Komyo-Nyorai e apego-me a Ele de todo o coração. No dia 11 de abril de 1952, pouco depois do meio-dia, meu segundo filho, Hiroshi (4 anos), deixou cair uma agulha dentro de uma garrafa de leite por descuido, e meu filho mais velho, Toshio (10 anos), acabou engolindo-a junto com o leite. Ao perceber, pelo aviso do irmão mais novo, que ele também havia engolido a agulha, Toshio começou a chorar. Milagrosamente, a agulha passou pela garganta sem causar dor alguma. Embora eu o consolasse, dizendo que Deus o salvaria e que não precisava se preocupar, meu coração estava tomado de preocupação. Depois disso, ele não sentiu dor alguma e, no dia seguinte, foi para a escola, voltando para casa pouco depois do meio-dia. Logo em seguida, disse: “Pai, estou com dor de barriga.” Perguntei se era “verme”, e ele respondeu que sim, mas eu continuava muito preocupado. Exatamente uma hora depois, começou a chorar: “Dói, dói, tem uma agulha espetada na minha barriga. Faz Johrei logo!” Pensei: “Ah, que situação! Devo levá-lo ao médico?... Não, sou um fiel da Igreja Messiânica, que não usa medicamentos. Coragem! Este é o momento!” E, inconscientemente, comecei a entoar a Oração Zengen-Sandji e a fazer o Johrei. Para minha gratidão, em menos de três minutos ele se sentiu aliviado e, sem perceber, exclamei: “Muito obrigado, Meishu-Sama!” A dor parecia localizar-se um pouco abaixo do lado esquerdo do umbigo. Quando voltava, eu fazia o Johrei e ele se aliviava. Pedi à Sra. Hatano, da vizinhança, que fizesse o Johrei, e ela disse: “Não se preocupe, com certeza será salvo. Vá imediatamente à filial de Santetsu, em Senrioka, e receba o Johrei.” No dia seguinte, fui à casa do Mestre; infelizmente, ele não estava. Contei a situação à esposa dele e recebi o Johrei. Durante o Johrei, por um instante, ele deu um pulo, gritando: “Dói!” Pensei: “Ah, saiu!” — e agradeci ao Daikōmyō Nyorai. Quando estávamos prestes a voltar para casa, ele disse novamente: “Dói, dói!” e, segurando a parte inferior do abdômen, não conseguia andar. Dessa vez, a dor era bem mais embaixo. Aquela dor instantânea foi o momento em que a agulha, espetada desde o dia anterior, começou a se mover. Que poder extraordinário! Concentrei-me no Johrei. Logo ele conseguiu andar, e voltamos para casa. No dia seguinte, fui novamente ao centro e perguntei se ele sentia dor; disse que não. Fiquei aliviado, pensando que seria salvo, mas a preocupação não desaparecia. Como poderia sentir dor na escola, deixei-o em casa naquele dia. No caminho de volta do centro, passei na casa do meu irmão, que mora no interior, e contei-lhe o ocorrido. Imaginando que estariam preocupados, fui à casa dos meus pais. Meu pai e meus irmãos, todos preocupados, disseram em uníssono: “Deus é bom, mas você deveria levá-lo a um médico. Se acontecer alguma coisa, será um problema. Deixar uma agulha dentro do corpo até agora...” Eu, que acreditava na Igreja Messiânica, a maior do mundo, e tinha a fé de que seria salvo de alguma forma, respondi: “Então, vou verificar as fezes dele mais uma vez antes de decidir.” E voltei para casa. Quando cheguei, ele me recebeu alegre e saudável, e respirei aliviado. Ele disse: “Pai, fiz cocô, verifica!” “O quê? Fez cocô?” Finalmente, era a hora da verdade. Com medo, examinei cuidadosamente, mas não encontrei nada. “Será que não saiu?” Examinei cada parte novamente e, para minha imensa gratidão, lá estava ela! A agulha de costura grande tinha saído! Sem perceber, repeti sem parar: “Daikōmyō Nyorai, Meishu-Sama, muito obrigado, muito obrigado!” A alegria daquele momento é indescritível. Toshio também bateu palmas de alegria. Eram pouco mais de cinco horas da tarde. Ah, que alívio! Evitamos a ida ao hospital e a cirurgia abdominal. Desde então, mostro a agulha às pessoas no trabalho e na vizinhança, contando sobre a grandeza do Poder Divino. Estou decidido a dedicar minhas forças ao Caminho, por menor que seja minha contribuição. Espero que, ao ler este texto imperfeito, ele possa servir, nem que seja um pouco, para o Caminho. Muito obrigado, Meishu-Sama. (7 de junho de 1952) Este Maravilhoso Milagre, Não Apenas na Doença, Mas Também nos Negócios 'Eikō' nº 166 — 23 de julho de 1952 Bairro Kanda Kon'ya, Bairro de Chiyoda, Tóquio Igreja Média Shinsei, Nagashima Suzuko (37 anos) No verão de 1950, minha segunda filha, que estava no quinto ano do ensino fundamental, foi diagnosticada pelo médico da escola com otite média crônica, hipertrofia das amígdalas e sinusite, um número realmente grande de doenças. Fui orientada a tratá-la durante as férias de verão, mas, como ouvi dizer que essas doenças eram difíceis de curar mesmo com médico, fiquei preocupada. Naquela época, a Mestre Yamamoto, uma conhecida de longa data, vinha nos visitar de vez em quando e nos falava sobre o Johrei. No entanto, até então eu não dava muita importância. Mesmo quando ela gentilmente nos emprestava os textos sagrados do Caminho, eu, na correria do dia a dia, nem os lia e até falava pelas costas: “Aquela senhora começou a fazer coisas estranhas de novo.” Mas, depois que minha segunda filha foi diagnosticada com tantas doenças de uma só vez, senti-me atraída de alguma forma e, seguindo o conselho da Mestra, fui com ela até a Sede em Setagaya. Lá, ao ver minha filha recebendo o Johrei, fiquei surpresa quando ela disse que sentia o calor da palma da mão da Mestra, mesmo estando a cerca de trinta centímetros do corpo dela. Intrigada, ouvi várias explicações e comecei a entender um pouco que a doença é uma limpeza do corpo, mas ainda guardava um sentimento estranho ao voltar para casa. Naquela época, minha família, que havia sofrido com a guerra, estava com os negócios (instalações elétricas) indo mal, com dificuldades de recebimento e passando por uma fase financeiramente muito difícil. Então, conversei com o Mestre da Sede, e ele me disse: “Você pode ser salva até mesmo para essas coisas, então ore com fé.” Assim, com uma fé misturada à dúvida, orei à Imagem da Luz Divina e, naquele dia, voltei para casa com o coração mais leve. Contei ao meu marido tudo o que ouvira naquele dia, inclusive que o Deus de lá abençoa não apenas as doenças, mas também as finanças, e repeti o que o Mestre da Sede havia dito: “Orei a Deus, então tenho certeza de que aquele dinheiro emprestado vai entrar.” Falei com entusiasmo, mas não dei muita importância. No entanto, para minha surpresa, no dia seguinte, uma parte do dinheiro que eu não conseguia receber, mesmo indo várias vezes, foi trazida até minha casa, em uma quantia em espécie maior do que a que eu estava negociando. Como um pedido meu, que ainda nem era fiel, feito uma única vez, poderia ser atendido tão rapidamente? Não importava como eu pensasse, aquilo não era algo que o poder humano pudesse realizar. Fiquei emocionada e, esquecendo a presença do cliente, troquei olhares com meu marido, atônitos. Pensei que não podia ficar calada e fui imediatamente à Sede agradecer. Foi naquele momento que acreditei que Deus realmente protege nossa vida diária e que a doença da minha segunda filha também seria curada. Com o passar dos dias, a doença dela melhorou e, recentemente, foi quase completamente curada. Diante desses fatos, pedi desculpas por minha falta de respeito anterior e, imediatamente, recebi o Ohikari. No final daquele ano, em 3 de dezembro, tive a honra de encontrar Meishu-Sama pela primeira vez. Naquele dia, estava apenas atordoada. Senti uma alegria imensa por termos tido a honra de ver o rosto de Meishu-Sama, de tão grande poder, tão de perto, nós, que somos como os grãos de areia na praia, como diz o hino. Cerca de três dias após aquele encontro, os negócios começaram a progredir muito bem. O dinheiro de uma obra que fizemos por volta de julho passado (cerca de 400.000 ienes), embora ainda em pequena quantia, começou a ser pago, e começaram a surgir muitos trabalhos em que recebíamos em dinheiro. Meu marido, emocionado com as bênçãos consecutivas, logo se tornou fiel. Além disso, com a proteção divina, conseguimos reformar o segundo andar por um preço muito baixo e recebemos o Daikōmyō Nyorai. Antes disso, meu marido sofria de perda auditiva há mais de trinta anos. Ele próprio já havia desistido de médicos e remédios, mas, depois de começar a receber esta preciosa Johrei, passou por várias purificações. No dia 8 de dezembro do ano passado, dia do encontro, ele estava com um pouco de gripe, mas mesmo assim foi ao santuário. De repente, começou a sangrar pelo nariz, e eu, que estava ao lado, também me assustei. Depois disso, seu ouvido ficou mais leve e, com imensa gratidão, ele pôde ouvir claramente a voz de Meishu-Sama pela primeira vez. Agraciado com um milagre tão grandioso, ele se curvou diante de Meishu-Sama com lágrimas de gratidão. Para ele, não deve ter havido emoção maior do que essa. Recentemente, os negócios têm ido bem e, lembrando dos dias difíceis de dois ou três anos atrás, quando sofri com a cobrança de dívidas, agradeço do fundo do coração. Além disso, há muito tempo o Presidente da Igreja tem me guiado, a mim que sou imperfeita, de manhã à noite, mesmo em meio a suas inúmeras ocupações, explicando-me com ternura para que eu não me perdesse no caminho da salvação. Ele me disse: “A forma de retribuir a graça de Meishu-Sama é salvar muitas pessoas.” Assim, mesmo sendo incapaz, tenho falado sobre o Caminho a conhecidos e vizinhos, guiando alguns à fé, e também, diariamente, embora modestamente, tenho praticado o Johrei em pessoas que sofrem de doenças. Além disso, recentemente, recebi a seguinte graça. Até então, não havia telefone em minha casa, o que causava diversos inconvenientes. Por isso, fui negociar repetidas vezes com a companhia telefônica, mas a agência de Kanda era muito difícil; quando finalmente as coisas começavam a andar bem, surgia um imprevisto e não progredia como esperado. No entanto, percebi claramente que também aqui havia um profundo propósito divino. Naquela época, a situação financeira também estava apertada, como diz o ditado “as contas fecham, mas o dinheiro falta”, e eu não tinha dinheiro disponível livremente. Mesmo que o telefone fosse instalado, teria que pagar com dívidas. Porém, por volta do final de fevereiro, as coisas começaram a melhorar. Foi nessa época que um funcionário da companhia telefônica veio e disse: “Em breve, a senhora poderá se inscrever.” Enquanto aguardava ansiosamente, um vizinho comentou: “O número de telefone da sua casa é 5697?” Ao que respondi: “Se esse 9 e 7 estivessem invertidos, seria perfeito.” A festa em minha casa é no dia cinco do mês. Na manhã desse dia, de repente, um funcionário da companhia veio e disse: “Hoje instalaremos o telefone”, e todos em casa ficaram muito felizes. Então, o funcionário disse casualmente: “O número de telefone da sua casa é 5679.” Incrédula, pedi que repetisse, e ele disse claramente: “5679.” Todos em casa ficaram surpresos. Que coisa misteriosa! Se esse número tivesse ido para outra casa, não seria motivo de tanta alegria, mas para a minha casa não havia número mais maravilhoso. Que gratidão! E todos em casa festejaram. Além disso, hoje é o dia da festa de Deus, e justamente nesse dia a linha começou a funcionar. Os fiéis também puderam usá-lo imediatamente. Senti profundamente a proteção divina, tão maravilhosa. Além disso, o custo da instalação do telefone foi pago ao preço oficial e, milagrosamente, este mês fui abençoada financeiramente, e tudo correu bem. Sou salva tanto do sofrimento da doença quanto da pobreza, e ainda me é permitido salvar pessoas que sofrem. Além disso, meus pensamentos se realizam como desejo, e passo dias alegres cheios de milagres. Por tudo isso, sou imensamente grata e agradeço. Peço que, daqui em diante, mesmo com minhas poucas forças, eu possa servir a este nobre Caminho, ainda que um pouco. Aqui, com minha escrita tosca, apresento humildemente o relatório das inúmeras graças que me foram concedidas. Meishu-Sama, muito obrigada. Do fundo do coração, expresso minha mais profunda e sincera gratidão. (7 de maio de 1952) Eletrocutado por um disjuntor de 3.000 volts, ileso por milagre 'Eikō' nº 175 — 24 de setembro de 1952 Vila Mutsumi, Distrito de Hekikai, Província de Aichi Igreja Média Shinmei, Takahashi Hachiro (18 anos) Meishu-Sama, recebo diariamente sua proteção divina e, com respeito, apresento meus agradecimentos. Por volta de uma hora da tarde de 10 de agosto, na sala elétrica da empresa, quando toquei em um disjuntor principal de 3.000 volts, fui eletrocutado e perdi a consciência instantaneamente. No entanto, milagrosamente, fiquei completamente ileso, sem nenhum ferimento. Diante de tamanho acontecimento, apenas pude dizer “Meishu-Sama” e, em seguida, chorei de emoção. Meus colegas que estavam comigo também ficaram pasmos com essa estranheza. Pude experimentar em meu próprio corpo o poder absoluto de Deus. Não sei como expressar minha gratidão. Embora minha escrita seja tosca, pensei em compartilhar isso com as pessoas do mundo, como parte do meu relatório de agradecimento. Meishu-Sama, reitero meus mais profundos agradecimentos. (17 de agosto de 1952) Atropelado por um automóvel (jeep) junto com a bicicleta 'Eikō' nº 163 — 2 de julho de 1952 Bairro Sumiyoshi Kinoshita, Cidade de Fukuoka Igreja Grande Kōhō, Indo Yasaburo (51 anos) Sou alguém que foi motivado a se converter pela salvação de minha esposa, que era doente e frágil, e agora, sob a proteção divina, passo dias felizes. Dentre as inúmeras proteções divinas que recebi desde a minha conversão, apresento humildemente a Meishu-Sama uma parte delas como agradecimento e relatório. Por volta do meio-dia de 1º de abril, quando seguia de bicicleta para o trabalho na agência de Nagahama, aconteceu o seguinte. Ao atravessar a curva atrás de Suzaki, num instante — não sei como fui atropelado —, quando me dei conta, estava debaixo de um carro de passeio das forças armadas americanas. As pessoas, certas de que eu havia morrido, cercavam o carro em alvoroço. Quatro ou cinco delas, surpresas, correram e me puxaram, junto com a bicicleta, de debaixo do veículo. O pedal estava entortado, e meu relógio de pulso quebrado em três pedaços espalhados. A cerca de dez ken (aproximadamente 18 metros) de distância, meu sapato fora arremessado, e meus óculos também voaram longe. Quando me levantaram com a ajuda de outros, percebi pela primeira vez que meu corpo não sentia dor alguma e não tinha nenhum ferimento. A gratidão daquele momento foi indescritível; eu apenas repetia: "Meishu-Sama, muito obrigado". As pessoas ao redor, diante daquele grande milagre inexplicável pela lógica, ficaram simplesmente atônitas, sem palavras. Na ocasião, o intérprete disse: "Entre no carro, vamos ao hospital", mas me esquivei como quem foge e fui imediatamente à igreja para agradecer. Se naquele momento não tivesse havido a salvação de Meishu-Sama, minha vida já não existiria mais. Ao pensar nisso, compreendi profundamente a grandeza do poder dessa salvação. Quando fui à igreja e me prostrei diante da fotografia de Meishu-Sama, refleti que, desde a minha conversão, não havia retribuído nem um décimo-milésimo da graça divina ilimitada que recebera; que passara os dias até hoje sem retribuir; e que, mesmo assim, Ele não me repreendera por minha falta de cortesia, mas me concedera seu grande perdão, cheio de compaixão e misericórdia. Sinto-me apenas profundamente envergonhado. No entanto, a partir de hoje, renascerei e, humildemente, peço que me permita ser usado, ainda que um pouco, na obra de Meishu-Sama para a construção do Paraíso Terrestre, onde não haja doença, pobreza nem conflitos. Meishu-Sama, muito obrigado. (25 de maio de 1952) Atropelado por uma carroça de bois, este milagre 'Eikō' nº 122 — 19 de setembro de 1951 Bairro Hikoshima Eura, Cidade de Shimonoseki, Província de Yamaguchi Igreja Média Meirin, Muramae Masayuki (18 anos) Meishu-Sama, recebo sua proteção divina diariamente, muito obrigado. Converti-me em janeiro de 1948 e, diante da imensidão de sua virtude divina, choro de emoção dia e noite. Dentre as inúmeras graças que recebi, apresento-lhe uma proteção divina especialmente fresca em minha memória. Não esquecerei: em outubro do ano passado, quando eu ainda era estudante do Colégio Comercial de Shimonoseki (atualmente estudo na Universidade de Línguas Estrangeiras de Matsuyama), após o término das aulas, saí para passear de bicicleta com um amigo, A. No caminho, ao nos aproximarmos de uma ladeira com cerca de 20 graus de inclinação e uns 500 ou 600 metros de extensão, aconteceu. Ao recordar aquele momento, sinto arrepios. Como é comum entre jovens estudantes, um espírito brincalhão tomou conta de nós, e A, que estava na garupa, levantou-se de repente. Assustado, disse: "Cuidado, se formos pegos pela patrulha, vai ser ruim, senta." Mas A respondeu: "Não, estou de boa", e não me ouviu. Apesar dos repetidos avisos, ele não cedeu. Fiquei preocupado e, finalmente, gritei com raiva. Então, de repente, ele apertou meu pescoço. Olhei e, naquele momento, exatamente à nossa frente, uma carroça de bois carregada de hortaliças estava passando. "Ah, perigo!", pensei instantaneamente, mas não pude fazer nada. Estávamos numa descida, com duas pessoas na bicicleta e ganhando velocidade. O que fazer? Não havia o que fazer. As mãos de A, enroscadas em meu pescoço, apertavam cada vez mais, e eu perdi a consciência. De repente, quando me dei conta, a bicicleta havia colidido lateralmente com a carroça, estava toda destruída, e nós dois fomos arremessados. Eu estava de quatro no chão, e minha mão direita estava bem na frente da roda traseira! "Ah, o boi?", pensei no mesmo instante, e involuntariamente clamei em meu coração: "Meishu-Sama!" O boi, alheio ao meu desespero, puxava a carroça calmamente. Desesperadamente, continuei a invocar Meishu-Sama e fechei os olhos novamente. Isso deve ter durado um ou dois segundos, mas para mim foi como a expressão "mil momentos parecem uma eternidade", uma sensação de milhares de momentos. Quando a roda traseira finalmente passou completamente por cima de minha mão, de repente coloquei força nela e a puxei para trás. O que vi? Tanto a parte de cima quanto a de baixo do meu pulso não apresentavam nenhuma anormalidade, nem mesmo um arranhão! Agitei a mão, girei o pulso, e não sentia nenhuma dor. "Ah, que graça!", pensei, e uma onda de calor subiu em meu peito, enquanto lágrimas quentes escorriam pelo meu rosto. Quando me recomponho, vi que A havia batido as costas e as pernas, não conseguia se levantar e gemia de dor. Sob as mesmas condições, sofremos o acidente: eu, ileso; A, gravemente ferido. Diante dessa proteção divina tão evidente, agradeci mais uma vez pela virtude divina ilimitada e imensa de Meishu-Sama. Naquele momento, tentei falar a A sobre o precioso Caminho e incentivei-o a receber o Johrei, mas ele, um ateu obstinado, não quis ouvir, fez um grande alvoroço por médicos e remédios, e continuou o tratamento. Ouvi dizer que, até hoje, ele não se recuperou completamente e continua fraco. Ao saber disso, pude saborear profundamente minha própria felicidade. Felizmente, agora são férias de verão, e, embora não consiga retribuir nem um décimo-milionésimo da virtude divina que recebi, estou servindo na Igreja Média, na esperança de retribuir um pouco. Do Hino de Louvor: "É triste não ter como retribuir a Vossa vontade, que não se pode louvar nem exaltar o suficiente." (21 de agosto de 1951) Caindo de um trem em movimento, sem nenhum ferimento externo Cidade de Shiida, Distrito de Chikujō, Província de Fukuoka Igreja Média Meirin — Yotaka Kenji (30) Sou alguém que recebeu o Ohikari em 18 de abril de 1948 e, desde então, tenho recebido inúmeras graças divinas preciosas junto com minha família, passando dias de gratidão e ação de graças. No dia 9 de maio, fui a negócios da empresa em Hakata. Naquela noite, hospedei-me no local e, no dia seguinte, levantei-me às quatro da manhã, e embarquei no primeiro trem das 5h10 de Hakata com destino ao Porto de Moji para retornar. Após algum tempo, talvez por falta de sono, comecei a sentir sintomas de anemia e náuseas. Lembro-me de ter ido ao banheiro para não incomodar os outros, mas, a partir daí, perdi completamente a consciência. Cerca de duas horas depois, talvez, fui despertado pelo rangido do trem sobre minha cabeça e percebi, pela primeira vez, que havia caído de um trem em movimento. No entanto, que graça! Não estava eu deitado sobre um leito de pedras brancas, justamente debaixo de uma ponte de ferro com cerca de quatro ken de largura, escolhido a dedo? Não sofri um único ferimento externo e, na época, estava completamente sonhando. Se tivesse caído cerca de dois shaku para a esquerda, teria me afogado no rio; se tivesse caído um shaku para a direita, teria tido o crânio esmagado por uma pedra de granito. Fui salvo de uma situação crítica e fiquei imerso apenas em gratidão e comoção. Mesmo caindo de uma ponte de ferro de mais de dez shaku de altura, não se escaparia de ferimentos consideráveis. Quanto mais cair de um trem em movimento e não sofrer nenhum ferimento externo, nem mesmo uma fratura, apenas uma contusão, sinto profundamente a proteção divina do precioso Komyo-Nyorai, e não encontro palavras para expressar. Apenas soluço de gratidão e comoção. Além disso, o local da queda era uma área rural isolada, entre a Estação Tōgō e a Estação Akama. Depois de recuperar a consciência, percorri cerca de um ri de distância até a Estação Akama, e, apesar de estar contundido, sozinho, sob a proteção divina, caminhei com relativa facilidade, e embarquei em segurança no trem das 9h10, retornando para casa. Ao chegar em casa, pedi imediatamente ao Professor Tsuchiya que me aplicasse o Johrei, e, graças a isso, melhorei muito. Muito obrigado de verdade. Peço que continue a me conceder sua proteção divina. (12 de janeiro de 1949) Desabamento e descarrilamento a 5.000 shaku subterrâneos; o milagre do explosivo Revista 'Eikō' nº 149, publicada em 26 de março de 1952 Cidade de Inabu, Distrito de Kahō, Província de Fukuoka Igreja Média Meirin — Morimitsu Yoshirō (34) Pela graça divina do grande Meishu-Sama, recebo diariamente a proteção divina dos milagres, e meu peito se aperta de gratidão e comoção. Foi-me permitido compreender o profundo significado da vida e estou dedicando minhas humildes forças à expansão da frente de expansão religiosa. Apresento, com respeito, dois ou três relatos de graças dos fiéis que tenho a honra de orientar. Foi no final do ano de 1951. Após a oração noturna, um fiel chamado Chihara Ikuo, que havia se convertido um ano antes, veio me visitar. Perguntei-lhe o que desejava, e ele disse: "Vim agora para agradecer". Após a reverência, com o rosto ruborizado, disse: "Ainda me lembro e meu coração dispara", e contou a seguinte história: "Fui salvo por um triz, a 5.000 shaku de profundidade em uma mina de carvão. Meu local de trabalho era muito perigoso, com o teto solto e rachaduras. Havia uma rocha 'matsu' (como um iceberg invertido, uma rocha negra presa ao teto que cai sem aviso) à mostra. Como o chefe de turma (experiente) havia ido para outro lugar, dois ajudantes (pessoas com pouca experiência) estávamos preparando o explosivo. Eu me abaixei e entrei debaixo da rocha 'matsu', de cerca de três shaku de altura, para retirar o carvão. Como o apoio para os pés era ruim, sem pensar, saí de debaixo da rocha e, no momento em que me levantei, senti um vento passar pelo meu rosto e uma rocha enorme, como um boi, caiu com um estrondo. No instante em que pensei 'ah!', o que dizer? Fiquei atordoado, olhando vagamente como se fosse algo que não me dissesse respeito. Quando me dei conta claramente do ocorrido, meu coração começou a bater forte. Naquele momento, pensei: 'Com nervos tão lentos, é impossível escapar desse perigo com força humana. Ah, é a salvação de Deus, é a proteção divina'. Percebi isso e, sem pensar, disse: 'Meishu-Sama, muito obrigado'. Nesse exato momento, ouvi um gemido ao lado. Olhando através da poeira, vi que um dos homens tinha um pé preso sob a borda da rocha e estava se debatendo para puxá-lo. Ajudei a retirá-lo, mas ele foi diagnosticado com dez dias de repouso no hospital. Eu, que estava bem debaixo, saí ileso, enquanto o companheiro ao lado se feriu. É realmente estranho. Em apenas dois ou três segundos, eu teria virado uma lula seca e não estaria aqui conversando agora", disse ele, estremecendo. Ao ouvir essa história, também senti palpitações e disse: "O Daikōmyō Nyorai estende Sua mão até os túneis escuros e tortuosos a 5.000 shaku de profundidade e nos salva", e conversamos sobre essa grande proteção divina. Dois ou três dias depois, ele voltou e disse: "Os vagões de carvão dentro da mina sempre descarrilavam nas curvas, mas, ao examinar, não havia anormalidade. Então, pensei em tentar algo e, com todo respeito, apliquei o Johrei nos vagões. Não é estranho? Os vagões carregados de carvão começaram a andar suavemente. Achei isso uma graça e comecei a fazer isso todos os dias, o que aumentou a eficiência, e todos estavam contentes. Como descarrilavam cinco ou seis vezes por dia, muitos dias eram de 'nagure' (salário mínimo), então era natural que se alegrassem. Como fiquei um dia de folga ontem, descarrilaram seis vezes, derrubaram os suportes, e todos reclamavam do grande 'nagure'. Hoje, graças a isso, não houve descarrilamento e pude compreender plenamente a preciosidade do Poder Divino. E hoje há mais uma coisa interessante", disse ele, e continuou: "Estávamos nos preparando para detonar o explosivo, nos abrigamos e esperamos comendo, mas o som da explosão não vinha. Normalmente, leva de dez a vinte minutos. O que estão fazendo? Estarão dormindo? Brincamos, e fui sozinho ver o que estava acontecendo. No local, diziam: 'Que estranho, não detona de jeito nenhum'. Trocaram o detonador três vezes, verificaram os fios do explosivo, e estavam trabalhando suando em bicas. Ajudei e fiz o teste de continuidade elétrica, mas a eletricidade passava normalmente, então até eu achei estranho. De repente, lembrei-me do Johrei e disse: 'Deixem-me fazer uma reza'. Apliquei o Johrei no detonador e nos fios e disse: 'Agora, tentem'. Embora estivesse preocupado por dentro, me abriguei e dei o sinal. Logo em seguida, ouvi um som de explosão que sacudiu o eixo da terra. Fiquei tão feliz que não me contive, mas, mesmo contando aos colegas, eles não acreditaram. Por isso, vim pedir que o senhor ouvisse", disse ele, visivelmente contente. Depois disso, no 18º dia, após o Culto Mensal, essa história de graça foi apresentada. Como aconteceu logo depois de uma palestra sobre milagres e sobre como não existem coincidências no mundo, todos os presentes ficaram especialmente emocionados ao ouvi-la. Incapaz de conter a alegria, apresento este relato respeitosamente, ainda que desordenado. Tenho gravado no coração a honra de participar da grande obra de salvação sob a grande proteção divina de Meishu-Sama, e meu desejo é lutar cada vez mais. Meishu-Sama, muito obrigado. (1º de março de 1952) Sobrevivência milagrosa a uma queda de 14 metros Revista 'Eikō' nº 111, publicada em 4 de julho de 1951 Cidade de Ōtsuki, Distrito de Kitatsuru, Província de Yamanashi Igreja Média Hakuai — Omata Shin'ichirō (26) Meishu-Sama, muito obrigado pela proteção divina diária. Apresento aqui minha gratidão pela alegria de ter sido salvo de uma morte certa pela proteção divina — o milagre dos milagres. Ao mesmo tempo, lamento que seja impossível expressar isso com palavras; mas, como experimentei uma proteção divina tão grandiosa, não me importo com a desordem do texto e apresento este relato de gratidão. Desde 20 de janeiro deste ano, estava em serviço na instalação de cabos de telefonia ferroviária entre as estações de Akashina, Saijō e Sakakita, na Linha Shinonoi, Província de Nagano. Em 28 de fevereiro, um dos companheiros caiu de uma escada e machucou seriamente as costas; por isso, todos estávamos em alerta. O incidente ocorreu por volta das 16h40 do dia 8 de março. Naquela manhã, o dono da pensão, que era seguidor da religião Ontake-kyō, nos alertou especialmente: "Ainda haverá um grande desastre, então, como todos trabalham em lugares altos, tomem muito cuidado para não se machucarem". O local de trabalho ficava a mais de um ri de distância. O trabalho daquele dia consistia em subir no cabo e prender roldanas de aço a cada três metros. A corda passava por dentro dessas roldanas, e a ponta da corda era amarrada à ponta do cabo para esticá-lo. Como o local atravessava um rio, a distância entre os postes era o dobro do normal (80 metros). Para que não afrouxasse, outro cabo era suspenso por cima. Portanto, o trabalho era complicado: era preciso subir no cabo até a metade do caminho e, no ponto onde o cabo de cima e o de baixo se encontravam, fazer a troca. Segurava-se o cabo com a mão direita e fazia-se a troca com a esquerda; mas, para soltar o cabo que estava preso, era preciso levantá-lo cerca de um shaku. Foi exatamente quando fazia esse trabalho que, ao soltar um lado e tentar prender em cima, o peso do corpo recaiu de uma vez sobre o lado esquerdo; por mais que tentasse prender, não conseguia. No início, aguentei com o cotovelo, mas, gradualmente, a força foi acabando, e fiquei só com a mão direita. Durante esse tempo, cerca de sete minutos, meu corpo ficou completamente esticado. Quatorze metros abaixo, corria um rio, e a margem era feita de gabiões de pedra. Não há como descrever o que senti naquele momento. Antes que os outros pudessem vir me ajudar e estender a mão, a força que eu havia suportado com todas as minhas forças se esgotou e, apenas pensando "Meishu-Sama, Meishu-Sama", soltei as mãos. As pessoas que estavam embaixo, diante da altura, nada podiam fazer e, pensando 'ah!', sem conseguir olhar, todos fecharam os olhos. No instante em que caí com um baque surdo, ao recuperar a consciência, pensei: "É a proteção divina, fui salvo, Meishu-Sama", e fiquei atordoado. Nisso, todos, pensando que eu estava morto, vieram correndo em grande alvoroço e, muito surpresos, preocupados, diziam 'Ao médico, ao médico!'. Quando recuperei a calma, recusei, dizendo 'Estou bem'. Com o impacto de ter caído sentado, meu peito doía um pouco, e fiz o Johrei em mim mesmo ali mesmo. Fui carregado nas costas até a pensão. Embora meu traseiro estivesse inchado e preto devido a uma hemorragia interna, e houvesse uma pequena fissura no osso do pescoço do lado esquerdo, não sentia nenhuma dor. Diante de tamanha proteção divina, não pude conter as lágrimas quentes que brotavam. Como não havia outros fiéis, fiz o Johrei sozinho. A hemorragia interna saiu na forma de sangue na urina e, no terceiro dia, já conseguia subir e descer as escadas do segundo andar. Depois, fui ao local da queda. Segundo as pessoas que estavam lá, havia um gabião exatamente debaixo do cabo, onde eu deveria ter caído. Mas, milagrosamente, meu corpo caiu obliquamente sobre uma superfície inclinada de terra, rolou três vezes e parou no gabião. A um shaku à esquerda do local da queda, havia uma barragem de concreto, e a um metro à direita, um poste cortado apontava para cima. Se tivesse caído para qualquer um dos lados, teria me ferido gravemente ou perdido a vida. Lembrar disso me faz estremecer. Não há outra palavra senão milagre. Agradeço e me comovo com a preciosa proteção divina. Apresento minha gratidão pela alegria de ter minha vida salva, que não pode ser trocada por nada. De agora em diante, desejo dedicar minhas humildes forças à construção do Paraíso Terrestre. Meishu-Sama, muito obrigado. (21 de abril de 1951) Proteção divina evita atropelamento fatal de filha amada por diferença de cinco minutos, graças a um pressentimento 'Eikō' nº 144 — 20 de fevereiro de 1952 Cidade de Shimodate, Distrito de Makabe, Província de Ibaraki Igreja Média Hakuai, Suzuki Kimiko (28 anos) Envolta no amor infinito de Meishu-Sama, tenho passado dias cheios de gratidão e alegria. Tornei-me seguidora em março do ano passado. Desde antes da conversão, recebi inúmeras proteções divinas e, desta vez, recebi uma proteção divina tão grande que pareceu despertar minha fé adormecida. Isso aconteceu na tarde de 14 de setembro. Minha filha mais velha, Michiko (4 anos), não estava à vista. Como é filha única, parecia não se satisfazer apenas comigo e sempre ia para a empresa onde meu marido trabalha, dentro do mesmo muro, brincando e se divertindo. À tarde, era costume ela dizer 'Vou buscar o papai' e sair. Naquele dia, também não me preocupei e fui acender o fogo do banho como de costume, mas, naquele dia em particular, Michiko me preocupava; quanto mais pensava, mais sentia uma inquietação no peito, e não conseguia ficar parada cuidando do fogo. Corri para a empresa e perguntei por Michiko, mas disseram que ela não estava. Aflita, saí para a rua e procurei em todos os lugares, mas não a encontrei. Perguntei às crianças da vizinhança, e elas disseram: 'Ela disse que ia pescar com o Tetsu-chan e foi para o lado da linha do trem'. Crianças de seis e quatro anos não poderiam pescar. Além disso, ouvindo 'linha do trem' e sabendo que o trem da linha Moka passaria às 17h22, fiquei desesperada. As crianças da vizinhança também se ofereceram para procurar e correram em direção à linha. É claro que nem me lembro como cheguei lá. Olhei para cima e para baixo da passagem de nível e vi uma pequena figura sobre uma ponte ferroviária ao longe. Mas, embora a jaqueta de Michiko fosse vermelha, eu só via a saia como vermelha. Mesmo assim, estava desesperada. Meu coração batia tão forte que pensei que fosse parar; minha mente se apressava, mas minhas pernas não avançavam. Gritei em voz alta: 'Não se mexam!' e, enquanto suplicava a Meishu-Sama que o trem não viesse, corri para a ponte. Quando cheguei, fiquei chocada novamente. As duas crianças estavam segurando as sandálias nas mãos, atravessando os trilhos e agarradas, com as nádegas quase caindo no rio entre os dormentes; o rio corria cheio de água, e mesmo que o trem não viesse, cair no rio significaria a morte. Com o coração infantil, querendo pescar, devem ter começado a atravessar segurando as sandálias, esquecendo o medo. A cada passo, ao ver a correnteza do rio, devem ter ficado com medo e se agarrado. Enquanto explicava calmamente às duas crianças e chegávamos à passagem de nível, o trem passou por nós com um rugido violento. Graças à preciosa proteção divina, Michiko estava salva. Sem pensar, juntei as mãos e, esquecendo que havia muitas crianças por perto, derramei lágrimas. O que teria acontecido se eu não soubesse por mais cinco minutos? Foi uma proteção divina ter sentido aquela inquietação incomum. Antes, eu tinha visto uma menina de cerca de três anos prestes a ser atropelada na mesma linha, então a emoção foi ainda maior. Mesmo em casa, sob o céu do entardecer que escurecia, segurando o peito, com suor frio e saliva, sentei-me na varanda e fiquei olhando fixamente, atordoada por um tempo. Não conseguia nem preparar o jantar. Enquanto escrevo estas linhas, lembro-me daquele momento e, sem querer, fui à empresa ver Michiko. Cada vez que ouço o apito do trem, aquele momento me vem à mente vividamente, e sou tomada por novas emoções, vivendo dias de gratidão. Minha infiltração pulmonar também, graças ao Johrei sincero do Mestre Suzuki e de todos, agora quase não sinto dor, apenas uma leve tosse e um pouco de catarro, e estou ficando mais forte a cada dia, como num sonho. Lamento que minha escrita e palavras pobres não consigam expressar nem um décimo-milésimo daquela emoção. Profundamente grata por esta bênção imensa e ilimitada, agradeço de coração pela proteção divina que recebi junto com minha filha. Muito obrigada, Meishu-Sama. (10 de janeiro de 1952) Meishu-Sama, muito obrigada. (10 de janeiro de 1952) Milagre da Imagem da Luz Divina e do Go-sho: a forma divina refletida nos olhos de meu filho 'Eikō' nº 151 — 9 de abril de 1952 Costa Leste de Tsujido, Cidade de Fujisawa, Província de Kanagawa Igreja Média Meisei, Mori Akiko (33 anos) Desta vez, recebi a graça de, através de meu filho, contemplar a forma de Deus nas letras da Imagem da Luz Divina e do Go-sho, e humildemente faço este relato. Em 3 de novembro do ano passado, meu segundo filho, Koichi (6 anos, que recebera o Ohikari em agosto de 1949), estava passando pela purificação da diarreia havia dois ou três dias e disse: "Hoje vou ficar deitado". Ao realizar o Johrei nele, disse, olhando para a Imagem da Luz Divina: "O Nonnon-san está olhando, o Nonnon-san está olhando". Fiquei surpresa. Ah, intuí que ele estava vendo a forma, e disse: "Mas a Imagem da Luz Divina tem apenas letras, não é?" Ele, fitando a Imagem da Luz Divina, repetiu: "Mamãe, olhe aqui, ele está olhando para mim, não está? Ele está olhando para mim, não está?" Perguntei: "Onde ele está?" Ele apontou para a letra "Mei" (明) do Daikōmyō Nyorai e disse: "Não está bem aqui?" Suas palavras, mesmo sendo de criança, soaram para mim com uma ressonância verdadeiramente sagrada, e involuntariamente juntei as mãos. No dia 2 do mesmo mês, durante a visita de adoração, na reunião dos Ministros na Sede, relatei ao Presidente e pude adorar a Imagem da Luz Divina da Sede. Koichi, como quem se estica, apontou para as letras "Mei" (明) e "Nyo" (如) e disse: "Há dois, há dois". Desta vez, adoramos as letras do Go-sho. Na caligrafia de Meisei, era "Sei" (成); na de Nichigetsu, "Ni" (日); na de Entsū Jizai, "En" (円); na de Paraíso Terrestre, "Chi" (地); na de Tenchi Kaimei, "Kai" (開); na de Grande Plano Divino, "Dai" (大); no Go-sho do Kei, na de Daijinriki, "Riki" (力); na de Sanka Ketsujitsu, "Ketsu" (結); e todos, erguendo-o no alto, observavam as letras que a criança apontava. Nos shikishi e tanzaku, era o carimbo "Shu-in" (主印); no certificado de qualificação do Presidente, era a letra "Shu" (主) de Meishu-Sama. Na Imagem da Luz Divina da filial e de casa, era "Mei" (明); na de Paraíso Terrestre, "Chi" (地); nos shikishi etc., era o mesmo de antes. Depois, no dia 21, durante a visita ao Jardim Sagrado, ao adorarmos a caligrafia da construção — eu não havia notado —, ele apontou para a letra "Ken" (建) e disse: "Mamãe, aqui também tem o Nonnon-san, não é?" Durante esse período, o estado da criança não fugia ao normal, e a purificação foi leve, de modo que a deixei passar sem Johrei especial. Depois disso, não voltei a perguntar; mas, em janeiro, perguntei novamente, e ele disse: "O Nonnon-chan não está mais". Como é uma criança de seis anos, quando lhe perguntei: "Que forma era?", não conseguiu expressar-se claramente; apenas fez um gesto como se estivesse sentado de pernas cruzadas e lambendo os pés. Disse que a forma na Sede era diferente da da Imagem da Luz Divina da filial e de casa. É claro que, sem saber ler, ele mostrava com os dedos a forma das letras que apontava. Até hoje, li vários relatos de graças sobre pessoas que veem a luz; mas, ao testemunhar tal milagre pela boca de meu filho, meu peito se encheu apenas de gratidão e espanto. Há um poema senryu que diz: "Atravessando o rio raso guiado pelo filho que carrego", e penso que esta graça também é a grande graça do amor de Deus, que, por meio de uma criança inocente, nos revela a existência de Deus e nos salva. Ao pensar que não poderei receber tal milagre novamente, sinto-me indigna; e, cada vez que prostro a testa diante do altar, aquilo revive em minha mente e rogo para poder dedicar-me ainda mais ao Caminho. Ao pensar que a Imagem da Luz Divina e todas as letras do Go-sho contêm a alma sagrada e nos concedem proteção divina, sinto-me feliz por servir a Deus e apenas soluço de emoção. Embora de pouca força, desejo dedicar-me sinceramente ao serviço do Caminho e transmitir este precioso Caminho a muitas pessoas no mundo. Meishu-Sama, verdadeiramente muito obrigada. (15 de março de 1952) Um carro que não se movia por mais de duas horas começa a andar após quinze minutos de Johrei 'Eikō' nº 155 — 7 de maio de 1952 Bairro de Shimura Maeno, distrito de Itabashi, Tóquio Igreja Média Minori, Murasawa Shitsu (55 anos) Quanto a mim, desde julho de 1948, apego-me a este Caminho e, embora tenha recebido inúmeras salvações, até hoje não consegui fazer uma orientação satisfatória; peço desculpas humildemente. Acredito que tenha sido por volta de 20 de janeiro de 1952. Pouco antes das dez da noite, ao voltar para casa, vi um carro na vala em frente de casa. O carro estava emperrado e não se movia; o motorista, em dificuldade, acelerava o motor repetidamente. Como a rua em frente de casa era muito ruim, eu também fiquei com pena e perguntei: "O que houve?" Ele respondeu: "Derrapei e estou com dificuldade. Estou sozinho... Se houvesse uma tábua de uns sessenta centímetros..." Como não havia nada por perto, eu disse: "Vou procurar na minha casa para o senhor"; entrei, peguei uma tábua que parecia servir e a levei para ele. "Está ótimo", disse ele, parecendo aliviado. Então entrei em casa, acendi o fogo e comecei a preparar o jantar. Então, o som do motor recomeçou, fazendo "vruuum, vruuum, barulho, barulho" intensamente. Pensei: "Nossa, ainda não se moveu? Será que, por causa deste frio, surgiu outro defeito? Mesmo que surja, como é o motorista, ele deve consertar logo". Assim, terminei a refeição, arrumei a cozinha, lavei o arroz para o café da manhã do dia seguinte e concluí todo o trabalho do dia. Como minha casa não tem gás nem água encanada, acender o fogo e tirar água do poço leva um certo tempo. Mesmo assim, o barulho "vruuum, vruuum" continuava. Eram cinco para a meia-noite. Se ele ficasse fazendo "vruuum, vruuum" a noite toda, os vizinhos também não conseguiriam dormir. Eu também estava com frio e queria me aquecer cedo no kotatsu e descansar, mas, pensando no motorista que passava frio, tive pena e decidi: "É isso! Vou pedir ao Daikōmyō Nyorai e rogar que o salve". Entrei no oratório, roguei ao Meishu-Sama e ao Daikōmyō Nyorai e, quando saí, o vento norte cortava como uma faca. Olhei para o motorista, mas não o vi. Pensei: "Será que ele se cansou com este frio, largou o carro e foi embora?", mas achei que não era possível. Olhei para o banco do carro, que estava sem luz, mas estava tão escuro que não dava para ver nada. Mesmo assim, resolvi chamá-lo: "Motorista, ainda não se moveu? O que houve?" Então, ele finalmente abriu a janela e se queixou: "Derrapei e não tem jeito. Pedi ajuda ao policial do posto, usei o telefone da casa em frente com dificuldade e deixei um recado, mas é em Sugamo; se viessem, já deveriam ter chegado..." Eu disse: "Então, se vierem, está bem; mas, se não vierem, o senhor vai dormir tremendo dentro deste carro até amanhã de manhã? Mesmo sendo jovem, não aguenta este frio. Vou pedir a Deus agora; espere um pouco aí". E fui direto ao local onde o carro estava derrapando, fiz o Johrei, recitei o Amatsu Norito e roguei. Passados cerca de quinze minutos, disse ao motorista: "Tente mover o carro". Ele ligou o motor. O carro, que estava parado havia mais de duas horas, parecia congelado. Minhas mãos não paravam de fazer o Johrei. Foi então que o Grande Deus me deu a inspiração divina: "Dê ré". Imediatamente, disse ao motorista: "Dê ré". Ele perguntou: "Para trás?" "Isso mesmo", respondi, enquanto continuava o Johrei e rogava ao Grande Deus. Então, junto com o som do motor, o carro começou a se mover grandemente — e não começou ele a dar ré aos poucos? A minha alegria e gratidão naquele momento não podem ser expressas por esta pena. Enquanto repetia "O-lá, o-lá" em voz alta, minhas mãos continuavam o Johrei. O carro que dava ré estava coberto de lama. Eu, seguindo-o, esqueci até de cair na vala ao lado. Quando disse ao motorista: "Já está tudo bem", ele respondeu: "Ainda não sei..." "Não se moveu assim? Então, tente ir para frente", eu disse. O motorista deve ter achado estranho. Ele avançou uns quatorze ou quinze metros e começou a andar facilmente. O motorista parou o carro, veio até mim e perguntou: "O senhor me salvou, o que devo fazer?" Respondi: "Não precisa fazer nada. Foi rogando ao Grande Deus que fui salvo. Se o senhor tem gratidão, por favor, dirija seus sentimentos de agradecimento ao Grande Deus da Igreja Messiânica Mundial de Atami. E esta salvação não é só para carros, mas também para doenças, pobreza, conflitos e todas as angústias do coração. Se tiver algum conhecido doente, avise-o. Assim, seus sentimentos chegarão ao Grande Deus. Bem, que bom, não foi? Deve ter feito frio. Vá para casa rápido". Ele, porém, ficou parado por um tempo; parecia que algo havia tocado seu coração. Então disse: "Talvez um dia eu venha perguntar algo. Por hoje, me despeço. Muito obrigado", e partiu rapidamente. Entrei em casa imediatamente, agradeci ao Meishu-Sama e ao Grande Deus, e senti profundamente a gratidão de, mesmo sendo tão cheio de nuvens espirituais, receber o poder da salvação; agradeci com lágrimas. Espero que um dia aquele motorista também possa contar isso às pessoas que sofrem no mundo. Meishu-Sama, muito obrigada. Apresento-lhe meus sinceros agradecimentos. (29 de março de 1952) Dos Escritos Divinos sempre emana a Luz – Se houver desrespeito, haverá um aviso – Província de Saga, Distrito de Mii, Bairro de Tosu, Todoroki 1-356 Igreja Grande Kōhō, Sakai Takao (45) Há muito tempo, recebemos o ensinamento de que colocar outros objetos sobre os caracteres escritos pelo Meishu-Sama é um grande desrespeito espiritual, e que certamente haveria um aviso; por isso, devíamos ter cuidado. Sempre tomei muito cuidado no manuseio dos Escritos Divinos, mas, no dia 3 de julho, dia do relatório à sede da Igreja Grande Kōhō, recebi o seguinte relatório. Peço desculpas pelo grande atraso, mas apresento-o respeitosamente. Filial de Kitazaki, Mizukami Sadako (41) O filho do Sr. Itaya Yoshimatsu (49), da Província de Fukuoka, Distrito de Itoshima, Vila de Kitazaki, chamado Zengon, foi diagnosticado com icterícia na escola e trazido para casa por uma enfermeira, que disse: "Como sua casa é de seguidores da Igreja Messiânica, trouxe-o sem ir ao hospital". Imediatamente, ele foi levado à igreja. Frequentou por três dias e, na noite do terceiro dia, por volta das dez horas, veio novamente. Fiz o Johrei, mas, à medida que o realizava, sua barriga começou a inchar e o sofrimento aumentava. Achando aquilo estranho, diferente do normal, lembrei-me da advertência que havia recebido sobre o manuseio dos Escritos Divinos e, pensando se não seria o caso, perguntei: "Não haveria algum desrespeito com os Escritos Divinos?" Mas a resposta foi: "Quanto a isso, sempre tomamos cuidado; está tudo em ordem, não se preocupe". Continuei o Johrei; ele vomitou, melhorou um pouco e foi para casa. Mas, durante a noite, vieram me chamar para uma visita. Fui e fiz o Johrei; ele não tinha febre alguma, a barriga estava inchada e ele sofria. Foi então que me lembrei de um testemunho que havia lido no jornal 'Eikō'. Abri a gaveta do altar e, no fundo, encontrei duas ou três folhas amassadas do Hino de Ano Novo do ano anterior. Pedi desculpas imediatamente e as retirei. Ao abrir o 'Hinário' diante do altar, vi que o selo de inspeção de limpeza, que havia sido colado uma vez na porta, estava servindo de marcador de página. No 'Conversas sobre a Fé', havia um rótulo de saquê servindo de marcador. Fiquei tão pasma com a situação que, sem querer, exclamei: "É isto!" Imediatamente, todos juntos pedimos desculpas diante do altar. Quando fiz o Johrei novamente, logo ele urinou, arrotou e eliminou uma grande quantidade de gases, ficando aliviado e dormindo profundamente até as sete horas da manhã. Por volta das oito e meia da manhã, o inchaço abdominal havia diminuído completamente, a coloração amarelada havia desaparecido, e ele pôde vir à igreja caminhando, recuperado de forma tão visível que não parecia ser a mesma pessoa que havia sofrido por três dias. Meishu-Sama, obrigada pelo aviso. Filial de Nagasaki, Fujikawa Terumie (22) O Sr. Takahashi Toyoki (59), da Cidade de Nagasaki, Bairro de Higashinaka, que foi salvo de nevralgia e se tornou seguidor, veio à igreja e relatou: "Ontem à noite, meu neto em casa começou a chorar alto de repente durante a noite. Para não acordar os familiares, fiquei no jardim. Quando estava no jardim, ele parava de chorar. Quando pensava que tinha parado e subia para o quarto, ele começava a chorar alto novamente. Descia para o jardim, e isso se repetiu umas seis vezes, sem entender a causa. Foi então que me lembrei dos Escritos Divinos e pensei se não haveria algum desrespeito. Refletindo sobre várias coisas, notei que o jornal 'Eikō' que eu havia lido naquela noite estava sobre o tatame, e sobre ele estava um jornal diário comum. Pedi desculpas imediatamente e o guardei na estante. Assim que fiz isso, a criança, que chorava tanto, parou de chorar instantaneamente e dormiu profundamente. Com isso, senti profunda e intensamente que realmente devemos cuidar bem dos Escritos Divinos. Hoje, vim aqui para apresentar minhas desculpas e agradecimentos ao Meishu-Sama", foi o relato. Filial de Sasebo, Furukawa Sadako (39) Um seguidor, Yoshida Terushige (43), da Província de Nagasaki, Distrito de Kitamatsuura, Bairro de Shikamachi, veio à filial no dia 7 de julho e contou a seguinte história. (a) A bolsa externa do Ohikari ficou um pouco suja e eu achei que precisava trocá-la, mas acabei esquecendo e a deixei como estava. Dois ou três dias depois, ao notar, descobri que havia, com toda a certeza, casca de batata-doce dentro, embora nem eu nem minha família tivéssemos comido batata-doce recentemente. Pedi desculpas e a troquei imediatamente. Aprendi que devemos fazer as coisas imediatamente quando percebemos. (b) Há cerca de um mês, enquanto fazia a reverência diante do altar em casa e recitava a Oração Zengen-Sandji, não consegui continuar a partir do meio, por mais que tentasse. Em mais de um ano, nunca me acontecera algo assim durante as reverências, então pensei se não haveria alguma falta de respeito. Naquele momento, fui levado a perceber algo sobre os Escritos Sagrados e, ao verificar imediatamente, descobri que um jornal comum estava inserido entre os jornais "Eikō". Percebendo o erro, pedi desculpas na hora. Depois disso, nada de anormal ocorreu; recebi a proteção divina, progredindo suavemente em tudo. (C) Por um pensamento egoísta meu, de não tratar o Papel Sagrado com descuido, eu o carregava junto com o Ohikari no peito. No entanto, ao trocar a bolsa externa, percebi que apenas a bolsa de náilon havia desaparecido. Senti que isso era um aviso de que não se deve colocá-lo junto com o Papel Sagrado. Sinto gratidão por, quando há erros, receber alertas, um a um, até nas pequenas coisas. Muito obrigado. --- Filial de Fukue, Sawamoto Akio (38) O filho de dois anos de um Ministro Responsável de Unidade Religiosa estava passando pela purificação da sarna desde que fora enviado ao curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), havia cerca de seis meses. Desta vez, pensando que já estivesse bem melhor, fui visitá-lo; para minha surpresa, porém, seu rosto estava pálido, seus olhos vidrados, sem nenhuma vitalidade, em um estado de grande fraqueza, quase à beira da morte. Estranhei, pois ele vinha recebendo o Johrei continuamente. Investiguei se não havia alguma falta de respeito, mas não encontrei nada que parecesse ser a causa. Mesmo assim, o que me veio à mente como possível causa foram duas fotografias do Meishu-Sama tiradas no Salão Hibiya, colocadas ao centro, e, ao redor, fotos de Nikkōden (Palácio da Luz Solar) e de outros lugares da Terra Divina, emolduradas e penduradas sobre a verga da porta. Pensei que certamente era esse o aviso e, imediatamente, retirei o quadro e as fotos, pedindo desculpas. Naquele instante, os olhos da criança subitamente ganharam vida, tornando-se vívidos; ela começou a falar algo e passou a engatinhar aos poucos. Graças a isso, ela se recuperou completamente depois. Muito obrigado, Meishu-Sama. (25 de agosto de 1952) --- No Nono Mês de Gestação, Cai de um Penhasco e Recebo a Vida Junto com Meu Filho Vila Asahi, Condado de Kishima, Província de Saga Igreja Grande Kōhō, Kōyama Shigeru (42) Meishu-Sama, muito obrigado pela proteção divina infinita de cada dia. Hoje, humildemente, relato uma parte dela. Minha esposa, Mieko, quando veio para minha casa, tinha as costas curvadas, mas, desde que entrou no Caminho, através da purificação com "arrotos" diários, foi se endireitando dia após dia, e hoje conseguiu ficar ereta a ponto de quase não se notar. Durante esse período, na gravidez, ela sempre tinha cãibras no estômago e sofria muito, mas isso também desapareceu completamente. Mesmo purificações bastante severas, ela conseguiu superar com segurança até hoje. No ano passado, em novembro, quando recebi a permissão para servir no Museu de Arte de Hakone e lá estava a serviço, recebi uma grande purificação e uma proteção divina imensa; minha esposa também recebeu purificação durante esse período e, por graça imerecida, não apenas uma, mas duas novas vidas nos foram concedidas, e só posso chorar de gratidão. A data prevista para o parto de minha esposa era no início de novembro do ano passado, mas não havia nenhum sinal disso, e foi se prolongando. O dia 22 de novembro, quando parti para Hakone, também passou sem problemas, e chegou o dia 2 de dezembro. Pela manhã, minha esposa foi ao quintal dos fundos para estender os futons e, ao tentar colocá-los no varal — o quintal fica em cima de um penhasco —, de repente a corda se rompeu e, num instante, ela caiu de uma altura de cerca de nove shaku em uma vala abaixo do penhasco. Exatamente naquele local havia um pote quebrado, usado para lavar, com a boca escancarada. Ela caiu de cabeça para baixo em cima dele. Quando minha mãe e as crianças correram para ver, minha esposa, com a cabeça ensanguentada, fazia o Johrei por si mesma, ali mesmo. O peito também estava ensanguentado, mas o ferimento na testa, em forma de gancho, com cerca de dez centímetros, era bastante profundo. Minha mãe imediatamente começou a fazer o Johrei, mas a criança ao lado gritava: "Vovó, não pode fazer força!". O sangue parou em cerca de cinco minutos; ela andou para casa e se deitou. Meu irmão correu para a filial de Haiki para pedir ajuda, e foi uma verdadeira confusão. Quando a noite chegou, sua barriga, que já estava há um mês além da data prevista para o parto, começou a doer de repente, e logo, com facilidade, ela deu à luz um menino forte e bem alimentado. Quando penso no que teria acontecido se não tivéssemos entrado no Caminho, fico arrepiado. Verdadeiramente, a virtude divina do Meishu-Sama é tão imensa e ilimitada que não tenho palavras para louvá-la. Agora, o ferimento está quase imperceptível, e a criança cresce saudável dia após dia. Em verdade, com minha escrita tosca, não consigo expressar nem um décimo-milésimo de minha gratidão. Meishu-Sama, muito obrigado. A partir de agora, peço humildemente que, sob sua proteção divina, possamos servir, o mais rápido possível, em uma parte de sua obra sagrada. (17 de novembro de 1952) --- A Goteira Para Através do Johrei Cidade de Dachi, Distrito de Toki, Província de Gifu Igreja Média Daikō, Sakue Mizuno (35) Muito obrigada pela proteção divina incessante, dia e noite. Agradeço profundamente. A chuva que caía desde ontem à noite não mostrava sinais de parar nem às nove horas da manhã de hoje; enquanto ouvia o som forte da chuva, com lágrimas de gratidão renovada, relato e agradeço, com minha escrita tosca, pela proteção divina que recebi em relação à goteira. Em setembro de 1950, entrei neste abençoado Caminho e, em novembro, das mãos do presidente da igreja da cidade de Mi, recebi o precioso Ohikari Sagrado. Desde então, tenho recebido proteção divina em inúmeras purificações de doenças, e sou profundamente grata. Originalmente, a purificação financeira era severa, e não tínhamos nenhuma folga para consertar as telhas quebradas do telhado. Com qualquer chuva, era uma grande confusão com baldes e panelas. Especialmente com chuvas repentinas durante a noite, era uma pena acordar as crianças; então eu e meu marido as carregávamos, ainda enroladas nos futons, como se fossem bagagens, para o cômodo do altar. A miséria e a irritação do som da goteira batendo na bacia de metal são coisas que quem não passou por isso não consegue entender; é algo triste. Às vezes, meu marido, não aguentando mais o gotejamento tão forte, subia no telhado sob a chuva e pisava nas telhas escorregadias para consertá-las; isso aconteceu várias vezes. No entanto, mesmo que aquele local ficasse consertado, ele acabava quebrando ou deslocando outras telhas, e no final o local da goteira apenas mudava, e ela não parava. Acho que foi no final de maio. Acordei de repente com o forte som da chuva batendo no beiral de zinco. "Ah, chuva de novo", pensei com o coração sombrio, e, ouvindo atentamente, percebi o desagradável "ploc, ploc, ploc" vindo do forro. Logo a água fria cairia; não havia jeito, teria que acordar meu marido e carregar as crianças novamente, pensei enquanto tentava me levantar. Naquele momento, algumas linhas de texto vieram à minha mente: eram as inúmeras virtudes divinas no relatório do Sr. Nakayama, de Kobe, que eu havia visto no jornal "Eikō", incluindo o artigo que relatava que ele recebera a graça de que até a goteira parasse. Meishu-Sama, Daikōmyō Nyorai-Sama, eu também sofro com a goteira. Por favor, salve-me como salvou aquela pessoa. Eu, uma pecadora que ainda não conseguiu trazer meu marido para este Caminho, pedir um favor tão absurdo é imperdoável, mas, por favor, eu imploro. Conceda-me um milagre, por favor, salve-me. Foi uma história realmente indigna, mas, enquanto orava na cama, fiquei olhando fixamente para o teto, esperando a água fria que certamente cairia a qualquer momento. O som de "ploc, ploc" continuava a ser ouvido. No entanto, a água fria, que certamente deveria cair, não caiu uma única gota até a chuva parar. Para onde foi a água da chuva no forro, que soava tão forte? A partir daquela noite, não importa o quanto chovesse, não precisei mais carregar as crianças como bagagem. E assim, passei em segurança pela longa estação das chuvas. Quando a estação das chuvas estava prestes a terminar, naquela noite, ao me dirigir ao altar como de costume para recitar a Oração Zengen-Sandji, notei que a ordem das placas mortuárias estava bagunçada. Intuí que era obra do meu marido; então, conforme os ensinamentos que recebera sobre a posição das placas, expliquei-lhe detalhadamente. No entanto, ele não só não acreditou, como também ficou muito irritado, dizendo: "Nossa casa sempre foi assim, não faça coisas erradas sozinha". Eu também fiquei muito magoada e quase me irritei, mas lembrei-me do que o Mestre Suzuki me dissera: não se irrite, não se irrite. Esforcei-me para me conter e não reagi, deixei as placas como estavam e, após a oração, pedi desculpas profundamente em meu coração aos meus antepassados: "Como os senhores sabem, deve haver pessoas que se sentem desconfortáveis com isso. Por favor, faça com que meu marido, nem que seja em sonho, conheça este abençoado Caminho o mais rápido possível". E então, quando adormeci? Ao ouvir a voz de meu filho dizendo "Mamãe, está frio", acordei sobressaltada. A chuva, que começara sem que eu percebesse, molhava o mosquiteiro através das tábuas do teto, e a roupa de dormir da criança já estava bastante encharcada. O que me veio à mente como um relâmpago foram as placas mortuárias que eu deixara como estavam à noite. Deixando o mosquiteiro e os futons como estavam, corri para o altar e pedi desculpas: "Foi imperdoável. Mesmo que meu marido diga o que disser, eu deveria ter corrigido o que é certo com dignidade, mas por minha fraqueza..." "Por não ter tato, causei-lhe desconforto. Peço desculpas. Por favor, perdoe-me." Assim, pedindo desculpas, corrigi a ordem, devolvendo-as à posição original. E então, com toda a força, entoei a Oração Zengen-Sandji. O milagre foi concedido. Mesmo aquela grande goteira foi diminuindo gradualmente, até que, por fim, nem uma gota caiu mais. Testemunhando esse fato diante dos olhos, até mesmo o dono da casa nunca mais desarrumou a posição das placas memoriais. Daquela noite até este mês, já se passaram mais de sete meses, e não houve mais necessidade de baldes, nem mesmo durante as tempestades mais fortes. Agora, enquanto ouço o som da chuva fria que cai lá fora, o interior da casa está aquecido, e apenas lágrimas de renovada gratidão pela imensa e ilimitada grande compaixão fluem. Meishu-Sama, muito obrigada. Muito obrigada. Por favor, guie-nos para sempre, eternamente. (25 de dezembro de 1951) Um escape por pouco da morte! Caiu em um riacho junto com o carro e se salvou 'Luz' nº 4 — 8 de abril de 1949 Vila Toyama, Distrito de Motosu, Província de Gifu Igreja Média Seirei, Norio Kuwabara (22 anos) Foi no dia 12 de fevereiro. Dois caminhões vieram à minha casa. Meu irmão mais velho havia sido contratado para transportar lenha. Naquela hora, meu irmão me ordenou que fosse para o fundo carregar a lenha, pois sozinho ele não dava conta. Era uma manhã ligeiramente fria, com cerca de quinze centímetros de neve acumulada. Subindo uma ladeira íngreme de uma estrada florestal de uns dois quilômetros, derrapando, finalmente chegamos ao destino. Cobertos de suor, carregamos o caminhão com lenha junto com os motoristas e apertamos as cordas. "Realmente uma carga excelente, hein", rimos e conversamos, mas eu me preocupei se não havíamos carregado demais. Os motoristas, porém, completamente tranquilos, começaram os preparativos para a partida. Sem saber bem o que fazer, eu examinava várias partes do caminhão, quando o motor começou a roncar. Sentei-me entre o motorista e o ajudante. A estrada à frente era uma descida íngreme, com um riacho de montanha rugindo e espirrando água de um lado e uma montanha do outro. Já havíamos percorrido uns dois ou três minutos quando, de repente, o motorista gritou "Ah!" e, no mesmo instante, disse: "Não adianta, o freio quebrou." Em seguida, puxou o freio de emergência, mas parecia não funcionar. O carro ganhava cada vez mais velocidade. Dentro de mim, pensei: "Ah, Komyo-Nyorai-Sama, por favor, nos..." Juntei as mãos em desespero. Mas o carro continuava a correr com uma força terrível e não parava. O motorista, talvez pensando que não havia mais jeito e que viraria o carro para pará-lo, bateu de repente na montanha à direita. Num instante, o carro capotou dentro do riacho da montanha. Para nós, que estávamos no meio do trajeto, o vidro traseiro se estilhaçou e voou em pedaços; ferramentas como alicates, torquês e chaves inglesas voaram para fora — era de fechar os olhos. Além disso, o banco se soltou e a violenta agitação do corpo chegava a causar tontura. Quando finalmente meu corpo se acalmou, óleo do carro e alcatrão começaram a escorrer sobre minha cabeça. "Ah, estou deitado de costas", percebi pela primeira vez, o que foi até engraçado. Na mesma hora, preocupei-me com a situação dos motoristas e, instintivamente, olhei em volta com o coração disparado. O motorista estava de bruços aos meus pés. "Como está? Está bem?", perguntei. "Sim, estou bem", ele respondeu. Senti um alívio, mas meu coração se encheu de gratidão, pensando: "Ah, nós fomos salvos pelo benefício material de Komyo-Nyorai-Sama, que sorte." Sem pensar, disse: "Motorista, eu estava com o Ohikari de Komyo-Nyorai-Sama, por isso fiquei bem." O motorista ficou em silêncio por um instante, mas então disse: "Ei, e o ajudante?" e de repente gritou: "Não é hora de Komyo-Nyorai-Sama, ei, ei!" Eu também fiquei preocupado. Então, vimos o ajudante de pé na estrada, segurando um dos sapatos. "Como está? Como você saiu?", antes mesmo de terminarem de perguntar, ele disse, ofegante: "Bem, quando a carroceria virou de lado, a porta se abriu e, durante mais uma volta, fui jogado para fora." Todos caíram na gargalhada ao mesmo tempo. Era, sem dúvida, uma palavra que escapara da alegria de terem se salvado. Eu havia visitado a casa do Mestre Kenji Yamagishi, na Vila Tanigumi, Distrito de Ibi, em 30 de julho de 1946, e recebido a Luz do Mestre Watanabe, da Cidade de Ichinomiya, Província de Aichi. Desde então, venho recebendo a orientação profunda e afetuosa do Mestre Yamagishi e do Mestre Shigeichi Kuwabara, da minha vila (Vila Toyama, Distrito de Motosu), e ouvia histórias sobre o poder e a compaixão de Komyo-Nyorai-Sama. Mas, após receber um benefício material tão claro e ser salvo desta forma, não pude mais duvidar de nada. Desde então, continuo a frequentar a igreja com um coração verdadeiramente grato, e ouvir as diversas histórias do Mestre se tornou um prazer, tornando o trabalho diário também agradável. Sempre penso: por que não busquei este caminho mais cedo? E também me preocupo com os outros: por que as pessoas não conseguem acreditar em ensinamentos tão magníficos, em benefícios materiais e poderes tão grandiosos? Apresento meus respeitosos agradecimentos. (8 de abril de 1949) O Método de Gestão 567 (Miroku) e a Contínua Sucessão de Milagres nos Negócios 'Eikō' nº 146 — 5 de março de 1952 Cidade de Miyakonojo, Distrito de Himegi, Província de Miyazaki Igreja Grande Kōhō, Nakayoshi Mizukubo (46 anos) Trabalho como gerente de uma agência local de uma certa companhia de seguros contra incêndio e tive a honra de me converter em setembro de 1946. Naquela época, não imaginava nem um pouco que o simples ato de me converter traria uma transformação tão grande ao meu destino futuro. Minha família, que era doentia, frágil e sombria, como um ninho de demônios, a partir desse momento, gradualmente se transformou em uma família onde soprava a brisa da primavera. Depois disso, tivemos a honra de consagrar Daikōmyō Nyorai-Sama e Byōbu Kannon (Kannon do biombo), e todos os quatro membros da família recebemos o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), dedicando-nos inteiramente a uma vida de fé. A partir de meados de 1948, o desempenho da empresa começou a melhorar gradualmente, e passei a receber bênçãos materiais de uma forma interessante. Eu sou do tipo que se dedica completamente a tudo, e naquela época chegava a me preocupar um pouco, pensando se poderia me dedicar tanto apenas aos trabalhos da igreja. Mas agora experimentei claramente que, quando me dedico de corpo e alma aos trabalhos divinos, os negócios da empresa também progridem bem, e quando, por algum motivo, o trabalho não está interessante, o desempenho da empresa imediatamente se desvia. Devido à natureza do meu trabalho, além do salário mensal, tenho uma renda inesperada considerável. Nesses casos, sempre ofereço mais de dez por cento desse valor como oferta de agradecimento diante do altar divino. Quando faço isso, no dia seguinte recebo outra renda inesperada, e assim as bênçãos são concedidas uma após a outra. Quando enfrento alguma negociação importante, primeiro ofereço uma certa quantia, peço fervorosamente a proteção divina de Komyo-Nyorai-Sama e, depois, entrego tudo em Suas mãos. Às vezes, o problema se resolve suavemente como esperado; outras vezes, progride bem até a metade, mas então surge um obstáculo inesperado e a situação fica sem saída. Mesmo assim, pensando que isso deve ser da vontade de Deus, entrego tudo a Ele. Às vezes, o problema se resolve favoravelmente nos últimos cinco minutos. Embora os processos variem, aprendi que Ele sempre age da melhor forma possível. Vivo todos os dias grato por estar sob a proteção divina de Deus, sem qualquer preocupação ou ansiedade. Dessa forma, o desempenho da empresa passou a ser tal que o resultado de um mês do mesmo período do ano anterior é geralmente alcançado em meio mês, e a cada mês apresentamos um desempenho mais que o dobro do mesmo período do ano anterior. Esse fato deve estar tendo uma grande influência na fé dos outros membros. Para dar um exemplo: no dia 19 de novembro passado, fui visitar o Sr. Kanaida a negócios da igreja. Ele, embora tivesse se convertido há pouco tempo, era um fiel fervoroso. O Sr. Kanaida, com uma expressão pesarosa, abriu seu coração sobre sua situação angustiante: "Na verdade, tenho uma nota promissória de cem mil ienes no banco com vencimento amanhã. Estou cobrando de todos os lados, mas não consigo ver perspectiva de conseguir o dinheiro. Se não der certo, perderei a credibilidade no banco, o que será um golpe fatal." Ele me consultou: "O que devo fazer?" Então, eu disse: "Nesse caso, primeiro ofereça uma oferta de gratidão (tamagushi) diante do altar divino e peça fervorosamente a proteção divina de Komyo-Nyorai-Sama. Nesse momento, é necessário ter o pensamento de que, se os negócios não forem bem, você não poderá realizar os trabalhos divinos, e não o pensamento de que você estará em apuros se não conseguir o dinheiro." Compartilhei minha própria crença e experiência. O Sr. Kanaida foi imediatamente à igreja e fez sua prece. E o que aconteceu? No dia seguinte, o Sr. Kanaida, ofegante, sem nem mesmo cumprimentar, veio correndo até mim e disse: "Sr. Mizukubo, deu certo! Consegui cento e setenta mil ienes!" Foi tão repentino que fiquei surpreso, mas ele estava tremendo de emoção ao relatar que, em vez dos cem mil ienes do banco, havia conseguido cento e setenta mil ienes. Diante desse relato, que não pode ser descrito como grandioso ou solene, fiquei profundamente comovido por um instante. Depois disso, o Sr. Kanaida viu sua credibilidade no banco duplicar, e conseguiu até sacar quatrocentos mil ienes sem garantia, e seus negócios estão cada vez mais sólidos e em constante ascensão. Apresento aqui, de forma resumida, um exemplo da proteção divina no âmbito dos negócios. Meishu-Sama, muito obrigado. (5 de fevereiro de 1952) A Imagem da Luz Divina de Daikōmyō Nyorai-Sama Atravessa o Corpo Humano a Um Metro e Meio de Distância e Aparece na Fotografia 'Eikō' nº 91 — 14 de fevereiro de 1951 Cidade de Sanjo, Distrito de Hiyoshi, Província de Niigata Igreja Média Koyo, Tomizō Ishii (33 anos) Poder divino, luz espiritual, virtude divina, milagre... Como expressar? Tivemos a honra de ver claramente em uma fotografia um poder divino que o senso comum humano não pode conceber. Como recebemos um relato de um fiel, soluçando de emoção, publicamo-lo. Local da fotografia: Cidade N, Distrito de Nakakanbara, Província de Niigata Relator: Seishiro Kinetsuchi Fotógrafo: Um jovem de uma barbearia vizinha (fotógrafo amador) Data da fotografia: 17 de outubro de 1950 Consagração de Daikōmyō Nyorai-Sama: 17 de maio de 1950 A Criança na Fotografia Fumiyo Kinetsuchi (5 anos, terceira filha de Seishiro) Na tarde de 17 de outubro, um jovem barbeiro da vizinhança, fotógrafo amador, veio nos visitar com sua câmera. Tiramos várias fotos com a família, dentro e fora de casa, em diversas poses. Por fim, por volta das três horas da tarde, tiramos uma foto das minhas duas filhas, Teruko (6 anos) e Fumiyo (5 anos), lado a lado diante de Daikōmyō Nyorai, e fotografamos todos os membros da família enquanto houve filme. Dois ou três dias depois, o jovem barbeiro trouxe as fotos, dizendo que todas tinham ficado prontas de madrugada. Naquela manhã, infelizmente, estava muito ocupado e não as examinei bem. À noite, sob a luz elétrica, minha esposa, que as examinava cuidadosamente uma por uma, foi a primeira a descobrir e exclamou surpresa. Era a última foto, tirada diante de Daikōmyō Nyorai. Que milagre! A parte inferior do traço vertical do caractere "Rai" (来) de Daikōmyō Nyorai, que naturalmente deveria estar encoberta pela cabeça das crianças sentadas à frente e, portanto, não apareceria, estava claramente visível na fotografia, tendo atravessado a cabeça de Fumiyo, que estava sentada a cerca de cinco shaku (aproximadamente 1,5 metro) de distância. Além disso, estava ainda mais escuro que o cabelo dela. Como a câmera era de um formato que parecia menor que a metade de um cartão de visita, não dava para perceber sem olhar atentamente. Imediatamente solicitei uma ampliação e, ao ver a foto revelada, mesmo sendo de um amador, estava muito bem feita, e a imagem estava ainda mais nítida do que no negativo pequeno. Pude testemunhar claramente este Poder Divino. Desde que ingressei na fé em 1945, tenho recebido inúmeras graças divinas que não consigo contar. Atualmente, minha família, incluindo os filhos órfãos do meu falecido irmão, soma 22 pessoas. Às vezes passamos por purificações, mas, graças ao poder do Johrei, não temos nenhuma preocupação com doenças e, é claro, não gastamos um centavo com despesas médicas. Se o vento sopra, apreciamos o vento; se a chuva cai, apreciamos a chuva. Vivemos diariamente uma vida plena e tranquila, com o coração em paz. Os moradores da aldeia, meus parentes e amigos, que tinham como lema "o que não se vê não se deve acreditar", que não davam ouvidos aos meus ensinamentos, que fechavam os olhos para os efeitos do Johrei e que, em vez de tentar acreditar, se esforçavam para não acreditar, com teimosia e obstinação, agora, diante deste fato que não pode ser explicado pelo senso comum, abrem os olhos surpresos. Gradualmente, seu teimoso pensamento materialista está se derretendo, e o número de pessoas que buscam os Escritos Sagrados, o jornal "Eikō" (Glória), etc., está aumentando. No inverno de Echigo, onde amanhece e anoitece na neve, até que o coração das pessoas, teimosamente congelado pelo pensamento materialista, se derreta como a neve acumulada de Echigo sob o calor do sol primaveril; até que toda a humanidade desperte para este amor infinito e ilimitado de Deus; até o dia da construção do Paraíso Terrestre resplandecente de luz, continuo me esforçando para compartilhar esta imensa graça divina e alegria com que fui salvo, com o maior número possível de pessoas. Acima (Relatado por Seishirō Kinemuchi) Na reunião regular da filial de Sanjō, em 3 de novembro, o Sr. Kinetsuchi fez um relatório sobre esta fotografia da graça divina. Ele começou a venerar Daikōmyō Nyorai em 17 de maio, e a foto foi tirada em 17 de outubro — ambos no dia 17, o que se pode chamar de innen. Além disso, a criança que aparece na foto, em 19 de agosto, passou por uma purificação total tão violenta que parecia reunir os sintomas de encefalite, meningite e disenteria epidêmica, mais do que um simples caso de encefalite japonesa. Foi verdadeiramente uma questão de vida ou morte — ou melhor, um passo antes da morte. Por um triz, ela foi salva pelo Johrei. Em 19 de agosto, recebi um telefonema do Sr. Kinetsuchi, da filial de Sanjō: "Minha filha está passando por uma purificação, e seu estado é estranho. Continuamos fazendo o Johrei, mas ela está piorando. Desta vez não tenho confiança em mim mesmo; por favor, venha imediatamente." Atendi ao pedido e fui de trem. A distância entre a estação de Sanjō e a estação de Niitsu é de cerca de 10 ri (aproximadamente 40 km), uma hora de trem. Da estação de Niitsu até a casa do Sr. Kinetsuchi havia mais 1 ri (aproximadamente 4 km) por uma estrada reta, entre campos de arroz, no meio da planície de Echigo. Eram cinco horas da tarde. Sob o sol escaldante do verão e já no horário de verão, usei toda a resistência física de que me orgulho e cheguei em 27 ou 28 minutos. Imediatamente, no salão onde Daikōmyō Nyorai era venerado, perguntei à família sobre o estado da paciente, que tanto sofria. Disseram-me: "Desde o dia anterior, ela começou a reclamar de dor de cabeça e de barriga, com febre alta que não baixava. Como estávamos num período muito ocupado, não pudemos fazer o Johrei adequadamente, e ela piorou de repente — por isso pedimos sua ajuda por telefone." Antes da minha chegada, ela já tinha tido várias convulsões, e a toxina já havia atingido o cérebro. Seu corpo inteiro estava em chamas. Ao medir a temperatura, marcava 42,3 graus. O calor era especialmente intenso na parte de trás da cabeça, e a região próxima ao bulbo raquidiano estava dura como um pedaço de pau. O calor no abdômen também era terrível. Era uma purificação total. A própria criança já estava inconsciente, murmurando coisas sem sentido de vez em quando. Imediatamente, roguei a proteção de Daikōmyō Nyorai e, por volta das seis horas da tarde, comecei o Johrei. A região do pescoço e do bulbo raquidiano amolecia quando eu aplicava o Johrei por um tempo, mas, quando eu aplicava em outras partes, endurecia novamente. Eu amolecia de novo, e endurecia de novo. Repeti o mesmo processo dezenas de vezes. Quando eu parava o Johrei, o pulso enfraquecia, a cor dos lábios piorava, a febre, mesmo que baixasse temporariamente, subia novamente, e a purificação se tornava cada vez mais intensa. Não conseguia parar as mãos de jeito nenhum. Já havia tratado muitos casos de encefalite, disenteria epidêmica, meningite, pneumonia, difteria, entre outras doenças, com o Johrei, mas uma purificação tão violenta era a primeira vez. Sempre tive absoluta confiança em qualquer doença, e a maioria das febres baixava em 20 a 30 minutos, ou no máximo uma hora, de Johrei, mas já haviam se passado três ou quatro horas e a febre não baixava. De repente, imaginei o cenário de uma grande purificação e estremeci. Senti profundamente a importância do Johrei constante. Decidi que, chegado a esse ponto, faria o Johrei a noite inteira, até a cura. Enquanto orava pela proteção divina e lutava contra os mosquitos que me atacavam, repetia o processo de dissolver e reunir as toxinas que invadiam o cérebro. Já passava das duas da manhã. A família, exausta pela vigília da noite anterior, dormia profundamente. A febre não só não baixava como piorava gradualmente. Por volta das três da madrugada, ela teve espasmos e convulsões repentinos. Normalmente, convulsões são comuns em febres altas, e eu não me assustaria, mas a purificação total era tão violenta que pensei: "Será que desta vez não tem jeito?" A pior cena passou rapidamente pela minha cabeça. Acordei a família às pressas e todos juntos começamos a fazer o Johrei. O pulso enfraqueceu, os lábios ficaram roxos e ela vomitava uma substância suja de cor rosada pela boca. Era verdadeiramente a face da morte. Eram os últimos cinco minutos. Este era o momento de resistir. Encorajei a família, roguei a proteção do Mestre Meishu-Sama e fiz o Johrei com todas as forças. O pulso enfraqueceu, mas não parou. Vida ou morte? Cerca de uma hora se passou. Por volta das quatro horas, começou a sair um pouco de remela dos olhos. Quase ao mesmo tempo, o pulso também começou a se fortalecer. Já estava tudo bem! Nossos olhos, injetados de tensão, se encontraram. A expressão tensa se desfez num suspiro de alívio, e um sorriso silencioso escapou. Ela foi salva. Poder Divino imenso. Existirá alegria maior do que esta em toda a vida de um ser humano? Pude experimentar novamente essa alegria que penetra na alma, essa felicidade que só conhece quem vive neste Caminho. Quando contemplei o sol nascendo no horizonte com meus olhos turvos e injetados, embora fosse o sol que vejo todos os dias, senti como se ele tivesse vindo me iluminar na escuridão da noite. Depois disso, o Johrei continuou ininterruptamente. A febre, tendo atingido o pico, começou a baixar. Por volta do meio-dia, a consciência foi recuperada e ela já conseguia falar. Após dezoito horas contínuas de Johrei, aquela grande purificação, para a qual já me preparava para a morte, quando voltei para casa por volta da uma hora da tarde, já não havia mais preocupações. Ela foi salva por uma diferença de um fio de cabelo, graças à graça divina. Atualmente, sua mente está mais clara do que antes da purificação, e ela vive cada dia com o dobro da energia de uma pessoa comum, em gratidão. Dois meses depois, tiramos uma foto diante de Daikōmyō Nyorai como lembrança. Através da criança que foi salva pela proteção divina, aqueles que diziam "o que não se vê não se deve acreditar" não tiveram escolha a não ser acreditar neste fato, e puderam testemunhar claramente o poder deste fato na fotografia. Os fiéis, mais uma vez, aprofundaram sua fé ao tomar conhecimento deste poder imenso. Pode-se imaginar que a lógica inversa de uma radiografia, transcendendo o senso comum, possa se tornar uma dica para o avanço futuro do campo da ciência das fotografias espirituais. Entre as inúmeras graças divinas que recebemos diariamente, gostaria de compartilhar esta fotografia em particular com os seguidores da Igreja Messiânica e também com o público em geral, e é por isso que faço este relatório. (30 de outubro de 1950) Salvo de uma Queda de Caminhão 'Eikō' nº 201 — 25 de março de 1953 Cidade de Ōno, Distrito de Ōno, Província de Fukui Igreja Média Daiai, Haruhide Kobayashi (32 anos) Apresento meu respeitoso relatório ao Mestre Meishu-Sama. Dentre os inúmeros benefícios materiais que recebi desde minha conversão, gostaria de relatar um dos principais. Em 1942, fui para a Manchúria e entrei na Ferrovia da Manchúria. Na primavera de 1944, recebi uma licença de um mês e retornei ao Japão depois de dois anos. Foi então que o Mestre Shibui veio à nossa província; tive a honra de receber o precioso Ohikari, converti-me e logo em seguida retornei à Manchúria. Ao ouvir as valiosas palavras do Mestre Shibui e receber o Johrei, senti uma alegria indescritível, como se estivesse flutuando no céu — como se um sonho que eu tinha desde criança finalmente se realizasse. Durante minha estadia na Manchúria, trabalhava em serviços ferroviários noturnos cerca de dois terços do mês. Quando voltava exausto para casa, via que de cinco a seis pessoas, às vezes até dez, estavam esperando por mim. Pessoas com problemas de audição, problemas de visão, crianças com o rosto coberto de feridas devido a toxinas no corpo, crianças que faziam xixi na cama... Enfim, doentes de todos os tipos. Com rapidez surpreendente, eu os curava um após outro. Certa vez, curei em apenas quatro dias de Johrei uma doença feminina que punha a vida em risco. Noutra ocasião, tive a alegria de curar em seis dias um sargento da polícia militar, vizinho meu, que sofria de disenteria amebiana havia seis anos. Ele e a família ficaram extremamente gratos. Como esses milagres se sucediam, a notícia se espalhou e fiquei cada vez mais ocupado. Em 1945, fui convocado localmente e, com pesar de todos, entrei para o exército. Três meses depois, a guerra terminou. Em seguida, fui para a Sibéria, mudei de lugar inúmeras vezes, fiz trabalhos pesados e, no último local na União Soviética, na zona costeira de "Nakhodka", continuei trabalhando em obras de terraplenagem. No outono de 1946, prestes a ser repatriado, subi, como de costume, em um caminhão americano de dez rodas para percorrer uma estrada de montanha de dois ri (aproximadamente 8 km). Exausto, consegui por fim um lugar no veículo. Uns trinta e tantos compatriotas embarcaram, e o caminhão, dirigido por um soviético, pôs-se em movimento. Ao se aproximar de uma ladeira íngreme, o motorista errou a manobra, e o caminhão