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Terapia de Fé para Tuberculose — Corrigindo o Erro Fundamental da Medicina Moderna
Prefácio
Esta obra é uma bomba atômica contra a medicina da tuberculose; um livro revolucionário para a medicina e, também, um evangelho celestial. A razão é que a terapia médica da tuberculose permanece, até hoje, fundamentalmente equivocada. Qualquer pessoa ficará surpresa ao ouvir isso, mas, por ser esta a realidade, não posso deixar de dizê-la. E, para dizer a verdade, é quase inacreditável que seja a própria medicina a criar a tuberculose e a aumentar o número de doentes.
Vejam: apesar de o governo e os especialistas gastarem, ano após ano, somas astronômicas dos cofres públicos e de esgotarem todos os recursos e instalações possíveis, a doença mantém até mesmo uma tendência de aumento ano a ano; se essa política continuar como está, deixando de lado os números superficiais, a realidade é que ela só tende a aumentar. É verdade que se fala em redução considerável nos últimos tempos; mas, na realidade, não se trata de uma redução verdadeira — é apenas uma contenção temporária por meio de medicamentos e outros métodos. Assim, é claro como o dia que, mais cedo ou mais tarde, surgirão doenças sob formas alteradas ou casos sucessivos de tuberculose maligna. Além disso, por ser mais frequente entre os jovens, a doença exerce grande influência sobre as indústrias essenciais; se o declínio da força nacional é inevitável, estamos diante de um problema grave que exige solução urgente.
Descobri isso há mais de vinte anos e, desde então, depois de experimentá-lo em dezenas de milhares de pacientes, constatei um resultado verdadeiro e inabalável. Hoje, faço com que meus discípulos salvem diariamente dezenas de milhares de pacientes; publico esta obra como primeiro passo, no desejo de divulgar amplamente esta terapia sem precedentes e revolucionária e de salvar as massas que sofrem com a tuberculose. Ao negar frontalmente uma medicina moderna tão avançada, espero que se reconheça o quanto é absoluta a minha convicção.
Se este princípio for acreditado e posto em prática, afirmo sem hesitação que a tuberculose diminuirá gradualmente a cada ano, até que, por fim, cheguemos a um Japão — não, a um mundo — livre de tuberculose. Além disso, como o custo é praticamente nulo, não há necessidade de afastar-se do trabalho nem existe sequer o risco de contágio; não poderia haver arte médica mais ideal do que esta. De fato, ao ver a sociedade atual exposta ao perigo em meio à tempestade da tuberculose, num estado lamentável e sem solução, não consigo permanecer tranquilo. Informar disso o governo, os especialistas e a sociedade em geral, porém, está longe de ser simples: por ter vindo de um homem religioso, este princípio dificilmente será aceito pelas pessoas modernas, presas à onipotência da ciência. Mesmo assim, ao pensar no futuro da saúde pública nacional se tudo continuar como está, sinto um verdadeiro calafrio.
(Esta obra será distribuída, na medida do possível, às faculdades de medicina, grandes hospitais, sanatórios, especialistas, ministros, parlamentares, jornais e demais setores relacionados; no âmbito mundial, pretendo traduzi-la para o inglês e distribuí-la amplamente ao comitê do Prêmio Nobel, às universidades, grandes hospitais e setores médicos de diversos países.)
Maio de 1952
O autor
A Medicina Cria a Tuberculose
Como anuncia o título, se eu disser que a tuberculose é criada pela medicina, qualquer um ficará estupefato: tamanha é a confiança que a sociedade atual deposita na medicina. Como também disse no prefácio, há mais de vinte anos expus o ponto cego da medicina da tuberculose. Naquela época, como não havia liberdade de expressão, não pude escrever com toda a franqueza; escrevi de maneira bastante moderada, e a falta de profundidade foi inevitável. Além disso, o problema da tuberculose não era, então, tão grave como hoje, de modo que ainda estava tudo bem.
Mas e hoje? Como todos sabem, tornou-se o maior problema nacional. Diz-se que os gastos nacionais com instalações e outras medidas contra a tuberculose — medidas que começariam a ser implementadas neste ano — chegam perto de cem bilhões. Se somarmos os gastos privados, o total é verdadeiramente astronômico. O que devemos considerar profundamente, portanto, é por que chegamos a essa situação. Há muito tempo o governo e os especialistas se esforçam ao máximo, elaborando todas as estratégias possíveis; até agora, porém, não há resultados dignos de nota. Fala-se em redução considerável nos últimos tempos, mas isso se deve ao surgimento de novos medicamentos, como BCG e estreptomicina, que apenas contiveram temporariamente o ímpeto de seu aparecimento. A própria medicina reconhece que isso não é o fundamental. Acima de tudo, se as medidas tomadas até agora estivessem corretas, o problema da tuberculose já estaria resolvido há muito tempo. No entanto, a realidade é a descrita acima. Se é assim, deve existir, em algum lugar, um grande erro inexplicável. Mas a medicina não o percebe. Devemos, no entanto, alegrar-nos: agora que, por meu intermédio, o princípio fundamental foi esclarecido e o método de cura completa foi aperfeiçoado, não há salvação maior para a humanidade. Naturalmente, seguindo este princípio, este difícil problema pode ser facilmente resolvido.
O problema complicado, porém, é que, mesmo que eu anuncie essa grande descoberta como acima, quase não haverá pessoas — exceto as que a experimentaram — que acreditem imediatamente. Talvez apenas arregalem os olhos de espanto ou a ignorem. Mas, como tudo o que está escrito nesta obra é a verdade absoluta, muitos, à medida que a lerem, se convencerão e despertarão de repente.
Entrando no assunto principal: todo ser humano, sem exceção, desde o nascimento — do primeiro choro “guá” —, possui toxinas congênitas. À medida que cresce, a maioria das pessoas adquire também toxinas adquiridas. Isso será detalhado em outra seção, mas essas duas toxinas são a verdadeira causa da tuberculose. Há ainda um ponto importante: a atividade da capacidade natural de cura do corpo humano, que realiza constantemente — sem descanso de um segundo sequer — um processo de purificação, isto é, a eliminação de todas as toxinas do corpo.
Vou descrever esse processo. Na verdade, não é que essas duas toxinas estejam apenas contidas no sangue; seria mais exato dizer que o sangue está repleto delas, formando o chamado sangue turvo. Contra esse sangue turvo, porém, atua o processo de purificação, que separa as toxinas e as acumula em várias partes do corpo como sangue tóxico ou pus. Essas toxinas se limitam, principalmente, às áreas que usam nervos. As partes do corpo onde os humanos usam nervos são a metade superior — principalmente do pescoço para cima —, incluindo cérebro, olhos, ouvidos, nariz e boca. Assim, as toxinas procuram acumular-se nessas áreas e solidificam-se primeiro diante delas. Qualquer pessoa, ao apalpar a região do pescoço, encontrará essas solidificações nos gânglios linfáticos, na medula oblonga, nas amígdalas etc.; haverá também um estado ligeiramente febril.
Quando essa solidificação atinge um certo nível, ocorre o processo de purificação natural; essa ação purificadora é o chamado resfriado. Ao se pegar um resfriado, a febre é o primeiro sintoma; ela serve para facilitar a eliminação da solidificação. O que esse calor dissolve e liquefaz — catarro, secreção nasal, suor noturno, urina concentrada, diarreia etc. — é o que se elimina. O resfriado é, portanto, a eliminação de impurezas que absolutamente não deveriam estar no corpo. Com isso, o sangue turvo se torna sangue purificado e a saúde melhora — o resfriado é, na verdade, uma função fisiológica preciosa. É evidente demais que se trata de uma grande bênção dada por Deus para a manutenção da saúde humana. Em algum momento, não sei precisar quando, isso foi interpretado de forma errada, e essa interpretação invertida tem pautado o pensamento da medicina até hoje. Por isso, dizem que “o resfriado é a origem de todas as doenças”, tratam-no como algo temível, e as pessoas evitam resfriar-se e, mesmo quando resfriadas, usam vários meios para interromper a eliminação das toxinas. Ou seja, procuram solidificar novamente as toxinas que estavam prestes a ser dissolvidas. Esse método é, na verdade, a causa da tuberculose.
Explico com mais detalhes. Num resfriado, os sintomas, como mencionado, incluem tosse e vários outros incômodos. Entre eles, o mais importante é o catarro. Ele procura ser excretado pela boca: entra nos pulmões, é sugado pela ação de bomba da tosse e sai pela garganta. Se deixado como está, o processo de eliminação de toxinas ocorre suavemente, o sangue se purifica e a pessoa deveria se curar. A medicina, porém, interpreta isso ao contrário e comete um erro terrível: usa todos os meios para impedir que o catarro saia, solidificando-o dentro dos pulmões. Os sintomas da doença desaparecem, e pensam que a pessoa está curada. Mas não sabem que é apenas uma solidificação temporária, não uma cura real. Com o tempo, a pessoa pegará outro resfriado. Naturalmente, isso ocorre porque a purificação se dá sobre a concentração restante de toxinas. Nesse momento, se for examinado por um médico, a massa de catarro restante nos pulmões aparece na radiografia, e o caso é diagnosticado como estágio inicial da tuberculose. Além disso, da vez anterior também restaram massas solidificadas na parte externa dos pulmões, ou seja, na pleura e perto das costelas. Quando essas massas começam a se dissolver e procuram sair, invadem os pulmões — o que a medicina chama de infiltração pulmonar. No caso da parte superior do pulmão, dá-se o nome de linfadenite hilar ou catarro apical. Vê-se, por tudo isso, que a semente da tuberculose foi plantada desde o primeiro resfriado, quando se solidificaram as toxinas para que não saíssem. Se fosse só isso, ainda estaria bem; mas o pior vem agora.
Mesmo que o caso seja diagnosticado como estágio inicial da tuberculose ou algo semelhante, se deixado como está, na segunda vez certamente se curaria, ainda que demorasse um pouco. O tratamento médico, no entanto, tenta solidificar novamente: repouso absoluto, medicação, injeções, compressas, aplicação de gelo etc. são exemplos disso. O corpo, por si só, procura excretar as toxinas; o tratamento médico, porém, insiste em solidificá-las para que não saiam. Ou seja, está impedindo a cura de algo que está tentando se curar. Não é um erro espantoso?
Aqui, por que ocorre o processo de purificação? Como já foi dito, enquanto o corpo humano carregar toxinas, permanece fraco e incapaz de funcionar plenamente. O resfriado é, por assim dizer, uma lei natural. Por isso, quanto mais vigorosa a vitalidade, mais facilmente ele ocorre — razão pela qual é mais comum entre os jovens. Consequentemente, o melhor seria interromper a purificação e enfraquecer o corpo, pois quanto mais fraco, menos sintomas da doença se manifestam. A medicina interpretou erroneamente isso como cura. O fato de a terapia médica ser, do começo ao fim, um método de enfraquecimento torna-se evidente quando se compreende esse ponto. Reparem: o repouso absoluto é o mais recomendado, e não há nada que enfraqueça tanto. Agora, imaginem uma pessoa saudável em repouso absoluto por vários meses. Sem exercício, com perda de apetite, tédio e outros fatores, ela perderá a vitalidade e certamente emagrecerá e definhará. Quanto mais um paciente tuberculoso! Além dos medicamentos e das várias terapias debilitantes, ele perde mentalmente a esperança no futuro, vive constantemente aterrorizado pela morte, vê os parentes se afastarem, passa os dias olhando para o teto e ainda é proibido de trabalhar, o que agrava a ansiedade financeira. Com tudo isso, piora gradualmente até não ter mais jeito. Esse é, provavelmente, o caminho percorrido pelos pacientes tuberculosos em geral.
Considerando o exposto, o erro central da medicina está, acima de tudo, na interpretação equivocada dos sintomas da doença. A medicina considera o sofrimento em si como a essência do mal; pensa que eliminar o sofrimento é curar a doença e dedicou-se a desenvolver apenas meios de reduzi-lo. Essa é a raiz do erro. Na verdade, o sofrimento em si é a ação de cura da doença, é algo positivo e deve ser motivo de alegria. Dessa forma, o pensamento se inverte: o da medicina é superficial, enquanto o nosso é profundo. Mas mesmo o sofrimento tem um pico — se a pessoa suportar apenas aquele momento e atravessá-lo, depois melhora gradualmente. Portanto, o sofrimento não é tão longo assim. Os médicos costumam dizer “já é tarde demais”, mas isso também é o contrário: quanto mais tarde, mais a pessoa se cura. Na verdade, se deixado como está, cura-se ainda melhor. Como interpretam ao contrário e tratam cedo, a pessoa não se cura. Ou seja, o corpo humano tenta se curar, mas o tratamento médico é um método de não curar. O atrito faz a pessoa melhorar e piorar, complica a situação e, por fim, torna a doença crônica. Se esse princípio for compreendido, o melhor é deixar a doença como está quando ela aparece. Dessa forma, a purificação ocorre suavemente, e a pessoa se cura facilmente, sem grande sofrimento. Portanto, o avanço da medicina não é um avanço na cura das doenças, mas um avanço em não curá-las — é apenas um avanço nos métodos de solidificação para aliviar o sofrimento. Acima de tudo, o médico não diz “curar”. Ele diz “solidificar”. Isso já é suficiente para entender.
Aqui, preciso falar também sobre o diagnóstico precoce, que é igualmente um método que acelera o aumento da tuberculose. Sobre isso, escrevi anteriormente a respeito da interrupção da purificação do resfriado. Dessa forma, pode-se dizer que praticamente todas as pessoas modernas têm massas de toxinas dentro e fora dos pulmões, de modo que a maioria delas está constantemente passando por uma purificação lenta. Isso se manifesta como estado ligeiramente febril, cansaço, tosse leve, falta de apetite e assim por diante. Se os deixarmos como estão, embora demore, a pessoa certamente se cura. No entanto, a medicina realiza o diagnóstico precoce: através da radiografia, as massas de catarro que estão se dissolvendo dentro dos pulmões aparecem como manchas. Além disso, como há os sintomas leves mencionados, a medicina coloca o selo de “estágio inicial da tuberculose”. Então, começam com repouso absoluto e várias interrupções da purificação. Especialmente, como o foco são os medicamentos, estes se tornam matéria-prima para toxinas. A purificação dessas toxinas também se soma, e a pessoa piora gradualmente, tornando-se um paciente tuberculoso genuíno.
Como método de diagnóstico precoce, é feita a injeção de tuberculina. Mesmo que o resultado seja positivo ou negativo, diz-se que é necessário ter cautela. O princípio é que o positivo indica que a capacidade de purificação é vigorosa, enquanto o negativo indica o oposto, que é fraca. No entanto, o médico tenta impedir o aparecimento da doença com a vacinação BCG em ambos os casos, pensando que, se a doença não aparecer, está tudo resolvido. Nesse momento, ele adverte o paciente para não fazer exercícios muito intensos por um ou dois anos e para ficar o mais quieto possível — isso é para evitar que a purificação ocorra. No entanto, como o ser humano é feito para que a purificação ocorra inevitavelmente em algum momento, quando ele volta à vida normal e ao trabalho, a purificação ocorre. Isso é o aparecimento ou a recaída da doença. Portanto, o efeito dos medicamentos populares atuais é apenas adiar o momento do aparecimento da doença. Como prova disso, de acordo com um relatório recente de um propagandista da nossa igreja que reside nos Estados Unidos, o número de pacientes tuberculosos aumentou drasticamente naquele país recentemente, e a taxa de mortalidade do ano passado superou a soma de todas as outras doenças. Isso significa que a tuberculose ocupou o primeiro lugar na taxa de mortalidade do país, corroborando minha teoria.
Sobre isso, o seguinte artigo de jornal ilustra bem, mostrando que até certo ponto a própria medicina já sabe disso.
Artigo publicado no jornal Yomiuri Shimbun de 5 de fevereiro de 1952 (Showa 27)
“Métodos de Quimioterapia” — Professor da Faculdade de Medicina da Universidade Jikei, Doutor em Medicina, Katayama Ryosuke
A descoberta da estreptomicina e outros agentes quimioterápicos está prestes a trazer uma grande mudança no tratamento convencional, mas mesmo a micina não consegue abalar a fortaleza da tuberculose. Isso porque, durante o tratamento com micina, o bacilo da tuberculose adquire gradualmente resistência, diminuindo o efeito. A aquisição dessa resistência ocorre com a continuação da medicação por seis a nove semanas ou mais, e durante esse período não é possível exterminar o bacilo da tuberculose. No entanto, o uso da micina melhora rapidamente o quadro, mas o bacilo não desaparece, portanto, há o risco de recaída com sua interrupção. Assim, a pesquisa atual se concentra em como compensar esse fato. – (omitido adiante)
A Tuberculose Não é Contagiosa
O processo pelo qual a tuberculose é criada pelo tratamento médico foi detalhado nas seções anteriores. A teoria médica estabelecida é que a causa é a infecção pelo bacilo da tuberculose. No entanto, de acordo com minha visão, essa teoria é um grande erro — provavelmente porque a medicina adotou a teoria do contágio de Pasteur. Eu, ao contrário, afirmo que é de ocorrência natural. Agora, vou explicar isso em detalhes. No início, quando se pega um resfriado, o catarro é solidificado dentro dos pulmões. Com o passar do tempo, o bacilo da tuberculose surge naturalmente no catarro, pois, em qualquer coisa, em substâncias impuras, sempre surgem micróbios — esse é um princípio da matéria. Se o catarro é uma substância impura e, além disso, conta com a condição favorável da temperatura corporal, ele apodrece e é natural que micróbios surjam.
No entanto, quanto à teoria da infecção da medicina, ela provavelmente pensa que os bacilos se fixam nos alvéolos pulmonares, se multiplicam, formam cavidades e focos da doença. Se isso fosse verdade, qual seria a causa da tuberculose asséptica? A resposta é simples: a tuberculose asséptica ocorre porque, como mencionado, o catarro solidificado nos pulmões não teve tempo suficiente para que os bacilos surgissem. Só isso já é suficiente para entender.
Deixando isso de lado, sobre se o bacilo da tuberculose realmente infecta ou não, é mais certo mostrar com fatos do que com lógica. Como é claro pelos meus muitos anos de experimentos, há mais de vinte anos, desde que descobri o princípio da não infecção da tuberculose, primeiro me usei como cobaia. Testei a saliva de uma mulher com tuberculose grave, passando-a de boca em boca. Passados mais de vinte anos até hoje, tive outras doenças, mas nunca tive nada relacionado à tuberculose. Além disso, na minha casa, naquela época, havia seis filhos meus, de um ano a quinze ou dezesseis anos. Eu sempre tratava duas ou três mulheres com tuberculose, que moravam conosco como empregadas. Esse número chegou a mais de dez pessoas ao longo de mais de vinte anos. Durante esse período, as que se curavam e iam para casa e as novas se alternavam. Ainda hoje, há duas ou três, mas até hoje, nenhuma delas sequer ficou doente a ponto de ficar de cama, quanto mais com tuberculose. Naturalmente, desde o início, não fiz nenhuma desinfecção e as tratei como membros da família. Quatro dos meus seis filhos já se casaram, tenho vários netos, e todos gozam de saúde excelente. Além disso, minha teoria da não infecção foi ensinada a centenas de milhares de seguidores. Os fiéis acreditam piamente e a colocam em prática. Ouço inúmeras histórias de cura da tuberculose, mas nunca ouvi uma única história de infecção. Se é assim, não há prova mais segura do que esta. Portanto, se por acaso houver alguém que se infecte no futuro, isso seria um grande milagre inacreditável.
No entanto, a medicina tem suas razões para defender a teoria da infecção da tuberculose. Por exemplo, suponha que uma pessoa em uma família morra de tuberculose. Os que ficam temem extremamente a tuberculose e, seguindo as orientações do médico, tomam o máximo de cuidado para não se infectar. Acima de tudo, eles tentam não pegar resfriado, mas, se pegarem, vão imediatamente ao médico. O médico, também desconfiando de uma casa onde houve uma morte por tuberculose, presta atenção especial e trata com cuidado. No entanto, como o tratamento médico é um método de fabricar tuberculose, acaba transformando a pessoa em um caso genuíno. Ao ver essa situação, não há como não pensar que foi uma infecção. No entanto, há um fato que corrobora isso: quanto mais cuidado a pessoa toma, mais facilmente se infecta; quanto menos cuidado, menos se infecta. Os médicos devem experimentar isso com frequência. Outra causa, não rara, é a possessão espiritual ou encosto do espírito de quem morreu de tuberculose em irmãos, maridos ou esposas, tornando-se a causa. No entanto, como é difícil para pessoas de pensamento materialista acreditarem nisso, omitirei essa explicação.
Dessa forma, a medicina está presa apenas aos bacilos. Ela pensa de forma superficial que, se prevenir a infecção pelos bacilos e aperfeiçoar os métodos de eliminação de micróbios, o problema estará resolvido. Como isso não toca o fundamental, é natural que não haja cura. Agora, vou explicar isso em detalhes: os bacilos, mesmo que existam, não surgem do nada por acaso — só surgem quando há condições e substâncias adequadas para seu surgimento. Portanto, a menos que esse ponto seja esclarecido, a essência da doença não pode ser compreendida. Dessa forma, a interpretação dos bacilos pela medicina moderna está presa apenas aos bacilos em si e não remonta à fonte de seu surgimento. Isso é extremamente infantil. É impossível tentar desvendar o mistério da vida humana com um nível de conhecimento tão baixo. Deve-se dizer que a solução do problema da tuberculose está muito distante. Por causa disso, bilhões de espíritos de pessoas vivas estão sendo sacrificados inutilmente por tempo indeterminado. É realmente um evento grave. No entanto, agora que conheço essa verdade através da revelação divina, para informar todas as pessoas do mundo o mais rápido possível e libertá-las da tuberculose, faço deste livro o primeiro toque do alarme.
O Surgimento dos Micróbios
Como expliquei na seção anterior, se o bacilo da tuberculose é de ocorrência natural, de onde ele surge e por meio de que processo? Para que qualquer pessoa compreenda com facilidade, apresentarei uma explicação de caráter teórico-físico e teórico-psicológico. No entanto, como o objeto é o espírito invisível, a tarefa não é simples — fato que se evidencia por ninguém, até hoje, ter se proposto a realizá-la. Isso provavelmente decorre da dificuldade de comprovação factual. Mas, como estou publicando uma teoria baseada em fatos, ainda que a ciência materialista se oponha com todas as forças, é impossível derrubá-la.
Antes de tudo, é preciso conhecer a constituição do mundo. Mesmo a ciência atual, tão avançada, ainda não esclareceu esse ponto. Eu, ao contrário, explico até mesmo isso. Por isso, quem ler este texto com calma e atenção não poderá deixar de se surpreender com a grandeza desta descoberta e de despertar para o erro da medicina. Primeiro, a constituição deste mundo: ele é composto por três planos — o primeiro mundo, o material; o segundo mundo, o atmosférico; e o terceiro mundo, o da energia espiritual. A ciência, porém, até hoje só conhece o primeiro e o segundo mundos. Como a ciência moderna foi formada com base nesses dois mundos, havia uma grande falha nesse ponto, pois esse terceiro mundo, considerado inexistente, é, na verdade, a fonte do poder de todas as coisas. É por esse poder que todas as coisas são geradas, cultivadas e alcançam desenvolvimento infinito. No entanto, os estudiosos, que desconhecem isso, cometem o erro da superconfiança na ciência, achando que com ela podem resolver tudo. Esse erro nega o terceiro mundo, o da energia espiritual, e criou a medicina defeituosa de hoje. Como resultado, como expliquei de várias formas até agora, ela apenas suprime os sintomas das doenças que aparecem, sendo impossível a cura fundamental. Por isso, a tuberculose não diminui.
