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Salvando os Estados Unidos
Introdução
Desta vez, o senhor Bunji Tachimatsu, seguidor desta Igreja, que estivera estudando na Universidade de Notre Dame (de orientação católica), nos Estados Unidos, retornou recentemente ao Japão, após um ano de permanência. Trouxe consigo um registro detalhado e preciso das principais doenças que atualmente grassam naquele país, o qual eu lhe havia solicitado anteriormente. Ao vê-lo, fiquei estupefato: trata-se de uma inundação alarmante de doentes, o que comprova minha tese de forma mais que suficiente.
Hoje, qualquer japonês imagina que a medicina americana superou a Alemanha — que até recentemente detinha a hegemonia da medicina mundial — e que se encontra em pleno auge. Por isso, todos acreditam que ela deve estar obtendo resultados esplêndidos; eu também pensava assim. A realidade, porém, mostrou-se extremamente decepcionante, e o quadro miserável atual é insuportável de se ver. Se essa tendência continuar, esse terrível quadro se agravará cada vez mais, e quem poderá garantir que não chegará o dia em que o país inteiro enfrentará grande crise?
Há ainda a ameaça do exército da União Soviética e do comunismo, contra os quais os Estados Unidos atualmente concentram esforços em todo o país. É grave, sem dúvida, mas, em outro sentido, esse problema de saúde pode ser ainda mais sério. Por quê? Por mais que o comunismo estenda suas garras de invasão, não é impossível preveni-lo fortalecendo o exército com a união dos países do bloco liberal. Com o problema da saúde, porém, não é assim: a medicina moderna é extremamente impotente — não só sua causa ainda é desconhecida, como, mesmo que fosse descoberta, não haveria meio algum de resolvê-la. Se for esse o caso, o futuro se resume a uma só palavra: escuridão total. Do nosso ponto de vista, isso significa que há um defeito enorme e terrível oculto na própria medicina moderna.
Apesar disso, as pessoas não percebem nada; pelo contrário, caminham na direção oposta. Como se verá pelas estatísticas a seguir [omitidas], atualmente todas as doenças aumentam em ritmo acelerado a cada ano. Se assim continuar, posso afirmar que, em menos de um século, os próprios e poderosos Estados Unidos de hoje declinarão inevitavelmente, e com rapidez.
Tomemos como exemplo a Inglaterra e a França, nações hoje altamente civilizadas da Europa. Como explicar o declínio recente desses dois países? Comparados os cidadãos ingleses da época da Batalha de Trafalgar e os franceses da era das Guerras Napoleônicas com os de hoje, a diferença é tão grande que não podemos deixar de nos surpreender. A causa nada mais é que uma medicina equivocada, como ficará claro nas explicações a seguir.
Entre as nações civilizadas do mundo atual, considero que os Estados Unidos merecem o primeiro lugar por adotarem o Cristianismo como princípio fundamental de sua fundação, por seu povo crer em Deus de modo geral e por praticar a justiça. Essa é a base da prosperidade americana e a força motriz que fez do país a grande nação que é hoje. Nem é preciso dizer que, se hoje há um país com poder para manter a paz mundial, é este. Por isso, melhorar a saúde do povo americano é a necessidade mais urgente e, provavelmente, a maior condição para a paz mundial e a felicidade da humanidade.
Portanto, para deter o quanto antes a propagação das doenças neste país e, além disso, torná-lo um país livre delas, pretendo primeiro despertar a consciência por meio deste livro. Escreverei então, na ordem das estatísticas, sobre a causa, o meio de cura, o método de prevenção e os resultados reais do tratamento de cada doença; traduzirei tudo para o inglês e distribuí-lo-ei ao presidente, a especialistas de várias áreas e a pessoas ligadas à medicina.
A propósito, tenho algo a dizer também sobre os japoneses. Embora a medicina americana tenha a verdadeira natureza descrita acima, eles acreditam erroneamente que é a mais avançada e procuram adotá-la — o que constitui uma ilusão terrível. Isso decorre, provavelmente, da intoxicação pela ciência materialista, que os levou a se deslumbrar com o progresso superficial dessa medicina. Nesse sentido, o Japão também se encontra em situação muito perigosa, tanto quanto os Estados Unidos. Portanto, espero que as autoridades japonesas também leiam este livro e despertem sem demora. Por fim, gostaria de dizer uma coisa: os Estados Unidos estão demonstrando ao mundo inteiro, de forma inequívoca, o fato incontestável de que quanto mais a medicina avança, mais aumentam os doentes. Pelo Autor
(Nota)
O que é a Doença
Como já disse na introdução, explicarei desde a raiz por que as doenças vêm aumentando gradativamente nos Estados Unidos. Primeiramente, quanto à causa do surgimento das doenças: não se surpreendam, mas a doença é criada pelo próprio tratamento médico, e os medicamentos ocupam o centro dessa criação. Ou seja, o método que deveria curar as doenças e reduzir o número de doentes, ao contrário, impede a cura e as multiplica — uma ilusão inacreditável. Ainda que seja claro o bastante para dispensar explicações, as pessoas não o percebem; pode-se dizer que é o verdadeiro enigma do século XX. Pelo contrário, confiam cada vez mais na medicina e acreditam firmemente que, com seu avanço, as doenças serão resolvidas. Onde estaria, então, essa causa incompreensível? No fato de o pensamento médico estar invertido, interpretando a doença em sentido negativo. É o que passo a explicar minuciosamente.
Originalmente, todo ser humano, ao nascer, possui sem exceção toxinas congênitas e toxinas adquiridas. As congênitas são, obviamente, herança dos pais; as adquiridas, os venenos medicinais introduzidos no corpo após o nascimento. Ao ouvir isso, todos certamente se surpreendem. Por quê? Porque, desde os tempos antigos, tornou-se senso comum a ideia de que os medicamentos curam doenças e complementam a saúde; as pessoas acreditam que, havendo um bom remédio, as doenças serão resolvidas, fazendo disso o foco principal do tratamento médico. Nos Estados Unidos, especialmente, a ênfase maior recai sobre os medicamentos, e é notório o enorme esforço despendido na descoberta de novos remédios. Ora, se curassem as doenças, estas deveriam diminuir gradualmente; por que, então, aumentam cada vez mais? Não há nada tão ilógico. Na verdade, não existe um único medicamento na face da Terra que não seja venenoso; todos são substâncias tóxicas e é justamente por serem veneno que fazem efeito. O que isso significa? Que, pela ação do veneno do medicamento, os sintomas diminuem, dando a impressão de cura; na realidade, porém, a doença não está sendo curada.
Por que, então, os medicamentos são venenosos? Em primeiro lugar, ao criar o ser humano, o Criador de todas as coisas também lhe preparou aquilo que o sustentaria: o alimento. Entre os alimentos, os que o ser humano deve comer e os que não deve já estão naturalmente separados — aos primeiros foi dado sabor, e ao ser humano, o paladar. Assim, se a pessoa comer com prazer aquilo que deseja, obtém nutrição suficiente. Só por isso já se percebe quão minucioso é o Criador de todas as coisas. Nesse sentido, mais do que comer para viver, é pela alimentação que se pode viver. O mesmo vale para a reprodução: homens e mulheres não se unem com o objetivo de ter filhos; em uma união com outro propósito, os filhos são concedidos por acaso. É algo extremamente misterioso.
Como já disse, as funções internas do corpo humano foram projetadas de modo a não conseguir processar por completo substâncias estranhas ao organismo que não sejam as designadas como alimento. Assim, por serem os medicamentos corpos estranhos, apenas os nutrientes que contêm são absorvidos; o resto permanece no corpo — eis a toxina medicamentosa. O problema é que ela se acumula em várias partes e, com o tempo, solidifica-se. Os locais de acúmulo limitam-se às áreas que usam os nervos, ou seja, a parte superior do corpo, especialmente acima do pescoço, com centro no cérebro e incluindo olhos, ouvidos, nariz e boca. Por isso, as toxinas tendem a se concentrar nesses pontos e, em certo momento, solidificam-se ao redor do pescoço — em qualquer pessoa se encontra, sem falta, essa solidificação ao redor do pescoço e na região dos ombros. Isso é o nódulo. Quando ele atinge determinado grau, ocorre uma ação de excreção natural, ou seja, um processo de purificação: a febre dissolve a concentração de toxinas, transformando-as em líquido, que tenta ser eliminado na forma de tosse, catarro, secreção nasal, suor, diarreia, urina quente etc. É o que se chama de resfriado.
Portanto, como o resfriado é um processo de eliminação de toxinas, ainda que um pouco doloroso, se for suportado e deixado à natureza, as toxinas serão eliminadas suavemente, o corpo se purificará e a pessoa se curará — é algo realmente bom. O resfriado é uma função fisiológica simples, uma providência de Deus pela qual deveríamos ser muito gratos. No entanto, os seres humanos que o ignoram interpretam erroneamente o sofrimento dessa purificação como algo negativo, e o tratamento médico foi concebido justamente para detê-lo. Vê-se, assim, como isso é errado. Ademais, essa ação purificadora ocorre tanto mais facilmente quanto mais vigorosa a vitalidade do corpo; para detê-la, o melhor é enfraquecê-la. Foi então que se passou a usar os venenos chamados medicamentos.
Desde os tempos antigos, foram extraídos de raízes, cascas, ervas, minerais, órgãos de animais etc., e preparados como decocções, pós, extratos etc., resultando em poções, pílulas, pomadas, injeções e outras formas, aplicadas para interromper a purificação. Como um veneno forte pode ser fatal, eram administrados em doses fracas e gradativas — daí se determinarem quantidades fixas, como várias vezes ao dia. Um medicamento considerado eficaz é justamente aquele cujo veneno é fortalecido até o ponto de não chegar a causar envenenamento. Dessa forma, as toxinas que deveriam ser dissolvidas e eliminadas pelo veneno medicinal acabam solidificadas. O quanto as pessoas de hoje se tornaram tóxicas e quão propensas a doenças estão é evidenciado pelo fato de que recentemente muito se fala em "higiene preventiva" e de que todos temem os resfriados.
As pessoas também se alegram por a expectativa de vida ter ultrapassado os sessenta anos, mas isso é um grande erro. Com efeito, se não houvesse doenças, os seres humanos viveriam facilmente mais de cem anos; morrer antes disso é morte não natural, causada por doença. Sem doenças, a morte é natural e, portanto, é natural viver mais.
Como já dito, o tratamento médico não cura as doenças; é apenas um meio de aliviar temporariamente o sofrimento. Para isso servem repouso absoluto, compressas, pomadas, aplicação de gelo, eletricidade, fototerapia etc. — todos esses tratamentos não passam de métodos de solidificação. Entre eles, um ou dois se distinguem, como a moxabustão e os métodos de calor; no entanto, também estes apenas atraem as toxinas para o local mediante um estímulo térmico passageiro, aliviando o desconforto — com o tempo, a condição retorna ao estado anterior e nada se resolve de fato. Há ainda o método de destruir o câncer com radiação de rádio. Se destruísse apenas o câncer, seria louvável, mas na verdade também destrói os tecidos saudáveis; no balanço, o lado negativo supera o positivo. Como se vê, todos os tratamentos até hoje são, do começo ao fim, métodos de solidificação. O verdadeiro método de cura não é outro senão dissolver e eliminar as toxinas. Não é à toa que os próprios médicos não dizem “curar” — dizem “solidificar”, o que já é bastante revelador.
Ademais, o mais eficaz dos métodos de solidificação são justamente os medicamentos — e são eles que criam a causa da doença seguinte. Por isso, quanto mais tratamento médico a pessoa recebe, mais facilmente surgem doenças secundárias e a condição piora, o que é natural, podendo, como resultado, chegar a pôr a vida em risco. A esse respeito, ouve-se com frequência dos médicos que os pacientes que mais se esforçam para se curar com medicamentos caros e afins obtêm piores resultados, ao passo que os que não se importam tanto se curam melhor. Ouve-se também que os mais cuidadosos com a higiene são mais fracos, enquanto os descuidados são mais saudáveis, e que as próprias famílias de médicos e as enfermeiras de hospitais adoecem mais. Curiosamente, se perguntarmos a uma pessoa raramente doente e longeva qual é o segredo, ela dirá: “Nunca fiquei doente, por isso nunca precisei de médicos ou remédios.” Do nosso ponto de vista, porém, é o contrário: ela nunca precisou de médicos porque é saudável, e é saudável justamente por isso. Este ponto merece ser bem refletido.
Vacinação e Toxina Medicamentosa
Passo agora a explicar as toxinas congênitas. As adquiridas são, como já dito, os venenos medicinais introduzidos no corpo após o nascimento. E as congênitas? São justamente os venenos medicinais hereditários, transmitidos desde os ancestrais. Diz um provérbio japonês: “Não há quem não seja vaidoso, nem quem não tenha sarna.” Essa “sarna” é justamente o que antigamente se chamava popularmente de toxina fetal e que a medicina moderna denomina sífilis hereditária. Trata-se, evidentemente, de veneno medicinal envelhecido, cuja ação de eliminação deve ocorrer, de uma forma ou de outra, ao menos uma vez — e essa eliminação é a varíola. Por não conhecer essa lógica, o grande sábio inglês Jenner descobriu a vacinação em 1796 e, desde então, a humanidade pôde escapar da varíola; até hoje ele é venerado como salvador e alvo de gratidão.
No entanto, é preciso saber que a vacinação não fez desaparecer a toxina da varíola: apenas enfraqueceu a força de eliminação da toxina hereditária. Assim, essa toxina permanece no corpo como está e se torna causa de várias outras doenças. Descrevo agora a sequência: com o tempo, a toxina hereditária se acumula e se solidifica em algum lugar, e seu processo de purificação é o resfriado, além de várias doenças de pele, falsa paralisia infantil, meningite, escrófula em crianças etc., podendo também se tornar causa de outras enfermidades. Acima de tudo, como já escrevi, o declínio do vigor dos povos inglês e francês ocorreu depois da descoberta da vacinação — o que se percebe ao examinar o assunto.
Para erradicar a varíola da humanidade com base nessa lógica, não há outra opção senão jogar todos os medicamentos no mar. Ainda que isso fosse feito, porém, o efeito não seria imediato, pois os seres humanos foram recheados de medicamentos por séculos. Para que essa toxina se dissolva por completo, é preciso considerar que levará pelo menos duas ou três gerações. Ainda assim, como a toxina medicamentosa vai diminuindo gradualmente, mesmo que a doença se manifeste, será cada vez mais leve. Pelo método do Johrei, ademais, esse processo se resolve em uma única geração.
Portanto, para o público em geral, não é necessário abolir a vacinação de imediato. Se a pessoa deixar de tomar medicamentos por uma geração, os filhos já terão uma condição mais leve; a partir da geração dos netos, ela se tornará inexistente. O benefício da vacinação, por sua vez, resume-se a não deixar cicatrizes feias de varíola — e o dano que ela causa é maior que esse benefício. Refiro-me às injeções hoje tão em moda, provavelmente inspiradas pela vacinação; quão terríveis são os danos que causam ficará claro ao longo deste livro.
A seguir, escreverei sobre as principais doenças e toxinas medicamentosas. A mais terrível é o Salvarsan 606: pode-se dizer que esse envenenamento ataca invariavelmente o cérebro, causando doenças cerebrais e, em casos graves, podendo levar até a uma verdadeira doença mental. Essa toxina medicamentosa é extremamente maligna. A medicina considera que a doença mental é causada pela sífilis; para curá-la, aplica-se a injeção de 606 e, como resultado — como já dito — até pessoas sem qualquer anormalidade cerebral se tornam doentes mentais. Que ilusão terrível, não é?
Em seguida, entre as doenças causadas por toxinas medicamentosas, as mais comuns são provavelmente as do estômago. Diante de um pequeno desconforto inicial — excesso de comida, azia, indigestão etc. —, tomar um remédio alivia temporariamente, mas, com o tempo, a doença certamente reaparece. Esse ciclo de aliviar com remédios e ver a doença voltar acaba por torná-la crônica, transformando-a numa doença estomacal com nome próprio. Assim, o que poderia ter sido resolvido com uma ou duas purificações, se deixado naturalmente desde o início, torna-se uma doença real pela repetição de métodos errados. A ignorância é incomensurável.
Escreverei ainda sobre mais dois ou três exemplos. A cólica estomacal comum é uma dor de purificação e, embora seja controlada com anestésicos temporários, na maioria das vezes acaba se tornando vício e doença crônica. Já a úlcera gástrica é a manifestação mais clara da toxina medicamentosa: os remédios para o estômago sempre contêm bicarbonato de sódio, que amolece tanto os alimentos quanto a parede do estômago; quando um alimento sólido entra em contato com essa parede amolecida, ocorre fissura e sangramento — a hemorragia. Há também, de modo diferente, o sintoma de acúmulo de sangue no fundo do estômago, que ocorre porque a mucosa gástrica, tendo perdido a resistência, sangra constantemente; ao se misturar com as fezes, esse sangue forma pequenos coágulos pretos, facilmente identificáveis — todo sangue é vermelho quando novo, mas escurece com o tempo.
Por fim, a fraqueza estomacal mais comum é causada pelo uso de digestivos e pela ingestão de alimentos de fácil digestão, bem mastigados, o que não deixa espaço para o estômago trabalhar, enfraquecendo-o. Repetido esse hábito, a condição piora gradualmente até se tornar fraqueza estomacal crônica. Ela também, portanto, é algo criado pelo próprio ser humano.
O mesmo raciocínio vale para dor de cabeça (sedativos), nariz (cocaína), olhos (colírios), amigdalite (Lugol) e todos os tipos de emplastros e pomadas: visam apenas um efeito temporário e, ao mesmo tempo, causam inevitavelmente envenenamento. O mesmo ocorre com a febre. Deixada em paz, ela diminui gradualmente, de forma natural; se for usado um antitérmico, baixa por um tempo e, como reação, sobe de novo. Esse ciclo de baixar com remédios e a febre voltar acaba por torná-la extremamente persistente, e o médico, perplexo, chama-a de febre de causa desconhecida — mas, como já dito, foi o próprio médico que a criou, de modo que é natural que a causa lhe pareça desconhecida.
O uso comum de laxantes e lavagens intestinais também produz o efeito reverso do envenenamento, piorando a constipação e tornando-a um hábito. O mesmo ocorre com o edema: se for usado um diurético, a quantidade de urina aumenta temporariamente, mas, inevitavelmente, sobrevém uma reação adversa e o edema piora ainda mais. Repetindo-se o uso de diuréticos, o inchaço se agrava cada vez mais e, não havendo alternativa, recorre-se à drenagem por punção — que também é apenas temporária. No fim, o abdômen fica maior do que o de uma gestante no nono mês, e o médico desiste do caso.
Entre as toxinas medicamentosas, há uma terrível e que passa despercebida: os antissépticos usados em cirurgias. São substâncias tão fortes que têm poder de eliminar micróbios e, além disso, penetram diretamente nos músculos — o que é insuportável para o organismo. Tornam-se, assim, causa de várias doenças malignas, sendo as mais comuns dores intensas e persistentes que, mesmo quando curadas, levam muito tempo. Até as doenças da mucosa oral são causadas pela transformação, em toxinas penetrantes, de medicamentos ingeridos repetidamente — toxinas que, ao tentarem ser eliminadas, causam catarro e tumores.
Pelo que foi exposto sob vários aspectos, deve ter ficado claro que todas as causas de doença são toxinas medicamentosas. Sabendo disso, se os senhores médicos, ao diagnosticar, perguntassem ao paciente quando e qual medicamento tomou, quando e qual injeção recebeu, e quando e onde foi operado, já teriam uma ideia geral do caso. Além disso, os medicamentos têm natureza muito propensa a se solidificar e são difíceis de eliminar — normalmente permanecem solidificados por décadas, ou mesmo por toda a vida. Eu próprio ainda carrego toxinas medicamentosas de quando sofri de pleurisia e tuberculose, há cerca de cinquenta anos, e também de uma aplicação quase diária de medicamento, por um ano, devido a uma dor de dente, há mais de trinta anos. Atualmente, faço Johrei em mim mesmo todos os dias.
E, embora se fale em toxina medicamentosa, não se trata apenas de medicamentos ocidentais — os da medicina chinesa são semelhantes, havendo apenas diferença nos sintomas: o sofrimento causado pelos ocidentais é agudo, enquanto o causado pelos da medicina chinesa é surdo. Acima de tudo, as toxinas medicamentosas são a causa de todas as dores e coceiras. Portanto, se o ser humano não introduzisse medicamentos no corpo, passaria a vida inteira sem conhecer o sofrimento das doenças. Em suma, afirmo que, a menos que essa superstição em torno da toxina medicamentosa seja rompida, o sofrimento das doenças jamais será eliminado da humanidade.
(Nota)
Sekigaku: grande erudito. Sobre a Cirurgia
No Japão também, mas sobretudo nos Estados Unidos, orgulham-se hoje do avanço das cirurgias e as praticam amplamente — o que é um grande erro. Isso porque o avanço da cirurgia não é avanço da terapia, mas sim retrocesso. Por quê? Porque a verdadeira terapia não consiste em remover o próprio órgão afetado pela doença, mas em remover apenas a doença, deixando o órgão como está. Além disso, para isso corta-se a carne, causa-se hemorragia, inflige-se grande sofrimento, e a pessoa ainda fica com uma espécie de deficiência interna. Longe de ser terapia, é uma não terapia — e, apesar disso, acredita-se que seja um método avançado. Não há palavras para descrever tamanha ignorância.
Além disso, quando uma parte do corpo, por menor que seja, é retirada, isso não pode deixar de ter consequências. No caso da apendicite, por exemplo, bastaria remover o pus; mas, como o tratamento médico é incapaz disso, remove-se também o próprio apêndice vermiforme, o que é extremamente bárbaro. Por quê? Porque o Criador de todas as coisas não criou nada de desnecessário no corpo humano. A esse respeito, os médicos costumam dizer que o apêndice é desnecessário, ou que não há problema em perder ambos os rins — mas isso só porque desconhecem sua real necessidade. Isso mostra o quanto a medicina atual ainda é imatura e, ao mesmo tempo, constitui uma blasfêmia contra Deus. Afinal, os próprios médicos que sustentam essa lógica não foram criados por Deus? Acima de tudo, depois da cirurgia de apendicite, a pessoa parece saudável por um tempo, mas logo surgirá, com certeza, outra doença — porque a função original do apêndice é ser o órgão de eliminação de toxinas da parte inferior do corpo.
Explico agora em detalhes. Inicialmente, as toxinas se acumulam e se solidificam na região do rim direito, nas costas; depois, dissolvem-se gradualmente e se deslocam para a região do apêndice, onde tornam a se solidificar. Quando isso atinge determinado grau, ocorre a purificação, com febre e dissolução — e a dor desse processo é a apendicite. Por isso, se nesse momento observarmos a região do rim direito, certamente encontraremos ali uma solidificação, com dor evidente à pressão. Ao se fazer Johrei nesse local, a dor no apêndice desaparece de imediato e, em pouco tempo, sobrevém diarreia, e a pessoa se cura.
Com base nessa lógica, quando a apendicite se manifesta, basta ficar deitado, sem qualquer tratamento, para que em três ou quatro dias — no máximo uma semana — a pessoa se cure por completo, sem o menor risco de vida. No entanto, os médicos dizem que, se demorar, há risco de vida, e recomendam a cirurgia. A nossos olhos, só nos resta a estupefação diante desse ponto cego. Como já dito, se o apêndice — cuja função é eliminar toxinas — for removido, as toxinas que tentavam se acumular ali passam a se concentrar no peritônio ou na região dos rins, tornando-se causa de doenças mais difíceis de tratar do que a própria apendicite. Ademais, os antissépticos usados na cirurgia podem se transformar em pus e, ao tentarem ser eliminados, causar várias outras doenças, como dor de dente maligna, otite média, conjuntivite, tumores faciais etc.
A Terapia do Johrei
A partir de agora, junto com a tabela de pesquisa sobre a situação atual das doenças nos Estados Unidos, publicarei relatos de agradecimento de pessoas que se curaram completamente pelo método de tratamento que criei — o método do Johrei [omitido]. Como todos são escritos de próprio punho, não há neles um único erro; e, se alguém tiver dúvidas, como o endereço e o nome de cada pessoa estão registrados em detalhes, o melhor é ir diretamente até ela e perguntar. Ainda assim, tanto especialistas quanto o público em geral, ao ver isso, provavelmente não acreditarão num poder de cura tão superior ao da medicina moderna. O método de aplicação, por sua vez, consiste simplesmente em erguer a mão no ar a alguns shaku (cerca de 60 cm a 1 metro) de distância do paciente, e o tratamento se completa num curto período de dez a trinta minutos, sem necessidade de qualquer instrumento ou custo — uma única pessoa pode tratar dezenas de pacientes por dia. Trata-se, sem dúvida, da terapia ideal mais avançada que existe. E, no texto, "Meishu-Sama" refere-se, obviamente, a mim.
Outro fato surpreendente é que qualquer pessoa sem formação médica alguma — com nível de educação comum, seja comerciante, trabalhador, agricultor, funcionário público ou empregado de empresa — pode adquirir essa técnica com apenas alguns dias de curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Como resultado, até pacientes abandonados por grandes hospitais, ou que já haviam recebido a sentença de morte de um médico, curam-se de forma definitiva, não apenas temporária. Isso não é apenas um milagre do século XX; pode-se dizer que é o maior milagre desde o início do mundo. Comparando esse efeito de cura com o da medicina, não seria exagero dizer que, se a medicina vale um, isto vale cem. Portanto, se essa terapia se espalhar pelo mundo, deve-se esperar com confiança a realização de um mundo sem doenças.
Então, por que um método de cura tão maravilhoso nasceu neste século? Para explicar isso a fundo, é inevitável entrar no terreno religioso e, mais que isso, não há outro caminho senão tornar-se seguidor desta Igreja. Deixando isso de lado, porém, o objetivo deste livro é outro: conhecendo a situação atual dos Estados Unidos, não posso ficar em silêncio, e por isso o publico como um primeiro passo de alerta.
A respeito disso, o ponto mais importante é a razão pela qual uma descoberta tão surpreendente sobre a patologia, e o poder de cura que a acompanha, me foram concedidos. O motivo é que isso se deu justamente para que, pela manifestação da Vontade Divina de Jeová Deus, Eu realizasse a salvação final — e desejo que este ponto fique profundamente gravado em vossas mentes. Como prova disso, estão os milagres de cura de Cristo: os milagres que meus atuais centenas de milhares de discípulos vêm manifestando diariamente são, em muitos casos, iguais ou superiores aos dele, e, dentre esses inúmeros milagres, incluí aqui uma parte. Esses relatos chegam hoje a cento e poucas, ou até duzentas cartas por mês, e esse número cresce a cada mês; são publicados em abundância no jornal semanal 'Glória' (Eikō) e na revista mensal 'Tijotengoku', editados por nossa Igreja, mas ultimamente não temos conseguido publicá-los todos, a ponto de nos vermos às voltas com essa alegre dificuldade.
Quanto aos exemplos reais, incluí seis casos de cada um dos quatro tipos de doença que atualmente mais afligem os Estados Unidos — câncer, tuberculose, doença mental e paralisia infantil — e três casos de cada uma das demais [omissão]. Esses exemplos não foram escolhidos por serem particularmente notáveis; foram colhidos ao acaso, já que todos são essencialmente semelhantes, não havendo necessidade de seleção.
Lamento, porém, que muitos americanos que lerem este livro possam se sentir tocados e desejar receber o Johrei imediatamente — mas, por ora, isso é impossível, e peço que aguardem um pouco. Isso porque, de nossa parte, estamos nos preparando para selecionar bons praticantes de Johrei e enviá-los em missão o quanto antes, com previsão de que isso se concretize, no máximo, até o primeiro semestre do ano que vem. Ainda assim, a simples leitura atenta deste livro já permitirá compreender, até certo ponto, a verdadeira natureza das doenças e os fundamentos da medicina, de modo que só isso já deverá produzir um efeito considerável. Passemos agora a explicar cada doença individualmente.
Situação das Doenças nos Estados Unidos
Por Bunji Tachimatsu, membro residente nos Estados Unidos. Em todo o território existem 6.430 hospitais bem equipados, com 1.456.912 leitos (dados de 1950), e quase não passa um dia sem que os jornais publiquem novas teorias, novas terapias e novos medicamentos em alguma área da medicina. A consciência sanitária está surpreendentemente difundida, e medidas como a esterilização de utensílios em água fervente, o combate a moscas e mosquitos considerados vetores de micróbios patogênicos, as vacinações preventivas e o isolamento de pacientes com doenças infecciosas vêm sendo implementadas de forma quase perfeita, com o apoio de orçamentos imensos.
Qual é, então, a real situação das doenças nos Estados Unidos? Como uma série de fenômenos — a transformação gradual do mundo espiritual, o aumento do Elemento Fogo e o fortalecimento do poder de purificação — vem se manifestando neste terreno da medicina? Tentemos dar uma breve olhada.
Doenças como malária, ancilostomíase, tracoma, tifo, cólera, varíola, febre amarela, peste etc. — as chamadas doenças coletivas — estão de fato desaparecendo dos países civilizados, incluindo os Estados Unidos, na proporção do avanço da medicina. Ao mesmo tempo, porém, o número de pacientes com as chamadas "doenças do luxo" ou "doenças da civilização", peculiares às sociedades civilizadas, é grande mesmo nos Estados Unidos, e vem aumentando a cada ano, como que zombando da medicina de que tanto se orgulham. Não seria exagero dizer que a medicina moderna substituiu as doenças coletivas agudas pelas doenças crônicas da civilização.
Tomemos o câncer, por exemplo. Atualmente há mais de 700 mil pacientes com câncer nos Estados Unidos, e tanto o número de mortes quanto o de casos vêm aumentando constantemente a cada ano. Quanto ao número de mortes, em 1900 era de 64 por 100 mil habitantes, ocupando o oitavo lugar na taxa de mortalidade; mas foi aumentando gradualmente a cada ano, até chegar a 136 em 1948, ocupando o segundo lugar, atrás apenas das doenças cardíacas. Ou seja: em 1900, o número de mortes por câncer era de 41 mil; em 1948, 190.742; e no ano passado, 1951, 215 mil pessoas morreram de câncer, estabelecendo um novo recorde desde a fundação dos Estados Unidos. Atualmente, a American Cancer Society se empenha em várias medidas contra o câncer: por meio de panfletos, jornais, rádio, palestras públicas etc., incentiva e divulga a detecção precoce e o tratamento precoce por médicos responsáveis (principalmente radioterapia, raio-X e cirurgia de remoção). Ao ler os jornais diários, tem-se a impressão de que os americanos estão possuídos por uma verdadeira fobia do câncer.
Vejamos agora a tuberculose. A taxa de mortalidade por essa doença vem de fato diminuindo a cada ano: em 1900 era de 194 por 100 mil habitantes, ocupando o primeiro lugar em número de mortes, mas em 1948 caiu para 30, ocupando o sétimo lugar. "No entanto, em 1951, o número de pacientes com tuberculose foi maior do que em qualquer ano anterior" (St. Joseph County Tuberculosis League). Esse fenômeno irônico — queda no número de mortes e aumento no número de casos — pode ser considerado resultado natural do conflito entre dois fenômenos contraditórios: o avanço da medicina como terapia de solidificação, e o fortalecimento do poder de purificação. A interrupção da purificação pelo tratamento médico parece servir apenas para aumentar a produção de infelizes inválidos sociais permanentemente acamados. Embora se diga que a taxa de mortalidade está diminuindo, o número de mortes por tuberculose em 1948 chegou a 43.833 — o equivalente a 220 mortes por dia, ou uma morte a cada 12 minutos, superando o total de mortes por todas as outras doenças infecciosas juntas. A propósito, o número anual de mortes por tuberculose em todo o mundo chega a 3–5 milhões, o que é assustador. Atualmente, o número de pessoas diagnosticadas com tuberculose nos Estados Unidos é de 500 mil (principalmente entre 14 e 35 anos), ou seja, um em cada 225 adultos.
Uma das grandes ameaças à sociedade americana são as doenças mentais. O número de pacientes com doenças mentais, incluindo a esquizofrenia, chega a impressionantes 9 milhões. E a National Association for Mental Health relata que "uma em cada doze crianças nascidas este ano nos Estados Unidos provavelmente terá que ser internada em um hospital psiquiátrico em algum momento de sua vida". Depois das doenças mentais em número de casos vem provavelmente a artrite, com sintomas como dor intensa nas articulações, febre, inchaço e endurecimento. O número de pacientes em todo o país chega a 7 ou 8 milhões, com cerca de 147 mil novos casos por ano. Essa doença, a mais antiga da história humana, é também considerada a doença mais envolta em mistério.
O número de mortes por doenças cardíacas aumenta de forma inexorável a cada ano. Cinquenta anos atrás, em 1900, eram 137 por 100 mil habitantes, o que colocava a doença em quarto lugar na taxa de mortalidade; em 1948, porém, ela passou ao primeiro lugar, com 323, e, em 1950, alcançou 354,4, vitimando 535.920 pessoas. Diz-se que o número de pacientes cardíacos chega a 3,7 milhões.
Cabe notar também que o número de pessoas com dores de cabeça crônicas é muito grande nos Estados Unidos. O médico Clarence Woodbury, na edição de maio da revista American Magazine, escreveu: "Fiquei surpreso ao saber que cerca de 12 milhões de americanos sofrem de dores de cabeça crônicas". Já a paralisia infantil, considerada uma típica "doença do luxo", não tem número exato de pacientes, mas é mais comum não apenas nos países europeus e nos Estados Unidos, de civilização relativamente avançada, sobretudo nas classes ricas desses países. As ativas campanhas de arrecadação de fundos nas ruas para esses infelizes pacientes são uma cena frequente nos Estados Unidos.
Os números aproximados de outras doenças nos Estados Unidos são os seguintes: arteriosclerose e hipertensão, 3,7 milhões; asma, 3,5 milhões; bronquite crônica, 1,7 milhão; nefrite ou doença renal, 1,55 milhão; hérnia, 2 milhões; hemorroidas, também 2 milhões. Diz-se que pelo menos 9 milhões de pessoas sofrem de algum tipo de doença cardíaca ou vascular. Segundo o Dr. Iago Gladstone, do Medical Information Bureau da New York Academy of Medicine, "o problema das doenças crônicas na América é tão grave que não pode ser expresso em palavras nem imaginado". Assim, o número de pessoas que recebem tratamento médico como pacientes aumenta a cada ano: em 1931, eram 7.155.976; em 1940, 10.087.548; e, em 1950, nada menos que 17.023.513 — mais de 10% da população total dos Estados Unidos. Somando-se os que não recebem tratamento médico, pelo menos 25 milhões de pessoas, ou um sexto da população total dos EUA, são vítimas das chamadas doenças crônicas. O que é ainda mais revelador: mais da metade delas são pessoas relativamente jovens, com menos de 45 anos.
Essas pessoas, que constituem grande parte da população total dos EUA, não recebem da sociedade a remuneração que mereceriam — por estarem incapacitadas para o trabalho ou com a capacidade reduzida — e também pouco contribuem para ela; são, por assim dizer, um grupo de infelizes parasitas sociais. Citando novamente o Dr. Iago Gladstone: "Tal fenômeno se deve ao avanço da medicina moderna. Como já foi dito, a medicina moderna, em vez de reduzir drasticamente o número de mortes, aumentou enormemente o número de doentes." E ainda: "A menos que se faça uma nova e mais adequada reavaliação da verdadeira natureza da saúde e da doença, a medicina, ao continuar seus esforços de tratamento, se perderá cada vez mais em um labirinto e jamais conseguirá dar conta do fardo que a doença representa para o doente, a sociedade e a própria profissão."
"América, ó América,
Deus derrama Suas bênçãos sobre ti",
como se canta, mesmo a América — essa brilhante civilização mecânica e país cristão — também está doente. Diante dos gemidos de mais de 20 milhões de doentes — número que não para de aumentar —, a medicina moderna, sem recursos para socorrê-los, parece limitar-se a olhar atônita, de braços cruzados. Não teria chegado, enfim, o momento de ela curvar os joelhos diante da Medicina do Espírito Divino, materialização do pensamento de Deus, de grande compaixão e misericórdia? Acima.
20 de setembro de 1952.
Câncer
Esta doença pode ser chamada de doença da carne. Explicando-a desde a raiz: no início, ao criar o ser humano, o Criador de todas as coisas fez também alimentos adequados ao corpo humano — cereais, hortaliças, carne de animais e aves, peixes etc. — para que, ao comê-los, o homem pudesse viver com saúde. Isso, naturalmente, adapta-se ao clima, ao solo e à raça de cada povo; essa é a natureza das coisas. Assim, o fato de os Estados Unidos possuírem vastas terras férteis e abundância de cereais, hortaliças, carne de animais e aves etc. significa que ali se deve comer, de forma equilibrada, tanto alimentos de origem vegetal quanto animal; já o Japão, por ser um país de terra estreita cercada pelo mar, deve comer muito peixe. No entanto, o mago chamado ciência destruiu essa realidade natural ao tratar o corpo humano como mera matéria. Como resultado, houve progresso no plano da ciência material, mas a própria vida humana — uma existência metafísica — foi rebaixada ao plano material. Criou-se, então, uma ciência absurda, como a Ciência da Nutrição, que, a partir de análises superficiais, recomendou o consumo de carne e levou ao excesso que se vê hoje.
Ora, a carne animal contém originalmente um tipo de toxina, e o acúmulo e a solidificação gradual dessa toxina constituem o verdadeiro câncer. Por isso, a natureza, para neutralizar essa toxina da carne, oferece as hortaliças: além dos cereais, é necessário misturar uma quantidade considerável de hortaliças como acompanhamento. Assim, o câncer jamais ocorreria. Nos Estados Unidos, uma proporção de cerca de metade carne e metade hortaliças seria o ideal — afinal, povos que consomem grande quantidade de hortaliças não deveriam sofrer de câncer. No Japão, atualmente, também há casos de câncer, mas em número incomparavelmente menor que nos Estados Unidos, precisamente porque o padrão de vida japonês é mais baixo e o consumo de carne, menor.
Cabe notar ainda que, mesmo quando se diz apenas "câncer", há uma diferença entre o verdadeiro e o falso. O que descrevi acima é o câncer verdadeiro; na realidade, porém, o falso é muito mais comum, e nesse ponto o Japão e os Estados Unidos provavelmente não diferem muito. A causa desse falso câncer é, naturalmente, um tipo de toxina maligna de origem medicamentosa; por isso, ele desaparece com a abolição dos medicamentos e, caso a pessoa já o tenha contraído, ao parar os remédios e aumentar o consumo de hortaliças, ainda que demore, irá se curando aos poucos — não havendo motivo para grande preocupação.
(Nota) O "Daikōmyō Nyorai" que aparece nos relatos de casos reais refere-se à Imagem da Luz Divina de nossa Igreja, uma caligrafia original de Meishu-Sama.
Câncer de Estômago Completamente Curado: Hoje, 20 Meses Depois
Por Noriyuki Nagayoshi (47 anos), Igreja Média Kiitsu, Wakamiya, Takeo-cho, Kishima-gun, Saga
Em 26 de março de 1950, enquanto recebia uma visita inesperada e ouvia várias histórias, fui informado de que o Sr. Shuichi Hara (58 anos), de aza Kutsugu, Kitagata-cho, Kishima-gun, estava com câncer de estômago. Ele pediu que eu fosse vê-lo; fui, mas ele parecia estar em estado grave. Depois de uma única sessão de Johrei, ele pareceu pensar: "Será que isso vai melhorar?" e recusou. Como ele ainda não era membro convertido e eu temia que algo pudesse acontecer, voltei com um sentimento de alívio.
Quatro dias depois, na noite do dia 30, alguém veio à filial (na época, centro de ensino) com os dois filhos do Sr. Shuichi e disse: "É realmente difícil de pedir, mas desde o dia 27 estamos recorrendo a um médico, e como a fraqueza avançou muito rápido em quatro dias, o médico, talvez também surpreso, pediu à família: 'Deixem-me fazer uma consulta'. Quando perguntamos: 'Podemos deixá-lo fazer a consulta, mas o que acontecerá?', ele respondeu: 'Naturalmente, serão necessárias internação e cirurgia de incisão'. Quando perguntamos: 'Se fizermos a cirurgia, ele ficará bem?', ele disse: 'Mesmo com a cirurgia, não posso garantir'. Então dissemos: 'Se não há perspectiva de salvação, com ou sem cirurgia, vamos dispensar a cirurgia', e recusamos o médico. O próprio paciente disse: 'Mesmo que eu morra, não terei arrependimentos; desta vez, quero me apegar a Deus.' Por isso, embora seja muito egoísta o pedido, viemos pedir que nos ajude."
Assim, fui no dia 31 e disse: "Virei apenas por três dias; se depois disso ainda quiserem, por favor, me avisem. Caso contrário, depois de três dias, não virei mais." No terceiro dia, ele disse: "Por favor, continue vindo." Então marquei mais três dias e fui. Nos dois primeiros dias, ele não conseguia engolir nem cinco shaku (cerca de 90 ml) de leite por dia e suava frio incessantemente. Eu me perguntava se, naquele dia, não estariam pendurando um aviso de luto na porta; no dia seguinte, temia o mesmo. Assim fui por três dias, preocupado até chegar em casa. No terceiro dia — o sexto no total —, ele já estava muito melhor; fiquei aliviado e pensei que, daquele jeito, poderia escapar da morte. Ao mesmo tempo, senti profundamente que tanto as Graças Divinas de Meishu-Sama quanto a grandeza do Johrei encerram algo que a sabedoria humana não pode medir.
Ele foi ganhando forças a cada dia; continuei por mais quatro dias, totalizando dez. No décimo dia, eu disse: "A partir de amanhã, irei a Beppu em peregrinação, então não poderei vir por três dias; mas quando voltar e for à sua casa, acho que o senhor estará disposto a não ficar mais deitado", e me despedi naquele dia. Em 13 de abril, fui vê-lo novamente. Quando me aproximei da casa, ele estava apoiado na esposa para ir ao banheiro — como eu imaginava, estava muito melhor, e fiquei feliz como se fosse comigo mesmo. Quando o encontrei, a alegria dele e da família era indescritível. Naquele mesmo dia, uma pessoa chamada círculocírculo, vizinha, que também tinha câncer de estômago — a respeito de quem se comentava na vizinhança: "Quem morrerá primeiro, o Sr. Hara ou o Sr. círculocírculo?" — foi ao hospital, fez uma cirurgia e morreu na manhã daquele mesmo dia 13, sendo trazida de volta para casa em uma maca. Realmente, não se sabe onde a vida de uma pessoa pode mudar de rumo.
Depois disso, fui fazer Johrei de vez em quando; a partir da colheita do outono daquele ano, ele voltou a trabalhar como antes da doença. Vendo-o trabalhar com saúde até hoje — um ano e oito meses após a cura completa, sem nenhum problema —, percebo que a recuperação pelo Johrei não traz preocupação de recaída. Deveria ter feito este relatório logo após a cura completa, mas, seguindo a vontade do próprio paciente de confirmar se nada aconteceria depois de um ano, atrasei-o até hoje, cerca de 20 meses depois. Peço sinceras desculpas por isso. Ao mesmo tempo, penso que isso pode servir de referência para os convertidos mais recentes — por isso faço este relatório. Muito obrigado, Meishu-Sama.
(1º de fevereiro de 1952)
A Alegria de Ser Salvo de um Câncer de Estômago que se Pensava Ser Totalmente Incurável
Por Saburo Furukawa (54 anos), Igreja Média Kiitsu, Omeguri, Higashiseburi-mura, Kanzaki-gun, Saga
Sou atualmente um simples agricultor do interior. Quando jovem, trabalhei em vários cargos públicos; a partir de 1933, porém, passei a dedicar-me à agricultura em minha terra natal. Fosse pelo trabalho pouco habitual, fosse pelo muito álcool que bebera na juventude, sofria de problemas estomacais e nunca ficava sem remédios. Por volta de junho de 1950, a doença piorou repentinamente, e não suportava mais o trabalho. Além de visitar vários hospitais, tomei remédios de ervas e raízes que as pessoas nem mencionam e, nos intervalos, visitava santuários — mas sem nenhum efeito; meu corpo só definhava, e até meu espírito se encolheu.
Um dia, ao ler um livro intitulado Terapias Caseiras Populares, percebi que meus sintomas eram exatamente iguais aos do câncer de estômago. Em agosto de 1950, fui examinado em um centro de saúde, onde me disseram diretamente que se tratava de câncer de estômago. Fiquei estupefato, como se tivesse recebido uma sentença de morte — essa tristeza, creio, só quem já passou por isso pode compreender. Naquele estado, julguei-me perdido e senti desespero, mas não conseguia deixar de me preocupar com o futuro dos meus filhos. O amor dos pais pelos filhos é comum a todos, mas o coração de um pai que carrega uma doença mortal é algo especial. Por isso, registrei em um livro de inventário os bens da casa — terras, florestas, a casa — e outras informações necessárias, para deixar como material de referência para o futuro dos meus filhos, como uma história da família. No entanto, sendo naturalmente teimoso, queria de alguma forma vencer a doença, e sofri muito, chegando a um passo da neurastenia.
Mas os deuses e budas ainda não me haviam abandonado. Em janeiro de 1951, ao visitar a casa do Sr. Nakamuta, na aldeia vizinha, a negócios, ouvi por acaso sobre os benefícios materiais de Komyo-Nyorai; além disso, o Sr. Nakamuta já era convertido e, por sorte, o Professor Yakawa estava presente, vindo da Filial de Sasebo — então pedi imediatamente o Johrei. Após sete sessões consecutivas, quase me recuperei e, com mais quatro sessões intermitentes, restabeleci-me por completo. Este ano, trabalhei desde o cultivo secundário da primavera até a colheita do trigo e o plantio do arroz, e já recuperei o peso de antes da doença. Pensando no sofrimento passado, vejo que foi tudo em vão.
Realmente, os benefícios materiais de Komyo-Nyorai são inexplicáveis, e meu coração está cheio de gratidão. Agora, minha família vive em harmonia, dedicada à agricultura. Komyo-Nyorai reconstruiu meu corpo e, mais do que isso, renovou para a alegria até meu espírito desesperado. Mas, sendo um camponês ignorante como eu, não consigo nem expressar minha gratidão. De agora em diante, quero me apegar às mãos deste precioso Komyo-Nyorai e ajudar a construir um belo país livre, sem as confusões de doenças e pobreza. Para finalizar, agradeço ao Sr. Nakamuta e ao Professor Yakawa, que me guiaram a Komyo-Nyorai, e, se houver alguém que sofra da mesma doença que eu, recomendo que busque os benefícios materiais o quanto antes. Muito obrigado, Meishu-Sama.