caiu de um precipício de não sei quantos jo (unidade de medida japonesa, aproximadamente 3 metros), rolando com todos até o mar. Como os ocupantes estavam em pé, ficamos amontoados como uma caixa de laca virada. Por um instante, tive a sensação de ter sido atingido por um grande martelo de ferro; lembro-me apenas de ter sentido a cabeça sendo empurrada para dentro do tronco. Passado algum tempo, recuperei a consciência e, ao olhar ao redor, fiquei surpreso. Para todos os lados, havia mortos cobertos de sangue e outros caídos, gemendo; era literalmente o próprio inferno. Imediatamente, tentei mover o pescoço: ele se movia. Depois, tentei mover os dois braços, e eles também se moviam livremente. "Estou salvo, eu me salvei, ah, que gratidão", alegrei-me no coração e, com o rosto todo sujo de terra, como um sapo-cururu, consegui por fim rastejar até a beira da estrada. Em seguida, examinei o corpo inteiro: não havia um único ferimento que merecesse esse nome. Que fato tão misterioso!, pensei mais uma vez, e derramei lágrimas de gratidão pela imensa proteção divina do Komyo-Nyorai. Peço sinceras desculpas, do fundo do coração, por ter demorado tanto a agradecer e a relatar. Humildemente, peço que me perdoe. Juro que, doravante, me dedicarei ainda mais à Santa Obra e peço que me utilize por muito tempo. Encerro aqui esta carta. (10 de novembro de 1952) Braço soterrado por rocha é instantaneamente liberado com o Johrei 'Luz' nº 23 — 20 de agosto de 1949 Vila Nagayo, Distrito de Nishisonogi, Província de Nagasaki Igreja Grande Kōhō, Yoshisaburō Tanaka (57) Este incidente ocorreu em 6 de maio de 1949, durante as obras de um túnel entre os bairros de Nishitomari e Kibachi, na cidade de Sasebo, das quais eu era o responsável. Por volta das 11 horas da manhã, ouvi de repente uma agitação de vozes no local de trabalho. Assustado, corri para lá e vi que o trabalhador Osaka, durante o serviço de colocação de armações, tivera o braço direito completamente soterrado por terra e areia que desabaram de cima. Para piorar, uma rocha de cerca de 45 cm de diâmetro caíra sobre ele, e o braço, prensado, não saía de jeito nenhum. O peso pressionava e o sofrimento só aumentava. Todos tentaram cavar com picaretas, mas em vão. Talvez fosse necessário cortar o braço; ou ele apodreceria; ou até mesmo sua vida estaria em perigo. Foi então que, como um relâmpago, me veio à mente a Luz de Komyo-Nyorai. "É isso! Vamos nos apegar a Ele e pedir ajuda", pensei, e juntei as mãos em oração a Komyo-Nyorai. Diante da grande rocha que a força humana já não podia mover, ergui corajosamente a palma da mão e deixei a Luz penetrar, como se fosse até o eixo da Terra. Cerca de vinte minutos de Johrei devem ter se passado. O braço, que antes não se mexia nem um pouco, saiu de repente, como se nada fosse. O próprio acidentado estava fora de si; eu, ao ver aquilo, fiquei com o peito cheio de surpresa e alegria. "A Graça do Poder Kannon" deve ser exatamente isto. O braço retirado, aliás, não tinha nenhum ferimento; apenas, devido à compressão, estava torto em forma de "L" a partir do pulso, e frio. Todos se alvoroçaram, gritando para chamar um médico ou levá-lo, mas eu disse: "Não, está tudo bem, deixem comigo". Levei-o para o escritório, a cerca de 300 metros do local, e fiz Johrei por aproximadamente uma hora. O braço, que estava gelado, foi-se aquecendo gradualmente; o que estava torto se endireitou e o pulso começou a se mover livremente. E, sem dor, voltou ao estado normal. À tarde, ele trabalhou como de costume, e no dia seguinte também não houve problema algum. As pessoas que não conhecem a Luz parecem apenas pensar que foi sorte, que foi salvo milagrosamente, e perdem a oportunidade de serem salvas, permanecendo indiferentes. Quando penso que até mesmo alguém como eu pode ser utilizado a serviço de Komyo-Nyorai, adquiro a convicção de que, aconteça o que acontecer no mundo, se nos apoiarmos em Komyo-Nyorai, estaremos seguros. E é agora que percebo, pela primeira vez, que estava embarcado no grande navio de Komyo-Nyorai. Sinto vergonha pela minha falta de retribuição em gratidão até hoje e, ao mesmo tempo, decido firmemente que não posso deixar de me apressar em participar deste movimento de construção do Paraíso Terrestre — pois, do contrário, não teria desculpas. (20 de agosto de 1949) Criança de três anos cai em poço: proteção divina milagrosa Vila Yamada, Distrito de Mishima, Província de Osaka Igreja Média Kikō, Tsune Atsumoto (42) Meu marido sofria de infiltração pulmonar havia um ano e meio, e já tínhamos tentado de tudo, em vão. Certa vez, uma amiga, a Sra. Nagaho, falou-nos deste Caminho. Com apenas cinco sessões de Johrei em uma semana, ele se curou completamente. Impressionados com tamanho benefício material, ingressamos na fé em março do ano passado; já em abril, eu também ingressei. Desde então, temos recebido inúmeras bênçãos e proteções divinas, mas, como meu marido disse que fará o relato disso em breve, desta vez atenho-me ao assunto do título, relatando, ainda que de forma imperfeita, a alegria de ter sido milagrosamente salva. O incidente ocorreu no dia 21 de julho, por volta das 11 horas da manhã. Justamente naquele dia, era o Culto Mensal da filial de Suita da Igreja Média Kikō. Quando eu estava prestes a começar a lavar roupa no poço ao lado do portão, minha filha mais nova, Kikuko, veio comigo e se apoiou na borda do poço, gritando "Ah!", enquanto o som ecoava lá dentro. Ela deve ter achado divertido. Enquanto repetia aquilo, abaixando cada vez mais a cabeça, quando me virei, achando que era perigoso, já era tarde demais. Sem tempo de segurá-la, ela escorregou e caiu de cabeça para dentro do poço. Foi um desespero. Meu marido e meu filho mais velho estavam ausentes, participando do Culto Mensal da filial. Peguei uma escada às pressas e, olhando para dentro do poço, o que vi? Não era surpreendente? Ela flutuava na superfície da água, da cabeça para cima, com uma mão erguida segurando um tomate, pedindo socorro freneticamente. A profundidade era de cerca de 1,20 metro, e ela não conseguia ficar em pé de jeito nenhum. Claro que uma criança não saberia nadar, mas, ainda assim, fazia uma espécie de "nado de cachorrinho", e a água não chegava à sua boca? Sem tempo para descer a escada apressadamente, baixei imediatamente o balde e fiz com que ela segurasse a corda. Então desci a escada e, com a ajuda de uma criança do quarto ano do ensino fundamental, conseguimos puxá-la para cima. Imediatamente, pedi desculpas e examinei o Ohikari protetor. A bolsa externa estava molhada, mas o interior, completamente seco. Percebendo que havíamos recebido a proteção divina, agradeci na mesma hora à Imagem da Luz Divina e fiz Johrei na criança. Durante o Johrei, perguntei e descobri que ela não tinha engolido uma gota de água. Também não tinha um arranhão sequer. Naquela noite, dormiu profundamente. Esta criança também havia recebido o Ohikari protetor em fevereiro passado. Pensei sinceramente como foi bom ela o ter recebido. Ao pensar na proteção divina recebida, lembrei que, na noite anterior, meu filho mais velho, Susumu, dissera: "Amanhã, no Culto Mensal, vou com o papai para a cerimônia." Eu estava de folga em casa, pois não havia ninguém para ajudar na capina do arrozal; mas, se eu tivesse ido ao campo com meu filho mais velho, deixando a avó sozinha, o que teria acontecido? Quanto mais penso nisso, mais grata me sinto, e meus olhos se aquecem. Aprendi como é mais importante participar das cerimônias do que trabalhar. De agora em diante, enquanto for permitido, participarei das cerimônias da igreja e das filiais. Meu marido também está se dedicando de corpo e alma, dizendo que, nas horas vagas do trabalho, quer retribuir nem que seja um milionésimo da proteção divina recebida. Eu também pretendo cooperar ainda mais daqui para frente. Peço desculpas pela escrita confusa, mas apresento este relato respeitosamente. Meishu-Sama, muito obrigada. Agradeço profunda e sinceramente. (25 de outubro de 1952) Pouco antes do rompimento de um dique durante uma grande tempestade, recebemos um milagre através do Johrei 'Eikō' nº 177 — 8 de outubro de 1952 Vila Kii, Distrito de Kaisō, Província de Wakayama Igreja Média Shōfū, Hisako Kojima (22) Sob a chuva torrencial, mesmo com guarda-chuva, a única parte que não molhava era a cabeça. O terror aumentava, mas eu apenas pedia proteção divina de todo o coração a Meishu-Sama e a Komyo-Nyorai, repetindo inúmeras vezes a Oração Zengen-Sandji juntamente com o Johrei. A enchente não diminuía, cobrindo gradualmente o muro de pedra polido. Além disso, exatamente naquele trecho problemático do muro, a água da chuva caía no arrozal com a violência de uma cachoeira. As pedras, uma a uma, pareciam prestes a ser levadas pela água para o arrozal a qualquer momento; no entanto, pela grande proteção divina, permaneciam imóveis, enquanto a água já havia subido o bastante para cobrir quase todas. "Bem, não podemos ficar assim", pensei. Tínhamos de transferir para a casa principal pelo menos os objetos mais importantes do cômodo. Assim, voltei com minha mãe ao local do muro de pedra e, quando olhamos, não é que a direção do vento havia mudado completamente? O vento soprava com certa violência do oeste, e as ondas batiam na casa com estrondo. "Ah", pensei, "não há outra saída a não ser o muro de pedra desabar". Imediatamente, fomos até o altar, entoamos a Oração Zengen-Sandji e, repetindo "Meishu-Sama, Meishu-Sama" em pensamento, corremos em direção ao muro de pedra para fazer o Johrei. Ah, que proteção divina foi aquela! As ondas ainda estavam altas, mas as que chegavam bem perto do muro de pedra desapareciam silenciosamente, como que deslizando. Nunca senti tão fortemente a felicidade de receber a proteção divina absoluta e de poder me apoiar no Deus Supremo como naquele momento. Enquanto continuava o abençoado Johrei, imersa na alegria de que, diante de qualquer situação, há verdadeira tranquilidade e paz espiritual, milagrosamente as ondas cessaram completamente a cerca de 1,80 metro de distância, e pude contemplar uma superfície d'água verdadeiramente calma. Naquele momento, uma onda de calor incontida subiu em meu peito, e não pude fazer nada. À meia-noite, finalmente, nós três — pai, mãe e eu — nos aproximamos do altar e, junto com a oração de sempre, expressamos profunda gratidão pela imensa proteção divina. "Muito obrigada. Verdadeiramente, muito obrigada." Não havia outras palavras além dessas, e meu peito estava cheio. Abaixando ainda mais a cabeça já inclinada, roguei pela proteção divina futura e fui para a cama. O cansaço do corpo, com todas as preocupações anteriores desaparecidas, conduziu-me, sem que eu percebesse, a um sono tranquilo. Na manhã seguinte, dia 12, o vento havia diminuído e a superfície da água estava calma, mas a água baixara apenas um pouco. Meu pai, assim que terminou a oração matinal, dirigiu-se ao dique, deixando dito: "Peçam proteção divina a Deus..." Ele continuou recebendo proteção divina sobre proteção divina até o meio-dia, e a água não levou as pedras, e o muro de pedra polido apareceu como antes, como se estivesse envolto na Aura de Deus. A alegria de minha família foi indescritível. Meishu-Sama, verdadeiramente, muito obrigada. Agradeço profundamente a Daikōmyō Nyorai. Sinto no íntimo uma gratidão que aperta o coração diante da alegria incomparável por poder receber infinitamente as bênçãos de Deus. Meishu-Sama, novamente, agradeço-lhe profundamente. (7 de agosto de 1952) Libertado do Inferno da Falta de Dinheiro após Dez Anos 'Eikō' nº 180 — 29 de outubro de 1952 Bairro Ikebune, Cidade de Saiki, Oita Igreja Média Kiichi, Eiichi Shigi (38) Sou um trabalhador pobre, único sustento de uma família de nove pessoas. Desde que ingressei na fé, há oito meses, já tive a honra de relatar três vezes o tratamento de doenças graves. Desta vez, volto a curvar-me em reverência e a agradecer pela tão esperada libertação da pobreza. Atrevo-me também a escrever estas palavras desajeitadas para servir de referência àqueles que sofrem com infortúnios financeiros de todos os tipos. Sempre ouvi dos ensinamentos do Presidente Kouri e do Mestre Someya sobre a solução da pobreza: "Não se obtém a verdadeira felicidade apenas desejando a própria felicidade. Primeiro, esforce-se para alegrar os outros e dedique-se com afinco às obras de Deus, como oferendas e contribuições." Assim, partindo da perspectiva de primeiro buscar a felicidade do próximo, dediquei-me com entusiasmo incomum ao tratamento de doenças e, conforme relatei repetidamente, recebi uma proteção divina grandiosa, a ponto de ter a convicção de que as doenças não exigem mais qualquer preocupação no dia a dia. No entanto, quanto às oferendas, como vinha sofrendo com a pobreza há dez anos, acabei negligenciando-as, mesmo sabendo que era errado, e cheguei a pensar que seria impossível pedir a solução da pobreza. Contudo, vendo meu sofrimento excessivo com a "doença da falta de dinheiro", o Mestre Someya me orientou repetidamente: "O tratamento das doenças está bom como está, mas dê um passo adiante e, mesmo em meio às dificuldades, faça as coisas de Deus de forma correta e ordenada. Com certeza as coisas mudarão." Eu também estava exausto da pobreza, então decidi: "Está bem, vou tentar mudar de caminho, mesmo achando que estou sendo enganado (embora seja imperdoável dizer isso)", e adotei como lema "primeiro, as coisas de Deus", começando a colocá-lo em prática havia cerca de cinquenta dias. Naquela época, eu trabalhava com uma serraria nas montanhas, mas fracassei devido à falta de capital e, após cinco anos, voltei com o rosto de quem "chora sobre o leite derramado". Nessa época de dificuldade de emprego e aperto financeiro, eu, um caipira desorientado, que não sabia onde ficava o leste nem o oeste, fiquei completamente perdido. Então, na manhã do segundo dia após meu retorno, um colega de fé, o Sr. Otsuru, informou-me sobre uma vaga para serrador no centro de emprego, dizendo que a ouvira no rádio. Fui imediatamente ao centro e descobri que era a Construtora Shimizu, responsável pelas obras da fábrica da Kokoku Jinken em Saiki, então em construção. Negociei diretamente com o chefe da seção de assuntos gerais da empresa e, como estavam instalando uma serraria pela primeira vez, o acordo foi fechado com facilidade, superando minhas expectativas. Recebi o salário mais alto, um ou dois níveis acima do salário das centenas de serradores da cidade, e, ao contrário dos outros, que recebiam por dia, eu era o único com salário mensal, com quatro dias de férias remuneradas por mês — condições realmente favoráveis. Além disso, minha esposa, Kinuko, também foi contratada ao mesmo tempo, com o salário mais alto para mulheres. E disseram que, quando a obra estivesse concluída, a nova empresa assumiria. Então, o supervisor da serraria — meu superior direto, um senhor chamado Sato, natural da província de Fukuoka — veio até mim durante um intervalo e disse: "Durante a guerra, fui convocado e estive em Kagoshima. Lá, conheci um companheiro de guerra, carpinteiro, de sobrenome Shigi, igual ao seu, natural daquela região, que me ajudou muito. Você não tem relação com ele?" Fiquei surpreso, duplamente surpreso. Meu irmão mais novo, Shigeho, é carpinteiro e foi convocado para Kagoshima. O Sr. Sato disse: "Que coincidência! Que coincidência!" e ficou muito contente. Ele disse que, entre os vários trabalhadores especializados no canteiro de obras, o salário dos serradores ainda era baixo, negociou com o chefe da seção e, a partir do final daquele mês, nós dois tivemos outro aumento. E, nesses pouco mais de cinquenta dias, dinheiro que havíamos emprestado e perdido voltou de repente; coisas que havíamos desistido de vender de repente encontraram compradores; impostos nacionais e empresariais indevidamente estimados foram reduzidos em cerca de 70%; e outros milagres, mais de dez, surgiram um após o outro, sem que eu pedisse, deixando-me surpreso e emocionado com o Plano Divino. Finalmente, fui resgatado do inferno da falta de dinheiro, no qual sufocava há dez longos anos. Todas as manhãs e noites, ofereço minha sincera gratidão pela imensa graça de Meishu-Sama, e em meu lar, antes sombrio, agora se ouvem risos alegres. Recomendo especialmente o seguinte àqueles que sofrem da mesma "doença da falta de dinheiro" que eu: Se estas duas coisas forem praticadas — contribuir para as obras de Deus e fazer os outros felizes —, essa contribuição retornará a vocês multiplicada dezenas ou centenas de vezes. É preciso usar bem o ábaco de Deus, não pelo desejo de buscar a felicidade. Não é verdade que, somente cooperando tanto na economia quanto no tratamento de doenças, recebemos a proteção divina em ambas as áreas como recompensa? Não se percam no caminho da jornada da vida. "Priorizar as obras de Deus e fazer oferendas" é a chave. Antes de lamentar a pobreza, pratiquem estas duas coisas. Para os seguidores da Igreja Messiânica Mundial, existe este atalho para a felicidade tão preciosa. Meishu-Sama, muito obrigado. Permita-me dedicar-me cada vez mais a uma parte de Sua sagrada obra. (15 de outubro de 1952) Salvo Segundos Antes da Explosão do Tanque de Gasolina 'Eikō' nº 200 — 18 de março de 1953 Rua Irie, Bairro Hyogo, Cidade de Kobe, Hyogo Igreja Média Misei, Ryosuke Nakaami (56) Eu e minha esposa ingressamos na fé em janeiro de 1952, e em setembro do ano passado consagramos também a Imagem da Luz Divina. Com a alegria de tudo ter sido salvo e a sensação de ter adquirido um apoio poderoso, vivemos uma vida iluminada sob a proteção divina de Meishu-Sama, administrando uma empresa de transporte. Desta vez, recebemos uma proteção divina extraordinária. É uma bênção podermos passar por esta grande purificação — nós, que somos cheios de nuvens espirituais — com a emoção de um milagre. O incidente ocorreu por volta das 21h15 do dia 10 de dezembro do ano passado. Após terminar o trabalho do dia, estávamos recitando a Oração Zengen-Sandji em frente ao altar para agradecer, quando ouvimos gritos de "fogo!". Assustados, saímos e vimos fumaça saindo de debaixo da lona que cobria o motor do nosso caminhão de transporte, para evitar seu resfriamento. Retiramos a lona às pressas e tudo estava tomado pela fumaça. Para determinar o local do fogo, abrimos a cabine do motorista e, no mesmo instante, as chamas começaram a jorrar, e em um segundo a cabine ficou envolta em chamas. Fiquei estupefato, mas naquele momento o Sr. Kubota, também seguidor, e alguns vizinhos correram para nos ajudar. Com o apoio deles, tentamos apagar o fogo com um balde de água, enquanto eu, concentrado na proteção divina de Meishu-Sama, continuava a fazer o Johrei, como se estivesse em um sonho. Durante todo esse tempo, não conseguia tirar da cabeça o medo de que o tanque de gasolina (com capacidade para 20 galões e mais de 5 to, cerca de 166 litros), localizado embaixo da lateral da cabine, pegasse fogo ou explodisse. Havia uma tábua sobre o tanque, e o fogo já havia atingido suas bordas, mas, pela proteção divina, conseguimos apagar o incêndio em cerca de quinze minutos, segundos antes da explosão. Naquele momento, o banco já havia se reduzido a cinzas e os instrumentos estavam vermelhos e queimados. Pensando bem, o caminhão que pegou fogo estava carregado com tambores recém-pintados de alcatrão, que seriam transportados para Quioto na manhã seguinte. Se o fogo tivesse atingido o tanque e este tivesse explodido, como tudo era material inflamável, teria queimado sem controle. Não só eu e algumas outras pessoas teríamos sofrido queimaduras graves, senão perdido a vida, mas também os dois outros caminhões estacionados, uma carroça e minha própria casa, a apenas um metro de distância, teriam se transformado em ruínas em um instante. Pensar que teríamos vagado sem rumo no final do ano me faz refletir: como é que aquele fogo não atingiu o tanque e não o fez explodir? Se não tivesse feito o Johrei, esse milagre não teria acontecido. As lágrimas de gratidão a Meishu-Sama foram incontidas. O Sr. Kubota disse: "Ô, velho, que bom que está tudo bem!" e, de mãos dadas, agradecemos a Meishu-Sama, dizendo "Muito obrigado". É uma pena não poder expressar em palavras o alívio que sentimos. Poder, após um desastre como este, dar as mãos e dizer "Ah, que bom!", alegrando-nos por Meishu-Sama ter transformado uma grande calamidade em uma pequena, purificando-nos — será que esse sentimento não é exclusivo daqueles que creem em Meishu-Sama? Se, em um momento como este, eu dissesse a um ateu "Ah, que bom!", com certeza levaria uma bronca. Assim que o fogo se apagou, quatro carros de bombeiro chegaram e começaram a investigar a causa. Todos os bombeiros ficaram boquiabertos e exclamaram: "Isso é estranho. A cabine queimou tanto, mas o tanque, é claro, e a carga não pegaram fogo. É realmente estranho." Estavam admirados. No dia seguinte, consultei a oficina especializada da empresa. Disseram que o conserto custaria 110.000 ienes e levaria duas semanas. O dinheiro era um problema, mas ficar duas semanas parado no final do ano seria um golpe muito duro, e eu estava preocupado. Então, pensei em pedir um caminhão emprestado à concessionária T, onde havia comprado o veículo. Fui até lá e, embora não pudessem me emprestar um carro, apresentaram-me a oficina especializada da empresa. Quando fui até lá, disseram: "Levará cerca de três dias. A cabine, embora um pouco velha, podemos fazer por cerca de 28.000 ienes." Fiquei surpreso duas vezes. Não só fui salvo de um grande incêndio, mas também recebi proteção divina até para o conserto. Só pude chorar de gratidão. Meishu-Sama, muito obrigado. De agora em diante, estou decidido a servir a Deus com todas as minhas forças, retribuindo, ainda que minimamente, a imensa graça recebida. (Relato do Sr. Kubota) No momento do incêndio, senti vontade de urinar e, enquanto estava no banheiro, descobri o incêndio na casa do Nakaami (acredito que também tenha sido uma proteção divina o fato de eu, um seguidor, ter sido quem descobriu o incêndio na casa de outro seguidor). Gritei "Fogo! Fogo!" e corri para o local. Naquela ocasião, por uma diferença de um centímetro, ou melhor, de um centésimo de segundo, o tanque de gasolina poderia ter explodido. Ser salvo ou não é realmente uma questão de uma diferença ínfima; é uma questão do um por cento final, depois de noventa e nove por cento. A fé também é assim: para nós, mortais, é difícil compreender até esse ponto, esse último centésimo. Mas senti profundamente que não há outro caminho para a salvação senão apegar-se a Meishu-Sama, fortalecer a crença de que o poder de nossa Igreja é o poder absoluto e firmar a fé até o fim. Confio inteiramente no poder de Meishu-Sama e no poder do Johrei. Meishu-Sama, muito obrigado. (27 de janeiro de 1953) Sendo Salvo da Pobreza 'Eikō' nº 200, publicado em 18 de março do ano 28 da Era Showa (1953)       Província de Kanagawa, Distrito de Miura, Bairro de Zushi, Ikego            Igreja Média Nihon, Onuma Tomikichi (45) Apresento minha gratidão e relato como fui salvo por Meishu-Sama do fundo da pobreza até o presente. Tive a graça de ingressar na fé em setembro de 1949 (Showa 24), junto com minha esposa, quase ao mesmo tempo. Olhando para trás, em agosto de 1949 meu amado filho primogênito, então com três anos, faleceu devido a uma doença; em seguida, minha filha primogênita, com oito meses de idade, adoeceu (relatei isso na edição nº 50 da revista 'Eikō'). Além dessas desgraças consecutivas, perdi meu emprego, e minha esposa e filhos venderam até as últimas roupas do dia a dia, ficando completamente despojados. Diante da minha filha primogênita à beira da morte, pensava que, antes que ela morresse (os médicos a haviam abandonado e eu achava que não havia mais jeito), gostaria de realizar o Johrei com minhas próprias mãos, nem que fosse uma vez. No entanto, para nós, que mal conseguíamos viver o dia a dia, era impensável sequer sonhar com uma oferta de agradecimento. Mesmo assim, para salvar o espírito do meu falecido filho primogênito, eu e minha esposa conversávamos sobre como queríamos ingressar na fé o mais rápido possível. Um dia (no trigésimo sétimo dia do falecimento do meu filho), inesperadamente, o Professor Ishida adiantou a oferta de agradecimento por nós, e minha esposa ingressou na fé. Pouco depois (no primeiro aniversário de falecimento do meu filho), eu também, tomando emprestado de alguém, pude ingressar na fé. A alegria que senti naquele momento foi como se estivesse flutuando no céu. Minha filha primogênita, que estava tão gravemente doente, foi salva pelo poder de Meishu-Sama, e não posso deixar de chorar de gratidão pelas repetidas proteções divinas. No próprio dia do ingresso na fé, o Professor Ishida me disse, com firmeza: "A partir de agora, as coisas ruins como antes não continuarão. Por quê? Porque duas luzes já entraram em sua casa. Com certeza você será salvo. Apegue-se firmemente a Meishu-Sama." Ainda tenho essas palavras fortes gravadas em mim; jamais as esquecerei por toda a vida. Em 8 de maio de 1950 (Showa 25), quando finalmente consegui um emprego, já estávamos no fundo da pobreza, sem ter o que vestir, nem o que comer, sem dinheiro, prestes a um suicídio familiar (relatei isso na edição nº 147 da revista 'Eikō'). Graças à proteção divina de Meishu-Sama, em agosto consegui devolver integralmente a oferta de agradecimento pelo curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) referente a duas pessoas, a qual havia sido adiantada, e recebi a graça de poder consagrar Byōbu Kannon (Kannon do biombo). No outono daquele ano, quando a empresa mudou de Keihin Jidosha Kogyo para Nippon Unso, consegui emprego sem faltar um dia sequer, e ainda recebi 13.000 ienes como indenização da Keihin. Pensando que era verdadeiramente uma bênção de Deus, imediatamente recebi o Komyo-Nyorai-Sama (como havia pessoas morando no andar de cima, não pude consagrá-lo e o deixei aos cuidados da igreja). Depois, o local de trabalho mudou de Nittsu para uso direto das forças de ocupação, e a cada mudança o salário aumentava. Além disso, em várias ocasiões de grandes cortes de pessoal, recebi a proteção divina. Em fevereiro de 1952 (Showa 27), fui nomeado, apesar de minha pouca experiência, para um cargo de responsabilidade, como "foreman" (líder de equipe), e chorei de gratidão. Ao planejar o trabalho, bastava pensar em Meishu-Sama e os problemas se resolviam suavemente, de imediato. Além disso, em 20 de novembro de 1952, houve um corte de pessoal sem precedentes: 120 pessoas foram demitidas de um total de 300, sob a condição de que os menos experientes seriam os primeiros. Mesmo líderes de equipe foram demitidos; não só isso, até os mais antigos foram rebaixados. No entanto, eu, com pouca experiência, continuei servindo como "foreman". O que mais poderia ser isso senão proteção divina? Não tenho palavras além de dizer: "Meishu-Sama, muito obrigado." Algumas pessoas sem fé dizem: "Realmente é proteção divina", e outras dizem: "Então é aqui que está a força de quem tem fé." Cada vez que ouço essas palavras, eu e minha esposa choramos de alegria. Não só isso, há até quem me diga com firmeza: "Se errar, venha sempre até mim, eu assumo." Posso realmente dizer que estou em paz e com o coração tranquilo, servindo sem qualquer preocupação. Agradeço profundamente pelas repetidas proteções divinas. Em dezembro, consegui alugar o andar de cima e, no dia 30, após dois anos de espera, pude consagrar o tão aguardado Komyo-Nyorai-Sama. A emoção daquele momento não pode ser expressa em palavras ou por escrito. "Não saber onde pôr as mãos ou os pés" deve ser uma expressão para momentos como esse. De tanta alegria, quantas vezes me levantei e me sentei diante do altar? Mal conseguia dormir à noite. Foi a primeira vez em vários anos que recebi o Ano Novo com um coração tão tranquilo. De agora em diante, pretendo caminhar firmemente nos ensinamentos de Meishu-Sama, receber Sua graça divina e me dedicar de todo o coração para ajudar na obra divina. Meishu-Sama, muito obrigado.       (1º de fevereiro de 1953 - Showa 28) O Milagre do Acidente de Carro 'Eikō' nº 200 — 18 de março de 1953       Província de Quioto, Bairro de Nakagyo, Yanaginobanba Sanjo            Igreja Média Misho, Daido Hiroyuki (32) Desde que ingressei na fé, tenho recebido inúmeras graças divinas, e minha família vive uma vida cheia de luz e alegria. Relato aqui uma parte disso. No dia 2 de janeiro deste ano, eu, que trabalho como motorista de carro em Osaka, estava dirigindo por volta de uma hora da tarde, de Tenpozan para Noda Hanshin, com dois passageiros, à velocidade de 50 km/h. Ao chegar ao cruzamento de Tamagawa, como era Ano Novo, não havia sinal. Será que fui tomado por um mau pensamento? Quando tentei atravessar sem olhar para os lados, um trem, que também vinha em alta velocidade por não haver sinal, se aproximou. "Ah, droga!", pensei, e no mesmo instante gritei desesperadamente: "Meishu-Sama, peço sua proteção divina!" E então ocorreu este grande milagre. Embora eu esperasse ser inevitavelmente esmagado pelo trem, os espectadores, surpresos, viram o carro ser arrastado por trinta metros. O carro, porém, não ficou destruído; apenas o para-lama traseiro sofreu alguns danos, e estava intacto. O policial de trânsito que correu até o local, impressionado com a estranheza, balançou a cabeça e disse: "Normalmente, com os dois em alta velocidade assim, o trem ficaria destruído e o carro ficaria em pedaços. Não existe milagre como este. Você é um homem de muita sorte. Quando voltar para casa, adore a Deus." Naturalmente, os dois passageiros estavam ilesos, e os levei até o destino. Senti uma gratidão profunda e sincera. Imediatamente, fui ao santuário da Filial de Kamigamo para agradecer à Imagem da Luz Divina. Naquele momento, não soube como expressar meus sentimentos em palavras. Reconheço que foi uma purificação para me fazer perceber as falhas na minha fé diária, mas, ainda assim, a gratidão por estar ileso é imensa. De agora em diante, pretendo renovar meu espírito e me dedicar ainda mais ao Caminho. Com respeito, apresento meus profundos agradecimentos a Meishu-Sama.               (1º de fevereiro de 1953 - Showa 28) Livre de um Desastre Fatal 'Eikō' nº 200 — 18 de março de 1953       Província de Iwate, Distrito de Hienuki, Vila de Miyanome            Igreja Média Aiwa, Takahashi Shohei (27) Apresento meu relato de gratidão pela proteção divina de Meishu-Sama. Trabalho na subestação T, na fonte termal H, na província de Iwate. Desde que ouvi pela primeira vez a preciosa história do Caminho em 1949 (Showa 24) e tive a graça de ingressar na fé, tenho recebido inúmeros milagres sob a proteção divina e passo cada dia com gratidão. Apresento meus profundos agradecimentos. Entre eles, relato especialmente um grande milagre. Em outubro de 1950 (Showa 25), ao voltar de transportar postes telefônicos para a fonte termal de Namari, no Distrito de Hienuki, com uma carroça puxada a cavalo, o animal, assustado com algo, disparou de repente. O carroceiro fez de tudo para pará-lo, mas não adiantou. O animal ficou cada vez mais furioso, fazendo um barulho terrível, correndo em alta velocidade, sem se importar com as condições da estrada, subidas ou descidas, num estado extremamente perigoso. Nisso, o carroceiro foi jogado para fora da carroça e, no mesmo instante, chutado pelo cavalo. Eu, em perigo, agarrei-me firmemente à carroça, mas, devido à velocidade, não tive tempo de pular. Aos poucos, meu corpo foi sendo empurrado para a frente e, finalmente, fui chutado na perna esquerda pelo cavalo. Naquele momento, pensei em Meishu-Sama e entreguei tudo a Deus. Então, ao nos aproximarmos de uma curva de cerca de 120 graus, os ganchos da lança da carroça se soltaram ambos ao mesmo tempo, e o cavalo disparou como uma flecha. A carroça perdeu velocidade e colidiu com uma cerejeira na margem da estrada. Fui arremessado para um campo a vários metros de distância, sem saber quantas voltas dei, mas não sofri nenhum ferimento, o que foi realmente inexplicável. Se apenas um dos ganchos da lança tivesse se soltado, a carroça teria virado naquela velocidade e eu certamente teria morrido. O fato de ambos os ganchos terem se soltado simultaneamente foi, sem dúvida, a proteção divina de Deus. Diante desse milagre, apenas juntei as mãos e chorei de emoção. Em agosto do ano retrasado, subi a um poste telefônico porque o motor de uma máquina de beneficiamento de arroz, a cerca de um quilômetro do escritório onde trabalho, estava com defeito. Ao remover o interruptor tipo isolador, vi que três fusíveis estavam queimados. Supondo que um dos três transformadores pudesse estar queimado, coloquei os fusíveis e liguei dois interruptores de isolador. Ao tentar ligar o último, considerei o perigo, mudei a posição do corpo e, ao inserir o interruptor restante, arcos elétricos surgiram de todos os fios esticados em quatro postes; fui envolvido por uma fumaça terrível. Os trabalhadores que observavam lá embaixo disseram que não conseguiam ver meu corpo e pensaram que minha vida estava perdida. O acidente de descarga elétrica foi registrado no medidor da subestação, e o interruptor foi desligado imediatamente; os arcos na área logo se dissiparam. Naquele momento, sem qualquer anormalidade na minha vida e sem sofrer uma única queimadura, minha figura em pé no poste foi vista como um milagre dos milagres. Todos os presentes no local choraram de emoção diante da profunda proteção divina de Deus. De agora em diante, pretendo servir na obra do Caminho sob Sua proteção divina, esforçar-me para retribuir, nem que seja uma parte mínima, Sua imensa graça, e estar decidido a seguir a Vontade Sagrada. Meishu-Sama, muito obrigado.       (1º de fevereiro de 1953 - Showa 28) Com Dez Minutos de Johrei, Até Cano Entupido com Musgo se Desentope 'Eikō' nº 97, publicado em 28 de março do 26º ano da Era Showa (1951)       Província de Oita, Cidade de Oita, Hagiwara           Igreja Média Nyoirin, Tsuda Isamu (39) Desde que me foi permitido ingressar na fé em 11 de dezembro do 24º ano da Era Showa (1949), tenho recebido inúmeros benefícios materiais. Entre eles, gostaria de relatar aqui, com gratidão, um particularmente digno de admiração. Além de trabalhar como barbeiro, administro uma casa de banhos públicos como atividade secundária. Por ser uma região rural, as tarifas são baixas e não há encanamento de água; por isso tenho dois poços e utilizo motores para bombear a água. No entanto, o uso de grandes quantidades de água foi deteriorando gradualmente a qualidade da água, o diâmetro interno dos canos foi diminuindo e, por fim, o cano de abastecimento da banheira, devido ao acúmulo de musgo aquático por muitos anos, ficou obstruído a ponto de não sair uma única gota. Assim que a água do banho esquentava, os clientes começavam a reclamar com insistência, chegando até a gritar. Para nós, comerciantes que temos como lema o bom serviço, isso era uma grande mancha negra. Minha cabeça parecia um sino batendo descontroladamente; tomado pela ansiedade, comecei a dar ordens apressadas à minha família, que se desdobrava para encher baldes e despejar água. Mesmo agora, ao lembrar, não posso deixar de rir amargamente. O cano, porém, ficava a cerca de 3,6 metros do tanque (reservatório), enterrado no subsolo em forma de um "U", como o caractere katakana "コ" virado para cima, e revestido de concreto; não era algo que se pudesse cavar e limpar levianamente. Refleti muito, cheguei a bater no cano exposto na superfície com um martelo, mas, após pensar cuidadosamente, percebi que o entupimento deveria estar no cano curvo enterrado e, finalmente, decidi cavar. Foi então que, por volta de fevereiro, li no jornal "Kyusei" nº 49 a história de uma graça: "Um cofre que não abria há mais de quarenta dias se abriu com apenas dois minutos de Johrei". "Isso mesmo!", exclamei, batendo no joelho sem perceber. "Isso mesmo!" Há muito tempo eu havia negligenciado a leitura das coletâneas de graças nos jornais, mas, enquanto lia algo que me chegava ao coração, este artigo, de repente, chamou-me a atenção. Compreendi que este artigo também era uma revelação divina de Deus e, com um sentimento de reverência, eu e minha esposa decidimos orar com todo o coração. Primeiro, bati novamente no cano com o martelo e entoei várias vezes o "Amatsu Norito" e a "Oração Zengen-Sandji". Durante esse tempo, realizei cuidadosamente o Johrei no cano subterrâneo. Pensando que, se o cano não se desobstruísse, seria por falta de proteção divina para nós ou por nossa fé insuficiente, tremendo como se tocasse em algo terrível, como último recurso, coloquei a boca no cano e soprei. Qual não foi minha surpresa! O que saiu, saiu! O acúmulo de sujeira que estava preso havia longos trinta dias jorrou em sucessão, e, quando vi a água limpa fluindo em seguida, eu e minha esposa sentimos os olhos se aquecerem e os rostos se ruborizarem de emoção. Sem sequer enxugar as mãos e os pés molhados, subimos correndo as escadas para agradecer a Komyo-Nyorai, tamanha era a alegria. Ao nos curvarmos diante de Komyo-Nyorai, renovando nosso corpo e mente, e ao adorarmos, nosso coração transbordava apenas de gratidão, a ponto de não conseguirmos levantar a cabeça. Além de curar as doenças daqueles que se apegam a Ele, fui profunda e fortemente levado a compreender, ao ver a preciosidade do poder do Johrei manifestar-se até mesmo em objetos inanimados como este, que não há dúvida de que qualquer doença incurável será curada instantaneamente se os seres humanos, como a mais elevada das criaturas, se apegarem seriamente a este Deus. Permitam-me relatar isso com minha escrita tosca, juntamente com minha gratidão. (6 de novembro do 25º ano da Era Showa, 1950) O Milagre da Imagem da Luz Divina 'Eikō' nº 103 — 9 de maio de 1951 Cidade de Fukuoka, Bairro Katakasu-Shinmachi Igreja Grande Kōhō, Sōsuke Mochida (36 anos) Nós, pais e filhos, moramos de aluguel no segundo andar da casa dos pais de minha esposa. O altar onde tradicionalmente consagramos a Imagem da Luz Divina estava com a parede do fundo apodrecida e danificada; pensávamos em consertá-la, mas, por questões de custo e outras, deixamos como estava. No entanto, durante o tufão "Kijia" do outono passado, as luzes se apagaram, o segundo andar balançava, e não conseguíamos nem ficar sentados quietos, muito menos dormir. Enquanto entoávamos a Oração Zengen-Sandji e nos apegávamos desesperadamente a Meishu-Sama, eis que a luz se acendeu de repente. Levantei a cabeça involuntariamente e adorei a Imagem da Luz Divina. Ah, que coisa imperdoável! Apesar de termos recebido inúmeras bênçãos até agora, a água lamacenta que escorria pelas frestas da parede a havia sujado e encharcado por completo. Minha esposa e eu, esquecendo o tufão e o balanço da casa, enrolamos rapidamente a Imagem da Luz Divina e a guardamos. Levamos as crianças e os futons para o andar de baixo, conseguimos fazê-las dormir e, segurando firmemente a imagem, descemos, apenas pedindo desculpas repetidamente. Lá fora, o vento ainda soprava violentamente. Em meio a tudo isso, a luz se apagou novamente. Minha mãe, talvez sentindo pena de mim, que permanecia sentado e imóvel, disse: "Deixá-la enrolada molhada pode ser pior; seria melhor pendurá-la para secar". Então, tomei coragem, tateei na escuridão total, pendurei-a na parede, enfiei-me no futon e, com um sentimento de medo, não consegui nem olhar na direção da Imagem da Luz Divina. Como minha casa vinha servindo de filial desde o verão passado, eu recebia o Sr. Aoyagi todos os dias, e os fiéis vizinhos vinham visitar. Pensando em como relataria aquilo, com minha fé insuficiente e preocupado com a aparência, tive vontade de fugir; passei a noite em claro. Ao amanhecer, o vento também amainou. Levantei-me cedo e, quando olhei rapidamente para a Imagem da Luz Divina, gritei "Ah!" novamente, duvidei dos meus próprios olhos e chamei minha esposa. Será que existe um milagre como este no mundo? A Imagem da Luz Divina, que estivera tão suja e molhada na noite anterior, não apresentava nenhuma anormalidade: estava limpa e sem nenhum vestígio de umidade. Em êxtase, repeti as adorações. Imediatamente, animado, subi correndo ao segundo andar: a parede de barro do altar havia caído, os pilares e os tatames estavam devastados pela água lamacenta, num estado em que não se podia pisar. Desci novamente ao andar de baixo e adorei com profunda emoção. Foi completamente um sonho, mas também um fato; que milagre foi esse? Minha mãe e meu irmão mais novo, que nada entendiam, coçavam a cabeça e estranhavam, dizendo: "Não consigo imaginar que estava pendurada num altar tão destruído". Nós também já havíamos recebido inúmeros benefícios materiais até então, mas não havia outra reação senão chorar de emoção ao sentir um poder tão grande. No dia seguinte, como o Sr. Aoyagi e os fiéis não apareceram, fizemos um reparo de emergência e penduramos a Imagem da Luz Divina no altar do segundo andar. No dia seguinte, quando relatei o ocorrido ao Sr. Aoyagi, ele me disse para me dedicar ainda mais à Obra Divina. Que coisa maravilhosa. Minha mãe, de 65 anos, também viu e ouviu vários milagres. Além disso, sua doença cardíaca incurável, após receber o Johrei, passou por uma purificação rápida e melhorou visivelmente. Impressionada com a grandeza deste Caminho, abandonou a fé que havia muitos anos professava em certa religião e, no final de novembro, foi autorizada a ingressar na fé. Ela está grata, dizendo que sua condição física melhorou muito, tendo recebido até mesmo a purificação de uma diarreia, algo que não lhe acontecia havia trinta anos. Quanto à parede do altar danificada pelo tufão, logo entrou um dinheiro inesperado de um lugar inesperado; então eu e meu irmão mais novo fizemos o reparo amadoramente, e ficou surpreendentemente bonito. Agora, sem goteiras, estamos passando dias agradáveis. Até então, nós — pais e filhos — e minha mãe e meu irmão vivíamos em lares separados; agora a cozinha é uma só, e nossa vida se tornou alegre e harmoniosa. Meu irmão mais novo ainda é um jovem líder de certa religião, mas esperamos o dia em que ele compartilhará da mesma fé que nós. Grato por esta bênção, por esta graça, desejo, com minhas forças limitadas, conduzir o maior número possível de pessoas a este Caminho, para que possam viver na felicidade do Paraíso Terrestre. Meishu-Sama, muito obrigado. (28 de fevereiro do 26º ano da Era Showa, 1951) Proteção Divina Extraordinária na Instalação Telefônica 'Eikō' nº 208 — 13 de maio de 1953 Tóquio, Distrito de Kōtō, Bairro Kitasuna Igreja Média Seiwa, Yoshitarō Hotta (56 anos) Desde que fui autorizado a ingressar na fé no 18º ano da Era Showa (1943), tenho recebido inúmeras proteções divinas. Desta vez, ao instalar uma linha telefônica comercial, recebi uma proteção divina imensa; aqui, respeitosamente, faço este relatório de agradecimento. Em setembro do 19º ano da Era Showa (1944), devido à evacuação forçada, mudei do atual 3º distrito de Sunamachi para o 7º distrito. No entanto, fui desabrigado pelo incêndio no ataque aéreo de 10 de março, fiquei temporariamente em Kanamachi, distrito de Katsushika, e em julho do 25º ano da Era Showa (1950) consegui retornar ao 3º distrito de Sunamachi. Administro uma fundição, e a necessidade de um telefone era imperativa. Quando solicitei, no 26º ano da Era Showa (1951), a companhia telefônica veio dizer: "Você terá que pagar 30.000 ienes, mas mesmo assim está bem?" Respondi: "Custe o que custar, é necessário, por favor, aceito." No entanto, eles não pareciam dispostos a instalar tão cedo. No 27º ano da Era Showa (1952), a companhia falou novamente, desta vez dizendo: “Além de comprar 40.000 ienes em títulos telefônicos, os custos de instalação serão de 34.000 ienes. Você ainda aceita?” Respondi: “Mesmo assim está bom, eu realmente quero.” Depois disso, ouvi de alguém: “Na sua casa, já havia uma linha telefônica antes, e como você deixou o aparelho na companhia durante a evacuação, talvez não precise comprar os 40.000 ienes em títulos.” Pedi que verificassem novamente se era verdade. Logo veio a resposta: “Basta obter um comprovante de evacuação e apresentá-lo.” Rapidamente, consegui o documento na prefeitura do distrito e o entreguei à companhia. No entanto, por alguma razão, a companhia me notificou para pagar os 74.000 ienes. Eu já havia solicitado várias vezes até então e não conseguia que instalassem; era absolutamente necessário para os negócios. Além disso, se não instalasse agora, parecia que atrasaria mais dois ou três anos. Então, no dia 11 de fevereiro, fui adorar no Culto Mensal da Igreja Média e roguei proteção divina a Meishu-Sama e a Daikōmyō Nyorai. Decidi que pagaria os 40.000 ienes depois e, por enquanto, levei apenas os 34.000 ienes, junto com o comprovante de evacuação, e os entreguei à companhia. O funcionário que estava verificando, por alguma razão, disse: “Apenas 4.000 ienes são suficientes”, e me deu um recibo de apenas 4.000 ienes. Fiquei estupefato, entre a alegria e um certo receio, e permaneci pensando por um tempo. Apenas 4.000 ienes? Apesar de eu ter apresentado o comprovante de evacuação, conhecidos vizinhos, mesmo tendo telefone, estavam pagando 74.000 ienes. Apesar de meu aparelho estar guardado na companhia, poder instalar por 4.000 ienes foi, com toda a certeza, devido à proteção divina, e agradeci profundamente. Além de ter conseguido o comprovante de evacuação rapidamente — o que normalmente não se consegue com tanta facilidade —, muitas pessoas da vizinhança que haviam solicitado telefone não conseguiam a instalação facilmente, e fui o primeiro a consegui-la. Imediatamente, fui visitar a Sede Principal de Atami e apresentei minha gratidão. Meishu-Sama, muito obrigado. (17 de abril de 1953) Enrolado no eixo, ileso graças à Graça Divina 'Eikō' nº 108 — 13 de junho de 1951 Nakamura, Distrito de Amakusa, Província de Kumamoto Igreja Média Nanko, Mitsuyoshi Imada (43 anos) Minha família é composta por cinco pessoas. Certo dia, minha esposa ouviu falar do maravilhoso benefício material de Komyo-Nyorai. Sem que eu percebesse, ela passou a desejar ingressar na fé; seguindo sua vontade, permiti que o fizesse em agosto de 1948. Pouco tempo depois, contraí uma otite média; meu ouvido ficou completamente inchado e vermelho, e sofri com febre alta de mais de 40 graus. Naquele momento, embora estivesse com dúvidas, como tudo fora súbito e eu não pudera correr para um médico, recebi o Johrei. Após cerca de quarenta minutos de aplicação, a febre alta caiu para a temperatura normal, a dor no ouvido desapareceu e eu, que tanto sofria, voltei ao normal, impressionado com a grandeza do poder do Johrei. Convencido de que este era o verdadeiro poder de Deus, pedi imediatamente ao Mestre K. Kido que me concedesse o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). O dia 23 de outubro de 1948 foi o meu dia de renascimento. Em seguida, também recebi a entronização de Komyo-Nyorai. Depois disso, recebi diversos benefícios materiais e, atualmente, todos os cinco membros da família ingressaram na fé, passando dias de alegria em casa. Ademais, graças ao poder deste grande Deus, tenho salvado inúmeras pessoas que sofrem com as doenças do mundo. Gostaria de relatar a grande proteção divina que recebi em 18 de dezembro do ano passado (1950). Fui até a casa de beneficiamento de arroz da aldeia vizinha a negócios. Como a máquina da casa de beneficiamento estava com problemas, subi até a seção do eixo intermediário para verificar e, enquanto ajudava aqui e ali, por um descuido, fui repentinamente puxado pelo eixo! Antes que pudesse pensar “Ah!”, minha jaqueta foi rasgada em pedaços e, quando meu corpo estava prestes a ser enrolado também, gritei em voz alta: “Pare o motor!” Naquele instante, o motor de 7,5 cavalos, que girava a toda velocidade, parou completamente, mesmo sem desligar o interruptor. Nesse momento, eu estava enrolado até as axilas. As pessoas que estavam no local pensaram que eu certamente havia morrido. Encorajando os assustados a se acalmarem, girei lentamente no sentido contrário, consegui tirar a jaqueta enrolada e desci. Tanto a jaqueta quanto a camisa estavam cortadas de uma ponta a outra, das mãos até as axilas, mas minha pele não tinha nem um arranhão. Todos apenas olhavam para o meu rosto, dizendo: “É estranho, é estranho”. Imediatamente, agradeci a Meishu-Sama em meu coração e, contando às pessoas presentes sobre o benefício material de Komyo-Nyorai, voltei para casa. Minha família ficou chocada ao ver o estado de minhas roupas e, imediatamente, todos juntos agradecemos a proteção divina a “Daikōmyō Nyorai”. Desde então, graças ao poder divino cada vez maior, toda a minha família tem avançado alegre e felizmente no caminho da fé, dedicando-nos ao desenvolvimento do Caminho. (5 de março de 1951) Falha em operação de demolição; vida que certamente se perderia é salva 'Luz' nº 7 — 30 de abril de 1949 Vila de Minamihata, Distrito de Nishimatsuura, Província de Saga Igreja Grande Kōhō, Kumezo Ikeda (37 anos) Na manhã de 30 de março, minha esposa sugeriu que cuidássemos do trigo, mas justamente naquele dia havia um mutirão para abrir novos campos de arroz de um vizinho; como todos estavam indo, pensei que também deveria ir e parti. Durante o trabalho, apareceu uma grande rocha e decidimos detoná-la. Pediram-me que fizesse a detonação durante a pausa para o cigarro. Acho que eram cerca de quatro horas da tarde. Acendi o pavio com a brasa do cigarro, mas a chama não pegou bem e pensei que não tinha acendido. Então, peguei um isqueiro no bolso da jaqueta que havia tirado e, agachando-me para tentar acender novamente, naquele instante, houve uma explosão retumbante. O fogo do cigarro, que acendera primeiro, tinha pegado completamente. Com o impacto da explosão, fui atingido no rosto e fiquei sem enxergar do olho direito. Pensei: “Levei uma boa surra”. Limpei o rosto suavemente com um lenço e vi que havia um pouco de sangue, mas não parecia grave. Aliviei-me por pensar que o ferimento era superficial, mas sentia uma leve dor na mão direita. Quando olhei, vi que a região entre o polegar e o indicador estava gravemente rasgada: o isqueiro, arremessado pela onda de choque, rasgara a pele naquele ponto. Mais tarde, soube que o isqueiro havia se despedaçado e caído a cerca de 1,8 metro de distância. Imediatamente, agradeci pela proteção divina e recebi o Johrei. O sangramento parou completamente. Fui ver como estava a rocha que explodira, e foi um verdadeiro milagre: a rocha estava partida verticalmente em quatro pedaços. Os dois blocos do lado onde eu estava permaneciam em pé; os dois do lado oposto não haviam sido arremessados a uma distância de quatro ou cinco shaku (cerca de 1,2 a 1,5 metro)? Se fosse o contrário, eu não estaria mais neste mundo. Este milagre, esta vida renascida pela proteção divina: eu estou vivo. Foi-me permitido viver. Foi uma gratidão imensa. Naquela noite, um vizinho, membro da igreja, teve a gentileza de me visitar e aplicar-me o Johrei. A febre estava alta e não consegui dormir nada até o amanhecer. Como estava cansado, depois que minha família saiu para o trabalho, tranquei a porta e fui dormir. Mas comecei a me sentir muito mal e, prostrado diante de Komyo-Nyorai, orei e apliquei o Johrei em mim mesmo. Senti um grande alívio. Quando me deitei novamente, ouvi a voz da esposa do Sr. Tanaka, da filial de Minamihata. Pensei que fosse um sonho, mas era real. Fiquei tão feliz que parecia ter ressuscitado. Ela veio de longe, especialmente para me ver. Ah, isso também foi graças a Komyo-Nyorai. A esposa subiu uma estrada de montanha de mais de 4 km para vir até mim. Assim que recebi o Johrei, melhorei rapidamente. Depois que a esposa foi embora, consegui dormir pela primeira vez, sentindo-me bem. No dia seguinte, já estava com energia suficiente para ir até o centro de reuniões. Agora, a visão do meu olho direito também está se recuperando gradualmente. Minha esposa, muito feliz, decidiu receber o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). No final de fevereiro passado, quando um incêndio estava prestes a ocorrer, fomos protegidos e nada aconteceu. E agora, novamente, recebi a vida. Renovo solenemente meu voto de jamais esquecer, no coração, o desejo de retribuir essa emoção que se repetiu. Graças à luz que pude receber — eu, que nada sou —, tornei-me alguém que, de manhã e à noite, do fundo do coração, deseja trabalhar o máximo possível para o mundo e para as pessoas. Verdadeiramente, muito obrigado. (30 de abril de 1949) Carro capota e se salva milagrosamente Igreja Grande Kōhō, Hajime Tanaka (44 anos) Por volta das 10 horas da manhã de 28 de fevereiro de 1949, recebi a notícia urgente de que a estação de quarentena do Escritório de Repatriação de Uragata, nos arredores da cidade de Sasebo, estava em chamas. Na ocasião, peguei carona em um carro de bombeiros que vinha em alta velocidade do centro de Sasebo e me dirigi ao local do incêndio. O carro corria a uma velocidade aterradora de cerca de 80 km/h pela estrada nacional, voando para o sul. Era difícil manter-se agarrado à carroceria para não ser arremessado para fora. De repente, um lago apareceu à frente, e a estrada fazia uma curva fechada contornando-o. O motorista, em pânico, virou o volante bruscamente para a esquerda, mas virou demais; o carro, num piscar de olhos, caiu de uma altura de cerca de 5,4 metros em um campo abaixo, e nós, seis pessoas, fomos soterrados por ele. Quando pensei “Ah, ferrou!”, por estar no lado interno do capotamento, o carro pesado caiu sobre meu peito e minhas pernas. Mas, milagrosamente, no instante seguinte, o carro se levantou e deu uma volta completa, algo que eu diria ser o milagre dos milagres. E, apesar de um impacto tão forte, meu peito não foi esmagado. No entanto, eu não conseguia respirar. Apoiado no carro, apliquei o Johrei em mim mesmo. Pedindo desculpas a Komyo-Nyorai e concentrando-me Nele, depois de um tempo minha respiração tornou-se suave e fácil. Em seguida, ao direcionar a luz para minha perna, que não me sustentava, ela imediatamente começou a se mover livremente. Então, soluçando de gratidão pela repetida proteção divina de Komyo-Nyorai, ajudei a socorrer as outras pessoas. Olhando para o precipício, era de arrepiar. Fiquei novamente surpreso ao ver que as outras pessoas também estavam ilesas, como se fosse impossível ter caído dando uma volta completa, e agradeci em meu coração. Em circunstâncias normais, teria havido mortes em série, e eu certamente teria morrido na hora. Mas, simplesmente porque eu, sozinho, havia recebido a luz de Komyo-Nyorai, não apenas eu, mas também os outros ocupantes do carro puderam se beneficiar dessa graça. Isso não foi um sonho; eu realmente recebi a vida pelo poder de Komyo-Nyorai. Se não tivesse recebido a luz, eu teria morrido aos 44 anos e estaria no outro mundo agora. Quanto mais penso, mais me sinto imensamente grato e reverente. Apresento meus mais profundos agradecimentos. (8 de abril de 1949) Motor que penou por duas horas funciona com um minuto de Johrei Cidade de Morioka, Bairro Saien Wakayabu, Província de Iwate Igreja Média Shomei, Gentaro Sasaki (29 anos) Em 17 de agosto do ano passado, numa comunidade montanhosa chamada Neta, na vila de Yanagawa, distrito de Iwate, a cerca de 20 km de Morioka, o cunhado do membro Yuemon Sawaguchi — não crente, de 24 anos — dedicava-se arduamente ao conserto de um motor, mexendo nele havia mais de uma hora. Ele mesmo dizia: “De qualquer forma, é estranho. Não se vê nenhum defeito especial, mas não pega.” Sozinho, enrolava uma corda no lugar da correia, na polia, puxava, enrolava novamente e puxava, fazendo o motor girar, mas ele não dava sinal de funcionar. Depois de terminar minhas orações a Komyo-Nyorai, saí para a frente de casa algum tempo depois, e ele ainda se esforçava. No calor do verão, estava coberto de suor e óleo, uma pena. Naquele momento, o Sr. Sawaguchi disse: “Se o senhor aplicar o Johrei, ele pega na hora.” Fiquei surpreso. “Nos relatos de bênçãos, há vários milagres...” “O motor está funcionando, então, por favor, mestre, ajude-nos”, disseram. No entanto, eu não tinha nenhuma experiência clara com máquinas. Senti que era realmente imperdoável, mas acabei dizendo: “Máquina é máquina.” Contudo, não posso negar que sentia que os milagres são comuns nesta Igreja; refleti que não ter conseguido fazer o Johrei com simplicidade era prova de minha fé ainda insuficiente. Na verdade, os fiéis eram mais fervorosos do que eu. Senti-me fortalecido. Então, disse que também ajudaria e tentaria fazê-lo girar. Puxei a corda e tentei, mas não adiantou. Naquele momento, o Sr. Sawaguchi disse: “Mestre, por favor, faça o Johrei.” Meu cunhado também se preocupou: “O tempo está acabando, será que não vai dar certo hoje?” e disse: “Mestre, por favor.” Eu me senti muito penalizado. “Está bem, então, vamos pedir a Komyo-Nyorai e receber o Johrei.” Pensei: “Fazer o que é humanamente possível e esperar pela vontade do Céu” — e imediatamente realizei o Johrei. Primeiro, fiz o Johrei em todo o motor. Quando senti algo em um ponto com a mão, pensei que ali havia uma nuvem e fiz o Johrei apenas naquele local. Em menos de um minuto, senti que algo havia melhorado. Então, pensei: “Agora vai”, enrolei a corda na polia novamente e puxei. Ah, proteção divina! O motor, que não pegara havia mais de duas horas, pegou com extrema facilidade após menos de um minuto de Johrei. Fiquei feliz. Só transbordava gratidão pela grandeza da proteção divina. A família do Sr. Sawaguchi também estava cheia de surpresa e gratidão. Disseram: “Por isso, deveríamos ter pedido antes”, e fui levado a reconhecer a superficialidade da minha fé. Agradeço pela proteção divina do Meishu-Sama. Pela graça da grande compaixão e misericórdia, que me usa, a mim, pecador, na grandiosa obra de salvação, expresso minha mais profunda gratidão. Meishu-Sama, muito obrigado. (17 de dezembro de 1952) Caindo em um desfiladeiro, a vida foi salva Vila de Aimi, Distrito de Gujō, Prefeitura de Gifu Igreja Média Daikō, Inoue Moshichirō (51) Desde que minha família de oito pessoas se converteu em março de 1946, recebemos inúmeros benefícios materiais e passamos dias de gratidão. Gostaria de relatar um pouco dessa alegria. Antes de 1946, nunca deixávamos de ter doentes em casa; éramos muito amigos do médico e do farmacêutico. Sofríamos tanto que as pessoas da vila achavam estranho. As crianças também eram muito fracas e, mesmo tomando tônicos, não ficavam fortes. Mas agora o deus da doença partiu de nossa casa, e passamos dias luminosos sob a luz de Komyo-Nyorai. Em especial, recebi o seguinte benefício material precioso. Foi em 21 de abril deste ano. Para consertar uma parede, coloquei cinco caixas em uma carroça. Ao me aproximar de uma ladeira estreita chamada Inferno, uma carroça puxada a cavalo vinha atrás. Parei em um lugar um pouco mais largo para dar passagem. Quando a carroça a cavalo tentou passar ao lado da minha, algo deve ter se enganchado na parte de trás. Assustado, clamei: “Komyo-Nyorai! Komyo-Nyorai!” Só ouvi o som de “barulho! barulho!” e não entendi mais nada. Caí junto com a carroça de um muro de pedra de mais de quatro metros e meio de altura. Quando recobrei a consciência, não estava eu me segurando em uma pequena árvore? Sem perceber, repetia “Komyo-Nyorai”. Eu estava com a corda do timão da carroça no ombro; como havia escapado? Foi a preciosa proteção divina de Komyo-Nyorai. Era tão, tão grato que as lágrimas não paravam de fluir. As pessoas na carroça a cavalo e o condutor devem ter pensado no que teria acontecido comigo, caído no muro de pedra. Gritavam meu nome: “Moshichirō! Moshichirō!” Eu respondi “O-i! O-i!” perto da árvore, e eles, surpresos, exclamaram: “Ah! O Moshichirō está respondendo!” e desceram até mim. Ao verem que eu não tinha nem um arranhão e estava bem, disseram: “É realmente estranho! Cair de um lugar tão alto e sobreviver!” — e olhavam para o alto do muro de pedra, atônitos. A carroça estava virada e o timão, quebrado. Uma das caixas não estava voando até a margem do rio, abaixo da linha férrea? Enquanto puxava o timão quebrado, ia buscar terra para a parede e a colocava nas caixas; mas a alegria era tanta que meus olhos se aqueciam, e, junto com minha esposa, entoamos a Oração Zengen-Sandji. Minha irmã foi imediatamente para casa e, com as crianças, agradeceu a Komyo-Nyorai. Quando o Mestre Gotō Kinnosuke veio para a cerimônia do Daikōmyō Nyorai, viu o local e disse: “Inoue-san, você recebeu uma proteção divina preciosa, não foi?” Tendo recebido este grande benefício material, sentindo-me indigno e grato, não pude ficar em silêncio e, sem me importar com minha escrita imperfeita, humildemente faço este relato. Desejo ardentemente que o maior número possível de pessoas entre nesta sagrada obra o quanto antes. Meishu-Sama, muito obrigado. (Palmas juntas) (15 de novembro de 1950) Ah, a grandeza do poder divino! Um corpo que os raio-X não atravessam 'Eikō' nº 102 — 2 de maio de 1951 Hiratsuka, Cidade de Hiratsuka, Prefeitura de Kanagawa Igreja Média Meisei, Kiuchi Kimi (39) Li o artigo de Meishu-Sama, “A Existência dos Espíritos Provada pela Ciência”, publicado na edição nº 82 do jornal 'Eikō'. Por meio do relato de graça do Sr. Kōno que o acompanhava, foi cientificamente comprovado que a luz emitida pelo Ohikari é mais forte que os raio-X. Além disso, quando estive em peregrinação a Atami, em 18 de outubro do ano passado, recebi pessoalmente a Palavra de Luz e senti profundamente a preciosidade dessa luz. Quase na mesma época, meu filho experimentou um milagre semelhante, o que me comoveu ainda mais. Passo a relatar. No início de outubro, meu filho mais velho, Kyūji, que neste ano está no quarto ano do ensino fundamental, disse com hesitação: “Vou tirar um raio-X.” Na verdade, ele estava preocupado porque, quando fica nu na escola, está usando o Ohikari. Diante disso, pensei que não deveria tratar o Ohikari com desrespeito; no dia marcado, guardei-o em casa e ele foi para a escola. Cerca de meio mês depois, meu filho disse: “Mãe, hoje me disseram o resultado da radiografia. As crianças na minha frente apareceram todas nítidas, mas a minha, mesmo tirando duas vezes, não apareceu nenhuma das duas, então me disseram que estava tudo bem.” Ah, foi exatamente o que pensei, imediatamente, em meu coração. Não obtive um esclarecimento claro quanto ao caso da criança; de qualquer forma, ficou o fato de ela não ter aparecido em nenhuma das duas vezes, em meio a um grande exame. Relatei imediatamente ao presidente da igreja, que me disse: “É porque, mesmo sem usar o Ohikari, a conexão pelo elo espiritual permanece.” Ao pensar na graça ilimitada de Deus, que a qualquer momento conecta firmemente o elo espiritual, concede proteção divina e manifesta milagres, só posso agradecer humildemente. Deus, por meio de vários milagres, quer que os seres humanos compreendam e acreditem no grande poder do Ohikari o mais rápido possível, e então os salva. Para aqueles que recebem o Ohikari e são acolhidos nas mangas de Deus, o poder da ciência ou o terror da bomba atômica não são motivo de espanto, como este fato deixa claro. Eu e minha família temos recebido bênçãos infinitas e sido salvos diariamente. Mais uma vez, recebi uma experiência preciosa e sinto que é uma honra imerecida. De agora em diante, continuarei a me esforçar como mãos e pés para a construção do Paraíso Terrestre. Este é um relato simples, mas humildemente o apresento. (8 de fevereiro de 1951) Luz da Imagem da Luz Divina Bairro de Toneri, Distrito de Adachi, Tóquio Igreja Média Seiwa, Yoshioka Toshio (21) Sendo naturalmente fraco, recebi por acaso o Johrei do Sr. Nakajima, da filial de Adachi, e agora estou tão saudável que ninguém me reconhece. Continuo sendo cuidado pela sede da Igreja Média Seiwa e, embora com pouca força, dedico-me à obra divina. Em minha casa, todos receberam o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), e neste verão, tivemos a honra de consagrar Daikōmyō Nyorai. Há alguns dias, voltei para casa para tratar de assuntos pessoais, e minha mãe, com expressão de surpresa, me disse: “Há quatro ou cinco dias, enquanto entoava a Oração Zengen-Sandji diante do altar e erguia o rosto lentamente, vi uma luz indescritível, como estrelas, saltando das letras do Daikōmyō Nyorai. Contei isso imediatamente a todos em casa, e meu sobrinho (10 anos, que também recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu)) disse: 'Então, eu vi isso umas três vezes um pouco antes.' Perguntei como era, e ele disse que, uma noite, quando foi retirar as oferendas ao Daikōmyō Nyorai, viu estrelas caindo de todo o pergaminho; na segunda vez, as letras 'Kōmyō' do Daikōmyō Nyorai brilhavam em ouro, e um lindo passarinho do tamanho de um pardal voava ao redor do pergaminho; na terceira vez, quando foi retirar as oferendas e olhou para cima do pergaminho, viu claramente uma figura de cerca de 30 cm de altura no local da letra 'Dai' do Daikōmyō Nyorai. Como ele é criança e não consegue explicar bem a figura, minha mãe mostrou a ele a imagem da Kannon de Mil Braços que aparece no início do 'Livro de Milagres', e ele disse que era exatamente a mesma figura, e que o lótus brilhava em ouro, e todo o entorno estava cheio de uma luz ofuscante, e, assustado com aquilo, ele fugiu para onde todos estavam.” Ao ouvir que um milagre tão precioso acontecera em minha casa, senti uma emoção que encheu meu peito. Percebi, mais uma vez, que tudo o que o Meishu-Sama diz diariamente são fatos infalíveis. Sinto profundamente que devo fortalecer minha fé neste Caminho e, por meio destes inúmeros milagres, que nos encorajam, a nós que tendemos a fraquejar, dedicar-me unicamente ao esforço para a construção do Mundo de Luz. (13 de setembro de 1950) O Grande Benefício Material da Pesca Farta na Rede de Camarão Cidade de Arikawa, Distrito de Minamimatsuura, Província de Nagasaki Igreja Média Kiichi, Takeyoshi Nakamura (54 anos) Sou uma pessoa que, desde a minha conversão, tem recebido inúmeras proteções divinas e passado dias de gratidão. Na Oração Zengen-Sandji, há a passagem: “Com a pesca farta, os milhões de pessoas que vivem sob o céu se alegram e suas vozes ecoam...”, e gostaria de relatar uma parte do benefício material de ter recebido em abundância esses frutos do mar. Possuo redes de camarão e as opero todos os anos, mas estas redes também têm uma época de pesca. Na província de Nagasaki, de 1º de maio a 31 de julho de cada ano, é o período de desova da “lagosta”, sendo totalmente proibida a sua captura. Em minha aldeia, há vários colegas de profissão e, durante o período, a competição é total. Este ano, os mais apressados começaram a pescar já por volta de março, mas, devido ao frio que persistiu, parece que não obtiveram resultados muito bons. Por falta de mão de obra e por questões de preparação, entre outras, acabei por começar a operar com mais de um mês de atraso, quando faltavam apenas duas semanas para o fim do período de pesca. Assim, para tentar alcançar, em tão pouco tempo, o volume de pesca dos que começaram cedo, pedi com todas as minhas forças ao Daikōmyō Nyorai e iniciei a operação. O esquema era ir ao local de pesca ao entardecer, lançar as redes e, na manhã seguinte, cedo, recolhê-las para capturar o "camarão". De fato, graças à ajuda divina, todas as manhãs o volume de pesca era sempre muito superior ao dos outros barcos. Outro dia, o Mestre Ando veio nos visitar e disse: "Amanhã realizaremos o Culto do Daikoku-Sama da filial". Então, no dia seguinte, fui ao santuário, ofereci o "camarão" que havia pescado e pedi que, no pouco tempo que restava, pudéssemos receber muita proteção divina e ser úteis. E, de fato, recebemos um benefício material tão maravilhoso que foi o auge da gratidão e da comoção. A partir de agora, relatarei a situação real da época. Foi no dia 29 de abril, quando o período de menos de duas semanas estava prestes a terminar no dia seguinte. O "camarão" pescado era transportado de barco para o mercado de Nagasaki ou Sasebo; como o período terminava no final de abril, o mercado o aceitaria até 1º de maio. Portanto, poderíamos operar até o final do período, na noite do dia 29; mas, dependendo do clima, precisaríamos parar cedo para enviar a carga, pois, em caso de tempestade, o barco não poderia sair, a data de entrega atrasaria e o mercado não a aceitaria mais. Por isso, a maioria dos outros colegas parou no dia 28 e, na manhã do dia 29, carregou o "camarão" no barco e o levou para a região de Nagasaki. Nessa hora, nós também pensamos no que fazer, mas decidimos que, mesmo operando até o último dia do período, certamente receberíamos a proteção divina; assim, com determinação, operaríamos até o fim. No entanto, desde a manhã do dia 28, o vento sul ficou forte e foi aumentando gradualmente de intensidade; eu estava um pouco preocupado que, se continuasse assim, viraria uma tempestade e seria um grande problema. Para minha alegria, na manhã do dia seguinte, 29, o vento parou completamente, restando apenas a ondulação. Normalmente, o "camarão" é capturado em maior quantidade quando há ondulação do que quando o mar está calmo. Se isso não é ajuda divina, como deveríamos chamá-lo? Mal podíamos esperar pela noite e, com entusiasmo, remamos até o local de pesca. Como os outros barcos tinham parado um dia antes, éramos apenas nós, um único barco, e a sensação de lançar as redes umas após as outras num palco só nosso... Não há palavras nem escrita que possam descrever. Conversando entre nós, com o coração saltitante — "Amanhã vai ser uma pesca farta!" — voltamos ao porto. Então, na manhã seguinte, mal podendo esperar pelo amanhecer, fomos ao local de pesca e, ao recolher as redes, vejam só a surpresa: como esperado, um "camarão" magnífico estava preso nas redes; quanto mais puxávamos, mais vinha... Foi uma colheita tão grande que chegou a ser espantosa e, involuntariamente, agradeci em meu coração: "Meishu-Sama, muito obrigado...". O que mais poderia ser isso senão a graça de Deus que nos foi concedida? Como se fosse a primeira vez, fico surpreso com a imensidão da graça divina e, ao mesmo tempo, renovo meus sentimentos de gratidão e comoção. O volume de pesca deste dia foi, vejam só, mais de cinco vezes o de um dia normal, uma pesca que nem sequer imaginávamos. Será que os outros colegas, ao saberem deste fato depois, não ficaram com inveja? Isso não é nada injusto. Se tivessem operado até a data limite como nós, talvez tivessem recebido uma parte da ajuda divina. Que pena dos que não têm fé! Nunca teriam sonhado que, com apenas um dia de diferença, as coisas pudessem ser assim. Graças a isso, embora tenhamos operado por pouco menos de duas semanas, conseguimos um volume de pesca que não fica atrás, e até supera, o dos colegas que começaram cedo. Agradeço profundamente, do fundo do coração, pois isso é, unicamente, uma dádiva da proteção divina de Daikōmyō Nyorai e de Meishu-Sama. Meishu-Sama, muito obrigado de verdade. (1º de junho de 1952) Vi com estes olhos a Luz da Verdade sem Falsidade Bairro de Bunkyo, Cidade de Tóquio, Distrito de Maruyama Igreja Média Seifu, Kiyono Kitazaki (48 anos) Conversão Vim da Manchúria há três anos, mas desde a minha estadia lá, sofria de dores de cabeça constantes que me atormentavam muito. Consultei médicos, tomei injeções hormonais e usei apenas o remédio de venda livre "Nōshin", mas não senti nenhum efeito. No outono do ano passado, passei a morar na casa do Sr. Mimura e ouvi várias coisas sobre a Igreja Messiânica Mundial, mas, como nunca fui uma pessoa religiosa, fiquei com dúvidas e não conseguia acreditar facilmente. No entanto, seguindo a recomendação, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) do Mestre Anjiki na Igreja de Haramachi, de 6 a 8 de dezembro do ano passado. Embora tenha entendido superficialmente as explicações do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), elas ainda não me tocavam profundamente; recebi-as apenas como uma palestra. Mesmo quando recebi o Ohikari no terceiro dia, para ser sincera, peço desculpas, mas na verdade pensei: "Será que isso realmente dará poder?" — e não conseguia acreditar muito. Com pensamentos vagos, sem entender claramente, apenas usava o Ohikari. Ver a Luz Por volta das três horas da tarde do dia 13 de janeiro deste ano, o neto do Sr. Mimura, Jun'ichiro (9 anos), estava de cama com dor de cabeça devido a um resfriado de um ou dois dias. Então, sem pensar muito, fiz o Johrei (Jōrei) pela primeira vez. Enquanto fazia o Johrei, de repente percebi que dos dedos da minha mão direita saía algo como uma luz branca que se estendia do pescoço do neto, que estava sob o futon, até as costas. Fiquei muito surpresa e, achando estranho, olhei com atenção: era algo como a luz do sol filtrando-se entre as nuvens ou como a luz do farol de um carro, fluindo para fora. Como saía dos cinco dedos, experimentei com quatro dedos e vi quatro feixes de luz. Com um dedo, um feixe de luz fluía. Achando muito estranho e pensando que poderia ser punida por algo, ao mesmo tempo suspeitava se não seria uma ilusão de ótica ou um fenômeno psicológico. Cuidadosamente, removi o Ohikari e estendi a mão para observar: a princípio, uma pequena luz apareceu, mas imediatamente se apagou suavemente e não vi mais nada. Pensando que tinha feito algo terrível, coloquei o Ohikari novamente e fiz o Johrei: então, como antes, uma luz forte e impressionante fluiu. Naquele momento, foi uma emoção tão grande, de gratidão e alegria, que não há palavras para descrever. Isso não é, de forma alguma, uma invenção ou algo que digo para agradar. Pouco depois, a mãe dele voltou para casa, e contei-lhe imediatamente, pedindo que olhasse, mas ela disse que não via nada. Era algo que só eu via; então, pensando novamente que poderia ser uma ilusão, fiz várias tentativas, mas via claramente. Ultimamente, tenho visto a luz ainda mais forte e nítida do que antes. A luz também sai das mãos do Sr. Mimura. Esta luz é visível mesmo em um quarto iluminado pelo sol forte do dia. Não é visível em lugares completamente escuros, sem nenhuma luz. Também sai do dorso da mão. Quando se faz o Johrei, a luz sai tanto na pessoa que a recebe quanto em nós mesmos. Acho que isso significa que, ao ministrar Johrei aos outros, nós mesmos também recebemos o Johrei. A princípio, a luz parecia branca, mas descobri que era dourada. Além disso, os caracteres da Imagem da Luz Divina (objeto sagrado) parecem brilhar intensamente, com caracteres dourados saltando e voando para todos os lados, e essa luz parece emanar de trás dos caracteres. Esta luz que sai das mãos atravessa perfeitamente as roupas e aparece na ponta. Pensei que testar isso poderia ser algo ruim, mas fiz várias experiências: testei se atravessaria a grossa lista telefônica de Tóquio, e ela a atravessou sem dificuldade, com uma luz forte saindo do outro lado. Pude ver a luz de vários ângulos. Descobri também que, se faço o Johrei com força, a luz fica fraca; se relaxo a força, ao contrário, fica mais forte. Conclusão Desde a minha conversão, até agora, eu apenas usava o Ohikari e, mesmo ouvindo que a Luz de Deus emanava, ficava na dúvida. Mas, desde que pude ver esta luz, realmente não há mais espaço para dúvidas. Pensei em várias possibilidades, como ilusão de ótica ou fenômeno psicológico, mas a vejo como uma realidade. Não posso duvidar deste fato nem um pouco. O Sr. Mimura também disse que não via, e cheguei a pensar se eu não estaria possuída por algum espírito animal, mas recentemente ouvi que Meishu-Sama disse ao Sr. Mimura: "A luz está saindo, então é natural que ela a veja", e fiquei tranquila. De qualquer forma, durante o Johrei, sentir o fluxo e o impacto da luz é algo realmente encorajador e gratificante, e estou imersa em emoção. Ultimamente, graças às bênçãos, a dor de cabeça que me afligia há tanto tempo também foi curada; minha aparência melhorou muito e posso trabalhar com energia. Agradeço do fundo do coração por esta profunda graça e favor divino. Meishu-Sama, muito obrigada. Apresento este relatório com respeitosos agradecimentos. Pós-escrito (Registrado por Mimura) O relato acima é o que a Sra. Kitazaki disse. Desde que viu esta luz, aquela senhora tão desconfiada ficou completamente convencida. Após o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), não dissemos mais nada a ela. Em 23 de dezembro, quando Meishu-Sama nos mostrou o novo método de Johrei, Ele disse que relaxar a força e eliminar a consciência pessoal traria um efeito ainda melhor. A Sra. Kitazaki não tinha ouvido nem sabia nada sobre isso. ... mas é digno de nota que, no último parágrafo, está registrado este fato. (2 de maio de 1951) Salvo de intoxicação por gás 'Eikō' nº 113 — 18 de julho de 1951 Vila de Higashiueta, Distrito de Oita, Província de Oita Igreja Média Nyoirin, Hikoichi Oda (55 anos) Desde que ingressei na fé, em agosto de 1949, tenho recebido inúmeros benefícios materiais e já relatei vários deles, mas, diante das proteções divinas que recebo uma após a outra, não há palavras para expressar minha gratidão. No dia 23 de abril de 1951, meu filho Hiroshi (16 anos), que trabalha na Agência de Telecomunicações de Oita, estava trabalhando dentro de um bueiro na cidade de Oita. Depois de confirmar que não havia gás, saiu para a rua. Soube então que outro homem entrara no bueiro e desmaiara durante o trabalho. Assustado, saltei para dentro para tentar retirá-lo, mas também acabei perdendo a consciência; a confusão atraiu uma multidão ao redor (na época, o caso chegou a virar notícia nos jornais). Ao receber a notícia, corri para o local: o médico já havia chegado, e os dois estavam deitados na varanda de uma casa vizinha. Apliquei o Johrei imediatamente. Enquanto orava ao Komyo-Nyorai por um tempo, ele recuperou a consciência e seu estado foi melhorando aos poucos. Quando contei isso à enfermeira que o acompanhava, ela disse gentilmente: "Está tudo bem? Vou aplicar uma injeção", mas respondi: "Muito obrigado, mas a injeção não é necessária". Deixando para trás os rostos surpresos da enfermeira e das pessoas presentes, voltei de carro para casa (ouvi dizer que o outro homem foi hospitalizado). Retornei imediatamente ao trabalho e, graças ao Johrei que minha esposa fez o dia inteiro, ele se recuperou rapidamente. À noite, enquanto eu fazia Johrei novamente, um odor indescritível começou a se espalhar intensamente de dentro do futon. Eu já havia ouvido que o Johrei elimina toxinas medicamentosas, mas achei que fosse o gás dentro do corpo sendo expelido. Acredito que, embora meu filho ainda não tenha ingressado na fé, o Johrei que praticamos diariamente tornou rápida a eliminação do gás. Agradeço à Professora Yoshiko Maki e ao Professor Teruyoshi Ikebe, que sempre me orientam. Não tenho palavras para agradecer a Meishu-Sama, que concedeu este poder grandioso a nós, um casal imperfeito. Sinceramente, muito obrigado. Apresento minha humilde gratidão. (2 de junho de 1951) Ah! Perigo, vida ou morte – Um milagre brilhando dentro da mina de carvão Cidade de Osarizawa, Distrito de Kazuno, Província de Akita Igreja Média Jukkō, Nizaburo Abo (28 anos) Meishu-Sama, muito obrigado por sua ajuda. Trabalho em uma mina, em uma cidade rural coberta de neve por metade do ano. Ingressei na fé em janeiro de 1950 e, graças às inúmeras proteções divinas, tenho vivido dias tranquilos. Para nós, que vivemos constantemente na fronteira entre a vida e a morte — onde a ida para o trabalho pela manhã é uma despedida deste mundo, e o retorno à noite, a alegria do reencontro —, as bênçãos nos permitem trabalhar sem essa preocupação. Tampouco nos aflige a silicose, a terrível doença incurável típica das minas. No ano passado, foi certamente na primavera. Certo dia, por ter me atrasado cinco minutos para o trabalho, fui salvo de ser soterrado por um desabamento. Por causa do meu atraso, quem foi em meu lugar, assim como todos os que estavam lá, foi atingido. Não consigo entender, por mais que pense, por que me atrasei justamente naquele dia. Eu mesmo acho estranho. Acredito que isso não foi nada além de proteção divina. "Fui salvo sem saber..." Como posso dizer? Não encontro palavras para louvar a grandeza do poder divino. Desta vez, recebi novamente uma grande proteção divina, mas é uma pena que não consiga expressar nem um décimo-milésimo do que sinto. Deixe-me relatar exatamente como aconteceu. Eram cerca de dez horas da manhã do dia 29 de janeiro passado. Eu trabalhava dentro da mina. Como mostra a figura abaixo (omitida), subi com um jovem assistente para consertar uma tora de madeira que caíra. O assistente, ao reunir aos próprios pés os detritos de minério que estavam sobre a tora caída, fez o chão sob meus pés ceder, e caí num instante, com um "Ah!". Logo após pensar "Ah, caí!", pensei "Estou salvo!" — porque minha mão esquerda se prendera a uma única tora colocada horizontalmente vinte pés abaixo, e eu ficara pendurado por ela. Mas, no instante seguinte, superado um perigo, veio outro: como a tora era grossa, minha mão esquerda, que se prendera com tanto esforço, começou a escorregar lentamente sob o peso do corpo. "Ah, vou cair de novo? O poço vertical ainda tem setenta ou oitenta pés... não tem jeito." Na escuridão total, eu não via nada. Foi uma fração de segundo. Desesperado, movi as pernas no ar; quando algo prendeu meus pés, minha mão já havia soltado, mas, no mesmo instante em que soltou, consegui agarrar-me a algo. Era uma escada que levava ao corredor. Tudo não passou de um instante. Por fim, consegui sair de lado para o corredor. Até então, não conseguia pensar em nada. As palpitações eram terríveis, como um sino acelerado. "Ah, é proteção divina, fui salvo", pensei, e fui tomado por um sentimento indescritível: apenas gratidão. Mergulhei na emoção, esquecendo tudo do mundo na alegria de ter sido salvo. Pouco depois, tirei o capacete e vi que a bateria do capacete, que raramente quebra, tinha um grande buraco. Ao ver aquilo, fiquei horrorizado. Pensando bem, durante o pouco tempo em que estive pendurado, detritos de minério caíam como chuva sobre minha cabeça e meu corpo. Acho que um pedaço bem grande deve ter atingido o capacete. Se, por uma diferença de dois ou três centímetros, tivesse atingido minha cabeça, não sei o que teria acontecido. Como minha mão esquerda conseguiu se prender na única tora que havia em um espaço de trinta pés? Por mais que pense, não consigo entender. Se tivesse caído diretamente naquele momento, minha vida certamente teria se perdido. Fui salvo na velocidade de uma fração de segundo. Como posso escrever isso? Minha caneta não corre. Meishu-Sama, por