Dessa forma, se a medicina está desviada do fundamental, quanto mais avança, mais se perde em caminhos errados, fica presa a detalhes superficiais e transforma todos os patógenos em micróbios. A prova disso é que, quando se tenta resolver a doença A, surgem as doenças B e C — é apenas uma mudança de forma; são as doenças secundárias. Agora, avançando no argumento, qual é a relação entre o mundo espiritual e o ser humano? Naturalmente, como o ser humano também existe dentro desses três planos, o corpo físico é matéria, e a água e o ar também são matéria. No entanto, o espírito invisível é, na verdade, a essência do ser humano, e é a fonte das doenças. Enquanto a medicina materialista pensa que a doença é apenas do corpo físico, atribuindo toda a causa ao corpo e à invasão de micróbios externos — a chamada teoria do inimigo externo —, a nossa é a teoria do inimigo interno. Contra a teoria da infecção da medicina, a nossa é a teoria da ocorrência natural. No entanto, como a teoria externa pode ser compreendida por máquinas, enquanto a teoria interna é difícil de entender, a medicina caiu no erro e na ilusão de hoje. Vou explicar isso passo a passo a seguir.
Aqui, o que é, afinal, o espírito humano? Cientificamente falando, é algo de densidade muito alta e extremamente rarefeito. Mesmo com o avançado microscópio eletrônico [atômico] de hoje, é uma partícula ultra, ultra microscópica que não pode ser vista. No entanto, como dito antes, é a essência do ser humano. Portanto, é algo misterioso e fantasmagórico além de toda imaginação. De acordo com esse princípio, a origem da doença é o surgimento de nuvens espirituais em todo ou em parte desse espírito. As nuvens espirituais têm duas causas: uma é devida às impurezas dos pecados cometidos pelo ser humano; a outra é devida às toxinas medicamentosas. As impurezas dos pecados do primeiro tipo pertencem, obviamente, à teoria da causalidade, resultando de atos maus, como fazer os outros sofrerem ou envenenar a sociedade. As toxinas medicamentosas do segundo tipo são a combinação das congênitas e das adquiridas. Deixando isso para outra seção, aqui vou escrever sobre as nuvens espirituais em si.
A essência das nuvens espirituais é como as nuvens no grande céu; são, por assim dizer, aglomerados densos do Elemento Água. Elas também têm um tipo impuro e um tipo puro. O último é comparável às nuvens escamosas ou nuvens em camadas em um dia claro, o que é bom. Quanto ao primeiro tipo, mais cedo ou mais tarde, deve ser varrido pela ocorrência de vento e chuva — este é o processo de purificação do corpo celeste. A doença humana é semelhante. No entanto, a medicina, que não sabe disso, interrompe a preciosa ação purificadora. Assim, as nuvens espirituais impuras aumentam gradualmente de densidade e, ao mesmo tempo, uma espécie de bactéria surge aqui. Isso é algo como uma matéria vegetal inorgânica. Com o passar do tempo, ela cresce gradualmente e, por fim, transforma-se em matéria orgânica. Essa matéria orgânica é o ovo do micróbio. Esse ovo, com o tempo, torna-se um pai adulto e adquire individualidade, tornando-se visível ao microscópio pela primeira vez. Se esse princípio for compreendido, os vírus também serão entendidos: o vírus é, como dito acima, um filho de micróbio que ainda não se tornou pai. Portanto, não é visível ao microscópio, mas certamente cresce, torna-se pai e se torna um patógeno. Isso é reconhecido até pela ciência.
Com base no princípio acima, para curar fundamentalmente a doença, é claro que não há método de cura verdadeiro além de eliminar as nuvens espirituais do espírito, que são a fonte do surgimento dos micróbios. Se é assim, este princípio está muito além do nível da ciência moderna. Então, como se pode eliminar essas nuvens espirituais? Quanto a isso, fui ensinado por Deus sobre este método e, juntamente, recebi o poder para tal. Portanto, como se pode ver no apêndice desta obra, estou obtendo resultados maravilhosos. Como expus acima, avancei até a raiz da patologia para explicar, mas gostaria de explanar ainda mais profundamente. No entanto, se o fizer, adentrarei o campo religioso, o que seria difícil de acreditar para terceiros; por isso, pretendo explicar aqui da forma mais científica e compreensível possível.
Quanto a isso, explicarei o que significa, afinal, a eliminação das nuvens espirituais. É o seguinte: quando o praticante ergue a palma da mão em direção à área afetada do paciente, uma espécie de ondas de Luz é irradiada da palma da mão do praticante. Então, o que são essas ondas de Luz? Para facilitar a compreensão, isto é a essência do sol, e eu a nomeei Elemento Fogo. Ou seja, enquanto a essência do ar é o Elemento Água, a essência da energia espiritual é o Elemento Fogo. É claro que, ao falar em Elemento Fogo, trata-se de fogo, mas o fogo que os humanos atualmente veem com os olhos e sentem como calor é o corpo do Elemento Fogo; o Elemento Fogo mencionado é, em outras palavras, o espírito do fogo. Quando este espírito do fogo é irradiado em direção às nuvens espirituais do espírito humano, apenas as moléculas impuras dentro das nuvens são completamente queimadas, as moléculas correspondentes às suas cinzas são eliminadas para fora do corpo como excreções, e as moléculas puras se misturam ao fluido seroso, e assim as nuvens espirituais, ou seja, a causa patogênica, são eliminadas.
Então, por que, quando alguém se torna membro desta Igreja Messiânica, este espírito do fogo com poder de cura pode ser irradiado? Isso se deve às ondas de Luz emitidas pelo Ohikari que o membro usa no pescoço. Este Ohikari consiste em caracteres que escrevi, havendo três tipos: Luz, Grande Luz e Suprema Grande Luz. É precisamente o espírito de Deus, o Senhor (Jeová), que, tendo meu corpo espiritual como intermediário, é transmitido ao Ohikari e, do Ohikari, é irradiado através da palma da mão do membro. No entanto, mesmo ouvindo esta explicação, não se conseguirá acreditar imediatamente. Pode até haver quem sinta repulsa. Talvez pensem: "Como pode existir uma coisa tão absurda neste mundo? Isso é charlatanismo demais." Mas não considero isso irrazoável. Por quê? Porque, desde os tempos históricos, não há exemplo de algo tão suprafísico. No entanto, o fato é, acima de tudo, um fato, e um fato vale mais do que cem discussões. Em suma, chegou finalmente o tempo celestial, e Deus me incumbiu da grande missão de salvar a humanidade. Como primeiro passo para isso, trata-se de uma revolução na medicina; portanto, se alguém souber disso, não deveria haver nada de estranho no que estou fazendo agora.
Como exposto acima, esta seção tornou-se uma explicação bastante misteriosa, mas isso não é mistério algum — na verdade, é ciência pura. Portanto, se alguém achar isto misterioso ao ler, é porque o nível atual da ciência é baixo; no futuro, quando ela avançar ainda mais, será naturalmente compreendido com facilidade. Somente então se encontrará o ponto de concordância entre ciência e religião, e uma verdadeira civilização nascerá. E, embora hoje, ao abrir a boca, se diga que o objetivo do estudo acadêmico é a busca da verdade, do meu ponto de vista, a verdade já foi descoberta, e a explicação dela é esta obra.
Mesmo explicando até aqui, ainda será difícil acreditar, mas, afinal, o que é a verdade? Em termos simples, é a própria realidade. Por exemplo, o sol nascer do leste e o homem nascer e morrer são realidades e, portanto, verdades. Se assim for, mesmo a doutrina misteriosa que exponho não é uma idealização nem algo fora do comum — é a própria realidade. Ainda tenho várias coisas a dizer, mas isso se distanciaria cada vez mais do problema da tuberculose, portanto, paro por aqui.
Dissecação da Toxina
Aqui, passo finalmente à explicação das toxinas. Originalmente, a toxina é, por assim dizer, sangue turvo e nuvens espirituais, como já foi dito. As nuvens espirituais surgem, naturalmente, devido à impureza do pecado causado pelo mal. Esta visão da impureza do pecado parece ter sido, desde tempos antigos, monopólio exclusivo da religião, mas, lamentavelmente, as formas de explicá-la até agora eram simples, como dizer "coisas más tornam-se impureza do pecado, portanto não se deve fazê-las". Para os homens antigos, vá lá, mas para as mentes intelectuais e científicas dos homens modernos, é impossível que se convençam. Portanto, é necessário algo sólido, com teoria sistematizada e evidência como suporte.
Agora, este mundo é composto pelo mundo espiritual e pelo mundo material; portanto, o homem também é constituído de espírito e corpo, estando ambos em uma relação de intimidade indissociável, sendo o princípio a unidade do corpo espiritual. Por essa razão, quando as nuvens espirituais se refletem no corpo, tornam-se sangue turvo, e quando o sangue turvo se reflete no espírito, tornam-se nuvens espirituais. Este é o ponto mais importante, portanto, peço que leiam com essa intenção.
Explicando agora do lado espiritual: quando o homem pratica uma ação má, esse pecado torna-se nuvens espirituais, e quando o acúmulo dessas nuvens atinge um certo grau, ocorre o processo de purificação. Isso se manifesta como doenças, calamidades ou punições pela lei; e a parte que escapa disso recebe punição espiritual pela lei divina. No entanto, por mais habilmente que se consiga escapar dessa punição, como a de Deus é absoluta, ela se transfere para o corpo, tornando-se um grande sofrimento. Naturalmente, a doença neste caso é maligna, muitas vezes atingindo até a vida. E a punição pelo mal, quanto mais cedo, mais leve, exatamente como uma dívida: se não for paga, os juros se acumulam.
Contudo, entre os maus, raramente há quem consiga escapar habilmente tanto da punição humana quanto da divina; quando esses morrem e vão para o mundo espiritual, devido ao peso do pecado, caem no fundo do Inferno, de modo que até o pior dos maus não tem escolha senão se arrepender. Ou seja, este é o Inferno Ininterrupto do Budismo, o Reino do Fundo da Raiz do Xintoísmo, e o Purgatório descrito no Inferno de Dante, no Ocidente. De qualquer forma, é um mundo de escuridão total, sem luz nem calor, onde nada se vê, e que continua em estado de congelamento por centenas de anos; portanto, até o pior dos criminosos não tem escolha senão sucumbir. Escrever tais coisas será difícil de acreditar para os homens modernos, mas ouvi diretamente de muitos espíritos durante minhas pesquisas sobre o mundo espiritual, e não há um único erro; portanto, peço que acreditem absolutamente.
Voltando ao assunto: como resultado do mal, surge o sentimento de autorrecriminação; esse sofrimento do coração é, precisamente, uma purificação leve. Se alguém se arrepender neste momento, seria bom, mas não é fácil fazer isso; na maioria das vezes, acaba-se acumulando mais pecados. Naturalmente, mesmo tratando-se de nuvens espirituais, sua quantidade corresponde à gravidade do pecado, mas, além disso, há casos de origem externa. Quando se faz alguém sofrer, a pessoa que sofreu fica com raiva ou guarda rancor; esses pensamentos, chamados de elo espiritual, transmitem-se ao corpo espiritual do agressor como ondas de rádio, tornando-se nuvens espirituais. Por outro lado, quando se alegra alguém e se pratica o bem, os pensamentos de gratidão da outra parte são transmitidos como luz, reduzindo as nuvens espirituais na mesma medida. No entanto, mesmo isso, quanto mais oculto e desconhecido pela própria pessoa for o ato de benevolência, maior se torna a recompensa divina; esta é uma lei celestial rigorosa, portanto, não há como evitar. Acima está a realidade do mundo espiritual, e como é a verdade absoluta, o homem não tem escolha senão acreditar nisso e seguir isso. Se, como dito, a ação purificadora das nuvens espirituais é a causa das doenças e outras desgraças, para que o homem obtenha a felicidade, deve parar de fazer o mal, praticar o bem e não deixar que seu espírito forme nuvens espirituais.
Em seguida, escreverei sobre o aspecto material. O sangue turvo como causa patogênica é, naturalmente, devido à toxina medicamentosa. Originalmente, todos os medicamentos são substâncias tóxicas. Apesar disso, o erro de ter interpretado por muito tempo os medicamentos como algo benéfico deve-se ao fato de não se conhecer o fundamento de que a doença é uma ação purificadora. Aqui, escreverei sobre o princípio da toxina medicamentosa com base na experiência prática. Mesmo um paciente que uma vez se curou através do Johrei pode, após algum tempo, ter uma recaída — o que chamamos de Repurificação. A razão é que, no primeiro Johrei, apenas a quantidade de toxinas que estava passando pela purificação é eliminada, proporcionando uma melhora temporária. No entanto, quando o paciente retoma suas atividades e começa a trabalhar, como já recuperou considerável vitalidade, ocorre um processo de purificação ativo. Ou seja, fica-se saudável através da purificação, e por ficar saudável, a purificação ocorre; repetindo esse processo, a saúde se recupera gradualmente. Dessa forma, no caso da Repurificação, como é relativamente intensa, ocorrem febre alta e tosse violenta. Isso se deve à expulsão de catarro antigo e endurecido, que se reconhece facilmente por ser espesso e ter cheiro de medicamento. Naturalmente, somam-se também falta de apetite, fraqueza etc., e, raramente, pode ocorrer o falecimento. De acordo com as estatísticas até hoje, a proporção é de sete para cada cem pessoas que se curaram completamente com o Johrei; portanto, as noventa e três restantes tornaram-se perfeitamente saudáveis e estão todas ativas atualmente.
Diante desses resultados de tratamento surpreendentes, o que é ainda mais notável é que quase todos os pacientes que vêm a nós são apenas aqueles com doenças graves, que não se curaram com tratamentos médicos, terapias populares, terapias de fé etc., e foram levados ao limiar da morte. Se, contra isso, obtivermos resultados tão maravilhosos, certamente será inacreditável. No entanto, mesmo os sete casos de insucesso mencionados tiveram como causa, em todos eles, a grande quantidade de toxina medicamentosa. Portanto, o método do Johrei é, em suma, um método de remoção da toxina medicamentosa; é evidente, ao ver que, à medida que a toxina medicamentosa diminui, o paciente melhora. Se assim for, para tornar o Japão um país livre de tuberculose, não é nada difícil: a abolição total dos medicamentos e o incentivo aos resfriados são suficientes para atingir plenamente o objetivo.
E, uma vez que o Criador de todas as coisas criou o homem como o protagonista da Terra, produziu alimentos suficientes para sustentar a vida e deu ao homem o paladar. Portanto, se a pessoa comer com prazer o que deseja, a saúde será mantida suficientemente, não havendo necessidade de se preocupar com nutrição. É como o instinto sexual: este não é criado com o propósito de fazer filhos, mas é gerado inconscientemente para outros fins, seguindo o mesmo princípio. Se assim for, é determinado que o homem não deve introduzir no corpo corpos estranhos ao organismo além dos alimentos designados. Ou seja, as coisas sem sabor ou amargas mostram por si mesmas que não devem ser ingeridas. Por ignorar isso, desde os tempos antigos, ditos como "remédio bom é amargo na boca" devem ser considerados um erro grave. Dessa forma, como a função digestiva é feita para não processar nada além dos alimentos designados, os medicamentos, sendo também corpos estranhos ao organismo, permanecem sem ser processados e tornam-se causa patogênica. Isso tem grande relação com a varíola, portanto, escreverei sobre isso no próximo item.
Varíola
Aqui, escreverei detalhadamente sobre a varíola. A causa desta doença é a toxina hereditária que, naturalmente, é herdada dos pais, mas esta causa também é a toxina medicamentosa transmitida através de gerações de ancestrais. Na medicina, a toxina concentrada é chamada de sífilis hereditária, e o que o povo chama desde tempos antigos de toxina fetal é também isso. No entanto, esta toxina, através do processo de purificação, torna-se varíola e tenta ser excretada pela superfície da pele. Quem temeu isso e resolveu foi o famoso médico inglês Edward Jenner, que descobriu a vacinação em 1796. Por isso, como a varíola não se manifesta, ele é ainda hoje venerado como um salvador da humanidade. No entanto, na verdade, a vacinação não fez desaparecer a toxina da varíola; apenas enfraqueceu o poder purificador da toxina, e a toxina hereditária permanece no corpo como antes. É por isso que, como também diz a medicina, o efeito da vacinação é apenas por um certo período.
Mas, se fosse só isso, ainda estaria bem; no entanto, essa toxina residual torna-se causa de várias patologias, especialmente de resfriados, podendo-se dizer que, indiretamente, é também causa da tuberculose. Sobre isso, algumas décadas atrás, um certo estudioso francês defendeu a teoria de que, após a implementação da vacinação, a tuberculose aumentou, mas parece que não despertou muito interesse e caiu no esquecimento. Naturalmente, isso se deve ao fato de se temer mais a varíola, que é clara e deixa cicatrizes feias, do que a tuberculose, que não é tão evidente. E há mais uma coisa que passa despercebida: é a doença de pele chamada sarna. Como todos sabem, surgem eczemas por todo o corpo, com coceira intensa, podendo haver também dores agudas. Em casos graves, aparecem bolhas do tamanho de grãos de feijão, de cor púrpura-escura, por toda a superfície da pele, e seu estado é exatamente igual ao da varíola; portanto, pode-se chamá-la de varíola crônica. Além disso, esta doença leva muito tempo: nos casos leves, um ou dois anos; nos graves, pode chegar a cinco ou seis anos. Portanto, uma doença que terminaria em uma ou duas semanas é prolongada dezenas de vezes devido à vacinação.
No entanto, de acordo com o Johrei desta Igreja Messiânica, qualquer caso grave de varíola é curado facilmente e nunca deixa cicatrizes como marcas de bexiga. Que terapia maravilhosa não é esta? Inserirei a seguir um exemplo adequado disso.
A alegria de ter a varíola curada em quatro meses após a conversão
'Eikō' nº 103 — 9 de maio de 1951 (Showa 26) Aichi, Nagoya, Naka-ku, Shimo-maezu-cho 135
Igreja Chukyo, Akiko Mizuno (23 anos)
(Nota: Na 'Coletânea de Milagres da Igreja Messiânica Mundial', publicada em 10 de setembro de 1953 (Showa 28), consta como Ikue Takahashi (nome de casada), Igreja Média Daiko, Hiroshima, Sarugaku-cho.)
Tenho a alegria de relatar que, no quarto mês após a conversão, sendo eu ainda uma neófita, fui salva do fundo do sofrimento da tuberculose pulmonar, pleurisia e peritonite, e pude curar, em um curto período, a varíola verdadeira da filha da minha irmã.
Com gratidão do fundo do coração, pego na pena para expressar a alegria de que a varíola, tão temida pelos ateus, foi completamente curada, sem deixar vestígios, em apenas uma semana, pela salvação de Deus.
Foi por volta do dia 15 de fevereiro. Fui visitar a casa da minha irmã, depois de muito tempo, e ela estava preocupada, dizendo que Mariko (1 ano e 5 meses) estava com catapora desde três dias antes. Olhando, metade do rosto estava inchada e havia uma leve erupção cutânea. Ela estava com febre e irritada, então fiz Johrei imediatamente. No dia seguinte, passei lá na volta do trabalho e a erupção estava pior do que no dia anterior, espalhando-se por todo o rosto e também pela cabeça. Apareceram bolinhas no corpo, braços e pernas, o corpo todo inchou e ela não conseguia mais andar. Enquanto fazia Johrei, eu disse: "A toxina hereditária está saindo, então não se preocupe." Minha irmã respondeu: "Está tão grave que amanhã terei que trocar de médico." Sem alternativa, insisti: "Então, por favor, só não deixe que lhe apliquem injeção", e fui para casa. Imediatamente contei isso ao Ministro Takahashi, que disse: "Como está muito grave, hoje mesmo vou fazer com que ela seja examinada por um médico." No dia seguinte, recebi o Johrei do Ministro Watanabe. Quando passei lá na volta, antes mesmo de entrar em casa, não senti um cheiro forte de desinfetante? Com um mau pressentimento e o coração apertado, entrei em casa e encontrei apenas o avô, andando de um lado para o outro, quase chorando, dizendo: "Levaram Mariko a outro médico, e como há suspeita de varíola, ela foi isolada imediatamente no Hospital Joto. Sua irmã e seu cunhado, que estavam com ela, também foram levados juntos. O que devo fazer?"
Na mesma ocasião em que Mariko foi internada, fiquei chocada ao saber que cerca de duas mil pessoas de sete bairros vizinhos haviam sido vacinadas emergencialmente e que a casa fora desinfetada com creosol. “Então vou imediatamente ao hospital e quero fazer Johrei o máximo possível”, pensei, concentrando-me em Deus, e fui.
Quando cheguei ao hospital, ouvi o choro de uma criança e, julgando ser uma orientação de Deus, entrei. Minha irmã e meu cunhado ficaram contentes. Ao ver Mariko, o que era aquilo? O rosto estava inchado; os lábios, devido às erupções, não conseguiam se fechar, maiores que a boca de um adulto e de cor púrpura. Os olhos mal se abriam, apenas ligeiramente. As orelhas, tão cobertas de erupções, haviam perdido a forma. Ela não parecia ser uma pessoa deste mundo. Era ainda mais terrível que os monstros assustadores que vemos em gravuras; em toda a minha vida, nunca vira um rosto tão aterrorizante. A pele, de cor púrpura, estava coberta por bolhas de pus do tamanho de pérolas, densamente espalhadas por todo o corpo, sem deixar um único espaço. O rosto era o pior: as bolhas pareciam sobrepostas, e as narinas e o contorno dos olhos estavam desfeitos, deformados. Naquele momento, senti como se tivessem jogado um balde de água fria sobre a minha cabeça. Mariko, na época da vacinação, estava com coqueluche e não foi vacinada; por isso, seu caso era muito mais grave que o normal.
Diante da figura de Mariko, completamente transformada em relação a dois ou três dias antes, concentrei-me apenas na proteção divina e comecei o Johrei. Minha irmã disse: “O resultado do exame detalhado vai determinar se é catapora ou varíola, e como está chamando a atenção dos médicos, o pessoal da seção de higiene da prefeitura e do estado vem ver a cada trinta minutos, e também vieram investigar do Ministério da Saúde e das forças de ocupação.” Agarrada a Deus, sem sequer ouvir o que minha irmã dizia, fazia Johrei com toda a minha alma para minha irmã e Mariko, no quarto. Durante cerca de uma hora, enquanto falava da salvação de Deus para minha irmã, no fundo do meu coração rezava: “Por favor, que seja catapora.”
O médico veio fazer a ronda duas vezes, e nesse intervalo fiz Johrei com todo o empenho. Prossegui assim por dois ou três dias. Na noite do dia 23, fui à casa do Ministro Takahashi, que sempre me orienta. Depois de um tempo, o Ministro disse: “Achan, não se assuste, mas Mariko-chan realmente pegou varíola...” e me mostrou o jornal. O que vi? Num espaço de cerca de 10 cm por 4 cm, estava escrito: “Surto de varíola verdadeira em Chukyo”. Ouvi também que, nos noticiários de rádio das 3 e das 7 horas daquele dia, foi anunciado que “surgiu varíola verdadeira”. Varíola! Ah, aquela criança vai ficar com cicatrizes?
Ao pensar nisso, senti o sangue fugir do meu corpo. Involuntariamente, recitei a Oração Zengen-Sandji para Deus. Perguntei: “Professor, o que vai acontecer, afinal?” O Ministro abriu o Evangelho do Paraíso (escrito pelo Fundador), observou por um tempo e disse: “Está escrito que a varíola cura em uma semana, portanto, o efeito do Johrei é certo; fique tranquila.” No entanto, aquela erupção grave espalhada por todo o corpo e o jornal com a notícia em destaque não me deixavam sossegada; eu permanecia inquieta. Ele insistiu: “Nos Escritos Divinos só está escrito a verdade, portanto, não há absolutamente nada com que se preocupar.”
