← Voltar à Palavra Escrita
Explicação do Método da Agricultura Natural para o Aumento Extraordinário da Produção
1953-05-05
⚠️ Uso exclusivo do Goshinsho: não autorizamos a reprodução deste conteúdo sem autorização expressa. Tradução em revisão — pode conter erros.
Explicação do Método da Agricultura Natural para o Aumento Extraordinário da Produção
Este livreto expõe um método de solução extremamente vantajoso para o problema do arroz, hoje considerado a maior preocupação do nosso país. Como todos sabem, a colheita atual é insuficiente para alimentar a nossa população: o déficit ultrapassa vinte milhões de koku por ano — um problema gravíssimo.
A causa está no uso de fertilizantes químicos e humanos, fato tão surpreendente que nem em sonhos se poderia imaginar. Posso afirmar que, enquanto não despertarmos para isso, o aumento da produção será impossível. No entanto, este livreto explica em detalhes o princípio segundo o qual, se adotarmos o nosso cultivo natural, poderemos obter um resultado revolucionário — o aumento de cinquenta por cento da produção em cinco anos. Para comprová-lo, incluem-se também dezenas de relatos de experimentos escritos pelos próprios agricultores. [omissão] Diante do exposto, não deve haver espaço para dúvidas.
Além disso, este método agrícola não exige um centavo sequer para fertilizantes, economiza mão de obra, torna pequenos os danos causados por ventos e inundações e reduz os danos das pragas a uma fração — são múltiplos os seus efeitos. Com a sua implementação, os problemas econômicos dos agricultores serão eliminados e, ao mesmo tempo, o benefício para o país como um todo será incalculável, chegando a centenas de bilhões de ienes por ano.
Não há palavras para expressar a grandeza da boa-nova que esta descoberta quase inacreditável representa para a situação urgente do país. Para alcançar esse objetivo, realizaremos, evidentemente, uma grande campanha de divulgação e, a fim de garantir a sua total disseminação, fundamos agora a "Associação para a Difusão da Agricultura Natural", estabelecendo provisoriamente uma filial em cada vila e localidade; planejamos promover essa difusão por meio de ações coletivas.
Pedimos, portanto, que todos compreendam plenamente este significado e, além de aderirem à associação, iniciem a sua implementação o mais rápido possível.
Todos os artigos publicados a seguir compõem uma coletânea das edições especiais sobre agricultura do jornal semanal "Eikō", publicado pela nossa Igreja, dos anos retrasado, passado e deste ano.
Abril de 1953
Explicação da Agricultura Natural
A Vitória do Cultivo Natural — O Grande Poder da Terra
O Princípio da Agricultura Natural
O princípio da agricultura natural consiste em fazer com que o grande poder da terra se manifeste. Até hoje, os seres humanos não conheceram a essência da terra; ou melhor, não lhes foi permitido conhecê-la. Essa ignorância levou ao uso de fertilizantes e, sem que se dessem conta, tornou-se necessário depender deles. Isso se transformou por completo em uma espécie de superstição. No início, por mais que eu explicasse o cultivo sem fertilizantes, ninguém dava ouvidos; eu era ridicularizado.
Mas, aos poucos, essa prática foi sendo recompensada: nos últimos anos, o número de agricultores naturais tem aumentado a cada ano e, em toda parte, obtêm-se resultados surpreendentes nas colheitas. Por enquanto, porém, isso ainda não ultrapassa o círculo dos crentes; contudo, gradualmente, vão surgindo simpatizantes entre os não crentes em várias regiões, e o número de praticantes deste cultivo cresce com força extraordinária.
Prevê-se, portanto, que não está longe o dia em que isso se espalhará por todo o Japão. Em suma, a divulgação deste método agrícola pode ser chamada de movimento para quebrar a superstição dos fertilizantes.
Como não se utiliza fertilizante humano nem químico, mas apenas composto natural, este método se chama, como o nome indica, agricultura natural. É claro que as folhas secas e as ervas secas — matéria-prima do composto natural — são produzidas naturalmente. Em contraste, os fertilizantes químicos e humanos, o esterco de cavalo, o esterco de galinha, o farelo de peixe, as cinzas de madeira etc. não caíram do céu nem brotaram da terra: foram transportados pelos seres humanos; nem é preciso dizer que são antinaturais.
Em primeiro lugar, não há nada no universo que não receba as bênçãos da grande natureza, pois todas as coisas são geradas e nutridas pelos três elementos primordiais: fogo, água e terra. Em termos científicos, esses três elementos são o oxigênio do fogo, o hidrogênio da água e o nitrogênio da terra. Nenhuma cultura agrícola escapa a esses três elementos primordiais. Deus criou os cinco cereais e as hortaliças, sustento da vida humana, para que fossem produzidos em quantidade suficiente, sem excesso nem falta.
Portanto, se refletirmos sobre este Caminho Perfeito, compreenderemos bem. Deus não poderia fazer os seres humanos nascerem e, depois, deixar de lhes dar o alimento necessário à vida. Se um país não colhe alimentos suficientes para sua população, é porque, em algum ponto, não está de acordo com as leis da natureza criadas por Deus. Enquanto não se perceber isso, a solução do problema alimentar será algo inimaginável.
É natural, portanto, que os seres humanos que ignoraram as leis da grande natureza, considerando os fertilizantes artificiais a única solução até os dias de hoje, sofram com a escassez de alimentos. Pode-se dizer que é a retribuição por terem sido cegos às leis da natureza. Além disso, a teoria da ciência materialista agravou ainda mais a situação, conduzindo-nos afinal a esta era de escassez de alimentos. Nesse sentido, pode-se afirmar que o método agrícola atual não é um progresso, mas um retrocesso. Portanto, se o método agrícola que respeita a natureza é a verdade, então, ainda que a colheita seja ruim, considerando-se um koku por pessoa por ano e uma população de oitenta e três milhões de pessoas, deveriam ser produzidos obrigatoriamente oitenta e três milhões de koku. Mesmo que o martelo erre o alvo ao bater na terra, esta verdade não pode errar.
A agricultura natural que defendo tem por fundamento essa verdade, e a exaustão e o esgotamento dos agricultores, causados pela atual escassez de alimentos no Japão, podem ser resolvidos sem dificuldade, dependendo de como o método for implementado. Deus, que vê esse erro, não pode abandoná-lo; por Seu amor benevolente e Sua grande compaixão, está fazendo com que o princípio da agricultura natural se torne amplamente conhecido no mundo por meu intermédio. Portanto, todos devem despertar para isso o quanto antes e adotar este método agrícola.
Dessa forma, os agricultores serão completamente salvos. Como afirmei anteriormente, se os três elementos primordiais — fogo, água e terra — são a força motriz que faz crescer as culturas agrícolas, então, ao melhorarmos a exposição ao sol, ao fornecermos água em abundância e ao cultivarmos em terra pura, é certo que poderemos obter resultados maiores do que nunca. Não sei quando, mas os seres humanos cometeram um erro terrível: o uso de fertilizantes. Eles simplesmente não conheciam a essência da terra.
O Efeito Reverso dos Fertilizantes
De fato, a aplicação de fertilizantes produz um efeito considerável durante algum tempo; porém, se prolongada, acarreta gradualmente um efeito reverso. Ou seja, a capacidade inata da planta de absorver os nutrientes do solo diminui e, sem que se dê conta, ela se transforma, passando a usar o fertilizante como nutriente. Esse fenômeno pode ser mais bem compreendido quando comparado ao vício humano em entorpecentes.
Quando alguém usa entorpecentes pela primeira vez, sente um prazer momentâneo e a mente se torna mais clara; não esquecendo essa sensação, a pessoa se aprofunda gradualmente no vício e se torna incapaz de se libertar. Quando se chega a esse ponto, passado o efeito do entorpecente, ela fica letárgica ou sente dores intensas, incapaz de fazer qualquer coisa. Por fim, não conseguindo suportar, usa a droga mesmo sabendo que é ruim, não consegue se afastar dela e chega a roubar para obtê-la.
Esses exemplos aparecem constantemente nos jornais, e vemos quão terrível isso é. Se aplicarmos essa lógica à agricultura, entenderemos imediatamente. Pode-se dizer que, atualmente, todo o solo do Japão sofre de uma grave doença: o vício em entorpecentes — ou melhor, em fertilizantes. No entanto, como os agricultores são, há muito tempo, crentes cegos nos fertilizantes, eles não despertam facilmente.
Às vezes, ao ouvirem nossa explicação e abolirem os fertilizantes artificiais — isto é, ao adotarem a agricultura natural — os resultados não são bons nos primeiros meses. Vendo isso, os agricultores concluem precipitadamente que, afinal, é necessário usar fertilizantes como antes, e muitas vezes desistem.
No entanto, como este método agrícola se baseia na fé, aqueles que seguem exatamente o que digo, sem nenhuma dúvida, o põem em prática. Por isso, compreendem facilmente o verdadeiro valor da agricultura natural. Descrevo o processo: primeiro, quando as mudas são transplantadas do viveiro para o campo principal, a cor das folhas é ruim por algum tempo, os caules são finos e o aspecto é realmente inferior ao dos outros campos.
Vendo isso, os agricultores vizinhos zombam, e o próprio agricultor sente apreensão e preocupação, perguntando-se se está realmente certo; chega a orar a Deus, angustiado. No entanto, depois de dois ou três meses, a lavoura começa a mostrar alguma recuperação; na floração, melhora consideravelmente, aliviando um pouco a preocupação. Por fim, pouco antes da colheita, o crescimento se torna normal ou até superior, e o agricultor finalmente suspira aliviado.
Chegada a colheita, para sua surpresa, a quantidade é muito maior que a esperada; a qualidade é boa, há brilho, aderência forte e sabor excelente. Pode-se dizer que a maioria é de primeira ou segunda qualidade, quase não havendo de terceira ou inferior. Além disso, o peso é de cinco a dez por cento maior que o do arroz cultivado com fertilizantes.
O mais interessante é que, por ser encorpado, em vez de encolher ao cozinhar, ele rende vinte a trinta por cento a mais; servido como arroz cozido, sacia por mais tempo, de modo que se come cerca de trinta por cento a menos para sentir a mesma saciedade de sempre. Do ponto de vista econômico, portanto, é extremamente vantajoso.
Assim, se todos os japoneses comessem o arroz do nosso cultivo natural, o resultado seria um aumento de trinta por cento; mesmo com o nível atual de produção, não haveria necessidade de importar arroz, o que é maravilhoso para a economia nacional.
A Superstição dos Fertilizantes
Explicando o processo descrito acima: o aspecto inferior dos primeiros dois ou três meses se deve ao veneno residual dos fertilizantes nas sementes e no campo. Com o passar do tempo, o veneno vai sendo eliminado gradualmente do solo e do arroz, que recuperam sua capacidade original e melhoram progressivamente. Acho que é impossível que os agricultores também não compreendam essa lógica. Com efeito, após a irrigação ou fortes chuvas, mesmo os campos ruins melhoram um pouco.
Isso se deve inteiramente ao fato de que o excesso de veneno dos fertilizantes é lavado e reduzido. Além disso, quando o crescimento das culturas está um pouco ruim, os agricultores trazem terra de outros lugares; quando isso melhora um pouco, eles interpretam que o solo empobreceu porque seus nutrientes foram absorvidos pelas culturas por muito tempo, e que trazer terra nova resolve o problema. Mas é um erro. Na verdade, o solo enfraquece e se torna pobre devido ao veneno dos fertilizantes acumulado ano após ano.
A interpretação dos agricultores mostra o quanto eles estão presos à superstição dos fertilizantes.
O Efeito do Composto Natural
Para explicar a implementação do fertilizante natural: no cultivo de arroz, pica-se a palha de arroz o mais fino possível e mistura-se bem com a terra, com o objetivo de aquecê-la. No solo de horta, deixa-se apodrecer folhas e ervas secas até que suas fibras fiquem macias, e então mistura-se bem com a terra. A razão é que, se a terra estiver compactada, as pontas das raízes encontram obstáculos ao crescer e o desenvolvimento fica prejudicado. Por isso, evita-se a compactação do solo.
A esse respeito, ouve-se com frequência que é bom arejar as raízes, mas não é o ar em si que as beneficia. Se o ar chega à base das raízes, isso apenas indica que a terra não está compactada. A interpretação dos estudiosos da agricultura também é equivocada. Portanto, o ideal, para culturas de raízes rasas, é misturar composto natural de ervas e folhas ao solo da horta.
Para culturas de raízes profundas, convém criar uma camada de composto natural de folhas a cerca de trinta centímetros abaixo da superfície do solo da horta, pois a terra se aquece. A espessura dessa camada, no entanto, deve variar conforme a espécie de cultura de raiz profunda. As pessoas imaginam que o composto natural contenha nutrientes fertilizantes, mas não é o caso.
O composto natural tem três efeitos: primeiro, evita a compactação do solo; segundo, aquece a terra; terceiro, quando o solo próximo às raízes seca, se uma quantidade considerável de composto for colocada, ele retém a umidade, prevenindo o ressecamento. Esses são os três efeitos do composto natural. Como se vê, o fundamento da agricultura natural é fazer a própria terra viver, o que significa manter o solo sempre puro, sem o uso de impurezas como os fertilizantes artificiais.
Desse modo, livre de obstáculos, o solo manifesta plenamente sua capacidade original. É interessante notar que os agricultores dizem ser preciso dar descanso à terra, mas isso também é um erro. Quanto mais se cultiva, melhor a terra se torna. O mesmo ocorre com os seres humanos: quanto mais se trabalha, mais a saúde aumenta; o descanso enfraquece. Nesse ponto, a interpretação dos agricultores é invertida.
Eles pensam que, quanto mais se cultiva continuamente, mais nutrientes são absorvidos, e deixam a horta descansar. Tudo isso está completamente errado. Em razão desse equívoco, consideram a rotação de culturas necessária e mudam de local a cada ano — o que é absurdo e lamentavelmente tolo.
Colheita Farta com Cultivo Contínuo
Portanto, neste método agrícola, o cultivo contínuo é permitido. Um exemplo que pratico atualmente é o milho plantado neste ano, já no sétimo ano de cultivo contínuo. O solo em Gōra, Hakone, é pedregoso — provavelmente um dos piores solos pobres —, mas, apesar disso, a produção deste ano foi magnífica: espigas densamente formadas e ordenadas, mais longas que o normal, doces, macias e deliciosas. Por que o cultivo contínuo é bom?
Porque o solo desenvolve naturalmente a capacidade de se adaptar a cada tipo de cultura. Isso também se entende por comparação com os seres humanos: quando trabalhamos, os músculos se desenvolvem; um escritor que usa constantemente o cérebro também o desenvolve. Pelo mesmo princípio, quem muda de profissão todos os anos ou de residência com frequência não obtém sucesso. Assim se vê como estávamos errados até hoje.
A Boa Nova para a Sericicultura
Por fim, tenho algo a dizer. Se criarmos bichos-da-seda com folhas de amoreira sem fertilizante, eles não adoecem, o fio se torna extremamente resistente, o brilho é bom e o aumento da produção é certo. Se isso for implementado em todo o país, causará uma grande revolução na sericicultura, e o benefício para a economia nacional será, sem dúvida, incalculável.
Publicado no "Eikō" (nº 79) de 22 de novembro de 1950.
(Nota)
Shasui: derramar água. Ritual de purificação do budismo esotérico. Deixar água em um campo de arroz em pousio para remover o excesso de fertilizantes. A produtividade se recupera.
A Grande Revolução Agrícola — Aumento de Cinquenta por Cento na Produção de Arroz em Cinco Anos é Certo
(I)
Há mais de dez anos, descobri e venho defendendo o chamado método de cultivo natural, que não utiliza fertilizantes químicos nem humanos, mas apenas fertilizantes naturais, para obter grandes colheitas. Naquela época, por mais que tentasse convencê-los e fazê-los acreditar, poucos me ouviam; apesar dos meus grandes esforços, as coisas não saíam como eu queria.
Desde o início, contudo, minha convicção era a de que, por ser esta a verdade absoluta, um dia todos compreenderiam; pensava também que, sem ela, os agricultores jamais seriam salvos, e que isso teria importância fundamental para o destino do país. Por isso, perseverei sem me curvar até hoje. Agora, feliz ou infelizmente, a situação se tornou tão grave quanto eu temia, e sinto profundamente que é preciso fazer com que não apenas os agricultores, mas também o povo japonês em geral, compreendam isso.
O futuro deste cultivo natural, ademais, finalmente começa a mostrar sinais de luz; considerando que o momento chegou, estou realizando esta grande campanha de divulgação.
O fato de eu ser religioso favoreceu este método agrícola. Embora os crentes considerassem a teoria estranha, muitos, ainda assim, acreditaram e a colocaram em prática. Os efeitos foram compreendidos relativamente cedo, e simpatizantes foram surgindo aos poucos. Recentemente, até agricultores comuns, que não são crentes, começaram a prestar atenção. Além disso, como consta em outra seção [omissão], o técnico do Ministério da Agricultura e Florestas, Sr. Sadao Kanazaki, após vários anos de estudo entusiasmado do ponto de vista técnico de sua função, finalmente reconheceu e anunciou resultados surpreendentes, o que me enche de alegria. A razão é que, como este método surgiu de uma religião, tende a ser visto como superstição; acredito, porém, que o anúncio do referido técnico terá grande força para dissipar essa impressão.
Nem é preciso dizer que a maior preocupação do Japão atualmente é a escassez de alimentos básicos. Após a guerra, o território se tornou menor, enquanto a população só aumenta, já chegando a oitenta e quatro milhões — um problema urgente. Neste ano, o déficit é de mais de vinte milhões de koku, e é apenas com a importação de vários países que se mantém uma estabilidade precária.
O valor dessas importações ultrapassa cem bilhões de ienes, o que torna a situação extremamente grave para a economia nacional. Enquanto essa solução não for encontrada, o futuro do país é realmente desolador. Além disso, dependendo da conjuntura mundial, não se sabe quando nem que tipo de situação pode surgir. Portanto, é indispensável garantir uma quantidade absoluta de alimentos para toda a população.
O governo e os agricultores empregam todos os meios e métodos possíveis, mas não conseguem o que desejam; ao contrário, a produção tende a cair. Este ano, por exemplo, houve uma redução de cerca de três milhões de koku em relação ao ano passado, as perspectivas de controle da produção são baixas e a população deve aumentar em mais de um milhão por ano. Para resolver essa grande crise, não há como, a menos que ocorra algum milagre revolucionário.
Por que nosso país não consegue obter produção de arroz suficiente para alimentar toda a população? Esta é a razão fundamental que quero apontar: o método agrícola atual tem um grande defeito. Esse defeito são os fertilizantes artificiais — os químicos e os humanos —, e não se percebeu isso. Por que esse erro tão grande não foi percebido até hoje? Porque, ao longo do tempo, caímos inconscientemente em uma espécie de superstição dos fertilizantes. Ao descobrir isso, senti profundamente que era necessário despertar desse sonho ilusório e realizar uma grande revolução no método agrícola; por isso iniciei este movimento.
Agora descreverei em detalhes o princípio e o método desta prática agrícola, que permite obter grandes colheitas apenas com composto natural. Antes, porém, falarei de seus efeitos. Se o método for mantido por cinco anos, um aumento de cinquenta por cento na produção em todo o país é algo fácil. Diante disso, provavelmente ninguém conseguirá acreditar.
Considerando a produção normal atual de sessenta e três milhões de koku, um aumento de cinquenta por cento resultaria em noventa e quatro milhões e quinhentos mil koku. Assim, mesmo que os japoneses comessem até se fartar, ainda haveria um excedente de dez milhões de koku — e, desta vez, teríamos de exportar.
Não só isso: não haveria necessidade de gastos com fertilizantes, os danos causados por pragas seriam reduzidos a uma fração, os causados por ventos e inundações, a menos da metade, e a mão de obra cairia pela metade. É realmente um método agrícola surpreendente. O que foi dito acima diz respeito apenas ao arroz, mas o cultivo natural se aplica às culturas agrícolas em geral. Descreverei brevemente algumas delas. Primeiro, é claro que qualquer hortaliça apresenta resultados magníficos.
Por exemplo, a batata-doce produz tubérculos incrivelmente grandes — é comum um único tubérculo pesar quinhentos ou seiscentos momme —, de modo que a colheita total é certamente mais que o dobro da obtida com fertilizante. Os grãos de feijão também ficam maiores e mais numerosos, sendo fácil obter colheita cerca de três vezes maior. O nabo é branco, de textura fina e pegajosa, sem fibras, e extremamente saboroso. As verduras apresentam boa cor, não são atacadas por insetos, são macias e extremamente saborosas.
Milho, abóbora, melancia e todas as hortaliças que se possa nomear também são bons. Deixarei de lado os detalhes, mas é algo que está além da imaginação.
O que merece menção especial é o sabor maravilhoso dos produtos cultivados naturalmente. Depois de experimentar o sabor do arroz, do trigo ou das hortaliças, não se tem mais vontade de comer os produtos cultivados com fertilizantes. Eu mesmo só como produtos sem fertilizante e, felizmente, o número de cultivadores que também não os usam aumenta cada vez mais, de modo que atualmente recebo mais do que posso comer. Quanto às frutas, após a abolição dos fertilizantes artificiais, a colheita aumenta a cada ano, a qualidade melhora, a renda aumenta, e todos ficam gratos. As flores, por sua vez, são grandes, de cores vivas e bonitas, e, quando usadas em ikebana, são apreciadas por durarem mais.
Em segundo lugar, no cultivo natural as pragas diminuem drasticamente. Elas surgem originalmente dos fertilizantes artificiais; portanto, é certo que, se os abolirmos, não aparecerão. No entanto, atualmente, para eliminá-las, usam-se intensamente inseticidas e antissépticos, que, na verdade, se infiltram no solo e se tornam a causa do surgimento das pragas — uma ignorância lamentável.
Além disso, como tem acontecido ultimamente, quase todos os anos padecemos com ventos e inundações; no cultivo natural, porém, os danos são realmente menores. A razão é que, quando absorvem fertilizantes artificiais, as culturas se tornam surpreendentemente fracas. Descobri a causa: ao absorverem fertilizante humano ou químico, ele se torna tóxico, e esse veneno serve de alimento às pragas, que se reproduzem.
Some-se a isso o fato de que, dependendo do fertilizante, surgem microrganismos do próprio fertilizante, que se alimentam das culturas e se reproduzem. Se surgirem nas raízes, devoram as radículas, enfraquecendo-as. Essas são também as causas de folhas murchas, caules quebrados, queda de flores, frutos imaturos e murchamento da batata. Além das radículas, surgem vários outros microrganismos; contudo, se a própria cultura for saudável, ela tem o poder de eliminá-los.
No entanto, como se tornam frágeis devido aos fertilizantes, conforme mencionado, acabam perdendo para os microrganismos. Ademais, quando atingidas por ventos e inundações, as culturas sem fertilizante são resistentes: tombam menos e, mesmo que tombem, erguem-se imediatamente. Já as culturas com fertilizante permanecem caídas, sofrendo grandes danos. A razão disso pode ser claramente observada nas raízes.
As culturas sem fertilizante apresentam muito mais radículas, e mais longas, do que as com fertilizante; por isso, o sistema radicular é mais forte. Outra característica, tanto do arroz quanto das hortaliças, é que as folhas são curtas. Como os agricultores também sabem, para todas as culturas, quanto mais baixa a altura e menor o crescimento das folhas, mais frutos se produzem. Em contraste, as culturas com fertilizante são mais altas e têm folhas maiores, parecendo bonitas, mas a produção é surpreendentemente baixa.
Quanto aos bichos-da-seda: se criados com folhas de amoreira sem fertilizante, tornam-se muito saudáveis, a qualidade do fio produzido é resistente, o brilho é bom, é extremamente superior e, é claro, a produção aumenta. Isso ocorre também porque não desenvolvem doenças. Como visto acima, em todas as culturas, o cultivo sem fertilizante é incomparavelmente mais vantajoso do que o cultivo com fertilizante. O que é necessário saber a respeito é, em primeiro lugar, a capacidade do solo.
Originalmente, o solo foi criado pelo Criador de todas as coisas para produzir culturas que alimentassem os seres humanos e os animais. Portanto, a própria essência do solo contém nutrientes em abundância; pode-se dizer que é um bloco de fertilizante. Até hoje isso não era conhecido, e pensava-se erroneamente que o fertilizante era o alimento das culturas. A aplicação de vários fertilizantes artificiais teve, inesperadamente, o resultado de enfraquecer a força original do solo.
Costuma-se dizer que o solo japonês é ácido, e isso se deve inteiramente a essa causa. Então, que erro surpreendente não é esse! Nesse sentido, para aumentar a produção das culturas, é necessário fortalecer ao máximo a força do próprio solo. Como fazê-lo? Mantendo o solo o mais puro possível, sem misturar nenhuma impureza além do composto natural. Só com isso já se podem obter resultados magníficos, algo que a mente atual dificilmente pode acreditar.
Com base nessa verdade, o princípio fundamental do cultivo natural é o respeito absoluto pela natureza, e a própria natureza nos ensina isso. Observando a geração e o desenvolvimento de todas as coisas no universo, vemos que não há uma única coisa que não dependa do poder da grande natureza, ou seja, dos três elementos primordiais — fogo, água e terra — como o sol, a lua e a terra. É claro que as culturas agrícolas também são assim.
Portanto, melhorando a exposição ao sol, fornecendo água em abundância e tornando o solo mais puro, as culturas serão produzidas em quantidade mais que suficiente para as necessidades humanas. Vejam: há abundância de ervas secas e folhas caídas na terra, e a cada outono elas não cobrem o solo? Isso é inteiramente para tornar a terra fértil, e a natureza nos ensina a usá-las como fertilizante. Os agricultores pensam que o composto natural contém nutrientes fertilizantes, mas não é o caso.
O efeito original do composto natural é evitar que a terra seque, aquecê-la e impedir que se compacte. Isto é, ele absorve a umidade, absorve o calor e impede a compactação da terra.
Com base nesse princípio, o fertilizante para o arroz deve ser a palha picada o mais fino possível e bem misturada à terra. Isso é natural, pois a palha é um produto do arroz e tem o efeito de aquecer as raízes. Para as hortaliças, as ervas secas e as folhas caídas são boas. Perto dali certamente há uma floresta; vendo que há folhas caídas e grama seca, compreende-se que se deve usá-las. Além disso, o centro da Terra é uma enorme massa de fogo, que irradia constantemente o calor terrestre, ou seja, o espírito da terra.
Isso é o nitrogênio, e este nitrogênio é exatamente o fertilizante dado por Deus: atravessa a superfície terrestre, atinge uma certa altura e ali se acumula; depois, pela chuva, desce ao solo e nele se infiltra. Esse é o fertilizante natural de nitrogênio, que desce do céu e, naturalmente, também em quantidade, é exatamente o suficiente, nem mais nem menos. Então, por que se começou a usar fertilizante de nitrogênio? Há uma razão para isso.
Na ocasião da Primeira Guerra Mundial, na Alemanha, devido à escassez de alimentos, foi necessário aumentar a produção rapidamente. Descobriu-se então a extração de nitrogênio do ar e, ao utilizá-lo, a produção aumentou enormemente. Desde então, isso se difundiu mundialmente, mas foi um efeito temporário, que de modo algum dura por muito tempo. Mais cedo ou mais tarde, cair-se-á no excesso de nitrogênio, a terra enfraquecerá e a produção diminuirá — mas essa razão ainda não é compreendida.
Em suma, pode-se pensar que é o mesmo que o vício em entorpecentes.
Aqui há algo que se deve observar: mesmo ao mudar para o cultivo natural, a quantidade de toxinas de fertilizante que permanece no solo do arrozal e nas sementes influencia enormemente. Por exemplo, mesmo neste cultivo, há arrozais que, desde o primeiro ano, têm um aumento de cerca de 10% na colheita; outros, no primeiro e segundo anos, têm uma redução de 10 a 20% e só finalmente, no terceiro ano, alcançam um aumento de 10 a 20%, chegando gradualmente ao resultado esperado.
Portanto, de modo geral, não deve haver erro em considerar que, no primeiro ano, a colheita é igual à convencional; no segundo, tem aumento de 10%; no terceiro, de 20%; no quarto, de 30 a 40%; e, a partir do quinto, de 50%. Assim, se o resultado for excessivamente ruim, é porque ainda resta grande quantidade de fertilizante artificial, e pode-se aliviar temporariamente com a adição de terra de outro local.
Há ainda outro ponto importante: fertilizantes químicos como o sulfato de amônio, uma vez absorvidos pelo arroz, mesmo em quantidades ínfimas, fazem com que os seres humanos ingiram esse veneno três vezes ao dia. Portanto, é natural que, inconscientemente, causem danos ao corpo humano. Não se pode dizer que o aumento da taxa de doenças nas pessoas modernas não tenha também essa causa. Por fim, vou listar resumidamente os benefícios econômicos do cultivo natural:
(1) Não há necessidade de gastos com fertilizantes.
(2) O trabalho se reduz à metade.
(3) A colheita aumenta enormemente.
(4) O peso aumenta, não encolhe no cozimento e é saboroso.
(5) Os danos causados por insetos quase desaparecem.
(6) O problema das lombrigas e outros parasitas, que atualmente são a maior fonte de preocupação, também é completamente resolvido.
Pelo exposto, percebe-se quão revolucionário e que grande evangelho é este método de cultivo. Com sua prática, não apenas o problema alimentar do Japão será resolvido de uma só vez, mas também, tendo isso como motivação, todos os outros problemas, especialmente a saúde humana, receberão influências positivas, é claro. Se este método de cultivo se espalhar por todo o Japão, não há dúvida de que a reconstrução do Japão será acelerada, e chegará o dia em que será admirado pelo mundo inteiro como uma nação de alta cultura. Nesse sentido, é meu desejo que, com esta edição especial, o maior número possível de japoneses o leia.
Por fim, quero deixar claro que não tenho a menor intenção de usar isso para propaganda religiosa. Isso porque, mesmo os descrentes, se o praticarem, poderão obter os bons resultados acima mencionados.
(2) Desta vez, observando os resultados do ano passado relatados de várias regiões, é lamentável que, por ser cedo, haja casos que não chegaram à colheita; mas, de modo geral, compreendi. Escreverei minhas impressões sobre isso. Acima de tudo, o método da agricultura natural nega os fertilizantes, que até agora eram considerados a vida das plantações. Portanto, no início, os próprios familiares e os moradores da vila fazem críticas e ataques inesperados, e o praticante torna-se alvo de zombaria.
É realmente com lágrimas de sangue que se suporta, se contém e se persevera em silêncio. Ao ler isso, senti meus olhos se aquecerem. Sinto no peito que é realmente algo que só a fé poderia proporcionar. De qualquer forma, para aqueles que estão completamente imersos na superstição dos fertilizantes há gerações, não é de se estranhar que se oponham. A respeito disso, vem-me à mente que até as invenções e descobertas que hoje contribuem enormemente para a humanidade foram, no início, sem exceção, alvo de mal-entendidos e perseguições.
Há inúmeros registros de pessoas que superaram essas dificuldades com grande sofrimento e esforço. Isso não pode deixar de comover nossas almas.
Por essa razão, eu já estava preparado para que este método da agricultura natural também enfrentasse considerável oposição por um tempo. Mas, acima de tudo, como ele produz resultados verdadeiramente surpreendentes, pensei que seria uma questão de paciência até certo período. No entanto, como esperado, finalmente começou a atrair a atenção de vários setores, como se pode ver claramente pelos relatórios que foram reunidos desta vez.
Mas, no início, as circunstâncias ao redor eram desfavoráveis, e até mesmo o próprio praticante não tinha convicção. Por isso, poucas pessoas começaram com coragem e de forma ostensiva; a maioria iniciou de forma experimental, com receio e surpresa. Ademais, como as toxinas de fertilizantes estavam consideravelmente impregnadas no solo e nas sementes, no primeiro ano as folhas amarelavam e os caules ficavam finos, a ponto de se pensar que morreriam. Ao ver isso, sentia-se ansiedade e impaciência, e rezava-se fervorosamente a Deus.
Mas, na época da colheita, o resultado era surpreendentemente bom, e todos dizem que suspiraram aliviados. É superando essa dificuldade que se conquista a coroa da vitória. No entanto, para ser sincero, eu gostaria de ter publicado relatos de várias regiões sobre um aumento de cerca de 50% após quatro ou cinco anos de cultivo contínuo.
Mas, dada a situação atual, que não pode esperar até lá, e também porque acredito que os resultados já obtidos são suficientes para demonstrar a eficácia deste cultivo, publiquei esta edição especial às pressas, para informar não apenas os agricultores, mas também o público em geral.
Nesse sentido, para que esta edição especial seja vista e ouvida, pretendo distribuí-la amplamente — a todos os ministros, membros do parlamento, principais jornais, estações de experimentação agrícola de todo o país, associações agrícolas e pessoas ligadas à agricultura — e também realizar palestras itinerantes a partir da sede, assim que os preparos estiverem prontos. Portanto, espero que não apenas os membros das áreas rurais, mas também os membros em geral, façam grande propaganda e recomendação.
Em seguida, segundo os jornais recentes, o governo também parece desesperado. Dizem que, a partir deste ano, está gastando uma quantia enorme e adotando todas as medidas possíveis para realizar um plano de aumento de produção de três milhões de koku em um ano. Isso é bom, mas se continuarem a usar fertilizantes químicos e esterco humano como antes, ainda que introduzam outras melhorias agrícolas e diversos métodos, um aumento de três milhões de koku será, no máximo, um sonho.
Minha previsão é que, na melhor das hipóteses, terão uma colheita normal e, na pior, pode até haver redução, como no ano passado. Portanto, custe o que custar, quero despertar as pessoas da superstição dos fertilizantes e fazê-las mudar para o método da agricultura natural o mais rápido possível. No entanto, felizmente, ainda que isso seja compreendido e posto em prática, é claro que é impossível mudar todo o Japão de uma só vez.
Portanto, deve-se agir com o máximo de cautela, implementando um plano de dez anos — um décimo ao ano. Dessa forma, não haverá preocupação com a redução da produção. Considerando-se uma colheita normal no primeiro e segundo anos, a produção aumentará gradualmente a partir do terceiro ano e, por volta do quinto ou sexto ano, posso garantir, com toda a certeza, um aumento de 50% ou mais.
Aqui, há algo que quero dizer especialmente. É algo um tanto difícil de entender para os não-crentes, mas, originalmente, o arroz — alimento básico dos seres humanos — foi criado por Deus para sustentá-los. Portanto, por mais que a população aumente, a quantidade necessária deve ser produzida. No entanto, o déficit atual de vinte milhões de koku por ano se deve inteiramente a um método de cultivo errado, ou seja, ao uso de fertilizantes artificiais.
Se, como mencionado, a produção aumentar em 50% ou mais, o que acontecerá com a economia japonesa? O indesejável título de "reino endividado" se inverterá, e certamente chegará a era em que o povo, literalmente, "baterá no ventre e no chão". Dizer isso pode parecer um "pudim cair do céu" e pode gerar desconfiança, mas não digo coisas sem fundamento.
Como consta nos relatórios de resultados [omitido], à medida que as toxinas de fertilizantes desaparecem com o cultivo natural, o arroz produz espigas sobre espigas. Ou seja, de um único colmo brotam vários ramos, e todos eles dão frutos. Portanto, é certo que um colmo produza, no mínimo, de trezentas a quinhentas sementes.
Além disso, se não houver danos por insetos e as calamidades causadas por vento e água diminuírem drasticamente, o Japão se tornará um país que não envergonha o antigo nome de "Terra de Juncos Férteis e Espigas de Arroz". Pelo exposto, afirmo sem hesitação: ainda que a população do Japão no futuro seja de cem milhões, duzentos milhões ou trezentos milhões, a atual área de terra arável será suficiente para sustentá-los.
Em seguida, há mais uma coisa que quero dizer: a palavra "Johrei", que aparece em vários lugares nos relatórios. Isso pode ser difícil de entender para os não-crentes, mas, deixando de lado se entendem ou não, vou explicar resumidamente. Em suma, Johrei é um método para eliminar as toxinas de fertilizantes. De qualquer forma, apenas com a imposição das mãos, obtém-se um efeito maravilhoso. Portanto, é impossível para um cérebro endurecido pelo pensamento materialista compreender.
No entanto, esta é a essência da nossa Doutrina, mas aqui vou omiti-la e, primeiro, farei uma dissecação do solo. Originalmente, o solo é composto por dois elementos: o espírito e o corpo. O corpo é o próprio solo; o espírito é a essência do solo, invisível aos olhos. Pode-se dizer que o corpo é a superfície e o espírito, o interior. No entanto, como o fertilizante é uma toxina, ele enfraquece o corpo do solo, e isso se reflete no espírito, criando nuvens espirituais.
Isso ocorre porque "o espírito é primordial e a matéria é secundária" é a lei de todas as coisas. Pode-se dizer que Johrei é um método para dissolver as toxinas de fertilizantes. Ou seja, no Johrei, uma espécie de poderosas ondas de Luz é irradiada da palma da mão; as nuvens espirituais do espírito são varridas, refletindo-se no corpo e reduzindo as toxinas de fertilizantes. Esta é a verdade, e a ciência que não conhece este princípio trata apenas do corpo, que é a metade — ou seja, é uma ciência manca.
Devido a essa ciência imperfeita e ao pensamento tradicional, o solo arável foi enfraquecido pelos fertilizantes. Descobri este princípio, e assim nasceu o método da agricultura natural. Portanto, esta é a verdadeira ciência e será uma grande descoberta mundial. Consequentemente, não há nada de estranho em obter resultados revolucionários de aumento de produção.
Por fim, há algo que se deve observar. O aumento de 50% em cinco anos que defendo é um resultado tendo como padrão arrozais que receberam a quantidade normal de fertilizante artificial, pois em cerca de cinco anos o componente fertilizante desaparece completamente. No entanto, ultimamente, para aumentar a colheita, as áreas rurais em toda parte passaram a usar grandes quantidades de fertilizantes químicos, como o sulfato de amônio.
Portanto, mesmo que se mude para o método da agricultura natural hoje, levará mais tempo para que as toxinas de fertilizantes desapareçam completamente, e deve-se considerar que serão necessários mais de cinco anos. Isso, como também consta nos relatórios, é o fato de que, mesmo praticando o cultivo natural, há diferenças consideráveis nos resultados. Essas diferenças se devem à quantidade de toxinas de fertilizantes, e isso também se percebe rapidamente.
Ou seja, no caso da emissão das espigas, enquanto estiverem amareladas, isso se deve à presença de toxinas de fertilizantes. À medida que as toxinas desaparecem, as espigas tornam-se verdes desde o início. Portanto, o Johrei é para isso; quando, após mais de cinco anos, as toxinas de fertilizantes desaparecerem completamente, não haverá mais necessidade de Johrei. Em seguida, quando se adiciona terra de outro local, o resultado temporário melhora porque se está acrescentando solo sem toxinas de fertilizantes.
Só por isso já se poderia perceber o dano das toxinas de fertilizantes, mas não se percebe porque se está completamente imerso na superstição dos fertilizantes.