favor, perdoe-me. Muito obrigado. Fui imediatamente à igreja agradecer pela proteção divina. Muito obrigado. Fui salvo do perigo de morte duas vezes e pude sentir profundamente a preciosidade da fé. Acredito que a nobreza da fé não se obtém com honra, posição ou riqueza, e que não há outro caminho para a felicidade senão experimentar, um a um, os ensinamentos. Tenho como meu único orgulho ter recebido de Deus o verdadeiro tesouro do mundo e, sem me importar com a escrita desordenada, pego na caneta para expressar minha gratidão e relatar, transbordando de alegria. (25 de março de 1952) O mistério do cofre que recebi, sendo eu funcionário dos correios 'Eikō' nº 131 — 21 de novembro de 1951 Vila de Okayama, Distrito de Yame, Província de Fukuoka Igreja Média Nyoirin, Misako Jogo (20 anos) Dizem que a vida humana dura apenas cinquenta anos, mas, sejam cinquenta ou apenas dez, na vida de uma pessoa sempre existem "preocupações". As crianças têm as suas preocupações de criança, e os adultos, as suas de adulto. Acho que a pessoa que consegue reduzir essas preocupações, mesmo que um pouco, e viver cada dia com um espírito alegre, é verdadeiramente feliz. Quando surgem preocupações, todos tendem a querer se apoiar em alguém, seja quem for. Isso também é uma fraqueza humana, e é em momentos como este que sentimos profundamente a grandeza da fé. Ser salvo pela fé... esta é realmente uma forma bela de viver, e acredito que a fé é o mesmo que ter dado o primeiro passo para a felicidade. Originalmente, nunca pensei em entrar no caminho da fé. No início, fui recomendada e, sem pensar muito, com um sentimento vago, um leve interesse, entrei com um espírito leve. Para ser franca, talvez fosse mais honesto dizer que queria experimentar a proteção divina. Por um tempo, não houve nenhum reflexo especial, nada digno de nota aconteceu. Contudo, de vez em quando, conforme as ocasiões e os assuntos, eu apenas fazia o gesto de cobrir com a mão. No entanto, com o passar do tempo, só coisas estranhas começaram a acontecer... Até meu pai, de mente científica e inflexível, passou a dizer: "Isso é estranho". Quanto às doenças, isso já foi comprovado por muitos relatos de experiências. A paralisia facial nervosa de longa data de minha mãe, que até médicos, acupuntura e moxabustão haviam abandonado, se recuperou sem que percebêssemos, e minha própria apendicite aguda também se curou com o gesto de cobrir. Além disso, sem necessidade de detalhar, desde que ingressei na fé, toda a minha família não precisou mais consultar médicos. Já sou profundamente grata pela grandeza desse poder, mas não posso esquecer o que aconteceu em certo dia. "Milagre" — este pode ser chamado de verdadeiro "milagre". Algo realmente misterioso aconteceu. Trabalho nos correios, e um novo cofre chegou para o meu setor, "Seguros". Enquanto o trancava e destrancava distraidamente, por algum motivo, de repente ele não abriu mais. Não abria de jeito nenhum. "Agora é um grande problema", pensei, e me esforcei ao máximo para abri-lo, mas não abriu. Fiquei cada vez mais preocupada. Pedi ajuda aos colegas homens do escritório que estavam por perto, mas ele continuava sem dar sinais de abrir. Minha preocupação aumentou ainda mais. "O que fazer?" Queria chorar. Os funcionários homens se revezavam tentando de várias maneiras, mas ele permanecia firme, sem abrir. "Não tem jeito, só resta quebrá-lo", todos diziam. Quebrar um cofre que acabara de chegar... por minha responsabilidade, não conseguia ficar parada. Deveria pedir desculpas ao chefe da agência? Indenização... Minha mente se confundia, e naquele momento meu sentimento era indescritível; sem me sentir viva, preocupada e impotente, continuei sofrendo enquanto corria para casa. Naquela noite, é claro, não consegui dormir facilmente. A noite toda, "O que fazer?", "Será que faço assim?" — continuei preocupada, e finalmente amanheceu. Sem ânimo, cabisbaixa, com passos pesados, fui trabalhar, mas, inquieta, assim que cheguei à agência, tentei abri-lo mais uma vez com todas as forças. Tentei de novo. Ainda assim, não adiantou... Finalmente, fechei os olhos resignada, pensando: "Não tem jeito, vou me desculpar dignamente com o gerente e assumir a responsabilidade..." Quando ia saindo, de repente, um lampejo me veio à mente. Algo em que não havia pensado desde ontem até agora. "É isso!" O último recurso! Vou tentar impor as mãos. Quando pensei nisso, entreguei-me de corpo e alma, suplicando em pensamento: "Conceda-me a proteção divina... Que se abra... Ajude-me..." e, por cerca de dois minutos, impus as mãos com toda a fé. Decidi em meu coração que, se mesmo assim não funcionasse, giraria a chave. Então, que mistério! O cofre que, desde ontem, várias pessoas não haviam conseguido abrir de jeito nenhum, abriu-se de repente com um estalo. Por um momento, fiquei atônita, apenas olhando para o cofre que acabara de se abrir. Ah, como é grandioso o poder divino! A gratidão era tanta que, com vergonha, lágrimas de agradecimento escorriam pelo meu rosto. "É isso! Preciso tranquilizar minha mãe o mais rápido possível." Esquecendo-me de mim mesma, transbordando de alegria, voei para casa e, mal cheguei, gritei repetidamente: "Abriu!", "Abriu!", "Impondo as mãos..." Voltando-me para o leste, ao longe, juntei as mãos em direção a Meishu-Sama e agradeci, sem conseguir parar por um bom tempo. Sinto profundamente que, com a rasa sabedoria humana, quem não o experimentou jamais pode compreender a grandeza do poder divino. De agora em diante, desejo dedicar-me ao máximo, dentro do possível, à construção do Paraíso Terrestre. (30 de outubro de 1951) Episódio Adicional da Tragédia do Rio Jinzū: Professores que Negavam Esta Religião Sofrem o Acidente ao Cair a Ponte Pênsil que Não Se Rompia Revista 'Hikari' nº 35, publicada em 25 de outubro de 1949 Vila Yahata, Distrito de Nei, Província de Toyama Igreja Média Daikō, Yoshio Fujikura (32) Por volta do meio-dia de 22 de setembro de 1949, um grupo de 32 pessoas — entre elas diretores de escola e professores que em geral se opunham a esta religião — caiu de cabeça para baixo de uma ponte pênsil e foi tragado pela correnteza turva. Apresento o relato desse desastre. Se trinta e três homens adultos atravessassem de uma só vez, pesariam sem dúvida nada menos que quinhentos kan. Embora eu lamente por eles, algo me faz refletir. O relato a seguir foi ouvido da Sra. Mitsuko Sankyū, da Igreja Média Daikō. Ela trabalha na Fábrica Têxtil Shikishima, na cidade de Sasazu, como administradora do dormitório, e é uma seguidora dedicada desta religião. A narrativa foi feita durante uma cerimônia em homenagem a Komyo-Nyorai, na residência do Sr. Fumihisa Shibakusa, na cidade de Shikata. Como há uma filial da Igreja Média Jinzū na cidade de Yao, no distrito de Nei, o público em geral conhece bem esta religião. Esses professores, na escola, reuniam os alunos no auditório e faziam propaganda contrária, dizendo: "Nesta região, está se espalhando uma fé chamada 'Igreja Kannon' (nome anterior à Igreja Messiânica), que faz coisas suspeitas e afirma curar doenças das pessoas. Os seres humanos não curam doenças se apegando a superstições tão anticientíficas. É preciso cuidar do próprio corpo de forma científica, com conhecimentos de higiene e nutrição, seguir rigorosamente as orientações médicas e fazer um tratamento saudável. Acreditar em seitas heréticas é algo terrível. Aproveitando-se da confusão social e mental, elas fazem as pessoas acreditarem; portanto, prestem muita atenção e, de forma alguma, acreditem em tais coisas. Ao voltarem para casa, contem bem isso aos seus pais." Dessa forma, instruíam os alunos e negavam frontalmente esta religião. Em razão disso, havia grande desconfiança em relação a esta religião na região; ela contava com apenas cerca de sessenta a setenta seguidores. Na própria fábrica têxtil, entre as duas mil operárias, apenas cinco ou seis eram seguidoras. Tanto as jovens tecelãs de dezessete ou dezoito anos quanto as pessoas em geral pareciam influenciadas por essa desconfiança baseada em preconceitos. Antes do acidente, um Datsun da associação agrícola atravessara esta ponte pênsil carregado de debulhadoras, e um grupo de acampamento de trinta pessoas da Fábrica Têxtil Shikishima também a atravessou, carregando bagagens pesadas, tanto na partida, ao entardecer do dia anterior, quanto na volta, pouco depois das cinco da manhã do dia 22. A ponte foi projetada para suportar a passagem de até cem pessoas de uma só vez, mas parece extremamente misterioso que apenas os educadores tenham caído. Na verdade, na região de Yao, ao sul da província, o grupo dos referidos instrutores — após terminar, na manhã do mesmo dia, um seminário de estudos sociológicos regionais na Escola Primária de Inotani, na vila de Hosoiri, distrito de Nei — pretendia atravessar para a margem oposta à tarde, para uma excursão prática de observação de falhas, anticlinais e sinclinais. Depois de tirarem uma foto de recordação, por volta das 12h40, aproximaram-se da nova ponte pênsil do Desfiladeiro de Jinzū — dois metros de largura por cento e quarenta de comprimento. De repente, a ponte emitiu um grande estrondo e, junto com ela, o grupo desabou como uma avalanche, caindo de cabeça para baixo e sendo sugado pela correnteza impetuosa do Rio Jinzū, cento e setenta shaku abaixo, sobre rochas empilhadas. O local, com a cheia da ocasião, tinha uma correnteza turva ainda mais violenta, o que dificultou extremamente o resgate. O saldo foi de vinte mortos (dezenove homens e uma mulher), nove desaparecidos, dois feridos graves e dois feridos leves — uma cena lamentável. Diz-se que, incluindo o diretor da escola, houve vinte vítimas (quinze mortos, três desaparecidos, dois feridos graves). Naturalmente, suas famílias, seus alunos e diversos setores da sociedade lamentaram a perda; eles foram aclamados como tendo cumprido o ideal da educação. Em decorrência disso, o empreiteiro e o projetista foram presos sob suspeita de homicídio culposo por negligência profissional. Seguiram-se disputas de responsabilidade sobre a placa de proibição de travessia antes da inspeção final da obra, discussões sobre o corte do subsídio para a construção — com a vila preocupada com o pagamento ao construtor e as autoridades provinciais desesperadas para arrancar dezenas de milhões de ienes para indenizações trabalhistas. Havia ainda a dúvida se a inspeção provisória, realizada no dia 18, era na verdade a oficial, e se a inspeção de certificação da província, marcada para o dia 26, não passava de uma formalidade para solicitar o subsídio. Foi uma total confusão, algo comum ultimamente. A cidade de Yao, que tanto difamara a religião, teve treze mortos em serviço. Diz-se que os dois vizinhos ao lado da casa do Sr. Irie, presidente da Igreja Média Jinzū, eram diretores de escola, e ambos foram engolidos pela correnteza. Há quem diga que este é o julgamento reservado aos educadores materialistas — que veem esta religião como anticientífica e a obstruem com firmeza, que ousam não reconhecer a existência rigorosa dos espíritos de divindades e conduzem as pessoas a um destino de ruína sem jamais refletir. Diante dessa tragédia, sentimos que algo nos foi claramente ensinado. Com reverência ainda maior, renovamos nosso coração, convictos de que devemos corresponder à vontade de Deus. (25 de outubro de 1949) Grande Milagre: Cofre de Banco que Não Abria Há Dois Dias Abre-se Após 20 Minutos de Johrei Revista 'Eikō' nº 201, publicada em 25 de março de 1953 Ilha Rokushima, Distrito de Abu, Província de Yamaguchi Prefeitura de Yamaguchi, Distrito de Abu, Rokushima — Igreja Média Eikō, Matsuzō Nagaoka (57) Em setembro de 1949, recebi a graça de fazer o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) na filial de Emukai da Igreja Média Eikō, na cidade de Hagi. Desde então, tenho recebido inúmeras proteções divinas. Agora, fui agraciado com a visão de mais uma proteção divina milagrosa e humildemente apresento este relatório de agradecimento diante de Meishu-Sama. Em 10 de junho de 1952, fui à agência do Banco Yamaguchi, na cidade de Hagi, a negócios. O banco estava em alvoroço, então perguntei a um funcionário: "O que houve?" Ele respondeu: "A porta do cofre grande na sala do cofre não abre desde ontem. Para um banco com muito movimento de entrada e saída de dinheiro, isso é um grande problema. Não há outro jeito senão quebrá-lo." Por acaso, o presidente da Associação de Pescadores de Daibari, que estava comigo, apontou para mim e disse ao gerente: "Este homem costuma realizar milagres. Que tal pedir a ele para fazer uma oração?" Ao ouvir isso, fiquei preocupado, pensando: "Isso é um problema." Por um momento, fiquei perplexo, mas o gerente imediatamente me pediu educadamente: "Por favor, faça isso por nós." Não podia mais recuar; tomei uma decisão e entrei na sala do cofre. Cerca de vinte ou trinta funcionários me seguiram, mas achei que não podia ser assim; decidi que apenas eu, o gerente e o subgerente entraríamos na sala, e pedi que os outros saíssem. Primeiro, curvei-me em direção a Hakone, recitei o Amatsu norito e, em seguida, a Oração Zengen-Sandji cinco vezes, suplicando fervorosamente a Meishu-Sama. Então, realizei o Johrei em direção ao cofre. Após cerca de vinte minutos, disse ao gerente: "Com calma, gire o mostrador do cofre." Ele girou o mostrador e virou a chave... Ah! Que coisa maravilhosa! Com um estrondo, a porta que não abria há dois dias, apesar de todos os esforços, se abriu! O gerente gritou: "Abriu!" Eu não pude deixar de exclamar: "Meishu-Sama, muito obrigado!" Os funcionários que estavam do lado de fora até então começaram a zombar, dizendo: "Será que uma porta que não abriu mesmo com todo mundo se esforçando vai abrir com uma coisa dessas?" Meu acompanhante, por outro lado, continuou discutindo: "Não é o ser humano que faz; é o poder de Deus que a faz abrir, então com certeza vai abrir." De qualquer forma, o gerente e muitos funcionários, que testemunharam este milagre, apenas balançavam a cabeça, admirados com tamanha maravilha, e me olhavam fixamente. Eu também suspirei aliviado e, mais uma vez, me curvei diante da virtude divina. Assim, conseguimos evitar causar muitos transtornos aos importantes clientes. Com os presentes de agradecimento do gerente e dos outros, fiquei completamente alegre e pude voltar para casa. Ah, esta é a alegria que só conhece quem serve a Deus! Peço permissão para encerrar este relatório, suplicando para guiar, ainda que apenas uma pessoa, as almas sofredoras do mundo. Meishu-Sama, muito obrigado. (5 de fevereiro de 1953) Envolvido por Ferro Incandescente de 900 Graus de Temperatura e 120 Metros de Comprimento, Teve a Vida Salva Província de Kanagawa, Cidade de Chigasaki, Shimoakabane Igreja Média Chōsei, Yoshisuke Hasegawa (37) Ainda hoje, ao lembrar, sinto um arrepio de terror que faz a pele se arrepiar. Recebi de Meishu-Sama uma proteção divina que pode ser considerada a maior de todas. Mesmo sendo alguém tão cheio de pecados e impurezas, sem que Sua Ira recaísse sobre mim, tenho recebido inúmeras proteções divinas desde que me tornei seguidor. Como isso é temeroso e grato! Apresento meus mais profundos agradecimentos e este relatório. Relembrando, o ocorrido foi às 6h05 da manhã do dia 7 de janeiro. Minha fábrica trabalha com laminação. Colocamos aço de 90 quilos no forno de aquecimento; ao retirá-lo, ele está a cerca de mil graus. Nós o laminamos em fios. As máquinas são rolos de 500 e 800 cavalos de potência: um gira a 700 rotações e o outro a 250, mordendo e expelindo o ferro derretido. O material se estende cerca de seis a sete metros por segundo. Meu trabalho é agarrá-lo com pinças de ferro e alimentá-lo no rolo seguinte. Eu era líder de uma das equipes; quando não havia faltas, apenas verificava o funcionamento das máquinas e orientava os membros da equipe. Naquele dia, como era o dia das sete ervas do Ano Novo, muitos funcionários faltaram; então eu também peguei as pinças de ferro e fiquei responsável pelo trabalho com ferro quente. Durante o serviço, por inexperiência — eu lidava com duas ou três pessoas amadoras — e por um pequeno descuido, o ferro quente que se estendia enroscou-se na cantoneira colocada para esticá-lo adequadamente. Quando pensei "Ah!", a cantoneira enroscada no ferro quente — com uma velocidade que os olhos não conseguiam acompanhar, em meio a um grande estrondo e levantando poeira de ferro — varreu minha perna direita, ali onde eu estava, girou e caiu sobre minha cabeça. Com a perna varrida, caí para trás, e naquele instante o que brilhou em minha mente foi o venerável rosto de Meishu-Sama. Então, de algum canto da minha mente, surgiu um pensamento, quase uma voz, dizendo "deite-se para a direita", e, sem hesitação, obedeci e me prostrei. O ferro quente acima da minha cabeça, com um som sinistro, enroscou-se no que o havia prendido, bateu na máquina e se espalhou — tudo claramente visível aos meus olhos. De qualquer forma, enquanto o ferro incandescente — cento e vinte metros de comprimento, a uma velocidade de sete metros por segundo — passava a menos de trinta centímetros da minha cabeça, eu, sem me sentir vivo, apenas segurava firmemente o Ohikari no peito com a mão direita. Não havia nada que pudesse fazer além de entregar meu destino a Deus. Enquanto o ferro quente se estendia, como se mordesse, e sua ação passava, mesmo estando na encruzilhada entre a vida e a morte, Como depois de uma grande tempestade, arrastei-me até o local devastado. Meus subordinados vieram correndo, pálidos, e choraram de alegria pela minha segurança; meu estado de espírito, porém, continuava o de sempre, e a agitação de todos chegava a parecer estranha. Um deles, perguntando se eu não estava ferido em algum lugar, arregaçou minha calça e viu. O que aconteceu? Eu não havia notado nada, mas, surpreendentemente, havia um corte em forma de gancho, de cento e cinquenta milímetros, abaixo do joelho. Era um ferimento grave, com o osso visível. A ferida aberta era terrível, e alguns dos que olhavam desmaiaram de anemia. Havia quem apagasse o fogo nas roupas dos ombros e das costas, quem arrumasse o cabelo, quem colocasse um lenço na ferida da perna; de qualquer forma, fui levado de carro para o hospital, dizendo que precisava ser costurado por um médico. O médico também disse que era um ferimento grave, costurou vinte e cinco pontos, e voltei para casa de carro. Imediatamente, pedi ao Sr. Nishimura, da filial, que fizesse o Johrei. Apesar de ter um ferimento tão grave, não senti nenhuma dor e me surpreendi duas vezes, como se nem soubesse onde estava ferido. O médico disse que um ferimento como aquele levaria pelo menos um mês para cicatrizar; mas, surpreendentemente, em dez dias a grave lesão sarou por completo. Dizem que, até hoje, em outras fábricas, ninguém que foi enroscado sobreviveu; eu, porém, tive apenas um ferimento na perna, indolor, e em pouco tempo pude voltar ao trabalho, fato considerado sem precedentes. Também neste caso, parece que é impossível evitar a morte apenas com o poder humano; é inteiramente uma dádiva da proteção divina de Meishu-Sama, e não tenho nada além de gratidão. Muito obrigado, Meishu-Sama, com profundo amor. Agradeço sinceramente e, ao mesmo tempo, prometo cooperar ainda mais para a salvação da humanidade e a construção do Paraíso Terrestre, em retribuição à sua graça. (15 de fevereiro de 1953) Vento Divino Levanta-se e Salva de Acidente de Trânsito 'Eikō' nº 208 — 13 de maio de 1953 Distrito de Ota, Tóquio, Chofu Otsuka-cho (bairro do distrito de Ota) Igreja Média Shinei, Sasaki Tomishige (26 anos) Meishu-Sama, apresento meus agradecimentos e relato pela proteção divina diária. Recebi o honroso Ohikari em 13 de janeiro de 1952 e, desde então, tenho recebido imensa proteção divina, quase diariamente, especialmente na área financeira. Vivo cada dia com gratidão e emoção, e desta vez recebi uma proteção divina além do meu merecimento, que aqui apresento em relato. Sou empreiteiro de construção civil. Em 13 de março de 1953, após inspecionar um canteiro de obras, seguia para o próximo em um triciclo motorizado pela Rodovia Keihin quando, de repente, ouvi o som de um carro vindo de trás. Olhei no retrovisor: um enorme caminhão militar americano vinha em alta velocidade. Antes que eu pudesse pensar “Ah!”, com um som terrível, como se uma bomba tivesse caído, fui lançado para a frente, ainda montado no veículo. Em desespero, gritei “Meishu-Sama” com toda a minha força e, no mesmo instante, o triciclo capotou e fui jogado para fora, conseguindo escapar completamente da frente do caminhão americano. Levantei-me, bati no corpo, mas não senti dor alguma. Involuntariamente, com lágrimas de gratidão ardente por todo o corpo, juntei as mãos e agradeci de coração em direção a Atami. Imediatamente, MP, MPIS (Seção de Investigação da Polícia Militar) e policiais japoneses apareceram, mas, devido à gravidade do acidente e à destruição do triciclo, ficaram chocados e perguntaram: “Onde está o cadáver? Onde está o ferido? Onde está o motorista?”, procurando por todos os lados. Mesmo quando eu disse que era eu, não acreditaram. Logo, o MP trouxe três testemunhas; segundo elas, o caminhão militar americano, carregado de munição, que vinha atrás de mim, colidiu violentamente com meu triciclo em alta velocidade. No momento do impacto, fui lançado a um metro do chão, ainda montado, e então jogado no chão. Mesmo assim, o caminhão americano não parou e continuou arrastando o triciclo. Foi então que, por acaso, um vento forte e violento se levantou; envolvido por esse vento, fui jogado para o lado. O triciclo foi para a esquerda, quebrou um poste de luz e, batendo em um muro, parou. O caminhão americano parou mais adiante; eu parei ainda mais à frente. Do ponto da colisão até onde parei, havia setenta metros. O MP investigou de várias formas, mas, como eu estava a setenta metros do ponto da colisão e, além disso, em pé, sem nenhum ferimento, disseram que um acidente de carro tão grande era raro, mas que algo tão misterioso também era raro, e ficaram apenas surpresos. Após quatro horas e meia de longa investigação, fui imediatamente à Igreja Média agradecer pela proteção divina. Assim que entrei pela porta, as lágrimas de gratidão me impediram de falar; agarrei-me aos joelhos do presidente da igreja, diante do altar, incapaz de dizer qualquer coisa, agradecendo apenas em meu coração. Meishu-Sama, apesar de sua agenda ocupada, o senhor se preocupou com alguém tão impuro como eu e me concedeu uma proteção divina além do meu merecimento. Muito obrigado. O triciclo, tão danificado, teve o motor principal intacto; apenas a parte da chapa foi afetada. A causa do acidente foi o excesso de velocidade do soldado americano e a ultrapassagem descuidada. O senhor nos mostrou, na realidade, que em qualquer tipo de infortúnio no mundo podemos receber tal proteção divina, renovando minha convicção. Com tanta emoção, sem me importar com a falta de habilidade na escrita, apresento humildemente meus agradecimentos e relato. Meishu-Sama, muito obrigado. (17 de abril de 1953) Em Acidente Trágico com Táxi Invadindo a Frente da Loja, a Vida do Meu Filho é Salva 'Eikō' nº 157 — 21 de maio de 1952 Cidade de Osaka, Bairro de Naniwa, Rua Nipponbashi Igreja Média Gosan, Kondo Masayo (45 anos) Como já foi noticiado pelo rádio e pelos jornais, no dia 28 de fevereiro, por volta das 0h30, com um som estrondoso, a casa tremeu violentamente e vários objetos dentro dela caíram das prateleiras. Pensando que fosse um grande terremoto, nós, que dormíamos no segundo andar da casa anexa, nos assustamos, saltamos da cama e descemos correndo. Surpresa dupla: o cômodo ao lado da loja, de frente para a rua, estava irreconhecível — duas colunas quebradas, uma estante de livros caída, objetos das prateleiras espalhados, o chão desabado e um táxi tinha entrado ali dentro. No instante, gritei “Droga!”. Neste cômodo, normalmente dormem meu segundo filho, Seiko (18 anos), e o funcionário Yoshino. Sobre o futon, a estante de livros, a máquina de costura e outros objetos estavam amontoados e caídos. Acalmando meu coração agitado, removi esses objetos e vi o funcionário Yoshino inconsciente. Fiz o Johrei imediatamente e, enquanto isso, continuei chamando: “Yoshino! Yoshino!”. Ele finalmente recuperou a consciência. Em seguida, procurei Seiko no futon, mas não havia sinal dele. Por um instante, quase desmaiei de susto; meu marido, depois de gritar “Seiko”, também ficou sem voz. Então, de repente, sem saber bem o que pensei, juntei as mãos involuntariamente, pensando: “É proteção divina. Que grato.” Quando perguntei “O que houve?”, ele disse: “É estranho, completamente estranho. Seiko pegou o futon e saiu por volta das dez horas; perguntei: ‘O que foi?’, e ele disse: ‘Hoje à noite, não sei por que, não quero dormir no cômodo da loja de baixo, então vou dormir no segundo andar’, e subiu. Ele deve estar dormindo lá. É realmente proteção divina. Se ele estivesse dormindo aqui, estaria exatamente no centro do desastre e poderia ter morrido na hora. Ter sido transferido duas horas antes é realmente um milagre, uma proteção divina grata”, e chorou de emoção. Agora, ao enfrentar este incidente, lembro-me das palavras do Mestre Takatsuji, chefe da filial de Hongo, durante a cerimônia de inauguração do altar: “A purificação não se manifesta apenas em doenças. Ela aparece de várias formas. Esforçando-se diariamente para aperfeiçoar ações e pensamentos em direção ao bem e acumulando virtude, a veste espiritual se torna mais espessa e o nível espiritual se eleva. Quando isso acontece, os pecados e impurezas desaparecem, e é possível desviar-se e escapar de qualquer desastre. Portanto, toda a família deve se apegar com todo o coração”. Recebendo esse ensinamento com humildade e me dedicando ao serviço tanto quanto possível, fui salva de um perigo de vida iminente. Sobretudo, experimentei profundamente o precioso ensinamento de que “quando a veste espiritual se torna espessa e a proteção se torna grande, nem mesmo se cai em cenas de tragédia”. Mais uma vez, sinto profundamente que a imensa virtude e o poder do Daikōmyō Nyorai não podem ser expressos em palavras. Como meu marido administra um negócio de atacado de doces em Hokkaido e na região de Hokuriku, as notícias de rádio e jornais trouxeram muitos visitantes. Muitas pessoas vieram nos visitar e, ao transmitir este milagre naquela ocasião, também testemunhei: “A fé é para receber a proteção divina nos momentos de necessidade, e por isso, desde o dia a dia, estamos nos dedicando ao polimento da alma”. Assim, pude guiá-las. Tenho a firme convicção de que tudo isso se deve ao grande e poderoso poder do Daikōmyō Nyorai, que fez com que os espíritos ancestrais e o próprio espírito guardião de Seiko evitassem a dificuldade antes que ela ocorresse. Naturalmente, toda a minha família se converteu, passamos a venerar Komyo-Nyorai, e pude guiar várias pessoas. Meu sincero desejo é que, de agora em diante, eu possa conversar com meus clientes e pessoas do mesmo ramo e que, juntos, estabeleçamos firmemente a fé. Com minha escrita humilde, relato este milagre. Meishu-Sama, muito obrigada. (1º de maio de 1952) O Milagre do Caminhão que Caiu de um Penhasco Endereço: Bairro de Kamigamo Asatsuyugahara, Bairro de Sakyo, Cidade de Quioto Igreja Média Mioi, Kobayashi Itaro (47) Sou um crente que tem passado os dias em paz, sob a proteção divina diária. Minha motivação para me converter surgiu quando minha família sofria com lombrigas. Ouvi de um conhecido que “apenas cobrindo com a mão, a doença se cura e as lombrigas são expelidas”. Embora eu tivesse tomado vários remédios, que causaram efeitos colaterais, prejudicando meu estômago e intestinos e me fazendo sofrer, ainda assim me perguntei se aquilo poderia realmente curar; mas, devido à intensidade do sofrimento, acabei decidindo me apegar àquilo de qualquer forma. Mestre Yoshida veio e recebi o Johrei. Continuei por duas, três vezes e, uma a uma, três, cinco lombrigas foram sendo expelidas; fiquei completamente saudável e, sentindo-me inclinado a me apegar ao poder do grande e maravilhoso Deus, que eu desconhecia até então, converti-me em 8 de outubro de 1948. Passei a venerar o Objeto de Culto, e minha família, começando por minha esposa, tornou-se uma família da Luz. Tenho oito filhos e, depois disso, todos eles, sem exceção, passaram por purificações intensas, como diarreia ou sarna, uma após a outra. Graças à proteção divina, todos se recuperaram, e tenho passado dias de gratidão. Sou motorista de caminhão. Em certa ocasião, no exercício do meu trabalho, recebi uma proteção divina tão grande que salvou minha vida; humildemente, apresento meu agradecimento e este relato. Em 27 de novembro de 1951, eu transportava carga para Tanba e, por volta das 18 horas, quando retornava a Quioto pela Estrada de Tanba, cheguei a Katsura e avistei cinco ou seis bicicletas que vinham em minha direção, com as luzes acesas, em fileira. Já estava escuro, e as margens da estrada não eram claramente visíveis. Ao tentar desviar das bicicletas, virei o volante para a direita; a roda dianteira direita saiu da estrada e, num sobressalto, o caminhão despencou por um penhasco de mais de dez metros. Ao cair num arrozal, capotou duas vezes. No instante da queda, pensei que era o fim. Uma forte sensação me veio à cabeça; mas, porque eu pensava em Meishu-Sama diariamente, fui levado a pensar: “Deixo nas Tuas mãos!”. O ajudante gritou “Socorro!” uma única vez e depois silenciou. Eu permaneci lúcido. Com muito esforço, rastejei para fora do veículo e, olhando ao redor para ver como estava o ajudante, vi-o imóvel na escuridão, como se tivesse saído do banco do ajudante não sei quando. Aproximei-me e o chamei, mas ele não respondeu. Toquei-lhe o corpo: estava completamente frio. Assustado, chamei-o em voz alta duas ou três vezes; ele finalmente recobrou a consciência e a temperatura do corpo voltou ao normal. Examinei-lhe o corpo: não tinha um único ferimento ou contusão. Eu também saí ileso. Que mistério! Foi realmente Meishu-Sama quem nos salvou. A alegria daquele momento é impossível de expressar em palavras — por favor, imaginem. Apenas agradeci a Meishu-Sama, com lágrimas de emoção, dizendo “Muito obrigado”. No dia seguinte, quando fui ao local para retirar o veículo, esperava encontrar danos consideráveis; no entanto, o vidro do farol estava apenas levemente trincado, sem nenhuma outra anormalidade. Por mais incrível que pareça, este foi o milagre: colidir com o chão depois de uma queda de mais de dez metros. Pela preciosidade da proteção divina, voltei-me para o leste e agradeci novamente. Através desta preciosa experiência, pude compreender profundamente a felicidade de ser um crente que recebe a proteção divina do Poder Absoluto. Hoje, quando o grande divisor de águas se aproxima, fiz um voto diante do altar, junto com minha esposa, de nos dedicarmos para que o maior número possível de pessoas possa compreender isso. Meishu-Sama, agradeço profundamente. (17 de abril de 1952) ―――――――――・―――――――――― Atropelado por um Carro em Alta Velocidade e Ileso 'Eikō' nº 148 — 19 de março de 1952 Endereço: Kōkōguchi, Cidade de Kokura, Prefeitura de Fukuoka Igreja Média Nanko, Yamamoto Akira (30) Meishu-Sama, desde a minha conversão, tenho recebido uma proteção divina infinita e imensa. Humildemente apresento meus agradecimentos, juntamente com o relato de algumas dessas inúmeras graças, ainda que minha escrita seja tosca. Converti-me em agosto de 1950, guiado por minha bondosa tia e por minha mãe. Eu era um tolo obstinado no pensamento materialista. Passei quase um ano como um cego, sem saber que Deus brilhava tão perto de mim. Durante esse tempo, minha mãe estava pendurando roupas no varal do parapeito do segundo andar quando o parapeito apodrecido cedeu completamente com seu peso. Apesar disso, o corpo dela pairou no ar e, embora naturalmente devesse ter caído junto com o parapeito, foi salva pela proteção divina. Noutra ocasião, quando a esposa do vizinho perdeu uma agulha enquanto fazia o acolchoamento de futons e ficou preocupada, minha mãe passou a mão sobre o local duas ou três vezes, e a agulha, que duas pessoas haviam procurado por mais de uma hora sem encontrar, apareceu milagrosamente. Outra vez, meu único filho, Sen, de dois anos, sofreu uma intoxicação e passava muito mal; com o Johrei de minha mãe, no dia seguinte já brincava normalmente, como antes. Apesar de testemunhar diante dos meus olhos a grandeza dessas e de inúmeras outras proteções divinas, eu, teimoso, interpretava tudo como fenômenos aleatórios, e as repetidas advertências de minha mãe entravam por um ouvido e saíam pelo outro. Muitas vezes o Ohikari ficava pendurado no pilar, e eu passava dias de uma ingratidão total. No entanto, em 3 de maio de 1951, enquanto organizava livros em uma estante, perdi o equilíbrio e caí de um banco no tatame. Bem abaixo de mim havia um braseiro com uma chaleira quente em cima, e bati com bastante força na região do pescoço. Mas, graças à proteção divina, não me queimei com a água quente, não bati a cabeça, e a região do pescoço também não doeu particularmente; naquele momento, não me lembrei da proteção divina e pelo menos considerei que não ter me ferido era o mais importante, deixando o dia passar. Porém, dez dias depois, em 13 de maio, um grande milagre ocorreu em meu corpo. Naquele dia, era o aniversário do meu tio, que mora em frente ao Parque de Diversões de Itsu, e o incidente aconteceu a caminho da festa. Tomei um ônibus em Mihagino e, por acaso, encontrei um velho camarada de guerra. Enquanto conversávamos animadamente depois de tanto tempo, chegamos a Itsu. Desci às pressas. Normalmente, eu atravessaria a rua por trás do ônibus; mas, não sei se foi um momento de distração, naquela vez, sem prestar atenção ao redor, saí correndo de repente pela frente do ônibus em direção a uma rua de 13 ken de largura. No mesmo instante, fui atingido de frente por um veículo militar americano que vinha em altíssima velocidade e arremessado como uma bola a uma distância de cinco a seis ken. Em seguida, perdi a consciência. As pessoas dentro do ônibus e na calçada certamente viram essa cena, exclamaram espantadas e dirigiram os olhares para mim. As pessoas que estavam próximas acorreram. Os militares americanos também pararam o carro e se aproximaram imediatamente. Tudo se passou num instante. E então, um grande milagre aconteceu. Eu, que fora arremessado como uma bola num piscar de olhos, estava de pé, a cinco ou seis ken de distância, sem um único arranhão. Os espectadores e os militares americanos, surpresos com a proeza inacreditável, balançavam a cabeça com expressões de quem não conseguia entender. Mas quem mais se surpreendeu fui eu. Era certo que eu deveria ter sido esmagado pelo veículo ou sofrido ferimentos graves; mas que milagre foi aquele? Tão incrível foi que apalpei todo o meu corpo. Então, senti algo tocar a ponta dos meus dedos. Acalmando meu coração e apalpando melhor, percebi que era o Ohikari, que até então não me vinha à mente. Foi naquele momento que, pela primeira vez, pude conhecer a existência de Deus. Senti uma gratidão verdadeira e profunda. Ao pensar que aquela era a proteção divina, da qual não me apercebera por tanto tempo, senti apenas uma gratidão imensa e, embora por ignorância, lamentei minhas inúmeras descortesias até aquele dia. Deixei a comemoração do aniversário do meu tio de lado e voltei correndo para casa. Contei o ocorrido à minha mãe; emocionada com a grandeza da proteção divina, ela chorou. Juntos, agradecemos à Imagem da Luz Divina. Os sentimentos daquele momento são impossíveis de exprimir em palavras. Meishu-Sama, muito obrigado. (1º de março de 1952) ―――――――――・―――――――――― Sobre a Bomba Atômica A Bomba Atômica Não é de Se Temer: O Poder de Salvação Surpreendente 'Eikō' nº 154 — 30 de abril de 1952 Endereço: Bairro de Shin'okeyamachi, Cidade de Kumamoto, Prefeitura de Kumamoto Igreja Grande Kōhō, Egashira Mieko (33) Relatarei as circunstâncias da viagem que fiz naquela ocasião. Quando o primeiro telegrama informou que o Sr. Egashira Tatsuo estava em estado grave, os pais dele foram ao hospital. No Hospital do Exército, porém, diante da gravidade extrema, não havia como tratá-lo; o veredito foi que não havia mais esperança. A mãe do Sr. Tatsuo, que já havia recebido as bênçãos do Caminho, perguntou: “Podemos fazer qualquer coisa, não importa o método?” Obtida a permissão, o pai voltou à Cidade de Okawa, na Prefeitura de Fukuoka, para pedir ao Mestre Kihara, que ali se encontrava, que fizesse uma viagem para realizar o Johrei. Foi quando chegou o segundo telegrama informando o estado grave. O Mestre disse: “De qualquer forma, vá vê-lo imediatamente.” Então eu, a irmã mais velha do Sr. Tatsuo e o irmão mais novo partimos naquele mesmo dia. Atravessamos o portão do Hospital do Exército de Hamada, na Prefeitura de Shimane, às 9 horas do dia 2 de setembro. Naquela ocasião, o terceiro telegrama urgente já havia sido enviado, e o Hospital do Exército nos informou que “enviar o terceiro telegrama é o mesmo que anunciar a morte”. O estado dele era de administração de oxigênio, rigidez total do corpo, pontas das unhas roxas e consciência quase inexistente. Como descrever o estado naquele momento? Não parecia haver salvação. No hospital, também previam o fim. Mais de dez médicos e enfermeiras de jaleco branco rodeavam o leito, sem saber o que fazer: apenas observavam atônitos, tomavam o pulso, enquanto o paciente, a cada instante, se transformava numa figura de morte. A irmã mais velha do Sr. Tatsuo, desesperada, agarrou-se à minha mão e, chorando, implorou: “Mestre, faça alguma coisa, por favor.” Nesse momento, ocorreu-me de súbito que Deus não me teria enviado a um lugar tão distante apenas para me mostrar a cena de alguém morrendo. Enquanto suplicava a Meishu-Sama a proteção divina, senti surgirem em mim uma força e uma coragem imensas. Perguntei ao diretor do hospital: “Não há mais jeito?” Ele respondeu: “Acho que não há mais o que fazer.” Prossegui: “Então, posso fazer qualquer coisa?” Ele respondeu: “Pode fazer o que quiser.” E eu disse: “Então, deixe-me fazer como acho melhor.” Obtive sua permissão e, imediatamente, removi a inalação de oxigênio e a compressa de gelo, e comecei a aplicar o Johrei. Passados cinco, dez minutos, o estado de rigidez, a respiração, a cor do rosto — tudo foi mudando gradualmente. Teriam se passado trinta minutos? Os médicos foram saindo um a um e, quando me dei conta, aliviada, não havia mais nenhum jaleco branco à vista. A partir daí, recusei as injeções, descartei os medicamentos todas as vezes, coloquei o gelo em garrafas térmicas para nosso próprio consumo e mudei a alimentação para uma dieta normal. Como o hospital se opôs, o processo atrasou três dias; nesse período, passávamos nossa própria comida ao paciente. Assim, buscamos sua recuperação. Embora tivesse diarreia intensa, grande quantidade de pus saindo das áreas queimadas e dores localizadas, ele melhorava a cada Johrei; em cerca de uma semana, já conseguíamos acompanhá-lo ao banheiro, e ele até brincava na cama. Embora estivesse preocupada, como havia recebido do Mestre uma licença de apenas uma semana, confiei o restante à irmã mais velha e decidi voltar à cidade de Okawa no oitavo dia. No entanto, ao ir para a estação seguinte, perdi o bilhete de trem, o que senti como uma indicação de que deveria continuar o Johrei. De qualquer forma, quando cheguei em casa, encontrei um telegrama dizendo “Continue o Johrei como está”, que se cruzara com o meu caminho; voltei imediatamente para continuar o Johrei. Naquela época, trazíamos de fora vários alimentos para ajudá-lo a recuperar as forças. Dois ou três dias depois, em minha ausência, o hospital apresentou uma queixa. Naquela ocasião, o hospital estava em grande alvoroço porque “o segundo-tenente Egashira havia se salvado”. Fui à sala do diretor, que, com ar autoritário, disse: Diretor: "Você é a tal Egashira, não é? É parente do subtenente Egashira?" Eu: "Não sou parente." Diretor: "Com quem você conseguiu permissão para entrar neste hospital?" Eu: "Não é um lugar onde se possa entrar sem permissão, não é? Estou entrando e saindo com este crachá, como pode ver." Fiquei extremamente irritada. Pensei: "O que é isso? Já nos encontramos várias vezes, e você não disse que eu poderia fazer o que quisesse?" Diretor: "É você que está mexendo no paciente, que recebeu ordem de repouso absoluto, e pressionando o peito dele?" Eu: "Não estou pressionando, mas sou eu que estou fazendo." Diretor: "Que absurdo, uma garotinha como você. Não vá dizer que o curou sozinha quando voltar para o interior. Aquele paciente foi curado com o uso de medicamentos preciosos." Pensei: "Hum, você mesmo desistiu dele. E desde então, não tomou uma única injeção." Deixei escapar um riso amargo quando ele disse: Diretor: "O que você pensa que este lugar é?" Eu: "Este é o Hospital do Exército, não é? A menos que eu seja uma ladra, não entrei pulando o muro. Você não me entregou aquele paciente?" Enquanto eu falava, a mãe do Sr. Tatsuo, que estava por perto, puxou-me a manga e procurou apaziguar o diretor. A situação resolveu-se sem maiores problemas. Voltei ao quarto do paciente e pensei: "Isso não está certo. Conseguimos chegar até aqui com a ajuda do Johrei, mas, para salvar a honra do hospital, eles pretendem tirar o paciente de nossas mãos." Deixei o assunto com a mãe e a irmã do paciente e, pensando que ficar mais tempo só pioraria a impressão dos médicos, voltei para o Bairro de Okawa. Enquanto isso, o pai do Sr. Tatsuo foi ao hospital, fez negociações nos bastidores e conseguiu a autorização de alta. As palavras do diretor — "É uma pena, mas, devido à grande quantidade de morfina usada para o tétano, o corpo não poderá mais ser usado como antes. A queda de cabelo na cabeça também não voltará a crescer" — foram ignoradas. Hoje, ele tem uma cabeleira negra e espessa, e vive dias ocupados como jovem proprietário de um próspero negócio. Meishu-Sama, mesmo a mim, tão tola, concedeu esta experiência tão nobre e grandiosa e a felicidade imerecida de ser usada em Sua sagrada obra de salvação do mundo. Sou profundamente grata e rogo para que continue a me usar ainda mais no futuro. Meishu-Sama, muito obrigada. (30 de abril de 1952) Doença da Bomba Atômica em Estado Terminal Curada Completamente pelo Johrei Meiji-machi, Cidade de Okawa, Distrito de Mizuma, Prefeitura de Fukuoka Igreja Grande Kōhō, Tatsuo Egashira (29 anos) Fui atingido pela bomba atômica que explodiu em Hiroshima pouco depois das 8h da manhã de 6 de agosto de 1945. No meio do campo de treinamento, a cerca de 500 metros do centro da explosão, fui derrubado pela onda de choque e, ao mesmo tempo, minhas roupas pegaram fogo. Rolei desesperadamente para apagar as chamas, mas sofri queimaduras nas partes expostas do corpo. Na época, eu era aspirante a oficial, e meu batalhão original ficava em Hamada, na Prefeitura de Shimane; por isso, fui internado no Hospital do Exército de Hamada, em frente ao batalhão (internação em 12 de agosto). A seguir, relato com base nas anotações de meu pai, telegramas da época, palavras de parentes e minhas próprias memórias vagas. Parece que eu era o paciente mais grave do hospital. Deram-me um quarto individual e, na entrada, foi colocada uma bola vermelha (sinal de paciente grave), permitindo assim que minha família me acompanhasse. Alguns dias depois, em decorrência das queimaduras, sobreveio o tétano: meu corpo ficou rígido e o médico militar ordenou repouso absoluto. Acredito que, na época, tenham feito todo o possível com a melhor tecnologia médica do Exército Japonês, que era a mais renomada. Mais tarde, o hospital enviou telegramas oficiais de urgência por três vezes, anunciando meu estado crítico. Anotações de meu pai: "No dia 29 à tarde, agradeci ao médico-chefe e perguntei sobre a evolução e as perspectivas futuras. O médico-chefe disse: 'Atualmente, não há método de tratamento no país. Dez em cada dez, cem em cada cem, morreram; portanto, esteja preparado. Além disso, quanto ao segundo-tenente E., a equipe médica concentrou o tratamento na recuperação do tétano, injetando grandes quantidades de soro caro e quase indisponível para civis, e, como a rigidez não cedia, também injetou grandes quantidades de morfina. Portanto, o tétano está quase controlado, mas não há nada a fazer quanto à penetração do urânio atômico. E, mesmo que se recupere totalmente, devido à grande quantidade de morfina, ele certamente se tornará um viciado em morfina; portanto, esteja preparado para que ele seja um fardo para os pais por alguns anos.' Perguntei: 'Então, posso cuidar dele com o método que penso?' O médico-chefe respondeu: 'Pode. Cuide dele o melhor que puder.' Assim, concordamos, eu e minha esposa, que não havia outra opção senão confiar apenas no Johrei. No dia 30, às 7h13, partimos de Hamada para solicitar ajuda ao Professor Kihara, do Centro de Orientação de Okawa, na Prefeitura de Fukuoka." Não esquecerei o dia 2 de setembro. Naquele dia, até eu mesmo achava que seria difícil. Mais tarde, soube que estava com dificuldade respiratória, recebendo oxigênio, com o rosto e as mãos roxos, e que o diretor do hospital, a chefe de enfermagem e mais de dez cirurgiões estavam presentes. O hospital também deve ter pensado que era o fim. Quanto tempo terá se passado? Naquele exato momento, a Sra. Mieko Egashira, que havia viajado de longe, da cidade de Okawa, em Kyushu, por orientação do Professor Kihara, chegou e imediatamente aplicou o Johrei. A partir daí, graças a isso, meu quadro melhorou repentinamente. Ah, eu, que certamente teria morrido, recebi uma nova vida. Meishu-Sama, muito obrigado. Ao fazer este relato dos dias passados, sinto vergonha, mas, mais uma vez, peço sinceras desculpas por ter recebido tão sublime graça e ter vivido apenas para meus próprios assuntos. Até então, as dezenas de rigores diários foram amolecendo a cada Johrei, dia após dia. Três dias após receber alta e voltar para casa, comecei a receber o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Já se passaram seis anos e meio, e nunca mais fiquei de cama; casei-me e trabalho com saúde. Além disso, com base em minhas anotações, relato a seguir o estado dos glóbulos brancos, que parecia ser de grande importância no hospital. 5 de agosto: Peso 51,3 kg 6 de agosto: Ferido pela bomba atômica enquanto liderava os alunos no campo de esportes da Escola de Cadetes do Exército de Hiroshima 8 de agosto: Chegou a Ujina em um caminhão e foi recolhido. 12 de agosto: Internado no Hospital do Exército de Hamada. 13 de agosto: Glóbulos brancos 1.600 2 de setembro: A partir de hoje, recebe Johrei. 4 de setembro: Glóbulos brancos 6.000 5 de setembro: Glóbulos brancos 8.000 13 de setembro: A partir de hoje, vai ao banheiro andando. 15 de setembro: Peso 40 kg 19 de setembro: A partir de hoje, dieta normal. Mas isso foi uma permissão oficial; na verdade, comecei a comer alimentos normais desde que comecei a receber o Johrei. 5 de outubro: Peso 41,2 kg 13 de outubro: Glóbulos brancos 8.600. Hoje, recebi permissão para tomar banho. 20 de outubro: Peso 44 kg 23 de outubro: Alta hospitalar 8 de novembro: Glóbulos brancos 7.200, medido no Hospital da Prefeitura de Saga. 9 de novembro: Peso 50 kg Dizem que a contagem normal de glóbulos brancos é de 6.000 a 7.000, e que, entre os que vieram de Hiroshima, era raro alguém cuja contagem aumentasse tão rapidamente. Quando ultrapassou 8.000, o hospital se assustou e tentou intervir, mas a Sra. Mieko Egashira recusou firmemente e, com o Johrei, conseguiu manter o tratamento. Dizem que, entre os que andavam no hospital, a contagem máxima era de cerca de 3.000. Atualmente, meu peso é de 58 kg. Acima, embora extremamente resumido, apresento o relato geral. Muito obrigado. (30 de abril de 1952) Queimadura por Radiação Atômica Curada pelo Johrei Aza Nakayamadake, Cidade de Imari, Distrito de Nishimatsuura, Prefeitura de Saga Igreja Grande Kōhō, Zen'emon Hiwatashi (46 anos) Meishu-Sama, peço desculpas pelo atraso em relatar. Desculpe-me. Embora, como vítima da bomba atômica, minhas palavras sejam imperfeitas, apresento humildemente minha gratidão e relato. Por favor, perdoe-me. Fui convocado temporariamente em 16 de junho do 20º ano da Era Showa (1945) como membro do antigo Quartel-General da Fortaleza de Nagasaki. Após três semanas de treinamento básico, em 9 de julho fui enviado, com seis companheiros, como parte de uma equipe de cultivo agrícola para a área de cultivo no Monte Inasa. Nós, cinco dos soldados, cruzamos a cidade de Nagasaki e fomos trabalhar nos campos atrás do antigo forte (a cerca de 70 a 100 metros do centro da explosão da bomba atômica, o que soubemos depois). Trabalhamos arduamente e, durante o intervalo das 10h30, sentamo-nos à sombra de uma árvore, tirando as camisas e descansando seminus. De repente, ouvimos o som de aviões inimigos. Estranhando, tentei me levantar (eram 10h55). Junto com um som estranho, "shuu shuu", uma luz amarelo-esbranquiçada do tamanho de uma fava caiu sobre nós como uma chuva de verão. Fui derrubado no local e desmaiei. Após um tempo, recobrei a consciência e rastejei para um abrigo antiaéreo. Quando olhei para meus companheiros, quatro deles tinham a pele do rosto, braços, peito, barriga e costas completamente descolada, exalando um odor horrível e nauseante. Um dos companheiros estava ileso. Encorajamo-nos mutuamente, dizendo: "Isso vai sarar em uma semana", e apertamos os dentes para suportar. As feridas doíam cada vez mais, e o sofrimento era indescritível. Sob a ordem do líder da equipe de "superar todas as dificuldades e retornar ao alojamento antes do anoitecer", contornamos áreas com menos fogo, desviando para um lado e outro, e quase pisando em cadáveres espalhados pelo caminho, apressamo-nos em direção ao Monte Inasa. Finalmente chegamos ao alojamento às 19h30, mas nessa hora já estava com febre alta e não consegui comer nada. Gradualmente, senti calafrios e as feridas ardiam; do lado de fora, a cidade estava em chamas, iluminada em vermelho vivo. Por volta da meia-noite, um médico militar começou a fazer curativos no abrigo, mas os remédios acabaram após atender apenas o líder da equipe. Nós três ficamos como estávamos, esperando o amanhecer para ir ao hospital, mas o corpo estava cada vez mais cansado e caminhar se tornou difícil. Após esperar muito, fui tratado por volta das 14h e retornei ao quartel-general. A partir daí, recebi tratamento diário na enfermaria, mas a febre não baixava, minha garganta doía, minhas mãos estavam inúteis, e meus companheiros me alimentavam com mingau de arroz. Durante os ataques aéreos, sofria mental e materialmente ao me abrigar. Além disso, a remoção das bandagens antes do tratamento era como ter a pele arrancada viva; ao lembrar daquela época, ainda sinto arrepios. No dia 16 de agosto, durante o tratamento, o médico militar disse: "Não há mais remédios aqui, então vou interná-lo no hospital." Fui internado à tarde. No entanto, lá não recebi sequer um exame; apenas me davam três refeições por dia. No quartel-general, parecia que minhas feridas estavam um pouco melhores, mas começaram a doer novamente. Não aguentando mais, tirei as bandagens e, com meu corpo debilitado, peguei água para lavar o pus e me refrescar com uma toalha, passando três dias assim. Em 19 de agosto, às 2h da manhã, recebi a ordem: "Você será transferido para Saga. Pegue seus pertences e desça. O carro está esperando, apresse-se." Fui levado à Estação de Nagasaki. Às 19h do mesmo dia, fui internado no Hospital Militar de Saga. Três dias depois, consegui segurar um lápis pela primeira vez e, quando pude comer com as duas mãos, senti uma grande alegria. O tratamento consistia em aplicar uma pomada branca. Ao ler nos jornais as notícias sobre o poder e o veneno mortal da bomba atômica, fiquei preocupado por ter absorvido uma quantidade considerável de toxinas. Em 29 de agosto, após exame, fui enviado para tratamento em fontes termais. Ao ir ao banho público e me olhar no espelho pela primeira vez, fiquei chocado com o quanto meu corpo havia emagrecido. Tomava banho duas vezes ao dia, de manhã e à tarde, e gradualmente melhorava, mas minha cabeça permanecia pesada e, ao me levantar rapidamente, caía com frequência. Além disso, enquanto muitos sofriam de diarreia, eu tive constipação por uma semana, o que me incomodou muito. Após três semanas, fui considerado curado e recebi alta, retornando para casa. No entanto, aproveitando-se da minha fraqueza, surgiu uma nevralgia e, com o frio, as cicatrizes doíam. Passei muito tempo fazendo injeções, acupuntura e moxabustão; também me esforcei para comer fígado de animal, que diziam ser bom para aumentar os glóbulos brancos, mas não melhorava facilmente. O tempo passou e, no ano seguinte, em abril e maio do 21º ano da Era Showa (1946), as cicatrizes coçavam tanto que, à noite, eu as coçava até sangrar. Um dia, o Sr. Higashijima, de Wakita, falou-me sobre o Caminho, mas eu, que até então acreditava na fé budista e na medicina, não conseguia acreditar plenamente. Por acaso, minha esposa também sofria de reumatismo e, ao voltar da acupuntura, ouviu de uma amiga sobre o Caminho. Após conversarmos, fomos guiados a visitar a igreja. Primeiro, minha esposa foi; ouviu várias histórias preciosas sobre o Komyo-Nyorai e recebeu a intermediação. Enquanto recebia o Johrei por cerca de uma semana, ela disse que foi melhorando gradualmente. Quando a data da visita do Professor Kihara foi marcada, o Professor Inuzuka nos incentivou a aproveitar a oportunidade para receber o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), e imediatamente solicitamos. Como a doença da minha esposa melhorava aos poucos, eu também, embora atrasado, comecei a visitar a igreja e a ouvir as palestras, compreendendo aproximadamente o que era o Caminho. Logo depois, veio a temporada agrícola intensa e, com paciência, dediquei-me ao trabalho. No último dia do plantio de arroz, de repente tive uma forte dor de cabeça, a ponto de não suportar o trabalho. No dia seguinte, deixei tudo de lado e fui à igreja. Ao receber o Johrei, melhorei um pouco, mas, ao voltar para casa, a dor voltou. Compreendi que a doença é um processo de purificação e passei a suportar pequenos sofrimentos. Solicitei o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e me tornei membro. Durante o curso, ouvi várias palavras preciosas do Professor Kihara e me envergonhei do meu passado. Quando ele disse: "O Komyo-Nyorai precisava de sua vida e o salvou milagrosamente. Agradeça a Ele", minha cabeça, já inclinada, não conseguiu se levantar. Ele também disse: "Sua doença é agora a segunda purificação. A primeira foi nublada, a segunda é chuva, e logo virá o tempo de clarear." Ao ouvir isso, fiquei realmente animado e encorajado. Enquanto recebia o Johrei por dez dias, melhorei dia após dia, sentindo-me verdadeiramente bem, e pude dedicar-me ao trabalho com afinco. Desde então, no verão coçava um pouco, no inverno era apenas um leve incômodo, e passei sem purificações significativas. Por volta do final do ano, recuperei meu físico original e, a partir do 23º ano da Era Showa (1948), não tive mais estímulos; apenas ocasionalmente pegava um resfriado ou tinha uma leve dor de barriga como purificação. Desde que me tornei membro, há seis anos, minha família inteira vive sem medicamentos, e realmente passamos os dias com gratidão. Meishu-Sama, muito obrigado por salvar a mim, que não tinha vida. Expresso minha mais profunda gratidão. De agora em diante, estou decidido a guiar o maior número possível de pessoas o mais rápido possível e a servir na construção do Paraíso Terrestre. (7 de maio do 27º ano da Era Showa - 1952) Queimadura causada pela radiação atômica curada pelo Johrei "Ferimento de quatro sun na cabeça pela bomba atômica; após o Johrei, a hemorragia cessou" — Da revista "Eikou" nº 155, publicada em 7 de maio do 27º ano da Era Showa (1952) Cidade de Shinmei, Distrito de Imadate, Província de Fukui Igreja Média Daijō, Ikuko Yamada (28 anos) Sempre que me lembro, sinto arrepios na pele. Relato a memória da proteção divina que recebi durante a explosão da bomba atômica em Nagasaki, há sete anos, um evento trágico do século. Na época, eu estava evacuada em uma casa isolada num pinhal, em uma colina baixa, num lugar chamado Michio, a cerca de uma légua do epicentro. Subindo um pouco além do local da casa, havia uma colina com uma vista bastante ampla. Naquele dia, após o sinal de fim do ataque aéreo, quando estávamos aliviados, de repente, como se um raio de sol tivesse atravessado uma fenda nas nuvens, brilhou uma luz semelhante à do sol do meio-dia de verão, porém mais intensa. Quando pensei: "O que é isso?", meus pés, dentro de casa, estavam enterrados em pilhas de lascas de madeira. Não me lembro como saí; de qualquer forma, pulei para o abrigo antiaéreo do lado de fora. Quando me acalmei e olhei, minha blusa branca estava manchada de sangue. Apalpando para descobrir onde estava ferida, encontrei um corte diagonal da testa até a cabeça. O sangramento era tanto que manchou completamente a parte branca da blusa que usei para estancar. Diante de um ferimento tão grave, enquanto minha sogra e as pessoas que entravam e saíam apenas se desesperavam, deitei-me no tatame frio do abrigo e me concentrei no Johrei. Lembrei-me da fotografia de Meishu-Sama que havia visto na igreja de Tóquio (na época chamada de centro de tratamento) e, enquanto recitava "Grão-Mestre" (como o chamávamos na época), realizei o Johrei. Achei que era um ferimento grave, mas, quando me olhei no espelho mais tarde, vi que havia uma abertura de cerca de quatro polegadas, da lateral da sobrancelha esquerda até o topo da cabeça, larga o suficiente para caber dois dedos, como uma romã partida. Naquele momento, não senti nenhuma ansiedade sobre viver ou morrer; apenas me agarrei a Ele com toda a minha fé. Logo o sangramento parou; fiz então uma faixa na cabeça com gaze e examinei meu corpo. Havia um local no braço direito como se tivesse sido arrancado com uma colher, e alguns outros ferimentos pequenos, mas, quando realizei o Johrei, ao final saiu um sangue preto e grosso, e a ferida parou de sangrar. Milagrosamente, ferimentos tão graves não doeram nada e, três ou quatro horas depois, comecei a limpar a casa. Todas as superfícies da casa que pareciam perpendiculares à onda de choque estavam destruídas; as portas de vidro do segundo andar estavam apenas com a estrutura, e as portas de papel se transformaram em lascas de madeira sem forma. Como algo poderia se transformar em lascas de madeira tão finas? A casa estava tão cheia delas que não se conseguia dar um passo, e eu pensava profundamente como conseguira sair dali. Depois disso, continuei o Johrei sozinha, sem descansar um único dia, e usei bastante a cabeça e o corpo. No local por onde a luz passou — um trecho de cerca de duas faixas estreitas de largura — as folhas das árvores estavam completamente queimadas, encolhidas e marrons. Nas proximidades, havia lugares queimados por cerca de um ken (aproximadamente 1,8 metro). Cerca de dez dias depois, fui a Oiso, recebi um papel espiritual do Professor Hara, colei-o e recebi o Johrei uma vez por dia. Em 10 de setembro, comecei a frequentar a casa do Professor Hori, em Seijo. Durante um tempo, saiu muito pus espesso da ferida; depois, a carne começou a crescer. No final de novembro, a carne que havia se elevado temporariamente se achatou, a coloração rosada desapareceu e, em meados de dezembro, as bandagens foram retiradas. Desde então, passei sem sintomas perceptíveis no corpo. A metade esquerda da cabeça ficou dormente, a ponto de não sentir claramente ao toque, mas recentemente quase se curou. A cicatriz também está gradualmente adquirindo uma cor semelhante à da pele ao redor. Sempre que me lembro, sinto que, mesmo tendo apenas recebido o Ohikari, sem nenhum mérito ou trabalho de minha parte, recebi uma proteção divina como esta. Toda vez que me recordo, sinto, como se fosse agora, profunda gratidão por ter r, e apenas expresso minha sincera gratidão. Meishu-Sama, muito obrigada. A partir de agora, desejo sinceramente poder ajudar na Obra Divina dentro das minhas possibilidades. (7 de maio do 27º ano da Era Showa, 1952) Protegido pela proteção divina, Livre da Bomba Atômica e Ileso no Meio do Gás Venenoso 'Eikō' nº 155 — 7 de maio de Showa 27 (1952) Distrito de Nishi-Hiki-Mido, Província de Hiroshima Igreja Média Ōhara, Seiji Ueda (45) Recebi o Ohikari por volta de junho de Showa 19 (1944), em Hiroshima. Naquela época, era o período da terapia de pressão com os dedos. Não tinha doenças, mas fui recomendado por um parente. Dizia-se que, por meio dessa terapia, as doenças seriam curadas e que se receberia o poder de ajudar outras pessoas. Diziam também que, ao se converter, seria possível fazê-lo imediatamente e com facilidade. Senti que aquilo não era algo comum, mas, claro, não conseguia compreender a teoria na época. No entanto, o fato de ter conseguido evitar a bomba atômica do século por causa disso é grandioso. É solene. Em julho e agosto de Showa 20 (1945), o calor persistia. Durante minhas atividades diárias na cidade, ocasionalmente eu presenciava ataques de B29, mas nada de diferente acontecia comigo. Na época, eu trabalhava em uma fábrica de suprimentos militares na cidade K, situada 13 quilômetros ao norte da cidade de Hiroshima, a 35 minutos de trem elétrico da Ferrovia Nacional. Minha casa ficava na parte oeste da cidade, a menos de meia légua do centro da explosão atômica (continua no mesmo local). Na empresa, devido à escassez de materiais na época, eu passava quase todas as manhãs na cidade, em compras e assuntos com repartições públicas. Naquele 6 de agosto, saí de casa cedo, como se tivesse sido expulso, e peguei o trem das 6h30 na estação de Yokogawa (estação da linha provincial no norte de Hiroshima) para ir ao trabalho. Isso ainda hoje me parece um mistério. Minha mesa ficava no lado norte do escritório, voltada para o sul; pela janela sul via-se o céu na direção de Hiroshima, naquele dia também de um branco-azulado que lembrava o calor intenso, cortado diagonalmente pelas montanhas a oeste. Senti o clarão no céu por todo o meu corpo exatamente às 8h15. "É uma bomba nova", foi a opinião de todos. A nuvem de fumaça da explosão, em forma de cogumelo, após o clarão, era algo realmente estranho. Os que vinham de Hiroshima voltaram por volta do meio-dia em um caminhão. Muitas casas nos arredores da cidade ainda estavam queimando. No caminho, encontramos grupos de evacuados, todos ilesos, mas fiquei intrigado ao ver que nenhum deles carregava sequer uma bolsa, muito menos bagagem. No meio do caminho, desci do caminhão e tive dificuldade para chegar a Yokogawa seguindo a linha férrea da ferrovia provincial por causa do gás. Cadáveres caídos ao longo do caminho, feridos graves ainda respirando, homens e mulheres completamente nus, com a pele dos braços, pernas, peito e costas arrancada, a carne vermelha pendendo frouxamente, implorando por alívio e ajuda, feridos aglomerados na areia do leito do rio — tudo isso ainda hoje vem vividamente à minha mente. A partir do dia seguinte, refugiei-me na casa de um parente, cerca de 16 quilômetros a oeste da cidade, e passei aproximadamente um mês percorrendo vários pontos da cidade à procura de conhecidos. Saía por volta das 6h, começava a voltar por volta das 20h, ao anoitecer, e chegava em casa perto das 23h. Como não havia transporte algum, íamos e voltávamos a pé. Sob o sol escaldante, Hiroshima, coberta por uma estranha cor marrom-escura, sem um traço de verde ou azul, impregnada do gás da bomba atômica e do odor de cadáveres, parecia conduzir-me a uma profunda reflexão como sobrevivente. Minha camisa e minhas calças brancas ficavam cobertas de moscas, a ponto de ficarem pretas; por mais que as espantasse, não havia fim para elas. Eu, que trabalhara por quase vinte anos no setor administrativo de uma loja de tecidos e tinha constituição frágil, sentia dores nas solas dos pés ao andar de tabi de sola grossa; com o tempo, porém, a pele engrossou. Ao subir ao topo do morro que fazia a fronteira entre a vila e a cidade, ao entardecer, a sensação refrescante do ar vindo do campo a oeste era uma experiência inédita. Imaginem como o ar da cidade de Hiroshima, naquela época, não era normal. Eu, poupado do desastre da bomba atômica, vivi todos os dias imediatamente depois em meio àquele gás sem sentir problema algum. Isso também, penso eu, não foi normal. Mais tarde percebi que, entre agosto e setembro daquele ano, tive diarreia sem dor nem febre por cerca de uma semana. Nos últimos anos, senti que isso foi uma purificação muito boa que recebi. Sou grato por ter recebido a vida por meio dessa purificação. Por causa desse gás, foi considerável o número de pessoas salvas no momento da explosão e de evacuados que, após a exposição, feriram-se ao sair pela cidade; muitas morreram em consequência disso. Ouvi uma ou duas histórias de pessoas do interior que, depois da bomba, vieram à cidade por apenas um dia para verificar os túmulos de um templo e morreram após voltar para casa. Isso mostra como a condição do ar depois da bomba era ruim. Eu, que a princípio fui protegido da bomba atômica, naturalmente não sabia na época que se tratava de uma bomba atômica (acho que ninguém, exceto especialistas, sabia disso então). Naturalmente, também ignorava a toxicidade do gás da bomba atômica e, enquanto vagava por aquele gás extremamente perigoso, que se poderia chamar de segundo estágio, não tive, sem o saber, nenhuma anormalidade no corpo, graças à proteção da purificação. Não posso deixar de reconhecer nisso a proteção do Grande Deus e de Meishu-Sama. Sou verdadeiramente grato e expresso meus mais profundos agradecimentos. Naquela época, tratei uma parente queimada sem tocar sua palma; sua dor diminuiu e ela se recuperou por completo. Quando sua casa desabou, ela ficou soterrada e feriu o ombro direito e toda a mão direita, lesionando os tendões; os movimentos dos dedos ficaram insuficientes e a dor era intensa. Após o tratamento das queimaduras, porém, ela melhorou com o Johrei. Depois da bomba atômica, todos os sobreviventes evacuaram para fora da cidade e perdemos o contato com este Caminho. Foi então que, em Showa 21 (1946), o Sr. Ishihara, da atual Igreja Média Ōhara, veio de longe até Hiroshima, apesar de todas as dificuldades de transporte e alimentação. Para nós, que sobrevivemos à bomba atômica, isso foi verdadeiramente uma graça do Grande Deus e de Meishu-Sama, e expressamos nossa profunda gratidão e emoção. Desde então, recebemos orientação mensal e obtivemos permissão para estabelecer a Filial H. Especialmente no dia 12 de março passado, realizamos a primeira grande palestra da Igreja Messiânica Mundial nesta cidade de Hiroshima. A vinda do Presidente da Igreja e de outros mestres até Hiroshima — ao pensar em como isso alegrou não só a nós, sobreviventes, mas também os espíritos das mais de duzentas mil vítimas da bomba atômica — é algo de emoção imensurável. Estou decidido a continuar me esforçando cada vez mais pelo Caminho. É um relato simples, mas gostaria de relatar minha experiência com a bomba atômica. Meishu-Sama, muito obrigado. Expresso meus mais profundos agradecimentos. (7 de maio do 27º ano da Era Showa, 1952) Salvo da Doença da Bomba Atômica 'Eikō' nº 154 — 30 de abril de Showa 27 (1952) Cidade de Hiroshima, Bairro de Furuta, Takasu Igreja Média Daikō, Susumu Mukai (21) Bomba atômica! Como a ciência criou algo tão maravilhoso e terrível. Embora tenhamos sobrevivido por sorte, nossos objetivos e lares foram virados de cabeça para baixo. Naquela época, no fundo da luta contra a doença e a pobreza, prestes à ruína, o que teria acontecido se não tivéssemos sido salvos pelo Johrei da Igreja Messiânica Mundial? Meishu-Sama, muito obrigado. Relato este fato. A "explosão atômica", embora fosse o destino, foi excessivamente trágica. Meu pai, que orientava estudantes aprendizes em uma fábrica de suprimentos militares, teve um fim prematuro junto com os jovens aprendizes. Como minha casa ficava a cerca de dois quilômetros do epicentro, todos os outros membros da família se salvaram, mas o telhado, o teto, os móveis etc. foram todos arrancados, e a casa ficou num estado em que não se podia pisar em lugar algum. Fugimos com os vizinhos para um abrigo no vale atrás do morro e passamos dias e noites de angústia com muitos feridos (a maioria com queimaduras, com a parte superior do corpo ou o corpo inteiro inchado cerca de duas vezes, impossíveis de reconhecer à primeira vista). Nessa situação, não havia tempo para médicos ou remédios. Aplicávamos óleo de cozinha ou suco de hortaliças. O médico disse: "Os queimados desejam especialmente água, mas é absolutamente proibido dar muita." Foi realmente de partir o coração. Todos gritavam como loucos: "Água, água, me dê água." Dizíamos: "Não pode ser de uma vez, tenha paciência." Quando se acalmavam e paravam de se mexer, viam-se todos pretos e mortos. Ah, se iam morrer de qualquer jeito, queria ter deixado que bebessem água à vontade. Depois, descobri que deixá-los beber o quanto quisessem dava melhores resultados, e houve quem se salvasse por causa disso. No início, todos se esforçavam para cuidar, pensando em como aliviar e salvar; mas, diante da cena das pessoas morrendo de forma tão cruel, ficamos atônitos, como se tivéssemos perdido a consciência. Ao lembrar daquela época, a mão que segura a caneta fica pesada e lenta. Aqueles que receberam radiação, mas aparentemente não tinham nada, começaram a vomitar sangue escuro, a apresentar fezes com sangue; o cabelo caía todo de uma vez, e caíam um após o outro. Disseram: "Junto com a bomba, foi usado 'gás venenoso', que ainda está na cidade, então é perigoso." Nós também fugimos rapidamente para o interior, para o local de evacuação. Logo veio o fim da guerra. Ao ouvir aquela notícia de última hora, tive uma sensação indescritível. Em Hiroshima, transformada em ruínas, começaram a despontar brotos verdes de plantas. E assim pudemos voltar para a terra que pensávamos que nunca mais seria habitável. Mas a alegria de viver para construir um novo Japão pacífico durou pouco. Minha mãe, que havia recebido radiação no lado esquerdo do corpo naquela época, sentia aquela parte dormente e pesada, e sua condição física piorou. Eu também comecei a adoecer com frequência, sentia o corpo pesado e não conseguia me concentrar no trabalho. Na época, chamavam isso de doença atômica e, como as pessoas caíam como descrito acima, ficávamos muito preocupados se aconteceria o mesmo conosco. Consultei um médico local, que disse: "Seus pulmões estão muito ruins. Se não seguir minhas instruções, é perigoso." Mas, de alguma forma, não acreditei; consultei vários médicos, que deram opiniões diferentes, então parei de ir ao médico e só tomava os remédios que conseguia. No entanto, fui piorando gradualmente, com a cabeça pesada, problemas estomacais e intestinais, e sem forças para trabalhar. Meu corpo emagreceu; fiquei como um fantasma. Ah, como queria ficar forte, melhorar logo, e quanto mais me desesperava, mais piorava. Pelo menos para ter algo forte espiritualmente, peguei a Bíblia, livros budistas e de cultivo espiritual que meu pai havia deixado, mas não tinha nem forças para lê-los e compreendê-los. Então, desisti, pensando: "Ah, não sirvo para nada, não entendo mais nada." Ali, o demônio ria de forma sinistra: "Deuses e Budas não existem, essas coisas são para fracos como você adorarem à vontade; felicidade, que ridículo" — e eu, sem perceber, acabei me tornando assim, quase uma pessoa terrível, cavando minha própria cova. No entanto, ao ver o rosto ansioso de minha mãe e de meus irmãos mais novos, que dependiam apenas de mim, senti uma raiva indescritível e me debatia na agonia do remorso. Incapaz de suportar essa doença, pobreza e sofrimento espiritual, minha mãe, que era forte, também disse: "Estou prestes a cair também; se é assim, teria sido melhor termos morrido todos juntos na bomba atômica naquela época." O que restou foi apenas "desespero". Foi em setembro do 23º ano (Showa 23, 1948). Ouvimos que alguém na vizinhança estava curando doenças com algo diferente, e minha mãe, após receber apenas três sessões de Johrei, ficou com um rosto mais alegre do que nunca e disse: "Meu corpo ficou muito mais leve. É uma sensação indescritivelmente boa. Você também deveria pedir. Ele disse que qualquer doença melhora", e me incentivou com entusiasmo. No começo, eu detestava esse tipo de coisa, então não dei atenção; mas pensei em tentar uma vez e fui, e fiquei surpreso. Era um homem jovem, e o que ele dizia era tudo diferente do que eu já tinha ouvido, o que de alguma forma me atraiu. Com cautela e desconfiança, continuei por um mês, e minha grave gastrite melhorou completamente. Minha mãe também se curou dos sintomas do lado esquerdo do corpo e, então, recebeu o Ohikari. Como pensei que era uma religião nobre, pedi ao mestre para me filiar; em dezembro recebi o Ohikari, e minha mãe e eu nos alegramos em casa. Depois disso, recebemos muitos milagres e purificações, e minha fé, que quase desmoronava, foi fortalecida pela orientação vigorosa dos mestres. Agora, três anos depois, recebemos uma vida saudável, tanto espiritual quanto materialmente, e nossa casa está envolta em luz, permitindo-nos viver uma vida de gratidão. Por fim, até hoje, enormes quantias de dinheiro têm sido gastas na doença da bomba atômica, e várias pesquisas têm sido feitas pela ciência médica moderna, mas nós, que realmente enfrentamos isso, declaramos claramente ao mundo inteiro: "Não há nada além do Johrei que possa verdadeiramente salvar esta doença da bomba atômica." Meishu-Sama, muito obrigado. (30 de abril de Showa 27, 1952) Grande Atuação com o Johrei do Pikadon sobre a Cabeça 'Eikō' nº 153 — 23 de abril de Showa 27 (1952) Província de Hiroshima, Tomiyo Miyoshi (56) Desta vez, recebi através do presidente da associação as palavras de Meishu-Sama: "Relatem a proteção divina da bomba atômica e outras experiências", mas não consigo expressar com palavras ou por escrito uma proteção divina tão grande. Peguei a caneta, comecei a escrever, parei, e tentei escrever várias vezes, mas, sendo naturalmente ruim em redação, ao saber que Meishu-Sama leria pessoalmente, senti-me honrada e, apesar da minha falta de habilidade, deixo a vergonha de lado e, enquanto relembro aquela época, faço este relatório. Deixarei para outra ocasião os motivos da minha filiação. Jamais esquecerei o dia 6 de agosto do 20º ano de Showa (1945), quando foi lançada a primeira arma científica nova do mundo: a bomba atômica. A vida e os bens de 250 mil cidadãos de Hiroshima foram transformados num instante. Naquele dia, cedo pela manhã, meu marido saiu porque nossa única filha estava em evacuação escolar numa vila nas montanhas, a cerca de 8 ri (aproximadamente 32 km) ao norte da cidade de Iwakuni; ele disse que queria vê-la de repente. Por isso, não pude abrir a loja cedo — na época, minha casa era uma livraria chamada "Kodomo-do". Como havia recebido um pedido de Johrei do então diretor da Ferrovia de Hiroshima, Sr. Mitsuo (residência oficial no Bairro de Hijima, Cidade de Hiroshima), que estava fazendo o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), decidi visitá-lo. O diretor estava prestes a sair, com o carro já preparado; a esposa também iria ao dentista, e a filha se preparava para ir à escola. Ao me ver, a esposa ficou muito feliz, e o diretor e a filha desistiram de sair para receber o Johrei. Quando comecei o Johrei, pensei que houve um clarão; ouvi um grande estrondo, o ambiente escureceu e não entendi mais nada. Depois de um tempo, recobrei a consciência, mas pensei que uma bomba direta havia caído. Na época, todos os lugares fora do centro sentiram o mesmo. Por um momento, fui tomada pelo sentimento de que iria morrer. Imediatamente, ao invocar o Komyo-Nyorai, foi clareando aos poucos. Quando eu recuperava a consciência aos poucos, ouvi a esposa do Sr. Mitsuo me chamar: "Sra. Miyoshi!" — e voltei a mim de repente. Olhando ao redor, tudo estava espalhado; fiquei apenas atordoada com o que acontecera num instante. Corri para fora e vi todas as casas destruídas; os soterrados gritavam: "Socorro, socorro!" De repente, preocupei-me com minha casa e tentei voltar, mas pessoas gravemente feridas vinham fugindo na minha direção. Perguntei a elas, e todas, em uníssono, diziam: "A bomba caiu na minha casa." Eu também pensei que havia caído na casa do diretor, mas percebi que não conseguiria chegar à minha casa no centro da cidade e retornei. No caminho, enquanto ajudava uma criança presa sob os beirais de uma casa e fazia Johrei nos feridos, começou um grande incêndio; fugi então para as margens do rio Ota, nas proximidades. Um soldado caído, com ferimentos graves, recebeu Johrei imediatamente; ele recobrou a consciência, agradeceu, e eu o levei a um posto de tratamento. No caminho, só havia feridos — uma cena realmente deplorável — e eu era a única pessoa saudável, o que me pareceu realmente misterioso. Pensando agora, sinto que foi graças ao Ohikari, e lamento profundamente não ter podido ajudar mais pessoas — se naquela época eu tivesse o estado de espírito que tenho hoje. Decidi ir para a casa da minha irmã, que ficava nos subúrbios, um pouco afastados; mas no caminho todas as casas estavam destruídas. Havia feridos e mortos — uma verdadeira cena de inferno. Quando finalmente cheguei à casa da minha irmã, o interior estava todo destruído, sem nenhum alimento. Comecei a sentir fome, mas não havia o que fazer; enquanto isso, traziam feridos, e eu me dedicava apenas a agitar as mãos, invocando Kannon-Sama. Todos se sentiam aliviados, e eu achava que estava fazendo o meu melhor. O terrível dia 6 terminou e amanheceu o dia 7, mas a cidade de Hiroshima estava quase toda queimada. Quando fui à minha casa, só restava um cofre; não havia mais nada. Tudo virara cinzas. Se eu estivesse lá, certamente também teria virado cinzas. A preciosidade do Johrei, a gratidão a Deus — não preciso de mais nada; com apenas um corpo, pela graça do Ohikari, a gratidão e a alegria faziam as lágrimas escorrerem sem parar. Gritei repetidamente que aquilo era graça do Ohikari e pensei: "Sim, vou ajudar o maior número possível de feridos." A primeira preocupação era a criança de um parente que estava sob meus cuidados; corri imediatamente para a escola feminina onde ela estudava. Ao chegar à escola, encontrei-a cheia de feridos. Não dava para saber quem era quem, nem havia como perguntar. Enquanto eu estava atordoada, um caminhão chegou cheio de estudantes. Uma delas estendeu a mão e chorou: "Tia!" Todas estavam com o rosto enfaixado, impossível reconhecer alguém; pela voz, descobri que era minha sobrinha. Imediatamente a desci e a levei para uma sala; como estava gravemente queimada, fiz Johrei na hora, arrependendo-me de não lhe ter dado o Ohikari, e orei a Deus com devoção enquanto fazia o Johrei. Em quatro ou cinco dias, ela se recuperou e pôde voltar para casa. As outras estudantes também permaneceram na escola e, com o Johrei que lhes fiz, quase todas se recuperaram completamente. Num jornal do outro dia (fevereiro do 27º ano de Showa, 1952), saiu que óleos medicinais não são bons para as queimaduras da doença da bomba atômica. Na época, eu já ouvira falar sobre isso neste caminho e sabia, pelo mestre, que remédios não eram bons; por isso, fiz Johrei apenas naquelas que não usavam remédios, e elas se curavam muito bem. Percebi que a cura era mais lenta para quem usava remédios. Na época, em meio a uma cena tão deplorável, lamento profundamente não ter feito registros suficientes. Só pensava em ajudar depressa, sem sequer perguntar os nomes, dedicando-me apenas a agitar as mãos. Pude ver claramente a diferença, nas mesmas condições, entre os que tinham o Ohikari e os que não tinham. Todos os meus parentes que se filiaram se salvaram sem nenhum ferimento; já os que não tinham essa conexão, quase todos se feriram ou morreram. Meu marido, que havia ido ao local de evacuação da criança, soube do Pikadon em Hiroshima alguns dias depois e voltou. A loja estava em cinzas; só restava um cofre. Ele pensou que eu, por ser gananciosa, havia morrido perto do cofre e, enquanto recitava o nembutsu (oração budista) a caminho da casa de parentes, nos encontramos numa ponte. Ficamos felizes, perguntando-nos se não era um sonho, e as lágrimas não pararam por um tempo. A miséria de Hiroshima depois da bomba atômica, naquela época, é algo que só quem viveu pode imaginar. Quase não houve famílias em que todos se salvaram. Minha família, graças a Meishu-Sama, soluça de gratidão. Naquela época, a maioria das pessoas que perderam o cabelo em decorrência da doença da bomba atômica não se salvou; mas as que receberam Johrei se salvaram e ainda estão saudáveis. Febre e diarreia são comuns na doença da bomba atômica, e todos os que receberam Johrei se salvaram. Parece que muitos dos que tomaram remédios morreram. Na época, vizinhos que se alegraram por terem escapado sem ferimentos também morreram muitos, após dez ou vinte dias. Em cada sessão de treinamento, eu saía para incentivar as pessoas; muitas receberam e todas foram agraciadas. Mas, ao ver que aqueles que, mesmo repetidamente incentivados, não tiveram a conexão, quase não se salvaram, sinto novamente a grandeza da proteção divina e, ao relembrar aquela época, fico com emoções infinitas. Naquela época, não havia comunicação com a sede, o transporte não era como queríamos e, finalmente, a guerra terminou. Não havia como abrir o caminho; eu apenas fazia Johrei. No interior, em fevereiro do 21º ano de Showa (1946), o Mestre Ishihara — que na época veio me incentivar — passou por Hiroshima em seu retorno de Kyushu e fez questão de visitar. Não havia uma única casa em pé na cidade, e não se sabia quem estava onde. Ele foi até a casa do atual Ministro Shibata, um pouco afastada do centro, o único seguidor na época. Finalmente conseguimos contato; soubemos da situação da Sede, ouvimos sobre a gravidade da missão e fui encorajada a me esforçar com dedicação total. Ele passou a vir mensalmente para nos orientar e dar o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Depois disso, conseguimos quase mil seguidores, e me tornei alguém que se dedica com vigor ao Caminho. Durante esse período, recebi purificações repetidas vezes e, atualmente, me sinto extremamente abençoada por ter me tornado responsável pela Filial de Hiroshima da Igreja Média