Finalmente, meu coração se acalmou, e então orei fervorosamente pela proteção de Deus. Cerca de uma semana depois, as erupções por todo o corpo secaram e caíram rolando como feijões, sem deixar marcas, e a pele foi ficando limpa.
Os médicos, ao que parecia, inclinavam a cabeça e diziam em uníssono: “Isso é muito estranho. Mesmo tendo contraído varíola, ficar tão limpa assim é a primeira vez em todo o Japão. Crianças que não foram vacinadas morrem cem por cento, mas esta sobreviveu e se recuperou tão rapidamente. Não há um único caso como este.” Normalmente, quem pega varíola sente uma coceira insuportável; mesmo os adultos coçam, rompem as bolhas, têm febre e acabam morrendo. Mariko, porém, não coçou, teve febre apenas uma vez no início e se salvou. O corpo inchado desinchou completamente em cerca de cinco dias, e ela ficou igual a qualquer criança normal. Foi uma sequência de coisas misteriosas. Pessoas do departamento de higiene de prefeituras distantes, que vieram ver tardiamente, saíram com cara de quem não entendera nada, dizendo apenas “estranho, estranho”; o mesmo se deu com o Ministério da Saúde e com o departamento de higiene da província de Aichi. E, quando o pus retirado do pé no auge das erupções foi injetado em três coelhos, dizem que todos morreram.
Mariko, que era somente pele e osso, em um mês engordou e ficou redondinha; a pele ficou branca, e a cor dos olhos tornou-se bela e límpida. Correndo por toda parte, de sapatos, não se encontrava em lugar nenhum um único vestígio de varíola. Parentes e vizinhos, que pensavam que, mesmo que a vida fosse salva, ela ficaria com cicatrizes, ficaram simplesmente estupefatos com o grande poder de Deus.
Tenho a alegria de relatar que, no quarto mês após a conversão, sendo eu ainda uma neófita, fui salva do fundo do sofrimento da tuberculose pulmonar, pleurisia e peritonite, e pude curar, em um curto período, a varíola verdadeira da filha da minha irmã.
Meishu-Sama, muito obrigada.
Pneumonia e Pleurisia
Aqui, escreverei sobre a pneumonia, que tem grande relação com a tuberculose. Essa doença, à semelhança da tuberculose, ocorre quando um processo violento de purificação atua sobre uma grande quantidade de toxinas solidificadas dentro e ao redor dos pulmões durante um resfriado — pode-se considerar, sem erro, como um resfriado grave. Como todos sabem, os sintomas são: inicialmente, febre alta, fadiga geral, dores nas articulações, perda total de apetite, dor de cabeça etc. Os sintomas mais marcantes são tosse, expectoração e chiado no peito, sendo a expectoração produzida em quantidade extremamente grande. Isso ocorre, naturalmente, porque a grande quantidade de toxinas solidificadas é rapidamente dissolvida pela febre alta e invade sem cessar o interior dos pulmões. Portanto, ainda que seja doloroso, se a pessoa suportar um pouco e deixar como está, o catarro sairá o quanto tiver de sair, com a cura em cerca de uma semana; o prognóstico é de grande ganho de saúde, sem preocupação com recaídas. No entanto, a medicina, que desconhece isso, tenta interromper a preciosa atividade purificadora por todos os meios. Em particular, como os médicos sabem, usam medicamentos fortes exatamente para suprimir essa purificação violenta.
Quando se usam medicamentos potentes contra essa purificação violenta, instala-se um atrito intenso, que causa grande sofrimento e se soma à teimosa persistência da febre alta, da tosse e da falta de apetite, levando a um aumento da fraqueza capaz de pôr a vida em risco. Além disso, a frequência dessa doença em jovens e adultos deve-se ao fato de que, além do forte poder de purificação próprio da idade, eles acumularam também considerável quantidade de toxina medicamentosa. Como há tendência a recaídas mesmo após a cura completa, os médicos alertam bastante; mas isso também se deve ao fato de que, por interromperem a purificação, deixam resíduos de toxinas antigas e novas toxinas medicamentosas. Então, o paciente, temendo a recaída, cuida-se ao máximo; assim, mesmo sem recaída, uma purificação lenta ocorre constantemente e, ao ser examinado, é tido como suspeito de tuberculose inicial, iniciando-se terapia correspondente. Isso também ilustra muito bem o erro da medicina.
Em seguida, a causa mais frequente da tuberculose será provavelmente a pleurisia. Esta também possui três tipos: úmida, seca e purulenta (empiema). Na pleurisia úmida, forma-se um espaço entre as membranas que envolvem o pulmão, onde se acumula água (urina). Recentemente, a terapia do pneumotórax, ao criar artificialmente um espaço na pleura, facilita o surgimento da pleurisia úmida. Já a pleurisia seca apresenta dor intensa, e diz-se que nela há apenas o espaço, sem acúmulo de água, mas isso é raro; mesmo quando seca inicialmente, com o tempo tende a tornar-se úmida. Nesse ponto, os médicos também costumam se enganar: quando há concentração de toxinas na face interna das costelas, a dor da purificação — a neuralgia intercostal — é confundida com pleurisia seca. E, embora se diga apenas “pleurisia”, como a maioria dos casos é do tipo úmido, escreverei em detalhe sobre a pleurisia úmida.
Na pleurisia úmida, quando a urina começa a se acumular entre as membranas, há febre bastante alta, dor, moleza, sonolência e falta de ar; o suor noturno, sobretudo, é uma característica. Se isso também for deixado como está, a água é excretada pela expectoração, pelo suor noturno, pela urina etc., curando-se com relativa facilidade. No entanto, o tratamento médico adota um de dois métodos: perfurar para drenar a água ou solidificá-la. Mas a drenagem por punção também é temporária; com o tempo, a água volta a se acumular, e acaba-se optando por solidificar, o que leva a recaídas quase certas. Já na pleurisia purulenta, acumula-se pus em vez de água; o tratamento médico consiste em perfurar para drenar o pus, mas a quantidade desse pus, como na tuberculose óssea da coluna, é surpreendentemente grande. Em casos graves, a drenagem é feita quase diariamente e pode durar um ou dois anos; quando se chega a esse ponto, sobrevém naturalmente a morte por fraqueza. E, como todos sabem, a pleurisia úmida prolongada torna-se tuberculose. Com a água urinária solidificada pelo tratamento médico, como descrevi acima, a recaída é certa: no mínimo em alguns meses, no máximo em dois ou três anos. Os sintomas, nesse momento, são os mesmos da pleurisia inicial; mas, desta vez, como a substância solidificada se dissolve, a tosse e o catarro tornam-se frequentes, e o enfraquecimento é rápido, levando o médico a diagnosticar tuberculose maligna. No entanto, se isso também for deixado como está, ainda que demore, o catarro e o suor noturno sairão o quanto tiverem de sair, e a cura completa ocorrerá.
Doenças Associadas à Tuberculose
Nos itens anteriores, expliquei os sintomas principais da tuberculose. Comentarei agora, um a um, os sintomas considerados inerentes à tuberculose. De modo geral, basta conhecer os seguintes: (1) insônia, (2) não engordar, (3) estado ligeiramente febril, (4) falta de apetite, (5) constipação, (6) diarreia, (7) velocidade de hemossedimentação, (8) dor no peito, (9) falta de ar, (10) novos medicamentos.
(1) A insônia tem como causa uma concentração de toxinas no bulbo raquidiano, seja do lado direito ou do esquerdo, que comprime os vasos sanguíneos do cérebro e causa anemia na região frontal. Nos insones, o lado direito é o mais frequentemente atingido; no lado esquerdo, são mais comuns as sensações de desconforto e turvação. Além disso, a causa principal é, sem dúvida, a preocupação com a incurabilidade da doença e a falta de exercício.
(2) O não engordar não se deve apenas à tuberculose, mas principalmente à concentração de toxinas nos ombros e na nuca. Quando se pressiona essa região, ela se mostra extremamente dura, a ponto de parecer osso, e percebe-se um estado febril ligeiro, porém bem perceptível, que afeta sobremaneira o apetite. Portanto, se essa concentração de toxinas for dissolvida e eliminada, o apetite aumenta e a pessoa certamente engordará — posso garantir. Assim, podemos, à nossa vontade, tanto fazer emagrecer quanto engordar.
(3) Quanto ao estado ligeiramente febril, a medicina supõe que ele provenha quase dos próprios pulmões — grande erro. Exceto em casos de pneumonia, pleurisia e nevralgia intercostal, quase não há febre proveniente dos pulmões. O local mais comum são os gânglios linfáticos do pescoço, do lado direito ou esquerdo. Em qualquer pessoa, por mais saudável que seja, há sempre um inchaço, maior ou menor, em um dos lados, e ali reside um estado ligeiramente febril. Isso provoca dores de cabeça, tosse, falta de apetite e, raramente, distúrbios nos membros. Em seguida, o foco está no cérebro e no bulbo raquidiano, direito ou esquerdo. É interessante notar que a maioria dos zumbidos é a purificação do bulbo raquidiano. Depois, vêm os ombros, axilas, virilhas etc.
Os médicos costumam dizer que é febre de causa desconhecida, mas isso se deve à imaturidade da medicina. Se examinarem os locais mencionados, certamente descobrirão a causa. Por isso, como a purificação ocorre nesses locais e o líquido tóxico, dissolvido pelo calor, invade os pulmões, é que se toma erroneamente os pulmões como a causa.
(4) A falta de apetite deve-se a várias causas: ao fato de os alimentos ficarem sem gosto por causa do estado ligeiramente febril; ao consumo de alimentos de fácil digestão e de digestivos; e à mastigação excessiva, que enfraquece o estômago. A causa principal, porém, é o efeito nervoso de ser diagnosticado com tuberculose pelo médico ou de ser tratado como tal, o que afeta o apetite; o repouso absoluto agrava ainda mais a situação.
(5) A causa primária da constipação é a pouca ingestão de alimentos e o ressecamento provocado pelo calor da purificação nos intestinos. Pessoas nessa condição apresentam vários caroços no abdômen, que comprimem o reto. Ao pressionar a região, há dor e endurecimento, e isso é fácil de perceber pelo estado ligeiramente febril. Quando ocorre purificação violenta, com febre alta e dor intensa, o diagnóstico é peritonite aguda. Febre, dor e diarreia que ocorrem de vez em quando no dia a dia são peritonite crônica. A maioria dos diagnósticos médicos chama isso de tuberculose intestinal.
(6) Quanto à diarreia, não há nada tão benéfico, tanto na saúde quanto na doença. A forma aguda é, na maioria das vezes, intoxicação alimentar e se cura em dois ou três dias. A crônica ocorre quando as toxinas concentradas em várias partes do corpo — não apenas no abdômen, mas sobretudo na nuca e no bulbo raquidiano — se dissolvem e são expelidas. Dependendo da pessoa, pode durar algumas semanas; em casos graves, estende-se por seis meses, um, três ou até cinco anos — quanto mais toxinas, mais tempo leva. Uma vez expelidas todas as toxinas, porém, a pessoa se torna extremamente saudável. Por ignorarem isso, tentam estancar a diarreia e acabam, ao contrário, provocando vários distúrbios.
(7) A velocidade de hemossedimentação é um método para avaliar a pureza do sangue. Quanto mais turvo o sangue, maior o número de partículas tóxicas e, portanto, mais rápida a sedimentação. Evidentemente, essas partículas tóxicas também são causadas por toxinas medicamentosas. Pessoas com sangue turvo tendem a ter purificações mais facilmente, o que, indiretamente, também se relaciona com a tuberculose.
(8) A dor no peito não é dor nos pulmões. É a dor da purificação das toxinas acumuladas nas costelas e em suas proximidades — ou seja, uma nevralgia intercostal. Se deixada em paz, as toxinas são expelidas como catarro e a pessoa certamente se cura. No entanto, confunde-se o quadro com infiltração pulmonar ou pleurisia e, no fim, ele muitas vezes se torna uma tuberculose genuína.
(9) A falta de ar decorre da concentração de toxinas ao redor dos pulmões, isto é, nas costelas, em suas proximidades e no diafragma. Mesmo que essas toxinas se dissolvam na purificação, se o catarro for espesso, a passagem para os pulmões não é fácil; então os pulmões o aspiram — isso é a falta de ar. Em pessoas assim, ao pressionar a região das costelas, encontram-se inevitavelmente dor, estado ligeiramente febril e endurecimento, sendo fácil de perceber. A asma, naturalmente, também segue esse padrão, mas sua característica é a concentração de toxinas no diafragma. Toda falta de ar, se houver um pouco de expectoração, logo se cura — e com isso se entende a razão acima.
(10) Quanto aos novos medicamentos: recentemente, a estreptomicina e o PAS, e mais recentemente a hidrazida, são considerados eficazes. De fato, logo após o uso, a febre cede e os sintomas são aliviados, dando a impressão de que fazem efeito. Mas isso também é temporário e, mais cedo ou mais tarde, leva à intoxicação. Por que então se popularizam? Porque a medicina considera os efeitos temporários como permanentes. Acima de tudo, basta observar os fatos para compreender. Por exemplo, ainda que faça efeito na primeira semana, esse efeito dura seis dias, depois cinco, encurtando-se gradualmente até que, por fim, não age mais. Os médicos deveriam saber bem disso, e é estranho que ainda não tenham despertado para o fato. Dito isso, diante do sofrimento do paciente, como não há outro método, talvez não haja escolha senão usá-lo, mesmo sabendo que é temporário, por falta de opção. Ainda assim, por esse fato, percebe-se que o efeito dos medicamentos não é algo fundamental.
Acredito que, com as explicações detalhadas acima, os senhores médicos também tenham muito a aprender.
Nutrição
Em relação à tuberculose, a medicina dá a maior importância à nutrição, mas o erro dessa Ciência da Nutrição também é enorme. Passo a expô-lo em detalhes. O primeiro ponto de erro é que a Ciência da Nutrição toma apenas os alimentos como objeto e negligencia a crucial função nutricional do corpo humano. Por exemplo, as vitaminas são classificadas em A, B, C etc., o que aparenta grande progresso, mas não tem significado algum. Isso provavelmente decorre do desconhecimento do princípio fundamental. A deficiência de vitaminas, na verdade, ocorre porque a função de produzir e extrair vitaminas está enfraquecida. O verdadeiro método é restaurar essa função. E por que ela enfraquece? Porque há obstáculos que impedem sua atividade — os acúmulos de toxinas medicamentosas. Para dar um exemplo: é como se alguém não tivesse dinheiro por ser preguiçoso; não há outro jeito senão fazê-lo trabalhar. O tratamento médico, no entanto, é como dar dinheiro a essa pessoa enquanto ela continua preguiçosa, fazendo com que, aproveitando-se disso, torne-se ainda mais preguiçosa. Dá para perceber o quão errado isso é? Portanto, quanto mais vitaminas se toma, mais a função produtora de vitaminas degenera e mais o corpo humano se enfraquece. Com o enfraquecimento, a purificação também se enfraquece e os sintomas da doença diminuem. A medicina ilude-se, achando que isso é um bom resultado da nutrição. Assim, a Ciência da Nutrição, em vez de ignorar a relação entre o ser humano e os alimentos, interpreta-a ao contrário.
Além disso, os alimentos necessários à nutrição do ser humano são produzidos em toda a Terra. Deus distribuiu cereais, hortaliças, peixes, aves, carnes etc., conforme cada região, clima e etnia, de modo que, com eles, se possa obter nutrição suficiente e manter a saúde. Por não compreenderem esse significado, as pessoas caem na magia da ciência, criam uma ciência ridícula como a Ciência da Nutrição e, gastando tempo e dinheiro, enfraquecem a própria saúde. Não há palavras para descrever tamanha tolice. Isso também se aplica à mastigação. Se mastigarmos demais, o estômago não tem espaço para trabalhar, enfraquece e o apetite diminui. Para compensar, tomam-se digestivos e comem-se alimentos de fácil digestão, o que enfraquece ainda mais o estômago e acaba em ptose gástrica e úlcera gástrica. Por essa razão, os pacientes com tuberculose também não precisam se preocupar com nutrição; alimentos semelhantes aos das pessoas comuns, mastigados pela metade, já são suficientes. É por isso que, desde os tempos antigos, as pessoas que comem rapidamente são mais saudáveis.
Exponho agora mais um erro. As pessoas modernas, comparadas às do passado, estão longe de ter deficiência nutricional; pelo contrário, têm nutrição em excesso. Ora, como a nutrição é produzida pelas funções do corpo humano, se há excesso de nutrição, as funções se tornam lentas. Se levarmos essa lógica adiante, chegamos ao seguinte: alimentos e suplementos nutricionais são, por assim dizer, produtos acabados; portanto, não deixam espaço para a atividade das funções. Consequentemente, quanto mais inacabado for o alimento, mais atividade ele exige, ativando também outras funções inter-relacionadas e aumentando a saúde. Assim, a vitalidade humana nasce da atividade das funções, como se evidencia pelo fato de que, com fome, ela enfraquece. Os gourmets são fracos; os que se alimentam com simplicidade são saudáveis. Portanto, mesmo os pacientes com tuberculose devem, antes, aumentar o consumo de hortaliças. Passo a relatar minha experiência a esse respeito.
Aos dezessete anos, tive pleurisia e fui submetido a uma drenagem por punção; curei-me em cerca de três meses. Quando já me sentia tranquilo, um ano depois, veio a recidiva. Desta vez, ao contrário da anterior, não se curava facilmente. Mesmo recebendo tratamento médico, piorei gradualmente e, após mais de um ano, alcancei o terceiro estágio da tuberculose. O último diagnóstico veio do então famoso Dr. Tatsukichi Irisawa, que, após um exame minucioso, declarou que não havia perspectiva de cura completa. A debilitação aumentava a cada dia; quando olhava para as mãos, via-as brancas como cera, sem nenhum sinal de sangue, e estava tão magro que era só osso e pele.
Pelo grau de debilitação, percebi claramente que, no máximo, viveria mais um mês. Resignei-me, mas pensei se não haveria alguma maneira de me salvar. Depois de pensar em várias coisas, decidi tentar algo radicalmente diferente; se desse certo, ótimo; se não, não teria nada a perder. Antes de adoecer, eu estudava pintura. Um dia, folheando vários livros de pintura, encontrei um livro de fitoterapia chinesa chamado "Honchō Yakusō Ehon". É claro, havia apenas desenhos de raízes, caules e cascas de plantas, indicando qual folha era eficaz para qual doença, qual fruto, qual flor servia para qual remédio.
Pensei comigo: "Ah, será que plantas como estas também têm componentes tão eficazes?" E, de repente, percebi que, até então, eu acreditava que a nutrição se limitava aos alimentos de origem animal. Então experimentei fazer um dia de dieta vegetariana. Para minha surpresa, senti-me muito bem. Achando aquilo estranho, continuei no dia seguinte e no outro, e cada dia me sentia melhor. Foi então que comecei a duvidar da medicina; parei também com os remédios e, após três meses de dieta vegetariana absoluta, tornei-me mais saudável do que antes de ficar doente. Outro caso: casei-me aos vinte e cinco anos e, cerca de um ano depois, minha esposa também contraiu tuberculose.
Ela apresentava hemoptise, escarro com sangue etc., sem parar. Apesar de ser mais corpulenta que o normal, emagreceu a ponto de pesar apenas 39 quilos. No entanto, baseado em minha própria experiência, não a levei ao médico e a coloquei em dieta vegetariana absoluta. Ela melhorou visivelmente, curou-se completamente em três meses e, dois anos depois, quando pesou, estava com 62 quilos, gorda.
Em seguida, ocorreu também este caso. Embora não esteja relacionado à nutrição, um jovem estudante da Universidade Keio, que invariavelmente tinha hemoptise a cada dois dias, veio para tratamento. Ele disse: "Como não sinto dor, parei o tratamento médico e vivo como uma pessoa comum". Eu também lhe disse: "A hemoptise é uma purificação benéfica, então é melhor deixá-la como está". Ouvi dizer que, a partir de então, ele se curou completamente em cerca de dois anos. Acho que isso também serve como grande referência.
Quanto à hemoptise, houve ainda este caso: um jovem de cerca de trinta anos que, quando comia carne, invariavelmente apresentava hemoptise; quando passava a fazer dieta vegetariana, o sangramento cessava de imediato — a reação era infalível, como um carimbo. Vê-se, portanto, que, para estancar a hemoptise, a dieta vegetariana é a melhor opção; desde então, tenho ensinado isso a todos. Diante desses exemplos, é certo que a dieta vegetariana é benéfica para a tuberculose; por isso, gostaria que os nutricionistas estudassem o assunto a fundo. Creio que o exemplo a seguir é o mais adequado; por isso, incluo-o.
A Mão da Salvação Imediatamente Antes da Cirurgia Ortopédica
'Salvando a América' — 1º de janeiro de 1953
Endereço: 6000, Kenjun-machi, Kumamoto-shi
Igreja Grande Kōhō, Yoshio Iseri (34 anos)
Em 1944, contraí pleurisia. Depois, em 1947 e 1950, em intervalos regulares, a doença recidivou, agravando-se a cada vez. Ao adoecer no final de 1950, fui diagnosticado com tuberculose pulmonar e, em julho de 1951, estava prestes a ser internado para uma cirurgia ortopédica. Eu, ateu convicto, ao ouvir falar da Igreja Messiânica pela primeira vez, não senti apenas dúvida: julguei aquilo absolutamente impossível. No entanto, tamanha era a insistência com que me recomendavam que resolvi adiar a internação por uma semana ou dez dias e experimentar, certo de que a farsa seria descoberta.
Assim, passei a receber o Johrei diariamente. Ao mesmo tempo, seguindo as palavras do senhor, interrompi de imediato a terapia de repouso e passei a agir conforme minha vontade. Deixei de tomar o PAS, que estava em uso, e, em vez de alimentos nutritivos como carne, adotei dieta vegetariana. Na época, meus sintomas subjetivos se resumiam a um estado febril ligeiro e ocasional; pensei que, ainda que fizesse algo um tanto anticientífico por uma semana ou dez dias, isso não afetaria muito meu quadro.
No entanto, o que se passou foi realmente estranho. Do ponto de vista médico, se eu suspendesse o repouso, me esforçasse e ainda deixasse de ingerir alimentos nutritivos, o quadro deveria piorar — febre ligeira, dor de cabeça, tontura —, e o corpo deveria enfraquecer naturalmente. Contudo, a partir do segundo dia, minha tez melhorou, o apetite aumentou e, em menos de uma semana, eu me sentia visivelmente mais disposto. Foi então que comecei a suspeitar que o Johrei, que consiste apenas na imposição das mãos, não era coisa comum.
Por outro lado, tive a honra de ler os registros das palavras de Meishu-Sama e suas inúmeras obras. De início, fiquei apenas surpreso com teorias revolucionárias e diferentes. Quanto às dissertações sobre política — tema que me era mais próximo, pois trabalho no governo da província de Kumamoto — e às críticas aos funcionários públicos, julguei-as apenas ideais que um religioso naturalmente pregaria, meras teorias vazias para a sociedade real. Contudo, refletindo melhor sobre essas críticas, percebi que meu incômodo ao lê-las vinha do fato de tocarem em meus pontos mais sensíveis e de ele dizer, de forma direta, coisas sobre as quais não queremos que os outros se interessem muito. Enquanto pensava nisso, lendo os artigos e ouvindo as palestras do senhor, compreendi que Meishu-Sama prega a mais elevada moral humana em todos os aspectos da sociedade e, além disso, mostra claramente o Caminho para praticá-la. Também fui levado a reconhecer que uma só pessoa explicar em detalhes tudo sobre política, sociedade, religião, medicina, filosofia, arte etc. não é algo que um ser humano comum possa fazer.