Publicado na edição de 30 de janeiro de 1952 (Showa 27) da revista "Eikō" (nº 141)
Sobre o Cultivo Natural
Até agora, publiquei edições especiais de agricultura deste jornal três vezes — a do ano retrasado, a do ano passado e a de agora. A cada ano, aumenta o número de cultivadores naturais, e os relatórios também aumentam. Desta vez, como suplemento, acrescentei quatro páginas. Ao ler os relatórios [omitido] um por um, não apenas os resultados estão cada vez melhores e a colheita aumenta, mas também a qualidade está se tornando boa. Embora isso seja natural, é motivo de grande alegria.
Por causa disso, os agricultores que estavam indecisos até agora, vendo esses resultados, estão passando para o cultivo natural um após o outro. Diz-se que, em uma aldeia, surgiram de uma vez 31 cultivadores naturais. Além disso, os resultados na Ilha de Sado, província de Niigata, foram excelentes desde o primeiro ano, e o número de agricultores não-crentes aumenta rapidamente. Se continuar assim, não tenho dúvidas de que, em poucos anos, toda a ilha se tornará de cultivo natural.
Além disso, como consta em outra seção [omitido], o Sr. Tatsuo Yamakawa, chefe da Segunda Seção de Negócios do Escritório de Alimentos de Tóquio do Ministério da Agricultura e Florestas, desde que tomou conhecimento do cultivo natural há dois anos, investigando minuciosamente as condições locais, ficou tão surpreso com os resultados inesperadamente bons que pensou estar sonhando. De qualquer forma, como é completamente oposto à teoria até então vigente, ele não conseguia entender imediatamente, e diz-se que sofreu com a confusão mental.
Isso me parece muito plausível.
Pelo exposto, pode-se dizer que o tempo de discutir se é bom ou ruim já passou. Portanto, se ainda houver alguém com dúvidas, só posso pensar que essa pessoa é um excêntrico sem ambição. Assim, o que se deve considerar seriamente é a tendência atual de aumento populacional em nosso país. Apesar de todos os esforços para o controle de natalidade, a população só aumenta. Além disso, quando penso no território nacional, reduzido após a derrota na guerra, não se pode ficar tranquilo de forma alguma.
No entanto, no ano passado e no ano retrasado, distribuí esta edição especial ao Ministro da Agricultura e Florestas, a todos os ministros, membros do parlamento, jornais e principais pessoas ligadas à agricultura em todo o país, mas parece que não despertou muito interesse, e continuam com o mesmo método de cultivo errado.
Por causa disso, não apenas os gastos com fertilizantes químicos, que chegam a dezenas de bilhões de ienes por ano, mas também os custos de melhoria de terras agrícolas e subsídios totalizam uma quantia verdadeiramente enorme. Além disso, estão se desdobrando com planos de aumento de produção de vários anos, mas o fato é que não obtêm resultado algum. Esses planos têm sido repetidos inúmeras vezes há muito tempo, mas sempre terminam em fracasso.
A prova disso é que, no ano passado, embora tenha sido considerada uma boa colheita, foi apenas ligeiramente superior a uma colheita normal. Portanto, já está selado: com os métodos agrícolas convencionais, por mais que se tente e se esforce, não adianta. No entanto, mesmo quando informados sobre o nosso método da agricultura natural, que pode aumentar a produção com certeza, eles o desprezam e não mostram a menor disposição para estudá-lo. Isso provavelmente se deve à razão insignificante de ter surgido de uma religião. É realmente problemático.
Dessa forma, o governo estabelece várias medidas, mas falha, desperdiçando anualmente enormes quantias do dinheiro dos impostos do povo. Além disso, as importações de arroz aumentam a cada ano — atualmente já importamos mais de vinte milhões de koku por ano, pagando mais de cem bilhões de ienes por isso. É uma tragédia nacional que não se pode suportar com frieza. A causa dessa tragédia é a longa superstição dos fertilizantes, e isso pode ser plenamente reconhecido pelos inúmeros relatórios [omitido] em outra seção.
E, mesmo diante dos fatos, há pessoas que hesitam e vacilam, inclusive entre os membros. A profundidade dessa superstição é surpreendente. Acima de tudo, aqueles que, com coragem, seguiram minhas instruções desde o início obtiveram os bons resultados esperados, a ponto de se arrependerem de não terem começado mais cedo.
De qualquer forma, como este método agrícola é completamente oposto ao convencional, não é de estranhar que seja difícil mudar. No entanto, uma vez que os fatos estão tão comprovados, deveriam acreditar. A seguir, escreverei sobre isso com mais detalhes. Primeiro, como resultado de nossos compatriotas terem aplicado fertilizantes por muitas gerações, todas as terras agrícolas do Japão estão completamente poluídas.
Por isso, o solo tornou-se ácido, perdeu suas propriedades originais e, em termos humanos, está como o corpo de um doente grave. Como resultado, as plantações não conseguem absorver os nutrientes do solo e passaram a crescer nutrindo-se de fertilizantes, exatamente como o vício em entorpecentes. Até agora, houve casos em que estações de experimentação agrícola e agricultores tentaram o cultivo sem fertilizantes, mas, como o resultado no primeiro ano era muito ruim, desistiram desencorajados.
Ouço isso com frequência, o que, é claro, reforçou a superstição dos fertilizantes. Dessa forma, os cultivadores chegaram a ter a ilusão de que o fertilizante é o alimento das plantações. De fato, no primeiro ano de cultivo natural, as folhas são amarelas, os caules finos e muito fracos; os cultivadores tornam-se alvo de zombaria e insultos dos vizinhos, e há até quem lhes dê conselhos. É claro que nem sonham que isso se deve às toxinas dos fertilizantes. No entanto, como os cultivadores são membros, acreditam absolutamente.
Suportando com paciência e aguardando o tempo, a partir do segundo ou terceiro ano o arroz finalmente passa a ter aparência normal, a colheita começa a aumentar e, além disso, a qualidade é boa. Diz-se que, recentemente, o número de pessoas do grupo dos zombadores que se curvam e aderem ao cultivo natural aumentou visivelmente. E, para que as toxinas dos fertilizantes desapareçam por completo, deve-se considerar que são necessários pelo menos cinco anos.
Nessa ocasião, o aumento de 50% que defendo é certo; à medida que chegam o sexto e o sétimo ano, a colheita cresce de forma surpreendente, e em breve um aumento de 100%, ou seja, o dobro, não será impossível. Isso porque o perfilhamento será mais que o dobro e, além disso, as espigas brotarão sobre espigas. Quando isso acontecer, não será apenas o dobro: um único colmo pode produzir mais de mil sementes, o que é realmente inacreditável.
Aqui, escreverei sobre o significado fundamental do arroz. Em primeiro lugar, o Criador de todas as coisas, ao criar os seres humanos, também lhes deu o alimento básico suficiente para viver: o arroz e o trigo. A raça amarela recebeu o arroz; a raça branca, o trigo. E ninguém pode negar que o solo foi criado para fazê-los crescer. Se assim for, por mais que a população aumente, a quantidade necessária deve ser produzida. Se não for esse o caso, certamente há um grande erro em algum lugar.
Basta descobrir e corrigir esse erro; não há outro caminho para o aumento da produção. Nesse sentido, se a população atual do Japão é de 84 milhões de pessoas, considerando um koku por pessoa, deveriam ser produzidos 84 milhões de koku. Mas a colheita normal atual é de 64 milhões de koku, o que representa um déficit de 20 milhões de koku. A causa disso são os fertilizantes químicos e o esterco humano. É surpreendente tamanha ignorância. No entanto, alegrem-se! Eu descobri esse ponto cego, e foi assim que nasceu o método da agricultura natural.
Com ele, em cinco anos a produção aumentará em 50%, chegando a 96 milhões de koku, com um excedente de 12 milhões de koku. Além disso, não serão necessários fertilizantes; a mão de obra será economizada; os danos causados por vento e água serão mínimos; e os danos por insetos, que atualmente são o maior problema, serão quase inexistentes. Os benefícios econômicos disso serão de centenas de bilhões de ienes, algo difícil de estimar.
Este método de cultivo de arroz, que parece um sonho, pode ser chamado de a maior salvação desde a criação do mundo. Para comprová-lo, mobilizei muitos agricultores há alguns anos e incentivei sua prática. Obtive os resultados esperados e, com convicção, anuncio ao mundo. Além disso, como os nomes e endereços dos relatores estão detalhadamente registrados, em caso de dúvida, o melhor é entrar em contato diretamente com a pessoa.
Como visto acima, tanto na teoria quanto na prática, não há espaço para dúvidas. Portanto, os agricultores devem, deixando de lado qualquer outra coisa, começar a praticá-lo o mais rápido possível. E há aqui outro ponto importante que ninguém percebe: uma vez que se usam fertilizantes químicos como o sulfato de amônio e fezes humanas, essas toxinas são, é claro, absorvidas pelo arroz. Assim, os seres humanos de hoje estão comendo arroz envenenado três vezes ao dia. Não se sabe o quanto esse veneno prejudica a saúde.
De fato, quando se considera a fraqueza das pessoas modernas, sua propensão a doenças e, especialmente, o grande número de pacientes com parasitas nas áreas rurais, não é preciso pensar muito para concluir que esta é a causa principal. Pelo exposto, deve-se ter compreendido. A descoberta dessa superstição dos fertilizantes deve ser um evangelho imensurável para a nação e o povo.
Em seguida, parece que há consideráveis pontos de erro sobre o método de cultivo; escreverei sobre eles aqui. Há pessoas que, mesmo se tornando membros desta Igreja e lendo ou ouvindo minhas teorias, não conseguem aceitá-las com simplicidade. Mas, como estão presas à superstição dos fertilizantes há gerações, não é de estranhar. No entanto, nesta ocasião, devem abandoná-la completamente e fazer exatamente como eu digo. A esse respeito, há a questão das sementes.
Nos relatórios, aparecem nomes como "Nōrin número tal" ou "Asahi número tal", mas isso não tem significado algum. No cultivo natural, qualquer semente comumente usada serve. Isso porque, uma vez eliminadas as toxinas dos fertilizantes, qualquer semente se tornará de primeira qualidade ou superior. O importante é a presença ou ausência de toxinas de fertilizantes. O melhor seria obter sementes de membros que já cultivam sem fertilizantes há alguns anos. Nesse caso, quanto mais próximas as sementes, melhor.
Sementes da mesma província são boas, mas de outras províncias distantes o resultado é ruim; por isso, é melhor evitá-las. Há também as toxinas de fertilizantes no solo. À medida que desaparecem, o solo adquire uma agradável cor azulada, os caules ficam firmes e fortes, o perfilhamento aumenta, as raízes capilares se multiplicam e as raízes se aprofundam no solo, reduzindo o acamamento. Isso é facilmente perceptível. Quanto ao composto natural, parece que ainda não está completamente difundido.
O pior é colocar folhas e capim nos arrozais; isso deve ser abolido definitivamente. No cultivo do arroz, como sempre digo, basta cortar a palha em pedaços curtos e incorporá-la profundamente ao solo. Não se deve colocá-la em excesso, pois isso impede o crescimento das raízes. Ademais, como digo repetidamente, a palha não contém nutrientes de fertilizantes. Não se deve esquecer que o fertilizante está no próprio solo. Ou seja, o uso da palha é para aquecer o solo. Pode ser usada em regiões frias, mas não é necessária em regiões temperadas.
Este é o verdadeiro cultivo sem fertilizantes.
Em seguida, quanto à qualidade do solo, boa ou ruim, também não há motivo para grande preocupação. Porque, mesmo em solo ruim, se não houver fertilizantes, ele melhorará a cada ano. A razão pela qual o cultivo contínuo é permitido também está nisso. E, quanto ao Johrei, serve para eliminar as toxinas de fertilizantes; quando elas desaparecerem, não será mais necessário. Acima, escrevi sobre os pontos que me vieram à mente.
Quanto aos demais assuntos — clima local, condições climáticas, ambiente, localização, insolação, irrigação, época de semeadura e plantio, etc. — deve-se agir de acordo com a conveniência. Por fim, há algo que se deve observar especialmente: o cultivo natural e a fé devem ser tratados como coisas separadas. Isso porque, mesmo que a pessoa não se torne membro, a produção aumentará conforme o esperado. Se houver o equívoco de que só é possível com membros, isso prejudicará a difusão deste método agrícola.
O efeito é o mesmo, seja a pessoa membro ou não. Por isso, não é preciso realizar o Johrei com muita frequência: basta fazê-lo duas ou três vezes ao dia, de preferência sem ser visto. Em outras palavras, não se deve esquecer de separar ao máximo a fé do cultivo.
Publicado na edição de 4 de março de 1953 (Showa 28) da revista "Eikō" (nº 198).
Pesquisa, Investigação e Crítica do Método da Agricultura Natural para Arroz Irrigado
Edição 141 da revista "Eikō", 30 de janeiro de 1952 (Showa 27)
Chefe da Subagência de Ōminato, do Escritório de Pesquisa Estatística de Aomori, do Ministério da Agricultura e Florestas
Técnico Agrícola do Ministério, Sadao Kanazaki
(1)
1. Local da pesquisa: Endereço: 1-banchi, Tsutomanzaka, Ōaza Ōhata, Ōhata-machi, Shimokita-gun, Província de Aomori
1. Cultivador: Kumakichi Kabasawa
1. Área de cultivo: 1 chō 1 tan; Tōno 1-gō: 9 tan; Akage Mochi: 2 tan
1. Variedades: Tōno 1-gō (precoce) – arroz não glutinoso; Akage Mochi (precoce) – arroz glutinoso
1. Período de imersão das sementes: 8 de abril a 22 de abril (15 dias)
1. Período de semeadura: 25 de abril (viveiro de arroz comum com água corrente)
1. Quantidade de sementes: 5 a 6 gō (por tsubo)
1. Quantidade de fertilizante aplicado: No viveiro, no outono; no campo principal, antes da aração. Tanto no viveiro quanto no campo principal, apenas palha de arroz picada (70 a 80 kan por tan) foi umedecida com água adequada, fermentada até ficar esbranquiçada e aplicada antes do preparo do solo.
1. Período de plantio: 5 de junho a 8 de junho
1. Número de covas: 100 a 105 covas (por tsubo)
1. Número de mudas por cova: 5 a 7
1. Primeira capina: 20 de junho a 24 de junho
1. Segunda capina: 7 de julho a 10 de julho
1. Terceira capina: 15 de julho a 19 de julho (leve)
1. Estado da lavoura em 15 de agosto: (1) Altura das plantas: 2 shaku 2 sun a 2 shaku 6 sun (2) Número de espigas por cova: 12 (média de 20 covas) (3) Número de grãos por espiga: cerca de 150 (espiga mais alta) (média de 20 covas) (4) Estado de emissão das espigas: 80% de emissão, sem danos por pragas ou doenças
(5) Responsável pela colheita de amostras: Pesquisador e Investigador Sadao Kanazaki
(6) Testemunhas da colheita de amostras: Prefeito de Ohata, Sr. Satsumei Kikuchi, e mais uma pessoa Presidente do Comitê Agrícola de Ohata, Sr. Renzo Nishikawa, e mais uma pessoa
(7) Número de pés colhidos por amostra: 100 a 105 pés (por tsubo), média de 102 pés
(8) Peso do arroz em casca não beneficiado — Tono nº 1: 550 momme (por tsubo); 165 kan (por tan). Akage Mochi: 600 momme (por tsubo); 180 kan (por tan)
(9) Período de maturação completa — Tono nº 1: 1º de outubro; Akage Mochi: 6 de outubro
(10) Peso do arroz em casca seco não beneficiado — Tono nº 1: 367 momme (por tsubo); 110 kan (por tan). Akage Mochi: 393 momme (por tsubo); 118 kan (por tan)
(11) Peso do arroz em casca beneficiado — Tono nº 1: 360 momme (por tsubo); 108 kan (por tan). Akage Mochi: 377 momme (por tsubo); 110 kan (por tan)
(12) Peso da palha — Tono nº 1: 3 momme (por tsubo); 90 momme (por tan). Akage Mochi: 6 momme (por tsubo); 1 kan e 800 momme (por tan)
(13) Perda na ventilação — Tono nº 1: 4 momme (por tsubo); 1 kan e 200 momme (por tan). Akage Mochi: 10 momme (por tsubo); 3 kan (por tan)
(14) Volume beneficiado — Tono nº 1: 1 sho e 5 go (por tsubo); 4 koku e 5 to (por tan). Akage Mochi: 1 sho e 8 go (por tsubo); 5 koku e 4 sho (por tan)
(15) Peso de 1 sho de arroz em casca beneficiado, Tono nº 1: 280 momme — Peso de 1 sho de arroz em casca beneficiado: Tono nº 1: 300 momme; Akage Mochi: 240 momme — Akage Mochi: 280 momme
(16) Classificação de qualidade — Tono nº 1: médio-superior; Akage Mochi: médio-inferior (devido à colheita precoce, uma pequena quantidade de grãos verdes misturada)
(17) Volume estimado de arroz polido por tan — Tono nº 1: 2 koku, 2 to e 2 sho; Akage Mochi: 2 koku, 5 to e 1 sho
(18) Peso estimado de arroz polido por tan — Tono nº 1: 87 kan; Akage Mochi: 96 kan e 320 momme
(19) Sabor — Tono nº 1: bom; Akage Mochi: forte viscosidade
Características importantes são:
(1) As raízes são longas e bem desenvolvidas (mais do que o dobro do cultivo com fertilizantes).
(2) A terceira capina é desnecessária. Como o método da agricultura natural promove o crescimento por meio do desenvolvimento das raízes, como mencionado no item anterior, a terceira capina, ao contrário, danifica as raízes e prejudica o crescimento.
Notas complementares
1. Situação da produção anual por tan:
1948: 1 koku e 2 to (último ano de uso de fertilizantes químicos)
1949: 1 koku e 4 to (com base no método da agricultura natural)
1950: 1 koku e 8 to (com base no método da agricultura natural)
1951: 2 koku e 2 to (com base no método da agricultura natural)
(Nota: frações abaixo de to foram desprezadas)
2. Solo: argiloso preto (próximo a turfa)
3. Drenagem: Ligeiramente deficiente
4. Água de irrigação: Não totalmente suficiente, mas a temperatura da água é mediana.
Como não se usou nenhum fertilizante químico por três anos (sem custos com fertilizantes ou agrotóxicos), o solo tornou-se vivo, com minhocas, fungos de raiz e mofo Penicillium habitando-o e desenvolvendo-se vigorosamente, o que se acredita levar ao aumento da produção, à melhor qualidade, ao melhor sabor e a alimentos saudáveis. Digno de nota é que isso se assemelha um pouco ao método agrícola de J. I. Rodale, autor de "Pay Dirt (Terra Dourada)".
No método da agricultura natural, a aplicação de fertilizantes químicos, ao contrário, diminui a fertilidade do solo, que acaba por se transformar em terra estéril. Parece que se considera isso "um grande pecado equivalente a decretar a pena de morte para a terra agrícola".
De acordo com minha própria pesquisa e investigação, o solo não é uma substância inorgânica, mas algo vivo, de atividade intensa, rico em bactérias, actinomicetos, bolores, leveduras, protozoários, algas e outros microrganismos. Dentre esses, os únicos animais são os protozoários; todos os demais são microrganismos. Esses animais e plantas inferiores vivem em comunidade, realizando a vida biológica do solo. (omissão)
Ou seja, parece existir uma pequena sociedade bem organizada. Para tornar essa sociedade favorável, são necessárias as seguintes condições. (omissão)
1. É necessária circulação de ar suficiente. (omissão)
2. É necessária umidade. (omissão)
Com base no exposto, não há dúvida de que compostos químicos poderosos estão matando os aliados de centenas de milhares de agricultores. (continua)
15 de novembro de 1951
Pesquisador e Investigador do Método da Agricultura Natural (três anos)
(2)
Fungos de Raiz
Depois de descrever o trabalho das bactérias do solo e das minhocas em aumentar e manter a fertilidade do solo, falta considerar o terceiro elemento do crescimento das plantas: a contribuição de bactérias minúsculas que vivem no solo.
No passado, os biólogos notaram que as raízes das plantas eram atacadas por bactérias minúsculas, mas em geral se acreditava que fossem prejudiciais. Nos tempos modernos, porém, os cientistas do solo, depois de árduas investigações e experimentações nesse campo, afirmam ter descoberto que essas bactérias auxiliam seus hospedeiros de maneira singular e lhes são indispensáveis para que vivam em segurança.
O Dr. Gannung, em seu livro "Livro Didático de Botânica", descreve essas ações da seguinte forma:
"Certas bactérias pequenas, que se desenvolvem em contato com as pontas das raízes de muitas plantas que crescem em locais ricos em húmus, enredam as hifas ao redor das raízes, substituindo os pelos radiculares. Acredita-se que os fungos de raiz, como o nome indica, absorvem substâncias orgânicas solúveis separadas pela decomposição da água e dos minerais."
O Sr. Howard, em seu livro "Regras de Ouro da Agricultura", afirma o seguinte:
"A associação dos fungos de raiz é uma ponte viva que liga diretamente o solo fértil — solo rico em húmus — e as culturas, transportando alimento prontamente utilizável do solo para as plantas. Como essa associação influencia a ação das folhas verdes das plantas é atualmente o problema mais interessante a ser estudado pela ciência."
Ao analisar a pesquisa do Sr. Howard, a Sra. Balfour diz: "As culturas feitas com composto natural sempre apresentam uma grande quantidade de fungos de raiz, mostrando um contraste marcante com aquelas feitas com fertilizantes químicos."
Há alguns anos, ao viajar pela região vinícola da França, o Sr. Howard procurou videiras vigorosas, como as encontradas na Ásia Central. Ao perguntar à proprietária local, soube que ali nunca se haviam aplicado fertilizantes químicos e que a qualidade do vinho era renomada. Ele examinou as raízes e descobriu a associação dos fungos de raiz.
Estudou ainda o método agrícola com composto natural em larga escala para várias culturas e discutiu a necessidade de os agricultores e as estações experimentais agrícolas pesquisarem o valor dos fungos de raiz e sua relação com as culturas.
Mofo Penicillium
Embora a atividade passada e o ciclo de vida dos microrganismos do solo sejam desconhecidos, há um tipo de fungo de raiz chamado mofo Penicillium. Foi descoberto por acaso, há cerca de quinze anos, pelo cientista inglês Dr. Fleming. Quando esse mofo entrou em um meio de cultura de bactérias, formou-se ao seu redor um espaço vazio e claro. Sua curiosidade o levou a prosseguir com a pesquisa, resultando na descoberta da penicilina — uma secreção de um microrganismo do solo com poder surpreendente.
No livro "Solo Vivo", a Sra. Balfour afirma que muitas bactérias do solo atacam e devoram protozoários do solo prejudiciais às plantas. "Muitas espécies que se alimentam de nematoides criam armadilhas ou cápsulas com hifas e secretam substâncias adesivas. Quando o nematoide entra na cápsula, esta o envolve e, mesmo que ele se debata, o captura, podendo isso durar às vezes duas horas", descreve a autora. A autora acrescenta que leitões são muito propensos a diarreia intestinal grave, mas, se receberem grama rica em húmus, curam-se completamente. A razão da drástica redução das aves silvestres nas fazendas é o uso excessivo de fertilizantes químicos e a prática habitual de pulverização de agrotóxicos.
As aves gostam de revirar o solo para capturar larvas de insetos. Se bicarem uma vez um local onde o solo se tornou ácido devido à aplicação de sulfato de amônio, perceberão imediatamente que vieram ao lugar errado e voarão para pastagens verdejantes. Assim, os agricultores perdem aliados importantes que os protegem das pragas, afirma ela.
Cientes de que os microrganismos do solo têm grande poder de curar doenças humanas, os cientistas começaram a pesquisar microrganismos para eliminar doenças de plantas.
Ficou claro que a comunidade de microrganismos do solo apresenta uma complexa relação de elementos positivos e negativos. Quando o solo está em boas condições, a vida se desenvolve harmoniosamente em um estado de equilíbrio, e os microrganismos benéficos suprimem os prejudiciais. É encorajador que cientistas que dependiam da química estejam obtendo sucesso na utilização de microrganismos do solo, afirma ele. Sinto que me desviei bastante do assunto; passemos a investigar e a pesquisar o princípio do método da agricultura natural e suas teorias.
O Princípio do Método da Agricultura Natural
O autor expõe que o princípio do método da agricultura natural é fazer com que o grande poder do solo se manifeste. Acredito que haja muita verdade nisso. Afirma ainda que, até hoje, os seres humanos não tinham conhecido a essência do solo — ou melhor, não deixaram que ela fosse conhecida. Tal concepção levou ao uso de fertilizantes e, sem que se percebesse, tornou-se necessário depender deles. Nos últimos anos, o número de agricultores naturais aumenta a cada ano, e as colheitas têm alcançado resultados surpreendentes em toda parte. Por enquanto, porém, isso parece não ultrapassar o círculo dos adeptos; aos poucos, contudo, simpatizantes surgem entre os não adeptos em várias regiões, e o cultivo parece crescer rapidamente com grande ímpeto.
Há também uma certa verdade no que o autor chama de "movimento para quebrar a superstição dos fertilizantes". O cultivo que não utiliza absolutamente nenhum adubo humano ou fertilizante químico, apenas composto natural, assemelha-se à teoria do já citado livro do Sr. Rodale ("Terra Dourada"). No método da agricultura natural, porém, embora se usem palha seca e folhas secas — matérias-primas do composto natural — como materiais naturais, há uma ligeira diferença em relação à teoria do Sr. Rodale: não se utilizam fertilizantes químicos, adubo humano, esterco de gado e cavalo, esterco de galinha, fertilizante de peixe nem cinzas de madeira, considerados também materiais naturais heterodoxos.
Os agricultores naturais afirmam, em primeiro lugar, que não há nada no universo que não receba os benefícios da grande natureza. Ou seja, os "três elementos" — fogo, água e terra — são o oxigênio do fogo, o hidrogênio da água e o nitrogênio da terra, e nenhuma cultura agrícola foge a esses três elementos.
Afirmam ainda que a "lei da grande natureza" foi ignorada. E expõem que o método agrícola atual não é progressista, mas regressista, o que também se assemelha um pouco à raiz da teoria do Sr. Rodale.
Se os três elementos — fogo, água e terra — são a força motriz do crescimento das culturas, então, garantindo boa insolação, fornecendo água suficiente e cultivando em solo puro, é certo que se obterão grandes resultados. Os maus resultados, expõem, devem-se ao desconhecimento da essência do solo.
Quanto ao efeito reverso dos fertilizantes, se a curto prazo o efeito é considerável, com o uso prolongado ocorre o efeito contrário. Em outras palavras, a capacidade inata da cultura de absorver os nutrientes do solo enfraquece, e ela se transforma, passando a ter de usar o fertilizante como nutriente. Isso se entende melhor quando se compara ao vício humano em entorpecentes.
Quando um ser humano usa entorpecentes pela primeira vez, sente prazer temporário e clareza mental, não consegue esquecer essa sensação e vai caindo aos poucos em um poço sem fundo do qual não pode mais escapar. O resultado é o vício em entorpecentes — ou melhor, o vício em fertilizantes. Há também uma certa verdade nisso. Desde a época do viveiro do agricultor natural Sr. Kabasawa, em Ohata, na primavera de 1949, interessei-me pelo assunto e, aproveitando o tempo fora do serviço público, realizei de vez em quando pesquisas e investigações.
Na época do transplante, a cor das folhas era ruim e as mudas, curtas, mostravam-se visivelmente inferiores às dos outros campos; contudo, notei que as raízes eram longas e grossas em proporção às folhas e aos caules. Em agosto, o crescimento tornou-se notável; em setembro, ultrapassou o normal; e em outubro, alcançou a maturação em boas condições — algo totalmente inesperado. A colheita também superou o previsto, com qualidade e sabor bons. Além disso, o sabor se tornou encorpado e o rendimento no cozimento aumentou.
O fato de o arroz glutinoso ter uma viscosidade tão forte também foi inesperado.
Os agricultores naturais também afirmam: "Ano após ano, o veneno dos fertilizantes enfraquece o solo, tornando-o estéril." Há certa verdade nisso. Ao explicar a aplicação do composto natural no cultivo de arroz, eles picam finamente a palha de arroz e a misturam bem ao solo, com o objetivo de aquecê-lo.
Nos campos de cultivo seco, deixam as folhas e a palha secas apodrecerem até que as nervuras fiquem macias e então as misturam bem ao solo. A razão é evitar a compactação, pois, se o solo estiver compactado, as raízes das culturas se desenvolvem mal.
Como ideal, para culturas de raízes rasas, basta incorporar composto de folhas e capim ao solo do campo; para as de raízes profundas, é melhor criar uma camada de composto de folhas a cerca de um shaku abaixo da superfície do solo.
As pessoas superestimam o valor fertilizante do composto natural. Sua primeira finalidade é não compactar o solo; a segunda, aquecê-lo; a terceira, prevenir danos causados pela seca. E ainda expõem que "o fundamento do método da agricultura natural é fazer o solo viver. Fazer o solo viver significa manter o solo puro ao máximo, sem usar impurezas como fertilizantes artificiais. Dessa forma, como o solo não tem obstáculos, pode exercer plenamente sua capacidade inata". Como nota especial, acrescentam que, se a sericicultura for feita com folhas de amoreira do cultivo natural, os bichos-da-seda não adoecem, o fio é forte, o brilho é bom e, além disso, o aumento da produção é certo.
Acredito que a teoria dos agricultores naturais e os resultados da pesquisa e investigação reais tenham conexão com a linha de argumentação do americano Rodale. Registrado em 18 de novembro de 1951 (continua)
Sonho? Milagre?
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Chefe da Segunda Seção de Operações do Escritório de Alimentos de Tóquio do Ministério da Agricultura e Florestas
Engenheiro Agrônomo do Ministério da Agricultura e Florestas, Tatsuo Yamakawa
"Um sujeito formado em agronomia tratar de algo tão anticientífico e sonhador é um absurdo!"
Fui repreendido em uníssono por muitos colegas veteranos. Diante disso, eu, tímido e corando, sempre me explicava:
"Eu também estudei um pouco de ciência das culturas e fertilizantes, então, quando ouvi essa história pela primeira vez, pensei, como vocês me disseram, que não poderia existir algo tão sonhador. Mas o interlocutor, sem se intimidar, insistiu: 'Os fatos provam, não há o que fazer. Veja a realidade.' Então, nestes dois anos, secretamente, percorri os locais em Chiba, Kanagawa, Saitama e Tochigi, e, vendo que é realmente misterioso e que meu conhecimento de ciência das culturas e fertilizantes não consegue resolver, estou, envergonhado, lhes contando. Estou perdido sobre como lidar com esse fato solene. Por favor, vejam o real e me emprestem sua sabedoria para decifrar essa história sonhadora."
Esse diálogo era sempre a conversa inicial quando eu contava a muitos colegas e amigos mais velhos sobre o método de cultivo chamado agricultura natural, que, sem aplicar fertilizantes artificiais, aumenta a produção à medida que os anos passam — quatro, cinco anos.
Passemos a explicar o que é esse método da agricultura natural, tachado de sonhador. Mesmo que os leitores o leiam com suas ideias preconcebidas, dificilmente acreditarão, pensando: "Bobagem! Como isso poderia existir? Existe uma história tão boa assim?" Acho natural não acreditar.
O que me despertou especial interesse pelo método da agricultura natural e me levou a pesquisá-lo foi a leitura do relatório intitulado "Pesquisa, Investigação e Crítica do Método da Agricultura Natural para Arroz Irrigado", do Engenheiro Agrônomo Sadao Kanazaki, chefe do Escritório de Ōminato da Agência de Pesquisa Estatística de Aomori do Ministério da Agricultura e Florestas. Aproveitando o tempo livre de suas funções, ele investigou por três anos a situação real dos praticantes do método da agricultura natural nas proximidades e relatou os resultados.
Primeiramente, o que se poderia chamar de princípio do método da agricultura natural é o seguinte: "A terra foi criada pelo Criador de todas as coisas para produzir culturas a fim de sustentar os seres humanos e os animais. Portanto, a essência da terra é ter nutrientes em abundância, a ponto de se poder dizer que é um amontoado de fertilizantes.
Até hoje, sem saber disso, as pessoas erroneamente pensaram que os fertilizantes são o alimento das culturas e, ao aplicar vários fertilizantes artificiais, acabaram enfraquecendo inesperadamente a força original da terra. Assim, para aumentar a produção das culturas, é necessário fortalecer ao máximo a força da própria terra.
Para isso, basta parar de aplicar impurezas além do composto natural (palha seca, folhas secas e palha de arroz) à terra, ou seja, todos os fertilizantes artificiais, como adubo humano, fertilizantes químicos, esterco de gado e cavalo, esterco de galinha, fertilizante de peixe e cinzas de madeira.
Se a terra se tornar pura, ela manifestará sua força original e as culturas aumentarão a produção."
O leitor pode pensar imediatamente que, como o composto natural tem nutrientes, isso seria possível se aplicado em grande quantidade; não é bem assim. O composto natural não é usado como fertilizante: sua função é não secar a terra, aquecê-la e não compactá-la — ou seja, absorver umidade, absorver calor e evitar que a terra se compacte. Dizem que a quantidade necessária é de cerca de 40 a 50 kan por tan.
Este é o princípio do método da agricultura natural. Em suma, trata-se de cultivar continuamente sem nenhum fertilizante artificial, sendo o mais importante usar sementes colhidas pelo próprio método. Quanto aos demais métodos de cultivo, expõem que podem ser todos iguais ao cultivo comum.
Segundo o relatório do Engenheiro Kanazaki, um campo que produzia 1 koku e 2 to por tan em 1948, quando se usavam fertilizantes químicos, passou a produzir, depois de adotar o método da agricultura natural em 1949, 1 koku e 4 to, 1 koku e 8 to e 2 koku e 2 to em 1949, 1950 e 1951, respectivamente, com aumento de produção.
Um praticante do método da agricultura natural em Utsunomiya, que visitei em 10 de outubro deste ano, estava, segundo consta, no quarto ano, e afirmou com confiança: "Há cinco anos, quando usava fertilizantes, por melhor que os aplicasse, este campo produzia 7 fardos por tan, mas no ano passado, terceiro ano do método da agricultura natural, colhi 8 fardos e meio.
Este ano, acho que colherei um pouco mais." A altura das plantas de arroz, a cor da palha, o número de perfilhos, o número de grãos por espiga e a forma como as espigas se formavam diferenciavam-se claramente do arroz das vizinhanças.
De acordo com uma tabela estatística que compara o método da agricultura natural com o método agrícola comum (comparação do cultivo da mesma variedade sob as mesmas condições, com e sem fertilizantes, diferindo apenas na presença ou ausência de adubação, sendo todos os outros métodos de cultivo idênticos), no primeiro e segundo anos, a altura das plantas era cerca de 10% menor; no terceiro, tornava-se aproximadamente igual; e, a partir do quarto, ao contrário, mais de 10% maior.
A altura desse arroz de quarto ano também era maior em comparação com o arroz cultivado com fertilizantes nas proximidades. Quanto ao perfilhamento, a tabela estatística mostra que, no primeiro e segundo anos, havia redução de cerca de 15%; no terceiro, tornava-se igual ou superior; e, a partir do quarto, aumentava mais de 10%. Esse arroz também tinha cerca de três perfilhos a mais.
No entanto, o que mais surpreendeu foi a sensação de firmeza e solidez ao segurar um punhado dele — parecia junco —, enquanto o arroz com fertilizantes era mole e frágil. Li o relatório de alguém dizendo: "Não acama com tufões, é resistente a pragas e doenças, e, embora os campos vizinhos tenham sido atacados por cigarrinhas, meu campo não sofreu nenhum dano." Diante daquela firmeza, pensei que talvez isso pudesse ser possível.
Quanto ao número de grãos por espiga, segundo a tabela estatística, houve redução de pouco menos de 10% no primeiro ano; no segundo, o número quase se igualou; a partir do terceiro, aumentou mais de 10%; e, a partir do quarto, mais de 30%. O arroz desta casa estava tão abundantemente maduro que merecia a descrição "cheio e curvado". O que se deve notar especialmente é que, no arroz com fertilizantes, a formação dos grãos na espiga — isto é, o amadurecimento uniforme — é irregular, de baixo para cima; no arroz sem fertilizantes, porém, todos os grãos de qualquer espiga estavam uniformemente formados a partir da mesma altura, e quase não havia grãos chochos.
Quanto à cor, os grãos eram de um amarelo-dourado perfeito, e a palha, de um verde-amarelado vívido. A diferença era mais clara que o contraste entre a tez de uma pessoa doente e a cor rosada de uma pessoa saudável. Por isso, mesmo olhando de longe, distinguia-se sem esforço o campo com fertilizantes do campo sem fertilizantes, como se cobertores de cores diferentes estivessem estendidos.
Outra característica visível a olho nu era a grande quantidade e o comprimento dos pelos radiculares: duas a três vezes maiores, tanto em comprimento quanto em número, que os do arroz com fertilizantes. Quando as mudas são transplantadas do viveiro para o campo principal, o arroz com fertilizantes cresce rapidamente, enquanto as mudas sem fertilizantes permanecem avermelhadas e quase não crescem, sendo alvo de ridículo dos vizinhos todos os anos, ao que parece. Nesse momento, as raízes devem estar se estendendo para baixo, em busca dos nutrientes originais do solo.
Quanto à produção, diante do número de perfilhos e de grãos por espiga acima mencionados, vocês devem ter imaginado de imediato que ela diminui no primeiro e no segundo ano. De fato, a tabela estatística mostra redução de cerca de 10% no primeiro ano. Os agricultores que visitei também disseram que, até a debulha e o beneficiamento, achavam a colheita muito ruim; mas, ao descascar, surpreenderam-se com a quantidade, pois a redução era de cerca de 10% por tan.
A taxa de descascamento do arroz do método da agricultura natural é geralmente de 65%, havendo relatos de até 75%. Provavelmente porque a casca do grão é fina e o conteúdo, bem preenchido.
A partir do segundo ano, a produção se normaliza; do terceiro ao quinto ano, a tabela estatística mostra aumentos de cerca de 10%, 20% e mais de 30%, respectivamente. Os agricultores que visitei também apresentaram taxas de aumento semelhantes, o que confirma a validade da tabela estatística.
Quando falo sobre o método da agricultura natural, há quem afirme: "Isso se deve aos fertilizantes residuais." Mas como interpretar o fato de a produção diminuir no primeiro ano e aumentar no segundo e no terceiro, à medida que os anos passam? Não consigo entender; contudo, o descobridor do método da agricultura natural expõe: "Se aplicarmos fertilizantes químicos às culturas, há um efeito considerável a curto prazo, mas, com o uso ano após ano, ocorre um efeito reverso.
Ou seja, a capacidade inata da cultura de absorver os nutrientes do solo é, com a adubação, transformada, passando a ter que usar o fertilizante como nutriente. É como o vício humano em entorpecentes. Quando um ser humano usa entorpecentes pela primeira vez, sente prazer temporário e clareza mental, não conseguindo esquecer essa sensação, caindo gradualmente em um poço sem fundo e se viciando. Da mesma forma, todas as sementes das culturas atuais estão viciadas em fertilizantes.