(1º de dezembro de 1951)
Minha Alegria por Minha Irmã Ter Sido Salva de um Câncer de Útero Desesperador
Por Matsuko Sumi (43 anos), Igreja Média Kyokko, Nukai, Makubetsu-cho, Nakagawa-gun, Hokkaido
Entre as inúmeras proteções divinas que recebi, expresso com respeito, por meio desta carta escrita a pedido, a alegria de ver minha irmã salva — ela que, se não tivesse tido a oportunidade da salvação, já não estaria mais neste mundo. Ah, o câncer de útero de minha irmã, que me dá medo só de lembrar. Deixando quatro filhos, o mais velho de sete anos, seu marido partiu para a guerra, e, embora seja coisa do passado, não consigo conter as lágrimas que sobem.
Depois disso, longos meses e anos se passaram, e em 20 de outubro de 1948 meu irmão mais novo voltou da Sibéria por causa de uma doença. Nem é preciso dizer o quanto minha irmã sofreu nesse meio tempo. Mal tive um momento de alívio, e ela começou a definhar por causa do câncer de útero. Depois de examinada por quatro ou cinco médicos, disseram: "É um câncer de útero completo e já está bastante avançado." Embora fosse minha irmã, fiquei sem saber o que fazer. Depois de consultar parentes, decidimos interná-la no Hospital Universitário de Sapporo. Em meu coração, pensava que os médicos não a curariam, mas, sozinha, não podia fazer nada; assim, ela foi internada em dezembro daquele ano e passou por uma grande cirurgia, com remoção do útero, trompas e ovários, e também raspagem do osso pélvico esquerdo.
Em março do ano seguinte, ela voltou para Obihiro e foi internada em uma clínica especializada, onde recebeu vários tratamentos considerados bons, mas disseram que havia recaído. Foi internada novamente no Hospital Universitário de Sapporo, e depois disso só piorava a cada dia. Pensando no sofrimento de nós duas, com o único desejo de que ela melhorasse, ainda que por seis meses ou um ano, roguei a todos os deuses — mas cada vez me diziam: "Por mais que seja um deus, não pode salvar uma pessoa assim. Ela já deveria ter morrido há muito tempo." Meu coração se enchia, e eu não conseguia nem agradecer; abaixava a cabeça e saía para a rua, mas não tinha forças para enxugar as lágrimas que brotavam sem parar, e voltava para casa ao anoitecer.
Minha casa fica a cerca de 8 ri (aproximadamente 32 km) da casa de minha irmã, em Obihiro. Meu marido trabalha na agência dos correios, e eu vendo roupas e miudezas. Naquela noite, uma convertida, a Sra. Oka, que sempre vinha à agência, ficou em minha casa. Depois do jantar, ao falar sobre minha irmã, ela disse: "Há um bom Mestre que veio do interior (Honshu) para Obihiro, e ele diz que tudo, exceto o que é congênito, pode melhorar. Avisei imediatamente as pessoas que estavam sofrendo de doenças, e todas melhoraram uma após a outra, ficando muito felizes." Percebi que era realmente um deus magnífico e pensei que minha irmã também poderia ser curada.
Enquanto isso, recebi a notícia de que minha irmã, sem perspectiva de cura no hospital, voltaria de Sapporo em breve. Então, com receio, fui ao professor em Obihiro e expliquei tudo em detalhe. Ele disse: "Ela vai melhorar. No dia 29, um Mestre da Sede estará aqui — venha nessa ocasião." Fiquei tão feliz que parecia que ia voar. Contei imediatamente ao meu irmão e telegrafei para minha irmã, pedindo que voltasse a Obihiro no dia 29. Os dois dias de espera pareceram um mês ou dois, e eu já me sentia como se minha irmã estivesse salva, ganhando forças.
Cheguei a Obihiro na manhã do dia 29. Sua aparência estava tão magra e debilitada que não parecia minha irmã, nem parecia ser deste mundo. Fomos imediatamente de táxi à filial, ouvimos a preciosa palestra e, como minha irmã estava em estado grave, recebemos o Johrei antes dos outros. Cerca de sessenta membros presentes olharam para ela e, em uníssono, ficaram pasmos com seu estado. Como ela parecia um pouco melhor, pedi ao Mestre Muromiya e ao Sr. Ono que viessem todos os dias, e voltei. Mas eu estava muito preocupada, sempre ligava para saber notícias e ia a Obihiro para ver como ela estava. O Mestre disse: "Se você se preocupa tanto assim com sua irmã, receba o Ohikari e faça Johrei nela sempre que vier a Obihiro — ela vai melhorar ainda mais. Qualquer um pode fazer isso." Sem saber de nada, fiquei intrigada, mas me converti.
Imediatamente, como minha irmã estava sofrendo sem evacuar havia onze dias, fiz Johrei por vinte ou trinta minutos, e logo saíram urina e fezes em grande quantidade. Realmente, que poder magnífico foi concedido a alguém como eu! Senti como se tivesse renascido, dando o primeiro passo das trevas para a luz, e só podia agradecer. Naquela época, ela ainda sentia dores após a grande cirurgia; como havia sido queimada com rádio e raio-X, e a intensidade fora muito forte, o intestino e a uretra também queimaram, endurecendo até o ânus, e ela não conseguia eliminar líquidos — a urina e as fezes se misturavam e saíam pela vagina.
Depois disso, minha irmã passou por várias mudanças e, por volta da segunda semana, teve duas ou três hemorragias abundantes. Eu me alegrava interiormente, pensando que o câncer estava saindo, mas a família e os parentes, sem a menor ideia do que era o Johrei, faziam grande alvoroço com médicos e remédios. Sempre que tinha tempo, eu fazia Johrei; mas, quando eu pedia ao Mestre e voltava, minha irmã recusava, e a dor aumentava gradualmente, a ponto de não conseguir dormir dia ou noite. Minha irmã, que não conseguia mover nem uma perna livremente, arrastava-se pelo quarto de sofrimento. Nem fortes soníferos nem morfina faziam efeito; ela sofria como uma sonâmbula e dizia: "Não quero viver sofrendo assim, não quero mais Johrei." Já fazia cerca de setenta dias desde o início da dor, e ela estava só pele e osso.
Quando, depois de receber o quarto aviso de "estado crítico", fui vê-la em 4 de novembro, ela já estava com a respiração muito fraca. Fiz Johrei com todo o empenho e, em meu coração, decidi firmemente que naquela noite iria acompanhar o Mestre Muromiya em sua visita e pedir a Meishu-Sama. Preparei-me para partir, mas, por outro lado, preocupava-me com a possibilidade de algo acontecer durante minha ausência. Então minha irmã, como que transformada, recuperou as forças e disse: "Irmã, está tudo bem, não se preocupe e vá." Fiquei surpresa. Fiquei extremamente surpresa. Como é gratificante receber tamanha proteção divina, pensei, e parti.
Na audiência do dia oito, fiz perguntas a Meishu-Sama, e ele me ensinou o método do Johrei. Senti uma alegria e uma honra tão imensas que não consigo expressar em palavras. Como a viagem duraria mais de uma semana — e, da outra vez, eu havia ficado exausta e passara um mês de cama —, temia o cansaço; mas, desta vez, não senti cansaço algum, e voltei para a casa de minha irmã ainda mais disposta. Ao perguntar à minha mãe como estavam as coisas, ela disse: "Sua irmã, que não comia nada, agora mal pode esperar pelas três refeições, e até come lanches." Fiquei tão, tão feliz que agradeci imediatamente a Meishu-Sama. Quando vi minha irmã, ela havia engordado e estava com uma aparência saudável, tudo em apenas uma semana. Sem palavras, sentei-me em silêncio e, de olhos fechados, deixei escorrer lágrimas quentes, sem parar.
A partir de então, ela melhorava a cada dia. Ainda de cama, tricotou suéteres para o marido e os quatro filhos, costurou um roupão e preparou sozinha os preparativos de inverno, e passou o Ano Novo com alegria. No entanto, o ânus ainda permanecia atrofiado, e as fezes continuavam saindo apenas pela vagina; quando os dejetos se acumulavam, a região inchava e ulcerava, causando sofrimento. Por isso, fui novamente à audiência, fiz perguntas, aprendi os pontos para aplicar o Johrei e, ao voltar, apliquei-o duas ou três vezes. No terceiro dia, houve evacuação pelo ânus. Repetidamente, fui agraciada com uma eficácia tão extraordinária que vivo dias de gratidão.
Minha irmã agora também pode trabalhar e vai mensalmente à peregrinação da filial. De agora em diante, estou decidida a oferecer gratidão a Meishu-Sama e a Daikōmyō Nyorai, e a retribuir, ainda que seja uma parte mínima, a imensa bondade recebida. Foi verdadeiramente uma graça imerecida. Apresento meus agradecimentos em nome de minha irmã. Muito obrigada. Com humildade, relato, através desta escrita tosca, uma parte dos benefícios materiais recebidos. Muito obrigada. Expresso, mais uma vez, minha gratidão.
(1º de julho de 1952)
Ressuscitada de um câncer uterino para o qual fui desenganada pelo médico
Fukushima Katsu (58), Igreja Média Ryūkō, bairro de Hirano, cidade de Izumo, província de Shimane
Desde os tempos antigos, diz-se que a vida é a base de tudo. E eu, de fato, sou uma pessoa feliz que recebeu uma vida tão preciosa que, por mais que eu tivesse, nunca seria suficiente. Graças a isso, hoje vivo alegremente, cercada por meus queridos netos que se agarram a mim, chamando "Vovó, vovó". Ah, mesmo ao lembrar, sinto arrepios. Relato, com minha escrita tosca, como fui ressuscitada de ter sido desenganada pelo médico.
Habitualmente, sentia dores lombares e, quando me esforçava um pouco além da conta, não conseguia esticar as costas; aliviava temporariamente com acupuntura e moxabustão. Por volta do outono do ano retrasado, comecei a ter um corrimento considerável, com coágulos, mas, como não havia dores intensas, fui levando sem me preocupar — pensei que, mesmo com a idade, talvez estivesse rejuvenescendo, ou que a menstruação tivesse recomeçado. Após dois ou três meses, o corrimento parou.
No final de abril do ano passado, de repente, a parte inferior do abdômen ficou rígida e a região lombar doía. Minha filha, que havia voltado para casa, insistiu: "Com esse sofrimento todo, com certeza o útero não está bem. A senhora precisa ir ao médico para ser diagnosticada. A vizinha lá de casa, com sintomas parecidos com os seus, foi diagnosticada pelo médico como caso perdido e acabou morrendo outro dia. Então, vá se consultar o quanto antes." No dia 23 de abril, dia da eleição, meu filho me levou de bicicleta; votei e, à tarde, fui ao hospital. O médico me disse: "Há um pequeno tumor no útero, mas não é nada grave — há também outras doenças contribuindo." No entanto, em segredo, para meu filho e familiares, ele deu o diagnóstico verdadeiro, de desenganada: "É câncer de útero, já em estágio avançado; a cirurgia não adiantaria e, mesmo deixando como está, ela não dura seis meses." Eu, como a ignorância é uma bênção, voltei para casa completamente tranquila.
Talvez devido à vibração intensa da bicicleta, senti fortes dores na parte inferior do abdômen e sofri muito. Gradualmente, as fezes só saíam com laxantes ou lavagem intestinal. Por fim, o ânus se abriu, e mesmo a lavagem intestinal devolvia o medicamento intacto; os laxantes também já não faziam efeito. Perdi o apetite. Parentes preocupados me aconselhavam: "Vá consultar um curandeiro de tal lugar, dizem que ele acerta muito" ou "Em tal lugar, ao receber oração, curou-se de uma vez."
Nessa situação desesperadora, uma vizinha, a Sra. Inoue, membro da Igreja Messiânica, veio me visitar e, gentilmente, disse: "Senhora, é possível receber a graça através do poder da fé. Que tal eu aplicar o Johrei na senhora?" Eu, pensando que, em aperto, recorre-se a Deus, respondi: "Se a senhora tem fé verdadeira, por favor, deixe-me receber a graça." Foi a primeira vez que recebi o Johrei. Ela apenas mantinha as mãos afastadas do meu corpo, a trinta ou sessenta centímetros, imóveis. Mas, depois de recebê-lo por dois ou três dias seguidos, senti uma sensação agradável, indefinível.
Então, pedi encarecidamente que o senhor da cidade de Taisha viesse me atender. Apesar da agenda lotada, no dia 22 ele veio e aplicou o Johrei. Pois bem — até aquele momento, eu sentia uma vontade de urinar tão frequente que mal conseguia esperar um minuto; mas, com apenas uma sessão de Johrei, o intervalo se estendeu para mais de duas horas. Quando ele aplicou firmemente o Johrei na região dos rins, senti um grande alívio. Na manhã seguinte, as fezes acumuladas havia quatorze ou quinze dias foram eliminadas, e as dores agudas antes e depois de urinar diminuíram consideravelmente. O médico sempre dizia: "Se você não se alimentar, vai ficar fraca. Coma, coma!" Por mais que insistisse, eu não conseguia comer nada. Mas, de uma só vez, isso se resolveu, e passei a comer com muito apetite.
Na terceira vez em que o senhor Sakuchu veio, meu corpo já estava completamente melhor; na hora da partida, cheguei a acompanhá-lo até o portão. Até o dia oito de junho, ele veio oito vezes, e a cada vez eu melhorava visivelmente, deixando-o muito contente. Meu filho deveria receber o Ohikari para que eu pudesse receber o Johrei em casa; mas, no dia oito, fui levada de bicicleta pela Sra. Inoue até a sede da Igreja Média para agradecer, e já estava tão recuperada que pude receber o Ohikari pessoalmente. Naquele dia, recebi o Johrei também do presidente da igreja e contei a todos os presentes como havia recebido tamanha graça.
Após voltar para casa, tudo correu bem. Durante um ou dois meses, ocasionalmente saía uma secreção amarelo-esbranquiçada, pastosa e malcheirosa, mas não houve sangramento intenso. No terceiro mês, já ia puxando um carrinho até uma cidade próxima para vender hortaliças. As pessoas que espalhavam o boato de que "ela já era, não vai escapar" ficaram todas surpresas e perguntaram como eu havia me curado. Minha filha casada foi ao hospital onde fui diagnosticada, e o médico perguntou: "Como está sua mãe ultimamente?" Ela respondeu: "Sim, graças a Deus, ela está muito bem e trabalhando." Dizem que o médico, parando o que fazia por um instante, exclamou "Ah é?", arregalou os olhos e ficou de boca aberta, sem conseguir fechá-la.
Verdadeiramente, graças a Deus, estou mais saudável do que antes de adoecer, e minha família, maravilhada com minha recuperação, vive grata. Agradeço profundamente pela compaixão de Meishu-Sama.
(1º de julho de 1952)
Reumatismo articular também curado; paciente com câncer retal em estado terminal se recupera
Kimura Tatsuo (26), Igreja Média Ohara, cidade de Komatsu, distrito de Oshima, província de Yamaguchi
Eu, ainda membro recente desta igreja, sem considerar minha própria indignidade, ousei pegar nesta pena tosca. Foi porque recebi milagres tão preciosos e dignos de gratidão que seria uma falta de respeito guardá-los apenas para mim. Acredito que, ao relatar minhas experiências — que podem ser chamadas de uma sucessão de milagres —, ainda que com escrita tosca, isso possa servir de auxílio para a fé e o serviço de todos. Além disso, sou movido pelo desejo de que, contra o cientificismo dos jornalistas e o ateísmo dos materialistas, se mostre o verdadeiro sabor da fé e o fato de que o Johrei desta igreja é superior à ciência, e que se reconheça, ainda que em parte, a verdadeira forma da religião e sua existência.
Tomei conhecimento da existência desta igreja quando, devido a nevralgias intercostais e ciáticas e a reumatismo articular, estava acamado havia mais de um ano. Submeti-me a todos os tipos de tratamento imagináveis: médicos, eletricidade, acupuntura, moxabustão, digitopuntura — mas a evolução não era favorável. Meus braços e pernas, paralisados, ficaram roxos; minha memória enfraqueceu, minha visão ficou turva. O sofrimento das dores intensas e da febre alta, de manhã e à noite, roubou-me os sonhos e esperanças da juventude, e até a vontade de viver se extinguiu. Fui lançado em um mundo de trevas, caindo em estado de estupor, e apenas repetia, como uma rotina diária, injeções, digitopuntura e eletroterapia, incapaz de suportar a dor e a febre.
Isso foi em meados de fevereiro do ano passado. O senhor Takamoto, que soube de mim pela mãe da minha cunhada, veio me visitar e falou sobre a graça do Johrei. Ele disse: "De qualquer forma, suspenda todos os tratamentos por uma semana e experimente receber o Johrei. Com certeza vai sarar." Eu era, originalmente, um simpatizante de Marx, um ateu que detestava até a palavra "fé". Pensando agora, é realmente algo temível, mas eu pensava: "Por mais que digam que é uma graça, será que uma doença considerada incurável pela mais alta tecnologia da medicina moderna pode ser curada apenas com a imposição das mãos? Isso é superstição, religião maligna." Não conseguia acreditar de forma alguma. Foi apenas com o pensamento de "não custa tentar" que recebi o Johrei.
Então, no terceiro dia, chegou o momento em que até eu, um ateu, pude ver claramente a existência de Deus e a realidade dos milagres. Durante mais de um ano, um médico vinha todos os dias, sem se importar com chuva ou vento, e eu não podia recusar seus serviços de forma grosseira. Então lhe disse: "Ultimamente, a dor tem diminuído e estou me sentindo muito melhor. Gostaria de parar com as injeções e os remédios por um tempo. O que o senhor acha? Será que a quantidade excessiva de remédios e injeções não está causando uma reação contrária, provocando a paralisia e a solidificação dos membros?" Tentei recusar a visita de forma indireta, mas ele respondeu: "Isso é o que se chama de leiguice. O que um médico faz não tem erro. Não vou fazer nada de mal — deixe a doença com o médico." E continuou vindo, aplicando injeções como antes.
Mas será que a vontade, o pensamento do Dr. A, tocou a Deus? Ou será que, dentro do corpo que recebeu a Luz, há algo que nem mesmo um médico cientista pode violar? Quando ele tentava inserir a agulha da injeção, ela entortava ou quebrava, sem entrar facilmente. Depois de seis ou sete tentativas, finalmente conseguia inseri-la, mas então o líquido da injeção vazava, sem efeito. O médico e a enfermeira, com expressões perplexas, fixavam o olhar em um ponto, intrigados. Ali havia um prego que o senhor Takamoto cravara para pendurar a Imagem da Luz Divina. Naquele dia, ele foi embora assim.
No dia seguinte, veio para a consulta sob a chuva, mandou a enfermeira preparar a injeção, pegou a seringa com o líquido e ficou imóvel, pensando. De repente, disse: "Ouvi dizer que a evolução está boa. Hum... Hoje vou parar com a injeção." E começou a se preparar para ir embora apressadamente. Todos, incluindo a enfermeira, ficaram surpresos. Ao se despedir, disse formalmente: "Cuide-se. Se piorar, avise-me imediatamente. Virei sem falta." Mas, no momento em que seus olhos encontraram o prego onde estava pendurada a Imagem da Luz Divina, ele disse: "Não, não, não será preciso me chamar. A senhora vai se recuperar e poderá vir andando até o hospital. Não, não, nunca mais precisará dos cuidados de um médico. Pode ficar tranquila." E foi embora a toda pressa.
Ah! O que é isso, senão um milagre? Como é grande a proteção divina! Ali, vi claramente a existência de Deus e a realidade dos milagres. Toda a família, agradecida pela imensa graça do grande Deus, chorou de emoção. A partir daquele dia e daquela hora, meu coração obstinado mudou completamente. Recitando a Oração Zengen-Sandji, que antes ouvia como o vento, e lendo atentamente os Escritos Divinos, pude experimentar uma sensação de paz que nunca antes tivera, e saborear o verdadeiro sabor da fé. Recuperei os sonhos e esperanças da juventude, e dias felizes e alegres chegaram.
Através do Johrei, meus braços e pernas, que estavam roxos, minha visão turva e a perda de memória — tudo se recuperou dia após dia. Em uma semana, meu corpo estava tão saudável que era difícil acreditar que estivera acamado por mais de um ano. As articulações, que não conseguiam se dobrar, tornaram-se livres, e eu conseguia suportar uma hora de meditação sentada ou uma caminhada de uma légua sem sentir dores significativas. Compreendi que a paralisia e a descoloração dos membros, a visão turva e a perda de memória eram todas devidas à toxina medicamentosa; ao mesmo tempo, percebi o quão terrível é essa toxina, e tremi ao pensar que antes a recebia com gratidão.
No Culto do dia 20 daquele mês, fui com minha mãe em peregrinação e, imediatamente, converti-me. Diariamente, com minhas poucas forças, coopero na grande obra divina de salvação da humanidade, para a construção do Paraíso Terrestre. Quando aplico o Johrei, milagres surgem um após o outro, e os milagres geram mais milagres. Cada vez mais conheço a grandeza da obra divina, e sinto um desejo ainda maior de retribuir a graça.
Abaixo, darei um exemplo e encerrarei meu relato de experiência com esta escrita tosca. Uma certa idosa estava acamada havia um ano e meio devido a um câncer retal. Sem apetite, com o rosto pálido e sem cor, foi submetida aos melhores médicos e aos remédios mais caros e raros, em todo tipo de tratamento — mas a doença só piorava. Era uma situação lastimável, em que a morte era apenas uma questão de tempo. No entanto, o senhor Takamoto foi até ela e, já no segundo dia de Johrei, ela conseguia se alimentar e andar até o banheiro. Em uma semana, levantou-se da cama e até cozinhava.
Quando fui visitá-la, uma semana depois, o médico, juntando as mãos, pedia encarecidamente à paciente: "Isso é estranho. O caroço no abdômen desapareceu. Isso não é câncer. Coisas estranhas realmente acontecem. Já tratei muitos pacientes com câncer como médico, mas nunca vi um paciente com esse estado, com essa mudança. Por favor, deixe-me ao menos examiná-la para pesquisa." Era uma cena rara. Do fundo do coração, agradeci: "Meishu-Sama, muito obrigado." Meishu-Sama, muito obrigado.
(1º de abril de 1952)
Salvo de um câncer retal
Toyoda Seigo (58), Igreja Média Chosei, bairro de Tamagawa Todoroki, cidade de Setagaya, Tóquio
Recebendo a grande proteção divina de Meishu-Sama, expresso minha humilde gratidão. Ao mesmo tempo, relato que, recentemente, a doença de minha filha também foi curada e que eu, um pecador, após ser atacado pelo terrível mal do câncer, também fui salvo, banhado pela Luz.
Foi um susto para a família quando, em julho passado, o médico diagnosticou câncer retal. Ainda havia trabalho que eu mesmo precisava realizar, e era impossível considerar a morte iminente. O médico disse: "Este câncer está em estágio avançado. Mesmo com cirurgia, não posso garantir mais de três meses de vida." Até então, embora visse minha filha sendo salva, não compreendia o verdadeiro poder de salvação da Igreja Messiânica e hesitava entre reuniões familiares e outros hospitais. Mas, com a forte insistência de minha esposa e de minha filha, disse: "Gostaria de pedir o Johrei também." Esse foi o motivo.
Receber tamanha proteção divina... só tenho palavras de gratidão. O sentimento de poder me dedicar aos negócios externos sem nenhuma dificuldade não pode ser bem expresso por escrito ou em palavras; apenas escrevi conforme me veio à mente. Como no hino:
"Não há no mundo nada tão ilusório quanto um cego,
Que não conhece o tesouro que está perto."
Assim como no poema de Meishu-Sama, mesmo podendo ser salvo sem preocupações, como não foi um caminho tortuoso! Atualmente, estou tão saudável que até os vizinhos se surpreendem, e posso fazer trabalhos leves. De agora em diante, quero compartilhar a grande felicidade que recebi com outras pessoas que sofrem de doenças, para que possamos alegrar-nos juntos. Agradeço pela proteção divina de Meishu-Sama. Com humildade, expresso minha gratidão.
(11 de dezembro de 1951)
Tuberculose
Esta doença também é inteiramente criada pela medicina. Como escrevi anteriormente, a toxina medicamentosa se acumula e se solidifica em várias partes do corpo. Como processo de purificação, ocorre um resfriado, e as toxinas líquidas dissolvidas pelo calor tentam sair pelos pulmões na forma de catarro — ou seja, os pulmões funcionam como uma estação de passagem para a excreção do catarro. O catarro, uma vez retido nos pulmões, sai pela garganta impelido pelo bombeamento da tosse. Portanto, quanto mais tosse e catarro, melhor é a purificação. Contudo, a medicina, interpretando isso ao contrário, tenta impedir a tosse e o catarro a todo custo — um erro verdadeiramente surpreendente. Como resultado, o catarro permanece retido nos pulmões e, com o passar dos dias, vai se solidificando gradualmente. Depois de um tempo, a purificação ocorre de novo, e a pessoa pega um resfriado. Quando o médico a examina nessa ocasião, diagnostica o estágio inicial da tuberculose com base na febre, na solidificação do catarro nos pulmões, na tosse, na expectoração, nos ruídos respiratórios etc.
Ademais, como havia também uma pleurisia leve anterior, essa massa se dissolve e tenta sair pelos pulmões — a isso se chama infiltração pulmonar. A dissolução dos nódulos do pescoço e ombros, que penetra pela parte superior dos pulmões, é chamada de adenite hilial ou catarro apical. Observando a sequência acima, pode-se entender claramente que a tuberculose é totalmente criada por um tratamento médico equivocado.
Em suma, a medicina impede que as impurezas do corpo saiam pela purificação natural. É claro que medicação, injeção e repouso são todos meios de solidificação; portanto, o avanço da medicina é apenas o avanço dos métodos de solidificação das toxinas. Quanto ao bacilo da tuberculose, ele também não é contagioso, ao contrário do que afirma a medicina, mas de ocorrência natural — o catarro solidificado nos pulmões apodrece com o tempo e, ao apodrecer, surgem micróbios, o que é um princípio da matéria. Ademais, a temperatura corporal, sendo uma condição favorável, acelera o processo.
Como visto acima, se a tuberculose é criada pelo tratamento médico, afirmo sem hesitação que, enquanto isso não for compreendido, ela não diminuirá — mas também não aumentará. Acima de tudo, os fatos o demonstram bem. Recentemente, tanto nos Estados Unidos quanto no Japão, embora se diga que a taxa de mortalidade por tuberculose diminuiu muito, o número de pacientes não diminui em nada — essa é a contradição. Isso se deve exclusivamente ao avanço dos métodos de interromper a purificação, como medicamentos mais potentes e novas cirurgias. De fato, é possível prolongar a vida temporariamente, mas isso não é uma cura completa. Assim, aumenta cada vez mais o número de pessoas que não morrem, mas também não podem trabalhar, vivendo em um limbo. Como o número de novos doentes também permanece o mesmo, a situação atual, de falta de leitos, é bem ilustrada pelo Japão, os Estados Unidos à parte.
A seguir, escreverei também sobre o bacilo da tuberculose de forma exaustiva. Diz-se, hoje em dia, que a medicina da tuberculose avançou muito, mas, do nosso ponto de vista, não houve avanço algum — na verdade, ela nem sequer entrou pela porta. Isso porque a medicina está presa apenas ao bacilo, acreditando erroneamente que, ao matá-lo, a tuberculose estará resolvida. Todavia, é claro que o bacilo não surgiu no ar por acaso, nem brotou sem razão no corpo humano — deve haver, em algum lugar, uma fonte de origem. Foi isso que eu descobri.
Em seguida, escreverei em detalhes — mas, para isso, é necessário conhecer de antemão a constituição do corpo humano. A ciência considera o corpo humano mera matéria, mas isso é um grande erro: se assim fosse, como explicar a vida e a morte humanas? O ponto crucial aqui é o espírito humano, ou seja, a mente. Isso é invisível, mas nem mesmo a ciência pode negá-lo, pois, além do corpo físico, existe, de forma clara e distinta, um indivíduo quase imaterial chamado espírito, que tem a mesma forma do corpo físico. Assim, espírito e corpo estão em uma relação de união indissolúvel; a morte é a saída do espírito e a cessação das atividades do corpo.
A mente está em movimento sem um segundo de descanso. Quando surge algum desejo no ser humano, ele se transfere instantaneamente para o corpo e se torna ação — o corpo não age por conta própria. Se assim é, a essência do ser humano é a mente, isto é, o espírito: ele é o governante, e o corpo, o subordinado. Logo, o espírito é primordial e a matéria é secundária. Segundo esse princípio, mesmo as doenças surgem primeiro no espírito e depois se transferem para o corpo. Esta é a verdade — e, por isso, o fundamental é tornar o espírito saudável.
Explicando isso mais detalhadamente: o espírito, em sua essência, é um corpo incolor e transparente. Inicialmente, formam-se nuvens espirituais nesse corpo transparente — essa é a causa da doença. Cientificamente falando, a materialização do espírito é o sangue, e a desmaterialização do sangue é o espírito. Quando as nuvens espirituais se refletem no corpo, o sangue daquela parte se turva; e, quando o sangue turvo se reflete no espírito, aquela parte se cobre de nuvens espirituais. Dessa forma, pode-se dizer que há uma unidade entre espírito e corpo.
Então, qual é a causa das nuvens espirituais? Religiosamente falando, é o acúmulo de pecados e impurezas; materialmente falando, é o acúmulo de toxina medicamentosa. E qual é a essência das nuvens espirituais? É o hidrogênio impuro. Com o passar dos dias, sua concentração aumenta gradualmente, e ele se contrai; então, bactérias surgem nele. Essas bactérias podem ser chamadas de matéria inorgânica de natureza vegetal, mas, com o tempo, transformam-se gradualmente em matéria orgânica e tornam-se animais — isso é o ovo do bacilo. Quando esse ovo se desenvolve e se torna um indivíduo, isto é, um adulto, é o micróbio visível ao microscópio. O vírus é a partícula intermediária entre o ovo do bacilo e o bacilo adulto; embora não seja visível ao microscópio, sua existência é certa, como a própria medicina reconhece. O exemplo mais fácil de entender são as larvas que surgem em montes de lixo: a medicina tenta matar apenas as larvas, sem prestar atenção ao lixo, que é a fonte.
Com base no princípio acima, para erradicar a tuberculose não há outra maneira senão eliminar as nuvens espirituais, que são a fonte de origem do bacilo. Entretanto, a pesquisa médica moderna não chegou a esse ponto — toma como objeto apenas o bacilo, que é o resultado, e pesquisa sobre ele. Enquanto não tocar no ponto mais fundamental, por mais que se esforce, não será nada além de trabalho inútil; talvez isso se deva ao fato de o microscópio atual ser incapaz de ver partículas menores que os vírus. Felizmente, como descobri a raiz do problema, a questão da tuberculose já está resolvida.
Como, então, eliminar as nuvens espirituais? Para explicar isso, é preciso antes descrever a constituição real das nuvens espirituais. Como dito, o hidrogênio impuro contém moléculas impuras — partículas ultrafinas, invisíveis até mesmo ao microscópio. O método do Johrei é o que elimina essas partículas: através dele, apenas as partículas tóxicas são queimadas, restando o hidrogênio puro, e a causa da doença é completamente eliminada. Essa técnica é a luz invisível irradiada da palma da mão humana. A essência dessa luz é o Elemento Fogo, o espírito do fogo — ou seja, o corpo do fogo é o calor, mas o espírito do fogo não é quente, embora tenha um poder mais forte e maravilhoso que o corpo. A respeito disso, a ciência fala do hidrogênio, mas é estranho que não fale do Elemento Fogo.
E por que esse Elemento Fogo é irradiado da palma da mão? Para essa explicação, é preciso uma disposição religiosa — por isso, peço ao leitor que leia com essa disposição, já que a ciência moderna, que ignora o espírito e reconhece apenas a matéria, dificilmente acreditará nisso. Por conseguinte, a ciência é um progresso apenas do corpo, um progresso manco e deficiente; é natural que não consiga descobrir a verdadeira patologia, nem o método de tratamento. Nesse sentido, sempre digo que a medicina é mecânica, mas não científica. A prova disso é que, quando um paciente pergunta ao médico sobre a causa da doença, ele só consegue dar respostas evasivas e extremamente vagas — o próprio médico deve ter essa experiência. Em contraste, do nosso lado, por mais profundamente que sejamos questionados, podemos responder com confiança, com uma teoria sólida e científica, de modo que qualquer paciente se convença e se acalme.
Voltando ao assunto, essa força de purificação é a esfera de luz espiritual — que pode ser chamada de fonte do Elemento Fogo — que o Deus Jeová me deu (essa esfera tem cerca de seis centímetros de diâmetro no centro do abdômen, e algumas pessoas a veem a olho nu). Dessa esfera, ondas de Luz são irradiadas infinitamente. Como método de transmissão, escrevo caracteres de Luz com tinta nanquim e pincel em um pedaço de papel de cerca de meio metro, dobro-o e coloco-o no peito da pessoa; então, as ondas de Luz que saem de mim são transmitidas ao praticante através do elo espiritual e irradiadas da palma de sua mão. Este é o método do Johrei — como uma estação de rádio, uma antena e um receptor. O que, nos relatos de exemplos reais [omitido], é chamado de proteção divina é isto.
E por que Deus me concedeu esse método? Porque chegou o momento histórico em que Cristo profetizou: "O Reino dos Céus está próximo." Como fundamento, primeiro, expulsar a doença da humanidade — Deus me ensinou o método para eliminar as doenças. A explicação acima foi sobre o bacilo da tuberculose e outros; a seguir, escreverei um pouco também sobre os micróbios patogênicos infecciosos.
Isto sim é a salvação
— O terror da medicina experimentado na própria pele —
Bairro Sakai, Cidade de Musashino, Tóquio — Igreja Média Hakuai, Seiji Matsui (32 anos)
Depois de percorrer o doloroso caminho da vida como prisioneiro na Sibéria, a alegria do retorno à pátria foi efêmera. Atacado pelo demônio da doença, sem esperança de viver, convencido de que Deus absolutamente não existia neste mundo e já decidido a cometer o suicídio em família, vi, diante de meus olhos, a Luz da salvação começar a brilhar. Recebendo o Johrei com dúvidas, obtive, por um feliz acaso, a alegria de me reerguer. Transbordando de gratidão e emoção, sem me importar com a falta de habilidade na escrita, apresento meus agradecimentos.
Recordando: há seis anos, com o fim da guerra, fui levado para o interior da Sibéria, uma região de verde exuberante, e começou uma vida de prisioneiro que eu jamais poderia imaginar. Em meados de setembro, já nevava e a temperatura caía. Em cada refeição, recebíamos a tampa da panelinha cheia de sorgo ou milho cozido com sal, sopa salgada, solha salgada etc. No início, a comida estranha não descia pela garganta, mas, sem perceber, ela finalmente começou a passar. Em outubro e novembro, quando a vida de prisioneiro já estava mais ou menos estabelecida, não havia nenhuma distribuição de hortaliças; as ervas verdes que colhíamos ao acaso para comer se transformaram em campos secos e, quando ficaram cobertas de neve, ao mesmo tempo, devido à falta de alimentos e à desnutrição, o corpo perdeu a liberdade de movimento.
Com o frio aumentando gradualmente, as pessoas, incapazes de suportar aquele frio intenso que congelava até a carne, caíam umas após as outras. A força de vontade que nos mantinha firmes com o lema "Vamos todos nos esforçar. É paciência. É aguentar. Até voltarmos" exauriu-se. Enquanto pensávamos na esposa, nos filhos e na terra natal, eles iam desaparecendo um a um, sem sonhos, sob o céu de uma terra estrangeira. No hospital que abrigava quinhentas ou seiscentas pessoas, a taxa de mortalidade diária chegava a mais de 10%. Os cadáveres eram amontoados em um local ao ar livre e, quando congelavam duros como pedra, o médico militar trazia um furador (agulha) e, cortando da cabeça ao abdômen, como se estivesse fazendo uma autópsia sem examinar nada, escrevia o atestado de óbito e ia embora. Os corpos restantes eram colocados por soldados japoneses em sacos de estopa, transportados em trenós e jogados em buracos cavados em vários lugares.
Diante dessa dolorosa cena de nossos compatriotas, haveria alguém que não sufocasse em lágrimas secretas? Diante dessa tragédia, de olhos tapados, será que Deus ou Buda permitiria tal coisa? Sentindo solidão, mas pensando na família que, com a sensação de que um dia parece mil anos, esperava meu retorno seguro, eu, chicoteando o coração que se despedaçava, no meio da neve que afundava até os joelhos no fundo da floresta, arrastando um cajado, continuei me esforçando no trabalho de corte de madeira.
Após dois anos de sofrimento acumulado, quando finalmente, no fundo das montanhas da Sibéria, a voz dos grupos democráticos se elevou e o trabalho e a comida se tornaram mais fáceis, recebi de um membro do departamento político uma ordem interna de repatriação; fui incluído entre os pacientes e pude retornar com saúde à minha saudosa terra natal.
No entanto, eu, que não tivera uma única doença durante a longa vida na Sibéria, mal pude relaxar depois de voltar para casa. Retornei em setembro de 1947 e, em dezembro do mesmo ano, a glândula inguinal esquerda inchou. No ambulatório de Mitaka, fui diagnosticado com provável doença venérea de quarto estágio. Imediatamente, fiz compressas de ácido bórico e tomei sulfamina; após uma semana, o inchaço desapareceu, e eu suspirei aliviado.
Contudo, em janeiro do ano seguinte, abriu-se um buraco entre a uretra e o reto, e metade da urina passou a sair pelo ânus. Enquanto era tratado no Hospital da Universidade de Keio, em fevereiro o testículo esquerdo inchou, com fortes dores; após esperar cerca de três semanas por um leito, fui submetido a uma cirurgia de remoção. Durante esse período, recebi cinco injeções de 300.000 unidades de penicilina e dez injeções de 20 cc de Zalbro. Antes mesmo de a ferida da cirurgia cicatrizar, desenvolvi pleurisia esquerda úmida, tomei 30 injeções de Zalbro e, após três meses, aparentemente me curei.
Voltei a trabalhar por um mês, quando o testículo direito inchou. Querendo salvar pelo menos um dos dois, tomei cinco injeções de 300.000 unidades de penicilina e 15 injeções de Zalbro, mas a dor só aumentava. O inchaço ficou do tamanho de um ovo e, finalmente, fui novamente informado de que precisaria de cirurgia. Na esperança de curar sem operar, tomei cerca de 50 comprimidos de Diazin, mas o inchaço e a dor não diminuíram. Sem alternativa, fui hospitalizado e operado. Felizmente, eu já tinha um filho homem, mas, ao ver o testículo cortado impiedosamente, pensei que talvez nunca mais teria outro filho, e as lágrimas que molhavam minhas bochechas não podiam ser contidas.
Três meses depois, a pleurisia esquerda reapareceu. Após seis meses de repouso, voltei a trabalhar por cinco meses, e ela reapareceu. O médico me ordenou repouso absoluto e, finalmente, meu corpo ficou incapaz de ficar em pé. Quando, em dezembro de 1949, fui diagnosticado também com o pulmão direito afetado e, ao mesmo tempo, com tuberculose intestinal, toda a esperança desapareceu de uma vez, e eu só me afogava em lágrimas de tristeza e lamentação. As crianças da vizinhança, gritando "Doença do pulmão! Doença do pulmão!", não se aproximavam. Vendo meu filho inocente, que também não era aceito, brincando sozinho e triste, e pensando que era por minha causa, eu apenas chorava de forma efeminada sobre meu destino. Não foi para suportar aquele sofrimento de prisioneiro, sonhando com uma vida feliz ao lado do meu filho, que me esforcei até o fim? Eu queria viver, queria ficar saudável mais uma vez.
Desejando a recuperação, gastei até o último centavo e consegui cinco injeções de estreptomicina. Com duas injeções por dia, a febre começou a ceder. Com 80 injeções intravenosas de Zalpro e Zalpital, em março e abril de 1950, fiquei sem febre. "Ah, assim estou salvo, agora é só esperar a recuperação" — e eu e minha esposa, de mãos dadas, choramos lágrimas de alegria.
Mas, novamente em maio, a febre voltou; o intestino doía, a diarreia aumentou, e as costas e o peito doíam insuportavelmente — a bolsa de gelo não podia ser afastada. Disseram que havia uma cavidade no pulmão direito e que não havia outro jeito senão operar. Contendo o impulso de me sentir arrasado, pedi para ser internado, mas, por mais que esperasse, o quarto não ficava vazio. A esperança de recuperação já era só um sonho. Queria morrer o mais rápido possível, para não causar mais problemas a ninguém. As roupas que eu ia vendendo, uma a uma, já nem mesmo podiam ser trocadas por remédios. Apertado entre o sofrimento da doença e as dificuldades financeiras, o futuro era apenas a morte — então, esperava apenas a oportunidade de cometer suicídio.
"Perdoe-me, pai", pensava em meu coração. Com um pão doce recheado com cianeto de potássio na mão, dizia: "Garoto, vou te dar uma coisa boa", e ele vinha correndo, alegre, meu filho. Será que alguém, por mais duro que fosse o coração, poderia dar aquilo a ele? Minhas mãos tremiam. A voz do coração gritava: "Pare!" Quando despertei daquele momento de pesadelo, voltei a mim, e os soluços brotavam sem parar pela profundidade do pecado. "Hoje vou morrer, amanhã vou morrer", pensava, enquanto me preparava; mas, ao ver o rosto do meu filho dormindo com um sorriso inocente, minha determinação vacilava. "Mais um dia, mais um dia cumprindo meu dever de pai" — e eu e minha esposa passávamos os dias em lágrimas. Mesmo resignado à morte, por causa do desejo de viver, continuei tomando PAS.
Em 16 de março de 1951, o Sr. Shinohara, que morava em frente à casa dos meus pais, veio me visitar a pedido de minha mãe: "O Seiji está morrendo. Por favor, ajude-o de alguma forma." E ele me falou sobre a Igreja Messiânica. Mas eu, que desde a vida na Sibéria não conseguia mais juntar as mãos em oração a Deus ou Buda, não conseguia acreditar nem mesmo naquelas palavras preciosas. No entanto, comovido pela sinceridade do Sr. Shinohara, que falou a noite toda, eu disse: "De qualquer forma, já estava resignado a morrer. Parar os remédios é fácil para mim. Então, não preciso acreditar, está bem?" Quando disse isso, a noite já estava clareando. "Está bem. Apenas, ao receber o Johrei, podem ocorrer várias mudanças. Nessa hora, não se assuste e não tome medidas erradas, cavando sua própria cova", ele me disse.
Se pudesse me salvar, queria ficar saudável mais uma vez, pelo meu filho... Ao receber o Johrei, dormi profundamente como nunca antes. Na manhã seguinte, levantei-me na cama e pude comer. Até então, tinha dificuldade para respirar e mal conseguia ir ao banheiro, mas, depois de vinte ou trinta minutos, não me sentia cansado. Realmente, era estranho — comentei com minha esposa. A partir de então, recebia o Johrei todos os dias. Depois de uma semana, já podia passear no jardim. "Ah, estou salvo, a doença incurável vai sarar. Com certeza vou ser curado", senti, e só podia agradecer, do fundo do coração, e juntar as mãos em oração. Houve purificações intensas, com vômito e diarreia, umas três ou quatro vezes, e minha energia aumentava a cada dia.
"Receba o Ohikari de proteção divina", disse o Sr. Shinohara, emprestando-me a oferta de agradecimento de minha esposa. Graças à sua gentileza, eu e minha esposa pudemos fazer juntos o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), e fomos ao local do curso em Mitaka. Meu corpo, que estava cambaleante quando fui, ao terminar o dia do curso e dar um passo para fora, tinha os pés firmes e os passos leves. Que estranho! Até as escadas da estação eu subia e descia como se estivesse saudável. Só podia agradecer pela proteção divina.
Durante os três dias, ouvi tudo com lágrimas, do início ao fim. Ao receber o Ohikari de proteção divina, minhas mãos tremiam. Unidade Deus-homem — não era um Deus de conceito, mas um Deus real. Deus existia de forma inegável neste mundo; até em meu corpo impuro, Sua centelha divina se alojou. Prostrei-me em lágrimas de alegria. "Nunca mais pensarei em morrer. Por favor, salve-me" — e as lágrimas apagaram o resto da voz. Quando o Sr. Shinohara disse: "Parabéns", não consegui emitir som. Todos os presentes também choraram de alegria.
A guerra, a vida de prisioneiro, o leito de doente, a imagem de mim no fundo do desespero, tendo decidido morrer junto com meu filho várias vezes — tudo vinha à mente como um caleidoscópio. O passado em que, por não conhecer a verdade, eu atormentava a mim mesmo. No início, era apenas um inchaço na região inguinal, mas, devido à interrupção da purificação, as recaídas se repetiam. Por que, mesmo depois de cortarem minha carne e de eu ser abandonado pelos médicos, não surgiu em mim a desconfiança em relação aos medicamentos? O crime e a guerra, que deveriam causar arrepios — se rastrearmos sua origem, são por causa dos medicamentos. A semente da infelicidade está fincada profundamente em um lugar que toda a humanidade desconhece. Quanto mais eu entendia, mais cada coisa era um assombro. Agora, aqui, a verdade foi esclarecida, e chegou o momento em que a civilização que gerou a infelicidade será substituída por uma civilização que gera a felicidade — o surgimento do Paraíso, onde a Verdade, o Bem e o Belo se harmonizam...
Tão grande foi o sofrimento que a alegria de ser salvo também foi imensa. A partir do dia seguinte à minha conversão, comecei a correr para dar Johrei a três ou cinco pessoas por dia. É realmente como um sonho. Desde então, apego-me unicamente a Komyo-Nyorai, recebo purificações frequentes e, a cada dia, torno-me mais saudável. Participo sem falta dos festivais mensais e decendiais da Filial de Kokubunji. Nesses dias, antes de sair, recebo sempre uma ou duas purificações com vômito e, pela graça de poder participar após purificar meu corpo cheio de pecados e impurezas, aprofundo a cada vez minha gratidão a Meishu-Sama. Em 1º de maio, pude visitar Atami, e em 1º de julho, Gora. Contemplei pessoalmente o rosto de Meishu-Sama e agradeci, do fundo do coração, pela felicidade deste corpo que foi salvo do mundo do Inferno. Eu, que era tão teimoso, ateu e cheio de dúvidas, senti um arrependimento imenso e uma emoção indescritível. Fiz uma promessa firme e solene a Meishu-Sama de anunciar esse imenso poder de salvação do mundo, o mais rápido possível, a pelo menos mais uma pessoa que ainda não o conhece.