Pensando bem, no dia 13 de julho de 1951, quando saí para fazer compras a fim de me preparar para a internação, talvez tenha sido o dia do meu renascimento para o mundo da luz. Não teria sido, justamente no dia do Bon, uma orientação dos antepassados? Foi realmente por um triz. Se tivesse sido internado daquele jeito, o que teria sido de mim agora? Mesmo que a cirurgia ortopédica tivesse corrido bem, eu teria de permanecer em repouso absoluto por cerca de seis meses, passar cerca de um ano apenas andando, sem poder fazer nada, e, ainda que voltasse a trabalhar, carregaria um corpo deficiente e cheio de limitações, sem saber quando a doença recidivaria, vivendo uma vida curta e cheia de apreensão.
Nos três meses desde a conversão, somente o fato de ter aprendido a verdade de que "a doença é um processo de purificação" já trouxe alegria e sensação de segurança incalculáveis à minha vida diária. Antes, bastava meu filho pegar um resfriado leve para eu me afligir: "Vamos ao médico, senão, se não curarmos rápido, pode virar pneumonia"; ou "Ah, está com um pouco de febre"; "Ele diz que está com dor de barriga, o que será que comeu?" — e assim por diante. Olhando agora, vejo que eram preocupações inteiramente desnecessárias. Sinto profundamente e não posso deixar de pedir desculpas por ter vivido mais de trinta anos sem acreditar na existência de Deus.
Poder refletir sobre o passado e me emocionar assim é graças a Meishu-Sama. Oro para que eu possa retribuir, ainda que em mínima parte, essa graça divina imensa e ilimitada, e para que possa ser usado, ainda que um pouco, na sagrada obra da construção do Paraíso Terrestre.
Meishu-Sama, muito obrigado.
Os Fatos Falam por Si
Creio que, tendo examinado a medicina da tuberculose sob todos os ângulos, o leitor já tenha compreendido em grande parte o fato surpreendente de que, quanto mais se recebe tratamento médico, mais a doença piora. Sobretudo, nos cem exemplos do apêndice deste livro, está escrito dessa forma, quase sem exceção. Portanto, se o leitor ler tudo, mesmo sendo uma pessoa muito desconfiada, não poderá deixar de acreditar. Se assim for, por que esse enorme erro da medicina não foi percebido até hoje? Felizmente, foi descoberto por mim; se não o fosse, o futuro da humanidade seria realmente sombrio. Escreverei um pouco sobre mim. Originalmente, eu quase não tinha conhecimento médico; apenas, desde a infância, por ser doente, li muitos livros de medicina, no nível que uma pessoa comum lê. Pensando agora, porém, isso foi bom. Por quê? Porque, se eu tivesse uma noção arraigada de medicina, como a de um especialista, teria dificuldade em aceitar a Vontade Divina com simplicidade. Além disso, como recebi o poder espiritual de curar as doenças, juntamente com os resultados de inúmeras experiências, pude descobrir a verdadeira medicina. A esse respeito, os três exemplos a seguir ilustram bem os pontos cegos da medicina; por isso, inseri-os aqui.
Salvo da Tuberculose Pulmonar Após Dois Anos de Pneumotórax
'Revista Eikō', nº 157 — 21 de maio de 1952
'Salvando a América' — 1º de janeiro de 1953
'Coletânea de Milagres da Igreja Messiânica Mundial' — 10 de setembro de 1953
Tóquio, Distrito de Kita, Ōji
Igreja Média Hakuai, Takeo Nakajima (24)
Com grande alegria, ainda que em texto desordenado, relato aos que sofrem de tuberculose a minha felicidade: fui transformado, do fundo do sofrimento da tuberculose pulmonar, para uma vida cheia de alegria.
No auge da juventude, trabalhava na Agência de Poupança de Tóquio, apesar de um leve resfriado. Em fevereiro de 1946, no exame coletivo anual, o raio-X revelou nuvens nos pulmões. Como nunca havia ficado doente desde pequeno, o desânimo naquele momento foi indescritível. O médico do escritório mandou-me descansar; sem alternativa, obedeci. Depois, fui ao Hospital do Ministério da Casa Imperial, onde, reexaminado, fui diagnosticado com infiltração no pulmão esquerdo. Comecei, então, uma vida de repouso de três meses, olhando apenas para o teto.
Embora a doença fosse considerada incurável desde os tempos antigos, segui fielmente as ordens do médico: repouso e nutrição. O resultado era uma alternância de melhoras e pioras, e eu me impacientava por curar-me depressa. Após três meses, o raio-X mostrou: "Há uma cavidade". Recomendaram-me o pneumotórax. Eu era contra, mas meus pais também insistiram; sem alternativa, submeti-me. Como o pneumotórax dói, eu odiava o dia em que tinha de fazê-lo. Disseram que colocariam cerca de 300 cc de ar para colapsar a cavidade. Meu peito ficava dolorido e eu sofria, mas, ainda assim, prosseguia com paciência.
Como resultado, a cavidade colapsou; porém, dessa vez, o excesso de ar provocou, como efeito colateral, acúmulo de água, e acabei desenvolvendo pleurisia. Depois disso, continuei o pneumotórax enquanto drenavam a água. Mantive o pneumotórax com paciência por dois anos, cerca de setenta vezes. Nesse período, disseram: "O coração se deslocou para a direita e a água estagnada supurou". Fiquei internado cerca de uma semana para exames, mas o cirurgião disse: "Não está supurado"; recebi, então, alta temporária. A cicatriz do pneumotórax, porém, inchou e começou a supurar como um furúnculo.
Inchava, saía pus, inchava de novo; assim, vários pontos supuraram. Por fim, a pele rompeu-se, e o peito ficou cheio de úlceras. Vendo-me em apuros, fui ao hospital, onde fui encaminhado para a cirurgia e comecei a receber tratamento. Como o quadro era grave e não sarava, no fim eles se cansaram e disseram: "É melhor fazer uma cirurgia". Em conversa com o cirurgião, perguntei: "Se eu fizer a cirurgia, ficarei curado?" Ele respondeu: "Isso não se sabe. Você pode estar andando na rua e ser atropelado por um carro. Isso é um acidente imprevisto. A cirurgia é a mesma coisa."
Resposta leviana demais para lidar com a vida humana; fiquei simplesmente atônito. O clínico geral disse: "Às vezes, não operar dá um resultado melhor." Eu mesmo não estava muito disposto; cancelei, então, a cirurgia e decidi entrar em tratamento domiciliar. Naquela época, sentia-me abandonado até pela medicina; pessimista e com um sentimento quase de autodestruição, entreguei minha sorte ao céu.
Foi exatamente nessa época, em 16 de janeiro de 1949, que, por um motivo fortuito, comecei a frequentar a casa de um vizinho, o senhor Karasawa, membro da igreja. Foi lá que a mão do grande amor de Deus se estendeu até mim. Ouvi várias histórias sobre o Caminho e, surpreso, decidi experimentar o Johrei. Passei, então, a frequentar a casa de um membro chamado Asano, em Akabane, para receber o Johrei. Ouvi histórias de milagres maravilhosos e explicaram-me o princípio do Johrei; mas, naquela época, é claro, eu estava meio cético e agia cegamente. No início, não houve mudança especial; mas, em maio, recebi a purificação divina e comecei a ter diarreia com sangue nas fezes, que durou cerca de uma semana. Depois disso, meu corpo ficou mais leve, e pensei que a água da pleura tivesse saído. A partir de então, melhorei a cada dia, e as úlceras secaram completamente. Graças a Deus, no segundo ano, a ferida do pneumotórax também cicatrizou. A ferida que o cirurgião dissera que jamais cicatrizaria fechou; fiquei extremamente feliz e emocionado.
Dois anos depois de interromper o tratamento médico, em 28 de junho de 1951, resolvi fazer um raio-X após muito tempo. Fui ao Hospital do Ministério da Casa Imperial e, nas cadeiras de ambos os lados, havia muitos pacientes. Entre eles, reconheci um homem que estivera internado comigo dois anos antes. Surpreendi-me ao vê-lo ainda doente, o rosto pálido, prosseguindo o tratamento. Encontrei o Dr. XX, que me atendera antes. Como eu mudara muito, ele custou a me reconhecer. Não era para menos: dois anos antes, eu deixara o hospital num estado realmente lastimável, à beira da morte. Quando entrei na sala de exame e fui examinado, o Dr. XX repetiu, surpreso: "Pensei que você fosse um fantasma!" e "Você não deveria já ter morrido há dois anos?" Brinquei: "Um fantasma fala?", mas, no fundo, senti profundamente que recebera uma grande salvação e enchi-me de gratidão. O resultado do exame foi tão bom que ele se admirou e perguntou: "Afinal, como você ficou tão saudável?" Contei tudo: como me converti à Igreja Messiânica, recebi o Johrei e fui curado. O médico, enquanto examinava, dizia: "Parece que não há água. A área de Russell também diminuiu." E não fazia mais que resmungar "Hummm", inclinando a cabeça.
Em seguida, ao examinar com a fluoroscopia de raio-X, ele disse: "Não há água e os pulmões estão muito limpos." E não é que ele se surpreendeu outra vez? Nunca senti com tanta força a diferença entre o poder da medicina e o poder divino do Johrei. Ah, foi assim que fui salvo. Tudo isso graças a Meishu-Sama. Agradeço profundamente. Deveria ter agradecido antes; peço desculpas pelo atraso.
Meishu-Sama, muito obrigado. (25 de abril de 1952)
Meu Registro de Superação da Tuberculose
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Endereço: 755, Funabiki, Kiyotake-cho, Miyazaki-gun, Miyazaki-ken
Igreja Grande Kōhō, Yoshiharu Nagatomo (38 anos)
"Não tem jeito", "é difícil" — essa sensação percorria fortemente minha mente em julho de 1943, no hospital de Surabaia. Internado com o diagnóstico de infiltração pulmonar, certo dia senti uma fadiga como nunca antes. Naquele mesmo dia, houve o exame de escarro pelo médico militar e, dois dias depois, fui transferido para a ala de tuberculose, rotulado como "bacilo tipo 3". Repouso, proibição de fumar, vigilância rigorosa das enfermeiras. No entanto, eu pensava: "Já que não tem jeito mesmo, pelo menos poderia fumar meu cigarro preferido". Banho e banho frio também eram proibidos; fui transferido sozinho para uma enfermaria nos fundos, e a solidão era insuportável.
Levantava-me de madrugada, enxugava o corpo suado e fumava cigarros escondido. Naquele tempo, os militares, movidos por um forte senso de vergonha, evitavam ao máximo a repatriação. Hoje, pensando bem, isso não passava de uma cena difícil de admitir do animal humano que, ao tentar valorizar-se, fazia a felicidade parecer infortúnio.
Quando fui transferido para o hospital de Jacarta, dois oficiais médicos estavam internados, acometidos pela tuberculose. "Mesmo sendo médico, se o tratamento atrasa, pega tuberculose?" "Ora, senhor, nem um médico pode dizer que não adoece." "O pulmão, afinal, cura-se?" "Não cura. É melhor voltar para o Japão e descansar." "Sabendo que não cura, então por que aplicam injeções de cálcio e outras coisas?" "Não tem jeito (mei faz)", disse o médico, que era de Hiroshima, em chinês. "Não há outro método senão comer muitas coisas gostosas e fortalecer o corpo", ouvi de um médico tuberculoso, e a partir daí começou uma vida doentia, de desespero.
No quartel, tão cheio que os soldados se esbarravam uns nos outros, morriam todos os dias. Pensei: "É melhor se divertir à vontade do que acabar como eles". Um sentimento estranho passou pela minha cabeça. A enfermeira vinha com a seringa e, ao levantar o cobertor, não havia ninguém deitado; apenas um baú de vime coberto com o cobertor e um bilhete: "Enfermeira, sua boba". "Onde está o Sr. Nagatomo?", perguntavam. Os que cuidavam dos porcos e ovelhas eram gentis; eu trocava o uniforme militar por um jaleco branco, pulava a cerca e ia me divertir na cidade. Assim comecei uma vida hospitalar incontrolável. Pode-se dizer que essa devassidão foi o que manteve minha vida até hoje.
Passei por Cingapura, Manila, Kokura, Kumamoto, um hospital após outro, até voltar para casa; em toda parte, porém, vivi situações lastimáveis. Sobretudo nos navios de transporte, era como estar dentro de um depósito. E em qualquer hospital, apenas a ala de tuberculose era construída de modo a não receber nenhum dos benefícios da natureza.
Como o tratamento não era nada bom, discutia com os médicos militares em todos os lugares. Eu era o único que não havia entregado a pistola e a espada ao consultório médico; talvez por isso tivessem medo, e minhas opiniões, estando eu no inferno, eram mais aceitas que as dos outros. "Não vou tomar injeção, nem pensar", eu insistia. Por causa da complicação, apressaram minha alta em Kumamoto e me mandaram para casa. Decidido a "não depender absolutamente da medicina", foi no terceiro ano depois disso que, por causa da disenteria epidêmica de uma criança e, depois, da doença estomacal de minha esposa, fui agraciado com o conhecimento do bendito "Poder Divino".
A enorme quantidade de escarro consistia, sem dúvida, em toxinas putrefatas; não era questão de "saiu, saiu". Até hoje, a morada dos bacilos continua sendo expelida sem parar. "A morada do bacilo da tuberculose está sendo continuamente aniquilada" — sinto cada palavra de Meishu-Sama, explicada de forma tão racional e convincente, penetrar em meu ser com gratidão. E hoje, tive a oportunidade de atender muitos pacientes de tuberculose; todos, sem exceção, perderam a esperança na escuridão e murcham como sal sobre verduras.
Ficamos surpresos e alegres com a "bomba atômica" do Poder Divino.
Ao pensar na felicidade de ser salvo, dedico o corpo
e, com o coração partido, como não retribuir?
Aqueles que conservaram essa gratidão e se apegaram — e que, com toda a família, se apegaram com fervor — foram salvos cem por cento. Já os que foram temporários, ou que duvidaram completamente e não receberam o Johrei desde o início, gastaram grandes quantias e, em disparada rumo ao inferno com estreptomicina, são dignos de pena. Devem apegar-se. Apeguem-se! — eu, graduado da escola do terror da tuberculose, quero gritar.
Os pacientes do Hospital da Cruz Vermelha que estão sendo salvos
'Kyusei' nº 56, — 1º de abril de 1950
Distrito de Asa, Vila de Gion, Província de Hiroshima
Igreja Média Yōkō, Michie Tōsaki (24 anos)
Gostaria de relatar, com gratidão, a respeito dos pacientes do Hospital da Cruz Vermelha que tive a honra de atender com o Johrei e que receberam o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), de meados de setembro ao início de outubro. O primeiro motivo de eu ir ao Hospital da Cruz Vermelha foi a internação da mãe de uma amiga, por cálculo biliar. A família dessa amiga é seguidora de Inari, o que torna difícil falar do Caminho atualmente; mesmo assim, compadecida, eu a visitava de vez em quando.
Nesse meio-tempo, tornei-me íntima também dos pacientes do mesmo quarto. Quando a Sra. Misako Sadamune — que trabalhava comigo no banco e depois recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em meados de setembro — foi internada no mesmo quarto, passei a conversar com todos como amigos. A partir de várias conversas, passei a contar como recebera a fé em Komyo-Nyorai e, naturalmente, também a falar da doença e das inúmeras bênçãos que vinha recebendo; no fundo do coração, desejava poder salvar ao menos uma pessoa.
Um dia, uma paciente sofria muito após um pneumotórax; perguntei: "Gostaria de receber um pouco de Johrei?" Ela, com toda a dor, respondeu na hora: "Por favor, sim". Fiquei feliz e realizei o Johrei. Após cerca de trinta minutos, ela se sentiu muito melhor e ficou extremamente contente.
A Sra. Misue Yoshino — que depois também recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em meados de setembro, pois tinha doença pulmonar — viu a cena do quarto em frente e também disse que gostaria de receber. A partir de então, passei a fazer Johrei nela em dias alternados.
Nesse meio-tempo, a Sra. Tokikazu Yamazaki — que dividia o quarto com a Sra. Yoshino e depois recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em meados de setembro, pois tinha doença pulmonar — pediu, por intermédio dela, para receber o Johrei. Naquela época, a Sra. Yamazaki recebera do médico a declaração clara de que não havia esperança de cura e estava no fundo do pessimismo. Visivelmente magra, sem forças no olhar, mal conseguia comer uma ou duas colheradas de arroz por vez; o catarro não saía, não dormia à noite e ainda tinha violentas palpitações cardíacas, parecendo estar exatamente à beira da morte.
Ela se apegou, dizendo: "Já que fui abandonada pelos médicos, não há outro caminho senão me apegar a Deus. Farei conforme Deus disser". Teve alta no dia 16 de agosto e, a partir de então, fui até sua casa. No primeiro dia de Johrei, ela disse que dormiu profundamente a noite inteira. Fiquei sem palavras, imensamente feliz, e ela também. Dali em diante, dia após dia, recuperava visivelmente as forças, e para mim era uma alegria ir fazer Johrei todos os dias. Houve grandes purificações, mas, com a proteção divina, ela foi se recuperando gradualmente. Por volta do décimo dia, já conseguia se levantar de manhã e preparar o café da manhã; aquela que recebera a sentença de morte com repouso absoluto, por volta do vigésimo dia, já ia buscar os mantimentos racionados. Nesse meio-tempo, aumentou entre os pacientes do Hospital da Cruz Vermelha o número dos que diziam querer receber o Johrei. Todos admiravam a aparência revitalizada da Sra. Yamazaki.
Também paciente do Hospital da Cruz Vermelha, o Sr. Teruhiko Minato — que depois recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em meados de setembro — estava internado com doença valvar cardíaca. Após receber o Johrei, sentiu-se muito bem e pediu que eu fosse à sua casa, pois teria alta. Teve alta no final de agosto e, a partir de 9 de setembro, já estava em condições de voltar ao trabalho. Naquela época, eu fazia Johrei em quatro pessoas no Hospital da Cruz Vermelha e em duas na casa da Sra. Yamazaki.
Certo dia, o marido da Sra. Yamazaki, que é carpinteiro, cravou acidentalmente uma ferramenta no osso da perna; não conseguia ficar de pé e se arrastava pelo quarto. Naquele momento, o Professor Sumihiro, que estava visitando, fez o Johrei e ele imediatamente conseguiu se levantar e andar. Com esse milagre, o marido, muito surpreso, disse: "No hospital não podemos receber o Johrei com calma; se possível, gostaria que viessem à minha casa". Os pacientes do Hospital da Cruz Vermelha também ficaram muito contentes. No início de setembro, na casa da Sra. Yamazaki, convidamos o Professor Nishigaki e realizamos uma reunião.
Nessa ocasião, a Sra. Mitsuko Kamibayashi e a Sra. Masako Nakai, que estavam internadas havia mais de um ano e meio sem dar um passo para fora do hospital e não andavam nem cem metros, compareceram com grande empenho. Mesmo depois de voltarem, não sentiram nada; com isso, ganharam confiança. Com lágrimas de alegria, a seriedade delas — não por lógica, mas por querer viver e ser salva a qualquer custo — fez-me desejar com todas as forças poder salvá-las. As duas, a Sra. Kamibayashi e a Sra. Nakai, tiveram a purificação da diarreia, e a comida ficou saborosa. Das nove pessoas que receberam o Johrei, oito receberam o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu); até agora, sete tiveram alta. Assim, pacientes que gemiam no Hospital da Cruz Vermelha estão sendo salvos pelas mãos de uma simples membra como eu, e ainda jovem.
Sobre o primeiro exemplo, há algo que gostaria de dizer. Um paciente que, dois anos antes, não se curara com o tratamento médico apareceu com saúde, e o médico, mostrando grande surpresa, disse: “Pensei que você fosse um fantasma” ou “Já não deveria estar no terceiro aniversário de falecimento?”. Quando perguntaram “Como é que você ficou tão forte?”, o paciente contou tudo: “Converti-me à Igreja Messiânica, recebi o Johrei e me curei”. O médico apenas grunhiu “Hummm” e não perguntou mais nada, deixando o assunto de lado. Ouvimos esses casos com frequência; se houvesse verdadeira consciência e reconhecimento do verdadeiro propósito da medicina, deveriam adotar uma atitude de pesquisa ativa. No entanto, até hoje, nenhum médico o fez — um fato misterioso. Pensando bem, a razão deve ser apenas porque não é científico; mas, se é assim, desde que seja científico, acreditam que a bondade ou maldade do resultado não importa. Não há outra palavra senão dizer que caíram numa superstição científica terrível.
Vários aspectos dos erros médicos
Adicionado e publicado no mesmo artigo da edição nº 152 de 'Eikō'
Já deve estar bem claro que a terapia é um método para solidificar as toxinas e não eliminá-las para fora do corpo, enquanto o Johrei é o método oposto: dissolvê-las e eliminá-las para fora. No entanto, como os seres humanos ainda confiam plenamente na medicina, mesmo que entendam essa lógica, a mudança de mentalidade não será imediata. Por isso, gostaria de aplicar o bisturi da análise sob vários aspectos. Comecemos pelo tão popular pneumotórax terapêutico. Esse método introduz ar entre as membranas externas do pulmão, comprimindo-o para enfraquecer sua atividade e tornar a respiração mais fraca. Com isso, a purificação das toxinas no interior do pulmão diminui, reduzindo a febre, a tosse e o catarro, e a cavidade se contrai, dando a impressão de cura. É, por assim dizer, um método de repouso localizado apenas no pulmão. Como a terapia tem como princípio solidificar, o progresso da medicina é apenas o progresso dos métodos de solidificação — isso é evidente demais. Acima de tudo, se durante o repouso o paciente faz qualquer movimento, a febre surge imediatamente; isso ocorre porque, mesmo que minimamente, a purificação se inicia. O médico, alarmado, proíbe qualquer esforço, pois teme extremamente a dissolução da concentração de toxinas.
Em seguida, os medicamentos específicos para tuberculose. Pela mesma lógica, nos últimos anos novos medicamentos surgem um após o outro, todos visando enfraquecer o corpo e solidificar, de modo que um medicamento que funciona bem é aquele que, por um triz, evita os efeitos colaterais e potencializa ao máximo o veneno. Diante do exposto, a atual terapia da tuberculose não é um avanço no tratamento de doenças, mas apenas um avanço nos métodos de solidificação. Manter os pacientes de cama por anos, como bonecos de vitrine ou cadáveres vivos, é esperar que a solidificação ocorra naturalmente. Além de exigir grandes despesas, impede o trabalho e ainda traz a preocupação de contágio — que coisa lamentável!
O mais ridículo é a terapia de repouso ao ar livre. Em noites de inverno, quando o vento frio fere a pele, ficam deitados imóveis com as janelas escancaradas. Mesmo uma pessoa saudável não suportaria o frio; para alguém já debilitado, reduzido a pele e osso e ainda com algum calafrio, é algo verdadeiramente trágico. Se ao menos curasse, ainda vá lá; mas pioram ou morrem, e essa crueldade é indescritível. A intenção deve ser também fazê-los respirar ar puro, mas, na prática, em nossa experiência, a qualidade do ar não tem tanta influência. Por quê? Porque, quando se cura com Johrei, mesmo em meio ao ar ruim da cidade, não há diferença na forma de cura; em primeiro lugar, se o ar tivesse relação, a tuberculose deveria ser rara no campo; mas, recentemente, não há muita diferença em relação à cidade — isso a própria medicina também afirma. Há também este fato: antigamente, em sanatórios, recomendava-se a helioterapia; recentemente, porém, foi abandonada por ser considerada prejudicial. Isso também ocorre porque, ao se expor ao sol, o metabolismo se torna ativo e a purificação tende a ocorrer. Em suma, o erro fundamental da atual terapia da tuberculose — e isso vale também para outras doenças — é, como repito, confundir o método de solidificar as toxinas com o método de curar. Enquanto não despertarem para esse ponto, a cura é impossível.