Assim como um viciado em álcool, tabaco ou entorpecentes não suporta parar de repente, quando não se aplica fertilizante a aparência externa se torna pobre — como a de um viciado em nicotina que para de fumar e fica atordoado — e, consequentemente, a produção diminui. No entanto, como já disse, as raízes, não encontrando fertilizantes na superfície, retornam à sua capacidade inata e se estendem profundamente para absorver os nutrientes do solo. Dessa forma, após um ano, o vício em fertilizantes se cura um pouco, mas não completamente.
Usando essas sementes no segundo ano e chegando ao terceiro, o vício em fertilizantes se cura, e a cultura manifesta sua capacidade inata. Ao deixar de aplicar fertilizantes por dois ou três anos, o solo se torna puro, e a cultura, ao absorver seus nutrientes, passa a aumentar a produção." Alguém disse: "Os experimentos sem fertilizantes não estão comprovados nas estações experimentais agrícolas?
Por que agora...?" Eu contraporia: será que, nas estações experimentais agrícolas, os experimentos são feitos sem fertilizantes e as sementes colhidas são usadas para cultivar no mesmo campo no ano seguinte?
A importância de usar como sementes o que foi cultivado sem fertilizantes demonstrou-se claramente diante dos meus olhos quando visitei um agricultor do quarto ano do método na província de Saitama. Ele havia dividido ao meio um campo que começaria o cultivo sem fertilizantes naquele ano: de um lado, plantou mudas cultivadas sem fertilizantes havia quatro anos; do outro, mudas que estavam sendo cultivadas sem fertilizantes pela primeira vez naquele ano. No final de setembro, a diferença na produção era claramente distinguível pelo estado de crescimento. As sementes sem fertilizantes e o campo, juntos, aumentam a produção; mas, ao ver o exemplo real de que mesmo apenas as sementes que retornaram à capacidade inata da cultura apresentavam bons resultados, reconheci a grandeza das sementes sem fertilizantes.
Por fim, quanto à qualidade, cito o exemplo do agricultor de Saitama já mencionado. No ano passado, ele colheu 84 fardos em uma área cultivada de 1 chō e 5 se, com cota de fornecimento de 30 fardos. A inspeção resultou em 1 fardo de segunda classe e 29 de terceira. Outro agricultor, com cota de fornecimento de 57 fardos, obteve 28 fardos de segunda classe e 27 de terceira.
Considerando que, na mesma região, no ano passado, quase não houve arroz de segunda classe, que a terceira classe representou pouco menos de 30%, a quarta mais de 50% e o restante foi de quinta, não se pode deixar de dizer que foi um resultado muito bom. O brilho do arroz integral também era bom, e o peso de 1 sho era 3 a 4% maior que o do arroz com fertilizantes; houve até casos em que 3 to e 8 sho formavam um fardo. Quanto ao sabor, experimentei arroz novo em Utsunomiya, e era excelente.
Também experimentei repolho chinês, melancia e batata-doce cultivados sem fertilizantes, e não se pode negar que eram deliciosos. O mochi feito com arroz polido tinha textura suave na boca e forte viscosidade, parecendo um mochi de seda fina.
"Não há necessidade de gastar com fertilizantes, a mão de obra é economizada e, além disso, colhe-se mais. E o sabor e a qualidade são insuperáveis! Uma história tão boa, se fosse um sonho, vá lá, mas não se pode imaginar que exista neste mundo. Bobagem, pare com isso." — penso que quase todos assim o consideram. Há dois anos peregrino em busca desse sonho, e ele ainda não desperta; para mim, não pode deixar de parecer um milagre da época. Se é um sonho, que eu acorde o mais rápido possível! Se é um milagre, gostaria de gritar: "Amigos que aplicam o bisturi da ciência, apareçam o mais rápido possível!"
(Nota) Este pequeno artigo foi publicado na edição especial de Ano Novo do "Movimento Mensal", emitido pelo Escritório de Alimentos de Tóquio; na ocasião, os dados sobre o cultivo natural (fornecidos por nossa Igreja) também foram incluídos como apêndice. Publicamos a seguir, para referência. Resultados do Arroz de Várzea Cultivado Naturalmente no Ano de Showa 26 (1951) 1º ano 2º ano 3º ano 4º ano 5º ano 6º ano
Relação de aumento/diminuição da colheita (natural em relação ao adubado) +4,7% +20,2% +30,6% +31,0% +63,0% +74,0%
Relação de aumento/diminuição da altura da planta (natural em relação ao adubado) -8,3% -9,9% -0,8% +1,0% +0,5% +0,5%
Relação de aumento/diminuição do perfilhamento (natural em relação ao adubado) -16,8% -16,1% -3,0% +11,5% +16,0% +25,5%
Relação de aumento/diminuição do número de grãos por espiga (natural em relação ao adubado) -4,9% -1,5% +12,9% +30,0% +44,0% +50,0%
Relação de aumento/diminuição do peso de um sho de arroz integral (natural em relação ao adubado) +4,4% +4,4% -4,5% +2,5% +3,8% +20,0%
Relação de aumento/diminuição da taxa de descascamento (natural em relação ao adubado) +12,3% +16,3% +13,9% +18,5% +17,0% Desconhecido
Número de casos pesquisados em 106 domicílios 68 26 15 2 2 1
◎ Esta tabela mostra a porcentagem de aumento ou diminuição em comparação com os resultados obtidos com adubação, em condições e variedades iguais.
Mesa-redonda: "Sado, a Ilha do Cultivo Natural"
'Eikō' nº 198, 4 de março de Showa 28 (1953)
Igreja Média Kōyō
Local: Cidade de Kawaharada, Distrito de Sado, Província de Niigata, Bairro de Suwa, Posto Avançado de Kawaharada da Filial Sanjō da Igreja Média Kōyō
Data e hora: 15 de fevereiro de Showa 28 (1953)
Moderador: Tomizō Ishii
Participantes: Tatsu Oda, Kansaku Kataoka, Tatsuo Uesaka, Tomizō Matsumoto, Shika Yamamoto, Teiichi Nabata, Shūzaburō Tsuchiya, Nao Tsuchida, Sue Tsuchiya, Masao Itō, Shintarō Kitami (mais cerca de quarenta participantes)
Estenógrafa: Naoko Imai
Dezoito campos de cultivo natural (incluindo do primeiro ano)
Colheita média: 3 koku, 1 to, 1 shō
Colheita média dos campos adubados de controle: 2 koku, 7 to, 2 shō
Sem realizar Johrei, apenas implementando o método de cultivo natural.
Na ilha solitária do Mar do Japão — a ilha turística de Sado, famosa pela "História de Amor de Sado" — as ondas douradas do arroz do cultivo natural aumentam a cada ano na planície de Kuninaka, que, com seus 4.000 chō, produz mais de 85% dos 240.000 koku de arroz de toda a ilha. E, além disso, sem Johrei: não houve um único produtor que tivesse redução na colheita desde o primeiro ano. Desde o ano passado, muitas pessoas não-crentes também passaram a praticá-lo e, vejam só, todos obtiveram bons resultados. Naturalmente, 100% de cumprimento da cota de entrega, pragas e doenças, mão de obra, alto preço dos fertilizantes — nada disso importa. Mulheres, crianças, qualquer um pode fazer. Não requer técnica, não requer truques. Traz benefícios, nunca prejuízos. Apresentamos a mesa-redonda dos cultivadores do Paraíso.
◎ A Conversão do Presidente da Comissão Agrícola
Moderador: Já realizamos uma mesa-redonda anteriormente. Qual foi a influência do cultivo natural no ano passado?
Itō: Até hoje, tentei implementar o cultivo natural várias vezes, mas meu pai, presidente da comissão agrícola, agia como porta-voz das empresas de fertilizantes e se opunha firmemente. No ano passado, depois que a edição especial sobre agricultura foi distribuída também em Sado, a opinião dele mudou. Perdoem-me a expressão, mas foi experimental: dividimos um campo de arroz ao meio, cultivando uma metade com cultivo natural e a outra com adubação.
O resultado foi demasiadamente claro: o arroz adubado, além de pragas e doenças, quase todo acamou; o natural teve mais perfilhamento, mais grãos por espiga e nenhum grão chocho. Naturalmente, sem pragas, doenças ou acamamento. Todos os que viram garantiram, com toda a certeza, que o aumento era de três a quatro décimos em relação ao adubado. Diante da diferença gritante entre o adubado e o natural, meu pai disse que a partir deste ano vai mudar tudo para o cultivo natural.
Quanto ao resultado da colheita, acho que meu pai se convenceu de que o método de cultivo natural é decididamente superior e também ficou envergonhado por ter se oposto até agora. Misturamos o arroz adubado junto.
Oda: A cidade de Kawaharada tem 54 famílias agricultoras. O arroz de cota é de cerca de 1.000 fardos. Desses, o arroz adubado teve 5 fardos de segunda qualidade. Aí, a Sra. Tsuchida, uma senhora de 55 anos, entregou 14 fardos, todos de segunda qualidade. Diante disso, nem o presidente da comissão agrícola pôde deixar de mudar de ideia.
Moderador: Em Niigata, cada família entrega de 100 a 200 fardos, mas parece que no ano passado, mesmo juntando 10.000 fardos, quase não houve arroz de segunda qualidade.
Yamamoto (esposa do prefeito da vila K): No ano passado, na minha casa, usei fertilizante e as plantas de arroz desapareceram, sumiram. Todas as espigas ficaram pretas e se dissolveram. Cultivei 8 tan, e mal consegui 1 fardo. O resto, nem o gado, as galinhas ou os porcos comeram.
Moderador: Parece ser o ensinamento de Deus de que, com a mudança da noite para o dia, a purificação se intensifica e a purificação do veneno do fertilizante se torna notável. Mostre o jornal sobre o cultivo natural para sua família.
Yamamoto: Minha família dizia que este ano, não importa o que vendessem, teriam que comprar fertilizante, mas recentemente está dizendo que este ano não vai usar fertilizante de jeito nenhum.
Todos: Este ano, usar fertilizante é absolutamente impossível.
◎ Sem Johrei
Moderador: Na mesa-redonda anterior, foi dito que este ano, com certeza, fariam o Johrei de forma completa...
Matsumoto: Sobre isso, devemos pedir desculpas em primeiro lugar.
Sue: Como eu mesma incentivei dizendo que até mesmo não-crentes poderiam fazer, seria estranho só eu fazer o Johrei. Então, sem Johrei, tudo natural. Além disso, como ao redor do meu campo há campos de cultivo natural de pessoas comuns, não posso nem estender a mão.
Sue: Acima do meu campo, um inspetor de cereais está cultivando um campo, e os resultados foram muito bons.
Kataoka: O irmão da minha esposa não é crente, mas no ano passado fez cultivo natural pela primeira vez e está contente com resultados superiores aos da lavoura comum adubada.
Kitami: Eu também estou no primeiro ano, e tive um aumento de 2 fardos por tan.
Uesaka: Eu também estou no primeiro ano, e a diferença para o adubado é abissal.
Matsumoto: O cultivo com adubo tem falhado completamente nos últimos dois ou três anos.
Moderador: Em Niigata também, a colheita máxima foi há quatro anos, e a cada ano a colheita vem diminuindo gradualmente. O ano passado foi especialmente ruim. Houve muitos lugares com cerca de 6 fardos por tan.
Nabata: As pessoas comuns estão dizendo que este ano, sem usar fertilizante, conseguiram cultivar com habilidade.
◎ Um Método Agrícola Simples e Seguro que Qualquer Um Pode Fazer
Matsumoto: A natureza é, de fato, o método de cultivo seguro e garantido. Não há necessidade de se preocupar com pragas, doenças ou más condições climáticas. Quem usa adubo, assim que termina o plantio, já se preocupa com a adubação de cobertura. No cultivo natural, quando o plantio termina, é como se o arroz já estivesse colhido.
Moderador: As crentes mulheres estão cultivando bastante, e parece que os resultados são melhores que os dos homens.
Oda: Para as donas de casa que perderam seus maridos, é uma chuva celestial de bênçãos. Cuidando das crianças, fazendo o trabalho da roça, as tarefas domésticas, o transporte e a aplicação de fertilizante, e ainda as obrigações da vila, a pessoa tem que se preparar para fazer o trabalho de três pessoas. Mesmo em famílias numerosas, não há tempo livre durante o período movimentado da primavera ao outono, mas é justamente por ser o cultivo natural que se pode fazer tudo sem se sentir tão ocupado.
Tsuchiya: Com adubo, é impossível cultivar nas mesmas condições em terras diferentes. Não se pode imitar o método de cultivo de Tohoku exatamente igual em Kansai, mas o cultivo natural pode ser feito nas mesmas condições em todo o Japão, e não, no mundo inteiro.
◎ Natural versus Adubado
Moderador: Sobre o cultivo natural, acho que, nas pesquisas feitas a cada dez dias no ano passado, vocês devem ter notado pontos, feito comparações entre o adubado e o natural, tido casos de fracasso, novas descobertas, etc. Por favor, sintam-se à vontade para compartilhar o que for.
◎ Quando se Usam Mudas Adubadas em Campos Naturais
Sue: Como faltaram mudas naturais, peguei mudas adubadas para preencher os lugares vazios, mas todas as mudas adubadas pegaram brusone. Também havia lugares onde mudas adubadas se misturaram nos campos naturais, e esses dois ou três pés pegaram brusone, é assustador. Nos campos naturais onde se usaram mudas adubadas, houve uma redução de 1 fardo por tan.
Matsumoto: Por menores que sejam, as mudas naturais são melhores. As mudas adubadas são vigorosas no início, mas depois de um mês, vão perdendo o vigor gradualmente.
◎ Sobre o Composto Natural
Matsumoto: No início do cultivo natural, talvez por dar muita ênfase ao composto natural e usá-lo em grande quantidade, as plantas ficavam fracas, com perfilhamento excessivo e má granação. Atualmente, fazemos cordas, fardos, esteiras e outros itens necessários para a agricultura e devolvemos o excedente aos campos.
Tsuchiya: Este é um relato do meu fracasso. No verão, capinamos as ervas daninhas dos campos de sequeiro. Pensei que seria um desperdício jogar fora essas ervas, que poderiam ser usadas como composto nos campos de arroz, então juntei até as ervas que os outros jogavam fora e coloquei no campo. O campo estava no quarto ano, e eu esperava ansiosamente pela colheita de outono, mas, contrariando minhas expectativas, foi uma má colheita.
As ervas haviam absorvido o veneno do fertilizante do campo de sequeiro, e, além disso, esqueci descuidadamente o ensinamento de que "ervas para o campo de sequeiro, palha para o campo de arroz". Por isso, cerca de 3 tan foram de má colheita. O ensinamento é a verdade; desobedecê-lo traz resultados imediatos. Ainda assim, recebemos a proteção divina e, na média, superamos a produção adubada da vila, e pudemos até fazer uma entrega excedente de cerca de 1 koku.
◎ Capina
Matsumoto: A tarefa mais árdua após o plantio do arroz é a capina, mas graças ao cultivo natural, é um verdadeiro Paraíso. Em Sado, normalmente se capina de quatro a cinco vezes. Com o cultivo natural, depois de três ou quatro anos, as ervas daninhas nem nascem mais, então a capina se resolve com cerca de duas vezes. Normalmente, uma família inteira leva quatro dias para capinar um campo inteiro. No auge da movimentação do verão, onde se capinaria quatro vezes, com duas vezes está resolvido, e a família inteira tem oito dias completos de clima de Paraíso. A família que inicialmente se opunha ao cultivo natural agora diz que, mesmo que lhe dessem um milhão de ienes, não quereria o cultivo com adubo.
Uesaka: Para os cultivadores naturais, não existe a desculpa de que estão ocupados demais para participar do Culto Mensal.
Todos: É verdade.
◎ Relação entre a Temperatura do Solo e o Arroz Antes e Depois do Período do Doyō (meados do verão)
Nabata: No ano passado, ao pesquisar os campos a cada dez dias, medi a temperatura do solo com um termômetro de solo. Gostaria de relatar como a temperatura do solo e as plantações estão intimamente relacionadas.
Ao inserir o termômetro de solo até o fundo da camada arável para medir a temperatura, nos campos naturais a temperatura do solo era de 1,5 a 3 graus mais alta do que nos campos adubados, e esse estado continuava até o período do Doyō. Atrasos de cerca de uma semana no crescimento são compensados nos campos naturais porque a temperatura do solo é mais alta.
A partir de meados do Doyō, o arroz entra no período de formação da espigueta, mas a temperatura do solo, desta vez, inverte-se: torna-se mais alta nos campos adubados e mais baixa nos naturais. Esse fenômeno é o oposto do que ocorre antes do Doyō. A partir dessa época, nos campos adubados, devido à alta temperatura do solo e do ar, começa o perfilhamento improdutivo. A altura da planta cresce excessivamente.
Em contraste, nos campos naturais, apesar da alta temperatura externa, a temperatura do solo é mais baixa que nos adubados, fazendo com que o arroz, que entrou no período de formação da espigueta, pare o crescimento do perfilhamento e da altura, deslocando sua atividade para a frutificação da espiga. Quando se colhe o arroz adubado, vê-se que há pouco arroz em relação à palha. No arroz natural, os grãos amadurecem a ponto de quase estourar.
Aprendemos que isso ocorre porque o cultivo natural é um método inteiramente de acordo com os princípios da natureza. Observando a temperatura do solo, compreendemos que o outono, com suas temperaturas baixas, é a estação em que todas as coisas frutificam — uma lei da natureza. Não será que os seres humanos só podem receber o arroz quando estão em sintonia com a grande vontade de Deus?
Aos que desejam trabalho, preocupação e palha, recomendamos o cultivo com adubo; aos que desejam arroz, recomendamos o cultivo natural.
Sue: Quando arrancamos os pés, vemos que as raízes do arroz natural se espalham radialmente, enquanto as do arroz adubado se espalham horizontalmente. Por isso, é natural que, com o vento, ele acame.
◎ Comparação de Pragas e Doenças (A Natureza é o Método de Prevenção Divina)
Tsuchiya: Compreendi claramente que a causa das pragas e doenças é o veneno do fertilizante. No ano passado, em Sado, não houve um único campo adubado que não sofresse com pragas e doenças. Ao redor do meu campo natural, a situação era a mesma. Com a enorme proliferação de lagartas, besouros negros e cigarrinhas verdes, todos os campos foram pulverizados com BHC. Pensei que, naturalmente, todos os insetos atacariam meu campo, mas nenhum veio. O campo adubado, a apenas cinco sun de distância, estava verdadeiramente em estado lastimável. Tal como os micróbios no corpo humano, eles jamais se fixam em algo limpo.
Kitami: Mesmo quando cultivamos hortaliças, no início aparecem insetos, mas chega um momento em que desaparecem. Parece que o sabor natural não agrada aos insetos nascidos do fertilizante.
Kataoka: "Foi isso que quis dizer com 'os insetos não gostam' (Risos)." Este ano, em Sado, não houve absolutamente nenhuma praga ou doença no cultivo natural. O membro da comissão agrícola, que percorre os campos, sabe bem disso.
◎ Influência Geral
Kataoka: Ao lado de um agricultor dedicado, há sempre um campo natural. O agricultor dedicado, não querendo ficar para trás, usa fertilizante. O resultado são pragas e doenças, que agora o preocupam.
Tsuchiya: As pessoas andam dizendo que, se usarem fertilizante no mesmo campo e a colheita for pequena, é preciso pensar em outro método, senão não adianta.
Matsumoto: Há um número crescente de pessoas que dizem: "É ridículo que uns caras que nem usam fertilizante colham mais arroz do que nós, que usamos, e nós colhamos menos. Este ano, não vou usar fertilizante."
Kataoka: Até o membro da comissão agrícola que vem à minha casa já reconhece que os campos naturais são muito superiores aos comuns.
Tsuchiya: Recentemente, ao ver os campos de cultivo natural, as pessoas da minha vila estão evitando comprar fertilizante. A razão é que, como há quem não use fertilizante e mesmo assim colha arroz, elas sentem a segurança de que "não precisa usar muito fertilizante para colher arroz". No fim, estão comparando com a natureza, e as pessoas comuns também andam dizendo que, economicamente, tiveram prejuízo. A influência do cultivo natural este ano é realmente grande, e estou ansioso.
◎ A "Via do Agricultor" é Usar Fertilizante?
Tsuchiya: A superstição do fertilizante é assustadora. As pessoas comuns têm a crença, a noção, de que a "via do agricultor" é usar fertilizante para fazer crescer; se houver pragas, preveni-las; e colher apenas o que sobra. Quem faz algo diferente é visto como herege.
Matsumoto: Quando a colheita é ruim, os humanos transferem toda a culpa para a natureza: o clima estava ruim, choveu demais, o sol brilhou demais. Quando colhem muito arroz, atribuem o mérito ao esforço humano: a quantidade de fertilizante era boa, o método de cultivo era bom. Deus é que é uma boa calamidade.
Kataoka: Mais do que fazer o melhor que o homem pode, é essencial empenhar-se nas coisas divinas. Desde os tempos antigos, diz-se "cinco cereais (cinco koku)"; portanto, o cultivo natural também precisa colher, no mínimo, cinco koku ou mais.
Matsumoto: Sinto que, no ano passado, a base do cultivo natural em Sado finalmente se consolidou. Este ano, vamos nos esforçar para ter, no mínimo, cinco koku como meta.
Moderador: O tempo está se esgotando, então vamos encerrar por aqui.
Nabata: Para finalizar, um verso de "Okesa": "Ah, o veneno é adubo, o adubo é veneno, Quem faz isso, é digno de pena." "Ah, o Okesa de Sado e o arroz natural são bons, Não há quem não os conheça."
Em torno do Sr. Ino, autor dos 18 fardos estimados por tan
Igreja Média Shinkō
'Eikō' nº 198, 4 de março de Showa 28 (1953)
Data e hora: 22 de outubro de Showa 27 (1952) – visita pela manhã, mesa-redonda à tarde
Local da visita: Residência de Masao Ino, Ichinichi Ichiba, Mizunami Toki-chō, Distrito de Tōki, Província de Gifu
Local da mesa-redonda: 3-11, Shumoku-chō, Higashi-ku, Cidade de Nagoya
Moderador: Shunosuke Taki
Oradores: Masao Ino e outros
Participantes: Mais de cinquenta pessoas
Florescendo espiga sobre espiga, 18 fardos
Moderador: Vamos iniciar agora a mesa-redonda sobre o cultivo de arroz pelo método da agricultura natural, que visitamos. Serei o moderador. Como está, Sr. Ino? Este ano faz quantos anos de cultivo natural?
Ino: É o quarto ano.
Moderador: Qual foi a colheita efetiva do ano passado?
Ino: Cerca de 16 fardos por tan.
Moderador: Entendo. E qual é a previsão para este ano?
Ino: Estou prevendo 18 fardos. Nos campos adubados vizinhos, a média é de 7 a 8 fardos.
Moderador: No início, a senhora foi motivo de riso para os vizinhos, e houve também vozes de oposição em casa?
Ino: Houve bastante. Fui chamada de louca e coisas assim, e em casa cheguei a ser deserdada. Mas pedi a Deus e insisti para que esperassem três anos. Então obtive resultados esplêndidos, como podem ver.
Moderador: Foi depois que seu marido voltou da frente de batalha que a senhora começou?
Ino: Comecei um ano antes de ele voltar para casa.
Moderador: Então a senhora enfrentou a oposição sozinha.
Ino: Sim.
Moderador: Como está agora o resultado?... De modo geral, quanto está o perfilhamento?
Ino: De 30 a 40 perfilhos, mas acho que não se erra considerando uma média de 30.
Moderador: É mesmo? Este colmo (segurando um pé de arroz cultivado pelo método da agricultura natural) parece uma espécie de capim. É um pouco diferente da palha comum, não é?
Ino: Por isso, os carroceiros dizem que uma palha tão dura não serve... que tem que ser mais quebradiça...
Moderador: Quantos grãos há mais ou menos nesta espiga?
Ino: Bem, em casa contamos de 280 a 290...
Moderador: E hoje, quantos vocês contaram? Quem contou, por favor, diga.
A: Cerca de 190 a 200 grãos.
B: O que eu contei foi de 160 a 220 grãos.
C: Cerca de 230 grãos.
Moderador: Olhando bem, vejo que saem ramos da bainha, e neles há de 50 a 70 grãos. Isso é provavelmente inédito. Posso dizer com segurança que nunca antes houve o fato de saírem ramos da bainha e formarem espigas... Todas estão assim. Cumpriu-se a expressão antiga: "ano de fartura, espiga sobre espiga floresce". Acho que, com mais um tempo, ficará ainda mais esplêndido.
Sabedoria também no Plantio
Moderador: Como é o plantio?
Ino: Planta-se uma muda por cova. Para mudas muito pequenas, há casos de plantar duas. Na maioria dos casos, planta-se uma muda.
Moderador: E qual foi o espaçamento que a senhora usou?
Ino: 1 shaku e 3 sun por 1 shaku.
Moderador: Como foi no ano passado?
Ino: 1 shaku e 2 sun por 1 shaku.
Moderador: Este ano a senhora aumentou o espaçamento, não foi? Tendo colocado isso em prática, o que achou do resultado?
Ino: No primeiro ano, plantei com espaçamento de 1 shaku por 8 sun, e as espigas da borda e do centro eram muito diferentes. As do centro estavam esparsas; as da borda, bem cheias. Então pensei: "Será que não ficaria melhor se plantasse mais espaçado?" e, no terceiro ano, aumentei o espaçamento. Pensei que, com mais espaço, haveria lugar suficiente para o perfilhamento. Em Showa 27 (1952), resolvi aumentar um pouco mais o espaçamento e assim o fiz.
Moderador: Esse é o método que dá melhor resultado, certo?
Ino: Sim.
O: Há muito mofo ou fungo, por assim dizer, em outros lugares. Visitei o campo e parece que havia um pouco, mas não se faz desinfecção nos grãos, não é?
Ino: Não faço desinfecção.
Moderador: O mofo aparece devido ao veneno residual do fertilizante.
Ino: Parece que há muito menos do que no ano passado.
Moderador: Diminui ano após ano. Se houver desinfecção, desse veneno nascem insetos.
Okumura: Se não for aplicado no solo, mas apenas nas folhas ou nas sementes, não há problema?
Moderador: O Johrei também pode cumprir o papel de desinfecção. Como possui poder absoluto e infinito, não há problema. Por isso, há esta história: um agricultor, muito preocupado com os insetos, foi à igreja e perguntou ao ministro, que lhe disse: "Faça Johrei". O agricultor fez Johrei no campo e os insetos diminuíram muito. Ouço isso com frequência. A desinfecção de hortaliças e campos é absolutamente proibida. Nem nas folhas...
Ōta: A senhora também faz Johrei no viveiro de mudas?
Ino: Faço Johrei.
Ōta: Em que medida?
Ino: Como é caminho de ida e volta, sempre que passo, paro um pouco na borda e faço Johrei. As mudas são amareladas e têm ferrugem vermelha; se uma pessoa comum visse, diria: "Plantar uma muda dessas?", mas nós, por experiência, plantamos sem a menor preocupação.
Ōta: Quanta semente é necessária por tan?
Ino: Até agora, pensando que não podia falhar, colocava um pouco a mais, mas, com aquilo, para 1 tan e 5 se, uso cerca de 2 shō e 5 gō.
Adachi: Qual é a área do viveiro de mudas?
Ino: 5 se por tan.
Araki: Gostaria de perguntar à senhora Ino: há sempre água no viveiro de mudas?
Ino: Sim, fica sempre com água.
Okumura: Voltando um pouco, na minha casa não tenho campo para viveiro de mudas. Até agora, usei mudas de terra firme e aluguei canteiros. Usar mudas de terra firme é contrário ao método da agricultura natural? O que acham?
Moderador: Não pode. Nesse caso, como não há alternativa, o melhor é fazer o plantio direto. Economiza-se o trabalho do transplante.
Okumura: Então isso significa que se faz a semeadura direta na época em que normalmente se semearia no viveiro?
Moderador: Isso mesmo.
Nakajima: A semeadura no viveiro é cedo?
Ino: O viveiro é cerca de dez dias mais cedo que o das pessoas comuns.
A: Então o plantio também é cedo.
Ino: Onde não se semeia trigo, plantei em 10 de junho. Onde se semeia trigo, o cultivo duplo foi feito em 21 de junho. Na época do crescimento, a diferença é enorme, mas na época da emissão das espigas, todas saíram juntas.
Nakajima: Como são os resultados da colheita entre o plantio cedo e o tardio?
Ino: Os resultados são muito diferentes.
Nakajima: Mesmo no final, ainda há diferença?
Ino: Continua diferente.
O Composto Natural Apenas Amolece e Aquece o Solo
Onoshima: E naquele campo, quanta matéria orgânica foi colocada até agora?
Ino: Nos três anos anteriores, coloquei toda a palha que produzia, mas este ano, achando melhor não colocar muita, coloquei cerca de metade da palha. Cortando bem fininho...
Onoshima: E qual é o motivo disso?
Moderador: É para aquecer o solo e para o bom crescimento das raízes. Aqui temos amostras de solo com e sem adubo. No solo com adubo, as raízes crescem mal, por isso as plantas acamam. No cultivo natural, as plantas crescem com a força da própria terra, por isso as raízes são longas. Por essa razão, coloca-se palha. Não se trata de fertilizante, mas de aquecer o solo e amolecê-lo.
A causa do mau resultado é que parte do fertilizante aplicado antigamente ainda permanece no solo; em outras palavras, o solo está um pouco ácido. Se, ano após ano, cultivarmos sem usar fertilizante até que todo o componente ácido seja eliminado do solo, a colheita aumentará progressivamente. Portanto, embora as plantações dos campos e hortas sejam feitas pelo esforço humano, fundamentalmente são produzidas pela graça do Céu e da Terra, não pela força do fertilizante.
Por isso, se nos purificarmos, o solo manifestará sua força e produzirá abundantemente. Não há problema em fazer composto natural, mas tenham em mente a purificação: não se deve colocar água de banho ou fezes humanas... No ano passado, quando visitei, vi que, no local onde um boi urinou, o arroz cresceu cerca de 1 shaku e havia muitas espigas secas. Ri, pensando: "como uma única urina de boi é reveladora", mas com isso também aprendi bem que as plantações são recebidas pelo poder de Deus.
É porque as tornamos impuras que, inevitavelmente, a colheita é ruim. Acho que, se focarmos nisso, vocês entenderão facilmente.
Kojima: A lavoura de arroz da casa da senhora Ino é de safra dupla ou safra única?
Ino: Faço as duas: safra única e safra dupla.
Moderador: Qual das duas dá melhor resultado?
Ino: A safra única é muito melhor.
Moderador: Pela previsão da senhora, qual é a diferença entre safra única e safra dupla, em fardos?
Ino: Acho que há uma diferença de cerca de 3 fardos.
Moderador: Então, a safra dupla dá cerca de 15 fardos, e a safra única, cerca de 18. No final, fazer safra dupla é prejuízo.
Ino: É trabalhoso e não compensa (Risos). Realmente, a diferença entre semear e não semear trigo é enorme. É muito mais fácil.
Moderador: Como na época da colheita é preciso semear o trigo, acaba-se colhendo às pressas. No cultivo natural, com a safra única, não há pressa depois; pode-se deixar os feixes de arroz no campo até amadurecerem completamente. Assim, nos últimos dias, eles crescem alguns décimos a mais e os grãos enchem, então há uma grande vantagem. A redondeza dos grãos era completamente diferente.
Ōta: Quanto à palha, ela é colocada no campo logo depois de cortada? Em que ponto de decomposição ela é colocada?
Ino: Eu empilho a parte que vou usar e vou colocando. Se ficar muito pegajosa, é difícil de manusear; então deixo secar um pouco e coloco quando está meio podre.
Ōta: Em que época?
Ino: Fiz por volta de março. Nas horas vagas, quando a chuva para ou quando não dá para trabalhar, vou cortando e amontoando.
Ōta: A palha, quando está um pouco podre, é mais fácil de cortar.
Ino: Quando está fresca, escorrega e é difícil de cortar.
Okumura: Até essa época, vocês deixam o campo sem arar, do jeito que está?
Ino: Deixo que as ervas daninhas nascidas naturalmente cresçam.
Okumura: Depois de colher o arroz, vocês deixam a touceira sem arar, simplesmente abandonada?
Ino: Ficam como estão.
Okumura: Então, por volta de março, vocês aram e reviram a terra.
Adachi: Na hora do transplante, qual é a profundidade da água?
Ino: Como tenho livre controle da água, deixo-a na altura de apenas cobrir o solo.
Moderador: No método da agricultura natural, mesmo que a água cubra as plantas, elas não apodrecem.
Ino: O campo que vocês viram hoje ficou submerso por três ou quatro dias, parecendo um mar, mas não aconteceu nada.
O Segredo do Sucesso Não é Nada Além de Executar com Obediência
Onoshima: O que me dá muita esperança é que, mesmo um homem que se dedica de corpo e alma à pesquisa chegar a quinze fardos já é algo extraordinário, mas uma mulher conseguir chegar a este ponto tem algo de misterioso.
Moderador: Então, vamos revelar o segredo.
É simples. É apenas confiar inteiramente em Deus. A senhora Ino não é agricultora, é uma leiga; até agora não entendia nada de agricultura, então simplesmente seguiu obedientemente o que Meishu-Sama disse. Nós apenas transmitimos o que Meishu-Sama falou e agimos com obediência. Os agricultores estão mudando completamente para o método da agricultura natural, mas ainda há muitos que pensam que o modo tradicional, passado de geração em geração, é o correto, e essa ideia está enraizada em suas mentes.
Por isso, achando que entendem um pouco mais de agricultura do que Meishu-Sama ou os senhores mestres, pensam: "Aqui, seria melhor fazer assim", e não executam obedientemente o que Meishu-Sama diz. Depois, acabam pensando: "Ah, devia ter feito diferente". Se não forem tão inteligentes e se tornarem tolos, poderão obter resultados tão esplêndidos quanto a senhora Ino. Nós não gostamos muito de estudiosos que seguem seus próprios métodos. É preciso fazer conforme o ensinamento.
Okumura: Dizem que a terra precisa congelar, mas se não colhermos... Acho que, se ararmos os campos em março, a terra não congela o suficiente.
Moderador: Na planície de Nōbi, as áreas frias congelam, mas as áreas mais quentes não congelam, não é? O problema não é que não se produza arroz onde não congela. Saiu no jornal Chubu Nippon de quatro ou cinco dias atrás: "Em lugares frios como a província de Gifu, há áreas com redução de 30% a 50%. Houve danos por insetos". Estava escrito, mas a causa são os fertilizantes e os desinfetantes; é daí que os insetos surgem naturalmente.
Portanto, se eliminarmos completamente os fertilizantes, os danos por insetos desaparecerão ano após ano, não havendo necessidade especial de congelar o solo. Mudando de assunto, no cultivo de trigo em campos, quando congela, é preciso pisar no trigo. Ao congelar, as raízes sobem, por isso se pisa no trigo; em lugares que não congelam, não há necessidade de pisar. Também não há necessidade especial de congelar para o cultivo de arroz. Basta fazer o normal. É melhor não gastar trabalho desnecessário.
Itō: Qual é a profundidade média do solo arável?
Ino: Em média, não chega a um shaku.
A: Geralmente tem cerca de um shaku e dois sun. Como estamos trabalhando apenas metade disso, acho que deve ter uns seis sun...
Ino: No meu caso, faço duas passagens; a maioria faz uma passagem e meia, eu faço duas.
Miyata: Quando se coloca toda a palha colhida em um tan, se for colocada de uma vez, acho que não se mistura bem com a terra.
Ino: Não é nada disso. Se cortarmos bem fino, até falta um pouco. Se cortarmos em pedaços de cerca de cinco bu (originalmente um ou dois bu) e colocarmos, não importa onde se cave, não se nota diferença entre os lugares onde se colocou palha e onde não se colocou.
Moderador: Como também precisamos de fardos de palha, é melhor reservar a palha necessária.
Miyata: Colocar palha ajuda a recuperar campos de arroz frios? Ou será que campos frios continuam frios e não se recuperam? A água está brotando...
Moderador: Isso vem de um lugar específico, ou de todo o campo?
Miyata: De um lugar específico.
Moderador: O local onde se traz água para o campo é um só, e a partir daí se fazem canais. O lugar onde a água limpa brota é muito frio, então façam um canal que a faça dar uma volta completa ao redor do campo. E tomem cuidado para não deixá-la entrar diretamente. Assim, a água se tornará morna e haverá colheita.
Ino: No caso dos campos de arroz, ara-se apenas duas vezes, e com a capinadeira, umas duas vezes. Primeiro, vira-se a terra com aquela ferramenta chamada "sanpō bichū", deixa-se a grama apodrecer por um tempo, depois usa-se a capinadeira e, só então, pela primeira vez, tira-se o mato do arroz.
Sobre a Semeadura Direta
Miyata: Então, no caso da semeadura direta, quando se fazem leiras, semeia-se diretamente como no arroz de sequeiro comum, ou semeia-se com espaçamento de um shaku e dois ou três sun, como nos campos de arroz atuais?
Moderador: Se for um lugar onde entra água, depois de arar, coloca-se água até ficar bem raso, ou mesmo em lugares secos, acho melhor nivelar o terreno. Há lugares onde se fazem furinhos com algo como um bastão de madeira e se colocam um ou dois grãos, mas acho que na maioria dos casos se coloca um grão. Em Ōgaki, estão fazendo isso agora, e como em todos os lugares a água está presente, eles fazem leiras e plantam nas laterais, com resultados muito bons. Fazem um furinho com algo como uma pinça de lareira, colocam um grão e cobrem com uma camada fina de terra. Esse método dá melhores resultados. Acho que semear como o senhor Itō disse é um grande desperdício.
Itō: Dá muito trabalho.
Moderador: Como o objetivo principal é não dar trabalho, se não recebermos os benefícios com facilidade e em abundância, não serão verdadeiros benefícios (Risos).
Miyata: No chamado método de cavar fundo para aprofundar o solo arável, nesse caso, é melhor aprofundar o solo arável ao arar em março, ou logo após colher o arroz?
Moderador: Não há problema em qualquer época. Como só se pode fazer quando se tem tempo livre, não há problema em fazer quando se tiver tempo.
Miyata: No caso da semeadura direta, quando se fazem leiras e se semeia, qual deve ser a largura das leiras?
Itō: Um shaku. Como o senhor disse há pouco, quanto mais largas, melhor o perfilhamento.
Moderador: Acho que cerca de um shaku e três sun ou um shaku é bom. Seja um shaku ou um shaku e um sun, o importante é que a luz do sol incida suficientemente na base das plantas.
Okumura: Qual é a altura das leiras?
Itō: Não difere em nada do normal, quando se cava um sulco e se cobre com terra.