Ōhara. Ao pensar nisso, diante da diferença entre o passado e o presente, sinto uma emoção incomparável e estou decidida a retribuir, ainda que seja uma parte ínfima, a graça de Meishu-Sama. Naquela época, por não entender nada e ter apenas a experiência do Johrei, e também pela falta de habilidade para escrever registros e textos que pudessem transmitir aos outros, peço profundas desculpas por não ter conseguido comunicar o que deveria. Apresento este relatório. Meishu-Sama, muito obrigada. (23 de abril de 1952) Salvo do Sofrimento de Cinco Anos da Doença Atômica 'Eikō' nº 160 — 11 de junho de 1952 Cidade de Ushita, Hiroshima, Hiroshima Igreja Média Seikō, Sasaki Jitsugo (52 anos) Ainda me assusta a lembrança da terrível carnificina da bomba atômica. Em 6 de agosto de 1945, perto da Ponte Yokogawa, fui arremessado junto com minha bicicleta num instante. Quando recuperei a consciência, estava deitado em meio a uma densa nuvem de poeira. Rosto, pescoço, mãos e todas as partes expostas estavam queimadas, com a pele pendendo como um pano em alguns lugares. E então, o fogo já havia irrompido por toda parte. Deixando para trás os gritos de pessoas presas sob os escombros que pediam socorro, fugi desesperadamente para casa. Depois disso, limpava a pele queimada com água salgada e ficava deitado. Quatro meses depois, recuperei um pouco das forças e comecei, aos poucos, a trabalhar no negócio da família, um restaurante tradicional. Cerca de um ano mais tarde, por volta de abril de 1947, comecei a sentir dores no abdômen, que inchava; me sentia mal e tinha diarreia persistente. O médico me diagnosticou com causa desconhecida e recomendou: "Como seu estômago está ruim, coma alimentos leves." Fiz vários tratamentos. Na mesma época, surgiram erupções semelhantes a sarna nas costas, que coçavam e ficavam pegajosas de pus, tornando meus dias miseráveis. Os médicos iam e vinham; tentei todos os tratamentos considerados bons, mas o corpo só emagrecia e enfraquecia, o apetite diminuía, e eu me tornava como um cadáver vivo. As pessoas comentavam: "Ele não deve durar muito." No final de 1951, o médico finalmente me dispensou, com toda a delicadeza, dizendo: "Não há mais nada que eu possa fazer. Como seus glóbulos brancos estão baixos, pode ser por causa da radiação atômica. Vá ao Hospital da Cruz Vermelha de Hiroshima para ser diagnosticado". Será que não havia mais jeito? O apego à vida, o desejo de viver... não consigo expressar esse sentimento em palavras. Mesmo abandonado pelos médicos, porém, ainda não conseguia abandonar totalmente a confiança na medicina e, com um fio de esperança, decidi ir ao Hospital da Cruz Vermelha no dia seguinte. Foi então que — talvez pela salvação de Deus — ouvi inesperadamente de um vizinho a história do bendito milagre da Igreja Messiânica. Imediatamente, fui com minha esposa à casa do Sr. Shinmoto e comecei a receber o Johrei. No início, estava ansioso, sem saber se aquilo realmente me curaria; mas, ao receber o Johrei, fui gradualmente me sentindo melhor. Uma semana depois, já comia de tudo, a diarreia cessara e eu conseguia fazer trabalhos leves. A alegria daquele momento foi imensa; só posso agradecer. Minha esposa se converteu imediatamente. Depois disso, recebi a purificação da diarreia por cerca de um mês, e tanto o abdômen quanto a sarna ficaram realmente curados. Então, em 29 de março, tive a honra de me converter, e agora trabalho com energia no negócio da família todos os dias. Todas as pessoas que tiveram os mesmos sintomas que eu vieram a falecer. Passei mais de cinco anos tentando todos os tipos de tratamento, vivendo cada dia com uma sensação sombria de ansiedade. Estava à beira da morte e, ainda assim, em um curto período, recebi esta salvação e uma nova vida me foi dada. Quão grande é a graça de Deus! Não há palavras para expressar minha gratidão. Apenas, com minhas forças limitadas, desejo ser útil para a construção do Paraíso Terrestre de Meishu-Sama e retribuir, ainda que numa parcela ínfima, tamanha bondade. Embora meu texto seja tosco, apresento este relatório para que todos possam se alegrar juntos com este poder divino. Meishu-Sama, muito obrigado. Com respeito, apresento meus agradecimentos. (17 de maio de 1952) Sobre Milagres Relacionados a Doenças Os exemplos anteriores foram milagres que não envolviam doenças. Agora, trataremos de milagres relacionados a doenças. Antes, porém, gostaria de esclarecer um ponto: como todos os relatos são transcrições fiéis dos manuscritos dos próprios envolvidos, pode haver partes prolixas ou expressões de gratidão que pareçam repetitivas e talvez até irritantes. No entanto, optei por não corrigir nada, pois acredito que seja melhor assim. Além disso, acrescentei um breve comentário crítico no início de cada relato, para tornar o significado do conteúdo ainda mais forte e claro. Ao ler estes cinquenta exemplos [omitidos], acredito que se possa reconhecer plenamente os erros da medicina moderna e a excelência do nosso método de Johrei. Contudo, aqueles que ainda não compreendem ou têm dúvidas demonstram o quanto essa falta de compreensão é causada por uma profunda superstição médica. Por isso, peço aos leitores que não se deixem prender pela medicina estabelecida, mas leiam com atenção, como se fossem uma folha em branco. Se, mesmo assim, ainda restarem dúvidas, recomendo que se lancem de corpo e alma nesta fé — e é isso que ardentemente desejo. Relacionados a Doenças Deus Também Tem Seu Trabalho** É lamentável que as pessoas modernas, quase sem exceção, desprezem a religião, especialmente as novas religiões. Mesmo diante de fatos que deveriam convencê-las a acreditar, a dúvida vem primeiro, e elas dificilmente se convencem a crer. Nem é preciso dizer que isso se deve a estarem completamente endurecidas pela superstição médica. Quando o paciente curado começa a compreender bastante a situação e, por acaso, ocorre uma nova purificação, parentes, conhecidos e familiares se reúnem e, com toda a "bondade", dizem: "Viu só? Para doenças, o remédio é o médico. Como uma nova religião poderia curar? É certamente uma fraude e superstição. Além disso, a Igreja Messiânica é uma religião sobre a qual se fala tanto na sociedade. Se você se envolver descuidadamente, será um grande problema. É melhor cortar relações o quanto antes". Influenciado por isso, o paciente muda de ideia, esquece o que aconteceu quando foi curado e volta ao médico. No entanto, como ele veio até nós justamente porque o tratamento médico não funcionou, não há como melhorar, e seu estado piora ainda mais do que antes. Mas o grande amor de Deus faz com que ele entenda ainda mais claramente desta vez, e é então que ele realmente desperta e é salvo. Dessa forma, são muito raras as pessoas que se convertem facilmente de primeira. No entanto, aqueles que têm o innen de serem salvos, Deus não os abandona de forma alguma. Por isso, não importa quantos obstáculos surjam, eles acabam se tornando seguidores. Este relato de graça mostra bem esse processo. Verdadeiramente, a grande compaixão e misericórdia de Deus são algo quase inacreditável. Recebendo o Johrei de Meishu-Sama em Sonho e Prostrando-me Diante do Milagre Vila de Seka, Distrito de Kanzaki, Província de Hyogo Igreja Grande Daijō, Akamatsu Minoe (49 anos) Apresento, com respeito, meu relatório de agradecimento pela proteção divina de Meishu-Sama. Sou um agricultor que teve a honra de receber a permissão de Meishu-Sama e de me converter em 5 de abril de 1953. Após o casamento, trabalhei na agricultura, mas, por volta dos 28 anos, contraí peritonite e fiquei muito tempo de cama, dependendo de médicos. Busquei a recuperação através da fé na Tenrikyo, mas não obtive nem mesmo uma melhora passageira. Por volta de 10 de março deste ano, três nódulos duros se formaram em meu abdômen, acompanhados de dores intermitentes. Depois de consultar um médico, fui diagnosticado com "hérnia"; em seguida, o diagnóstico mudou para "peritonite" e depois para "útero" — o nome da doença mudava a cada vez, e eu sofria diariamente com dores intensas. Já tinha ouvido falar da Igreja Messiânica havia dois anos, mas, como havia acreditado em várias religiões estabelecidas, pensei que a fé não poderia curar doenças e a evitei. No entanto, inesperadamente, em 30 de março, o Professor Nakane e meu parente Tatsuo Miyazaki me visitaram, e recebi o Johrei do Professor. Milagrosamente, a dor foi diminuindo aos poucos e, depois de cerca de 40 minutos, a dor violenta parou completamente, e me senti muito melhor. Então, ouvi do Professor uma explicação detalhada sobre o grande poder do Johrei e despertei do sonho da superstição médica moderna. Depois disso, em 5 de abril, tive a graça de me tornar um dos que são acolhidos pela mão luminosa de Meishu-Sama. Eu, que por vinte dias não conseguia nem me levantar devido à dor intensa e à falta de apetite, milagrosamente consegui me levantar a partir do dia do curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Durante os três dias do curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), não senti nenhum sofrimento e, no dia em que recebi o Ohikari, pude peregrinar até a Filial de Hino (cerca de 24 km) usando transporte. Não sei como expressar minha gratidão e emoção naquele dia. Fui informado de que, quando Meishu-Sama viesse ao oeste, eu deveria procurar vê-Lo, mas a ansiedade de não saber quando a dor intensa atacaria era forte. Interpretando a situação a meu próprio modo, não pude fazer a peregrinação, e meu coração não se acalmava. Então, na manhã de 9 de abril, meu abdômen começou a inchar e fiquei com dificuldades. Acabei ficando completamente inchado, a urina parou e perdi a consciência. Minha família e vizinhos correram para chamar o médico. O Professor da igreja estava ausente, em peregrinação em Quioto; não havia outro recurso senão confiar tudo a Meishu-Sama. Sem alternativa, minha família chamou um médico, que fez com que eu urinasse. Percebi vagamente o barulho de todos se agitando. O médico disse: "Se tivesse demorado mais uma hora, ele não estaria mais vivo", aplicou uma injeção e foi embora. Depois disso, como se quisessem me arrastar de volta para o mundo das trevas, todos diziam: "Deus é bom, mas em horas como esta, o médico é melhor. Se tivesse demorado mais uma hora, você não estaria mais neste mundo. A melhora anterior foi temporária, você estava sendo enganado". Acabei cedendo a essas palavras e fazendo um acordo. A dor diminuiu por um tempo, mas logo meu corpo começou a se sentir pesado e dolorido, e os nódulos no abdômen começaram a doer novamente. No dia 12, o Professor veio da igreja. Quando relatei o que havia acontecido no dia 9, o Professor disse: "Isso deve ter sido difícil. Se tivesse recebido o Johrei, teria sido milagrosamente aliviado, não acha?" "Se eu tivesse suportado aquilo, eu não estaria mais neste mundo agora. Não preciso mais que o senhor venha. Vou consultar um médico", recusou terminantemente. O senhor disse: "Cuide-se muito bem" e foi embora. Por volta do dia 14 de abril, a dor foi aumentando gradualmente, e ele voltou a sofrer com a mesma dor intensa de antes. Chamou um médico, que lhe aplicou uma injeção, mas não melhorou em nada; a dor só se tornava cada vez mais forte. Naquele momento, de repente pensou: "Cometi uma imperdoável falta. Ao dizer aquilo, fui desrespeitoso com Meishu-Sama e causei desconforto ao senhor." Pediu desculpas em seu coração e orou, mas a dor não parava. Por mais que pedisse perdão, Deus não o perdoava. Não havia outra saída senão esperar a morte, mas ainda não queria morrer. Assim se passaram dois dias de sofrimento. Na manhã do dia 16, chegou a tirar o Ohikari. Entregue ao desespero, jogou-se de lado. Foi então, segundo ele, por volta das duas horas da tarde: ao sentir sono, apareceu um velho de belo rosto que, com cuidado, fez o Johrei em seu abdômen por cerca de uma hora. Quando acordou de repente, era um sonho. Ao refletir sobre o sonho, o belo velho era a mesma pessoa da fotografia de Meishu-Sama que estava consagrada no centro da filial. Grato, foi o próprio Meishu-Sama quem lhe fez o Johrei diretamente. Pensando bem, Meishu-Sama perdoou este grande pecador que chegou a tirar o Ohikari: concedeu-lhe o Johrei, a rigidez no abdômen desapareceu, a dor parou, sentiu fome e comeu com prazer pela primeira vez em décadas. Não há palavras para agradecer a imensa proteção divina. Imediatamente, colocou o Ohikari de volta no corpo e pediu desculpas a Meishu-Sama. Depois disso, encontrou-se com o senhor Nakane e também pediu desculpas. O senhor, desde então, vinha orando para que ele se entregasse a Meishu-Sama e fosse bem cuidado. Ao ver seu rosto saudável, ficou extremamente feliz. O senhor disse: "Você recebeu uma grande graça divina. Como poderá retribuí-la daqui em diante? Você recebeu uma nova vida. Não é mais propriedade sua, mas sim propriedade de Deus. Dependendo da sua fé, Deus agirá de diversas maneiras." Gravou profundamente em seu coração que, não importa que Divindades malignas se oponham, deve retribuir, ainda que seja uma mínima parte da vontade de Meishu-Sama, e tem transmitido este evangelho às pessoas que encontra no caminho e aos doentes que visita. "Por mais grave que seja o pecado, ele é perdoado; por mais grave que seja o pecado, ele é julgado pelo Deus do Céu e da Terra." Conforme o hino de louvor, apesar de ter cometido uma grande falta, foi perdoado. "Alegre é meu passado, que se assemelhava ao inferno; sem perceber, esqueci-me dele, como se estivesse no paraíso." (Hino de louvor) Meishu-Sama, por favor, perdoai este grande pecado e dignai-vos usar-me como um dos instrumentos na grande obra da construção do Paraíso Terrestre. Humildemente vos peço. Meishu-Sama, muito obrigado. (26 de julho de 1953) Super Milagre 'Eikō' nº 218 — 22 de julho de 1953 O milagre desta história de graça é um milagre além dos milagres. Provavelmente, um super milagre como este é inédito na história da humanidade. Não apenas os profissionais da medicina, mas também as pessoas comuns, ao lerem, ficariam boquiabertas, sem palavras. Acredito que isso poderia ser tratado como uma grande questão mundial. Ao ler isto, fiquei tomado pela surpresa, e as lágrimas transbordaram sem que eu pudesse fazer nada. Se isso tivesse ocorrido não no âmbito religioso, mas no médico, os jornais o noticiariam em grandes manchetes, a sociedade o tornaria um grande tema e se tornaria um problema. Mas, infelizmente, é uma pena que um milagre tão grandioso não seja conhecido senão pelos seguidores desta igreja. Dito isto, quando esta igreja se tornar uma grande religião mundial, é certo que este milagre será conhecido por toda a humanidade, como se fosse agora. Portanto, só por este fato, não há a menor dúvida de que esta igreja é presidida pelo Deus Supremo, que exerce poder absoluto. Como consta neste relato, na medicina considera-se perigoso quando a urina não sai por mais de oito horas. Creio que o fato de a vida ter sido mantida sem uma única gota de urina por seis dias deve ser registrado como um fato inédito na história da medicina. Isso porque um milagre dessa magnitude transcende a diferença entre ciência e religião e não pode ser explicado. Além disso, embora o abdômen estivesse inchado como uma bola devido à retenção urinária, a pessoa permaneceu inconsciente — e é estranho que não tenha ocorrido uremia. Ou, se ocorreu, o poder de Deus não o permitiu. De qualquer forma, mesmo um médico dificilmente acreditaria nisso. Diante desse fato, ninguém, seja quem for, terá palavras de crítica ou impressões a fazer. Apenas, transcendendo o espanto, engolirão a saliva, fecharão os olhos e passarão o tempo em estado de não-pensamento. Isso porque, quando a bomba atômica apareceu, o milagre foi quase inimaginável e as pessoas ficaram boquiabertas. Claro, a bomba atômica tem explicação científica, mas, quanto a este milagre, provavelmente nem a ciência nem a religião conseguirão explicá-lo. No entanto, ainda que fosse possível explicá-lo, não seria compreendido; por isso não escrevo, pois as obras de Deus transcendem o mundo da sabedoria humana. Apenas isto posso dizer: os testículos e o pênis, que haviam desaparecido completamente, regeneraram-se. Vou tentar explicar: o desaparecimento da parte local ocorreu apenas no corpo; como o espírito já estava completamente curado, pela lei do "espírito como senhor, corpo como servo", o corpo segue o espírito — ou seja, foi preenchido externamente de acordo com a forma do espírito. Isso porque o espírito da parte afetada está diretamente ligado ao espírito total. Por esse princípio, mesmo que a perda não se dê por corrosão, mas por corte com objeto cortante, se for deixada como está, certamente se regenerará — esse é o princípio dos seres vivos. No entanto, isso se aplica a uma parte, e é claro que algo tão maravilhoso como este milagre não pode ocorrer. Outro ponto é a causa dessa doença: a urina não saía porque toxinas se solidificaram ao redor da abertura da uretra, causando compressão. Pelo Johrei, essa solidificação dissolveu-se e foi eliminada, permitindo que a urina fluísse. Ao mesmo tempo, a quantidade de toxinas eliminadas foi muito grande e, devido à natureza maligna delas, até os testículos e o pênis foram destruídos e desapareceram. Ah, é um milagre! É um milagre! Igreja Média Meirin, Shukurin Hiroshi (32) Meishu-Sama, muito obrigado pela proteção divina diária. Ao refletir, desde que entrei na fé em outubro de 1950, não tenho palavras para expressar minha gratidão e reconhecimento. Tenho vivido uma vida feliz sob imensa proteção, mas desta vez, sem que meu pecaminoso ser fosse punido, venho relatar humildemente uma parte da proteção divina concedida a meu filho mais velho, Takushi (6 anos), e agradecer respeitosamente. Sinto muito e lamento não ter palavras para expressar a imensidão dessa proteção. Ao lembrar-me agora, fico arrepiado com os acontecimentos da época. Diante da vastidão da proteção divina, só posso dizer: "Meishu-Sama, muito obrigado." Takushi era naturalmente muito frágil e sempre dependia de medicamentos; mas, desde que fomos salvos ao entrar no caminho, essa preocupação desapareceu e ele cresceu saudável e robusto. No entanto, no dia 29 de novembro, à uma hora da tarde, Takushi, que brincava na casa dos avós maternos, voltou gemendo de dor, acompanhado pela avó. "Takushi está com a urina presa, não consegue urinar", disse a avó, preocupada e atordoada. Eu estava ausente naquela noite, pois havia saído para pescar, mas um mensageiro veio me chamar. Quando voltei para casa apressadamente, por volta das onze e meia da noite, o avô — de fé superficial, com o pensamento simplório de que "é apenas uma obstrução urinária, então não precisa de remédio, basta passar um cateter para tirar a urina" — havia chamado um médico, que passava um cateter pela uretra para drenar a urina. O médico disse: "Isso é um cálculo na uretra. Vou aplicar uma injeção para dissolver a pedra. Depois, a urina deve sair naturalmente. Se não sair, é perigoso após oito horas, então fiquem atentos ao tempo", e foi embora, deixando essa recomendação especial. Naquele momento, o Mestre presidente da filial também estava em viagem, ausente. Então pedimos ajuda aos familiares e aos fiéis próximos e fizemos o Johrei sem interrupção, mas era insuportável ver o sofrimento da criança. E, novamente, cometemos um grande pecado: depois de seis horas, na manhã do dia 30, por volta das seis horas, chamamos o médico pela segunda vez. Na ocasião, ele usou o mesmo método de antes para drenar a urina. O médico disse: "Se a urina não sair na próxima vez, não se atrasem e venham interná-lo", e foi embora. Naquele momento, como o Mestre demorava a voltar, a esposa dele veio. Lamentou muito que tivéssemos recorrido ao médico, dizendo que era realmente imperdoável, mas nos encorajou: "O que está feito, está feito. Orem e peçam desculpas sinceramente a Meishu-Sama." Todos nós pedimos desculpas seriamente e voltamos a fazer o Johrei. Cinco horas, seis horas — o tempo perigoso que o médico alertara se aproximava, e não havia uma única gota de urina. O sofrimento da criança aumentava gradualmente. Em nossas mentes de fé superficial, sombras de preocupação surgiam uma após a outra. Foi então que o Mestre Kojima veio. Assim como a esposa, ele ficou muito desapontado por termos seguido o caminho errado: "Realmente imperdoável, fizemos algo terrível." Em seguida, orientou: "O que está feito, está feito. Peçamos desculpas a Meishu-Sama do fundo do coração e confiemos Nele até o fim" — e assim nos deu várias orientações e conselhos espirituais. Mais uma vez, fomos golpeados pela profundidade do nosso pecado e pela superficialidade da nossa fé. Imediatamente, fomos adorar diante do altar da igreja da filial, prostramo-nos e pedimos desculpas pelo pecado. Em seguida, fomos ao altar da casa principal, ao lado, onde o Mestre, os fiéis, a família e a criança se reuniram; todos juntos entoamos o norito e pedimos desculpas pelo pecado. Que milagre foi aquele! Ah, que proteção divina foi aquela! Naquela manhã, o médico dissera que oito horas era o limite perigoso. Quatro horas após esse limite, por volta das seis horas da tarde, quando terminamos o norito, recebemos a graça de ver algumas gotas de urina escorrendo. "Ah, é a proteção divina!" Todos ficaram profundamente emocionados. Novamente, prostramo-nos diante do altar divino e agradecemos. Graças a essa proteção, todos recuperaram o ânimo, renovaram a fé e continuaram a realizar o Johrei. Por volta dessa época, o abdômen da criança começou a inchar excessivamente, e a dor atingiu o ápice. Pensar que uma criança inocente de apenas seis anos, tão frágil, sofria daquela maneira por culpa nossa, seus pais, que nos desviamos do caminho correto — como descrever? Era como se estivéssemos engolindo água fervente, uma dor que fazia o coração sangrar. Ah, se ao menos eu pudesse trocar de lugar com ele! "Takushi, realmente me perdoe, me desculpe. O pai estava errado." A noite de terror passou, e na manhã do dia primeiro de dezembro ele ainda não urinava. O abdômen inchado estava duro como uma tábua; os testículos e o pênis estavam avermelhados e inchados. Em vários pontos do abdômen, formaram-se bolhas de diversos tamanhos, que aumentavam gradualmente, e a dor tornava-se cada vez mais intensa. Enquanto eu confortava e encorajava a criança que se debatia em agonia, dizendo: "Só mais um pouco, aguente firme", percebi que, já naquela época, em seu coração infantil, ele parecia ter se resignado e desistido, pensando: "O que todos dizem são apenas palavras de consolo. Não há mais esperança de salvação." No mesmo dia, às oito horas da manhã, eu, ser tão pecaminoso e cheio de temor, cometi a insolência de enviar um telegrama a Meishu-Sama, suplicando por sua proteção divina. Por favor, perdoe minha ousadia. Então, confortando e encorajando a criança que se debatia em agonia, disse: "Acabei de pedir a proteção divina de Meishu-Sama, então logo Ele nos aliviará." No entanto, em meu coração, embora soubesse que o Mestre sofria por termos nos desviado do caminho correto, não suportava ver o sofrimento real daquela criança. Pensamentos terríveis surgiam em minha mente: "Não importa o que aconteça depois, ao menos agora quero levá-la a um médico para que ele faça urinar e a alivie." Mas, ao ver o Johrei sincero do Mestre e de todos os fiéis, sentia vergonha e constrangimento por minha própria fraqueza e dúvida. Mesmo sabendo que fazer aquela pergunta só aumentaria o sofrimento do Mestre, não pude deixar de perguntar: "Mestre, vai ficar tudo bem?" No entanto, ao lembrar agora, mesmo naquela grande purificação que atravessei no passado — que me faz estremecer — ou nas grandes purificações de muitas outras pessoas, inimagináveis para o senso comum, o Mestre nunca disse algo pessimista. Sempre afirmava com firmeza: "Com certeza receberão a proteção divina." Mas desta vez sua resposta foi pesada, e dela só me veio uma preocupação ainda maior. Dentro do quarto, cerca de dez pessoas entre fiéis e familiares, com expressões solenes, fitavam a criança, sem um único pigarro. De repente, ouvi um sussurro vindo de um canto, acompanhado de um suspiro: "Esta doença é diferente das outras; é uma uremia terrível que luta contra o tempo." Então, de repente, da boca do Mestre vieram palavras poderosas: "É verdade que, para um médico, após oito horas, pode ser perigoso. No entanto, este é o poder de Deus, que criou o ser humano. O que são dois ou três dias sem urinar? O que é um ou dois litros de sangramento? Já que Deus tem o poder de transformar um caroço do tamanho de uma soja em um ou dois litros de urina, o contrário também é possível: Ele pode facilmente reduzir um ou dois litros de urina e aliviar a pessoa. Confiem firmemente." Sua fé era tão serena e inabalável. A tarde passou, e a noite chegou, sem uma gota de urina. A condição piorava visivelmente. Por volta dessa época, ele começou a olhar com pesar para os muitos brinquedos que ganhara, dizendo: "Não quero mais essas coisas", e os jogava fora. A dor não cessava nem por um instante. O quarto dia de terror também chegou à noite com sentimentos solenes, mas ainda não havia urina. Ele parara completamente de se alimentar. No quinto dia, três de dezembro, desde o amanhecer, ele começou a gritar e a se debater em agonia indescritível. À tarde, pediu: "Mostre-me a foto de Meishu-Sama." Mostrei-lhe a foto de Meishu-Sama tirada no Hibiya Public Hall. Em meio àquela agonia, com as mãos trêmulas, ele juntou as palmas em direção à foto e, reverenciando e suplicando, disse: "Meishu-Sama, ajude-me, ajude-me, ajude-me." Não houve uma única pessoa que não chorasse ao ver aquela criança. Era uma cena de grande tragédia, feita apenas de soluços e lágrimas. Ele também suplicava repetidamente: "Entoe o Zengen-Sandji, o Zengen-Sandji..." Eu, com o coração partido, quase caí sobre a criança chorando, quando ela disse algo que não parecia vir de uma criança: "Pai, por que você está chorando? Não se desespere..." Isso me fez parar. Cada vez que a dor insuportável chegava, ele pedia: "Entoe o Zengen-Sandji", "Mostre-me a foto de Meishu-Sama." Amanheceu o dia quatro. Desde o início da doença, era a sexta noite. O estado do menino não fazia senão piorar. O Mestre Kojima, apesar da agenda lotada, passara cinco dias inteiros sem se alimentar devidamente, sem tirar o paletó para descansar, realizando o Johrei literalmente sem dormir nem repousar; seu rosto estava visivelmente mais magro. Perguntei-lhe outra vez: "Vai ficar tudo bem?" — mas agora sinto profunda vergonha e remorso ao pensar no que o Mestre deve ter sentido naquele momento. A partir da sexta noite, a consciência foi se apagando aos poucos, e a criança perdeu a força até para queixar-se da dor. "Vamos nos entregar a Deus e confiar até o fim", dissemos todos, entoando o Zengen-Sandji. A condição, porém, ignorava nossa ansiedade e piorava a cada instante. Na madrugada, ele perdeu por completo as forças para se queixar. A respiração foi se tornando tão débil que, sem prestar muita atenção, seria impossível dizer se estava vivo ou morto. O pulso quase não se sentia; convulsões percorriam-lhe o corpo e os olhos se contraíram, num estado de morte aparente. Soluços ecoaram pelo quarto. Eu, abraçado a meu filho, que parecia viver os momentos finais, pensando que talvez fosse a despedida derradeira entre pai e filho nesta vida, não me contive: envergonhado, agarrei-me a ele, chamando seu nome repetidamente, numa cena terrível diante de todos. Foi então que o Mestre nos advertiu: "Entendo bem os sentimentos de todos, mas isso não significa que seja absolutamente impossível. Por favor, mantenham a calma e a serenidade. Se ficarem agitados e perturbados, isso só fará a criança sofrer ainda mais. Também será uma falta de respeito para com Deus." Naquele momento, só pude interpretar aquelas palavras como extremamente cruéis e duras. Em seguida, porém, ele disse com firmeza: "Todos, por favor, entoem o Zengen-Sandji juntos." O ar de soluços e agitação foi se transformando aos poucos; um a um, todos começaram a entoar o Zengen-Sandji. Após três, cinco, dez repetições, já não havia quem chorasse ou derramasse lágrimas. Era algo sublime e sagrado — talvez o estado de união entre o divino e o humano. Em meio a tudo, apenas o Mestre, com a mão estendida para realizar o Johrei em silêncio, oferecia uma visão de total dignidade. Vinte minutos, trinta minutos se passaram; os olhos, antes contraídos pela agonia, foram se suavizando. A criança, que estava em estado de morte aparente, lentamente superou a crise. "Ah, é a proteção divina! Que poder divino grandioso!" Todos, tremendo de gratidão, prostraram-se diante do altar e agradeceram a Meishu-Sama por sua proteção. Amanheceu o dia cinco de dezembro. Por causa da reunião dos líderes da filial, o Mestre voltava à igreja pela primeira vez em seis dias. Desde cedo, parentes e conhecidos chegavam sem parar; não houve quem não chorasse ao ver aquela condição lastimável. A criança, porém, já não compreendia nada, vagando entre a vida e a morte. Por volta do meio-dia, começaram as convulsões, semelhantes às da noite anterior; ela rangeu os dentes de modo terrível, com os olhos revirados. Cerca das duas da tarde, como não restava esperança de recuperação, todos decidiram chamar um médico (diretor do Hospital Kosei) para obter o atestado de óbito. O médico, ao ver o paciente, disse: "Isso já está à beira da morte. Se quiser, posso aplicar uma injeção, mas, mesmo que seja penicilina, neste estado já não adianta. Não posso fazer nada aqui; se o levarem ao hospital, talvez haja alguma maneira, mas não posso me responsabilizar. É uma pena, mas ele não aguentará até o anoitecer." Naquele momento, todos, inclusive a família, já haviam aceitado claramente a morte da criança. Embora fosse realmente imperdoável para com Meishu-Sama, já não havia esperança de milagre, e nos resignamos, acreditando que ele não seria salvo. Contudo, ao ver o corpo da criança, pensei: "Mesmo que ele não se salve, não poderemos colocá-lo no caixão com esse inchaço. Ao menos, gostaria que ele urinasse para podermos enviá-lo." Quando minha mãe perguntou ao médico sobre isso, o diretor respondeu: "Mesmo que passássemos um tubo de borracha, a urina já está congelada, então não sairá." E, sem fazer nada, ele foi embora. Naquele momento, se não fosse pela salvação de Meishu-Sama, certamente teríamos levado a criança ao hospital, como o médico dissera, e ela teria sido cortada por todo o corpo, sofrendo uma agonia cruel e horrível, até perder a vida. Graças a Ele, meu coração se acalmou de modo estranho. Já sem preocupações com o atestado de óbito, sob a imensa proteção divina de Meishu-Sama, recebemos o Johrei do Mestre e de muitos fiéis — um carinho que não pode ser descrito sem lágrimas, superando até o afeto familiar. Sem mais desejos, meu coração se encheu de gratidão e satisfação, completamente diferente de antes. Disse aos fiéis: "Mesmo que Takushi morra, não tenho arrependimentos. De agora em diante, me dedicarei ainda mais." Com o coração sereno, prostrei-me diante do altar e orei fervorosamente para que a alma da criança fosse purificada. Talvez por alívio, senti uma fome repentina e, pela primeira vez em uma semana, desde o início da purificação da criança, comi uma refeição deliciosa até me fartar. Por essa época, todos os parentes, pensando que o funeral seria no dia seguinte, foram ao centro de distribuição da vila antes que escurecesse, explicaram a situação, insistiram para conseguir arroz e prepararam várias coisas. Às quatro, cinco horas, ele estava finalmente à beira da morte. Novamente entoamos todos o Zengen-Sandji, mas, naquele momento, já não havia quem pedisse que ele fosse salvo. Apenas orávamos para que a alma daquela criança infeliz — que partia deste mundo aos seis anos, em plena idade de brincar — fosse purificada e descansasse em paz. Orávamos somente para que Deus lhe concedesse exalar tranquilamente o último suspiro. Já não se sentiam respiração nem pulso. Pouco a pouco, mãos e pés também esfriavam. De vez em quando, apenas umas contrações elétricas. Nessa ocasião, como o Mestre ainda estava ocupado com seus afazeres, a Esposa do Mestre veio e nos encorajou, dizendo: "O poder de Deus está no último centésimo; deixemo-nos confiar até o fim." Esse estado continuou por mais de duas horas. Por volta das sete horas, sentiu-se um odor muito estranho. Quando levantamos o futon da criança, não é que estava saindo urina — ela, que não soltara uma gota sequer desde o início da doença? "Ah, é a proteção divina! Saiu urina, saiu urina!" Todos ficaram surpresos e alegres, sufocados pelas lágrimas de gratidão. Prostramo-nos novamente diante do altar, agradecemos profunda e repetidamente, e choramos juntos de alegria. Com isso, o abdômen, que estava tão inchado, diminuiu de uma só vez. Nosso sentimento, no entanto, não era de alegria por ter sido salvo, mas de alegria por, depois da morte, poder ser colocado no caixão adequadamente e não precisar realizar o funeral com aquela aparência lastimável de edema. Exatamente nesse momento, o Mestre, tendo terminado seus afazeres na igreja, veio correndo e, ao ver esse estado, ficou extremamente feliz. Refletindo: desde a noite do dia 29 recebemos a purificação divina. Para uma criança nesta condição, dizem que a incapacidade de urinar por mais de oito horas é perigosa. No entanto, exatamente hoje completavam-se seis dias inteiros — 144 horas — sem uma única gota de urina: uma proteção divina imensa. Agradeço profunda e repetidamente. Lembro que pensávamos: "Falta pouco, falta pouco, agora vai sair urina, vai sair?" — e com que sentimento de mil outonos esperávamos ansiosamente pela urina! Contudo, essa expectativa foi se frustrando aos poucos; somente quando todos desistiram, achando que não havia mais esperança, conseguimos nos desapegar. Foi então que recebemos a proteção divina. Agora, mais do que nunca, percebo intensamente como o apego é terrível. Pensar em quanto sofrimento nosso apego causou a esta criança me enche de verdadeiro arrependimento. Naquela noite, o coma continuou e, aos olhos de quem via, parecia que ela estava até alegre. No dia seguinte, dia 6, ela ficou o dia inteiro como um recém-nascido de poucos dias: sem sentir dor, claro, e sem ânimo para desejar apetite ou qualquer outra coisa. Apenas quando aproximávamos uma colher com líquido de sua boca, ela a abria levemente e conseguia sugar. No dia 7, ela alcançou o nível de conhecimento de uma criança de cerca de seis meses. A partir dessa época, um odor pútrido terrível começou a espalhar-se pelo quarto, e uma grande quantidade de pus espesso começou a ser eliminada da base do pênis. Feridas circulares ao redor do pênis e dos testículos começaram a aparecer e, com o passar de um ou dois dias, foram aumentando gradualmente. Por volta da tarde do dia 8, o pênis e os testículos, juntos, pendiam para baixo, mais da metade. Apesar disso, sob a proteção divina, desde a noite do dia 5, após a micção, ela não sentia mais nenhuma dor e, dia após dia, recuperava as forças. A partir de então, voltamos a sentir esperança e segurança quanto à vida, da qual já havíamos desistido completamente; mas, dessa vez, a condição da região genital passou a nos preocupar muito. No dia 9 de dezembro, o apetite melhorou consideravelmente, e a micção também se normalizou. A região genital, porém, que todos temiam, começou a apresentar um quadro de apodrecimento e liquefação juntamente com os testículos, caindo a ponto de, deitada de barriga para cima, a criança tocar o futon com a parte caída. Ao mesmo tempo, duas ou três bolhas de água com cerca de cinco centímetros de diâmetro romperam-se na parte inferior do abdômen, iniciando a drenagem de pus. Esse estado — lastimável ou, melhor dizendo, hediondo — tornou-se algo que não se podia olhar duas vezes; qualquer pessoa não conseguia deixar de desviar os olhos. Uma semana depois, na madrugada do dia 16, o pênis, desde a raiz, e os testículos, dos quais restava apenas um fio fino e esbranquiçado, desprenderam-se completamente da raiz, sem deixar vestígios de sua forma original. A ferida após a queda ficou do tamanho de um punho fechado de um adulto, a ponto de temermos que os intestinos saltassem dali a qualquer momento; o pavor era indescritível. Quanto ao corpo, graças a Deus, ele se recuperava visivelmente a cada dia. Assim, quem olhasse o corpo pensaria que ele se recuperaria bem, mas quem visse a ferida na parte inferior sentia uma inquietação, pensando: "Assim, é muito difícil." Graças a Deus, a vida foi salva; mas, pensando no futuro, quando esta criança crescer, se não tiver os órgãos reprodutivos tão importantes para um homem... Como pai, não pude deixar de sentir uma solidão indescritível. Quando consultei o Mestre, ele disse: "Deixe tudo nas mãos de Deus, que Ele fará o melhor; confie e ore." Para mim, porém, que tinha pouca fé, era impossível acreditar que algo que uma vez se desprendera pudesse voltar ao normal. Pensar que, no máximo, um pequeno orifício para a saída de urina se abriria em algum lugar, permanecendo o resto como estava, fazia-me sentir uma pena imensa pela criança. No entanto, cerca de dez dias depois, a drenagem de pus diminuiu muito, e a ferida, sem nenhum inchaço, cicatrizou completamente. A pele, a partir das duas extremidades dos testículos, foi se fechando dia após dia, de forma visível, restaurando a forma original. Quanto ao pênis, a ponta começou a aparecer cerca de um centímetro, e a criança já conseguia urinar por essa ponta. Depois disso, ela se recuperou dia após dia, e hoje completam-se exatos três meses desde o início da purificação divina. Graças a Deus, o pênis e os testículos foram restaurados aproximadamente à sua forma original. Meishu-Sama, muito obrigado. Apresento este relatório da purificação divina concedida ao meu filho primogênito, Takushi, e expresso minha mais profunda e repetida gratidão pela proteção divina. Doravante, peço humildemente que me perdoe, ainda que seja a milionésima parte de minhas faltas, e que me permita servir em Sua obra. (15 de março de 1953) Este Poder Divino Da revista "Eikō" nº 184, publicada em 26 de novembro de 1952. Sempre afirmo que Cristo é meu discípulo; por isso, para quem não é crente, posso parecer um terrível mentiroso, mas, como alguém que está em Deus, não posso dizer uma única mentira, por menor que seja. Acima de tudo, os fatos o demonstram diariamente em várias regiões. A respeito disso, recentemente ocorreu um milagre semelhante ao de Cristo, conforme descrito a seguir [omitido]; quem ler isto não poderá duvidar. Além disso, a pessoa agraciada com este milagre era uma pessoa culta que, apesar de ter sido repetidamente convidada a aderir a esta fé, recusou-se obstinadamente. No entanto, como consta no relato, por um caminho, como que guiada por algo, ela decidiu receber o Johrei. Foi na manhã do dia em que havia marcado para começar, no dia seguinte, um tratamento de um ano com um doutor especialista em oftalmologia, o que mostra claramente que foi guiada pelos espíritos ancestrais. Além disso, quando os fatos foram mostrados imediatamente a doze doutores, todos ficaram maravilhados. Isso deve ter sido um estímulo bombástico para as mentes dos médicos, e não posso conter minha alegria. A Abertura Mística dos Olhos ―― Cegueira Total Curada em Cinco Minutos com Johrei ―― Igreja Média Seifū (Pintor Ocidental) Kosaburo Yoshii (52) Minha doença ocular começou no vigésimo quarto ano de Showa (1949). Foram três anos completos confiando na medicina, mas, desiludido com uma medicina que não curava nada, abandonei-a. Após um ano de vazio, até o final de agosto deste ano, quando a doença piorou e fiquei cego, foram quatro longos e sombrios anos de vida. Há quatro anos, quando entrei em estado de cegueira, uma pessoa de uma fonte respeitável me indicou um doutor, e foi assim que comecei a ser tratado pelo Dr. S. O diagnóstico foi "ceratite parenquimatosa de origem neurogênica cerebral", considerada bastante grave. O Dr. S é reconhecido mundialmente como uma autoridade em oftalmologia, e eu confiei a ele meus cuidados médicos até a recuperação da visão, com tranquilidade. Claro, nem preciso dizer que esgotei todos os recursos antes de ser tratado pelo Dr. S. Um ano, dois anos, três anos — fui ao hospital com uma paciência notável. O Dr. S também se dedicou de forma abnegada, mas qual foi o resultado? Fui salvo da cegueira total, mas minha visão era tal que não conseguia distinguir as formas, apenas vagamente as cores. E, por mais que me tratasse, não havia mais progresso. Foi então que comecei a duvidar da medicina. Ou melhor, talvez seja mais correto dizer que comecei a sentir uma certa irritação. Pensar "três anos para chegar a este ponto" me deixava até mesmo desanimado. Como havia uma oportunidade de viajar para o exterior, usei essa desculpa para interromper o tratamento por um ano inteiro, de modo a não causar atritos com o Dr. S. Foi exatamente na noite de 28 de agosto deste ano. Meus olhos, que normalmente não sentiam dor, começaram a doer subitamente, e uma dor intensa, como se os globos oculares fossem saltar, continuou por dois dias e duas noites, até que meus olhos ficaram completamente cegos. Tudo o que eu via era branco; a pupila negra tornou-se branca, e eu me encontrava na pior condição já experimentada. A preocupação da minha família era natural, mas meu sofrimento era indescritível. Sem alternativa, visitei novamente o Dr. S, desculpando-me pelo ano de ausência. O Dr. S disse: "Como o senhor não recebeu tratamento por um ano, a doença piorou completamente, resultando em cegueira total. Farei o possível, mas, para que o senhor consiga distinguir as cores, será necessário, no mínimo, um ano de tratamento. De qualquer forma, venha ao consultório duas vezes ao dia, a partir de amanhã." Foram essas as palavras do Dr. S. Esse dia era exatamente 1º de setembro, e eu começaria a ir ao hospital no dia seguinte, dia 2. Agora, peço licença para interromper brevemente esta narrativa e entrar na sequência do texto principal, "Até a abertura dos olhos graças à Igreja Messiânica". Originalmente, independentemente da seita, eu tinha um grande interesse por tudo o que se chama religião. Por isso, mergulhei em todas as religiões e me esforcei para esclarecer todas as dúvidas sobre elas, até o fim. Foi quando eu tinha trinta e um anos que Gandhi, da Índia, me chamou de "sabichão cheio de razões". Eu era o tipo de pessoa que ia até a Índia para travar um debate, então acho que vocês podem entender que eu era bastante teimoso em relação à religião. No entanto, o resultado dessa pesquisa foi a conclusão de que nenhuma religião era digna de fé, e desde então, tornei-me uma pessoa que não dá ouvidos a nenhuma conversa sobre religião, seja ela qual for. Portanto, quanto a esta "Igreja Salvação Mundial", recebi recomendações consideráveis desde há mais de dez anos, mas, para ser sincero, confesso que não a considerava digna de fé e sequer olhava para ela. No entanto, tenho amigos que são crentes fervorosos: o casal do pintor Arashi Tomoshige. Sempre que nos encontrávamos, eles me recomendavam, mas eu não conseguia me interessar. Porém, deve ter havido aqui um destino misterioso do ser humano... Voltando ao assunto: na manhã do dia 2, quando eu deveria ir ao hospital, meus pés — que deveriam ter saído de casa para ir ao hospital — sem nenhum pensamento, naturalmente se dirigiram para a casa do Sr. Arashi. Para a casa dele, que exigiria ônibus e trem, meus pés foram a pé (peço desculpas por não ter dito antes, mas minha cegueira era no olho esquerdo; o direito também não tinha visão completa). Assim que a Sra. Arashi me viu com o tapa-olho, disse: "Isso deve ser difícil. Vou fazer uma Johrei para você já." Se fosse eu em circunstâncias normais, teria recusado de imediato, dizendo algo como: "Pare com isso. Se esse tal de Johrei não científico pudesse fazer este olho enxergar, eu não teria sofrido por quatro anos." Mas, naquele dia, não sei por quê, meu coração estava muito dócil. "Por favor, aceito." Acredito que estas minhas palavras foram as palavras de felicidade por ter descoberto uma "religião" verdadeiramente digna de fé, e a origem da alegria de ter sido completamente salvo pela "Igreja Salvação Mundial". Quando juntei as mãos diante do kakemono do "Daikōmyō Nyorai" pendurado no tokonoma e da "Fotografia do Meishu-Sama" colocada acima dele, meu coração não teve nenhuma resistência, nenhuma dúvida; era apenas um coração e uma postura naturais de "Acredito sem duvidar! Entrego-me!" Sentei-me na posição para o Johrei, fechei os olhos com as mãos postas. Cerca de cinco minutos! Ao ouvir as palavras da Sra. A: "Por favor, abra os olhos", quando os abri calmamente! Que mistério ver tudo nítido e claro! Surpreso, fechei o olho direito que enxergava e, ao ver com o olho esquerdo cego, gritei involuntariamente em êxtase: "Senhora, estou vendo, estou vendo..." Vejam só: a pupila que era totalmente branca cinco minutos antes do Johrei transformou-se numa pupila negra e magnífica; a visão que o Dr. S havia afirmado que começaria a ver as cores vagamente em um ano passou a enxergar com apenas cinco minutos de Johrei — uma realidade extraordinariamente misteriosa manifestou-se claramente aqui. A Sra. Arashi também chorou! Lágrimas de alegria escorriam sem parar de mim também. Diante deste "fato" da abertura misteriosa dos olhos, que espaço há para duvidar ou interpor palavras? Aqui, pela primeira vez, senti que toquei o coração do grande Meishu-Sama e toquei uma grande religião. O ser humano está sempre perdido, sempre buscando algo. No entanto, neste mundo atual onde não há nada em que se possa confiar, é impossível escapar dessa confusão, por mais que se tente. Felizmente, através da "abertura dos olhos", alegro-me infinitamente por ter obtido o fundamento da "Igreja Salvação Mundial", digna de fé. A medicina gastou longos anos de 1.556.800 minutos e consumiu mais de cem mil ienes em custos de tratamento, mas ainda assim não conseguiu abrir meus olhos. No entanto, o Johrei, em apenas cinco minutos, e ainda gratuitamente, transformou este olho branco em olho negro. Diante deste fato, não são necessários argumentos de não-cientificidade. Apenas existem as seis palavras: incondicionalmente — acreditar sem duvidar. Esse é o caminho para a fé, e é a fé. Não apenas o Japão derrotado, mas provavelmente toda a humanidade na Terra deve estar sentindo o crepúsculo do planeta agora. Se ouso dizer, o ser humano de hoje busca o lugar onde deve decidir se quer ou não ser humano até o fim, e está tentando retroceder ao lugar mais estreito de sua origem. Não é nesse lugar estreito, ou seja, no lugar da fé, que, ao conseguir agarrar uma religião em que possa acreditar, finalmente se sai para um lugar amplo e se satisfaz a vontade de querer ser humano? Nesse sentido, através da minha experiência, recomendo a todos os senhores ainda não crentes que toquem o coração do Meishu-Sama. Assim como a origem do ser humano não sai um passo do domínio da imaginação, se puderem acreditar que na grande natureza existem fatos misteriosos que não podem ser explicados pela medicina ou pela ciência, devem ser chamados de pessoas felizes que deram um passo em direção à fé. Minha fé na "Igreja Salvação Mundial" ainda é recente e não tenho qualificação para falar muito aos senhores, mas a "cura de doenças" desta igreja é um ramo do espírito da igreja, ou seja, um subproduto; sinto que a corrente principal é a felicidade e a boa orientação do ser humano. Portanto, acredito que o Johrei nasceu do fato de que a cura de doenças é sua raiz. De qualquer forma, é uma coisa maravilhosa e grata. Com o significado de "compartilhar a alegria", cheio de gratidão, relatei o processo da abertura dos olhos, e acrescento uma história posterior como nota final para encerrar este texto. —— ○ —— Naquele dia, era o dia de uma reunião de estudo com a participação de autoridades acadêmicas, começando pelo Dr. S. Doze doutores reunidos. Fui eu que entrei na sala carregando um colírio ainda não usado. "Dr. S, por favor, veja este olho." O Dr. S ficou surpreso ao ver meu olho. "O quê? O olho branco de anteontem... está preto? O senhor está enxergando?" "Sim, enxergo bem. O senhor disse que seria depois de um ano, mas ontem, em cinco minutos, meus olhos se abriram." Todos os doutores presentes pareciam igualmente surpresos. Como meu olho era o problema de cegueira que havia sido alardeado em jornais como 'Asahi', 'Mainichi' e 'Yomiuri', todos os senhores doutores o conheciam. "Isso é estranho, realmente estranho!" Da boca do Dr. S e dos outros senhores doutores, só se ouvia repetidamente "estranho, estranho". Contei os acontecimentos e disse: "Não vim mostrar a abertura dos olhos com intenção irônica. Vim para que se alegrem com a abertura deste olho pelo qual se preocuparam por tantos anos, e também para que vejam o fato de que existe, no universo, uma força invisível, um poder misterioso de Deus que não é dominado por nada." "É verdade. O fato de o olho do Sr. Yoshii ter se aberto em um dia é medicamente impossível", repetiu o Dr. S, admirado. Outros três doutores disseram algo assim: "Abandonar remédios e bisturis e tornar-se crente..." Talvez tenha sido uma voz dolorosa, que não podia ser tomada como humor. (26 de outubro de 1952) Comparação entre a medicina e esta terapia 'Eikō' nº 97 — 28 de março de 1951 O texto abaixo foi escrito de forma crítica por uma ex-enfermeira, com o olhar de sua experiência médica; por isso, acho que é muito útil. Ao lê-lo, perceber-se-á como a medicina não alcança a verdadeira essência das doenças e, ao mesmo tempo, quão imensa é a salvação que o Johrei desta igreja proporciona. Admiração pelo grande poder do Johrei — Eu, que era uma crente absoluta na medicina Yamada Tomie (42), Igreja Média Shinkō, Bairro de Showa, Nagoya (ex-enfermeira) Sou esposa de um comerciante de bebidas alcoólicas e condimentos alimentícios, mas, por um capricho do destino, formei-me em uma escola de enfermagem em 1928, por estudo autodidata, e durante 15 anos cuidei de pacientes. Nesse período, trabalhei no Hospital Anexo da Faculdade de Medicina Feminina de Tóquio, no Hospital da Faculdade de Medicina de Nagoya, vendi areia mineral de rádio como funcionária de uma empresa de enaládio e, às vezes, fui responsável pelo consultório médico de uma fábrica têxtil com cerca de 20 mil funcionários. Acreditava que a medicina era uma arte benevolente, a nobre obra sagrada de salvar a humanidade. Dedicava-me ao cuidado dos doentes e me orgulhava de vestir o jaleco branco, a ponto de pensar que não me arrependeria de cair no cumprimento desse dever. Por isso, permaneci solteira até os 33 anos. Como tinha algum conhecimento de medicina, mesmo depois de casada, quando havia doentes na vizinhança, dava conselhos e, se solicitada, fazia curativos simples. Ao ouvir que a Igreja Salvação Mundial era eficaz contra qualquer doença difícil, interessei-me imediatamente e me converti. Logo após a conversão, a título de teste, apliquei Johrei uma vez ao dia em geladuras, eczema, furúnculo, frieira e nas amígdalas; em três dias, tudo se curou completamente, e fiquei impressionada com o grande poder. Recentemente, atendi um paciente com erisipela. No início, surgiu um pequeno eczema, do tamanho de uma espinha, cerca de dois centímetros abaixo da articulação do joelho esquerdo, com dor latejante. Ele procurou o médico, que fez uma incisão em cruz; micróbios entraram ali, e a perna, do tornozelo esquerdo até a coxa, inchou rapidamente, ficando roxa. Com febre de 40,3 graus, ele gemia com bolsas de gelo na cabeça e no pé. Tomou injeção de petenlin, mas precisaria de mais quatro. Como estava sem dinheiro por causa das dificuldades da vida — e, em outra ocasião, quando teve meningite e o médico dissera que não curaria, eu fizera Johrei apenas três vezes e ele sarara —, pensou no que fazer e disse: "Naquela época, curei de uma vez, então me ajude novamente." Imediatamente apliquei o Johrei: a dormência, a dor pesada na cabeça e a opressão no peito se acalmaram. Ao direcionar o Johrei para a parte afetada pela erisipela, o calor local foi diminuindo; quando terminei o Johrei até o tornozelo, o inchaço — que deixara a perna estufada e esticada, sem poder dobrar — diminuiu, e a perna voltou a dobrar! Não houve necessidade de bolsas de gelo. Na manhã seguinte, ele foi caminhando ao banheiro; no terceiro dia, a cor roxa desapareceu completamente. Embora a boca da incisão feita pelo médico permanecesse aberta, como havia remédio ali, o pus não saiu por ela, mas saiu imediatamente pelo lado. Em cinco dias, curou-se por completo, e tanto ele quanto eu ficamos imensamente felizes. No tratamento médico, aplicam-se injeções de antídotos e antitérmicos e, na superfície, pomadas oleosas, pomadas frias, pomadas anti-irritantes etc. Os medicamentos antídotos e antitérmicos, porém, causam distúrbios gastrointestinais. Assim, com o corpo relaxado pela febre alta, o tratamento médico precisa baixar a febre e eliminar o veneno, mesmo sabendo dos distúrbios gastrointestinais; por isso, o corpo enfraquece e a recuperação atrasa. No Johrei, ao contrário, as toxinas são dissolvidas e eliminadas do corpo continuamente; portanto, não há distúrbios gastrointestinais, a força física não se esgota e a recuperação é rápida. Tenho uma filha de um ano e oito meses. Recentemente, ela apresentou sintomas semelhantes aos da disenteria epidêmica: fezes com muco e sangue até dez vezes ao dia, abdômen sem elasticidade e grande prostração. Se eu ainda fosse como antes da conversão, teria feito uma grande agitação com enemas e laxantes; em vez disso, pensei em usar minha própria filha como cobaia antes de aplicar o Johrei em outras pessoas. Primeiro, fiz Johrei em sua cabeça e, concentrando a intenção de que as toxinas do abdômen descessem, apliquei Johrei na parte inferior do ventre. Então, a partir da área onde apliquei o Johrei, o abdômen foi recuperando a elasticidade gradualmente, e eliminou-se uma quantidade maior de fezes com muco e sangue do que se tivessem usado enemas ou laxantes. A partir da segunda aplicação, a quantidade de fezes diminuiu e, por volta da oitava ou nona, era apenas o suficiente para sujar a fralda. No segundo dia, as fezes tornaram-se pastosas, com um pouco de muco misturado. Examinei a força do abdômen imediatamente e notei que ele, antes mole e sem vigor, recuperara a firmeza. Pensei que ao menos a vida dela poderia ser salva, e fiquei imensamente grata. Como o muco parou de sair e um pouco de sangue fresco apareceu nas fezes pastosas, acariciei o abdômen e encontrei um ponto sem força. Apliquei Johrei ali com cuidado, e imediatamente o abdômen recuperou a força e as fezes voltaram ao normal. O apetite estava apenas um pouco abaixo do normal, e ela se recuperou por completo. Isso é natural: pelo Johrei, as substâncias nocivas das paredes intestinais são eliminadas, e os alimentos ingeridos são absorvidos, permitindo a recuperação sem enfraquecimento. Na medicina, neste caso, seriam aplicados enemas e laxantes. Como as fezes com muco e sangue são resultado da deterioração e ulceração das paredes intestinais, causando sangramento, é necessário eliminar essas toxinas. Por isso, mesmo contra a vontade, são aplicados enemas e laxantes, o que impede a absorção de alimentos, levando ao enfraquecimento e à morte. Na situação econômica atual, para aqueles que mal conseguem sustentar o dia a dia, não há recursos financeiros para receber tratamento médico, e imagino que muitos estejam agonizando em seus leitos de morte. Nessas horas, se doenças incuráveis pudessem ser resolvidas tão facilmente pelo Johrei, que grande evangelho seria para a humanidade! Além disso, se considerarmos que nosso corpo é um bem precioso concedido por Deus, quão grande pecado seria usar drogas fortes, bisturis ou injeções? Eu fui seguidora absoluta da medicina, mas agora compreendi a preciosidade deste Johrei, recebi o Daikōmyō Nyorai e a Ele me apego de todo o coração. Antes que os sábios do mundo me critiquem e ataquem de lado, desejo que primeiro experimentem esta pesquisa espiritual e depois façam suas críticas. (26 de fevereiro de 1951) Esta Realidade 'Eikō' nº 150 — 2 de abril de 1952 Dizer que a doença pode ser curada apenas cobrindo-a com a palma da mão é algo que, para quem não conhece, não pode ser levado a sério — e é compreensível. O exemplo a seguir, porém, mostra claramente que ondas de Luz curativa são irradiadas da palma da mão; por isso, acrescentei este texto. Vocês entenderão que esta maravilhosa onda de Luz é emitida pela palma do praticante a partir do Ohikari. É realmente uma pena que pessoas com a mente endurecida pela ciência materialista não consigam entender isso, mesmo ouvindo este fato. Salvo às vésperas da quinta cirurgia de tracoma Sakagami Sakuji (39 anos), Igreja Média Kōshō, Bairro de Samukawa, Distrito de Kōza, Kanagawa Trabalho na fábrica da Nihon Nainenki em Samukawa. Desde criança, tenho problemas nos olhos e não esqueço o quanto minha falecida mãe se esforçou para curar minha doença ocular. Submeti-me à primeira cirurgia de tracoma no terceiro ano do ensino fundamental; a segunda, aos dezoito anos; a terceira, aos vinte e cinco; a quarta, aos trinta e quatro — todas em ambos os olhos. Agora, relato como o tracoma, que pode ser considerado minha doença crônica, foi curado pelo Johrei. Sempre que era acometido pelo tracoma, eu me perguntava por que sofria com aquilo. A cada cirurgia, indagava ao médico a causa, mas ele nunca me dava uma resposta definitiva; apenas dizia: "Há alguém na família com tracoma?", "Cuidado com a alimentação", "Como é contagioso, use bacias e toalhas separadas". Segui as instruções do médico, mas em fevereiro de 1950 começou o quinto sofrimento. Para um mecânico, ter problemas nos olhos é fatal: se trabalhasse um pouco além da conta, os olhos doíam, o humor se irritava, o trabalho não rendia e, à noite, a dor se intensificava ainda mais, fazendo-me temer que os olhos se deteriorassem. No entanto, até para alguém como eu, a mão salvadora de Deus foi estendida. Não esquecerei: no dia 15 de fevereiro de 1950, um dia de forte nevasca, a irmã mais nova de minha esposa, que viera de Niigata visitar o santuário em Atami, apareceu de repente pedindo para ficar alguns dias. Quando contei que faria a cirurgia de tracoma, ela disse: "Cunhado, isso pode ser curado pelo poder de Deus" e começou a falar sobre o Johrei. Mas eu ri e não levei a sério, dizendo: "Mesmo que não seja um deus, você acha que cobrir com a mão pode curar uma doença? Isso é absurdo demais". No entanto, ela insistiu tanto que, embora hoje eu ache que foi uma falta de respeito, sentei-me diante dela rindo por dentro. Ela começou aplicando o Johrei na minha cabeça e, por fim, nos olhos. Quando abriu minhas pálpebras com os dedos e cobriu os olhos com a mão, senti uma sensação indescritível: uma dor estranha, como se eu fosse picado por uma agulha afiada, invadia meus olhos sem parar. Já havia experimentado a dor das cirurgias oculares e dos colírios, mas aquela era diferente. As lágrimas escorreram e, diante da intensa dor, soltei um gemido: "Ugh...". No entanto, cerca de cinco minutos após o Johrei, meus olhos ficaram aliviados e minha cabeça, mais leve — o que me surpreendeu novamente. Perguntei por que uma dor estranha entrava nos olhos ao aplicar o Johrei e fiz várias perguntas sobre o que era o Johrei, ouvindo da irmã mais nova a explicação sobre Meishu-Sama, a doença e o Johrei. Senti como se estivesse ouvindo uma história de outro mundo, algo em que nunca havia pensado. Mesmo assim, a partir daquele dia, passei a ouvir com mais atenção e li com entusiasmo o 'Tijotengoku' e os jornais que ela trouxera. Conforme recebia o Johrei diariamente, o cansaço dos olhos diminuía cada vez mais. Na manhã do sétimo dia, ao abrir os olhos na cama, eles se abriram perfeitamente e minha cabeça estava leve. A alegria daquele momento foi indescritível. Quem sofre de doenças oculares sabe que não há nada mais desagradável do que acordar de manhã e não conseguir abrir os olhos. Quando o tracoma foi curado e me vi livre desse desconforto matinal, lágrimas de alegria escorreram, e agradeci a Meishu-Sama: "Muito obrigado". Durante o trabalho diurno, já não sentia cansaço; a dor intensa à noite quase desaparecera, e eu me sentia aliviado. Enquanto continuava a receber o Johrei todos os dias, por volta da segunda semana, senti dor abdominal no trabalho. Ao voltar para casa à noite, fui ao banheiro e eliminei grande quantidade de diarreia preta (purificação). Fiquei surpreso novamente, mas minha cabeça ficou ainda mais clara, meu corpo inteiro, mais leve, e comecei a entender as toxinas medicamentosas, as doenças, o Johrei e a purificação. Por volta da terceira semana, verifiquei no espelho como estavam as bolinhas características do tracoma na parte interna das pálpebras e, como não as encontrei, gritei involuntariamente como uma criança: "O tracoma sarou!". Eu, que havia sido salvo do sofrimento ocular de longos anos pelo Johrei, recebi imediatamente, em 7 de março, o precioso Ohikari do presidente da Igreja Média, juntamente com minha esposa. E a mim, que ainda era novo na fé, foi dada a oportunidade de passar por uma prova. Um mês após a conversão, por volta das dez horas da noite, meu filho mais velho, Kazuo (6 anos), que estava dormindo, começou a chorar alto, dizendo: "Meu ouvido dói". Minha esposa e eu pulamos da cama, mas minha cunhada já havia voltado para Niigata. Ficamos sem saber o que fazer, mas de repente me recompus e, orando a Deus de todo o coração, apliquei o Johrei por cerca de dez minutos. Ele parou de chorar e disse: "Sarou, sarou". Quando olhei distraidamente para a orelha da criança, vi um inseto um pouco mais grosso que uma linha de algodão saindo do canal auditivo. Puxei-o imediatamente: era um inseto avermelhado, de cerca de cinco milímetros de comprimento. Mostrei o inseto retirado à criança, e ele disse: "O johrei do papai também funciona, né?". Olhei para minha esposa, e lágrimas de alegria escorreram. Agradeci a Deus por ter concedido a alguém como eu o poder de curar doenças e por ter me dado a oportunidade de curar uma doença apenas um mês após a conversão. Em 17 de maio de 1950, recebi o Daikōmyō Nyorai para veneração; em junho, recebi a Byōbu Kannon-Sama (a Kannon do biombo); e, em julho, recebi até mesmo uma caligrafia especial. Antes, minha esposa, meus filhos e eu tínhamos uma relação com remédios e médicos como se fossem parentes; após a conversão, rompemos completamente esse vínculo. Vivemos uma vida familiar alegre todos os dias e também aplicamos o Johrei, salvando pessoas da vizinhança. As pessoas do mundo não acreditam facilmente neste poder benéfico, mas eu também fui uma delas. Olhando para o meu passado, acho compreensível; mas acredito que, para aqueles que sofrem de doenças oculares como eu, e para todos os que sofrem de doenças, receber o Johrei é o único caminho para se tornar uma pessoa saudável. Só posso agradecer ao poder divino, que não pode ser conhecido pela sabedoria humana. De agora em diante, oro para poder ser ainda mais útil ao serviço e me esforçarei. Expresso minha gratidão e emoção infinitas com estas palavras imperfeitas. Meishu-Sama, muito obrigado. (1º de março de 1952) A Medicina Piora as Doenças Lendo os muitos relatos de graças, vocês entenderão bem que a medicina piora as doenças. O problema, porém, é que as pessoas pensam o contrário: que a medicina cura as doenças. É realmente uma sociedade lamentável. Como sabem, nos esforçamos dia e noite para fazer as pessoas entenderem essa superstição médica. Ou seja, a medicina é uma teoria baseada no raciocínio, enquanto, do nosso lado, está o fato da cura. Se algo tão simples não é compreendido, não há outra escolha senão chamá-lo de superstição verdadeiramente temível. O relato de graça a seguir mostra isso com clareza; quem o ler entenderá imediatamente. Oh, Quão Grande é o Poder de Deus! Inoue Michiko (39 anos), Igreja Média Meirin, Vila de Nishinohashi, Cidade de Shimonoseki, Yamaguchi Respeitosamente, relato a proteção divina de meu segundo filho, Noriyuki, e expresso minha sincera gratidão. Em 25 de janeiro deste ano, ao ver que Noriyuki, de oito anos, estava com os olhos vermelhos e inchados, temendo que piorasse, levei-o imediatamente a uma clínica oftalmológica próxima. Disseram que era conjuntivite, lavaram o olho e aplicaram um colírio, recomendando-me que voltasse diariamente. Frequentei a clínica todos os dias, mas não houve melhora significativa. Então troquei de médico, e ele disse: "Este é um medicamento caro, mas farei uma exceção especial para seu filho", e aplicou um remédio forte. No dia seguinte, onde antes havia apenas vermelhidão, surgiram de repente seis ou sete furúnculos em ambos os olhos. Uma membrana branca cobriu todo o globo ocular; a visão diminuiu e foi piorando gradualmente. Quando já estava há mais de um mês em tratamento, a situação estava prestes a levar à cegueira. Foi quando meu irmão (que já era membro da fé na época) veio me visitar e me aconselhou: "Isso é grave, leve-o logo à igreja para receber o Johrei". Mas eu ainda estava indecisa e, naquele dia, fui ao hospital. O médico disse: "A evolução está ruim, hoje vamos aplicar penicilina". Lembrei-me do sofrimento da criança quando, ao ter um furúnculo na nuca, também levou penicilina, e recusei: "Por favor, só isso não". No caminho de volta, fui diretamente à Filial Fumigaoka para fazer a oração. Ao receber o Johrei e ouvir as explicações, refleti que, no início, ele não estava tão mal, mas foi piorando depois que comecei a levá-lo ao hospital. Decidi confiar em Meishu-Sama e me tornei membro imediatamente. Enquanto frequentava a igreja e recebia o Johrei, veio a purificação. Uma membrana azul cobriu completamente ambos os olhos; ele não conseguia mais abri-los nem andar. Então, eu o carregava nas costas todos os dias para a igreja. Vendo aquela cena, parentes e vizinhos diziam: "Isso vai curar desse jeito? Coitado, e se piorar?" e me incentivavam a ir ao médico. Mas recusei firmemente e, confiando tudo ao Daikōmyō Nyorai, apeguei-me a Ele. Nos festivais mensais, também o levava à Igreja Média. Depois que comecei a receber o Johrei ministrado com zelo pelo presidente da Igreja Média, ele foi melhorando aos poucos. No entanto, a criança reclamava que a claridade a incomodava; cobria o rosto e ficava imóvel o dia todo em cantos escuros. Às vezes, andava tateando e tropeçava em objetos, sendo ridicularizada por pessoas insensíveis ao redor. Ver aquela cena miserável partia o meu coração de mãe. Especialmente quando as aulas começaram e ele não pôde ir à escola, quantas vezes desejei poder tomar o seu lugar. As pessoas ao redor zombavam cada vez mais, chamando-me de louca e dizendo que eu estava "cegando a criança". Em meio a esse cerco de todos os lados, eu, com meu coração fraco, que quase desmoronava, me esforçava, repetindo as palavras de encorajamento dos mestres: "Logo Ele vai melhorá-lo... Com certeza receberemos a proteção divina..." e continuava a pensar em Meishu-Sama. E, finalmente, recebemos a proteção divina milagrosa. Graças à gentil consideração do presidente da igreja, fizemos uma prece a Meishu-Sama pela proteção divina. Naquele dia, 25 de abril, os olhos que de modo algum se abriam se abriram. Ah, quando percebi que a proteção divina havia chegado, uma alegria sincera brotou em meu peito, e duas ou três lágrimas quentes escorreram pelo meu rosto, sem que eu pudesse evitá-las. Imediatamente fui à igreja e, diante do altar, agradeci de coração a Meishu-Sama, que estava em Atami. Desde então, até hoje, passaram-se quarenta e tantos dias, e os olhos não se fecharam novamente. Pelo contrário, a cada dia melhoram, a membrana vai desaparecendo aos poucos e a pupila negra está aparecendo. Agora, ele brinca o dia todo ao ar livre, sem tropeçar. Ao ver seu sorriso radiante, o sofrimento da purificação parece um sonho. Se tivéssemos continuado com o tratamento médico, ele seria uma criança cega, reduzida a uma condição lastimável, e tanto eu quanto ele estaríamos sofrendo e enganados. Meishu-Sama, muito obrigada. (1º de julho de 1952) Mesmo doenças oculares como essa se curam facilmente Há inúmeros exemplos de cura de doenças oculares, mas o relato a seguir é particularmente claro. No mundo, que não conhece o efeito extraordinário do Johrei de nossa fé, há inúmeras pessoas com doenças oculares. Ao ver isso, sinto-me profundamente inquieto. Se um efeito tão maravilhoso fosse da medicina, seria um grande acontecimento. Imediatamente seria relatado ao conselho médico, estampado em letras garrafais nos jornais e divulgado mundialmente como orgulho da medicina japonesa. No entanto, por se tratar de religião, não recebe a menor atenção. Isso não é apenas lamentável: por causa disso, pessoas infelizes não são salvas, e este método de Johrei, que poderia ser considerado uma honra mundial para o Japão, permanece enterrado. Neste mundo de verdadeiros cegos, é inevitável; mas, primeiro, quero abrir os olhos desses cegos o mais rápido possível. No entanto, como Deus tem poder absoluto, certamente se espalhará pelo mundo um dia; basta esperar, tudo tem seu tempo. Doença ocular sifilítica de cinco anos curada em apenas três meses Província de Shizuoka, Distrito de Ihara, Bairro de Yui, Nishiyamadera Igreja Média Minori, Toyoshima Hana (60) Minha neta Hisako (5 anos) teve problemas nos olhos logo após o nascimento. A partir dos dois anos, começamos a frequentar médicos. Quando a secreção ocular diminuiu um pouco, surgiram furúnculos em todo o rosto; essa condição se repetia, piorando gradualmente, com uma névoa fina cobrindo os olhos. O médico disse: "É uma doença ocular sifilítica, difícil de curar. Talvez melhore com uma mudança de ares e tratamento". Então, em janeiro deste ano, trouxeram-na para minha casa em Shizuoka. O pai de Hisako administrava um negócio de bebidas em Shimbashi, Tóquio, mas a mãe estava hospitalizada havia muito tempo com problemas no peito, então minha compaixão por ela era ainda maior. Decidi que, de qualquer forma, eu a curaria. Durante seis meses inteiros, fui ao Hospital XX na cidade de Shizuoka, sem me importar com chuva ou vento. Mas o esforço não foi fácil. No início de julho, ela se incomodava até com a menor claridade, não conseguia abrir os olhos e, quando eu a carregava nas costas, esfregava o rosto em mim e chorava. No caminho de volta do hospital, encontrei um parente. Ele me disse: "Há muito tempo queria te recomendar, mas pensei que você só desistiria depois de tentar de tudo, então não falei até hoje. Mas acho que, se você receber o Johrei da Igreja Messiânica, com certeza vai melhorar". Ele me contou vários exemplos de cura e histórias edificantes. Não aguentei mais e fui imediatamente pedir o Johrei à Sra. Toyoshima Ryoko. A Sra. Toyoshima me disse: "Quem tomou muitos medicamentos demora mais para se curar" e me explicou a purificação, pedindo: "Por favor, não desista nem pare durante esse processo; confie e se apegue". Durante a primeira semana, os furúnculos no rosto foram secando e caindo; ela teve diarreia, suou muito na cabeça e ficou mais calma. Vendo a grande melhora, fiquei transbordante de alegria. Pensando em como o pai dela ficaria feliz, me esforcei e orei. Exatamente na terceira semana, começou uma febre alta de 39 graus; os olhos se fecharam completamente, e os furúnculos que pensei terem melhorado surgiram ainda mais intensos. Ela suava tanto à noite que precisei trocar suas roupas duas ou três vezes; delirou e sofreu dia e noite. Minha preocupação não era pouca. Após dez dias, ela ainda não abria nem um pouco os olhos. Vizinhos vinham visitar e diziam: "Fazendo isso, você vai estragar os olhos dela". Até meus próprios filhos me chamavam de louca, e eu não aguentava mais. Preocupada com o que aconteceria, pedi ajuda ao Mestre Naito. Disse a ele: "Por favor, ao menos não deixe os olhos dela se estragarem", como se o Johrei tivesse piorado a situação. O Mestre riu e, com leveza, me encorajou: "No final de agosto, ela vai abrir um pouco os olhos. Tenha paciência um pouco mais e se apegue". Naquela ocasião, senti vergonha de depender apenas da Sra. Toyoshima e não conseguir fazer o Johrei sozinha. Imediatamente recebi o Ohikari e, a partir de então, senti-me mais forte de alguma forma e decidi perseverar um pouco mais. E, como ele disse, na noite de 27 de agosto, enquanto carregava Hisako nas costas e olhava para o jardim, de repente ela exclamou: "Ah, vovó, vi uma luz, vi!" e apontou, feliz, para a luz do poste que incidia no jardim. Eu também chorei de alegria, sem conseguir me conter. A partir de então, a cada dia, ao receber o Johrei, sua visão se tornava mais nítida. Passou a brincar com os olhos abertos até em locais claros; os furúnculos do rosto desapareceram por completo, e ela ficou linda, como se tivesse renascido. Diante disso, as pessoas ao redor apenas observam e dizem que é um milagre. Hoje, exatamente três meses depois, a névoa nos olhos quase não é mais perceptível. Hisako também recebeu o Ohikari infantil e, com todo cuidado, conta a todos a graça do Johrei. Meishu-Sama, muito obrigada. Embora seja um texto simples, relato e agradeço exatamente como aconteceu. (17 de novembro de 1952) O valor da terapia pela fé Na medicina, com frequência, quando um cego recupera a visão, o fato é estampado em grandes manchetes nos jornais. Mas é preciso prestar atenção: ainda que o tratamento médico devolva a visão, essa recuperação é temporária; com o tempo, certamente sobrevém a recaída, e a pessoa torna a ficar cega. Com o Johrei da nossa fé, porém, a visão é recuperada com relativa facilidade e jamais há recaída. Isso é realmente notável. O estranho é que, mesmo sabendo disso, as pessoas fazem vista grossa e seguem em frente. É um mundo complicado. Além disso, a paciente que enviou esta carta de agradecimento foi salva a um passo do perigo; é impossível ler este relato sem lágrimas. Das trevas à luz Província de Fukuoka, Distrito de Munakata, Vila de Togo Igreja Média Nanko, Ozono Hatsuno (43) Com atraso, venho relatar a alegria que hoje sinto. No ano de 1929 (Showa 4), em Sokohi, fiquei temporariamente cega de ambos os olhos. Fui internada por um médico especialista local e recebi tratamento por mais de quarenta dias, sem nenhuma melhora. Cheia de dúvidas, ouvi dizer que a estátua de Jizo tinha grandes benefícios materiais. Imediatamente, fiz um retiro de quatorze dias diante do altar de Jizo. Por volta do quinto dia, o olho direito começou a enxergar um pouco, mas depois não melhorou mais, e voltei para casa. Desde então, enxergava apenas com o olho direito; o esquerdo permaneceu cego até hoje. Foram vinte e dois anos assim, até que agora recebi a graça da abertura dos olhos. Além disso, acho que foi em 25 de abril de 1932 (Showa 7) que senti uma dor de estômago tão forte que me contorcia de agonia. O médico me diagnosticou úlcera gástrica e apendicite. Como tratamento, tomei injeções de "Isurukusu" diariamente, fiquei de cama por cerca de cinquenta dias e, após dois ou três meses, consegui trabalhar um pouco. A doença, porém, recorria duas vezes por ano, na primavera e no outono. Quando a dor vinha, a crise durava até dez dias seguidos. Para aliviá-la, tomava injeções de morfina e remédios. Assim, melhorava em um ou dois meses, e não me importava muito. Mas, com o passar dos anos, a doença piorou, e meus órgãos internos pareciam todos comprometidos. Meu médico principal chegou a me dizer: "Vá para o hospital universitário." Fui diagnosticada no hospital universitário, onde me disseram: "Além do estômago, você tem peritonite e problemas no fígado. Precisa ser internada por um tempo." No entanto, como já havia gasto muito com médicos locais durante anos, não tinha condições financeiras. Sem alternativa, voltei e pedi tratamento a um médico da região. Desde então, passaram-se quinze anos — e mais de vinte desde o início da doença. Longe de melhorar, a situação piorou cada vez mais. Não conseguia comer arroz, sendo obrigada a me alimentar constantemente de macarrão e farináceos. A região abdominal piorou ainda mais, e meu médico novamente me aconselhou a ir ao hospital universitário. Fui diagnosticada no Hospital da Universidade de Kyushu, e o resultado foi que precisaria de uma cirurgia de abertura abdominal. No entanto, meus irmãos mais velhos se opuseram, dizendo: "Já que ela vai morrer de qualquer jeito, é melhor deixá-la morrer em casa sem a cirurgia." Assim, a cirurgia foi cancelada, e voltei para casa. Eu nunca desanimava, não importa o que me dissessem, nem ficava pessimista. Por isso, continuei trabalhando, suportando aquela doença grave. Quando sentia dor, aliviava-a temporariamente com injeções e vivia um dia após o outro. Houve uma vez em que, já estando fria, vaguei pelo mundo da morte por um dia inteiro e voltei à vida um passo antes de ser colocada no caixão. Em outra ocasião, fiquei inconsciente por dez dias, vagando pelas montanhas, e, quando recuperei a consciência, nem sabia onde estava. Era literalmente um cadáver vivo. A doença se intensificou cada vez mais, e eu já não conseguia trabalhar como antes. Assim os anos se passaram. Em novembro de 1950 (Showa 25), fui ajudar na colheita do arroz. Por causa do frio, sofri queimaduras de frio no pé direito, que ficou roxo. Tomava injeções diariamente, mas um dia me disseram que teriam de amputar o tornozelo. Esse pé direito, devido a uma forte nevralgia que eu tinha desde vinte anos antes, já me obrigava a andar com muletas; desde então, eu mancava ao andar. No dia seguinte ao anúncio da amputação do pé direito, um amigo me apresentou o Mestre Sato. Ouvi suas palavras e, embora com dúvidas, comecei a receber o Johrei. O pé que seria amputado melhorou em uma semana, e a forte nevralgia também se curou completamente em cerca de duas semanas. Eu, que antes não conseguia comer nem um grão de arroz, em um mês já podia comer de tudo, sem restrições. As dores no estômago e no abdômen cessaram com o Johrei. A cada vez, vermes saíam pela boca e por baixo e, dia após dia, eu seguia o caminho da recuperação total. Durante esse período, o Mestre Sato vinha diariamente de bicicleta, percorrendo mais de oito quilômetros, mesmo em dias de chuva ou neve no inverno. Às vezes, o Mestre Chijiwa também se dava ao trabalho de vir. Graças a isso, não precisei mais de injeções diárias. A gratidão pelo Johrei tornou-se tão clara que, em 18 de abril, tive a honra de me converter. Agora, ouvi dos Mestres: "Coloque um talismã e faça Johrei nos doentes. Assim, os espíritos dos seus antepassados também serão purificados." Desejando retribuir nem que seja um milionésimo da graça recebida, estou ajudando no que posso. Estou profundamente emocionada com a proteção divina do Meishu-Sama, que me guiou da morte para a luz. Relato o exposto acima com estas palavras humildes. Cirurgia abdominal, amputação do tornozelo direito; o olho esquerdo, desenganado, abriu-se perfeitamente. Além disso, acredito que já saíram mais de mil vermes, grandes e pequenos. Meishu-Sama, muito obrigada. (1º de setembro de 1951) Aos profissionais da medicina O relato de gratidão exposto à esquerda é um registro verdadeiro e sincero do caminho percorrido por um paciente tuberculoso até ser salvo, e de seu estado de espírito. Não se sabe quantas dezenas de milhares de pessoas se encontram hoje na mesma situação que esse paciente. Isso mostra, mais uma vez, a realidade de que a medicina moderna é completamente impotente contra a tuberculose. Como sempre dizemos, a medicina moderna não tem o poder de curar doenças; ela apenas lança mão de todos os meios possíveis, por um certo período, para suprimir e fixar a doença. Embora se possa obter uma melhora temporária, a doença sempre recai, tornando-se mais maligna do que da primeira vez, até cair em um estado desesperador. Médicos e pacientes devem testemunhar e experimentar esse fato constantemente. Apesar disso, os médicos explicam aos pacientes como se fossem curá-los, o que é realmente incompreensível. Afinal, tratando-se de uma vida preciosa, essa explicação não deveria ser dada sem uma convicção muito forte. Se não há perspectiva de cura completa, uma explicação vaga e duvidosa acabará causando problemas ao paciente e à sua família. Além disso, essa explicação pode, pelo contrário, deixar o paciente nervoso, gerar ansiedade e agravar a doença. Isso eles deveriam saber muito bem. Atualmente, as autoridades implementam todo tipo de método — exames de saúde, exames itinerantes, detecção precoce, etc. — e gastam enormes quantias de dinheiro público com desculpas como a falta de leitos. Do nosso ponto de vista, não há palavras para descrever isso. Acima de tudo, o fato de que, apesar de todos esses esforços, nenhum efeito é obtido mostra que a verdadeira natureza da tuberculose não é compreendida. Eles simplesmente não percebem isso. O que é isso, senão uma tragédia do século? Vejam: a maioria dos jovens e adultos talentosos do Japão jazem em camas como cadáveres vivos, entregues a um destino sem qualquer perspectiva de cura. Diante dessa situação miserável, nós, que conhecemos a fundo a verdadeira natureza da tuberculose, não podemos mais tolerar. Por isso, escrevi este texto com determinação. No entanto, ainda que as autoridades e especialistas vejam isso, imagino que vão apenas torcer o pescoço, rir com desdém e ignorar. É exatamente como um motorista de ônibus que, por mais que se grite que há um precipício adiante, não dá ouvidos e continua avançando imprudentemente. Como se vê acima, devem achar que é um aviso bastante severo, mas nossa intenção é apenas uma: salvar o público em geral do fundo da infelicidade o mais rápido possível. Não há outra intenção. Fobia de Tuberculose Yoshio Yamamoto (32 anos) Igreja Média Kanna, Omiya-cho, Distrito de Asahi, Cidade de Osaka Eu era um paciente tuberculoso. Para ser preciso, posso dizer que sofria de fobia crônica de tuberculose. Isso porque, a partir do momento em que o médico me deu o diagnóstico de "asma tuberculosa e infiltração pulmonar bilateral", apenas o medo da tuberculose ficou gravado em minha mente outrora inocente. Até então, talvez por não nutrir um interesse profundo pela tuberculose, ou por depositar uma confiança absoluta na medicina, eu não a considerava algo tão terrível. Depois do diagnóstico, porém, tudo era excessivamente pessimista. Minhas expectativas foram frustradas uma após a outra e, a cada vez, o que eu obtinha era um grande medo. E, embora nada contradissesse a teoria, o prognóstico seguia teimosamente o caminho