Em seguida, gostaria de falar um pouco sobre o resfriado. Em primeiro lugar, ao pegar um resfriado, a pessoa logo consulta um médico ou, então, toma aspirina, kakkonto, sakê com ovo caseiro, carvão de tangerina, cobre-se com cobertores e acha bom suar o máximo possível. Também há quem, tendo recursos, considere perigosas as terapias paliativas e procure o médico de confiança; mas, como a medicina moderna nem sequer conhece a causa do resfriado, não dá um diagnóstico que tranquilize o paciente. Recomendam-lhe repouso absoluto, o que é extremamente angustiante. Ficam com medo de que, se virar pneumonia, será um grande problema, e passam o dia inteiro de olho no termômetro. No entanto, como já disse repetidas vezes, não há coisa melhor que um resfriado. As toxinas acumuladas em algum lugar do corpo se dissolvem com a febre e saem como catarro, secreção nasal, suor; quando saem em quantidade suficiente, a pessoa se cura, fica leve e a saúde aumenta. Em suma, é uma limpeza gratuita do corpo. Assim como o banho é um método de limpeza externa, o resfriado pode ser considerado um método de limpeza interna. Ou seja, assim como se remove a sujeira acumulada na pele, remove-se a sujeira acumulada no corpo. É claro que a pele pode ser lavada com as mãos, mas o interior do abdômen não pode ser lavado assim; por isso, a natureza nos lava com o método do “banho interno” chamado resfriado. Pensando nisso, o Criador de todas as coisas realmente fez tudo com maestria; somos gratos ao resfriado. Portanto, é conforme a lei celestial que os seres humanos peguem resfriados o máximo possível; pode-se até dizer que o resfriado é o primeiro método de saúde. Além disso, uma vez curado dessa forma, a pessoa se torna verdadeiramente saudável, sem absolutamente nenhuma preocupação de contrair tuberculose.
Com essa cura natural, as toxinas diminuem; assim, a cada resfriado, ele se torna mais leve, até que a pessoa não pega mais resfriado algum. Quem se torna saudável dessa forma, seja trabalhador ou estudante, não falta ao trabalho ou à escola; pessoas de qualquer classe ficam livres de doenças e desastres, trabalham o ano inteiro sem interrupção e podem fazê-lo alegremente todos os dias; a família inteira não se preocupa com doenças — este é o verdadeiro estado de tranquilidade e paz espiritual. E, como a sociedade é o conjunto das famílias, realiza-se aqui o mundo do Paraíso. No entanto, há algo que ainda precisamos saber: às vezes a doença pode ser curada pela terapia, e há duas razões para isso. A primeira é que, com medicamentos ou outros métodos, as toxinas são solidificadas ao máximo, dando a impressão de cura; mas não é uma cura verdadeira, portanto, mais cedo ou mais tarde, a doença certamente reaparecerá. Como não sabem disso, pensam que a doença foi curada pela terapia. A outra é que, mesmo que a terapia tente solidificar, em pessoas com forte poder de purificação as toxinas não se solidificam e são eliminadas naturalmente aos poucos, curando-se; esta é a verdadeira forma de cura, portanto não há recaída, mas essas pessoas são raras. No entanto, se desde o início não recebessem terapia e fossem deixadas à natureza, a cura seria ainda mais rápida.
Aprofundando ainda mais esse significado, chegamos ao seguinte: enquanto há o sofrimento da doença, a purificação está ocorrendo e, portanto, as toxinas estão diminuindo. No entanto, por não saberem disso e por ser difícil suportar a dor, as pessoas usam medicamentos para obter alívio temporário. É como adiar o pagamento de uma dívida porque é doloroso pagá-la; com o passar dos dias, os juros se acumulam e a cobrança da dívida vem de novo. Adiam novamente; os juros e o principal aumentam, a cobrança se torna mais severa, até que, finalmente, não podem mais adiar e vão à falência — é a mesma coisa. Então, o que fazer? Basta suportar a dor no início; assim, a dor é temporária e, como as toxinas diminuem suavemente, não dura muito tempo. Se for uma doença aguda, pode-se pensar que passa em dois ou três dias. Fora isso, o único método seguro e eficaz é o Johrei desta Doutrina.
Quanto à nevralgia intercostal, causa indireta da tuberculose, sua origem está em um lugar inesperado. Muitas vezes, deve-se ao uso de antissépticos em cirurgias de doenças da cabeça para cima. A medicina considera os antissépticos indispensáveis, mas essa toxina medicamentosa é verdadeiramente terrível; seu veneno é extremamente forte e, como penetra diretamente pelos músculos, a quantidade é grande, desce e se solidifica nas costelas, podendo ainda alcançar a metade inferior do corpo e causar várias doenças. Além disso, essa toxicidade é persistente, causa dores intensas e exige longo período para a cura. Sempre penso em quantas pessoas seriam salvas apenas pelo conhecimento desse mal dos antissépticos.
Em seguida, sobre o princípio da medicina. Pode causar espanto dizer que a medicina não tem princípio; mas, se a verdadeira causa da doença fosse conhecida, não haveria necessidade de experimentos com animais. Por que, então, sacrificar tantas cobaias, como porquinhos-da-índia e camundongos? Quanto ao famoso medicamento antissifilítico 606 (Salvarsan), diz-se que foi finalmente completado após 606 experimentos; só isso já mostra bem a falta de princípio. A medicina moderna apenas confunde o que não é princípio com princípio.
Originalmente, a doença é um fenômeno que aparece no corpo humano, e não uma entidade; a medicina desconhece essa distinção. Sobretudo, a existência de muitos tipos de doença se deve à existência de muitas partes onde o fenômeno aparece; é essa diferença que gera os vários nomes de doenças e as diferentes terapias.
No entanto, de nossa parte, consideramos que toda causa de doença é uma só. Como prova disso, basta ver a terapia desta Doutrina: qualquer doença é curada apenas com o Johrei. A patologia defendida pela medicina, por sua vez, é na verdade apenas raciocínio e suposição baseados em resultados de medições mecânicas; se o princípio fundamental fosse conhecido, o tratamento de acordo com esse princípio deveria curar, e não haveria necessidade de experimentos com animais. Portanto, se ao menos isso fosse compreendido pelos médicos do mundo, eles despertariam para o fato de que a medicina moderna não é científica, mas apenas um meio de alívio do sofrimento baseado em raciocínio, mecânica e experimentação; a medicina estabelecida teria de ser superada, e então a medicina recomeçaria, nascendo a verdadeira medicina.
Conclusão
Escrevi de forma bastante ousada e nua sobre o problema da tuberculose em relação à medicina moderna. Quem ler isto — autoridades governamentais, especialistas e o público em geral — provavelmente não conseguirá concordar imediatamente com uma teoria tão inesperada. Alguns dirão que é um absurdo; outros podem pensar que é a presunção (justiça própria) típica de religiosos; alguns podem achar que é uma teoria importante e, se for verdade, a estudarão seriamente como um grande problema mundial. No entanto, não tenho a menor intenção de difamar a medicina. Apenas expus a verdade como verdade. Porque, para realmente salvar a humanidade, não há outro caminho.
Acima de tudo, o surgimento deste escrito significa que chegou o momento celestial para a eliminação da doença, raiz da infelicidade humana; o que mais seria senão a manifestação da Vontade Divina? Portanto, se o leitor, sem se prender a teorias estabelecidas, ler com a mente em branco, não deverá ter nenhuma dúvida; não haverá outra opção senão acreditar. E o fato de Deus ter revelado esta verdade pela primeira vez a mim, um japonês, indica a intenção de iniciar a obra de salvação a partir do Japão. Sendo assim, como o maior sofrimento atual no Japão é o problema da tuberculose, este escrito foi publicado primeiro aqui. No entanto, como os japoneses de hoje se tornaram adeptos da ciência materialista, darão ouvidos a uma nova teoria científica, mas, fora da ciência, por mais brilhante que seja a teoria, certamente a verão com olhos de negação desde o início. E, se houver um cheiro religioso de Deus ou espírito, ainda mais. No entanto, como a teoria é sistematizada e explicada com base em fatos, é claro que não há espaço para negação alguma. E esse método de comprovação é o nosso método do Johrei, que atualmente cura todas as doenças e está criando inúmeras famílias sem doentes; isso pode ser visto por este fato vivo.
Por fim, gostaria de escrever fundamentalmente sobre o princípio do Johrei, mas, como é difícil de ser compreendido por terceiros que não sejam crentes, limitar-me-ei a um certo ponto. Originalmente, o objetivo principal deste escrito é apontar os pontos cegos da medicina e divulgar o efeito do Johrei.
Assim, escreverei apenas um resumo do método do Johrei. Este método não utiliza nenhum material; basta, a alguns shaku (cerca de 60 cm a 1 metro) de distância do paciente, erguer a mão sobre ele, e todas as doenças se curam. Isso porque, da palma da mão, irradiam-se Ondas Espirituais de Luz, que dissipam as nuvens espirituais do paciente e, refletindo-se no corpo, dissolvem e eliminam as toxinas. Quando as toxinas são diluídas, a maior parte se transforma em água e se mistura aos fluidos; quando concentradas, a parte mais densa se transforma em várias excreções e sai do corpo. Por exemplo, a dor intensa da apendicite geralmente se cura em vinte ou trinta minutos; em casos graves, repetindo-se duas ou três vezes, cura-se completamente em meio dia. É claro que as toxinas dissolvidas são eliminadas em breve como diarreia, portanto a cura é radical e não há preocupação de recaída. Só por isso, vê-se que a terapia atual, além da dor da cirurgia, dos muitos dias e dos custos enormes, também causa falsa peritonite (que é a dor no local da apendicite após a cirurgia) e doenças renais; comparado ao nosso método do Johrei, a diferença é abismal. Este método do Johrei é a nova terapia mais avançada. E, hoje, na terapia da tuberculose, realizam-se vários procedimentos, como o pneumotórax, mas estes são medidas paliativas, não fundamentais, portanto não curam de forma eficaz; mesmo que curem, é temporário, e a pessoa ou tem recaída ou se torna um corpo fraco, sendo tratada como um inválido para o resto da vida — os médicos também devem saber bem disso.
Aqui, explicarei resumidamente sobre as Ondas Espirituais do Johrei. São um tipo de raio de luz. No entanto, mesmo sendo raios de luz, há diferença entre espírito e corpo. Os raios X e o rádio são raios de luz do corpo, enquanto os raios de luz do Johrei são do espírito; essas duas ações são opostas. Como se sabe na medicina, os raios X têm a propriedade de solidificar toxinas, e o rádio tem a propriedade de destruí-las; por isso, o tratamento do câncer aplica esse poder de destruição. No entanto, o problema é que esse poder de destruição, junto com o câncer, também destrói o tecido local; portanto, no resultado, o efeito é anulado, o saldo é zero, não passando de um paliativo. Além disso, pagam-se preços altíssimos para importá-los do exterior; é realmente uma tolice.
Por outro lado, as ondas de Luz do Johrei não são nem solidificação nem destruição como as anteriores. É uma terapia que dissolve as toxinas solidificadas e as restaura à forma original; portanto, a diferença entre o mal e o bem é total. Além disso, as primeiras são extraídas mecanicamente de minerais, exigindo custo e trabalho; já as últimas são irradiadas infinitamente do corpo humano, sem custo algum, e o efeito é como descrito acima. Pode-se deduzir que foi algo concedido por Deus para salvar a humanidade.
Quanto à longevidade humana, direi algumas palavras. Recentemente, a expectativa de vida dos japoneses aumentou bastante, e alegra-se a média de 61 ou 62 anos para homens e mulheres. Pode aumentar um pouco mais, mas isso não se deve ao fato de terem se tornado saudáveis, mas sim à paralisação da purificação, que adia o aparecimento da doença; se a doença não aparece, não há oportunidade de receber terapia, escapando assim do perigo de morte. Basta ver que, quanto mais avançado culturalmente é um país, mais isso ocorre, como na Inglaterra e na França. De fato, a expectativa de vida aumentou, mas, ao mesmo tempo, o número de idosos cresceu e o de jovens é proporcionalmente menor; assim, o vigor nacional diminui, a população não cresce e o povo se torna passivo, preocupado apenas em buscar o conforto. Atualmente, ambos os países estão perdendo gradualmente suas colônias e sua glória nacional declina a cada dia — isso pode ser visto. Até hoje, todas as mortes humanas, exceto as causadas por desastres, provêm de doenças; são, portanto, mortes não naturais. Quando chegar a era sem doenças, todas as mortes serão naturais; não haverá mortes prematuras, a longevidade aumentará enormemente, e será natural que se torne comum ultrapassar os cem anos. Se assim for, quanto trabalho cada pessoa poderá realizar durante a vida! E, como não há preocupação com doenças, poderão fazer planos ousados e trabalhar até a morte. Não haverá maior bênção para a sociedade humana. O método para realizar esse mundo, que parece um sonho, é acreditar na teoria deste escrito e praticá-la. Como representante de Deus, desejo transmitir esta verdade a toda a humanidade.
Por fim, escreverei sobre a crítica à medicina em geral, não apenas à tuberculose, e minhas aspirações. Atualmente, o mundo inteiro acredita que a medicina moderna é o método de tratamento mais avançado, e os governos de cada país, baseando-se nisso, estabelecem instalações para a garantia da saúde. Acredita-se que somente através do progresso da medicina é possível assegurar a segurança da vida humana.
Desde os tempos antigos, houve inúmeras novas descobertas, novas teorias e revoluções de todos os tipos, mas nenhuma foi tão grandiosa quanto a revolução na medicina. Sobretudo, se com isso a vida da humanidade for garantida para sempre, honestamente, nem é preciso pensar quantas vezes mais valioso isso seria do que as grandes obras de Buda Shakyamuni e Cristo. Nesse sentido, gostando ou não, acreditando ou não, a verdadeira medicina agora brilha radiante como o sol em um canto do Oriente. Portanto, aqueles que a seguem obterão glória eterna, enquanto aqueles que não a seguem, juntamente com a medicina, não terão escolha senão aceitar o destino da ruína. Que se atente para a passagem da Bíblia: “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”
Sobre o Apêndice
Os cem exemplos listados à esquerda são todos relatos escritos pelas próprias pessoas. Não houve seleção especial: foram tirados ao acaso cem casos dentre a grande quantidade que se acumulou desde o ano passado até hoje. Isso porque todos são essencialmente semelhantes, não havendo necessidade de seleção. Além disso, embora haja relatos que vão além da tuberculose, eles também não foram suprimidos em nada, permanecendo como no original. Portanto, pode haver certa prolixidade, mas peço compreensão neste ponto.
Apêndice
Relatos de Cem Pessoas Completamente Curadas
Isto é a Salvação
— O Terror da Medicina Vivenciado na Própria Carne — 'Eikō' nº 140 — 16 de janeiro de 1952 (Showa 27)
'Salvando a América' — 1º de janeiro de 1953 (Showa 28) Tóquio, Cidade de Musashino, Bairro Sakai
Igreja Média Hakuai, Matsui Masashi (32 anos)
Após percorrer o doloroso caminho da vida como prisioneiro na Sibéria, a alegria do retorno à pátria foi efêmera. Acometido pelo demônio da doença, sem esperança de viver, convencido de que Deus absolutamente não existia neste mundo, cheguei a decidir pelo suicídio em família. Foi diante de mim que a luz da salvação começou a brilhar. Recebi o Johrei com dúvidas e, por milagre, obtive a alegria de me reerguer. Transbordando de gratidão e ação de graças, apresento meus agradecimentos, sem me importar com a falta de habilidade na escrita.
Recordo que, há seis anos, com o fim da guerra, fui levado para o interior da Sibéria, uma região verdejante e densamente arborizada, onde começou uma vida de prisioneiro que jamais poderia imaginar. Em meados de setembro, já nevava e a temperatura caía. Em cada refeição, recebíamos a tampa da marmita cheia de sorgo ou milho cozido com sal, sopa de arenque salgado, solha salgada, etc. No início, por ser uma comida estranha, não me passava pela garganta; sem que eu percebesse, porém, passei a conseguir engolir. Em outubro e novembro, quando a vida de prisioneiro já se tornara rotina, não havia nenhuma distribuição de hortaliças. Os campos de verdes ervas que colhíamos ao acaso para comer também secaram e, quando a neve os cobriu, devido à falta de alimentos e à desnutrição, meu corpo perdeu a liberdade de movimento. O frio aumentou gradualmente e, incapazes de suportar o rigor glacial que congelava até a carne, as pessoas caíam uma após a outra.
Com o lema “Vamos todos nos esforçar. É perseverança. É paciência. Até voltarmos”, a força de vontade que nos mantinha firmes acabou se desvanecendo. Pensando na esposa, nos filhos e na terra natal, sob o céu de uma terra estrangeira, sem sonhos, um a um, dois a dois, eles se dispersavam. No hospital que abrigava quinhentas a seiscentas pessoas, a taxa de mortalidade chegou a mais de dez por cento ao dia. Os cadáveres eram amontoados em um local ao ar livre. Quando congelavam completamente, o médico militar trazia um furador (agulha) e, da cabeça ao abdômen, cortava-os verticalmente, sem examinar nada. Fingindo que havia feito a autópsia, escrevia o atestado de óbito e ia embora.
Os corpos restantes eram colocados por soldados japoneses em sacos de estopa, transportados em trenós e jogados em buracos cavados em vários lugares. Diante dessa dolorosa cena de nossos compatriotas, haveria alguém que não sufocasse em lágrimas secretas? Tapando os olhos diante dessa tragédia, pensei: será que existe Buda ou Deus que permite tais coisas? Sentia solidão, mas pensava na família que, com a sensação de que um dia parecia mil anos, esperava meu retorno seguro. Esporeando o coração em frangalhos, na floresta profunda, com neve até os joelhos, arrastando um cajado, continuei a me esforçar no trabalho de corte de madeira.
Depois de dois anos completos de sofrimento, quando, no fundo das montanhas da Sibéria, a voz dos grupos democráticos se elevou, e o trabalho e a alimentação se tornaram mais fáceis, recebi, como “harasho rabota” (bom trabalho), uma ordem interna do departamento político para retornar ao país. Fui incluído entre os pacientes e pude voltar com saúde para a saudosa terra natal. No entanto, foi por pouco tempo: eu, que não havia adoecido nem uma vez durante a longa vida na Sibéria, ao retornar à pátria e suspirar aliviado... Em setembro de 1947 (Showa 22), retornei e, em dezembro do mesmo ano, a glândula inguinal esquerda inchou.
No ambulatório de Mitaka, fui diagnosticado com provável doença venérea em quarto estágio. Imediatamente, apliquei compressas de ácido bórico e tomei sulfamina. Em uma semana, o inchaço cedeu e suspirei aliviado. No entanto, em janeiro do ano seguinte, um buraco se abriu entre a uretra e o reto, e metade da urina passou a sair pelo ânus. Durante o tratamento no Hospital da Universidade de Keio, em fevereiro, o testículo esquerdo inchou, com fortes dores. Após esperar por três semanas até que um leito ficasse disponível, fui submetido a uma cirurgia (remoção). Nesse período, recebi cinco injeções de penicilina de 300.000 unidades e dez injeções de 20 cc de Zalbro.
Antes mesmo de a ferida cirúrgica cicatrizar, desenvolvi pleurisia exsudativa esquerda. Tomei trinta injeções de Zalbro e, em três meses, aparentemente me curei. Voltei ao trabalho por um mês, e então o testículo direito inchou. Querendo salvar ao menos um dos dois, tomei cinco injeções de penicilina de 300.000 unidades e quinze de Zalbro, mas a dor aumentava cada vez mais, o inchaço chegou ao tamanho de um ovo e, por fim, fui informado de que precisaria de outra cirurgia. Imaginando que pudesse curar sem operar, tomei cerca de cinquenta comprimidos de Diazin, mas o inchaço e a dor não diminuíram.
Sem alternativa, fui hospitalizado e operado. Felizmente, já tínhamos um filho homem; mas, ao ver o testículo cortado sem piedade, pensei que talvez nunca mais teria outro filho. Sem que eu percebesse, as lágrimas escorriam pelo meu rosto, e não havia como detê-las. Três meses depois, a pleurisia esquerda reapareceu. Após seis meses de repouso, voltei ao trabalho por cinco meses, e ela se manifestou novamente. O médico ordenou repouso absoluto, e meu corpo já não conseguia ficar de pé. Em dezembro de 1949 (Showa 24), o pulmão direito também foi afetado e, ao mesmo tempo, fui diagnosticado com tuberculose intestinal. Naquele momento, perdi toda a esperança e me afoguei em lágrimas de tristeza e lamentação.
As crianças da vizinhança gritavam: “Tísica, tísica!” — e não se aproximavam. Ao ver até meu filho inocente ser ignorado pelas outras crianças e brincar sozinho, pensava que era por minha causa e apenas chorava, de forma efeminada, sobre meu destino. Não foi por causa deste filho que, mesmo naquele sofrimento de prisioneiro, sonhando com uma vida feliz juntos, resisti até o fim? Quero viver, quero ficar saudável mais uma vez. Em busca da recuperação, gastei até o último centavo para conseguir cinco frascos de estreptomicina. Com duas injeções por dia, a febre começou a ceder. Depois de oitenta injeções intravenosas de Zalpro e Zalpital, em março e abril de 1950 (Showa 25), fiquei sem febre. “Ah, agora estou salvo; basta esperar a recuperação”, eu e minha esposa nos alegramos com lágrimas de felicidade. Mas, em maio, a febre voltou. O intestino doía, a diarreia aumentava, as costas e o peito doíam de forma insuportável. Eu não largava a bolsa de gelo. Disseram-me que havia uma cavidade no pulmão direito e que não havia outro recurso senão a cirurgia. Contendo o choque que me derrubou, pedi que me internassem, mas, por mais que esperasse, o quarto não desocupava.
A esperança de recuperação já não passava de um sonho. Queria morrer o mais rápido possível. Se eu não acabasse com o incômodo que causava a todos, não teria desculpas. As roupas foram vendidas uma a uma; agora não havia mais o que trocar por dinheiro para remédios. Afligido pelo sofrimento da doença e pelas dificuldades econômicas, o futuro não era senão a morte. A partir de então, esperei apenas a oportunidade de cometer suicídio.
“Perdoe-me, pai”, pensei em meu coração. Com um pão doce recheado com cianeto de potássio na mão, disse: “Garoto, vou te dar uma coisa boa.” Quando o estendi, meu filho veio correndo, alegre. Será que eu, meus senhores, mesmo endurecendo o coração, poderia entregá-lo? Minhas mãos tremiam. A voz do coração gritou: “Pare!” Quando despertei daquele momento de pesadelo, como se voltasse a mim, soluços incontidos brotaram das profundezas do pecado. “Hoje vou morrer, amanhã vou morrer” — enquanto me preparava, ao ver o rosto do meu filho dormindo com um sorriso inocente, minha determinação vacilava. “Mais um dia, mais um dia, cumprindo meu dever de pai” — eu e minha esposa passávamos os dias em lágrimas. Mesmo resignado à morte, por causa do desejo de viver, continuei tomando PAS.