A Toxina Fertilizante da Semente Tem Grande Influência
Moderador: Quando se faz o cultivo natural, gostaria que continuassem usando a mesma semente. Se a semente mudar, a qualidade do solo para cultivá-la também precisa mudar, então no primeiro ano haverá um efeito de purificação, dificultando o crescimento e reduzindo a colheita. Se a semente for a mesma, não haverá redução e melhorará continuamente. Não importa qual semente seja, é melhor continuar com a semente usada no início. Os agricultores dedicados têm um forte espírito de pesquisa e colecionam esta e aquela semente, mas muitos já fracassaram. O princípio é não mudar a semente. E também fazer cultivo contínuo.
Onoshima: Os campos que vimos hoje são cultivados continuamente ano após ano?
Moderador: Sim. E qual é a semente usada?
Ino: Shintōkai Asahi.
Moderador: Quanto mais dedicado o agricultor, maior a redução na colheita. Porque quanto mais dedicado, mais fertilizante usa. Nas áreas ao redor das grandes cidades, usa-se ainda mais fertilizante. Entre eles, os agricultores dedicados usam ainda mais fertilizante, por isso há redução no primeiro ano. Nas áreas montanhosas, como é difícil transportar fertilizante, eles não usam o suficiente.
Nakajima: Nesse caso, não há nenhuma maneira de reduzir, mesmo que um pouco, o grau de redução?
Moderador: Não, não há.
Nakajima: Então é preciso purificar também a toxina de fertilizante que foi aplicada anteriormente?
Moderador: Sim. Assim como quem toma remédio precisa purificar a toxina medicamentosa como doença... Contudo, os benefícios variam conforme o grau de fé.
Okumura: Mesmo que eu queira fazer o método da agricultura natural na minha terra, nos campos de arroz acima, por onde a água passa, usam sulfato de amônio e superfosfato em abundância. Como são solúveis, dissolvem-se na água e acho que entram nos meus campos. Nesse caso, se a fé no método da agricultura natural não vacilar, não haverá grandes prejuízos?
Moderador: Mesmo que haja alguns prejuízos, não serão decisivos. Se em todo o país, em todos os lugares, o cultivo natural se tornar realidade, será maravilhoso. Se os humanos de hoje viverem até lá, ficarão boquiabertos.
Ino: Gostaria de falar sobre um ponto que penso a respeito. O campo de arroz de segundo ano do método da agricultura natural que vocês viram depois, a semente usada foi a mesma da quarta safra. Aquele campo, como o agricultor anterior era muito dedicado e usava bastante fertilizante, achávamos que havia muita toxina fertilizante, mas levamos a semente do quarto ano de cultivo natural para lá e plantamos. Por causa disso, em apenas dois anos, houve um aumento na colheita. Com isso, penso que não é apenas a toxina fertilizante da terra, mas também a toxina fertilizante da semente — ambas têm grande influência.
Moderador: Claro, sim. A toxina fertilizante da semente também é considerável. Isso se entende comparando com os humanos: os filhos nascidos quando se é jovem são mais fortes do que os nascidos quando se envelhece. Isso porque, à medida que os humanos envelhecem, tomam muitos remédios, e os filhos carregam a toxina medicamentosa dos pais ao nascer, por isso os filhos de pais mais velhos são mais fracos. Da mesma forma, se a semente não tiver toxina fertilizante, a purificação será menor.
Falo isso em vários lugares, mas quando se começa o método da agricultura natural pela primeira vez, é preciso conseguir sementes das quais a toxina fertilizante já foi eliminada. Aqueles que atualmente não praticam o método da agricultura natural, acho que agora adquiriram convicção. O que acham? Surgiu a vontade de tentar, mesmo que seja em um ou dois tan? Isso, mesmo sem fé, se seguir o que Meishu-Sama diz, poderá obter resultados esplêndidos. Como é absolutamente científico, é possível aumentar a colheita mesmo sem fé.
E como Meishu-Sama também disse isso, gostaria que tentassem. Especialmente por isso, acho que vão colher o arroz agora, mas depois plantem trigo imediatamente. Se houver o desejo de mudar para o cultivo natural, é melhor não plantar trigo. Se for monocultura, acho que não haverá redução na colheita desde o primeiro ano. A economia rural é importante porque governa a nação. A parte que vocês fornecem ao governo não acaba sendo gasta principalmente com fertilizantes?
Onoshima: Não é a maior parte, mas atualmente precisamos reservar dois terços para o custo dos fertilizantes.
A Grande Revolução da Economia Rural
Moderador: Se não for necessário gastar nada com fertilizantes, a economia rural será algo tremendo. É uma grande revolução. Gostaria que todos se tornassem guerreiros da revolução incruenta e divulgassem amplamente. Não é apenas para vocês, mas para toda a humanidade. Como o tempo já passou bastante, gostaria de encerrar por aqui. O ensinamento da Igreja Messiânica é o cultivo contínuo. Ou seja, é melhor que a planta se acostume com a terra.
Se separarmos completamente, colhendo trigo nos campos e arroz nos arrozais, o resultado será esplêndido. O arroz é o masculino e o trigo, o feminino. Se cultivarmos o masculino e o feminino o ano todo, teremos que mudar constantemente a energia, e o arroz não conseguirá manifestar plenamente suas qualidades. Por isso, é melhor fazer monocultura e deixar a terra descansar nos outros seis meses. Os humanos trabalham de dia e dormem à noite. Também passam metade do tempo dormindo, por isso é melhor deixar os campos e arrozais descansarem.
Mesmo que cultivem com essa intenção, a economia rural jamais se esgotará. Pelo contrário, as colheitas serão muito maiores e a economia rural se tornará próspera. Esse é o ensinamento da Igreja Messiânica. Por favor, tenham essa disposição e ajam com obediência. Muito obrigado por todo este tempo. Com isso, encerramos a reunião de hoje sobre o método da agricultura natural.
A título de referência, esses dezoito fardos são uma estimativa para o quarto ano de monocultura em nove se. Isso porque, dentro de dois tan e seis se, o restante era composto de um tan e um se de quarto ano em cultura dupla, cinco se de segundo ano em cultura dupla, e um se usado como viveiro de mudas; tudo foi misturado, não sendo possível calcular com precisão. Dessa forma, o total foi de treze koku e sete shō, resultando em uma média de doze to e um shō por tan. Portanto, no ano que vem, pretendo calcular com precisão com essa intenção.
(a) Este Método Agrícola Aumenta a Colheita com o Passar dos Anos
Mesmo ao adotar este método agrícola, a quantidade de toxina fertilizante remanescente no solo e nas sementes do arrozal exerce grande influência. Em primeiro lugar, o quadro geral é o seguinte: se o resultado for muito ruim, é porque ainda resta muito fertilizante artificial; nesse caso, é possível aliviar o quadro temporariamente com a adição de terra de fora. (Revista "Eikō", nº 141)
Primeiro ano... colheita normal
Segundo ano... aumento de 10%
Terceiro ano... aumento de 20%
Quarto ano... aumento de 30 a 40%
Quinto ano... aumento de 50%
Na edição especial do ano passado, publicamos um artigo afirmando que, em cinco anos, haveria um aumento de 50% na produção. O relatório a seguir mostra que isso se tornou realidade; portanto, não deve mais restar a menor dúvida. E, como esta pessoa está há mais de cinco anos nesse método, pode ser considerada a primeira pessoa nesse método agrícola.
Aumento de 50% no quinto ano, mais um fardo no sexto ano
"Eikō" nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Província de Gifu, Distrito de Ōno, Vila de Nyūkawa
Igreja Média Zen'ei, Mori Toshio (36 anos)
Desde a minha conversão, pude receber a primavera luminosa do sétimo ano e, durante esse tempo, recebi inúmeros grandes benefícios materiais, vivendo dias cheios de gratidão. Em meio a tantas dificuldades dos dias atuais, sinto-me tão feliz que gostaria de dizer que sou o único feliz no mundo, e me dedico ao método da agricultura natural com alegria e esperança. Do primeiro para o segundo ano, do segundo para o terceiro, exatamente como ensinado por Meishu-Sama, ficou comprovado que no quinto ano o aumento de 50% na produção é certo. No outono passado, na demonstração do sexto ano, houve um aumento de quatro to e um shō por tan. Agradeço sinceramente por ser uma dádiva da proteção divina ilimitada de Meishu-Sama. Muito obrigado. Neste sétimo ano, prometo dedicar todos os meus esforços, empenhar-me de corpo e alma na divulgação e, assim, retribuir a vontade divina.
A seguir, apresento um resumo dos resultados. Ano | Safra | Rendimento por tan | Maior rendimento por tan em campos com fertilizante nas proximidades
Quinto ano | 1951 | 4 koku 5 to 8 shō | 3 koku 5 to 1 shō
Sexto ano | 1952 | 4 koku 9 to 9 shō | 3 koku 4 to 8 shō
(Apresentado em 16 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
Aumento de 60% na produção no quarto ano de cultivo natural
Segundo ano: 4 koku 5 to 7 shō, segundo prêmio
"Eikō" nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Província de Ōita, Distrito de Naori, Vila de Taketa
Igreja Média Nyoirin, Furuzawa Kikuo (51 anos)
Embora meu texto seja imperfeito, permito-me apresentar meu agradecimento a Meishu-Sama por sua proteção divina. Nasci em uma família de agricultores, recebi formação especializada em agricultura e passo meus dias desfrutando da agricultura. Converti-me em 1946 sob a orientação do senhor Maki e recebi diversas proteções divinas, mas gostaria de relatar a proteção divina no aspecto da agricultura em que trabalho profissionalmente, o chamado cultivo natural.
No início da minha conversão, ouvia ocasionalmente os senhores mestres dizerem que "as plantações podem crescer bem sem aplicar fertilizantes". No começo, porém, com a ciência dos fertilizantes gravada na mente e preso à superstição dos fertilizantes, não conseguia acreditar. No entanto, graças à orientação entusiástica do senhor Maki, comecei a implementar o cultivo natural a partir da safra de arroz de 1948, embora não o fizesse perfeitamente; e, a partir de 1949, passei a praticá-lo integralmente.
No primeiro ano, devido à toxina fertilizante e à deficiência de composto natural, as mudas eram pequenas e amareladas, muito inferiores às mudas verdes e vigorosas dos campos com fertilizante. Os vizinhos riam, e minha família dizia: "Que loucura". Pensei em aplicar um pouco de fertilizante (sulfato de amônio), mas me contive e plantei no campo principal. O crescimento não correspondeu ao esperado, e fui ainda mais ridicularizado pelas pessoas próximas.
Apeguei-me de todo o coração a Meishu-Sama e a Komyo-Nyorai, e entreguei tudo a Deus. Como resultado, conforme a tabela a seguir, a colheita foi ligeiramente inferior à safra normal, mas a quantidade foi grande para o tamanho das plantas. Agradeci a Meishu-Sama e, à medida que avancei para o segundo e o terceiro anos, os resultados melhoraram gradualmente. Sempre que os vizinhos paravam para observar, olhavam fixamente e diziam: "É estranho, será que ele aplica fertilizante à noite?".
No quinto ano, 1952, obtive excelente resultado: 3 koku e 8 to. Em outro campo de arroz de segundo ano, um campo superior, participei do concurso de colheita promovido pela cidade de Taketa e, com 4 koku e 5 to e 7 shō, recebi o segundo prêmio. Agradeço diariamente, pois tudo isso se deve a Meishu-Sama.
Aqui, apresento parte da minha gestão agrícola. Possuo 1 chō e 5 tan de arrozais e 1 tan de campo seco. A partir de 1948, no primeiro ano, converti oito campos de arroz ao cultivo natural, aumentando gradualmente a área. A partir de 1951, converti todas as terras cultivadas, sem usar fertilizante humano, fertilizante químico ou esterco, e obtive aumento de 25% na colheita.
A tabela a seguir mostra os resultados de cinco anos em solo de cinzas (campo médio-inferior). Todos os valores são por tan.
Safra normal: 2 koku 4 to 5 shō
1948: 2 koku 2 to 5 shō
1949: 2 koku 4 to
1950: 2 koku 6 to 2 shō
1951: 3 koku 1 shō
1952: 3 koku 8 to (aumento de 60%)
Obtive esses resultados. Não há palavras para expressar minha gratidão. Meishu-Sama, muito obrigado. Apresento meus mais profundos agradecimentos.
(Apresentado em 2 de janeiro do ano 28 de Showa, 1953)
A solução do problema alimentar é fácil: 5 koku e 1 to por tan no terceiro ano (safra normal: 3 koku e 2 to)
“Eikō” nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Província de Yamagata, Distrito de Nishitagawa, Vila de Nishigō
Igreja Média Kakumei, Abe Shigekichi (39 anos)
Meishu-Sama, muito obrigado pela proteção divina diária.
Converti-me em 14 de abril de 1948 e, desde então, tenho vivido dias de alegria.
Desta vez, o presidente Yumoto pediu-me que relatasse minha experiência com o cultivo natural do arroz. Considero uma honra imensa e, embora meu relato seja imperfeito, apresento-o para referência de todos sobre os resultados práticos desse método. Nós, agricultores, sem perceber, fomos presos a uma espécie de superstição dos fertilizantes, transmitida por nossos antepassados, e acreditávamos que eles eram absolutos.
Desde que Meishu-Sama nos revelou que a causa da redução da produção está precisamente na aplicação de fertilizantes, despertei desse sonho ilusório e senti profundamente a necessidade de promover uma grande revolução no método agrícola. Em 1950, comecei com um teste em 6 tan e, a partir de 1951, passei a cultivar todos os meus 2 chō e 3 se com esse método. No viveiro, as mudas eram amareladas, como agulhas de pinheiro. Os vizinhos criticavam: “Ele é um homem que produz bem se usar fertilizante, mas com aquelas mudas...”. Eu apenas sorria, pensando que não havia nada a fazer senão esperar o outono.
Como esperado, mesmo no primeiro ano, em que a safra normal era de 3 koku e 2 to, colhi 3 koku e 8 to.
No segundo ano, em que os campos com fertilizante renderam 2 koku e 7 to, o cultivo natural rendeu 2 koku e 8 to e 3 shō.
No terceiro ano, este ano, houve 5 koku e 1 to.
Conforme Sua palavra, pude compreender claramente que, no terceiro ano, a produção certamente aumenta. A cor das mudas também melhorou gradualmente, do primeiro para o segundo ano e do segundo para o terceiro. Este ano, os vizinhos chegaram a perguntar: “Será que ele aplicou farelo de peixe ou farelo de óleo?”. Quando respondi: “Não coloco nada de especial. O que coloco é a irradiação da luz espiritual de Deus, o Johrei”, eles arregalaram os olhos e me olharam fixamente. Continuei: “Planto sete ou oito dessas mudas por cova. Observem bem que resultado virá no outono”.
No ano passado, o clima foi especialmente favorável ao método da agricultura natural, e o resultado foi muito bom; os vizinhos insistiram: “Você deve ter colocado farelo de peixe”.
Nesse momento, declarei com firmeza: “Aqueles que não acreditam no Deus invisível e estão presos ao pensamento materialista e à superstição dos fertilizantes talvez não entendam, mas, quando se coloca sujeira, o resultado é sujo. Se não colocarmos essa imundície chamada fertilizante artificial, o arroz fica tão bonito assim. Existe essa cor de arroz em algum outro lugar, mesmo nos duzentos chō da nossa aldeia?”. E eles concordaram, balançando a cabeça: “De fato”.
No ano passado, muitos membros e não membros vieram pedir para ver o arroz do cultivo natural. Em 19 de setembro, o presidente Yumoto, juntamente com o chefe da filial Shimokawa, o chefe da filial Kyōden e outros líderes, visitaram-nos. Primeiro, levei-os ao campo de arroz do terceiro ano. Diante de seu esplendor, eles apenas exclamaram de admiração. Naquele momento, o arroz com fertilizante de um vizinho estava caído, sofrendo grandes danos. Pensando que ele havia gasto mais de dois mil ienes em fertilizantes por tan para ter esse resultado, agradeci profundamente pela minha própria sorte de estar sendo guiado.
Em seguida, mostrei-lhes o campo do segundo ano, onde não havia colocado nem composto natural nem coisa alguma. O presidente disse: “Não é possível fazer algo esplêndido mesmo sem colocar nada? Não está ficando muito bom?”. Todos os mestres também comentaram: “A frutificação é boa, realmente magnífico”, e fixaram os olhos no ensinamento silencioso. Tanto o comprimento das espigas quanto o número de grãos eram excelentes, sem um único grão chocho. Na ocasião, colhi duas ou três amostras: uma espiga tinha 170 grãos e 7 sun de comprimento; outra, de 6 sun e 5 bu, tinha 160 grãos.
Depois, conduzi-os a um local onde havia feito melhorias no ano passado. Entre um campo que veio de outra pessoa (com fertilizante) e o meu campo (natural) havia uma diferença de altura de 3 sun e 5 bu; adicionei, então, 3 sun e 5 bu de terra de fora ao meu campo para nivelar a altura. Como resultado, a diferença entre meu campo e o outro apareceu claramente, como se uma linha tivesse sido traçada, mostrando vividamente como a adição de terra de fora é benéfica e o quão terrível é a toxina fertilizante.
Em seguida, mostrei-lhes o arroz do viveiro. A variedade era “Akatsuki”, que tem um número relativamente grande de grãos, sendo adequada para aumentar a produção, mas, por ter colmos longos, era considerada inadequada para lugares com muito vento, como esta região.
No entanto, como resultado do cultivo natural, os colmos eram fortes, não havia preocupação com acamamento, e foi possível obter resultados extraordinários. Também colhi duas ou três amostras desse arroz: o perfilhamento era de treze ou quatorze colmos, o comprimento da espiga era de 9 sun e 5 bu, e o número de grãos era de 335.
O presidente disse: “Isso será uma referência muito boa, então vamos tirar fotos e publicar na revista ‘Eikō’”. Naquele momento, lágrimas de alegria vieram aos meus olhos. A seguir, apresento a comparação entre o cultivo natural e o cultivo com fertilizante nos resultados da colheita por tsubo do ano passado. (Cultivo natural com adição de 3 sun e 5 bu de terra de fora)
| | Segundo ano | Terceiro ano (cultivo natural) | Cultivo com fertilizante (Abe Kīchi) |
| --- | --- | --- | --- |
| Variedade | Tōjirō (precoce) | Mesma | Mesma |
| Número de pés | 55 pés | 55 pés | 53 pés e 5 bu |
| Peso de 1 shō | 290 momme | 310 momme | 285 momme |
| Peso total | 840 momme | 650 momme | 580 momme |
Com resultados como os acima, o senhor Abe Kamekichi, que estava presente, ficou surpreso e disse alegremente: “Vi a edição especial de agricultura que você me mostrou. Como diz o artigo, a adição de terra de fora é boa. É verdade que no terceiro ano fica bom. Nunca vi um resultado tão bom. É certo que se pode aumentar muito a produção”. Potencializando ao máximo a força da própria terra, mantendo-a o mais pura possível, sem misturar nenhuma impureza além do composto natural, é possível obter resultados esplêndidos.
Com a mentalidade de antes, talvez seja impossível acreditar, mas é necessária uma grande reviravolta de 180 graus. Sem gastar com fertilizantes nem com mão de obra, sou também abençoado economicamente, e sinto mais uma vez a grandeza da graça de Deus em minha família. Prometo em meu coração me esforçar ainda mais e apresento este relato na esperança de que sirva de referência para todos.
Meishu-Sama, apresento meus mais profundos agradecimentos. A título de curiosidade, um certo comerciante de farelo de peixe da cidade de Ōyama colocou em sua loja amostras do meu arroz e do arroz cultivado com farelo de peixe, explicando: “Com fertilizante de farelo de peixe, não há danos como com outros fertilizantes, e o arroz fica tão bom quanto o do cultivo natural”. Rimos muito, achando a história bastante complicada.
(Apresentado em 1º de dezembro do ano 27 de Showa, 1952)
Espantoso!! Aumento de quatro vezes na produção no terceiro ano de cultivo natural
“Eikō” nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Cidade de Shimonoseki, Província de Yamaguchi, Bairro de Takehisa
Igreja Média Meirin, Kitō Akira (40 anos)
Meishu-Sama, apresento respeitosamente os resultados do cultivo natural deste ano. No ano retrasado, como segundo ano de cultivo natural, recebi um aumento de 60% na produção em comparação com o primeiro ano, e chorei de emoção diante da vastidão ilimitada do poder divino. No ano passado, recebi proteção divina adicional e, no terceiro ano de cultivo natural, recebi a graça espantosa de mais de quatro vezes a produção da época do cultivo com fertilizante. Não há palavras para agradecer.
Olhando para trás, a “semente única” do método da agricultura natural foi plantada aqui, e agora completamos três anos. No início, as portas do coração dos agricultores obstinados estavam fechadas; diziam: “Se não aplicar fertilizante, com certeza não colherá nada”, presos na casca de uma tradição de centenas ou milhares de anos, completamente endurecidos pela superstição dos fertilizantes. Para abrir essa ignorância e receber a salvação do bondoso Meishu-Sama, pensei que não havia outro método senão mostrar-lhes na prática.
Assim, tomei emprestado cerca de cinco áreas de um antigo campo de lótus que o seguidor Ono havia convertido em terra arável e iniciei a implementação. Isso se deu no ano 25 de Showa (1950). Na era dos fertilizantes, a colheita real era de cinco to por tan, insuficiente até mesmo para a cota de fornecimento. Mas, pela proteção divina, recebemos o resultado de um koku. Além disso, no ano 26 (1951), recebemos a maravilhosa proteção divina de um koku e oito to por tan.
Com isso, até mesmo as pessoas obstinadas foram gradualmente curvando a cabeça diante da grandeza do método da agricultura natural, e o número de praticantes aumentou, uma pessoa após outra. No ano passado, o número de praticantes saltou para impressionantes 31 famílias, que cultivavam 4 cho, 1 tan e 9 se, e recebemos a proteção divina. Expresso minha profunda gratidão.
Agora, ao refletir sobre os resultados da implementação nos últimos três anos, embora tenhamos recebido proteção divina imensa e alcançado resultados constantes, havia pontos que não me satisfaziam plenamente. Após várias reflexões, fui levado a prestar atenção ao seguinte ponto.
O que quero dizer é o seguinte: os campos de arroz da implementação eram, naturalmente, campos de cultivo natural, mas, como a irrigação era ruim e inconveniente para fazer viveiros de mudas, aluguei um terreno em outro local que havia sido cultivado com fertilizantes e instalei lá os viveiros. Todos os anos, pardais entravam, e os danos não eram poucos.
Pensava que talvez fosse algum chamado de atenção de Deus, mas fui levado a perceber que, por mais que o viveiro fosse feito com cultivo natural, o fato de o local ter sido usado com fertilizantes não era bom. Assim, decidindo-me, ignorei os avisos das pessoas da vizinhança que, gentilmente, diziam: “Lá a irrigação é ruim, não é adequado para viveiro de mudas”, e instalei o viveiro em um campo de arroz de cultivo natural. Como eram pessoas que moravam na região há muitos anos, pensei que não haveria erro e que o manejo do viveiro seria difícil.
No entanto, graças à proteção divina que recebemos, a água veio sem problemas, as mudas cresceram vigorosamente e, já no viveiro, tivemos o excelente resultado de algumas mudas apresentarem de dois a três perfilhos, e as maiores, até cinco. Na época do transplante, até mesmo os agricultores profissionais ficaram surpresos com o estado das mudas. Quando se chega ao terceiro ano de cultivo natural, os resultados são decididamente superiores. Apesar da inveja das pessoas da vizinhança, as plantas cresceram vigorosamente.
No ano passado, em especial, houve grande incidência de pragas; enquanto todos se desdobravam no uso de antissépticos e na eliminação de insetos, nossas plantas cresceram saudáveis, o que nos permitiu uma colheita de outono verdadeiramente abundante. Os seguidores também vinham observar de vez em quando e diziam: "Realmente, o arroz do cultivo natural é diferente", e voltavam para casa cada vez mais confiantes. Essa era a situação atual. Os resultados foram os seguintes:
- Ano 24 de Showa (1949): com fertilizantes, 5 to (por tan)
- Ano 25 de Showa (1950): primeiro ano de cultivo natural, 1 koku (por tan)
- Ano 26 de Showa (1951): segundo ano de cultivo natural, 1 koku e 8 to (por tan)
- Ano 27 de Showa (1952): terceiro ano de cultivo natural, 2 koku e 4 to (por tan)
Isso representa mais de quatro vezes o resultado da era dos fertilizantes. Rogo para que, daqui em diante, possamos receber cada vez mais a proteção divina, empenhar-nos em difundir o método da agricultura natural ao maior número possível de pessoas e ser utilizados para a construção do Paraíso Terrestre. Meishu-Sama, muito obrigado. (Apresentado em 16 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
Retrospecto do Cultivo Natural
'Eikō' nº 198, 4 de março do ano 28 de Showa (1953)
Vila Hanashi, Distrito de Shida, Província de Shizuoka
Igreja Média Aishin, Shigeo Sōma (46 anos)
Meishu-Sama, sou verdadeiramente grato por receber sua proteção divina diariamente. Ao refletir sobre os seis anos desde minha conversão, emociono-me com a infinitude da virtude divina e, apesar de minha escrita tosca, apresento este relatório sobre o cultivo natural.
No ano 23 de Showa (1948), tentei pela primeira vez o cultivo natural em parte de minha plantação de arroz, mas não consegui praticar o ensinamento e acabei fracassando. A partir do ano seguinte, 24 (1949), recomecei e, atualmente, aplico-o em todas as minhas terras cultivadas com arroz. O erro inicial foi pensar que seria experimental. Percebo agora, ainda que tardiamente, que deveria ter simplesmente praticado conforme o ensinamento.
Por cerca de dois anos, os resultados não foram muito bons, e os seguidores da vizinhança estavam mais ou menos no mesmo ritmo. Pensei que isso se devia apenas ao veneno dos fertilizantes que havíamos aplicado até então. No entanto, ao ouvir do presidente da igreja que "segundo o ensinamento de Meishu-Sama, o cultivo duplo não é permitido", imediatamente me preparei para mudar para o cultivo único. No ano passado, havia áreas de terceiro ano e áreas de quarto ano. As áreas de quarto ano sofreram cerca de 30% de danos devido às inundações de julho e agosto do ano passado, mas, pela proteção divina, obtivemos cerca de um fardo a mais (por tan) do que os campos com fertilizantes da vizinhança, da mesma variedade.
Nas áreas de terceiro ano, as mudas foram produzidas em viveiro de campo alagado no início de abril. Não foi aplicado composto natural algum. Pouco antes da semeadura, o solo foi preparado e, em 28 de abril, semeamos 1 gō e 5 shaku por tsubo, e 1 shō e 8 gō por tan. As sementes foram selecionadas por flutuação em água, receberam Johrei, ficaram de molho em água fria por 15 dias, receberam Johrei novamente e, então, foram semeadas. A variedade era 'Mikaeri Ichigō', de maturação tardia.
As mudas tiveram desenvolvimento normal; eram um pouco mais curtas que as dos campos com fertilizantes, com cerca de 7 ou 8 sun, mas grossas e fortes. No campo principal, foram incorporados 2 bu de palha picada e cerca de 150 kan (por tan) de composto natural semi-maduro. O solo foi arado em 20 de abril, rearado em 10 de junho, preparado em 17 de junho, e o transplante foi realizado em 21 de junho. O desenvolvimento no campo principal também não diferiu do dos campos com fertilizantes.
O perfilhamento foi um pouco menor, porém os caules e as folhas eram firmes e grossos, de um verde-escuro agradável, o que resultou em um arroz de boa aparência. A capina foi feita com enxada 'ganzume' em 14 e 17 de julho (duas vezes), e uma terceira capina manual foi realizada em 30 de julho, totalizando três vezes. O espaçamento entre plantas era de 9 sun por 9 sun, e o perfilhamento médio era de cerca de 19 perfilhos por touceira.
Quanto à produção, a colheita normal da região é de cerca de 2 koku e 8 to. No primeiro ano, obtivemos 3 koku; no ano 26 (segundo ano), 3 koku e 2 to e 5 shō; e no ano passado, 3 koku e 5 to e 7 shō — um aumento constante e estável.
No cultivo convencional com fertilizantes, os custos com fertilizantes, antissépticos etc. são de cerca de 2.000 ienes ou mais por tan. Atualmente, obtivemos um aumento de 20% na colheita. Calculando o preço do arroz em 4.000 ienes e somando os custos de fertilizantes etc., a diferença no cultivo natural é de aproximadamente 6.000 ienes. Além disso, a qualidade é superior e a mão de obra é reduzida, portanto a diferença é realmente grande.
No início, fomos bastante criticados e olhados com desprezo pelos vizinhos, mas, com a melhora real ano após ano, o reconhecimento geral mudou e surgiram pessoas que simpatizam conosco. Refletindo sobre meu próprio passado, o sofrimento e a preocupação também se deveram ao fato de que, embora pensasse que, se tivesse praticado exatamente conforme o ensinamento, teria obtido bons resultados mais cedo, acabei deixando o Ga se manifestar, cortando a palha em pedaços grandes, inclinando-me para o lado técnico e não seguindo o ensinamento à risca.
Daqui em diante, estou decidido a praticar humildemente, exatamente conforme o ensinamento, a transmitir este grande evangelho o mais rápido possível aos agricultores, para que despertem, e a retribuir, ainda que seja um décimo-milésimo, a imensa graça recebida. (Apresentado em 9 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
Arroz que no início parecia inferior: no primeiro ano, aumento de um fardo por tan
'Eikō' nº 141, 30 de janeiro do ano 27 de Showa (1952)
Aldeia Toyoshima, Distrito de Inashiki, Província de Ibaraki
Igreja Média Hōsei, Fuji Nagatsuma (48 anos)
Tive a graça de cultivar, desde o primeiro ano, um tan de arroz em cultivo natural, conforme o ensinamento de Meishu-Sama. No início, após o transplante, as plantas estavam amareladas e seu desenvolvimento era pior do que o do arroz dos campos com fertilizantes, o que me preocupava. No entanto, a partir da época da formação das panículas, o desenvolvimento melhorou gradualmente. A colheita dos campos com fertilizantes foi de 6 fardos por tan, enquanto a do cultivo natural foi de 7 fardos por tan, o que me permitiu colher um fardo a mais do que com fertilizantes. Apresento minha respeitosa gratidão. Além disso, pretendo cultivar 4 ou 5 tan no próximo ano. Meishu-Sama, muito obrigada. (Apresentado em 23 de julho do ano 27 de Showa, 1952)
Esta graça já no primeiro ano de cultivo natural
'Eikō' nº 141, 30 de janeiro do ano 27 de Showa (1952)
Vila Hirano, Bairro Tarumi, Cidade de Kobe, Província de Hyogo
Igreja Média Shinshō, Seijirō Ōmae (41 anos)
Converti-me em maio do ano 26 de Showa (1951). Ao ouvir os diversos ensinamentos de Meishu-Sama sobre o cultivo natural e ver os relatos práticos dos seguidores, compreendi o erro dos métodos agrícolas atuais e sua desvantagem para a economia agrícola, e decidi converter toda a minha área de cultivo de arroz para o cultivo natural.
Semeei em 6 de maio do ano 26 (1951) e, a partir de então, pratiquei o Johrei todas as manhãs e noites. A germinação foi perfeitamente normal, mas, à medida que as mudas cresciam um ou dois sun, foram amarelecendo gradualmente e as folhas inferiores começaram a murchar. Por volta de 20 de maio, as mudas com fertilizantes já tinham 7 ou 8 sun, enquanto as mudas do cultivo natural tinham apenas 4 ou 5 sun. Quando fiz o transplante, as mudas tinham cerca de um sun, e as pontas das folhas mal eram visíveis. Após o transplante, o pegamento também foi ruim; mesmo depois de 20 dias, as mudas, finas como agulhas amarelas, apenas balançavam ao vento. Era uma visão de dar vontade de chorar.
As pessoas comentavam: "Ele ficou maluco por causa da religião, a fé é excessiva". Alguns, com gentileza, chegavam a vir para me fazer parar de acreditar, e outros se preocupavam até com a cota de fornecimento.
A partir do final da capina, o desenvolvimento tornou-se evidente, e as plantas começaram a crescer viçosas e verdes. O arroz dos campos com fertilizantes começou a murchar devido ao clima irregular e a pragas e doenças, e, a olho nu, já se podia distinguir o cultivo natural do cultivo com fertilizantes. Quando olhei para isso de um ponto elevado, as palavras de gratidão "Meishu-Sama, muito obrigado" brotaram espontaneamente, e as lágrimas vieram.
A partir de então, o arroz do cultivo natural, que não foi derrubado por pragas e doenças, vento ou chuva, ostentou uma aparência orgulhosa, em ondas douradas. O arroz dos campos com fertilizantes foi derrubado pelo vento e pela chuva. Comecei a colheita em 20 de outubro e, como não havia arroz caído, terminei com facilidade. Até o som da debulhadora parecia mais leve. Os passos ao carregar para casa o ouro de um ni (colheita farta) por se também eram leves. A sensação ao descobrir, pela primeira vez, que a colheita era certamente superior à de um ano normal foi algo indescritível.
A seguir, apresento o relatório da colheita real.
Variedade: Nōrin 32-gō
Colheita real por tan: 2 koku e 4 to
Aumento/Diminuição: Acima da colheita normal (aumento de 4 to)
Variedade: Nōrin 37-gō
Colheita real por tan: 2 koku e 8 to
Aumento/Diminuição: Colheita normal
Variedade: Nōrin 5-gō
Colheita real por tan: 2 koku
Aumento/Diminuição: Igual ao anterior
Variedade: Nagura
Colheita real por tan: 3 koku e 2 to
Aumento/Diminuição: Acima da colheita normal (aumento de 1 to)
Além disso, o cultivo com fertilizantes teve uma grande redução na colheita devido aos danos causados por insetos. Não podendo conter esta alegria de ter recebido o ensinamento deste grandioso método da agricultura natural, peguei em minha caneta tosca. Meishu-Sama, apresento minha profunda gratidão. (Apresentado em 28 de dezembro do ano 26 de Showa, 1951)
Resultados do segundo ano de cultivo natural
'Eikō' nº 141, 30 de janeiro do ano 27 de Showa (1952)
Vila Taguchi, Distrito de Mitsuma, Província de Fukuoka
Igreja Grande Kōhō, Sakae Oka (43 anos)
Apresento o relatório dos resultados do segundo ano de cultivo natural.
Semeei em 10 de maio. No início, o crescimento foi normal. Transplantei em 13 de junho e continuei com o Johrei, mas este tendia a ser insuficiente. Exatamente na época da formação das panículas, as plantas do lado da estrada começaram a ficar ligeiramente avermelhadas. No começo, não me preocupei e continuei com o Johrei, mas, depois de ficar ausente por quatro ou cinco dias, ao voltar, vi que a área avermelhada havia se expandido mais do que antes. Senti uma agitação interior, pensando: "É agora, fui atacado por insetos".
Percebendo que era devido à insuficiência de Johrei, desculpei-me imediatamente e continuei com o Johrei diariamente. No entanto, os danos causados por insetos não diminuíam e todo o campo começou a definhar. Então, decidi-me e colhi cerca de 17 dias antes do normal. Meu palpite era de que teria cerca de 7 fardos por tan, mas, ao descascar o arroz, fiquei surpreso: foram 8 fardos e meio. Mesmo tendo sofrido danos de insetos e colhido muito mais cedo, obtive 8 fardos e meio.
Isso supera em muito o arroz adubado da vizinhança, que normalmente rendia cerca de 7 fardos. Sinto-me confiante de que, se tudo tivesse corrido bem, sem danos de insetos, eu teria certeza de 9 fardos.
De agora em diante, pretendo dedicar-me com empenho ao cultivo natural e buscar alinhar-me, ainda que minimamente, à Vontade Divina.
Meishu-Sama, verdadeiramente muito obrigado. Apresento minha mais profunda e sincera gratidão. (Apresentado em 22 de janeiro do ano 27 de Showa, 1952)
Cultivo com fertilizantes: redução na colheita com 3.000 ienes de adubo por tan; cultivo natural: aumento de mais de 2 fardos
'Eikō' nº 198, 4 de março do ano 28 de Showa (1953)
Vila Kōta, Distrito de Nukata, Província de Aichi
Igreja Média Shinmei, Yasutarō Shiga (55 anos)
Desde a conversão de minha família, em abril do ano 20 de Showa (1945), temos recebido proteção divina e graças divinas ilimitadas, vivendo dias de profunda gratidão. Apresento o relato de uma parte dessas graças.
No ano 23 de Showa (1948), fui agraciado com o ensinamento da excelência do cultivo natural e, desde que o implementei de uma só vez em toda a minha terra arável — 8 tan e 4 se —, apresento agora os resultados do quarto ano.
Quando o vento outonal começava a ondular as espigas, os campos adubados da vizinhança foram atacados pela lagarta-do-arroz. Embora normalmente produzissem cerca de 2 koku e 4 to por tan, a colheita real foi de aproximadamente 2 koku, uma redução. Em minha casa não houve dano algum: a colheita real foi de 2 koku e 7 to por tan. Como o arroz, ao ser cozido, aumenta com certeza 10% de volume, convertendo-se para arroz não beneficiado, o cálculo é de 2 koku e 9 to e 7 shō por tan. Em comparação, os campos com fertilizantes, nos quais se gastava cerca de 3.000 ienes por tan em adubação, sofreram a redução mencionada. Com o cultivo natural, recebemos benefícios materiais incalculáveis e pudemos fornecer um excedente de mais de 1 koku e 7 to. Diante desta preciosidade, só nos resta a gratidão.
Meishu-Sama, verdadeiramente muito obrigado. (Apresentado em 16 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
Experiência de três anos de cultivo natural de arroz
'Eikō' nº 141, 30 de janeiro do ano 27 de Showa (1952)
Vila Shitsumi, Distrito de Kume, Província de Okayama
Igreja Média Jūzen, Kasaku Motomatsu (60 anos)
Apresento o relatório do terceiro ano de cultivo natural de arroz.
Em fevereiro do ano 24 de Showa (1949), visitei pela primeira vez a sede em Atami. Na volta, visitei também a antiga Igreja Tengoku e ouvi a palestra do Mestre Nakajima. Na ocasião, ele me explicou minuciosamente o cultivo natural, e voltei para casa decidido a finalmente praticá-lo. Eu tinha então 58 anos e vivia sozinho, cultivando 2 tan e 6 se de arroz e 4 se de campo — 3 tan ao todo.
Depois de ouvir sobre o método da agricultura natural e refletir profundamente, decidi converter toda a plantação de arroz daquele ano ao cultivo natural. Na época, eu cultivava trigo em parte dos campos e havia aplicado uma pequena quantidade de sulfato de amônio como adubo de base, mas a partir de então parei completamente. Todo o adubo que havia preparado para cobertura foi doado a outros.
No primeiro ano de cultivo, não pude aplicar grande quantidade de composto natural separadamente nos campos alagados ou nos viveiros, mantendo a mesma quantidade de antes, cerca de 140 ou 150 kan por tan. O viveiro foi feito no estilo tradicional. As sementes, após receberem Johrei e serem embebidas em água, foram semeadas no final de abril, após encher o viveiro de água. Não realizei Johrei no viveiro devido às circunstâncias de trabalho.