(15 de setembro de 1951)
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Salvo da tuberculose pulmonar após dois anos de pneumotórax
Bairro Oji, Cidade de Kita, Tóquio
Igreja Média Hakuai, Takeo Nakajima (24 anos)
Apresento, com grande alegria, ainda que de forma desordenada, meu relato a todos os que sofrem de tuberculose: a alegria de ver minha vida transformada, do fundo do sofrimento da tuberculose pulmonar para uma vida plena de alegria.
No auge da juventude, trabalhava na Agência de Poupança de Tóquio, ainda que estivesse um pouco resfriado. Em fevereiro de 1946, no exame médico coletivo anual, o raio-X revelou sombras no pulmão. Como nunca havia tido doença alguma desde criança, o desânimo daquele momento foi indescritível. O médico do trabalho mandou que eu descansasse e, sem alternativa, comecei o repouso. Depois, fui ao Hospital do Ministério da Casa Imperial, onde fui reexaminado e diagnosticado com infiltração no pulmão esquerdo. Começou, então, uma vida de repouso de três meses, olhando apenas para o teto.
Embora a doença fosse considerada incurável desde os tempos antigos, segui fielmente as ordens médicas de repouso e boa alimentação. O resultado eram melhoras e pioras alternadas, e eu me impacientava para me curar depressa. Após três meses, o raio-X mostrou: "Há uma cavidade". Recomendaram-me o pneumotórax. Eu era contra, mas, como meus pais também o recomendavam, acabei fazendo, sem alternativa.
O pneumotórax doía, e eu detestava o dia em que precisava fazê-lo — colocavam cerca de 300 cc de ar para colapsar a cavidade. O peito ficava dolorido e eu sofria, mas continuei com paciência. A cavidade colapsou, mas, dessa vez, por terem colocado ar demais, acumulou-se água como efeito colateral, e acabei desenvolvendo pleurisia. Depois disso, continuei o pneumotórax enquanto a água era drenada — ao todo, por cerca de dois anos, aproximadamente setenta vezes.
Durante esse período, disseram-me: "O coração se deslocou para a direita, e a água acumulada supurou". Fui internado por cerca de uma semana para exames, mas o cirurgião concluiu: "Não está supurado", e recebi alta temporária. No entanto, o local do pneumotórax inchou e começou a supurar, como um furúnculo: inchava, saía pus, inchava de novo, e a supuração foi se espalhando por vários pontos. Por fim, a pele se rompeu, e o peito ficou coberto de úlceras.
Realmente em apuros, fui ao hospital, onde me encaminharam para a cirurgia, e iniciei o tratamento. Mas, como o quadro era grave e não sarava, no final os médicos se deram por vencidos e disseram: "É melhor operar". Durante a conversa, perguntei ao cirurgião: "Se eu operar, vou sarar?" Ele respondeu: "Isso não se sabe. Você pode estar andando na rua e ser atropelado por um carro — é um acidente imprevisto. A cirurgia é a mesma coisa". Diante de uma resposta tão leviana para lidar com a vida humana, fiquei atônito. Já o clínico geral disse: "Às vezes, não operar dá um resultado melhor". Eu mesmo não estava muito inclinado à cirurgia; desisti dela e decidi entrar em tratamento domiciliar.
Naquela época, já me sentia abandonado pela medicina; estava pessimista e, com um sentimento quase de autodestruição, entreguei minha sorte ao céu. Foi exatamente nessa época, em 16 de janeiro de 1949, que, por um motivo fortuito, comecei a frequentar a casa de um vizinho, o Sr. Karasawa, membro da igreja. Foi ali que a mão do grande amor de Deus se estendeu até mim. Ouvi várias histórias sobre o Caminho e, surpreso, decidi experimentar o Johrei. A partir de então, passei a ir à casa de um membro chamado Sr. Asano, em Akabane, para receber Johrei. Ouvi histórias de milagres maravilhosos, e me explicaram também o princípio do Johrei, mas, naquela época, é claro, eu ainda estava meio cético e apenas agia cegamente.
No início, não houve nenhuma mudança especial, mas, em maio, recebi uma purificação: começou uma diarreia com sangue nas fezes, que durou cerca de uma semana. Depois disso, meu corpo ficou mais leve, e pensei que talvez a água da pleura tivesse saído. A partir de então, melhorei a cada dia, e as úlceras também secaram por completo. Graças a Deus, no segundo ano, até a ferida do pneumotórax cicatrizou — a ferida que o cirurgião dissera que jamais fecharia se fechou, e fiquei extremamente feliz e emocionado.
Dois anos depois de interromper o tratamento médico, em 28 de junho de 1951, depois de muito tempo, resolvi fazer um raio-X. Fui ao Hospital do Ministério da Casa Imperial e vi as cadeiras dos dois lados cheias de doentes; entre eles, havia pacientes que eu já conhecia de dois anos antes. Fiquei surpreso ao ver que ainda estavam doentes, com o rosto pálido, dando continuidade ao tratamento.
Encontrei o Dr. ○○, que me tratara antes. Como eu mudara muito, ele demorou um pouco para me reconhecer — não era para menos: dois anos antes, eu deixara o hospital num estado realmente lastimável, à beira da morte. Quando entrei na sala de exame, o Dr. ○○ repetia, surpreso: "Você... pensei que fosse um fantasma!" e "Já não deveria ser o segundo aniversário de sua morte?". Eu brinquei: "Um fantasma fala?", mas, no fundo, senti mais uma vez, profundamente, que havia recebido uma grande salvação, e meu coração se encheu de gratidão.
O resultado do exame foi tão bom que ele se surpreendeu e perguntou: "Afinal, como você ficou tão saudável?". Contei tudo: que me converti à Igreja Messiânica, recebi o Johrei e fui curado. Enquanto examinava, o médico dizia: "Parece que não tem água. O alcance de Rassel também diminuiu", e resmungava, balançando a cabeça. Ao examinar com fluoroscopia de raio-X, disse ainda: "Não tem água, e o pulmão está muito limpo". Não era de admirar que ele estivesse surpreso outra vez. Nunca senti tão fortemente a diferença entre o poder da medicina e o poder divino do Johrei.
"Ah, foi assim que fui salvo. Tudo graças a Meishu-Sama" — agradeci profunda e repetidamente. Peço desculpas pelo atraso em apresentar meus agradecimentos, que deveriam ter sido feitos muito antes. Meishu-Sama, muito obrigado. (25 de abril de 1952)
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A mão da salvação momentos antes da cirurgia plástica
Endereço: 6000, Kengun-machi, Cidade de Kumamoto
Igreja Grande Kōhō, Yoshio Iseri (34 anos)
Em 1944, contraí pleurisia. Depois disso, em 1947 e 1950, a doença se agravava a cada recaída, que ocorria em intervalos regulares. Quando adoeci no final de 1950, fui diagnosticado com tuberculose pulmonar e, em julho de 1951, estava, finalmente, prestes a ser hospitalizado para uma cirurgia de correção. Eu, ateu convicto, ao ouvir falar da Igreja Messiânica pela primeira vez, não senti apenas ceticismo; pensei que algo assim era absolutamente impossível. No entanto, como a pessoa me recomendava com tanto empenho, resolvi adiar a internação por uma semana ou dez dias e, até lá, experimentar ir, pensando que, com certeza, a farsa apareceria.
Comecei a receber Johrei todos os dias. Ao mesmo tempo, seguindo as palavras do mestre, interrompi imediatamente a terapia de repouso que vinha fazendo e passei a agir conforme minha vontade. Parei de tomar o PAS que estava usando e, deixando de me esforçar para ingerir alimentos nutritivos como carne, mudei para uma dieta vegetariana. Naquela época, meus únicos sintomas subjetivos eram uma febre leve ocasional; pensei que, ainda que fizesse algo um pouco anticientífico por uma semana ou dez dias, isso não teria grande impacto no quadro da doença. No entanto, foi realmente estranho: do ponto de vista médico, se eu parasse o repouso, me esforçasse e ainda não ingerisse alimentos nutritivos, a doença deveria piorar, com febre leve, dor de cabeça, tontura etc., e o corpo deveria naturalmente enfraquecer. Mas, a partir do segundo dia, minha tez melhorou, o apetite aumentou e, em menos de uma semana, minha energia cresceu visivelmente. Então, comecei a sentir que o Johrei, que consistia apenas em impor as mãos, não era algo comum.
Por outro lado, li também os registros das palavras de Meishu-Sama e suas inúmeras obras. No início, fiquei apenas surpreso com teorias tão revolucionárias e diferentes. Além disso, quanto às dissertações sobre política — que me diziam respeito mais diretamente, pois trabalho no governo da província de Kumamoto — e às críticas aos funcionários públicos, pensei que fossem apenas ideais que um religioso naturalmente pregaria e que, para a sociedade real, não passavam de teorias vazias. No entanto, ao refletir bem sobre essas críticas, percebi que o que me desagradava na leitura era justamente o fato de tocarem nos meus pontos mais sensíveis e de ele dizer, de forma direta, coisas sobre as quais não queremos que os outros prestem muita atenção. Enquanto pensava nessas coisas, lendo seus vários artigos e ouvindo as palavras do mestre, compreendi que Meishu-Sama pregava a mais elevada moral humana em todos os aspectos da sociedade e, além disso, mostrava claramente o caminho para praticá-la. Também fui levado a pensar que não era coisa humana explicar em detalhes, sozinho, tudo sobre política, sociedade, religião, medicina, filosofia, arte etc.
Pensando bem, o dia 13 de julho de 1951, em que fui fazer compras para me preparar para a internação, não poderia ser chamado de meu dia de renascimento para o mundo da Luz? Não teria sido também uma orientação do grupo ancestral, justamente no período do Bon? Foi realmente por um triz. Se tivesse sido internado daquele jeito, o que seria de mim agora? Mesmo que a cirurgia plástica tivesse corrido bem, eu teria de ficar em repouso absoluto por cerca de seis meses e, depois, mais um ano de convalescença. Ainda que pudesse voltar a trabalhar, teria um corpo deficiente e imperfeito, sem saber quando a doença reapareceria, e teria de viver uma vida curta, cheia de apreensão e medo.
Nos três meses desde a conversão, só o fato de ter aprendido a verdade de que "a doença é um processo de purificação" já trouxe à vida diária uma luminosidade e uma sensação de segurança incalculáveis. Antes, se meu filho pegasse um simples resfriado, eu me apressava: "Vamos ao médico, senão pode virar pneumonia!". Ou: "Ah, está com um pouco de febre", "Ele diz que a barriga dói, o que será que comeu?". Pensando agora, eram preocupações completamente desnecessárias.
Além disso, sinto profundamente como consegui viver por mais de trinta anos sem acreditar na existência de Deus, e não posso deixar de me desculpar. Poder relembrar o passado e me emocionar assim é graças a Meishu-Sama. Oro para poder retribuir, ainda que seja a milionésima parte, essa graça divina imensa e ilimitada, e para ser usado, ainda que um pouco,
(Nota) Este relato de graça não consta na compilação de referência consultada; o relato de experiência abaixo foi inserido em seu lugar, com título desconhecido. Parece haver uma edição diferente.
Vejam este fato emocionante, o milagre do século!
Endereço: 1356, Todoki, Tosu-machi, Miyaki-gun, Província de Saga
Presidente da Igreja Grande Kōhō, Takao Sakai (41 anos)
Nesta primavera de 1951, em meio à agitação social, meu filho mais velho, Hideyuki (17 anos), foi aprovado no Colégio Chikushigaoka, na Província de Fukuoka. Ele não parecia estudar muito, e eu achava que passar era, mais que difícil, impossível. No entanto, ao vê-lo sair de casa com o peito estufado de alegria pelo ingresso milagroso, minha mente se voltou para as lembranças de treze anos atrás.
Meu filho mais velho nasceu em 23 de julho de 1935. Pouco depois do nascimento, um médico examinou suas fezes, e isso foi o começo: o diagnóstico foi má digestão. Apesar da alimentação artificial, das injeções nutritivas e de outros recursos, a cada esforço seu estado piorava. Na época, eu era um assalariado que ganhava trinta e cinco ienes por mês, e a situação financeira, naturalmente, se apertava. O tratamento médico foi se tornando cada vez mais distante, e eu, de mãos atadas, apenas esperava a morte se aproximar da criança.
Durante esse período, ele desenvolveu pneumonia. O médico mandou comprar um inalador e usá-lo, mas não tínhamos dinheiro nem para comprá-lo. Com o coração partido, eu não conseguia ficar em casa; várias vezes, saía sorrateiramente e, em estado de choque, andava pela margem de um riacho nos arredores da cidade. Nesse meio-tempo, influenciado por pessoas que sugeriam tentar outro médico, abandonei o pediatra especialista que o atendia e mudei para um ginecologista-obstetra. A abordagem desse médico, porém, era completamente oposta à do pediatra anterior — uma postura totalmente liberal. Ele dizia: "Em minha casa, dou até banana meio podre para as crianças, aos poucos. Com o tempo, elas se acostumam com qualquer coisa. Olhe para os filhos dos mendigos. Eu, quando estou resfriado e com febre, sempre tomo banho". Fiquei chocado, mas, como já tinha a convicção de que a vida daquela criança não tinha mais jeito, também adotei uma postura liberal. Ainda assim, ele não mostrava sinais de melhora, mas também não dava mostras de morrer.
Uma criança que, ao nascer, era um bebê robusto e saudável, agora estava irreconhecível. Quando completou quatro anos, começou a apresentar alterações e foi examinado por um certo doutor, famoso na época em Tóquio como autoridade em diagnóstico precoce (naquela época, eu ainda tinha condições de pagar, uma ou duas vezes, o honorário do doutor). Mas o doutor disse: "Isto é tuberculose infantil, e já está bastante avançada. Para ser franco, a criança não deve durar mais do que uns dois anos". Foi como se eu tivesse recebido outra martelada. Agora não havia mais nada que pudesse ser feito; não importava o que fizesse, restavam apenas dois anos...
Naquele momento... ah, naquele momento! Foi quando entrei em contato com a Luz Divina. Meu filho, criado com toda a permissividade, a ponto de às vezes irritar os próprios pais... Meishu-Sama sempre realizava o Johrei com o rosto cheio de amor e compaixão... Como pais, nossos dias se passavam apenas em gratidão, gratidão. Desde então, recebemos inúmeras vezes grandes purificações, a ponto de franzir a testa. Durante esse período, meu segundo filho, Koji (hoje com quatorze anos), passou por três episódios de disenteria epidêmica e, em outra ocasião, por um quadro de meningite desesperador, mas fomos salvos dessas grandes purificações, chegando ao dia de hoje. Atualmente, sou pai de cinco filhos, e cada uma das crianças, em meio a milagrosas salvações, está cada dia mais saudável, vivendo seus dias.
Quero dizer em voz alta a todos os senhores que são pais neste mundo: por favor, vejam o estado atual deste meu filho, de quem se dizia que não viveria além dos seis anos. Além disso, ele se tornou até mesmo jogador de vôlei, já ultrapassou a altura dos pais, medindo cinco shaku e três sun, e seus pés estão prestes a ultrapassar dez mon e meio. É meu desejo constante que todos possam testemunhar este fato. Vida milagrosa, desenvolvimento milagroso e, agora, ingresso milagroso na escola... Meishu-Sama, muito obrigado. Suplico humildemente que, de agora em diante, nos use, a mim e a meus filhos, como instrumentos na sagrada obra da construção do Paraíso Terrestre. (4 de julho de 1951)
Livre da Cirurgia Ortopédica
Misako Harada (28 anos) Igreja Média Chosei, Rua Koyasu, Distrito de Kanagawa, Yokohama
Agora, poder expressar humildemente minha gratidão enche meu peito de emoção. Faltando menos de um mês para o fim do ano de 1950, um caroço começou a inchar em meu pescoço. Fui examinada em um hospital público e diagnosticada com "escrófula". Disseram que "se não tratar o corpo, não vai sarar", então fui a um clínico geral e tirei uma radiografia. Desta vez, fui diagnosticada com "infiltração pulmonar".
Enquanto pensava no que seria da minha vida daí em diante, meu filho (de um ano e nove meses) pegou sarampo, e passamos o Ano Novo, que deveria ser alegre, em uma casa escura. A criança teve complicações após o sarampo, e eu, que precisava estar em repouso, carregava o filho nas costas e ia ao médico dia sim, dia não. Depois de um mês de tratamento, como não havia melhora significativa, tiramos radiografias dos dois. Minha tuberculose havia piorado ainda mais, e eu precisava de repouso absoluto. Mas, como disseram que "a criança ainda não foi infectada", preocupada com a contaminação, coloquei o filho em uma instituição de bem-estar. Achei que assim eu poderia descansar, e meu marido, que estava afastado do trabalho, poderia trabalhar tranquilo.
Mas a alegria durou pouco: no segundo dia de trabalho, meu marido sofreu uma contusão no pulso e voltou para casa, impossibilitado de trabalhar. Pensei até em morrer, de tanto que a infelicidade parecia não ter fim. O ferimento não sarou nem depois de uma semana. Preocupado, ele fez um raio-X e foi alertado: "Felizmente, não há nada de errado com o osso, mas há risco de periostite, então evite esforços por enquanto". Sem saber quando ele poderia voltar a trabalhar, eu me sentia realmente desamparada (naquela época, os custos médicos eram pagos com dinheiro emprestado de parentes).
De repente, lembrei-me de que, três anos antes, meu marido havia sido curado de uma dor nas costas. Decidi imediatamente procurar o Mestre Ota, da Igreja Messiânica de Koyasu, e no dia 23 de março recebi o Johrei pela primeira vez. No dia seguinte, 24, meu marido foi sozinho à Reunião Mensal do Centro de Tsurumi, onde recebeu Johrei do Mestre Líder Takeuchi e muitas palavras de encorajamento. Graças à proteção divina, sua mão melhorou muito, e a partir do dia 25 ele pôde voltar ao trabalho. Desde então, mesmo com recursos escassos, passamos a nos dedicar à leitura dos Escritos Divinos e do jornal Eikō. O Mestre Ota, considerando que eu e meu marido trabalhávamos, vinha especialmente à noite para nos dar Johrei. Graças a isso, meu marido, mesmo trabalhando, teve o ferimento curado e ficou completamente restabelecido, a ponto de não sentir nada mesmo após uma semana de trabalho pesado na fábrica.
No dia 8 de abril, meu marido recebeu o precioso Ohikari na Reunião Mensal da Filial de Matsuda. A partir de então, passou a fazer Johrei em mim todas as manhãs e noites. Graças a isso, meu corpo se recuperava a cada dia, e logo pude fazer as tarefas domésticas. Quinze dias depois, já podia ir ao Centro de Tsurumi, e minha condição melhorou ainda mais. O "lupus" também desapareceu completamente após quatro meses.
Foi nessa época que meu marido foi visitar nosso filho e descobriu que ele estava com tuberculose infantil, sem apetite, sendo mantido com injeções nutritivas diárias, já reduzido a pele e osso. Meu marido voltou assustado, e imediatamente discutimos a possibilidade de trazê-lo de volta. Pedimos novamente a intermediação do Mestre Ota e suplicamos a proteção de Meishu-Sama. No entanto, como os procedimentos para interná-lo haviam sido complicados, trazê-lo de volta também era problemático — disseram que, enquanto eu não estivesse completamente curada, corríamos o risco de ambos, mãe e filho, sucumbirmos.
Então, decidimos tirar uma radiografia. No centro de saúde, disseram: "Está bastante grave, é melhor fazer uma cirurgia ortopédica imediatamente". Com essa radiografia em mãos, não podia nem ir buscar meu filho. Aflita, fui ao Centro de Tsurumi e consultei o Mestre Ota. O Mestre, sorrindo, disse: "Peça bem a Daikōmyō Nyorai e vá. Com certeza Deus fará o melhor para você". Eu pensava que, mesmo para mim, leiga, a radiografia mostrava claramente a gravidade, mas lembrei que as inúmeras orientações do Mestre eram palavras de Deus através dele. Supliquei fervorosamente a proteção de Daikōmyō Nyorai e levei a radiografia. O médico então disse: "Ah, isso não tem problema". Fiquei tão surpresa que não sabia o que dizer; a alegria e a gratidão brotavam... Por favor, imaginem. Por precaução, quando falei sobre a cirurgia, ele disse: "Não está tão avançado assim. Se tomar um pouco mais de cuidado, não tem problema".
Quando pude rever meu filho após três meses, senti como se estivesse flutuando no céu. O mais misterioso é que, desde o dia em que supliquei a proteção de Meishu-Sama, o apetite do meu filho voltou. Quando fui buscá-lo, ele já estava comendo comida normal e só havia tomado uma injeção. Diante de tamanha proteção divina, só me restavam lágrimas. A partir de então, todos os dias, eu e meu filho íamos ao Centro de Tsurumi, e a cada dia ficávamos mais fortes. Na Reunião Mensal de 18 de junho, também recebi o precioso Ohikari com lágrimas de alegria. Em seguida, no dia 25 de junho, pudemos também entronizar Byōbu Kannon (Kannon do biombo).
Agora, agora, meu filho tornou-se um garoto mais travesso do que os outros, meu marido trabalha com saúde todos os dias, todas as dívidas foram pagas, e nos tornamos verdadeiramente uma família luminosa. Estou decidida a retribuir, ainda que minimamente, a grande graça de Daikōmyō Nyorai. Meishu-Sama, muito obrigada. (5 de maio de 1952)
Salvo da Tuberculose Laríngea
Chiyomatsu Sakamoto (35 anos) Igreja Média Nanko, Vila Numazu, Distrito de Iki, Província de Nagasaki
Sou alguém que recebeu o Ohikari em 15 de junho de 1951. Minha esposa, Shizuko (34 anos), adoeceu e ficou de cama no início de abril. Por volta de maio, foi examinada por um médico de uma clínica, que a diagnosticou com tuberculose laríngea e tuberculose pulmonar. Ele disse: "Mesmo tomando remédio ou recebendo injeções, a melhora é temporária", e fiquei desanimado. Meu avô (Kichitaro) também perdeu a esposa na casa dos quarenta; minha mãe, Kuni Sakamoto (43 anos), também faleceu disso; e agora eu, da terceira geração, pensava se não me tornaria viúvo também, sofrendo dia e noite.
Minha esposa definhava a cada dia, sofria, estava à beira da morte. Mesmo quando servia chá aos vizinhos e parentes, eles não o bebiam e o deixavam de lado; as visitas diminuíam a cada dia. A casa estava escura, o coração pesado, o trabalho não rendia; entre cuidar das crianças e dos animais, eu vivia sempre ocupado, brigava com meu pai, não via esperança no futuro e sentia-me desesperado. Mas, de alguma forma, queria salvar minha esposa. Como diz o ditado "em tempos de tristeza, recorre-se aos deuses", visitei santuários e templos aqui e ali, com o coração perdido, e tentei tudo o que ouvia falar, como ervas medicinais ou "mamushi" (víbora), mas a doente só piorava, como já relatei.
Nessa época, o Sr. Mitsutoshi Yanagihara, já convertido ao Caminho, falava sobre a preciosidade do Caminho em frente a uma loja bem perto da minha casa. Deixei de lado o que estava fazendo para ouvi-lo. Misteriosamente, meu coração, como o de alguém que tem um doente em casa, foi atraído. Ao ouvi-lo com atenção, percebi que não se tratava apenas de fé: havia explicações científicas e espirituais, e pensei que aquilo era superior à medicina moderna. Imediatamente pedi que ele viesse e supliquei: "Se minha esposa sarar, também cooperarei com o Caminho".
Na manhã seguinte, o Sr. Yanagihara veio. Após terminar o Johrei, disse à doente: "Acho que a senhora não tem tuberculose. Se continuar recebendo Johrei e tiver fé, será salva, sarará". Nem eu nem minha esposa acreditávamos realmente que "uma doença tão grave pudesse ser curada apenas com a imposição das mãos". Como poderia eu, um agricultor com cerca de seis meses de fé, falar tão levianamente de um paciente que os médicos haviam desenganado? Tive dificuldade em acreditar. Mas, lembrando-me da conversa na loja, pedi que ele continuasse vindo. A partir de então, ele veio todos os dias e também nos permitiu receber o Reishi (papel espiritual). Após receber o Johrei quatro ou cinco vezes, misteriosamente a febre baixou, a tosse parou, e ela ficou muito mais aliviada. A alegria foi indescritível.
O Sr. Yanagihara me incentivou: "Como sou vizinho, posso vir todos os dias, mas parece que vai demorar um pouco. Que tal se converter...?". Agradecido, recebi o Ohikari em 15 de junho e me converti. Mesmo sem entender, comecei a impor as mãos. Com o Sr. Yanagihara vindo a cada dois ou três dias para me orientar, e prosseguindo com o Johrei, minha esposa teve diarreia até quinze vezes por dia. Depois de um tempo, teve diarreia umas dez vezes e expectoração, mas melhorava a cada dia. Em 8 de agosto, recebemos Byōbu Kannon (Kannon do biombo). Minha esposa foi curada e recuperou a saúde original.
Na noite do dia 8, porém, meu filho de dois anos, Osamu (segundo filho), teve de repente febre alta, chegando a mais de 40 graus, e ficou como morto, apenas com um pulso fraco. Parecia encefalite japonesa. Passei a noite fazendo Johrei, mas não melhorou muito. Aguardei a manhã, embrulhei Osamu em um quimono e o levei para a casa do Sr. Yanagihara. Supliquei fervorosamente a proteção divina de Komyo-Nyorai, recebi Johrei e voltei para casa. À tarde, minha esposa o levou para receber Johrei, e a partir do dia seguinte ele começou a melhorar, sendo curado. Em 11 de agosto, minha esposa foi pela primeira vez ao Centro, que ficava a cerca de quatro ri de distância, recebeu o Ohikari e voltou para casa a pé, em segurança. Imaginem como me senti naquela noite.
A partir da noite de 26 de setembro, meu filho mais velho, Mikiharu (8 anos), teve o corpo todo inchado, sofrendo como se fosse nefrite. Eu fazia Johrei todos os dias e também o levava à casa do Sr. Yanagihara para recebê-lo. Nessa época, fui fazer uma oferenda na casa dos pais de minha esposa, e os parentes disseram em uníssono: "Leve-o ao médico rapidamente". Eu estava tranquilo, pensando "é uma purificação preciosa", mas, como ele não melhorava, no dia 5 de outubro levei-o de carro para o Culto da Filial. Lá, recebemos um Johrei especial do Professor Takematsu, do Centro. Então, visivelmente, em dois ou três dias, ele começou a melhorar e sarou. Em 18 de outubro, seguindo a recomendação do Professor Tahara, meu filho mais velho, Mikiharu, também se converteu.
Eu também, em 13 de janeiro de 1952, recebi a Imagem da Luz Divina e a entronizei. A luz começou a brilhar em minha casa, antes escura, e o futuro tornou-se alegre, diferente do dia anterior. Em 15 de fevereiro, fui à Filial de Karatsu e recebi o Ohikari da Luz. Também estou falando às pessoas sobre a preciosidade do Caminho e trabalhando na obra de salvação. A partir da colheita de trigo deste ano, também estou praticando o método da agricultura natural.
Caros senhores do mundo, a situação é como relatei acima. Peço sinceramente que o maior número possível de pessoas compreenda bem o Caminho e seja salvo. Meishu-Sama, Komyo-Nyorai, muito obrigado por inúmeras proteções divinas. Por favor, continuem nos salvando. Relatei fielmente o registro da proteção divina recebida após a conversão. Professor Miyaguchi, Professor Takematsu, Professor Tahara, que me guiaram de várias formas, muito obrigado.
Poema de Louvor: Se não fosse a salvação de Kannon, eu agora estaria sofrendo para sempre em um pântano sem fundo. (29 de março de 1952)
Eu, em Repouso Absoluto, Volto ao Trabalho com Alegria
Itsuo Chimura (37 anos) Igreja Média Shinsei, Bairro Otani, Cidade de Nishinomiya, Província de Hyogo
Com humildade, apresento meu relato de agradecimento pela proteção divina. No início de fevereiro de 1949, fui diagnosticado com infiltração pulmonar direita, e me disseram que a recuperação total levaria pelo menos um ano e meio. Afastei-me do trabalho e fiquei em repouso absoluto em casa, como me foi ordenado. Durante esse período, fazia pneumotórax e, de vez em quando, injeções de vitaminas. Mas a febre não cedia, oscilando entre 37, 38 e 39 graus. Passou novembro, logo dezembro. Dia após dia, olhando para o teto, eu precisava viver de um salário magro; com a aproximação do Ano Novo, somavam-se a isso a família de seis pessoas e a ansiedade de ter de ficar de cama... meus dias eram inteiramente de doença, pobreza e conflito.
Em meados de dezembro, um conhecido (não convertido) que veio me visitar me falou: "Existe uma fé em que, impondo as mãos, a doença sara". Não entendi nada daquilo, mas também pensei "talvez", e, como diz o ditado "o afogado se agarra até a um fio de palha", no dia 20 de dezembro o Sr. Fujiwara, um crente, veio me visitar. Mas, ao ver pela primeira vez o gesto de impor as mãos... será que uma doença sara com isso? Senti dúvida e estranheza. Hoje, ao pensar nisso, peço profundas desculpas por ter tido pensamentos tão irreverentes. Vendo que o Sr. Fujiwara, que me fazia Johrei, havia sido agraciado apesar de ter infiltração pulmonar dupla e de, de vez em quando, trabalhar na agricultura, pensei que com certeza seria curado por esta fé e passei a receber Johrei todos os dias.
No entanto, como meu caminho de fé era recente, não conseguia me livrar de um sentimento de dúvida. Continuava fazendo pneumotórax uma vez por semana ou a cada dez dias, e também recebia Johrei. Naquela época, é verdade que estava completamente perdido — eram dois caminhos: seguir adiante pelo caminho da fé absoluta ou continuar com o tratamento médico. Mas, sem que eu percebesse, a febre baixou, meu corpo ficou mais leve e, ao ouvir as palestras sobre o Caminho, o termômetro se tornou desnecessário. No entanto, até meados de janeiro, já havia feito pneumotórax quinze vezes. Finalmente, a partir do final de janeiro, firmei uma convicção inabalável, decidi agarrar-me a este Caminho e passei a receber a orientação da Professora Akiko Kenmi, da Filial de Shinnozuka. Em 12 de fevereiro, recebi o Ohikari do Reverendíssimo Shibui, então da Igreja Grande Shinsei, e dei o primeiro passo na conversão. Como purificações durante o Johrei, tive diarreia que começou durante a noite e, até a manhã seguinte, fui ao banheiro exatamente dez vezes. Além disso, uma purificação de gases e expectoração, que me surpreendeu, continuou por um longo tempo.
No entanto, mesmo depois de me agarrar a este Caminho, por questões de trabalho, eu precisava de um atestado médico para justificar minha ausência. Por isso, ia ao médico a cada dez dias. Como parei o pneumotórax no meio do tratamento, o médico ficou irritado e me repreendeu severamente várias vezes, dizendo: "Como é que a doença vai sarar se você não continuar o pneumotórax?". Mas, no final, ele desistiu de mim, talvez pensando "que seja o que Deus quiser", e parou de falar muito. No final de fevereiro, fiz uma radioscopia e me disseram: "Há água na pleura. Da próxima vez que vier, teremos que drená-la". Fiquei ainda mais preocupado, pensando como aquela água poderia ser eliminada, e voltei para casa angustiado.
Imediatamente consultei a Professora Kenmi, que disse com naturalidade: "A água na pleura, se você continuar com o Johrei, sairá como suor noturno ou urina; não precisa se preocupar". Acreditei em suas palavras e continuei com o Johrei diariamente. No décimo dia, fui ao hospital e tive que fazer outra radioscopia. Com o coração apertado, chegou a minha vez. No escuro da sala, passados dez, vinte segundos, o médico exclamou: "Opa!" e perguntou meu nome duas vezes. "Não tem água. O que será que aconteceu?", disse ele, surpreso. Mas minha surpresa foi muito maior que a do médico — estava tão feliz que não cabia em mim de alegria. Pude experimentar em meu próprio corpo a grandiosidade do Johrei, que eu conhecia então pela primeira vez.
Finalmente, no final de março, pude entronizar Byōbu Kannon (Kannon do biombo), e logo minha esposa também recebeu o Ohikari, tornando-nos uma família luminosa. O tempo voa, e logo ouvimos os sons de maio. No início de junho, com as folhas verdes, tirei uma radiografia e, para minha surpresa, descobri que havia atingido a cura completa. E, quando o médico disse: "Pode voltar ao trabalho a partir de amanhã", fiquei realmente estupefato. Agradeci pela proteção de Meishu-Sama, que me permitiu sarar tão rapidamente. A orientação, mais que paternal, do Professor Hayakawa, da Professora Kenmi, do Sr. Fujiwara, do Sr. Nishiyama e de todos os outros gravou-se em mim, e foi um dia inesquecível para toda a vida. Em 30 de julho, pude entronizar Komyo-Nyorai.
Lembro-me dos dias em que estava prostrado pela doença, e nossa casa nunca ficava sem remédios. Agora, isso parece um sonho distante. Diariamente, sem preocupações, minha família de seis pessoas vive há dois anos sem usar medicamentos. Além disso, se naquela época não tivesse conhecido o poder desta grande salvação, o que teria sido de mim? Viveria sofrendo, ou morreria? Ao pensar nisso, desejo fazer com que este grande Johrei seja conhecido por todas as pessoas que sofrem com doenças e dores, e oro para que o mundo sem doença, pobreza e conflito que Meishu-Sama proclama — ou seja, o Paraíso Terrestre — se realize o mais rápido possível. Ao mesmo tempo, considero a maior honra poder ajudar, ainda que numa mínima parte, nesta grande obra divina, e estou me dedicando com esforço.
Poema de Louvor: Se não fosse a salvação de Kannon, eu agora estaria sofrendo para sempre em um pântano sem fundo. Meishu-Sama, muito obrigado. Embora minhas palavras sejam toscas, expresso minha gratidão do fundo do coração. (1º de janeiro de 1952)
Doenças Infecciosas
Diz-se que as doenças infecciosas diminuíram muito recentemente nos Estados Unidos, mas no Japão ainda estão bastante prevalentes. Já que estou escrevendo, vou falar sobre isso. Primeiro, os micróbios patogênicos. Sobre isso, tenho uma descoberta pessoal que ninguém jamais poderia imaginar, e provavelmente não será facilmente acreditada. No entanto, como tenho escrito repetidamente, quando o sangue está turvo devido às toxinas medicamentosas, a purificação ocorre inevitavelmente — esta é a lei da natureza. Assim também, para as doenças infecciosas, Deus criou um método engenhoso.
Primeiro, no sangue da pessoa com o sangue mais turvo entre os humanos, surgem microrganismos — ou seja, os micróbios patogênicos. Esses micróbios infectam o sangue da próxima pessoa de sangue turvo através de alguma substância, isto é, penetram nos vasos sanguíneos, e então se multiplicam enquanto devoram as partículas de impureza presentes no sangue. Isso porque as impurezas no sangue se tornam alimento para os micróbios; quando eles as consomem completamente, o sangue se purifica e a pessoa sara. Portanto, os micróbios patogênicos foram criados por Deus com a função de purificar o sangue humano; são, por assim dizer, os varredores do sangue. Quem os transporta são as moscas, de modo que esses insetos também desempenham um papel importante para os humanos, não sendo tão odiosos assim.
Pelo princípio acima, para erradicar as doenças infecciosas da humanidade, é fundamental não criar pessoas de sangue turvo. No entanto, como isso não é possível rapidamente, atualmente, quando ocorre uma doença infecciosa, se o paciente for mantido em repouso e deixado em seu estado natural, a maioria sara, portanto não há motivo para tanto medo. Assim, os casos leves podem ser tratados adequadamente com base no princípio acima, e os casos graves, se receberem o Johrei desta Doutrina, sararão completamente, sem exceção. Não deve haver método mais seguro do que este, pois não há ação purificadora tão violenta quanto a das doenças infecciosas; com o Johrei, elas realmente saram bem.
Atualmente, no Japão, as principais são disenteria, tifo e encefalite japonesa. Como o tratamento médico interfere na purificação, seus resultados são ruins; mas, como dito, se for um tratamento natural, oito ou nove em cada dez casos certamente sararão, e com o Johrei saram ainda melhor. Isso fica claro pelo fato de que, embora ocasionalmente haja crentes desta Doutrina que contraem doenças infecciosas, até hoje não houve uma única fatalidade. Além disso, após a disenteria, o cérebro fica muito mais lúcido, e problemas crônicos como dores de cabeça e peso na cabeça quase desaparecem completamente — a razão é que essa doença elimina o sangue tóxico do cérebro através da diarreia.
E a causa da encefalite japonesa é que as toxinas solidificadas nas costas e ombros se dissolvem na purificação, passam pela nuca até a testa, e são excretadas como grande quantidade de pus e sangue pelos olhos e nariz, curando-se. Portanto, após a doença, o cérebro fica mais lúcido do que antes, a ponto de o desempenho escolar das crianças mudar completamente, e elas absolutamente não se tornam deficientes, como se teme. Além disso, o tifo geralmente sara completamente com duas ou três sessões de Johrei, portanto não há necessidade de explicação.
Doenças Mentais
A causa desta doença é a insônia; quando a insônia se prolonga, torna-se perigosa. Primeiro, escreverei sobre a causa da insônia: ela se deve à anemia cerebral na região frontal. Inicialmente, as toxinas medicamentosas se solidificam na medula oblonga, comprimindo os vasos sanguíneos que enviam sangue para a cabeça. Examinando a medula oblonga do paciente, percebe-se claramente a presença dessa solidificação. O mais importante é que, se a pessoa conseguir dormir, a doença mental certamente caminhará para a cura.
Esta doença tem causas materiais e espirituais. A primeira é como descrito acima; a segunda é espiritual e religiosa — peço que leiam com essa compreensão. Com base em minha experiência de muitos anos tratando inúmeros pacientes, não há erro algum nisso. Como escrevi anteriormente, o ser humano é constituído pela união de um espírito invisível e um corpo visível. Quando a região frontal fica anêmica, os espíritos tendem a se apossar mais facilmente dessa área. E, como a materialização do espírito é o sangue, e a espiritualização do sangue é o espírito, se o sangue estiver pleno, o espírito também está pleno, e os espíritos não podem se apossar; mas, com a anemia, eles podem fazê-lo.
Por exemplo, se a plenitude total do sangue for 10, se o sangue cair para 9, sobra um espaço de 1 para a possessão; se for 2 ou 3, essa quantidade fica disponível, e a atividade do espírito possessor também aumenta. Até chegar a 4 ou 5, não há problema, mas, quando ultrapassa 5, entra-se na zona de perigo — ou seja, o espírito possessor torna-se dominante e pode manipular a pessoa à vontade. Quando isso acontece, é a doença mental. E esses espíritos são, naturalmente, espíritos animais. No Japão, são raposas, tanukis, tengus, cobras, cães, gatos, bois, cavalos, aves e outros. Quanto aos dos Estados Unidos, ainda não estudei, mas acho que não há grande diferença. Especialmente no Japão, o espírito de raposa é o mais comum, seguido pelo espírito de tanuki.
O que deve ser observado aqui é que o estado de anemia cerebral nunca é constante: ele flutua e varia constantemente ao longo do dia, ou mesmo em um minuto. Uma pessoa comum tem normalmente um nível de 2 a 3, mas, quando sofre um choque espiritual muito forte, pode instantaneamente ultrapassar 5 — é por isso que uma pessoa normalmente tão gentil faz algo tão inesperado. A histeria feminina também se enquadra nesta categoria. Além disso, pessoas respeitadas pela sociedade normalmente têm um nível de 1 a 2, mas mesmo essas pessoas, ocasionalmente, podem cometer deslizes ou gafes inesperadas, porque, por algum motivo, ultrapassam 3 por um instante.
Pelo exposto, aqueles que se desviam do caminho ou cometem crimes ultrapassam o nível 5, ficam à mercê do espírito possessor e agem como animais. Muitas vezes, depois do ato, a pessoa se arrepende, dizendo: "Por que eu me senti daquela forma naquele momento?". É exatamente isso. Naturalmente, o suicídio e o homicídio seguem a mesma lógica. Portanto, não há nada mais temível do que a anemia cerebral. O fato de haver muitas doenças mentais recentemente nos Estados Unidos deve-se inteiramente à compressão dos vasos sanguíneos do cérebro pelas toxinas medicamentosas solidificadas. Se os medicamentos forem abolidos, é natural que esta doença desapareça.
A loucura cura em uma semana — este milagre também.
Akita, Distrito de Kitaakita, Vila de Niida, Igreja Média de Jukko
Nakazawa, Yasushi (20)
Fui possuído por uma raposa, a ponto de me chamarem de "louco consumado" e dizerem "que pena, tão jovem". Normalmente, eu seria internado em um hospital psiquiátrico, mas, por recomendação do meu primo, o Sr. Takeda, fui salvo pela Igreja Messiânica, onde até um tolo se cura facilmente, em apenas cerca de uma semana. Não me lembro absolutamente de nada do que fiz ou disse durante o período de loucura. Por isso, ouvindo de meus pais, irmãos e parentes, permito-me publicar aqui o relato daquela época, para que as pessoas que se encontram em estado semelhante ao meu possam retornar ao normal o mais rápido possível, e também para proclamar em alta voz que, na Igreja Messiânica, através de milagres, somos salvos de qualquer doença ou desastre.
Trabalho como pedreiro e, todos os dias, ia à casa do meu mestre na cidade vizinha para trabalhar. Isso foi no início de outubro de 1950. Após o trabalho, voltei para casa e notei que minha bicicleta, que havia comprado recentemente, não estava lá. Imediatamente, fui registrar a ocorrência na delegacia local. O policial disse: "Se foi agora há pouco, o ladrão pode ainda estar por perto. Vou providenciar uma busca imediatamente" — e telefonou para vários lugares. No entanto, descobriu-se que a bicicleta havia ficado na casa do mestre, onde a deixei pela manhã. Eu estava completamente convencido de que havia voltado de bicicleta e que ela fora roubada por um ladrão no caminho, na nova estrada de Oogita. Desde então, minha cabeça ficou completamente perturbada.
Dizem que esse incidente foi publicado como uma notícia zombeteira no jornal Hokuroku Shimbun. Minha família passou alguns dias constrangedores, dizendo: "Não podemos mais olhar na cara das pessoas por causa do Yasushi". A partir daí, tudo o que eu dizia e fazia era sem nexo e não era verdade. As pessoas da comunidade diziam: "Que pena do Yasushi, ele está num estado tão grave que não se cura facilmente, e ainda tão jovem", e sentiam compaixão por mim.
Dizem que minha família e todos os parentes, muito preocupados, foram a várias itako (médiuns) e gomiso (adivinhos) para pedir bênçãos, mas não havia jeito nenhum. Um parente rico me aconselhou: "Não podemos deixá-lo assim. Vá ao hospital da universidade para um exame completo. Dizem que, se fizer eletrochoque, cura" — e completou: "Se não tiver dinheiro, eu empresto". Diziam: "Deus é Deus, mas também temos que consultar um médico". Então, fui levado ao Hospital Público de Odate. No entanto, disseram: "Não há remédio que possamos dar", e fui educadamente mandado de volta. Foi quando, após consulta entre os parentes, a decisão estava praticamente tomada de ir ao Hospital da Universidade de Hirosaki. Meu primo, o Sr. Takeda, aconselhou: "Ir a Hirosaki também é bom, mas a Igreja Messiânica, da qual participamos, cura até tolos e qualquer coisa. Que tal ir uma vez à filial em Kozukahana e ser bem examinado pelo mestre?". Houve parentes que se opuseram, mas decidimos: "Se nem a Igreja Messiânica curar, então iremos a Hirosaki. Vamos à filial de Kozukahana".
Fui acompanhado por cinco ou seis pessoas à filial em Kozukahana. Como o Sr. Takeda já havia explicado a situação ao mestre com antecedência, fui imediatamente levado diante do altar para receber o Johrei. O Mestre Suzuki recitou o norito diante de Komyo-Nyorai e realizou a investigação espiritual. Dizem que, naquele momento, eu virei uma cambalhota e caí; também soltava urros sem sentido como "dododô", e olhava para o mestre com um olhar estranho e assustador. Dizem que o mestre confirmou o espírito através de minha mãe, e que uma raposa e um gato estavam atrapalhando. Dizem que vários deuses de outros lugares também disseram: "Três raposas velhas e experientes estão me possuindo. É um caso difícil. É preciso trazer a pessoa e fazer uma purificação com sete ervas para expulsá-las".
O mestre ensinou às pessoas que me acompanhavam: "A maioria dos loucos é por causa de raposas. Se a névoa do corpo espiritual for removida pelo Johrei, as raposas não conseguem ficar e se soltam, e então a pessoa se cura. Portanto, não há necessidade de trancar as pessoas em hospitais psiquiátricos e fazê-las sofrer". Ele também ensinou com firmeza: "Os tolos parecem não pegar resfriado mesmo nus no inverno. Parece que não têm diarreia nem estragam o estômago, não importa o que comam. Se começarem a ter diarreia ou pegar resfriado, é um bom sinal; é sinal de que estão se curando. O Sr. Yasushi também pode começar a ter diarreia enquanto recebe o Johrei; por isso, não se preocupem se isso acontecer. É sinal de que ele está melhorando, então, pelo contrário, alegrem-se".
No dia seguinte, e no outro também, fui receber o Johrei. Dizem que, a cada vez, eu usava minha força bruta para me debater, gritava coisas sem sentido e causava confusão, dando muito trabalho ao mestre e aos acompanhantes; dizem que, em certa ocasião, me debati tanto que cinco ou seis homens fortes não conseguiram me segurar. Esse mesmo eu, a partir da terceira ou quarta sessão de Johrei, comecei a ter diarreia em grande quantidade. A partir de então, senti como se estivesse começando a entender as coisas.
No dia seguinte à minha ida à filial para receber o Johrei, havia o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu); meu irmão participou imediatamente, recebeu o Ohikari de proteção e, em casa, dedicou-se a me aplicar o Johrei com empenho. Cerca de uma semana após começar a receber o Johrei, tornei-me uma pessoa sã. Eu, de quem diziam estar num estado tão grave que não se curaria, fui salvo tão rapidamente pela Igreja Messiânica. Parecia um sonho, e só pude me afogar em lágrimas de gratidão. Quando, uma semana depois, recuperei a sanidade e fui à filial para agradecer, todos ficaram surpresos.
Minha família era pobre, vivendo o dia a dia, mas eu, com meu corpo são e saudável, trabalhei arduamente todos os dias para, de alguma forma, receber o precioso e absoluto Ohikari de proteção. Com a proteção divina, logo pude fazer o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e recebi o Ohikari de proteção de poder absoluto. Desde então, tenho recebido inúmeros grandes milagres e vivido dias verdadeiramente sem preocupações. Sou, de fato, uma pessoa de sorte.