Em 16 de março de 1951 (Showa 26), o Sr. Shinohara, que morava em frente à casa dos meus pais, veio me visitar a pedido de minha mãe: “Masashi está morrendo. Por favor, ajude-o de alguma forma.” Ele me falou sobre a Igreja Messiânica. Eu, porém, que desde a vida na Sibéria não conseguia mais juntar as mãos em prece a Buda ou aos deuses, não pude acreditar nem mesmo naquelas palavras sagradas. Mas, comovido pela sinceridade do Sr. Shinohara, que falou a noite inteira, eu disse: “De qualquer forma, já estava resignado a morrer. Parar de tomar remédio é fácil para mim. Então, não precisa acreditar, está bem?” Quando disse isso, o céu já começava a clarear. “Está bem. Apenas, ao receber o Johrei, ocorrerão várias mudanças. Não se assuste nem tome medidas erradas, cavando sua própria cova”, ele me respondeu. Se pudesse ser salvo, queria ficar saudável mais uma vez, por meu filho...
Ao receber o Johrei, dormi profundamente como nunca. Na manhã seguinte, ergui-me na cama e consegui me alimentar. Até então, tinha dificuldade para respirar e mal conseguia ir ao banheiro; depois de vinte ou trinta minutos, porém, não me sentia cansado. “Realmente estranho”, comentei com minha esposa. A partir daí, recebi Johrei todos os dias. Depois de uma semana, já podia passear no jardim. “Ah, estou salvo, a doença incurável está sarando. Com certeza serei curado”, senti. Pude, do fundo do coração, apenas agradecer e juntar as mãos em prece. Houve purificações intensas, com vômitos e diarreia três ou quatro vezes, e minha energia aumentava a cada dia.
“Receba o Ohikari de proteção divina”, disse o Sr. Shinohara, emprestando-me o Ohikari de agradecimento de sua esposa. Graças à sua gentileza, eu e minha esposa pudemos participar do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Fomos ao local do curso em Mitaka. Meu corpo cambaleava ao ir; ao finalizar o dia de curso e dar um passo para fora, porém, meus pés estavam firmes e meus passos leves. Milagre! Subi e desci as escadas da estação como se estivesse saudável. Apenas agradecia pela preciosa proteção divina. Durante os três dias, ouvi com lágrimas do início ao fim. Ao receber o Ohikari de proteção, minhas mãos tremiam. Unidade Deus-homem. Não era um Deus de mera concepção, mas um Deus real. Deus existia de forma imponente neste mundo. Até mesmo em meu corpo, cheio de impurezas, a centelha divina dignou-se a habitar. Prostrei-me em lágrimas de júbilo. “Nunca mais pensarei em morrer. Por favor, salve-me” — as lágrimas abafaram o restante da voz. Quando o Sr. Shinohara disse “Parabéns”, não consegui emitir som. Todos os presentes também choraram de alegria.
Guerra, vida de prisioneiro, leito de doença. Várias vezes decidi morrer junto com meu filho. Do fundo do poço do desespero, os dias passados vinham à tona, como num caleidoscópio. O passado em que, por não conhecer a verdade, eu atormentava a mim mesmo. No início, era apenas um inchaço na região inguinal. Mas, devido à interrupção da purificação, as recaídas se repetiram. Cortei a carne. Por que, até ser abandonado pelos médicos, não surgiu em mim a desconfiança em relação aos medicamentos? Crime. Mesmo a guerra, que deveria causar calafrios, se rastrearmos sua origem, é por causa dos medicamentos. A semente da infelicidade está firmemente plantada em um lugar que toda a humanidade desconhece. Quanto mais eu entendia, mais cada coisa era um assombro. Agora, a verdade foi esclarecida. Chegou o momento de a civilização que gerou a infelicidade ser substituída por uma civilização que gera a felicidade. O surgimento do Paraíso, onde a Verdade, o Bem e o Belo se harmonizam... Por ter sido grande o sofrimento, a alegria de ser salvo também foi imensa.
A partir do dia seguinte à minha conversão, comecei a me dedicar ao Johrei, correndo para atender três, cinco pessoas por dia. É realmente como um sonho. Desde então, apego-me unicamente a Komyo-Nyorai, recebo purificações frequentes e, a cada dia, estou me tornando mais saudável.
Participo sem falta dos festivais de dez dias e mensais da filial de Kokubunji. Nesses dias, antes de sair, recebo a purificação do vômito uma ou duas vezes, e posso ir ao santuário com meu corpo, cheio de pecados e impurezas, purificado. A cada vez, aprofundo minha gratidão a Meishu-Sama.
Em 1º de maio, pude visitar Atami e, em 1º de julho, Gora. Contemplei pessoalmente o rosto de Meishu-Sama e agradeci do fundo do coração pela felicidade de ter sido salvo do mundo do Inferno. Eu, que era tão teimoso, ateu e cheio de dúvidas, senti-me envergonhado e tomado por uma emoção indescritível. Prometi firmemente a Meishu-Sama transmitir este imenso poder de salvação, ainda desconhecido das pessoas do mundo, a quantas pessoas puder, o mais rápido possível. (15 de setembro de 1951 - Showa 26)
Tuberculose Pulmonar, Um Ano e Meio no Leito: Levantou-se no Terceiro Dia
Nagasaki, Cidade de Sasebo, Bairro Daikoku, nº 153
Igreja Média Kii, Matsuo Sadako (24 anos)
Apresento, respeitosamente, meus agradecimentos pela proteção divina.
Ao recordar aquela época, que medo!
Eu, que vagava sem cajado por um caminho escuro.
Sim, durante um ano e meio, tropecei e caí inúmeras vezes, passando dias dolorosos e solitários. Agora, ao recordar com serenidade a dolorosa vida no leito de doente, meu corpo treme diante da imensa graça de Komyo-Nyorai. Relato aqui minha experiência, desde o início da doença até ser salva por Komyo-Nyorai. Se isso puder se tornar uma luz para aqueles que ainda sofrem de doenças, será uma felicidade.
Foi em 26 de dezembro de 1949 (Showa 24), um dia agitado, próximo ao Ano Novo. De repente, hemoptise? Uma grande hemoptise, que impedia até a respiração. “Ah, doença pulmonar, morte.” Por um instante, a frente dos meus olhos escureceu e não entendi mais nada. Quando acordei, estava deitada em uma cama fria de hospital. A partir daí, começou minha dolorosa vida de tratamento. Queria voltar para casa o mais rápido possível. Forcei minha mãe a consultar o médico e, no sexto dia, 31 de dezembro, consegui permissão para voltar para casa. Era doloroso para mim ver o sofrimento das outras pessoas no mesmo quarto.
Ver e ouvir a respiração dolorosa, a voz rouca e o corpo emagrecido daquelas pessoas era insuportável. Mais cedo ou mais tarde, eu também percorreria aquele caminho de sofrimento. As pessoas diziam: “Tuberculose pulmonar não tem cura. Em primeiro lugar, não há remédio que funcione para tuberculose pulmonar.” Mas eu pensava: “Quem vai morrer? Quem vai morrer de uma doença como tuberculose pulmonar? Com o avanço da ciência atual, não existe remédio que funcione? Que absurdo!” E forcei-me a afastar esses pensamentos. De fato, não havia remédio. Quando me disseram que o repouso era o melhor remédio, fiquei deveras desanimada.
Pensava: “Quanto tempo terei de ficar deitada para sarar?” Enquanto isso, eu, que não podia nem me mover, recebia repouso, injeções e pós todos os dias. Dois meses após a hemoptise, em 18 de fevereiro de 1950 (Showa 25), minha irmã mais nova faleceu subitamente, vítima de uma apendicite tardia. A tristeza de minha mãe, é claro. Eu, que não pude ao menos me despedir dela no final, enfiei-me na cama e chorei. Amaldiçoei o mundo, pensando: “Não existe Deus nem Buda!” A partir de então, meu sofrimento foi maior do que antes. Atormentada pela insônia, emagreci. A febre não baixava de 38 graus, não tinha apetite e esperava ansiosamente a visita do médico.
Quando, por volta do sexto dia, a febre baixou, a alegria foi passageira. Novamente caí de cama. A dor — como se um ferro estivesse remexendo meus pulmões — era indescritível, tanto em palavras quanto por escrito. Passei vários dias sem dormir, com as duas mãos sobre o peito, como se o abraçasse. Após a morte de minha irmã, minha mãe me cuidava com empenho. Encorajada por ela, que sempre me animava com ternura, tomei e injetei os novos medicamentos PAS e Micina, mas não obtive o efeito esperado. Chegou maio de 1951 (Showa 26). Em 20 de maio, o Sr. Mizogami, membro da Igreja Messiânica Mundial, veio a negócios, e eu ouvi a história da grande e misericordiosa compaixão de Komyo-Nyorai.
Ele me incentivou: "Por que não recebe o Johrei? Se aceitar, pedirei ao mestre para vir até sua casa." No entanto, eu não fazia ideia de que tratamento era aquele. Embora pensasse que era o poder de Deus, duvidava se uma doença como a minha, que nem mesmo os médicos conseguiam aliviar, poderia ser curada. Entre a fé e a dúvida, li o Tijotengoku que ele me emprestou. No dia 23, o Sr. Mizogami veio novamente a negócios e falou sobre o assunto; então resolvi pedir para experimentar. No dia 26, o Sr. Saida, chefe da filial de Sasebo, veio. Assim que entrou em casa, ao ver seu rosto, senti o corpo ficar mais leve, sem saber por quê.
Senti, sem compreender por quê, que com certeza seria salva. Recebi o Johrei imediatamente, enquanto ouvia suas palavras, e o dia terminou. Na manhã seguinte, dia 27, a opressão no peito, que me atormentava com uma dor surda, havia desaparecido como se tivesse sido limpa, e me senti bem. Quando contei isso ao mestre, ele riu: "Então, você já não está mais doente, não é?" No terceiro dia, eu, que estava de cama havia um ano e meio, sentei-me e andei sem sentir nada no corpo. O mestre disse: "Quando se sentir bem, venha fazer uma visita ao santuário." No entanto, tomando muito cuidado, fiz minha primeira visita ao santuário em 10 de junho.
Ao entrar na casa e me apresentar diante do altar, senti uma fragrância nobre e indescritível. Após a visita, observei bem as flores no altar, mas o perfume não era delas. Mais tarde, lendo o Tijotengoku, encontrei um ensinamento de Meishu-Sama de que, no recinto divino, às vezes emana uma fragrância nobre. "Ah, era isso", pensei, e involuntariamente inclinei a cabeça. Depois disso, a cada dia que passava, ficava mais saudável. Agora, tenho a honra de ajudar no Johrei e me dedico às tarefas domésticas.
Uma família de dez pessoas. Até então, minha vida era realmente sombria. Depois que fiquei saudável, passei a ter uma vida brilhante e alegre, como se tivesse renascido.
Muito obrigada, de verdade. (Apresentado em 1º de agosto de 1951 - Showa 26)
Recebendo a Luz para uma Família Atingida por Doença Pulmonar
Quioto, Distrito de Kumano, Vila de Sanō, Subdistrito de Sano
Igreja Grande Shinsei, Tsuji Naomichi (36 anos)
Mesmo uma doença que ameaçava a vida,
Curou-se, e a alegria de estar imerso na graça.
Toda vez que entoo respeitosamente o hino de louvor, a felicidade minha e de minha família, que fomos salvos por Meishu-Sama e podemos estar imersos na graça divina, é indescritível em palavras ou por escrito. Aqui, com minha caneta inábil, apresento minhas palavras de agradecimento.
Foi por volta do final de março do ano passado. Até então, estava um pouco resfriado, com uma tosse seca que não parava, e tratava aquilo como um resfriado comum. No entanto, ao anoitecer, sentia o corpo febril e cansado. Confiando na palavra do médico, que dizia ser apenas um resfriado leve, eu tomava os remédios, mas algo me deixava ansioso. Pedi um exame mais detalhado. Foi então que ele disse: "Parece que a pleura não está bem, e há algo suspeito no pulmão também." No início, ele havia tratado como algo que sararia facilmente; agora, porém, senti uma ponta de ansiedade quanto à minha própria saúde e, ao mesmo tempo, percebi a falta de confiabilidade do médico.
"Preciso fazer alguma coisa. Não haverá algum bom tratamento?" Preocupado com isto e aquilo, mesmo deitado, fiz moxabustão, massagem com gengibre, etc. A febre oscilava entre 37 e 38 graus, e eu alternava entre alegria e tristeza. Sofrendo com a falta total de apetite, continuei com afinco. Parecia que tinha melhorado um pouco, a ponto de poder me levantar e passear ao ar livre. Suspirei aliviado, mas foi por apenas cerca de dez dias. Não esquecerei aquele 18 de abril. Mal senti calafrios ao anoitecer, fui tomado por uma febre violenta e não consegui dormir a noite toda. Minha preciosa confiança e esperança desmoronaram completamente, sem deixar vestígios.
"O que está acontecendo com meu corpo? Agora, vou obter um diagnóstico correto e, se for para sofrer, que sofra", decidi. No dia seguinte, pedi a visita de um renomado diretor de hospital da região. Após um exame minucioso e radiografias, o resultado foi fatal. "Infiltração pulmonar bastante avançada. Repouso absoluto e dieta alimentar. Incapacidade para o trabalho por dois anos." Só de ouvir aquilo, estava tudo acabado. Meu irmão mais velho, que há dez e tantos anos confiou cegamente nos médicos e sofreu de tuberculose pulmonar por três anos, morreu. Meu irmão mais novo, depois de uma pleurisia no exército, assim que se tornou professor, sofreu de infiltração pulmonar e faleceu.
Meu pai, que, lutando para reerguer a família, também faleceu há quatro anos devido a uma infiltração pulmonar. Eu era o último que podia trabalhar na família. "O que tinha que vir, finalmente veio?" As flores de cerejeira começavam a cair, e maio, quando a brisa perfumada sopra sobre as folhas novas, estava para chegar, mas não havia coração para apreciar a primavera. Tudo se tornou desânimo. Acordava e, desde cedo, a febre ultrapassava os 37 graus; à noite, subia para 38, 39 graus. Sem energia, dormia; sem energia, pensava; passava os dias olhando para o teto. A solidão. Se as coisas continuassem assim, eu perderia a vitalidade, acabaria seguindo o caminho de meu pai e irmãos, queimado pelo fogo do Inferno, e minha família cairia no fundo do poço da desgraça.
Ao pensar nisso, sinto arrepios na pele. Foi nesse momento que Meishu-Sama estendeu a mão da salvação e salvou a mim, um ser cheio de pecados, e minha família. Sua benevolência vasta e ilimitada. Onde poderia haver alegria e júbilo maiores do que este?
Mesmo a este corpo cheio de pecados, sem me censurar,
Concede abundantemente uma grande felicidade.
Eu havia começado a saber recentemente que existia uma "religião Kannon" (nome da época) que curava doenças colocando a mão sobre elas. De repente, tive vontade de pedir ajuda. Consultei minha esposa e escrevi um cartão do leito. Esse foi o primeiro passo para minha salvação. Através de um membro local, o Sr. Yamaguchi, conheci o Sr. Yamamoto (Yoshi) de Osaka. No início, sem acreditar, comecei a receber o Johrei deles todos os dias. Em poucos dias, a febre, que até então oscilava em torno de 38 graus, estabilizou-se primeiro entre 36 e 37 graus, sem variações. Consequentemente, meu humor melhorou e o apetite começou a aparecer.
Tudo o que ouvia todos os dias era algo que jamais poderia imaginar. A doença é um processo de eliminação de toxinas do corpo; através do processo de purificação, o corpo se torna saudável. O tratamento que eu vinha fazendo sem saber era um método que, ao contrário, suprimia essa ação purificadora. O resultado da interrupção da purificação, juntamente com o dano das toxinas medicamentosas, trazia consequências terríveis. Ouvi que apenas o Johrei elimina e purifica facilmente as toxinas do corpo. Senti como se tivesse despertado. E, exatamente como o mestre dizia, o corpo doente melhorava gradualmente, de fato.
Essa realidade brilhante e alegre, por mais que eu tentasse negá-la, não podia ser completamente negada. Por vários anos, como método de saúde, praticava a mastigação completa, engolindo apenas depois que cada porção de comida se transformava em pasta. Seguia isso fielmente, mas sofria de diarreia e só sabia usar "gennoshoko" (remédio para diarreia). Quando me disseram: "Se gosta de chá com arroz, tudo bem", comi com receio, mas meu estômago não passou mal. A alegria quando a preocupação com a diarreia foi varrida pela raiz! "Como descascar papel fino" deve descrever este momento. Dessa forma, eu, que havia recebido a ordem de dois anos de repouso, pude trabalhar em menos de dois meses.
A sensação de prazer e alegria quando, apesar de o médico estranhar, após exame e radiografia, ele disse que estava quase curado, é algo que não posso esquecer até hoje.
Depois que comecei a trabalhar, à medida que meu corpo se recuperava, de forma interessante e fácil, e com frequência, eu expelia catarro a ponto de o papel que trazia ficar pegajoso. Isso ocorria periodicamente, ligado a uma purificação com febre leve. Compreendi, conforme o ensinamento de Meishu-Sama, que o repouso interrompe a purificação, e que mover-se a promove. Dessa forma, no verão passado, eu e minha esposa nos convertemos, um após o outro. No outono passado, minha irmã, que sofria de apendicite, recusou a ordem do médico de "esfriar" e se curou com Johrei, convertendo-se em seguida. Ela vem sendo incentivada na obra de salvação. Além disso, meus filhos de cinco e três anos pegaram coqueluche ao mesmo tempo. Como já havia ouvido as explicações, fiquei tranquilo e, desde o início, apenas com Johrei, eles passaram pela purificação com muita facilidade. Normalmente, essa tosse é tão dolorosa que os pais não conseguem ver. No entanto, com o Johrei, eles tossiam com muita facilidade, expelindo uma substância mucosa, e depois ficavam "tranquilos". Em cerca de duas semanas, estavam completamente saudáveis. Após a purificação, as crianças pareciam ficar melhores do que antes. A gratidão por me ter sido confiado o poder de salvação, que me permite, como pai, estender a mão ao meu filho que busca o Johrei nos momentos de sofrimento, é algo que supera qualquer outra alegria.
Na primavera deste ano, recebemos a tão esperada entronização de Komyo-Nyorai e a proteção divina. Consagramos Byōbu Kannon (Kannon do biombo) e nossa família se tornou visivelmente mais brilhante. A mim, um ser cheio de pecados e impurezas, sem nome, e à minha família, Meishu-Sama nos salvou da morte e do mundo do Inferno. Muito obrigado, de verdade. Apresento respeitosamente meus agradecimentos. Para finalizar, expresso minha profunda gratidão ao presidente da Igreja Grande Shinsei, Mestre Nakamura, ao chefe da filial, Mestre Hayakawa, e a todos os mestres, pela orientação e incentivo que superam o cuidado familiar, e juro que me dedicarei e me esforçarei ainda mais no caminho da salvação. (Apresentado em 22 de outubro de 1951)
"A vida que me restava, 'no máximo três anos', foi salva"
Miyazaki, Distrito de Higashiusuki, Vila de Kitakata, Sogi Kuboyama
Igreja Grande Kōhō, Takeshi Izumi (32 anos)
Com humildade, apresento este relatório. Em abril do ano 25 da Era Showa (1950), ao fazer um check-up de saúde, fui diagnosticado com infiltração em ambos os pulmões e recebi ordem de repouso por três meses. No início, tomei medicamentos da medicina chinesa, mas como não surtiram efeito, desisti e passei a tomar vários remédios indicados por médicos.
No entanto, como eu suava à noite e sentia dores nas costas, e meu estado não melhorava claramente, pensei que minha vida estava por um fio e me sentia completamente desesperado. Foi então que ouvi as preciosas palavras da Igreja Messiânica. Eu, que nunca havia acreditado em Deus ou em qualquer fé, nem mesmo juntado as mãos em oração, movido pelo desespero, recebi o Johrei cheio de dúvidas. Naquele momento, a dor no peito desapareceu imediatamente e, com três meses de Johrei, pude voltar a trabalhar. Passei a ir de trem todos os dias — um trajeto de uma hora desde minha casa — até a fábrica Asahi Kasei Bemberg em Nobeoka, a cidade industrial, e lá trabalhava completamente saudável.
No entanto, por volta de março do ano 26 da Era Showa (1951), voltei a sentir dores no peito e também nas costas. Fiz um exame na fábrica e, ao tirar uma radiografia, disseram-me que havia cavidades do tamanho de uma moeda de um iene na parte superior de ambos os pulmões. Fiquei pessimista, pensando que a doença anterior havia voltado. O médico da fábrica disse: “Só há uma medida para a sua doença. É fazer uma cirurgia imediatamente.” Se eu não seguisse as ordens do médico da fábrica, seria demitido. Mas, se as seguisse, ficaria sem ossos. E, como o médico também não poderia garantir a cura com a cirurgia, fiquei perdido, sem saber o que fazer.
Da primeira vez, recebi o Johrei e melhorei; contudo, ao melhorar, agi como se nada tivesse acontecido, seguindo a filosofia do “só eu é que importa”. Percebi que isso foi realmente imperdoável. Então, recorri novamente ao Ministro da filial, que me guiou de várias formas. Recebi o Johrei e também passei a ler atentamente os Escritos Divinos. Na mesma época, escrevi uma carta a uma pessoa em Osaka que se curara de uma doença semelhante à minha. Recebi imediatamente uma resposta de incentivo: “Realmente, não há outro caminho senão este Poder Supremo.” Era a carta carinhosa de alguém que eu nunca havia encontrado nem sabia quem era. Assim, adquiri a convicção de que, do mesmo modo que recebera a vida de Deus, se recebesse a Luz de Deus, eu me curaria; e agarrei-me a isso com todo o meu empenho.
Imediatamente, todos nós — eu, minha esposa e minha irmã — nos convertemos. Enquanto recebia o Johrei, tive febre, expectoração com sangue, diarreia, resfriados etc. Passei por uma série de preciosas purificações que só alguém como eu poderia celebrar. Meu humor melhorou, a dor no peito desapareceu, e a alegria de ter sido verdadeiramente salvo foi algo que não sei como expressar em agradecimento.
Quando tomei as providências para voltar a trabalhar na fábrica, o médico da fábrica disse: “Você não pode ficar sem fazer a cirurgia.” Então, fui a outro hospital e fiz vários exames, incluindo radiografias. Disse ao médico: “Disseram que tenho cavidades do tamanho de uma moeda de um iene na parte superior de ambos os pulmões.” Ele respondeu: “Ah, sua vida é de no máximo três anos. Mas, já que você veio até aqui, vamos tirar uma radiografia para ver.” Assim, tirei a radiografia. Então ele disse: “Não, você já está quase curado. Há uma pequena sombra, quase imperceptível. Se fizer pneumotórax por seis meses, estará completamente curado.” Mas respondi: “Não, hoje vim apenas para fazer o exame.” E fui para casa. Depois disso, continuei recebendo o Johrei. Desta vez, fui ao hospital estadual para um exame, e o diretor me deu um atestado dizendo “nenhuma anormalidade”. Recebi então a notificação da fábrica para voltar ao trabalho.
Antes, eu vagava de um lado para outro, ora me preparando para a morte, ora me entregando ao desespero, pensando apenas em coisas estranhas. Agora, ao contrário, tudo se transformou em alegria e gratidão. Foi como encontrar a luz na escuridão. Minha família inteira celebrou; a alegria era tanta que não conseguíamos dormir à noite.
Ao entrar em contato com o poder infinito e ilimitado de Deus, que salvou até mesmo uma vida que já não existia mais, não tenho palavras para expressar minha gratidão. De agora em diante, por meio da minha própria experiência, desejo transmitir este Caminho ao maior número possível de pessoas, o mais rápido possível, para retribuir, ainda que em mínima parte, a imensa graça recebida.