As mudas permaneciam amareladas e, na hora de arrancá-las, estavam finas e frágeis como agulhas de pinheiro; ao segurá-las, passavam um pouco do punho. Ao transplantá-las, realizei o Johrei e as levei para o campo principal. Depois do transplante, olhando de um pouco mais longe, não se sabia se haviam sido plantadas ou não. Por isso, o crescimento após o transplante foi muito lento, e fiquei um tanto pessimista por um tempo.
Para referência, pedi a um técnico da cooperativa agrícola que fizesse a colheita de teste em um tsubo do campo de melhor qualidade (4 se de campo), e o resultado foi de 2 koku e 7 to por tan. Em outro campo, o arroz glutinoso rendeu 2 koku e 1 to. Além disso, um terço de minha terra cultivada está em área de reordenamento agrário, onde campos foram convertidos em arrozais e um reservatório foi construído; essa é a única fonte de água, sem absolutamente nenhum outro método de irrigação.
Este ano, a partir de 20 de julho, o sol brilhou intensamente sem nenhuma chuva. Por volta de 15 de agosto, a água de irrigação tornou-se escassa e o solo rachou. O sol continuou a brilhar; houve uma pequena chuva em 26 de setembro e, depois disso, até o tufão de 14 de outubro, não houve chuva significativa. Os danos da seca foram, portanto, severos, resultando em uma produção média de 5 fardos e meio por tan, um aumento de 10%. Se não houvesse esses danos da seca, acredito que o aumento teria sido certamente de mais de 20% em média.
Quanto ao Johrei, durante os três anos não pude realizá-lo no viveiro devido às circunstâncias de trabalho. Após o transplante, porém, realizei-o quase todos os dias, exceto quando chovia ou quando eu estava ausente; a partir de meados de agosto, passei a fazê-lo apenas ocasionalmente, até gradualmente interromper. O solo é de granito, uma areia grossa. No campo de arroz glutinoso onde foi feita a colheita de teste, o subsolo da camada superficial é misturado com cascalho, de modo que não é possível arar profundamente.
Considerando estes três anos, acredito cada vez mais que, à medida que o veneno dos fertilizantes é gradualmente purificado, a colheita aumenta ano após ano. Aguardo com expectativa os resultados do quarto e do quinto anos. A variedade é apenas Nōrin 22-gō. No momento, as pessoas ao redor ainda não conseguem acreditar que se possa cultivar sem fertilizantes químicos e ainda aumentar a colheita, mas os fatos são inegáveis.
Acima, apresentei um resumo dos três anos.
Meishu-Sama, verdadeiramente muito obrigado. Peço sua contínua orientação daqui em diante. (Apresentado em 17 de janeiro do ano 27 de Showa, 1952)
Resultados esplêndidos desde o primeiro ano de cultivo natural
Aldeia Nirayama, Distrito de Tagata, Província de Shizuoka
Igreja Média Shinzan, Takashi Kimura (38 anos)
Apresento minha respeitosa gratidão a Meishu-Sama pela proteção divina recebida.
Sob a grande luz — que por mais que se louve nunca se louva o suficiente — tenho recebido inúmeras virtudes divinas desde a conversão, passando dias verdadeiramente iluminados; agradeço do fundo do coração.
Desta vez, fui agraciado com grandes e excelentes resultados no método da agricultura natural, e sou verdadeiramente grato por esta graça repetida.
Anteriormente, trabalhei como técnico da associação agrícola da província, onde aprendi superficialmente os métodos agrícolas então vigentes. Atualmente, sirvo no comitê agrícola. Eu acreditava firmemente — e inclusive orientava na prática — que a agricultura atual não pode fazer nada sem fertilizantes e agrotóxicos, e que a melhoria da adubação e o controle de pragas estão entre os pontos mais importantes da agricultura. Especialmente nos últimos anos, pragas e doenças surgem em qualquer cultura, e os danos se expandem ano após ano.
A redução da colheita devido a pragas é verdadeiramente imensa. Tomando como exemplo a província no ano 26 de Showa (1951), os agricultores gastaram impressionantes 20 e tantas dezenas de milhões de ienes em agrotóxicos. Além disso, como ônus para a economia agrícola, a redução na colheita causada por danos aos produtos agrícolas atingiu a enorme quantia de 2 bilhões de ienes.
O governo também, sob um orçamento imenso, implementou a Lei de Sanidade Vegetal, organizou equipes de controle até os níveis mais baixos das vilas e tem envidado todos os esforços, como planejar a expansão e o fortalecimento do seguro agrícola (seguro contra desastres). No entanto, à semelhança das doenças humanas, a situação só segue o caminho da proliferação desenfreada.
Neste outono, a edição especial sobre agricultura de Meishu-Sama foi uma alegria, como obter luz na escuridão da noite. Pensei que, para superar esta difícil situação, este Caminho era o único. Imediatamente, solicitei à sede vinte cópias para os membros do comitê agrícola e as distribuí.
Pensando agora, é verdadeiramente imperdoável, mas pensei que não haveria como saber sem tentar. Imediatamente, em 2 tan de campo, converti 1 tan e 5 se ao método da agricultura natural e deixei 5 se com fertilizantes. Com a cooperação da equipe fotográfica da sede, realizei um cultivo comparativo.
Naquela época, em minha mente, surgia frequentemente o pensamento: "Fertilizante é o alimento das plantas. O que se pode fazer sem alimento?" Mas eu me controlava, dizendo a mim mesmo: "Não, não. Se eu fizer exatamente como Meishu-Sama ensina, com certeza dará certo. Afinal, até mesmo para os seres humanos, e até para as aves e feras, se aproximarmos a mão, a doença sara. Quanto mais o alvo são as plantas. Naturalmente, o solo deve ser o alimento.
Se eu me entregar completamente a isso, com certeza dará certo." E assim, seguindo a orientação do presidente da igreja e do Mestre Kubota, entre outros, semeei em 4 de maio. Como não havia viveiro alagado, usei viveiro de sequeiro. Em maio do ano passado, choveu pouco e, devido ao veneno dos fertilizantes do ano anterior, as mudas foram consideravelmente devoradas por grilos-toupeira, ficando finas e curtas, a ponto de eu pensar se dariam em alguma coisa.
As pessoas da vila zombavam: "Você aprendeu a fazer mudas assim na escola?" Eu ria e respondia: "Não, é com esse tipo de muda que se colhe." No coração, porém, pedia com todas as forças: "Meishu-Sama, por favor, conceda sua proteção divina."
Na época do transplante, em 22 de junho, as pessoas que vieram ajudar plantavam, de cada vez, uma ou duas mudas finas e pequenas; algumas desapareciam na água, deixando de ser vistas. Mesmo assim, entre sorrisos amargos, conseguimos concluir o transplante com segurança.
Dali em diante, o vigor foi extraordinário. Após a primeira capina, as plantas cresceram depressa, com ótima coloração e perfilhamento bastante adiantado. "Ah, que bom. Meishu-Sama, muito obrigado", repeti várias vezes, dando voltas pelos campos. Quando a segunda capina chegava ao fim, enquanto outros diziam "É preciso aplicar adubo de cobertura", as minhas plantas, ao contrário, exibiam folhas de boa cor e altura quase no mesmo nível.
Desde então, passei a explicar e a divulgar com frequência a grandeza do cultivo natural às pessoas da prefeitura e da vila. Naquele ano, sem pragas nem acamamento, o desenvolvimento transcorreu sem problemas; na colheita de outono, obtivemos mais de 2 koku e 8 to por tan. Verdadeiramente grato.
Mesmo inexperiente e usando sementes de cultivo com fertilizantes, alcancei esse resultado já no primeiro ano. Se continuar por três, quatro anos, fui levado a compreender que não há a menor dúvida quanto ao ensinamento de Meishu-Sama: "um aumento de 50% na produção é o mínimo". Desejo transmitir isso a todos no mundo e, ao mesmo tempo, incorporar o ensinamento, seguir acumulando experiência e dedicar-me à sua divulgação e propaganda.
Meishu-Sama, verdadeiramente muito obrigado. (Apresentado em 16 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
Aumento de 70% na colheita no segundo ano de cultivo natural
'Eikō' nº 79, 22 de novembro do ano 25 de Showa (1950)
Vila Shiida, Distrito de Chikujō, Província de Fukuoka
Igreja Média Meirin, Toranosuke Honda (37 anos)
Converti-me em abril do ano 23 de Showa (1948) e tenho passado dias emocionados com as inúmeras proteções divinas. Manifesto aqui minha profunda e sincera gratidão pela graça de Meishu-Sama.
A partir do ano 24 de Showa (1949), converti integralmente ao cultivo natural toda a minha terra arável de 5 tan, seguindo o ensinamento de Meishu-Sama, e venho praticando-o desde então. Este ano, obtive resultados excepcionais, superando as expectativas, e apresento a seguir um resumo.
Meishu-Sama ensina: "No cultivo natural, a verdadeira colheita não se conhece antes de três anos." E, de fato, é verdade. Em relação à colheita do ano passado, a previsão para este ano é de um aumento de 70%. Ainda não concluí toda a debulha, por isso não posso apresentar números precisos; a produção média local (com fertilizantes) é de 5 fardos por tan. No ano passado, obtive 4 fardos e meio, cerca de meio fardo a menos. É verdade: numericamente, houve uma redução de aproximadamente meio fardo.
No entanto, Meishu-Sama ensina que o arroz do cultivo natural é 5 a 10% mais pesado que o arroz com fertilizantes. E, de fato, é diferente. Na medição feita no ano passado, o peso por shō era de 430 mon; o arroz comum adubado pesa cerca de 380 a 400 mon. Além disso, o rendimento na debulha é bom; ao cozinhar, o arroz aumenta cerca de 20% e é delicioso como arroz glutinoso. Fazendo cálculos detalhados de várias formas, acredito que não houve redução, mas aumento. E este ano, então?
Colhemos cerca de 8 fardos por tan — um aumento de 70% — e a qualidade do arroz superou ainda mais a do ano passado.
Por ocasião do recente tufão Kijiya, no mesmo local e nas mesmas condições, os campos adubados do vizinho tombaram como se um rolo compressor houvesse passado, enquanto os meus não sofreram dano algum. Fiquei surpreso com tamanha diferença. Verdadeiramente grato. No início, todos se alegravam, esperando um ano de fartura e boa colheita; no fim, porém, as expectativas foram frustradas pelos danos do tufão e pela ocorrência de pragas. Intriga-me profundamente que as pessoas não investiguem a fundo por que o arroz cai com o tufão ou por que surgem as pragas.
No cultivo do painço, numa área de apenas cerca de 10 tsubo, obtive, por meio do cultivo natural, 1 to e 5 shō, o que, convertido por tan, resulta em impressionantes 4 koku e 5 to. Sou grato. Verdadeiramente grato. (Apresentado em 22 de novembro do ano 25 de Showa, 1950)
Seguidor que excede a cota de fornecimento com o cultivo natural
'Eikō' nº 79, 22 de novembro do ano 25 de Showa (1950)
Cidade de Niigata, Rua Tera-ura, 2-banchō
Presidente da Igreja Média Kōyō, Ogawa Eitarō (37)
Os membros voluntários da Igreja Média Kōyō também completaram três anos de experiência no método da agricultura natural; recebemos inúmeras proteções divinas milagrosas e simplesmente nos maravilhamos com o imenso poder divino. Quanto aos relatos estatísticos, cada membro os apresentará em detalhe; eu, porém, juntamente com estes membros indignos, experimentei o método desde o plantio das mudas até a colheita e acredito firmemente que a agricultura natural desta Doutrina é o único Caminho de salvação para abrir as aldeias rurais que chegaram a um beco sem saída. Com base nessa experiência, desejo agora levantar a voz para que o maior número possível de pessoas conheça o método da agricultura natural; sem me importar com a falta de habilidade na escrita, apresento este relato.
Um fiel, Yamagishi Shinjūrō, da vila de Ōhara, distrito de Nishikanbara, província de Niigata, obteve resultado excelente: forneceu 20 fardos além da cota total e ainda lhe sobrou uma margem de 10 fardos.
No primeiro ano de cultivo natural, a colheita do Sr. Yamagishi estava entre as mais baixas da aldeia; no segundo, subiu para o meio; no terceiro, este ano, tornou-se a mais alta. Ele disputou um campo de competição com o mestre no cultivo de arroz da aldeia, mas todos foram atacados pela brusone, e ninguém mais pôde competir com ele. Até o técnico agrícola da aldeia, ao ver o arroz do Sr. Yamagishi, exclamou admirado que era o estado de crescimento mais ideal. O Sr. Yamagishi é Ministro desta Doutrina e, por estar ocupado com o Johrei e com falta de mão de obra, está no terceiro ano usando quase nenhuma palha; os que no início o tratavam como louco agora dizem que é simplesmente misterioso.
O fiel Yamaguchi Reiji, da cidade de Muikamachi, distrito de Minamiuonuma, província de Niigata, desde o primeiro ano, cultivando uma área de 9 tan e 3 se, obteve 66 fardos com o cultivo natural, contra 62 fardos da colheita normal (com custo de fertilizante de 30.000 ienes); 3 tan foram danificados por inundação. Ishihara Tokuhei, da cidade de Kameda, distrito de Nakakanbara, e Izuka Samurō, da cidade de Yoshida, distrito de Nishikanbara, obtiveram colheitas de 8 a 9 fardos por tan. Há ainda muitos outros cultivadores naturais, com 2 a 3 tan cada um, que obtêm colheitas consideráveis. Em razão da toxicidade do solo, a produção por tan não serve como padrão; mas, como experiência da Igreja Média Kōyō:
Cultivo natural
Primeiro ano: redução de 10% - colheita normal
Segundo ano: colheita normal - aumento de 20%
Terceiro ano: aumento de 20% - aumento de 30% (tomando a colheita normal como padrão)
O resultado foi o acima. Economicamente, sem gastos com fertilizantes e com um terço da mão de obra, obtivemos múltiplos benefícios; sem preocupações financeiras, estamos verdadeiramente alegres.
A esposa de um fiel, Watanabe Seisaku, da cidade de Niigata, cultiva hortaliças naturalmente há três anos e as vende na cidade. As pessoas, mesmo sem saber do método, acham-nas muito mais saborosas que as comuns; quando ela abre a loja, esgotam-se num piscar de olhos. Antes, ela costumava vender até por volta das oito da manhã; agora, vende tudo e volta para casa às seis.
Hoje, isso se tornou conhecido de todos; quando ela segue puxando a carroça, os clientes a esperam e compram como quem disputa, e os produtos são vendidos por preço mais alto que os outros. Como o cultivo de arroz fica ao lado da cooperativa agrícola, tornou-se o centro das atenções de toda a aldeia; na colheita, viram que a quantidade era grande e, sobretudo, a qualidade excelente.
Enquanto o arroz comum era de quarta ou quinta classe, o do Sr. Watanabe era de primeira e segunda; até o inspetor presente ficou surpreso, dizendo que era o melhor do distrito. Isso também foi afixado no quadro de avisos da Escola Primária Ishiyama. Muitas vezes, os cultivadores naturais são vistos com preocupação quanto ao cumprimento da cota de fornecimento; mas, longe de não cumprirem, todos a cumprem integralmente ou a excedem.
Além disso, todos os anos — como se fosse um evento anual — não sofremos danos com as calamidades de vento e água; quantas vezes, em cada ocasião, fomos levados às lágrimas de gratidão pela imensa bênção.
Na saúde, também se observam efeitos notáveis. A melhora no nível de saúde dos cultivadores naturais desta Doutrina é marcante: a tez se altera a ponto de ser perceptível à primeira vista, e eles afirmam que, por mais que trabalhem, nunca se cansam. Além disso, como o valor nutricional é alto e o arroz rende mais ao cozinhar, o arroz reservado sobra de 10 a 20 por cento a cada ano em relação ao planejado.
Ah! Grande é o método da agricultura natural! Em verdade, quem segue a natureza prospera; quem se opõe a ela perece. Se, com simplicidade, praticarmos a agricultura natural conforme a grande natureza — sem doenças, sem pobreza e, consequentemente, sem conflitos —, vivendo a fé no cotidiano, com o coração e as finanças satisfeitos, deixando de fora as ondas turbulentas do mundo, poderemos prosperar e florescer em paz juntamente com o Céu e a Terra. Essa alegria nos leva a aprofundar ainda mais os sentimentos de gratidão, comoção e retribuição somente a Meishu-Sama.
Acima, apresentei meu relato, ainda que de humilde experiência. (Submetido em 22 de novembro do ano 25 de Showa, 1950)
(b) A qualidade também se torna superior a cada ano.
A qualidade é boa: há brilho, forte viscosidade, é extremamente saborosa, e pode-se dizer que a maioria é de primeira ou segunda classe; quase não há de terceira ou inferior. ('Eikō' nº 79)
Premiado com o prêmio especial no concurso de avaliação do método da agricultura natural
'Eikō' nº 141, 30 de janeiro de 1952 (Showa 27)
Cidade de Izumo, Distrito de Ōtsu, Província de Shimane
Presidente da Igreja Média Ryūkō, Ishizaka Takaaki (29)
Meishu-Sama, somos verdadeiramente gratos por nos salvar de inúmeras preocupações, sofrimentos e erros com a Grande Luz e a Grande Sabedoria Divina. Nosso maior erro é o uso de medicamentos e fertilizantes; o método da agricultura natural, porém, não é uma bênção apenas para os agricultores — especialmente para os que trabalham na agricultura, não há evangelho nem graça tão grande quanto esta. Fomos salvos do abismo demoníaco do pânico rural, ou melhor, da ruína agrícola (que significa a ruína da humanidade). Nossa gratidão e comoção são tão grandes que não encontramos palavras para expressá-las. A seguir, apresento o relato dos recentes resultados do método da agricultura natural, profundamente grato pela bênção de Meishu-Sama.
A alegria de três produtos agraciados com o prêmio especial
A vila de Shuttō, no distrito de Hikawa, em Izumo, é considerada o celeiro da província, especialmente uma região próspera no cultivo de arroz. Na mesma vila, há ainda uma associação de jovens com 400 membros distribuídos em 14 grupos, algo raro nas áreas rurais locais — uma organização grande e sólida. A vila é bastante ativa culturalmente, com competições de pecuária, concursos de produtos agrícolas, além de esportes, artes, exposições etc. No dia 29 de novembro, por intermédio do Sr. Ueda Sakae, membro da associação de jovens e também fiel dedicado da Igreja Messiânica, surgiu a proposta de receber produtos do método da agricultura natural para exposição.
O concurso de avaliação seria em 2 de dezembro, e a inscrição dos produtos, no dia anterior. Olhando o calendário, havia apenas um dia de intervalo. Não podíamos reclamar da falta de tempo, mas, "Bem, é uma oportunidade!", "Vamos avisar!" — por mais que nos apressássemos, era apenas um dia. Além disso, naquela época, estávamos no meio de uma greve de energia elétrica, e a maioria dos fiéis queria inscrever produtos, mas não conseguia debulhar o arroz. No final, os produtos que conseguimos inscrever foram: Arroz: 5 pontos
Soja branca: 1 ponto
Soja preta: 1 ponto
Nabo: 1 ponto
De um lado, preparávamos os produtos para inscrição; de outro, pensando em aproveitar a oportunidade para divulgar o método da agricultura natural, ainda que um pouco, imprimimos panfletos com uma breve explicação do método e montamos um jornal de parede, numa correria total, até que finalmente chegou o grande dia. A avaliação dos graus dos produtos foi feita com cuidado por três técnicos do Ministério da Agricultura e Florestas, que decidiram em reunião conjunta. Embora tivéssemos confiança, ainda assim ficávamos preocupados. Não podíamos deixar de pensar: "Que grau será atribuído? Tomara que seja um bom grau..." No dia 2 de dezembro, às 9 horas, no salão da escola primária da vila, corremos com o coração palpitante, mas, quando chegamos, a avaliação já havia terminado. "Bem, qual será o grau?"
Arroz: Prêmio especial, 3 pontos
Arroz: Primeiro prêmio, 1 ponto
Arroz: Segundo prêmio, 1 ponto
Soja (preta e branca): Primeiro prêmio, 2 pontos
Nabo: Segundo prêmio, 1 ponto
"Ah, que bom! É graças à Sua bênção. Meishu-Sama, muito obrigado. Ah, agora todo o esforço foi recompensado" — e fiz grande esforço para que não vissem as lágrimas de alegria que brotavam em meus olhos. Em seguida, foi a vez do jornal de parede e dos panfletos; rapidamente nos preparamos para a divulgação. Os visitantes também se reuniam, atraídos pelas placas de prêmio especial, e pegavam o arroz e o feijão para examinar.
Os olhos, bocas, rostos e mãos de admiração eram como os de um amante das belas-artes diante de uma obra-prima de todos os tempos. Admiravam e apreciavam o brilho, a firmeza dos grãos, o peso e, logo em seguida, lendo o jornal de parede, balançavam a cabeça em aprovação; os panfletos eram pegos como num passe de mágica. "Meishu-Sama, por favor, que estas pessoas se tornem praticantes do método da agricultura natural o mais rápido possível..." Não pude deixar de pensar.
As variedades premiadas com o prêmio especial e os endereços e nomes dos fiéis são os seguintes:
Naka-Asahi: Vila de Shusse, Distrito de Hikawa, Kanayama Yoshio, 2º ano
Naka-Asahi: Cidade de Izumo, Bairro Satokata, Kanayama Takeyoshi, 2º ano
Nōrin 23: Cidade de Shinji, Distrito de Yatsuka, Mototsune Kinzō, 1º ano
A excelência da soja de dois anos sem fertilizante
Nem é preciso falar da qualidade do arroz natural, mas o tamanho dos grãos e a beleza do brilho natural da soja branca e preta, ambas de dois anos de cultivo natural, apresentadas pelo Sr. Kanayama Takeyoshi, da cidade de Izumo, Bairro Satokata, neste dia, foram verdadeiramente o ponto alto do evento, e os visitantes que se aglomeravam, um após outro, elogiavam unanimemente.
Nota adicional
A família do Sr. Ueda Sakae, que se deu ao trabalho de cuidar dos procedimentos de inscrição para este concurso de avaliação, é uma família de fé muito dedicada, que também venera Daikōmyō Nyorai, e seu irmão mais novo, Wa, está servindo na Terra Divina. Segundo o que ouvimos neste dia, o campo de cultivo natural que ele cultivou com esmero ganhou o primeiro prêmio na Competição de Máxima Colheita de Arroz das Seis Vilas e Cidades do Distrito de Hikawa. Diante desta vitória esmagadora e repetida do método da agricultura natural, não pude deixar de gritar "Banzai!" involuntariamente. Este fato será relatado em detalhes pelo próprio interessado. Com isto, encerro meu agradecimento e relato. (Submetido em 5 de janeiro do ano 27 de Showa, 1952)
A gratidão pela proteção divina ao cultivo natural, superior à do ano anterior
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Cidade de Izumo, Distrito de Ōtsu, Província de Shimane
Igreja Média Ryūkō
Sob a proteção divina ilimitada de Meishu-Sama, no ano passado fomos agraciados com resultados esplêndidos no método da agricultura natural, publicados como uma "vitória esmagadora" no jornal 'Eikō' nº 163. Este ano, também fomos agraciados com resultados igualmente bons e, juntamente com nossos profundos agradecimentos pela proteção divina, apresentamos humildemente este relato.
Desde tempos antigos, as seis aldeias da região leste do distrito de Hikawa são consideradas o celeiro da província de Shimane, e especialmente as aldeias de Shuttō e Kuki são regiões de boas colheitas, onde o cultivo de arroz é mais próspero. Consequentemente, o número de inscrições de arroz integral foi considerável, mas o arroz natural do Sr. Takada destacou-se decididamente dos demais, sendo premiado com primeiro e segundo lugares. Além disso, como de costume, também inscrevemos produtos no concurso de avaliação da vila de Shuttō, mas, infelizmente, como o concurso da mesma vila é uma competição entre os grupos da associação de jovens, não recebemos certificados para cada produto individualmente. Os resultados, porém, foram excelentes, como se segue:
Primeiro prêmio: Arroz integral, Nishio Kyōichi
Segundo prêmio: Arroz integral, Kanayama Takeyoshi
Primeiro prêmio: Soja branca, Kanayama Takeyoshi
Segundo prêmio: Soja branca, Ikejiri Yutaka
Segundo prêmio: Soja branca, Kawashima Ryūichi
Como é uma competição entre os grupos da associação de jovens, o lado adversário, por pior que seja, sempre consegue criar um primeiro prêmio em seu grupo, e soubemos que o que era primeiro prêmio do outro lado era pior do que o nosso segundo prêmio. Meishu-Sama, verdadeiramente muito obrigado. Por favor, conceda-nos ainda mais proteção divina no próximo ano de 1953. Humildemente, fazemos este pedido. (Submetido em 29 de janeiro do ano 28 de Showa, 1953)
Obtendo a honra de receber o Prêmio do Governador da Província de Chiba no terceiro ano de cultivo natural de arroz irrigado
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Cidade de Ichikawa, Distrito de Kokubun, Província de Chiba
Igreja Média Hakuai, Inoue Chiyoji (51)
Em 24 de novembro de 1952, inscrevi produtos no Concurso de Produtos Agrícolas promovido pela cidade de Ichikawa e copromovido pelas cooperativas de Ichikawa e Ōkashiwa (cerca de 1.600 famílias). Como resultado da avaliação entre 27 ou 28 inscritos, obtive o Prêmio do Governador da Província de Chiba como prêmio especial. Apresento o relato juntamente com os detalhes do concurso.
1. Sobre a inscrição
Assim que me converti, comecei a praticar o método da agricultura natural e, desde o primeiro ano, fui agraciado com um aumento de 58% na colheita. Quando relatei isso, foi publicado na 'Explicação do Método da Agricultura Natural'. Continuei praticando e, no ano passado, fiz a colheita do terceiro ano. Ganhando cada vez mais confiança, inscrevi meus produtos. Acredito que seja comum em todas as regiões, mas os produtos inscritos são selecionados um a um, e especialmente o arroz integral é de seleção especial.
Meu arroz integral foi descascado na tarde do dia anterior à entrega; quanto à seleção, separei os grãos pequenos e os trincados na noite anterior, mas não fiz preparativos suficientes. Finalmente, chegou o dia da entrega. Fiz o Johrei e, desejando que este arroz integral pudesse ser compreendido, ainda que um pouco, pelas pessoas sem fé, orei a Meishu-Sama e o entreguei.
Quando o levei ao local, entre os muitos produtos inscritos, o meu tinha brilho e os grãos eram maiores que os dos outros; antes mesmo do início da avaliação, já parecia que a disputa estava decidida.
2. Sobre a avaliação
A avaliação foi feita com base no brilho, tamanho dos grãos (qualidade dos grãos), secagem etc. Meu arroz foi seco por apenas um dia e não era uma variedade recomendada pela província — condições desfavoráveis para a premiação. A avaliação foi feita por especialistas. Primeiro, entrou no círculo de premiação e, em seguida, a questão era a ordem dos graus, ou seja, se seria o prêmio especial ou o primeiro prêmio. Especialmente nesta província, a ênfase é colocada na secagem, e a decisão sobre a qualidade foi tomada cortando com uma faca.
A variedade recomendada pela província, Nōrin 1, quebrou, mas a minha, Kantō 34, saltou perfeitamente, e assim meu arroz integral, que não era uma variedade recomendada pela província, foi decidido como o prêmio especial. Em comparação com o cultivo com fertilizantes, tanto em quantidade quanto em qualidade, obtive resultados além das expectativas, e só tenho gratidão. Meishu-Sama, muito obrigado. (Submetido em 5 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
Relato de quatro anos de experiência no cultivo natural de arroz
[Arroz do método da agricultura natural premiado com o prêmio especial]
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Vila de Asakawa, Distrito de Kahoku, Província de Ishikawa
Igreja Média Toyama, Shimonō Yasutarō (53)
Comecei o cultivo natural em 1949 e acumulei quatro anos de experiência, mas ainda não consegui obter resultados suficientes, e é realmente vergonhoso. No entanto, se puder servir de alguma referência para os agricultores, apresentarei um pouco da minha experiência a seguir.
1. Sobre minha família, os cultivadores
Perdi meu pai quando criança e todos os arrozais estavam arrendados, então não tinha nenhuma experiência em cultivo de arroz. Minha mãe é agricultora, mas tem mais de 80 anos e não pode cultivar. Minha esposa também não tem experiência. Após a guerra, fui expurgado e, forçado, comecei a cultivar 7 tan de arrozais em 1947, sendo um completo amador. Portanto, meus equipamentos e instalações eram imperfeitos, e o trabalho também era insuficiente.
2. Condições do local
Minha vila é uma vila ao pé da montanha, localizada no subúrbio leste da cidade de Kanazawa. O terreno é uma mistura de áreas planas na bacia do rio Asa e arrozais em socalcos nas montanhas. O cultivo é feito principalmente com adubo humano da cidade de Kanazawa, e há cerca de 20 a 30 anos também se usa bastante fertilizante químico. Diz-se que a colheita normal é de 6 fardos por tan.
Meus arrozais têm grandes diferenças de altitude, portanto, a insolação é ruim, e muitos estão no curso inferior da água de irrigação, não sendo terras consideradas boas condições para o cultivo natural. O solo é geralmente franco-arenoso, e há áreas onde a profundidade do solo arável chega a um metro. Além disso, três dos meus arrozais são metade pântanos úmidos. Quando cultivava com fertilizantes, a parte pantanosa sempre se desenvolvia mal, e, se não aplicasse bastante adubo de cobertura, o arroz não crescia uniformemente.
Desde que passei ao cultivo natural, tudo cresce com uma uniformidade que considero misteriosa.
3. Sobre as sementes
Adotei uma parte do método Kurosawa para as sementes de arroz. Debulhei manualmente a metade frontal das espigas, pendurei-as no teto do depósito de terra e, antes da semeadura, no Culto Regular ou em uma cerimônia especial, coloquei-as diante do altar divino para purificação.
4. Viveiro de mudas
Em minha vila, a semeadura é feita por volta de 15 de abril de cada ano, em viveiros de mudas aquáticos comuns. Faço o mesmo que as pessoas da vila. No cultivo natural, o viveiro de mudas parece ser a parte mais difícil. A cada ano melhora um pouco, mas, mesmo no quarto ano, muitas mudas ainda não abriam as folhas. Enquanto as mudas com fertilizante tinham em média 8 sun, as minhas tinham 5 sun. A espessura também era proporcional, de modo que a aparência era totalmente frágil, e isso as tornava inconvenientes tanto para arrancar quanto para o plantio. No entanto, as raízes eram muito boas e, embora rissem de mim, dizendo “que mudas são essas?”, na colheita as minhas superavam as que usavam fertilizantes, o que era emocionante.
5. Sobre o campo principal
O trabalho no campo principal também é semelhante ao dos que usam fertilizantes; o plantio das mudas é padronizado com três mudas por cova. Tentei com sete ou oito mudas, mas pareceu pior. Uso molduras de 7 sun por 8 sun. No primeiro ano, o perfilhamento médio foi de 13 hastes (com fertilizante, de 25 a 30 hastes), a altura das plantas foi em média 20 cm menor que com fertilizante, e a aparência era realmente frágil.
Não era de admirar que fosse alvo de zombaria; quando colhi, porém, a qualidade do arroz era excelente e a quantidade foi apenas 10% menor que a colheita normal, o que me surpreendeu. No segundo ano, a altura das plantas tornou-se maior que a das que usavam fertilizantes, o perfilhamento foi cerca do dobro do primeiro ano e, consequentemente, a quantidade de palha também foi mais que o dobro, mas a quantidade de arroz foi a colheita normal.
Com essas duas experiências, aprendi na prática que, no cultivo natural, não há necessidade de se alegrar ou entristecer ao ver o arrozal verde.
Naquele ano, com o tufão Jane, o arroz com fertilizante foi danificado a ponto de não se poder usar a foice, mas o meu arroz apenas inclinou cerca de 45 a 60 graus, o que, ao contrário, facilitou a colheita — e fui imensamente grato.
No terceiro ano, a altura das plantas ficou um pouco menor que no segundo, e o perfilhamento também diminuiu, mas a cor do arrozal verde começou a superar a das plantações com fertilizante, transmitindo uma sensação de frescor indescritível. A colheita foi a normal. Como os arrozais com fertilizante sofreram danos consideráveis de pragas e doenças, cresceu gradualmente o número de pessoas da vila que antes zombavam e agora achavam estranho.
No quarto ano, o viveiro de mudas também se desenvolveu melhor do que nos três anos anteriores, e algumas mudas não ficaram atrás das que usavam fertilizantes. Não houve falta de mudas, e eu esperava que aquele ano superasse em muito a colheita normal; mas, novamente, foi a colheita normal. No entanto, talvez fosse irrealista esperar tanto. Afinal, a região enfrentou uma quebra de safra sem precedentes, e mesmo agricultores renomados tiveram grandes reduções, com menos da metade da colheita normal.
Quanto à qualidade, era de arroz de quarta e quinta classes, enquanto eu, um amador, tive a colheita normal; quando um técnico da província examinou a qualidade, disse que era todo de primeira classe. Inscrevi-me no concurso de avaliação e recebi o prêmio especial. Aqueles que antes zombavam agora me elogiavam por unanimidade e começaram a ouvir com atenção as conversas sobre o cultivo natural.
Durante o trabalho no campo principal, notei ainda que, à medida que o arroz se desenvolvia melhor a cada ano, as ervas daninhas diminuíam e a capina se tornava mais fácil.
6. Sobre a colheita e secagem
Como os grãos do arroz do cultivo natural enchem bem, não há necessidade de secá-lo como o arroz com fertilizante. Se for seco do mesmo modo que o arroz com fertilizante, os grãos podem rachar na debulha, o que parece pior. Tenho o cuidado de não secar demais; ainda assim, o arroz para inspeção rende 3 to e 8 ou 9 sho por fardo, o que é suficiente.
Na região, chove muito; se o tempo chuvoso continuar durante o período ideal de colheita, é muito difícil, mas o arroz do cultivo natural não sofre nada, mesmo que a colheita atrase uma semana ou dez dias. Em 1952, também choveu por cerca de uma semana durante o período de colheita do Nōrin 1; esperei calmamente a chuva passar para começar a colher e, graças a Deus, obtive uma palha bonita, incomparável com a palha meio apodrecida do arroz com fertilizante. Ademais, ao manusear o arroz, não caía nenhum grão.
O arroz com fertilizante perdia muitos grãos; era preciso embrulhar as espigas em esteiras e amarrá-las com cordas para o transporte.
Além disso, antes da colheita, a cor do arroz era completamente diferente; assim, quando visitantes vinham pela primeira vez e eu dizia, apontando a direção geral, "é por este lado", eles invariavelmente encontravam meu arrozal sem erro.
7. Sobre a palha
No primeiro e no segundo ano, cortei a palha em quartos e usei como composto natural. No terceiro, cortei em pedaços de 1 a 2 sun e espalhei diretamente. Tentei espalhá-la no fim do ano e na primavera, mas o resultado pareceu o mesmo. No quarto ano, recebi a orientação de cortar em pedaços de 1 a 2 bu; cortei então o mais fino que pude, mas, como não tinha máquina de cortar, usei uma guilhotina e não consegui cortar em pedaços mais finos que 4 a 5 bu, em média. Também experimentei aplicar muita palha e quase nenhuma, sem grande diferença na colheita.
8. A toxicidade do coração
Ao longo desses quatro anos de experiência, surpreendi-me com a quantidade de toxicidade do meu próprio coração, além da toxicidade da terra e das sementes. Até o terceiro ano, não consegui me libertar do sentimento de dependência da palha; no quarto, porém, finalmente não tive mais preocupação alguma: senti que o cultivo natural era o natural, deixei de me guiar pela aparência do arrozal verde e pude trabalhar com o coração sereno.
9. Sobre o Johrei
Não faço Johrei especificamente para isso, mas procuro praticá-lo sempre que possível, como ao cuidar da água; também durante a batida dos taludes e a capina, realizo o trabalho com a intenção de estar fazendo Johrei.
10. Conclusão
Nos quatro anos em que pratiquei o cultivo natural, ainda que possa ter havido condições climáticas desfavoráveis na região, mesmo agricultores experientes e estudiosos sofreram com a redução da colheita e a queda da qualidade. No entanto, eu, simples amador, sem arcar com os custos e o trabalho de usar fertilizantes e agrotóxicos, sempre obtive colheitas maiores que as dos agricultores vizinhos; em qualidade, destaquei-me decididamente, a ponto de muitas pessoas de várias regiões virem visitar. Isso prova, sem sombra de dúvida, a verdade absoluta deste método agrícola. Diante da imensa graça de Meishu-Sama, que nos ensinou verdade tão grandiosa, só me resta sufocar em lágrimas de gratidão. Desejo ardentemente que este método agrícola se difunda o mais rápido possível. (Submetido em 9 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
Inscrição em Exposição de Produtos Agrícolas e Conquista do Prêmio do Governador
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Cidade de Jōhana, Distrito de Higashitonami, Província de Toyama
Igreja Média Jinzū, Ueda Tokumachi (41)
Nos últimos anos, principalmente os agricultores conscientes têm se desgastado dia e noite, tateando no escuro em busca de soluções para uma série de problemas: o fardo econômico da compra de antissépticos por causa da ocorrência de pragas, os custos de mão de obra, a deterioração da situação alimentar doméstica devido à redução da colheita, a prevenção da acidificação do solo, a ocorrência de parasitas no corpo humano devido ao uso de fezes humanas, entre outros problemas.
Converti-me em 1949 e, despertando para o evangelho decisivo do método da agricultura natural, ensinado por Meishu-Sama, pratiquei-o nos últimos três anos. Com humildade, apresento aqui um resumo.
No primeiro ano (1950), embora soubesse que aquilo era a verdade, a noção de adubação, firmemente ensinada até então, não me saía do cérebro. A ansiedade quanto ao cumprimento da cota de fornecimento, por sua vez, deixou-me o coração hesitante; por isso, a princípio, implementei experimentalmente apenas 2 tan e 5 se.
A colheita, porém, foi surpreendentemente boa (peço perdão por não ter dados de pesquisa). Assim, em 1951, decidi implementar o método em todas as minhas terras cultiváveis, pensando: "o bem não deve tardar": 1 chō, 3 tan e 5 se de arrozais e 8 se de campos.
No início, como era quase o primeiro ano, as mudas saíram amareladas, finas e curtas; após o transplante, mostraram-se tão frágeis que não se comparavam aos campos com fertilizantes. A má reputação logo se espalhou até pelas aldeias vizinhas, e tornei-me alvo de críticas abertas e veladas.
Mas, como conhecia a verdade, acreditava que um dia compreenderiam, e minha fé não vacilou nem um pouco. Ainda que a colheita diminuísse por um ou dois anos, suportei com paciência.