Certa vez, voltando do trabalho, vinha num vagonete carregado de ferramentas. No meio do caminho, o veículo parou bruscamente e, das dezoito pessoas que estavam nele, dezessete sofreram ferimentos de vários graus. Eu, porém, não tive nem um arranhão: permaneci em pé, ileso, em um local seguro. Eu mesmo achava aquilo incrível.
Outra vez, estava pintando a parede alta de uma escola; havia colocado a argamassa e as ferramentas num andaime alto, de mais de três metros. No momento em que ia começar a pintar, a corda do andaime arrebentou, o andaime desabou e as ferramentas e a argamassa caíram num instante. Eu, porém, inconscientemente, agarrei-me ao caixilho da janela do segundo andar. Meu irmão, que trabalhava exatamente embaixo do andaime, também, apesar da rapidez do ocorrido, desviou-se e se salvou.
Nós, que fomos curados da loucura, que tivemos a permissão de nos converter e que, além disso, fomos salvos ilesos de inúmeros perigos de vida, somos fiéis da Igreja Messiânica: ao pensar "Meishu-Sama", somos salvos por grandes milagres. Desejo retribuir essa graça ajudando na construção do Paraíso Terrestre de Meishu-Sama. (15 de maio de 1952)
Filho enlouquecido completamente curado
Fukuoka, Distrito de Kasuya, Vila de Aoyagi
Igreja Grande Kōhō
Aoyagi, Toshiro (48)
Respeitosamente, apresento meu relatório de agradecimento diante de Meishu-Sama. Minha família era composta por mim, minha esposa e nosso filho adotivo, e vivíamos em harmonia. No entanto, por volta de fevereiro de 1949, comecei a notar que o comportamento do meu filho adotivo (17 anos) andava um pouco estranho.
Cerca de dois meses depois, eu estava numa fonte termal quando recebi um telegrama da família de origem dele: "Seu filho está com problemas mentais. Volte imediatamente." Assustado, voltei correndo para casa. Ele estava completamente diferente do normal e, como estava violento, a família decidiu, em reunião, interná-lo num hospital. O diagnóstico foi "esquizofrenia", e disseram: "Se ficar internado por um mês, recuperará a sanidade, e em cerca de dois meses terá alta." Porém, passados dois meses, três meses, ele não só não voltou ao normal, como seu corpo foi ficando mais fraco. Depois de quatro meses, a fraqueza era intensa, e sua própria vida corria perigo. Consultei então novamente os parentes, tirei-o do hospital e o colocamos numa cela que construímos.
Foi exatamente nessa época que conhecidos, entre eles a Sra. Mori Ayako, vieram visitá-lo e nos aconselharam com entusiasmo: "Não há outro caminho senão se apegar à Igreja Messiânica, na qual acreditamos." Eu e minha esposa fizemos então, imediatamente, o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e recebemos o Ohikari de proteção. Assim que começamos a aplicar o Johrei em nosso filho, ele mudou rapidamente: em cerca de quinze dias, seu estado já permitia que saísse da cela. A alegria daquele momento... Nunca imaginamos que nós, que havíamos feito o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) por apenas três dias, pudéssemos receber tamanho poder. Não há palavras para expressar minha gratidão.
Cerca de um mês depois, ele parou de fazer coisas ruins e passou a ouvir o que dizíamos. A partir de novembro, como era época de colheita de arroz e estávamos ocupados, o levamos junto para os campos, e ele ajudava bem. Desde então, mudou muito, e hoje está salvo a ponto de não ser muito diferente de uma pessoa comum — apenas, de vez em quando, devido às toxinas das injeções de medicamentos daquela época, passa por um processo gradual de purificação.
Graças a Deus, Ele salvou completamente uma pessoa que era um louco incurável, quase um inválido. Meishu-Sama, muito obrigado. Estou transbordando de gratidão e emoção. De agora em diante, embora eu seja inábil para a construção do Paraíso Terrestre, meu desejo é transmitir o evangelho do Paraíso a todas as pessoas do mundo. Muito obrigado. Apresento meus agradecimentos. (1º de janeiro de 1952)
Doença mental desesperadora curada
Hiroshima, Distrito de Saeki, Vila de Mizunai
Igreja Grande Shinsei
Yashiki, Shigeto (37)
Minha esposa, Hatsuko, deu à luz nossa segunda filha, Mariko, em 22 de outubro de 1950. Quarenta dias depois, no meio da noite, ela de repente começou a gritar alto. Depois disso, desenvolveu uma doença mental: cantava e dançava, mas foi piorando gradualmente. Mesmo à noite, aproveitando qualquer descanso, saía correndo para fora de casa com frequência. Dentro de casa, rasgava as portas de papel e as corrediças, e se debatia de uma forma que dava dó. Eu passava as noites sem dormir e os dias chorando.
Durante esse tempo, consultei não só os médicos da vizinhança, mas também hospitais psiquiátricos e tudo o que diziam ser bom, mas nada surtiu efeito — pelo contrário, ela piorava cada vez mais. Ia ao santuário do Ujigami e aos túmulos da família e fazia várias coisas ruins, rindo com indiferença. Ah, mesmo fazendo tudo isso, não haveria cura? Será que não existe Deus ou Buda neste mundo? Cheguei a amaldiçoar o mundo e a odiar Deus.
Foi quando uma tia veio e disse: "Há alguém que cura esse tipo de doença em uma noite." Acreditei que essas eram palavras de salvação e resolvi consultá-la. No dia seguinte, veio uma senhora de mais de setenta anos. Ela e toda a minha família oraram a noite toda. Depois, ela disse: "É uma pena, mas não tem jeito. Esta pessoa, com seu corpo impuro pós-parto, chutou com os pés um deus importante, o Deus do Vento. A ira desse deus é tão grande que ela não tem salvação." Naquele momento, não pude me conter e chorei alto. Fiz de tudo e, por fim, acreditando ser a palavra da salvação de Deus, o resultado foi "não tem salvação". "Ah, meu coração sincero não chegou a Deus?" Senti como se tivesse sido lançado ao fundo da escuridão.
No entanto, pensando que era meu dever curá-la por completo, recuperei as forças e tentei acupuntura, moxabustão, massagem etc., mas não houve mudança alguma. Quando pensei que não havia outro caminho senão esperar o momento, a Sra. Sakamoto Hayano, da vila vizinha, veio e disse: "O mestre que está hospedado em minha casa agora cura qualquer doença impondo as mãos. Que tal consultá-lo uma vez?" Eu estava tão cheio de dúvidas que, a princípio, pensei: "Como é que algo assim vai curar? De jeito nenhum." Mas, movido apenas pelo desejo de curar a doença de minha esposa, resolvi arriscar mais uma vez.
Quem veio foi a Mestre Hanako. Ela aplicou o Johrei imediatamente e, naquela noite, ficou hospedada em casa. Ouvi a grandiosa história da Igreja Messiânica e decidi me converter — o que fiz em 3 de abril de 1951. Depois disso, recebi com afinco o Johrei da Mestre Hanako e, enquanto eu, recém-convertido, também o aplicava com ardor, a doença, que estivera tão grave, não deixava de melhorar a cada dia. Ao ver a melhora de minha esposa, só podia curvar a cabeça, pensando: "Ah, que poder grandioso!" Senti vergonha de ter duvidado no início.
Graças a Deus, no final de abril, ela já estava praticamente sã. Continuamos a aplicar o Johrei com empenho, e, na época de intenso trabalho agrícola, quando qualquer ajuda era bem-vinda, ela se recuperou por completo. Quando a vi me ajudando, não me contive e gritei em voz alta: "Meishu-Sama, muito obrigado!" Pensando bem, desde o início da doença, passaram-se mais de seis meses. Fui salvo do mundo das trevas para o mundo da luz. Minha alegria é indescritível, e toda a minha família agradece ao grandioso poder de Meishu-Sama. Muito obrigado. De agora em diante, embora minhas forças sejam poucas, pretendo me esforçar com dedicação total no caminho da luz deste ensinamento. Eu, uma pessoa de conhecimento tão raso, não sei que palavras de agradecimento dirigir a este grandioso Meishu-Sama. Sinto apenas gratidão, imensa gratidão. Meishu-Sama, muito obrigado. (7 de janeiro de 1952)
Até ser salvo da doença mental pelo poder divino
Toyama, Distrito de Nishitonami, Cidade de Fukumitsu, Bairro de Higashishinmachi
Igreja Média de Toyama
Asano, Tokiko (26)
Meishu-Sama, obrigada pela proteção divina diária. Desta vez, fui salva de uma situação de completo desespero, e a alegria de ter compreendido a sublime obra divina é tão grande que não consigo contê-la. Quero anunciá-la às pessoas do mundo, e por isso peguei nesta humilde pena.
Faz sete anos que me casei e vim para esta casa. Meu marido sempre foi muito fraco: todos os anos, nas mudanças de estação, ficava de cama por uma ou duas semanas, às vezes mais de um mês, e as visitas ao médico eram constantes. No final do ano passado, ficou de cama novamente. Uma febre de 37 a 38 graus continuou por mais de quatro semanas. O médico disse: "É febre de tuberculose. Há injeções, mas, com esse nível, tomar PAS deve resolver." Fiz com que ele tomasse o remédio cinco vezes ao dia durante três semanas seguidas.
Além disso, fazíamos orações no santuário de Myojin e dávamos a ele o remédio que recebíamos de lá, mais de dez vezes ao dia. Tudo isso exigia dinheiro. Quando falei com meu pai, ele disse: "Não é bom tomar tanto remédio. Já que está indo ao médico, está bom assim." Minha mãe, preocupada, foi rezar novamente, e disseram: "Tome por mais dez dias. Mais uma semana." Pensei que não poderia haver erro no que o deus dizia, e me animei de novo. Forcei meu pai a me dar dinheiro e, enquanto cuidava dele, fazia trabalhos extras em casa, usando aos poucos o que economizava para comprar remédios. Quantos remédios não terei comprado e dado a ele? Mesmo assim, a febre não mostrava sinais de baixar.
Disseram: "Não há garantia de cura ficando só com um médico. Que tal trocar?" Trocamos, e a febre baixou em um dia. Mas, desta vez, ele não conseguia dormir nada, noite após noite. Falei com o médico, que disse: "Vou resolver com remédios." Fui rezar de novo no santuário de Myojin, e disseram: "É nevrose. Não deixe ele pensar em várias coisas. Converse sobre amenidades. Agora é o momento mais importante para a proteção." Tentei conversar com ele sobre várias coisas, mas, com o coração apertado, ele nem ouvia o que eu dizia. Fui rezar novamente, e disseram: "Agora há injeções para nevrose. Que tal tentar?" Mas não havia esse remédio por perto.
Meu marido, com o peito apertado de sofrimento, dizia: "Não tenho mais vida. Mesmo que eu morra, me salve. Tenho que cair no inferno animal. Ah, que medo. É o fim, é o fim." Fazia caretas de animal, comia de forma desumana, como um possesso. Ninguém em casa conseguia engolir a comida.
Minha mãe já tinha ouvido falar da Igreja Messiânica por boatos e disse: "Como último recurso, que tal consultar o Mestre Mizoguchi pelo menos uma vez? Se não der certo, podemos desistir." Foi vê-lo, e o mestre veio prontamente. Como era a primeira vez que ouvia e via aquilo, fiquei de olhos arregalados. Contei toda a história e observei a expressão dele. Ele disse com clareza: "Seu marido vai se curar com certeza." Naquele momento, meu coração ficou tão cheio que não sei como expressar. Até então, ninguém nunca tinha dito, de forma tão clara, que ele ia se curar. Fiquei realmente feliz.
Contei imediatamente ao pai do meu marido, mas ele não permitiu a conversão. Pensei que, se meu marido se curasse, dinheiro não seria problema, e corri para a casa dos meus pais para contar. Eles disseram: "Se você está pedindo com tanta determinação, não é que não possamos emprestar — mas ouvi dizer que a Igreja Messiânica (na época chamada de Igreja Kannon) foi muito perseguida no ano passado. Não faça nada que chegue aos ouvidos dos outros." E me emprestaram o dinheiro. Pedi imediatamente ao mestre, e eu e meu marido fomos aceitos para nos converter. Ele disse: "Vocês precisam ir até a sede em Takaoka para receber o Ohikari de proteção. Mas, se for inevitável, posso pedir ao mestre da sede que venha." Pedi, e o vice-presidente da igreja veio até nossa casa. No dia 23 de fevereiro, nos convertemos.
Quando o mestre estava chegando à estação, meu marido começou a fazer gestos de enforcamento com toalhas e cordões que estavam por perto, repetindo o gesto duas ou três vezes. Depois de receber o Ohikari de proteção e o Johrei, ficou ainda mais agitado, dizendo: "Fiz algo ruim para o Sumiyoshi Daimyojin. Preciso ir pedir desculpas." Gritava palavras incompreensíveis, e à noite ficava ainda mais intenso. Nós não entendíamos nada do que ele dizia — como sofremos! Quando o Mestre Mizoguchi vinha, falava aquelas palavras de acordo com o humor do meu marido, e ele se acalmava gradualmente, o que nos aliviava; mas, depois de algumas horas, os mesmos gestos recomeçavam. Não conseguíamos dormir à noite e, como ainda precisávamos cuidar das crianças, acabei dizendo na frente do mestre: "Ah, que difícil." Ele, rindo, respondeu: "Você trocaria estes três ou seis meses pela vida inteira?" Pensei que, de fato, era verdade.
O mestre disse ao meu pai: "A irmã tem filhos. Como pai, gostaria que o senhor se convertesse e aplicasse o Johrei com empenho. Eu também tenho família e preciso voltar para casa." Mas meu pai foi inflexível e não ouviu. Meu pai biológico, porém, veio me visitar, e contei a ele. Ele disse: "Isso é algo para se empenhar, não é?" E se interessou: converteu-se imediatamente e começou a aplicar o Johrei, mas, longe de melhorar, meu marido parecia até piorar, e a insônia continuava.
Meu pai foi falar com um parente, que disse: "Isso é coisa do passado. Mesmo com a medicina tão avançada, é melhor interná-lo num hospital." Certo dia, foi até o hospital se informar, e meu marido, então, começou a se agitar mais do que nunca, dizendo: "Vou para o hospital. Vocês estão me enganando." Não se acalmava. O mestre disse: "Daqui a uma semana, ele deve se acalmar um pouco." Supliquei a meu pai: "Por favor, tenha paciência por mais uma semana ou duas!" Depois disso, houve dias em que ele ficou um pouco melhor de humor. Deixei-o hospedado por dois ou três dias diante de Daikōmyō Nyorai, na casa do Mestre Mizoguchi, recebendo o Johrei, e, dia após dia, ele foi se recuperando. Pela primeira vez, senti como se a luz tivesse penetrado na escuridão.
Antes do plantio do arroz, ele já podia me ajudar nos campos. Só sentia alegria e gratidão, e passo os dias agradecendo e me emocionando com o grande poder de Deus. Já se passaram dez meses desde a conversão. Meu pai biológico também evitou a cirurgia de câncer intestinal que os médicos diziam ser necessária: converteu-se, recebeu o Johrei e agora está muito melhor, alegre. Em novembro, pudemos consagrar Byōbu Kannon (Kannon do biombo) e recebemos vários benefícios materiais. O primeiro dia de felicidade desde que vim morar nesta casa chegou como a luz do sol da primavera. Rezo para que, das pessoas infelizes do mundo, o maior número possível se agarre a este sublime ensinamento. Meishu-Sama, obrigada pela proteção divina. Apresento meus respeitosos agradecimentos. (18 de dezembro de 1951)
A doença mental de minha filha foi assim salva
Okayama, Distrito de Mitsu, Vila de Notani
Igreja Média de Yokou
Tsuji, Hisako (43)
Em janeiro de 1951, casei minha filha. Ela sempre foi saudável e trabalhava bem, por isso era querida por todos na família do noivo.
Porém, na manhã do dia 17 de setembro, o pai do noivo veio e me disse: "Fukuko trabalhava bem, mas, na manhã do dia 16, foi sozinha e alegre para a montanha cortar capim. Depois de um tempo, voltou, e seu estado era terrível. O que aconteceu? Não havia mais vestígios da alegria da manhã — seu rosto estava pálido. Todos em casa ficaram muito preocupados. Não importa o que disséssemos, ela não respondia; ficava em silêncio, de cabeça baixa, como se estivesse pensando em algo, sentada e imóvel. Como está assim, por favor, venha rápido."
Ao ouvir isso, senti como se tivesse levado um golpe, e soltei um grande suspiro, com a mão no peito. Ah, foi nesse momento que pensei, sem perceber: "Se pedirmos a Deus, receberemos proteção divina em tudo." E meu coração se aliviou. Disse ao pai do noivo: "Então, irei imediatamente." Consultei a Sra. Kawamoto, uma fiel fervorosa da vizinhança, e fui com ela. Por volta das duas da tarde, pegamos o ônibus da Chutetsu e percorremos cerca de 14 quilômetros.
Quando cheguei e vi o estado dela, era exatamente como ele havia dito. Eu e a Sra. Kawamoto continuamos aplicando o Johrei várias vezes. Minha filha, ao me ver, pareceu reconhecer que eu era sua mãe, e de repente mostrou vontade de voltar para casa. Os familiares do noivo disseram: "Ela parece querer ir com a senhora. Por favor, leve-a junto, e peça a Deus para que ela receba a graça rapidamente." Consultei a Sra. Kawamoto, que disse: "Já que a família do noivo está dizendo isso, acho que não é bom ficar aqui. O melhor é aplicar o Johrei diante de Deus." Decidimos, então, levá-la para casa.
Era manhã do dia 19. Peguei minha filha, que não entendia nada, e iniciamos a viagem de volta. Ela não queria andar. Com a ajuda de todos, saímos pensando em chegar a tempo para o trem, mas ela não andava; além disso, tirava os sapatos e se recusava a ir para frente, empurrando para trás. Duas pessoas colocaram as mãos sob seus braços, direito e esquerdo, como se a suspendessem, e outra empurrava suas costas, mas não era fácil. Tentamos carregá-la nas costas, mas era pesado e não dava para ir longe. Enquanto isso, o tempo ia passando, e eu não sabia mais o que fazer. Perguntei à Sra. Kawamoto: "Será que vamos chegar a tempo para o trem?" Ela respondeu: "Pedimos a Deus, então está tudo bem." E, assim, finalmente chegamos à estação — olhei o relógio, marcava antes das sete. Agradeci a Deus em meu coração.
Naquele momento, o trem estava muito lotado, mas, por proteção divina, havia apenas um lugar, e foi minha filha quem se sentou. Logo o trem chegou à estação de Kanagawa. Fomos até o ponto de ônibus da Chutetsu e vimos que o ônibus chegaria em cinco minutos; dentro dele, também por graça, pudemos nos sentar. Com a proteção divina, voltamos para casa em segurança.
Minha filha também parecia entender que havia voltado para a casa onde nasceu. Depois de uma breve pausa, o Sr. Kawamoto disse: "Vamos agora fazer uma visita à Imagem da Luz Divina", e pegou a mão dela para ir, mas minha filha não demonstrava nenhuma vontade. Puxando-a à força, fizemos com que recebesse o Johrei diante de Deus. A partir daquele dia, na casa do Sr. Kawamoto, minha filha e eu dormimos e acordamos diante de Deus, recebendo o Johrei de todos, inúmeras vezes, todos os dias. Que coisa grata.
Durante esse tempo, ela foi bebendo água e chá aos poucos, mas depois nada mais passou pela garganta. À noite, ficava encharcada de suores noturnos; durante sete dias, trocamos suas roupas inúmeras vezes. Por fim, ela caiu em estado de coma. Suas maçãs do rosto estavam salientes, e podíamos contar claramente as costelas em seu peito; a barriga estava profundamente encovada, os ossos do quadril se destacavam, e as pernas, finas como as de um louva-a-deus, pareciam pele esticada sobre os ossos. Sua tez estava pálida, e ela não parecia ser deste mundo. Pensei que minha querida filha teria tido essa vida até aqui, que essa seria toda a sua duração.
Foi no nono dia: ela estava mexendo a boca, e pensei que talvez quisesse alguma coisa. Levei um pouco de água à sua boca com uma colher pequena e, pela primeira vez, Deus permitiu que a água passasse. A gratidão daquele momento foi indescritível. A partir daí, não só água e chá, mas também frutas e, aos poucos, até refeições puderam ser ingeridas. Agradeci a Deus pela graça de a quantidade ir aumentando gradualmente.
Recebemos o Johrei do Sr. Kawamoto inúmeras vezes, dia e noite, e o corpo dela foi recuperando as forças dia após dia; o corpo ossudo também foi melhorando aos poucos. Ela foi se animando a ponto de andar de um lado para o outro dentro de casa. As noites também foram se tornando mais tranquilas, mas, quando menos se esperava, ela se levantava no meio da noite, esticava ambos os braços para a frente, abaixava os punhos, tremia as mãos e andava de um lado para o outro em sua camisola, com uma aparência idêntica à de um fantasma. Houve noites terríveis — acredito que fosse a possessão de um espírito ancestral não salvo. Durante muitos dias, ela ficava resmungando algo; outras vezes, fazia movimentos com o dedo no tatame, traçando linhas sinuosas.
Assim, o tempo passou rápido, e quase um mês se passou. A festa do Ujigami (Deus do Clã), em 14 e 15 de outubro, se aproximava. Ficamos sob os cuidados do Sr. Kawamoto por cerca de um mês, mas, para a festa, levei minha filha de volta e realizamos a cerimônia. Mesmo depois de voltar, ela não piorou. Recebemos o Johrei dos diversos mestres da igreja inúmeras vezes, e, em 5 de fevereiro, recebemos Komyo-Nyorai. Todos vieram de longe, especialmente para nos conceder o Johrei. "Minha filha, que não comia nada, recebeu tamanha proteção divina e se recuperou. Peço tudo a Deus" — eu estava com o coração pleno.
O Sr. Kawamoto, às vezes, dizia coisas engraçadas, e ela ria alto, mas não conseguia falar. Quando ia ao banheiro, ficava lá e não conseguia voltar. Fizemos uma visita à Igreja Higashi-Matsu, na cidade de Okayama — foi a primeira vez que visitamos uma igreja. Lá, recebemos o Johrei do Mestre Nakahashi. Visitamos a igreja quatro vezes, e, na quarta, depois de receber o Johrei do Presidente Yadai, o nariz, que até então não havia secretado nada, começou a secretar um muco pegajoso.
Mudando de assunto: a família do marido de minha filha, no início, também achava Deus uma graça e vinha visitá-la de vez em quando, mas, como a situação se prolongou, pararam de vir. Como o coração de todos mudou, passando a pensar mal de Deus, pensei que isso não podia continuar, e que, se não a fizesse retornar de uma vez, não teria como me desculpar diante de Deus. Assim, em janeiro do 27º ano da Era Showa (1952), fiz a transferência de seu registro de família na prefeitura.
Depois disso, ela foi gradualmente se alimentando, mas não gostava de comer junto com a família — comia sozinha e, para ser franco, era como se estivesse comendo às escondidas, e ainda comia o suficiente para duas pessoas, o que me causava grande espanto e preocupação. Pensando que não era bom para o corpo, escondi a comida em outros lugares inúmeras vezes. Em compensação, seu corpo engordou muito, e a região da cintura parecia um pilão envolto em esteira. Certo dia, estávamos fazendo mochi, e ela, em silêncio, veio ajudar. Naquele momento, com um sentimento indescritível, só me restava agradecer a Deus, e lágrimas de alegria escorriam.
Depois disso, a cada Johrei que recebia, milagres aconteciam, e em vinte dias ela recebeu completamente a proteção divina; no final de fevereiro, sua mente e seu corpo estavam totalmente curados. Agora também podemos venerar a Imagem da Luz Divina, e toda a família vive dias felizes e tranquilos. As pessoas da aldeia de Yoshimune também estão maravilhadas com este poder de Deus. Meishu-Sama, muito obrigado. Compus estas palavras ineptas para expressar minha mais profunda gratidão. (29 de julho do 27º ano da Era Showa, 1952)
Sou salva pelo Johrei, eu, uma esquizofrênica
Igreja Média Nyoirin, Vila Imade, Distrito de Oita, Província de Oita
Kai Akira (23)
No final de fevereiro do 26º ano da Era Showa (1951), enquanto cortava árvores para carvão, caí acidentalmente em um desfiladeiro de cerca de dez ken (aproximadamente 18 metros) e perdi a consciência. Fui salva por outras pessoas que trabalhavam comigo e, como não sentia muitas dores, continuei trabalhando pela manhã. Depois do almoço, comecei a sentir dores em vários lugares e fui para o leito, entrando em estado de loucura.
Após cinco ou seis dias, seja por orientação ou graça de Deus, o Mestre Setate, da filial de Ono da Igreja Média Nyoirin, veio inesperadamente e me concedeu o Johrei. Minha cabeça ficou muito mais leve, e senti como se tivesse voltado a mim. Dois ou três dias depois, o mestre veio novamente e, ao receber o Johrei, melhorei completamente. Depois disso, por cerca de um mês, tive a cabeça pesada, mas não tive mais crises de esquizofrenia, e me recuperei gradualmente, podendo cuidar dos afazeres domésticos. A terapia moderna jamais poderia ter me recuperado em tão curto espaço de tempo; como uma pessoa enlouquecida, eu e minha família certamente teríamos vivido uma vida de infortúnio.
A gratidão era tão imensa que penetrava em meu ser, e em 8 de março me converti. Agora, recebo o Johrei diariamente para os membros da minha família, e também faço Johrei para os vizinhos de vez em quando. Recebo inúmeros benefícios materiais indescritíveis, que relatarei na próxima oportunidade. Meishu-Sama, Daikōmyō Nyorai, muito obrigado. De agora em diante, enquanto trabalho na agricultura, tenho a determinação de guiar, um por um, o maior número possível de pessoas que sofrem com doenças, para retribuir, ainda que seja uma parte mínima, a graça divina. Com estas palavras ineptas, relato uma parte dos benefícios materiais. (1º de outubro do 26º ano da Era Showa, 1951)
Artrite
Como escrevi anteriormente, as toxinas medicamentosas se acumulam nos locais onde os nervos são mais utilizados. Como as mãos e os pés estão constantemente flexionando e estendendo as articulações, é ali que as toxinas se acumulam. Além disso, diferentemente do passado, hoje em dia aplicam-se injeções indiscriminadamente para qualquer doença, mesmo como prevenção, e isso se torna causa do aparecimento da artrite. Por esse princípio, é claro que, se os medicamentos forem abolidos, a artrite diminuirá gradualmente.
Perna enrijecida e sem esperança é curada com duas sessões de Johrei
Igreja Média Nanko, Vila Shikine, Distrito de Aira, Província de Kagoshima
Ogikubo Kinosuke (65)
Com respeito, agradeço a Meishu-Sama e, ao mesmo tempo, relato a alegria da cura completa. Lembro que, por volta de abril do 23º ano da Era Showa (1948), por um motivo qualquer, a articulação do meu joelho direito começou a doer e, gradualmente, foi ficando impossível de dobrar. Apliquei moxabustão, aqueci no banho, repeti isso todos os dias, mas sem melhora. Tentei todos os tipos de terapia, como injeções e pomadas, mas piorou ainda mais.
Não conseguia nem sentar no chão para comer; sentava no degrau da entrada de terra, esticava a perna para me alimentar, e, quando vinham visitas, ficava em uma postura lastimável. Pela manhã e à noite, para adorar os deuses e budas, tinha que fazê-lo com a perna esticada. Pensava se não seria possível voltar a sentar corretamente e, por outro lado, pensava que, por causa da idade, talvez não curasse, e muitas vezes me emocionava. Pensava que, mesmo com todo o avanço da medicina, não seria possível me curar, e isso me entristecia. Já havia me resignado, achando que, a não ser que morresse, não curaria, e assim três anos se passaram.
Para mim, chegou uma primavera que jamais esquecerei. Em 17 de abril do 26º ano da Era Showa (1951), Tōru (13 anos), filho de Shigeyoshi Kiba, da minha aldeia, estava com febre havia quatro ou cinco dias, com dores abdominais contínuas, sem comer nada. Imediatamente, seis pessoas, incluindo os pais e moradores da aldeia, o levaram numa maca até o médico da mesma aldeia (a cerca de uma ri de distância, por um caminho montanhoso íngreme). O diagnóstico foi: "É um caso difícil, é a mesma doença que a minha, colecistite aguda." Recebeu duas injeções e foi recomendado repouso absoluto. Com a sensação de ter recebido uma sentença de morte, e já pensando que era o fim, voltamos resignados, sem forças, pois a febre não baixou.
Quando chegamos à aldeia vizinha (Kaminodan), a esposa de Takehisa Suemitsu (atualmente fiel) nos disse: "O Mestre Inada, da filial de Miyakonojō, que acredita em Komyo-Nyorai e vem para salvar, está aqui. Por que não pedir ajuda?" Fomos até lá imediatamente e pedimos. O mestre disse: "Tragam-no para dentro." Com receio, colocamos o doente grave para dentro, e ele disse: "A febre é um processo de purificação, é uma graça" e "em menos de algumas dezenas de minutos, ele ficará aliviado." Ficamos surpresos com as palavras cheias de confiança de todos. Com trinta minutos de Johrei, a febre, que estava em 40 graus, baixou visivelmente, e ele ficou aliviado. Agradecendo a esse grande poder, pedimos que ele viesse imediatamente à nossa aldeia, e passamos a receber o Johrei.
Minha esposa também sofria de problemas estomacais crônicos, e minha filha, minha nora e eu — toda a família — estávamos envolvidos com doenças. A maioria dos moradores da aldeia, cerca de trinta ou quarenta pessoas, recebia Johrei diariamente. Quanto à minha perna, com apenas duas sessões de Johrei, ela se tornou capaz de dobrar facilmente. Fiquei estupefato, sem saber onde pisar; não sei como agradecer.
Toda a minha família e os moradores da aldeia receberam inúmeras proteções divinas. Sob a orientação do Mestre Kuroki, da filial de Miyakonojō, mais carinhosa que a de um pai, minha esposa se converteu em 1º de maio, e minha filha, em 8 de junho. Depois disso, continuamos recebendo o Johrei dos Mestres Inada e Sunada, e em 5 de agosto pudemos até entronizar Byōbu Kannon (Kannon do biombo) — a família está cada vez mais feliz. Em um mês e meio, conseguimos dezessete fiéis, e todos, com empenho, estão se salvando juntos. Todos os meses, o Mestre Ōnishi e o Presidente da filial de Miyakonojō vêm especialmente para nos orientar, e a cada vez recebemos proteções divinas ainda maiores, pelas quais nossa gratidão é imensa.
A partir de agora, tenho a determinação de, o mais rápido possível, entronizar Komyo-Nyorai, divulgar este ensinamento para as pessoas da aldeia que ainda não o conhecem e para muitas outras pessoas, e cooperar, ainda que seja uma parte mínima, com a construção do Paraíso Terrestre, em gratidão e retribuição. Meishu-Sama, muito obrigado. E agradeço profundamente pela orientação de cada mestre. Relato aqui exatamente como aconteceu. (1º de setembro do 26º ano da Era Showa, 1951)
Salvo de treze anos de leito por reumatismo articular generalizado
Igreja Média Hakuai, Vila Tozumi, Rokugawa, Distrito de Shimotakai, Província de Nagano
Kobayashi Kunji (29)
Com respeito, agradeço a salvação de Meishu-Sama e, ao mesmo tempo, relato a alegria da conversão. Há treze anos, quando eu tinha dezesseis anos, de repente meu tornozelo esquerdo começou a doer. Assustado, consultei um médico, que diagnosticou reumatismo articular. Recebi tratamento, mas sem nenhum efeito. Em dez dias, a dor se espalhou por todo o corpo e, num piscar de olhos, não consegui mais sair da cama. As articulações de cada dedo da mão incharam e entortaram; cotovelos, ombros, pescoço, cintura, e também dos dedos dos pés aos joelhos, tudo inchou muito. O dorso do pé também ficou protuberante, e não conseguia mais nem sentar. Consegui andar um pouco, mas com muita dificuldade, e não conseguia mais fazer nada com o próprio corpo.
No início, como todo mundo, recorri aos médicos, tentei todos os tipos de injeções e medicamentos orais, mas o inchaço só piorava e endurecia. Desisti dos medicamentos, pensando que não adiantavam, e tentei acupuntura, moxabustão, eletroterapia, massagem, sob os cuidados de minha mãe, mas nada me curou. Quando pensei que a dor estava diminuindo gradualmente, no ano seguinte ela recomeçou e voltei a ficar de cama. Segui as religiões que me eram recomendadas, com o 'é bom, experimente', e também recebi orações (de terceiros), mas sem nenhum efeito, restando apenas um sentimento desagradável de ter sido enganado.
Todas as articulações do meu corpo ficaram nodosas e enrijecidas, numa forma feia. Pensava: "Minha doença não pode ser curada pela medicina ou pela religião de hoje. Será que vou acabar minha vida com esse sentimento sombrio?" Quantas vezes chorei debaixo do futon? Talvez por não mover o corpo, também adquiri doenças graves, como problemas estomacais, cardíacos e asma, e nas épocas de plantio e colheita, na primavera e no outono, só dava trabalho aos meus pais e irmãos. Treze anos se passaram repetindo esses dias. Já não acreditava mais em nenhum tratamento que me recomendassem, e estava quase resignado, pensando que minha doença era incurável.
No entanto, em maio deste ano, meu vizinho, Shigemi Kobayashi, veio à minha casa e disse: "Minha sinusite crônica está curada." Contou-me detalhadamente sobre o Johrei e sobre este Caminho. Mas, já sem acreditar em mais nada, pensei: "Será que algo tão simples pode curar?" Fiquei em dúvida por três dias. Depois de pensar muito, decidi: "Mesmo que não cure, tanto faz. Se curar, é uma sorte. Vou lá uma vez para ver."
Em 2 de maio, pedi que me levassem ao Sr. Suzaka. Pensando agora, se tivesse recusado, como fiz com outros tratamentos, teria sido o fim — mas sinto profundamente que, por um fio de cabelo, fui salvo por ter tomado a decisão de ir. Recebi do Sr. Shinozaki o Johrei em todo o corpo e, ao pensar em voltar, pedalei a bicicleta. A estrada de uma ri, que na ida percorri com dificuldade, parando para descansar, na volta percorri quase sem dor. "Que estranho, que estranho", pensei várias vezes, sem entender; apenas o fato de meu corpo ter ficado mais leve era real. Meu corpo, que não tinha jeito havia mais de dez anos, ficou tão leve com apenas uma sessão de Johrei que, por mais que pensasse, não conseguia deixar de achar estranho.
Na manhã seguinte, ao acordar, diferentemente do normal, consegui me levantar com facilidade. Com a alegria de ter encontrado a luz pela primeira vez em treze anos de escuridão, no segundo dia também fui animado de bicicleta até o Sr. Suzaka. No terceiro dia, era a Reunião Mensal na casa do Sr. Shinozaki. Conheci o Mestre Nishimura e, ao ouvir suas várias histórias, meu coração foi se iluminando cada vez mais. Outra coisa que mais me surpreendeu foi que todos que se reuniam estavam muito animados e alegres — era a primeira vez que via uma reunião tão alegre. Pensei que, com isso, a doença iria embora. Na volta, recebi um Johrei cuidadoso e voltei para casa de bicicleta com leveza. Meu corpo, que se tornava mais leve a cada dia, fez com que os sentimentos sombrios desaparecessem, e só surgia a esperança de uma vida brilhante. Como posso transmitir essa alegria? Com minha caneta sem instrução, não consigo expressá-la.
A partir do dia seguinte, por três dias, ouvi as palestras do mestre no curso preparatório para o Ohikari (kyoshu), no Onsen de Shibu, na vila de Heion. Estava ansioso para fazer o curso o quanto antes, mas, por várias circunstâncias, pensei em primeiro curar o corpo. Desde então, passei a receber o Johrei diariamente de meu vizinho, o Sr. Kobayashi, e, a cada dia, a dor nas articulações de todo o corpo diminuía. Um mês e meio apenas depois de começar a receber o Johrei, meu corpo, que havia vinte e dois anos não conseguia fazer nada, tornou-se capaz de segurar uma foice e cortar trigo. Antes, ainda que conseguisse segurar a foice, não tinha força alguma; as articulações permaneciam inchadas, os dedos e as palmas das mãos, deformados. Quando afinal fiz força e cortei com um "zack", foi uma alegria indescritível.
A partir daí, trabalhei com empenho. Já preparado, participei, no final de julho, do curso preparatório itinerante para o Ohikari (kyoshu), na casa do Sr. Masumitsu, e recebi o tão esperado Ohikari. Durante os três dias do curso, houve quem visse a luz do Johrei, quem visse a Imagem da Luz Divina brilhar em ouro, quem visse uma luz redonda sair do ombro do mestre. Eu, porém, apenas me admirava com os milagres que aconteciam um após outro. Quando finalmente recebi o Ohikari, todo o corpo me ficou quente, e só lágrimas de gratidão transbordaram.
Depois de receber o Ohikari, meu corpo ficou ainda mais leve. Passei a crer que, um dia, aquele inchaço também desapareceria e que meu corpo, pelo qual já me havia resignado, se tornaria normal. Três meses já se passaram desde a conversão, e agora consigo fazer quase todo o trabalho da fazenda. Hoje, esforço-me para divulgar este Caminho ao maior número possível de pessoas e, ao mesmo tempo, dedico-me dia e noite a ser útil, ainda que um pouco, na construção do Museu. Foi com essa alegria que escrevi este relato. (21 de novembro do 26º ano da Era Showa, 1951)
Depois que fui salva da doença incurável do reumatismo, minha casa se tornou instantaneamente um Paraíso de alegria
Igreja Média Zuiun, Cidade de Iri, Distrito de Wake, Província de Okayama
Kobayashi Koyoshi (43)
Meishu-Sama, obrigada pela proteção divina diária. Com respeito, relato aqui uma parte dessa proteção extraordinária. Minha família é de oito pessoas, mas era como uma loja de doenças: quando um sarava, outro adoecia, e sempre duas ou três pessoas estavam de cama. Consequentemente, a maior parte do orçamento mensal tinha de ser gasta com despesas médicas. A casa vivia sombria, como se tivéssemos assumido sozinhos a doença, a pobreza e o conflito de toda a aldeia — um verdadeiro Inferno na Terra.
Eu, que tinha de administrar a casa, acabei contraindo a incurável doença do reumatismo. Ansiava desesperadamente por uma cura rápida; tentei todos os métodos considerados bons — injeções, acupuntura, moxabustão e vários outros recursos —, mas não melhorei em nada. A dor tornou-se cada vez mais intensa, e o tornozelo direito ficou duro como um pedaço de pau, sem que eu conseguisse dobrá-lo. Não há nada mais doloroso do que ter um pé doente.
Sem a mão feminina, a casa ficou ainda mais escura; as muitas crianças choravam e gritavam, e eu não conseguia lavar roupa nem cozinhar. Quando via o rosto do meu marido, que voltava para casa ao fim do dia encharcado de suor, sentia uma pena imensa; pensava que, se ao menos meu pé estivesse bom, não precisaria fazê-lo passar por tamanha angústia. Meu peito parecia prestes a explodir, e sentimentos complexos de agonia ameaçavam perturbar minha mente. Em meio ao barulho das brigas das crianças, a situação financeira tornava-se cada vez mais difícil, e uma atmosfera sombria pesava sobre toda a família. Sem alternativa, eu apenas lamentava minha má sorte, abraçando meus filhos inocentes.
No entanto, foi por volta da colheita do trigo do ano passado. Minha vizinha, a Sra. Ōzeki, me disse: "Há um mestre que cura doenças. Por que não vai lá?" Como quem se agarra a um fio de esperança, fui vê-lo. Um jovem mestre ergueu a mão sobre mim. Senti insegurança, mas ele disse: "Você vai melhorar com certeza, continue vindo." Segui suas instruções, mas não via sinal algum de melhora; além disso, ele não me explicava coisa alguma, e eu não entendia nada. Pensei em desistir, mas a Sra. Ōzeki disse: "Tenha um pouco mais de paciência." Por consideração à vizinha, lá ia eu, relutante, toda vez que o mestre vinha.
Então, depois de cerca de um mês, minha perna passou a dobrar aos poucos, a cada sessão de Johrei. A partir daí, comecei a ansiar pela vinda do Mestre Harada. A cada Johrei, melhorava rapidamente, e minha maior alegria era mostrar ao mestre o quanto minha perna havia dobrado, dizendo: "Hoje consegui dobrar até aqui. Desta vez, consegui dobrar até aqui." Minha alegria era indescritível.
Nesse meio-tempo, chegou a época em que os insetos cantavam, e finalmente consegui sentar-me corretamente para receber o Johrei. Deve ser assim a sensação de subir aos céus. A dor quase desapareceu, e a agitada colheita de outono transcorreu como nos outros anos — ou melhor, pude trabalhar ainda mais. Agora, seja na montanha, seja no campo, dou conta de qualquer trabalho pesado com facilidade. Fui completamente curada.
Assim, em 1º de dezembro, fui à sede, em Okayama, e recebi do Presidente o tão esperado Ohikari. Naquela época, minha casa, que era um viveiro de doentes, transformou-se por completo, tornando-se um lar feliz, sem doenças e com saúde.
Terrível, eu vagava sem cajado na escuridão.
Mesmo louvando, não se pode louvar o suficiente,
A grande graça, nem a caneta nem as palavras podem expressar. Meishu-Sama, muito obrigado. (7 de agosto do 27º ano da Era Showa, 1952)
Doença cardíaca
Quando se fala em doença cardíaca, em geral se trata de valvopatia. A causa é que as toxinas medicamentosas se acumulam ao redor do coração e o comprimem, provocando pulso irregular, palpitações, dificuldade respiratória etc. A forma mais intensa dessa doença é a angina pectoris, cuja característica peculiar é a dor violenta e a sufocação respiratória — um sofrimento insuportável de se ver. A dor é a irritação dos nervos causada pela dissolução da solidificação, que se liquefaz e busca uma saída; a sufocação respiratória é causada por essa toxina liquefeita, que comprime o coração por todos os lados. Portanto, se os medicamentos forem abolidos e a natureza seguir seu curso, a cura é certa.
Cura completa de valvopatia cardíaca incurável
— O erro da medicina descoberto após me perder —
Igreja Média Nanko, bairro de Maruyama, cidade de Miyazaki
Yoshida Yōko (23)
Mesmo louvando, não se pode louvar o suficiente,
A grande graça, nem a caneta nem as palavras podem expressar.
(Hino de Louvor)
Não tenho palavras para agradecer a Deus. Desde a infância, fui fisicamente fraca. Bastava ficar um pouco doente para eu recorrer a médicos e remédios. Por ser filha única, recebi mais cuidados que as outras crianças e sempre dependi da medicina. Na escola feminina em Quioto, durante as atividades físicas, meu coração ficava muito pesado e eu não conseguia correr junto com as outras amigas. Quantos anos de tristeza se passaram? Mesmo agora, ao recordar, são apenas lembranças tristes.
Depois de me formar na escola feminina, como não me exercitava, já não sentia o coração tão pesado (embora também não fosse tão leve quanto o de uma pessoa saudável). Voltei com meus pais de Quioto para Miyazaki, terra natal deles, e comecei a trabalhar na agência dos Correios de Miyazaki. Quando fui examinada no ambulatório da agência, o médico me alertou: "Você tem valvopatia cardíaca. Mesmo no trabalho de escritório, não faça absolutamente nada que exija esforço." Fiquei surpresa ao saber que era tão grave; o mundo escureceu diante de mim e meu ânimo se abateu.
A partir de então, foi outra vez médicos e medicamentos: tomei todos os tipos de remédios e injeções. Também entrei para a Seicho-no-Ie, mas sem efeito algum — as batidas do coração tornavam-se cada vez mais intensas. Por fim, acabei pedindo demissão dos Correios após um ano e meio, dedicando-me ao tratamento. Por intermédio de um amigo, ouvi do médico em quem confiava e me apoiava a fria notícia: "O coração da Sra. Yoshida não vai sarar, a não ser que ela morra."
Quanto sofri? Por favor, imagine. Mesmo agora, ao lembrar, é realmente assustador; na época, cheguei a pensar em suicídio. Não haveria ninguém para salvar este meu coração? Se o médico não adianta, talvez exista alguma erva medicinal boa. No instante em que pensei nisso, lembrei-me de minha amiga íntima dos tempos de Quioto, Tsuneko Hirosaki. "Isso mesmo, vou perguntar à Tsuneko se ela conhece alguma erva medicinal que faça efeito." Relatando meu sofrimento recente, escrevi-lhe uma carta depois de muito tempo. A mãe de Tsuneko era uma pessoa muito gentil e, como havia sido chefe de enfermeiras da Cruz Vermelha, pensei que ela pudesse me indicar algum bom remédio.
No entanto, a resposta de Tsuneko foi inesperada: "Apegue-se ao Caminho de Deus." Senti que era mais uma daquelas coisas. Como já havia a história da Seicho-no-Ie, não pude me apegar imediatamente. Mas, devido à insistente recomendação de Tsuneko, acabei por criar vontade de ler o "Tijotengoku" e o jornal "Eikō" que ela me enviou. Enquanto lia, despertou em mim o desejo de me apegar, e pedi: "Por favor, informe-me sobre a filial da cidade de Miyazaki." É uma coisa misteriosa: quando surge a vontade de nos apegar, esperar a resposta de Tsuneko parece uma eternidade. Após uma longa e ansiosa espera, a resposta chegou, indicando-me a casa do Sr. Masayoshi Kawasaki, em Uchiyodogawa-cho.
Então, decidi que no dia cinco de outubro iria ouvir a história. Com o coração aos saltos, fui à Filial de Yodogawa. Ouvi a palestra do mestre com minha mãe e recebi o Johrei pela primeira vez. A partir de então, passei a ir todos os dias de ônibus. Deve ter sido por volta do décimo sétimo ou décimo oitavo dia. O mestre disse: "Seu coração vai se curar, não se preocupe, mas talvez você possa ficar com paralisia do lado esquerdo do corpo." Duvidei; pensava que uma jovem como eu não ficaria hemiplégica.
Então, na manhã do vigésimo primeiro dia, vinte e cinco de outubro, aconteceu. Levantei-me normalmente, terminei o café da manhã e, ainda sem ter passado muito tempo acordada, senti um sono tão grande que pedi à minha mãe para estender o futon e dormi profundamente. Por volta das dez horas, acordei e tentei me levantar, mas não consegui firmar a cintura; não tinha força na mão esquerda nem no pé esquerdo. Por mais que me esforçasse, não conseguia me levantar. Chamei minha mãe e, em seguida, perdi a consciência. Pensando agora, foi uma purificação muito boa que recebi.