oposto. O médico me havia prometido a recuperação da saúde com um sorriso no rosto, mas, ao contrário da promessa, meu corpo se despedaçava. A fria realidade me empurrou para o fundo do desespero. Vou contar sobre a minha época de fobia — uma luta miserável e dolorosa de quem não conhecia a verdade — até o dia em que fui informado sobre a verdadeira natureza da tuberculose. É uma história antiga. Lembro que foi quando eu ainda era um estudante do ensino médio, com dezoito anos. Foi nessa época que conheci a tuberculose. Não posso esquecer. Meu falecido pai, preocupado comigo, seu único filho, mais do que consigo mesmo, abandonou o trabalho que o ocupava na época, me levou de médico em médico, buscando todos os contatos que conhecia, e se esforçou para me proteger da tuberculose. Essa lembrança lamentável e trágica ainda está gravada em meu cérebro, sem desaparecer. Meu pai era um intelectual com posição social considerável na época, de modo que provavelmente tinha um conhecimento abundante sobre tuberculose. Embora não fosse tão intensa quanto hoje, era uma época em que a prevenção da tuberculose era bastante discutida. Como pai, ele devia reconhecer plenamente o terror da doença. Por isso, dedicou grande parte de seu difícil projeto de vida ao tratamento do meu mal, esforçando-se para me proteger da tuberculose. E, para que os métodos mais recentes e melhores fossem escolhidos, meu corpo foi examinado repetidamente por todos os lados e aspectos, sem deixar nada de fora. Anamnese, ausculta, percussão, reação de tuberculina, fluoroscopia de raio-X, radiografia, velocidade de hemossedimentação, capacidade pulmonar etc. Tudo era apenas incômodo, e meu corpo oculto foi completamente exposto pela medicina. A partir de então, seguindo as instruções de meu pai, passei a frequentar diariamente o sanatório escolhido. As injeções diárias nunca me foram agradáveis, mas continuei por cerca de um ano. Assim, em meu cérebro, quase ignorante em relação à tuberculose, o conhecimento sobre a doença foi martelado à força, desde o básico. Ao mesmo tempo, o medo da tuberculose também foi plantado. E, dia após dia, minha mente e meu corpo foram sendo corroídos por essa fobia. Curiosamente, porém, essa fobia pareceu agir de algum modo. Milagrosamente, todo o tratamento médico possível na época fez efeito, e a tuberculose primária que atacara meu corpo pareceu recuar temporariamente. Aos poucos, recuperei as forças. O médico também anunciou com alegria: "Está tudo bem". Meu pai e eu compartilhamos imensamente essa alegria. Com isso, se a história terminasse aí, seria realmente ótimo, mas há um desdobramento. Por favor, ouçam. Depois disso, fui recuperando as forças gradualmente e consegui retomar uma vida normal, como se nada tivesse acontecido. Com o passar do tempo, senti como se tivesse vivido um pesadelo, e o passado foi se apagando da minha mente. Nada parecia diferente, mas uma única coisa permaneceu como fruto daquela época de luta contra a doença: a tuberculofobia. "A terrível tuberculose", "a tuberculose que corrói o corpo jovem e enterra a juventude", "a tuberculose que não se sabe quando, a que horas ou de onde atacará". A partir de então, sem perceber, tornei-me uma pessoa excessivamente nervosa, doentiamente meticulosa e purista, algo incomum para a minha idade. Tudo isso nascia do desejo ardente de nunca mais ser atacado por essa terrível tuberculose. Acreditei e me habituei a pensar que essa era a melhor maneira de preveni-la e de não contraí-la. Assim se passaram alguns anos. Estaria meu corpo sendo protegido da tuberculose, sem anormalidades? Finalmente, fui convocado para o serviço militar, fui aprovado com louvor e, mesmo vivendo à base de ração de cevada, pude servir à pátria com entusiasmo. No entanto, a tuberculofobia ainda persistia. Naquela época, já transformada em hábito, eu estava cheio de confiança, sem precisar de cuidados especiais, e inconscientemente tomava medidas preventivas contra a tuberculose. Contudo, apesar de toda essa atenção, fui subitamente confrontado com um fato grave que abalou minha confiança pela raiz. Após um ano de vida militar, algo novo surgiu em meu corpo, que deveria estar livre de problemas. Em um rigoroso dia de verão, devido à insônia da noite anterior e ao cansaço do treinamento, não me sentia bem. Solicitei dispensa do treino e fui examinado pelo médico militar. Sem suspeitar de nada, pensei que fosse apenas cansaço, mas o diagnóstico do médico parecia carregado de significado, e ele me ordenou um exame de raio-X. Senti um pressentimento sinistro e, seguindo suas instruções, fui examinado no hospital militar. O resultado, como o pressentimento previa, foi uma ordem de internação, o que me deixou desolado. Tentei refletir sobre esse resultado inesperado, mas minha mente estava entorpecida; eu estava apenas atordoado. Deixei-me cuidar pelas pessoas ao redor, sem entender nada. Só me dei conta claramente de mim mesmo, vestindo um quimono branco e deitado na cama, depois que tudo já havia terminado. Recaída. Sim, a tuberculose que eu pensava ter desaparecido do meu corpo, na verdade, havia sido preservada por muito tempo e, aproveitando a oportunidade, surpreendeu-me novamente. Não vou falar sobre o que se seguiu. Por mais que repita, é sempre a mesma coisa. Repouso, injeções, medicamentos, nutrição, exames. Para mim, era uma sequência interminável de mesmices. A juventude e a esperança foram esmagadas. Meu corpo estava impregnado do cheiro lúgubre dos remédios, que não se desprendia. Eu vivia atordoado, apenas à espera de que o tempo divino chegasse. Mas, curiosamente, não posso negar que havia, além do meu coração, um outro coração dentro de mim — e nele havia uma complexidade contraditória, que pedia, suplicava e buscava algo. No entanto, a realidade era literalmente a de um cadáver vivo. Cerca de dois anos depois, com sintomas de altos e baixos, fui dispensado do serviço militar e recebi alta hospitalar. Fui enviado para casa com aparência de fantasma e, em meu lar — que deveria ser tão familiar —, fui para a cama. Meu espírito, porém, permanecia deprimido, sem alívio, e os dias se sucediam em agonia. O que será de mim? O que devo fazer? O que aconteceu com minha saúde? Eu me debatia em sofrimento. Meu pai, que outrora compartilhara minhas preocupações e fora meu apoio, já havia falecido. Minha mãe, ao me receber com meus nervos à flor da pele, apenas se desesperava. Foi verdadeiramente uma tragédia. Terrivelmente, minha tuberculofobia intensificou-se ainda mais. A obstinação doentia e o caráter frio que eu não tinha ao nascer foram todos forjados sobre a base dessa tuberculofobia. As orientações dos médicos, os conselhos dos livros, as advertências dos experientes, o senso comum da sociedade, os alertas dos jornais e do rádio, a propaganda de remédios — tudo, em uníssono, empurrava-me para o medo da tuberculose, para o medo da tuberculose. E o caminho que segui foi o do inferno. Logo, tive uma hemoptise maciça. Meu coração experimentou uma grande agitação, mas foi então que algo surgiu com força em meu interior pela primeira vez. Foi o despertar do instinto. Quando tudo chegou a um beco sem saída, restava apenas um caminho — um caminho que qualquer um poderia escolher livremente a qualquer momento, um caminho que, mesmo depois de tudo ter sido feito, teria de ser percorrido. Para mim, ele foi dado como o último trunfo. Esse caminho era o caminho da verdade, o caminho para a luz. Com receio, pronunciei o nome de Deus. Havia algo estranhamente desajeitado nisso. Mas eu estava desesperado. Percebi profundamente que, para resolver minha tuberculofobia, cultivada por mais de dez anos, não havia outro caminho senão me agarrar ao poder divino. Irônico. Excessivamente irônico. A medicina, que deveria ser a primeira a resolver a tuberculose, deu-me apenas mais medo dela. As várias diretrizes, orientações e advertências que deveriam curar a tuberculose serviram apenas para incutir ainda mais medo, sem nenhum benefício. E a tuberculofobia assim criada gerou mais tuberculose, alimentando a própria fobia. Que coisa terrível! E a chave para essa solução está nas mãos de Deus. Ah, o que posso dizer... Deus não me abandonou. Fui salvo. Já se passaram cinco anos desde que fui aceito como seguidor da Igreja Messiânica. Agora, recebi um corpo verdadeiramente saudável e radiante. Naturalmente, a tuberculofobia já se dissipou como nuvens e névoa. O que resta é apenas motivo de riso. Eu apenas sorrio amargamente, em vão. Ao chegar até aqui nesta história, também suspiro aliviado. Hino de Louvor Aqueles que vagam sem cajado na escuridão de Nuhatama, que venham visitar o reino da luz. Atravessando inúmeras vicissitudes, a jornada do mundo enganoso para o mundo verdadeiro foi uma boa experiência para mim. A proteção divina, que só conheci ao me agarrar à grande compaixão de Meishu-Sama, lavou e purificou completamente as impurezas e sujeiras da falsidade em minha alma. E ali me foi ensinada toda a verdade. Quero gritar: a menos que seja uma medicina baseada na fé, é absolutamente impossível libertar-se do medo da tuberculose. Enquanto se temer a tuberculose, é absolutamente impossível curá-la. Somente aqueles que conhecem a verdade podem alcançar a verdadeira saúde. Ao pensar que ainda hoje dezenas de milhares e milhões de pacientes de tuberculose vivem, sem saber, no mundo enganoso, desenhando sonhos ilusórios, sinto uma dor dilacerante. Ah, encerro minha retrospectiva orando para que o dia em que despertem para a verdade chegue o mais rápido possível. Por fim, expresso meus profundos agradecimentos a Meishu-Sama. Encerro este manuscrito com a esperança de que minhas memórias possam ser de alguma utilidade para aqueles que sofrem da mesma doença e das mesmas preocupações. (1º de julho de 1950) A Terrível Superstição Médica Nossa Igreja sempre afirma a ineficácia, ou melhor, o efeito contrário da medicina no tratamento da tuberculose. O relato de graça a seguir o demonstra da forma mais clara. Quem o ler, por mais cético que seja, não poderá deixar de acreditar. Portanto, se a tuberculose, considerada hoje o problema mais difícil, pode ser curada de forma tão precisa, em curto prazo e completamente através do Johrei, isso é verdadeiramente uma questão surpreendente e de grande magnitude. Apesar disso, como mencionado no texto, os médicos que presenciaram isso apenas inclinam a cabeça, sem sequer tentar estudar o assunto. Essa atitude é verdadeiramente incompreensível. E se um efeito tão maravilhoso fosse uma descoberta médica, não seria algo comparável à hidrazida. Certamente causaria uma sensação mundial. No entanto, se algo assim parece totalmente improvável, é porque estão completamente imersos na superstição médica. Terrível é a superstição médica atual. Diante desse fato, posso dizer sem rodeios: a era atual, embora cultural na aparência, pode ser chamada, em termos de resultados, de era bárbara e ignorante. Portanto, devido a essa superstição, é impossível calcular quantos pacientes serão sacrificados, não apenas agora, mas também no futuro. Ah, o que devemos fazer nós, que testemunhamos diariamente essa grande tragédia do século? Só nos resta suspirar profundamente. Salvo da Tuberculose Pulmonar Após Dois Anos de Pneumotórax Nakajima Takeo (24 anos) Igreja Média Hakuai, Oji, Bairro de Kita, Tóquio Apesar de ser um texto desordenado, relato minha alegria transbordante por ter sido transformado do fundo do sofrimento da tuberculose pulmonar para uma vida cheia de alegria, para aqueles que sofrem de tuberculose. No auge do meu vigor, trabalhava na Agência de Depósitos de Tóquio, embora estivesse um pouco resfriado. Em fevereiro de 1946, houve o exame coletivo anual, e fui informado de que havia uma sombra no exame de raio-X. Como nunca havia ficado doente desde pequeno, meu desânimo na época foi indescritível. O médico do trabalho me mandou descansar e, sem alternativa, comecei a repousar. Depois, fui ao Hospital do Ministério da Casa Imperial para um novo exame, e me disseram que era uma infiltração no pulmão esquerdo. Começou então uma vida de repouso, passando três meses apenas olhando para o teto. Embora fosse uma doença considerada incurável desde os tempos antigos, segui fielmente as orientações do médico: repouso e nutrição. O resultado foi uma sucessão de altos e baixos, e eu me impacientava para me curar rapidamente. Após três meses, o resultado do raio-X foi: "Há uma cavidade". Fui aconselhado a fazer pneumotórax. Eu era contra, mas como meus pais também insistiam, acabei aceitando sem alternativa. O pneumotórax doía, e eu odiava quando o dia chegava. Colocavam cerca de 300 cc de ar para colapsar a cavidade. Meu peito ficava dolorido e eu sofria, mas, mesmo assim, continuei com paciência. Como resultado, a cavidade colapsou, mas, desta vez, por ter aplicado ar em excesso, houve um efeito colateral: acumulou-se água e acabei desenvolvendo pleurisia. Ainda assim, prossegui com o pneumotórax enquanto a água era drenada, e o suportei com paciência por dois anos, cerca de setenta vezes. Nesse meio-tempo, disseram-me: "O coração se deslocou para a direita e a água acumulada supurou." Cheguei a ficar internado cerca de uma semana para exames, mas o cirurgião afirmou que "não estava supurado", e recebi alta temporária. No entanto, o local do pneumotórax inchou e passou a supurar como um furúnculo. Inchava, vertia pus, inchava de novo; assim, supurou em vários pontos. A pele acabou se rompendo, e o peito ficou inteiramente ulcerado. Preocupado, procurei o hospital, fui encaminhado à cirurgia e iniciei o tratamento. Contudo, o quadro era tão grave e a cicatrização tão difícil que me cansei da situação, e o médico disse: "É melhor fazer uma cirurgia." Na conversa que tive então com o cirurgião, perguntei: "Se eu fizer a cirurgia, ficarei curado?" Ele respondeu: "Isso não se sabe. Você pode estar andando na rua e ser atropelado por um carro. Isso é um acidente repentino. A cirurgia é a mesma coisa." Uma resposta tão leviana diante da vida humana deixou-me simplesmente atônito. O clínico geral dizia: "Às vezes, não operar pode trazer melhores resultados." Sem ânimo, decidi abandonar a cirurgia e partir para um tratamento caseiro. Naquela época, já me via abandonado pela medicina; pessimista e quase desesperado, entreguei minha sorte ao destino. Foi exatamente nessa época — 16 de janeiro de 1949 — que, por um motivo fortuito, passei a frequentar a casa de uma senhora chamada Karasawa, seguidora vizinha; ali, a mão do grande amor de Deus se estendeu a mim. Ouvi diversas histórias sobre o Caminho e, surpreso, resolvi experimentar o Johrei. Passei então a ir à casa de um seguidor chamado Asano, em Akabane, para receber o Johrei. Ouvi muitas histórias de milagres maravilhosos e explicaram-me o princípio do Johrei, mas, naquela época, é claro, oscilava entre a fé e a dúvida, agindo cegamente. No início, nenhuma mudança se manifestou, mas em maio recebi a Purificação e comecei a apresentar diarreia com sangue nas fezes, que durou cerca de uma semana. Depois disso, o corpo ficou mais leve, e pensei que talvez a água da pleura tivesse saído. Em seguida, melhorei a cada dia, e a úlcera secou por completo. Graças a isso, no segundo ano, a ferida do pneumotórax igualmente cicatrizou; a ferida que o cirurgião dissera que jamais fecharia se fechou. Fiquei extremamente feliz e emocionado. Dois anos depois de abandonar o tratamento médico, em 28 de junho de 1951, resolvi, após muito tempo, fazer um exame de raio-X. Fui ao hospital do Ministério da Casa Imperial; as cadeiras de ambos os lados estavam repletas de pacientes. Entre eles, reconheci um paciente de dois anos atrás e surpreendi-me ao vê-lo ainda doente, o rosto pálido, continuando a frequentar o hospital. Quando encontrei o Dr. ○○, que me tratara antes, ele por um momento não me reconheceu, de tão mudado que eu estava. Não era para menos: dois anos antes, eu deixara o hospital em estado lastimável, à beira da morte. Logo entrei na sala de exame e, ao me examinar, o Dr. ○○ exclamou várias vezes, surpreso: "Pensei que você fosse um fantasma!" e "Já não deveria ser o terceiro aniversário da sua morte?" Brincando, respondi: "Um fantasma fala?" Mas, no fundo, senti profundamente haver recebido uma grande salvação e fui tomado por um sentimento de gratidão. O resultado do exame foi tão bom que ele, surpreso, perguntou: "Afinal, como você ficou tão saudável?" Contei-lhe tudo: que me filiara à Igreja Messiânica, recebera o Johrei e fora curado. Enquanto examinava, o médico repetia: "Parece que não há água. O alcance de Russell também diminuiu." E não fazia mais que resmungar "Hum...", inclinando a cabeça. Ao examinar com fluoroscopia de raio-X, disseram: "Não há água e o pulmão está muito limpo." Não é que ele ficou surpreso novamente? Nunca senti tão intensamente a diferença entre o poder da medicina e o poder divino do Johrei. Ah, foi assim que fui salvo. Agradeci, profunda e sinceramente, pensando que tudo aquilo se devia a Meishu-Sama. Deveria ter agradecido antes; peço desculpas pela demora. Meishu-Sama, muito obrigado. (25 de abril de 1952) Ainda mais Da revista Eikō nº 176, publicada em 1º de outubro de 1952. Os grandes milagres do Johrei de nossa Igreja surgem um após outro, como se dissessem: "Ainda mais, ainda mais". Este relato de graça, por ter sido comprovado por exames científicos, não deixará espaço para objeções, ainda que o leia quem não acredita em Deus e se apega somente à ciência. Como sempre digo, é estranho que, mesmo diante de fatos tão vivos e evidentes, os médicos não se disponham a estudá-los. A afirmação que sempre fazemos — de que a medicina é uma superstição — não deve estar errada, só por este fato. Gostaria que pensassem no seguinte: se a distomatose, uma das doenças pulmonares mais temidas hoje, mais temida até que a tuberculose, pode ser curada tão facilmente, então podemos dizer que a tuberculose, que hoje constitui um grande problema nacional, já está resolvida. Não é motivo de alegria? Distomatose pulmonar curada em apenas seis dias Da Igreja Média Nyoirin, em Ōita, cidade de Ōita, província de Ōita Isamu Tsuda (41 anos) Era um fim de tarde quente e abafado, em meados de julho. Ao voltar do Culto da filial de Mie, disseram-me: "Hoje chegou uma carta de um professor assistente da Universidade ○○." Abri-a imediatamente. Nela, escrevera que, devido à internação de sua filha única por distomatose pulmonar, pedia que eu cuidasse de todos os assuntos posteriores. Segurando a carta, soltei um longo suspiro. Apesar de eu lhe haver explicado repetidamente o Caminho desta Igreja Messiânica e a grandeza da obra do Johrei, ao se deparar com uma doença tão grave ele não acreditou em Deus nem confiou em pessoas como eu, optando pela internação. Que problema são esses professores academicamente supersticiosos da ciência! Como fazê-los entender? Como convencê-los? De qualquer forma, vou até lá, pensei; peguei a bicicleta e percorri mais de 4 km até a casa da moça. Olhando para a paciente, que estava deitada à força na cama, não parecia muito abatida, apresentando estado ligeiramente febril. "Está bem; com isso, cerca de uma semana", decidi em meu coração, e disse: "Mestre, por favor, confie em mim por uma semana." Por cerca de três horas, expliquei, com exemplos que eu mesmo e outros havíamos experimentado, esse grande poder que se pode chamar de criação da civilização. Em resposta, a outra parte atacou com a ilusória acusação de negação da ciência, louvando a medicina moderna. O acalorado debate estendeu-se pela noite adentro, até que, por fim, seguindo o conselho da esposa — que reconhecia um pouco a existência de Deus e dizia "Deixe-nos nos agarrar às mãos de Deus" —, comecei, a partir daquela noite, uma oração sincera. Minha intenção era demonstrar de forma contundente a grandeza do poder divino, fazer despertar para a confusão da ciência médica, desfazer o mal-entendido de que sou um supersticioso desprezível em relação a Deus, corrigir o erro das pessoas em geral quanto às crenças estabelecidas e levá-las a conhecer a fé correta da Igreja Messiânica, baseada na manifestação do Deus Supremo. Passaram-se dois, três dias, e logo seis. Na noite do sétimo dia, quando pus os pés na entrada, dizendo "Boa noite", a moça doente veio correndo ao meu encontro, o rosto radiante de alegria, e exclamou: "Tio, eu melhorei!" Naquele instante, minha cabeça transbordava de alegria, e a mão, ao tirar os sapatos, tremia. Em seguida, a esposa e o Mestre saíram sorrindo, com um serviço de atendimento duplicado em relação à noite anterior. Logo, petiscos e bebidas foram preparados, e o ambiente ficou ainda mais descontraído. "Na verdade, Tsuda, sinto muito por você, mas hoje fui fazer um exame no hospital provincial, e o resultado mostra que ela está melhor assim", disse ele, mostrando a radiografia. Para o Mestre, que amava as crianças e, mesmo em meio a uma vida difícil, tinha por elas um forte sentimento, especialmente por sua filha, a imagem torácica, nitidamente registrada no filme caro, estava sem a menor mancha, verdadeiramente perfeita e surpreendente. Seria esta a imagem torácica de uma semana antes, diagnosticada como distomatose pulmonar e com ordem de internação imediata? De modo algum conseguíamos compreender. Era realmente misterioso! E a dúvida se intensificou ainda mais. O exame de escarro, realizado em três locais (Hospital Nacional, Hospital Provincial e Clínica de Medicina Interna ○○) — especialmente do escarro noturno e matinal, que costuma apresentar grande eliminação de micróbios — mostrou que não havia nenhum micróbio, o que parece tê-los surpreendido. "Só neste ponto, eu tiro o chapéu para você", disse o professor. Mais do que o rosto de alegria sincera do professor e da esposa — a quem eu respeitava como mestres havia três anos —, várias vezes mais, não, dezenas de vezes mais, meu coração transbordava de gratidão e de alegria incontroláveis para com o grande Deus. (Hinos de Louvor) "A grande obra da salvação, que nem mesmo um santo conhece, eu a realizo." "Minha vida se organiza, e ainda me é permitida a obra de curar." Ao sair da casa do Mestre, senti que a figura do casal se tornava cada vez menor. Agradeço humildemente pelas repetidas proteções divinas e benefícios materiais recebidos. Meishu-Sama, muito obrigado. (1º de agosto de 1952) Ateísmo e Teísmo Da revista Eikō nº 154, publicada em 30 de abril de 1952. O mundo de hoje está repleto de ateístas, como todos sabem. Os seguidores com frequência se indignam, se exaltam e se esforçam ao máximo para convencê-los, mas, nesses momentos, Deus está rindo. Isso porque, ainda que alguém se converta, cada pessoa tem o seu próprio tempo. Portanto, é melhor não falar até que a outra parte esteja disposta a ouvir sobre Deus. Primeiro, faça com que leiam publicações como Eikō e Tijotengoku; depois, espere o momento. Assim, por mais teimosa que a pessoa seja, mais cedo ou mais tarde acabará se rendendo, é claro. O relato de graça a seguir ilustra bem esse processo; por isso, acrescentei este texto. Da salvação da tuberculose à fé, abandonando o materialismo onipotente Título antigo: Salvo da tuberculose, do materialismo à fé Da Igreja Média Kazefū, na vila de Hitomi, distrito de Shūchi, província de Shizuoka Sōsaku Kitajima (26 anos) Nunca esquecerei: em 20 de julho de 1949, após nove anos na Sibéria, embarquei enfim na viagem de volta à minha amada pátria. Como é bem sabido — os jornais, o rádio e todos os demais meios noticiaram —, eu também, aspirante a comunista, ardia com a firme convicção de que "eu lutarei com minha vida pelo povo trabalhador"; defendia a libertação nacional e o estabelecimento da liberdade e, empunhando a bandeira vermelha com o lema "Esmaguemos todas as forças reacionárias, inimigas do povo trabalhador", pisei na soleira da minha casa com alegria e emoção indescritíveis. No entanto, por ser comunista, tornei-me alvo de olhares hostis. Tudo havia mudado em relação a nove anos antes. Outra coisa que me pareceu ainda mais estranha foi que toda a minha família praticava uma fé chamada "Ohurifuri" (acenar de mãos). E o que me surpreendeu foi a morte do meu irmão mais velho, que estava vivo quando eu me encontrava na Sibéria e com quem eu pretendia conversar sobre as lembranças daquela época e a reconstrução da família. Ah, que mudança terrível! Os vizinhos... Segundo o que me foi dito: "Seu irmão faleceu ignorando a medicina". Sem conhecer os detalhes, não pude deixar de me indignar. Por mais que exista liberdade religiosa, seria admissível uma fé que ignorasse a medicina moderna? Seria possível algo tão absurdo? Eu não conseguia conceber. Dias depois, comecei a proferir teorias antirreligiosas. Ao mesmo tempo, desejava que eles abandonassem a fé o mais rápido possível; queria fazê-los parar. Sozinho, com lágrimas de saudade do meu irmão, foi isso que roguei. No entanto, que coisa! Minha família, será que sabia ou não o que se passava em meu coração? Eu só me desesperava cada vez mais. E quanto mais me desesperava, mais cresciam minhas blasfêmias contra Deus. Quando eu os pressionava com argumentos lógicos, eles respondiam com plena confiança: "Você entenderá quando chegar a hora". Já quase tomado pelo desespero, dizia coisas absurdas, como uma criança de três anos: "Se vocês dizem que Deus existe tanto assim, então me mostrem a altura e o peso Dele, coloquem-No diante dos meus olhos". Era um opositor que proferia essas tolices. Meu pensamento antirreligioso só aumentava dia após dia. Recordando os nove anos passados, eu era um homem forjado nas tempestades da Sibéria. Esse pensamento não se aquietaria facilmente. Minha visão da vida também mudara por completo; era como se eu mesmo já não compreendesse minha própria existência. A única coisa que ardia em meu jovem peito era: "A verdade da União Soviética é demonstrada por este corpo saudável e pela fidelidade da vida cotidiana"... Minha família vivia uma sucessão contínua de pobreza e sofrimento, que não se podia contar a ninguém. Acreditava que esses problemas difíceis seriam resolvidos pelo pensamento que ardia em meu peito — aquele forjado nas tempestades da Sibéria — e, com todas as minhas forças físicas, trabalhei, trabalhei e trabalhei até a exaustão. No entanto, por volta de maio de 1951 — fosse por excesso de trabalho, relaxamento ou tentação do demônio — senti dores de cabeça, cansaço generalizado e uma sensação indescritível. De todo modo, fui ao Hospital ○○, na cidade de Mori, para uma consulta. Provavelmente, os senhores pensarão: "Já que sua família tem uma fé tão fervorosa, por que não se apega a Deus?". Mas, naquela época, como relatei, não pensei em Deus de forma alguma. O resultado do exame revelou um nome de doença inimaginável: a temível tuberculose pulmonar, que corrói o corpo vivo e é considerada incurável. Por mais que pensasse, não conseguia acreditar. Mas não é notável o progresso da medicina? Confiarei nos medicamentos, tenho força física, expulsarei a doença com o espírito — foi com esse julgamento próprio que me mantive. A partir de então, minha rotina passou a ser as costumeiras visitas ao hospital. Minha família abordava, de vários ângulos, a teoria da toxina medicamentosa e a grandeza do Johrei, mas eu só ficava cada vez mais confuso. Minha família, vendo que não adiantava, disse: "Já que não adianta falar, leia estes Escritos Divinos", e me entregaram os Escritos Divinos onde estava escrito: "A tuberculose tem cura". De todo modo, li-o respeitosamente. De fato, havia muitos pontos que me tocavam, mas, para minha vergonha, não os entendia. Não consegui acreditar. Minha família também recomendava o Johrei, mas eu o recusei. Enquanto isso se repetia, algo terrível aconteceu. Um dia, durante uma consulta de rotina, o médico disse que faria um "exame de cistoscopia". Fiquei surpreso e recusei, mas o médico disse: "Você não conhece a sua doença. As cavidades podem ser curadas com pneumotórax. Se não funcionar, dez injeções resolvem. Se fizer a cirurgia, tenho bastante confiança. De todo modo, farei a cistoscopia", e continuou: "Se o rim estiver ruim, é só tirar um. Sem medicamentos, seu corpo terá de três a cinco anos de vida. Vá ao hospital sem faltar". Aos meus ouvidos, aquilo não parecia dizer respeito a mim; senti como se estivesse vivendo um pesadelo. A energia de alguns dias antes desaparecera por completo. Por mais firme que fosse minha convicção, ao pensar no que o médico dissera, inúmeras imagens de compatriotas que tiveram morte miserável por essa doença vieram-me à mente como um caleidoscópio. À medida que as forças declinavam, sentia em mim o apego à vida arder. Queria ficar saudável, queria trabalhar. Não pude deixar de refletir se minhas ações e palavras passadas em relação a Deus haviam sido boas ou más. Por que não consegui acreditar com simplicidade quando me disseram pela primeira vez? Senti desprezo por mim mesmo. Em vez de ficar pensando nisso, vou receber o Johrei. Sim, vou viver, vou me curar. "Será que esta é a hora?", e, fora de mim, fui à casa do Mestre Muramatsu, no Bairro de Mori, e pedi o Johrei. As pessoas da casa também ficaram muito contentes e disseram, com palavras gentis: "Que bom que você veio nos procurar"; e também palavras leves e encorajadoras: "A doença não é nada, você vai melhorar com certeza". Foram palavras inesquecíveis por toda a vida. Ao receber o Johrei, meu ânimo foi-se clareando aos poucos, e senti o corpo ficar mais leve. O estado de espírito daquele momento era algo que não se pode expressar em palavras. Acho que é isso que se chama de "experiência de quem prova". Cada vez que recebia o Johrei, meu estado de espírito melhorava. Em um mês, senti como se tivesse renascido por completo, tanto no corpo quanto na mente. Não foi para testar o poder de Deus; mas, quando fui examinado pelo médico, ele disse que não se encontrava mais nenhum vestígio da doença de um mês antes. Ah, fui salvo! A gratidão por ter sido salvo brotou, e minhas mãos se uniram sem que eu percebesse. Imediatamente, pedi para me tornar membro da fé. Que poder divino maravilhoso! Vou me apegar inteiramente a Deus! Que bom! Obrigado, Meishu-Sama! Não pude deixar de refletir sobre meu passado. Mesmo eu, de convicção tão firme, decidi abandonar completamente toda a teoria materialista que tivera até então. Por favor, perdoe meus diversos atos e palavras antirreligiosos do passado. Até mesmo a mim, que proferira palavras tão venenosas, o Senhor me salvou; só me resta chorar de gratidão. Na alegria de ter sido salvo, acredito que haja muitas pessoas no mundo com opiniões semelhantes às minhas. Não pretendo criticar ou atacar o materialismo, mas grito que, na prática, ele é incapaz de resolver sequer o próprio corpo. Aos que proclamam o materialismo onipotente, testemunharei a existência real de Deus. A alegria de ter sido salvo, ainda que em texto tosco, tive a honra de escrever exatamente como foi; e isso, sinto profundamente, é dom exclusivo das Graças Divinas de Meishu-Sama. Rogo que as pessoas do mundo se conscientizem o mais rápido possível e que chegue quanto antes o dia em que se apeguem às mãos de Deus. Embora eu não corresponda nem a um décimo-milésimo da graça divina, meu peito está repleto do desejo de ajudar a salvar o maior número possível de pessoas. Por favor, peço vossa especial proteção a mim, ser imperfeito e cheio de pecados; com essa prece, encerro minha pena. (16 de abril de 1952) Exemplos Reais de Danos Causados por Medicamentos Da revista Eikō nº 210, 27 de maio de 1953 Como exemplo de quão perfeitamente a saúde humana pode ser alcançada por meio do Johrei, o relato de graça a seguir [omitido] o prova cabalmente; por isso acrescentei este texto. Gostaria que o comparassem com os métodos de saúde da medicina moderna. Pois afirmo que, em todo o mundo, não existe uma única criança que tenha se tornado um corpo tão idealmente saudável por meio dos métodos de saúde da medicina. O ponto mais importante deste exemplo é, obviamente, que nenhum medicamento foi introduzido no corpo. Por este fato, não pode haver dúvida alguma de que o lema de nossa Igreja, "criar um mundo sem doenças", é verdadeiro. Esta revista Eikō é enviada mensalmente ao Ministério da Saúde e Bem-Estar, a todos os jornais e a outros setores intelectuais; portanto, não deveriam deixar de lê-la. Se, mesmo lendo-a, ela não estimula em nada o cérebro, isso é deveras incompreensível. Não é preciso pensar muito: a barreira da razão "por ser religião" deve estar atrapalhando. Mas nós, com o poder divino, romperemos essa barreira e salvaremos as pessoas infelizes que sofrem no mundo; portanto, não é tarefa fácil. A respeito disso, vem-me à mente o seguinte: é como se estendêssemos a mão para ajudar a multidão que geme no inferno, mas eles a sacodem ou fecham os olhos para não ver. Que ignorância! Não há palavras para descrever. Ah, criaturas lastimáveis, quero dizer: vosso nome é "supersticiosos da ciência". Eu, que nasci com sete meses e fui abandonado pelos médicos, estou com esta saúde Cidade de Futamata, Distrito de Iwata, Província de Shizuoka Igreja Grande Shinsei Noriko Ichikawa (14 anos) Apresento meu agradecimento a Meishu-Sama por me salvar. Nasci com sete meses, sofri de doenças por dois anos e quatro meses a partir do 62º dia de vida, e fui abandonada três ou quatro vezes pelos médicos, mas fui salva. Aos cinco anos, recebi o Ohikari e, desde então, sob a proteção divina diária, nunca precisei ir ao médico. Quando fico doente, minha mãe me dá Johrei imediatamente e eu me curo. Este ano, não peguei nem um resfriado, não tossi uma vez. Houve um exame de raio-X na escola, mas, como meu tórax estava limpo demais, só eu fui examinada duas vezes. Nas duas vezes, estava limpo, e os Ministros ficaram surpresos. Também houve exame de fezes, e não havia nem um ovo de lombriga, então não precisei tomar aquele remédio desagradável de alga. No final de fevereiro, meus olhos ficaram ruins, vermelhos como sashimi de peixe, e todos os dias escorriam muitas lágrimas e secreção nasal. No outro dia, depois de cerca de um mês, saiu muito sangue do nariz e meus olhos ficaram mais claros e bonitos do que antes; fiquei muito feliz. No festival esportivo do outono passado, participei da corrida de 200 metros e, mentalmente, pedi a Meishu-Sama: "Faça-me me esforçar, faça-me ganhar um prêmio". Consegui o segundo lugar e recebi um prêmio, que ofereci ao Daikōmyō Nyorai em agradecimento. Na ocasião da exibição do filme "Yamabiko Gakkō", também orei diante do altar para que meus amigos não dissessem coisas desagradáveis, e fui para a escola. Ninguém disse nada, e fiquei aliviada. Agradeço por inúmeras proteções divinas. Meu pai está servindo na construção do Templo Messiânico em Atami, e minha mãe sai todos os dias para fazer Johrei a pessoas doentes e angustiadas, voltando tarde da noite; mas eu descanso diante da Imagem da Luz Divina (objeto sagrado) e não sinto solidão alguma. Minha mãe diz que sou uma criança cuja vida Deus prolongou, e todas as noites, antes de dormir, me dá Johrei. Noriko também deseja crescer depressa para se tornar mestra de Johrei. Muito obrigada, Meishu-Sama. Apresento-lhe meus mais profundos agradecimentos. (27 de abril de 1953) Johrei e Câncer de Estômago Eikō nº 146, publicado em 5 de março de 1952 O câncer de estômago é considerado incurável pela medicina e, como todos sabem, quando há tratamento médico, não resta outra opção senão a cirurgia. Sabe-se também que, mesmo quando a cirurgia é bem-sucedida, a dieta posterior é problemática e, na maioria dos casos, a vida só se prolonga por mais alguns anos. O relato a seguir mostra quão imenso é o efeito do Johrei sobre o câncer de estômago. Se tal efeito fosse atribuído à medicina, tornar-se-ia um grande problema mundial e causaria enorme sensação, como uma descoberta revolucionária; mas, por se tratar de religião, é simplesmente enterrado na escuridão. Que mundo estranho. Ainda assim, por se tratar da salvação de Deus, é absolutamente certo que, mais cedo ou mais tarde, toda a humanidade se prostrará e adorará. Relato de Cura Completa do Câncer de Estômago (Hoje, 20 Meses Depois) Província de Saga, Distrito de Kishima, Cidade de Takeo, Wakamiya Igreja Média Kiichi, Noriyuki Nagayoshi (47 anos) Em 26 de março de 1950, enquanto atendia uma visita inesperada e ouvia várias histórias, fui informado de que o Sr. Shuichi Hara (58 anos), da cidade de Kitagata, Distrito de Kishima, estava com câncer de estômago. Ele pediu que eu fosse vê-lo, então fui, mas ele parecia em estado grave. Após uma única sessão de Johrei, pareceu pensar: "Será que isso vai melhorar?" — e recusou. Como não era membro e pensei que não seria bom se algo acontecesse, voltei para casa aliviado. Quatro dias depois, na noite do dia 30, seus dois filhos vieram à filial (então chamada de local de instrução) e disseram: "É realmente difícil de pedir, mas desde o dia 27 estamos recorrendo a um médico. Devido ao rápido enfraquecimento em quatro dias, o médico ficou surpreso e pediu à família: 'Deixem-me fazer um exame presencial uma vez.' Quando perguntamos: 'Podemos deixá-lo fazer o exame, mas o que acontecerá depois?', ele respondeu: 'Naturalmente, será necessária internação e cirurgia de incisão.' Perguntamos: 'Se fizermos a cirurgia, ele ficará bem?', e ele disse: 'Mesmo com a cirurgia, não posso garantir.' Então dissemos: 'Se não há perspectiva de salvação, seja com ou sem cirurgia, então desistimos da cirurgia.' Recusamos o médico. O próprio paciente disse que, mesmo que morresse, não teria arrependimentos, então queria apelar a Deus desta vez. É muito egoísmo, mas por favor, venha." Então, no dia 31, fui e disse: "Virei apenas por três dias. Se depois disso você realmente quiser que eu continue, por favor, me avise. Caso contrário, não virei após os três dias." No terceiro dia, ele pediu que eu continuasse. Então, estabeleci mais três dias e fui. Durante os primeiros dois dias, ele não conseguia ingerir nem cinco shaku de leite por dia e tinha suores frios incessantes. Perguntava-me se, naquele dia, o papel de luto estaria afixado na porta; no dia seguinte, a mesma inquietação. Ia para casa atormentado pela preocupação. No terceiro dia, que era o sexto ao todo, ele já estava muito melhor; aliviado, pensei que talvez conseguisse sobreviver. Ao mesmo tempo, senti profundamente que há, tanto nas Graças Divinas de Meishu-Sama quanto na grandeza do Johrei, algo que a sabedoria humana não pode medir. Como ele ganhava forças a cada dia, continuei por mais quatro dias, totalizando dez dias. No décimo dia, eu disse: "A partir de amanhã, irei a Beppu para uma peregrinação, então não poderei vir por três dias. Mas quando eu voltar de Beppu e for à sua casa, acho que você estará se sentindo bem o suficiente para não querer ficar de cama." E fui embora. Então, em 13 de abril, fui vê-lo novamente. Quando me aproximei da casa, ele estava apoiado na esposa, indo ao banheiro. Fiquei tão feliz quanto se o curado fosse eu, ao vê-lo muito melhor, como imaginara. Ao encontrá-lo, a alegria dele e de sua família era indescritível. Naquele mesmo dia, uma vizinha chamada ○○, que também tinha câncer de estômago e de quem se comentava na vizinhança: "Quem morrerá primeiro, o Sr. Hara ou o Sr. ○○?", foi ao hospital e se submeteu a uma cirurgia. Naquela manhã (dia 13), ela faleceu no hospital e foi trazida para casa sobre uma tábua. De fato, não se sabe em que ponto a vida de uma pessoa pode mudar. Depois disso, passei a fazer Johrei de vez em quando. A partir da temporada agrícola de outono daquele ano, ele voltou a trabalhar como antes de adoecer. Vê-lo trabalhar com saúde até hoje, um ano e oito meses após a recuperação completa, sem nenhum problema, faz-me perceber que a recuperação pelo Johrei não traz preocupação de recaída. Deveria ter relatado imediatamente após a cura completa; no entanto, seguindo a vontade do próprio paciente, que queria confirmar se não haveria problemas mesmo depois de um ano, atrasei o relatório até hoje, cerca de 20 meses depois. Peço sinceras desculpas por isso. Ao mesmo tempo, pensando que pode ser útil para aqueles que se tornaram membros há pouco tempo, apresento este relatório. Muito obrigado, Meishu-Sama. (1º de fevereiro de 1952) Cálculos também são eliminados pelo Johrei 'Eikō' nº 179 — 22 de outubro de 1952 Quem sofre de cálculos biliares, renais ou vesicais sabe como é terrível a dor intensa. A medicina nada pode fazer além de removê-los por cirurgia de incisão, mas isso é temporário e raramente alguém se cura de verdade. Pelo nosso Johrei, porém, os cálculos se quebram e são eliminados junto com a urina. Quem ouvir isso ficará surpreso. Sem tocar minimamente no corpo, apenas pelo poder do espírito, cálculos tão duros se quebram e saem sem dor. É certamente um mistério, mas não é um método terapêutico civilizado? Comparado a isso, o método da medicina pode, sem exagero, ser chamado de primitivo. O Grande Poder Divino que Quebra e Elimina Cálculos Província de Fukuoka, Distrito de Chikushi, Cidade de Ono, Zasshonokuma Igreja Média Nanko, Masaru Inenaga (51 anos) Recordando os dias passados e agradecendo pela felicidade do meu estado atual, tomo da caneta. Sempre fui saudável; no entanto, no final de junho do ano passado, comecei a sentir dores na região lombar e no abdômen a cada quatro ou cinco dias. A dor era tão intensa que consultei um médico local e recebi tratamento, mas não melhorei. Em seguida, fui examinado no Hospital da Universidade de Kyushu e fiz "tratamento com raio-X" cerca de quatro vezes, mas o nome da doença permanecia desconhecido. Esgotei todos os meios, sem efeito. Por fim, recorri a vários deuses aqui e ali, mas todos se mostraram ineficazes. Eu estava à beira do desespero, e minha família também havia desistido, achando que não havia mais jeito. Foi nessa época — mais precisamente em 3 de dezembro do ano passado — que ouvi do vizinho Sr. Iwase que seu filho se recuperara de uma doença com apenas duas ou três sessões de algo chamado Johrei. Ao ouvir falar da Igreja Messiânica, pensei: "Este é um método diferente dos deuses que tentei até agora, um tratamento raro que cura doenças erguendo a mão sobre a pessoa. Talvez isso possa ter efeito." Então chamei o Sr. Hayashida, do centro local, e pedi o Johrei. A dor diminuiu um pouco. Durante a sessão, o Sr. Hayashida explicou-me bem o significado do Johrei. A dor persistiu por mais dois ou três dias e, ao urinar, saiu grande quantidade de uma substância semelhante ao 'okara' de tofu. Isso prosseguiu por quatro ou cinco dias. Percebi que isso era a purificação que me haviam ensinado. Depois disso, recebi Johrei quase diariamente da Sra. Hirohashi, membro da Igreja, e, de vez em quando, do Sr. Hayashida. Também não faltei aos festivais do centro, onde recebia Johrei do líder da filial, Sr. Miyaguchi; e participei várias vezes dos festivais da filial de Karatsu, onde recebia Johrei e ouvia as preciosas histórias do Caminho. Assim, dia após dia, fui melhorando, e a dor diminuiu gradualmente. No entanto, em 3 de janeiro deste ano, a dor aumentou repentinamente, e sofri muito. Por volta das 9 horas da manhã do dia 4, ao urinar, uma pedra do tamanho de um grão de feijão azuki saltou da uretra, fazendo barulho dentro do copo que eu segurava. Compreendi que a dor era causada por aquela pedra áspera, do tamanho de um feijão, que se movia dentro da uretra estreita. Esta era a maior pedra; as demais eram menores ou pulverizadas, e consegui urinar sem grande dor. Creio que, pela graça de Deus, elas se transformaram em pó e foram eliminadas com facilidade. Todos os dias, apenas na primeira urina ela saía muito turva; depois, voltava ao normal. Com o passar do tempo, a dor desapareceu e recuperei as forças. Atualmente, estou completamente livre de dores e com a saúde restabelecida. Desde 2 de fevereiro deste ano, voltei a trabalhar na empresa de automóveis Kashii, na cidade de Kashii, Distrito de Kasuya, Província de Fukuoka, da qual estava afastado havia muito tempo. Além do trabalho, agora prego o precioso caminho da salvação aos que sofrem de doenças e auxilio no Caminho. Estou decidido a cooperar, ainda que com minhas forças limitadas, para a construção do Paraíso Terrestre. Lamento profundamente que a gratidão que sinto pelo Daikōmyō Nyorai e por Meishu-Sama seja algo que alguém tão tolo como eu não consiga expressar plenamente, nem por escrito nem em palavras. Simplesmente transbordo de gratidão. Sob a orientação do líder da filial, Sr. Miyaguchi, do Sr. Hayashida e da Sra. Hirohashi, tornei-me membro e agora consagro as imagens sagradas de Byōbu Kannon-Sama (Kannon do biombo) e de Komyo-Nyorai. Meu filho mais velho e minha segunda filha também se tornaram membros e, com base nos Escritos Divinos, vamos nos purificando, ainda que em pequena medida, como família. Meishu-Sama, muito obrigado. Apresento-lhe meus mais profundos e sinceros agradecimentos. (5 de setembro de 1952) Esta também é uma vítima do tratamento médico Sempre afirmo que a medicina não cura doenças; apenas as suprime temporariamente e, na verdade, acaba por agravá-las. O exemplo a seguir mostra isso com clareza. Quem ler isto certamente pensará: "Realmente." Quanto à sociedade moderna, que não percebe essa terrível verdade e continua a ter fé cega na medicina, não sei o que dizer; não posso deixar de me surpreender com sua ignorância e estupidez. Em suma, pode-se dizer que o mundo moderno vive uma "era bárbara e inculta"; não há palavra mais adequada. A grave doença ocular, sem que eu percebesse, foi curada 'Eikō' nº 185 — 3 de dezembro de 1952     Oshima Motomura, Tóquio        Igreja Média Kosei Masaharu Imae (28) A doença ocular que eu tinha desde a infância foi curada sem que eu percebesse. A alegria de poder servir em uma parte da sagrada obra divina, em dias cheios de luz e esperança, traduz-se apenas em gratidão a Meishu-Sama. Ao pensar na felicidade do meu corpo atual, vêm-me à mente as lembranças dos vinte anos em que sofri e me debati em um mundo de trevas. Pouco depois de nascer, meus olhos pioraram devido à toxina fetal. Todas as manhãs Depois de me formar na escola primária, prestei exame para a Escola Normal de Aoyama, mas fui reprovado na admissão porque o exame físico revelou tracoma grave — foi então que soube, pela primeira vez, que se tratava da doença chamada tracoma. Em seguida, comecei a trabalhar em uma fábrica de ferragens em Tsukishima, Tóquio. Naquele verão, depois de trabalhar com a água poluída do Rio Sumida, nadei quase todos os dias, e meus olhos voltaram a doer. A partir de setembro, passei a frequentar a escola noturna e, com a insônia, a situação piorou ainda mais. Por volta de novembro de 1942, comecei a frequentar a Clínica Oftalmológica Miyashita, em Kyobashi, Tóquio. Durante dois anos e meio, sem um único dia de folga, com o único desejo de me curar completamente, continuei indo às consultas. Mas, à medida que os dias de tratamento se acumulavam, meus olhos só pioravam: ficavam vermelhos e inflamados, ora inchados, ora embaçados. Minha cabeça também ficava pesada; conversar cara a cara com as pessoas era extremamente doloroso, e passei a odiar sair em público. Meu coração foi se tornando sombrio. Passei por várias cirurgias, sem qualquer melhora. No fim, fui diagnosticado com ceratite parenquimatosa; uma espécie de rede se formou sobre o globo ocular, causando embaçamento. Minha visão caiu para 0,1 — e como me preocupava a possibilidade de ficar cego! Queria me curar de qualquer jeito: sempre que via anúncios de colírios em jornais ou revistas, pedia e experimentava, mas não via nenhum efeito. Quando perguntava ao médico, ele dizia: "Seu olho é de natureza ruim, então vai demorar. Com o tempo, vai melhorar." Apoiando-me apenas nesse "com o tempo vai melhorar", continuei as consultas por dois anos e meio. Durante o grande bombardeio aéreo de Tóquio, em 10 de março de 1945, a Clínica Oftalmológica Miyashita também pegou fogo. Com os bombardeios contínuos, não havia mais tempo para me preocupar com os olhos; a partir de então, interrompi o tratamento. No entanto, o sofrimento anterior foi diminuindo gradualmente: um mês depois, quase não sentia mais dor, e a visão também melhorara. Por volta de 25 de abril, quando me alistei em Kanazawa, província de Ishikawa, já estava muito melhor. Fui desmobilizado em 13 de setembro e, em vez de voltar para Oshima, segui para a casa de minha irmã em Oyama, distrito de Sunto, província de Shizuoka. Depois da desmobilização, senti que a doença ocular estava prestes a reaparecer. Foi quando minha irmã me falou do Mestre Morita, de Fujimagi; seguindo sua recomendação, fui com ela até ele. Naquela época, era o período de tratamento; o Mestre agitava a mão sobre o corpo seminu dos pacientes ou os tocava, o que me pareceu estranho. Ouvindo suas explicações, embora fossem 180 graus diferentes da medicina que eu conhecia, pareciam ser a verdade. Considerando minha própria experiência — mesmo após anos de tratamento médico não estava curado, e depois de parar com os medicamentos melhorei um pouco — não pude deixar de sentir que o método de tratamento anterior estava errado. O Ministro disse: "A causa dos olhos ruins está na cabeça, no pescoço e nos ombros; se não tratar isso, os olhos não curam." Meus ombros eram ruins desde criança, e o pescoço e a cabeça também; tonturas eram frequentes. Pensei: "Realmente, faz sentido." Naquele dia, recebi o Johrei e peguei emprestado o terceiro volume da obra 'A Medicina do Amanhã'. Ao voltar para casa e ler, fiquei surpreso com a diferença em relação ao senso comum que eu tinha. Nas visitas seguintes, li também o primeiro e o segundo volumes. Senti profundamente o erro da medicina e o perigo dos medicamentos. Participei do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) nos dias 13, 14 e 15 de outubro, e recebi do Mestre Sakai o precioso Ohikari. Desde então, por sete anos, ainda que com poucas forças, pude servir à sagrada obra. Meus olhos, que antes choravam a tristeza da cegueira, foram curados sem que eu percebesse, e agora vivo dias plenos de retribuição, em gratidão e esperança. Agradeço profundamente por isso. Esforço-me para retribuir, ainda que seja um décimo-milésimo da graça recebida. Agradeço novamente pelas inúmeras proteções divinas que recebi desde que entrei na fé. Peço desculpas pelo atraso em expressar minha gratidão e apresentar este relatório. Muito obrigado, Meishu-Sama.     (16 de outubro de 1952) O câncer é facilmente curável 'Eikō' nº 212 — 10 de junho de 1953 O relato de graça a seguir é um exemplo de câncer considerado incurável pelos médicos que foi completamente curado em pouco tempo. Na verdade, falando com franqueza, isso deveria ser um grande problema para o mundo médico internacional. No entanto, as autoridades e especialistas que lerem isto, como de costume, provavelmente tratarão o caso como "nuvens e fumaça que passam diante dos olhos", e será o fim. Como sempre digo, deve ser por se tratar de uma religião, mas essa psicologia é realmente difícil de entender. Não há como lidar com cérebros tão presos à superstição científica. Em todos os países do mundo existem várias superstições, e os cientistas as ridicularizam — mas, na verdade, eles próprios, sem perceber, caem na superstição científica, especialmente na superstição médica. O problema está em se vangloriar de que nada cura melhor do que a medicina; isso pode ser chamado de "topete cultural". (Nota) Nuvens e fumaça que passam diante dos olhos (un'en kagan) Como não se deixar abalar quando nuvens ou fumaça passam diante dos olhos — não se apegar profundamente às coisas. Câncer de pele de vinte anos completamente curado Igreja Grande Kōhō Yuji Araragi (62) Apresento minha sincera gratidão a Meishu-Sama pela proteção divina e, ao mesmo tempo, faço este relatório. Por volta dos meus 42 anos, apareceu uma pequena espinha embaixo do nariz, sem dor alguma; deixei-a como estava. Com o passar dos anos, ela foi crescendo e, perto do final de 1949, começou a mudar um pouco. Em janeiro de 1950, fui examinado no Hospital da Universidade de Kyushu, onde recebi o diagnóstico de câncer de pele. Naquela época, meu desapontamento foi indescritível. Depois disso, continuei com tratamento de rádio por cerca de dois anos, mas o caroço não diminuía. Perguntei várias vezes ao médico responsável: "O rádio cura completamente?" Ele respondeu: "Estamos apenas pressionando para que não recorra, mas é difícil eliminar a raiz." Nessa época, recebi a notícia de que minha filha mais velha, Kiyoko, casada em Sasebo, havia sido abandonada pelos médicos de Sasebo devido a uma otite interna. Chamei-a para Fukuoka e a levei a hospitais universitários e especialistas, que recomendaram uma cirurgia o mais rápido possível. Em setembro de 1951, ela passou por uma cirurgia radical; cerca de um mês depois, sua cabeça começou a ficar tonta e, no fim, ela ficou com tendência à neurastenia. Nós, que não conhecíamos este caminho abençoado, continuamos a vagar por vários deuses aqui e ali, sem nenhum efeito. O lar se tornou trevas e sofrimento contínuo. Foi quando os vizinhos Noguchi e Narikawa nos falaram sobre este abençoado caminho. Imediatamente fui à igreja, e somente eu pedi para fazer o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu); em novembro de 1951, recebi o precioso Ohikari. No entanto, minha filha não confiava em nada além da medicina e não recebeu o Johrei. Eu, embora fosse à igreja, era um inútil que seguia minha filha, que percorria vários hospitais. Meu coração alternava entre clareza e nuvens; nem mesmo as preciosas orientações do Ministro entravam em meus ouvidos. No início de julho de 1952, meu genro veio de Sasebo a Fukuoka. Em uma reunião regada a bebidas, ele disse que, por eu ser cegamente apegado, a doença de Kiyoko não se resolveria. Irritei-me com a atitude dele, pensando que eu já estava tão preocupado, e imediatamente mandei minha filha de volta para Sasebo. Depois, refletindo com calma, percebi que, como o Ministro sempre me orientava, eu deveria pedir a proteção divina de Meishu-Sama de todo o coração para minha filha — e, primeiro, eu, como pai, deveria me purificar. Naquela época, devido à mudança em meus pensamentos, recebi uma carta de Sasebo dizendo que minha filha também estava com o humor normal. Em 23 de julho, fui ao Culto Mensal na Sede em Tosu e ouvi uma história que coincidia com o meu caso e o de minha filha. Fiquei ainda mais emocionado e, a partir daquele dia, pude me apegar a Meishu-Sama de todo o coração. Em 20 de agosto, minha esposa também recebeu permissão para entrar na fé e, ao mesmo tempo, começou a purificação do meu câncer. Ele foi dissolvido em sangue e pus, e agora a dor que fora considerada incurável desapareceu completamente, sem deixar vestígios. Essa gratidão e alegria são indescritíveis em palavras ou por escrito. Muito obrigado, Meishu-Sama. Até mesmo minha filha, que era tão teimosa e se opunha, foi perdoada: um ano após minha entrada na fé, ela recebeu o Ohikari na filial de Haiki. Ao refletir sobre aquele momento, agora que fomos salvos, sinto um calafrio na espinha. Sinto que nem tenho palavras para pedir desculpas adequadamente. Meishu-Sama, peço profundamente perdão. Rogo que me perdoe. Embora pensasse que deveria agradecer imediatamente pela proteção divina, acabei adiando, sem conseguir escrever, e peço sinceras desculpas. Rogo que me perdoe. Atualmente, peço para ser guiado a conduzir o maior número possível de pessoas para a construção do Paraíso Terrestre; assim passo meus dias. Meishu-Sama, agradeço profundamente por suas inúmeras proteções divinas. Muito obrigado. (7 de abril de 1953) --- Exemplos Concretos de Como a Medicina Cria Doenças Eikō nº 170, publicado em 20 de agosto de 1952 O fato de a medicina criar doenças é constantemente demonstrado com exemplos, e o relato a seguir o ilustra bem. Se essa pessoa tivesse deixado o ouvido como estava quando ele começou a piorar, teria se curado naturalmente em alguns meses, no máximo. Mas, por não saber disso, recorreu ao tratamento médico, que piorou gradualmente a situação até torná-la irremediável. Qualquer pessoa, ao ler este texto, deveria compreender isso claramente. Salvo do Sofrimento de Percorrer Hospitais por Doença no Ouvido Cidade de Kobe, Província de Hyogo, Bairro de Ikuta, Bairro de Higashikawasaki Igreja Média Shinshō, Teruo Nakagawa (27 anos) Meishu-Sama, apresento respeitosamente meus agradecimentos e o relato pela proteção divina diária. Durante a guerra, machuquei levemente o tímpano do ouvido esquerdo em um acidente, mas não senti nada de anormal. Após a desmobilização, com o fim da guerra, por volta de outubro de 1945, água com sabão entrou em meu ouvido esquerdo enquanto eu tomava banho num banho público. Pareceu penetrar além do tímpano, mas, como não senti dor, deixei como estava. Cerca de três anos depois, no outono de 1948, algo começou a escorrer do meu ouvido esquerdo. Imediatamente consultei um médico, que disse: "Não é nada grave, venha por quatro ou cinco dias". Ele colocou um fino tubo de borracha no meu nariz e insuflou ar no ouvido. Após quatro ou cinco dias, pensei que havia melhorado como o médico dissera. No entanto, cerca de seis meses depois, algo voltou a escorrer lentamente do ouvido. Fui novamente ao médico, que diagnosticou: "É otite média crônica, venha por dois ou três meses". Acabei frequentando o consultório por cerca de oito meses, tomando vários remédios e recebendo muitas injeções. Não só não melhorei: durante o período mais quente do verão, desenvolvi mastoidite, fui operado duas vezes na região da mastoide e acabei ficando acamado por cerca de dez dias. Com a chegada do outono e o clima mais fresco, senti uma grande melhora, mas o médico disse: "No próximo verão, pode piorar novamente. Se isso acontecer, se não operarmos, sua vida estará em perigo". Fiquei muito surpreso com essa notícia inesperada e, enquanto trabalhava, cuidava da minha saúde. No final de 1949, um colega de trabalho que havia entrado nesta fé me incentivou a receber o Johrei. Comecei a recebê-lo enquanto trabalhava. Recebia-o diante do altar na casa de um membro e, em 26 de março de 1950, completei o curso (aula) de preparação de três dias para receber o Ohikari (kyoshu) e recebi o abençoado Ohikari. Após entrar na fé, minha saúde melhorou gradualmente. Mesmo quando algum membro da família adoece levemente, não me preocupo com médicos ou remédios; eu mesmo aplico o Johrei e sempre obtenho a cura. Além disso, na noite de 29 de abril de 1952, um cisco entrou no meu olho direito, causando uma purificação em ambos os olhos, que foram curados com cerca de uma semana de Johrei. Surgiram muitas pequenas bolhas brancas como furúnculos nos globos oculares. Minha esposa, que ainda não havia entrado na fé, ficou muito preocupada e insistiu para que eu fosse ao médico, mas eu confiei no Daikōmyō Nyorai e me entreguei ao Johrei. Embora seja vergonhoso admitir, por um momento temi ficar cego de ambos os olhos, mas fui curado completamente, e sinto que minha cabeça também melhorou em relação ao que era antes. Desde que entrei na fé, meu lar tornou-se, além disso, extremamente harmonioso, e passo meus dias com alegria. Tudo isso se deve, exclusivamente, às Graças Divinas de Meishu-Sama. Não consigo expressar, em palavras ou por escrito, minha profunda gratidão pela proteção divina diária. Sou uma pessoa de fé rasa, mas pretendo, com minhas forças limitadas, trabalhar de alguma forma na Obra Divina para retribuir a imensa graça recebida. Sou uma pessoa imperfeita, mas rogo por sua proteção divina contínua. Meishu-Sama, muito obrigado. (27 de maio de 1952) --- O que este fato revela? Como sempre digo, este relato ilustra claramente a diferença entre a medicina e o Johrei. Trata-se de uma lesão por negligência ocorrida na escola. Considerando o sistema atual, nem a conduta da administração escolar nem o tratamento médico são passíveis de crítica. Isso é inevitável, pois eles desconhecem completamente que o efeito do Johrei é incomparavelmente superior ao da medicina. Este único caso mostra como é desejável que o valor do Johrei desta Igreja se torne conhecido pela sociedade em geral o mais rápido possível. --- Apegando-se ao Johrei Até com um Termo de Responsabilidade, Olho Ferido Curado em Pouco Tempo Província de Saga, Distrito de Nishimatsuura, Bairro de Imari Igreja Grande Kōhō, Zen'emon Hiwatashi (45 anos) Apresento respeitosamente meus agradecimentos e relato. Minha esposa e eu entramos na fé em abril e julho de 1946, respectivamente. Desde então, toda a nossa família tem recebido inúmeras proteções divinas sem uso de medicamentos, e passamos nossos dias verdadeiramente gratos. Meishu-Sama, muito obrigado. O incidente ocorreu em 12 de outubro do ano passado. Minha filha mais velha (Mikano), então no segundo ano do ensino fundamental, machucou o olho esquerdo devido a uma travessura de um aluno na escola. Ela disse que estava doendo e não conseguia abri-lo. Eu aplicava-lhe o Johrei de manhã e à noite. Para que ela recebesse Johrei na Igreja Filial Aioi, desci até a cidade. Primeiro, pensei em ir à escola antes do início das aulas para entregar o atestado de falta e pedir que tomassem cuidado. Levei minha filha e pedi para falar com o professor. Após conversarmos, descobrimos que um pedaço de papelão de cerca de 3 cm², atirado com um elástico pequeno, havia acertado o olho dela. Ele ficou muito preocupado e, achando melhor que ela fosse examinada por um médico, o professor responsável pela saúde a levou ao hospital, pedindo-me que esperasse um pouco. Após ouvir o professor, fui ao hospital, onde ouvi o médico: "Atingiu o globo ocular, a pupila está rachada, há inflamação e risco de infecção. Ela precisa ficar internada por cerca de uma semana. Caso contrário, pode ficar cega". Ele imediatamente aplicou um colírio. Com isso, o olho, que até então estava mais calmo, começou a doer intensamente, a ponto de não conseguir abri-lo. Como nunca tive a intenção de tratá-la no hospital, disse ao médico: "Vou cuidar dela em casa, por favor, deixe-a voltar". O médico ficou muito preocupado e insistiu na internação, dizendo: "Não vai demorar muito". Mas recusei firmemente e, por fim, saí do hospital e me apressei para a igreja. Quando cheguei à igreja, o Sr. Inuzuka estava ausente, visitando a Sede em Tosu, mas os assistentes estavam lá. Contei-lhes a situação, pedi desculpas ao Komyo-Nyorai pelo ocorrido, roguei por proteção divina, recebi o Johrei e voltei para casa feliz, deixando-a descansar. Naquela mesma tarde, quando voltei do trabalho, o professor responsável pela minha filha na escola veio nos visitar, subindo um caminho de montanha de cerca de 6 km. Ele disse gentilmente: "Desculpe pelo ocorrido mais cedo. Fui ao hospital depois e vi que a situação era grave. Relatei imediatamente ao diretor e convoquei uma reunião de professores. Decidimos que a escola cobrirá todas as despesas da internação. Por favor, interne-a para que se recupere". No entanto, eu disse: "Agradeço imensamente a consideração da administração escolar e do senhor professor, mas eu confio no Komyo-Nyorai. Até hoje, inúmeras doenças foram curadas sem medicamentos, e tenho certeza de que o olho da minha filha também será curado". Quando falei sobre a fé, o professor disse: "O senhor pode ter essa fé, mas é difícil para uma criança ter uma fé tão profunda. Além disso, há questões que preocupam a escola. Vim por ordem do diretor. Por favor, deixe o caso conosco". Como ele insistiu, não tive escolha a não ser descer com ele. No caminho, até um lugar chamado Hirayama, o professor disse: "Estou de bicicleta, vou na frente e passo na escola". E seguiu na frente. Nós dois chegamos a Imari por volta das 21h20. Quando estávamos prestes a virar a esquina para a Igreja Filial, minha filha disse firmemente: "Não quero ir ao médico. Quero visitar a Igreja Filial". Pensei que o Komyo-Nyorai a estava guiando, então fomos diretamente à igreja. Em seguida, fui rapidamente à escola e relatei ao professor o ocorrido. Ele teve a bondade de vir também à igreja e, por cerca de uma hora, conversamos com ele junto com os assistentes, mas no final repetiu apenas o que já havia dito. No entanto, o professor acabou concordando em confiar no Komyo-Nyorai e foi embora. Pouco depois, voltou e disse que a escola não podia negar a medicina e que, se eu insistisse em tratar em casa, precisaria assinar um termo de responsabilidade. Concordei e escrevi o seguinte termo: Termo de Responsabilidade Em relação ao ferimento no olho esquerdo sofrido por Mikano Hiwatashi, da turma 2-4 da Imari Chugakko, em 12 de outubro de 1950, durante a reunião do segundo período no pátio da escola, considero a conduta da administração escolar extremamente satisfatória e agradeço. Caso a doença venha a piorar no futuro, isso será de minha inteira responsabilidade e não caberá à administração escolar. Portanto, apresento este termo de responsabilidade para registro futuro. 13 de outubro de 1950 Escola Secundária de Imari, 2ª série, turma 4 – Mikano Hiwatashi Ao Diretor da Escola Secundária de Imari – Pai, Zenemon Hiwatashi Depois disso, apeguei-me com todas as forças, indo diariamente à igreja local para receber o Johrei. Durante cerca de dois dias, a dor foi intensa, mas a mancha no olho foi diminuindo dia após dia. A partir do terceiro dia, a dor cessou e, no sexto dia, ela já pôde ir à escola. Na segunda semana, estava completamente curada, como antes, e as autoridades escolares ficaram admiradas. A alegria, tanto dela quanto a minha, como pai, foi imensa. Meishu-Sama, Komyo-Nyorai, muito obrigado. A nós, que ainda não podemos oferecer nenhum serviço, foi concedida tamanha proteção divina. Como posso expressar minha gratidão? A partir de agora, estou decidido a trabalhar para que muitas pessoas possam receber essa bênção e para que o Paraíso Terrestre se realize o mais rápido possível, servindo ainda que numa mínima parte da Vontade Divina. Quanto à Agricultura Natural, desde o ano retrasado, fizemos a transição completa e, com resultados cada vez melhores, os vizinhos aos poucos estão compreendendo. Isso também se deve inteiramente à proteção divina de Meishu-Sama, e agradeço profundamente. (1º de julho de 1951) --- A BCG é inofensiva ou prejudicial? Da revista Eikō, nº 130, publicada em 14 de novembro de 1951 A causa do problema da BCG foi exposta na seção de comentários deste jornal (órgão oficial da nossa Igreja, Eikō, nº 121). Quem leu deve ter entendido. Felizmente, recebemos recentemente um relato de experiência muito oportuno, que apresento a seguir; ao lê-lo, ficará ainda mais claro. Purificando o Veneno Violento da BCG Cidade de Tsuruoka, Província de Yamagata, Bairro de Ienaka-Shinmachi Igreja Média Minori – Mineko Sato (12 anos) Há cerca de dez anos, tivemos a graça de ingressar nesta salvadora Igreja Messiânica. Naquela época, diziam que era "tratamento". Minha mãe era uma seguidora fervorosa e, em todas as grandes purificações de nós, três irmãos, sempre nos apegávamos a Deus e fomos salvos pelo Johrei, por isso somos sempre gratos. Aos dez anos, graças aos esforços de meus antepassados e de minha mãe (não tenho pai), recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Talvez por isso, mesmo tendo sido evacuada e ido para várias escolas, fui querida por todos. Os estudos também se tornaram interessantes. O que me incomoda em cada purificação é ter que comunicar tudo aos Ministros e funcionários. Além disso, quando há injeções, é trabalhoso explicar os motivos repetidamente. Assim, mesmo sabendo que era errado, disseram que eu não tinha reação à tuberculina e acabei tomando duas doses da violentamente venenosa BCG. Não é terrível? Em uma semana, a ponta dos meus dedos inchou e ulcerou, minhas pernas, do joelho para baixo, ficaram quentes, como se tivessem queimaduras profundas e supuradas. Meu rosto também inchou, meu corpo ficou extremamente dolorido e até ir à escola se tornou difícil. Minha mãe, muito triste, pedia desculpas a Deus todos os dias, lavava com água fervida e me aplicava o Johrei. Naquela época, o Professor Naito veio e também me aplicou o Johrei. Ele disse: "Desta vez, vai demorar", e várias outras coisas. Agora, me sentia culpada diante de Deus e do Professor. Minha mãe, criando coragem, contou abertamente meu estado ao Ministro responsável. Ele disse: "Isso não é possível", mas foi comigo ao médico. Naquela época, eu já estava recebendo o Johrei do Ministro, então, ao contar o ocorrido, o médico pensou por um tempo, mas não conseguia aceitar que uma injeção causasse aquilo. Fomos então a um cirurgião especialista, mas ele também não conseguiu diagnosticar como sendo da injeção. O cirurgião disse: "Do meu ponto de vista, é uma doença de pele crônica do tipo tal", mas acrescentou: "Para isso, a recuperação é rápida demais". Assim, voltamos sem um diagnóstico definitivo. Depois disso, o Ministro e o médico decidiram que injeções não eram adequadas para o meu corpo e que eu não precisaria mais tomá-las. Naquele momento, segurei firmemente o Ohikari que trazia no peito e agradeci: "Deus, muito obrigada. Foi por Sua graça." Isso foi em maio. Como os ferimentos eram profundos, pensei que teria que passar o verão sem usar saias, mas, depois de receber o Johrei do Ministro, melhorei rapidamente e, agora, a pele está lisa, sem nenhuma cicatriz. Quão grato é isso! Deus, sem punir nosso erro, nos tornou ainda mais belos do que antes. Nós, mãe e filha tolas, somos profundamente gratas e nos esforçamos para transmitir a tantas pessoas quanto possível esta preciosa salvação e o terror dos medicamentos. Agora, mais do que nunca, quero informar a muitos, com base na experiência, o erro da medicina. Deus, muito obrigada. Peço também sua proteção divina contínua. (16 de outubro de 1951) A Varíola Cura-se Assim Da revista Eikō, nº 103, publicada em 9 de maio de 1951 O quanto o Johrei de nossa Igreja produz efeitos excepcionais é bem conhecido por todos os fiéis. O exemplo a seguir o demonstra de forma inequívoca. Este ano, não sei por quê, a varíola tem aparecido aos poucos em várias regiões. Além disso, a atual é particularmente maligna, sendo chamada de varíola hemorrágica. E o mais estranho é que, segundo consta, pessoas que foram devidamente vacinadas estão contraindo a doença, o que é intrigante. A medicina ainda não esclareceu esse ponto, pois não se ouve nenhuma explicação. Por ser uma doença contagiosa legalmente controlada, além disso, nós, de nossa parte, não podemos intervir desde o início, o que é lamentável. Mas, na verdade, qualquer tipo de varíola se cura completamente em cerca de uma semana. Se pudesse ser curada sem a complicação da vacinação ou desinfecção, não haveria motivo para temê-la. No entanto, por mais exemplos reais que apresentemos, os responsáveis, como sempre, provavelmente não demonstrarão nenhum interesse. Mas acredito que, entre terceiros, alguns prestarão atenção, por isso incluí especialmente este artigo. A Alegria de Curar a Varíola Quatro Meses Após Ingressar na Fé Cidade de Sarugaku, Província de Hiroshima Igreja Grande Daikō – Ikue Takahashi (23 anos) Quatro meses após ingressar na fé, ainda novata, fui salva do fundo do sofrimento da tuberculose pulmonar, pleurisia e peritonite, e tive a alegria de ver a varíola verdadeira do filho da minha irmã ser curada em pouco tempo. Permita-me relatar essa alegria. A varíola, tão temida pelos ateus, foi completamente curada pela salvação de Deus em apenas uma semana, sem deixar vestígios. Com essa alegria, pego na pena para expressar minha gratidão do fundo do coração. Foi por volta de 15 de fevereiro. Fui visitar minha irmã, depois de muito tempo, e ela estava preocupada, dizendo que Mariko (um ano e cinco meses) estava com catapora há três dias. Olhando, metade do rosto estava inchada e havia uma leve erupção. Com febre e irritada, apliquei imediatamente o Johrei. No dia seguinte, passei na volta do trabalho e a erupção estava pior do que no dia anterior, espalhando-se por todo o rosto e cabeça. Também apareceram bolhas no corpo, braços e pernas, e ela estava toda inchada, sem conseguir andar. Enquanto aplicava o Johrei, dizia: "A toxina está saindo, não se preocupe." Minha irmã respondeu: "Está tão grave que amanhã vou ter que trocar de médico." Sem alternativa, insisti: "Então, pelo menos, não deixe que lhe apliquem injeção", e fui embora. Imediatamente, contei ao Professor Takahashi, que disse: "Está tão grave que hoje você deve levá-la ao médico." No dia seguinte, ela recebeu o Johrei do Professor Watanabe. Quando passei na volta, antes mesmo de entrar em casa, senti um forte cheiro de antisséptico. Com um mau pressentimento, entrei e encontrei apenas o avô, andando de um lado para o outro, quase chorando: "Levaram Mariko a outro médico, e suspeitaram de varíola. Ela foi isolada imediatamente no Hospital Joto. Minha irmã e meu irmão, que estavam com ela, também foram levados. Não sei o que fazer." E, ao mesmo tempo que Mariko foi internada, ouvi que cerca de duas mil pessoas de sete quarteirões vizinhos foram vacinadas emergencialmente, e a casa foi desinfetada com creolina. Fiquei chocada. "Então vou ao hospital agora mesmo, para aplicar o Johrei o máximo possível", pensei, concentrando-me em Deus. Fui ao hospital. Quando ouvi o choro de uma criança, tomei como orientação de Deus e entrei. Minha irmã e meu irmão ficaram felizes em me ver. E Mariko? O que vi? Seu rosto estava inchado, os lábios, devido às erupções, não conseguiam se fechar, estavam maiores que a boca de um adulto e de cor roxa. Seus olhos mal se abriam, as orelhas estavam deformadas pelas erupções. Ela não parecia ser deste mundo. Era ainda mais assustadora do que as figuras monstruosas que vemos em desenhos. Em toda a minha vida, nunca tinha visto um rosto tão terrível. A pele, roxa, estava coberta por pústulas do tamanho de pérolas, sem deixar um único espaço. O rosto era o pior, as pústulas pareciam se sobrepor, e o nariz e o contorno dos olhos estavam desfeitos e deformados. Quando vi, senti como se tivesse levado um balde de água fria na cabeça. Mariko, na época da vacinação contra a varíola, estava com coqueluche e não foi vacinada, então o caso era muito mais grave que o normal. Diante da figura de Mariko, tão diferente de dois ou três dias antes, apenas concentrei-me na proteção divina e comecei o Johrei. Minha irmã disse: "O resultado do exame detalhado vai determinar se é catapora ou varíola. Como os médicos estão de olho, o pessoal do departamento de saúde da província e da cidade vem ver a cada trinta minutos, e também vieram investigadores do Ministério da Saúde e das forças de ocupação." Apegando-me a Deus, aplicava o Johrei com toda a minha alma, sem nem ouvir o que minha irmã dizia. No quarto, com minha irmã e Mariko, apliquei o Johrei por cerca de uma hora. Enquanto falava à minha irmã sobre a salvação de Deus, no fundo do meu coração orava: "Por favor, que seja catapora." O médico veio fazer a ronda duas vezes, e durante esse tempo, apliquei o Johrei com todo o empenho. Assim, apliquei o Johrei por dois ou três dias. Na noite do dia 23, fui à casa do Professor Takahashi, que sempre me orienta. Pouco depois, o Professor disse: "Sho-chan, não se assuste, mas Mariko realmente pegou varíola..." e me mostrou o jornal. E o que vi? Uma notícia em um quadrado de cerca de dez centímetros de lado: "Surto de varíola verdadeira em Chukyo." E também ouvi que, nos noticiários de rádio das três e das sete horas, disseram: "Surgiu varíola verdadeira." Varíola... Ah, aquela criança vai ficar com cicatrizes? Senti o sangue fugir do meu corpo. Involuntariamente, voltei-me para Deus e recitei a Oração Zengen-Sandji. Relatei: "Mestre, o que vai acontecer?" Quando perguntei, o Mestre abriu o "Evangelho do Reino dos Céus" e ficou observando por um tempo, depois disse: "Está escrito que a varíola cura em uma semana, então o efeito do Johrei é certeiro, fique tranquila." No entanto, com aquelas erupções horríveis espalhadas por todo o corpo e a notícia estampada nos jornais, eu não conseguia me acalmar e ficava inquieta. "Os Escritos Divinos só contêm a verdade, portanto, não há motivo para preocupação", o Mestre insistiu repetidamente, e finalmente consegui me acalmar. Então, orei fervorosamente pela proteção divina. Cerca de uma semana depois, as erupções em todo o corpo secaram e caíram como feijões, sem deixar cicatrizes, e a pele foi ficando limpa. Os médicos diziam: "Isso é estranho. Mesmo contraindo varíola, ficar tão limpo assim é a primeira vez em todo o Japão. Crianças que não foram vacinadas morrem 100 em 100, mas esta sobreviveu e se recuperou tão rapidamente. Não há nenhum caso como este." Eles inclinavam a cabeça e falavam em uníssono. Além disso, normalmente quem contrai varíola coça tanto que não aguenta, e até adultos acabam arranhando e rompendo as erupções, tendo febre e morrendo depois. Mas Mariko não coçou, só teve febre uma vez no início, sobreviveu, e o inchaço do corpo desapareceu completamente em cerca de cinco dias, ficando igual a qualquer criança normal. Foi uma sequência de coisas misteriosas. Uma pessoa do departamento de saúde de uma província distante veio ver tardiamente, mas não entendeu nada e saiu com uma expressão atônita. O Ministério da Saúde e o departamento de saúde da província de Aichi apenas diziam: "Estranho, estranho." Também disseram que, quando as erupções estavam graves, o pus retirado do pé foi injetado em três coelhos, e todos morreram. Mariko, que antes era magra e só pele e osso, depois de um mês engordou, ficou com a pele branca e os olhos com uma cor bonita e límpida. Quando ela corria calçando sapatos, não se encontrava nenhum vestígio de varíola, por mais que se procurasse. Parentes e vizinhos, que achavam que, mesmo que sobrevivesse, ficaria com cicatrizes de varíola, ficaram simplesmente estupefatos com o grande poder de Deus. Com os inúmeros milagres e a proteção divina que recebi, como agradecer? Gostaria que esses preciosos milagres fossem conhecidos o mais rápido possível pelos cientistas materialistas. Uma doença infecciosa considerada terrível pela medicina, curada de forma tão simples e sem deixar vestígios, não é algo realmente grato? Fui salva do fundo da doença, e até mesmo minha sobrinha foi curada pelas mãos calorosas do amor divino. Querendo relatar nem que seja um décimo milésimo dessa graça, estou determinada, sob a orientação dos senhores mestres, a guiar o maior número possível de pessoas que sofrem para a construção do Paraíso Terrestre. Meishu-Sama, muito obrigada. (Nota) Na época, residente na cidade de Nagoya, nome de solteira: Akiko Mizuno (16 de abril de 1951) --- Crentes desta Igreja e Cristo 'Eikō' nº 174 — 17 de setembro de 1952 É famosa a história de Cristo ter feito um coxo, incapaz de andar, levantar-se diante dele, e é incalculável o quanto esse milagre contribuiu para a difusão do Cristianismo. No entanto, um crente desta Igreja manifestou um milagre semelhante ao de Cristo, como se verá no relato de agradecimento a seguir. Por isso, não há necessidade de muitas palavras sobre a grandeza desta Igreja. Atualmente, no Japão, centenas de milhares de pessoas possuem o mesmo poder de cura que Cristo, o que é algo muito encorajador. Se isso se espalhasse pelo mundo inteiro, não seria de todo um sonho que os países do mundo venerariam os japoneses como deuses. --- Contusão no joelho direito que me afligiu por três meses, curada com uma única sessão de Johrei Oshirauchi, Mori, Distrito de Kayabe, Hokkaido Igreja Média Shōei, Matsuo Yoshida (36) Sem me importar com meu texto tosco, apresento humildemente este relatório de agradecimento pelas inúmeras e imensas proteções divinas que recebo diariamente. Desde que, em 30 de maio de 1949, recebi com gratidão o precioso Ohikari, que é a corda da minha felicidade, das mãos do Mestre Sawada, de Quioto, na igreja da cidade de Mori, na rua Shinkawa, tenho me dedicado diariamente e com alegria à propagação da fé, sob a orientação do Mestre Teramura, do Mestre Kusano e do Mestre Sasaki. A felicidade de poder fazer isso é uma gratidão inestimável, e estou transbordando de agradecimento e emoção. Recordando, minha mãe, Kiku (58 anos), começou a sentir dores no joelho direito devido a uma queda em janeiro de 1949. Recorremos a hospitais, shiatsu, agulhas e moxabustão, tudo o que diziam ser bom, mas, longe de melhorar, a articulação ficou rígida. Às vezes, orávamos fervorosamente a este ou àquele deus, mas também não sarava. Todos os dias ela comia com o rosto sombrio, esticando a perna. Em 15 de abril, quando voltei da empresa (fabricação de nutrientes), ela não estava sentada corretamente para comer? Ao ver minha mãe, perguntei: "O que houve com a perna? Sarou?" Ela apenas sorria sem jeito, e minha surpresa se transformou em alegria. Perguntei novamente: "O que foi? O que foi?" Finalmente, ela começou a contar, aos poucos, o seguinte: Naquele dia, como de costume, ela estava indo de trem para uma clínica de shiatsu em Hakodate. No trem, na volta, encontrou o Sr. Sasaki. O Sr. Sasaki e nós somos parentes, e a conversa foi evoluindo para a preciosa história do Caminho. Durante a conversa, ele apenas colocou a mão sobre o joelho direito que não dobrava. Como já era a estação de Obirauchi, ele disse para ela tentar sentar no banco para ver como estava. Ela tentou e conseguiu sentar sem dificuldade. Naquele momento, inconscientemente, ela gritou bem alto: "Consigo sentar! Consigo sentar! Sarou! Sarou!" Todos no trem olharam para ela, e ela corou sem querer. Junto com o Sr. Sasaki, ela apenas repetiu "Que bom, que bom", sufocada pelas lágrimas de gratidão. Enquanto eu ouvia em silêncio o relato de minha mãe — eu, o único da família —, fui tomado pela emoção e, no fundo, pedi desculpas, pensando: "Ah, realmente, me perdoe." E não era para menos. Eu era um dos ateus mais empedernidos que, ao ouvir que a mãe do Sasaki acreditava na Luz Divina, dizia: "Dizem que só colocando a mão curam doenças. Se fosse tão fácil assim, não haveria preocupação." Ou ainda: "Nesta era de ciência onipotente, com essas coisas..." e ria, falando mal. Por mais ignorante que eu fosse, agora me repreendo: "O que foi que eu disse?" Ainda me pergunto como minha boca não apodreceu naquela época. Meishu-Sama, realmente não tenho desculpas. Peço desculpas novamente. No dia 27 de abril, o Sr. Sasaki, que me apresentou o precioso Caminho, veio à minha casa junto com um jovem que ele disse ser o Mestre Kusano, que estava em Shinkawa a serviço de Deus, vindo da província de Shiga. Eles me fizeram ouvir preciosas histórias por duas horas. Além disso, me emprestaram o jornal 'Eikō' e o livro 'Tijotengoku'. Enquanto