Então, à medida que o "período do cão" se aproximava, as plantas começaram a crescer vigorosamente, e o estado de desenvolvimento tornou-se quase indistinguível do dos campos com fertilizantes. Ao chegar o período de colheita, até o pior campo, graças ao enchimento dos grãos e à pouca quantidade de grãos quebradiços, rendeu uma colheita inesperadamente boa. Primeiro, a cota de fornecimento foi integralmente cumprida; as críticas feitas durante o período de crescimento também desapareceram aos poucos. A comparação do ano de 1951 (Showa 26) é a seguinte:
Cultivo natural: por tan, 2 koku 3 to 5 sho (primeiro ano)
Com fertilizante: por tan, 2 koku 5 to
Em 1952 (Showa 27), como era praticamente o segundo ano para todas as terras cultivadas, pensei que seria ainda melhor que no ano anterior e pude realizar o cultivo com ainda mais esperança e prazer. Pela graça de Meishu-Sama, as mudas também estavam muito boas, e a opinião geral era de que estavam melhores que no ano anterior; é preciso dizer que o primeiro passo foi um sucesso.
Depois disso, o andamento também foi tranquilo. Quando chegou julho, época de aparecimento da broca-do-arroz, não houve preocupação alguma. Enquanto os agricultores em geral se desdobravam para pulverizar agrotóxicos, que estavam em falta, o cultivo natural quase não sofreu danos; as vigorosas folhas verdes cresciam a cada dia, algo realmente gratificante e digno de agradecimento. Quando finalmente chegou o período de maturação, os campos com fertilizante foram tomados pelo caos, devido aos danos da broca-do-arroz e ao acamamento — um espetáculo verdadeiramente lastimável, digno de pena.
À espera da época da colheita (meados de outubro), pedi ao técnico Kaneda, do escritório de divulgação, e a mais uma pessoa que fizessem a colheita de teste de uma área mediana do arrozal. Eles prontamente atenderam ao pedido, e o resultado foi uma produção de 2 koku 7 to (sendo que a produção normal era de 2 koku 5 to), o que os surpreendeu.
Ademais, o fato de o arroz integral (produção do ano de 1952) exposto na exposição de produtos agrícolas ter recebido a coroa de primeiro lugar também deve ser motivo de orgulho para o método da agricultura natural.
Esta exposição era algo especial, e nem é preciso dizer que também é uma manifestação do entusiasmo pela gestão agrícola. Ao mesmo tempo, é preciso atentar para o seguinte: embora as autoridades provavelmente se esforcem sempre pelo melhoramento de variedades sob uma perspectiva científica, o fato de isso ter sido comprovado hoje pelo cultivo natural causou grande sensação no que diz respeito ao aperfeiçoamento dos métodos agrícolas.
Isto nada mais é do que a manifestação da revolução completa e radical da superstição dos fertilizantes, um dos infortúnios da humanidade, que Meishu-Sama sempre preconiza. A comparação do ano de 1952 (Showa 27) é a seguinte:
Cultivo natural: por tan, 2 koku 7 to
Cultivo com fertilizante: por tan, 2 koku 4 to
Assim, o que pude aprender com a experiência dos últimos três anos é que, quanto menos fertilizante se usa, maior é a taxa de aumento da produção. Consequentemente, ainda que ocorram pragas e doenças nos arrozais vizinhos, não há absolutamente nenhuma preocupação. Ao mesmo tempo, experimentei bem que a ação da toxina do fertilizante, presente nos adubos, é algo verdadeiramente terrível, como os efeitos colaterais da toxina medicamentosa contida nos remédios.
Ainda há pontos, contudo, em que não consigo seguir plenamente a linha dos ensinamentos de Meishu-Sama, e por isso peço sinceras desculpas. Ao mesmo tempo em que me desculpo de coração, pretendo, com base na experiência passada, empenhar-me ainda mais neste ano para não errar na prática dos ensinamentos, e aguardo ansiosamente a chegada da primavera. Meishu-Sama, muito obrigado. Com um texto verdadeiramente tosco no papel, apresento este relatório e, ao mesmo tempo, peço a proteção divina para este ano.
(Apresentado em 17 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
Obtém a honra do arroz de primeira classe do cultivo natural, com aumento anual da produção
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Chikujō-gun, Tsukiyoshi-mura, Kami-Beppu, Fukuoka
Igreja Média Meirin, Tokimoto Shigetoshi (39)
Desde que recebi o Ofuda-Sama há quatro anos, abandonei os medicamentos e, conforme o ensinamento de que "todos os males são processo de purificação", nossa família de nove pessoas tem se tornado cada vez mais saudável, sem nenhuma ansiedade. Tenho me dedicado com afinco à agricultura. Quanto à agricultura, também ouvia o ensinamento de que o método da agricultura natural aumenta a produção; mas, por ser algo tão sem precedentes e por termos muitas nuvens espirituais, não conseguíamos romper facilmente os velhos hábitos arraigados.
Havia também a oposição da família, e não conseguíamos pô-lo em prática. Com a orientação entusiástica do presidente da igreja, do Mestre Honda e de outros mestres, porém, finalmente, a partir do cultivo de arroz de 1950 (Showa 25), pude implementá-lo em toda a área cultivada de pouco mais de 9 tan. Mas as terras que possuía eram de baixa fertilidade natural e fortemente dependentes de fertilizantes; o solo era argiloso ou de terra vermelha, terras consideradas abaixo da média na região.
Em anos normais, a produção era de cerca de 5 fardos por tan, quando muito. Meu pai e outros diziam: "Por que não espera dois ou três anos, usando bastante composto natural para aumentar a fertilidade do solo?" Mas, decididamente, resolvi implementar o método de qualquer maneira.
No início, devido à grande quantidade de toxina do fertilizante, as mudas cresciam mal; mesmo após o transplante para a lavoura principal, e ainda depois da segunda capina, as plantas permaneciam amareladas e finas, causando preocupação incomum entre os membros da família — a ponto de as pessoas da aldeia rirem. Mesmo assim, recebemos a proteção divina; gradualmente a cor voltou e, no outono, surgiram belas espigas.
O perfilhamento, contudo, foi tardio, com muitos perfilhos ineficazes, e a perspectiva era de redução considerável na produção. Mas o resultado da colheita foi melhor do que o esperado. Enquanto a maior parte do arroz com fertilizante era de terceira ou quarta qualidade, o nosso tornou-se de segunda; fomos tão gratos pela proteção divina que a gravamos profundamente em nossos corações, e toda a família se alegrou. Em 1951 (Showa 26), o crescimento das mudas foi muito bom, com excelentes resultados.
Enquanto os campos com fertilizante sofriam com pragas e doenças, e havia grande preocupação com desinfecção e prevenção, graças a Deus nossos arrozais não precisaram de preocupação alguma desse tipo, sofrendo poucos danos de pragas e doenças; as risadas das pessoas da aldeia foram gradualmente diminuindo. No ano passado, 1952 (Showa 27), foi o terceiro ano de cultivo natural.
O crescimento das mudas foi muito bom desde o início e, mesmo após o transplante para a lavoura principal, não havia diferença alguma em relação aos campos com fertilizante. As pessoas da aldeia, que inicialmente riam, chegavam agora a invejar, dizendo: "Se dá para produzir tão bem assim sem colocar fertilizante..." A variedade era 'Asahi', e até então havia uma quantidade considerável de grãos caindo das espigas, razão pela qual muitos não gostavam dessa variedade.
No entanto, no ano passado, durante a colheita, até meu pai se surpreendeu com a pouca queda de grãos. A qualidade do arroz também era decididamente superior. Na hora da entrega, o chefe da cooperativa e os funcionários do armazém ficaram todos surpresos e elogiaram a boa qualidade. Como resultado da inspeção, enquanto havia pouco arroz de segunda qualidade entre o arroz com fertilizante, o arroz da minha casa se destacou e nos foi concedido o privilégio de ser de primeira qualidade.
Agradeço profundamente por isso ser, inteiramente, uma dádiva da ausência de fertilizantes. A seguir, apresento um relatório simples da produção média por tan de cada ano até agora. Ano | Categoria | Por tan | Qualidade | Produção
1949 (Showa 24) | Com fertilizante | " | Terceira | 2 koku
1950 (Showa 25) | Natural 1º ano | " | Segunda | 1 koku 6 to
1951 (Showa 26) | Natural 2º ano | " | Terceira | 1 koku 8 to 5 sho
1952 (Showa 27) | Natural 3º ano | " | Primeira | 2 koku 2 to 5 sho
Acima, a produção média por tan de toda a área cultivada. Quanto ao cultivo, não tenho a menor intenção de desobedecer aos ensinamentos, mas sinto que ainda há muitas falhas no aspecto técnico, e peço sinceras desculpas por isso. Nós, que, ainda mais do que a alegria de termos recebido a vida, somos agraciados com a saúde e passamos dias felizes — que pessoas afortunadas somos! Na agricultura, através do método da agricultura natural, como visto acima, temos recebido aumento de produção a cada ano, e não há palavras para expressar nossa gratidão. Meu desejo é transbordante de levar este precioso Caminho ao conhecimento das pessoas que sofrem no mundo e transmitir os grandes resultados do método da agricultura natural. Apresento este relatório, embora simples. Meishu-Sama, muito obrigado. (Apresentado em 16 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
"É um arroz quase de primeira qualidade" – torna-se exemplo. Arroz de segunda qualidade do segundo ano do método da agricultura natural.
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Kitakatsushikagun, Matsubushiryō-mura, Saitama
Igreja Média Hōsei, Iijima Shin'ichi (45)
Permitam-me relatar os resultados do segundo ano de cultivo natural. Acreditando na experiência do ano retrasado e nos ensinamentos de Meishu-Sama, empenhei-me com entusiasmo para este ano e coloquei em prática. Nós dois cultivamos 8 tan 3 se de arrozal e 6 tan de campo; coloquei uma pequena quantidade de palha, cerca de 40 kan. No ano passado, toda esta região sofreu particularmente com pragas e doenças, e fiquei muito preocupado, mas a variedade precoce rendeu cerca de 5 fardos.
Em geral, o normal era de 3 a 4 fardos, mas obtive resultados superiores. A variedade de meia-estação rendeu 6 fardos, e o máximo foi de 7 fardos. A qualidade era especialmente boa, e as classificações do arroz entregue foram apenas segunda e terceira. Em particular, não havia muitos fardos de segunda qualidade nem mesmo em nossa aldeia, e o inspetor de arroz, levando uma amostra, disse: "É um arroz quase de primeira qualidade".
Entregamos o arroz ruim que foi colhido, mas tudo foi de segunda e terceira qualidade, e as pessoas do mundo começaram a dizer: "Que raro, que misterioso", e recentemente finalmente começaram a se interessar. Nos últimos anos, a purificação das colheitas tem se tornado particularmente intensa, e num momento em que o futuro problema alimentar está envolto em nuvens escuras, renovo minha determinação de avançar com todas as forças para superar a depressão rural através deste método agrícola de Meishu-Sama.
Peço que nos conceda a proteção divina para que possamos atuar ativamente. (Apresentado em 16 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
Cultivo natural: arroz de segunda e terceira qualidade. Com fertilizante: arroz de quarta qualidade. Método da agricultura natural com aumento anual da produção.
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Tarumi-ku, Hirano-chō, Kōbe
Igreja Média Shinshō, Ōmae Seijirō (42)
Apresento o relatório dos resultados do cultivo natural. Este é o meu segundo ano de cultivo natural. Para o viveiro de mudas, no dia 10 de janeiro, piquei a palha crua em pedaços pequenos e fiz a primeira aração; a segunda vez foi no dia 3 de abril. A semeadura foi feita em 28 de abril. Depois disso, todas as manhãs, bem cedo, recebia uma sessão de Johrei. O crescimento foi melhorando dia após dia em comparação com o ano anterior, e a partir de 20 de junho fiz o transplante para a lavoura principal.
Após o transplante, o crescimento deste ano foi realmente bom, quase não diferindo do cultivo com fertilizante, e começou a crescer bem desde o início. Não houve nenhuma praga ou doença, e por volta de 7 de setembro o perfilhamento passou de 17 para 20 hastes, e começou a espigar. O período de espigamento foi dois ou três dias mais tarde do que o cultivo com fertilizante, mas o pleno espigamento foi um ou dois dias mais cedo, e as espigas eram longas, com 7 sun, e o máximo foi de 170 grãos (no cultivo com fertilizante, o máximo foi de 150 grãos).
A colheita foi feita no final de outubro, e a produção foi de 3 koku 2 to por tan, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. O cultivo com fertilizante foi relativamente abundante, mas nas mesmas condições de campo, produziu 3 koku 2 to. No entanto, a qualidade era ruim, sendo de quarta qualidade, enquanto o cultivo natural rendeu arroz de segunda e terceira qualidade, com sabor muito melhor e grãos maiores, e toda a minha família é verdadeiramente grata por isso.
De vez em quando, vamos a outras casas e comemos arroz, e minha família toda comenta que o sabor é ruim e não dá para comer. Acreditamos firmemente que, neste ano, sendo o terceiro ano, nos será concedida uma grande colheita, e toda a família confia na proteção divina de Meishu-Sama. Meishu-Sama, muito obrigado. (Apresentado em 9 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
(C) Nem ventos, inundações ou pragas são problema.
No caso da ausência de fertilizante, as raízes capilares são muito mais numerosas e longas do que no cultivo com fertilizante; por isso, o enraizamento é mais forte. ('Eikō' nº 141)
Quer seja adubo humano ou adubo químico, quando a cultura o absorve, ele se torna tóxico, e essa toxina se torna o alimento das pragas, que se multiplicam. ('Eikō' nº 141)
Não acama nem com tufão, colheita de mais de 9 fardos por tan
'Eikō' nº 79, 22 de novembro de 1950 (Showa 25)
Ogasa-gun, Hijikata-mura, Shizuoka
Igreja Média Eishō, Kusugai Tatsuo (38)
Desta vez, gostaria de relatar minha experiência e impressões sobre o cultivo natural de arroz que realmente realizei. No momento em que recebi o ensinamento do método da agricultura natural, o que passou pela minha mente foi a palavra "sem fertilizante para as plantações", uma palavra que era assustadora até de se dizer. Acreditávamos que o fertilizante era algo equivalente à comida para os seres humanos, e que era o alimento das plantações.
No entanto, embora isso parecesse uma coisa boa, era na verdade uma coisa ruim, indo contra a grande natureza, ou seja, a vontade de Deus. Tendo recebido o ensinamento de que, com o método da agricultura natural, poderíamos receber as bênçãos mesmo diante de qualquer desastre de vento ou água, implementei-o em um arrozal de cultura única, de solo macio, que no ano passado teve cerca de dois terços acamados. Escolhi a variedade tardia 'Taisho Akaho', que tem o colmo mais longo e é fraca contra doenças.
A época da semeadura no viveiro se aproximava. Coloquei palha cortada em pedaços de cerca de 1 sun no canteiro, fiz o Johrei das sementes e semeei 1 go por tsubo em 7 de maio. O viveiro era, obviamente, um viveiro de arrozal alagado, e a germinação ocorreu alguns dias depois. As mudas, porém, eram excessivamente finas, e já nessa época comecei a me preocupar com o futuro. Dia após dia, foram ficando um pouco mais viçosas, mas ainda um tanto amareladas; em meio à ansiedade, a época do transplante se aproximou.
A área do campo de implementação era de 3 se 1 bu, e coloquei 10 amarrados de capim verde dentro dela. Enquanto me dedicava a esse trabalho, lembro-me até hoje da inexplicável sensação de alívio em meu coração. Já era a estação das chuvas; quando chegou a oportunidade perfeita para o transplante, com uma chuva fina caindo, em 2 de junho concluí o transplante em segurança, ajoelhei-me diante do altar divino e orei com fervor.
Como método de transplante, plantei em fileiras retas, com espaçamento de 1 shaku 3 sun entre fileiras e 5 sun entre plantas, plantando principalmente uma muda por cova. A primeira capina foi realizada em 3 de julho. Por essa época, não havia diferença em relação aos arrozais vizinhos com fertilizante, e era o momento de grande preparação mental para a purificação que viria. Após essa primeira capina, apliquei composto natural feito com água limpa (meio maduro, na época de melhor cheiro), a uma taxa de cerca de 70 kan por tan.
A partir de cerca de 10 de julho, as plantas começaram a apresentar uma coloração amarelada gradual, e por volta de 20 de julho a purificação era a mais intensa. Pensei que era a época de maior sofrimento e, por isso, realizei especialmente o Johrei todos os dias.
Naquela época, meu coração também vacilava bastante, e cheguei a pensar em usar fertilizante. Mas, cada vez que isso acontecia, eu despertava o coração para Meishu-Sama, lembrava-me calmamente dos ensinamentos e acreditava que aquilo era uma purificação devido à toxina do fertilizante. Imaginando as ondas douradas do arroz que logo amadureceriam, eu prosseguia sem me desviar do caminho.
Em 23 de julho, fiz a segunda capina, e cerca de uma semana depois as plantas gradualmente começaram a ganhar cor verde, retornando ao estado original da variedade Akaho. Gostaria de relatar sobre o perfilhamento: em 18 de julho, havia de 10 a 13 perfilhos; em 7 de agosto, de 15 a 20 perfilhos. Como ouvi dizer que, com fertilizante, os perfilhos tardios são ineficazes, contei e memorizei uma touceira para testar. No momento da colheita, vi que não havia nenhum perfilho ineficaz, e todos estavam bem granados.
No final de julho, não havia mais necessidade de sacha, e restava apenas desfrutar do outono da colheita. Por volta dessa época, começou a temporada de tufões, a mais temida pelos agricultores, e essa preocupação voltou a ser intensa. Como previsto, fomos atingidos; aqui e ali, testemunhei a tristeza do acamamento e ouvi gritos de dor. No entanto, que coisa mais grata! Apesar de ser um arroz que, com fertilizante, certamente teria acamado, nem uma única touceira acamou.
Este arroz, com 3 shaku 8 ou 9 sun de altura, não ter acamado nem uma touceira — o que mais poderia ser senão um milagre?
A época em que, sob o sol escaldante do meio-dia, suávamos em bicas capinando, com as folhas do arroz avermelhadas, e sofrendo tanto no corpo quanto na mente, passou sem que percebêssemos. Chegou a época da colheita, com uma brisa fresca pela manhã e à tarde. Quando coloquei a foice para cortar as raízes, os colmos estavam tão duros que pareciam exatamente "kaya" (capim). Foi a primeira vez que senti isso. Compreendi que, com um arroz como este, não havia preocupação com acamamento ou pragas e doenças. A seguir, apresento a produção real.
1. Variedade: Taisho Akaho
2. Viveiro: a) Viveiro de arrozal alagado; b) Semeadura: 1 go por tsubo; c) Área do viveiro por tan: 12 tsubo
3. Composto natural: 70 kan por tan (composto natural feito com água limpa)
4. Transplante: a) Fileiras retas, espaçamento entre fileiras 1 shaku 3 sun, entre plantas 5 sun; b) Data do transplante: 20 de junho; c) Número de mudas: 1 ou 2 mudas
5. Sacha e capina: Primeira vez: 3 de julho; Segunda vez: 22 de julho
6. Perfilhamento: a) 18 de julho: 10-13 perfilhos; b) 7 de agosto: 15-20 perfilhos
7. Colheita: a) Peso bruto por tsubo: 2 sho 1 go; b) Peso de arroz integral por tsubo: 1 sho 2 go 5 shaku; c) Colheita por tan: 9 fardos 1 to 5 sho; d) Aumento de 2 fardos 1 to 5 sho em relação à maior colheita anterior por tan
O resultado foi o acima descrito, e fiquei surpreso com a produção inesperada. A produção é maior do que aparenta porque os colmos são mais duros que os do cultivo com fertilizante. Assim, ainda que o peso das espigas seja o mesmo, elas não pendem como naquele sistema, e creio que isso se deva à maturação completa de todos os grãos. Este método da agricultura natural, que proporciona produção inesperada de grãos sem receio de ventos, inundações, pragas e doenças, é verdadeiramente o segredo do aumento da produção alimentar concedido por Deus. Sinto-me profundamente convencido disso e, acima de tudo, acredito que a "experiência" e a prática são mais importantes que a teoria. Meishu-Sama, muito obrigado. (Apresentado em 22 de novembro do ano 25 de Showa, 1950)
O cântico de vitória do terceiro ano do brilhante método da agricultura natural
'Eikō' nº 141, 30 de janeiro de 1952 (Showa 27)
Miyazaki-gun, Kiyotake-chō, Miyazaki
Igreja Grande Kōhō, Nagatomo Toshiyuki (27)
Permitam-me relatar, em linhas gerais, o andamento do terceiro ano do cultivo de arroz irrigado.
O plantio do arroz terminou sem problemas, e o estado de crescimento não diferia muito do geral. No primeiro e no segundo ano, as plantas desbotavam principalmente nessa época, e sofremos vários ataques e críticas severas de toda parte. No terceiro ano, finalmente, os aldeões diziam: "Se der certo este ano, é de verdade. Se não der, use fertilizante." Outros, com rancor, opunham-se: "Se der certo este ano, eu dou minha cabeça." Hoje em dia, o sangue e o suor dos agricultores são gastos em fertilizantes.
"Cultivo sem fertilizante, 'cultivo natural'? O que é isso? Para onde vai o nosso senso comum agrícola de que o aumento da produção está nos fertilizantes?" Seria essa a raiz que se transforma em ódio? Acreditei que o método da agricultura natural é a própria materialização da verdade. Ao perceber que este é o único caminho para o qual os agricultores devem convergir no futuro, e que recebo a honra de mostrar a palavra de Deus através dos fatos, a oposição violenta serviu para me dar ainda mais coragem.
Meishu-Sama, verdadeiramente muito obrigado. De todo o coração, rogo pela proteção divina e prostro-me diante do altar divino.
Até o final da capina, a altura era menor que a das demais lavouras, mas, ao entrar no período de espigamento, tornou-se decididamente superior. A partir dessa época, houve grande incidência de pragas e doenças nos arrozais com fertilizante em geral; as pessoas lamentavam que os agrotóxicos estivessem em falta, embora tivessem sido encomendados, e os danos se expandiam cada vez mais. A expectativa geral era de redução de 50% na produção. O meu arroz, porém, tinha cor viva e se destacava das demais lavouras aos olhos de qualquer um.
Em 14 de outubro, fomos atingidos pelo tufão Ruth. Fustigado por ventos violentos, com velocidade máxima superior a 50 metros, o arrozal com fertilizante foi arrasado, sem deixar vestígios. Em meio a isso, o campo de cultivo natural distinguia-se claramente mesmo à distância, com cor viva, e todos erguiam a cabeça com orgulho. Diante daquele crescimento firme e inabalável, o que terão os aldeões percebido, unânimes em sua admiração?
Continuarão a pensar que a ocorrência de pragas e doenças e os danos do tufão são apenas acidentes? Nós, porém, recebemos ao nosso redor a graça e a manifestação de Deus. Método da agricultura natural (3 anos, sem fertilizante) | Método agrícola geral (com fertilizante)
1. Estado de crescimento das mudas: Cor viva, colmos duros, raízes capilares grossas e robustas. | Coloração verde-escura, crescimento irregular, colmos fracos e com crescimento excessivo, raízes capilares finas e fracas.
2. Método de transplante na lavoura principal: Plantio retangular, 1 shaku 1 sun de largura, 5 sun de comprimento.
3. Estado de crescimento após o transplante: Devido ao vigor das raízes capilares, o pegamento é bom e o crescimento é regular. A cor torna-se temporariamente verde-claro. | Crescimento excessivo e fraco, pegamento ruim. Devido ao estresse do transplante, é comum haver mudas de reserva.
4. Capina e manutenção: Solo macio (por razões familiares, não coloquei nem uma palha no meu), fácil de capinar, poucas ervas daninhas. | Solo duro (o fertilizante endurece o solo), muitas ervas daninhas.
5. Perfilhamento (por touceira): Média de cerca de 20 perfilhos. | Média de cerca de 22 perfilhos.
6. Período de espigamento: Nenhum perfilho ineficaz. | Muitos perfilhos ineficazes, cerca de 10% ineficazes.
7. Número de grãos por espiga: Média de 135 grãos. | Média de 70 a 90 grãos.
8. Pragas e doenças: Nenhuma. | Cigarrinha, doença da folha branca, brusone. Em locais com pouca ocorrência, 30%; em locais com muita, 80%.
9. Danos de vento (tufão Ruth, 14 de outubro): Inclinação de cerca de 50% (especialmente, numa área de cerca de 5 tsubo onde os aldeões jogaram fezes e urina no ano passado, o arroz caiu claramente). | Muitos colmos quebrados, 80-90% de danos.
10. Colheita: Produção de arroz em casca: 11 fardos por tan (produção normal de cerca de 10 fardos). | Produção de arroz em casca: 6-7 fardos por tan (produção normal de cerca de 10 fardos).
11. Qualidade: Excelente. Descascamento: pouco mais de 60% de arroz integral. Sabor bom, diferença notável em relação ao arroz com fertilizante. | Muitos grãos quebrados. Descascamento: 40-50% de arroz integral. (Apresentado em 22 de janeiro do ano 27 de Showa, 1952)
Relatório sobre a situação do cultivo de arroz que não acamou com a chuva do tufão Ruth
'Eikō' nº 141, 30 de janeiro de 1952 (Showa 27)
Iki-gun, Ishida-chō, Ishida-Higashizuru, Nagasaki
Igreja Média Nankō, Takematsu Yasuo (46)
Permitam-me relatar a experiência e as impressões que tive com o cultivo natural de arroz, realizado no outono de 1951 (Showa 26).
Quando recebi o ensinamento do método da agricultura natural, a palavra que me veio à mente foi "sem fertilizante para as plantações" — palavra pela qual sou grato até mesmo por pronunciar. Acreditávamos que o fertilizante era algo equivalente à comida dos seres humanos, o alimento das plantações. No entanto, embora parecesse uma coisa boa, era na verdade nocivo, pois ia contra a grande natureza, isto é, a vontade de Deus.
Tendo recebido o ensinamento de que, com o método da agricultura natural, poderíamos receber bênçãos mesmo em qualquer desastre de vento, água ou praga, sigo os ensinamentos há exatamente três anos. Como de costume, meu arroz tem cerca de 2 shaku 5 sun de altura e cor amarelada. Os arrozais com fertilizante dos vizinhos, separados apenas por uma leiva, são de cor preta e têm de 3 a 4 shaku de altura.
Enquanto várias pragas aparecem e eles pulverizam vários agrotóxicos, ouço coisas como: "Sem gastar um centavo de fertilizante, apenas juntando as mãos, o que se pode fazer? Olhe a cor, não é uma cor pálida antes mesmo de espigar?" ou "Como é um campo de Deus, não há insetos? Ficam viajando para a filial, igreja central, e o que se pode fazer?" Eu deixava passar, mas o arroz deles não tinha as espigas todas formadas e era de um preto profundo.
Como estava tudo entregue a Deus, pensei que, na hora da colheita, o bem e o mal se revelariam. Então, no dia 14 de outubro, com a chuva do tufão Ruth, o arroz com e sem fertilizante foi claramente separado. O arroz com fertilizante, com as espigas ainda não totalmente formadas, quebrou-se pela raiz; a palha apodreceu, os grãos murcharam e as espigas tardias eram apenas grãos verdes. Depois disso, com a chuva fina, os que até recentemente falavam mal agora diziam em coro: "O que será que vai acontecer?
Como estava com insetos, foi todo derrubado pelo vento forte, os grãos brotaram verdes, e nem o gado come a palha." No entanto, meu arroz de 7 tan, graças a Deus, permaneceu como antes do tufão. Que coisa mais grata! Embora fosse um arroz que, com fertilizante, certamente teria acamado, o não ter acamado — o que mais poderia ser senão um milagre? À primeira vista, com postura ereta e imóvel, como ondas douradas, parece que as espigas estão acenando para que venham colhê-las logo.
Quem não conhece o cultivo natural pensa que o arroz deste ano, por ter pragas e ter sido atingido pelo tufão, acamou. No entanto, conforme os ensinamentos de Meishu-Sama, as pragas surgem dos fertilizantes; como os tipos de fertilizantes aumentaram, também aumentaram os tipos de insetos. Isso é um fato que experimentei no cultivo de arroz deste ano. Como minha esposa não tinha onde despejar o adubo da privada, ela o carregou para um arrozal de cerca de 3 se, usando-o como depósito de adubo, antes e depois do transplante.
Quando chegou a época do espigamento, não só cigarrinhas, mas vários tipos de pragas apareceram em massa, e em dois ou três dias tudo foi destruído. Por isso, pedi desculpas a Deus e queimei tudo, tendo essa experiência. De agora em diante, pretendo cavar um buraco, como um poço, no meio da montanha para despejar o adubo da privada.
Nós, agricultores, recebemos a grande verdade claramente revelada por Meishu-Sama. Portanto, considero nossa missão utilizar e pesquisar amplamente essa verdade, avançando para o desenvolvimento e mais desenvolvimento. No terceiro ano sem fertilizante, estou implementando vários métodos de cultivo de forma experimental, mas gostaria de relatar os resultados em outra ocasião. Meu cultivo natural finalmente se tornou o centro das atenções aqui na região, e as pessoas interessadas o observam com bastante atenção.
Não demorará muito para que eles também sejam forçados a se curvar diante desta verdade da natureza. Espero que esta grande revolução agrícola se espalhe até mesmo para as áreas montanhosas mais remotas, e me empenho com esforço, aguardando um grande salto de desenvolvimento. Desejo ardentemente que os agricultores do mundo implementem o mais rápido possível este cultivo natural, baseado na grande verdade de Meishu-Sama, e desfrutem das bênçãos da grande natureza. Muito obrigado por toda a proteção divina.
(Apresentado em 8 de novembro do ano 26 de Showa, 1951)
Arroz de quatro anos de cultivo natural, resistente ao mau tempo, assume integralmente a cota de arroz para fornecimento da cidade
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Bairro de Higashimachi, Cidade de Ōhata, Distrito de Shimokita, Província de Aomori
Igreja Média Jukkō, Kumazawa Kumakichi (68 anos)
Em dezembro de 1947, aos 62 anos de idade, recebi a graciosa proteção do Senhor e, seguindo os ensinamentos de Meishu-Sama, pratiquei a agricultura natural em todas as minhas terras cultiváveis — 1 chō 1 tan de arrozais e 2 tan 5 se de campos — durante quatro anos. Aqui apresento o relatório. No ano passado, o ano fiscal de Showa 27 (1952), a purificação do clima foi rigorosa e, nesta região de Shimokita, nos campos com fertilizantes, houve grande quebra de safra, a ponto de nem as sementes serem colhidas.
Na área de Ōhata, a média ficou em cerca de metade de uma safra normal, com colheita de 6 a 7 to por tan. Em minha propriedade, porém, onde adoto a agricultura natural, um trecho de 4 tan 9 se, por falta de água, teve a terra dura e rachada, a ponto de não ser possível nem capinar adequadamente; a colheita saiu um pouco inferior à do ano anterior. Nos outros 6 tan 1 se, contudo, a colheita superou a do ano anterior, com média de pouco mais de 2 koku por tan — uma excelente produção.
Assumi a maior parte da cota de arroz destinada ao fornecimento da cidade de Ōhata, sendo o primeiro a completá-la em todo o distrito. Recebi então, em nome dos fornecedores, uma carta de agradecimento e um presente comemorativo do prefeito. Meishu-Sama, muito obrigado, de verdade. Este é o quinto ano; dedicar-me-ei ainda mais a praticar os ensinamentos, esforçando-me para que os agricultores que usam fertilizantes, perdidos e sofrendo, despertem o quanto antes.
Desejo ainda resolver a escassez de alimentos o mais rápido possível, para que as pessoas comam à vontade alimentos deliciosos, livres dos venenos dos fertilizantes. Com a agricultura natural, os agricultores economizam em fertilizantes e mão de obra, libertam-se das dificuldades econômicas pelo aumento da produção e, além disso, podem deixar a seus filhos e netos campos limpos, sem venenos. Creio que isso é a maior felicidade e a maior alegria.
Transbordo em lágrimas de alegria pela graça da agricultura natural. Em 9 de setembro do ano passado, sob a orientação dos senhores Professores, pessoas das regiões de Kamikita e Shimokita, da Província de Aomori, de Ōminato, Sannohe, Tago, Tanabu, da região de Yoichi, em Hokkaidō, e da cidade de Ōdate, na Província de Akita, vieram até aqui, a Ōhata, no extremo norte de Honshū, para observar o crescimento do arroz irrigado no quarto ano de agricultura natural.
Foi realmente uma graça, e agradeço do fundo do coração. Depois da observação, passamos a uma reunião informal. Nessa ocasião, uma pessoa influente de Ōhata, o agricultor Yoshida Tetsunosuke, dedicado ao cultivo com fertilizantes, disse: "Hoje, ao ver o arroz irrigado da agricultura natural do Sr. Kumazawa, fiquei verdadeiramente impressionado.
Apesar do mau tempo como o deste ano, o campo vizinho, separado apenas por uma divisa, que usa fertilizantes, teve meia safra ou até três décimos de safra; a agricultura natural do Sr. Kumazawa, porém, não apresentou doença alguma e produziu mais que o dobro de uma safra normal. Fiquei completamente surpreso.
Na verdade, quando o técnico Kanasaki, do Departamento de Estatística do Ministério da Agricultura e Florestas, esteve aqui, recomendou-me a agricultura natural durante três anos, mas eu sempre reagia: 'Como poderia o cultivo com fertilizantes perder para o cultivo sem fertilizantes?' E pesquisei vários métodos de cultivo. Hoje, porém, neste exato momento, vi com meus próprios olhos que sou completamente inferior ao cultivo sem fertilizantes; tiro o chapéu e me rendo de coração.
Se o Sr. Kanasaki estivesse aqui agora, compraria saquê e me desculparia; mas, como foi transferido para Hokkaidō, não há o que fazer. Enviarei uma carta de desculpas imediatamente e, a partir do ano que vem (1953), mudarei para a agricultura natural. Peço que façam o mesmo." Ele repetiu isso duas ou três vezes. O Sr. Yoshida ainda não se converteu, mas, ao ouvir essa história, meus olhos se aqueceram. Como está nos ensinamentos de Meishu-Sama, o mundo é uma luta entre o bem e o mal.
E ambos os lados aumentam suas forças, em confronto acirrado. No entanto, ao praticar os ensinamentos de Meishu-Sama, percebi pela primeira vez que o bem salva o mal. Meishu-Sama, muito obrigado, de verdade. Como os ensinamentos são naturais em todos os aspectos, seguindo o ensinamento de que a lavoura de outono é boa para os arrozais, pensei em fazer, de alguma forma, a lavoura de outono em um dos locais (os campos de arroz estão divididos em quatro lugares) no ano fiscal de Showa 26 (1951).
No final de novembro, cortei a palha, contratei trabalhadores e comecei a lavoura de outono. Na tarde desse dia, nevou; pensei que um dos campos ficaria por arar, mas os trabalhadores se esforçaram e conseguiram terminar a aração. Logo depois, a neve se acumulou e não derreteu mais. Esse local onde a lavoura de outono foi feita teve resultado especialmente bom no ano passado.
No ano passado, com a intenção de fazer a lavoura de outono em toda a área, debulhei metade, cortei a palha com uma máquina e a espalhei em cerca de metade dos campos, realizando a lavoura de outono. Depois, nevou um pouco; mas, enquanto debulhava o restante, a neve derreteu e, por volta dos dias 25 e 26 de novembro, o tempo melhorou. Pensei que, nesse passo, seria possível fazer a lavoura de outono em toda a área. Cortei a palha, contratei trabalhadores e trabalhamos nos dias 28, 29 e 30.
Na noite do dia 30, nevou nas montanhas ao redor, mas não havia neve nos campos. No dia 1º de dezembro, fui instruído: "Se não aumentar o número de trabalhadores em dois ou três, este bom tempo pode não esperar." Então, aumentei o número de trabalhadores. Na tarde desse dia, o frio era intenso, e a terra, congelada, endurecia sob a enxada, a ponto de não ser possível trabalhar; mas, finalmente, até tarde da noite, conseguimos arar toda a área. No dia seguinte, a neve acumulou mais de 30 cm e, por fim, tornou-se neve permanente.
Em ambos os anos, a lavoura de outono foi abençoada com bom tempo, e até os trabalhadores ficaram surpresos. Meishu-Sama, muito obrigado por fazer até mesmo os trabalhadores não convertidos sentirem a grandeza do Seu poder. Diante dos inúmeros ensinamentos graciosos e da grandeza do Seu poder, vendo as pessoas ao redor serem salvas uma a uma, só posso chorar de emoção.
De agora em diante, peço do fundo do coração que me perdoe ainda mais pelos meus pecados e me permita servir, por meio da agricultura natural, na obra divina da construção do Paraíso Terrestre. (apresentado em 15 de janeiro do ano 28 de Showa, 1953)
Outono Feliz
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Cidade de Matsuyama, Distrito de Yoshifuji, Província de Ehime
Igreja Média Shinkō, Takada Kōichi (40 anos)
Meishu-Sama, desde minha conversão, tenho recebido inúmeras proteções divinas; apresento meus sinceros agradecimentos. Desta vez, obtive resultados extremamente bons com a agricultura natural e humildemente apresento este relatório. Em 18 de maio de 1952, Mestre Harada Kiyoko, da Filial Komaki, veio de Nagoya e contou-me várias histórias valiosas sobre a agricultura natural, insistindo para que eu mudasse toda a área. Eu me sentia ansioso. Depois de pensar muito, decidi entregar tudo a Deus e prometi ao Mestre que mudaria toda a área de 4 tan 3 se para a agricultura natural.
Primeiro, preparei o terreno e semeei no viveiro de mudas, mas o crescimento foi ruim. Comparadas com as que usam fertilizantes, eram tão pequenas que pareciam frágeis, e fui ridicularizado pelos vizinhos. Eu também ficava ansioso, preocupado se conseguiria transplantá-las com segurança. Lia o jornal 'Eikō', perguntava várias coisas ao Mestre e me apegava fervorosamente a Meishu-Sama. Quando o transplante se aproximou, as mudas ainda estavam pequenas e parecia impossível amarrá-las. Todos os dias, eu ia ao viveiro e continuava a fazer Johrei com devoção. Os vizinhos riam às escondidas, mas eu pensava: "Esperem só para ver." Graças a isso, finalmente consegui amarrar as mudas. Fiquei surpreso com o bom desenvolvimento das raízes na época do transplante.
Com o passar dos dias, os arrozais com fertilizantes cresciam viçosos e verdes, mas os meus estavam amarelados, tornando-se motivo de riso para os vizinhos. Alguns, com ar de bondade, chegavam a me recomendar fertilizantes. Eu, porém, entendia que aquilo era a purificação do veneno dos fertilizantes, sobre a qual o Mestre me falara, e, com temor, fazia Johrei. No início de agosto, finalmente percebi que estavam crescendo. O arroz estava muito mais firme e resistente em comparação com o que usava fertilizantes.