A partir daí, tornei-me uma doente grave, acamada. Dependia das mãos de minha mãe para comer e até para as necessidades. Todos os dias, irritada, reclamava muito com o Mestre Kawasaki, causando-lhe problemas. Não conseguia mover nem mesmo um dedo, quanto mais um braço. Era natural sentir tristeza: hemiplégica! Os idosos ficam três ou seis anos dependendo dos outros por causa da paralisia — o que seria de mim? Seria obrigada a passar por essa tristeza todos os dias, também por três anos? As ansiedades me atacavam uma após outra. Um cadáver vivo? Ah, o que seria de mim!
Dois ou três dias depois que eu caí de cama, meu pai disse ao mestre: "Já que Deus fez minha filha ficar assim, quero que a curem em uma semana. Se não curar, vou denunciar à polícia." O mestre, com um sorriso sereno, explicou gentilmente: "Pelo princípio do Johrei, as toxinas dissolvidas pelo Johrei se deslocaram para o lado esquerdo do corpo. Com isso, a senhorita escapou do perigo de paralisia cardíaca. Portanto, não precisa se preocupar. Eu assumo total responsabilidade. Sou da região, tenho pais e irmãos, não vou fugir nem me esconder. Por favor, fique tranquilo e continue se apegando." Meu pai, que era teimoso, pareceu se convencer e passou a permitir que eu recebesse o Johrei diariamente.
Dizem que a melhora vem como se descascasse papel fino, mas no meu caso era como descascar papel grosso a cada dia. A dor de cabeça melhorou, a dor no braço também. Primeiro, a ponta dos dedos começou a se mover; depois, um dedo de cada vez, até que consegui fechar todos os cinco dedos. "O pé esquerdo também se moveu! A ponta dos dedos do pé também está ganhando força! Mamãe, mestre, estou feliz!" Minha gratidão a Deus era infinita. Cada dia era uma alegria. "Quando poderei sentar? Quando poderei andar? Quando poderei segurar uma tigela?" As esperanças surgiam uma após outra. Cada dia era divertido, e a cada sessão de Johrei eu melhorava. O mestre também se alegrava, dizendo: "É uma alegria ver a rapidez do efeito. É uma proteção divina verdadeiramente agradecida." Mesmo com frio, ele se dava ao trabalho de vir. A figura do mestre, que era a própria essência do amor e do calor sincero, era tão preciosa quanto a de Deus, e eu ansiava por sua visita todos os dias. Até mesmo um médico, quando dependemos totalmente dele, parece um deus — não é de se admirar que eu pensasse assim.
Primeiramente, minha mãe teve a honra de se converter no dia três de novembro. Em seguida, entronizamos Byōbu Kannon (Kannon do biombo). Meu pai também se surpreendeu com a rapidez dos benefícios materiais e se converteu no dia quinze de dezembro. No dia dezoito do mesmo mês, eu também fui incluída na honrosa fileira de fiéis. Naquela época, eu finalmente conseguia andar com a ajuda da minha mãe. No segundo mês, já conseguia ir ao banheiro sozinha e me recuperei a ponto de poder fazer minhas necessidades sem ajuda. No Ano Novo, nós três — pai, mãe e eu — nos sentamos à mesa, e pude segurar a tigela com a mão esquerda para comer. Foi um Ano Novo verdadeiramente feliz, uma cena de alegria inesquecível para toda a vida.
Foi no dia dez de janeiro. Por volta das dez horas da noite, depois de muito tempo, meu coração ficou muito dolorido. Pedi a meu pai que fosse de bicicleta até a igreja do mestre — a uma distância de uma légua —, dando-lhe o trabalho de ir numa noite fria. Ele foi imediatamente. Na ocasião, o Mestre Kawasaki participava de uma festa de Ebisu do dia dez, uma confraternização da vizinhança, com três ou quatro convidados que ficaram até tarde num banquete com saquê. Meu pai o visitou, e ele lhe disse: "Sr. Yoshida, a Sra. Yōko teve uma recaída? Mas já está tudo bem. O fato de o senhor ter vindo à filial pedir já chegou a Deus, então não precisa mais se preocupar — a Sra. Yōko já está aliviada. Ora, faça sua reverência e volte para casa. Acho que não há com o que se preocupar, mas irei logo em seguida. Que tal um copo?" Dizem que meu pai recebeu o copo que o mestre lhe ofereceu, mas, preocupado, não estava com vontade de beber; fez sua reverência e voltou para casa. Como o mestre havia dito, quando meu pai chegou à filial, eu já estava aliviada e pude descansar.
Meu pai, sentindo que Deus era grandioso, aprofundou sua fé e disse à minha mãe: "Quero entronizar a Imagem da Luz Divina o mais rápido possível." Naquela noite, o mestre veio logo depois de meu pai, realizou o Johrei e voltou para casa na noite fria.
Com a proteção divina que recebemos até então, o que aconteceu? A partir de um dia de fevereiro, eu mesma comecei a não me entender mais. É uma coisa imperdoável, mas comecei a odiar Deus, passei a detestar o Johrei do mestre e o próprio mestre. Cheguei a dizer a ele, descaradamente: "O senhor se tornou a pessoa que eu mais detesto." Minha mãe começou a se preocupar: "O que há com a Yōko? O que está dizendo?" Houve até uma vez em que ela beliscou minha boca (segundo o mestre, meu pai havia sentido vontade de entronizar a Imagem da Luz Divina, e uma divindade maligna que não queria que ele a entronizasse começou a interferir). Eu enlouquecia, dizendo: "Só a medicina é que resolve." Quem mais sofreu foi minha mãe: por muito tempo, ela foi minhas mãos e meus pés, ouvindo os caprichos de sua única filha com dedicação. Quanto sofrimento e preocupação ela não teve?
Sem considerar os sentimentos de minha mãe, passei a detestar o Mestre Kawasaki, a quem devia uma enorme gratidão. Naquela época, minha mãe, quase chorando, pedia desculpas ao mestre. Ele a consolava: "Não é a própria pessoa que está falando. Ela está sendo induzida a falar, então não precisa se preocupar." Meu pensamento era: "Que absurdo. O que é Deus? Para os doentes, a medicina moderna é a única saída." Quando me perguntavam: "Então, como foi que você conseguiu andar em tão pouco tempo?", eu respondia: "Isso é natural. Não foi por causa do Johrei. Se a medicina me curar, vou fazer o senhor, não, não o senhor, vou fazer você se ajoelhar e raspar a cabeça." Assim, dia após dia, minhas ofensas se tornavam mais graves. "Pare com esse Johrei" — eu detestava cada vez mais. Então, o mestre, após consultar minha mãe, disse: "Vamos observar por um tempo", e se afastou.
Minha mãe ficou muito decepcionada, mas, como eu exigia veementemente uma consulta médica, ela cedeu e pediu a meu pai que chamasse o Dr. T, da cidade de K, para me examinar. O diagnóstico do Dr. T foi: "O coração se rompeu, causando a hemiplegia. Se ficar em repouso, melhorará." Ele me aplicou uma injeção e foi embora; na segunda visita, aplicou outra e foi embora. Depois disso, tive febre alta, perdi o apetite e não conseguia mais andar, muito menos ficar em pé. A febre continuava dia após dia. Minha mãe não dormia uma noite sequer, trocando bolsas de gelo, cuidando da alimentação e das necessidades, tudo sozinha, numa correria total — um esforço ainda mais intenso do que quando fiquei hemiplégica.
Os dias se passavam e a febre não baixava. Desta vez, chamamos o Dr. A, da cidade de T. Ele me assustou, dizendo: "A válvula se rompeu e foi para o lado, causando a paralisia. Se piorar, teremos que amputar a perna." Não me convenci. Chamei um terceiro médico, o Dr. C, da cidade de A. Ele vinha duas vezes ao dia, só aplicava injeções — no total, esteve presente por mais de dez dias, mas eu piorava cada vez mais. Por fim, ele disse à minha mãe, em dois dias consecutivos: "Sinto muito pela senhora, mas sua filha não tem salvação. As pernas também incharam. Desista." Meu pai, pensando que eu não viveria muito, parece ter até preparado o funeral. Hoje em dia isso é motivo de riso, mas dizem que meus amigos já estavam preparando as oferendas de dinheiro para o funeral.
Por fim, como uma última tentativa desesperada, chamamos o Dr. M, do hospital da província. Ele disse: "A pleura e o peritônio estão ruins. Aqueça konjac e coloque na parte inferior do abdômen." Seguimos a orientação, mas me senti mal e paramos. Também comprei quase mil ienes de Ekihosu e colei nas laterais do abdômen, mas isso apenas apertou meu peito e deixou meu coração dolorido, sem nenhum efeito; então também paramos. Em apenas cerca de um mês, meu corpo, que era tão robusto, emagreceu de forma assustadora, chegando a um estado crítico em que qualquer dia poderia ser o último.
Foi num dia de março. Depois que os médicos começaram a coçar a cabeça, pensei: "Afinal, a medicina não funciona? Só o Johrei é que resolve." Pedi à minha mãe: "Vá pedir desculpas ao Mestre Kawasaki. Parece que só o Johrei é que funciona." Minha mãe me repreendeu: "Tenho cara de pedir ajuda ao mestre agora?" Mas, como eu insisti várias vezes (naquela hora, minha mãe parece ter pensado que talvez eu pudesse me salvar), ela foi correndo à filial, pediu desculpas ao mestre e voltou a lhe dar o trabalho de vir. Fiquei muito preocupada em como pediria desculpas quando o mestre chegasse, mas, ao ver seu rosto querido, as lágrimas vieram e não consegui dizer nada. O mestre, ao chegar, riu e disse: "Sra. Yōko, parece que não vou precisar raspar a cabeça, hein." Fiquei tão envergonhada que queria me enfiar num buraco. "A senhora emagreceu bastante. Mas não se preocupe, vai engordar de novo rapidinho. Não pode mais se iludir. Agora entendeu bem como é a medicina?", aconselhou-me com carinho. Eu não conseguia entender como pude detestar um mestre assim. Decidi que jamais me iludiria com a medicina novamente.
A partir de então, meu corpo passou a receber, todos os dias, o Johrei fervoroso do mestre. O apetite voltou, a febre baixou imediatamente, a força voltou aos braços e pernas, e em menos de um mês consegui me levantar. Estou emocionada por poder andar novamente. De vez em quando, tenho purificações — já vomitei sangue e, por duas semanas, tive cerca de quatro a cinco gō de catarro por dia. A cada vez, ficava mais forte, e o lado esquerdo do corpo ficava mais leve. Continuo me exercitando todos os dias.
Atualmente, não sinto mais o coração dolorido, mesmo em longas distâncias — não sou diferente de uma pessoa saudável. Tenho participado de todas as festividades de exemplo e extraordinárias da Filial de Miyazaki e do Posto Avançado de Minami-Miyazaki, sem faltar a nenhuma, apegando-me com devoção. As pessoas do mundo, vendo meu estado atual — de uma situação de risco de morte à cura completa —, dizem: "A senhora engordou, a pele melhorou, ficou bonita", mas não se apegam ao Caminho de Deus. São pessoas realmente lastimáveis.
Agradeço à Sra. Tsuneko, que me guiou para este precioso Caminho, e expresso também minha profunda gratidão ao Mestre Kawasaki, que me orientou diretamente, e ao Mestre Ozaki. Meishu-Sama, Komyo-Nyorai-Sama, muito obrigado. Pude contrastar o Johrei e a medicina em meu próprio corpo e compreendi claramente o erro da medicina. Peço humildemente que continuem a me proteger no futuro. Embora eu seja de pouca força, meu desejo diário é retribuir, ainda que seja uma mínima parte, a graça recebida. Peço perdão por este texto tosco. (1º de março de 1952)
Uma doença cardíaca de dez anos se recupera em um mês
Oaza Ueki, Takeda-machi, Naori-gun, Prefeitura de Oita
Iyo Kikuchi (37), Igreja Média Nyoirin
Sou alguém que, livre de um perigo de morte pela preciosa salvação de Deus, passa dias de gratidão. Fui abençoada com cinco filhos, o mais velho com dezoito anos. Durante a gravidez do caçula, peguei um resfriado e tive uma tosse forte, mas, como nas outras gestações eu estava muito saudável, não me preocupei muito e continuei trabalhando na agricultura. No entanto, dia após dia, meu corpo ficava mais pesado e a tosse se intensificava. Minha família e vizinhos diziam que eu melhoraria quando o bebê nascesse, então fui levando com esperança. Mas, com a aproximação do nono mês, a falta de ar aumentou, a região abaixo da cintura inchou, e a tosse e a dificuldade para respirar se agravaram a ponto de se tornarem insuportáveis. Finalmente, consultei um médico. O diagnóstico foi: "O coração está fraco. Tome este remédio por um tempo." Recebi um frasco de remédio que detestava, mas, pensando que era minha tábua de salvação, ia ao médico todos os dias. Tomei o remédio em abundância por um ou dois meses, mas não vi nenhum resultado positivo. A doença continuava na mesma, e eu sentia que estava até piorando. Troquei de médico, mas era a mesma coisa. Fui de um lado para o outro, sem nenhuma mudança, até que dei à luz a criança.
Pensei que, com o alívio e talvez com a ajuda do remédio, me recuperaria dia após dia com o repouso pós-parto, mas não foi o que aconteceu. Como tenho pouca resistência a doenças, acabei hospitalizada. Depois da internação, recebi cuidados atenciosos, fiquei em repouso de barriga para cima, como o médico mandou, e acreditei que a doença sararia por completo. Passei um mês na cama. Por fim, a tosse cessou e me senti melhor. Julguei-me curada e tive alta.
Então, acreditando que meu corpo voltara ao normal, tentei trabalhar na lavoura, mas ainda sentia falta de ar e não conseguia trabalhar como queria. Bastava um pequeno esforço para recair no mesmo estado. Eu me culpava, e os dias de ansiedade se sucediam, enquanto me perguntava por que contraíra uma doença assim. À noite, contemplando o rosto adormecido dos meus filhos, pensava sem parar no futuro e tremia de medo da morte. Achava que, se eu morresse, tudo bem; mas, ao pensar nos meus filhos e no meu marido, contorcia-me de desejo de voltar a ser como antes, sem que houvesse nada que pudesse fazer. Não restava outro caminho senão entregar-me ao capricho da doença. Meu marido também se preocupou de várias formas, mas oito anos se passaram à mercê do destino.
Foi em novembro de 1948 que, finalmente, a mão da salvação me foi estendida. Ouvi de um conhecido que, ao impor as mãos, as doenças se curam. Não conseguia acreditar que uma doença pudesse ser curada com algo tão simples. Quando perguntei: "Será que esta doença de tantos anos vai sarar?", ele me respondeu: "Doenças longas se curam com tratamento longo." Então, com o sentimento de quem se afoga e se agarra a um fio de palha, ouvi várias histórias e logo fiz minha filha mais velha, Kimiko, converter-se. Todos os dias, esperava ansiosa seu retorno da escola para receber o Johrei. Em um mês, melhorei dia após dia e, sem perceber, esqueci a doença. Só então compreendi que o poder divino, vasto e ilimitado, pode curar qualquer doença incurável.
Depois disso, meu marido teve uma catarata no olho, e o caçula pegou coqueluche. Só o Johrei de Kimiko não bastava. Eu também desejava ardentemente receber o Ohikari. Pedi a meu marido, com insistência, para me converter, pensando que, se recebesse o Ohikari, poderia impor as mãos não só sobre minha família, mas sobre qualquer pessoa doente que encontrasse. Primeiro, tratei a doença ocular do meu marido e a coqueluche do meu filho com Johrei, duas ou três vezes por dia, quase alucinada. O olho do meu marido sarou em quatorze ou quinze dias.
A coqueluche do meu filho era muito grave. Sozinha, sentia-me insegura. Quando ele sofria muito, mesmo estando eu própria doente, carregava-o nas costas e corria para a Igreja Média. Cada vez, recebia o atencioso Johrei do presidente da igreja e de sua esposa, que também me contavam várias histórias preciosas sobre o Caminho. Mas, naquela época, com muitas nuvens espirituais, eu nada entendia. Enquanto recebia o Johrei diariamente, passaram-se quarenta dias, e a teimosa coqueluche, que o fizera sofrer durante todo esse tempo, sarou por completo.
Ao conhecer a grandeza do poder do Johrei e continuar visitando a igreja repetidamente, a preciosa frase "todas as coisas banham-se no grande amor da grande natureza" gravou-se em meu peito. Tomei a firme decisão de que, com esta fé, avançaria mesmo através do fogo. Compreendi que não há outro caminho senão remover as nuvens espirituais uma a uma por meio do Johrei. Depois disso, enquanto servia e recebia o Johrei, vieram purificações uma após outra. A cada purificação, sentia intensamente a purificação do corpo e da alma e também podia expiar as impurezas e os pecados de meus antepassados. Percebi a luz brilhando em minha casa junto com minha saúde. Cada vez que via o sorriso de meu marido e de meus filhos, experimentava no próprio corpo a preciosidade da purificação. Se não tivesse conhecido este Caminho, arrepio-me só de pensar.
Atualmente, nem preciso mencionar o trabalho no campo: carregar hortaliças no carrinho e ir à cidade, e depois receber o Johrei na filial, é uma alegria. Nesse meio-tempo, meu marido e até minha segunda filha se converteram. Em fevereiro de 1949, tivemos a honra de receber Komyo-Nyorai. Embora eu não consiga retribuir nem uma mínima parte da graça, sob a imensa proteção divina, desejo servir ao Caminho e à construção do Paraíso Terrestre. Apresento meu agradecimento e relato com reverência. Meishu-Sama, muito obrigado. (1º de setembro de 1951)
Minha doença cardíaca é curada e a apendicite de minha irmã também é salva
Kominato-cho, Awa-gun, Prefeitura de Chiba
Kiyoshi Kageyama (27), Igreja Média Shimpu
Fui salvo do sofrimento da doença, tive a honra de me converter, recebi inúmeras proteções divinas e passo dias alegres. Desta vez, minha irmã foi salva de uma apendicite e, sem me importar com a rudeza do texto, apresento meus agradecimentos. Minha casa é composta por minha avó, por mim, minha esposa, minha irmã e uma criança de quatro anos, e trabalhamos na agricultura. Em 21 de março de 1951, quando ia sair para o trabalho na montanha, ao chegar à esquina de casa, de repente meu coração apresentou uma anormalidade. As palpitações eram intensas, e as pausas entre as batidas eram mais numerosas que as próprias batidas, a ponto de eu pensar que o coração pararia daquele jeito. Uma semana depois, fui ao hospital, e o diagnóstico foi "espasmo do músculo cardíaco". Disseram-me: "O átrio está inchado e aumentado para o lado esquerdo, então é melhor internar e tratar o mais rápido possível." Como nunca tivera uma doença séria, era relativamente displicente e pensei que teria alta em duas ou três semanas, no máximo. Imediatamente, internei-me no dia 17. Todos os dias, injeções de "Canfenal" e pós três vezes ao dia. O que eu pensara que seriam duas ou três semanas se passou; um mês, dois meses, e não melhorei nada. Pelo contrário, parecia que tinha piorado. Minha doença tornou-se um fardo. Deitado na cama sombria do hospital, pensando na falta de mão de obra na fazenda, meus nervos ficavam cada vez mais aguçados. Mal dormia à noite. Entre as onze da noite e uma da manhã, aproximadamente em dias alternados, eu sofria.
Nessa época, um parente, o Sr. Shimano, veio me visitar e falar sobre a Igreja Messiânica, dizendo que eu deveria ao menos ouvir a história. Eu apenas respondia "sim, sim", rindo por dentro e não dando importância. Depois disso, por um mês, dependi de médicos e medicamentos, mas sem efeito. Um dia, enquanto me angustiava dia e noite, minha esposa trouxe de repente o "Tijotengoku" e o jornal "Eikō" e disse: "Peguei emprestado, que tal ler?" Ri e não dei atenção.
Em 24 de junho, o Sr. Takahashi, que mora perto do hospital, veio me ver e, gesticulando, disse: "Assim, a doença sara." Ele me contou: "Eu também vou para a escola (Escola Secundária de Pesca) todos os dias e ferimentos leves de amigos curam de forma impressionante. Até mesmo pessoas não convertidas e amigos confiam muito." Por fim, ele disse: "Minha casa é uma livraria. Que tal vir passear e ver revistas?" Senti vontade de ir e, à tarde, fui. A casa do Sr. Takahashi ficava a duzentos ou trezentos metros, mas foi a primeira vez que andei desde a internação. Quando cheguei lá, mal conseguia ficar em pé. Como estava sofrendo muito, pedi para receber o Johrei. Em quarenta minutos, as palpitações foram se acalmando. Na volta, não senti nenhum sofrimento.
A partir daquele dia, intuí que havia "algo" naquela religião que eu tanto ridicularizara. Com o único desejo de melhorar, comecei a ir todos os dias pedir o Johrei. Um mês depois, mesmo ficando em pé por um tempo considerável, já não sentia grande dificuldade nem preocupação. A partir de 26 de julho, comecei a ir à filial. Mesmo balançado no carro, as palpitações não ocorriam, o que era realmente misterioso. Graças a isso, pude compreender o Caminho da Verdade, fui ensinado sobre o caminho para a felicidade humana e, sem nenhuma ansiedade, com gratidão e emoção, recebi o precioso Ohikari. Assim, fui salvo e posso me dedicar a trabalhos agrícolas leves. Desejando salvar o maior número possível de pessoas, tenho realizado Johrei em vizinhos.
No dia 10 de março, fui à filial para receber Johrei e, ao voltar para casa, soube que minha irmã estava de repouso havia cerca de uma hora devido a dores abdominais. Pensei que fosse uma dor de barriga comum e realizei Johrei por cerca de trinta minutos. Durante esse tempo, ela disse: "A parte dolorida está se concentrando gradualmente no abdômen inferior direito, sinto náuseas e uma dor de estiramento no abdômen inferior direito. Também sinto uma dor considerável na região do estômago." Pensei que pudesse ser apendicite e, concentrando minha vontade, realizei Johrei na região. Deixei-a confortável assim. Como era noite e estávamos no meio das montanhas, no dia seguinte fui pedir ajuda à filial. A Sra. Nonaka veio imediatamente. Preocupados com a possibilidade de ela sentir dores ou sofrer durante a noite, pedimos que ela ficasse para passar a noite e lhe aplicasse Johrei. Na tarde do dia quatro, ela sarou completamente. Minha família disse: "É tão misterioso que é difícil de acreditar."
Se não tivéssemos recebido este poder, se não conhecêssemos este processo de purificação, teria sido médico, teria sido cirurgia. Quando penso nisso, que felicidade! Eu também fui salvo da vida no hospital, e meu coração estava cheio de gratidão todos os dias. Além disso, fui agraciado com um corpo capaz de curar outras pessoas e pude experimentar em meu próprio ser a grandeza do poder divino. Meishu-Sama, muito obrigado. Apresento meus profundos agradecimentos. Doravante, trabalharei para salvar o maior número possível de pessoas. Muito obrigado. (15 de abril de 1952)
Portador de dor de cabeça crônica
Como escrevi anteriormente, o homem moderno ingere remédios indiscriminadamente e faz uso excessivo do cérebro. Por isso, as toxinas solidificadas na região da cabeça e arredores, ao serem dissolvidas pela purificação junto com a febre, estimulam os nervos. Por ser a dor uma ação de cura, se for suportada sem o uso de remédios, ainda que demore, cura-se gradualmente.
Curada de uma longa dor de cabeça
Yoshio-mura, Awa-gun, Prefeitura de Chiba
Sada Nagai (39), Igreja Média Kosei
Em 16 de abril de 1948, um dia chuvoso e ligeiramente frio, apesar da primavera, eu, uma agricultora, tive a honra de me converter, na época em que o local se chamava filial de Yoshio, da Associação Yamato do Nippon Kannonkyo. Sou uma pessoa tola que, mesmo tendo recebido inúmeras proteções divinas após a conversão, não consegue expressar nem uma mínima parte do que pensa por escrito ou oralmente. Apenas gostaria de relatar dois ou três fatos como aconteceram e agradecer a Meishu-Sama, pedindo humildemente que se digne a ler estas linhas.
Minha cunhada já era convertida havia algum tempo e, vendo meu sofrimento com as dores de cabeça, vivia me incentivando: "Cunhada, converta-se também. Com certeza vai sarar." Mas, por alguma razão, eu não me sentia motivada e seguia sofrendo dia e noite. Na época da sericicultura da primavera, como a dor era contínua, não importava quanto Nōshin ou Hareyaka eu tomasse, nada sarava. É claro que não conseguia comer; as náuseas se intensificavam e eu permanecia deitada silenciosamente na cama. Tomar analgésico e dormir era meu único alívio. No entanto, como não melhorava nem um pouco após vários dias, um dia fui a um templo próximo onde se fazia leitura da sorte. Disseram-me: "O útero e os ovários estão inchados, então mantenha a parte inferior do abdômen sempre aquecida." Mas, sendo nora de uma família de agricultores, eu tinha um bebê de colo e vivia em correria com o trabalho agrícola, a sericicultura, as crianças, a lavanderia etc. Não podia fazer aquilo nem por um dia. Passei por momentos difíceis várias vezes. Ainda assim, pensando se não haveria um jeito de curar, tomei vários remédios, mas o sofrimento só aumentava.
Minha cunhada voltou a me incentivar a me converter. Eu, duvidando, perguntei: "Será que essa dor de cabeça realmente vai sarar?" Ela respondeu com entusiasmo: "Com certeza vai sarar." Refleti: "Será que alguém tão ignorante como eu, mesmo tendo a honra de me converter, conseguirá cumprir?"... Eu, que não conhecia a fé, imaginava que fosse um mundo intelectual e rígido, mas acabei me convencendo e, acompanhada por minha irmã, fui timidamente à filial de Yoshio. Ouvi com gratidão as diversas palestras do curso de preparação para receber o Ohikari (Kyoshu), de dois dias. No terceiro dia, recebi a orientação do Mestre Otsuki, que veio de longe, de Kamakura, e recebi o Ohikari sagrado. Ah, a emoção daquele momento... Senti como se minha cabeça tivesse ficado leve e clara na mesma hora.
Depois disso, recebi várias purificações e, a cada vez, sentia-me mais leve. Desde este ano, estou tão saudável que quase esqueci as dores de cabeça, imersa em uma felicidade que nada pode substituir. Após a conversão, visitar a filial e ouvir as palestras tornou-se meu maior prazer. Em casa, nos intervalos do trabalho no campo, contava ao meu marido as diversas histórias que ouvia do Mestre Fukazawa, e a cada vez nos emocionávamos juntos. Em 29 de dezembro do mesmo ano, meu marido também teve a honra de se converter. Minha alegria naquele momento foi tão grande que não consegui conter as lágrimas, que fluíam sem parar. A partir de então, decidi que, de mãos dadas com meu marido, viveria no Caminho, apegando-me a ele com todo o coração.
Depois disso, a atitude da minha sogra em relação a mim mudou completamente. Em tudo, era diferente do cotidiano anterior, e uma atmosfera de harmonia passou a reinar em nosso lar. O trabalho tornou-se estranhamente prazeroso e, imersos em uma sensação de felicidade e realização, toda a família se dedicava alegremente ao aumento da produção de alimentos. No ano seguinte, em abril, recebemos Byōbu Kannon (Kannon do biombo) e, em 16 de julho, recebemos Komyo-Nyorai para culto. Depois disso, minha sogra também se converteu durante uma purificação de resfriado, mas meu pai ainda não se converteu, e anseio que ele o faça de alguma forma. No entanto, ele é teimoso e inflexível, o que é um problema.
Nossos quatro filhos, graças às bênçãos, estão todos saudáveis, a ponto de serem invejados pelos vizinhos. As orações matinais e noturnas são feitas espontaneamente, cada um à sua maneira. Meishu-Sama, muito obrigado. Ofereço-lhe uma oração de gratidão sincera... (21 de outubro de 1951)
Dor de cabeça crônica de longos anos curada em quatro ou cinco dias
Prefeitura de Fukuoka, Distrito de Kurate, Cidade de Miyata, Onoura
Igreja Média Meirin, Haruta Oda (48)
Com respeito, apresento meus agradecimentos diários pela proteção divina. Sou um fiel que recebeu o precioso Ohikari em 16 de maio. Gostaria de relatar o motivo da minha conversão e, ao mesmo tempo, expressar minha gratidão por ela. Desde cerca de 1940, sofria com dores de cabeça excessivas. A cada crise, tomava Norshin, que aliviava temporariamente, mas depois a dor piorava novamente. Nunca passei um dia sem ter o Norshin no bolso. Houve uma época em que pensei em cometer suicídio.
Atualmente, trabalho como cozinheiro no alojamento da Mina de Carvão Kaijima, em Onoura, Miyata-cho, Distrito de Kurate. Em 6 de abril, casei-me com a filha do Sr. Abe, de Kokura. Ouvi de minha esposa sobre a preciosidade deste Caminho, mas no início não conseguia acreditar. Minha esposa já era convertida e, embora eu estivesse entre a fé e a dúvida, ao receber o Johrei, senti uma leveza inexplicável. Em apenas quatro ou cinco dias, aquela dor de cabeça tão persistente desapareceu como se tivesse sido removida. Recentemente, minha tez mudou completamente, e meu rosto, antes escuro e opaco, ganhou brilho. Passei a realizar meu trabalho diário com alegria.
Imediatamente obtive permissão para me converter e, nos dias 14, 15 e 16 de maio, o Mestre Honda, da filial, veio de longe, e pude receber o Ohikari sagrado. Não só fui curado daquela doença difícil, eu, que sou tão cheio de pecados, mas também me foi permitido ajudar na salvação. É realmente uma honra imerecida, e sou profundamente grato. A partir de agora, prometo firmemente ajudar a salvar muitas pessoas que sofrem no mundo e contribuir, ainda que numa mínima parte, para a obra sagrada da construção do Paraíso Terrestre, e humildemente peço sua proteção divina contínua. Meishu-Sama, reitero meus mais profundos agradecimentos. Muito obrigado. (25 de maio de 1952)
Salva de uma dor de cabeça que não largava a bolsa de água fria
Gifu, Cidade de Gifu, Nagamori, Suikaido
Igreja Média Hakko, Tei Kosakai (54)
A partir de meados de maio de 1950, sofria de nevralgia, com dores nos braços e pernas. Frequentei a moxabustão de alho por mais de dois meses, mas não obtive grande efeito. Minha cabeça também estava pesada, meu corpo não se sentia bem e eu vivia preocupada.
Foi então que, em 7 de agosto, por volta das 4 horas da manhã, de repente tive um sangramento nasal. A partir daí, caí de cama. Meu corpo tremia de frio, meu rosto empalideceu, e o sangramento continuou por cerca de quarenta minutos, sem descanso. Naquela hora, pensei que fosse morrer. Depois disso, em uma semana, tive sangramentos nasais quatro vezes. Até o menor ruído me incomodava, e eu precisava descansar em um quarto escuro e silencioso; caso contrário, meu corpo piorava. Experimentei um sofrimento como nunca antes.
Naquela época, eu ainda não conhecia este precioso Caminho, então mudei de médico várias vezes, mas não melhorei. Dia após dia, vivia como se tivesse sido jogada no fundo de um vale profundo. Durante três meses, usei gelo para resfriar a nuca—cerca de onze quilos por dia—e depois disso descansei sempre com uma bolsa de água fria. Quando achava que podia dar um pequeno passeio, piorava novamente. Perguntava ao médico, mas ele não dava um nome claro para a doença, apenas dizia "são os nervos, são os nervos", com palavras pouco confiáveis.
Enquanto passava dias de sofrimento, a partir de cerca de 20 de julho do ano passado, comecei a receber este precioso Johrei da mãe do Mestre Hirako e, a partir de então, fiquei muito mais aliviada. A mãe do Mestre Hirako, sem se importar com o sol escaldante, veio me visitar por quarenta dias, sem um dia de descanso. Seu cuidado encheu meu coração de gratidão, e não tenho palavras para expressar. Em 28 de julho, minha filha (20 anos), que sofria de problemas estomacais e intestinais há mais de um ano, converteu-se. Eu também me converti em 12 de outubro, e ambas, mãe e filha, estamos felizes.
A bolsa de água fria, que eu não conseguia largar de jeito nenhum, pude retirar em setembro, enquanto recebia o Johrei. Aos poucos, pude sair da cama. A alegria que senti em 2 de setembro, quando, pela primeira vez, apoiada em uma bengala, fui ao encontro do Mestre Hirako para agradecer, é uma felicidade que jamais esquecerei. Meishu-Sama, muito obrigado. Cada dia me sinto mais aliviada. A casa, que era escura, tornou-se muito mais iluminada. Em tudo, sinto gratidão e vivo cada dia com um coração grato.
Em 31 de outubro, quando Meishu-Sama veio a Nagoya, fui levada pela mãe do Mestre Hirako para fazer uma visita. Embora, desde cerca de duas semanas antes, meus ombros estivessem pesados, meus braços e pernas doessem e eu não me sentisse bem, que coisa maravilhosa! Naquela hora, meu corpo ficou leve, como se tivesse deixado cair um peso, e me senti aliviada. Tendo recebido tantos benefícios materiais, os sofrimentos da época da internação parecem um sonho, e meu coração está cheio de gratidão. Meishu-Sama, muito obrigado. Com respeito, apresento meus mais profundos agradecimentos. (26 de janeiro de 1952)
Paralisia Infantil
Esta doença tem causas espirituais e materiais, mas a paralisia infantil, comum nos Estados Unidos, parece ser quase toda material. Vou descrevê-la em detalhes agora. Os sintomas de dificuldade para andar, presentes desde o nascimento, são, obviamente, devidos à toxina medicamentosa hereditária dos pais e à toxina medicamentosa introduzida após o nascimento, que se solidificam em alguma parte do pé. Portanto, se examinarmos bem, encontraremos sempre uma solidificação, e a dor ao pressionar revela imediatamente o local. Esses locais são, na maioria, parte da sola do pé, a lateral do peito do pé, o calcanhar, os dedos etc., mas, raramente, podem estar na região da virilha. Em qualquer caso, se não for tratado e for deixado como está, leva tempo, mas cura-se gradualmente. No entanto, como as pessoas não sabem disso, fazem injeções, pomadas, eletroterapia, fototerapia etc., tornando a doença incurável.
A seguir, descreverei a causa espiritual. Esta é uma condição comum no Japão e parece ser relativamente rara nos Estados Unidos. É a hemiplegia, ou seja, um braço e uma perna de um lado ficam pendentes, com declínio intelectual, incapacidade de falar etc., exatamente como um derrame. Isso pode ocorrer após dois ou três dias de febre alta no início, ou pode surgir repentinamente. É uma doença realmente terrível, em que uma criança que estava indo para a escola normalmente, ao acordar de manhã, apresenta os sintomas descritos, deixando todos atônitos.
A causa é a possessão do espírito de um idoso que morreu repentinamente de hemorragia cerebral, sendo semelhante ao derrame, por isso é fácil de entender. Por que isso acontece? Quando alguém morre subitamente de hemorragia cerebral, mesmo indo para o mundo espiritual, não tem conhecimento espiritual sobre a morte, então pensa que ainda está vivo. No entanto, como não tem corpo físico, busca desesperadamente um corpo. Mas, como princípio da possessão espiritual, não é possível possuir alguém sem vínculo, então busca sua própria linhagem espiritual. Nesse caso, como é mais fácil possuir crianças, muitas vezes possuem os netos, e os fatos mostram isso claramente. Portanto, nos casos de paralisia infantil espiritual, se investigarmos bem, encontraremos sempre o espírito de um avô ou avó que morreu de hemorragia cerebral, ou, raramente, o espírito de um parente idoso. É claro que esta paralisia infantil espiritual não tem cura senão pela fé.
Doença de Landry, que a medicina não pode resolver
(Paralisia infantil extremamente maligna)
Yamaguchi, Cidade de Shimonoseki, Nishi-Hosoe-cho
Igreja Média Meirin, Kenichi Kojima (32)
Nunca esquecerei a manhã de 12 de abril deste ano. Minha segunda filha, Junko, de dois anos e três meses, estivera bem na noite anterior; sem qualquer aviso, porém, não acordava. Como ela costumava brincar muito, pensei que fosse mais uma travessura e a deixei quieta. Foi quando ela disse: "Mamãe, não consigo me levantar." Minha esposa foi ver e a encontrou debatendo-se, com as duas pernas balançando. Assustado com a mudança repentina, pensei: "Isso é grave, preciso de um médico." Levei-a ao médico de família da vizinhança; ele balançou a cabeça e disse: "Isso é grave. Não posso me responsabilizar, então procure um ortopedista." Apressado, levei-a a um ortopedista, que disse a mesma coisa. Fiquei completamente desesperado.
Como último recurso, consultei o Dr. T, pediatra especialista e cliente do meu negócio. Ele me chamou a uma sala ao lado do consultório, abriu um grosso livro de medicina e, com um suspiro profundo, disse: "Sr. Kojima, ainda existem muitas doenças que a medicina não pode resolver. Sua filha tem a doença de Landry, um tipo grave de paralisia infantil, para a qual a medicina não tem causa conhecida nem tratamento seguro, e a maioria dos casos evolui para a morte. No entanto, não é impossível que ocorra um milagre, e novos medicamentos estão surgindo. Vou fazer o possível. Mas, por favor, confie em mim, pensando que viver ou morrer é uma questão de destino." Senti como se tivesse sido lançado na escuridão; sem outra alternativa, segui suas instruções e a internei.
A família toda se revezava na vigília, sem dormir. O Dr. T também usou todos os novos medicamentos, mas sem efeito. No segundo dia, ela já havia perdido o movimento dos dois braços. No terceiro, começou a babar e a respiração ficou ofegante. A atitude do Dr. T não era normal. "É o triste destino desta criança ter sido acometida por uma doença incurável que nem a medicina pode explicar", pensei, resignado, e comuniquei à minha esposa que se preparasse para o pior. No entanto, ao ver o rosto da minha querida Junko deitada no leito, pensava em como salvá-la, mas não havia nada que pudesse fazer, e ficava atônito.
Foi então que a esposa do Sr. Yasumori, colega de profissão, veio e disse: "Nesta situação, não há outra escolha senão confiar em Deus. Eu sigo a fé em Ishizuchi Daigongen, e suas palavras são muito precisas. Por que não vai amanhã e consulta aquele mestre?" Atraído por suas palavras gentis e pelo amor à criança, fui no dia seguinte ouvir o que aquele mestre tinha a dizer, mas suas palavras eram vagas e não me convenciam. Ao voltar ao hospital, a criança parecia estar com o cérebro afetado, rangia os dentes e tinha a respiração fraca; pensei que fosse o fim.
Foi então que algo brilhou em minha mente. Na verdade, um cliente do meu negócio, o Sr. Takeya, fiel deste Caminho e chefe da loja de louças Yamahiko, na cidade de Kokura, sempre que vinha a negócios falava sobre a Igreja Messiânica. Eu, desde a época da escola normal e da vida militar, tinha considerável interesse pelo tema "fé e ser humano", e havia lido e ouvido falar sobre religião até certo ponto, mas não conseguia concordar plenamente com o que o Sr. Takeya dizia, e não dava muita importância. No entanto, vendo Junko em estado crítico diante de mim, abandonado por todos, como diz o ditado "quem está se afogando agarra-se até a um fio de palha", entrei em contato com o Sr. Takeya imediatamente. Fiquei desapontado ao saber que ele estava em viagem de negócios, mas, reunindo coragem e me esforçando, entrei em contato com o Professor Muramae, da filial de Hikoshima, através do Sr. Ueda, que havia ouvido o Sr. Takeya falar. Com muita gentileza, ele veio ao hospital naquela mesma noite e nos concedeu o Johrei. "Com certeza você receberá a proteção divina. Mas, do jeito que está, a toxina medicamentosa está entrando, o que não é bom", ele disse.
Hesitei um pouco, mas pensei: "De qualquer forma, é uma doença que os médicos abandonaram. Se for para morrer, é melhor que morra em casa, a criança ficará mais feliz. Não sei se ela vai sarar com o Johrei ou não, mas vou tentar confiar." Convenci minha esposa também. Enfrentando a forte oposição de parentes próximos — especialmente do marido da irmã de minha esposa, que é cirurgião — e as insistentes tentativas do Dr. T de me impedir, no dia 17, sexto dia do início da doença, ela recebeu alta.
No dia 18, fui à Igreja Média de Hatabu, ouvi a palestra do Professor Kito, recebi o Johrei, e ele disse claramente: "Vai sarar, não se preocupe." Na verdade, eu tinha seis partes de esperança e quatro de descrença. Todos os dias recebia, do Professor Muramae, palavras cheias de compaixão sobre o Caminho, além do Johrei. Por volta de 20 de abril, ocorreu uma grande purificação. Ela começou a espumar e teve dificuldade para respirar. A família ficou em pânico, mas eu disse a eles: "Esta é uma grande purificação causada pelo Johrei." Concentrei-me em Meishu-Sama, e, milagrosamente, ela se acalmou. A partir daquela noite, ela começou a dormir bem. Dois ou três dias depois, o apetite começou a voltar aos poucos. As palavras do Professor Murakami — "Já está tudo bem" — devolveram-me as forças.
Em 28 de abril, minha esposa Tsuruko recebeu o Ohikari sagrado; eu também me converti em 8 de maio. Continuei recebendo o Johrei e, gradualmente, o apetite aumentou, a saliva parou e a espuma cessou naturalmente. Um mês após o início da doença, os dois ombros começaram a se mover; aos quarenta dias, as duas mãos; a partir do quinquagésimo dia, as duas pernas começaram a se mover lentamente. Hoje, após dois meses, já chegamos à fase em que, se houver força nas pontas dos dedos das mãos e dos pés, está bom. Os vizinhos estão todos surpresos.
Há dois ou três dias, o Dr. T e minha esposa Tsuruko se encontraram por acaso. Vendo o estado de Junko, o Dr. T ficou muito surpreso e disse: "Como ela sarou tanto? É realmente um milagre. Foi com moxabustão ou massagem que ela sarou assim?" "Não, nada disso." "De qualquer forma, é estranho. Isso é um problema de pesquisa médica. Quero publicar no meio acadêmico. Basta que você venha mostrá-la de vez em quando."
O cirurgião Y, marido da irmã de minha esposa, como mencionei, era grande opositor à alta hospitalar e, na época, discutiu muito comigo. Recentemente, porém, diante do fato incontestável, ficou maravilhado, dizendo "é um milagre, é um milagre", e chegou a pedir: "Por favor, mostre-me o livro de medicina da Igreja Messiânica." Já pedi ao Professor Muramae. Minha mãe, que era fiel da Tenrikyo havia muitos anos, depois deste acontecimento ouviu as palestras sobre o Caminho e tornou-se muito entusiasmada. Atualmente, está recebendo a purificação de um câncer de mama e também visita a filial da Igreja Média para receber o Johrei; por isso, estou confiante de que ela receberá a graça divina.
Minha casa, que estava envolta em nuvens escuras, agora está repleta de esperança e alegria, com a luz radiante de Meishu-Sama. Nos negócios, também corrigimos os excessos do passado e, embora modestos e pobres, vivemos como uma família feliz, passando dias de tranquilidade e paz espiritual. A partir de agora, toda a família se dedicará cada vez mais, seguindo os ensinamentos de Meishu-Sama, contribuindo, ainda que numa mínima parte, para a obra divina da construção do Paraíso Terrestre, e assim retribuir sua elevada virtude. Meishu-Sama, muito obrigado. Peço humildemente que continue a nos conceder sua proteção. (15 de julho de 1952)
O pé do meu filho amado, que não se movia há cinco anos, moveu-se com quinze minutos de Johrei
Nagasaki, Cidade de Sasebo, Kosasebo-cho
Igreja Grande Kōhō, Hayasaku Tabata (48)
Meu terceiro filho, agora com oito anos e oito meses (terceiro ano do ensino fundamental), de repente, em agosto de 1947, contraiu paralisia infantil. Ficou incapaz de andar com as duas pernas e não conseguia nem ficar em pé. Depois disso, foi hospitalizado por mais de um ano e recebeu tratamento, mas sem efeito. Procuramos os médicos famosos de que as pessoas falavam, ou confiamos em deuses e budas, indo longe, até a região de Kagoshima, e perto, andando pela cidade, mas tudo em vão, apenas nos perdendo. A partir de 1950, não havia outro caminho senão o tratamento natural. No primeiro ano do ensino fundamental, eu o carregava nas costas todos os dias para a escola. A partir do segundo ano, ele ia com muletas, até hoje. Como pai, ao ver a figura do meu filho, eu chorava todos os dias, em lágrimas escondidas.
Foi então que o Sr. Miyazaki, com quem minha filha se casou, disse: "Minha esposa estava prestes a ser internada com câncer de útero, mas foi salva pelo Johrei. Você também deveria tentar." Seguindo seu conselho, em 18 de maio, fiz minha primeira visita. Aquele foi o primeiro dia auspicioso em que a filial de Sasebo foi aberta. Com fé e dúvida, pedi o Johrei. Cerca de quinze minutos depois, o Mestre disse: "Oh, parece que está se movendo. Tente esticar a perna para a frente." A criança esticou a perna suavemente para a frente. Não foi surpreendente? Era uma perna que não se movia há cinco anos. Foi tão estranho que duvidei dos meus olhos e ouvidos, pensando se era verdade. Todos os visitantes presentes exclamaram de surpresa, como "Nossa!" ou "Hum!". O Sr. Miyazaki, que nos ajudou, chorava de alegria. Mais do que eu, a própria criança devia estar muito feliz, e meu coração se encheu de alegria.
Depois disso, após cerca de quatro ou cinco sessões de Johrei, ele já conseguia sentar-se com as pernas cruzadas. Atualmente, suas pernas têm bastante força, e ele procura ficar em pé sozinho. Deitado, antes não conseguia levantar a perna; agora a ergue com força. Em pé, consegue até levantar o joelho, prova do quanto a força está voltando. Seus pés, que eram muito frios, ficam quentes, como se queimassem, durante o Johrei. A própria criança parece gostar de receber o Johrei mais do que de qualquer outra coisa. Eu sempre o carrego nas costas para as visitas, mas muitas vezes, sem esperar que eu volte, ele vai sozinho, apoiado nas muletas. Antes, dormia encolhido como um camarão; recentemente, dorme esticado, parecendo muito feliz.
Ao considerar tudo isso, do fundo do meu coração, agradeço a profunda vontade de Deus e fico emocionado com a grandeza da obra divina. Meishu-Sama, muito obrigado. Apresento meus mais profundos agradecimentos e relato. (17 de julho de 1952)
Ah, a alegria de curar a paralisia infantil!