os lia, comecei a desejar receber o precioso Ohikari o mais rápido possível. Para conseguir, fiz horas extras todos os dias para juntar a oferenda. Finalmente, em 30 de maio, embora eu seja uma pessoa cheia de nuvens espirituais, consegui receber o Ohikari. Estou cheio de gratidão e agradecimento. No mesmo dia em que recebi o Ohikari, seguindo as instruções dos mestres, coloquei a mão sobre uma pessoa com dor de barriga e fiz Johrei por cerca de dez minutos. Quando a dor passou completamente, a gratidão e a alegria foram imensas. Apenas agradeci, fechei os olhos, juntei as mãos e, do fundo do coração, inclinei a cabeça várias vezes, dizendo: "Meishu-Sama, muito obrigado." Desde então, pensei: "Não posso ficar parado. Preciso contar a todos, para que o maior número possível de pessoas seja salvo." E tenho me dedicado, esquecendo de mim mesmo, sob a orientação dos mestres, embora seja apenas no nome, à propagação da fé. Especialmente este ano, de 5 de abril, por mais de um mês, tive a honra de servir na Terra Divina em Gōra, e fui incluído como um dos membros na construção do Paraíso Terrestre. Hoje, tanto eu quanto minha esposa nos convertemos e, além disso, recebemos para veneração a preciosa imagem do Komyo-Nyorai e a imagem de Byōbu Kannon (Kannon do biombo). Recebemos uma proteção divina generosa e nos tornamos uma família cheia de energia todos os dias. Não sei como agradecer, faltam palavras adequadas. Estou decidido a continuar me esforçando para que possa servir, nem que seja um décimo milésimo dessa graça. Meishu-Sama, muito obrigado. Embora meu texto seja tosco, apresento meus sinceros agradecimentos. (1º de agosto de 1952) --- Medicina e Johrei Tenho sempre defendido a diferença incomparável entre os efeitos do tratamento médico e os do Johrei. O relatório de agradecimento a seguir é uma prova tão evidente dessa diferença que acrescentei este texto. --- Confissão da minha tolice de seguir dois caminhos Cidade de Kumamoto, Bairro de Komeya Igreja Grande Kōhō, Tsugio Nakamura (33) Por volta de meados de maio deste ano, através de uma oportunidade inesperada, o Sr. Ihara, um vizinho que já havia se convertido, gentilmente me ensinou sobre a preciosa fé da Igreja Messiânica. Seguindo suas instruções, fui com meu filho, que estava doente na época, a uma igreja próxima, onde recebi o Johrei pela primeira vez do Mestre Egashira. Naquela época, eu também estava com o nariz ruim e, aproveitando que o prédio vizinho era um hospital de otorrinolaringologia — algo imperdoável, pensando agora —, enquanto recebia o Johrei, eu ia todos os dias lavar o nariz. Refletindo sobre isso, realmente negligenciei Deus e sinto profunda vergonha. Depois que comecei a frequentar a igreja, todos os dias minha cabeça doía e pesava; nada do que eu fazia rendia, e eu não entendia a causa. À noite, levava meu filho e íamos juntos à igreja. Quando recebia o Johrei, a dor e o sofrimento desapareciam, e eu me sentia leve e muito bem. Depois, ia ao hospital, voltava, sentava à mesa para trabalhar, mas, quando tentava começar, a cabeça doía, zumbia nos ouvidos e eu ficava atordoado. Esse ciclo se repetiu por cerca de uma semana. Metade do dia eu ficava confuso, e a outra metade, com a mente clara e alegre. Minha esposa perguntou sobre isso ao Mestre Egashira, e ele disse: "Isso é como um cabo de guerra: Deus está tentando curá-lo, mas você vai ao hospital e anula isso. Assim, por mais que repita, será sempre a mesma coisa. Pare com uma das duas." Na época, eu ainda não havia me convertido e, embora tivesse recebido o Johrei algumas vezes e me sentido aliviado, estava cheio de dúvidas. Foi realmente imperdoável. A partir do dia seguinte, parei de ir ao hospital. Então, para minha surpresa, que bênção! A dor de cabeça que me acompanhava todos os dias melhorou, e aquela sensação de névoa mental desapareceu como se eu tivesse acordado de um sonho. Além disso, meu filho, que, juntamente comigo, era como uma "galinha dos ovos de ouro" para os médicos, também foi salvo, e sou infinitamente grato pela graça divina, sem palavras para expressar minha gratidão. Hoje, compreendo profundamente que o sofrimento diário com dores de cabeça foi uma grande orientação de Deus para que eu pudesse ser feliz o mais rápido possível. Meishu-Sama, muito obrigado. Desde então, recebemos inúmeras proteções e vivemos todos os dias com alegria e serenidade, sem precisar de médicos ou remédios, e não há como agradecer o suficiente. Pensando em como poderíamos, nem que fosse um pouco, ajudar as pessoas infelizes, assim como nós éramos no passado, escrevi este relato, sem me importar com minha falta de habilidade literária. Além disso, orando para poder ser utilizado, ainda que um pouco, na sagrada obra do Paraíso Terrestre, venho criando oportunidades e recomendando a fé. Tudo o que temos hoje se deve a Meishu-Sama. Muito obrigado. Com respeito, apresento meus agradecimentos. (11 de dezembro de 1951) Os Terríveis Danos dos Medicamentos Revista "Eikō", nº 180, publicada em 29 de outubro de 1952 Inúmeros exemplos de vítimas de medicamentos foram publicados nesta seção, mas o relato de graça a seguir mostra bem o seu terror. Embora este paciente tenha sido salvo pelo Johrei, é óbvio que, se não conhecesse o Johrei, teria sofrido dores e agonias até o fim, acabando por morrer. No entanto, as pessoas do mundo que nada sabem disso continuam a sofrer e a gastar dinheiro sem solução, e essa situação deplorável é insuportável de se ver. Nós estamos constantemente alertando, mas, na sociedade atual, onde a maioria está presa à superstição da ciência, a dificuldade não é pequena. Contudo, como é obra de Deus, certamente chegará o dia em que toda a humanidade despertará, por isso aguardamos com grande esperança e tranquilidade. A Grande Purificação de Medicamentos Fortes Também se Cura Assim Kanagawa, Yokosuka, Bairro de Taura Igreja Média Nihon, Eisuke Endo (53) No dia 11 de janeiro deste ano, enquanto trabalhava, senti de repente uma dor na região lombar. Desde então, a dor foi se intensificando gradualmente, até que fiquei de cama, incapaz até mesmo de me virar. Todas as noites, por volta das duas horas da madrugada, os suores noturnos eram intensos, e meu corpo inteiro suava como se eu estivesse em um banho a vapor, emagrecendo rapidamente. O médico diagnosticou ciática e, durante dezessete dias, tentou todos os tipos de injeções, dizendo: "A medicina moderna não tem injeção medicamentosa melhor do que este. Se a dor não parar com isso, não tenho mais o que fazer." Ele me receitou novos medicamentos, tanto injetáveis quanto orais, mas, após dezessete dias de tratamento, a dor intensa não cessava nem por um instante, dia e noite, e eu sofria sem parar. No décimo oitavo dia, um amigo veio me visitar e me apresentou ao Ministro Sone, da filial de Taura da Igreja Messiânica Mundial. Em meio ao sofrimento, decidi imediatamente receber o Johrei. O Ministro disse: "A dor intensa da sua ciática é um processo de purificação da toxina medicamentosa. O médico está aplicando injeções sem sequer entender a causa da sua doença. Isso é pior do que tatear no escuro. É natural que nenhuma injeção consiga parar a dor. Você deve ter recebido muitas injeções de medicamentos fortes no passado. Isso é a purificação desse veneno." Fiquei surpreso. Na verdade, eu disse: "Há vinte anos, contraí tifo e fiquei hospitalizado por sessenta dias. Disseram que era um caso raro e grave, com febre alta todos os dias. Na época, recebi de cinco a sete injeções de cânfora, um estimulante cardíaco, por três semanas seguidas, totalizando mais de cento e vinte injeções. Ainda hoje, tenho áreas de dormência nos nervos das coxas." O Ministro Sone disse: "Se você continuar com o Johrei por três semanas, poderá sair de casa." Mas eu estava tão atormentado pelo medo de morrer que, mesmo diante da explicação detalhada da verdadeira causa da doença, a princípio não conseguia acreditar. No entanto, deitado de costas, sem poder me virar ou levantar a cabeça, com dores tão intensas que cheguei a pensar em morrer, após três sessões de Johrei consegui me sentar na cama. Então abandonei completamente o tratamento médico e passei a receber Johrei uma vez por dia. Dezenove sessões depois, dois dias antes do previsto pelo Ministro, pude sair de casa e andar. Meu corpo emagrecido foi se recuperando dia após dia; engordei como antes e pude voltar ao trabalho. Atualmente, estou cada vez mais saudável e trabalhando. Eu, que definhava de dor e me preparava para morrer, pude voltar a trabalhar após cerca de quatro ou cinco sessões de Johrei. Fui salvo de forma verdadeiramente milagrosa. Aos 53 anos, pela primeira vez na vida, compreendi o poder de Deus e o que é a fé. Transbordando de alegria, converti-me imediatamente e, em 8 de julho, tive a ventura de receber a consagração do Daikōmyō Nyorai, honra imerecida. Meu coração está repleto de gratidão e emoção. Meishu-Sama, muito obrigado por sua proteção divina. Com respeito, apresento-lhe meus mais sinceros e profundos agradecimentos. (17 de agosto de 1952) Comparação entre Medicina e Johrei Revista "Eikō", nº 190, publicada em 7 de janeiro de 1953 Os fiéis sabem bem que a medicina agrava as doenças e o Johrei as cura; portanto, não é necessário repetir, mas o relato de graça a seguir mostra isso de forma bastante evidente. Ao ver exemplos como este, nós, que sempre nos angustiamos pensando em como fazer as pessoas do mundo saberem disso rapidamente... Na verdade, o ideal seria fazer os médicos entenderem, mas isso é ainda mais difícil; não há outro jeito. No entanto, certamente chegará o dia em que isso será conhecido por todos os médicos do mundo. É natural, pois faz parte do plano do Deus Supremo, que manifesta Seu poder onipotente. E, acima de tudo, a felicidade dos fiéis desta Igreja é algo que não se pode expressar por palavras ou escritos. Minha Dor Abdominal Curada em Pouco Tempo, Meu Irmão com Fratura na Coluna Vertebral Ressuscita Kagoshima, Distrito de Ibusuki, Bairro de Kokuwa, Makinouchi Igreja Média Senshin, Hachibei Fukushima (28) Tive a permissão de me converter em junho de 1950. Aqui relatarei o motivo da minha conversão e parte dos benefícios materiais que recebi desde então. Recordo que, em agosto de 1949, enquanto trabalhava na montanha, senti uma dor abdominal repentina. Corri ao médico da cidade e recebi uma injeção. A dor passou, mas, ao chegar em casa com o remédio, a dor voltou e a diarreia não parava. Mesmo tomando o remédio, ela não cessava. Acabei trocando de médico e de remédio; até maio de 1950, entre médicos e medicamentos, gastei todo o meu dinheiro e fiquei em apuros. Um dia, uma senhora da vizinhança contou-me: "Uma pessoa de Miyazaki, que cura doenças impondo as mãos, veio para a cidade de Kokuwa e está indo às casas dos doentes desta vila há quatro ou cinco dias." Imediatamente decidi ir também e fui até a casa do doente. Depois daquela pessoa, também recebi a imposição de mãos. Na hora, não senti nada, mas à noite meu estômago começou a roncar. Pensei: "Ah, isso é grave. Será que piorou?" Fiquei preocupado, mas acabei adormecendo. Quando acordei, senti meu corpo diferente, muito melhor. Naquele momento, tive certeza de que aquilo era bom e de que eu iria me curar. Continuei todos os dias e, em uma semana, já não sentia dor ao comer nada; meu corpo estava cheio de energia. Naquela época, veio-me à mente a história de que "com o Ohikari, qualquer um pode fazer". Eu também queria um Ohikari, mas, como havia gastado todo o dinheiro, estava em apuros. No entanto, pelo ardente desejo de me converter, consegui arranjar os recursos; finalmente meu pedido foi atendido e pude me converter em junho. A partir daquele dia, comecei a visitar a casa dos doentes para praticar o Johrei. Em seguida, pude consagrar também Komyo-Nyorai e Byōbu Kannon-Sama (a Kannon do biombo), e todos os dias, com alegria, ajudava no Caminho. De repente, recebi a notícia de que meu irmão mais novo, Tokugi, que trabalhava em uma mina de carvão em Nagasaki, sofrera um acidente: um desabamento dentro da mina fraturara sua coluna vertebral, deixando-o imóvel, e ele estava internado no Sanatório Nacional de Nagasaki. O hospital enviava telegramas três vezes ao dia. Minha mãe, preocupada, pedia-me: "Vá logo para junto do seu irmão." Mas, por ser algo repentino, não tinha como arranjar dinheiro para a viagem e estava em apuros. Talvez por graça de Deus, um fiel veio me visitar e disse: "Que pena. Vá logo." Ele me emprestou o dinheiro da viagem. Feliz, não conseguia pensar em mais nada e me apressei para o sanatório. Ao chegar ao portão, meu coração batia forte. Corri para o quarto do hospital e vi meu irmão deitado de costas na cama, imóvel, apenas gemendo, sem conseguir falar nada. Médicos e enfermeiras, três ao todo, estavam ao lado dele, ocupados: "A febre subiu. Coloquem gelo." "Ele está com calafrios. Aqueçam a bolsa de água quente. Injeção." Eu não sabia o que fazer, apenas observava. Segundo os amigos do meu irmão, "ele está há dez dias sem comer, apenas gemendo". Eu queria fazer o Johrei nele o mais rápido possível, mas não tinha oportunidade e estava preocupado. À noite, quando não havia ninguém por perto, fiz o Johrei por cerca de trinta minutos, torcendo para que o médico não viesse. Meu irmão disse que se sentiu muito melhor e conseguiu dormir profundamente naquela noite. No entanto, na manhã seguinte, o médico veio novamente e aplicou uma injeção. Meu irmão começou a gemer de novo. Então, pedi ao médico que não aplicasse mais injeções e perguntei: "Não seria possível parar com as injeções e deixar meu irmão aos cuidados deste irmão?" Mas o médico respondeu: "Enquanto estiver internado, ele deve seguir as ordens do médico." Ele disse que não aceitaria; então, sem alternativa, instruí meu irmão a dizer: "Mesmo que tragam a injeção, recuse-a; só o remédio oral é suficiente." Pouco depois, ele veio novamente para aplicar a injeção, mas desta vez meu irmão balançou a cabeça e insistiu: "Mesmo que eu morra, não vou tomar a injeção." Ele perseverou, e o médico acabou desistindo e levou a injeção de volta. Depois, uma enfermeira trouxe remédio e o deixou. Então, fingi tomar o remédio, descartando-o aos poucos sem que percebessem, e a partir daquela noite, fiz apenas o Johrei. Continuei o Johrei diariamente sem que o médico percebesse. No terceiro dia, ele já conseguia ir ao banheiro sozinho; por volta do décimo, passava a caminhar pelo alojamento; pelo décimo quinto, já podia passear pela cidade; e no vigésimo primeiro, recebeu alta do hospital. Tudo isso se deve às Graças Divinas do Komyo-Nyorai. Profundamente grato, fui imediatamente à filial de Miyazaki agradecer e me filiei à fé. Desde então, toda a minha família está saudável e alegre, dedicando-se diariamente ao trabalho com entusiasmo. Depois disso, recebemos inúmeras proteções divinas, e não sei como agradecer por toda a família poder avançar no caminho da luz. Além disso, em agosto do 26º ano da Era Showa (1951), pude participar do serviço no Paraíso Terrestre de Atami e, na volta, recebi Daikoku-Sama; minha alegria só aumenta a cada dia. Também houve a proteção divina da minha casa durante o tufão, e inúmeras bênçãos imensas foram derramadas até mesmo sobre alguém tão pecador como eu. Embora isso não alcance nem um décimo milésimo dessa gratidão, desejo divulgar este caminho para aqueles que ainda não o conhecem no mundo e me dedico com afinco ao serviço. Muito obrigado, Meishu-Sama. (7 de novembro de 1952) O Terror das toxinas medicamentosas 'Eikō' nº 139 — 16 de janeiro de 1952 O terror das toxinas medicamentosas é algo que vivo dizendo, e o exemplo a seguir mostra isso de forma extremamente clara; por isso acrescentei este texto. No entanto, muitas pessoas — e até médicos — pensam o contrário e usam medicamentos achando que quanto mais se toma, melhor. É realmente um mundo terrível. Portanto, se esta fé não tivesse surgido, as pessoas deste mundo continuariam a sofrer para sempre nas agonias do inferno. Só por isso já se percebe quão grandiosa é a salvação desta fé. O Terror das toxinas medicamentosas Finalmente Revelado Cidade de Fukuoka, Bairro Yoshizuka, Rua Meimachi Igreja Grande Kōhō, Sumi Noguchi (25 anos) Sou alguém que, se continuasse como antes, teria apenas mais um ano de vida; no entanto, fui salva pelo poder de Meishu-Sama. Desde a infância, sofri de cistite, nefrite, apendicite, pneumonia, otite média, artrite e todas as outras doenças. Há cerca de três anos, perdi subitamente o apetite, a ponto de não conseguir comer nem uma tigela de arroz por dia. Minha família se preocupou e tentou de tudo, sem nenhum efeito. Finalmente, em junho do ano passado, fui diagnosticada com pleurisia e fiquei acamada. No início, os sintomas não pareciam tão graves, mas no final de maio do ano passado até os médicos estavam coçando a cabeça. Hoje, entendo que foi a toxina medicamentosa que me enfraqueceu, mas, na época, pensava: "Por que, mesmo com tanto tratamento, não melhoro?" Embora não dissesse em voz alta, meu coração estava angustiado dia e noite. A comida continuava sem me apetecer — parecia areia na boca — e eu vivia apenas de injeções e remédios. Minha mãe, preocupada comigo e exausta, teve pressão alta e insônia, e recorria a remédios, acupuntura e vários tratamentos. Foi nessa época que uma vizinha, a Sra. Yoshitomi, que estava muito doente, se recuperou. Minha mãe, surpresa, foi perguntar e ouviu a história de que ela havia recebido a salvação do venerável Komyo-Nyorai. Então, por intermédio da Sra. Mochida, que há muito nos recomendava, fomos a uma reunião de palestras. Com apenas uma sessão de Johrei, consegui dormir muito bem e, a partir daí, minha mãe começou a frequentar a igreja diariamente. Desde então, os sintomas dela melhoraram visivelmente a cada dia. Mas eu achava que era apenas um efeito psicológico e, por mais que minha mãe me incentivasse, eu sempre ria com desdém. Hoje, pensando nisso, é realmente imperdoável, e sinto muito. Minha mãe se filiou em 14 de julho e, a partir de então, passou a me incentivar ainda mais. Trazia o jornal 'Eikō' e o 'Tijotengoku' para perto do meu travesseiro e pegava emprestados os Escritos Divinos 'Método de Saúde da Revelação Divina', mas eu nem sequer tocava neles. Como minha mãe insistia tanto, recebi dela o Johrei, de má vontade e com um sentimento meio zombeteiro, por cerca de dez dias. Por mais que minha mãe dissesse, eu não conseguia largar os digestivos e os nutrientes durante esse período. Então, senti rigidez nos ombros e inchaço no abdômen, achei que estava piorando e, por não acreditar na purificação, acabei desistindo no meio do caminho. Tomei laxantes e, depois, remédios em abundância. Cerca de uma semana depois, na noite de 9 de agosto, vomitei algo como bolhas brancas e espumosas umas seis vezes. Hoje, entendo que era uma grande quantidade de toxina medicamentosa. Mesmo eu, que não recebi o Johrei com fé, mas sim meio que forçada, e ainda tomando remédios, Deus, de forma justa, eliminou o veneno. É realmente uma bênção. Minha mãe percebeu imediatamente que era purificação e me fez Johrei. Eu, que estava exausta após vomitar seis vezes e mal conseguia me mexer, me senti completamente melhor com o Johrei e, ao mesmo tempo, surgiu em meu coração o desejo de receber o Johrei. Na manhã do dia 10, senti um pouco do sabor da comida e comi cerca de duas tigelas. No dia 11, fui pela primeira vez à igreja acompanhada por minha mãe e recebi o Johrei do mestre. Naquela ocasião, com as palavras "Fique tranquila, você vai melhorar completamente e ficar saudável", uma luz e uma sensação de paz surgiram em meu coração, que estava escuro. Especialmente, percebi que meu estômago estava duro e inchado como um onigiri moldado, e meus intestinos estavam rígidos como uma tábua, completamente incapazes de funcionar devido à toxina medicamentosa. Com uma ou duas sessões de Johrei, a comida ficou mais saborosa do que nunca, e pude comer mais do que o normal. E, depois de um ano e meio, consegui levantar da cama por conta própria. Acho que o estado de espírito das pessoas que, presas à superstição médica, entram neste ensinamento, deve ser semelhante ao meu. À medida que continuei a receber o Johrei, a toxina medicamentosa no estômago e nos intestinos se dissolveu, tornando-os macios, e até a forma mudou, tornando-se um corpo normal. Houve vezes em que tive febre alta e inchaço no corpo todo, vezes em que desmaiei duas vezes na igreja, e vezes em que senti dores no peito e dormência na cabeça. Durante esse período, a toxina medicamentosa foi constantemente eliminada como saliva em forma de grãos de painço ou como urina leitosa. Deus, com Sua vasta luz, eliminou de forma fácil e agradável os remédios que tomei um após o outro para tentar ficar saudável. Agora, entendo como as pessoas deste mundo estão perdidas em um caminho errado. Eu também recebi esta graciosa energia divina em 23 de agosto e, desde então, tenho vivido dias de gratidão. Agora, mesmo correndo um pouco, não sinto tanto cansaço, e posso trabalhar como lavar roupa e cozinhar como qualquer outra pessoa, aprendendo profundamente a preciosidade da saúde. Eu, que não tenho mérito algum e estou cheia de pecados e impurezas, fui salva pelas grandes Graças Divinas de Meishu-Sama. De agora em diante, desejo transmitir este caminho de bênçãos a tantas pessoas quanto possível que estejam sofrendo em caminhos equivocados. Recentemente, uma pessoa que sofria de asma foi salva e se filiou com gratidão. Diante desses fatos, meu pai, que era ateu, ficou emocionado, foi imediatamente à igreja e logo se filiou. Não sei como expressar minha gratidão. Muito obrigada, Meishu-Sama. Doravante, desejo que esta nova vida que recebi seja dedicada, de corpo e alma, à construção da nova era. Novamente, agradeço a Meishu-Sama. Muito obrigada. (1º de novembro de 1951) O Diagnóstico Médico Não Entende a Doença 'Eikō' nº 173 — 10 de setembro de 1952 O relato de experiência a seguir mostra claramente quão extremamente superficial é o diagnóstico médico. Por quê? Porque, como o exame médico é feito apenas com máquinas, é impossível que ele entenda. Afinal, o ser humano foi criado pelo Criador, ou seja, por Deus. Portanto, no caso de uma doença, por mais precisa que seja a máquina, ela não pode compreender nem um milímetro. É verdade que a febre, a velocidade de hemossedimentação, a presença ou ausência de micróbios, etc., podem ser medidas por máquinas, mas isso é superficial e não toca a essência da doença. Em outras palavras, a medicina apenas mede os sintomas manifestados, mas não compreende a causa fundamental. No caso da paciente a seguir, mesmo sendo examinada por vários médicos, todos disseram unanimemente: "Você não tem doença alguma." No entanto, ela sofria diariamente com dores terríveis e estava desesperada. Felizmente, foi salva pelo Johrei, mas isso mostra que a medicina não consegue nem fazer um diagnóstico satisfatório, quanto mais curar. Portanto, neste caso, o que seria honesto dizer seria algo como: "Já que você tem tantos sofrimentos diferentes, deve estar com uma doença bastante grave. No entanto, a medicina atual ainda não evoluiu o suficiente para descobri-la. Então, o melhor a fazer é desistir e deixar a natureza seguir seu curso." Dizer apenas "você não tem doença" é cegueira ou engano. Embora eu compreenda o sofrimento dos médicos, quando se trata da vida humana, o mais honesto seria dizer: "O que a medicina não entende, não entende." Caso contrário, fazer o paciente arcar com custos de tratamento desnecessários, com efeito zero, pode ser considerado um tipo de pecado. Salva de uma Grave Doença Cardíaca Prefeitura de Oita, Bairro de Hagiwara-Nakamoto Igreja Média Nyoirin, Sen Kai (31 anos) Meishu-Sama, muito obrigada pela proteção divina diária. É com grande receio que apresento este relato humilde, mas gostaria de relatar um desses casos. Após o parto do segundo filho, minha recuperação foi lenta e meu corpo nunca ficou firme. Consultei médicos aqui e ali, mas todos diziam: "Não há nada de errado", enquanto tiravam o estetoscópio. Hoje foi a mesma coisa, mais uma vez me disseram que não tenho doença. Saí da clínica desanimada, mas minhas pernas estavam terrivelmente pesadas. Quando me apressei para pegar o ônibus, meu coração palpitava e não se acalmava. Balançada no ônibus, assim que desci, senti tontura. Dias depois, fui a um hospital diferente para ser examinada. Lá também, como de costume, primeiro mediram a temperatura, depois a velocidade de hemossedimentação, a reação de tuberculina, e então começou a pré-consulta. Sinto meu corpo muito pesado, sofro com suores noturnos intensos. Se movo um pouco o corpo, tenho leves tonturas. Se ando depressa, sinto palpitações. Em trabalhos longos em pé, minhas pernas ficam pesadas e não se movem como quero, a cintura fica mole. Lavo uma ou duas peças de roupa e descanso um pouco antes de lavar o resto. Não consigo soprar o soprador de bambu direito; por mais que me esforce, o fogo não acende. Quando paro e me levanto, sinto tontura e palpitações, quase desmaio. Após um exame cuidadoso, o resultado foi: "Não há doença alguma". Depois, outro médico descobriu que era devido a lombrigas duodenais, e fiz a eliminação imediatamente. No entanto, por causa da eliminação, meu corpo ficou fraco e a falta de ar piorou ainda mais do que antes. Afinal, minha doença não foi compreendida. Eu vivia uma vida de deitar e levantar. Essa era eu antes de me converter. A doença de meu filho tornou-se o motivo para minha conversão, e entrei no caminho da fé recebendo a orientação sincera e gentil do Sr. Tsujiura, da Filial de Mie, e dos Srs. Tomita, do Escritório de Campo de Ueno, na Cidade de Oita, e Tsuda, do Escritório de Campo de Hagiwara, entre outros mestres. Quão grata sou a Komyo-Nyorai e a Meishu-Sama, não consigo expressar em palavras ou por escrito. Apenas passo os dias com um coração de gratidão. Cada vez que participo dos Cultos Mensais da Igreja, da Filial ou do Escritório de Campo, meu filho melhora visivelmente, e cada vez que realizamos o serviço ancestral em minha casa, meu filho fica mais saudável, como se fosse visível a olho nu. Sobre a purificação deste filho, já agradeci em abril de 1950, mas gostaria de relatar o que aconteceu depois; no entanto, deixarei para outra oportunidade. Agora, olhando para trás, vejo que é incrível: sem que eu percebesse, meu corpo também se curou perfeitamente. Obrigada por me permitir transformar meu corpo, junto com meu filho, em um corpo saudável. Agora, mesmo trabalhando sem parar da manhã à noite, não sinto cansaço. Carregando meu filho nas costas, faço o trabalho da cozinha e da lavanderia com alegria e leveza. Obrigada, Meishu-Sama. (1º de agosto de 1952) Vacinação Da revista "Eikō" nº 139, publicada em 16 de janeiro de 1952 Ao ler o texto abaixo, lembrei-me de algo. Há alguns anos, havia uma vila chamada Yunishikawa, a quatro ri de distância da fonte termal de Yamaji (Kawaji), na província de Tochigi. Era uma vila de sessenta casas, com cerca de novecentos habitantes, e, claro, não havia médico. Já escrevi sobre esta vila antes, mas ela era completamente vegetariana, a ponto de não haver nem uma galinha. Quando perguntei, disseram que quase não havia doentes, e que havia apenas um velho que, por beber demais, estava cambaleando. Há também uma história interessante: uma vez por ano, um médico vinha da província para aplicar a vacina contra a tifo, mas os moradores, com medo, fugiam. Quando perguntei melhor, disseram que, se tomassem a injeção, ficariam com febre por uns três dias e não poderiam trabalhar. Além disso, nunca houve um único caso de tifo na vila desde tempos antigos. O médico reclamava que era realmente desagradável vir a esta vila. Se é assim, não precisaria vir, mas, sendo coisa do governo, tinham que seguir as regras. Fiquei estupefato com tanto burocratismo, e por isso ainda me lembro disso. Deus Ama as Crianças Arquivo: Yumicho, Distrito de Bunkyo, Tóquio Igreja Média Kaminari, Katsutoshi Egawa (47 anos) "Fui pego! Fui pego! Rápido, faz o Johrei!" Com a manga do paletó ainda arregaçada, meu segundo filho gritava em tom brincalhão. Quando esse moleque pede Johrei, pela maneira como fala, dá para saber se é dor de barriga ou ferimento. Quando ele diz "faz o Johrei" em voz baixa, é quando caiu e ralou o joelho. Quando volta choramingando e diz "Johrei", é quando pisou em algo ou machucou o dedo jogando beisebol. Quando a barriga dói por causa de lombrigas ou a cabeça está doendo, ele sempre segura a cabeça ou a barriga, dizendo "Ai, ai, ai". Conhecendo esses hábitos do meu filho, quando ele grita "Johrei" com uma voz animada como agora, sei que não é nada grave e não me assusto. "Levei uma injeção na escola", disse ele, e eu me sobressaltei. "Foi de varíola?" "Não, foi de tuberculina. Pensei em fugir, mas a professora disse que todo mundo tinha que fazer, então fiz." Meus filhos, que ouvem eu e minha esposa falarmos com pessoas não crentes sobre o terrível perigo das toxinas medicamento, nunca pedem "remédio" quando se machucam ou durante a purificação. Mesmo quando o exame de fezes na escola diz que há vermes, eles não trazem remédio para vermes como as outras crianças; apenas dizem: "O professor disse que tenho vermes. Faz o Johrei rápido." Eles conhecem profundamente o mal dos medicamentos e das injeções. Por isso, ao ouvir "injeção", pensou em fugir. Enquanto ouvia a desculpa do meu filho, fiz o Johrei no local, que estava vermelho e um pouco inchado. "Da próxima vez, é a BCG. Gostaria que pelo menos essa fosse evitada. Por que a impõem? Isso é como violar os direitos humanos básicos garantidos pela Constituição", disse à minha esposa, que costurava ao lado. "O Sr. Kaneko, da loja de roupas, disse que o filho mais velho dele pegou tuberculose pulmonar depois de receber a BCG no colégio, e por isso não deixa os outros filhos tomarem a BCG." "Será que podemos pedir à escola para não dar injeções e BCG aos nossos filhos?" "É, né? Sabendo que há efeitos nocivos, por que obrigam? O jeito do governo é algo com que não consigo concordar." Incomumente, minha esposa também se exaltava por causa dos filhos. Ultimamente, as crianças nas escolas, sob o pretexto da medicina preventiva, são submetidas a uma enxurrada de injeções: coqueluche, difteria, tifo, vacinação, etc. Nós, que conhecemos o horror das toxinas medicamentosas, sentimos vontade de cobrir o rosto cada vez que há essas injeções. No entanto, não somos incompreensíveis com a posição daqueles que, de boa fé e sem conhecer a toxina medicamentosa, fazem isso. Mas quando se trata de obrigação, a questão é diferente. Se, por sermos uma família de seguidores da Igreja Messiânica, fôssemos à escola expressar abertamente nossa oposição às injeções e lutar contra elas, os jornais comerciais, que esperam por qualquer incidente, nos usariam como material de propaganda maliciosa. Isso, no fim, traria problemas para toda a Igreja Messiânica. Pensando assim, até agora deixamos que tomassem as vacinas preventivas. Embora nós, marido e mulher, envelhecendo, não tenhamos escolha, não queremos colocar uma gota de medicamento nos corpos de nossos filhos, que criamos saudáveis sem remédios. Este deve ser o grito de sangue dos seguidores da Igreja Messiânica, que experimentaram em seus próprios corpos o horror das toxinas medicamentosas. Meu filho mais velho, que está no colégio, logo após a injeção, chupa o local com a boca e depois faz o Johrei sozinho; mas as crianças pequenas não conseguem fazer isso, então, quando voltam para casa, eu ou minha esposa o fazemos por elas. "No primeiro ano, o teste de tuberculina deu positivo, então não precisei tomar a BCG. O que será desta vez?" "Provavelmente, vai ficar tudo bem." Minha esposa respondeu sem parar de costurar. Eu sabia que ela não poderia ter esse conhecimento e que, claro, não passava de uma esperança subjetiva, mas, mesmo assim, me preocupei com o resultado do teste de tuberculina de hoje, pensando: "Tomara que seja assim." Algum tempo depois, veio um aviso do departamento de assuntos escolares dizendo que o terceiro filho, que entraria no primeiro ano este ano, precisava fazer o teste de tuberculina, e que eu deveria levá-lo. "Por que fazer uma criança tão pequena passar por essa dor? Vou à escola falar sobre isso." Minha esposa saiu cheia de energia, mas, quando voltou, percebi pela expressão em seu rosto que o resultado não foi bom. "O que disseram na escola?" "Disseram que é uma ordem de cima e que eles não podem fazer nada. Não deram a mínima. Vamos deixar o teste de tuberculina, já que não tem jeito, e o resto, pedimos a Deus." Nas palavras de minha esposa havia o tom desesperado de uma mãe angustiada. O resultado do teste de tuberculina, que tanto temíamos, foi revelado. O médico da escola disse friamente: "Sinto muito, mas esta criança tem tuberculose infantil. É melhor adiar a matrícula deste ano, fazer um tratamento adequado e tentar novamente no ano que vem." "Tuberculose infantil." Ao ouvir o diagnóstico do médico da escola, nosso espanto, meu e de minha esposa, foi grande. Tuberculose pulmonar – morte. Uma sombra sinistra passou rapidamente por minha mente. Tuberculose pulmonar. Mesmo que fosse, como o corpo não tinha medicamentos, poderíamos curá-lo com certeza através do Johrei. Deus nos concedeu o poder de curar. Levou muito tempo até que meu pensamento chegasse a essa confiança absoluta. Por termos sido abruptamente diagnosticados com tuberculose infantil, algo que nunca havíamos sonhado, nossa mente ficou transtornada e perdemos a calma. "No entanto, é estranho. Já vi e salvei várias pessoas com tuberculose pulmonar através do Johrei, mas onde estão os sintomas de tuberculose pulmonar nesta criança? Comparado com crianças da mesma idade na vizinhança, ele pesa mais, tem um apetite excelente, não tosse, não tem suores noturnos. Não há nenhum sinal de problema pulmonar." Enquanto dizia isso, coloquei a mão na cabeça, no pescoço e na medula oblonga da criança, que ouvia os pais com ar preocupado. Como sei por experiência, isso foi apenas para reafirmar que esta criança não tinha nenhuma dessas doenças. O médico da escola indicou o centro de saúde da metrópole e disse que fizéssemos exames de velocidade de hemossedimentação e raio-X lá. Quando fui ao centro de saúde, vi muitas pessoas como nós — alguns pais com crianças, expressões preocupadas, esperando em fila. O exame de velocidade de hemossedimentação apresentou um valor um pouco maior em comparação com crianças da mesma idade, mas as radiografias de ambos os pulmões não revelaram nenhuma anormalidade. "Está tudo bem. Desse jeito, a partir deste ano, pode deixá-lo entrar na escola." Ao ouvir as palavras do jovem médico do centro de saúde, meu coração tenso se aquietou, e soltei um suspiro de alívio. "Ah, entendi. Isso é a misericórdia de Deus." No trem de volta, minha esposa aproximou os lábios do meu ouvido e disse: "Eu pedia todos os dias a Deus para que não precisássemos tomar a BCG, e por isso surgiu esse diagnóstico tão inesperado. Afinal, se for tuberculose infantil, não há necessidade de aplicar a BCG, e se for tuberculose verdadeira, ele não pode entrar na escola este ano. O poder de Deus é realmente profundo e cheio de previdência", exclamou ela, admirada. "Foi bom que a previdência tenha sido profunda", disse eu, segurando a alça do trem balançante, com o coração apertado pela misericórdia de Deus. "Que bom! Ele vai poder entrar na escola", e acariciei a cabeça da criança. (8 de janeiro de 1952) --- Confissão de uma Vítima da Medicina *'Eikō' nº 172, publicado em 3 de setembro do ano 27 da Era Showa (1952) Nós sempre ensinamos que a medicina é que cria as doenças, mas o exemplo a seguir é tão evidente que, ao lê-lo, não será possível duvidar. Este paciente, por exemplo, tinha uma doença leve no início, mas, devido a tratamentos médicos equivocados, foi piorando cada vez mais, a ponto de o médico não ter mais o que fazer e abandoná-lo. Ainda assim, as pessoas modernas, contaminadas pela superstição médica, confiam cegamente na medicina e não conseguem se desvencilhar facilmente; isso não pode ser chamado de outra coisa senão uma terrível crença cega. Quando essas pessoas chegam ao último momento, prestes a morrer, mesmo sem acreditar, recorrem ao Johrei desta Igreja por não terem outra alternativa. No entanto, mesmo aqueles que não acreditavam tanto, ao receberem o Johrei, sentiram efeitos imediatos e foram salvos. Assim, comparando a medicina e o Johrei, fica claro qual dos dois é a superstição. --- Fui Agraciada com a Cura Completa de uma Doença Renal Maligna Akai Teruko (33 anos), Igreja Média Tōkō, Rua Midayamachi, Cidade de Hanamaki, Distrito de Hienuki, Província de Iwate No Ano Novo do ano passado (1951), quando fui a Kamaishi, meu rosto inchou e fui diagnosticada com doença renal. Assim, frequentei o hospital até fevereiro, mas minha alimentação era saborosa e o inchaço no rosto era apenas leve. O médico se preocupou, dizendo: "Está saindo muita proteína na urina." Então, perguntei a uma pessoa da vizinhança e fui à filial de Hanamaki da Igreja Messiânica. Lá, o senhor Abe (Isamu) me disse: "É bom que saia muita proteína", e a senhora Kikuchi (Miyabi) também disse: "É realmente bom", mas, como era o oposto do que o médico dizia, não consegui acreditar, mas frequentei por três dias. No entanto, o médico disse: "A proteína aumentou muito", e acabei internada em março. Então, mesmo com uma fome insuportável, minha alimentação foi restrita apenas a líquidos. Minha dieta diária era composta por cerca de 540 ml de leite, 540 ml de mingau de arroz, chá bancha e remédios. Frutas e doces eram totalmente proibidos. Todos os dias verificavam a presença de proteína, então eu não podia comer escondido. Meu marido e eu confiávamos plenamente no médico e, pensando que, se seguíssemos suas instruções, melhoraríamos, ficávamos tranquilos. Após quarenta dias desse regime alimentar, eu, que era gorda, emagreci a cada dia, comecei a ter tonturas e não conseguia andar nem um metro. Achando que não dava mais, pedi ao médico, e ele me permitiu apenas sopa, que eu bebia em grandes quantidades, a ponto de ser ridicularizada por todos. Então, em 22 de abril, o médico disse: "Ouvi de outro médico que o tratamento atual para doença renal é curar alimentando o paciente", e permitiu que eu comesse, mas nessa altura meu estômago e intestinos já estavam tão fracos que, mesmo comendo um pouco, eu vomitava. Quando vomitava, tinha fortes dores de cabeça, como se estivesse enjoada de trem, o peito ficava enjoado, tinha febre e, de repente, meu rosto inchava como nunca antes. O médico deve ter ficado preocupado. Pediu ao diretor do Hospital Kōsei que me examinasse, e ele disse: "Está a um passo da uremia; se não comer, não vai melhorar." Nessa situação, até o médico não era confiável. Magra e cambaleante, no dia 30 de abril, tomei coragem e tive alta. Mesmo assim, ainda não conseguia me libertar da medicina e consultei outro médico. Eu me sentia bem, mas minha barriga começou a crescer cada vez mais, até ficar do tamanho de uma gravidez de nove meses, e a dificuldade se estendia até as costas. Finalmente, no dia 25 de maio, fiz a primeira drenagem de ascite. Depois da drenagem, o corpo ficava leve e eu me sentia muito bem, mas a cada drenagem tinha febre ou calafrios e não me sentia bem. A ascite se acumulava em grande quantidade. Mesmo sem ingerir líquidos, comendo apenas arroz e acompanhamentos, em dez dias drenava cerca de 2,7 litros (um shō e cinco gō). A quantidade de urina era quase nula, cerca de 300 ml, e isso continuou por cinco meses. Não importava qual remédio eu tomasse, a urina não saía. Depois de drenar a ascite quinze vezes, até o médico balançava a cabeça, preocupado. Meu marido e até meus filhos viviam numa atmosfera muito sombria. Hoje, penso que aquilo sim se chama inferno. Nenhum remédio fazia a urina sair, e eu estava realmente desesperada. Sozinha, escondia o rosto no futon e chorava. Não conseguia me levantar. Felizmente, meu marido era compreensivo e minha irmã mais nova cuidava de mim com dedicação; nesse aspecto, fui feliz. Às vezes, meus filhos olhavam para o meu rosto e perguntavam: "Mamãe, quando você vai ficar boa?", e eu só conseguia chorar, sem saber o que responder. No inesquecível dia 28 de junho de 1951, a senhora Kikuchi Masako, da filial de Hanamaki da Igreja Média Tōkō, da Igreja Messiânica Mundial, preocupada, veio me visitar especialmente. A gratidão que senti naquele momento não pode ser expressa em palavras. Naquela época, minha urina era de apenas cerca de 250 ml, e eu ainda estava drenando a ascite. Combinando com o senhor Abe, ela decidiu vir todos os dias para me aplicar o Johrei. Durante três meses inteiros, sem se importar com chuva ou vento, ela veio todos os dias e cuidou de mim como se seu próprio filho estivesse doente. Isso é algo que nunca esquecerei. Quando recebia o Johrei, sentia-me muito bem, e às vezes até chegava a dormir várias vezes. A senhora Kikuchi me consolava, dizendo: "Vai ficar tudo bem, você será agraciada com a cura." Em 20 de agosto, por especial cuidado do senhor Abe, recebi ainda na cama o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e fui agraciada com o precioso Ohikari. A partir de então, senti que não há ninguém além de Deus que realmente cure as doenças humanas. Abandonando tudo, concentrei-me inteiramente, deitada ou acordada, em recitar "Meishu-Sama" e "Daikōmyō Nyorai-Sama". Em 15 de outubro, recebi o papel espiritual e o tomei três vezes ao dia. Então, curiosamente, no dia 15, a quantidade de urina aumentou para 430 ml; no dia 16, 500 ml; no dia 17, 800 ml; no dia 18, 850 ml; no dia 19, 950 ml; e no dia 20, 1.200 ml, aumentando a cada dia. Naquele momento, não pude conter as lágrimas de gratidão e alegria que brotavam. Apenas agradecia a Deus em meu coração. Imediatamente, mandei minha irmã correndo avisar a senhora Kikuchi e o senhor Abe (que moravam juntos) que a quantidade de urina havia se normalizado. Meu marido, minha irmã e meus filhos ficaram muito felizes, repetindo: "Mamãe, você sarou, sarou!" Graças a Deus, recentemente meu apetite melhorou e me sinto bem. Por isso, deixei minha irmã mais nova voltar para sua terra natal, Fukushima, e, com a ajuda do meu marido, estou tão recuperada que até consigo fazer os serviços da cozinha. Meishu-Sama, muito obrigada. Dia após dia, minha barriga diminuía e o inchaço das pernas desaparecia. No entanto, peguei um resfriado e a quantidade de urina diminuiu novamente; minhas pernas incharam e minha barriga ficou do tamanho de uma gravidez de sete meses. Mas o senhor Abe disse: "Se não negligenciar o Johrei, a urina voltará a sair." Apegando-me à luz, recebi o Johrei e também o pratiquei sozinha durante todo o dia. Em dois ou três dias, a quantidade de urina aumentou. Não posso deixar de reconhecer a grandeza do poder de Meishu-Sama. Hoje, tenho 3.000 ml de urina, e minha barriga diminuiu completamente. Minha cabeça também está mais clara do que nunca. Agora, em tudo o que faço, "Meishu-Sama" e "Daikōmyō Nyorai-Sama" não saem da minha mente. Agradeço do fundo do coração por estar, graças a Deus, me aproximando cada vez mais da cura completa. Tomada pela alegria, peguei minha caneta inábil e, pensando que, se ao menos uma pessoa em todo o país pudesse entender e ser salva, escrevi isto como forma de agradecimento. Meishu-Sama, muito obrigada. (25 de julho de 1952) --- Ah, Medicina! *'Eikō' nº 191, publicado em 14 de janeiro do ano 28 da Era Showa (1953) Nós sempre afirmamos que as doenças são criadas pela medicina, mas é compreensível que as pessoas modernas, endurecidas pela superstição médica, não consigam acreditar nisso. Afinal, os fatos são assim, e não há como negá-los. Pensando bem, não deve haver problema maior do que este: qualquer pessoa, ao adoecer, deseja curar-se o mais rápido possível, gasta muito dinheiro e consulta um médico, mas isso acaba piorando a doença, aumentando o número de enfermidades e, após muito sofrimento, leva ao outro mundo. Não deve haver contradição maior do que esta. O relato de graça a seguir ilustra isso perfeitamente; ao lê-lo, qualquer um ficará estarrecido. No entanto, Deus, considerando que toda a humanidade é como crianças, criou a nossa Igreja Messiânica para salvar esse sofrimento o mais rápido possível. Por isso, para aqueles que prezam a vida, recomendo que se convertam o mais rápido possível. --- Curado de Hipertensão e Doença Cardíaca, após os Médicos me Darem Sentença de Morte Komatsu Yogorō (28 anos), Igreja Média Minori, Toyokawa-chō, Cidade de Otaru, Província de Hokkaido Com reverência, apresento meus agradecimentos pela proteção divina que me foi concedida. Olhando para trás, em meados de fevereiro de 1950, de repente meu coração começou a doer e caí. Fui examinado no hospital da empresa onde trabalhava na época e fui diagnosticado com doença das válvulas cardíacas (valvopatia cardíaca). A partir de então, concentrei-me unicamente em curar a doença, buscando e tomando remédios milagrosos. Em meio à ansiedade e agitação, uma semana passou num piscar de olhos, e minha condição física piorou ainda mais do que antes. Fui consultar um médico novamente. Como resultado, o diagnóstico de doenças cardíacas aumentou em dois itens em comparação com a vez anterior. Decidi que não havia outra escolha senão ser internado e receber tratamento médico completo. Quando comuniquei isso ao médico, fui internado sem condições. Ansioso pelo dia em que pudesse me recuperar com entusiasmo, segui fielmente as orientações do médico e realizei a terapia de repouso de forma rigorosa. Quando chegou a primeira semana que o médico inicialmente previu que eu estaria curado, fui examinado em detalhes e, desta vez, ele disse: "Sua pressão arterial está acima de 300, então você precisa restringir a alimentação também". Imediatamente coloquei em prática. Nesse meio-tempo, chegou março. A partir de março, meu pulso começou a bater constantemente entre 100 e 120 batimentos por minuto, e os dias de mal-estar físico se sucederam gradualmente. No dia 12 de março (aniversário da morte do meu irmão), de repente, meu pulso piorou (150-160), assim como no início da doença. O médico disse: "É porque a pressão está muito alta, então seria bom retirar cerca de 200-300 cc de sangue". Seguindo as instruções do médico, fiz a retirada. No entanto, fiquei extremamente angustiado, a ponto de pensar que morreria de tanta dor. Dessa vez, o resultado foi muito diferente do que o médico havia previsto, e ele entrou em pânico, aplicando dezoito injeções de estimulante cardíaco em meu corpo em cerca de uma hora. Por causa disso, de alguma forma, obtive uma melhora temporária e me senti aliviado, mas depois disso a situação piorou: minha condição física se tornou cada vez mais anormal, com pulso entre 130-140 e temperatura corporal em torno de 34,5 graus. Minha força física também enfraqueceu consideravelmente, tornando difícil até mesmo caminhar dentro do quarto. Por essa época, o médico também começou a inclinar a cabeça de vez em quando, e quando eu perguntava, ele respondia de forma evasiva: "Não posso dizer nada até observar um pouco mais". No final de março, perguntei novamente, e ele respondeu: "Estou administrando apenas os medicamentos mais fortes para o coração, mas não está dando certo". Para mim, doente, essas palavras soaram como: "Sua doença não tem cura... você terá que morrer... prepare-se para isso". A partir de então, só de ver o rosto do médico, eu ficava irritado e minha condição física piorava. Ainda assim, com o único desejo de me recuperar e ficar saudável novamente, continuei tomando os medicamentos e recebendo injeções fielmente, conforme o médico dizia. A partir de abril, fiquei preocupado com a perspectiva de cura da minha doença atual e pedi ao médico um diagnóstico de raio-X, que foi realizado. O resultado lançou uma sombra ainda mais escura sobre minha vitalidade. Descobri que meus pulmões, rins, fígado e medula espinhal, que eu nunca havia imaginado estarem doentes, também estavam comprometidos. Além disso, fui diagnosticado com oito doenças cardíacas. Até então, nunca havia desobedecido a uma única palavra do médico, e esse era o resultado. Diante disso, fiquei furioso, ressentido e desolado, e pressionei o médico: "Você não consegue curar minha doença?". O médico, parecendo também irritado, respondeu: "Bem, chame seus parentes e discuta o que fazer daqui para frente". Ao ouvir essas palavras, fiquei furioso, tomado por uma raiva incontrolável. E, embora ainda tivesse apego à vida, comecei a sentir uma resignação de "que seja o que Deus quiser". Minha fraqueza se intensificou gradualmente, a temperatura corporal caiu para 34 graus, o pulso ficou entre 140-150, e eu não conseguia mais ingerir nenhum alimento, ficando apenas à espera da morte. No início de maio, recebi claramente a "sentença de morte" da boca do médico. Meus parentes próximos vieram se despedir, mas eu não conseguia ver seus rostos claramente devido à visão enfraquecida, e eu mesmo me preparei para a morte, certo de que não havia mais jeito. Eu, que havia seguido fielmente as palavras do médico, no momento da morte, senti um imenso rancor por ele. Mais tarde, soube que ele havia dito à minha família que eu viveria mais dois dias. Ah, o dia memorável, foi 10 de maio de Showa 25 (1950). Meu amigo Takahisa Okubo (um convertido) veio me visitar de repente. E disse: "Komatsu-san, você pode achar estranho, mas..." e, colocando a mão sobre mim, fez uma introdução e disse: "Minha tuberculose foi curada com isso". Por cerca de uma hora, enquanto mantinha a mão sobre mim (realizando o Johrei), ele me falou sobre a preciosa Igreja Messiânica. Talvez por causa do meu estado de espírito, meu corpo ficou mais leve. E ele me disse que no dia seguinte traria o Mestre Yoshida, que estava na época pregando na região de Bibai, e eu imediatamente pedi que o fizesse. No dia 11, o Mestre Yoshida veio ao hospital e me concedeu o Johrei. Enquanto ouvia as várias palavras fortes e gentis do Mestre Yoshida, comecei a compreender vagamente que tudo o que eu havia feito até então só servia para piorar minha saúde. Assim, naquele mesmo dia, parei com os medicamentos e decidi confiar exclusivamente no Johrei. O que mais me surpreendeu foi que, com uma única sessão de Johrei, consegui comer, pela primeira vez em muito tempo, uma tigela inteira de comida comum servida pelo hospital, algo que antes eu não conseguia ingerir. Senti como se já estivesse curado e, pela primeira vez em dezenas de dias desde a internação, pude ter um sentimento de alegria e leveza. Em comparação com as palavras irresponsáveis e extremas do médico, graças ao Johrei gentil e cuidadoso do Mestre Yoshida, que superou até mesmo o carinho de um parente, minha doença incurável foi melhorando dia após dia. Depois que comecei a receber o Johrei, eu discutia com o médico quase diariamente. "Tome o remédio." "Se eu tomar isso, serei morto." "Tome o remédio de qualquer jeito." "Primeiro, você não conseguiu curar minha doença, não é?" As coisas eram assim, e a vida no hospital se tornou extremamente desagradável. No final de maio, ignorei a oposição do médico e tive alta. Na época, eu ainda não conseguia andar, então fui levado para casa em uma maca. Imediatamente, fui à igreja agradecer e recebi o precioso Ohikari. Após a alta, minha temperatura corporal voltou ao normal e, durante o dia, nunca mais precisei ficar de cama, conseguindo me esforçar. A partir do final de junho, comecei a ir a pé para a igreja. No caminho, caía na rua uma ou duas vezes por dia, mas, confiando na proteção divina absoluta, eu mesmo realizava o Johrei em meu coração e, em êxtase, entoava em voz alta as Palavras de Louvor (善言讃詞). Depois que comecei a ir a pé para a igreja, meu corpo foi gradualmente se ajustando. E passei a ser capaz de realizar o Johrei em outras pessoas por cerca de trinta minutos, e a alegria desse momento ficou gravada como a maior felicidade da minha vida. Só posso expressar minha imensa gratidão pela graça divina de Meishu-Sama. A partir de julho, talvez porque minha força física estivesse aumentando, recebi a purificação (御浄化) na forma de febre por vezes acima de 40 graus e diarreia violenta várias vezes ao dia (essa febre e diarreia continuaram até setembro). Antes, eu teria ficado extremamente assustado, mas passei os dias agradecendo a Deus por me conceder uma purificação como a de qualquer outra pessoa. No início de setembro, o Mestre Yamaguchi, que vinha ocasionalmente a Hokkaido para pregar, disse-me para me dedicar à pregação, mas eu hesitava por não ter confiança na minha força física. Então, recebi um conselho também do Mestre Yoshida. Naquela mesma manhã, recebi uma orientação em sonho de meus antepassado(s), então tomei a decisão e me preparei para participar da obra divina. No final de dezembro, pedi demissão da empresa onde estava afastado há dez meses devido à doença, preparei tudo para a pregação e, a partir de janeiro de Showa 26 (1951), vim para a região atual para iniciar o trabalho missionário. Desde que comecei a pregar, meu corpo, que antes me preocupava, graças à proteção divina, entrou em plena forma, e atualmente tenho a honra de estar entre os últimos lugares dos Ministros da preciosa Igreja Messiânica. Meishu-Sama, muito obrigado. Eu, cuja vida deveria naturalmente ter se perdido, mas foi salva, desejo dedicar-me à obra da salvação até que este corpo se desgaste. Peço, por favor, que continue a me conceder a proteção divina daqui em diante. (17 de agosto de Showa 27 - 1952) --- Este item é oferecido aos médicos do mundo. Revista 'Eikō' (栄光), nº 188, publicado em 24 de dezembro de Showa 27 (1952). --- Como sempre digo, todos os medicamentos são venenos; o testemunho a seguir, porém, prova de modo inequívoco quão terrível é o dano causado pelos antissépticos em particular. Mesmo os especialistas mais obstinados, ao lerem isto, não poderão deixar de franzir a testa. Diante desse fato, não há como não lamentar a cegueira da medicina moderna. Enquanto não perceberem isso, os pacientes pagarão caro e sofrerão grandes dores — e sua ignorância é surpreendente. O curioso é que nós, que descobrimos essa superstição, a denunciamos com base em evidências; eles, ao contrário, é que a consideram uma superstição. Não se pode negar que o cérebro deles é uma superstição ainda maior. Em suma, a medicina nada mais é do que "crime benevolente". --- O Espantoso Mal dos antissépticos Seihachiro Sato (24 anos) Igreja Média Nanko Bairro de Kita, Cidade de Beppu, Prefeitura de Oita Sobre este assunto, Meishu-Sama nos tem ensinado constantemente que é o maior veneno entre os medicamentos, e nós já o reconhecemos plenamente. Agora, porém, diante de um fato concreto, tenho um exemplo suficiente para explicar como os antissépticos trazem efeitos nocivos reais ao corpo humano e gostaria de publicá-lo. No início de julho, quando o sol do verão se tornava cada vez mais forte, fui, como de costume, ao distrito de Kamegawa, no subúrbio de Beppu, à casa de um fiel chamado W, para realizar o Johrei. Ao olhar para os rostos das pessoas que ali vieram, logo após saudarem Komyo-Nyorai, notei uma idosa desconhecida que expressava intenso sofrimento. Era a pessoa em questão. Descobri que essa idosa sofria de câncer de mama havia quatro anos. Soube também que, quatro anos antes, ouvira falar deste Caminho e recebera Johrei de uma fiel por três meses, mas não melhorou em nada — apenas piorou —, então parou. Pensando bem, naquela época ela mesma não compreendia o significado da purificação, e a mulher que aplicava o Johrei era apenas uma fiel comum, de modo que o local do Johrei provavelmente estava errado. Deixando isso de lado, o fato de ela não ter se submetido a cirurgia até hoje é um ponto positivo para nós. Perguntei imediatamente: "Por que não fez a cirurgia até hoje...?" Ela respondeu: "Ouvi falar deste Caminho e não quero usar medicamentos nem fazer cirurgia..." Esse pensamento, por si só, já se deve à imensa graça desta religião — e é por isso que ela sobreviveu até hoje. De fato, um corpo que nunca recebeu a faca de um bisturi e nunca usou medicamentos é tão forte. Seria um corpo assim tão forte, tão resistente à doença? Fiquei profundamente impressionado. E, para provar isso ainda mais, uma vizinha, cerca de dois meses depois, também desenvolveu câncer de mama. Dizem que ela continuou o tratamento exclusivamente com a medicina; por lhe dizerem que a doença ainda estava leve, foi operada em um hospital nacional, mas morreu em menos de seis meses. Realmente, a cirurgia é algo terrível — foi como se o médico a tivesse matado com a operação. Dessa forma, essa idosa — que sobreviveu até hoje, quatro anos, por não ter se submetido à cirurgia —, nos primeiros um ou dois anos, limpava ela mesma o pus que se dissolvia e saía do seio. Mas, como a quantidade de pus se tornou excessiva e ela não conseguia mais dar conta, passou a ir ao médico, onde uma enfermeira limpava o pus, colocava gaze esterilizada sobre o seio e enfaixava o peito. É uma velha realmente teimosa. A ferida que vi hoje, pela primeira vez, já não tinha mais volume algum na mama esquerda; ao contrário, a saliência do seio havia se dissolvido, formando uma cavidade. Era uma ferida gravíssima, com cerca de duas costelas visíveis. Ela se encontrava nesse estado grave. Ela insistia, orgulhosa, dizendo que, desde que teve câncer de mama, não usou nenhum remédio na ferida. Mas expliquei-lhe que o grande problema era justamente a troca da gaze esterilizada — e ela ficou surpresa. O fedor quando fiz o Johrei pela primeira vez era de um horror indescritível! No entanto, a dor que a atormentava naquele instante desapareceu com apenas uns dez minutos de Johrei. Há uma história interessante a respeito. Desde que começaram a trocar essa gaze, diz ela, a dor a atacava com violência extrema, certamente mais de três vezes ao dia. Além disso, a casa inteira ficava tomada por um odor pavoroso; dizem que era impossível andar atrás dela, de tão fedida. Tudo isso por causa dos antissépticos. Nesse mesmo dia, sugeri à idosa que seria melhor ela mesma conseguir a gaze e cuidar do pus que saía. Mas ela respondeu: "Bem, senhor! Eu gostaria de fazer isso, mas, com uma ferida tão grande e profunda assim, tenho até medo de olhar para ela..." — e não aceitou de jeito nenhum. No entanto, impressionada com o grande poder divino que, com apenas dez minutos de Johrei, aliviou a dor, ela voltou para casa animada, dizendo que, como não podia fazer sozinha, iria falar com o médico para, a partir do dia seguinte, levar gaze de casa e pedir que ele fizesse o procedimento sem usar antisséptico. No dia seguinte, bem cedo, ela já estava na casa de um fiel, esperando ansiosamente pela minha visita, e disse: "Senhor! O médico fez o que eu pedi. Ele já tinha desistido da minha doença, dizendo que não havia mais jeito, e falou: 'Bem, bem, enquanto você estiver viva, vou fazer do seu jeito', e fez tudo o que eu pedi." Esse médico H, com quem já conversei algumas vezes, é uma pessoa realmente notável. Mais do que isso, com palavras alegres, ela exclamou, com o coração saltitante: "Antes, eu sentia dor mais de três vezes por dia, mas ontem só doeu duas vezes. Fiquei muito feliz mesmo..." Assim, no quinto dia, ela finalmente deixou de ir ao médico e passou a fazer tudo sozinha. Então, uma semana depois, aconteceu algo. "Senhor! Finalmente a dor desapareceu. Aquela dor insuportável que vinha com uma violência terrível, que coisa abençoada! É verdade, aquela dor era realmente insuportável, e agora ela se foi..." Ela parecia muito feliz. E não era para menos: com uma ferida tão profunda, se a dor viesse, seria uma luta desesperada pela vida. E ela havia desaparecido... "Senhor, e mais uma coisa..." — falou com grande entusiasmo e tom alegre. "O quê? Não é que o fedor sumiu?" "Isso mesmo, isso mesmo, senhor! A casa inteira está em festa. Na hora das refeições e quando comemos qualquer coisa, aquele fedor era insuportável. Que coisa abençoada! Ó Komyo-Nyorai..." E ela chorava lágrimas de alegria. Dessa forma, como resultado de parar com os antissépticos e passar a ministrar o Johrei, (1) aquela terrível e insuportável agonia desapareceu instantaneamente, não ocorrendo nem uma vez por dia, e (2) aquele horrível fedor de pus desapareceu por completo. No entanto, o filho mais velho e a filha mais velha dessa idosa, ambos intrigados com o mistério de a ferida da mãe estar gradualmente melhorando, visitaram-me especialmente para expressar sua alegria e indagar sobre o poder da sabedoria maravilhosa. O primeiro ponto que levantaram foi: "Pelo senso comum, não, até mesmo cientificamente falando, o médico limpa o pus que sai todos os dias com gaze bem esterilizada, então deveria ser o contrário, não deveria haver fedor. No entanto, é justamente esse método que fede. Por outro lado, mesmo que a própria mãe troque a gaze, é em dias alternados, e mesmo trocando, ela não consegue limpar tão bem quanto o médico. Mas, na realidade, é o oposto: deixar a ferida sem trocar a gaze todos os dias resulta em menos fedor. Isso é realmente misterioso." Qualquer um pensaria assim, mas, quando expliquei a teoria do Mestre Meishu-Sama sobre a "transformação dos medicamentos em toxinas no corpo", mostrando a prova real, eles pareceram compreender. Além disso, várias outras histórias raras e curiosas se seguiram. Por fim, eles disseram: "Nossa mãe já foi recusada por todos os médicos, que disseram: 'Sua doença não tem mais tratamento, então não há outro jeito senão fazer o que quiser e esperar a morte.' E ver nossa mãe tão feliz graças ao senhor é realmente a alegria de toda a casa. Agora entendemos bem que não há outro caminho senão a fé neste caminho. Pedimos sua orientação." Ambos, maravilhados com o poder divino tão grandioso, compreenderam bem como os antissépticos prejudicam o corpo humano e, prosternando-se, pediram a proteção divina de Daikōmyō Nyorai para sua mãe e foram embora. (1º de novembro de 1952) --- Superstição Médica Publicado na edição 128 da revista 'Eikō', em 31 de outubro de 1951. Quero proclamar que o fato de a medicina moderna ser uma superstição magnífica é algo que só nós podemos dizer — e, ao mesmo tempo, é um problema grave que não pode ser ignorado nem por um dia. O que agrava ainda mais isso é a diferença abissal entre a medicina materialista e a nossa medicina religiosa, uma diferença que não se compara nem de longe, como a diferença entre a lua e a tartaruga. Apesar disso, as pessoas consideram a medicina como verdade e a nossa como superstição; dificilmente haverá algo tão incompreensível. Verdadeiramente dignos de pena, só posso chamá-los de "homens da cultura moderna". O exemplo a seguir ilustra bem isso; por isso acrescentei este texto. --- Diário do Johrei Por Kaiansei (Katsutoshi Egawa) Certo dia A esposa da papelaria Yamakawa entrou, contorcendo seu corpo obeso com vergonha, dizendo "Boa noite". Seu jeito estava diferente do habitual, e pensei imediatamente: "Ela veio para o Johrei". "Bem... a criança vizinha já se curou completamente, e vim para agradecer e também pedir seu auxílio. O vizinho pediu para entregar isto, como um pequeno agradecimento", disse ela, estendendo um saco de pão. E contou sobre a menina com otite média que, tendo vindo ontem e hoje, já estava curada. A dor desapareceu em um dia, o inchaço cedeu no segundo dia, e ela pôde ir para a escola com energia, o que a deixou muito feliz. Dizem que ontem, quando foi ao médico, ele disse que já estava curada e que não precisava mais voltar. A menina estava no segundo ano do ensino fundamental. Entrou água no ouvido direito na piscina, causando otite média. Durante mais de um mês, foi ao médico, tomou dez injeções de penicilina de quinhentos ienes e gastou sessenta ienes por sessão de tratamento, mas não melhorava nada. O médico disse que, se continuasse assim, teria que operar, raspando o osso, e não podia garantir se curaria ou não. A mãe estava preocupada, pois, se uma menina ficasse com uma cicatriz no rosto, teria problemas quando chegasse à idade de se casar. Mas, como foi informada pela papelaria, veio me procurar. E acrescentou que o médico disse que a cura viria quando o pus saísse do ouvido, e também que a criança estava desnutrida. A mãe a trouxe há cerca de dez dias. Dizer que a cura virá com a saída do pus é correto, mas aplicar injeções de penicilina para evitar que o pus saia é uma clara contradição. Senti que estava vendo claramente o erro da medicina moderna. Pensei que, como ela estava tomando injeções, poderia demorar um pouco mais; então pedi que a trouxessem todos os dias depois da escola e fiz o Johrei. Havia forte rigidez na região afetada, é claro, e também na nuca e no bulbo; o estômago igualmente estava em purificação. Isso explicava por que ela achava as aulas e os deveres de casa difíceis; ali também estava a causa da desnutrição. Expliquei que não era só o ouvido, mas o corpo todo que melhoraria. A mãe, contente, disse: "Peço-lhe encarecidamente, mesmo sendo incômodo", e observava o Johrei com expressão de quem não estava muito segura. O resultado foi que, com três purificações, a otite média sarou completamente. No entanto, fiquei estupefato ao saber que, enquanto fazia a purificação, ela também continuava indo ao médico. Eu já havia explicado à mãe sobre a toxicidade dos medicamentos e, ao ver a gaze colocada no ouvido, disse que a retirasse imediatamente. Mas, como ela a deixou, não pude retirá-la à força com minhas próprias mãos. Não ter percebido que o médico trocava essa gaze diariamente foi um erro meu. Dizem que, como ela melhorou de repente, o médico estranhou... E a esposa da papelaria, sem necessidade, contou que, no dia seguinte, o vizinho disse que, como não precisava mais pagar o médico todos os dias, iria fazer compras na loja de departamentos. Eu ri, pensando: "Então o agradecimento a Deus são dez pães doces?" Minha esposa comentou: "Mas, quando penso que aquela menina melhorou e não virá mais, fico um pouco triste." Veio-me à mente sua imagem adorável: envergonhada de vir sozinha, sempre trazia um amigo; ao abrir a porta da entrada, diziam "Com licença" em coro, colocavam a mochila e a sacola de sandálias, sentavam-se diante de mim e, na hora de ir embora, despediam-se em coro dizendo "Até logo". A esposa da papelaria era obesa por retenção de líquidos, pesava cerca de 71 quilos (dezenove kan), com peso nas pernas e na cintura, falta de ar, menstruação irregular e dores de cabeça. Costumava dizer que, ultimamente, estava cansada de viver. Há dois anos, eu lhe falava sobre o caminho, mas ela dizia que não acreditava que uma doença pudesse ser curada com um método tão tolo e não dava a mínima atenção. Mesmo assim, preocupada com o ganho de peso acelerado dos últimos tempos, ela se lembrou de mim e pediu que a vizinha a apresentasse. No entanto, ao ver o efeito extraordinário, incomparavelmente superior ao do médico, ela finalmente se sentiu disposta a receber o Johrei. Quando ela entrou dizendo "Boa noite", tive um sentimento complexo, pensando: "Então ela finalmente veio". Essa é a razão. É claro que, apenas ouvindo falar, não se pode acreditar no Johrei, e as pessoas pensam que os relatos de graças são invenções (talvez porque o estilo dos relatos de graças da 'Eikō' seja um tanto semelhante). Fazer com que essas pessoas recebam o Johrei é um grande trabalho. É costume comum das pessoas da cidade só conhecerem o poder de Deus após experimentá-lo pela primeira vez. Assim como a mãe da criança com otite média, que paga o tratamento médico mesmo à força, mas sente relutância em dar até mesmo um centavo de agradecimento a Deus, que cura sem dor. Essa é uma forma de pensar comum às pessoas do mundo de hoje. No momento do Juízo Final da humanidade, que se aproxima, sinto-me ao mesmo tempo alegre e melancólico ao pensar se aqueles que zombaram e difamaram nossa obra de salvação virão, como a esposa do dono da papelaria, de cabeça baixa e semblante envergonhado, buscar a salvação. (5 de outubro de 1951) Comparação entre Johrei e Medicina 'Eikō' nº 194 — 4 de fevereiro de 1953 Sobre isso, sempre digo a mesma coisa, e não haveria necessidade de escrever agora, mas o relato de graças a seguir é tão claro que não pude deixar de escrever este texto. No entanto, o que devemos considerar aqui não é que o Johrei é superior à medicina, mas sim quão terrível é o tratamento médico. E ninguém percebe esse tratamento médico absurdo; pelo contrário, confiam nele e até entregam suas vidas. Não há outra escolha senão achar isso estranho. Vou escrever o motivo. Isso se tornou claro porque foi descoberto o verdadeiro método de cura das doenças, o Johrei. Se não fosse assim, as pessoas não pensariam que o tratamento médico piorou a doença; mesmo com o médico se esforçando tanto, o paciente pensaria que a doença é maligna, e o médico também explicaria dessa forma. Que mundo terrível, não acham? A Proteção Divina do Deus Venerável e a Insensatez da Medicina Moderna Cidade de Fujioka, Distrito de Sunto, Província de Shizuoka Igreja Média Minori, Fusako Saito (42 anos) Agradeço imensamente pela inúmera proteção divina do Meishu-Sama. Permita-me relatar parte da purificação e proteção divina que recebi ao realizar o Johrei para o Sr. Hisaji Ozawa (39 anos). Foi por volta de 10 de junho. Ouvi dizer que o Sr. Ozawa estava de repouso. Embora parecesse saudável no dia a dia, com frequência reclamava de dores de cabeça e descansava; nessas ocasiões, parecia tomar injeções de penicilina. Pensando em ajudá-lo, fui visitá-lo imediatamente. "Sr. Ozawa, como está?", perguntei. Ele abriu os olhos semicerrados e disse: "Estou na mesma, é um problema". Parecia que, se mantivesse os olhos abertos por muito tempo, o quarto começava a girar. Tirei a bolsa de gelo e coloquei a mão em sua testa; estava fria como gelo, mas ele reclamava que o gelo não estava fazendo efeito e, coberto com três cobertores, dizia sentir frio. Naquele dia, mesmo realizando o Johrei, ele não pareceu sentir nada, mas eu disse: "Se não tirar o gelo, a tontura vai piorar e você não conseguirá se levantar". "O médico disse que era pneumonia no início, mas agora diz que é no peito. Estou tão fraco, de qualquer forma não vou durar muito", disse ele, que em tempos normais era imprudente, com uma voz completamente diferente. "A doença do Sr. Ozawa não é no peito; se a cabeça melhorar, está tudo bem. Vamos orar com o mesmo espírito de sempre para que melhore logo. Eu também farei o possível para vir todos os dias", disse eu, e no caminho de volta encontrei a esposa dele. "Quando estou em casa, o doente reclama que não estou trabalhando na roça, e quando vou para a roça, ele diz que estou fugindo de cuidar dele e me atormenta. É difícil voltar para casa, mas também não posso abandoná-lo sozinho", disse ela com lágrimas nos olhos. Era realmente uma situação deplorável. Eu também, ao voltar da montanha todos os dias, corria para lá, mas, como era época de colheita, só podia ir após o pôr do sol. Depois de uma semana, a bolsa de gelo pela qual ele tanto ansiava estava pendurada no alto, seu corpo estava aquecido e a má coloração do rosto já cedia lugar a sinais de vitalidade. Agora ele esperava ansiosamente pela minha visita. O médico, que até então dizia "uma doença dessas não melhora tão cedo", ficou surpreso ao vê-lo tão recuperado. Em um dia chuvoso, ele disse: "Hoje o médico veio e disse que não há mais necessidade de tirar radiografias. Sinto que posso fazer qualquer coisa. Comi dez bolinhos de arroz, que adoro", e esfregava os braços, radiante. Aconselhei-o a não se esforçar de repente e me despedi. No caminho, repeti várias vezes "Obrigado, Meishu-Sama", e uma alegria indescritível brotava em meu coração. No dia seguinte, fui para Toyama e pensei em descansar, pois estava tarde, mas algo me incomodava. Perguntei a um vizinho e ele disse: "Pela manhã, ele estava muito animado e conversando muito, mas depois do meio-dia o médico veio, e um pouco depois ele começou a se sentir mal, com dor de cabeça, e estava gemendo". "Ele tomou injeção?", perguntei. "Ele disse que se sentiu mal cerca de duas horas depois da injeção", respondeu o vizinho. Quando ouvi isso, não pude deixar de dizer: "Foi por causa disso que ele piorou". Ontem ele estava tão feliz, e mesmo assim, depois de dar a garantia de que não havia necessidade de radiografias e que estava tudo bem, por que ele aplicou a injeção? Senti uma angústia imensa. "É isso. Esta noite, é melhor que sejamos levados a saber qual é mais digno de gratidão: a proteção do Deus Venerável ou o médico", pensei, mas no fundo do coração pedia perdão: "Meishu-Sama, por favor, perdoe-me". Mesmo assim, não me sentia disposta a sair. Mesmo durante a saudação noturna, só via o rosto do doente. À mesa do jantar, custava-me pegar nos hashis e não queria conversar. Ah, esse sentimento... Como sou a única na minha família que se converteu e, por várias razões, ainda não consagramos a Imagem da Luz Divina, todas as manhãs e noites, em frente ao caractere 'Nikko' (Luz do Sol), que serve como substituto, eu acalmava meu coração perturbado. "Talvez eu seja acordada esta noite", pensei, e quando estava quase cochilando, ouvi batidas na porta e "Boa noite, boa noite". Ao acordar, era inconfundivelmente a voz da esposa daquela casa. "Desculpe, mas por favor, levante-se. É muito tarde e sinto muito, mas preciso do seu favor. Ele está fazendo uma grande confusão por causa da dor de cabeça, e disse que se eu não fosse buscá-la, ele mesmo iria de bicicleta, mas caiu, e está descontando a frustração em mim", disse ela. Fui imediatamente. Ao chegar, vi uma cena completamente diferente da de ontem. Seus olhos estavam injetados e revirados, ele tremia de frio, gritando "Coloquem a bolsa de água quente", e estava incontrolável. Entoei o norito Zengen-Sandji e realizei o Johrei na cabeça, e a purificação foi se intensificando. Ele alternava entre falar coisas sem sentido e voltar a si, repetindo isso. De repente, ele se levantava de um salto e gritava: "Minha cabeça está se desintegrando no ar. Meu corpo está flutuando no céu. Rápido, pegue o Yoki e parta minha cabeça". "Meu pai, que morreu há três anos, veio me buscar e está ali", apontou e disse: "Já era". Involuntariamente, nossos olhos se encontraram. Foi então que me lembrei de que havia emprestado o livro 'Tijotengoku'. Rapidamente, coloquei a imagem de Kannon-Sama da capa diante do tokonoma e orei por proteção divina. Orei também ao Buda e entoei o norito. Então, a imagem do Meishu-Sama surgiu diante de mim, sorrindo. "Meishu-Sama, ajude-me", supliquei, e Ele parecia ainda mais "interessado". Aproximei-me do doente, e ele disse: "Irmã, desta vez estou lhe devendo um cuidado que nem mesmo um parente teria. Mas meus olhos estão turvos e não consigo mais ver". Dizendo isso, foi adormecendo, ainda gemendo. Logo o leste do céu clareou, e já passava das quatro horas. A esposa, preocupada com o estado dele, consultou-me sobre várias coisas. Finalmente, ela perguntou: "Posso chamar o médico?". Como eu, mesmo confiando, não podia impedi-la, disse: "Não tem problema". Quando deu cinco horas, os vizinhos começaram a se reunir para visitá-lo, então voltei para casa. Fiz o norito matinal e pedi: "Devo continuar assim ou é melhor parar? Por favor, ensinai-me". Novamente, a imagem do Meishu-Sama surgiu, como se movesse as mãos, dizendo "Faça". Apenas me prostrei agradecida e quis ir imediatamente, mas pensei que não deveria impor minha presença, já que a outra parte não conhecia o mensageiro do sagrado Caminho. Fui visitá-lo à tarde, e ele ainda dormia profundamente. A esposa disse: "Fui chamar o médico às seis da manhã, mas ele disse que não podia ir porque hoje havia necropsia. Sinto muito, mas por favor, peço que cuide dele". Ao ouvir isso, fiquei surpresa com a proteção divina. Graças a isso, essa purificação durou cerca de três dias, com diarreia intensa e muito suor, e ele ficou muito fortalecido. O médico, curiosamente, parou de vir. Agora, ele pode ir a qualquer lugar, recebendo ocasionalmente purificações leves. Foi uma proteção divina preciosa, pois, felizmente, o médico não veio, e pude perceber claramente a diferença entre isso e a medicina moderna. Meu marido, que até então não entendia, agora também começou a receber a Luz junto com o Sr. Ozawa. Agradeço profundamente por mais essa proteção divina. Meishu-Sama, muito obrigada. (16 de outubro de 1952) O Descrente Tira o Capacete 'Eikō' nº 195 — 11 de fevereiro de 1953 O fato de o Johrei curar mesmo quando se duvida dele é uma característica peculiar da nossa Igreja. A pessoa que escreveu o relato de graça ao lado era como um inseto dentro de uma lata, mas foi trabalhada por Deus repetidamente, até que, querendo ou não, acabou salva à força. Por isso, li o relato com um sorriso. São exemplos individuais e pequenos, mas, à medida que o tempo avança, multidões de milhares ou dezenas de milhares também se curvarão sem dificuldade. A grandeza do poder divino é, portanto, inimaginável. No final, todas as pessoas do mundo, sem exceção, juntarão as mãos em prece; é bom esperar por esse momento com alegria desde já. Salva de uma Gravidez Ectópica Fatal Vila Yakken, Distrito de Hashima, Província de Gifu Igreja Média Hakkō, Toshio Katagiri (38 anos) "Vocês dois, em vez de servirem sempre aos médicos e farmacêuticos, deveriam confiar no Komyo-Nyorai. Eu fui curada do meu mioma uterino sem cirurgia, recebendo a graça. Qualquer doença pode ser curada com a graça." "Eu não sei que Komyo-Nyorai ou que deus tão maravilhoso é esse, mas não acredito nisso. Cunhada, isso é nervoso. Existe algum deus neste mundo? Eu estive no exterior durante a guerra e experimentei isso em primeira mão. Além disso, não gosto que me imponham coisas." "Bem, tanto faz. Vou fazer o Johrei para você." "Se quiser fazer, faça à vontade..." "Então, sente alguma coisa?" "Nada. É melhor parar com essa bobagem..." Essa troca de palavras, que mais parecia uma discussão do que um diálogo, aconteceu em maio, quando as folhas verdes estavam exuberantes. Minha cunhada (irmã mais velha de minha esposa), Masuko Tanaka, estava prestes a ser operada de um mioma uterino, mas, por sorte, foi salva pelo Komyo-Nyorai e, além disso, curada de sua dor de cabeça crônica. Ela recebeu o Ohikari e estava no auge da alegria. No entanto, eu não era um ateu completo; fazia minhas orações matinais e noturnas e acreditava que aqueles que nascem neste mundo devem confiar em algo maior. Pensava que nada poderia ser feito apenas com a força de um ser humano pequeno e fraco. Mas, como resultado daquela grande guerra, minhas convicções anteriores foram completamente destruídas. Como poderia acreditar nas palavras de minha cunhada, com esse coração e corpo tão marcados? Diante da insistência tão fervorosa de minha cunhada, acabei pensando: "Está bem, se ela quer tanto fazer o Johrei, que faça à vontade." Comecei a receber o Johrei, mas, mesmo durante a sessão, respondia às palavras frustrantes de minha cunhada em tom de briga. Simplesmente não dava ouvidos ao que ela dizia. "Mesmo que eu tenha dor de cabeça ou dor de barriga, uma injeção resolve. Como trabalhei em um hospital de campanha durante a guerra, até mesmo para minha família, trato doenças simples com uma injeção. É ridículo pensar que passar a mão sobre o corpo pode curar doenças", era o que eu pensava. "Você diz que uma injeção resolve, mas, como prova de que não está curado, você está sempre tomando injeções ou remédios. Você não sabe, mas todos os remédios e injeções que tomou até agora se transformaram em toxinas medicamentosas que permanecem em seu corpo. O Johrei dissolve essas toxinas e purifica seu corpo. Em breve, essas toxinas serão eliminadas."