Senhor Meishu-Sama, muito obrigado. Apresento meus mais profundos e sinceros agradecimentos. (apresentado em 25 de janeiro de 1952)
A alegria de encontrar esperança no abismo do desespero
Chiba, Distrito de Awa, Vila de Saijō, Uchizumi
Igreja Média Shimpū, Keiji Urabe (20 anos)
Sou alguém que se converteu há pouco tempo. Contudo, como fui salvo de uma longa vida de enfermidade e experimentei em meu próprio corpo o terror das toxinas medicamentosas e a grandeza do poder divino, peço licença para apresentar este relatório, sem me importar com a falta de habilidade na escrita. Se puder servir de alguma referência para aqueles que sofrem com as dores da doença, ficarei feliz.
Em outubro do ano 22 da Era Showa (1947), como não me sentia bem, fui consultar um médico na Clínica XX. Fui diagnosticado com “bronquite crônica, necessitando de um mês de repouso”. Mesmo cuidando da saúde, não melhorei. Após um novo exame, veio o diagnóstico de tuberculose inicial. Internado, submetido a pneumotórax, repouso, injeções e vários outros tratamentos, acabei desenvolvendo pleurisia exsudativa, empiema pleural, peritonite, nevralgia, e assim por diante. As doenças aumentavam uma após a outra, até que recebi o diagnóstico de sete doenças tuberculosas.
Apesar de a medicina ser tão avançada, ao tentar curar uma doença, ela se transformava em duas; ao tentar curar essas duas, tornavam-se três; o número de doenças aumentava gradualmente. Não pude deixar de me perguntar o que estava acontecendo.
É claro que tomei os remédios receitados pelos médicos, mas também, no desejo ardente de me curar o mais rápido possível, comprei remédios caros na farmácia e os tomei continuamente. Como nada melhorava como eu esperava, acabei sem ter a quem recorrer. Cheguei a pedir uma análise de nome e sobrenome, mudei de nome e tentei várias outras coisas, mas não melhorei.
Com o corpo magro, pesando menos de 11 kan (cerca de 41 kg), eu, deitado na cama dia após dia, contava os nós do teto e observava as teias de aranha. Passei três anos-novos no leito do hospital. Esse caminho de sofrimento, de quase quatro anos, foi um período mais longo do que dez anos.
“Se ao menos eu estivesse vivo, a vida seria maravilhosa. Se ao menos pudesse ter alta e ver a paisagem lá fora...” Passava dias solitários e monótonos e, várias vezes, vaguei na fronteira entre a vida e a morte.
Por volta de julho do ano 24 da Era Showa (1949), um membro desta Igreja veio fazer proselitismo. Naquela época, eu pensava, de forma egoísta, que deuses e budas não poderiam existir, que eles e a religião haviam sido criados pelos humanos para unificar as pessoas. No entanto, ao ler os Escritos Divinos que me deixou, dizendo “por favor, leia”, compreendi que a doença é um processo de purificação. Então, parei completamente com os medicamentos e, mesmo sem acreditar, comecei a receber o Johrei. Gradualmente, fui melhorando e, em fevereiro do ano 25 da Era Showa (1950), ignorei a oposição do médico e tive alta.
Após a alta, meu estado estava inesperadamente bom. Um mês depois, já podia participar de reuniões de palestras. No entanto, ainda não conseguia acreditar e, para minha vergonha, continuei pesquisando e buscando várias coisas. Ao ouvir as palavras de membros fervorosos e dos senhores Ministros, gradualmente fui compreendendo a importância deste Caminho.
Por volta de outubro, tive uma grande purificação, com febre alta de 38 a 39 graus que durou vinte dias. Com o Johrei, melhorei consideravelmente, mas a dor de garganta persistiu até o fim, e minha força física foi gradualmente diminuindo. Então, consultei um médico, que disse: “Há suspeita de tuberculose laríngea. Não se pode dizer que é um processo de purificação e deixar de salvar uma vida que poderia ser salva pela medicina. Compre uma injeção na farmácia e aplique-a.” Fiquei completamente convencido e, por um momento, apliquei a injeção, pensando egoisticamente que depois a purificação aconteceria aos poucos. No entanto, assim que apliquei a injeção, comecei a sofrer com os efeitos colaterais. A toxina medicamentosa subiu à cabeça, causando violenta dor de cabeça e tontura, a ponto de não conseguir abrir os olhos. Esse sofrimento é indescritível. Percebi: “Ah, fiz algo terrível, algo imperdoável.” Pedi desculpas ao Senhor Meishu-Sama e, concentrando-me, recebi o Johrei. Mesmo em meio a esse sofrimento, não tive febre e pude fazer as três refeições.
A dor de garganta tornou-se ainda mais violenta do que antes, e pensei, dezenas de vezes, que minha respiração fosse parar a qualquer momento.
Vaguei na fronteira entre a vida e a morte por dois meses. Mesmo aquele sofrimento intenso, com o Johrei, foi gradualmente melhorando. Em 31 de julho deste ano, o espírito de meus antepassados se apossou de um membro da vizinhança e transmitiu várias coisas sobre a importância deste Caminho e sobre o mundo espiritual. Até então, eu duvidava, pensando que o mundo espiritual era apenas uma hipótese.
Pude compreender, por meio da minha própria experiência, a preciosidade da fé, o terror das toxinas medicamentosas, a grandeza de Deus e que a salvação é para a alma.
Com o Johrei diário, recentemente meu corpo se tornou capaz de fazer desde a colheita do arroz até a debulha. Quem poderia imaginar que meu corpo se tornaria capaz de fazer esse tipo de trabalho? A alegria de ter sido salvo daquele abismo de desespero e ter encontrado esperança está expressa nos hinos de louvor:
Oh, que alegria! Embora o mundo estivesse sem esperança,
Ao conhecer Kannon, a esperança brotou.
Mesmo uma doença que ameaçava a vida,
Curada, a alegria de estar imerso na graça.
Compreendi claramente que não há verdadeira salvação fora deste ensinamento, que este ensinamento é a verdade, que ele florescerá para sempre e que o Paraíso será estabelecido na Terra. Desejo ardentemente transmitir este precioso Caminho, o mais rápido possível, àqueles que sofrem no mundo, para que possamos, juntos, entrar no estado de tranquilidade e paz espiritual.
Senhor Meishu-Sama, muito obrigado. (apresentado em 1º de novembro de 1951)
Infiltração pulmonar desenganada curada em vinte dias
'Terapia Revolucionária para a Tuberculose', — 15 de agosto de 1951
Nagasaki, Distrito de Minamimatsūra, Cidade de Narao, Miyata
Igreja Média Meirin, Yukie Ozaki (36 anos)
Apresento com humildade a motivação que me levou a me converter a este precioso Caminho e a me apegar a Komyo-Nyorai. Ao lembrar o passado e pensar no presente, sinto a alegria de ter sido agraciada com uma felicidade imensa demais.
Foi em janeiro do ano 24 da Era Showa (1949), uma data que jamais esquecerei. Ao tentar me levantar pela manhã, senti-me mal. Imediatamente, consultei um médico, que diagnosticou um resfriado e disse que logo melhoraria. Tomei os remédios por cerca de vinte dias e melhorei um pouco. Então, forcei-me a fazer o trabalho doméstico, da cozinha à lavanderia. Em meados de abril, peguei novamente um resfriado muito forte. Fui ao hospital e, após o exame, disseram-me que era por falta de nutrição e que eu deveria voltar para a casa dos meus pais para me cuidar. No entanto, pensei que, se voltasse para a casa dos meus pais, minha família passaria por dificuldades.
Então, arrastando meu corpo cansado, carregando meu filho nas costas, forcei-me a fazer o trabalho doméstico. Meu peito doía, meu estado piorava e, todos os dias, ao anoitecer, eu tinha febre e sentia cansaço. Fui imediatamente ao hospital, onde me disseram: “É infiltração pulmonar. Se não fizer repouso absoluto de agora em diante, as consequências serão irreversíveis.” Quando recebi o diagnóstico dessa doença terrível, perdi toda a esperança no futuro e fui lançada no fundo do poço do desespero. Senhoras e senhores, por favor, imaginem como me senti naquele momento. O médico me ordenou repouso absoluto, mas, como não havia outra mão feminina em casa, pensei que, se eu ficasse de cama, minha família passaria por dificuldades.
Então, mesmo forçando-me, continuei a fazer o trabalho doméstico enquanto tomava as injeções, mas não melhorava. Comprava e tomava os remédios que diziam ser bons e, ainda assim, nada mudava. Eu acreditava cegamente no médico e seguia com injeções e remédios, sem apresentar qualquer sinal de recuperação. Meu coração só se irritava. "Ah, é isso! Vou me apegar a deuses e budas para melhorar." Pensei assim e, enquanto ia ao hospital, também praticava a fé. Apeguei-me a dois ou três deuses, como o Fudō de um lugar e o Konkōkyō de outro. Senti que, de alguma forma, apenas meu ânimo foi salvo, mas meu estado não mudou em nada.
"Ah, será que fui abandonada tanto por Deus quanto pelos médicos? Será melhor me matar?" Quantas vezes pensei nisso? Mas, se eu morresse, o que seria daquelas duas crianças pequenas que ficariam para trás? Certamente elas sentiriam falta da mãe e chorariam. Pensando assim, fui puxada pelas crianças e, com o desejo ardente de, de alguma forma, curar-me novamente, ficar saudável e ter uma vida feliz, fui ao Hospital Sasebo para uma consulta. O diretor disse que, se eu tomasse vinte injeções de micina, melhoraria. No entanto, devido à longa luta contra a doença, eu estava tão pobre que mal podia pagar os remédios.
Como poderia ter dinheiro para vinte injeções de micina, que custavam vinte mil ienes (mil ienes cada)? Eu queria curar-me o mais rápido possível, mas não tinha dinheiro. Senti que enlouqueceria a qualquer momento. "Não há outro jeito, tenho que voltar para a casa dos meus pais e me cuidar." Pensei assim e, em 1º de julho do ano passado, voltei para Narao, onde meus pais moravam. No mesmo dia, internei-me no Hospital de Narao. Com o desejo ardente de curar-me o mais rápido possível, pedi dinheiro emprestado ao meu sogro e tomei vinte injeções de micina. Durante cerca de um mês, meu estado melhorou.
"Com isso, vou me curar, vou ser salva." Pensei, aliviada, mas foi por pouco tempo. Meu estado voltou ao que era antes. Era sempre um confronto entre o teto e o termômetro. "Hoje de manhã a febre baixou", pensava; mas, ao anoitecer, a febre subia de repente para 39 graus, e eu me decepcionava outra vez. Os dias se sucediam assim. É claro que os medicamentos — e também vários remédios caros encomendados de longe — não faziam efeito. A doença só piorava. Minha cintura doía, a febre ia de 38 a 39,5 graus. Carregando sofrimento e dor, os meses passavam em vão, como um sonho de três meses. Entre idas e vindas, a perspectiva de cura era cada vez menor.
"Será que vou morrer assim, me despedindo deste mundo?" Senti uma insegurança repentina. Parentes diziam que minha filha mais nova, Umeka (um ano), se fosse infectada pela doença pulmonar, seria grave. Então, no auge do amor pela mãe, ela foi criada por outros. Minha filha mais velha, Katsuko (cinco anos), foi levada de volta a Sasebo pelo meu marido. "Ah, que destino tão trágico!" Pensando no futuro dos meus filhos amados após minha morte iminente, sentia que não podia morrer, mesmo querendo. Passava as noites chorando. Agora, pensando bem, "Ah, que dia tão precioso foi aquele!" 8 de setembro do ano 25 da Era Showa (1950).
Esse dia foi, para mim, um dia de emoção que jamais esquecerei. Houve alguma vez uma vida de alegria tão preciosa e bela? O precioso Komyo-Nyorai, sem abandonar nem mesmo a mim, tão cheia de nuvens espirituais, estendeu Sua mão misericordiosa. A Sra. Kawabata (não convertida), minha vizinha, veio ao hospital e conversava com a Sra. Hirata, que estava no leito ao lado, no mesmo quarto. Ela disse: "Hoje, um Mestre da Igreja Messiânica veio à minha vizinhança. Dizem que ele cura qualquer doença. Por que você não pede ajuda a ele?" A Sra. Hirata respondeu: "Eu vou confiar absolutamente no médico e melhorar."
Enquanto ouvia atentamente a conversa delas, de lado, pedi à Sra. Kawabata que, como não podia ser no hospital, solicitasse a casa dela. Eu também, com todo o meu esforço, percorri os cinquenta metros até lá. Apesar de estar em repouso absoluto havia três ou quatro meses, era a primeira vez que andava. Senti que minha respiração ia parar a qualquer momento; meu coração palpitava. Apoiada em uma bengala, foi realmente com todo o meu esforço. Pouco depois, o Ministro chegou e imediatamente me aplicou o Johrei. Como era a primeira vez que via o Johrei, fiquei em dúvida, pensando se uma doença poderia ser curada apenas com um movimento de mãos, sem recitar sutras.
Recebi o Johrei com fé e dúvida misturadas. O Ministro explicou-me várias coisas sobre a doença. Após cerca de quarenta minutos, minha cabeça, que estava pesada, ficou muito mais leve, e a febre de cerca de 38,5 graus voltou ao normal. "Só com um movimento de mãos, fui curada assim. Então, com certeza serei salva por este Deus. Que coisa preciosa!" Na volta, meu corpo estava leve, a ponto de querer correr. Três dias depois, tive alta do hospital e voltei para casa. No entanto, disseram que eu poderia infectar os outros, então passei os dias sozinha e triste em uma pequena casa de quatro tatames e meio.
Dois dias depois, o Professor Kakimori disse que, como a pensão onde eu estava hospedada ficava num local afastado, isso atrapalhava a propagação da fé, e ele queria que eu fosse morar com ele. Para mim, que nem mesmo minha família se aproximava, que coisa preciosa! A alegria daquele momento é algo que jamais esquecerei, por mais que tente. Nenhum membro da minha família se aproximava de mim. Apenas minha mãe trazia a comida, colocava no meu prato separado e, com medo de contágio, voltava correndo, mal trocando algumas palavras. Enquanto eu era tratada com frieza pela minha própria família, o Ministro me aplicava Johrei duas vezes ao dia, de manhã e à noite, e me tratava com uma gentileza que superava até mesmo o carinho de um parente. Quantas vezes chorei de tanta alegria?
Com a proteção divina absoluta de Deus e a orientação do Ministro, no vigésimo dia eu estava completamente curada, com um corpo irreconhecível. Ajudei até na colheita de batatas, e os vizinhos, surpresos, olhavam fixamente para o meu rosto, como se fossem fazer um buraco. Meu peito estava cheio de alegria e vergonha. Fui salva mesmo sendo uma pessoa tão pecadora. Sinto apenas gratidão, nada mais.
Em 8 de fevereiro, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) na Igreja de Narao e, diariamente, recebo o Johrei e compartilho as palavras deste Caminho com as pessoas da região.
Se eu não tivesse conhecido este precioso Caminho da Salvação, ainda estaria no hospital, sofrendo na luta contra a doença, e acabaria indo para o outro mundo. Poder viver feliz com meus filhos, como hoje, e entrar em uma vida de felicidade é tudo graças à profunda proteção divina do Senhor Meishu-Sama e à gentil orientação dos senhores Ministros, a começar pelo Ministro Kitō — Hanada, Kojima e Kakimori. Apresento meus mais profundos e sinceros agradecimentos.
Senhor Meishu-Sama, muito obrigado. (apresentado em 11 de abril de 1951)
Salva da paranoia persecutória e da tuberculose
'Terapia Revolucionária para a Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Yamaguchi, Cidade de Shimonoseki, Kannonzaki-chō
Igreja Média Meirin, Michiko Sonoda (20 anos)
Desde que me converti em março do ano passado, tenho presenciado inúmeros milagres e recebido incontáveis proteções divinas. Ao pensar nestes dias, sem qualquer ansiedade ou sofrimento em relação à doença, lembro-me dos quatro anos que passei com a amargura das injeções e dos remédios. No ano 19 da Era Showa (1944), fomos obrigados, sob o nome de mobilização de estudantes, a trabalhar na Kobe Steel. Cerca de um mês após começarmos a trabalhar, houve um exame médico. Fui reprovada por fraqueza e tive de voltar para a escola. Então, consultei um médico, que disse: "Não há nada de errado em particular", mas recomendou que eu tomasse uma injeção chamada AO.
Tomei AO por cerca de três meses, mas, como estava ansiosa, mudei de médico. O resultado da radiografia foi linfadenite hilar, e ele disse que AO era absolutamente contraindicado. Assustada, deixei o médico anterior e, com um ano de licença escolar, continuei indo ao médico todos os dias. No entanto, sem grandes mudanças, fui mudando de médico e de remédio, tentando tratar-me, mas só piorava. Além disso, cada vez que mudava de médico, o diagnóstico mudava: linfadenite hilar, infiltração pulmonar, nunca se fixava. Fiquei cansada disso e, como também fui evacuada, parei de ir ao médico e tratei-me em casa.
Depois que a guerra terminou, voltei e, por um ano, fui ao Dr. Nabeshima, um amigo íntimo do meu pai. Acabei recebendo ordem de repouso absoluto. Foi então que percebi que estava com algo mais terrível do que a tuberculose. Seria neurastenia? Ou paranoia persecutória? De qualquer forma, tudo no mundo era assustador. Nos piores momentos, não conseguia andar nem mesmo sobre um tatame. Não conseguia dizer o que queria, nem fazer o que desejava. Constantemente, dentro do meu coração, parecia que alguém sussurrava que algo ruim ia acontecer. Ficava irritada, meus nervos estavam sempre em alerta máximo. O sofrimento de conter a iminência da loucura não era nada comum.
Era algo tão trágico que uma mente sã jamais poderia compreender. Não conseguia contar isso a ninguém. Mesmo que contasse, não seria compreendida. Sofri e me angustiei sozinha. Por causa disso, fiquei exausta mentalmente, a ponto de odiar viver neste mundo. Pensei que, se era para sofrer tanto, era melhor morrer. Olhava para as radiografias do meu peito, que mostravam uma deterioração gradual, com uma frieza como se fosse algo de outra pessoa. Ignorando a tristeza dos meus pais, eu pensava: "Ah, está piorando cada vez mais. Em breve poderei morrer." Cheguei a sentir uma alegria secreta com isso. "Não tenho apego a este mundo. A melhor felicidade é morrer sem sofrer, já que o pulmão não dói." Eu pensava assim e também dizia aos outros. Foi então que minha mãe me aconselhou: "Dizem que sua prima teve meningoencefalite e se curou com um movimento de mãos, e que uma pessoa com paralisia infantil na vizinhança agora consegue correr. Você precisa ir rezar." Achei aquilo um absurdo. E pensei: "Se realmente me curar, meu corpo vai sarar, mas esse sofrimento mental vai continuar. Isso seria insuportável." Então, recusei.
Cerca de quinze dias depois, mudei de ideia. Com um pensamento irreverente de que, se fosse religião, talvez pudesse aliviar também o sofrimento mental, fui rezar. Três meses depois, percebi que, sem saber como, estava livre da paranoia persecutória que tanto me atormentava. Fiquei surpresa, como se fosse a primeira vez. Além disso, considerando que eu, que havia recebido ordem de repouso absoluto, pude fazer trabalhos leves no dia seguinte ao receber o Johrei e agora posso fazer um trabalho que não perde para ninguém, parece um sonho. Se eu não tivesse conhecido este Caminho naquela época, penso que estaria louca ou morta. Sinto um arrepio. Não posso deixar de sentir a compaixão de Komyo-Nyorai e a graça do Senhor Meishu-Sama. É impossível retribuir uma graça tão imensa. No entanto, desejando ao menos fazer algo, mesmo que seja uma imitação de ajuda, estou servindo sob a orientação do Mestre Baba. Como sou tola, não consigo expressar nem metade do que penso, mas, se puder servir de referência para aqueles que sofrem como eu sofri, gostaria de compartilhar minha modesta experiência e, ao mesmo tempo, apresentar meus agradecimentos. (apresentado em 7 de janeiro de 1951)
Um corpo doente que amaldiçoava a vida transformado em dias de gratidão e alegria
'Terapia Revolucionária para a Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Aichi, Cidade de Nagoya, dentro do dormitório feminino da Confeitaria Watanabe
Igreja Média Kōrin, Akiko Mizuno (23 anos)
Apresento meus sinceros agradecimentos a Komyo-Nyorai, que me salvou até agora, apesar de eu ser tão pecadora, e relato uma parte da graça divina que recebi até hoje.
Converti-me em dezembro do 25º ano da Era Showa (1950) e, desde então, tenho vivido dias brilhantes e cheios de esperança.
Jamais esquecerei. Por volta da primavera do 24º ano da Era Showa (1949), meu estômago começou a piorar e passei a ter dias difíceis e desagradáveis. Experimentei diversos medicamentos, um após o outro, e segui tudo o que os médicos e as pessoas diziam, mas não melhorava em nada. Comecei a ter espasmos estomacais de vez em quando. Na primavera do ano passado, meu peso, que era de cerca de sessenta quilos, caiu para aproximadamente quarenta e cinco. O trabalho na empresa tornou-se penoso, eu me cansava rapidamente, meu rosto perdeu completamente a cor e, cada vez que me diziam que eu parecia um cadáver, uma tristeza profunda tomava conta de mim.
No entanto, como o que as pessoas diziam não era mentira, mas sim a verdade, pensando no que seria de mim, troquei de médico clínico geral. O médico anterior, especialista em estômago e intestinos, não havia percebido; na verdade, o ápice do meu pulmão estava comprometido e, além disso, eu estava com ancilostomíase. Sem alternativa, como não podia fazer nada ficando no alojamento, voltei para casa para me tratar, enquanto continuava a ir ao médico. Disseram-me que, se expulsasse os ancilóstomos, meu estômago melhoraria, mas, mesmo tomando um remédio tão forte que fazia os olhos rodarem para expulsar os vermes, foi em vão.
A comida do café da manhã ficava presa na garganta até a noite, e perdi completamente o apetite. Enquanto passava os dias entre deitar e levantar, fui acometida por uma apendicite aguda, fui internada e operada, mas já era tarde e a ferida havia supurado completamente. Em repouso absoluto, inseriam um tubo de borracha no ferimento, drenavam o pus aos poucos, esperavam o pus acabar e então retiravam o tubo. Fiquei cerca de quinze dias sem conseguir nem me virar na cama. Os sonhos que tinha ao cochilar à noite eram sempre, invariavelmente, aterrorizantes, como se eu estivesse caindo no fundo de um vale.
E, ao abrir os olhos, via ao meu redor apenas pessoas sofrendo. Ah, pensei, isto é o Inferno neste mundo. Passei a odiar deuses e budas, considerando-os totalmente inexistentes; odiava também o mundo, todas as pessoas e, mais ainda, até meus próprios pais, que me geraram. Quantas vezes eu disse: “Mãe, eu não queria ter nascido neste mundo tão sofrido”. Minha mãe, a cada vez, com o rosto cansado de me cuidar, enchia-se de lágrimas e saía do quarto do hospital. Ao ver aquela cena, eu também chorava. Nesse meio-tempo, minhas costas começaram a doer como se estivessem sendo arrancadas.