Shimane, Distrito de Hikawa, Cidade de Shutto, Sanbuichi
Igreja Média Ryūkō, Minoru Ueda (41)
Meishu-Sama, apresento meu relatório de agradecimento pela graça recebida. A partir do terceiro mês de gravidez, minha tez piorou e minhas pernas ficaram moles. Consultei um médico, que diagnosticou "coração e beribéri". Tomava remédios todos os dias, mas não melhorava nada. Não conseguia fazer nenhum trabalho externo; mal me movia dentro de casa. Pensando que não seria possível ter um parto tranquilo, vivia preocupada. No entanto, inesperadamente, dei à luz um menino com facilidade. Mas, depois de um mês, o leite secou, e então o criei com o leite racionado da época. Acho que o leite secou porque eu estava cheia de remédios durante a gravidez. Após o parto, também fiquei doente, e a criança não se desenvolvia bem. Mãe e filho passavam dias sombrios. Como éramos uma família saudável até então, ficamos ainda mais desnorteados.
O tempo passa rápido. Meu filho já tinha três anos, mas não conseguia ficar em pé e não falava. Levei-o imediatamente ao médico, mas ele não deu um nome para a doença e disse: "É difícil ter esperança de cura." Pensar que ele poderia ficar aleijado para o resto da vida me deixava preocupada e com pena, e eu não conseguia dormir nem descansar. Para mim, que já estava física e mentalmente fraca, não foi um sofrimento comum.
Um dia, nessa situação, uma tia veio me visitar e disse: "Parece que uma religião chamada Igreja Messiânica, que dá bênçãos maravilhosas, está se espalhando muito em Izumo, e dizem que doenças que os médicos não curam estão sendo curadas. Por que você não tenta ter fé?" Então, pedi ajuda imediatamente. Em 15 de março de 1949, o Professor Sugitani veio, guiado pelo Sr. Teiichi Ikeda, um fiel entusiasta conhecido de minha tia, e ouvi detalhadamente a história do Caminho da Salvação. Imediatamente, ele tomou as providências para minha conversão.
E, no dia 17 de maio, no Culto Mensal, fui à filial de Otsu, na cidade de Izumo, com meu filho e meu marido. Ouvimos a palestra do Professor Ishizaka, recebemos o Ohikari sagrado e o Johrei. Quando ele estava fazendo o Johrei em minhas costas, senti algo como se a região da medula oblonga tivesse sido tocada por uma brisa, e depois ficou quente. Senti-me realmente bem. Fiquei convencida de que ambos receberíamos a graça divina. Em seguida, ele me explicou gentilmente sobre a doença do meu filho. "Acho que é paralisia infantil devido à toxina medicamentosa que você tomou durante a gravidez. Se você receber o Johrei com paciência todos os dias, com certeza ambos se recuperarão completamente", ele disse com firmeza.
Então, continuei recebendo o Johrei todos os dias e, a cada Culto Mensal da igreja, íamos juntos, mãe e filho. Graças às bênçãos, fiquei tão saudável que pude ajudar no trabalho da família. Em outubro, recebemos Byōbu Kannon (Kannon do biombo) para culto e, gradualmente, toda a minha família se converteu. Em janeiro de 1950, recebemos Komyo-Nyorai para culto. A partir de então, toda a família se concentrou em Komyo-Nyorai, pedindo a proteção divina da criança. Meu filho, que mesmo aos quatro anos não conseguia engatinhar, começou a se arrastar. Foi uma alegria tão grande que todos em casa gritaram de felicidade. Em abril, ele começou a ficar em pé sozinho. Em agosto, começou a andar. Em 15 de novembro, na cerimônia de desamarração do cordão umbilical, ele foi ao santuário Ujigami usando sapatos. Essa alegria não pode ser expressa em palavras ou por escrito. Todos em casa, diante do altar, choraram em voz alta enquanto agradeciam.
Quantas pessoas infelizes no mundo, devido à maldita doença chamada paralisia infantil, passam a vida como aleijados e rejeitados! Esta terrível doença incurável para toda a vida, que a medicina moderna não sabe como tratar, foi completamente curada em pouco mais de um ano. Ocasionalmente, a Reader's Digest e outras publicações noticiam casos de paralisia infantil curada com tratamentos que exigem dificuldades especiais, mas esses métodos não são algo que uma família comum possa fazer; são métodos quase impossíveis. E, mesmo que fossem realizados perfeitamente, duvido que todos os casos fossem completamente curados... O poder de salvação e os ensinamentos que Meishu-Sama nos mostra são algo que qualquer um pode fazer de forma simples e prazerosa e, além disso, o efeito é cem por cento em pouco tempo. Portanto, sua preciosidade é ainda maior. Ah! Por que as pessoas do mundo zombam deste Caminho tão precioso e deste Ser tão venerável?... Acho que é porque a sinceridade de nós, que fomos salvos, é insuficiente. É realmente imperdoável.
Além disso, neste ano, recebemos Daikōmyō Nyorai para culto, e meu filho (Yamato) está servindo na Terra Divina. Recebemos grandes bênçãos também no método da agricultura natural. De tudo, é uma sucessão de proteções divinas. Uma família que estava no Inferno das doenças tornou-se agora uma família completamente no Paraíso. Muito obrigado. (2 de fevereiro de 1952)
Meu filho foi salvo da paralisia infantil e aprendi o terror da toxina medicamentosa
Okayama, Cidade de Kurashiki, Hakuraku-cho
Igreja Média Yoko, Tadao Watanabe (38)
Tenho três filhos, dois meninos e uma menina, mas o caçula, Yukinori (4 anos), nasceu mais saudável e mais gordo que os outros dois. No entanto, no dia 2 do Ano Novo lunar deste ano, ele teve febre, aparentemente um resfriado, e a febre subiu rapidamente. Sem saber o que fazer, chamei um médico da vizinhança para examiná-lo. Ele disse: "A febre está tão forte que pode virar pneumonia. Se eu aplicar uma injeção de penicilina, ficará tudo bem." Acreditando que era melhor prevenir do que remediar, mandei aplicar a injeção imediatamente. O efeito do novo medicamento foi imediato; a febre baixou rapidamente e ele adormeceu tranquilamente. Pensei: "Que remédio maravilhoso foi inventado, não preciso me preocupar com doenças, pneumonia não é problema." Fiquei aliviado e fui dormir.
No entanto, pela manhã, fiquei chocado. Ele não tinha febre, mas seu rosto ao chorar era terrível: o olho esquerdo estava aberto e parado, enquanto o direito estava fechado; a boca estava torcida para a direita, formando uma espécie de "he" ao contrário; o lado direito do rosto era de choro, e o lado esquerdo, inexpressivo, um rosto exatamente como o de uma boneca. Fiquei olhando para ele por um tempo, imerso em pensamentos. A mudança foi tão grande que não entendi mais nada. Minha esposa dizia: "O que vamos fazer? O que vamos fazer?", mas não havia nada que pudéssemos fazer. Achando que não havia outra opção senão consultar um médico, fui ao médico sem tomar café da manhã. O médico também coçou a cabeça e disse: "É a primeira vez que vejo isso em uma criança. É o mesmo que a paralisia facial em adultos. Se continuar com as injeções com paciência, vai sarar." E aplicou-lhe uma injeção.
Fui por dois ou três dias, mas comecei a me sentir inseguro, então fui ao Hospital Central para um diagnóstico. Lá, foi diagnosticado como paralisia infantil, e todos os dias, chovesse ou fizesse vento, eu o levava para injeções subcutâneas, injeções na medula espinhal, eletroterapia, etc. Quando acordávamos de manhã, a criança já estava chorando. Não se deixava mais atrair por doces ou brinquedos. Chegou a implorar desesperadamente: "Não quero usar roupa bonita. Mamãe, tire a roupa e me carregue nas costas... Não quero injeção nas costas, só injeção nas mãozinhas." E tanto os pais que o levavam quanto a criança que era levada não aguentavam mais. Apesar de quase não haver efeito, a única preocupação era o dinheiro gasto diariamente com injeções e eletroterapia. Por fim, a confiança no hospital foi diminuindo gradualmente. Um dia, perguntei ao médico, e ele respondeu algo vago: "Crianças mais rápidas curam em três ou cinco semanas. Acho que pode sarar se continuar por um ano, mas não posso garantir que vai sarar com certeza." Desistindo, achando que não havia outro jeito, parei de ir ao hospital. Naquela época, os sintomas eram: quando chorava ou ria, metade do rosto ficava distorcida, a fala não era clara, e ele andava com passos vacilantes e inseguros.
Foi nessa época que eu, que sofria há mais de dez anos com dores no estômago, recebi o Johrei do Sr. Maruyama, um membro da igreja. Maravilhado com o fato de a dor ter diminuído com apenas uma sessão, comecei a frequentar a igreja. No segundo dia (30 de abril), contei sobre o estado do meu filho. Eu pensava: "A minha dor de estômago vai melhorar, mas a paralisia infantil deve ser impossível." No entanto, contrariando minhas expectativas, disseram-me: "Vai sarar. A partir de amanhã, traga-o junto." Naquela época, a criança estava com diarreia, então pensei em pelo menos fazê-la sarar da diarreia e comecei a levá-la todos os dias. Como meu estômago melhorava a cada dia, comecei a acreditar que a criança também melhoraria.
No dia 3 de maio, eu me converti e recebi o precioso Ohikari. De manhã, na igreja, e à noite, em casa, eu praticava o Johrei. No entanto, a diarreia da criança foi se tornando cada vez mais intensa, o corpo foi emagrecendo e a tez foi piorando. Os vizinhos falavam mal de nós pelas costas, e eu quase caía em dúvida várias vezes. Mas um fato que me obrigava a acreditar se manifestava em meu próprio corpo: a dor do meu estômago diminuía a cada diarreia que eu tinha. Era impossível acreditar que Deus não existia. As fezes da criança também tinham um odor terrível. O cheiro impregnava até as roupas que vestia, e não dava para usar a mesma roupa por mais de três dias. Além disso, esse odor, curiosamente, era cheiro de remédio. Eu acreditava que "ele vai sarar, com certeza vão curá-lo". E, para fazer minha mãe e minha esposa acreditarem, falei sobre o terror da toxina medicamentosa.
Depois que ele piorou, o Mestre Ogawa vinha nos visitar todos os dias. Vendo a criança recuperar a cor e a vitalidade a cada sessão de Johrei, e diante da atitude do Mestre Ogawa e da sinceridade de seu espírito Kamunagara, que se esquecia de si mesmo, toda a minha família pôde acreditar sem objeções. Depois disso, os vizinhos, preocupados, nos davam "conselhos" repetidas vezes, dizendo coisas como: "Mesmo que os pais se curem pela fé, se não levarem a criança ao médico, será irreversível. Vovó, por que a senhora deixa isso acontecer?" ou "Mãe, você vai deixar uma criança tão doente morrer?" Mas não nos abalávamos mais.
Houve momentos em que ele não conseguia nem chorar, nem se sentar, e muitas vezes eu encostava o ouvido em suas narinas para ver se ele estava dormindo ou morto. Por dois ou três dias, ele pareceu vagar entre a vida e a morte, mas, à medida que passavam quatro ou cinco dias, sua voz foi se fortalecendo, sua tez foi se recuperando dia após dia. Um mês depois, ele estava mais saudável do que antes, a torção do rosto havia diminuído pela metade e sua fala havia mudado completamente. Ele foi engordando a cada dia e os movimentos das pernas se tornaram normais. No mês retrasado, houve uma purificação com fezes com sangue por três dias consecutivos, mas ele brincava correndo enquanto evacuava sangue. Ainda hoje, ele recebe a purificação divina da diarreia de vez em quando, e a cada vez sua saúde melhora. Recentemente, os sintomas da paralisia infantil desapareceram completamente. Sua fala é tão boa que deixa os adultos para trás, e ele agradece diante do altar, rezando: "Kamunagara tamachi haemase".
Cada vez que vejo essa criança, parece algo de um passado distante ou, ao mesmo tempo, como se fosse ontem ou anteontem. A proteção divina é tão grande, a graça de Meishu-Sama é tão imensa que uma onda de emoção me invade, e as letras da Imagem da Luz Divina se embaçam diante dos meus olhos enquanto as venero. Dentre as inúmeras bênçãos que recebi desde a minha conversão, relatei a bênção recebida por meu segundo filho, Y. Meishu-Sama, muito obrigado. (18 de novembro de 1951)
Paralisia infantil: andou em apenas um mês
— Conhecendo a grandeza do Johrei e a impotência da medicina — Bairro Koenji, Suginami-ku, Tóquio
Igreja Média Shōmei, Inaba Den (30 anos)
Converti-me em 1949, quando ainda estava no interior. No entanto, ao me mudar para o local atual em agosto daquele ano, perdi o contato com a filial do interior. Além disso, como havia chegado a Tóquio havia pouco tempo e não sabia onde ficava a igreja, acabei praticando a fé sozinho, e minha ligação com Meishu-Sama foi se tornando cada vez mais tênue.
No dia 28 de abril do ano passado, à tarde, Hiroshi, que até então estava saudável, teve febre de repente e começou a sofrer. Em apenas uma noite, sua perna direita ficou paralisada de forma lastimável — ele, que havia crescido saudável por três anos e meio desde o nascimento. Pensar que poderia ficar aleijado para sempre me tirava o sono; preocupado com o futuro da criança, não conseguia comer. Ficava olhando para a perna agora imóvel do meu filho, tomado de aflição. A ansiedade chamava mais ansiedade, e tudo escureceu diante dos meus olhos — senti como se tivesse esbarrado de frente numa parede.
Até então, eu já havia recebido algumas vezes a preciosa proteção divina e, mesmo com uma fé solitária, acreditava praticá-la com fervor por conta própria. No entanto, ao passar por uma grande purificação, a tristeza e a ansiedade dessa fé solitária começaram a crescer cada vez mais em minha mente; o coração se perturbou e as dúvidas surgiram. Mesmo assim, de um canto do coração, algo me encorajava: "De que adianta ter essas dúvidas? Se você se apegar com todas as forças, tudo ficará bem." Mas as pessoas da vizinhança diziam em uníssono: "Pode ser paralisia infantil; é melhor levá-lo ao médico o quanto antes", e eu ouvia dizer: "Houve quem se curasse, felizmente." Meu coração foi, aos poucos, tornando-se prisioneiro das divindades malignas e, por fim, fui ao médico...
O médico também diagnosticou paralisia infantil e aplicou uma injeção. Mas como é bárbara e cruel a medicina moderna! Três ou quatro adultos seguraram aquela criancinha, que gritava e chorava, e cravaram a agulha sinistra sem nenhuma piedade, como quem espeta um rabanete. A criança, já no auge do terror, gritava e chorava como se fosse parar de respirar. Não suportando mais assistir àquilo, tive uma síncope e caí ali mesmo. Ao que parece, a injeção já havia terminado, e Hiroshi, ainda com o terror estampado no rosto, veio me levantar, carregado por minha esposa. Pensei: "Que tolo fui eu, fazendo meu filho passar por uma experiência tão horrível!" — e percebi, pela primeira vez, que a medicina jamais o faria andar. Ainda assim, para ter certeza, perguntei ao médico.
Eu: "Com esta injeção, ele vai sarar com certeza?"
Médico: "Não posso dizer com clareza, mas se for compatível com a constituição desta criança, vai sarar."
Eu: "Então, se não for compatível, não há jeito?"
Médico: "Se não for compatível, não há jeito."
Eu: "Então, se a injeção for compatível com a constituição da criança, quantas injeções, ao todo, serão necessárias para curar?"
Médico: "Bem, não posso dizer com exatidão quantas serão necessárias agora. Vou observando o estado durante o tratamento e paro as injeções quando achar suficiente."
Eu: "Ah, é mesmo?" (Nesse momento, senti profundamente a ignorância e a falta de rigor da medicina.) "Mas, mesmo assim, não creio que se possa dizer que é uma cura completa. O que se faz depois?"
Médico: "Depois, não há outro jeito senão continuar com massagens, com paciência."
Ao ouvir essas palavras, compreendi claramente a impotência da medicina moderna. A partir de então, não havia outra opção senão me apegar a Meishu-Sama. Pensei em encontrar a igreja de alguma forma — e que coisa grata! Creio que é exatamente isso que significa "quando se deseja com fervor, o caminho se abre". Inesperadamente, vi num jornal de Tóquio um artigo que dizia: "Um aviso à família da Igreja Messiânica." O repórter teve a gentileza de pesquisar e indicar até o número do endereço, e aquele lugar era justamente a igreja que procurávamos: a casa do presidente da Igreja Média Shōmei. Minha esposa recortou o artigo imediatamente e, usando-o como referência, foi até lá; no caminho, perguntou a duas pessoas e encontrou o lugar sem nenhuma dificuldade.
A Imagem da Luz Divina, que pude venerar após dez meses... Meu peito se encheu de alegria, como uma criança que encontra a mãe em um campo aberto. Por um tempo, permaneci imóvel, fitando as letras de Daikōmyō Nyorai como se quisesse penetrá-las. Dessa emoção, dessa alegria, só me restavam lágrimas a escorrer pelo rosto — uma alegria que só um membro da igreja pode experimentar. Apresentei-me ao presidente da igreja e a todos os membros pela primeira vez. As pessoas que estão no Caminho, porém, são todas iguais, não importa de onde venham: eram todas de coração alegre e afável. Apesar de ser o primeiro encontro, senti uma familiaridade como se fossem conhecidos de dez anos.
Pedi imediatamente ao presidente que examinasse a criança. Ele disse, com simplicidade e clareza: "Fique tranquilo, ele será salvo. Com cerca de dez sessões de Johrei, começará a andar." Que palavras fortes e cheias de confiança! Nem os médicos, em quem as pessoas modernas depositam confiança absoluta, puderam dizer com essa clareza que ele sararia... Só alguém que serve a Deus poderia dizer isso. Diante do poder divino, só me restava curvar a cabeça. Senti alívio, pensando: "Com isso, ele será salvo", "já está tudo bem" — e entreguei tudo a Deus.
Era 6 de maio, o oitavo dia após a paralisia. Até então, longe de melhorar, ele havia piorado com as injeções: chorava de dor ao menor movimento e não conseguia nem urinar. Com apenas uma sessão de Johrei, naquela noite parou de reclamar de dor e pôde descansar com muito mais conforto. Na segunda sessão, começou a sentar-se; na terceira, a ficar em pé. Ele mesmo se alegrava, dizendo: "Fiquei em pé! Fiquei em pé!", e pais e filho choraram lágrimas de alegria. Na quarta sessão, começou a andar segurando-se na janela. "Desse jeito, ele vai andar antes mesmo das dez sessões", alegrei-me com minha esposa. Na quinta, parou de se segurar na janela e passou a dar três ou quatro passos. Que alívio! A casa ficou mais iluminada e, como quando um bebê dá os primeiros passos, pais e filho se dedicaram alegremente a caminhar juntos. Na sétima sessão, ele já andava pela casa toda, feliz, dizendo: "Hiroshi consegue andar!" A cada sessão — oito, nove —, seus passos se tornavam mais firmes. Como o presidente havia dito, ao terminar a décima sessão ele mancava apenas um pouco e já brincava o dia todo com os amigos na rua, jogando "trem" e "pega-pega". Que poder extraordinário! Da primeira para a segunda sessão, a mudança já havia sido impressionante.
Durante esse período, íamos à igreja mais ou menos em dias alternados. Em menos de um mês, ele já estava assim, saudável, banhando-se ao sol do início do verão, brincando e se divertindo com a testa suada. Olhando para trás, aquela família sombria de um mês atrás agora pode passar dias alegres e felizes, pais e filho juntos. Isso tudo se deve exclusivamente a Meishu-Sama. Agradeço também profundamente ao presidente da igreja e a todos os membros pela sua dedicação. De agora em diante, desejo transmitir este imenso evangelho ao maior número possível de pessoas, para retribuir, ainda que minimamente, a grande vontade divina. Transbordando de gratidão, e sem me preocupar com a falta de habilidade na escrita, apresento este relato. Meishu-Sama, muito obrigado. (27 de junho de 1952)
O milagre de uma paralisia infantil generalizada, considerada absolutamente incurável, curar-se em pouco tempo
Cidade Mie, Distrito de Ono, Província de Oita
Igreja Média Nyoirin, Ehata Fujiko (35 anos)
Há dois ou três dias, Kyoko pegou um resfriado forte. Levei-a imediatamente ao médico, que diagnosticou coqueluche. Ele me disse: "A criança é pequena, então tome muito cuidado." Todos os dias, ela tomava injeções e também medicamentos. Recuperou-se relativamente rápido, mas, depois disso, começou a ter febre alta de vez em quando, o que lhe causava convulsões severas. Assustada, chamava o médico e fazia tratamentos como injeções, laxantes, lavagens intestinais e vários outros. Antes de ficar doente, Kyoko era gordinha e se desenvolvia bem; por causa de um pequeno problema, seu corpo acabou irreversivelmente danificado. Com as convulsões frequentes, sua força física diminuiu completamente, a tez estava sempre pálida e ela parecia doente só de olhar.
Mesmo assim, surpreendentemente, ela começou a andar cedo. Um ano após o nascimento, já dava dois ou três passos e também começava a falar. Quando eu a via andar cinco, dez passos, parecia arrastar um pouco a perna direita, mas não me preocupei com isso. Depois de um mês, o jeito de andar continuava o mesmo. Não havia idosos em casa, e era a primeira vez que criávamos um filho; preocupada por ser diferente do andar das outras crianças, levei-a a um médico local. Ele disse: "É falta de cálcio" ou "Vai melhorar com o tempo". Então, embora preocupada, deixei-me absorver pelas tarefas domésticas. Quando ela completou três anos, seu andar estava pior do que antes, e ela começou a andar com a cabeça um pouco trêmula.
Levei-a imediatamente ao Instituto de Pesquisas Termais de Beppu para um exame. Disseram-me: "O problema é que vocês têm um casamento consanguíneo. Não há outra escolha senão desistir." Perdi completamente a esperança de viver. Mesmo assim, criando coragem, no dia seguinte fui ao Hospital Nacional de Kamegawa. No departamento de pediatria, fizeram radiografias, e o diagnóstico foi que ela melhoraria com injeções na coluna, terapia termal e massagens. Comecei a levá-la imediatamente, mas as injeções na coluna causavam febre e, a cada vez, ela tinha convulsões severas. Frequentei o hospital por cerca de oito meses; quando parei, porém, ela não conseguia mais andar. Perdera também a inteligência, e não restava nenhum vestígio da criança saudável que andava. Gastei todas as posses do meu marido e todas as minhas roupas para levá-la ao médico; no final, ela se tornou uma aleijada que não se podia mostrar a ninguém.
Tentei desistir, mas não conseguia. Esforcei-me para curá-la de alguma forma, mas, depois disso, ela chorava muito, tinha febre e convulsões por qualquer motivo, e eu a tratava como se fosse uma ferida sensível. Muitas vezes, por raiva, dizia: "Já faz três anos que paramos o médico. Não importa mais o que aconteça. Você não precisa viver com esse corpo. Morra! Vá para o lado do seu pai!" Os dias se passavam cheios de raiva e ressentimento por tudo.
No dia 1º de janeiro de 1951, Kyoko chorou sem parar desde a manhã até a hora de dormir. Mesmo quando estava de bom humor, seu corpo parecia ainda mais deteriorado do que antes. Seria isso um aviso dos antepassados? No dia 11, minha tia, que mora nos fundos, veio e disse: "Tem uma pessoa aqui em casa que está impondo as mãos para curar doenças. Venha com a Kyoko também." Pensei: "Lá vem outra coisa", mas levei Kyoko para ver. Era um jovem de dezoito ou dezenove anos, chamado senhor Sakurai. Ele disse: "Voltei do serviço religioso em dezembro." Enquanto impunha as mãos sobre o rosto de Kyoko, falou várias coisas sobre os antepassados. Quando terminou, cerca de quarenta minutos depois, Kyoko, calmamente, pegou uma maçã que havia sido servida como lanche e a levou à boca. Isso nunca tinha acontecido antes. Foi um verdadeiro milagre. Fiquei espantada que algo tão incrível pudesse acontecer com apenas uma sessão de Johrei.
No dia seguinte, fui ao santuário de Haya. O senhor Tomita me falou sobre o Caminho: "Mesmo depois de mortos, as pessoas expiam no mundo espiritual os sofrimentos causados pelas impurezas de seus pecados em vida." Ao ouvir isso e ver aquilo diante dos meus olhos, as lágrimas brotaram e fiquei profundamente maravilhada. A partir de então, comecei a visitar o santuário todos os dias e a receber o Johrei. Kyoko também começou a receber a purificação divina. O senhor Tomita disse: "O que foi colocado para dentro precisa ser expelido. E assim ficará limpo." Continuei visitando o santuário. Uma semana depois, encontrei o senhor Tsujiura, de Mie, e ouvi suas explicações sobre o Caminho. Algo ressoou em meu peito com um sobressalto. Desejei receber o Ohikari o mais rápido possível. Imediatamente, fiz o pedido e, no dia 29 de janeiro, recebi-o do senhor Tsujiura na filial de Mie. A alegria daquele momento foi indescritível; lágrimas inexplicáveis brotaram. Eu, que não gostava muito de sair, depois de entrar no Caminho, passei a ter como maior prazer visitar o santuário de vez em quando.
O senhor Oishi, da vila, pediu: "Tenho asma, por favor, faça o Johrei." Sem entender nada, pedi a proteção divina a Komyo-Nyorai e impus as mãos com todo o empenho. O filho dele, que estudava para o colégio, não conseguia mais frequentar as aulas; a mãe passava as noites enrolada no futon, imóvel, apoiando-se. Isso durou sessenta dias. Quando ele se alegrou por aquele sofrimento ter sido aliviado com apenas uma sessão de Johrei, eu, tomada involuntariamente por aquela alegria e gratidão, agradeci: "Meishu-Sama, muito obrigado." Kyoko recebia purificações divinas uma após a outra e ia se tornando saudável.
No início de julho, a mãe do meu marido caiu de cama devido a uma purificação divina nos rins. O estado era grave, e o médico já a tinha abandonado. Imediatamente, enquanto orava, impus as mãos. Ela suou em gotas como pérolas e recuperou a consciência. À noite, o senhor Otsuru veio, e juntos praticamos o Johrei. Em cerca de uma semana, ela conseguiu se levantar. Os familiares disseram coisas irreverentes, como: "Não se sabe se o efeito foi do médico ou do Johrei." Mas, imediatamente, fui ao santuário da Igreja Média Kiitsu para agradecer. Enquanto ouvia as explicações, compreendi que eu tinha uma grande missão. Meu único prazer e desejo é que os membros da minha família possam compreender este Caminho tão grato o mais rápido possível.
Além disso, em setembro do ano passado, fomos atingidos por um tufão muito forte, o Ruth. Minha casa, situada às margens do Rio Oita, transformou-se em um mar de lama em questão de instantes. Enquanto pedia proteção divina a Meishu-Sama e a Komyo-Nyorai com todo o meu coração, a água baixou. No entanto, por causa disso, cerca de 3 mil metros quadrados de campos de arroz e hortas ficaram completamente cobertos de areia e cascalho. Quando vi aquela cena desoladora, pensei: "Ah, com isso, as grandes nuvens espirituais da família Kuge foram removidas. Estou sendo purificada por meio disso." Naquele momento, meus olhos se encheram de lágrimas de gratidão. A prefeitura distribuiu cloro, dizendo: "Desinfetem a água do poço." Em casa, voltada para dentro do poço, recitei a Oração Zengen-Sandji duas vezes e pratiquei o Johrei por cerca de dez minutos, continuando por mais quatro ou cinco dias. Só precisei pedir água emprestada por um dia; depois disso, a água da nossa casa foi purificada e pôde ser usada. No entanto, como minha família é contra este Caminho, mesmo recebendo quaisquer proteções divinas, não as consideravam milagres. Para mim, que recebi tantas proteções divinas, este tufão se tornou a chegada de uma primavera amena.
Sentia-me desconfortável por estar sempre sendo ajudada e pensava constantemente em me oferecer para o serviço religioso em algum lugar, para servir com determinação. No início de dezembro, fui ao centro de serviço de Kami. Enquanto recebia a purificação da sempre gentil esposa do responsável, ela me disse: "No momento, a filial de Mie também precisa de uma serva. Seria realmente bom se a senhora Ebahata fosse." Meu coração se comoveu subitamente. Não sabia se conseguiria servir adequadamente com a criança, mas pedi a intermediação do senhor Tomita. No dia 14, véspera do Culto Regular, tive a honra de servir na filial de Mie. Estou recebendo orientação especial do presidente da filial, que supera uma mãe amorosa, e do senhor Abe.
Como a luz é repentinamente forte, tanto Kyoko quanto eu começamos a receber purificações divinas. Dois dias antes de começar a servir, Kyoko sofreu uma queimadura grave na mão direita. Certamente, os antepassados queriam vir junto. Imediatamente, coloquei o papel espiritual e, enquanto recebia o Johrei todos os dias, a ferida supurou e saiu pus por cerca de vinte dias. Em janeiro, Kyoko também recebeu o Ohikari e foi ficando saudável, como se estivesse descascando um papel molhado. Como era pleno inverno, se ficasse grudada no braseiro, não conseguia se levantar. Sua fala era tão confusa que só eu, sua mãe, conseguia entender. No entanto, recebendo a purificação divina todos os dias, seu corpo, que antes estava rígido como o de um morto, foi se tornando gradualmente mais flexível. Kyoko, que sempre dormia diante do altar com o kotatsu ligado, em pouco mais de cinco meses já conseguia ficar em pé sozinha por um breve momento. Sua fala também se tornou rápida, e ela passou a dizer qualquer coisa. Antes, dormia muito pouco, mas agora dorme cerca de dez horas; também passou a comer muito mais. Durante esse período, apesar de ser uma criança, babava muito e sempre tinha secreções vaginais.
Já se passaram cinco meses desde que comecei a servir. Ao ver Kyoko se transformar, sinto alegria e gratidão. Sirvo com todo o empenho e, para mim, que imponho as mãos como uma folha em branco, isso é uma grande colheita. O caminho espinhoso que percorri por sete anos foi resolvido em pouco mais de um ano. Meus dias transcorrem em gratidão pela proteção divina diária. Senhoras mães que sofrem no mundo, a Igreja Messiânica não é um culto maligno. É uma verdadeira religião salvadora, que salva as pessoas perdidas em religiões malignas e supersticiosas. É uma pena que meu texto pobre não consiga expressar tudo adequadamente, mas, pensando que possa servir de alguma referência para vocês, peguei na pena. Apenas em gratidão, agradeço a Meishu-Sama, de grande compaixão e grande misericórdia. Meishu-Sama, muito obrigado. (1º de junho de 1952)
Arteriosclerose e hipertensão
As causas da arteriosclerose e da hipertensão são semelhantes, mas diferentes; por isso, explicarei separadamente. A arteriosclerose ocorre quando a toxina medicamentosa se solidifica perto das artérias do corpo e as comprime, ou quando o sangue tóxico se acumula e se solidifica em alguma parte da artéria. Nesse segundo caso, a concentração de toxinas se acumula aos poucos e provoca um inchaço — isso é um aneurisma. Esse sangue tóxico é causado pela toxina medicamentosa e, além disso, pela turvação do sangue devido ao consumo de carne. Por isso, se esses pacientes pararem os medicamentos e se tornarem vegetarianos, a cura é surpreendentemente rápida.
A causa da hipertensão, por sua vez, são os nódulos sob a mandíbula esquerda e direita. Em geral, a causa desse problema está em escrever caracteres ou fazer trabalhos manuais minuciosos, o que fica claro se for investigado. No entanto, a medicina considera a hipertensão como um precursor da hemorragia cerebral, mas isso é um erro: indiretamente, há alguma influência, mas diretamente não há; portanto, pode-se ficar tranquilo. Certa vez, uma pessoa com pressão arterial de 300 veio me consultar. Essa pessoa havia sido diagnosticada por um médico seis anos antes e havia recebido um aviso, mas, como não podia parar de trabalhar por questões de vida, continuou normalmente. Como não sentia nada, seguiu trabalhando como antes — sua profissão era copista, e sua idade era de mais de sessenta anos. Eu disse a ele que não havia motivo para preocupação e que podia continuar trabalhando normalmente.
Salvo da arteriosclerose, considerada incurável
Cidade Hamamatsu, Bairro Hirosawa, Província de Shizuoka
Igreja Média Eishō, Nakamura Kanichiro
Na alegria de ter sido salvo, sem me preocupar com minha escrita pobre, agradeço a Meishu-Sama. Trabalhei por muitos anos na empresa de instrumentos musicais XX. No ano passado, durante o trabalho, de repente fiquei tonto. A partir de então, as tonturas foram se tornando cada vez mais frequentes. Fui ao hospital administrado pela empresa, onde me disseram que era "arteriosclerose". Recomendaram repouso, e dediquei-me a um tratamento, afastando-me do trabalho. Minha rotina diária passou a ser visitar o hospital para tratamento. Durante esse período, continuei recebendo muitas injeções e medicamentos, mas não melhorava nada, e assim três ou quatro meses se passaram num piscar de olhos.
Como era o hospital da empresa, não havia dificuldade financeira direta, mas a solidão de não poder trabalhar e a insônia, que continuava noite após noite, foram gradualmente se agravando até se tornarem um quadro crônico. Esse sofrimento era indescritível. Pensava em como me curar rápido e voltar ao trabalho, e acreditava que, para isso, bastava seguir fielmente as ordens do médico. No entanto, o resultado foi o oposto: a insônia piorava a cada dia, e mesmo fazendo um pequeno esforço, sentia tontura. Mesmo assim, a empresa continuava me pagando o salário, que eu recebia todo mês ao voltar do hospital. Mas, afinal, Deus não permitiria para sempre que alguém que não trabalha nem contribui em nada para o mundo continuasse nessa situação.
Nessa época, a empresa consultou o médico sobre meu estado. O médico disse: "Não há perspectiva de cura para a arteriosclerose, mas vamos observar por mais um tempo." Assim, fui colocado na lista de demissão programada e, por um tempo, fiquei como estava. Sabendo disso ou não, algo abençoado aconteceu: ao receber o salário do mês e voltar para casa, o Sr. Suzuki Yasutomo, da mesma empresa, disse-me gentilmente: "Parece que você está de licença há muito tempo. Como está?... Se está nessa situação... Eu me converti à Igreja Messiânica, e acho que pode dar um jeito." Agradecido por sua gentileza, fiz-lhe o pedido e voltei para casa. No dia seguinte, ele veio à minha casa, conversou sobre várias coisas, aplicou Johrei em mim, e no outro dia me levou à igreja.
Quando pedi ajuda ao professor da igreja, ele apontou um por um os pontos ruins: medula oblonga, pescoço, ombros, costas. Após terminar o Johrei, explicou-me detalhadamente e disse com firmeza: "Desse jeito, com certeza vai se curar." Senti uma grande força de ânimo. No entanto, ao voltar para casa, surgiu a ansiedade: "Será que algo assim realmente vai me curar?" Embora tivesse entendido que os remédios eram ruins e os tivesse parado de vez, pensei: "Será que vai dar certo?" No dia seguinte, desisti de ir à igreja e fiquei dois ou três dias atordoado. Então, o gentil Sr. Suzuki apareceu novamente.
Suzuki: "Como se sentiu quando recebeu Johrei na igreja? Foi muito agradável?"
Eu: "Foi muito agradável, uma sensação que nunca tinha sentido antes."
Suzuki: "Então por que não continuou recebendo? Comparando com o fato de que, mesmo recebendo tratamento médico várias vezes, você nunca teve essa sensação, não entende que, recebendo Johrei, vai melhorar?"
Eu: "Isso é verdade, mas será que realmente cura só colocando a mão assim? Além disso, para a empresa, não é bom se eu não for ao hospital, e se não apresentar um atestado médico todo mês, o salário não fica bom. Por causa disso, pensei bem e ainda não voltei à igreja desde então."
Suzuki: "É mesmo? Então era isso. Não é sem razão; é natural que pense assim. Eu também, como funcionário da empresa, tenho que ouvir o que a empresa diz."
Eu: "Será que vai dar certo? Desse jeito, como se estivesse seguindo dois caminhos, será que posso receber a proteção divina?"
Suzuki: "Mas, por enquanto, não há o que fazer quanto a isso. Talvez Deus permita essa situação por um certo período. De qualquer forma, vamos consultar o professor mais uma vez."
Eu: "É que isso me preocupava... Acabei me sentindo constrangido de ir à igreja e acabei mentindo. Então, posso ir agora e pedir para ouvir? Ha ha ha ha..."
Suzuki: "Então era isso. Pois é. Que surpresa, você é bem medroso. Mesmo sendo mais velho que eu, ha ha ha ha."
A conversa se transformou em algo muito mais descontraído, e fomos imediatamente à igreja. Quando consultei o professor, ele falou sobre como Deus age de forma livre e desimpedida, e disse: "Os humanos não podem decidir que algo é ruim; portanto, é perigoso determinar algo e agir com base nisso." E continuou: "Peça a Deus. Se for permitido, você receberá a proteção divina; se estiver errado, acho que não haverá proteção divina. Portanto, quando você, como ser humano, achar que está certo, de qualquer forma, peça e continue recebendo Johrei." Não havia outra escolha senão seguir isso.
A partir de então, passei a receber Johrei todos os dias. Em todas as sessões, uma grande quantidade de lágrimas escorria dos meus olhos, a ponto de precisar enxugá-las várias vezes com o lenço. Disseram-me que muitas toxinas estavam solidificadas na medula oblonga, causando insônia e tontura. Quando comecei a melhorar dia após dia, fiquei sinceramente feliz. Acho que foi cerca de uma semana depois. O professor disse: "Sr. Nakamura, o senhor já teve alguma doença e foi ao médico, não é? Parece que há muitos pontos assim." Na hora, não me lembrei, mas, muito antes, eu havia caído de uma escada, batido com força a nuca e as costas, e quase morrido. Na época, fui ao médico apenas rapidamente. Quando contei isso, ele disse: "Pode ser que o hematoma interno naquele local de impacto tenha endurecido, e que as toxinas do corpo que se acumularam e solidificaram tenham desencadeado um processo de purificação." Pensando bem, o local do impacto coincidia com os pontos ruins.
A partir daí, minha insônia foi se dissipando gradualmente, e hoje, mesmo trabalhando, não sinto nada. Se o Sr. Suzuki não tivesse me visitado pela segunda vez naquela época, eu ainda estaria sofrendo... Quando penso como teria sido se não tivesse recebido Johrei, não posso deixar de agradecer pela salvação de Meishu-Sama; também não tenho palavras para agradecer ao Sr. Suzuki, que me guiou.
Depois disso, senti-me aliviado e, como não sentia nada, fui ao médico como de costume, contei meu estado e pedi que emitisse um atestado dizendo que eu podia trabalhar. No entanto, o médico disse: "A arteriosclerose é considerada incurável. Mesmo que esteja assim, não está curada, então não posso emitir o atestado. Se você voltar a trabalhar e algo acontecer, será minha responsabilidade, e a empresa também teria problemas." Ele se recusou a escrever o atestado. Na realidade, eu era capaz de fazer qualquer trabalho — foi realmente decepcionante. A partir de então, senti uma grande indignação contra a medicina. Pensei: "Deve haver pessoas que sofrem da mesma dor que eu; preciso salvar essas pessoas." Recebi o Ohikari e me converti.
Dois meses depois, fui chamado pela empresa. Quando cheguei, disseram: "O médico diz que sua arteriosclerose é absolutamente incurável. Além disso, falta apenas um ano para sua aposentadoria. Que tal entrar na lista de demissão no final deste ano fiscal? Se entrar, a taxa de rescisão é melhor do que no caso normal." No entanto, eu disse: "Atualmente, não sinto nada, não importa o que faça. Gostaria de continuar trabalhando." Mas eles responderam: "Mas o médico diz que não há perspectiva de cura. Se você voltar e algo acontecer, será um problema." E, por fim, fui colocado na lista de demissão por esse motivo.
No entanto, fui salvo em minha vida, compreendi o grande erro que havia cometido até então, e considero isso como o ensinamento do Grande Deus para que eu me dedique ao Caminho de salvar as pessoas. Pelo contrário, ao pensar que, com a liberdade, fui agraciado com uma nova esperança e uma nova virada em minha vida, sinto-me transbordar de gratidão e emoção. Peço que, daqui em diante, permita-me salvar o maior número possível de pessoas, e, pedindo a proteção divina, apresento meus profundos agradecimentos. (16 de maio de 1952)
Salva momentos antes da cirurgia renal; a arteriosclerose da minha mãe também foi curada
Iwate-ken, Isawa-gun, Kanegasaki-cho, Honmachi
Igreja Média Toko, Yoshida Keiko (21)
Apresento meus respeitosos agradecimentos. Peço profundas desculpas pelo atraso no relato. Poder trabalhar com saúde hoje é como um sonho. Relembrando, há dois ou três anos eu tinha problemas nos rins. Quando me cansava um pouco, meu rosto inchava imediatamente, minhas pernas ficavam pesadas, e era uma sensação muito desagradável. No final do ano retrasado, de repente, o rim direito começou a doer, a ponto de não conseguir ficar em pé. Fiquei de cama por vinte e cinco dias, e até virar-me era doloroso. Passei os dias com uma sensação horrível.
Em casa, havia minha mãe idosa e minha irmã, catorze anos mais velha. Minha irmã havia operado os rins cerca de dez anos antes, mas o rim restante piorou, e o médico disse que não havia mais jeito. Naquela época, ela recebeu Johrei do Professor Abe, que estava em missão em Kurosawajiri-cho, ficou saudável, se converteu, e passou a venerar Komyo-Nyorai e Byōbu Kannon (Kannon do biombo), sendo salva. Hoje, ela faz tudo em casa, mais do que uma pessoa comum. Ela me recomendou o Johrei, mas eu não acreditava de forma alguma; pelo contrário, era contra.
No entanto, em janeiro deste ano, fui diagnosticada com "tuberculose renal direita, necessitando de cirurgia". Como acreditava piamente na medicina, preparei-me rapidamente para a internação e a cirurgia. Dois dias antes da data marcada, tirei outra radiografia. Para minha surpresa, a foto anterior à internação estava completamente preta, mas a foto daquele dia mostrava o rim claramente. O médico e eu ficamos todos surpresos. Muito intrigado, ele perguntou: "Antes da internação, a senhora não fez nenhum tratamento?" E, por fim, disse: "Não há necessidade de cirurgia." Senti-me esvaziada.
Pensando bem, durante os dez dias de internação, só tomei medicamentos líquidos e em pó todos os dias — não era possível que algo tão grave melhorasse tanto. De repente, lembrei-me de algo: uma semana antes da internação, a conselho do Professor Abe Minoru, que estava em Mizusawa-cho, recebi Johrei, embora com o pensamento de que "como algo assim poderia curar uma doença?". Naquela ocasião, o professor disse: "Por mais que duvide, a senhora com certeza ficará bem sem precisar de cirurgia." Lembrei-me disso e senti vergonha da minha tolice em não acreditar nos deuses e budas. Após a alta, converti-me imediatamente. Poder ajudar nas tarefas domésticas com saúde hoje é graças a Meishu-Sama, e sou profundamente grata.
Depois disso, na noite de 11 de abril, minha mãe entrou em estado crítico devido à arteriosclerose. Irmãos e parentes se reuniram; chamaram o médico e aplicaram injeções, mas o corpo não se mexia. Quando minha irmã e eu aplicamos Johrei, ele começou a se mover aos poucos. Minha mãe, que esteve em estado de morte por um dia inteiro, na tarde do dia seguinte abriu os olhos e começou a falar gradualmente. Agora, ela pode até fazer trabalhos de costura. Meishu-Sama, agradeço por mais uma vez me conceder a proteção divina. De agora em diante, desejo salvar o maior número possível de pessoas para o Caminho. Peço, por favor, que continue nos concedendo a proteção divina. (25 de julho de 1952)
Salvo da asma e da hipertensão
Shimane-ken, Nogi-gun, Yasugi-cho, Soda
Igreja Média Jinwa, Inoue Konosuke (49)
Desta vez, sem me importar com minha escrita tosca, apresento um relato de uma parte das inúmeras Graças Divinas. Desde 1948, venho sofrendo de asma e hipertensão. Segundo o diagnóstico médico: "A pressão está em 230, e há grande risco de hemorragia cerebral. Portanto, é extremamente perigoso não tentar baixar a pressão com medicamentos, injeções e sangria." Quando fizeram a sangria, a asma piorou muito, e o sofrimento era indescritível. Pedi ao médico para parar a sangria e continuei apenas com os medicamentos e injeções. Depois disso, as crises de asma se tornaram cada vez mais intensas. Quando consultava o médico, ele me alertava sobre a hemorragia cerebral, dizendo: "Se pararmos a crise com injeção, a pressão sobe; evite essa injeção ao máximo." Passei o ano inteiro ofegante e angustiado.
Usei moxabustão a ponto de abrir grandes buracos nas costas, medicamentos da medicina chinesa, outras terapias populares, duas cirurgias de enxerto de pele, e todos os tratamentos imagináveis, mas sem nenhum efeito. Quando as crises eram fortes, duravam dois ou três dias sem parar, com um sofrimento que parecia que a respiração ia se cortar a qualquer momento. Decidi que, se a hemorragia cerebral viesse, paciência. Usei efedrina, bosmina etc., e escapei do sofrimento várias vezes. Por volta dessa época, as dores de cabeça e nos ombros se intensificaram; quando batia na porta do médico e media a pressão, ela estava cerca de vinte pontos mais alta. Assim, repetia-se o ciclo de baixar com remédio e subir com injeção, e depois baixar e subir novamente — olhando agora, é uma história completamente absurda. Media a pressão com o médico uma vez por mês, e continuei tomando remédios e injeções diariamente por um ano e quatro meses. Por um tempo, a pressão caiu para cerca de 160, e a dor de cabeça aliviou, mas gradualmente voltou ao que era. O médico disse: "Os remédios não fazem mais efeito. Não há outro jeito senão fazer sangria." Mas, devido ao sofrimento extremo da asma, recusei, decidido a que era o fim.
Além disso, minha esposa, em quem confiava, ficou de cama por volta de novembro de 1950 devido a neuralgia ciática. Também tratamos com injeções, moxabustão e outros métodos, mas com altos e baixos, sem efeito. No entanto, em março de 1951, ouvi falar, por acaso, de um ensinamento abençoado de um membro da Igreja Messiânica. Em 15 de março, fui levado por essa pessoa à Igreja de Shimada, ofegante, junto com minha esposa. Lá, ouvi a palestra do Professor Shiraiwa e recebi o abençoado Johrei. Na ocasião, disseram: "A partir de amanhã, haverá aqui o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Vocês dois podem participar." Mas eu não sabia o que era o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e ouvi distraidamente. No entanto, a pessoa que me levou recomendou: "Isso é uma oportunidade. Vocês também devem se converter e receber as bênçãos." Pedi imediatamente, e a partir do dia seguinte, eu e minha esposa participamos do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) de três dias e recebemos o Ohikari.