... Mas, curiosamente, à medida que as sessões de Johrei se repetiam, meu ânimo ficava mais leve e eu me sentia melhor. Era diferente de quando eu usava medicamentos. Por mais que pensasse "isso é um absurdo", diante dos fatos, não havia o que fazer. Sem perceber, comecei a ansiar por receber o Johrei junto com minha esposa, e isso se tornou uma alegria que não podia evitar. Comecei a devorar várias publicações da Igreja Messiânica. Minha esposa vinha se queixando de dores lombares havia cerca de um ano, mas sempre se aliviava com injeções do médico. Desta vez, porém, seguindo o conselho de minha cunhada, pedimos o Johrei ao presidente da igreja. Dois ou três dias depois, ela começou a receber a purificação. No entanto, minha língua venenosa, fruto da minha teimosia, acabou irritando minha cunhada, que parou de fazer o Johrei para mim. Naquela época, eu desejava profundamente receber o Johrei, mas meu coração e minha boca não se alinhavam. Sentia-me frustrado comigo mesmo, não gostava de pedir por conta própria e, quando ia à casa de minha cunhada sem dar na vista, ela fingia não me notar (dizem que ela entendia bem meus sentimentos...). Finalmente, não aguentando mais, pedi à minha esposa que intercedesse por mim, e assim pude receber o Johrei junto com ela. Primeiro, tive a honra de me converter. Foi então que, na noite de 21 de agosto, minha esposa começou a sentir fortes dores abdominais. No dia seguinte, 22, ela recebeu o Johrei do presidente da igreja. Por volta das 3 horas da madrugada do dia 23, ela teve uma grande purificação. Assustados, pedimos o Johrei à minha cunhada, ao casal de fiéis Hayashi, a Yoshie Katagiri etc., mesmo sendo madrugada, e também chamamos uma parteira. (Peço desculpas pelo atraso, mas minha esposa estava com uma gravidez ectópica.) "Isso não vai dar certo sem consultar um médico", disse a parteira. Minha cunhada perguntou: "Vai ao médico ou confia no Komyo-Nyorai? Decida-se..." "Confio no Komyo-Nyorai. Por favor, alivie minha dor rapidamente", roguei do fundo do meu coração. Imediatamente, minha cunhada, sem se importar com o incômodo, telefonou para o presidente da igreja. Felizmente, o Mestre Kurimoto veio como substituto e, com grande gentileza, fez o Johrei, aliviando minha esposa. Essa alegria foi indescritível, tanto em palavras quanto por escrito. Seguindo as instruções do Mestre Kurimoto, fizemos uma placa memorial para a criança que minha esposa havia abortado no ano anterior. Quando o Mestre Kurimoto veio novamente e realizou a cerimônia de consagração, algo semelhante à placenta foi expelido, e minha esposa se sentiu aliviada novamente. No entanto, durante a noite, ela começou a sentir dores intensas de novo, a parte inferior do corpo ficou subitamente fria e seus olhos, turvos. Ficamos assustados e confusos, pensando que seria o fim. "Mais alto que as montanhas, mais profundo que o mar, é a profunda graça do Deus da Salvação." Exatamente como no hino, minha esposa, que parecia não ser mais deste mundo, sob o grande poder divino que se acumulava, expeliu a placenta no quarto dia. A partir de então, a purificação prosseguiu sem problemas, e finalmente pudemos entrar em uma vida de gratidão sincera, ambos como casal. Minha esposa também teve a honra de receber o Ohikari. A Ti, Mestre Iluminado de grande compaixão e grande misericórdia, e ao Komyo-Nyorai, que derramam profunda graça mesmo sobre pecadores como nós, que agimos com palavras e ações tão terríveis diante de Deus, muito obrigado. Nós, o casal, despertamos da ignorância. "Mesmo louvando, não se pode louvar o suficiente a grande felicidade; nem a caneta nem as palavras podem expressá-la. Embora eu seja fraco, permite-me dedicar-me ao Caminho, ó Deus Itsumo." A partir de agora, conforme os ensinamentos, prometo dedicar-me, ainda que com minhas forças limitadas, à construção do Paraíso Terrestre. (26 de novembro de 1952) Especialistas, como veem este fato? Eikō nº 195, publicado em 11 de fevereiro de 1953 Os surpreendentes milagres de cura da nossa Igreja podem ser compreendidos à primeira vista, mesmo lendo apenas uma edição do jornal 'Eikō'. Se isso não é possível, é prova de quão profundamente a superstição médica está enraizada. O relato de graça ao lado não difere em nada dos milagres de Cristo. Gostaria de saber o que um terceiro pensa ao ver este artigo. O fato de que mesmo curada da encefalite japonesa a pessoa fica inválida para o resto da vida é algo amplamente divulgado pela medicina, e todos sabem disso. Para nós, porém, isso é quase ridículo. Mesmo conhecendo este maravilhoso efeito curativo do Johrei da nossa Igreja, aqueles que ainda observam de longe, hesitando e vacilando, dificilmente negarão ser chamados de portadores de paralisia nervosa. Como acima, pode haver quem se irrite com esta forma de escrever tão ousada, mas não se trata de teoria ou conceito: é o relato de fatos vivos; portanto, não há como negar. Salva da Encefalite Japonesa Considerada Incurável Cidade de Yoshiwara, Província de Shizuoka Igreja Média Kamiyama (não convertida), Tomiko Sugiyama (36 anos) Prostro-me diante de Meishu-Sama e ofereço minhas palavras de agradecimento pelo fato de minha filha, Yoshiko (6 anos), que se tornara um cadáver vivo neste mundo, ter recebido a salvação, como que ressuscitando dos mortos, pelo grande poder de Meishu-Sama. Minha segunda filha, Yoshiko, contraiu a terrível encefalite japonesa em 30 de agosto do ano passado. Até o dia anterior, estava tão saudável, e vê-la tão mudada me fez quase enlouquecer. A febre alta e as convulsões incessantes continuavam dia e noite. Durante dias e noites, aplicamos compressas de gelo, soro Ringer e micina. No fim, trocamos de médico e retiramos líquido da medula espinhal várias vezes. A agonia dela naquela época era uma visão cruel e insuportável. Esgotamos todos os recursos. Sua vida foi salva, mas ela não era apenas uma inválida: mal mantinha a vida. Naturalmente, suas funções cerebrais estavam completamente perdidas, com paralisia total do corpo, como uma água-viva. Mesmo chamando "Yoshiko! Yoshiko!", ela não respondia a nada. Quantas vezes engasgamos com lágrimas de tristeza? Se ao menos sua cabeça pudesse melhorar, esse era meu desejo angustiante. Foi em 21 de outubro. De repente, alguém me sugeriu: "Talvez o Johrei da Igreja Messiânica possa curá-la. Por que não tenta?" Imediatamente, fui à casa de uma fiel que morava perto, a Sra. Ota, contei a situação e roguei sinceramente: "Por favor, salve-a, de qualquer forma." À tarde, a Sra. Ota veio, mas, ao ver a aparência tão lastimável de Yoshiko, pareceu ficar chocada. Imediatamente, começou a fazer o Johrei, passando as mãos sobre ela. Meu marido e todos nós observamos atentamente para ver o que aconteceria. Dez minutos, vinte minutos... e, diante de nossos olhos, o suor começou a brotar por todo o rosto de Yoshiko. Quando tirei o cobertor, pensando que ela estava com calor, ela disse uma palavra: "Quente." Em seguida, começou a dizer: "Ne, nen-nen, ne-kaachan" e "Neko, neko, neko..." Ah, que milagre foi aquele! A voz de minha filha, que não ouvíamos havia cinquenta dias. As lágrimas brotaram sem parar. Diante do milagre de Cristo, que hoje se manifestava diante de nós, e ainda por cima sobre minha filha, diante da misericórdia do Grande Deus, só podia curvar a cabeça repetidas vezes, agradecendo. No dia seguinte, ela passou o dia inteiro cantando. Assim, a cada sessão de Johrei, ela melhorava. Por volta de uma semana, suas funções intelectuais estavam quase normais. Por volta de duas semanas, ela já conseguia se virar na cama. Por volta da terceira semana, ela já conseguia falar, e na quarta semana, já percebia suas necessidades fisiológicas. Em 22 de novembro, a alegria de vê-la andar pela primeira vez foi indescritível. Completado um mês de Johrei, ela estava completamente curada em tão curto espaço de tempo. Ao vê-la brincando e se divertindo, ninguém acreditava que ela voltaria ao normal; até mesmo sua vida no dia seguinte era considerada duvidosa. No entanto, recebemos uma salvação como num sonho, e meu coração está transbordando apenas de gratidão. Meishu-Sama, muito obrigada. Recebi imediatamente o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e, em agradecimento pela salvação recebida, desejo salvar o maior número possível de pessoas e retribuir, ainda que seja uma milionésima parte da graça recebida. (17 de dezembro de 1952) A Doença e o Poder do Outro Quando se recebe o Johrei desta Igreja, é desnecessário dizer que muitos duvidam desde o início. Pensam: “Como pode uma simples imposição das mãos curar uma doença? Isso é um absurdo.” Portanto, ninguém acredita, de início, que será curado. Se, por acaso, alguém conta que realmente se curou, a frase feita é: “Isso porque chegou a hora. Se curasse assim, não precisaríamos de médicos nem remédios.” Por isso, só quem realmente experimentou pode entender. Assim, apresentando o máximo possível de relatos de graças recebidas, uma pessoa comum, ao ler, deveria pensar: “Realmente, faz sentido.” O relato a seguir é um exemplo que melhor comprova isso. Diário de Johrei Por Kaiansei (Katsutoshi Egawa) Certo dia do mês X “A senhora poderia cuidar desta criança por um instante?”, disse a vizinha, deixando uma menina de cinco anos. “Lá vem ela com o mesmo truque de sempre”, pensei, trocando olhares com minha esposa e rindo. A criança parecia ter chorado, pois seu rosto estava marcado por lágrimas e ranho. “Está com dor de barriga?”, perguntei. “É, faz Johrei em mim”, ela respondeu. Já havia curado dores de cabeça e de estômago dela com Johrei duas ou três vezes antes; então, quando fica doente, ela vem dizendo: “Vizinha, faz Johrei em mim.” As crianças são sinceras, mas os pais, por orgulho e má vontade, mesmo sabendo muito bem dos benefícios do Johrei, em vez de pedirem “faça Johrei”, deixam a criança dizendo “cuide dela por um instante”. E, quando calculam que o Johrei terminou, vêm buscar a criança dizendo: “Muito obrigada.” Às vezes, fico irritado com essa tática tão evidente, mas, pensando que a criança não tem culpa, mudo de ideia e peço a Deus que me permita purificá-la. Cerca de trinta minutos depois, ela veio buscar a criança como de costume, dizendo: “Muito obrigada pelo cuidado.” Quando disse: “Parece que ela tem vermes na barriga; por favor, traga-a de novo”, ela respondeu de forma provocativa: “Ah, então era por isso que ela estava choramingando. Vou comprar um vermífugo agora mesmo”, e foi embora. Esse casal de vizinhos é raro em sua teimosia. Mesmo vendo e sabendo que minha esposa teve sua perna ruim curada por Deus, eles não reconhecem, dizendo que “chegou a hora de curar”. No entanto, quando a filha deles adoece, trazem a criança para eu cuidar. Nunca dizem “por favor, faça a purificação”. Mesmo quando vêm à minha casa, desviam o olhar da Imagem da Luz Divina do Komyo-Nyorai, nunca a encaram. Quando toco no assunto de Deus, eles desviam a conversa. Certa vez, quando o parto estava próximo, as hemorroidas pioraram e, após sofrer com dores insuportáveis que não a deixavam dormir nem à noite, foi ao hospital e fez uma cirurgia. Porém, naquela noite, sofreu com dores ainda mais intensas, suando frio. Provavelmente foi porque cortaram antes de supurar completamente. Nessa ocasião, ela veio pedir: “Faça uma simpatia para mim.” Quando fiz o Johrei, cerca de duas horas depois, saiu muito pus, e ela conseguiu dormir profundamente e confortavelmente naquela noite, agradecendo. Quando sugeri que ela recebesse um Ohikari e pedisse proteção divina, ela escapou com uma resposta evasiva: “Da próxima vez...” Parece que ela é boa nos negócios e ganha dinheiro de forma agiota, mas é uma avarenta e é odiada por toda a vizinhança. Quando uma criança cai na rua, ninguém a ajuda a levantar. As crianças da vizinhança, claro, não brincam com a filha deles, que só vem brincar na minha casa. Com acidentes de trânsito e desastres envolvendo seus empregados, o dinheiro acaba saindo para lugares inesperados. Isso provavelmente aumenta ainda mais seu apego e desejo por dinheiro. Quando lhe ensinei que, se tiver fé, o dinheiro não foge de casa, ela disse: “Você está tentando me enganar com esse truque?” Desde que nos tornamos seguidores da Igreja Messiânica, nossa casa se tornou mais iluminada e nossa vida mais estável, o que parece incomodá-la. Quanto a essas pessoas, eu realmente desisti. Em algum momento de suas vidas, talvez chegue a hora em que se apegarão a Deus. A única preocupação que tenho é se elas estarão a tempo para o julgamento de Deus. (17 de julho de 1951) Comparação com a Medicina 'Eikō' nº 101 — 25 de abril de 1951 Costumo dizer que a eficácia do Johrei desta Igreja é muitas vezes superior à da medicina. O exemplo a seguir demonstra isso claramente. Afinal, é uma comparação entre Johrei e tratamento médico do ponto de vista de um especialista; portanto, é clara e não deve deixar margem para dúvidas. Gostaria que os senhores especialistas lessem este fato. Relato de Experiência como Parteira Rua Hitamachi, Cidade de Beppu, Prefeitura de Oita Igreja Média Nanko, Noriko Nakamachi (55 anos) Gostaria de relatar dois ou três exemplos de abortos espontâneos que atendi como parteira. Exemplo 1: Uma gestante de 35 anos, com suspeita de gravidez de três meses, apresentava calafrios, febre e lóquios fétidos, ou seja, um aborto séptico. Fiz Johrei na cabeça e na parte superior do corpo por cerca de cinco a seis minutos, e da articulação sacroilíaca em direção ao útero por cerca de vinte minutos, e da sínfise púbica em direção ao útero por cerca de vinte minutos. Como resultado, a febre desapareceu; além de saírem fragmentos do tamanho de uma fava (duas ou três vezes) e outros do tamanho de um feijão azuki ou de um grão de arroz (várias vezes), os lóquios diminuíram dia após dia e, no quinto dia, houve cura completa. Exemplo 2: Uma mulher de 40 anos, com suspeita de gravidez de dois meses, teve um aborto espontâneo. Com dores de parto e sangramento em dobro do fluxo menstrual, estava sem dormir havia dois ou três dias. Com uma única sessão de Johrei, igual ao primeiro exemplo, o sangramento reduziu pela metade, a insônia foi curada e, com a segunda sessão, o sangramento parou completamente, sem anormalidades posteriores. Exemplo 3: Uma gestante com suspeita de gravidez de três meses escorregou em uma ladeira lamacenta, batendo as nádegas. Depois, viajou por cerca de duas léguas em uma estrada de montanha esburacada, balançando dentro de um ônibus. Ao chegar em casa, começou a sangrar naquela noite. No dia seguinte, fui visitá-la e havia sangramento moderado com dores de parto frequentes. Também com o Johrei, igual ao primeiro exemplo, as dores de parto pararam e o sangramento ficou no nível de um período menstrual normal. Disse: “Não precisa se preocupar com isso. Voltarei amanhã. Pode ir ao banheiro livremente”, e fui embora. A partir do dia seguinte, com Johrei semelhante ao anterior, a quantidade de sangramento diminuiu dia após dia, curando-se completamente no sexto dia. Considerando esses três exemplos, com o tratamento médico convencional, a maioria teria que passar por uma curetagem. Portanto, a maioria seria internada, receberia injeções de anestésico para a curetagem, além de injeções de antissépticos e medicamentos orais. E levaria cerca de uma semana para a cura completa. Ou, se por algum motivo a cirurgia fosse necessária, mesmo usando injeções hemostáticas e antissépticas, medicamentos orais, compressas de gelo e repouso, esperando a evolução natural, seria comum a eliminação de coágulos do tamanho de um ovo de galinha ou de uma fava, restos de placenta e outros fragmentos, junto com uma quantidade considerável de sangramento, e normalmente não se eliminaria completamente em uma semana. Deixando de lado o primeiro exemplo, que já estava em estado de putrefação, nos outros não houve coágulos ou material placentário, e a quantidade total de sangramento foi extremamente pequena e a evolução foi rápida. Do ponto de vista do conhecimento médico convencional, isso parece estranho; mas, considerando este Caminho, deduzo que as substâncias nocivas são eliminadas em forma líquida e as úteis são reabsorvidas nos tecidos. Do ponto de vista do conhecimento médico convencional, o material principal ainda deveria permanecer, causando sangramento ou putrefação posterior e prejudicando o corpo da mãe. No entanto, mesmo após um ano, essas pessoas estavam saudáveis e trabalhando ativamente, e algumas até engravidaram novamente a partir daquele dia e tiveram partos normais conforme o previsto. Primeiro relatório (20 de março de 1951) Leucemia e Outras Doenças São Curadas Sem Dificuldade 'Eikō' nº 205 — 22 de abril de 1953 Recentemente, tentou-se curar com transfusões de sangue um caso de leucemia em uma criança de seis anos, que foi notícia em vários jornais. Várias crianças se revezaram para doar sangue e, apesar da substituição completa do sangue, a criança acabou morrendo. Por esse exemplo, pode-se entender bem a imaturidade da medicina. Em contraste, o relato de graça a seguir curou completamente a leucemia em uma semana, mostrando uma diferença incomparável entre o tratamento médico e o Johrei. Ao ler isso no jornal, fiquei simplesmente estupefato. No entanto, o que sempre lamento é que, apesar de este método de Johrei ser tão maravilhoso, tanto os médicos que o conhecem quanto os que não o conhecem fazem os pacientes pagarem caro por tratamentos caros, fazem-nos sofrer e, no final, chegam a tirar-lhes a vida. Não há palavras para descrever isso. Se a medicina pudesse curar tão bem quanto o Johrei, isso certamente se tornaria um grande problema para o mundo médico. Portanto, ao pensar nisso, não podemos deixar de sentir que o esforço de Deus é realmente precioso demais. Minha Filha, com Leucemia Incurável pelos Médicos, Foi Salva Cidade de Mino, Distrito de Miyoshi, Prefeitura de Tokushima Igreja Média Seirei, Satomi Okusaka (39 anos) Meishu-Sama, muito obrigada pela proteção divina diária. Lembrando, em junho de 1952, minha segunda filha, Mieko, foi salva de uma situação desesperadora pelo imenso poder de Deus, e vivo dias de gratidão. Na época, com seis anos, Mieko frequentava o jardim de infância desde abril. Por volta de meados de maio, ela começou a ficar sem energia e seu apetite diminuiu gradualmente. Ela continuou indo à escola de alguma forma, mas o grau de fraqueza aumentava progressivamente. Ela acabou perdendo a força de vontade para ir à escola, que frequentava com prazer. A partir dessa época, ela começou a ter febre todas as noites. Especialmente quando colocava a mão em sua barriga, sentia uma febre alta surpreendente. Consultamos um médico. Quando contei a evolução ao médico, ele aplicou uma injeção de "penicilina" e deu remédio para enema. Ao chegar em casa, fiz a lavagem intestinal e ela evacuou uma pequena quantidade. Com isso, ela se sentiu um pouco melhor e, como insistia em ir à escola, deixei-a ir no dia seguinte. No entanto, quando voltou para casa, sua tez estava muito pior e ela estava muito sem energia. Naquela noite, ela teve febre novamente e sofria; quando pus a mão em sua barriga, a febre estava acima de quarenta graus. De manhã, a febre baixava um pouco, mas por causa da febre noturna, sua aparência estava muito ruim, e a cor de seus lábios era tão pálida que não parecia de uma pessoa viva. Tentamos variar a alimentação, mas o apetite dela só diminuía. Minha família também ficou muito preocupada e a levou para ser examinada por um médico. O médico também a examinou com muito cuidado desta vez, mas disse que poderia ser uma doença do sangue; como o equipamento de investigação local era insuficiente, escreveu uma carta de encaminhamento para o hospital municipal, que ficava a cerca de dois quilômetros de distância. Sem alternativa, fomos ao hospital municipal. Lá, após exames detalhados — hemograma, exame de fezes, de urina e raio-X —, o resultado foi que ela tinha uma doença rara chamada leucemia. Disseram que o sangue que deveria se transformar em glóbulos vermelhos estava se convertendo em glóbulos brancos: os glóbulos brancos estavam em excesso, os vermelhos em níveis surpreendentemente baixos, e essa diferença aumentava gradualmente. Disseram também que, no momento, não havia método de tratamento confiável. Foi então, mais do que nunca, que perdi a confiança na medicina e senti um desespero como nunca antes. Perdida, ouvi de um vizinho falar do Komyo-Nyorai e, como estávamos em dificuldade, decidi visitá-lo. No dia seguinte, fomos à casa do Mestre Taguchi Seisho, a cerca de cinco quilômetros de distância. Ela recebeu o Johrei e, no caminho de volta, percebi que estava mais disposta que o normal. A febre que vinha todas as noites desapareceu a partir daquela noite. Com isso, o apetite dela aumentou gradualmente; no terceiro dia, na volta da visita, seguimos para casa cantarolando. Agradecidas pela proteção divina, visitávamos o local todos os dias. Depois de uma semana, ela se recuperara a ponto de ficar irreconhecível; recebeu o precioso Ohikari e agora frequenta a escola com o mesmo ânimo de antes. Mesmo quando tem leves purificações de vez em quando, ela passa bem graças ao Johrei; minha família, embora também as tenha ocasionalmente, passa bem pelo mesmo Johrei. Assim, estamos tranquilos. Em setembro do ano 27, recebemos Byōbu Kannon (Kannon do biombo). De agora em diante, estou decidida a dedicar minhas forças, por mais modestas que sejam, à grandiosa obra sagrada, para que o maior número possível de pessoas conheça a vontade divina da construção do Paraíso Terrestre. Mestre Meishu-Sama, muito obrigada. Peço sua contínua proteção divina e, apesar da escrita desleixada, apresento meus agradecimentos pela proteção divina. (6 de março de 1953) Insensibilidade ao Efeito 'Eikō' nº 206 — 29 de abril de 1953 A história de bênção à esquerda trata de um milagre em que uma cavidade do tamanho de um ovo, comum na tuberculose, encolheu em três meses, e o peso aumentou em 1 kan e 500 monme. O médico, surpreso, perguntou como ele havia melhorado. Ao saber que fora pela Igreja Messiânica, apenas sorriu ironicamente e nada mais. Acho isso realmente incompreensível, pois esse fato é um grande problema do ponto de vista médico. Além disso, hoje, o problema da tuberculose é considerado a maior preocupação no Japão, e os médicos deveriam saber disso muito bem. Portanto, se, com base nesse fato, fosse possível encontrar uma pista para resolver esse grande problema, não deveriam eles, deixando tudo de lado, avançar imediatamente e pesquisar? Mas, como isso não acontece, é realmente incompreensível, e somos forçados a duvidar da inteligência deles. Cada vez que ouvimos algo assim, somos forçados a duvidar da consciência dos médicos e sentimos até uma certa indignação. Se eles permanecem insensíveis a um milagre tão surpreendente, acho que não passam de robôs. Cavidade do Tamanho de um Ovo se Reduz Repentinamente Prefeitura de Quioto, Cidade de Maizuru, Bairro Morii Jiri Igreja Média 53, Takeo Sugano (39) Mestre Meishu-Sama, agradeço humildemente por suas inúmeras proteções divinas diárias. Em 3 de setembro de 1952, fiz um check-up de saúde no Hospital Maizuru Kyosai. A radiografia resultou no diagnóstico de tuberculose pulmonar, com uma cavidade do tamanho de um ovo no pulmão direito. Disseram-me: "Seu pulmão é difícil para pneumotórax, então interne-se em um sanatório". Mas eu não me sentia disposto a me internar. Tomei remédios por cerca de dez dias, mas, como já ouvira dizer que não havia remédio definitivo para tuberculose, parei. Depois disso, uma conhecida, a Sra. Yoshiko Takahashi, veio me visitar; recebi o Johrei e ouvi várias histórias preciosas sobre o caminho. Após três sessões de Johrei, ela disse: "Que tal visitar a filial uma vez e ouvir a palestra do mestre?" Imediatamente, no final de setembro, visitei a filial de Higashi Maizuru, ouvi muitas histórias preciosas do Mestre Kazuyoshi Goto e também recebi o Johrei. Com as palavras do chefe da filial: "Com certeza você será curado", li também os Escritos Divinos e comecei a ter esperança. Cada vez que visitava a filial, ouvia sobre o precioso significado da purificação, o terror das toxinas medicamentosas, as grandes Graças Divinas do Mestre Meishu-Sama e o Plano Divino da grande construção — e tudo me surpreendia. Senti como se um caminho de luz se abrisse para o meu futuro. Imediatamente, em 8 de outubro, tive a honra de me converter e recebi humildemente o precioso Ohikari. No dia 9, recebi a purificação e tive febre; à noite, pedi à Sra. Yoshiko Takahashi que viesse, recebi o Johrei e pude dormir confortavelmente. No dia 10, visitei a filial, recebi o Johrei do Mestre Goto, e o peso na cabeça foi completamente removido. No dia 11 de outubro, minha esposa também recebeu a purificação e teve febre de mais de 39 graus; mas, com o Johrei da Sra. Yoshiko Takahashi e também com o meu, a febre foi diminuindo gradualmente, e ela se sentiu confortável. Em 15 de outubro, minha esposa Kinu também teve a honra de se converter. Em 3 de novembro, minha cunhada, que estava de visita, teve uma dor abdominal súbita no dia de voltar para casa. Minha esposa e eu aplicamos o Johrei e, em cerca de vinte minutos, a dor foi completamente aliviada; ela voltou para casa feliz. Naquele dia, depois de ir ao cartório de registro familiar, meu segundo filho, Tsuguo, recebeu novamente a purificação, com febre que chegou a mais de quarenta graus. Pedimos à Sra. Yoshiko Takahashi que viesse, recebemos o Johrei e também o aplicamos; em três dias, a febre diminuiu. Em 12 de fevereiro, recebemos Byōbu Kannon (Kannon do biombo), e em 5 de dezembro, consagramos a Imagem da Luz Divina. A luz do Mestre Meishu-Sama encheu nossa casa, e tivemos a alegria de poder adorar de manhã e à noite. Após a conversão, sob a orientação do presidente da Igreja Média e do chefe da filial, tenho transmitido o Johrei a várias pessoas. Sempre que alguém recuperado vem agradecer com alegria, agradeço ao grande poder divino do Mestre Meishu-Sama e me esforço para que o maior número possível de pessoas possa se agarrar a essa honra. No dia da consagração da Imagem da Luz Divina, fui ao Hospital Kyosai para um exame, pois precisava de um atestado para o trabalho. Após três meses, meu peso havia aumentado em 1 kan e 500 monme, e a radiografia mostrou que a cavidade do tamanho de um ovo havia diminuído. O médico perguntou: "O que você está fazendo?" Respondi: "Estou recebendo Johrei na Igreja Messiânica". O médico sorriu, mas não se opôs fortemente. Agora, sinto-me cada vez melhor, e toda a minha família está saudável, recebendo a proteção divina diariamente. Mesmo alguém como eu, convertido há pouco tempo, recebeu inúmeras proteções divinas como as descritas acima. Com minhas forças modestas, cooperarei para guiar o maior número possível de pessoas ao caminho da felicidade. Peço que continue me concedendo sua proteção divina e me permita servir à sua obra, e agradeço humildemente. Mestre Meishu-Sama, muito obrigado. (17 de janeiro de 1953) O Poder da Salvação Eikō nº 208, publicado em 13 de maio de 1953 Como se pode ver pela história de bênção à esquerda, os maravilhosos milagres de cura de nossa Igreja são tão incríveis que, por mais que se conte ou se leia, aqueles que estão completamente presos às doutrinas das religiões estabelecidas ou da medicina moderna não conseguem acreditar; primeiro, duvidam. É realmente uma pena. O que é verdadeiramente temível é a sociedade de hoje. E todas as religiões têm uma forte noção de autojustiça, cada uma acreditando que a sua é a suprema e fazendo com que os fiéis vejam todas as outras como heresias. Isso é compreensível, mas os fiéis são dignos de pena. Isso porque, como nunca houve uma religião com benefícios materiais tão extraordinários como a nossa, deve ser difícil de acreditar. Mas, com certeza, um dia ela será conhecida mundialmente. Nessa hora, o poder de salvação de nossa Igreja será compreendido, e é claro que as pessoas a desejarão ardentemente. Vítima da Superstição Médica Salva pelo Caminho da Luz Igreja Média Shomei, Mieko Mori (25) Mestre Meishu-Sama, apresento humildemente meu relatório de agradecimento. Em agosto de 1947, após dias consecutivos de calor sufocante, minha sensação de fadiga só aumentava. Nunca imaginei que seria diagnosticada com tuberculose. Quando procurei o médico para uma primeira consulta, fui informada de que deveria parar imediatamente de trabalhar e entrar em uma vida de repouso e tratamento. O choque e a tristeza daquele momento são inesquecíveis até hoje. De então até abril de 1950, foram cerca de dois anos e meio de tratamento ambulatorial: priorizei o repouso, como o médico ordenara, dedicando-me a terapias de fortalecimento — nutrição, injeções, medicamentos —, além de complexas terapias ocupacionais. Finalmente, fui informada pelo médico de que estava completamente curada, e fiquei feliz; mas, no dia a dia, eu não suportava o menor esforço. Precisava dormir mais de oito horas, parar de trabalhar antes de sentir fadiga, fazer check-ups constantes e não podia nunca pegar um resfriado. Era uma vida restrita, sem poder me mover. Sempre tremendo com o risco de recaída, como se lidasse com algo frágil, meu coração vivia inquieto. Eu não conseguia trabalhar com disposição e tinha muita inveja das pessoas que trabalhavam sem restrições. Portanto, não havia alegria verdadeira em dizer que estava recuperada. Uma sombra solitária permanecia em meu coração. Meu corpo, que eu tratava com tanto cuidado e medo, não poderia durar muito com a medicina moderna, que fortalecia temporariamente por meio de terapias debilitantes. Não suportava nem mesmo o trabalho doméstico comum e, finalmente, em abril do ano passado, tive uma recaída. Naquela época, eu havia seguido exatamente as ordens do médico. Por que recaí? Pensando em mim, que era como uma inválida, senti profunda tristeza e, lamentando a crueldade de um destino que me jogara no fundo do desespero, gemia no leito de doença. Como era uma recaída, mesmo confiando novamente na medicina, não achava que poderia me curar completamente. A menos que um novo medicamento maravilhoso fosse descoberto imediatamente, seria impossível me recuperar. Mais do que meu sofrimento físico, pensei no fardo que impunha a meus pais e irmãos. A aflição era tamanha que meu peito parecia prestes a se romper, e não sei quantas vezes pensei em tirar minha própria vida para acabar com tudo de uma vez. No entanto, ao pensar que estava sendo mantida viva pela profunda vontade de Deus, percebi que isso seria um pecado; e cometer tamanho pecado era algo tão terrível que, enquanto lutava contra a tentação, continuei sofrendo sozinha. Pensando que, se entrasse em um sanatório, poderia ter uma vida de tratamento regular e ser envolvida pelo amor entre os que sofrem do mesmo mal, aliviando um pouco meu sofrimento mental, consultei meus pais e lhes pedi. Foi então que, de repente, recebi vários exemplares do jornal "Eikō" por intermédio da filha do senhor Kanchō Ōkusa. Era exatamente o dia 2 de agosto. Ah, Deus, que ainda não abandonou a mim, uma pecadora, estendeu Sua mão de luz sobre este corpo. No entanto, naquela época — e peço sinceras desculpas —, eu acreditava que todas as religiões, exceto o cristianismo, eram superstições e heresias, e as desprezava totalmente. Acreditava que sentir qualquer atração por essas religiões era ceder à tentação do demônio, e que até mesmo tocar nelas constituía um pecado grave contra Cristo, algo terrível. Por isso, nem sequer olhei para o jornal "Eikō" que me enviaram; deixei-o de lado por cerca de uma semana, sem lhe dar atenção. Apesar disso, Deus ainda não me abandonou. Um dia, como se fosse guiada por uma força misteriosa, peguei o jornal "Eikō" em minhas mãos. Ao lê-lo, deparei-me com várias palavras do Meishu-Sama, como: "Tentar acreditar no que não se pode acreditar é autoengano; mesmo quando for curado da doença, pode duvidar o quanto quiser; mesmo sem acreditar, Ele lhe mostrará milagres." Diante disso, pensei: "Não pode existir uma religião tão conveniente assim." E, como eu acreditava que somente Cristo poderia ter um poder tão grandioso, não conseguia acreditar de forma alguma; pareciam-me apenas palavras típicas de uma chamada nova religião. Os relatos de graças eram todos milagrosos, e não me parecia que todas as pessoas, sem exceção, pudessem recebê-las. No entanto, comecei a depositar uma tênue esperança de que, se entre mil pessoas apenas uma ou duas pudessem receber tais graças, eu poderia ser uma delas. Foi então que, mais uma vez, o senhor Kanchō Ōkusa me apresentou o senhor Presidente Horiuchi. Imediatamente, o senhor Presidente veio especialmente à noite e explicou-me detalhadamente os erros da medicina moderna e a essência da Igreja Messiânica. Comecei a duvidar da medicina moderna, na qual havia acreditado até então, e senti que podia concordar com cada uma das teorias da medicina da Igreja Messiânica. O próprio senhor Presidente, que havia sido completamente curado de dez anos de tuberculose intestinal por meio deste Caminho, mostrou-me sua aparência incrivelmente saudável, e fiquei simplesmente maravilhada com seu poder extraordinário. Quando o senhor Presidente me disse, com toda a simplicidade e confiança: "Você vai melhorar logo, deixe comigo", aquelas palavras foram tão simples que não consegui acreditar. Quando recebi o Johrei pela primeira vez, no final de agosto, eu, que até então vivera acamada, sem conseguir tomar banho direito, andando cambaleante e mal me mantendo em pé por um instante, de repente ganhei forças. Naquela noite, consegui ficar acordada até as nove horas sem dificuldade; na manhã seguinte, despertei com uma sensação refrescante e pude me movimentar. Fiquei tão surpresa com o milagre — o efeito do Johrei aparecera tão depressa — que refleti profundamente sobre meu erro de antes, quando desprezava as novas religiões, dizendo que não passavam disso. A alegria daquele momento foi tão grande que jamais poderei esquecê-la. Na segunda e na terceira vez em que recebi o Johrei, já conseguia fazer as coisas ao meu redor com facilidade; e, vendo-me recuperar tão depressa, minha família ria e dizia que aquilo era, em grande parte, efeito psicológico, sem dar importância. No entanto, eu não podia descartar aquilo como simples efeito psicológico; sentia claramente uma mudança física e apenas me admirava com a grandeza do Caminho. Acreditando que o Deus a quem deveria me apegar não era outro senão este Caminho, em meados de setembro entrei para a fé com minha mãe. No início de outubro, fui pela primeira vez ao Hakone com o senhor Presidente. Em apenas um mês depois de sair do leito, pude ir a Hakone sem sentir cansaço algum, com o corpo repleto de energia — foi como um sonho, tamanha a mudança. Quando penso que, pela medicina moderna, seriam necessários seis meses de terapia ocupacional com raio-X, temperatura e exames de escarro, e que, mesmo quando dizem estar curado, a doença pode recair, sinto ainda mais profundamente a alegria de ter sido salva. Graças à proteção divina, pude participar com segurança das peregrinações a Atami no final do ano passado e no Ano Novo. Meishu-Sama, muito obrigada. Desde o primeiro Johrei, há cinco meses, nunca mais sofri dores a ponto de ficar de cama; tenho passado pelo processo de purificação, indo à igreja e ajudando nos trabalhos. Quando, no final de outubro, recebi Byōbu Kannon (Kannon do biombo), fui informada em sonho da alegria de meus antepassado(s) terem sido salvos, e pude sentir intensamente a profundidade deste Caminho, que salva tanto o mundo material quanto o espiritual. Além disso, por meio desse sonho, pude confirmar a imortalidade da alma após a morte e compreender claramente que devo fazer pelos meus antepassado(s) o mesmo que fazia quando estavam vivos. Senti-me também muito feliz pelo fato de todos os fiéis, ao contrário das pessoas comuns, não fazerem qualquer distinção nem terem medo mesmo dos pacientes de tuberculose, mas me tratarem com intimidade — algo realmente gratificante para mim, que no passado sempre sofria com esse tipo de sofrimento mental. Pude receber o Ano Novo com o coração leve e cheio de esperança, algo que não acontecia há anos, e sou profundamente grata por isso. Agora que me foi concedido compreender a verdade de que "a doença é uma ação purificadora", desejo, de agora em diante, nunca hesitar diante de qualquer grande purificação e avançar com dedicação para o desenvolvimento deste precioso Caminho. Meishu-Sama, embora eu seja uma pessoa pecadora e isto seja realmente algo ousado, peço de todo o coração que me permita ser útil. (17 de janeiro de 1953) O Terrível Envenenamento por Cosméticos 'Eikō' nº 200 — 18 de março de 1953 Hoje em dia, há algo de que as mulheres, em geral, não se dão conta: os males causados pelos cosméticos, que não podem ser subestimados. Isso porque os cosméticos atuais contêm toda espécie de agentes químicos, e os cosméticos americanos, em particular, parecem ser especialmente graves. Como prova, segundo uma história que ouvi recentemente, a pele do rosto das jovens americanas de hoje está tão áspera que elas estão muito preocupadas. Como não sabem que se trata de envenenamento por cosméticos, é ainda mais lamentável. No Japão, não é diferente, e ouço falar de vez em quando de mulheres nessa situação, o que também se deve ao fato de a purificação do mundo espiritual ter se intensificado. Sobre isso, gostaria que pensassem no seguinte: não há nada tão antinatural quanto os cosméticos; portanto, o efeito contrário é natural. De fato, ultimamente cada vez mais toxinas estão sendo introduzidas no corpo, o que deixa a tez ruim e a pele completamente áspera, e elas disfarçam com cremes, batons e blush. Embora não saibam, é realmente uma pena. Por isso, é bem conhecida a prosperidade dos salões de beleza: quanto mais as mulheres recorrem a eles, mais feias ficam, e acabam usando ainda mais cosméticos. Basta olhar a seção de anúncios dos jornais para ver que os cosméticos ocupam o primeiro lugar. A esse respeito, segue abaixo o relato de graça. Esta jovem senhora percebeu isso, abandonou completamente os cosméticos e recuperou a beleza por meio do Johrei. É um exemplo realmente bom; portanto, ao lerem este relato, que todas as mulheres do mundo tenham muito a aprender. Informada sobre os Males dos Cosméticos Kobe, Bairro de Higashinada, Bairro de Honjō, Aoki Igreja Média Shinshō, Tomoyo Kurose (23 anos) Meishu-Sama, agradeço pela abundante proteção divina diária. Respeitosamente, apresento meus agradecimentos e o relato. Faz um ano, desde o final de dezembro do ano retrasado, que, por acaso, percebi que a maquiagem — que até então eu considerava um cuidado feminino — é igual a remédios e fertilizantes, e também um pecado, ainda que leve, de enganar os olhos das pessoas. Eu, que todas as manhãs me divertia a me maquiar diante do espelho com caros produtos importados, parei de repente, em meio ao espanto, entre olhares de desdém e risos de escárnio ao meu redor. Olhando para trás, vejo que faz exatamente um ano neste mês. Meu marido não aceitou; a muito custo, prometi que só me maquiava quando saíssemos juntos. Para as outras pessoas, exceto minha mãe, usei o pretexto de que "estava com alergia a maquiagem e com muitas espinhas, então estava dando um descanso à pele" (já estava com espinhas e sofrendo com isso desde um mês antes). Mas meu rosto estava tão feio que não se podia descrever: marrom-escuro, brilhante, cheio de erupções, áspero, e até mesmo mover os olhos doía, pois a pele esticava. Certa vez, encontrei um conhecido na rua, que franziu a testa com pesar e perguntou: "Tomoyo, o que houve com seu rosto?" Nas raras vezes em que me maquiava e saía com meu marido, mesmo encontrando pessoas que só conheciam meu rosto sem maquiagem, elas faziam caretas e não me cumprimentavam. Houve muitas situações assim, mas os lábios eram piores que o rosto. Desde pequena, meus lábios costumavam ficar rachados e ásperos (melhoraram depois que comecei a usar batom); chegaram a rachar em cinco lugares ao mesmo tempo, dificultando até mesmo falar e rir. Mas, depois de colocar o papel espiritual, melhorei bastante. Durante esse período, cada vez que recebia o Johrei do senhor Presidente, ele me incentivava de várias maneiras. Aos poucos, meu rosto áspero descascava, as espinhas expeliam pus e, a cada purificação — como resfriados —, ele foi me deixando um pouco mais bonita e com a pele mais clara. Agora, até minha mãe (que ainda não entrou para a fé) está muito feliz e diz: "Se eu fosse mais jovem, também gostaria de receber o Johrei e parar de usar maquiagem... Não importa qual técnica de beleza facial se use, é temporária e não fica assim." Comparado ao ano passado, este ano a aspereza tem sido mais suave, e minhas bochechas, que eram amareladas, estão ganhando um tom rosado. Só de pensar em como seria se eu tivesse continuado a usar maquiagem, fico arrepiada. Acredito que meu marido também logo perceberá e ficará feliz. Além disso, tenho recebido várias purificações em minha vida familiar, e, sempre que penso em Meishu-Sama, recebo inúmeras proteções divinas. Meu marido também passou a me compreender bastante ultimamente, e no verão do ano passado pude visitar a Sede. Como posso expressar minha gratidão a Meishu-Sama? Não há palavras. Simplesmente, Meishu-Sama, muito obrigada. Agradeço do fundo do coração. Embora eu seja uma pessoa repleta de pecados, estou decidida a me esforçar, ansiosa pelo dia em que possa ser utilizada, ainda que minimamente, no Caminho. Peço humildemente que continue a me proteger. (1º de fevereiro de 1953) A Experiência da Toxicidade Medicamentosa 'Eikō' nº 197 — 25 de fevereiro de 1953 Devido à superstição em relação aos medicamentos, a humanidade está mergulhada em um abismo de sofrimento. Quem compreende isso e observa os doentes ao redor perceberá que isso é apenas a metade do problema. Como diz o provérbio: "Quando se está apaixonado, até as cicatrizes de varíola parecem covinhas", os homens modernos estão encantados com os remédios e os consideram uma bênção, mas, na realidade, sofrem danos terríveis causados por eles, sem sequer perceberem. Isso é um grande problema. E, o que é mais grave, mesmo sofrendo com essa calamidade, os intelectuais dos países civilizados a exaltam e a incentivam. Quanto mais penso nessa ignorância e cegueira, mais estranha ela me parece. A seguinte história de graça é o que se pode chamar de relato de experiência sobre a superstição da toxicidade medicamentosa. Se houver alguém que, mesmo lendo isto, não compreenda, acho que seu cérebro, embora tenha a forma de um homem culto, não difere em nada do de um selvagem. Experimentando o Sofrimento Causado pela Toxicidade Medicamentosa Cidade de Takamatsu, Distrito de Takamatsu, Província de Kagawa Igreja Média Mishō, Shigemi Saeki (29 anos) Recordo-me de que, em setembro de 1947, quando já contava mais de vinte anos de vida neste mundo, eu, que sempre confiara plenamente no próprio corpo e era reconhecido por todos como a pessoa mais saudável, fui subitamente acometido por uma doença. Nunca tendo experimentado o sofrimento de uma doença, senti uma tristeza infinita, impossível de expressar em palavras. Contudo, acreditava piamente que um médico descobriria o nome da doença e que o remédio a curaria; fui imediatamente ao hospital mais próximo e fiz um exame. Como não se descobriu a causa, recebi apenas remédios e voltei para casa. Esse foi o início da minha vida de tratamento médico; durante cinco anos completos, tornei-me alguém que quase não passava um dia sem remédios. Durante esse período, movido pelo desejo de recuperar o quanto antes um corpo saudável, corri de hospital em hospital, tomando remédios amargos e suportando injeções dolorosas, sempre obediente às ordens dos médicos. Longe de melhorar, porém, minha condição se agravava a cada ano, e meu corpo emagrecia. No hospital A, disseram que era doença do fígado; no hospital B, que era gastrite crônica. Não conseguia descobrir o que de fato sofria. Embora acreditasse que os médicos me curariam, via-me cada vez mais desamparado; ainda assim, continuava a tomar os remédios, consolando-me com a ideia de que, se os tomasse, um dia melhoraria. Buscando outros métodos de tratamento, experimentei a acupuntura e a moxabustão, conforme me recomendavam. No início, foram muito eficazes, e meu ânimo melhorou até certo ponto; mas, com o tempo, o efeito diminuiu, e voltei ao estado inicial. Pensando que, mesmo esgotados todos os recursos possíveis e sem obter melhora alguma, eu não teria salvação, fui tomado por um intenso medo da morte e cheguei a quase perder a esperança de viver neste mundo. Ao ver as pessoas felizes, sentia ainda mais tristeza; achava incômodo até mesmo falar com os outros; irritava-me com facilidade por qualquer motivo; só pensava no corpo, sofrendo todos os dias. No entanto, em junho de 1952, ouvi no local de trabalho a pregação da Igreja Messiânica pelo Sr. Yoshitomi e senti algo que tocou meu coração. Como quem, afundando, se agarra a uma palha, fui à igreja. Lá, o Sr. Shimazu me explicou detalhadamente: "A doença é um processo de purificação, o remédio é veneno, e a medicina moderna é uma terapia de interrupção da purificação, ou seja, uma terapia de fixação. A medicina de Deus é um método que, através do Johrei, remove as nuvens espirituais, dissolve as toxinas do corpo e as elimina para fora, curando a doença pela raiz." Confesso que me surpreendi, pois o que ele dizia era totalmente oposto à medicina moderna. Conseguiria eu parar imediatamente de tomar os remédios? Se parasse, a doença certamente pioraria. Será que apenas colocar a mão assim realmente curaria doenças? Se algo assim pudesse curar doenças, não haveria necessidade de hospitais nem de remédios. Ao recordar, sinto-me extremamente envergonhado e grato; mas na época as dúvidas surgiam uma após outra. No entanto, como durante cinco anos, seguindo os médicos e tomando remédios continuamente, não só não melhorei como só piorava, tomei a grande decisão de parar com os remédios por um tempo. Assim, finalmente me despedi de cinco anos de vida tomando medicamentos. A partir de então, embora sentisse falta de algo antes e depois das refeições, comecei a frequentar a igreja e a receber o Johrei diariamente. E o que aconteceu? Eu pensava que, se parasse os remédios, pioraria gradualmente; mas, curiosamente, com o passar dos dias, minha condição foi melhorando, não piorando. Senti, por assim dizer, uma gratidão; um mês depois, em julho, pude me converter. Ainda assim, estava meio cético e, às vezes, o coração se agitava, causando-me grande sofrimento. Mas, ao ler os Escritos Divinos, 'Tijotengoku' e o jornal 'Eikō', fui gradualmente compreendendo, de modo científico, o verdadeiro significado do Caminho. Hoje, encontro-me em um estado de paz e gratidão; sinto propósito na vida diária e fui guiado de um mundo de completa escuridão para um mundo de luz. Agradecendo a Meishu-Sama por essa alegria indescritível, meu coração está repleto do desejo de que muitos dos que, como nós, acreditam ser a medicina moderna o método absoluto de tratamento de doenças e, enquanto injetam terríveis venenos no próprio corpo, não melhoram em nada, apenas pioram, sofrendo dia e noite, possam compreender, o mais rápido possível e no maior número possível, esta medicina divina supercientífica. Se não fosse a grande descoberta de Meishu-Sama sobre a toxicidade medicamentosa, muitas das pessoas que foram salvas pela Igreja Messiânica até hoje seriam, a esta altura, vítimas das toxinas medicamentosas. Ao pensar nisso, fica claro que a verdade sobre a toxicidade medicamentosa é absoluta e certamente expulsará a medicina moderna. E, se não for assim, toda a humanidade na Terra certamente não escapará da aniquilação pelas toxinas medicamentosas. Não é algo terrível? Ao pensar que, nesta terrível medicina moderna, as pessoas acreditam que os remédios curam as doenças, tratam o corpo humano como uma espécie de máquina e administram remédios como se estivessem derramando óleo, com toda a tranquilidade, sinto-me, mais uma vez, profundamente grato pela grandeza da obra divina de Meishu-Sama, apenas curvando a cabeça. Peço desculpas pelo texto muito mal escrito; rogo que me perdoem por haver escrito livremente, recordando os erros do passado. Ao mesmo tempo, admiro de coração os ensinamentos agraciados de Meishu-Sama. Meishu-Sama, muito obrigado por me salvar. Não sabendo que a causa da doença está no remédio, Quão difícil é a obra da salvação. A arte médica criada pelo homem não é ciência; a obra de cura Dos espíritos de divindades é que é ciência. (Hino de Louvor) (23 de dezembro de 1952) O Terror da Toxicidade Medicamentosa (2) 'Eikō' nº 202 — 1º de abril de 1953 Falo constantemente sobre o quão terrível é a toxicidade medicamentosa, a ponto de criar calos nos ouvidos. Mas a seguinte história de graça é tão clara que acrescentei este texto. Este paciente, por exemplo, era inicialmente saudável; tinha apenas piorreia alveolar. Se a tivesse deixado de lado com paciência, teria se curado sozinho. Mas, sem o saber, seguiu as ordens do médico; com vários remédios, foram criadas novas doenças uma após outra. Sofrendo, sem perceber, acabou ficando em uma situação sem saída. Foi salvo por nossa Igreja, então está tudo bem; mas, se não conhecesse nossa Igreja, teria ido para o outro mundo sofrendo. Ao pensar nisso, não há palavras para expressar. No entanto, os homens modernos, ignorantes a respeito disso, ficam felizes em dizer: "aquele remédio, este remédio, uau, um novo remédio maravilhoso foi lançado". Ao ver isso, nós ficamos com a pele arrepiada. Portanto, para dissipar a cegueira dos medicamentos o mais rápido possível, oramos a Deus e nos esforçamos dia e noite. Prolongando a Vida de Meu Pai, que de Piorreia Alveolar Desenvolveu Úlcera Gástrica Cidade de Mishima, Distrito de Mishima, Província de Shizuoka Igreja Média Kannoyama, Kayoko Inokaku (29 anos) Não há nada no mundo tão precioso quanto a vida. Apegando-me firmemente, quero prolongar meus anos. Mesmo uma doença que ameaça a vida, Ao ser curada, a alegria de mergulhar na graça. (Hino de Louvor) Meu pai, extremamente saudável e que jamais passara um dia de cama por doença, ocasionalmente sofria de piorreia alveolar. Por isso, tomava medicamentos como Septal e Albasil, antissépticos amplamente vendidos na época. Com isso, seu estômago e seus intestinos, antes fortes, começaram a apresentar irregularidades. Ele sentia dores no estômago quando estava com fome; ou seja, desenvolvera sintomas de hiperacidez gástrica. Passou então a tomar continuamente vários remédios para o estômago, como Tomosan e Normozan, e teve início uma diarreia persistente. Desta vez, tomou "Gennoshoko", que diziam ser eficaz para estancar a diarreia. Até então, meu pai não tinha quase nenhuma preferência alimentar e comia de tudo com prazer. Mas se tornou muito exigente com a comida; o apetite diminuiu drasticamente, a tez empalideceu, e a antiga energia desapareceu. Como eu já havia recebido os preciosos ensinamentos de Meishu-Sama sobre a "Verdade para a Saúde", via claramente que o caminho que meu pai trilhava era exatamente como o ensinamento: devido à toxicidade medicamentosa, seu corpo saudável estava sendo cada vez mais danificado e acabaria no terrível resultado de encurtar-lhe a vida. Por isso, tentei desesperadamente fazê-lo parar de tomar os remédios; recomendei o Johrei, o supremo método de tratamento, e o incentivei a agarrar-se à salvação do Deus Absoluto e a converter-se para recuperar a saúde. No início, a educação materialista o prejudicava, e ele não conseguia entender facilmente. Fiquei desolada, pensando que meu pai não seria salvo... Mas teria minha sinceridade, que suplicava com lágrimas de sangue, tocado o coração de Deus? Finalmente, meu pai também recebeu o Ohikari e estabeleceu o elo espiritual com o Deus Supremo, o que nos fez perceber os erros da medicina moderna e os males da toxina medicamentosa, trazendo-me grande alívio. No entanto, quanto à toxina medicamentosa que ele já havia ingerido antes disso, Meishu-Sama nos ensinou que "o uso de Jiseptal, Albazil, gen-no-shoko, etc., é um ato suicida, e se for tomado em quantidade excessiva, nem mesmo a vida pode ser garantida". Portanto, não podíamos relaxar nem um pouco; dedicávamo-nos diariamente ao Johrei. Como esperado, as toxinas ingeridas começaram a se dissolver teimosamente, uma após outra, causando sofrimento, até que no outono passado ocorreu uma grande purificação: ele vomitou uma substância marrom-escura e pastosa, perdeu por completo o apetite e gemia dia e noite com dores no estômago e nos intestinos Meu casamento infeliz havia fracassado e, sem marido, eu estava sob os cuidados de meu pai com meus dois filhos pequenos. Por não ter irmãos, pensava: “Se meu pai morrer agora...” — e a preocupação com o futuro das crianças me levava ao auge da ansiedade. E se meu pai morresse aqui, parentes, conhecidos e vizinhos que ainda não conheciam verdadeiramente a Igreja Messiânica certamente me criticariam e atacariam, dizendo: “Ela não deu remédio nem chamou o médico para a doença grave de seu querido pai, deixando-o morrer por acreditar cegamente numa seita herege.” Eu imaginava isso, mas pensei que, por mais que fosse criticada, se fosse o resultado de termos feito o melhor possível e nos esforçado ao máximo, não deveria haver arrependimento no coração. Mesmo que aqueles sem conhecimento espiritual não pudessem compreender, eu considerava que, ainda que meu pai morresse aqui, não havia comparação entre a felicidade na vida espiritual de quem falece sob cuidados médicos e a de quem parte após receber Johrei suficiente. Então, não importava o que dissessem, eu considerava que era apenas uma questão de paciência até que o verdadeiro valor deste Caminho fosse compreendido pelo mundo em geral, e isso não me assustava. O que mais me doía era pensar que este Caminho supremo, por causa de minha família cheia de nuvens espirituais, pudesse ser mal interpretado por conhecidos e se tornar um obstáculo para a salvação. Mas, refletindo que tudo deve avançar pelo caminho do Daijo, preocupei-me com meu pai e retornei para casa. No caminho, a imagem de minha mãe chorando e sofrendo diante do cadáver de meu pai vinha-me à mente; flutuava também a figura trágica de mim mesma — crescida sob a proteção de meu pai, sem enfrentar as ondas do mundo — subitamente lançada, com meus filhos pequenos, na sociedade tempestuosa e atormentada pela miséria. Vários pensamentos sombrios me assaltavam, mas eu os afastava um a um, repetindo para mim mesma o ensinamento de Meishu-Sama: “O apego é um grande obstáculo para a salvação. Ao confiar, o poder divino pode ser recebido infinitamente.” Embora o desejo sincero de que a vida de meu pai fosse salva fosse algo bom, o apego excessivo a isso traz, ao contrário, resultados inversos. A vida e a morte de uma pessoa estão nas mãos de Deus. Depois de fazer todo o possível, é preciso confiar. Repetindo isso em meu coração e encorajada por uma amiga que, preocupada, me acompanhava, cheguei em casa. Inesperadamente, minha mãe, que me recebeu sorrindo, disse que, desde o momento em que eu estava na audiência com Meishu-Sama e recebi Suas palavras, as náuseas de meu pai haviam cessado, e ele conseguiu comer tofu, biscoitos de arroz, gema de ovo etc. “Foi salvo! Conseguimos superar o grande pico...” Lágrimas de alegria brotaram, e prostrei-me diante do altar para agradecer. Depois disso, parece que a toxina medicamentosa se tornou muito mais fácil de dissolver, e ele teve diarreia e vômitos quase todas as noites. O mau cheiro era insuportável, e senti profundamente o terror das toxinas medicamentosas. Assim, cada vez que a toxina medicamentosa era eliminada — o que ocorria quase todas as noites — a dor diminuía, o apetite voltava e ele se encaminhava para a recuperação. Agora, um ano depois, todos dizem: “Sua tez está boa, você engordou.” Ele pôde trabalhar sem problemas, e vivemos dias alegres e gratos todos os dias. Na verdade, esse período foi como uma luta diária contra a toxina medicamentosa. No entanto, justamente por estarmos recebendo o grande poder, não importava quanta dor e sofrimento surgissem: ao fazer o Johrei, com certeza sarava; assim, pudemos superar essa grande purificação com tranquilidade. Mesmo no meio da noite, sem o alvoroço de chamar um médico, podíamos aliviar a dor com calma. Que bênção! Se não conhecêssemos este poder... teríamos de ficar angustiados, dependendo apenas de médicos e remédios... Sinto profundamente a felicidade de ter sido permitido entrar neste grandioso Caminho e agradeço. Além disso, mesmo sofrendo muito com dores intensas e vômitos durante a noite, depois de eliminar a toxina medicamentosa, ele se sentia muito bem e, na manhã seguinte, já saía para o trabalho. Embora repetisse purificações bastante fortes, ele não enfraquecia na mesma proporção, e todos nós, mais uma vez, nos admiramos da grandeza do Johrei. Quando a purificação era mais intensa e ele precisava ficar de cama, sempre estava de férias; assim, não atrapalhava o trabalho. Por isso, no local de trabalho, ninguém sequer soube dessa grande doença de meu pai, e todos se emocionam com a proteção divina. Pessoas com sintomas semelhantes aos de meu pai que se submeteram a cirurgias geralmente perderam a vida. Mesmo que os sintomas sejam aliviados por rádio, medicamentos ou cirurgias, a causa da doença não é removida pela raiz, apenas temporariamente contida e suprimida. Como não é um tratamento fundamental, várias complicações surgirão num futuro próximo, e essas pessoas terão de sofrer dores ainda maiores do que antes. Ao pensar nessas pessoas dignas de pena que não percebem isso, ah, oro para que, o mais rápido possível, as pessoas do mundo despertem para a verdade da saúde, protejam o tesouro da vida — que supera qualquer coisa — e alcancem a verdadeira felicidade. Se não conhecêssemos este Caminho, a vida de meu pai, já corroída pela toxina medicamentosa, ter-se-ia extinguido, e nós, tendo perdido o pilar da família, nos tornaríamos miseráveis. Fomos salvos disso. Ao pensar que a vida de meu pai foi, daqui em diante, prolongada por Meishu-Sama, sentimos todos, dia e noite, uma gratidão infinita. Ainda que com nossas forças limitadas, esforçamo-nos para servir, nem que seja numa pequena parte, na grande obra sagrada de Meishu-Sama, que está manifestando na Terra o “belo Reino dos Céus, rico em aroma de arte, onde doenças, pobreza e conflitos são erradicados”. (6 de outubro de 1952) --- Os Dignos de Pena Homens Modernos Publicado na revista Eikō nº 199, em 11 de março de 1953 Os homens modernos acreditam firmemente que as doenças se curam com remédios e, quanto mais se esforçam, mais a situação piora. No entanto, nem sonham que isso se deve a um tratamento médico equivocado; continuam dependendo dos medicamentos, e a doença piora cada vez mais. Mesmo quando a situação se torna insuportável, eles não percebem o erro — o que é surpreendente — e, sem despertar, vão de médico em médico, de hospital em hospital, gastando grandes quantias em tratamento, cada vez mais ansiosos e desesperados. Ao ver essa realidade, é tão trágico que não há palavras para descrever. Quanto mais penso, mais sinto que, se essa superstição médica não for quebrada o mais rápido possível, os seres humanos são dignos de muita pena. O relato de graça a seguir é um exemplo bem claro desse fato, e gostaria que o lessem. Quem o ler vai entender, mas gostaria sobretudo de saber como um médico se sentiria ao lê-lo. Das Trevas à Luz Vila de Taiō, Distrito de Taki, Província de Hyōgo Igreja Média 53, Kayoko Kobayashi (29 anos) Meishu-Sama, apresento respeitosamente meus agradecimentos e relato a salvação que recebi. O fato de eu existir neste mundo hoje é, mais do que um milagre, motivo de uma gratidão imensa, e só me resta curvar-me. Meu coração transborda apenas de gratidão. Há três anos, eu estava verdadeiramente num caminho de trevas, sem lanterna nem cajado, sem saber para onde ia, vagando e chorando com o coração ansioso. A este meu ser, o Senhor concedeu a nobre luz do Daikōmyō Nyorai e, tomando-me pela mão, conduziu-me para o caminho da luz. Hoje, embora acredite de todo o coração no Daikōmyō Nyorai e receba inúmeros benefícios materiais, ainda não havia agradecido a Meishu-Sama uma única vez, e peço profundas e sinceras desculpas pela minha falta de cortesia. Agora, apesar da pobreza do meu texto, pego na pena. É uma pena não conseguir expressar nem um décimo-milésimo da graça recebida, mas vou relatar o que aconteceu desde aquela época até hoje. Minha doença era realmente misteriosa; aos olhos dos outros, não se sabia onde estava o problema: eu apenas parecia estar deitada, com o rosto melancólico. Mesmo quando consultava médicos, eles diziam: “Não há nada de errado, são os nervos.” Sem ter aonde me agarrar, eu tomava os remédios que me davam para me acalmar e recebia injeções, passando os dias assim. A doença começou numa noite de verão de 1949, com dores abdominais e vômitos. Depois disso, por cerca de dois meses, sofri de palpitações, fui obrigada a ficar em repouso absoluto e passei dias e dias na cama, com um corpo deplorável, sem poder me mover. O médico dizia: “Não há nada de errado, é nervoso.” Eu achava estranho que, havendo dor, não houvesse nada de errado, e meu coração se inquietava, pensando se não seria possível curar esse nervo. No entanto, o médico era minha única esperança. Após dois meses, as palpitações cessaram e fui libertada do repouso absoluto, mas foi por pouco tempo. A partir de então, de repente, a parte de trás da cabeça ficou pesada, como se algo estivesse entupido dentro dela, e noite após noite eu sofria de insônia. Sofria e ficava impaciente, irritadiça, facilmente zangada, num estado em que havia esquecido o sorriso. Consequentemente, o lar se tornava sombrio e as brigas aumentavam, e a angústia daquela época era algo que palavras jamais poderiam descrever. Meu marido também se preocupou, e fui consultar um doutor em um hospital universitário, mas não obtive resultados. Depois disso, mudei de médico em médico e, no final, nem mesmo o nome da doença ficou claro, concluindo-se que seria algo como neurastenia. Fiz então várias coisas, como internação em outra cidade, e durante esse tempo tomei uma quantidade enorme de remédios que não faziam efeito algum. Embora não soubesse, fui uma tola. Em proporção inversa à minha impaciência de querer escapar desse sofrimento, a doença só piorava cada vez mais. A medicina em que confiava não tinha mais recursos, e até o último médico me abandonou. Escondi uma grande quantidade de remédios no bolso (cerca de dez comprimidos de um remédio que parecia ser um veneno forte, que o médico havia mandado tomar um de cada vez, mas que eu não queria tomar e guardava), pensando que não aguentava mais tamanho sofrimento e que, a qualquer momento, tomaria tudo de uma vez e morreria; pensei em pôr isso em prática várias vezes, mas, pensando em várias coisas, acabei não conseguindo, e o tempo passou. Hoje, pensando bem, ah, que bom que não fiz isso. A insônia foi piorando gradualmente, os soníferos também pararam de fazer efeito, e eu vivia angustiada, como uma inválida. É claro que não conseguia fazer trabalho algum e raramente falava com os membros da família. Lembro-me daquela época e sinto vontade de agradecer de cabeça baixa ao meu marido e à minha família, por ele ter se preocupado, se desanimado, mas ainda assim ter tido tanta paciência comigo. Foi a partir dessa época que eu, ateia convicta, comecei a sentir vontade de me agarrar a algum deus. Foi então — posso dizer que foi uma orientação de Deus — que o senhor Imakura, que aqui pratica esta fé com dedicação, veio me visitar e me incentivar, e eu, como quem se agarra a uma tábua de salvação, pedi para receber o Johrei. Naquela época, para mim, a existência ou não de Deus não era problema; não tinha a menor folga para discutir teísmo ou ateísmo. Naquela noite, recebi o Johrei e, milagrosamente, consegui dormir. Dormi profundamente até de manhã. Uma luz se acendeu em algum lugar do meu coração, e minha vontade de me agarrar a Ele aumentou ainda mais. A partir de então, ele vinha todos os dias à minha casa, sob chuva, neve e vento, e aplicava-me o Johrei por uma hora, às vezes até duas. Havia dias em que eu conseguia dormir, dias em que não, mas transbordava de alegria por ter sido salva daquela insônia terrível. A cabeça, porém, continuava ruim, e eu tendia a esquecer o benefício material de ter voltado a dormir, fixando-me apenas no sofrimento e gerando várias nuvens de dúvida no coração. Foi uma ingratidão. Mesmo assim, animava-me, pensando que precisava retribuir a sinceridade do senhor Imakura, e invocava o Komyo-Nyorai. Fui guiada com carinho, de várias maneiras, pelo senhor Taga, presidente da Igreja Média, e pelo senhor Takatsuji, chefe da filial de Hongo. Pensando que precisava ser salva desta doença, que a medicina não curava, por este Caminho, a qualquer custo, eu, dia e noite, pegava emprestados os jornais "Hikari" e "Tijotengoku" da época e, na cama, traçava linhas vermelhas nas partes importantes; se havia algo que não entendia, perguntava aos mestres e pedia explicações. Naquelas ocasiões, eles me ensinavam com clareza e gentileza. Naquele tempo, eu entendia umas coisas e não entendia outras; quando julgava ter entendido, com o tempo esquecia e voltava a não entender, e então me ensinavam de novo. Hoje, quando penso no árduo esforço dos mestres que me guiaram, choro repetidas vezes ao ver quanto fizeram por mim. Em 6 de fevereiro do 25º ano da Era Showa (1950), fui admitida na fé; uma semana depois, meu marido também foi admitido, e passamos a suplicar a proteção divina com devoção. No Culto Especial da Primavera de março, meu marido foi autorizado a ter uma audiência com Meishu-Sama. E em 11 de março, instalamos o Komyo-Nyorai. No dia da audiência de abril, fui autorizada e, com a cabeça tonta, senti-me, milagrosamente, mais firme, e recebi minha primeira audiência. Desde então, até hoje, fui agraciada com inúmeras audiências — uma honra imerecida —, pela qual sou imensamente grata. Até outubro daquele ano, o sofrimento na cabeça não mudou, mas o fato de eu, que não conseguia dormir à noite, ter voltado a dormir era uma verdade inegável. Por volta do auge do outono, comecei a conseguir fazer um pouco do serviço doméstico. A partir de então, fiquei imensamente feliz, pensando que finalmente entrara na fase de ser salva. O Ano Novo do 26º ano da Era Showa (1951), ao contrário do ano anterior, foi recebido com sorrisos. E no Culto Especial da Primavera de março, pude ir a Atami e praticamente não faltei a nenhum Culto Mensal em vários lugares, exercitando a fé com a cabeça pesada. Também apliquei Johrei a algumas pessoas e, de todo modo, dediquei-me ao máximo. Em maio, após receber o Daikōmyō Nyorai, o ambiente em casa foi gradualmente se iluminando. Quando o verão do ano retrasado passou em segurança, comecei a passar por uma purificação com erupções em toda a cabeça, que durou três meses, expelindo pus. Depois disso, fiquei ainda mais aliviada, e agora consigo fazer todo o serviço doméstico, que antes não conseguia tocar. Ainda hoje, a purificação na parte de trás da cabeça continua; mas minhas impurezas e pecados, e a toxina medicamentosa que acumulei do nascimento à conversão, são enormes, e não há outro caminho senão esperar, através do Johrei, o momento certo. Certamente, o dia em que terei uma cabeça leve e clara está próximo, e aguardo-o ansiosamente. Assim, eu, que era tão pecadora, fui salva por este Caminho. Este sentimento de me banhar em lágrimas incontidas diante da fotografia de Meishu-Sama deve ser o estado de espírito conhecido apenas por aqueles que foram salvos. Quantas forças e quanto fortalecimento da fé obtive do mensário "Tijotengoku" e dos jornais! Aprendi com o próprio corpo a importância da paciência na fé e de esperar o tempo, acreditando no poder absoluto do Daikōmyō Nyorai, não importa quantos anos leve. Muito obrigada. Peço humildemente que este corpo e esta alma, dados por Deus, possam ser úteis para a Obra Divina, para o mundo e para as pessoas. Acredito que este texto tosco não conseguiu expressar nem um décimo dos meus sentimentos; com ele encerro esta pena, como agradecimento e relato pelos benefícios materiais recebidos. Meishu-Sama, muito obrigada. Peço sua orientação e proteção divina constantes de agora em diante. (17 de setembro de 1952) A Medicina é um Absurdo 'Eikō' nº 196 — 18 de fevereiro de 1953 O relato de graça à esquerda é um exemplo muito claro de como a doença piorava com o tratamento médico: ao interrompê-lo e concentrar-se apenas no Johrei, houve recuperação imediata. O cômico, porém, é que, como a pessoa manteve isso em segredo, o médico se iludiu, pensando que a cura se devia ao tratamento médico, e, segundo consta, andava todo satisfeito, dizendo que publicaria o método de tratamento da época no meio acadêmico. Por isso, publicar isso como realmente aconteceu é um pouco lamentável para ele, mas, para a salvação da humanidade, é inevitável. Cura-se de Cistite Grave e Nefrite Cidade de Takakawara, Distrito de Myozai, Província de Tokushima Igreja Média do Caminho da Luz, Yuichi Hara (45) Em fins de abril de 1952, o membro Setsu Mima veio ao templo e disse: "Recentemente, fui solicitado por um vizinho e estou aplicando Johrei em sua filha, mas não está progredindo bem. Na verdade, vim hoje para consultá-lo", e contou a seguinte história. A paciente era Kimiko Kono, que trabalhava como empregada doméstica em certo hospital na vila de Kokufu. De natureza gentil e dedicada no trabalho, era querida pelo médico e sua esposa. Sempre saudável, adoeceu no dia 20 de abril. Por sorte ou azar, seu local de trabalho era um hospital, e, sendo a empregada favorita, foi rapidamente diagnosticada com cistite e nefrite concomitantes, um quadro bastante grave do ponto de vista médico. Ela voltou para casa e passou a receber tratamento diário. Nos dias em que não podia ir ao hospital, o médico vinha fazer visitas domiciliares. Movido pela gentileza de querer curá-la o mais rápido possível, ele aplicava injeções de todos os tipos, usando os métodos mais avançados da medicina moderna. Apesar disso, a doença oscilava entre melhora e piora, sem previsão de cura, aumentando apenas a ansiedade dos pais. Aflitos, eles pediram ajuda a Mima para aplicar o Johrei. No entanto, não podiam desprezar a gentileza do médico, que continuava a fazer visitas e aplicar injeções, e a razão pela qual o Johrei não progredia era evidente. Quando me perguntaram "O que fazer?", eu disse: "Diga a ele para parar". Mas acrescentei: "Se a outra parte disser que vai parar com o médico, então continuem". E nos separamos naquele dia. Alguns dias depois, Mima veio ao templo e disse: "Ela se curou". Segundo ele, ao voltar para casa, falou imediatamente com a mãe, dizendo que precisavam decidir entre confiar na medicina ou receber o Johrei — apenas um dos dois. A mãe então pediu que ele aplicasse o Johrei, dizendo que dispensaria o médico. Quanto ao médico, disseram que ela havia melhorado bastante com a ajuda dele e que, com mais quatro ou cinco dias de repouso, poderia trabalhar. Depois disso, o médico não fez mais visitas, e ela pôde afastar-se completamente dos medicamentos. A partir desse dia, o grande poder do Johrei se manifestou, e aquela doença grave se curou completamente em apenas quatro dias de Johrei; no quinto, ela já pôde trabalhar. O médico ficou espantado: dizia que, desde que abrira o consultório, era a primeira vez que uma doença tão grave se curava em um período tão curto e, considerando isso uma grande descoberta médica, registrou imediatamente as injeções que havia usado e está absorto no estudo de qual delas teria sido eficaz. Supõe-se que pretenda publicar os resultados como artigo acadêmico. O que realmente preocupa é a obstinação dos cientistas materialistas. É assim que muitas tragédias nascem. "Ó miserável! Teu nome é médico!" Ao pensar nos pacientes que sofrem da mesma doença, que acreditam ser a medicina moderna o ápice e que acabarão sendo tratados por ela, sinto arrepios na pele. Eles receberão infinitas injeções inúteis e prejudiciais, oferecendo seus preciosos corpos como cobaias para a ciência equivocada e abreviando suas vidas em vão. Ó ateus! Ó cientistas materialistas! Batei o mais rápido possível às portas desta religião. Então o mundo desconhecido se abrirá, conhecereis o verdadeiro sentido da vida e juro que obtereis a vida eterna e a verdadeira felicidade. Com isso, encerro este texto. Louvando a virtude divina de Meishu-Sama, agradeço profundamente por sua infinita proteção divina. (1º de setembro de 1952) A toxina medicamentosa é Mais Terrível que a Guerra 'Eikō' nº 207, publicado em 6 de maio do ano 28 da Era Showa (1953) Sempre falo do terrível perigo das toxinas medicamentosas, mas parece que é muito difícil acreditar nisso. É preocupante que, mesmo entre os seguidores, haja quem não compreenda o sofrimento causado por doenças provenientes de toxinas medicamentosas e pense que se trata de algo espiritual. Além disso, as Divindades malignas só se fixam nos locais onde as toxinas medicamentosas se acumulam; portanto, se os venenos forem eliminados, os espíritos malignos não se fixarão. Creio que o relato de graça abaixo seja de grande referência, pois mostra claramente quão terrível é a toxina medicamentosa. No entanto, as pessoas comuns, que desconhecem isso, pagam caro para ingerir veneno e provocar doenças, o que demonstra quão terrível é a ignorância. Como já disse antes, os pacientes que vêm até nós são ridicularizados como "tentativas de suicídio por medicamentos". A Terrível Toxina Medicamentosa que Corrói Até uma Bacia ― Relato de uma Ex-Enfermeira ― Província de Shimane, Cidade de Izumo, Bairro de Imaichi Igreja Média Ryūkō, Ōno Shizuko (37) ◎ Da Onipotência da Medicina à Onipotência do Johrei Agradeço humildemente pela proteção divina de Meishu-Sama. Olhando para trás, há exatamente um ano, meu marido passava pela repurificação das toxinas medicamentosas. Dia após dia, ele sofria com dores de estômago e vômitos contínuos, e eu não fazia nada além de rezar fervorosamente a Meishu-Sama. Ao contemplar seu estado de saúde atual, exatamente um ano depois, fico profundamente emocionada, pensando: "Será que este é o mesmo marido daquela época?" Quando me olho no espelho e, sem perceber, acaricio minhas bochechas, só posso chorar de gratidão pela saúde que me foi restituída. Parentes próximos, é claro, e também os vizinhos nos olham com admiração. Atualmente, todas as pessoas que encontramos exclamam repetidamente: "Será possível que aquele grande doente se recuperou assim, sem tomar um único remédio?" Já faz meio ano que voltei ao meu antigo local de trabalho. Sem faltar um único dia, tenho passado dias realmente alegres e sem preocupações, embora às vezes receba purificações leves. Como eu era enfermeira visitante, desde o início não tinha confiança para seguir plenamente os ensinamentos deste Caminho. No entanto, dois ou três anos antes de meu marido receber esta purificação — ele ingressou na fé em 1949 e foi salvo de uma úlcera gástrica —, nossos filhos frequentemente passavam por purificações e, em todas as ocasiões, eram curados pelo Johrei. Por isso, desde aquela época, eu sempre lia os Escritos Divinos, e até mesmo esta teimosa ex-enfermeira, que acreditava na onipotência da medicina, pôde compreender, ainda que um pouco, o terror das toxinas medicamentosas. Assim, durante esta purificação de meu marido, consegui, com relativa calma, seguir as orientações dos senhores mestres e apoiar-me na fé inabalável de meu marido. Diz o ditado que "um dia parece um milênio". Ao atravessarmos aqueles dez meses (trezentos dias) de sofrimento ofegante, com a vida em risco, cheios de esperança e gratidão, e superarmos aquele cume íngreme e difícil da grande purificação, foi inteiramente porque sentimos profundamente no peito — ou melhor, em todo o corpo — o grande amor e o poder que Meishu-Sama nos concedeu. Eu, que fora obstinada crente na onipotência da medicina, ao me tornar crente na onipotência do Johrei, pude receber a vida de meu marido e a felicidade de minha família. A seguir, registrarei as lembranças da purificação das toxinas medicamentosas. ◎ a toxina medicamentosa Corrói Até o Ferro No início da purificação, ele se contorcia de dor, a ponto de quase não conseguir respirar. Com os vômitos contínuos, emagreceu tanto que, se eu me afastasse um pouco, ele nem conseguia me chamar, de tão fraco. Se eu fosse como antes, será que o teria deixado assim? Imediatamente, com os olhos arregalados, teria corrido para o médico. Nas cerca de dez primeiras vezes, cada vômito enchia quase completamente a bacia, borbulhando como refrigerante, exatamente como se tivéssemos jogado bicarbonato de sódio diretamente na bacia. Até eu fiquei simplesmente estupefata, mas não pude duvidar nem por um momento de que era a purificação do bicarbonato que ele havia tomado anteriormente. A bacia de ferro que estava sendo usada para esses vômitos, de repente, ficou cheia de buracos, despedaçou-se e tornou-se inutilizável. ◎ Vomitando Gen-no-shōko por Seis Meses Após a purificação do bicarbonato, ele continuou vomitando todos os dias uma substância parecida com café. Era o "Gen-no-shōko" que ele havia tomado diariamente durante seis meses no passado. E a agonia de vomitar aquilo, como se sua carne estivesse sendo rasgada, continuou por seis meses. Ah, como é terrível a toxina medicamentosa!... Mesmo agora, ao lembrar, sinto arrepios. Embora ele tivesse tomado o remédio por seis meses, não imaginava que vomitaria por seis meses. Depois, atormentado pelo sofrimento, ele perguntava quase todos os dias aos senhores mestres: "Ainda preciso vomitar? Ainda há toxina medicamentosa?" Cada vez, os senhores mestres respondiam: "Não se apresse assim, vomite com paciência. Cada vez que vomita, a toxina medicamentosa diminui, e você precisa vomitar tudo o que tem. Além disso, não fui eu que o fiz tomar aquele remédio; foi o senhor mesmo que o tomou, não foi?...", e riam, dando-lhe ainda mais força. Pensando agora, lamento não ter medido a quantidade, pois teria sido uma referência, mas na época eu estava totalmente dedicada ao Johrei, à preocupação e às tarefas domésticas. O material vomitado era dos mais variados tipos. Às vezes, ele vomitava uma substância viscosa que parecia um tumor cancerígeno derretido, com inúmeras sementes de morango dentro, e isso por vários dias. Outras vezes, era algo como um sarcoma derretido, ou restos de alimentos ingeridos três dias antes. As fibras de verduras sempre eram vomitadas. E fiquei surpresa ao perceber que a toxina medicamentosa era excretada não apenas pelo estômago, mas também pelo nariz e até mesmo na saliva. ◎ Purificação da Aspirina Certa vez, ao secar o muco nasal, ele se transformou em um pó branco como aspirina, brilhando em cristais. Provei e senti um gosto azedo, que me pareceu exatamente igual ao da "aspirina". Além disso, a saliva ficou muito pegajosa, difícil de lidar, e saía persistentemente. A urina também apresentou uma substância branca e viscosa por vários dias. Foi depois que ele começou a melhorar um pouco, mas nos vômitos também havia coágulos de sangue e fios de sangue misturados. O que um médico diria se visse essas coisas? E eu, como era antes, o que teria feito? Se aparecesse um pouco de fezes escuras, eu pensaria imediatamente que era hemorragia e que ele precisava de repouso absoluto, jejum, dieta líquida, e seria extremamente exigente. Mas, graças à maravilha deste Caminho, ao contrário disso, cada vez que esses coágulos de sangue apareciam ou ele vomitava, eu pensava que o estômago do meu marido estava se purificando e se tornando mais saudável. Minhas mãos, ao trocar a bacia, ficavam leves, e meu coração se enchia apenas de gratidão. Seguindo firmemente o ensinamento de que nada do que é necessário é eliminado, apenas o que não é preciso — fosse sangue ou o que fosse —, eu cuidava dele. Nas fezes também havia inúmeras substâncias brancas e pegajosas aderidas, que eram excretadas. Na medicina, isso é chamado de muco fecal e não é nada mais do que uma doença intestinal. Quando se pensa nisso como uma ação de agravamento da doença, realmente nos sentimos desesperados, mas, ao contrário, quando se pensa como um processo de purificação, podemos ficar tão tranquilos. Não há palavras para agradecer a maravilha dos ensinamentos. Durante esta longa purificação, se ele tivesse ido ao médico, certamente teriam enviado vários telegramas informando estado grave, e não só isso, mas ele, naturalmente, já teria perdido a vida. Embora tenham se sucedido dias de estado bastante crítico, para nós, que nos apegamos a Meishu-Sama, não pensávamos que fosse tão grave nem nos preocupávamos com a vida ou a morte. No entanto, para os outros, parecia muito grave, e parece que entre os irmãos chegaram a fazer planos para o caso de uma eventualidade. Agora, tudo isso são apenas lembranças preciosas, mas na época, todos estavam empenhados ao máximo, e o conflito entre aqueles que haviam entrado na fé e os que não haviam era realmente desagradável. A gratidão por termos conseguido superar tudo isso em segurança reside unicamente na virtude divina de Meishu-Sama, e também agradeço de coração pela orientação incansável de todos os senhores mestres. Daqui em diante, pretendo, junto com meu marido, unir forças e dedicar-me fervorosamente à Obra Divina, retribuindo ainda que seja um décimo-milionésimo da graça de Meishu-Sama. Meishu-Sama, muito obrigada. Apresento-lhe meus humildes agradecimentos. Peço-lhe, de joelhos, que continue a nos conceder a proteção divina no futuro. (27 de fevereiro de 1953) A Ignorância da Medicina Eikō nº 196, publicado em 18 de fevereiro de 1953 O paciente a seguir inicialmente sofria de pleurisia e, durante o tratamento, desenvolveu tuberculose na coluna vertebral. Isso foi inteiramente um agravamento progressivo causado pelo tratamento médico. Explico: inicialmente, um tumor apareceu no peito porque o líquido da pleura havia se transformado em pus e estava tentando sair na forma de um tumor — foi inteiramente uma ação de cura natural. Se tivesse sido deixado em paz, o tumor teria inchado completamente, perfurado, todo o pus teria sido drenado e ele teria se curado. No entanto, a medicina, ignorante disso, fez uma incisão e chegou a raspar até as costelas, que nada tinham a ver com a doença; deve-se dizer que foi extremamente violento. Como resultado, a drenagem natural do pus foi impedida, a ação de concentração do pus foi interrompida, e ele começou a inchar, tentando sair por outro local. Isso foi confundido com tuberculose na coluna vertebral, e o paciente é digno de pena. Este é um exemplo de como a medicina cria doenças. Tuberculose Óssea à Beira da Morte Salva por Repetidas Purificações Província de Okayama, Cidade de Okayama, Kamiifuku Eiga-zaki Igreja Média Zuiun, Hashimoto Yukio (33) Salvo pelo amor infinito, relato as inúmeras e grandiosas proteções divinas que me ergueram de todos os infortúnios, os inúmeros grandes milagres que a razão comum jamais poderia compreender, e agradeço humildemente a Meishu-Sama. No final do ano de Showa 21 (1946), retornei do sul, já desmobilizado, mas minha casa em Tóquio havia sido incendiada, minha família estava dispersa, e minha esposa encontrava-se abrigada na casa dos pais, na província de Okayama. Ela estava doente de pleurisia havia seis meses; em quatro ocasiões, foram retiradas mais de duas bacias de pus líquido. Sua força física estava tão debilitada que os médicos chegaram a dizer: "Se acumular mais do que isso, não terá mais jeito". Ainda assim, tendo alcançado a custo uma frágil melhora, ela chegara a poder ir sozinha apenas ao banheiro. "Se cuidar bem e as coisas correrem bem, talvez fique tudo bem", eu alimentava uma esperança fugaz. Todos se alegraram ao me ver voltar vivo e nos encorajaram, a mim e à minha esposa, que começávamos uma nova vida sem nada. Mas o destino é irônico: três dias depois, minha esposa desenvolveu um inchaço do tamanho de um punho no lado direito do peito. Ela foi diagnosticada com tuberculose nas costelas. Imediatamente a fiz passar por uma cirurgia de incisão, mas, recém-dispensado do serviço militar, eu não tinha dinheiro para as despesas médicas. Além disso, minha família tinha circunstâncias complicadas e, embora eu fosse o filho mais velho, não podia voltar para casa; hospedado na casa dos pais de minha esposa, não podia depender deles para sempre, nem mesmo para as despesas médicas. Foi aí que começou minha vida de sofrimentos. Querendo, de alguma forma, devolver-lhe a saúde, fiz com que recebesse o melhor tratamento possível, na esperança de que melhorasse o mais rápido possível, e me esforcei ao máximo para que tivesse cuidados médicos. No entanto, o resultado foi completamente oposto. Fiz uma segunda cirurgia de incisão, mas não houve melhora. Em setembro de 1947, ela foi internada em um hospital na cidade de Takahashi e passou por uma grande cirurgia, na qual lhe rasparam as costelas. Mas essa cirurgia também foi apenas temporária: removeram somente a parte ruim, sem que sua saúde se recuperasse nem um pouco; pelo contrário, ela só se tornava cada vez mais linfática. Disseram que moxabustão era boa; tentamos a moxabustão e ficamos confusos com várias outras coisas, mas ela não