No ano fiscal de Showa 27 (1952), nos arrozais com fertilizantes surgiram pragas como a broca do arroz de duas e três gerações, uma após a outra, e houve grande agitação com a aplicação de G.S. e Charehoridoru para desinfecção. Meu arrozal também teve um pouco de broca de duas gerações; consultei então o Mestre Funabashi, que me disse: "A desinfecção é ruim, é melhor não fazer de jeito nenhum." Assim, parei. Finalmente, chegou o outono e os grãos começaram a dourar.
Os arrozais com fertilizantes apresentavam cor esbranquiçada e estavam muito ruins, enquanto os meus estavam realmente dourados; os vizinhos começaram a notar e a dizer: "O arroz da sua casa é bonito, não tem sinal de pragas." As pessoas que usavam fertilizantes, gastando muito com adubos e desinfecções, acabavam tendo mais pragas; meu arrozal, sem desinfecção, tinha menos. Compreendi claramente, conforme os ensinamentos de Meishu-Sama, o mal do veneno dos fertilizantes.
Comecei a colheita e, ao cortar o arroz, fiquei impressionado com a beleza dos grãos. As pessoas que usavam fertilizantes se surpreendiam: "O arroz da sua casa é lindo!", como se fosse a primeira vez. A quantidade de grãos foi semelhante à do ano anterior. Nos arrozais com fertilizantes da vizinhança, os melhores produziam 7,5 e raramente 8 sacas; os piores, cerca de 5. Eu também descasquei o arroz. E o que aconteceu? O arroz era tão bonito que as pessoas que me ajudavam o elogiavam.
Terminada a descasca, verifiquei: havia 8 sacas por tan. Naquela hora, a alegria foi tamanha que me afoguei em lágrimas de felicidade e, imediatamente, prostrei-me diante do altar e agradeci a Meishu-Sama. Quando finalmente fui inspecionado para a entrega, o arroz das pessoas que usavam fertilizantes foi classificado como de quarta ou quinta qualidade; o meu passou todo como de terceira qualidade. Diante de tantos benefícios materiais, só pude chorar de emoção.
De agora em diante, embora não possa retribuir nem um décimo-milésimo da graça recebida, transmitirei a tantas pessoas quanto possível o método ensinado por este precioso Caminho. Por favor, agricultores de todo o país, mudem o mais rápido possível para a agricultura natural, abandonando os fertilizantes caros. Quero afirmar que não há absolutamente nenhum outro caminho para a salvação dos agricultores. Lamento não poder escrever nem um décimo-milésimo do que penso. Meishu-Sama, muito obrigado, de verdade. Apresento meus agradecimentos.
Por favor, continue a nos guiar. (apresentado em 26 de janeiro do ano 28 de Showa, 1953)
Sem danos de pragas, fornecimento excedente recorde na aldeia; "Agricultores que usam fertilizantes" lamentam os danos da brusone
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Vila de Gokashō, Distrito de Shimoikawa, Província de Toyama
Igreja Média Shinmei, Nagai Genji (31 anos)
Converti-me em maio de 1948 e, desde então, tenho recebido proteção divina além do que mereço, vivendo dias de gratidão, dia e noite.
Na época da conversão, ouvi falar sobre a agricultura natural (mas, como em 1948 nossa região era uma área de arroz precoce, o viveiro já havia sido feito no início de abril). A partir do ano seguinte, 1949, mudei toda a minha área cultivável de pouco mais de 1 chō 2 tan para o cultivo natural. Durante esse período, recebi inúmeras proteções divinas e, especialmente no ano fiscal de Showa 27 (1952), apesar da má safra em nossa região, obtive uma colheita de safra normal (cerca de 2 koku 4 to por tan), e aqui apresento este relatório.
No ano passado, nossa região sofreu os piores danos de brusone de toda a província, com uma lamentável redução de 80% a 35% em relação à safra normal (segundo investigação das autoridades). Houve agricultores que, longe de poderem fornecer, nem sequer tinham arroz para o próprio consumo. Com a quebra geral da safra, foi inevitável a redução da cota de fornecimento e, consequentemente, as dificuldades econômicas dos agricultores só aumentaram.
Seguindo os ensinamentos, os arrozais onde pratiquei o cultivo natural quase não tiveram danos (embora houvesse mais grãos chochos que o normal). Os moradores da vila paravam para apanhar as espigas e observar; outros nos faziam as mais diversas perguntas. Tornou-se o assunto mais comentado da vila, o centro das atenções.
Graças a isso, fizemos um fornecimento inicial mais modesto que o do ano anterior, conforme previsto. Ele, porém, superou a cota determinada pelas autoridades da vila, e ainda a excedemos em mais de 7 koku, alcançando o melhor resultado da vila. Ao mesmo tempo em que posso ajudar, nem que seja um décimo-milésimo, na construção do Paraíso Terrestre, que é o plano de Meishu-Sama, anseio ardentemente, em alta voz, que esta agricultura natural, que demonstrou resultados tão grandiosos na prática, seja compreendida por todas as pessoas do mundo, convertidas ou não, que ainda não a praticam. Pois ela é a chave para transformar o campo em um paraíso e uma grande boa nova. Acima, apresento um relatório parcial dos resultados, embora de forma rudimentar. Meishu-Sama, obrigado pela proteção divina. (apresentado em 13 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
Sem se abater com a submersão de mais de dez dias, recebo o dobro da bênção do cultivo com fertilizantes
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Cidade de Hozumi, Distrito de Motosu, Província de Gifu
Igreja Média Seirei, Hirose Masayuki (44 anos)
Esta região é uma vila que se estende de norte a sul, tendo como centro a Estação Hozumi da Ferrovia Nacional. É uma região produtora de sementes de trevo-roxo (renge) conhecida em todo o país. Após a guerra, com o cultivo de colza para alimentação e o de trigo, muitas terras da vila são de dupla colheita.
No ano fiscal de Showa 27 (1952), o arroz natural permaneceu submerso por mais de dez dias logo após o transplante, a ponto de eu pensar que não haveria colheita alguma. Mas fui abençoado pelo clima que se seguiu e, ainda que pouco, pude colher. Sou grato por isso. Este é o meu quarto ano de cultivo natural. Graças a Deus, meu pai trabalha com saúde, de modo que eu praticamente deixo a agricultura com ele e meus filhos, enquanto viajo para as regiões de Chūgoku e Shikoku, ajudando apenas quando volto para casa.
Assim que o tempo melhorou, creio que os que usam fertilizantes aplicaram adubos de efeito rápido. Eu, porém, apenas coloquei palha picada na aração. Recebi a bênção de uma média de pouco mais de 6 sacas por tan em toda a área de 1 chō 2 tan. Ouvi dizer que, entre os que usam fertilizantes, houve também casos com média de cerca de 3,5 sacas. Foi uma situação lamentável para os que usam fertilizantes, com danos de enchente e pragas no início do outono. Penso que isso só foi possível graças ao cultivo natural.
Especialmente em um campo de cultura única, recebi a bênção de 7 sacas e aprendi claramente que, daqui em diante, só a cultura única é viável. Ouvia falar de muitas colheitas em vários lugares e me sentia envergonhado; mas, ao visitar o santuário por ocasião do Culto do Início da Primavera (Risshun-sai), ouvi Meishu-Sama dizer: "É possível colher cerca do dobro do que se colhe com fertilizantes." Percebi, então, que Ele me permitiu obter cerca do dobro da colheita nesta região. Peço desculpas pelo atraso, mas apresento o relatório tal como aconteceu.
Meishu-Sama, muito obrigado. (apresentado em 10 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
(2) Eu fiz sem composto natural
O pior é colocar folhas de grama nos arrozais; é melhor abandonar isso definitivamente. ('Eikō' nº 198)
Usar palha é para aquecer a terra; pode ser usado em regiões frias, mas não é necessário em regiões temperadas. ('Eikō' nº 198)
Após quatro anos de cultivo natural, até mesmo o composto natural se torna desnecessário
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Ogasa-gun, Hijikata-mura, Shizuoka
Igreja Média Eishō, Kusugai Tatsuo (42 anos)
Fui curado de uma doença estomacal de longa data e tive permissão para me converter. Apresento meus sinceros agradecimentos pelas inúmeras proteções divinas recebidas nos sete anos seguintes. Há alguns anos, recebi os ensinamentos sobre a agricultura natural e, embora acreditasse na proteção divina de Deus, estava preso a conceitos pré-estabelecidos. Na época, com grande ansiedade e medo, ainda assim pratiquei e recebi proteções divinas que superaram minha imaginação. Apresento minhas desculpas e agradecimentos.
Após quatro anos de prática, recebi bênçãos cada vez maiores. Relato agora a situação real do arroz irrigado no ano fiscal de Showa 27 (1952). Primeiro, falarei sobre a situação do viveiro. Recebi o ensinamento de que "com o passar dos anos, o veneno dos fertilizantes diminui e até mesmo colocar palha se torna desnecessário". No ano passado, a terra também ficou muito macia, então não usei nada, apenas preparei o solo e semeei.
O crescimento posterior não apresentou nenhuma alteração, apenas uma coloração um pouco amarelada (em comparação com os campos com fertilizantes), mas, como era algo comum nos anos anteriores, não me preocupei, e chegou a época do transplante. O perfilhamento foi bom, com cerca de três hastes, e fiquei especialmente surpreso com a firmeza das mudas.
Não usei nem um fio de palha no campo principal e fiz o transplante sem problemas em 10 de junho. O crescimento não foi de forma alguma inferior ao dos campos com fertilizantes ao redor. Não houve problemas de pragas ou doenças que merecessem preocupação, e chegou a época da colheita. A seguir, registro a colheita real após o beneficiamento.
1. Variedade: Taisho Akaho (cultivo contínuo por quatro anos)
2. Viveiro: (a) Viveiro em campo de arroz (b) Quantidade de sementes: 1 gō por tsubo (c) Área do viveiro por tan: 13 tsubo
3. Transplante: Plantio quadrado (9 sun), 1 haste por cova
4. Cultivo intermediário: 2 vezes
5. Perfilhamento: 18 a 20 hastes
6. Peso de 1 shō de arroz beneficiado: 410 momme
7. Rendimento por tan: 8 sacas 3 to
O resultado foi o descrito acima. O rendimento por tan dos campos com fertilizantes na região foi de 7,5 sacas. Quando vi esta colheita, sem usar nem um pouco de composto natural ou mesmo um fio de palha no ano passado, pensei: "Que necessidade de fertilizantes?" Isso me fortaleceu ainda mais a convicção, e me foi provado que não existe método agrícola mais celestial do que este, que reduz gradualmente o trabalho. Com uma vontade ainda mais forte, esforçar-me-ei para que todos compreendam o mais rápido possível, ao mesmo tempo em que clamo pela revolução agrícola. Desejo retribuir, nem que seja em parte, ao coração de Meishu-Sama, e humildemente peço Sua proteção divina, ao mesmo tempo em que apresento este relatório de agradecimento por esta bênção. Meishu-Sama, muito obrigado. (apresentado em 16 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
O campo sem composto natural obteve o melhor resultado
'Eikō' nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Vila de Matsubuseri, Distrito de Kitakatsushika, Província de Saitama
Igreja Média Hōsei, Yamazaki Tōichi (54 anos)
Humildemente, apresento o relatório do segundo ano de cultivo natural. No ano retrasado, mudei toda a área de pouco mais de 1 chō 3 tan e, tendo recebido resultados melhores que o esperado, no ano passado pratiquei com confiança. Em minha casa não há mão de obra suficiente; somos apenas três trabalhadores efetivos e, além disso, os campos estão espalhados por uma área extensa, não sendo possível fazer os cuidados desejados. Havia cerca de 3 tan de cultivo completamente sem fertilizantes.
No restante, coloquei um pouco de palha e, contrariando os ensinamentos, cerca de 50 kan de grama verde por tan. O viveiro correu melhor do que no primeiro ano, e o crescimento após o transplante também foi bom. No entanto, inesperadamente, ocorreram pragas e doenças em toda a região. Os campos com fertilização comum tiveram redução de 1,5 a 2 sacas em relação ao ano retrasado. Graças a Deus, o arroz precoce rendeu cerca de 4,5 sacas. Os campos com fertilização comum não passaram de 3 a 4 sacas.
Achei que o arroz precoce produziu pouco, pois a recuperação após as pragas foi lenta e o período foi curto.
As variedades de meia-estação renderam cerca de 6 sacas, com máximo de 7,5 sacas e média de cerca de 5,5 sacas. Com fertilizantes, a média era de cerca de 5 sacas; mas, graças a Deus, obtive resultados superiores aos dos campos com fertilizantes. Foi realmente uma graça. Conforme os ensinamentos de Meishu-Sama, não se deve depender de palha ou grama. Seguindo Suas palavras — a natureza como ela é, sem necessidade de forçar a entrada de composto natural — o campo onde não coloquei nada obteve o melhor resultado.
Além disso, seguindo a orientação de que os arrozais devem ser cultivados apenas com arroz irrigado, acredito que, se eu mudar para campos de cultura exclusiva, os resultados serão ainda melhores. Já estou me preparando para fazer um cultivo completo em campos de cultura única este ano. Por favor, peço sua proteção divina. (apresentado em 16 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
(e) Superando a perseguição
Na verdade, no primeiro ano de cultivo natural, as folhas estavam amarelas, os caules finos e tão fracos que fui ridicularizado, insultado e difamado pelas pessoas ao redor. Alguns até me aconselhavam. ('Eikō' nº 198)
O único caminho para a salvação do agricultor pobre
'Eikō' nº 141, 30 de janeiro de 1952 (Showa 27)
Cidade de Kiyotake, Distrito de Miyazaki, Província de Miyazaki
Igreja Grande Kōhō, Nagatomo Toshiyuki (26 anos)
Sem fugir do nome de agricultor pobre, os dias e noites de pobreza passada escureceram o futuro de um jovem cheio de sonhos. Além da pequena área de cultivo, pagar uma quantia considerável de fertilizantes deixava apenas o suficiente para comer. Os anos se repetiam da mesma forma.
Diante do fato severo da derrota na guerra, minha esperança secreta de "ganhar a vida como soldado" foi cruelmente destruída. Eu, que continuava a sofrer dia e noite pensando em como fazer, recebi a graça por causa da sinusite de minha irmã mais nova e, estimulado por isso, converti-me.
Naquela época, ainda era chamado de Terapia de Purificação Japonesa e ainda não havia recebido os ensinamentos sobre a agricultura natural. Algum tempo depois, recebi os ensinamentos pela primeira vez. No entanto, meu pai, que detestava extremamente o ensino de Kannon, dizia: "Se fizer isso, vou expulsá-lo." Então, embora acreditasse, suportei e esperei pacientemente o momento. De repente, meu pai faleceu.
Conversei bem com minha mãe e, finalmente, comecei o teste do cultivo sem fertilizantes (agricultura natural) que havia idealizado, começando pelo trigo. Convenci minha mãe, que dizia: "Não é possível fazer isso", e semeei. Sem exceção, o trigo que germinou era de um amarelo vivo. Os moradores da vila comentavam em voz alta: "Se colocar fogo, vai queimar." "Há dois grandes tolos sendo enganados por uma religião maligna e supersticiosa" (um deles era o Sr. Nagatomo, chefe da filial).
Bêbados gritavam na frente de minha casa: "Não existe um infeliz como você", "Vai deixar sua mãe de 60 anos morrer de fome?" Quantas vezes pensei em jogar um punhado de sulfato de amônio naquilo! Fui insultado com palavras como: "Será que vai dar espiga?", "Ele enlouqueceu?", "Filho pródigo", "Seu idiota". Mas eu permaneci firme, sem reagir, e jurei em meu coração que certamente conseguiria. Os pioneiros são inevitavelmente atacados. Para quem avança abrindo caminho onde não há caminho, há espinhos e trepadeiras.
No entanto, para mim, que havia experimentado o mistério do Johrei, eu tinha a segurança de não temer nada, graças à proteção divina. Acreditava que, sendo Deus Aquele que concede bênçãos a todos os seres vivos, certamente haveria um mistério, pois havia aprendido que as colheitas também recebem a graça. Se eu não tivesse experimentado o milagre do Johrei, e se não tivesse recebido o encorajamento do Presidente e dos senhores Professores mais experientes, talvez este meu grande empreendimento tivesse fracassado. Enquanto isso, os dias passavam impiedosamente, e o pequeno trigo começou a espigar.
O Sr. Nagatomo brincou: "Foi envenenado pelos fertilizantes." Fui ridicularizado pelas pessoas: "As cotovias dormem e comem", "Não dá nem para debulhar". De fato, como não colhia nem metade do que os outros colhiam, não era de se admirar que dissessem isso. Mas havia uma luz brilhante no futuro. "Espere para ver daqui a três anos", que arrependimento poderia haver? Concentrava-me apenas em Meishu-Sama e não negligenciava o Johrei na terra.
O boato do "trigo que as cotovias dormem e comem" se espalhou rapidamente, e acabei sendo considerado o maior idiota da vila. "Tudo bem ser idiota. Se esforçar e pesquisar para colher muito é ser idiota, e seguir a maioria, como os agricultores que trabalham para pagar fertilizantes, é ser esperto..." Eu me sentia feliz por encontrar em mim um coração tão calmo a ponto de aceitar rindo o título honorífico de idiota.
Como era chamado de "agricultor de beira de estrada", meu pai era um competidor nato, e espalhava fertilizantes químicos e fezes humanas à noite nos campos que davam para a estrada. Era natural que a purificação do veneno desses fertilizantes fosse especialmente intensa.
Quando finalmente chegou a hora de testar o arroz, minha mãe, que havia aprendido a lição com o trigo, tentou me dissuadir deste grande empreendimento, chorando e ficando com raiva. Como isso acontecia com frequência, acabei discutindo com ela, chegando a dizer que sairia de casa. No entanto, lembrava-me dos "Três Preceitos de Runa" ou do poema "Suportar tudo e esperar o momento", e engolia as lágrimas, suportando. "Você não acha que sua mãe é digna de pena? Você nem sabe que ela se esforçou para te criar com leite." "Eu sei."
Por isso quero receber a graça de colher muito rapidamente e fazer minha mãe descansar o mais rápido possível. É por isso que, mesmo sendo ridicularizado como idiota, não me curvo e me dedico com empenho. Isso não é uma invenção minha. Foi Meishu-Sama quem, por revelação divina, nos explicou teoricamente de forma compreensível. Não há mentira alguma, e há muitos que experimentaram. É porque tenho uma visão clara que posso prosseguir. Fique quieta e confie em mim. Não sou mais criança.
"Um homem não vai deixar seus pais passarem fome", disse eu, rejeitando a sugestão de minha mãe. O arrozal não apresentou a aparência lastimável do trigo. “Foi porque sobrou adubo do ano passado”, diziam os aldeões, tentando abafar o resultado com sua baixeza. O que diziam durante o período de crescimento? Como zombaram das mudas plantadas? E como me xingaram, a mim que, sorrindo, suportei calado, enquanto o método se tornava mais sério a partir do terceiro ano? Mas tudo bem. Eu sigo o caminho em que acredito, à minha maneira.
E, enquanto refletia, continuei a realizar o Johrei na terra. Recebi com humildade os preciosos impressos sobre o “cultivo sem fertilizantes” e a “Explicação do Método da Agricultura Natural”, um após outro, e, cheio de confiança, avancei em silêncio na prática da verdade. Ah, e assim, por três anos, “ondulações douradas ao longe, tão frágeis” — quem teria composto essa famosa frase que exalta o outono da abundância? Ah, e naquela paisagem, a curva que se destacava ainda mais, traçando uma seção distinta, era o meu campo de cultivo natural.
Pouco antes da colheita, o tufão Ruth, que repentinamente atingiu o sul de Kyushu, assolou com ventos de cinquenta metros por segundo, causando até o desabamento de casas. No silêncio após a tempestade, o que permanecia como se nada tivesse acontecido era o meu arrozal. “É claro!”, “Nossos campos têm a proteção divina de Meishu-Sama”, “Graças a Meishu-Sama”. Contendo o impulso de erguer uma placa comemorativa, juntei as mãos e agradeci.
As palavras do Professor Sakai Mitsunosuke, que disse “Queria fotografar isso em cores naturais”, foram verdadeiramente gratas e ressoaram em meus ouvidos com clareza e alegria. Mesmo sendo ensinado a “não chorar”, as lágrimas transbordavam. Agradeço repetidas vezes, profunda e intensamente. Por recomendação daqueles que me insultaram, eu deveria ter levado o arroz para a exposição de avaliação, mas, como o tufão Ruth derrubou todo o outro arroz, não houve com quem comparar, e não pude inscrevê-lo, o que é uma pena imensa.
Minha colheita de arroz superou as expectativas, e, embora ainda tenha debulhado apenas uma pequena parte, já houve um aumento de um fardo de arroz em casca em relação ao ano anterior.
O rosto de minha mãe, que chorou e me enganou, agora está radiante. As cabeças daqueles que disseram “se conseguir sem fertilizante, corto a minha” ainda estão sob minha guarda, mas, apesar de ter recebido tantos insultos e calúnias, como crente, não digo “Bem feito, está no seu devido lugar”. “Desejo sinceramente que despertem o mais rápido possível e se tornem pessoas felizes.” Se dizem que sou apenas um filho de camponês que mal terminou o primário, um jovem monge de vinte e seis anos, e que, por isso, imitar o que fiz é “vergonhoso”, peço que reconsiderem seriamente. Não busco compensação pelos insultos e calúnias. Apenas me esforço ao máximo para ser “um homem verdadeiro que pensa apenas no Caminho, no mundo e nas pessoas, sem se preocupar com o tempo”.
Por favor, todos, olhem mais diretamente para a realidade. Desejo gritar a todos, através dos resultados, que se tornem felizes o mais rápido possível. A teoria daqueles que disseram “depois de três anos, o fertilizante absorvido acaba, e a produção diminui” precisa ser reconsiderada.
“Os fatos”, “os fatos” são o que há de mais honesto. Não acham que, se o camponês continuar sendo apenas camponês, e não se tornar um “segundo camponês” ou um “terceiro camponês”, não poderá ser feliz a vida toda? Sem se contentar em ser um camponês que trabalha apenas para pagar impostos e o custo do fertilizante, não deveríamos participar do grande ideal da construção do Paraíso Terrestre? (Submetido em 21 de novembro do ano 26 de Showa, 1951)
Dois anos de esforço suportando o escárnio: a experiência do Método da Agricultura Natural que finalmente alcançou o cântico da vitória
‘Eikō’ nº 141, 30 de janeiro de 1952 (Showa 27)
Aldeia de Ōshimojō, Distrito de Shimoina, Província de Nagano
Igreja Média Shinsei (relator) Karasawa Yasutaka (25)
(Executor) Kinoshita Ryōhei (25)
Nove de dezembro de 1951. Este dia foi, para nós, um dia que decidiu um destino significativo. Era a tão esperada exposição anual de produtos agrícolas. Nosso peito pulsava de emoção ao ver o cartaz colocado no portão principal do local.
Nós, crentes, que fomos salvos de um longo e doloroso leito de doença pelo poder divino, e que também pudemos compreender a grandeza do Método da Agricultura Natural, sentíamos alegria e orgulho em poder demonstrar hoje, aqui, seus frutos diante dos conterrâneos. O rosto dos companheiros também brilhava.
Olhando para trás, desde três anos atrás, em pequena escala, mas gradualmente obtendo resultados práticos, planejamos, em conjunto com os companheiros, fazer com que os conterrâneos percebessem que o método de cultivo com fertilizantes químicos era excessivamente trabalhoso e pouco eficaz. Pensamos que, se agíssemos com sinceridade, muitos aldeões certamente se solidariam conosco.
Primeiro, planejamos a propaganda verbal, e o primeiro passo foi dado em março do ano passado, no centro comunitário da aldeia de Ōshimojō, com a participação de um grande número de pessoas. A partir daí, realizamos várias reuniões de estudo em cada aldeia, mas, para nossa surpresa, a maioria dos aldeões começou a sussurrar: “Não dá para acreditar que se pode colher sem usar fertilizantes químicos”. Ouviam-se vozes como “Teoricamente, é aceitável, mas e na prática?”. “O importante é a execução.
Por favor, experimentem, nem que seja em um tsubo”, eu insistia. No entanto, no final, ninguém, nem mesmo uma pessoa, se dispôs a fazer um teste. Nossa coragem e esperança estavam se esvaindo, e nas reuniões de estudo semanais, o semblante dos membros já não era o mesmo. Foi então que a voz do Mestre Hara, que nos exortou com força: “Mesmo que seja algo bom, é muito difícil convencer apenas com palavras. Não há outro caminho senão cooperarmos, executarmos juntos, provarmos pelos fatos e fazermos os aldeões compreenderem.”
“Todos, esforcem-se mais”, fez com que todos se entreolhassem e concordassem com um voto silencioso. Aguardando a chegada da primavera de 1949, recomeçamos. Entre os crentes, alguns não obtiveram a compreensão de suas famílias, mas, ainda que não todos, o Sr. Kinoshita e o Sr. Kobayashi converteram todas as suas terras cultiváveis e começaram os preparativos. Juramos: “Nós, embora poucos, vamos nos unir e seguir em frente”.
Ajudávamo-nos mutuamente, sem distinção entre o que era meu e o que era seu, na preparação do adubo natural e no preparo do solo. O Mestre, nos intervalos do Johrei, também colaborava na capina, na aração com cavalos e no plantio do arroz.
No entanto, a condição lastimosa do arroz durante o crescimento nos fazia suspirar repetidas vezes. Em junho e julho, a lavoura tornou-se alvo de zombaria dos aldeões e acabou se tornando motivo de preocupação para a cooperativa agrícola da aldeia. Os técnicos que se aglomeravam na casa do Sr. Kinoshita diziam: “Com este arroz, é difícil até mesmo meia colheita. Apliquem fertilizante rápido. Vocês vão ficar sem o que comer”. Os aldeões zombavam: “Coitados, é assim que é o fanatismo dos cultos malignos”.
Embora fosse imperdoável para com Meishu-Sama, nós também estávamos um pouco ansiosos. A aparência do arroz, que observávamos todos os dias, não melhorava em nada, e o pessimismo tomava conta de todos. Não havia outro recurso senão apegar-nos a Deus, e as vozes da Oração Zengen-Sandji, que começamos a entoar, ecoavam solitárias no céu de verão.
Amarelado, de caule curto e perfilhamento escasso, o arroz parecia ainda mais patético. “Mas temos a proteção divina, com certeza.” Quando pensávamos assim e reexaminávamos, até o pequeno arroz parecia ter ganho um certo brilho. “Fazer o que é humanamente possível e esperar pela vontade do céu. É assim que está bom.” Com a voz do Mestre, todos recuperaram o ânimo.
À revelia da alternância de alegria e preocupação de todos, com o passar dos dias, ao entrar em agosto, gradualmente a cor apareceu, a altura aumentou e, talvez por olhos apaixonados, a pequena lavoura foi se tornando semelhante ao arroz comum. Mais uma vez, a proteção divina fez brotar no peito de todos uma alegria tépida, e assim recebemos o outono.
Na colheita, embora tenha havido uma redução média de 10% na colheita dos crentes, o resultado foi excelente.
Cada um daqueles caules frágeis, lutando contra o terrível veneno do fertilizante, conseguira produzir uma colheita tão grandiosa a partir de um solo que havia perdido metade de sua vitalidade, e todos se alegraram. No entanto, esse fato também foi sepultado pelos aldeões com as palavras “produção menor que o cultivo comum”.
Mas nós dissemos: “Não há mais dúvidas”. E juramos: “No ano que vem, com certeza mostraremos um resultado esplêndido”.
Assim, o resultado do Método da Agricultura Natural em seu segundo ano manifestou-se exatamente como Meishu-Sama ensinara, e “nove de dezembro” tornou-se o momento de anunciar seus frutos ao público.
O recinto estava cheio de pessoas que admiravam os produtos expostos por toda a aldeia. Entre eles, o que brilhava aos olhos eram as três letras douradas de “Primeiro Prêmio”. Enquanto as fitávamos, um aldeão bateu em nossas costas: “O Senhor Luz ficou em primeiro lugar!”, “É impressionante!”. Olhando ao redor, apenas um, uma única pessoa em toda a aldeia, havia conquistado o prêmio de ouro. No último dia, o Sr. Kinoshita, designado para receber a “premiação” como representante dos aldeões e fazer o discurso de agradecimento, cumpriu sua função com uma emoção como se representasse a Igreja Messiânica.
Diante dos vários prêmios enviados pelo presidente da filial de Shimoina da Cooperativa Agrícola da Província de Nagano, ficamos sem palavras. E, diante do Daikōmyō Nyorai da igreja, oferecemos aqueles prêmios e, agora sim, entoamos a Oração Zengen-Sandji em alta voz.
Diante desse fato, acredito que não tardará o momento em que os aldeões também despertarão.
Neste inverno, estamos muito animados em usar essa conquista como auxílio na divulgação da fé.
Meishu-Sama, agradecemos humildemente por nos ter concedido tão preciosa graça. (Submetido em 7 de janeiro do ano 27 de Showa, 1952)
O grande poder da natureza: o fato de espigas brotarem de espigas
‘Eikō’ nº 141, 30 de janeiro de 1952 (Showa 27)
Aldeia de Yokokawa, Distrito de Kawachi, Província de Tochigi
Igreja Média Shin’ai, Fukuda Kumajirō (45)
Aqui, permitam-me relatar a situação atual em que pratico o método de cultivo agrícola natural.
Sinto profundamente que, até hoje, há um grande erro latente nos métodos de cultivo agrícola, e percebo a iminência de uma era de grande terror agrícola num futuro próximo. Por isso, dirijo uma palavra aos líderes agrícolas e aos agricultores sobre a grandeza da natureza. Somos forçados a examinar a fundo, um ou dois passos adiante, por que surgiram as pragas e doenças, causa da atual baixa produtividade. Será que a baixa produtividade decorre apenas do uso de fertilizantes químicos e da falta de mão de obra?
E, por outro lado, por que surgiram as pragas e doenças? Também não se deve apenas às mudanças climáticas. Durante muito tempo, dedicamos esforços à prevenção e à desinfecção de pragas e doenças. Mas será que conseguimos preveni-las completamente? A realidade não é que ainda sofremos com elas? Por que não dirigimos um olhar de dúvida para essa grande falha até hoje? Só agora fico espantado com o quanto fomos cegos.
Diante dos efeitos reais do Método da Agricultura Natural que pratico atualmente, há algo que devo gritar em alta voz. Ao praticar o Método da Agricultura Natural segundo os ensinamentos de Meishu-Sama, percebi, pela primeira vez, quão grande era o erro do cultivo agrícola até hoje. Os fertilizantes químicos e os dejetos humanos, respaldados pela teoria química, tiveram um efeito temporário notável. Fomos ofuscados por esse efeito temporário notável.
Como resultado, a força do solo declinou, ocorreu intoxicação por fertilizantes e, a menos que aplicássemos mais fertilizantes a cada ano, sofremos a triste sina da redução da colheita.
Se o Método da Agricultura Natural, sem o uso de fertilizantes químicos, agrotóxicos ou dejetos humanos, pode obter aumento de produção — e, na verdade, obtém —, o que poderia ser superior a ele? É natural que os interessados examinem a questão. No entanto, existem no mundo milagres e ciências que superam a imaginação, e também a realização de fantasias. Será que as pessoas que carregam o mundo de hoje podem ignorar essa realidade, sem examiná-la, rindo e olhando de lado? Creio que é necessário examinar e reexaminar com cuidado.
O tempo avança dia a dia, mês a mês, alcançando progresso e desenvolvimento. A civilização científica de hoje nasceu por meio de repetidos desenvolvimentos. É claro que, nesse processo, destruição e criação se repetiram, e acredito que o cultivo de plantas seja particularmente assim. Durante muito tempo, pesquisamos exaustivamente o uso de fertilizantes químicos e desinfetantes, mas será que obtivemos aumento de produção? Mesmo que tenhamos obtido, não se sabe quantos grandes sacrifícios foram feitos em contrapartida.
Para absorver os fertilizantes produzidos com enormes gastos nacionais e a mão de obra da maioria das pessoas, o ônus econômico dos agricultores é realmente grande, consumindo uma porcentagem da colheita. Se obtivermos um aumento de 10% na produção, mas tivermos um consumo de 20%, de que adianta? Seria apenas “trabalhar em vão”. O Método de Cultivo Agrícola Natural foi divulgado sob a orientação de Meishu-Sama, depois de muitos anos de pesquisa e implementação prática que confirmaram o aumento de produção.
Se, ao praticá-lo, for possível obter esse aumento, qual das duas opções o senhor acha que as pessoas escolheriam? Não há margem para dúvida.
Agora, permitam-me expor um pouco de minha experiência, estado de espírito e resultados na implementação do método de cultivo agrícola natural. Se isso puder ser de alguma utilidade para o cultivo agrícola futuro, ficarei muito feliz.
Recebi do presidente da Igreja Média o grande ensinamento do Método da Agricultura Natural: a causa das doenças humanas está na toxina medicamentosa. E a causa disso está em como o veneno do fertilizante contido nos produtos agrícolas afeta negativamente o corpo humano. Para eliminá-lo, devemos cultivar produtos mais puros por meio do cultivo natural e alimentar muitas pessoas. Isso fará com que as pessoas da sociedade em geral obtenham felicidade, aumentem a produção sem fertilizantes e tenham alimentos saborosos.
Fui ensinado sobre isso e, sob a orientação dos Ministros, decidi praticar o Método da Agricultura Natural. Se isso puder resolver o problema atual da escassez de alimentos, não há como expressar quão grande luz trará para o futuro de um Japão reconstruído.
Além disso, a mão de obra é reduzida pela metade: não apenas a excessiva carga de trabalho dos mundialmente famosos agricultores japoneses será resolvida de uma só vez, mas também, com a economia de fertilizantes e outros custos com produtos químicos, isso deve ser considerado uma grande bênção para o campo.
Assim, comecei com o cultivo de trigo em 1949 e, no ano passado, dediquei todas as minhas terras ao Método da Agricultura Natural. Minhas terras consistem em 2 chō, 1 tan e 2 se de arrozais e 7 tan e 6 se de campos de sequeiro. A administração é feita por mim, por minha esposa e por meu filho (primogênito, 21 anos), e a família é grande, com doze pessoas. Todos receberam o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e também entronizaram o venerável Daikōmyō Nyorai.
Minha terra é a de pior qualidade da aldeia. A média da aldeia é de 1 koku, 6 to e 7 shō, enquanto minha terra tem uma cota de 2 koku e 5 to por tan, a mais alta da aldeia. Há também questões emocionais profundas envolvidas, mas peço que me permitam não as revelar aqui e que usem a imaginação. No entanto, graças a Deus, no primeiro ano, pude obter uma colheita normal. O que significa ter recebido o benefício material de uma colheita normal já no primeiro ano? Não é nada mais que o grande poder da natureza. Apesar disso, aqueles que estão na classe de liderança e não acreditam em Deus, e os agricultores em geral, não querem acreditar. Dizem “é porque a terra é boa”, “foi por causa do fertilizante do ano anterior”, e riem, ou ainda me insultam, chamando de culto maligno e superstição.
Eu digo: “Povo do mundo, riam à vontade. Chegará o tempo em que entenderão”. E, assim, me empenho cada vez mais. Por ocasião de uma reunião sobre o método de cultivo agrícola natural, a conclusão foi: “A racionalização do campo não pode ser esperada apenas com a força animal atual. A racionalização só é possível com a mecanização, um salto adiante”. Isso me proporcionou uma grande mudança de perspectiva. Senti profundamente que esta era a verdadeira agricultura e, pela primeira vez, tive a sensação de ter visto a luz.
Assim, no final do ano passado, desfiz-me do cavalo que criei e tratei como membro da família por muitos anos e comprei um trator para a administração mecanizada. Como tudo na agricultura é feito com o trator, mesmo para nós, inexperientes, o esforço e o trabalho foram extraordinários.
No caso da preparação do arrozal, embora se diga que poucos usam este método, eu, mesmo sendo inexperiente, fabriquei facilmente todas as peças e implementos agrícolas que imaginamos e, com metade da mão de obra de um cavalo, consegui concluir o plantio do arroz sem problemas. Depois, usei-o também para transporte. Talvez por não ter mais o cavalo, a higiene e a limpeza são incomparáveis. Quanto às plantações, este ano, usando apenas composto natural, sem qualquer outra impureza, elas apresentam uma forma natural que não sei como descrever.
Servi também no Johrei coletivo cerca de quatro vezes e, dia após dia, as ondas douradas das espigas foram se curvando.
No entanto, para me deter, negando sem exame que “o cultivo natural não funciona”, as pessoas influentes da aldeia e os membros do comitê agrícola deliberaram na reunião do comitê agrícola: “A Igreja Messiânica é um culto maligno. O cultivo natural também é prejudicial para o mundo. Vamos fazer uma visita de inspeção agrícola, criticar e fazê-lo reconsiderar”. Recebi a notificação: “Visitaremos no dia 3 de setembro; portanto, fique em casa”. Então respondi: “Isso é bom. Por favor, venham muitos”.
Vieram apenas o chefe da aldeia e outras sete pessoas notáveis, que visitaram o arrozal. Todos disseram: “O arroz é excelente, sem pragas ou doenças, mas o perfilhamento é insuficiente, o número de pés é pequeno”. Após inspecionarem todos os arrozais, voltamos para casa; quando íamos iniciar a reunião, ninguém quis ouvir a verdade do Método da Agricultura Natural. Apenas repetiam: “Se aplicar fertilizante, haverá perfilhamento e a colheita será maior. Por que não usa? Uma agricultura baseada em religião é impensável”, tratando-o como culto maligno.
Parecia que nem me ouviam. Embora eu tivesse sido orientado como agricultor dedicado por muitos anos e houvesse abandonado cargos importantes na aldeia para dedicar-me ao método atual, a conversa foi encerrada com a conclusão de que “há espaço para pesquisa futura, e vamos nos esforçar e pesquisar juntos”. Não houve a crítica que o comitê planejara, e eles pareciam já estar de partida.
Então, pensei em causar um choque em todos e, lembrando-me de algo, perguntei: “Como todos sabem, desde os tempos antigos há uma canção que diz que, no arroz, espigas brotam de espigas. Vocês já viram um arroz com espigas brotando de espigas?”. Um dos membros do comitê respondeu: “Isso realmente existe. Se não me engano, na ponta da espiga nascem de cinco a seis grãos em forma de galho e amadurecem”. Os outros disseram: “Nunca vimos. Como é? Nem sabemos disso. Se você sabe, ensine-nos”.
Então, eu disse: “Se vocês realmente querem ver, posso mostrar; mas, se for para virar motivo de riso, é melhor não ensinar”. Eles insistiram: “Por favor, mostre-nos!”. E, correndo para o arrozal, pegavam o arroz, afastavam as folhas, numa grande agitação. Eu disse: “Então, vou mostrar a vocês”. Pedi que todos se aproximassem, peguei um pé de arroz em que, do nó do meio do caule, havia brotado outro nó e uma espiga magnífica, e mostrei: “Isto é o que se chama de espiga brotando de espiga. Provavelmente não existe em campos com fertilizante.