Milagrosamente, com apenas duas sessões de Johrei, a asma, que era tão maligna, teve as crises aliviadas. Melhorei dia após dia. Depois disso, tive mais duas ou três purificações, e a cada vez melhorava. Por volta de maio, as crises pararam e pude trabalhar. Minha esposa também melhorou graças às abençoadas Graças Divinas e, por volta dessa época, pôde começar a trabalhar. Uma grande luz brilhou em nossa casa, que antes era escura; a casa e o coração de repente se iluminaram. Isso tudo é, unicamente, dom das grandes Graças Divinas de Meishu-Sama, e agradeço profundamente.
Durante a peregrinação ao Culto Mensal de Matsue, em 15 de maio do ano passado, ouvi dizer: "Meishu-Sama viajará para Kansai e concederá uma audiência em Quioto." Pedi imediatamente para participar. Parti no dia 28, e no dia 30, enquanto eu estava ausente, aconteceu o seguinte. Meu filho estava usando uma vaca pela primeira vez naquele ano para a lavoura. Não se sabe do que ela se assustou, mas de repente disparou. O condutor era inexperiente, e a vaca também não estava acostumada, então não conseguiu contê-la. Ela correu descontroladamente e, por fim, caiu num rio (com cerca de 1,5 metro de largura e 1,8 metro de profundidade, com leito rochoso) e tombou. "Pensei: 'Estraguei a vaca'", disse ele. Sem saber o que fazer, pulou no rio e removeu a canga. A vaca, com esforço, saltou do rio, bufando. Milagrosamente, não tinha um arranhão; quando a fizeram andar, não apresentava nenhuma anormalidade. No entanto, como estava prenhe, ficaram preocupados se o bezerro no útero não teria sofrido algo. Levaram-na ao veterinário da aldeia vizinha para exame, mas ele disse: "Não há nenhuma anormalidade." Ao ouvir isso, ao voltar para casa, fiquei realmente aliviado, suando frio. Ah, se isso não é um milagre, o que é? Imediatamente, agradecemos pela proteção divina diante do altar, veneramos Daikōmyō Nyorai e Byōbu Kannon-Sama (Kannon do biombo), e recebemos uma proteção divina imensa, dia e noite.
Hoje, a dor da asma melhorou a ponto de quase tê-la esquecido. A pressão, talvez pela grande quantidade de toxinas medicamentosas acumuladas, ainda não baixou, e sinto um pouco de dor de cabeça. Mas, com a firme convicção de que "se a hemorragia cerebral vier, que venha — o que temo? Tenho a proteção de Daikōmyō Nyorai", entrego tudo a Ele e vivo em paz de espírito, dedicando-me ao trabalho agrícola dia e noite. Recordo que a dor foi diminuindo ano após ano, desde o ano retrasado, passado e este ano. Só me resta exclamar: "Que abençoado, que abençoado!" Isso tudo é dom da grande graça de Meishu-Sama, e só posso agradecer com todo o meu ser. Apresento aqui meus respeitosos agradecimentos e, ao mesmo tempo, estou decidido a me dedicar à obra sagrada, para retribuir, ainda que seja uma parte mínima da graça recebida. Meishu-Sama, muito obrigado. Apresento este relato e agradecimento com minha escrita tosca e desordenada. (10 de março de 1952)
Como a hipertensão e a arteriosclerose estão indiretamente relacionadas ao derrame, decidi incluir três casos sobre derrame.
Levanta-se em pouco mais de dois meses de uma hemorragia cerebral
Shizuoka-ken, Shida-gun, Otomi-mura
Igreja Média Aishin, Tatara Reiichi (60)
Desde que me converti, em dezembro de 1947, tenho recebido inúmeras proteções divinas. Desta vez, recebi a purificação de uma hemorragia cerebral e consegui me levantar em pouco mais de sessenta dias; por isso, apresento este relato. Em 24 de janeiro, fui de bicicleta à igreja pela manhã, cheio de energia, para participar de uma reunião sobre cultivo natural. Assim que terminei a oração, perdi a consciência e, sentindo o corpo cair, desabei diante do altar. O presidente da igreja, que estava presente, aplicou-me imediatamente o Johrei, e recuperei a consciência em cerca de uma hora. Nunca senti tão profundamente a graça do Johrei: graças a ele, meu coração se acalmou. Fui colocado num caminhão de três rodas e levado para casa por uma estrada rural de cerca de quatro quilômetros; cheguei sem grande cansaço e fui para a cama.
Depois disso, entreguei-me exclusivamente a Komyo-Nyorai, recebendo Johrei dos professores da igreja e de todos os membros. Ao contrário do que se comentava na vizinhança — "não se sabe quantos anos vai levar" —, melhorei dia após dia. A constipação também foi melhorando aos poucos, como quem descasca papel fino. Depois que uma grande quantidade de sangue saiu pelo nariz, senti enorme alívio. A fala indistinta foi se tornando cada vez mais nítida. No quadragésimo dia de doença, consegui sentar-me na cama; no quinquagésimo dia, andar apoiando-me em objetos. Agora, com pouco mais de sessenta dias, a sensibilidade do lado direito, que estivera paralisado, normalizou-se, e os movimentos de braços e pernas estão normais. Posso comer com a família, de forma agradável e saborosa.
Ao lembrar dos dois meses atrás, que parecem um sonho, penso: se tivesse caído uma hora, ou mesmo dez minutos antes, o que teria acontecido? Sinto arrepios. Que sorte a minha ter caído diante do altar da igreja e recebido imediatamente o Johrei do presidente! Ao pensar que isso tudo é dom da proteção divina e do poder absoluto de Meishu-Sama, lágrimas de gratidão brotam. Meishu-Sama, muito obrigado. De manhã à noite, experimento a felicidade. (6 de abril de 1952)
Salva em pouco tempo da condição de incapacidade causada por hemorragia cerebral
Shizuoka-ken, Sunto-gun, Shimizu-mura
Igreja Média Shinzan, Sugimoto Kiyoe (55)
Desta vez, recebi uma grande proteção divina; por isso, apresento este relato singelo, juntamente com meus agradecimentos. Em 6 de março, fui subitamente acometida por uma hemorragia cerebral, e meu corpo ficou completamente incapacitado — não conseguia mover as mãos nem os pés. Por cerca de catorze ou quinze dias, precisei que minha família me alimentasse. Meu corpo inteiro doía, e eu não sabia o que seria de mim.
No entanto, uma pessoa da vizinhança, muito fiel e dedicada, vinha aplicar-me Johrei todos os dias; no vigésimo terceiro dia, consegui ficar de pé. Jamais esquecerei a alegria daquele momento. Meu marido e toda a família se alegraram, exclamando: "Que abençoado!" Nos três primeiros dias em que consegui ficar de pé, andei apoiada numa bengala; a partir do quarto dia, consegui andar sem ela. Dali em diante, melhorei visivelmente a cada dia, e agora posso sair de casa sem bengala. Como me curei muito rapidamente, as pessoas da vizinhança, surpresas, perguntavam: "Que remédio bom você tomou? Que injeção tomou?" etc.
Em casa, as crianças ainda são pequenas. Se eu tivesse ficado de cama, teria sido uma verdadeira escuridão. Mas, graças à proteção divina, ampla e ilimitada, de Deus, pude levantar-me tão rapidamente e ser salva. Meishu-Sama, muito obrigada, de verdade. Apresento meus profundos agradecimentos. (17 de agosto de 1952)
Levanta-se de oito anos de hemiplegia com uma hora de Johrei
Akita-ken, Noshiro-shi, Sakae-cho
Igreja Média Jukkō, Sarado Yuichi (19)
Fui salvo do inferno de escuridão e ignorância, e nossa família se tornou um lar de alegria. Esta grande e profunda graça de Meishu-Sama não pode ser expressa em palavras nem por escrito; mas, para as pessoas do mundo que sofrem com doença, pobreza e conflito, como nós, desejo transmitir o mais rápido possível e ao maior número possível de pessoas o advento de Meishu-Sama, o Salvador, para que sejam salvas. Por isso, apresento aqui o relato de uma parte dessa graça.
Lembro-me de que foi em fevereiro de 1942, há dez anos, que o demônio impiedoso da doença invadiu nossa casa, até então feliz. Minha mãe não se recuperou bem após o parto e foi hospitalizada. Até novembro, sem nenhum resultado, a metade inferior do corpo ficou incapacitada, sem que ela conseguisse se levantar, e recebeu alta naquele estado. A partir de então, fomos de médico em médico e esgotamos todos os tratamentos, mas ela nunca conseguiu se levantar. Gemeu na escuridão por quatro anos.
A guerra se intensificava cada vez mais, e nos refugiamos na casa da família, em Fujikoto. Quando meus dois irmãos e eu voltávamos da escola, ver minha mãe deitada, com o rosto sombrio, nos entristecia; não conseguíamos brincar alegremente. Minha avó, de tanta preocupação, acabou falecendo. "Que infelicidade é esta? Será que isso é o inferno em vida?" — minha mãe chorava todos os dias na cama. Ao ver meu pai acordar cedo para preparar a comida com mãos inábeis, não sei dizer como nos sentíamos tristes. E, ao ver nossos amigos brincando sem preocupação alguma, como os invejávamos!
Minha tia, refugiada de Kawasaki, e seus filhos também foram acometidos por doenças graves, uma após a outra — parecia que éramos parentes do médico. No entanto, ao se entregar a Daikōmyō Nyorai, primeiro a dor no útero de minha tia, considerada uma doença grave e sem tratamento, foi curada; a periostite de seu filho também sarou. Então, minha tia, desejando curar a doença de minha mãe, aplicou Johrei com empenho. Isso se deu em setembro de 1949. Mesmo depois de uma semana, não houve efeito algum — uma doença cármica de quase oito anos não poderia ser curada tão facilmente. Minha mãe, já cansada de todos os tratamentos, havia desistido por completo e se encontrava num estado de espírito autodestrutivo.
No entanto, minha tia, que fora milagrosamente salva de sua doença grave, desejava com todo o coração salvar minha mãe e orava intensamente. Será que essa prece foi atendida? Na manhã do oitavo dia após o início do Johrei, o professor Nakata apareceu de repente. Minha tia, que queria receber Johrei para si mesma, deixou esse desejo de lado e pediu-lhe que curasse minha mãe. Como o tempo passava, fomos para a escola; quando voltamos, não é que minha mãe estava de pé e andando? Não conseguia acreditar; fiquei surpreso, pensando se era um sonho.
Soubemos que um espírito invisível fizera minha mãe sofrer por oito longos anos. Esse espírito era o de uma pessoa quatro gerações antes, na família de origem: a bisavó de minha mãe. Dizem que ela faleceu após o parto, aos vinte anos, ao dar à luz meu avô, e que sofria havia quase cem anos em um lugar chamado "Inferno do Sangue". Embora em sua casa houvesse um altar budista bem cuidado, com oferendas feitas adequadamente, será que as religiões até então não conseguiam salvar os espíritos, a ponto de fazê-los sofrer tanto? Eu, que não tenho conhecimento religioso, não sei; mas fui informado de que a doença cármica de oito anos era a manifestação do pedido de socorro de um espírito que sofria no mundo espiritual, e que esse sofrimento de cem anos foi salvo com apenas três recitações de norito. Como resultado, minha mãe se levantou diante de meus olhos. Que poder imenso é este! Por mais que a ciência avance, não há palavras para agradecer a grande força divina que resolveu em uma hora essa doença espiritual, para a qual já não havia remédio.
Minha mãe, que ficara de cama por oito anos, tinha as pernas atrofiadas, finas como as de uma criança; os joelhos estalavam como se estivessem sem óleo, e ela não conseguia andar como desejava. Ainda assim, na primeira semana, prometeu ir de trem até a igreja de Odate para receber o Ohikari Protetor. Meu pai e meus tios se opuseram veementemente: "Não faça uma loucura dessas." Mas, como o senhor Nakata lhes dissera: "Para aqueles que buscam a salvação de Deus, não importa a dificuldade, a proteção divina será concedida", minha mãe e minha tia insistiram que precisavam ir, numa situação que quase virou briga. Nesse momento, porém, um espírito também se apossou delas e as instruiu sobre o significado de receber o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) — era o espírito de minha avó que, para salvar sua querida filha, estendeu a mão amorosa do mundo espiritual. Meu pai, que testemunhou esse fato, também permitiu a viagem a Odate.
Após os três dias do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), elas voltaram cheias de energia. Uma semana depois, minha mãe já conseguia sair sozinha para passear; um mês depois, já podia ir a um lugar a cerca de quatro quilômetros para se divertir. Logo em seguida, engravidou e, em dezembro do 25º ano da Era Showa (1950), nasceu meu querido irmão. Que coisa maravilhosa! A doença cármica de oito anos foi curada e ainda recebemos a bênção de um filho — um grande milagre que a ciência moderna não pode conceber.
Depois disso, tive também a graça de me converter e, agora, vivo sem preocupação alguma. Há um hino que diz: "Quando olho para trás, para aquela época, que medo, eu vagava sem cajado na escuridão" — e essa é exatamente a nossa situação. Como podemos retribuir tão preciosa graça divina? Nós, pessoas comuns, nem sabemos como expressar nossa gratidão. Desejo transmitir a todos a realidade deste grande milagre, para que, por meio deste precioso Caminho e do grande amor do Grande Deus, todos possam ser salvos. (5 de agosto de 1952)
Asma
Isso ocorre quando a toxina medicamentosa solidificada se deposita nas proximidades da parte externa dos pulmões e, ao ser purificada e tentar penetrar neles, encontra obstáculos devido à distância considerável até os pulmões, à espessura do catarro e à espessura da pleura pulmonar. O corpo então procura aspirar mais ar, aumentando e intensificando a respiração. Isso é a asma; as crises e a tosse forte têm a mesma origem. Prova disso é o alívio temporário quando o catarro é expelido, o que é evidente. Além disso, a asma que surge após a pneumonia também melhora, pois há grande excreção de catarro — traço igualmente característico da pneumonia. As crises são extremamente dolorosas, dando a impressão de que a respiração vai parar a qualquer momento. Em busca de um alívio, ainda que passageiro, muitos recorrem a injeções, que acabam se tornando um vício: a princípio, basta uma por semana; aos poucos, o número aumenta até chegar a várias ou mesmo dezenas por dia. Nesse ponto, a pessoa está a um passo da morte, e a medicina já não tem o que fazer. Com o Johrei, contudo, a cura completa é fácil.
Salva da asma de treze anos
Noda Mitsuko (32 anos), Igreja Média Meirin, Cidade de Hitoyoshi, Distrito de Minamizumida, Província de Kumamoto
Com reverência, apresento meus agradecimentos pela proteção divina de Meishu-Sama. Tive a graça de me converter em março de 1950. Aos dezenove anos, fui subitamente acometida de asma brônquica e, diante do sofrimento, experimentei toda espécie de tratamento. No começo, usei apenas medicamentos e injeções, mas os efeitos eram passageiros. Depois, ouvindo que a moxabustão fazia bem, suportei a dor e a apliquei, porém sem grande resultado. Pratiquei-a por cerca de um ano; ainda assim, se fizesse algum trabalho mais pesado, no dia seguinte o sofrimento voltava. Sentia-me tão infeliz com meu corpo, sempre invejando quem trabalhava com disposição todos os dias, e ansiava por recuperar meu corpo original de qualquer maneira.
Foi quando ouvi dizer: “Se você entrar no Caminho da fé em Deus, com certeza ficará curada”, e decidi me apegar ao Fudô-Sama [divindade do fogo]. Era, porém, uma prática muito árdua. No auge do inverno, eu ia a uma cachoeira e recebia a água gelada três ou quatro vezes por dia — uma cachoeira grande no meio da montanha; o frio era indescritível. Só de pensar, meu corpo estremece. Enquanto era atingida pela água gelada, mantinha-me prostrada, apegada firmemente ao “Namu Amida Butsu”, com o rosto inchado e obstruído. Foi uma prática verdadeiramente dolorosa, mas, no fim, não fui salva.
Depois, vaguei — envergonhadamente — pela Igreja Tenrikyo e pela seita Tendai. Disseram-me: “Você está possuída por espíritos de vivos e mortos muito persistentes; por isso, não se cura com métodos comuns. Você precisa ajudar mais a Deus.” Seguindo essa orientação, pensei e repensei, mas não conseguia receber graça alguma. Sem alternativas, como último recurso, decidi submeter-me a uma cirurgia de incisão na garganta e fui internada para a operação. Durante seis meses completos depois disso, não tive crises, mesmo pegando resfriado ou fazendo esforços. Acreditei que enfim havia recuperado meu corpo original e fiquei feliz; pouco depois, porém, a crise voltou. Passei a pensar que não havia outro caminho senão a morte e vivia assim, dia após dia, para preocupação também de minha família.
Foi quando uma pessoa chamada Kumeda me incentivou: “Acho que você vai melhorar se receber o Ohikari. Que tal entrar para a Igreja?” Mas, como já havia tentado tudo o que ouvia dizer que era bom, não conseguia acreditar. O Sr. Kumeda, amigo de meu pai, visitava-nos com frequência e insistia com tanto entusiasmo — “Eu também melhorei de minha doença graças ao Ohikari. Que tal entrar, pensando que está sendo enganada?” — que meu coração se comoveu, e pensei: “Vou me deixar enganar mais uma vez.” Assim, tive a graça de entrar neste Caminho.
As religiões anteriores eram de esforço próprio, e sofri muito com elas. Mesmo assim, pensava que não havia como uma doença ser curada apenas com a imposição das mãos e ouvia as palestras maravilhosas com dúvidas, ainda que recebesse o Johrei todos os dias. Como antes, porém, a cada semana ou dez dias o sofrimento voltava. O professor Ishii dizia: “Alegre-se, pois é purificação.” Mas, naquele tormento em que não se podia ficar nem deitada nem sentada, em vez de me alegrar, pensava inúmeras vezes: “Devo ter sido enganada de novo. Vou parar com isso.” No entanto, depois que ouvi do professor: “Geralmente, em cerca de três meses, você vai melhorar. É melhor evitar ao máximo remédios e injeções”, como tenho a natureza de não sossegar enquanto não faço o que me dizem, por mais que sofresse, parei com os remédios e as injeções e, com meia fé e meia dúvida, continuei recebendo o Johrei diariamente.
Por essa época, o presidente da Igreja Média vinha cerca de uma vez por mês. Quando ouvia suas palestras, sentia que iria melhorar, mas não sentia vontade de receber o Ohikari. Com o passar dos dias, porém, o estado da doença mudou e, por fim, senti vontade de recebê-lo; fiz então o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (Kyoshu). Lembro-me de que o professor disse: “Daqui a um ano, você estará completamente curada e cheia de energia.” Contava os dias, ansiosa por esse momento. O tão esperado ano se passou, mas a purificação continuava. Cada vez que o professor vinha, eu só reclamava e me queixava, sem perceber a profundidade de meus pecados e a quantidade de minhas nuvens espirituais. Lamentar-me diante de Deus, ao lembrar agora, envergonha-me; não sei como pedir desculpas. Por favor, perdoe-me.
Agora, a doença está completamente curada; sinto-me muito disposta todos os dias e, por mais esforço que faça, a crise não volta. Isso se deve unicamente às Graças Divinas de Meishu-Sama, e meu coração se enche de gratidão. De agora em diante, pretendo transmitir este precioso Caminho a quantas pessoas puder, o mais rápido possível. Peço sua proteção divina para o futuro. Meishu-Sama, muito obrigada. (15 de junho de 1952)
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Hoje, após oito anos de asma
Yamaguchi Masanobu (16 anos), Igreja Média Meirin, Cidade de Shimonoseki, Distrito de Takezaki, Província de Yamaguchi
Meishu-Sama, muito obrigado pela proteção divina que recebo diariamente. Desde a infância, sofria de asma. Quando a asma atacava, não podia ir à escola; por isso, precisei interromper os estudos por um ano. Numa situação sem solução, passava dias solitários, tendo apenas os medicamentos como companhia. A cada crise, eu a controlava temporariamente com injeções e remédios, até que meus dois braços ficaram duros de tantas injeções, a ponto de a agulha não passar direito.
Nesse meio-tempo, ouvi dizer que “engolir lesmas cura a asma”, e minha mãe também disse: “Experimente engolir.” Engoli, mas não houve melhora alguma. Tentei também moxabustão, visco, suco de ameixa, entre outros remédios, e nada adiantou. Seguindo conselhos, fui a vários lugares, mas só diziam: “É um toque de Buda”, “Não há mais nada”, “Faça oferendas ao Buda”. Então fiz oferendas aos espíritos famintos e oferendas de água e, pelo que vejo, eu não tratava o Buda com desleixo — fazia bem as oferendas. Minha doença, porém, não melhorava, e eu só causava preocupação aos meus pais, o que me fazia sentir muito culpado. Meu único desejo era curar-me rápido e mostrar aos meus pais um corpo saudável; mas, como não sarava, não sei quantas vezes sofri em silêncio e solidão.
Meus pais disseram: “Como último recurso, vamos tentar a cirurgia. Se melhorar, ótimo. Se não melhorar, não há mais o que fazer; teremos de desistir.” Eu também pensei assim e, primeiro, fiz a cirurgia no lado direito. E então, o que aconteceu? O sofrimento que eu sentia até então desapareceu completamente. Mal pensei nisso, fiz a segunda cirurgia, no lado esquerdo; naquela mesma noite, comecei a sentir uma dor tão forte que pensei que minha cabeça fosse explodir. Minha mãe foi acordar o médico à uma e meia da manhã. Ele me examinou e aplicou três injeções de uma vez, mas a dor continuava, e me deram um sedativo. Essa situação durou uma semana. Melhorei um pouco e voltei para casa, mas o estado continuava o mesmo. No segundo dia, voltei ao hospital e fiquei internado cerca de quinze dias. Mesmo após a cirurgia, as crises continuavam como antes. Não havia mais o que fazer, e eu só esperava a morte, resignado.
Um dia, uma vizinha, a tia Suda, veio e me incentivou: “Que tal entrar na Igreja Messiânica e se apegar a Deus? Acho que a doença do Masanobu também pode ser salva...” Disse: “Venha aqui um pouco” e fez o Johrei para mim. Minha mãe duvidava: “Será que uma coisa dessas cura doença?” Mas, um dia, a tia Suda veio dizendo: “Trouxe o professor Murakami, da filial de Hikoshima.” Com o incentivo entusiasmado dele, pensei: “Vou receber o Johrei, pensando que estou sendo enganado...” e, por cerca de um mês, fui à igreja da cidade de Hikoshima para receber o Johrei. Enquanto o recebia, meu ânimo se acalmava e, às vezes, eu até dormia durante a sessão.
Quando fui me converter, meu pai era contra: “Isso vai curar? Não se deixe enganar”, e não me ouvia. Vencendo a oposição, porém, minha mãe se converteu em setembro do ano passado. Depois disso, enquanto ela me fazia Johrei diariamente, eu também comecei a receber a purificação e, a cada vez, melhorava um pouco. Em janeiro deste ano, tive a graça de visitar a sede da Igreja Média em Hatabecho e a honra de receber diretamente do presidente da igreja o precioso Ohikari Protetor, vivendo dias de gratidão.
No início de junho, de repente, minha barriga doeu e tive diarreia, indo ao banheiro umas quatorze ou quinze vezes por dia. Quando isso estava melhorando, tive fezes com sangue por três dias. Então minha barriga ficou boa, a comida ficou mais saborosa e fiquei cada vez mais disposto. Ainda hoje, a cada cinco, seis ou sete dias, recebo a purificação e, a cada vez, elimino a toxina medicamentosa. Recentemente, a asma, que me fez pensar até em morte, desapareceu completamente, e estou feliz por ter sido realmente salvo. Apesar de ver meu estado de salvação, meu pai ainda se opõe teimosamente. No entanto, às vezes ele tem urticária e, quando faço Johrei, a coceira passa, e ele recebe a graça. Por isso, acho que não está longe o dia em que ele se converterá, quando chegar a hora. Meishu-Sama, muito obrigado. (16 de julho de 1952)
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A asma desde a infância é curada
Hashimoto Ryoko, Igreja Grande Kōhō, Cidade de Sasebo, Distrito de Imafukucho, Província de Nagasaki
Desde a infância, sofria de asma e, naquela época, usava grande quantidade de medicamentos. A cada crise, vagueava pelos domínios da morte, sem esperança para o dia seguinte, passando dias angustiados. Nessa vida, fui guiada por uma amiga querida e me converti. A partir de então, minha vida, que jamais imaginei, transformou-se completamente numa existência cheia de esperança e luz. Como posso expressar minha alegria e gratidão daquela época? Eu, de pouca instrução, que nem mesmo podia frequentar a escola direito por causa da doença, não tenho palavras para agradecer — apenas posso juntar as mãos em oração.
Assim, sob a proteção divina, meu corpo doente foi gradualmente se fortalecendo. Atraída pelas pessoas que passavam diante de minha casa com aparência saudável, a caminho do trabalho, decidi que também queria trabalhar fora e consegui um emprego. Durante seis meses, fiquei bem, sem nenhum problema. Nesse período, esqueci que havia renascido graças à proteção divina e vivia de forma livre e egoísta. Meishu-Sama, por favor, perdoe-me — foi realmente imperdoável.
Novamente, recebi a purificação com crises dolorosas de asma, tosse violenta e expectoração com sangue. Sem fôlego, sofri por vários dias, mas o poder do Johrei me permitiu voltar ao trabalho. No exame médico do local de trabalho, porém, fui diagnosticada com infiltração pulmonar e proibida de fazer esforços. Foi então que, pela primeira vez, refleti sobre o quanto estivera errada até ali — e senti como se despertasse de um longo sono. Em seguida, o lado esquerdo do peito começou a doer violentamente, e uma grande massa dura surgiu na axila, tão dolorosa que eu não conseguia nem deitar à noite; assim sofri por vários dias. Depois, sobreveio uma grande hemoptise: vomitei pouco mais de 360 ml de sangue. Com isso, a dor no peito e a massa desapareceram por completo. Aquela primeira hemoptise me surpreendeu, mas fui orientada: “Isso era a toxina medicamentosa que estava acumulada em seu peito até agora.” Senti-me aliviada, como se também a massa em meu coração tivesse sido removida.
Depois disso, tive hemoptises repetidas: vomitava coágulos de sangue de cerca de 900 ml de cada vez, com dificuldade para respirar. Em dois dias, o episódio se repetiu de quatorze a quinze vezes; em seguida, continuou com expectoração sanguinolenta, cerca de 180 ml a cada noite. Além disso, quase todos os dias eu tinha febre alta na nuca e, por vezes, caía em torpor, como se perdesse a consciência. Mas, graças a Deus, a febre e a hemoptise ocorriam apenas à noite; durante o dia, eu ainda conseguia fazer algum trabalho.
Agora, graças a essa purificação, minhas costas, outrora curvadas e feias, endireitaram-se a ponto de ficarem irreconhecíveis de tão mudadas, e a tensão nos ombros diminuiu muito, dando-me uma aparência mais humana. Vivo com o desejo de que, o mais rápido possível, eu possa ser útil, ainda que um pouco, para a construção do Paraíso Terrestre. Antes de continuar, devo mencionar que eu também tinha uma doença crônica no ânus, com grande sangramento durante as evacuações. A dor era tão violenta que eu chorava em voz alta; mesmo depois que passava, ficava exausta por cerca de uma hora, sem conseguir me mover. Isso também foi completamente curado.
Desejo de todo o coração que muitas pessoas, o mais rápido possível, se apeguem às mãos de Meishu-Sama e se tornem felizes. Meishu-Sama, muito obrigada por suas inúmeras proteções divinas. Apresento meus mais profundos agradecimentos. (17 de julho de 1952)
Nota: Este relato de experiência também não foi publicado nas edições posteriores; foi substituído pelo texto sem título abaixo.
Província de Nagasaki, N.Y.
Aos vinte e oito anos, em outubro, fui subitamente acometido de asma. Experimentei todo tipo de medicamento, injeção e terapia com deuses, mas não só não obtive efeito como as crises, que no começo da doença ocorriam uma ou duas vezes por ano, foram se tornando mais frequentes. Com o uso repetido de injeções e remédios, elas diminuíam temporariamente, mas logo voltavam a aumentar. Por volta de 1951, eu faltava ao trabalho por um ou dois meses. Além disso, meu filho mais velho, que então tinha doze anos, padecia da mesma asma desde os três anos. Quando eu estava de pé, a criança estava de cama; quando a criança estava de pé, eu estava de cama. Na vida econômica, também passávamos por dificuldades, e nosso lar, sem risos, era completamente sombrio.
Foi nessa época que, por intermédio de um colega de trabalho, o Sr. T., ouvi a maravilhosa história da Igreja Messiânica. Com meia fé e meia dúvida, participei do serviço mensal da Sra. S., ouvi diversas palestras admiráveis do professor F. e recebi o Johrei. Ao voltar para casa, no dia seguinte, tive distensão abdominal e diarreia. Dois ou três dias depois, veio uma crise de asma; mas, como já ouvira falar da purificação, não usei remédios nem injeções e persisti. Depois que a crise passou, senti-me muito bem. Então fiz minha esposa fazer o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e a converti. A partir daí, eu recebia Johrei dela todas as manhãs e noites e, de vez em quando, do professor. Nesse período, tive várias purificações — febre, diarreia, crises de asma — e, a cada vez, meu corpo ficava mais leve, para minha grande alegria.
No dia 12 de novembro, eu estava em repouso devido a uma crise leve de asma quando, por volta das três horas da tarde, fui subitamente tomado por uma crise terrível. Fiquei coberto de suor frio por todo o corpo, e as unhas das mãos e dos pés ficaram roxas. Assustei-me por um momento, mas, como minha esposa já ouvira falar da grande purificação, pedi imediatamente uma visita domiciliar. Quando recebi o Johrei, aquela grande purificação se acalmou num instante; quando o professor foi embora, eu já podia sorrir e cumprimentá-lo. Penso que esse foi o grande ponto culminante de minha purificação — a partir de então, ela se tornou visivelmente mais leve. Nesse meio-tempo, meu filho também passava por purificações frequentes, mas melhorava a cada vez e ia para a escola com disposição.
Então, no Ano Novo de 1952, minha esposa começou a ter uma purificação de “panarício” no dedo médio da mão direita, o que dificultava até o preparo das refeições matinais e noturnas. Foi quando minha asma de dezesseis anos melhorou como se tivesse sido limpa e, apesar do rigoroso inverno, eu acordava todos os dias às cinco da manhã para cozinhar, sem sentir nada. Achando aquilo muito estranho, perguntei, e me disseram: “Foi uma transferência de purificação para sua esposa, para que você não tivesse muitas purificações.” Ao ouvir isso, emocionei-me até as lágrimas com a grandeza da proteção divina de Meishu-Sama. O panarício de minha esposa também foi curado, a ponto de não atrapalhar o trabalho. De agora em diante, desejo, com minhas poucas forças, dedicar-me a uma parte da obra divina. Meishu-Sama, muito obrigado. Apresento meus respeitosos agradecimentos. (3 de setembro de 1952)
Bronquite Crônica
Isso ocorre quando há uma solidificação de toxina medicamentosa em algum lugar do corpo; ao tentar se dissolver e sair aos poucos, por ser relativamente dura, exige tossir forte e frequentemente — daí ser mais fácil apenas expelir o catarro. No entanto, como a medicina tenta parar a tosse, o efeito é contrário: ela se torna crônica e causa sofrimento por muito tempo. Portanto, essa doença também, se deixada à natureza, certamente se cura.
Salva milagrosamente de bronquite maligna com febre alta
Tsujiura Te (43 anos), Igreja Média Nyoirin, Cidade de Mie, Distrito de Ono, Província de Oita
Eu, que nasci no interior de Nara e fui criada na tradição do Budismo Shin, sabia que os deuses e budas existem no mundo e que os humanos vivem por suas graças. Foi quando a professora Akahoshi Chieko, a quem eu via ocasionalmente, veio me visitar e disse: “Sra. Tsujiura, por que não acredita em Komyo-Nyorai? Todos os problemas do mundo podem ser resolvidos com a imposição das mãos.” Na época, eu era saudável e financeiramente abastada; não tive, portanto, oportunidade de compreender esse poder e, simplesmente, com a sensação de ter sido enganada, ri e ignorei.
Cerca de três meses depois, por volta de novembro de 1947, comecei a sentir cansaço no corpo e falta de vontade para tudo. Foi então que chegou o dia em que pude compreender como era maravilhoso impor as mãos. Inesquecível: no dia 2 de janeiro de 1948, ao anoitecer, tive calafrios e febre alta de quarenta graus. Chamei imediatamente um médico, que diagnosticou bronquite maligna. Fizemos todos os tipos de tratamento — injeções, medicamentos, compressas —, mas a febre não baixava. Com insônia e perda de apetite, meu corpo enfraqueceu, e não havia mais o que fazer. Chamamos outro médico para uma consulta conjunta, mas não houve efeito algum. A febre baixava temporariamente com antitérmicos, mas com o tempo voltava ao estado anterior. Ambos os médicos disseram: “Isso é estranho” e finalmente fizeram um exame de sangue, que diagnosticou tuberculose pulmonar. Disseram: “Seria bom fazer um raio-X”, mas, devido à febre alta e à fraqueza extrema, não foi possível. O médico então disse: “Se você tomar muitos antitérmicos, seu corpo só vai enfraquecer. Fique em repouso, tome muitos nutrientes e tônicos sanguíneos e cuide-se com paciência”, e foi embora. Pode ter sido uma palavra simples do médico para se eximir da responsabilidade, mas para mim, que confiava mais nele do que em qualquer outra coisa, soou como uma sentença de morte. Fui lançada ao fundo do desespero, e só me restava chorar de tristeza.
Com minhas mãos fracas de mulher, segurando uma criança pequena e doente, pensava em como viveria dali em diante. Não podia depender dos irmãos para sempre, e a repartição de impostos, baseada na renda do ano anterior, cobrava implacavelmente. Se estivesse sozinha, teria desejado morrer. Recebi essa sentença de morte às dez horas da manhã do dia 22 de março, data inesquecível. Depois de chorar o quanto pude, lembrei-me de minha mãe, quando viva — quando nós, filhos, estávamos doentes e sofrendo, ou quando havia preocupações, ela saía de casa e orava com devoção a algo. Naquela época, minha mãe dizia: “Se você pedir a Kannon-Sama de Wakayama, Ela atenderá a qualquer pedido.” Lembrei-me de que ela oferecia todas as refeições festivas dos três dias de Ano Novo a Kannon-Sama-Sama. Sim! Vou pedir também. Reanimando-me, acariciei meu peito direito dolorido e orei com devoção.
Então, por mais estranho que pareça — como dizer? —, no dia seguinte, 23, pela manhã, a professora Akahoshi apareceu de repente e disse: “Senti vontade de vê-la, e quando vim, você estava doente, não é?” Naquele momento, fiquei tão feliz que, sem pensar, exclamei: “Ah, fui salva!” Então recebi o Johrei da professora e, imediatamente, pedi e recebi o Ohikari da Luz. A alegria daquele dia, tão diferente do anterior, fez com que eu e a professora Akahoshi chorássemos de alegria. A partir de então, com o Johrei diário, pude ir ao banheiro sozinha e, no sexto dia, 28, participar do Culto Regular na casa do professor Takeuchi, em Makino. Recebi uma proteção divina tão maravilhosa que parecia um sonho. Minha família e vizinhos, vendo-me sair com aparência pálida e cansada sob a chuva, tentaram me impedir, dizendo: “Isso é muito arriscado. Você vai piorar. Pare.” Mas eu, firmemente, acreditava em meu coração: “Está tudo bem. Com certeza terei a proteção divina de Komyo-Nyorai” — e, nessa firme crença, saí abraçando o Ohikari com a mão esquerda. Todos puderam ver a verdade: a partir daquele dia, não fiquei mais de cama.
Todos os dias, eu ia à residência do professor Takeuchi Kazuyoshi, em Mie-cho, e, enquanto recebia o Johrei diante de Komyo-Nyorai, minhas nuvens espirituais eram removidas como camadas de papel molhado que se descolam. A partir de meados de abril, já pude fazer trabalhos leves. Fui salva. Diante do verdadeiramente grandioso poder divino, nada existe. Eu, que recebi a graça da grande misericórdia, pensei que seria imperdoável se não guiasse tantos quantos sofrem das mesmas dores que eu — ainda que fosse uma pessoa a mais — para compartilhar esta graça tão agradecida. E, agradecendo pela orientação dos senhores professores, começando pelo professor Onishi e pelo professor Maki, passo dias felizes dedicando-me a ministrar o Johrei às pessoas infelizes. (8 de abril de 1950)
Relato de minha regeneração, que definhava com grandes doenças, começando pela bronquite catarral
Sakata Eizo (49), Igreja Média Sen Shin, bairro de Nozato, distrito de Nishiyodogawa, cidade de Osaka
Curaram-se gastrite crônica, doença hepática, bronquite catarral, reumatismo articular, nevralgia e outras; diante das inúmeras virtudes divinas recebidas — até pelos animais domésticos —, agradeço a Meishu-Sama pela proteção divina diária. É realmente uma honra, mas permitam-me relatar uma parte da proteção divina que recebi.
Por volta de 1942, comecei a sentir azia. Diagnosticado pelo médico como hiperacidez gástrica, tomei o remédio e melhorei rapidamente, mas o alívio durou pouco. Seis meses depois, a azia voltou; tornei a tomar o remédio, porém desta vez não fez o efeito esperado, e os períodos ruins foram aumentando gradualmente. Com o tempo, meu corpo enfraqueceu, e fui de médico em médico, recebendo diagnósticos variados: hiperacidez gástrica, gastrite crônica, dilatação do estômago, ptose gástrica etc. Mesmo tomando remédios diariamente, não havia efeito, e meu estômago só inchava cada vez mais. Então, em um hospital municipal, quando pedi para tirar um raio-X, o diretor disse: "Com esta escassez de alimentos, todo mundo está com fome mesmo comendo, mas o seu caso é 'barriga de política nacional'. No entanto, o aparelho de raio-X está quebrado agora. Assim que o conserto ficar pronto, tiraremos a chapa, então espere um pouco." Os dias se passaram, e a doença não melhorou nem um pouco. Além do estômago estar sempre distendido e dolorido, no verão sofria com bronquite catarral e, no inverno, com reumatismo articular e nevralgia, o que me exauria física e mentalmente.
Enquanto me lamentava, indagando se não existia Deus ou Buda neste mundo, e seguia uma vida lamacenta, meu corpo finalmente ficou tão fraco que não pude mais trabalhar. Em 12 de março de 1951, fui examinado em uma clínica especializada em gastroenterologia, e o diagnóstico foi: "Devido a anos de doença estomacal, o coração está fraco e o fígado inchado. Isto está a um passo de câncer gástrico, câncer hepático ou ascite; portanto, se não fizer repouso com paciência, sua vida corre perigo." Acreditando que, dentre os muitos diagnósticos passados, este era o mais certo, tomei o remédio com afinco e, talvez por sugestão, senti uma ligeira melhora, mas, sem perspectiva de cura completa, continuei uma vida sofrida em um pântano de lama.
Foi então que ouvi dizer que, na Igreja Messiânica, qualquer doença, por mais simples que fosse, poderia ser curada com a imposição das mãos. "Quem está afundando agarra-se até numa palha", e rapidamente comecei a receber Johrei do Sr. Tani. Ao ler "Tijotengoku", "Conversas sobre a Fé", o jornal "Eikō" e outros, senti meu ânimo inexplicavelmente mais leve. Acreditei que o único caminho para eu viver era me apegar a este Deus; rompi todos os laços com remédios e médicos e, em 16 de agosto de 1951, converti-me e recebi o Ohikari.
Depois disso, recebi também a purificação da bronquite catarral, pela qual sou grato. Eu sofria diariamente com tosse e catarro; na noite de 25 de agosto, porém, diferente do habitual, o catarro subia à garganta, e eu mal conseguia respirar de tanta dor. Quando, com empenho, recebi o Johrei do Sr. Tani, o catarro não parava de sair, tanto de dia quanto de noite. Ele brotava e eu tossia; tossia e cuspia. Dormia apenas duas ou três horas por noite e passava o tempo todo lutando para expeli-lo. Isso continuou por dez dias, mas não senti cansaço pela falta de sono e, durante o dia, conseguia trabalhar com leveza. A bronquite catarral de longos anos também melhorou com essa grande purificação de dez dias e, em 6 de setembro, entronizamos Byōbu Kannon (Kannon do biombo).
Em 11 de outubro, participei do Culto Regular da Igreja Média Sen Shin, em Gifu, e recebi do Mestre a orientação sobre a preciosidade do poder divino, ganhando ainda mais força. Cada vez que alguém diz "melhorei" ou "curei" após receber Johrei, sinto gratidão e, agradecendo a Meishu-Sama, entrego todos os meus dias a Ele. Em 30 de outubro, quando Meishu-Sama veio ao Teatro de Quioto, fui encontrá-Lo. A partir daquele dia, meu estômago começou a embrulhar diariamente, e eu não conseguia comer. Exatamente uma semana após o encontro, em 5 de novembro, desde a manhã me senti muito mal; não aceitava absolutamente nada de comida e, à tarde, cheguei a vomitar suco gástrico. Por volta das duas horas, vomitei duas coisas parecidas com a gema de um ovo cru e, depois, algo como caldo de caramelo. Nesse momento, pensei profundamente: "Ah, esta é a purificação da toxina medicamentosa de que tanto ouço falar", e compreendi o quão terrível é essa toxina. Às vezes recebia a purificação da diarreia; além disso, recebi a purificação da toxina medicamentosa. Aos poucos, meu ânimo melhorou, e a comida ficou saborosa. Quando o estômago se tornou saudável, o inchaço do fígado também diminuiu, e o reumatismo articular e a nevralgia deixaram de aparecer.
Em 28 de fevereiro deste ano, tive diarreia cinco ou seis vezes e pensei que fosse novamente a purificação do abdômen. No dia 29, porém, das quatro às sete da manhã, levantei-me para ir ao banheiro oito vezes, percebendo que era uma disenteria completa. Ao receber o Johrei exclusivamente do Sr. Tani, evacuei vinte e cinco ou seis vezes em um dia e uma noite e, em 1º de março, cerca de vinte vezes. No dia 2, acordei por volta das duas da manhã e estava encharcado de suor noturno; acordei novamente por volta das quatro, e a camisola estava outra vez encharcada. Enquanto me perguntava o que era aquilo, as fezes, que até então estavam presas, finalmente desceram com um jorro. Recebi uma purificação pela qual sou verdadeiramente grato, e naquele dia evacuei quatro vezes, voltando ao normal a partir do dia 3. Na medicina, diz-se que a disenteria é uma doença do abdômen e causa dores de cabeça, mas, com o Johrei, ela se cura completamente em apenas dois ou três dias. Eu também recebi a grande purificação da cabeça, e tanto o corpo quanto a mente ficaram radiantes.
Tudo isso se deve à graciosa misericórdia de Meishu-Sama, pela qual recebi inúmeras proteções divinas e purificações; ultimamente, toda a minha família vive em um lar paraíso sem medicamentos. Tenho o desejo de transmitir a preciosidade da virtude divina ao maior número possível de pessoas. Meishu-Sama, muito obrigado. Apresento-lhe meus respeitosos agradecimentos. (1º de maio de 1952)
Cura da bronquite de uma criança pequena
Iwatani Shizuma (46), Igreja Média Nanko, Shimanoura, vila de Minamiura, distrito de Higashiusuki, província de Miyazaki
Apresento a Meishu-Sama meus agradecimentos sinceros por ter recebido a proteção divina descrita abaixo. Em fevereiro deste ano, meu neto Shizutoku (dois anos) teve uma purificação com sintomas de bronquite. Por ser uma criança pequena, chegou a um passo da morte, e é comum que quem não tem fé se desespere. No entanto, eu, trazendo à mente a orientação habitual de que "viver ou morrer está nas mãos de Deus", continuei a fazer o Johrei com fé firme. É verdade que toda a minha família não compartilhava do meu sentimento, mas, felizmente, não houve forte oposição. Os parentes também começaram a compreender bastante, e já estão surgindo membros. Ao redor, não há forte oposição, mas a situação atual é de dúvida.
Devido a essas circunstâncias, pensei que um diagnóstico médico também fosse necessário; pensei igualmente que, se, por acaso, uma má reputação se espalhasse por causa do Caminho e prejudicasse o desenvolvimento, seria imperdoável para com Meishu-Sama. Assim, depois de pensar em várias coisas, chamei o médico para uma visita. Felizmente, apesar do estado grave, ele não aplicou injeção nem forçou a medicação e foi embora. Aproveitando a oportunidade, minha preocupação se transformou em alegria por poder me apegar exclusivamente ao Johrei.
Acho que foi no terceiro dia após a purificação: liguei imediatamente para a filial de Nobeoka, à qual pertenço, e pedi o incômodo do presidente da filial, professor Kawagoe. Minha casa fica em um local de difícil acesso, a cerca de vinte quilômetros por mar da cidade de Nobeoka, numa vila de pescadores com cerca de trezentas casas e aproximadamente dois mil habitantes. Quando o mar está agitado, as viagens podem ser canceladas. Naquele dia, o professor estava em casa e, felizmente, veio. Acho que foi o ponto crítico quando pedi o Johrei: devido à febre alta, a criança estava inconsciente e, durante o Johrei, a respiração parava às vezes, causando momentos de ansiedade em que todos os presentes trocavam olhares. No entanto, o professor mantinha uma atitude calma, como de costume; entregue a Deus, fazia o Johrei. Sua atitude mostrava que, por mais que os humanos se agitem, isso é inútil; o que importa é a devoção diária. Enquanto recebia o Johrei, a respiração voltou ao normal e a cor do rosto melhorou, deixando todos tranquilos.
Naquela noite, por intermédio do presidente da Igreja Média, o professor Kawagoe pediu a Meishu-Sama um telegrama de proteção divina. Daquela noite até a manhã seguinte, ao receber o Johrei, ele melhorou continuamente, e nos alegramos por ter recebido a proteção divina de Meishu-Sama. Depois disso, dia após dia, ele se recuperou; atualmente, seu corpo está mais forte do que antes, e toda a família passa os dias agradecendo pela grandeza da proteção divina. Em minha casa, recebemos a Imagem da Luz Divina de Daikōmyō Nyorai, Byōbu Kannon e também Daikokutenjin. Todos os meses, convidamos o presidente da filial para realizar o culto, e os fiéis se reúnem para receber orientação.