recuperava as forças. Enquanto isso, a ferida supurou novamente, e fomos aconselhados a fazer outra cirurgia; mas, devido à dor das cirurgias e ao fato de que, mesmo após várias operações, ela não se curava, fui adiando a decisão dia após dia, observando a situação. No entanto, no final de outubro de 1948, ela começou a reclamar de dores repentinas na cintura, dizendo que não conseguia se esticar nem se curvar. Levamo-la ao hospital universitário, onde nos disseram: "É tuberculose na coluna vertebral, com acúmulo de pus no lado direito da cintura. É grave, então internem-na imediatamente." No dia seguinte, ela foi internada. Aqui, preciso falar um pouco sobre o hospital universitário: para examinar pacientes graves, faziam-nos esperar por mais de uma hora na sala de exames; depois, o Mestre vinha com cerca de dez assistentes e alunos de pós-graduação. Primeiro, o Mestre fazia um exame preliminar, e então cada um dos alunos examinava o paciente e relatava ao Mestre, e eles ficavam discutindo isso e aquilo por cerca de duas horas. A paciente era tratada como se fosse meramente um objeto de pesquisa, e não havia quem aguentasse aquilo. Longe de melhorar, a paciente ficava exausta. No segundo dia, ela finalmente gritou de dor, saiu do hospital universitário e se transferiu para o Hospital Sakakibara, em Okayama, especializado em tuberculose óssea. Ficou internada de 6 de fevereiro até 18 de janeiro do ano seguinte. Durante esse período, ela foi pendurada pelo pescoço, teve as pernas esticadas, dormiu em uma cama de gesso e se dedicou exclusivamente ao tratamento. O pus na cintura foi drenado duas vezes, mas, mesmo depois de drenado, acumulava-se novamente rapidamente e não havia melhora significativa. Então, decidimos pela alta e tratamento em casa. Mesmo depois de voltar, ela seguiu fielmente as ordens do médico, manteve repouso absoluto e se cuidou com dedicação, mas o resultado foi completamente oposto: ela piorava gradualmente. Seu rosto estava pálido como o de um morto, seu corpo estava magro e definhado, suas costas estavam encurvadas, tornando-se uma figura lastimável, e toda esperança de cura havia desaparecido completamente. Esse sentimento de desespero, porém, não durou muito tempo. Finalmente, Deus estendeu Sua grande mão salvadora. Nunca esquecerei. Em 10 de abril de 1949, quando voltei do trabalho, minha esposa me disse, alegre: "Hoje, um Mestre da Messiânica veio, apresentado por um vizinho, e impôs as mãos sobre mim. Foi uma sensação tão boa, e eu me senti tão grata que as lágrimas não paravam de cair." Eu não tinha fé alguma, mas também não me opus; apenas observei. Quatro ou cinco dias depois, ela disse: "Quero que você receba o Ohikari." Eu respondi: "Espere até ficar curada." Ela então disse: "Eu quero de qualquer jeito. Se você não aceitar, vou vender meu quimono para conseguir um." Ela também disse: "Disseram que posso tirar a cama de gesso", e a tirou, o que me deixou muito preocupado. Perguntei: "E se piorar?" Ela respondeu: "Não vai piorar de jeito nenhum. Só a Messiânica pode me salvar." Ela, que nunca foi corajosa, estava muito firme. Pensei: "Bem, vou deixar por conta dela." Em 17 de abril, minha esposa foi à igreja para se filiar, mas o Mestre disse: "Antes de você se filiar, primeiro faça com que seu marido se filie e receba o Johrei." Então, fui eu quem primeiro recebeu o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Olhando agora, penso que isso foi, sem dúvida, a grande misericórdia de Deus e um plano Dele. Se, naquele dia, minha esposa tivesse se filiado conforme o planejado, provavelmente eu não teria me filiado, e ela também teria desistido no meio do caminho, e não teríamos alcançado a alegria de hoje. Assim, a partir daquele dia, eu, ainda cheio de dúvidas, comecei a fazer o Johrei diariamente para ela. Ela dizia que se sentia bem quando eu fazia o Johrei, e em menos de uma semana ela já se levantava e começava a cozinhar aos poucos, e também passou a ir à igreja a pé todos os dias. Mesmo assim, eu ainda pensava que podia ser sugestão, e continuava com minhas dúvidas. Nesse meio tempo, também tive a oportunidade de ler os Escritos Divinos e, pela primeira vez, despertei. Passei a querer ouvir as palavras do Mestre novamente e, em 17 de maio, fui voluntariamente à igreja. Naquele dia, minha esposa também se filiou. A partir de então, recebemos a forte orientação do Mestre Yamane. Em julho, foi-nos permitida a primeira peregrinação a Hakone. Perguntei a Meishu-Sama sobre o acúmulo de pus na cintura de minha esposa, e recebemos a poderosa orientação: "O pus, quando acumular o suficiente, romperá e sairá. A rapidez ou lentidão depende do poder espiritual de quem faz o Johrei, então tenham paciência." Isso fortaleceu ainda mais nossa determinação, e nos apegamos a Ele. Em agosto, consagramos a Imagem da Luz Divina e nos dedicamos ao Johrei. Então, o pus na cintura foi aumentando gradualmente, e sua perna ficou tão rígida que ela não conseguia andar direito. Além disso, como afetava os nervos, era difícil para ela ir sozinha à igreja, então todas as noites eu a levava na garupa da bicicleta. Em outubro, ela recebeu a purificação (Joka) nas pernas, e a nevralgia característica da tuberculose óssea era tão forte que, ao tocar um dedo, todo o sistema nervoso reagia, e ela mal conseguia se mover. Mas isso também melhorou em dez dias. A partir de 1950, o pus, que antes estava apenas no lado direito da cintura, começou a se acumular também no lado esquerdo, desceu para a coxa direita e também se acumulou na parte interna da coxa, do tamanho de um punho. Fiquei feliz e ansioso, pensando que logo iria romper. No entanto, em outubro daquele ano, sua barriga começou a inchar repentinamente. No sétimo dia, estava do tamanho de uma gravidez de sete meses, e ela apresentou sintomas peritoneais. Ao mesmo tempo, tinha diarreia cinco ou seis vezes por dia e, quando se deitava, tossia sem parar até de manhã, expelindo grande quantidade de catarro a cada vez. A partir do oitavo dia, sua barriga começou a diminuir gradualmente. A diarreia e o catarro continuaram por um mês. Com essa mudança, o pus na cintura e na coxa amoleceu e, à medida que a purificação avançava, foi diminuindo cada vez mais. Quando a purificação terminou, o pus havia desaparecido completamente, e ela conseguia curvar a cintura livremente. Sua tez mudou completamente, ficou corada, e todos que a viam se surpreendiam. Além disso, algo misterioso é que, apesar de toda essa purificação, ela não sentiu tanta dor. Mesmo tossindo tanto que quase não conseguia dormir durante um mês inteiro, durante o dia ela fazia a lavanderia, cozinhava e ia à igreja normalmente. O fato de ter passado por isso com tanta leveza, ao contrário do que esperávamos, foi uma grande proteção divina, uma graça imerecida, e só podemos sentir gratidão. A longa tuberculose óssea foi curada, e ela se tornou uma pessoa completamente diferente, cheia de energia. Agora, ela vai a vilarejos remotos nas montanhas, andando diariamente por estradas de montanha de dois a três ri (cerca de 8 a 12 km), ajudando na obra de salvação. Desde a nossa filiação até hoje, as proteções divinas que recebemos são tantas e tão grandes que não podemos expressá-las em palavras ou por escrito. Apenas nos apegamos a Meishu-Sama de todo o coração. Aqui, expresso minha sincera gratidão e peço que, de agora em diante, também nos permita ser úteis, até mesmo nas margens da obra divina. Meishu-Sama, muito obrigado. (17 de setembro de 1952) Ah, este milagre! Da revista "Eikou" nº 169, publicada em 13 de agosto de 1952. Embora nossa Igreja se firme como religião de milagres, à medida que o poder de Deus aumenta, os milagres se multiplicam e se tornam mais esplêndidos, algo que os fiéis devem estar experimentando constantemente. O relato de graça a seguir ilustra bem isso. Este milagre, por si só, é algo que ninguém jamais ouviu falar, viu ou está registrado em nenhum documento desde os tempos antigos. Portanto, posso dizer sem hesitação que, de agora em diante, os seres humanos, a menos que se tornem fiéis desta Igreja, jamais poderão se tornar pessoas absolutamente felizes, e não tenho receio de afirmar isso abertamente. Curada pelo Johrei de uma grande cirurgia de câncer de útero mal-sucedida por um médico Mitsue Watanabe (40 anos) Igreja Média Shunkō, Ikaino Higashi, Bairro de Ikuno, Osaka Por volta de fevereiro de 1950, senti meu baixo-ventre inchado e me sentia mal, mas como não era nada grave, deixei como estava. No entanto, a partir do final de março, começou a sair um corrimento acastanhado. Com o passar dos dias, a quantidade de corrimento aumentou, perdi o apetite e fui ficando cada vez mais fraca. Consultei um médico local, mas ele não conseguiu diagnosticar claramente e fui encaminhada para o Hospital da Polícia. Após o exame, disseram-me: "Há um pequeno tumor no útero. Não saberemos ao certo sem retirá-lo e examiná-lo. Venha aqui por um tempo." A partir de então, fui ao hospital todos os dias com o coração cheio de ansiedade. Em 15 de maio, o tumor foi retirado. Quando ouvi o diagnóstico de "câncer de útero", senti como se tivesse sido jogada no fundo de um abismo. O médico recomendou a cirurgia o mais rápido possível, antes que fosse tarde demais. Confiando na medicina e desejando desesperadamente melhorar, fiz a cirurgia. A cirurgia correu bem, e fiquei feliz quando os pontos foram retirados no quinto dia. No entanto, mesmo depois de uma semana, e depois de dez dias, eu não conseguia urinar sem que um cateter fosse inserido na uretra. O médico disse: "É comum ter dificuldade para urinar após a cirurgia. Tente o máximo que puder para urinar sozinha." Então, tentava de tudo, mudava de disposição, rezava para Deus, e todos os dias me esforçava para urinar, quase chorando, mas não saía uma gota de urina. Na noite do décimo oitavo dia após a cirurgia, algo parecido com urina escorreu. Assustada, pensando se a bexiga não teria sido danificada e a urina não estaria vazando de lá, contei a situação ao médico. Ele apenas disse: "Não há motivo para preocupação." Mas a situação só piorava. Mesmo quando o cateter era inserido na uretra, não saía uma gota de urina. Eu havia feito a cirurgia com o único desejo de ser salva, mas acabei ficando com um corpo imóvel. Foi tão triste que, na hora da cirurgia, cheguei a pensar que teria sido melhor ter morrido sem saber de nada. Um mês após a cirurgia, o médico disse que eu poderia ter alta. Mas como poderia ter alta naquele estado? Continuei internada, mas como não melhorava em nada, tive alta cinquenta dias após a cirurgia. Após receber alta, meu sofrimento físico e mental só aumentava. Certo dia, por recomendação de um conhecido, consultei um médico da cidade, que me disse: "Foi um erro do médico. Há dois ferimentos na bexiga. Sinto muito, mas não há o que fazer. Coma o que gosta, faça o que gosta e tente esquecer seu corpo." Eu, que depositava minha última esperança naquele fio de chance, não consegui nem enxugar as lágrimas que transbordavam e nem me lembro como voltei para casa. Senti indignação pela irresponsabilidade do médico, mas, como era tarde demais, não pude fazer nada, e meus dias se passavam como um inferno. No início de agosto, minha cunhada sugeriu: "Por que não se apega a Deus?" Então, entre a dúvida e a fé, pedi ajuda e, por intermédio de um seguidor, fui apresentado ao Mestre Matsushita. Ao receber o Johrei, senti meu corpo e minha mente se tornarem mais leves como nunca antes. Ouvindo do Mestre as preciosas histórias do Caminho, com o único desejo de ser salva, no dia 16 de agosto, guiada por minhas irmãs, fui à igreja para fazer a visitação, recebi o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) do Mestre Takagaki e me tornei seguidora. A partir de então, abandonei por completo todos os remédios e injeções e passei a ir à igreja com prazer, acompanhada por minha irmã. Em casa, recebia o Johrei duas ou três vezes ao dia. Graças a isso, depois da conversão, tive diversas purificações leves; a comida voltou a ter sabor e, aos poucos, meu corpo foi se aliviando. O ferimento na bexiga, porém, ainda não sarava. Embora me sentisse grata por ver meu corpo, abandonado pelos médicos, restaurado àquele ponto, desejava ao menos voltar a ser como antes. Pedindo perdão por meus pecados, orei com todo o empenho. Apoiada nas palavras do Mestre, que dizia: “Apeguem-se com todo o coração. Com certeza Deus os salvará”, roguei com devoção. Na madrugada do dia 22 de novembro, por volta das três horas, senti uma forte dor que ia do lado direito do abdômen até a região lombar. Estava recebendo o Johrei de minha irmã, mas a dor foi se intensificando, e eu não conseguia ficar deitada nem sentada. Esperei o amanhecer e pedi que o Mestre viesse. Ele veio imediatamente, aplicou o Johrei e, em cerca de uma hora, a dor cedeu. No dia 23, exatamente às três horas — o mesmo horário da purificação do dia anterior —, acordei de repente e notei que o vazamento de urina estava menor que o normal. Senti vontade de ir ao banheiro e, ao ir, a urina saiu pela uretra. De tanta alegria, pensei se não era um sonho. Cerca de uma hora depois, fui novamente. A urina ainda vazava pela bexiga, mas também saía pela uretra. Transbordando de alegria, sem conseguir me conter, chorei de felicidade, agradecendo a Meishu-Sama e ao Daikōmyō Nyorai (a Imagem da Luz Divina). Por favor, compreendam a minha alegria naquele momento. Depois de seis meses, a urina finalmente voltou a sair pela uretra. Senti como se estivesse flutuando no céu, algo que minha pobre escrita jamais poderia descrever adequadamente. De tanta alegria, não consegui dormir; esperei o amanhecer e telefonei para a casa do Mestre Takagaki para lhe comunicar a proteção divina que recebera. O Mestre Takagaki e o Mestre Matsushita alegraram-se como se fosse algo deles próprios. Meu marido permitiu que eu e minha irmã tivéssemos uma audiência. No entanto, passada aquela alegria — eu, que até então estivera tão focada em conseguir a audiência que chegava a esquecer outras coisas —, percebi, como se despertasse de um sonho, que ainda metade da minha urina vazava. Além disso, aproximava-se o Grande Culto Especial da Primavera, em 18 de março. Os mestres da igreja diziam: “Não se preocupe. Deus cuidará de tudo.” Mas não era algo que eu pudesse ignorar. Novamente, apenas orei com todo o empenho: “Meishu-Sama, por favor, conceda-me a proteção divina.” E então, mais uma vez, recebi uma grande proteção divina. Ah, Meishu-Sama, muito obrigada. Na manhã do dia 15 de março, desta vez, pude urinar completamente pela uretra, como se nada tivesse acontecido. E isso se deu três dias antes da audiência. Assim, no tão esperado dia 18, meu desejo finalmente se realizou, e pude ter a audiência com Meishu-Sama. Minha alegria foi tão grande que não sei como expressá-la em palavras; estou repleta de emoções indescritíveis. No dia 19 de março, depois de completar a peregrinação em segurança, fui à igreja agradecer. No caminho de volta, encontrei por acaso a esposa do médico que me encaminhara ao hospital da polícia. Questionada por ela, contei como fora salva graças ao precioso Komyo-Nyorai. Ela disse, com ar de surpresa: “O local da cirurgia?” e “Você realmente melhorou?” Foi então que soube que, durante a cirurgia, por erro do médico, minha bexiga havia sido ferida e a uretra cortada, e que os próprios médicos haviam dito que não havia possibilidade de recuperação. Fiquei tão surpresa que não consegui dizer uma palavra. Desde então, até hoje, tive sete episódios de vômito com aspecto de café, mas, a cada grande purificação, alegro-me ao pensar que é para Deus me fazer feliz. Fui salva por Meishu-Sama, em corpo e em espírito; tornei-me uma pessoa verdadeiramente feliz e ainda pude ajudar outras pessoas. Sinto apenas gratidão e um sentimento de indignidade, banhada em lágrimas de emoção. Meishu-Sama, muito obrigada. (27 de maio de 1952) --- Sobre o Tifo Exantemático 'Eikō' nº 89 — 31 de janeiro de 1951 É de conhecimento geral que, todos os anos, as medidas preventivas das autoridades contra o tifo exantemático e a ansiedade da população não são pequenas. Felizmente, recebemos o relato da seguinte experiência e, por isso, decidimos publicá-lo. Segundo ele, a taxa de cura por meio do Johrei desta Igreja é incomparavelmente superior à da, e o fato de as injeções agravarem a doença merece grande atenção. De acordo com a situação desde o final do ano passado, parece haver sinais de uma epidemia considerável; por isso, mais do que alertar para grande cuidado, recomendamos que este artigo seja consultado como referência. --- A Grande Terapia Divina: Tifo Exantemático com 100% de Taxa de Cura Cidade de Shimada, Província de Shizuoka, Rua Otsu Igreja Média Aishin, Tsukumo Serizawa (39 anos) Há cerca de nove anos, recebi o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e, desde então, sob inúmeras proteções divinas milagrosas, tenho ajudado muitas pessoas. Desta vez, gostaria de relatar minha experiência com o tifo exantemático, vivida após o fim da guerra, quando ainda me encontrava na Manchúria. Logo após o fim da guerra, por volta do final do ano de 1945, uma forma maligna de tifo exantemático, que surpreendia até mesmo os chineses, espalhou-se pela Manchúria. Na cidade de Mukden, onde eu me encontrava, o terror era imenso naquele momento de caos, com dezenas de milhares de japoneses fugindo do norte da Manchúria. Em um piscar de olhos, milhares adoeceram. Escolas e outros locais foram transformados em hospitais de isolamento de emergência, e centenas de médicos e médicos militares aplicaram todos os métodos possíveis, mas quase sem efeito. Dezenas (ou mais) de pessoas morriam todos os dias, de modo louco e lastimável. Em meu conjunto habitacional da empresa, com cerca de 25 famílias, todos estavam apavorados. Por fim, um homem de cerca de 27 ou 28 anos adoeceu. Os hospitais estavam, obviamente, lotados; médicos e médicos militares vinham todos os dias aplicar injeções e compressas de gelo, mas sem nenhum efeito. Em cerca de uma semana, ele morreu enlouquecido. Fui visitá-lo uma vez e pensei em aplicar o Johrei, mas, como médicos e enfermeiras estavam o tempo todo ao lado dele, não pude fazer nada. Alguns dias depois, um jovem casal chamado Sano adoeceu quase ao mesmo tempo. As pessoas do conjunto, que haviam testemunhado dias antes a morte lastimável do homem, nem mesmo iam visitá-los — exceto eu e o Sr. Goto. Este, cerca de um ano antes, tivera hemoptise devido a uma doença pulmonar, curara-se com algumas sessões de Johrei e, ao retornar ao Japão para se casar, recebera o curso de preparação para o Ohikari (kyoshu). No início, pensei: “O que é o tifo exantemático? Não passa de uma purificação com febre alta e erupções cutâneas.” Baseado em minhas experiências anteriores, comecei confiante de que, por mais alta que fosse a febre, em três dias ela certamente cederia. No entanto, mesmo após três dias, a febre não cedia. Eu aplicava o Johrei três ou quatro vezes ao dia. Imediatamente após o Johrei, a febre baixava um pouco, mas, cerca de trinta minutos depois, subia ainda mais. No quinto dia, ele desenvolveu um distúrbio cerebral e ficou completamente louco. Durante cinco dias, não se alimentou; apenas bebia um pouco de água. O casal, deitado lado a lado, enlouqueceu junto. A esposa cantava canções de infância, e o marido dizia coisas sem sentido. Seus olhos pareciam não ver nada, fitando o teto com um olhar vazio. Muitos piolhos começaram a aparecer na cama. Como eu me sentava repetidamente naquela cama infestada de piolhos, cheguei a pensar que poderia acabar contraindo a doença também, mas, na época, tranquilizei-me pensando que o Sr. Goto, que havia recebido a instrução, estava lá. No entanto, o casal Goto também adoeceu. Restávamos apenas eu e minha esposa. Tomei uma decisão trágica e disse a ela: “Se eu ficar doente e enlouquecer, não me mostre a nenhum médico. Não importa o que digam, desde que continuem aplicando o Johrei em mim.” Por essa época, as críticas das pessoas ao redor aumentavam cada vez mais. Alguns, com boa intenção, diziam: “Provavelmente não adiantará nada, mas seria melhor você mostrá-los a um médico ao menos uma vez. Assim, quando voltar ao Japão e encontrar seus pais e irmãos, terá uma desculpa.” Mas eu recusava todas as ofertas, dizendo: “Não, está tudo bem.” Com o corpo cansado de tanto cuidar dos doentes, eu tratava quatro pacientes com tifo exantemático ao mesmo tempo. Ao contrário das minhas expectativas iniciais, os sintomas pioravam a cada dia. Nas altas horas da noite, quando todos dormiam, ao olhar para os pacientes enlouquecidos, fui assaltado por vários medos: “Será que meu Johrei não está mais fazendo efeito? Ou será que não funciona para o tifo exantemático? Se for esse o caso, a culpa de ter feito isso com quatro amigos é minha. Será que todos os quatro vão morrer enlouquecidos?” Mas, logo em seguida, pensava: “Isso é um absurdo. Se eu aplicar o Johrei com sinceridade e devoção, com certeza chegará o dia em que eles me reconhecerão e dirão: 'É o Sr. Serizawa, não é?' Se eu desistir agora, não poderei olhar para Meishu-Sama.” E, assim, continuei aplicando o Johrei, voltando meu pensamento para o distante leste. De vez em quando, punha o rosto diante dos doentes, mas não havia reação alguma. Nunca esquecerei: no oitavo dia após o início da doença, depois do café da manhã, sentei-me ao lado da cama. Então, fitando-me com um olhar ainda fraco, ele disse: “É o Sr. Serizawa, não é? Minha cabeça está estranha. Onde está minha esposa? Quero arroz com curry e água.” Foram exatamente as palavras que eu esperava, saindo da boca do doente. Minha alegria naquele momento, acredito, superou qualquer outra entre as várias experiências milagrosas que tive. Uma onda de emoção tomou conta de mim e, involuntariamente, voltei-me para a distante pátria e agradeci a Meishu-Sama. Juntei as mãos em oração. “Já estou completamente seguro.” Senti ainda mais força e, ao realizar o Johrei com devoção, um muco nasal espesso saiu de forma impressionante, e minha clareza mental aumentava a cada hora. A senhora também, mais ou menos ao mesmo tempo, seguiu um processo semelhante; o corpo, debilitado desde o início da doença, recuperava-se, e ficou evidente para todos que ela estava curada. Adquiri confiança absoluta. Naquela época, o casal Goto ainda estava claramente enlouquecido, mas eu não sentia mais medo. Enquanto brincava com os loucos, falando bobagens e rindo, realizei o Johrei, e eles se curaram completamente seguindo o mesmo processo. A esposa do Sr. Goto, grávida de oito meses na época, deu à luz um menino grande, e tanto a mãe quanto o filho estavam saudáveis. Durante esse período, em minha residência oficial, outras seis pessoas adoeceram; cinco foram ao médico e quatro morreram; uma, como nessa fase final já se sabia que a taxa de mortalidade com injeções era alta, foi deixada deitada sem tratamento e sobreviveu, embora tenha levado dois meses para recuperar as forças. Em contraste, as pessoas curadas pelo Johrei se recuperaram completamente em vinte dias. Só pude maravilhar-me com a grandeza do Poder Divino. Os pacientes tratados com injeções e compressas de gelo tiveram resultados ruins; ao contrário, aqueles que não receberam muitas injeções tiveram resultados muito melhores. Somente após milhares de vítimas é que o público em geral começou a compreender isso, e talvez porque as injeções tenham sido gradualmente reduzidas, a taxa de mortalidade do tratamento médico também diminuiu, passando de mais de 70% no início para cerca de 30% no final. Realizei o Johrei em cerca de dez pacientes com tifo exantemático, e todos se recuperaram completamente, com uma taxa de cura de 100%; a recuperação da força física após a doença foi incomparavelmente superior à proporcionada pelo tratamento médico. Os sintomas do tifo exantemático na época incluíam febre acima de 40 graus, dor de cabeça intensa como se a cabeça fosse partir, erupções leves por todo o corpo após cerca de dois dias, que desapareciam depois de mais dois dias; por volta do quinto dia, sobrevinham distúrbios cerebrais, que invariavelmente levavam à loucura. Ver os pacientes piorarem gradualmente e enlouquecerem, apesar de continuar o Johrei com devoção, era realmente assustador; cheguei a querer fugir, mas, uma vez que experimentei, aprendi na prática que o distúrbio cerebral não era sintoma preocupante e que, com o Johrei na parte frontal da cabeça, o muco nasal saía e a cura era simples. Quando os efeitos milagrosos do Johrei começaram a ser reconhecidos pelo público em geral, aquela terrível doença finalmente chegou ao fim. A partir de então, fui procurado por muitas pessoas e, até ser repatriado, pude realizar o Johrei em vários doentes, acumulando experiências valiosas e obtendo resultados notáveis. Este é o meu relato sobre o tifo exantemático. Agradeço a Meishu-Sama, que concedeu a alguém como eu este Poder absoluto, e apresento este relato na esperança de que, mesmo que minimamente, possa servir de referência para todos vocês. (1º de janeiro de 1951) A medicina é realmente uma arte benevolente? A medicina é realmente uma arte benevolente? 'Eikō' nº 204 — 15 de abril de 1953 Desde os tempos antigos, diz-se que a medicina é uma arte benevolente, mas isso se devia ao desconhecimento dos fundamentos da medicina, sendo uma visão inevitável — na verdade, porém, é o pensamento oposto. Para esclarecer isso, temos nos esforçado consideravelmente; e, como se pode ver pela história a seguir, fica claro que a afirmação de um espírito, vinda do mundo espiritual, não está errada. Percebe-se, portanto, que, longe de ser uma arte benevolente, a medicina é, na verdade, uma ação terrivelmente perversa. A esse respeito, lembro-me de ouvir com frequência que, entre os descendentes de médicos, há um número excessivo de pessoas infelizes e desafortunadas. Portanto, se os senhores médicos soubessem disso, não poderiam deixar de ficar pessimistas. Em outras palavras, se a prática médica torna muitas pessoas infelizes e também torna o próprio médico infeliz, não há negócio tão desvantajoso quanto este. Quem salva disso é a nossa Igreja Messiânica; portanto, peço aos senhores médicos que reflitam seriamente sobre o assunto. Almas do mundo espiritual são salvas uma após a outra Da vila de Sada, distrito de Yatsuka, província de Shimane Igreja Média Ryūkō, Minako Yuzuriha (30 anos) Meishu-Sama, Desde que ingressei na fé em 13 de dezembro de 1949, graças à sua generosa proteção divina, mesmo neste mundo impuro, não tenho preocupação alguma e passo todos os dias com alegria e leveza. Agradeço do fundo do coração. Sou realmente uma pessoa cheia de pecados, mas, entre as proteções divinas que recebo diariamente, gostaria de relatar duas ou três experiências, sem me preocupar com minha escrita pobre. Pouco depois do meu casamento, meu marido faleceu de tuberculose em fevereiro de 1949, deixando-me com dois meninos — um de um ano e sete meses, outro de quatro meses — e minha avó de 80 anos. Preocupada com meus filhos frágeis, vivia solitária, lutando contra a pobreza e as dificuldades. Com o auxílio que recebia da prefeitura, não conseguia sustentar meus filhos sem leite materno; então, em agosto daquele ano, pedi à minha mãe que viesse morar conosco e comecei a trabalhar. No entanto, meus filhos fracos alternavam febre e diarreia, exigindo visitas constantes ao hospital, o que me obrigava a chegar atrasada ou a sair mais cedo do trabalho. Não há como descrever o quanto isso foi doloroso. Nesse meio tempo, em novembro, meu irmão mais velho, que morava na casa de meus pais, falou-me sobre esta preciosa divindade. Pensando que precisava me apegar a algo, participei do Culto Mensal da filial de Minamita, em Matsue, em 18 de novembro. Naquela época, meu filho mais novo estava com otite média, e o presidente, Sr. Ishizaka, realizou o Johrei imediatamente. O pus, que escorria abundantemente, parou completamente no dia seguinte. Achando aquilo milagroso, frequentei o local por dois ou três dias, recebi o Johrei do líder da filial, Sr. Sugitani, e fui completamente curada. Considerando aquilo milagroso e digno de gratidão, decidi ingressar na fé. Em 13 de dezembro, recebi do Sr. Sugitani, na filial, o curso de preparação para o recebimento do Ohikari (kyoshu) e obtive o precioso Ohikari. A partir de então, deixei completamente de levar meus filhos ao hospital e me dediquei exclusivamente ao Johrei. Graças a isso, embora passassem por purificações frequentes, sempre se recuperavam. Meus dois filhos, que antes eram diagnosticados com desnutrição sempre que eu os levava para exames, ficaram completamente saudáveis, brincando e fazendo travessuras todos os dias. Posso trabalhar tranquila e sou grata pela proteção divina de Meishu-Sama. No entanto, por ser uma pessoa cheia de pecados, novas provações sobrevieram. No final de 1949, o proprietário começou a pressionar-me para que desocupasse a casa. Como encontrar outra casa numa época de tamanha escassez? Além disso, famílias com crianças são malvistas. Sem alternativa, acabei alugando um cômodo na casa de meus pais e me mudei para onde estou agora. Meu irmão também se tornou um seguidor fervoroso, e temos em casa a Imagem da Luz Divina, a Gosonei e Byobu Kannon (Kannon do biombo). Embora deseje ardentemente ter a Imagem da Luz Divina, ainda não obtive permissão; recebi, porém, Byobu Kannon em maio do ano passado, e todos os dias leio os Hinos de Louvor e os Goronbun. E, como ensina Meishu-Sama, ao receber Byobu Kannon e ler os Goronbun diariamente, pude compreender como as almas dos antepassados, no mundo espiritual, são salvas rapidamente. Um exemplo disso ocorreu em maio do ano passado, quando tive um fenômeno de possessão espiritual. A mãe biológica do meu falecido marido, cujo paradeiro era desconhecido, manifestou-se e disse: "Há mais de vinte anos, cometi suicídio na Coreia, e por esse pecado e pelo pecado de ter sido enfermeira, caí no inferno e sofria, mas fui salva pelo Komyo-Nyorai e agora subi ao Paraíso. Meu marido (seu sogro) também foi para um bom lugar, e todos vivem felizes. Isso é graças à sua fé", e ela estava muito contente, dizendo que "precisava retribuir o favor". O segundo exemplo ocorreu no início de setembro. Enquanto lia o Gosho 'Reikai Sōdan' diante do altar budista, senti um peso na cabeça e nos ombros, que durou dois ou três dias. Quando recebi o Johrei de meu irmão, houve um fenômeno de possessão espiritual, e o avô de meu marido apareceu. Ele disse: "Estou no inferno agora. Esta pessoa (eu) entrou nesta fé e reza todos os dias, mas eu pensava que não valia nada. No entanto, desde que ela começou a ler o 'Reikai Sōdan', minha mente mudou. No começo, pensei que ela estava dizendo bobagens, mas, ao ouvir aos poucos, percebi que eu estava errado. Isso não pode continuar. A partir de agora, vou ouvir com atenção, praticar com devoção e me tornar melhor. Mas estou no nível mais baixo do inferno e não consigo subir facilmente. No entanto, um dia, com certeza, serei levado a um bom lugar. Estou no inferno porque fui médico no passado. É por isso! Não era minha intenção, mas não há o que fazer. Afinal, ser médico não presta." Depois disso, ele disse várias coisas e, por fim, pediu: "A partir de agora, também vou me apegar com devoção, então reze bem por mim todos os dias. Esse é o meu único desejo." Com isso, ainda que se diga que a medicina é uma arte benevolente e que ajuda as pessoas, no mundo espiritual, quem diria, é um pecado que leva ao inferno... Em seguida, eu, uma pessoa cheia de pecados, tive meu antigo desejo realizado: por ocasião da visita de Meishu-Sama ao oeste, fui agraciada com a permissão de uma audiência. Agradeço profundamente por isso e gostaria também de relatar a proteção divina que recebi na ocasião. Antes da possessão espiritual do avô, minha cabeça estava pesada; a nuca e a parte posterior da cabeça passavam por purificações cinco ou seis vezes ao dia, com uma sensação de aperto no topo da cabeça. No entanto, com a audiência, fui completamente curada. Com isso, pude compreender quão poderosa é a Luz Espiritual de Meishu-Sama e como, ao ter uma audiência, somos ainda mais purificados, e quão importante é ter essa oportunidade. Meishu-Sama, muito obrigada. Expresso minha mais profunda gratidão e encerro meu relato de hoje. (27 de fevereiro de 1953) Conclusão Apresentei acima cento e vinte exemplos variados de milagres. Quem quer que os veja não poderá deixar de arregalar os olhos de espanto. Em suma, isso é a expressão do mais alto Poder Divino, um evangelho salvífico sem precedentes. É verdade que pequenos milagres foram demonstrados por religiões de cada época, como evidenciam os documentos; mas, se tantos supermilagres ocorrem e, além disso, pessoas comuns podem receber esse poder após um curto período de aprendizado, isso por si só já é um grande milagre. Ou seja, ainda que seja um homem comum, se pudesse realizar milagres semelhantes aos de Cristo, ou se alguém sem qualquer formação médica pudesse demonstrar um poder de cura superior ao de um doutor em medicina, certamente não seria considerado verdade. O que me preocupa é que, por ser realizado por intermédio de mim, um ser humano, tamanha incompreensibilidade pode, ao contrário, gerar dúvidas, e não creio que deixe de haver quem hesite e vacile. Em seguida, o que aqueles que lerem este livro mais desejam saber será, provavelmente, a verdadeira natureza de minha pessoa. Embora eu mesmo deseje ardentemente esclarecê-la em detalhes, é lamentável que, por ser prematuro, não possa revelá-la por enquanto. E o que devo dizer especialmente é que, se observarmos objetivamente, ao se manifestar um poder divino tão grandioso, é de se deduzir que o responsável não poderia ser outro senão o Messias. Quanto a isso, talvez eu mesmo pense, desde tempos antigos, "sou o Messias", e alguns já se declararam abertamente como tal; porém, como sabem os que conhecem, todos foram temporários e acabaram desaparecendo com o tempo. Além disso, como está na profecia de Cristo, houve até mesmo o aviso de que falsos cristos surgiriam no futuro; hoje em dia, já não há quem se deixe enganar por eles, de modo que não adiantaria nada eu me declarar agora o Messias. E, diante dos homens modernos, com o avanço da cultura e o desenvolvimento da inteligência, isso provavelmente só atrairia o ridículo. No entanto, se lhes for apresentado um fato incontestável, seja quem for, não poderá deixar de acreditar; e os próprios milagres que realizo, por mais friamente que se observe, deveriam ser plenamente reconhecidos como tendo valor messiânico. Nesse sentido, não é de admirar que me considerem o Messias, o Cristo redivivo ou o Maitreya encarnado; mas, deixando isso ao critério de cada um, no final todos compreenderão. Pois a humanidade mundial, por meio de minha salvação, obterá a verdadeira felicidade e, naturalmente, se regozijará e exultará; além disso, a civilização estabelecida sofrerá uma reviravolta de cento e oitenta graus, e o Paraíso Terrestre, livre de doença, pobreza e conflito, estará finalmente prestes a surgir. --- Coletânea de Milagres da Igreja Messiânica Mundial Subtítulo: "Bomba Atômica para a Ciência" – Coletânea de 120 relatos de experiências Publicado em 10 de setembro de 1953 Formato B6, 300 páginas, não comercializado Autor: Okada Mokichi, Líder da Igreja Messiânica Mundial Editor responsável: Moriyama Jittarō Gráfica: Atami Shōji Co., Ltd. Editora: Departamento de Publicações da Igreja Messiânica Mundial --- 'Coletânea de Milagres da Igreja Messiânica Mundial' Publicado em 10 de fevereiro de 1954 (Showa 29) Os cinco relatos de experiências a seguir substituem os da edição anterior --- Ondas de Luz Emitidas pelo Ohikari 'Eikō' nº 223 — 26 de agosto de 1953 (Showa 28) Já publiquei neste jornal dois casos em que a luz do ofuda bloqueou e impediu a penetração dos raios X. Desta vez, ocorreu um terceiro caso semelhante. Cientificamente, após três experimentos, pode-se dizer que está confirmado; em outras palavras, tornou-se uma teoria estabelecida no campo da ciência espiritual. Como todos sabem, os raios X são louvados como uma luz forte e maravilhosa, capaz de penetrar quase todas as substâncias. Ora, se a luz irradiada do ofuda bloqueia uma luz tão poderosa, trata-se de uma luz ainda mais forte que os raios X. O que produz, então, essa luz extraordinária? Por mais que se explique, é algo impossível de acreditar. Ou seja, essa luz é irradiada de um caractere que escrevo com tinta e pincel em uma folha de papel japonês — o caractere "Hikari" (luz), em letras grandes. É um mistério além do mistério. Os fiéis compreendem isso, mas, para terceiros, provavelmente é incompreensível; tentarei explicar da forma mais clara possível. Ao escrever o caractere "Hikari", imprimo-o no papel por meio de minha mão e de meus dedos, e depois por meio do pincel e da tinta; portanto, na forma, é igual à escrita de uma pessoa comum. Apenas com isso, uma luz tão poderosa como a descrita está contida no caractere. Esse mistério provavelmente não tem precedentes desde o início da humanidade. Além disso, levo no máximo cerca de sete segundos para escrever uma folha, sendo fácil escrever de quinhentas a seiscentas folhas por hora. E não há absolutamente nenhuma oração ou concentração de espírito; é algo completamente tranquilo. Quando quero fumar um cigarro, escrevo com a mão direita enquanto seguro o charuto com os dedos da mão esquerda. Além disso, para passar o tédio, escrevo sempre ouvindo rádio. No verão, quando está quente, às vezes escrevo com a parte superior do corpo despida. Como é de conhecimento geral, em comparação com os fundadores de religiões do passado — que, ao fazerem ofuda, praticavam jejum e purificação, oravam a Deus e assumiam uma atitude solene e intocável —, meu método é extremamente simplório; se uma pessoa comum o visse, ficaria estupefata. Isso ocorre porque, dentro de meu ventre, reside o Espírito Divino Supremo; eu apenas empresto meu corpo. Ou seja, Deus me usa livremente como uma espécie de ferramenta; portanto, não tenho necessidade de orar a Deus. A oração existe porque Deus e o homem estão separados. Nesse ponto, sou realmente despreocupado e agradeço imensamente por isso. Provavelmente, desde o início do mundo, não deve ter havido um religioso tão excepcionalmente peculiar como eu. Aproveitando, escreverei um pouco sobre outras coisas. Os fiéis também sabem bem disso, mas, quanto ao Jardim Divino, que é o modelo do Paraíso Terrestre, aos edifícios, ao museu e às vitrines dentro dele, quase não penso neles. Apenas penso nisso na ocasião, e a ideia vem à mente instantaneamente, sem hesitação; eu apenas dou as instruções. Dessa forma, mesmo coisas que parecem difíceis para os outros são simples para mim. Portanto, seja em questões médicas, agrícolas ou qualquer outra coisa, é o mesmo, como se pode ver claramente pela maneira como trabalho atualmente. Ainda há muitas coisas que gostaria de dizer, mas não têm fim, então paro por aqui. --- Este Milagre nos Raios X A Tuberculose Também é Assim Salva, e se Conhece a Alegria da Vida Cidade de Kure, Província de Hiroshima, Bairro Shimoyamate Igreja Média Zuiun – Yutaka Ōno (22) Sou imensamente grato pela proteção divina de Meishu-Sama. Diante de tão infinita e nobre graça, como posso agradecer? Que palavras usar para expressar minha gratidão? Não encontro palavras. Embora meu texto seja tosco, apresento aqui, com respeito, meus agradecimentos e relato. Foi em março de 1952. "Há uma imagem infiltrativa do tamanho da ponta do polegar abaixo da clavícula direita", fui informado pelo médico da fábrica cerca de um mês antes. Desde a infância, nunca tive doenças dignas de nota; fui titular no futebol no colégio e na escola técnica e tinha confiança em minha força física. Além disso, como era época de balanço financeiro, mesmo sentindo mal-estar, ignorei, achando que era normal. No entanto, em 28 de março, ao voltar do trabalho para meu quarto, tive uma leve tosse e, de repente, hemoptise. Embora tenha sido uma pequena quantidade, ao ver sangue, senti profundamente o medo da tuberculose pulmonar e, ao pensar em meu futuro, chorei lágrimas de dor. Imediatamente fui hospitalizado e, seguindo as ordens do médico, mantive repouso absoluto por pouco mais de dois meses. Criado em uma educação materialista e insensível à existência de Deus, eu tinha as palavras do médico como absolutas. Quando finalmente consegui andar sozinho, a hemoptise parou e a febre baixou para a temperatura normal; consultei o médico e, para um tratamento radical, submeti-me a vinte injeções de estreptomicina, que não surtiam efeito, e depois a mais vinte. Ao pensar no terror da toxina medicamentosa, sinto uma tristeza que nem chorando consigo expressar. Que pecador sou. Em julho, voltei para minha cidade natal, Kure, e me dediquei ao repouso, observando a evolução, mas a sombra no pulmão permanecia firme e sem sinais de desaparecer. "Faça pneumotórax por três anos; em seis meses, a sombra não desaparecerá, mas você poderá trabalhar", com as palavras do médico, concordei com o desagradável pneumotórax. E foi dois dias antes de realizar o pneumotórax que uma pessoa chamada Okada, conhecida de minha irmã, gentilmente me disse: "Existe uma religião chamada Igreja Messiânica; de qualquer forma, as doenças melhoram muito. Já que vai fazer pneumotórax, por que não vai, como quem é enganado?" No entanto, eu, que nunca havia juntado as mãos em oração em minha vida e tinha a arrogante ideia de que quem acredita em religião é um desajustado de caráter, achava extremamente absurdo que curar doenças apenas com a imposição das mãos fosse possível, e sentia até mesmo aversão por quem acompanhava isso. Mas, por algum motivo, com a disposição de "vamos ver", visitei a filial de Kure em 28 de outubro. Meishu-Sama, por favor, perdoe meu coração tolo. Foi em uma direção inesperada que encontrei o caminho para a verdadeira felicidade e descobri a verdade. Das trevas para a luz, foi uma virada em minha vida. Ao receber o Johrei do Sr. Yamauchi, da filial de Kure, tive uma sensação estranha. Sem entender nada, percebi que o quarto estava anormalmente quente e que um calor emanava naturalmente de dentro do meu corpo, fazendo-me suar abundantemente. O sono após voltar para casa foi excepcional; embora fossem apenas sete horas, fui para a cama e dormi profundamente até de manhã. Isso continuou por quatro ou cinco dias. O Presidente Yamane, o Sr. Ogino e o Sr. Yamauchi contaram-me várias coisas sobre o Caminho, mas as histórias eram tão grandiosas que só podiam ser sonhos. No entanto, senti grande alegria ao saber que existe um mundo diferente do que conhecia, um mundo onde pensamentos puros são válidos. Observando as pessoas que vinham à filial todos os dias, não pude deixar de me curvar diante do fato de que todas melhoravam dia após dia. Enquanto isso, a dor no ombro que eu sentia antes desapareceu sem que eu percebesse. Eu, que acreditava piamente que a medicina era o melhor e que só ela poderia curar as doenças, não pude fazer nada diante dos fatos. Ao tomar conhecimento da existência de algo tão misterioso, comecei a olhar para a medicina com olhos de dúvida fundamental. Com esse sentimento, ao ler os escritos de Meishu-Sama, um a um, meus pensamentos equivocados foram sendo derrubados, e fui levado a perceber a grande contradição da medicina. Como tudo o que eu acreditava ser correto até então foi virado de cabeça para baixo, fiquei completamente atônito. No dia 5 de dezembro, recebi imediatamente o Ohikari e, para comprová-lo por mim mesmo, ergui as mãos sobre mim. Havia uma prima minha que também sofria do mesmo problema pulmonar. Tanto ela quanto seu marido eram seguidores fervorosos da Seicho-no-Ie, mantendo sua vida de fé há mais de dez anos. No entanto, em proporção inversa ao progresso de sua fé, o foco da doença nos pulmões só se expandia, e, nesse ínterim, ela teve febre alta de quarenta graus e caiu de cama. Já não podia mais confiar na medicina, e, sob a crença de que os ensinamentos da Seicho-no-Ie eram sua única salvação, dedicou-se ardentemente à fé, mas sem efeito. Preocupado, seu marido, num desespero de agarrar-se a qualquer palha, veio pedir o Johrei. Imediatamente o realizei, e solicitei ao Professor Uchiyama que se desse ao trabalho de vir. Ele nos explicou diversas coisas, como o fato de que a tuberculose, e as doenças em geral, são decorrentes de innen espiritual e também de toxina medicamentosa. Também pedi ao Professor Ogino que nos concedesse a entronização de Byōbu Kannon-Sama (Kannon do biombo). No dia seguinte, um fenômeno de possessão espiritual manifestou-se em mim, e pude experimentar em meu próprio corpo a realidade do mundo espiritual e o fato de que somos influenciados por algo invisível. Depois disso, os espíritos ancestrais frequentemente me possuíam. No dia 20 de dezembro, um espírito que se identificou como um homem de cinco gerações atrás me possuiu e disse: "Estava possesso buscando salvação, mas fui salvo por este caminho sublime, por isso deixarei seu corpo. Portanto, a sombra em seus pulmões já não existe mais. Se duvida, faça um raio-X amanhã mesmo." Dois dias depois, fui ao médico e pedi uma fluoroscopia. Na sala escura da fluoroscopia, fiquei com a parte superior do corpo nua, segurei firmemente o Ohikari na mão esquerda e roguei a Meishu-Sama por proteção divina. No momento em que o interruptor foi ligado, não houve o zumbido característico da radiação dos raios X, e os raios X também não saíram. Isso se repetiu duas ou três vezes, mas foi a mesma coisa. O médico, estupefato, solicitou à enfermeira que chamasse a chefe de enfermagem. A chefe e os três examinaram o aparelho de várias formas, mas disseram: "É estranho, funcionou esta manhã. Não deveria estar com defeito", e houve uma grande confusão. Naquele momento, algo me veio à mente: era o Ohikari. Eu o segurava na mão, achando um desperdício entregá-lo a outra pessoa, mas lembrei-me de ter lido anteriormente no jornal 'Eikou' que a forma do Ohikari não aparecia na fotografia — e isso passou rapidamente pela minha cabeça. Entreguei então o Ohikari à minha mãe, que esperava do lado de fora, subi novamente na plataforma e disse: "Agora está tudo bem. Ligue o interruptor." No mesmo instante em que o interruptor foi ligado, a tela de fluoroscopia diante de mim iluminou-se de repente. Foi a primeira vez que os raios X atravessaram meu corpo. Ah, este milagre, esta proteção divina! Não pude deixar de exclamar interiormente, em segredo, de espanto. Depois, o médico disse: "Já está curado. Pode trabalhar." Da boca do mesmo médico que, um mês antes, me recomendara insistentemente o pneumotórax, saíram estas palavras. Este milagre — a medicina é algo assim, a Luz Espiritual é algo tão grandioso — fez-me ver claramente a diferença entre ambas. Diante da grandeza da Virtude Divina do Grande Deus, só me resta curvar a cabeça. Que a medicina materialista é algo manco, que erra na origem, e que a verdade está num lugar tão simples, isso fica claro até mesmo por este único fato. Fui levado a perceber que esta obra revolucionária e sem precedentes da construção do Paraíso Terrestre só é possível porque é o Deus Supremo quem a realiza, e que quem move a matéria não é o homem, mas sim Deus. Além disso, Meishu-Sama indicou claramente que a existência de divindades malignas e espíritos malignos é necessária como parte do processo de construção do Paraíso Terrestre; que o mal também é afirmado; e que o viver, a missão do homem, etc., foram por ele esclarecidos. Este ensinamento me mostrou o significado da vida e da morte, que eu não poderia saber mesmo mergulhado em livros de filosofia ou lendo todo tipo de obra; e eu, que aprendi que tudo até agora tem o único propósito de a Terra se tornar o Paraíso, sou verdadeiramente uma pessoa feliz. Imerso nos ensinamentos, sinto um impulso de pular de alegria. Quando penso no passado em que me entregava à medicina, se tivesse continuado com o pneumotórax e os medicamentos, talvez agora fosse um cadáver ambulante, ou estivesse ofegante no Reino do Fundo da Raiz do mundo espiritual. Eu, que fui salvo tanto no espírito quanto no corpo desta forma, não sei como expressar minha gratidão. Meishu-Sama, muito obrigado. Se penso que foi a doença a oportunidade para conhecer este sublime ensinamento, sinto vontade de agradecer à doença. Fui informado também, por meio da confissão do espírito ancestral, de que, na Extinção do Budismo (fim do mundo), o mundo espiritual se encontra em uma agitação inimaginável, o que se refletirá no mundo material, tornando-se uma era terrível, e de que este Caminho possui um poder sublime que não podemos sequer conceber. Estou repleto do desejo de transmitir esta alegria ao maior número possível de pessoas. Meishu-Sama, muito obrigado verdadeiramente. Expresso-lhe minha respeitosa gratidão. Minha prima, mencionada anteriormente, também teve, juntamente com o marido, a permissão de ingressar na fé e está progredindo no caminho da crença. Aproveito a ocasião para comunicar isso também. Muito obrigado. Rogo-lhe que continue a me proteger. (1º de junho de 1953) A Virtude Divina é Assim Tão Eficaz 'Eikou' nº 221 — 12 de agosto de 1953 A fé desta Igreja difere enormemente de todas as que existem desde os tempos antigos. Isso porque, nas religiões estabelecidas, a relação entre Deus e o homem não é muito clara. No entanto, entre as inúmeras religiões, incluindo o Cristianismo, não são raros os casos em que, diante de uma fé ardente, milagres surpreendentes ocorrem e a vontade divina é claramente percebida. É por isso que, ao longo de centenas e milhares de anos, elas têm servido de alimento para a alma de muitas pessoas. E, naturalmente, quanto mais uma religião prospera hoje, mais isso é verdade. No entanto, nesta Igreja, a ligação entre Deus e o homem é extremamente clara. Afinal, se o objetivo é salvar o mundo infernal — que se pode chamar de fim dos tempos, como o atual —, seria necessário possuir um poder suprarreligioso superior ao das religiões estabelecidas. Portanto, como condição básica para exercer este poder de salvação do mundo, a relação entre Deus e o homem deve ser muito clara. De fato, uma vez que doenças incuráveis são curadas e vidas que não existiam são agraciadas, é natural que surja uma gratidão infinita; e é ao expressá-la concretamente que Deus concede a segunda graça. E, ao mesmo tempo em que se retribui essa graça, deve-se refletir sobre para que serve a vida que foi agraciada. É claro que a vontade divina é que ela seja usada a serviço da Obra Divina. A esse respeito, outro dia também foi dito: tudo o que se relaciona a Deus deve ser lógico. É por se desviar da lógica que sobrevêm repurificações e até mesmo a perda da vida. Em contraste, a vida que se recebeu já não é mais sua. Uma vez que está nas mãos de Deus, deve-se dar o máximo de si, o melhor de si, para a salvação do mundo. Se assim for, as repurificações desaparecerão e, ao contrário, a situação se tornará de alegria e felicidade — isso é absolutamente certo. Portanto, tornar-se infeliz ou feliz depende inteiramente da própria disposição de espírito; nesse ponto não há a menor diferença. O relato de graça a seguir ilustra bem isso, e quem o ler certamente pensará: "Realmente." Salvo da Tuberculose Laríngea Através da Repurificação Da vila de Yakawa, distrito de Nita, província de Shimane Ishii Sadayoshi (31 anos), da Igreja Média Ryūkō Apresento meus agradecimentos por ter recebido uma vida, após um milagre em que escapei da morte certa, graças à salvação de Meishu-Sama. Em minha juventude, fui especialmente abençoado com saúde. Na primavera dos meus dezoito anos, juntei-me ao Exército Juvenil de Pioneiros para o Desenvolvimento de Manchukuo e Mongólia e servi vigorosamente em deveres militares até o fim da guerra, em agosto de Showa 20 (1945). Desmobilizei-me em novembro do mesmo ano e, em março do ano seguinte, seguindo o conselho de meus pais, casei-me como filho adotivo (muko-yoshi) em uma família de agricultores. Graças à minha saúde inata, dedicava-me diariamente à agricultura, passando dias alegres mesmo em meio às dificuldades; fui abençoado com duas filhas em meu casamento e levava uma vida sem nenhuma privação. No entanto, por volta do período de pico agrícola de maio de Showa 24 (1949), comecei a sentir anormalidades no corpo. Por ser filho adotivo, forcei-me ao máximo, mas não aguentei mais e consultei um médico. Ele disse: "É apenas um resfriado que se agravou, não é nada grave." Mas meus sintomas pioravam cada vez mais. O resultado do diagnóstico em certo hospital foi "tuberculose pulmonar em segundo estágio". Isso foi em dezembro de Showa 24 (1949). Ah, a felicidade após o repatriamento, fruto de inúmeras dificuldades, foi efêmera. Ser atacado pela pior das doenças incuráveis, a tuberculose... Naquela época, o médico disse: "Sua doença está bastante avançada, não sei se vai curar, mas a medicina moderna está muito avançada. Se tentarmos todos os tratamentos, talvez possa curar, etc." Foram palavras realmente pouco confiáveis. E, alguns dias depois, ele insistiu para que eu me internasse; mas, no caminho de volta, naquele dia, a mão do Grande Amor foi estendida até mesmo a alguém como eu, pois, no trem, meu irmão mais velho me falou sobre este Caminho. Desci imediatamente no meio do caminho e visitei o Mestre Shima, da cidade de Kisuki. Ouvi várias explicações do Mestre e também tive a permissão de ver os textos sagrados. Por alguma razão, naquele momento, algo tocou profundamente meu coração; senti como se, por fim, tivesse agarrado algo que buscava há muito tempo. Pedi imediatamente o Johrei, e o Mestre estava com as mãos erguidas sobre minha cabeça. Pensei se algo assim poderia curar uma doença. Mas, enquanto recebia silenciosamente o Johrei, quando o Johrei de todo o corpo terminou, experimentei uma sensação indescritivelmente boa; envergonhei-me por ter duvidado, ainda que por um instante, e orei sinceramente para que eu me tornasse saudável o mais rápido possível. O Mestre disse claramente: "Sua doença vai curar com certeza!" Ainda não posso esquecer a alegria daquele momento. A partir desse dia, tudo em mim começou a mudar. Primeiro de tudo, uma grande esperança brotou em meu coração. Abandonei todos os tratamentos médicos e outros e me agarrei exclusivamente ao Johrei. Todos os dias, mesmo em dias de chuva ou neve, viajava de trem por uma distância de cinco ri (cerca de 20 km). Meus sogros, que a princípio eram contra, ao me verem melhorar dia após dia, passaram a acreditar aos poucos. No entanto, eles não compreendiam o erro fundamental da medicina nem o horror da toxina medicamentosa e insistiam repetidamente para que eu tomasse injeções, o que me causava grande dificuldade. No dia 5 de fevereiro do ano seguinte, recebi o tão esperado Ohikari; a emoção daquele dia jamais poderei esquecer pelo resto da vida. Depois disso, minha saúde foi melhorando cada vez mais, e minha fé se intensificou ainda mais. No quarto dia após minha conversão, já pude salvar minha segunda filha, Michiyo, de uma pneumonia aguda, e adquiri uma crença absoluta no Caminho. Durante dois ou três meses seguidos, continuei frequentando e recebendo o Johrei, até que os sintomas da doença desapareceram por completo, e fiquei totalmente recuperado. Naquela época, os agricultores estavam ocupados com os preparativos para o plantio de arroz e, embora achasse que ainda era cedo para trabalhos pesados, eu pertencia a uma grande família de agricultores da vila e era quem mais precisava trabalhar em casa. Além disso, havia o complexo de ser filho adotivo; mesmo sabendo que era excessivo, todos os dias pegava na enxada e no arado e trabalhava. Felizmente, com a proteção divina, consegui terminar o plantio de arroz em segurança; mas, assim que dei um suspiro de alívio, a tosse e o catarro voltaram com força total. Além disso, a garganta começou a doer, a voz ficou rouca, a febre subiu para mais de 38 ou 39 graus, o apetite diminuiu, e acabei novamente deitado naquela temida cama de doente. Meus sogros, ao verem isso, disseram: "bem que eu avisei" — e me aconselharam a consultar um médico imediatamente, mas eu recusei terminantemente qualquer tratamento médico. Sozinho, continuei aplicando Johrei em mim mesmo, mas a doença foi progredindo gradualmente, até se tornar uma tuberculose laríngea em estágio avançado. Senti profundamente o infortúnio da minha própria vida e chorei lágrimas de desespero. Isso porque meu irmão mais velho, dois anos antes, ao voltar da Sibéria, havia adoecido do peito e, apesar de todos os tratamentos médicos, morrera de tuberculose laríngea. Por isso, meu desespero era ainda mais forte. E então, pensamentos sombrios surgiam um após o outro: eu também morreria assim, deixando para trás minha amada esposa e filhos. Foi nesse momento, enquanto eu agonizava no fundo do pessimismo, que algo brilhou em minha mente, como o sol radiante rompendo as nuvens. "É isso! Eu, que não tinha vida, fui salvo por Meishu-Sama, mas sem fazer nada para ajudar na grande obra divina, trabalhei apenas para mim, suando. Como poderia isso estar de acordo com a vontade divina e receber tamanha proteção divina? Ah, foi um erro. Meishu-Sama, por favor, perdoe-me. Desta vez, abandonarei tudo e me dedicarei de todo o coração a retribuir sua graça. Por favor, salve-me mais uma vez." Sem enxugar as lágrimas que escorriam pelo meu rosto, virei-me para o leste e, de todo o coração, pedi desculpas e fiz uma promessa a Meishu-Sama. "Sim, abandonarei tudo e me apressarei para a grande obra de salvação do mundo." Decidi abandonar esta casa, onde vivi por quatro anos e meio, e todos esses bens. Mais do que isso, ainda que fosse de partir o coração, romperia também os laços de afeto com minha amada esposa e filhos. E então, salvaria as pessoas da minha terra natal que ainda não conheciam este Caminho. Abandonaria o amor do Shojo e viveria no caminho do Daijo. Quando tomei essa decisão, a névoa do meu coração se dissipou, e senti claramente todo o meu corpo envolto por uma luz clara e refrescante, como se tivesse renascido por completo. Naquela noite, contei à minha esposa toda a minha determinação e pedi sua compreensão. Mas, mesmo que fosse para curar a doença, como poderíamos nos separar tão facilmente, nós que já tínhamos dois filhos? — “Não diga isso, por favor, reconsidere”, repetia ela com a voz entrecortada pelas lágrimas; no entanto, minha decisão, uma vez prometida a Deus, não poderia mudar. Meu sogro trabalhava na cooperativa agrícola e era ateu completo. Sem ter a quem recorrer, na manhã seguinte pedi permissão para ir descansar à casa de meus pais. Mal conseguindo andar, parei e descansei várias vezes até chegar. Contei tudo a meu irmão mais velho e pedi sua compreensão; ele não concordou facilmente, mas, por se tratar da doença, acabou permitindo. Depois disso, a purificação se tornou severa, e meu irmão ficou preocupado; eu, porém, lhe disse: “Serei salvo com certeza por este Caminho.” Acreditando nisso, após descansar quatro ou cinco dias, visitei novamente o Mestre Shima, expus minha decisão e perguntei sobre a repurificação. O Mestre, então, disse com firmeza: “Você foi curado de uma doença que ameaçava a vida, como a tuberculose pulmonar, através do Johrei. Isso foi porque Deus lhe deu uma nova vida para que você fosse usado na obra divina. Portanto, é natural que uma purificação como a atual tenha ocorrido, dado o seu estado de fé depois daquilo. Mas você tomou uma boa decisão ao chegar até aqui. De agora em diante, vamos nos apegar a Ele com todo o coração. Deus certamente, certamente o perdoará!” A partir de então, recebia Johrei do Mestre Shima de manhã e à noite no centro e, a cada cinco dias, ia à filial para recebê-lo novamente. Com a proteção divina, fiquei mais forte a cada dia; a dor na garganta e a dificuldade para falar desapareceram completamente e, depois de um mês e meio, eu já conseguia ir de bicicleta até a casa dos doentes para aplicar Johrei. Recebi a graça de forma inesperadamente rápida. Verdadeiramente, verdadeiramente, Meishu-Sama, muito obrigado. Naquela época, meu desejo de pregar para retribuir a graça era tão grande que não conseguia me conter. Embora meu corpo ainda não estivesse completamente recuperado, disse ao Mestre: “Acho que há muitas pessoas no mundo que sofrem com doenças, assim como eu. Gostaria de salvar o maior número possível dessas pessoas, o mais rápido possível.” Ele, junto com sua esposa, alegrou-se de coração e disse: “Isso é muito bom. Se você se dedicar ao Caminho com sinceridade, com certeza melhorará e certamente poderá guiar muitas pessoas.” Imediatamente, diante do altar divino, fiz a promessa de servir e roguei pela proteção divina. Em 7 de agosto de 1950, com grandes aspirações, parti sozinho para a jornada de pregação. O lugar era uma vila montanhosa no centro da Cordilheira Chugoku, a região mais remota de Izumo. Desde então, mesmo recebendo purificações, sob a proteção divina e com minhas forças limitadas, consegui que três, cinco pessoas se convertessem a cada mês, e o trabalho se desenvolveu gradualmente. Finalmente, em janeiro deste ano, tive a honra de receber de Meishu-Sama a permissão para ser o responsável pela Filial Hakkawa da Igreja Média Ryūkō. Jamais esquecerei, pelo resto da vida, a emoção desse momento. Dois meses depois, recebi outra grande graça divina: poder me reunir novamente com minha amada esposa e filhos, dos quais me separara havia três anos, algo que jamais pude esquecer, nem mesmo nos sonhos. Não pude conter as lágrimas que brotavam sem parar, diante da profundidade e grandeza do amor infinito de Deus. Em meu coração, havia apenas uma palavra: “Meishu-Sama, muito obrigado.” Refletindo, fui acometido por uma doença incurável em 1949, converti-me em fevereiro de 1950 e, embora tenha recebido a graça temporariamente, esqueci a gratidão e a retribuição, dedicando-me a assuntos pessoais. Por isso, em junho, recebi uma repurificação. Além disso, separei-me de minha esposa e filhos, sangue do meu sangue; e, estando entre a vida e a morte, fui curado da tuberculose laríngea — doença que, para cem pessoas, cem; para mil pessoas, mil, seria certamente fatal — pela proteção do poder absoluto. Recebi até a permissão para me dedicar à obra divina. Em janeiro deste ano, tive a honra de ser líder de filial e, em março, reencontrei minha esposa e filhos. Hoje, recebo a graça de servir, marido e mulher, na construção do Paraíso Terrestre. Tudo isso é fruto exclusivo da santa graça de Meishu-Sama e, do fundo do coração, só tenho gratidão e lágrimas de emoção. Meishu-Sama, muito obrigado de verdade. Apresento-lhe meus mais profundos agradecimentos. (25 de junho de 1953) A Causa Espiritual da Tuberculose 'Eikō' nº 231 — 21 de outubro de 1953 Já escrevi antes que a tuberculose, além da purificação das toxinas medicamentosas, também tem causas espirituais. O relato de graça a seguir é um exemplo que demonstra bem isso e, ao mesmo tempo, refuta brilhantemente a teoria médica de que a tuberculose é contagiosa. No entanto, mesmo lendo isso, aqueles com a cabeça dura de superstição científica provavelmente terão dificuldade em entender, porque os homens modernos têm um cérebro estranho, que coloca a teoria em primeiro lugar e a prática em segundo. Não é fácil curar esse cérebro anormal, mas, como este é o nosso trabalho, não há o que fazer. O fato é que muitas pessoas perdem até a vida por causa desse pensamento equivocado, o que é realmente lamentável. É exatamente isso: o mundo moderno está criando um inferno com a superstição cultural. Meu Marido Foi Salvo da Tuberculose Província de Shizuoka, Distrito de Ihara, Vila de Iida Igreja Média Seikō, Nishigaya Etsuko (35) Apresento respeitosamente meus agradecimentos a Meishu-Sama. Em setembro de 1951, por uma circunstância fortuita, conheci o poder deste Caminho. Como meu corpo era fraco, desejava de alguma forma me converter e ser salva. Enquanto recebia o Johrei, devorava as publicações da Igreja Messiânica, como o jornal 'Eikō'. Meu marido, um ateu comum, ria e se opunha, dizendo: “Você está ficando obcecada por essas coisas.” No entanto, por volta do final de outubro, uma forte purificação começou no corpo do meu marido. Ele dormia apenas uma ou duas horas por noite, queixava-se de rigidez nos ombros e, ainda que eu lhe preparasse a marmita bem leve, não a achava saborosa e deixava metade. Seu rosto estava pálido, tossia levemente — uma tosse característica da tuberculose — e, à noite, sofria com suores noturnos que encharcavam o futon. Preocupada, perguntei: “Não será uma doença no peito?” Ele negou veementemente: “Bobagem, não é uma doença dessas.” Mas, como a mãe e os irmãos mais velhos do meu marido haviam morrido de tuberculose, fiquei muito ansiosa. Queria salvá-lo com o poder do Johrei a todo custo; então convenci meu marido e, em novembro de 1951, converti-me. A partir de então, comecei a aplicar Johrei nele todos os dias. Meu marido também tinha uma ponta de medo de que pudesse ser a doença; por isso, não falou em irmos ao médico, temendo o diagnóstico. Os sintomas se agravavam a cada dia. Só o Johrei que eu aplicava não era suficiente, e eu estava muito preocupada. Então, arrastei meu marido, relutante, até a casa do Mestre da filial. Lá, ouvimos do Mestre sobre os males das toxinas medicamentosas, a névoa espiritual, etc., e compreendemos o significado deste Caminho. Dessa vez, meu marido tornou-se mais entusiasmado do que eu. Durante esse período, seu corpo emagreceu e ele tossia dia e noite; mesmo assim, passou a conseguir dormir à noite e o apetite melhorou, e ele ia trabalhar todos os dias em meio à purificação — escarro com sangue ocorrendo centenas de vezes ao dia, escarro verde e até coágulos de sangue vermelho vivo. Ele só faltou ao trabalho por um dia e meio, quando a tosse estava muito forte. Diante de purificação tão intensa, eu, embora acreditasse no poder absoluto, fiquei ansiosa e sugeri: “Que tal fazer um exame médico?” Mas a vontade do meu marido era mais firme: “Como o Mestre disse, a tosse e o escarro com sangue são uma boa purificação, é a toxina do corpo saindo. Não devemos confiar em todos os ensinamentos de Meishu-Sama e deixar tudo nas mãos dele?” Fui eu quem acabou sendo convencida por ele. Por volta do Ano Novo de 1952, seu hálito adquiriu um cheiro de leite podre, tão fétido que mal conseguíamos conversar. Consultei o Mestre, que disse: “É um veneno antigo, por isso cheira” — e também nos transmitiu o ensinamento: “A tuberculose não é contagiosa; quando um parente próximo morre de tuberculose, o espírito dessa pessoa se apega e causa o próximo caso de tuberculose. Foi a isso que chamaram de contágio.” Imediatamente, mandei fazer as placas memoriais de meus pais, irmão e irmã e, após oferecer-lhes homenagens, comecei a melhorar como se estivesse descascando papel fino. Quando eu agradecia à virtude divina de Meishu-Sama, por volta do final de março, comecei a ter febre de cerca de 38,5 graus pela manhã; tremia e ia trabalhar, e à tarde a febre baixava. Isso durou cerca de uma semana, então pedi novamente o Johrei ao mestre. Quando pensei que a temperatura havia se estabilizado, desta vez ele começou a dizer, todos os dias, com o rosto sombrio e mal falando: “A cabeça está estranha, está estranha”. Consultei o mestre, que perguntou: “Na sua casa, vocês fizeram as placas memoriais dos espíritos ancestrais de todas as gerações?” Respondi: “Apenas as de meus pais, irmão e irmã.” Ele então me orientou: “O que vocês fizeram está ao contrário. No mundo espiritual também há uma ordem.” Imediatamente, mandei fazer a placa memorial dos espíritos ancestrais de todas as gerações da família Nishigaya, pedi desculpas aos antepassados pelo erro e novamente roguei por sua proteção. No terceiro dia após fazer a placa, a cabeça dele clareou como se tivesse sido limpa, e ele se sentiu aliviado. Dias depois, finalmente ele teve um sorriso radiante. Aprendi profundamente sobre a grande atuação dos antepassados no mundo espiritual e o terrível poder da névoa espiritual — algo tão misterioso neste mundo que clama pela onipotência da ciência. A partir de então, a saúde dele melhorou dia após dia, a ponto de não parecer alguém que tivesse passado por tamanha purificação. Ele foi salvo da tuberculose, que é rejeitada pelas pessoas, sem uma única injeção ou remédio. Agradeço do fundo do coração. Eu também estou passando pela purificação da cistite no momento. Ao contrário do meu marido, meu corpo, que por muito tempo se acostumou com medicamentos e está cheio de toxinas medicinais, está eliminando essas toxinas por meio da purificação diária. Peço desculpas por ter demorado a contar, mas meu marido também recebeu o precioso Ohikari em fevereiro de 1952, e todas as noites recebo o Johrei dele, aguardando ansiosamente o dia da cura completa. Além disso, mesmo neste corpo cheio de névoa, fui agraciada com o dom de um filho e estou prestes a dar à luz nosso segundo filho a qualquer momento. Confiando inteiramente na virtude divina de Meishu-Sama, aguardo ansiosamente o dia do parto tranquilo. Com esta caneta imperfeita, apresento humildemente meu relatório de agradecimento pela proteção e desejo retribuir, ainda que numa mínima parte, a imensa graça recebida. Meishu-Sama, muito obrigada. (16 de maio de 1953) Johrei que Salva das Vítimas da Medicina Revista 'Eikō' nº 224, publicada em 2 de setembro de 1953 Pacientes que vinham piorando gradualmente devido ao tratamento médico, ao receberem o Johrei de nossa Igreja, transformam-se repentinamente das trevas para a luz. O número de pessoas salvas aumenta a cada dia. Portanto, o surgimento do Paraíso Terrestre, onde não há doença, pobreza ou conflito, não é um ideal, mas uma realidade. Posso afirmar isso com toda a certeza, como se estampasse um selo de garantia. O relato de graça a seguir prova bem isso. Apenas ao ver este fato, a diferença entre a medicina e o Johrei é demasiadamente clara. Se assim é, ó povo do mundo, despertai o mais rápido possível e vinde para a salvação de nossa Igreja Messiânica. Salva do Longo Inferno de Doenças Vila Kawasaki, Distrito de Sado, Província de Niigata Igreja Média Kannari, Fujii Chiyo (36 anos) Meishu-Sama, muito obrigada pela proteção divina diária. Durante muitos anos, sofri terrivelmente com problemas gastrointestinais. Sendo uma pessoa sem crenças, acreditava que a medicina moderna era o máximo e peregrinei por hospitais famosos. Nos intervalos, via anúncios em jornais e revistas e encomendava vários medicamentos e ervas, tomando muitos deles. Também apliquei moxabustão tão quente que até hoje me arrepio ao lembrar, frequentei fontes termais e fiz tudo o que ouvia dizer que fazia bem. Pelo contrário, além dos problemas gastrointestinais, desenvolvi palpitações cardíacas, arritmia, falta de ar e uma dolorosa doença cardíaca. Somaram-se a isso cistite e hemorroidas, e tornei-me um verdadeiro "armazém de doenças". Por fim, fui submetida a restrições alimentares: durante três anos, comi apenas um mingau parecido com cola e batatas, desenvolvendo fobia alimentar. Meu corpo ficou completamente debilitado. Quantas vezes desejei, nem que fosse por dez minutos, sentir-me alegre como quando era saudável. Tremendo de medo da morte, passava dias sombrios e, por fim, perdi toda a esperança na medicina moderna. Como qualquer mãe que deseja ver seus filhos crescerem, eu também não queria morrer antes que eles se tornassem adultos, ainda que tivesse de me agarrar a uma pedra. Assim, sem perceber, comecei a buscar a fé. Recomendada por um conhecido, fui inicialmente atraída pelos escritos do Mestre Taniguchi, da Seicho-no-Ie, em seu livro "A Realidade da Vida". Li o primeiro e o segundo volumes, mas a conclusão final era: "A doença é uma confusão da mente". Naquele momento, senti como se tivesse encontrado a luz após muito tempo, e meu corpo melhorou repentinamente. No entanto, isso durou apenas cerca de um mês, e a situação piorou ainda mais do que antes. Perguntei a mim mesma, repetidas vezes, se havia alguma confusão em minha mente. Angustiada, perdi a esperança novamente. Foi então que, por um motivo casual, fui apresentada à "Igreja Kannon do Japão", a atual Igreja Messiânica. O ensinamento "A doença é um processo de purificação" fez sentido para mim. Pensando que poderia ser enganada novamente, mas sem ter a quem me agarrar, comecei a receber a "Johrei", pensando que ao menos serviria para o "aprimoramento espiritual". Continuei com uma sensação vaga, e seis meses se passaram. Sentindo que meu estado de espírito havia melhorado, coloquei a mão na barriga e me surpreendi: ela, que antes era dura e magra, estava macia. Pensando bem, a diarreia intensa, a azia e a dor de estômago — tudo isso eu já havia esquecido. Minha visão sombria da vida mudou completamente, e conheci o mundo da alegria. "Ah, este é o poder absoluto!", pensei, e comecei a ler avidamente os Escritos Divinos. Que diferença da época em que eu me divertia com revistas femininas, romances de jornal e notícias policiais! Sinto profundamente a felicidade de ver meu marido, funcionário público, também entoar os hinos de louvor todas as manhãs e noites. Agora, baseando-me nos ensinamentos de Meishu-Sama, estou me aproximando, com esforço, de uma família iluminada que vive em paz e contentamento. Meus quatro filhos também passam por purificações, grandes e pequenas, uma após a outra. A cada vez, por meio de várias experiências, minha fé se renova, e aprendo que todos os ensinamentos de Meishu-Sama são a verdade. A vacinação BCG e as várias injeções aplicadas obrigatoriamente às crianças na escola são para mim uma fonte constante de preocupação. "Ah, o terror das toxinas medicinais!" Desejo que essa superstição médica desapareça o mais rápido possível. Sempre que vejo médicos e enfermeiras, compadeço-me deles, pensando que são dignos de pena. Meishu-Sama, muito obrigada. (17 de maio de 1953) A Tuberculose, Mais Terrível que a Guerra Revista 'Eikō' nº 229, publicada em 7 de outubro de 1953 Por mais vasto que seja o mundo, garanto que não há lugar, exceto em nossa Igreja, onde a tuberculose possa ser curada. Isso se torna evidente ao observar o percurso da medicina, que, como se vê a seguir, cria e agrava a tuberculose, chegando a tirar a vida — um fato deveras inacreditável. Vê-se, assim, que a maioria das pessoas modernas, embora sofra com a superstição médica, não desperta e cai num estranho dilema, com dúvida e confiança meio a meio. Além disso, mesmo após anos de sofrimento e gastos imensos com tratamento, a dor só aumenta. Isso é, sem dúvida, aterrorizante. E é realmente misterioso que o governo, os especialistas e o público em geral, incapazes de perceber a verdadeira natureza da medicina, acreditem que ela está progredindo. No entanto, isso não acontece apenas no Japão. Como é um fenômeno mundial, é de fato surpreendente. Para despertar as pessoas desse sonho ilusório, publiquei recentemente o livro "Terapia pela Fé na Tuberculose". Pretendo, a partir de agora, usar todos os meios para quebrar essa superstição médica. Caso contrário, a sociedade humana será demasiadamente lamentável, e chego a pensar que isso é mais terrível do que uma terceira guerra mundial. O relato de graça a seguir ilustra bem isso, mostrando que minhas palavras não são falsas. (10 de fevereiro de 1954) A Alegria de Ter Sido Curada da Tuberculose Generalizada à Beira da Morte Vila Nishi-Haruchika, Distrito de Kamiina, Província de Nagano Igreja Média Kannari, Uebayashi Kuniko (32 anos) Graças à grande misericórdia de Meishu-Sama, já se passaram três anos completos desde que fui salva. Ao refletir sobre a dor e a tristeza daquela época, quando, deitada em um leito de total desespero, havia abandonado tudo, e ao pensar na vida de alegria que tenho agora, não encontro palavras para descrever tamanha gratidão; apenas inclino profundamente a cabeça. Desejo relatar e agradecer por esta experiência de alegria e, também, na esperança de que aqueles que ainda estão no leito de doença despertem o mais rápido possível da superstição médica e sejam salvos, tomo a liberdade de escrever, sem me importar com minha caneta imperfeita. Em novembro de 1943, com diagnóstico de pleurisia leve, voltei de Tóquio para minha terra natal e me dediquei ao tratamento. No entanto, sempre que pegava um resfriado, a condição piorava. Repetindo-se isso, a doença progrediu gradualmente. Em janeiro de 1944, fui internada em um hospital próximo. Durante os oito meses seguintes, segui fielmente os chamados "três princípios do tratamento": repouso completo do corpo e da mente, nutrição e respiração constante de ar fresco. Todos consideravam minha atitude exemplar, mas a doença avançava e recuava, sem melhora significativa, e o diagnóstico mudou para infiltração pulmonar bilateral. O médico, no entanto, insistia: "É leve, você pode passear." Mas eu só engordava, minha cabeça pesava e até levantar era doloroso. Recebi alta em setembro de 1944. Com o vento do outono, peguei um resfriado novamente, e a doença avançava e recuava, passando o inverno. Em maio de 1945, a mão misericordiosa de Meishu-Sama também se estendeu à província de Nagano. O atual chefe da filial, Sr. Nagahara, veio me visitar com o livro "O Problema da Tuberculose e Sua Solução". Se naquela época eu tivesse um pouco mais de sinceridade e coração sincero, poderia ter sido salva imediatamente. No entanto, possuída pela superstição médica e, ao ler os Escritos Divinos, tendo ficado entre a fé e a dúvida, minha mente se confundiu. Consultei um conhecido mais experiente em doenças, que me disse: "É algo novo, não tenho experiência. É melhor esperar um pouco para ver como é." Sem saber que se tratava deste grande ensinamento, recusei a oferta. Esse foi o meu azar. A doença piorou entre avanços e recuos. O pneumotórax iniciado em 1946 não se completou devido a aderências. Além disso, desenvolvi leve tuberculose intestinal e uma cavidade no pulmão esquerdo. Em novembro de 1948, após cinco anos completos de tratamento, acabei desenvolvendo tuberculose na coluna vertebral (mal de Pott) e fui colocada em uma cama de gesso. Passei a viver deitada na cama, em repouso absoluto, todos os dias. Desde o agravamento da tuberculose óssea, a doença só progredia: expectoração abundante, sintomas de tuberculose renal e vesical, e a dor desceu até a sexta vértebra torácica, a lombar, a pelve, a base do pé e o joelho. A parte interna de ambas as coxas inchou, provavelmente com acúmulo de pus, e as tonturas eram intensas. Por fim, a articulação da mandíbula inferior não se abria mais devido à dor, e fui forçada a aceitar, querendo ou não, que teria de esperar a morte bebendo apenas alimentos líquidos. No final de outubro de 1949, minha mãe, não suportando mais ver minha situação, convidou o Sr. Ikegami, nosso vizinho, que gentilmente veio. Recebi o Johrei do Sr. Ikegami, mas era apenas com a intenção de obter um alívio passageiro; jamais pensei que uma doença tão grave pudesse ser curada. No entanto, a partir do terceiro dia, comecei a ter diarreia; a mandíbula se abriu, pude comer alimentos normais, o apetite começou a voltar e, mesmo com a diarreia, engordei e recuperei as forças. Meu corpo ficou leve, e comecei a sentir uma vontade incontrolável de sair da cama e andar. A dor nas articulações do quadril e do joelho diminuiu; as dores na bexiga e nos rins desapareceram sem que eu percebesse. Um mês depois, o caroço semelhante a pus na parte interna da coxa também sumiu. Dois meses depois, pude fazer tudo sozinha em relação aos cuidados pessoais. Três meses depois, despedi-me de uma vida de doença que durou mais de seis anos, e celebraram minha saída da cama. Logo em seguida, em 7 de fevereiro de 1950, tive a honra de receber o precioso Ohikari. Quatro meses depois, cuidei de toda a casa enquanto meus pais, felizes, estavam em Tóquio. Cinco meses depois, tive a honra de encontrar o tão esperado Meishu-Sama, e a gratidão que sinto ao contemplar o venerável rosto do meu Salvador não consigo expressar por escrito. Seis meses depois, meu corpo já era considerado confiável em casa, pude ajudar nos trabalhos agrícolas como qualquer pessoa, e não apenas os vizinhos, mas toda a aldeia, as aldeias vizinhas, parentes e conhecidos arregalavam os olhos de admiração, e passaram a louvar, dizendo que não podiam deixar de reconhecer a grandeza da Igreja Messiânica Mundial. O resultado da radiografia após a cura completa mostrou que a cavidade que existia no lado esquerdo central estava limpa; o exame de bacilo, que era positivo, tornou-se negativo; a velocidade de hemossedimentação era de 12 mm, normal. Até o médico ficou muito surpreso. Esse médico, atualmente, contraiu tuberculose, passou por injeções de estreptomicina e depois por uma cirurgia de toracoplastia, e sinto muita pena dele. Assim, fui agraciada com a cura completa, mas por cerca de um ano após a recuperação não conseguia deixar de me sentir estranha; contemplando profundamente meu próprio corpo, mergulhava em reflexões. Pensava em como deveria retribuir essa graça. Dessa forma, mesmo sendo imperfeita, tenho trabalhado e sido mantida viva até hoje. Completados três anos desde a minha conversão, tenho trabalhado ajudando no Caminho e auxiliando na agricultura. Quanto ao trabalho físico, posso realizá-lo sem ficar atrás das mulheres comuns, e minha família, que antes era toda frágil, foi fortalecida. Além disso, são inúmeros os outros benefícios materiais, tantos que não caberiam no papel; expresso, por tudo, minha mais profunda e sincera gratidão. A cada ano, a purificação se intensifica, e fui ensinada que, especialmente a partir deste ano, será um ano muito difícil. Peço, no entanto, que me permitam viver de acordo com a grande vontade de Meishu-Sama, que perdoem os profundos pecados deste meu corpo e que me deixem dedicar minha sinceridade em retribuição à graça. Meishu-Sama, muito obrigada. Com isso, encerro minha caneta em agradecimento. (7 de maio de 1953) Coletânea de Milagres da Igreja Messiânica Mundial Subtítulo: "A Bomba Atômica para a Ciência" – Coletânea de 120 relatos de experiências Publicado em 10 de setembro de 1953 Formato B6, 300 páginas, não comercializável Autor: Mokichi Okada, Fundador da Igreja Messiânica Mundial Editor: Moriyama Jittarō Gráfica: Atami Shōji Co., Ltd. Editora: Departamento de Publicações da Igreja Messiânica Mundial

💬 Contribua com a tradução

Encontrou algo estranho ou que pode ser melhorado? Selecione o trecho no texto (ou escreva abaixo) e envie sua observação. A equipe Goshinsho analisará cada indicação. Para enviar, será necessário fazer login.