Isto é o que se chama de milagre. Pode-se dizer que aconteceu naturalmente, mas não é misterioso?”. Todos, com expressões de espanto, disseram: “Em décadas de agricultura, é a primeira vez que vemos algo assim”. E foram embora. Um deles disse que queria levar uma amostra para mostrar a todos na aldeia.
A notícia, porém, espalhou-se de aldeia em aldeia. Vinte dias depois, a Lei de Controle de Alimentos foi revisada, e o arroz passou a ser alocado por cotas. Cerca de vinte pessoas vieram à minha aldeia para a inspeção da colheita em pé. A primeira coisa que inspecionaram foi o meu arrozal. Ao verem o arroz com espigas brotando de espigas, como relatei acima, todos se entreolharam, apenas maravilhados. Um dos membros do comitê disse: “Isto não é normal. Vou relatar ao governo da província, por favor, esteja ciente”. Em seguida, inspecionaram outras plantações. Esta é a situação atual, um relato fiel dos fatos.
Se os fiéis se unirem e servirem ao Método da Agricultura Natural para planejar a reforma e a racionalização do campo, não poderão, em todos os aspectos, contribuir para a reforma do campo, para a erradicação da doença, da pobreza e do conflito, e para a realização do mundo ideal — a transformação do campo em Paraíso —, retribuindo ainda que um décimo milésimo da graça de Meishu-Sama, que nos revelou isso? Peço que considerem. E, para os ateus que não acreditam na existência de Deus, uma vez que “mais vale ver do que ouvir”, vejam uma vez e depois passem à prática.
Ah, o grande poder da natureza!
Grito em alta voz. Com um texto confuso e mal escrito, encerro este relato da situação atual. Muito obrigado, Meishu-Sama.
(Nota) Rendimento por tan, média:
Ano fiscal de 1950: 2 koku, 5 to (colheita normal)
Ano fiscal de 1951: 2 koku, 8 to (previsão de aumento de 30%)
(Submetido em 8 de outubro do ano 26 de Showa, 1951)
Fui atacado pelo jornal como “redução de 50% na colheita”
‘Eikō’ nº 198, 4 de março de 1953 (Showa 28)
Cidade de Shikama, Distrito de Nei, Província de Toyama
Igreja Média Daikō, Nagaoka Seijirō (55)
Há quatro anos, eu não sabia o que era superstição. Muito menos imaginava que esta habilidade, herdada dos ancestrais, pudesse conter superstição. Eu era figura influente na aldeia, encarregado dos assuntos agrícolas. No entanto, as palavras do presidente da Igreja Média, que ouvi atentamente após receber o Ohikari, foram um gentil resgate da equivocada superstição dos fertilizantes. Quão grande é, ah, o método agrícola da revelação divina!
Percebi, pela primeira vez, a urgência de resolver de uma vez a atual escassez de alimentos e quão grande pecado é a superstição. Compreendi também o Plano Divino de Deus e, diante desta grande virada, pedindo perdão, decidi servir em uma parte da obra divina. Imediatamente após a conversão, converti ao Método da Agricultura Natural todas as minhas terras cultiváveis, dois chō.
Conforme ouvi do Mestre Shimizu, da filial de Toyama, que me guiou em vários detalhes, no início a purificação ocorreu bem; mas, na época da colheita, como se zombasse da superstição dos agricultores, as ondas douradas eram realmente como um sonho, e recebi uma graça verdadeiramente misteriosa. O resultado foi esplêndido, superior ao do cultivo comum com fertilizantes.
Com o inesperado bom resultado do primeiro ano, fui especialmente elogiado pelo presidente da Igreja Média, e o Mestre Shimizu e os outros fiéis também ficaram extremamente felizes. Meishu-Sama, agradeço humildemente.
Desde que converti todos os meus arrozais ao cultivo natural a partir do ano fiscal de Showa 25 (1950), no ano fiscal de Showa 26 (1951) também pude aumentar gradualmente a colheita. Muito obrigado.
Permitam-me relatar o benefício material recebido no ano fiscal de Showa 27 (1952). Esta região fica na costa do Mar do Japão e é fria; em comparação com outras regiões, desde os tempos antigos, aplica-se uma quantidade especialmente grande de fertilizantes químicos. Dos dois chō de arrozais que possuo, classificando-os em terras boas e ruins, as terras boas somam 8 tan, com produção de 3 koku por tan. As pessoas que usam fertilizantes comuns tiveram colheita de 2 koku e 3 to por tan. Em comparação, tive um aumento de pouco mais de 30%.
As terras ruins, perto da praia, somam 1 chō e 2 tan. Como as ondas são altas durante todo o ano e a água do lago entra, a área circundante fica como se estivesse inundada, num estado semelhante ao fundo do lago. No ano passado, no final de junho, houve uma inundação considerável, e as mudas curtas, plantadas havia pouco tempo, submergiram completamente, desaparecendo. Por um tempo, houve grande preocupação; mas, com uma purificação leve, o rendimento por tan foi de 2 koku e 3 to, equivalente ao do cultivo comum com fertilizantes.
Resumindo o total da colheita, o cultivo comum com fertilizantes, com uma média de 2 koku e 3 to por tan em 2 chō de terras boas e ruins, totalizou 46 koku. Em contraste, meu cultivo natural, somando 24 koku das terras boas e 27 koku e 6 to das terras ruins, totalizou 51 koku e 6 to. Graças a Deus, recebi a graça de um aumento de pouco mais de 12% em relação ao cultivo comum com fertilizantes, ou seja, 5 koku e 6 to. Verdadeiramente, muito obrigado.
Apesar do grande pecado do passado — ter continuado a aplicar quantidades incomparavelmente grandes de fertilizantes por muitos anos —, não houve qualquer redução na colheita. Ao contemplar a sábia vontade que me concedeu graça superior à do cultivo com fertilizantes, faltam-me palavras e caneta. As pessoas em geral também mudaram muito sua visão em comparação com o início. Pessoas de outras aldeias, tendo ouvido falar, passaram a vir frequentemente para conhecer o Método da Agricultura Natural.
No primeiro ano, fui atacado pelo ‘Jornal do Norte do Japão’ com um artigo acompanhado de fotos, que avaliava o arrozal verde de julho como “redução de 50% na colheita”; também fui ameaçado pelo chefe da polícia da cidade. Houve várias coisas, mas, de qualquer forma, ao considerar que as pessoas do mundo estão gradualmente mudando, sinto profundamente a necessidade de mais um esforço. Meishu-Sama, muito obrigado. (Submetido em 16 de fevereiro do ano 28 de Showa, 1953)
Vencendo a oposição dos pais, converti todo o cultivo ao Método da Agricultura Natural
‘Eikō’ nº 141, 30 de janeiro de 1952 (Showa 27)
Vila Matsubushi, Distrito de Kitakatsushika, Província de Saitama
Igreja Média Ōjin, Yamaguchi Toraichi (37)
Logo no início do vigésimo quarto ano de Showa (1949), ao participar de um Culto Extraordinário da igreja, tive a oportunidade de ouvir a explicação sobre o cultivo natural, uma grande revolução na agricultura. Naquele momento, juntamente com algumas outras pessoas, senti como se despertasse pela primeira vez para o fato de que é possível colher arroz sem fertilizantes.
A dificuldade dessa mudança, porém, era grande, especialmente porque, ao contrário de outras regiões, esta área tinha boa navegação fluvial a partir de Tóquio, o que permitia obter fertilizantes livremente, conforme a demanda, mesmo na época em que faltavam fertilizantes. Por isso, a quantidade utilizada era extremamente elevada e, além disso, havia décadas que não se aplicava composto natural.
Contudo, finalmente tomei a decisão e consultei meus pais sobre este precioso cultivo natural; eles, porém, opuseram-se veementemente desde o início, dizendo: "Se você fizer uma coisa tão tola, mesmo que seja um passo, será motivo de riso para todos, portanto, absolutamente não pode." Diante disso, refleti profundamente sobre a possibilidade de não conseguir converter nem mesmo um único campo para esta obra divina e, decidindo que não havia outro jeito, resolvi separar-me de meus pais e realizar o cultivo por conta própria.
Na época do plantio, em maio, dividi ao meio os campos de arroz e os de cultivo seco, cada um, e passei a cultivá-los separadamente. Meus pais usavam fertilizantes; eu adotei o cultivo natural tanto nos campos de arroz quanto nos de cultivo seco. Quanto ao primeiro ano — o arroz irrigado do vigésimo quarto ano —, devido aos tufões de agosto e setembro, as plantações com fertilizantes quase todas tombaram, e a produção geral do cultivo com fertilizantes ficou abaixo da média anual.
Meus campos de arroz, no entanto, não tombaram com os tufões e tiveram aumento de mais de 10% na colheita em comparação com os campos com fertilizantes. No segundo ano, ao contrário do primeiro, o desenvolvimento do arroz foi excelente, e eu previa um aumento de mais de 20% na colheita. Porém, devido ao mau tempo do final de julho a meados de agosto e também aos tufões, houve uma grande inundação na região (submersão por duas semanas), resultando em redução de 30% na colheita.
No entanto, os campos com fertilizantes de meus pais tiveram uma redução de mais de 40% na colheita. No terceiro ano, as espigas estavam magníficas e a colheita superou em muito a do ano anterior e a dos campos com fertilizantes, com um aumento de cerca de 40% (rendimento médio por tan: 8 to e 1 to), um resultado esplêndido. Assim, meus pais, que até então se opunham, finalmente parecem ter se curvado diante desse precioso método de cultivo.
Esse benefício material não se deve ao meu esforço individual, mas à profunda virtude divina de Meishu-Sama, a quem expresso minha mais profunda e sincera gratidão. (Apresentado em 23 de dezembro do vigésimo sexto ano de Showa, 1951)
(He) Sobre cultivos além do arroz
As hortaliças, por expressarem seu sabor natural, são verdadeiramente deliciosas. Desde que conheci o sabor das hortaliças sem fertilizantes, quanto aumentei minha sensação de felicidade na vida! (Do livro separado 'Método de Cultivo sem Fertilizantes')
Recebendo a proteção divina no cultivo natural de "mikan"
'Eikō' nº 198, 4 de março do vigésimo oitavo ano de Showa (1953)
Vila Kamo, Distrito de Kaiso, Província de Wakayama
Igreja Média Shinkō, Hazama Keiichiro (28)
Meishu-Sama, agradeço imensamente por receber diariamente suas bênçãos. Apresento este relatório com respeito.
Seguindo os ensinamentos de cultivo natural de Meishu-Sama e recebendo a orientação entusiástica de vários mestres, chegamos ao segundo ano de cultivo nos campos de arroz, com aumento de 10% a 20% na colheita em comparação aos campos com fertilizantes. Expresso minha gratidão. Como o cultivo de mikan predomina nesta região, meu grande desejo era obter bons resultados também com os mikan.
Havia uma pessoa na vizinhança que vinha cultivando sem fertilizantes há cerca de três anos, mas, devido à toxicidade dos fertilizantes, os resultados não eram bons, e ouvi dizer que a receita chegara perto de zero. Neste ano, porém, como recebemos as bênçãos com o arroz, acreditei firmemente que, se seguisse os ensinamentos com sinceridade e praticasse o cultivo natural com os mikan, certamente receberia as bênçãos. Por isso, fiz a conversão para o cultivo natural.
Durante esse período, li o livro sobre agricultura natural e recebi a entusiástica orientação do Mestre Tanaka. Também fui à Igreja Média de Nagoya, onde o Presidente da igreja me deu explicações detalhadas e minuciosas sobre os ensinamentos de Meishu-Sama. Conforme as palavras do Mestre: "Se aprofundar a fé — progredir — e cultivar profundamente, haverá desenvolvimento", recolhi folhas caídas das montanhas e campos e as enterrei profundamente.
Como a toxicidade dos fertilizantes então utilizados era excessiva, realizei o Johrei apenas no solo e nas árvores. Janeiro e fevereiro passaram sem qualquer alteração, e quando chegou maio, as flores começaram a aparecer junto com os brotos. Este ano, os pomares com fertilizantes estavam tão brancos de flores que havia flores em excesso, e, após a queda das flores, não houve frutificação; havia apenas flores fracas.
Em comparação, meu pomar natural tinha uma quantidade ideal de flores, com uma situação real de "cem flores, cem frutos". Além disso, a partir de julho, para me preparar para a seca, cortei capim com empenho, sequei-o e cobri toda a superfície com cerca de três sun de espessura. Talvez por efeito disso, mesmo sendo atingido por uma seca considerável, o desenvolvimento foi tranquilo. No entanto, a partir de meados de agosto, a purificação devido a danos de insetos foi limitada a cerca de 30% da área.
Olhando de forma geral, os mikan, com uma casca brilhante e lustrosa, sem nenhuma diferença em relação aos pomares com fertilizantes, estão frutificando como se estivessem me contando a alegria de terem sido cultivados naturalmente. Apesar de ser o primeiro ano de cultivo natural, recebemos tais bênçãos. Em 9 de novembro, quando o Presidente da igreja veio a Wakayama, fiz um pedido especial para que ele visse o pomar sem fertilizantes, e recebi suas palavras de elogio: "Este é um bom resultado".
A partir do próximo ano, pretendo aumentar ainda mais o pomar de cultivo natural e, sob os ensinamentos de Meishu-Sama, dedicar-me ao cultivo natural de frutas. Além disso, oro para que, no futuro, possa transmitir este precioso poder ao maior número possível de pessoas no mundo que ainda não conhecem esta verdade, retribuindo, ainda que seja um décimo-milésimo, a obra divina de Meishu-Sama.
Agradeço sinceramente pela proteção divina de Meishu-Sama. (Apresentado em 15 de fevereiro do vigésimo oitavo ano de Showa, 1953)
Cultivo natural surpreendente de soja e taro
'Eikō' nº 198, 4 de março do vigésimo oitavo ano de Showa (1953)
Vila Inaba, Distrito de Shida, Província de Shizuoka
Igreja Média Aishin, Yamada Kyuichi (45)
A soja geralmente é semeada nos taludes e margens dos campos de arroz, mas no ano passado adotei o método de plantio definitivo. Semeei no campo em meados de abril (germinação por volta de 23 de abril) e, antes da colheita do trigo da safra anterior, em 15 de maio, fiz o plantio definitivo entre o trigo. (Largura da leira: 4 shaku; espaçamento entre plantas: 2 shaku; uma planta por cova.)
Como tratos culturais, fiz apenas duas amontoas, no início e meados de julho, e não realizei Johrei. O desenvolvimento foi, em geral, favorável, e a floração começou por volta do final de julho. O solo é comum e foi convertido para o cultivo natural há dois anos. (Cultura anterior: batata-doce e trigo.)
A tabela comparativa a seguir mostra as diferenças em relação ao cultivo com fertilizantes: enquanto este teve semeadura em meados de junho, o cultivo natural foi semeado 50 dias antes; o cultivo com fertilizantes foi por semeadura direta, com três plantas por cova, e o natural, por plantio definitivo, com uma planta por cova (ambos em solo de campo comum). Como colhi cedo, antes da maturação completa, para edamame, a quantidade de colheita até o período de colheita em final de outubro (para edamame, colheita em início de outubro) também variou consideravelmente.
Um ponto que notei foi que, devido ao espaçamento de 2 shaku entre plantas, houve muitas vagens vazias. No próximo ano, pretendo aumentar o espaçamento para 3 shaku e, experimentalmente, fazer a desbrota no momento do plantio definitivo.
Tabela comparativa: Soja natural e com fertilizantes
| | Cultivo Natural | Cultivo com Fertilizantes |
|:--- |:--- |:--- |
| Cultivador | Yamada Kyuichi (45) | Ikeno Eiji (60) |
| Anos de cultivo natural | 4º ano para arroz, 2º ano para campo | |
| Peso total | Aprox. 386 monme | Aprox. 110 monme |
| Altura | 2 shaku 6 sun | Aprox. 2 shaku |
| Nº de vagens (3 grãos) | 73 | 1 |
| Nº de vagens (2 grãos) | 327 | 103 |
| Nº de vagens (1 grão) | 154 | 51 |
| Vagens vazias | 45 | 10 |
| Total de vagens | 599 | 165 |
| Total de grãos | 1027 | 260 |
| Diâmetro do caule | 8 bu | 2 bu |
| Circunferência | 5 shaku 8 sun | 2 shaku 6 sun |
| Semeadura | 15 de abril | Meados de junho |
| Cultivo | 15 de maio: plantio definitivo, uma planta/cova, amontoa; início e meados de julho: amontoa | Semeadura direta, 3 grãos/cova, sem cultivo; adubação: cinzas, farelo de arroz, superfosfato |
| Solo | Comum, campo | Comum, campo |
| Floração | Final de julho | Desconhecido |
| Colheita | Final de outubro | Final de outubro |
A seguir, relato os excelentes resultados obtidos com o cultivo natural de taro.
Tabela comparativa: Taro (taro de olho vermelho) natural e com fertilizantes
| | Cultivo Natural | Cultivo com Fertilizantes |
|:--- |:--- |:--- |
| Nome do cultivador | Yamada Kyuichi | Sugimura Toyohiko |
| Adubação | Composto natural | Adubo de base, adubo de cobertura; esterco de curral, adubo químico |
| Variedade | Olho vermelho | Olho vermelho |
| Semente | 2º ano natural | Com fertilizantes |
| Altura da planta | 5 shaku 8 sun | 5 shaku 1 sun |
| Peso total | 2 kan 830 monme | 940 monme |
| Número de tubérculos | 79 | 43 |
| | Mãe: 5, Filhos: 7 | Mãe: 2, Filhos: 41 |
| Área plantada | 20 tsubo | 30 tsubo |
| Espaçamento / Largura da leira | 2 shaku 5 sun x 4 shaku | 1 shaku 5 sun x 2 shaku |
| Número de amontoa | 3 vezes | 2 vezes |
| Cultura anterior | Trigo | |
Método de cultivo
Natural:
Em meados de abril, enterrar as sementes. Pressionar com o pé uma área de 1 sun x 3 sun entre o trigo. Colocar a semente de taro com o broto para cima, aplicar cerca de 1 kan de composto natural ao redor, cobrir com 2 sun de terra e pressionar levemente. Quando as folhas verdadeiras tiverem de 5 a 7 sun, fazer a primeira amontoa. Quando as folhas estiverem com mais de 1 shaku, fazer a segunda amontoa. A terceira amontoa deve ser concluída antes do período mais quente do verão. Nessa ocasião, aplicar a mesma quantidade de composto natural do plantio e fazer a amontoa ao máximo. O solo é arenoso.
Com fertilizantes:
Enterrar as sementes no início de abril. Amontoa: 2 vezes. Adubo de base: esterco de curral. Adubo de cobertura: fertilizante químico. Solo: arenoso com boa retenção de água.
◎ Tanto no cultivo natural quanto no com fertilizantes, o período de colheita foi meados de novembro. Os números na tabela comparativa são os resultados da escavação antecipada no final de outubro, antes do período de colheita.
◎ Os caules do taro de olho vermelho (futoboshi) são usados como acompanhamento.
◎ Para os dados fotográficos [omitido], foram selecionados os melhores resultados entre os campos com fertilizantes. Para o cultivo natural, foram selecionados resultados medianos. Meishu-Sama, muito obrigado. Apresento meus respeitosos agradecimentos. (Apresentado em 26 de fevereiro do vigésimo oitavo ano de Showa, 1953)
Aumento de 50% na produção de pepinos com cultivo natural
'Eikō' nº 79, 22 de novembro do vigésimo quinto ano de Showa (1950)
Cidade de Hagiwara, Distrito de Mashita, Província de Gifu
Igreja Média Komyo, Imai Kiichi (46)
Desde que recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em 22 de janeiro do vigésimo segundo ano de Showa (1947), tenho recebido diversos benefícios materiais e sou grato. Cultivo hortaliças em uma pequena horta, mas como o solo é pobre, nada que planto cresce muito bem. Desde o ano retrasado, converti tudo para o cultivo natural. Dentre elas, o que foi especialmente bom este ano foram os pepinos. Apenas coloquei capim no campo onde plantaria pepinos, realizei o Johrei nas sementes e as semeei.
Até então, ouvia dizer que os pepinos, em particular, não gostam de cultivo contínuo, mas este foi o terceiro ano de cultivo contínuo para mim. Ouvi dizer que os pepinos precisam ser despontados quando têm cinco ou seis folhas, então sempre fiz isso, mas este ano não fiz o desponte e os deixei como estavam. Como resultado, vários ramos brotaram dos lugares apropriados e produziram uma grande quantidade de frutos.
Antes, eu aplicava adubo de base e também adubo de cobertura de vez em quando, mas as folhas inferiores murchavam rapidamente, os pepinos que nasciam ficavam tortos e as flores caíam. Este ano, porém, as folhas inferiores permaneceram verdes por muito tempo, houve poucos pepinos tortos e a produção se estendeu até tarde. A colheita foi surpreendente: recebi um benefício material de mais de 50% em relação ao que se obtinha antes. Com alegria, distribuí os pepinos para a vizinhança e também os ofereci a Komyo-Nyorai por um longo período.
Compreendi, com toda clareza, que é possível produzir coisas excelentes com o cultivo natural e que não é verdade que o cultivo contínuo seja ruim. (Apresentado em 22 de novembro do vigésimo quinto ano de Showa, 1950)
O resultado do taro com o método da agricultura natural
'Eikō' nº 79, 22 de novembro do vigésimo quinto ano de Showa (1950)
Vila Kamiagura, Distrito de Hashima, Província de Gifu
Igreja Média Hakko, Matsubara Sachiko (57)
O taro de Hirashima é famoso em toda a região vizinha. Este ano, porém, o taro, que costumava desenvolver-se bem, apresentou ferrugem nas folhas, crescimento fraco e germinação tardia. Para nós, a situação foi ainda pior. Embora fosse possível atribuir o fracasso das pessoas da vila ao uso de fertilizantes, o cultivo natural era desprezado e criticado por todos, o que me deixava verdadeiramente preocupada.
Mesmo assim, a partir do fim do período do doyō, isto é, do fim do auge do calor, a situação melhorou: as folhas não apresentaram mais ferrugem e começaram a crescer vigorosamente. A alegria disso... não pode ser expressa em palavras nem por escrito. As batatas daqueles que usaram fertilizantes químicos, como calciocianamida e amônia, não tiveram sucesso, enquanto apenas os meus pés de taro, de cultivo natural, brilhavam com gotas de orvalho nas folhas pela manhã e à noite.
Os nabos e os repolhos também são de cultivo natural, mas o resultado das berinjelas foi excepcionalmente bom. Plantei 300 mudas em uma área de uma leira e meia, mas, logo após o transplante para o campo principal, elas entraram em estado de murcha. Enquanto as berinjelas dos outros cresciam a cada dia, as minhas não engrossavam, e eu as tratava com Johrei, preocupada. Ao ouvir que colocar capim era bom, cortei-o imediatamente, coloquei-o em buracos, cobri e, após cerca de uma semana, fiz um composto natural instantâneo.
Apliquei-o e realizei Johrei diariamente. Cerca de 30 pés morreram, mas esses já eram fracos desde a muda. Os outros melhoraram a cada dia. Por fim, quase todas as berinjelas daqueles que usavam fertilizantes — e que inicialmente apresentavam bons resultados — murcharam e morreram. Apenas as minhas tiveram resultado excelente e frutificaram prodigiosamente. A batata-doce também teve bons resultados semelhantes. Quanto ao arroz, tive a honra de relatá-lo à Sede como cultivo natural.
Em meio à emoção e à alegria, dedico-me ao cultivo natural da revelação divina. Em dezembro do vigésimo primeiro ano de Showa (1946), recebi a imagem protetora e, em 10 de agosto do ano passado, recebi a Imagem da Luz Divina de Komyo-Nyorai para consagrar e venerar. Seguindo as instruções de Meishu-Sama, passo meus dias com gratidão. (Apresentado em 22 de fevereiro do vigésimo quinto ano de Showa, 1950)
Nabos de cultivo natural aclamados no mercado
'Eikō' nº 198, 4 de março do vigésimo oitavo ano de Showa (1953)
Cidade de Mogi, Distrito de Nishisonogi, Província de Nagasaki
Igreja Média Nankō, Wakasugi Sue (47)
Meishu-Sama, agradeço imensamente por receber diariamente a sua proteção divina. Desde que meu marido e eu fomos guiados pelo Mestre Ayabe a este precioso ensinamento da grande compaixão e da grande misericórdia de Meishu-Sama, renascemos dia após dia, do mundo sombrio de doença, pobreza e conflito para o mundo luminoso de saúde, riqueza e harmonia.
O Mestre Ayabe sempre nos orientava dizendo que os campos daqueles que têm fé em Meishu-Sama e daqueles que não têm podem ser distinguidos até mesmo a olho nu, e isso ficou claramente demonstrado na safra de nabos deste outono. Há mais de trinta anos meu marido e eu nos dedicamos principalmente à agricultura e, todos os anos, seguíamos quase que exclusivamente o método agrícola de nossos antepassados de todas as gerações.
Embora tenhamos feito algumas melhorias de acordo com as tendências da época, nunca obtivemos resultados notáveis, dignos de menção. No entanto, desde que nos convertemos aos preciosos ensinamentos de Meishu-Sama, em junho deste ano, em apenas alguns meses — apesar de nossa fé ainda ser superficial — recebemos a bênção de uma grande colheita de nabos, e expressamos nossa profunda gratidão.
Meishu-Sama, muito obrigada.
Quase todos os nabos tinham mais de 2 shaku de comprimento, chegando a cerca de 3 shaku, retos, sem nenhum verme na raiz, de textura fina, pele branca e verdadeiramente encantadores. Os moradores da vizinhança, que nos ridicularizavam e zombavam de nós desde nossa conversão, ao verem estes nabos, inclinam suas cabeças tolas, ainda meio incrédulos, dizendo: "Será que é por causa da fé? Será que é um benefício material?" Ainda mais grato é o fato de que fui procurada por alguém que disse: "Um vizinho disse que quer vir comprar seus nabos em um triciclo, vindo do mercado de hortaliças, então, por favor, venda para ele." Assim, não preciso mais carregar os nabos até a cidade, economizando trabalho e tempo; além disso, o preço é bom. Quão grato é isso!
Tudo isso é, sem dúvida, fruto da profunda proteção divina de Meishu-Sama, e sou grata.
Antes da conversão, quando eu carregava cargas de 40 ou 50 kin e ia para a cidade vender por três ou quatro dias seguidos, sem falta passava um ou dois dias com dores nos ombros e na cintura, precisando parar de trabalhar. Desde a conversão, porém, vou à cidade para vender todos os dias, carregando 70 ou 80 kin com facilidade; além disso, chego mais tarde que os outros, vendo mais rápido e sempre consigo vender por um ou dois ienes a mais. Quando vendo em barracas ao ar livre, faço sempre uma oração sincera a Meishu-Sama e realizo o Johrei, e as pessoas compram as minhas mercadorias, passando por cima das dos outros. Graças a isso, vendo tudo rapidamente, e o trabalho se tornou muito mais produtivo. Quão grata felicidade é esta!
Em 11 de novembro, no Culto Regular da Sede da Igreja Média, pedi ao Mestre Ayabe e ofereci nabos diante do altar divino. Acredito que esta honra — poder oferecer diante do altar divino da Sede da Igreja Média os nabos que meu marido e eu cultivamos juntos — é motivo de grande alegria não só para nós, mas também para nossos antepassados que estão no mundo espiritual.
Embora eu seja uma pessoa humilde, com muitas nuvens espirituais em minha família, e tenha recebido inúmeras proteções divinas sem conseguir cumprir nem uma fração mínima de meu serviço, estou determinada a seguir as orientações cuidadosas do Mestre Ayabe, começando pelo Mestre Kido da Filial de Kumamoto, e a guiar o maior número possível de pessoas perdidas e angustiadas para o precioso ensinamento de Meishu-Sama, o Caminho da salvação da grande compaixão e da grande misericórdia.
Meishu-Sama, muito obrigada. Expresso minha profunda gratidão. (Apresentado em 5 de janeiro do vigésimo oitavo ano de Showa, 1953)
Esta colheita em um campo pantanoso e ruim
'Eikō' nº 141, 30 de janeiro do vigésimo sétimo ano de Showa (1952)
Cidade de Shimodate, Distrito de Makabe, Província de Ibaraki
Igreja Média Hakuai, Watanabe Tomeno (24)
Desde a conversão, tenho passado dias afortunados, mas nunca apresentei um relatório de agradecimento, e estou verdadeiramente envergonhada. No ano passado, em fevereiro, passei do fundo do sofrimento para uma vida cheia de alegria e estou me esforçando para ajudar, ainda que com uma fração mínima, na obra divina. Relato que, através dos ensinamentos de Meishu-Sama, adquiri confiança na experiência do cultivo natural e na proteção divina da colheita.
Desde minha conversão, embora eu veja diante de meus olhos pessoas sendo curadas de doenças apenas com a imposição das mãos, minha família, ainda ateia, finalmente parece ter compreendido. Plantei feijão azuki em uma área de cerca de um se, mas era uma terra onde, havia anos, nada do que se plantava dava uma colheita decente. Minha família também havia desistido; tentou plantar árvores ou cultivar trigo sarraceno repetidamente todos os anos, mas, quando chegava a estação das chuvas, a água que escorria das montanhas fazia com que não houvesse colheita alguma.
Como minha família sempre ria de mim, só me permitiam cultivar nesse tipo de campo. Eu também sabia da má colheita anual, então a ansiedade veio primeiro; mas pensei que, para transmitir o método da agricultura natural no futuro, eu precisava ter confiança. Então, plantei o feijão azuki imediatamente. Se eu obtivesse uma colheita esplêndida nesta terra abandonada, minha família poderia compreender o Caminho. Com o coração palpitante, realizei o Johrei com empenho.
Realizei o Johrei a cada três ou cinco dias após a semeadura, mas o solo era tão ruim que, no início, as folhas estavam vermelhas e não cresciam livremente como em outros campos. Pensei que poderia ser outro fracasso, mas, se este feijão azuki não fosse colhido, minha família riria de mim e não compreenderia o Caminho. Por isso, dediquei-me ao Johrei com empenho. Quando as plantas tinham apenas cinco ou seis sun de altura, como de costume, houve uma inundação, e todas tombaram para um lado.
As piores ficaram com as folhas enterradas na lama e as raízes lavadas. Eu queria fazer o Johrei, mas meus pés afundavam até os joelhos na lama; quando tirava um pé, o outro afundava. Não havia nada que eu pudesse fazer, então fiz o Johrei do campo vizinho. Depois de uma semana, a água baixou, mas o campo ficou encharcado por quatro ou cinco dias. Embora professasse a fé com a boca, meu coração estava meio incrédulo, e eu já estava quase desistindo. No entanto, pensei em confiar até o fim e continuei a realizar o Johrei com empenho.
Então, surpreendentemente, ao contrário de antes da inundação, as plantas começaram a crescer gradualmente. Enquanto os outros feijões azuki permaneciam tombados para um lado e floresciam, os meus se ergueram e cresceram, florescendo esplendidamente de galho em galho. No entanto, como eu fazia o Johrei apenas de um lado, metade do campo, a mais próxima de onde eu o fazia, cresceu particularmente bem. Então, quando comecei a fazer o Johrei do lado ruim, perto da colheita, tudo se uniformizou.
Alegrei-me, pensando que a colheita seria excelente, mas então fui atingida por pragas e doenças. Todas as folhas encolheram e os insetos perfuraram as vagens. Fiquei desapontada, pensando que a alegria duraria pouco, mas, acreditando que fossem pragas e doenças causadas pela toxicidade dos fertilizantes, intensifiquei ainda mais o Johrei. Como resultado, os danos causados pelos insetos foram limitados a apenas uma parte, e de pouco menos de 10 leiras de 8 ken, colhi pouco mais de 6 sho.
Embora em minha vila se diga que a colheita de feijão azuki foi ruim este ano, não sei como agradecer a Meishu-Sama por ter obtido uma colheita magnífica, muito superior à de outros campos, nesta terra que nunca havia produzido nada antes. Eu, que estava cheia de dúvidas, recebi resultados tão bons já no primeiro ano de cultivo natural, e não tenho palavras para expressar minha gratidão.
O tamanho dos grãos era semelhante ao do cultivo com fertilizantes, mas o brilho era esplendidamente superior. Minha família, que ria de mim, gastou muito dinheiro em fertilizantes químicos e, em uma área de pouco mais de 2 se, obteve uma colheita de apenas 1 to e 5 ou 6 go, e está preocupada, sem saber o que fazer. Pensar que eles repetem isso todos os anos e no que isso resultará no futuro me enche de inquietação, agora que minhas dúvidas e incertezas se foram.
Oro para que eu possa ajudar na obra divina de Meishu-Sama e me tornar alguém que corresponda ao coração de Meishu-Sama.
(Apresentado em 10 de janeiro do vigésimo sétimo ano de Showa, 1952)
Colheita de 19 kan de batata-doce de uma única muda
'Eikō' nº 141, 30 de janeiro do vigésimo sétimo ano de Showa (1952)
Vila Yokogoshi, Distrito de Nakakanbara, Província de Niigata
Igreja Média Kōyō, Imai Yoshimi (51)
Meishu-Sama, agradeço e expresso minha gratidão pela proteção divina de todos os dias. Sou um agricultor pobre e vivo com minha família de três pessoas; mas, ignorando as preocupações sinceras de parentes e vizinhos e o escárnio dos outros, converti todos os meus campos, de arroz e de cultivo seco, ao método da agricultura natural a partir do vigésimo quinto ano de Showa (1950). Agora, vivo dias de gratidão, com uma alimentação deliciosa e completamente livre da toxicidade dos fertilizantes. Verdadeiramente grato. Desta vez, cultivei batata-doce em uma única touceira e obtive excelentes resultados; por isso, apresento este relatório.
Batata-doce de uma única touceira com o método da agricultura natural
Variedade: Norin nº 1
Quantidade: 360 unidades, 19 kan 100 monme
(Na era dos fertilizantes: 17 kan 700 monme)
Área: 4 tsubo (solo no 2º ano de cultivo natural)
Plantio: 15 de junho do vigésimo sexto ano de Showa (1951)
Colheita: 30 de outubro do mesmo ano
O método empregado nesta única touceira é o seguinte: em 10 de abril, coloco uma batata-doce de cerca de 100 monme em um canteiro quente, junto com outras batatas. Em seguida, dentre os muitos brotos, deixo apenas o que parece mais forte e removo todos os demais.
A muda restante é tratada com especial cuidado. Os ramos que dela brotam, e os que destes brotam novamente, são espalhados em todas as direções. Ainda na fase de muda, a planta ocupa um quadrado de 6 shaku de lado no canteiro quente.
O campo de plantio é cavado até cerca de 1 shaku de profundidade, numa área de 9 shaku quadrados, e recebe 5 kan de composto natural bem maduro, feito de folhas caídas e ervas daninhas. Por cima, coloco cerca de 3 sun de terra e, em seguida, espalho 3 monme de palha seca. Por fim, pulverizo finamente a terra que havia sido removida e amontoo tudo. Como a terra é retirada das bordas, forma-se um monte de cerca de 2 shaku de altura. A camada de terra sobre a palha seca tem de 8 sun a 1 shaku de espessura.
O monte de terra é nivelado nas bordas, e o corte da muda grande é colocado no centro. Os ramos são distribuídos nas quatro direções, e cada folha é plantada com cuidado.
Durante os primeiros cinco dias, coloquei uma proteção solar durante o dia e a retirei à noite. Depois disso, realizei duas capinas, virei as ramas cinco vezes e apliquei Johrei com frequência, desde a preparação do solo até depois do plantio.
Este método tem a desvantagem de exigir muito trabalho na preparação das mudas e de não ser adequado ao cultivo de batata-doce em grandes áreas; em compensação, permite grande colheita em espaço pequeno.
Diante do exposto, apresento este relatório e expresso meus respeitosos agradecimentos. Meishu-Sama, muito obrigado. (Apresentado em 11 de dezembro do vigésimo sexto ano de Showa, 1951)
(To) Minha história de fracasso
Há pessoas que, mesmo lendo ou ouvindo minha teoria, não conseguem aceitá-la com sinceridade. Mas, afinal, é compreensível, pois são prisioneiras da superstição dos fertilizantes, herdada de gerações de antepassados. No entanto, neste momento, devem abandonar isso completamente e fazer exatamente como eu digo. ('Eikō' nº 198)
Não se colhe com cultivo duplo e composto de capim verde
'Eikō' nº 198, 4 de março do vigésimo oitavo ano de Showa (1953)
Vila Matsubushi, Distrito de Kitakatsushika, Província de Saitama
Igreja Média Hōsei, Yamaguchi Toraichi (39)
Apresento, com respeito, o relatório do arroz irrigado do vigésimo sétimo ano de Showa (1952), quarto ano de cultivo.
No geral, houve redução de cerca de 1 to por tan na colheita, em comparação com o vigésimo sexto ano. Os agricultores que usam fertilizantes também tiveram redução, de cerca de 2 to. No ano passado, a colheita por tan foi de 8 to no cultivo natural e 7 to e meio no cultivo com fertilizantes. A causa da redução parece ter sido, para os agricultores com fertilizantes, grandes danos causados por insetos; no cultivo natural quase não houve, e o clima pareceu favorável.
No entanto, percebi que, por não seguir os ensinamentos de Meishu-Sama, usei exclusivamente capim verde, 180 kan por tan, e não usei palha alguma. Creio que essa possa ser a razão. Outra causa é que o campo era de cultivo duplo. Como se isso o confirmasse, um campo pobre, de cultivo único e baixa fertilidade natural, produziu 6 to e meio no vigésimo sexto ano e também 6 to e meio no vigésimo sétimo, não havendo redução apenas nesse caso.
Por apego próprio, não consegui converter para o cultivo único, e peço profundas desculpas a Meishu-Sama. Ao mesmo tempo, estou decidido a, a partir deste ano, converter o cultivo duplo em cultivo único e avançar com determinação.
Diante do exposto, apresento este relatório com respeito. (Apresentado em 16 de fevereiro do vigésimo oitavo ano de Showa, 1953)
Livro de Explicações do Método da Agricultura Natural de Produção Revolucionária
Impresso em 1º de maio do vigésimo oitavo ano de Showa (1953)
Publicado em 5 de maio do vigésimo oitavo ano de Showa (1953)
Formato A6, 236 páginas, não à venda
Autor: Okada Mokichi, Fundador (Kyōshu) da Sekai Kyūsei Kyō (Igreja Messiânica Mundial)
Editor responsável: Moriyama Jittarō, Atami-shi, Tawara-chō 112
Editora: Atami-shi, Tawara-chō 112 — Corporação Religiosa Sekai Kyūsei Kyō
Distribuidora: Atami Shoji Kabushiki Kaisha
💬 Contribua com a tradução
Encontrou algo estranho ou que pode ser melhorado? Selecione o trecho no texto (ou escreva abaixo) e envie sua observação. A equipe Goshinsho analisará cada indicação. Para enviar, será necessário fazer login.