Sinto profundamente que o maior objetivo, o dever e a obrigação de todos os crentes é servir para a realização da grande construção da salvação. Ainda não consigo prestar serviço suficiente, e é uma afirmação atrevida, mas permitam-me apenas expressar que comecei a pensar assim. Embora seja um ser comum, permitam-me avançar conforme os ensinamentos. Meishu-Sama, muito obrigado. (1º de agosto de 1952)
Nefrite e doença renal
Todos sabem que a função dos rins é processar a urina; nesta doença, porém, a toxina medicamentosa se acumula e se solidifica inicialmente na região dorsal dos rins, comprimindo-os e impedindo o processamento completo da urina — isto é, rins atrofiados. Em consequência, o excesso de urina não eliminada exsuda pela membrana renal e inunda todo o corpo: é o edema (inchaço). No entanto, esse excesso de urina também se solidifica localmente e causa várias doenças. As mais comuns são a rigidez no pescoço e ombros, doenças cerebrais e doenças dos ouvidos, olhos e nariz. Surpreendentemente, a causa da periodontite também é esta — algo extremamente sujo, quando se pensa a respeito. Além disso, quando a referida solidificação causa febre devido à purificação, isso é chamado de nefrite. A tuberculose renal é uma doença muito dolorosa e, em casos graves, pode sair urina com sangue, porque a toxina medicamentosa forma tumores na parede renal, de onde exsudam pus e sangue.
Já os cálculos renais começam com pequenos grãos de cálculo biliar que descem misturados à urina e, ao ficarem estagnados nos rins, recebem a aderência da ureia e vão crescendo. Esses cálculos frequentemente ficam presos na entrada ou na saída da bexiga, bloqueando a urina; por isso, a parte inferior do abdômen fica edemaciada, aumenta e, sem solução, muitas pessoas acabam morrendo. Aqui, deve-se atentar para o fato de que, na medicina, no caso de doenças renais, teme-se a proteína na urina, proíbe-se o sal e faz-se o paciente beber grandes quantidades de leite — mas isso é um absurdo, pois a proteína, na verdade, como mencionado anteriormente, é ureia dissolvida pela purificação, e quanto mais proteína sair, melhor. Portanto, quando a proteína acabar de sair, a cura será completa. Gostaria que os senhores médicos também experimentassem isso no futuro.
Recebendo a cura completa de uma doença renal maligna
Akai Teruko (33), Igreja Média Toko, bairro de Mitaya, cidade de Hanamaki, distrito de Hienuki, província de Iwate
No Ano Novo do ano passado (1951), quando fui a Kamaishi, meu rosto inchou e fui diagnosticada com doença renal. Frequentei o hospital até fevereiro, mas a comida era saborosa e o inchaço no rosto era apenas leve. O médico se preocupou, dizendo: "Está saindo muita proteína na urina." Perguntei então a uma vizinha e fui à filial de Hanamaki da Igreja Messiânica, onde ouvi do Professor Abe (Isamu): "É bom que saia muita proteína", e também a Sra. Kikuchi (Miyabi) disse: "É realmente bom." Mas, como era o oposto do que dizia o médico, não pude acreditar, ainda que tenha frequentado por três dias. No entanto, o médico disse: "A proteína aumentou muito", e acabei internada em março.
Com uma fome insuportável, minha dieta foi restrita apenas a alimentos líquidos. Minha alimentação diária era cerca de 540 mililitros de leite, cerca de 540 mililitros de água de arroz, chá comum (bancha) e remédios. Frutas e doces eram totalmente proibidos. Todos os dias verificavam a presença ou ausência de proteína, e eu não podia comer escondido. Tanto eu quanto meu marido confiávamos plenamente no médico e pensávamos que, se seguíssemos suas ordens, melhoraríamos, e ficávamos tranquilos. Após quarenta dias dessa dieta, eu, que era gorda, emagrecia a cada dia, tinha tonturas e não conseguia andar nem um ken (cerca de 1,8 metro). Era insuportável, então pedi ao médico que me permitisse pelo menos sopa, e bebi-a em grandes goles, sendo ridicularizada por todos.
Em 22 de abril, o médico disse: "Ouvi de outro médico que o tratamento atual para doença renal é curar alimentando o paciente", e permitiu a alimentação, mas nessa altura meu estômago e intestinos já estavam tão fracos que, mesmo comendo um pouco, eu vomitava. Ao vomitar, tinha fortes dores de cabeça, como se estivesse enjoada de trem, o peito embrulhava, tinha febre e, num piscar de olhos, meu rosto inchava como nunca antes. O médico deve ter ficado preocupado, pois pediu ao diretor do Hospital Kosei para me examinar, e ele disse: "Está a um passo da uremia; se não comer, não vai melhorar." Assim, o médico em quem confiávamos não era confiável e, magra e tonta, tomei coragem e tive alta em 30 de abril.
Mesmo assim, ainda não conseguia me livrar da medicina e consultei outro médico. Sentia-me bem, mas a partir de então minha barriga só aumentava. Ficou do tamanho de uma gravidez de nove meses, e as costas também ficaram doloridas, até que, em 25 de maio, fiz a primeira drenagem de ascite. Depois da drenagem, o corpo ficava leve e me sentia muito bem, mas cada vez que drenava, tinha febre e calafrios, e não me sentia bem. A ascite se acumulava bastante. Mesmo sem ingerir líquidos, apenas comendo arroz e acompanhamentos, em dez dias dava para drenar cerca de 2,7 litros. A quantidade de urina era quase nula, cerca de trezentos mililitros, e isso continuou por cinco meses. Não importava qual remédio eu tomasse, a urina não saía. Depois de drenar a ascite quinze vezes, até o médico ficou preocupado, coçando a cabeça.
Meu marido e até meus filhos viviam dias muito sombrios. Hoje, pensando bem, acho que isso se chama Inferno. Não importava qual remédio eu tomasse, a urina não saía, e eu estava realmente desesperada. Escondia o rosto no futon e chorava sozinha. Não conseguia nem me levantar. Felizmente, meu marido era compreensivo e minha irmã mais nova cuidava de mim com empenho, então nesse aspecto fui feliz. Às vezes, as crianças olhavam para o meu rosto e perguntavam: "Mamãe, quando você vai ficar boa?", e eu só conseguia chorar, sem saber o que responder.
No inesquecível 28 de junho de 1951, a Sra. Kikuchi Masako, da filial de Hanamaki da Igreja Média Toko da Igreja Messiânica Mundial, preocupada, veio me visitar especialmente. A gratidão que senti naquele momento não pode ser expressa em palavras. Naquela época, minha urina era de apenas cerca de duzentos e cinquenta mililitros, e eu também estava drenando a ascite. Parece que, após consultar o professor, ela decidiu vir todos os dias para fazer o Johrei. Vinha todos os dias, sem se importar com chuva ou vento, e durante três meses inteiros cuidou de mim como se eu fosse sua própria filha doente — algo que nunca esquecerei. Quando recebia o Johrei, sentia-me muito bem, e às vezes até dormia várias vezes. A Sra. Kikuchi me consolava, dizendo: "Você vai ficar bem, com certeza receberá a proteção."
Em 20 de agosto, com um arranjo especial do Professor Abe, fiz o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) no leito e pude receber o precioso Ohikari. A partir de então, senti que não há ninguém além de Deus que realmente cure as doenças humanas, e, abandonando tudo, deitada ou acordada, eu pensava unicamente em "Meishu-Sama" e "Daikōmyō Nyorai". Em 15 de outubro, recebi o papel espiritual e o tomava três vezes ao dia. Então, curiosamente, no dia 15 a quantidade de urina aumentou para quatrocentos e trinta mililitros; no dia 16, quinhentos mililitros; no dia 17, oitocentos mililitros; no dia 18, oitocentos e cinquenta mililitros; no dia 19, novecentos e cinquenta mililitros; e no dia 20, mil e duzentos mililitros, aumentando a cada dia. Naquele momento, não pude conter as lágrimas de gratidão e alegria que brotavam. Apenas dizia em meu coração: "Deus, muito obrigada." Imediatamente, mandei minha irmã correndo para avisar a Sra. Kikuchi e o Professor Abe (que moravam juntos) que a urina havia voltado ao normal. Meu marido, minha irmã e as crianças ficaram muito felizes, repetindo: "Mamãe, você sarou, sarou!"
Graças a isso, meu apetite melhorou e me sinto bem, então deixei minha irmã voltar para sua terra natal, Fukushima, e, com a ajuda do meu marido, estou tão bem que até consigo fazer o trabalho da cozinha. Meishu-Sama, muito obrigada de verdade. Dia após dia, minha barriga diminuía e o inchaço dos pés desaparecia, mas peguei um resfriado e a quantidade de urina diminuiu novamente, e os pés incharam, e minha barriga ficou do tamanho de uma gravidez de sete meses. No entanto, o professor disse: "Se não descuidar do Johrei, a urina voltará a sair", e, abraçando a luz, recebi o Johrei e também o pratiquei sozinha o dia todo. Em dois ou três dias, a quantidade de urina aumentou. Não posso deixar de reconhecer a grandeza do poder de Meishu-Sama.
Hoje, tenho três mil mililitros de urina, e minha barriga diminuiu. Minha cabeça também está mais clara do que nunca. Agora, em tudo o que faço, "Meishu-Sama" e "Daikōmyō Nyorai" não saem da minha mente. Agradeço de coração por, graças a isso, estar me aproximando cada vez mais da cura completa. Transbordando de alegria, peguei minha caneta inábil e, pensando que, se ao menos uma pessoa em todo o país pudesse entender e ser salva, escrevi isto como forma de agradecimento. Meishu-Sama, muito obrigada de verdade. (25 de julho de 1952)
Sendo salva de todas as doenças, começando pela doença renal, através do Johrei
Hagiwara Fuyu (46), Igreja Média Hakuai, estação termal de Shibu, vila de Heion, distrito de Shimotakai, província de Nagano
Eu, junto com meu marido, fui abençoada com duas filhas, de quinze e treze anos, mas o sofrimento da doença começou quando dei à luz a mais nova. As contrações estavam normais, mas a parteira disse: "Se for no meio da noite, será um problema, então vamos fazer o parto ser mais rápido" e aplicou uma injeção para acelerar. Pouco depois, em menos de cinco minutos, o bebê nasceu, surpreendendo a todos. Depois disso, levantei-me em duas semanas, mas cada vez que andava, sentia uma dor forte no útero; fiquei muito preocupada e fui imediatamente a um ginecologista. O médico disse: "Há um nódulo na parte inferior do abdômen" e recomendou uma cirurgia urgente, mas eu não conseguia me decidir. Felizmente, a dor passou com uma injeção, mas a partir de então a condição do meu corpo foi ficando cada vez mais debilitada, com dores na cintura, nefrite aguda recorrente durante todo o ano, e a cabeça sempre parecendo estar coberta por um grande chapéu. Tornei-me completamente doente.
Embora me resignasse, pensando que era fraqueza devido à idade, queria de alguma forma ficar saudável e fui de médico em médico, de remédio em remédio. Quando sentia calafrios na cintura, eles subiam zumbindo para a medula espinhal, e quando essa sensação fria chegava ao bulbo, eu me contraía para trás e não conseguia ficar em pé. Gritávamos: "É uma bolsa de água quente! Esfrie o coração!" e, após muito alvoroço, finalmente melhorava. Esse sofrimento se repetia mais de dez vezes por ano, e passei quatro anos sombrios.
Alguém de bom coração me aconselhou: "Injetar demais também faz mal, que tal ter fé?" Interessei-me e entrei para a fé em um Kobo Daishi próximo, onde me disseram: "Para a sua doença, tome uma decocção de serpentária, raiz de bardana selvagem, raiz de rosa, etc.", e continuei por dois anos. Por um tempo pareceu muito bom, mas com o tempo a parte inferior do abdômen ficou distendida, a cintura rígida, e o corpo ficou ainda mais imóvel do que antes.
Em uma noite de abril de 1951, com uma dor surda na parte inferior do abdômen, não consegui pregar o olho a noite toda. No dia seguinte, fui ao médico e fui diagnosticada imediatamente com apendicite aguda. Internação e cirurgia vieram à mente rapidamente, mas novamente recusei a cirurgia — esta era a segunda vez que me recomendavam uma. Hoje, salva, penso que o fato de ter recusado a cirurgia nas duas vezes, mesmo sem saber de nada, foi porque eu já estava recebendo a orientação deste Deus tão gracioso.
Sem saber de nada, fiz a inflamação desaparecer com injeções e, em casa, fiquei gelando o local com gelo o tempo todo. No terceiro dia, fiz um exame de sangue e, como o médico disse que "ainda está turvo", continuei gelando com empenho. Foi quando o pai do Mestre Nishizawa, da Igreja Messiânica em frente, veio me visitar. Ele me explicou detalhadamente sobre o processo de purificação: "Há muitas nuvens espirituais, ou seja, toxinas, no corpo humano, e agora elas estão tentando sair por uma saída chamada apêndice. Isso é ótimo, então tire o gelo rapidamente. Quando impomos as mãos, no que chamamos de Johrei, a luz de Deus sai da palma da mão, purifica, e a doença cura rapidamente." Sem nenhuma hesitação, tirei o gelo e recebi o Johrei.
Na primeira vez, não senti quase nenhuma mudança, mas ele disse: "Com essa dor, não precisa ficar deitada à força; levante-se." No dia seguinte, levantei-me e recebi o Johrei duas vezes ao dia, de manhã e à noite, por dois dias. Graças a isso, a dor desapareceu completamente, mas não tive diarreia alguma, a urina não saía como esperado, e o abdômen, que estava gelado, ficou ainda mais distendido do que antes; o inchaço subiu até os rins e não havia mais o que fazer.
Fui ao altar e, sentindo-me como se estivesse em um ambiente de energia espiritual diferente, continuei recebendo o Johrei por duas vezes. Suportando uma dor como se alguém estivesse apertando o caroço do umbigo nas costas, recebi o Johrei alternadamente nos rins e no abdômen por cerca de uma hora. Para minha surpresa, a dor que durara tanto tempo desapareceu quase completamente. Quando me levantei e apalpei o abdômen, fiquei realmente espantada: aquela barriga de tambor, tão distendida, havia diminuído sem nenhuma excreção, e não havia mais nenhum sofrimento em todo o corpo. "Que estranho, que estranho", pensei.
Durante cerca de dez dias, enquanto recebia o Johrei diante do altar da filial de Heion, a cabeça, que durante todo o ano parecia estar coberta por um chapéu, sarou completamente. Minha teimosa apendicite aguda foi curada radicalmente com apenas algumas sessões de Johrei. Apenas com a imposição das mãos, meu corpo e minha mente puderam melhorar tanto. Pensei que este devia ser um Deus extraordinário e, imediatamente, consultei meu marido.
Em meados de maio, fiz o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) com o Mestre Nishimura. Ao ouvir suas palavras, pensei: “Sim, sim, é exatamente isso. Até agora eu nada sabia, mas é realmente assim. Se naquela época eu não tivesse tido a disposição de receber o Johrei com humildade, onde estaria agora? Fui salva! Não, fui salva por Ele.” De cabeça baixa diante do altar, o peito ardia e os olhos se encheram de lágrimas; já não via mais nada. A “felicidade” que eu buscava até então era este Caminho. Sinto uma gratidão e uma alegria que não cabem em palavras. Como fazer os outros compreenderem a alegria que transborda em meu coração?
Embora eu tenha tomado aqueles remédios sem saber, quando penso na quantidade excessiva de toxina medicamentosa que entrou em meu corpo, acho que minha vida já deveria ter se extinguido. No entanto, sob a proteção divina, até hoje, um ano após a conversão, através das leves purificações que recebo de vez em quando, venho eliminando essa terrível toxina. Em geral, sinto-me tão revigorada que chego a esquecer os anos de sofrimento com a doença, e mesmo durante as purificações, quase nunca fico de cama como antes. Trabalhando com energia, vou recebendo gradualmente um corpo saudável, livre de toxinas. Meishu-Sama está sempre ao meu lado, de manhã e à noite, concedendo-me proteção divina não apenas nas doenças, mas em todos os aspectos da vida. Agradeço de coração e encerro este relato imperfeito. (5 de junho de 1952)
Edema generalizado em estado crítico também curado completamente; quem se entrega a Deus está em paz
Oyanagi Umeko (40), Igreja Média Nyoirin, Nagahama, vila de Okayama, distrito de Yame, província de Fukuoka
Em julho de 1948, converti-me ao precioso Caminho e recebi o Ohikari. Desde então, até hoje, tenho recebido inúmeros milagres e benefícios materiais, e sinto profundamente a preciosidade e a honra de poder servir ao Caminho junto com meu marido. Por causa da proteção divina e dos benefícios materiais diários, acabo me tornando insensível a eles, negligenciando os relatos de cada ocasião, e agora não tenho desculpas. Peço apenas que perdoem este meu corpo tão pecaminoso.
Por volta do início de outubro de 1951, devido à toxina medicamentosa anterior à conversão, recebi a purificação dos rins, que resultou em edema generalizado, dificuldade respiratória, ausência de micção e incapacidade de suportar a luz do dia. Na medicina, isso seria chamado de toxina urinária, com a vida sendo uma questão de tempo — um estado verdadeiramente crítico. Sob a proteção divina de Meishu-Sama, eu me dedicava diariamente ao Johrei (na época, havia catorze pacientes de Johrei), e à noite recebia o Johrei do meu marido e de colaboradores. No Culto da Igreja Média, em 21 de outubro, recebi um Johrei especial, que acelerou ainda mais a purificação.
A partir de 6 de novembro, o inchaço se espalhou por todo o corpo, como um boneco Daruma; meus olhos já não viam nada, e o trabalho de Johrei tornou-se difícil de continuar, então finalmente fui para a cama. Ainda assim, graças ao Johrei e à proteção divina, eu mantinha o apetite e o ânimo não era diferente do normal. Apenas, devido ao grande inchaço, a respiração ficava um pouco difícil pela compressão do coração, e, por causa da má micção, o inchaço só aumentava. As pessoas que vinham para o Johrei diziam, preocupadas: “Por mais que seja purificação, será que está tudo bem?” Mas tanto eu quanto meu marido, agradecendo, respondíamos: “Com o poder absoluto, a proteção divina absoluta. Ah, que purificação agradecida!”
Os vizinhos também comentavam de várias formas: “Com esse inchaço todo, se der toxina urinária, é grave. Será que não precisa chamar um médico? Por mais que seja Deus, isso é perigoso.” Parece que esses boatos circulavam. Meu marido foi à cerimônia mensal da Igreja Média no dia 8, fez suas preces e voltou para casa no dia 9, à uma e meia da tarde. Quando recebi cerca de quarenta minutos de Johrei, a dificuldade para respirar e para urinar, que vinha sendo intensa, melhorou subitamente. No entanto, o inchaço parecia aumentar gradualmente. Naquele momento (por volta das três da tarde), a esposa do vizinho e a senhora da peixaria, que vinha todos os dias, vieram me visitar, preocupadas, mas eu não conseguia nem ver suas formas.
Naquele dia, como havia muitos pacientes de Johrei, após terminar o Johrei para os visitantes às onze da noite, meu marido, o Sr. Higuchi, o Sr. Inoue e eu recebemos Johrei por cerca de uma hora e meia diante do altar, nós quatro. Então, diante dos nossos olhos, o inchaço de ambos os olhos diminuiu como a maré baixando; os olhos se abriram, veio uma grande quantidade de urina, o inchaço de todo o corpo cedeu, senti-me aliviada e pude dormir tranquilamente. À uma da manhã, todos nós fomos ao altar, agradecemos à fotografia de Meishu-Sama e a Daikōmyō Nyorai e, tendo escapado por um triz, meu marido e outras quatro pessoas não paravam de chorar de gratidão pela grandiosa proteção divina.
O que seria de mim se não conhecesse o Caminho? Ao refletir sobre como eu era antes da conversão e imaginar, sinto arrepios na pele. No entanto, por ter me tornado alguém que recebe a graça do Grande Deus, que cura com tanta facilidade, sinto uma alegria imensa. A este grande coração do Grande Deus, que derrama sua graça de grande compaixão até mesmo sobre nós, tão cheios de pecados e impurezas, ofereço minha gratidão. Embora eu me dedique ao serviço todos os dias, sem ter como retribuir, peço que me permita esforçar-me, pensando em retribuir nem que seja um décimo de milésimo. E assim, como seguidora da Igreja Messiânica, desejo que, igualmente aos que vivem com verdadeira tranquilidade e paz espiritual, toda a humanidade se torne, o mais rápido possível, alguém que recebe esta grande graça e avance com determinação na grande construção do Paraíso Terrestre.
Recitando o hino de louvor com o coração salvo:
Ao pensar no sofrimento de ser salvo,
Como não dedicar o corpo e a alma para retribuir?
Mesmo uma doença que ameaçava a vida,
Curada, a alegria de mergulhar na graça.
Assim, mesmo depois disso, recebendo pequenas purificações de vez em quando, poder servir todos os dias me faz sentir profundamente que isso só é possível por esta graça. Como diz o poema, é algo que não pode ser expresso por palavras ou escrita — por favor, compreendam. Meishu-Sama, muito obrigado. Com as mãos postas, faço uma reverência de longe. Agradeço também profundamente a todos os senhores mestres que me orientaram até hoje. (1º de agosto de 1952)
Hérnia
Isso é comum em crianças, mas raramente ocorre em idosos. A causa é a toxina medicamentosa hereditária que se solidificou no abdômen e, por pressionar o intestino, faz com que ele caia. Para curar isso, o Johrei da nossa Igreja é simples, mas na medicina moderna, como não há método para remover as toxinas internas, não há outra opção senão a cirurgia.
Salva de uma hérnia em uma criança
Cidade de Sumoto, Província de Hyogo, Mononobe Nakajima, Igreja Grande Shinsei, Sadako Nitta (32)
Sou alguém que teve a graça de se converter ao Caminho em setembro de 1950 e passa os dias em gratidão. Recebi até mesmo o poder da salvação, e meu coração está cheio apenas de gratidão. Embora seja um texto rude, gostaria de relatar e agradecer algumas coisas.
Minha filha mais velha (três anos) tinha hérnia, e já havíamos trocado a cinta de hérnia quatro vezes. No fim, por causa da cinta abdominal, a criança ficou com escoriações na cintura e, quando aquilo inchava, o médico dizia: “Aqueça”, “Não, faça compressas”, e não havia um momento de descanso, dia e noite. Depois, quando tirávamos a cinta abdominal, a preocupação era ainda maior. Quando chorava, saía; quando o intestino saía, a criança chorava como se estivesse pegando fogo, e corríamos para o hospital sem pensar na hora.
Por volta de meados de agosto de 1950, fui à casa do Sr. Hase, meu vizinho, e vi uma pessoa desconhecida estendendo a mão direita para a frente, pela frente e por trás do dono da casa. Perguntei aos moradores, e me disseram: “Qualquer doença melhora e cura.” Pensei: “Que deus interessante; os tempos mudam e as coisas mudam.” Na verdade, ri e fui embora, mas, quando cheguei em casa e vi o rosto da minha filha, pensei: “É isso! Dizem que cura sem tocar o corpo. Mesmo que seja falso, não fará mal à criança. E se for verdade, meu maior problema e sofrimento serão resolvidos.”
Imediatamente, levei a criança à casa do Sr. Hase, e o Mestre Nakagawa (o terapeuta) estava descansando as mãos. Perguntei várias coisas, e ele disse: “Este Johrei não requer preocupação. Apegue-se a ele. Mesmo que não entenda o significado, enquanto continuar por um tempo, verá algo com seus próprios olhos.” Seguindo suas palavras, comecei a receber o Johrei e, dia após dia, a preocupação diminuía. Em menos de um mês, a hérnia desapareceu. Eu mesma também recebi o Johrei, e a sensação de frescor na mente me tocou, mesmo sendo uma pessoa comum, sem fé.
Logo depois, fiz o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) com o Mestre Yano, da Igreja de Shishiku, e, olhando para o ano que passou, recebi inúmeras proteções divinas e graças, como na ocasião do parto de um menino e na cura de uma inflamação intestinal aguda. Pude também consagrar a imagem de Byōbu Kannon-Sama (Kannon do biombo), e a preciosidade do Johrei ainda me faz aprofundar cada vez mais minha fé. Não tenho palavras para agradecer a preciosa graça de Meishu-Sama, e sou profundamente grata pela orientação do Mestre Yano e do Mestre Nakagawa. Meishu-Sama, muito obrigado. (8 de outubro de 1951)
Hérnia de criança curada pelo Poder
Vila Yamakawa, Distrito de Yamato, Província de Fukuoka, Umetsu, Igreja Grande Kōhō, Yukuko Nagano (26)
Converti-me em julho de 1948 por causa da hérnia do meu filho. Desde então, recebi inúmeras proteções divinas e vivo feliz todos os dias. Minha filha mais velha, Hisae (quatro anos), começou a ter hérnia 45 dias após o nascimento. No início, não havia dor e não me importei muito, mas cada vez que chorava e fazia força, ela saía cada vez mais. Depois, passou a sair dos dois lados.
Assustada, consultei um médico, que disse: “De qualquer forma, como é um bebê, não podemos operar, não há medicamento adequado, e não há outra opção senão a cinta abdominal.” Mas não havia uma cinta que segurasse os dois lados ao mesmo tempo; se segurasse um lado, o outro saía, e estávamos muito preocupados. Pensando no que fazer, todos os dias eu estava angustiada, quando alguém me recomendou: “Em Setaka, há um deus que cura qualquer doença. Por que não vai uma vez?”
Fui à Igreja Filial de Setaka. Ouvi várias explicações do Mestre e, com as palavras encorajadoras “até hérnia cura”, recebi imediatamente o Ohikari e, junto com o pedido de Johrei, também fazia Johrei em casa. Como não havia dor, não parecia que fosse curar tão cedo. No entanto, quando consagrei Komyo-Nyorai, exatamente três meses depois, a hérnia estava completamente curada. Agora, não importa quanta força faça, ela não sai mais.
Depois disso, graças a Deus, a criança não teve doenças dignas de nota. Desde que nasceu, tomou apenas uma injeção, e essa foi de prevenção — fora isso, nunca tomou remédio. Brinca todos os dias cheia de energia. Ah! Se não tivesse sido salva naquela época, quanto sofrimento estaria passando agora? Ao pensar nisso, a felicidade atual me enche de gratidão. Meishu-Sama, muito obrigado. Agradeço profundamente. (11 de agosto de 1951)
Hérnia do filho amado curada, a família segue para uma vida de luz
Cidade de Kobe, Distrito de Higashinada, Vila Motoyama, Igreja Média Shinjo, Kozo Higurashi (46)
Meishu-Sama, desde a conversão, tenho recebido inúmeros benefícios materiais e passado dias de gratidão. Peço desculpas por atrasar as palavras de agradecimento, mas hoje, sem me importar com a rudeza do texto, humildemente agradeço e relato.
Nós fomos abençoados com filhos, mas todos são fisicamente fracos. Especialmente meu filho de quatro anos, Kosaku, que, por causa da hérnia, chorava de dor na barriga por meio dia. Quando íamos ao médico, ele dizia: "Opere imediatamente." Perguntávamos: "Não há risco de vida?" Ele respondia: "Como é uma criança pequena, não posso garantir." Além disso, como éramos pobres, éramos sempre tratados com frieza. Visitávamos vários deuses que se diziam bons, fazíamos peregrinações de cem voltas e tínhamos várias crenças, mas nada melhorava. Por cerca de dois anos, sofremos segurando a criança que chorava.
Foi então que, por recomendação de alguém, fui receber Johrei na igreja montada na casa do Sr. Aiba, em Rokko, Kobe. Mas, depois de cerca de dez dias, a hérnia doeu e ele começou a chorar novamente. Pensei: será que nem com o Johrei ele poderia melhorar? Naquele dia, recebi o jornal Eikō e me disseram: "Volte para casa e leia com atenção." Deixando a criança que chorava de lado, li com devoção. Ao ser ensinada sobre a grandeza ilimitada das Graças Divinas de Meishu-Sama, involuntariamente pensei em meu coração: "Meishu-Sama, por favor, salve meu filho." Então, uma sensação como se tivesse levado um choque elétrico percorreu meu corpo da cabeça aos pés. A criança ao lado também estava em estado semelhante, juntando suas pequenas mãos inocentes. Pouco depois, começou a dormir tranquilamente. Quando olhei, a hérnia que o fazia sofrer tanto havia desaparecido — não estava curada? Fiquei surpresa com um fato que parecia um sonho e, logo, com lágrimas de alegria, continuei a chorar: "Meishu-Sama!"
Depois disso, meu marido caiu de um lugar alto e não conseguia mover a mão. Quando estava recebendo Johrei, disseram: "Tente juntar as palmas das mãos." No início, a mão não subia, mas, quando começaram a recitar o Amatsu Norito, as palmas se juntaram naturalmente, e logo a mão também melhorou. Meu marido, conhecendo assim o poder de Deus, disse: "Se não for este Deus, não seremos salvos", e tornou-se muito fervoroso.
Em 18 de março, recebemos o Ohikari que tanto desejávamos, e eu também, realizando meu desejo, o recebi em maio. Diariamente, recebemos a proteção divina. Em dezembro, nosso filho mais novo, Komyo, de um ano, recebeu uma grande purificação. No dia 30 de dezembro, pensei que não daria mais, mas, com a cooperação de um seguidor fervoroso no Johrei e concentrando-me em pensar "Meishu-Sama", ele se recuperou milagrosamente e agora passa bem. Mesmo para uma criança inocente, que não é convertida e não conhece nada das Graças Divinas de Meishu-Sama ou de Deus, recebemos profunda graça e proteção divina.
Após a conversão, a vida do meu filho, que eu havia desistido, foi salva, e, com a proteção divina diária, a família toda vive dias claros, sem qualquer ansiedade. Quando recebemos Meishu-Sama no Museu de Arte Hakutsuru, contive a vontade de chorar e me agarrar a Ele de alegria, apenas prosternando-me no chão, com os olhos tão marejados que não conseguia ver Seu rosto sagrado. Agora, guiados pela orientação dos senhores mestres, que nos conduziram, a nós que não sabíamos de nada, a uma vida de gratidão a Meishu-Sama dia e noite, estou decidida a seguir obedientemente os ensinamentos de Meishu-Sama, que salva até mesmo a nós, tão pecadores, e a servir em qualquer situação. Embora eu seja imperfeita, peço sua proteção divina também no futuro. Meishu-Sama, muito obrigada. (27 de fevereiro de 1952)
Hemorroidas
A causa desta doença é, obviamente, a toxina medicamentosa, mas os locais de solidificação são principalmente a nuca e a região da virilha. Além disso, o sangue tóxico presente em todo o corpo, ao ser dissolvido pela purificação, tenta sair pelo ânus. Isso se manifesta como sintomas de prolapso retal, hemorroidas, hemorragia, dor, coceira, etc. A fístula anal, no entanto, é um pouco diferente: neste caso, a toxina medicamentosa forte se acumula e endurece no ânus, formando um pequeno tumor que dói intensamente, tentando ser excretada. Se for deixada como está, aos poucos o conteúdo exsuda da mucosa rompida ou é excretado por um pequeno orifício, curando-se.
No entanto, a medicina, que é ignorante sobre isso, realiza cirurgias, o que é um grande erro. Isso porque, ao remover a solidificação com a cirurgia, certamente surgirá outra ao lado, e assim, cortando repetidamente, acaba ficando como um favo de mel, causando uma dor insuportável e contínua. O que quero alertar aqui é que, não apenas para a fístula anal, mas para qualquer tipo de tumor, se for deixado naturalmente, ele incha até o limite. No estágio final, a área fica vermelha e mole, forma-se um pequeno orifício, e o pus sanguinolento sai, curando-se. Portanto, não importa o tamanho do tumor, ele sempre cura; não há motivo para preocupação.
Já a cirurgia — uma vez que se forme um orifício, mesmo do tamanho da cabeça de uma agulha — a concentração de toxinas para, e surge inchaço na área adjacente. Além disso, se for manipulado, ele incha ao lado, e assim por diante, formando-se tantos inchaços quanto houver pus. No caso dos gânglios linfáticos do pescoço, isso pode causar dificuldade respiratória e até a morte, portanto deve-se ter muito cuidado.
Curado de hemorroidas de dez anos, filho doente também fica saudável
Cidade de Oita, Província de Oita, Hagiwara Shinmachi, Igreja Média Nyoirin, Sadamu Kudo (34)
Ouvi falar da Igreja Messiânica Mundial no final de 1949. Pensando: "Uma religião que elimina a doença, a pobreza e o conflito — se existe uma religião tão benéfica, gostaria de visitá-la uma vez e ouvir as explicações", mas, como sou um comerciante ocupado, o tempo passou sem oportunidade. No entanto, lembrei-me da casa da minha terra natal. Sempre que voltava, alguém estava doente, e a volta para casa, que deveria ser alegre, não era nada agradável, e eu voltava com sentimentos desagradáveis.
Segundo as histórias, os professores da Igreja Messiânica iam a qualquer lugar se fossem solicitados. Pensei em pedir uma vez para que orientassem minha família. Falei com o Sr. Tsuda Isamu, que era o responsável pelo posto avançado de Hagiwara na época — creio que foi no final de janeiro de 1950. O Sr. Tsuda disse: "No dia 11 de fevereiro, haverá uma cerimônia de Komyo-Nyorai em minha casa. Venha uma vez, ouça bem as explicações do professor e depois faça o pedido." Participei então da cerimônia, ouvi as várias e valiosas explicações do Professor Tsujiura e também vi o Johrei. Ele disse: "Para a salvação da sua família, primeiro você deve se converter." Converti-me imediatamente.
Depois disso, voltei para casa e comecei a fazer Johrei. Agora, não há ninguém que fique doente a ponto de ficar de cama, a família está imersa em alegria, e minha mãe também se converteu. Meu filho mais velho, que desde que nasceu não passava um mês sem ficar doente, tendo febre de quarenta graus pelo menos uma vez por mês, sempre tomando remédio, indo ao médico, tomando penicilina, e com o tempo com doenças que duravam até vinte dias, causava grande preocupação. Cinco dias após minha conversão, ele de repente teve febre alta de quarenta graus novamente. Preocupado se, mesmo tendo recebido o Ohikari há pouco tempo, ele melhoraria, lembrei-me das palavras do Professor Tsujiura quando visitei a igreja e fiz Johrei com empenho. Após cerca de uma hora, meu filho começou a dormir tranquilamente. No dia seguinte, o apetite voltou, a febre baixou consideravelmente, e em cerca de quatro dias ele se recuperou completamente. A segunda purificação levou três dias, e, na terceira, ele se recuperou em um dia. Agora, meu filho está mais saudável do que as crianças da vizinhança.
No grande Culto Especial da Primavera de 1951, tive a honra de visitar a sede e encontrar Meishu-Sama. A partir daquele dia, recebi a purificação das hemorroidas que me atormentavam há dez anos. Tive uma purificação muito valiosa, com fezes sanguinolentas por três dias, e agora estou trabalhando com muita saúde. Atualmente, trabalho com ferragens, e para todos os clientes que compram vasos sanitários, falo sobre este Caminho, servindo até meia-noite ou uma hora da manhã. Além disso, cada vez que visito a sede, a Igreja Média, a igreja ou o posto avançado, recebo proteções divinas milagrosas. A loja tem cada vez mais clientes, e passo dias felizes. Recebi inúmeras e valiosas proteções divinas no primeiro ano após a conversão, e encerro aqui. Ofereço gratidão ao ilimitado Daikōmyō Nyorai. Meishu-Sama, muito obrigado. Agradeço profundamente. E agradeço também a todos os senhores mestres que me orientaram. (30 de julho de 1951)
Salvo de um prolapso retal sem igual
Vila Maegomae, Distrito de Inaba, Província de Gifu, Maewatari, Igreja Média Hakko, Shinnosuke Togashi (28)
Meishu-Sama, muito obrigado pela proteção divina diária. Desde a conversão de meus pais em 1946, recebemos repetidas proteções divinas. Em fevereiro de 1950, eu, minha esposa e todos os meus irmãos mais novos nos convertemos. Em março, recebemos Daikōmyō Nyorai, tornando-nos uma família completamente sem medicamentos, vivendo dias felizes.
Em 26 de agosto de 1950, meu filho mais velho, Toru (um ano), queixou-se de dor abdominal. As fezes pararam, a barriga inchou muito, e ele se debatia de agonia na cama. Imediatamente, pedimos o Johrei do presidente da igreja. Fiquei chocado com as palavras "entre a vida e a morte". Ficamos na casa do Mestre por quatro ou cinco dias, pedindo proteção divina com empenho. Graças ao Johrei fervoroso do Mestre, logo as fezes aquosas começaram a sair, a dor abdominal parou, ele começou a aceitar o leite materno e sua vida foi salva.
Depois disso, a purificação continuou a cada quatro ou cinco dias. Em janeiro de 1951, após servir por um mês como membro da equipe de serviço de construção do Paraíso Terrestre em Zuiunkyo, em Atami, voltei para casa. Ele foi ficando cada vez mais saudável, passando bem até julho. Em agosto, recebeu a purificação da coqueluche. Durante uma tosse violenta, uma coisa vermelha de cerca de nove centímetros de comprimento e da grossura de dois polegares de um adulto saiu do ânus, surpreendendo até o presidente da igreja e os seguidores. Mesmo continuando o Johrei dos Mestres por cerca de um mês, a purificação ainda era intensa, e os Mestres também ficaram preocupados.
Com um plano especial do Mestre, meu pai teve uma audiência especial com Meishu-Sama, que nos deu a preciosa palavra: "Vai curar, não se preocupem." Recebemos um grande bastão para o coração, e, milagrosamente, a partir de então, um muco começou a sair abundantemente ao redor do ânus. O mau cheiro era insuportável. Ficou claro que isso era a toxina medicamentosa do intestino e seu odor. Enquanto recebia o Johrei do Mestre Watanabe, a coisa vermelha foi diminuindo gradualmente diante dos meus olhos. Três ou quatro dias depois disso, ainda naquele mês, ele voltou completamente ao normal. Não importa quanta força faça, ele não sai mais do ânus. Todos nós suspiramos aliviados, com o coração cheio de gratidão e alegria. As fezes, que eram irregulares, também se regularizaram, e estamos todos imersos em uma segunda alegria.
Imediatamente, recebemos o Ohikari para crianças. No dia 25 seguinte, fui com minha esposa à sede em Atami para agradecer. O que mais poderia ser senão o grande poder de Meishu-Sama? Sou profundamente grato por este dom da misericórdia infinita de Meishu-Sama. A partir de agora, para retribuir nem que seja um décimo de milésimo desta graça, dedicar-me-ei a ajudar e, ao mesmo tempo, esforçar-me-ei dia e noite para estar de acordo com a Vontade Divina da construção do Paraíso Terrestre. (25 de fevereiro de 1951)
Salvo de uma grande hemorragia de hemorroidas
Vila Shikine, Distrito de Aira, Província de Kagoshima, Shimoigeba, Igreja Média Nanko, Kiyoshi Fujita (28)
Humildemente, relato a Meishu-Sama. Sofria de hemorroidas desde cerca de 1946. Até o verão de 1949, não era nada grave; por isso, não me importava e seguia trabalhando. Naquela época, doía apenas um pouco depois de evacuar. No outono de 1949, porém, além do prolapso retal, começou a hemorragia. Com o frio, a hemorragia se intensificou, e a dor crescia dia após dia.
No início, não tive coragem de contar aos meus pais e tentei resolver sozinho, confiando em novos medicamentos. Mas, com a hemorragia excessiva, meus pais descobriram no banheiro e disseram: "Você não está com hemorroidas ruins? Com essa hemorragia toda, é grave. Você bebe muito saquê, por isso piorou. Precisa parar completamente." Como sempre gostei de saquê, pensei que talvez fosse por beber demais e, depois disso, procurei me afastar do saquê o máximo possível. No entanto, não vi melhora; pelo contrário, só piorava. Depois de evacuar, passava uma ou duas horas deitado de lado, descansando, e só conseguia começar a trabalhar quando a dor passava. Às vezes, se me forçava a trabalhar, a dor durava dois ou três dias e a hemorragia era intensa.
Pensei que, se continuasse piorando assim, meu corpo não duraria muito. Perdi a esperança e me sentia como se estivesse sendo jogado no Inferno a cada dia. Além disso, ouvia pessoas dizerem que isso poderia levar à tuberculose pulmonar, e o medo só aumentava. Por fim, decidi que o último recurso seria fazer uma cirurgia com um especialista. A situação financeira da minha família, porém, era bastante difícil na época, e não podia fazer a cirurgia imediatamente. Estava decidido a esperar o momento e ser internado.
Foi então que, mesmo para alguém tão pecador como eu, a mão salvadora de Komyo-Nyorai, de grande compaixão, se estendeu. Em meados de abril do ano passado, o Mestre Inada e o Mestre Sunada, que acreditavam na Igreja Messiânica, vieram à nossa região e disseram: "Estendendo a mão assim, qualquer doença se cura." A história era boa demais para ser verdade. Olhando agora, é uma história muito rude, mas no início fiquei desconfiado e não senti vontade de receber o Johrei. No entanto, como eles recomendavam com tanto entusiasmo, pensei: "E se curar?" Movido pela curiosidade, comecei a receber o Johrei. Depois de duas ou três sessões, saiu um muco com um odor muito forte. O cheiro era exatamente o mesmo do novo medicamento que eu havia introduzido no ânus quatro ou cinco meses antes. Diante dessa estranheza, comecei a entender um pouco o significado da purificação da toxina medicamentosa, conforme os Mestres explicavam.
Depois disso, comecei a receber o Johrei com mais fervor. Em 8 de junho, tive a honra de receber o Ohikari por meio do gentil curso (aula) de preparação para recebê-lo (kyoshu), ministrado pelo líder da filial, Mestre Kuroki. Conheci então, pela primeira vez, o medo da toxina medicamentosa e a gratidão pela purificação. Depois, participei do Culto Mensal da filial de Miyakonojo e continuei recebendo Johrei. Como resultado, a hemorragia ainda era abundante, mas, conhecendo a gratidão pela purificação, não me preocupei muito. Houve altos e baixos até o final do ano passado, mas, logo após 20 de dezembro, recebi uma grande purificação. Senti uma dor intensa e a hemorragia piorou. Não consegui dormir por três dias e três noites. Saiu uma grande quantidade de muco com cheiro de peixe podre. Com o Johrei dedicado do Mestre Inada, em apenas dez dias a hemorragia e o prolapso retal melhoraram completamente, e a dor e o desconforto desapareceram.
A alegria daquele momento não pode ser expressa em palavras nem por escrito. E poder receber o Ano Novo de 1952 com a sensação de viver no Paraíso é um dom da misericórdia ilimitada e grandiosa de Meishu-Sama, pelo qual sou profunda e intensamente grato. A partir de agora, para retribuir nem que seja um décimo de milésimo desta graça, dedicarei todas as minhas forças para cooperar na construção do Paraíso Terrestre. Meishu-Sama, muito obrigado. (1º de março de 1952)
Conclusão
Finalmente, escreverei a conclusão deste livro. Por meio da teoria e da prática, vocês devem ter compreendido suficientemente o que é a doença e como a medicina moderna está errada. Em suma, o ser humano foi criado por Deus para ser saudável e trabalhar sem descanso. Esta é a verdade imortal. No entanto, se alguém adoece e não consegue cumprir seu papel humano, é porque há algo irracional em algum lugar. A cura só é possível descobrindo esse ponto e corrigindo-o. Fora isso, não há absolutamente nenhum segredo para a cura e a saúde.
No entanto, a negligência do ser humano, que não percebeu um Caminho Perfeito tão claro, chega a ser estranha. Além disso, com um pensamento terrivelmente errado, tentou-se curar com venenos chamados de medicamentos, sem jamais imaginar que isso se tornaria a causa das doenças. Devido a esse erro, é incalculável o número de seres humanos que sofreram danos até hoje. E mais uma coisa que quero dizer é que o ser humano não mantém a saúde tomando medicamentos regularmente: o estado natural é ser saudável e ativo sem medicamentos. Como se enganaram ao tentar curar doenças com medicamentos completamente equivocados! Essa ilusão é surpreendente. Sobretudo, se as doenças pudessem ser curadas com medicamentos, elas já teriam desaparecido há muito tempo, pois é incalculável a quantidade de medicamentos que os seres humanos, através de todas as gerações de antepassados, introduziram em seus corpos até hoje. No entanto, o que vemos? Há uma inundação de doentes por toda parte. Acima de tudo, a história mostra claramente que os seres humanos da época em que não existiam remédios eram saudáveis, e a grande maioria vivia mais de cem anos, sendo longevos.
Conforme escrevi longamente acima, a medicina moderna, que se orgulha de ser avançada, quando analisada a fundo, resume-se a apenas dois métodos de cura: solidificar as toxinas que estão se dissolvendo, fazendo-as retornar ao estado anterior à doença, e cortar os órgãos doentes com um bisturi. Não há mais nada além disso. Não só isso, mas, pelo Princípio Inverso, ela aumenta o número de doentes e encurta a vida dos seres humanos. E, longe de perceberem isso, tanto o governo quanto o povo em geral confiam e exaltam essa medicina; portanto, os danos causados por ela são provavelmente maiores do que os de uma guerra.
Ademais, outro exemplo pode ser visto nos esportes competitivos recentes: em comparação com os brancos, os negros têm força física notavelmente superior. No entanto, isso não significa que os negros se tornaram mais fortes — foram os brancos que se tornaram mais fracos. Se isso se deve ao progresso da medicina e da higiene, trata-se de um avanço verdadeiramente terrível. Portanto, a menos que se desperte para isso, penso que o futuro das nações culturalmente avançadas é totalmente pessimista.
Consequentemente, se essa verdade se tornar conhecida em todo o mundo, as pessoas envolvidas com a área médica, naturalmente, ficarão desempregadas ou não poderão mais exercer suas atividades; portanto, será necessário estudar medidas para isso desde já. Ao pensar nisso, é realmente lamentável ao extremo, mas a questão é um problema grave relacionado à felicidade eterna de toda a humanidade; no sentido de sacrificar o pequeno para salvar o grande, espero que os envolvidos compreendam plenamente e ajam de forma adequada.
(Fundador da Igreja Messiânica Mundial, Mokichi Okada) (Fim de «Salvando os Estados Unidos»)
Salvando os Estados Unidos
Publicado em 1º de janeiro do 28º ano da Era Showa (1953)
Formato B6, 148 páginas, não à venda
Autor: Mokichi Okada
Editor responsável: Seiichi Momiumi
Editora: Departamento de Publicações da Igreja Messiânica Mundial
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