À tarde, invariavelmente, a febre aparecia. Mesmo conversando um pouco com as pessoas que vinham me visitar, a febre subia e descia a ponto de eu precisar me resfriar com gelo. Quando olhei a cor do meu rosto no espelho, ele estava cor de terra, meus olhos estavam fundos, as maçãs do rosto salientes, e eu parecia, à primeira vista, uma mulher de uns trinta anos. Será que este é o meu rosto?, pensei, enquanto fitava meu rosto no espelho, que logo se tornou indistinto pelas lágrimas. Enfiei-me debaixo das cobertas e soluçava. Pedi ao médico para fazer um exame completo, e ele verificou com raio-X e taxa de hemossedimentação.
O resultado foi que o ápice do pulmão, que já estava ruim, havia piorado, transformando-se em infiltração pulmonar, e a taxa de hemossedimentação chegara a oitenta e quatro. Finalmente, após um mês, chegou o dia da alta. O diretor do hospital me alertou repetidamente: “A ferida da apendicite está completamente curada, mas o peito está ruim, então venha ao ambulatório por um tempo e não se esforce”. Recebi alta. A alegria de poder voltar para casa após tanto tempo foi efêmera. Meu irmão mais velho, com quem já não me dava bem, me via como um estorvo por estar doente há tanto tempo, e eu precisava comer observando a expressão do seu rosto.
Ele me mostrava coisas escritas como “Quem não trabalha, não deve comer”. Ah, como eu queria trabalhar logo! Queria vestir o uniforme de trabalho junto com todos e embalar doces. Ansiava por voltar logo ao alojamento, mas, ao contrário do meu coração, meu corpo só piorava rapidamente. Até para ir ao ambulatório era um grande esforço subir as escadas da estação. Segurando no corrimão, subia uns três degraus, descansava e subia novamente, mas ficava sem fôlego e sentia a vista escurecer. No entanto, por mais doloroso que fosse, pensando que era para curar a doença, eu ia até aquele hospital distante.
Mas, como piorava a cada dia, não pude mais ir ao hospital distante e mudei para um médico da vizinhança. Minhas costas doíam como se um bloco de ferro as pressionasse; meu peito tinha pontadas como se agulhas o perfurassem; além disso, meu abdômen estava tão inchado que eu não conseguia me curvar. Pouco depois, o médico disse que eu estava com pleurisia e peritonite e me aconselhou a ir para um sanatório. No entanto, eu não conhecia ninguém que tivesse voltado curado de um sanatório e, tomada pela tristeza, perdi toda a esperança. Meu irmão, como sempre, insatisfeito com a situação em casa, bebia muito e dizia coisas desagradáveis ao pé do meu travesseiro.
Gritava em voz alta, para que os vizinhos ouvissem: “Eu não vou cuidar de irmão nenhum! Saia daqui!” Minha mãe, no meio de nós dois, tentava acalmar meu irmão, aflita. “Ah, mãe, como deve estar sofrendo seu coração por ter um filho doente como eu”, pensava, e decidi em meu coração: “Se viver é tão infeliz assim, é melhor morrer”. A partir de então, só pensava, dia e noite, em maneiras de morrer sem sofrimento. No entanto, dividida entre o apego à vida e o sofrimento da doença, continuei a me atormentar. Para que, depois de morta, não fosse ridicularizada, fui arrumar a bagagem que estava no alojamento da empresa.
Então, minha amiga Chō Hisano disse: “Preciso falar com você”, e fui até ela. Ela me contou várias histórias de graças recebidas, mas eu estava com um sentimento de dúvida, pensando se aquilo era verdade. No entanto, como diz o ditado “quem está se afogando agarra-se até a um fio de palha”, mesmo sem acreditar, recebi o Johrei. No dia seguinte, fui levada à casa do Mestre Takahashi, o diretor da fábrica onde eu trabalhava e que sempre me ajudava. Enquanto recebia o Johrei, ele me falava da grandeza de Deus, da história de uma pessoa que se curara da mesma doença que eu e também de sua própria experiência.
Meu coração, que nada entendia, sentiu, sem perceber, que encontrara um caminho firme a seguir. Abandonei completamente todos os medicamentos e segui à risca o que o mestre dizia. Enquanto recebia o Johrei pela quarta e quinta vez, meu estômago, que estava tão ruim, sarou, e a comida tornou-se saborosa. Senti uma alegria imensa, como se estivesse subindo aos céus. Apenas feliz, lia os Escritos Divinos e os jornais. Nesse ínterim, a dor nas costas e a pontada no peito desapareceram, a cor de cadáver do meu rosto se foi e as cores voltaram. A insônia também sarou, e pude dormir profundamente.
Diante de tão grande benefício material, minha visão anterior sobre a vida e a morte foi completamente transformada, e uma esperança indescritível brotou da alegria de estar vivo.
Elevando-me do fundo da tristeza ao auge da alegria, sob a orientação do mestre, que foi mais gentil do que meus próprios pais, recebi o solene curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) no dia onze de dezembro. Depois disso, no final do ano, minha irmã mais velha e seu marido adoeceram e estavam em dificuldades, então eu os assumi e pude trabalhar do amanhecer até tarde da noite.
Com o novo ano, o coração cheio de esperança, fui trabalhar na empresa, e o chefe do departamento de pessoal me disse para fazer um exame de saúde. Fui à Cruz Vermelha Japonesa e fiz raio-X e taxa de hemossedimentação. No dia seguinte, fui ouvir o resultado, e me disseram: “Há uma cavidade do tamanho de um ovo no pulmão direito, a taxa de hemossedimentação também está alta, você não tem condições de trabalhar. Descanse. Desse jeito, a doença vai progredir e colocar sua vida em risco”. Não importava o que dissessem, meu corpo trabalhava com energia todos os dias. Decidida, ouvi apenas metade do que o médico disse e fui embora. No entanto, fiquei muito preocupada, pensando: “E se o resultado desse diagnóstico ruim chegar aos ouvidos do chefe do departamento de pessoal?”. Consultei o mestre, angustiada. Com as palavras “Então, vou pedir ao meu marido para cuidar disso”, meu coração se acalmou. No dia seguinte, o diretor da fábrica deve ter falado com ele. Fui chamada pelo chefe do departamento de pessoal, que me disse: “Foi uma ordem do diretor da fábrica, então não há o que fazer, mas, na verdade, não poderíamos usar uma doente tão grave como você. É um incômodo para os outros. No entanto, se você faltar ao trabalho por um longo período, será demitida”. Contei isso ao mestre, e ele me disse palavras de grande bondade: “Se você receber Johrei apenas uma vez ao dia, terá que faltar ao trabalho, o que não pode acontecer. Venha receber Johrei tantas vezes que eu mesmo me canse”.
Quatro meses se passaram desde então. Sempre que a oportunidade permitia, recebia o Johrei do Mestre Watanabe e do Presidente Mizuno e ouvia as preciosas histórias sobre a purificação. Hoje, cheguei a cerca de cinquenta e seis quilos e trabalho sem faltar um único dia. Durante a purificação, recebo o Johrei três vezes ao dia: de manhã, ao meio-dia e à noite. Quando o Mestre Takahashi vai em peregrinação à Sede ou não pode, o próprio diretor da fábrica, sem se importar com o cansaço, aplica-me o Johrei. Para uma operária como eu, não há alegria maior do que esta. Na empresa, o presidente também se converteu e está avançando neste Caminho, e trabalhamos com vigor. Recentemente, minha alegria tem sido falar sobre a grandeza de Deus e contar minha própria experiência enquanto trabalho com os colegas da empresa. E, pensando que divulgar o grande poder de Deus para o maior número possível de pessoas é, ao menos, o serviço que posso prestar, estou cheia de energia dia e noite.
Sem a salvação de Kannon, eu agora
continuaria a me atormentar no pântano sem fundo.
Sou exatamente como o poema de Meishu-Sama. Muito obrigado. (Apresentado em 11 de abril de 1951)
Salvo da doença pulmonar e da fístula anal [agora no caminho da regeneração]
Ex-criança saudável premiada nacionalmente
‘A Terapia Revolucionária da Tuberculose’, — 15 de agosto de 1951
Kitami, Hokkaido, Kitami-shi, Nijō-dōri Nishi 4-chōme
Igreja Média Kōsei, Seiji Koide (28 anos)
Quando eu estava no ensino fundamental, fui premiado como uma criança saudável em todo o país. Como meu corpo parecia muito saudável à primeira vista, estava cheio de confiança de que nunca sofreria com doenças ao longo da vida.
Em 1940, fui para a Manchúria a serviço da empresa e vivi lá por três anos. Por acaso, fui diagnosticado com enterite aguda e, em seguida, pleurisia seca, mas, após uma melhora temporária, enquanto trabalhava, surgiu um tumor um pouco afastado do ânus. Sem me importar com a vergonha, fui diagnosticado e imediatamente operado. Frequentei o hospital por um longo tempo, mas não sarou. Fui para Xinjing, descansei por três meses e depois voltei para o interior.
A pleurisia recidivou. Continuei com injeções, medicamentos, nutrientes, etc., com afinco, e obtive outra melhora temporária. No entanto, no exame de alistamento militar, devido a infiltração no pulmão direito, catarro no ápice do pulmão esquerdo e fístula anal, fui classificado como segundo reservista e isento do serviço militar. Voltei para minha terra natal chorando, chamei imediatamente o médico da vila e fiquei em repouso com injeções e medicamentos.
Como era no interior, quando se falava em tuberculose, as pessoas me evitavam por medo de contágio. Continuei vivendo uma vida constrangida. Via anúncios em jornais e revistas e me fixava nos de remédios milagrosos para tuberculose, encomendando um e outro e tomando. Também tomava víboras e cobras-listradas cozidas no vapor, fígado cru, etc., movido apenas pelo desejo de ficar saudável. Ouvi dizer que leite de cabra era bom; procurei em toda parte, consegui uma cabra e tomava de trezentos e sessenta a quinhentos e quarenta mililitros de leite fresco todos os dias, com dificuldade. No entanto, se eu me esforçasse um pouco, a doença recidivava, e eu preocupava minha família com médicos e remédios. Quando melhorava um pouco, fazia banhos de sol, mas sofria com febre e hemoptise. Aplicava moxabustão quase todos os dias e, sempre que vejo as cicatrizes daquela época, penso como fui fiel a ponto de me queimar tanto.
O médico dizia: “Seu corpo é como um copo quebrado; se você se esforçar, ele se despedaça. Portanto, não se esforce e descanse”. Muitas vezes, quando eu tinha febre e chamava o médico, ele me repreendia: “É porque você não me ouviu e se esforçou”.
Enquanto continuava a descansar com cuidado para não me esforçar, em agosto de 1944, a fístula anal recidivou, tornando a caminhada difícil, e fui internado para uma cirurgia. Parece que o resultado da cirurgia foi que a fístula penetrava quinze centímetros no reto. Devido ao calor de agosto e à dor do pós-operatório, eu só definhava. Após dois meses, finalmente tive alta, mas não estava completamente curado. Ia ao hospital todos os dias de ônibus, mas o local de onde saía o pus continuava sem sarar. O médico recomendou uma nova cirurgia, mas aquela dor era tão terrível que eu não tive coragem de me submeter a uma segunda operação.
Tomado pelo medo, procurei se não havia outro tratamento melhor. Ouvi dizer que havia um mestre em Kyōbashi que curava com injeções e que era muito mais fácil do que a cirurgia. Consultei minha família e fui imediatamente para Tóquio. Após o diagnóstico, disseram que curaria em cerca de seis meses. No mesmo dia, recebi uma injeção no ânus e um emplastro para um mês. Frequentei o hospital por seis meses, mas não sarei. Mais três meses, e mais três meses, e mais... Não sarava, de modo espantoso. Pensando que a fístula anal era incurável, perdi a esperança e os sonhos da juventude. Perguntava-me por que havia nascido neste mundo.
O que eu buscava era a morte, a morte... No entanto, não podia fazer nada contra o medo da morte. Trocava de hospital, mas não melhorava em nada. A partir de então, comecei a buscar religiões, a ler livros do Zen, mas, por mais que lesse, não entendia nada. Concentrando-me no que não entendia, pensei em me tornar monge e abandonar o mundo. No entanto, quando consultei um certo monge respeitável, ele riu de mim e disse: “Os religiosos de hoje que conseguem entender o Hekiganroku não chegam a dez em todo o Japão. Você pode estudar esses poemas”. Mais uma vez, minha esperança foi frustrada.
Em maio de 1947, quando sofria mais uma vez da doença pulmonar, uma crente chamada Tatsuko Imai veio me visitar e me contou várias histórias misteriosas. No dia seguinte, ela me trouxe o “Evangelho do Paraíso”. No início, não dei muita importância, mas, ao ler repetidas vezes, percebi que era completamente diferente dos métodos de saúde que eu conhecia. Pensando em experimentar, recebi o Johrei pela primeira vez em 17 de maio, mas, por ser um tratamento muito simples, senti-me insatisfeito e voltei para casa.
Durante o almoço, senti meu estômago roncar como se fosse descer, fui ao banheiro e tive uma grande diarreia. A diarreia não doía; pelo contrário, meu abdômen ficou mais leve. Disseram que as toxinas estavam saindo. Será que o Johrei de hoje fez efeito?, pensei, feliz. No dia seguinte, recebi Johrei novamente e saiu pus do ânus. Fiquei intrigado, pensando como algo tão simples podia fazer aquilo. A partir de então, frequentei por três meses.
A fístula anal, que eu considerava incurável, acabou sendo esquecida. Tive sudorese noturna abundante por três manhãs seguidas. Outra vez, de repente, tive febre e dor no estômago, e, enquanto gemia deitado, saiu um cheiro forte de medicamento do meu nariz. Naquela noite, vomitei um líquido amargo duas vezes, e a febre e a dor desapareceram, sentindo-me muito melhor.
Experimentei na prática a existência da toxina medicamentosa, da toxina urinária e da toxina hereditária, mencionadas nos escritos do mestre. Dia após dia, meu peito melhorava, e, tomado pela alegria, desejei ardentemente receber também aquele poder e ajudar os doentes do mundo. Cheio de esperança na vida, em agosto, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) do Mestre Ōtsuki em Kamakura. Quando recebi o Ohikari, fiquei verdadeiramente feliz e emocionado.
Senti como se estivesse completamente a bordo de um grande navio. Voltei para casa imediatamente e apliquei Johrei na ciática de minha mãe. Em cerca de um mês, ela melhorou, e minha mãe também recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) do Mestre Ōtsuki em setembro, e sou grato.
Desde então, sob a orientação do mestre, pude servir na antiga Sede da Associação Yamato e também na Igreja de Kamakura. Agora, meu peso é de cerca de sessenta e oito quilos, e todo o sofrimento e as preocupações do passado foram varridos. Agora, estou sendo usado para a obra de salvação do mundo, e não há felicidade maior do que esta.
Expresso minha gratidão com lágrimas pela felicidade da minha salvação.
(Apresentado em 26 de junho de 1951)
Tuberculose que derrubou cinco pessoas de uma família
[Salvo a um passo da morte]
‘A Terapia Revolucionária da Tuberculose’, — 15 de agosto de 1951
Chigasaki-shi, Kanagawa-ken, Akabane 106
Igreja Média Chōsei, Yutaka Yoshida (22 anos)
Tuberculose! Não será esta uma doença criada para aqueles que se tornaram prisioneiros dos deuses distorcidos, que não conhecem o verdadeiro Deus? Eu também fui um deles. No final de 1947, fui acometido pela tuberculose, que derruba os jovens. Imagine o estado de espírito quando recebi do médico o diagnóstico de infiltração no pulmão esquerdo. Senti como se tivesse sido jogado no fundo do Inferno. Aquela tuberculose, que havia derrubado minha mãe, meu irmão mais velho e minha irmã mais velha, um após o outro, como peças de dominó, ah, finalmente havia me atacado para me derrubar também. Desespero!
Este é o nome da doença que nunca esquecerei em minha vida. Atormentado e sofrendo, todos eles partiram para o outro mundo. O médico disse para eu descansar e me alimentar bem, então fiz tudo o que o médico disse ser bom. Todos querem ser salvos, e eu queria salvá-los com todo o meu coração. Mas qual foi o resultado? Todos os cinco morreram. O que eles disseram naquela época? “Faltou repouso, não tinha força física, era o destino.” Apenas essas palavras. Que palavras frias, não acham? A sinceridade com que eu queria salvar os cinco com todo o meu coração foi tão pisoteada. Em sexto lugar, veio o meu diagnóstico!
Foi uma dor dilacerante. Estava claro como a luz do dia que eu teria o mesmo destino. Frequentei o médico por um mês, dois meses. Inesquecível, em janeiro do ano seguinte, 1948, em uma noite, de repente, tive hemoptise. Havia um brilho nos olhos de meu pai, que estava ao lado. A figura de meu pai, deitado no chão coberto com o futon, esquecendo-se de si mesmo. Não tive escolha a não ser juntar as mãos em oração para a figura de meu pai deitado. Se eu morresse, meu pai idoso e sem parentes! Diziam na vizinhança que éramos uma família de tuberculosos e nos excluíam. Será que ele iria para um asilo?
Morreria ao relento? Esses pensamentos giravam em minha mente como um caleidoscópio, e apenas as lágrimas escorriam pelo meu rosto. Na manhã seguinte, meu pai não se levantou. A figura de pai e filho, deitados na mesma cama, chorando. Que cena trágica! Ao ver a figura dolorosa de meu pai, talvez tenha decidido, de qualquer forma, vencer a doença e alegrá-lo. No entanto, minha doença só se agravava. Continuei a me agarrar a religiões, uma após a outra: Ontake, Kōbō Daishi, Jizō, Inari. Mas, longe de melhorar, eu só definhava. Pensei que até Deus me havia abandonado, e meu desejo de vencer a doença finalmente murchou como uma flor.
Como a porta da frente não se abria de manhã, um vizinho veio preocupado, mas nós, pai e filho, havíamos passado a noite abraçados e chorando até o amanhecer. “Ouvi dizer que hoje existe uma terapia muito boa, por isso vim contar. Parece que, com o poder de Komyo-Nyorai, qualquer doença pode ser curada. Que tal experimentar?” Mas eu não tinha espaço para considerar tais coisas. “Não adianta, tia. Eu tenho tuberculose.” Ah, quanta coragem é necessária para dizer claramente sobre si mesmo na frente dos outros! No entanto, eu consegui dizer. Porque eu já sabia que morreria em breve. Mas aquela pessoa disse: “Dizem que é bom, que cura até o peito e tudo mais”.
Como já havíamos feito de tudo, desde terapias convencionais até terapias de fé, e perdido cinco pessoas, ri, pensando que até Komyo-Nyorai seria inútil. Depois que ela foi embora, deitei na cama e pensei. Será que realmente curarei? Queria curar. Pelo meu pai, pela família Yoshida, queria curar, queria curar com todo o meu coração. Vou tentar? Se não tentar, não saberei. Dizer que cura o que não cura é mentir. Não se deve dizer coisas levianas. Está bem, vou fazer. Vou receber. Vestindo a roupa com receio, saí. Se pisasse com o pé direito, uma dor surda vinha ao peito direito; se pisasse com o pé esquerdo, doía também.
Doloroso, difícil. Cheguei com muito esforço. Ao entrar, fiquei estupefato. Apenas moviam as mãos. Fiquei desapontado, desanimado. No entanto, já que tinha vindo, não podia voltar. Contei ao mestre. “Será que vou curar?” O mestre disse: “É simples, com certeza vai curar”. Qual foi minha alegria naquele momento? Seria como a sensação de um bebê sugando o seio? Quando chegou minha vez, recebi inconscientemente. Que estranho, que estranho. Meu corpo ficou leve, leve. Já estou curado, curado. Que grato, que grato, repeti três vezes. Era muito diferente das fés que tive até agora. Pensei que havia algo.
Alguma vez, até agora, alguém havia me dito claramente “você vai curar”? Era isso que eu buscava. Quando olhei para o rosto do mestre, ele sorria, e aquele rosto parecia o de Kannon-Sama. Quando saí da igreja, pensei como era diferente de quando cheguei. Foi a primeira vez que experimentei algo assim. Será que a verdadeira alegria é isto? Quando cheguei em casa, meu pai ainda estava deitado. “Pai!” Ao ouvir minha voz, ele levantou a cabeça. Com minha voz, mais animada do que nunca, meu pai também piscou os olhos repetidamente. Após alguns minutos, pai e filho se abraçaram e choraram juntos, lágrimas de alegria.
Imagine a diferença entre estas lágrimas e aquelas que choramos abraçados antes! Tive sudorese noturna como nunca antes, e urinei uma urina branca como leite. Não há palavras para descrever o quão estranho foi. Nos quinze dias seguintes, com tuberculose pulmonar em estágio três, uma pessoa que os médicos haviam abandonado tornou-se capaz de ingressar em uma empresa. Pela proteção divina de Komyo-Nyorai, a alegria de nós, pai e filho, o espanto ao redor. Finalmente fui salvo. Queria que minha mãe, meu irmão e minha irmã também tivessem experimentado esta alegria. Eles estavam presos ao materialismo.
Ah, temível educação materialista! Medicamentos! Depois disso, fiz questão de tirar um raio-X com o médico. É claro que as manchas haviam desaparecido. Amaldiçoando e lamentando a medicina que levou minha mãe, meu irmão e minha irmã à morte, e agradecendo a Meishu-Sama, que me mostrou a verdadeira orientação quando eu, prestes a morrer seguindo este mesmo caminho, grito em alta voz: Para todos os que sofrem, este evangelho! Esta foi a vívida pintura do Inferno que minha família percorreu!
Não demorou muito, e recebi o precioso, precioso Ohikari. Desde então, sob a orientação do Mestre Nishimura, tenho avançado no caminho da salvação. Meishu-Sama, muito, muito obrigado.
O sonho de uma longa era parece ter se tornado realidade
Seu sinal já começa a aparecer.
(Apresentado em 19 de janeiro de 1951)
Cura de tuberculose pulmonar grave e retorno ao trabalho
[Salvo da tuberculose pulmonar enquanto trabalhava]
‘A Terapia Revolucionária da Tuberculose’, — 15 de agosto de 1951
Shinjuku-ku, Tóquio, Higashi-Ōkubo 2-40
Igreja Média Nikkō, Toshinori Murai (32 anos)
Com respeito, apresento meu agradecimento e relato. Sou carpinteiro, com trinta e um anos de idade. Recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em julho de 1949 e, em 1º de janeiro do ano passado, pude consagrar Komyo-Nyorai. Em abril de 1949, eu mesmo contei mais de trinta cavidades, desde o tamanho de uma bola de pingue-pongue até o tamanho de um feijão azuki. O médico disse que eu precisaria de uma cirurgia de amputação ou incisão, seguida de cirurgia plástica. Três anos antes, enquanto frequentava o ambulatório para pneumotórax artificial, lia furtivamente livros especializados de medicina; combinando as palavras ocasionais dos médicos, entendi que meu estado era pior que o estágio dois, embora o tecido pulmonar fosse um pouco mais saudável que o do estágio três.
Bem, aos dezoito anos, fui diagnosticado com o estágio inicial da tuberculose e comecei meu primeiro tratamento. No entanto, a doença recidivava a cada três anos. Em abril de 1944, na quarta recidiva, tive hemoptise e fiquei definitivamente de cama. Recebi ordem de repouso absoluto e, um ano depois, fui vítima de um bombardeio aéreo. Até voltar para minha terra natal, não saí de casa. Em minha terra natal, iniciei o pneumotórax artificial. No máximo, insuflavam mil centímetros cúbicos, comprimindo todo o pulmão direito, e me era permitido fazer exercícios muito leves. Contudo, por ser uma cidade pequena, eu era evitado como tuberculoso e precisava ter cuidado até mesmo nas relações com outras famílias.
O mesmo acontecia com os parentes próximos. O sofrimento que isso trazia era maior do que o da doença. Abandonei até o campo que minha mãe cultivara com o próprio sangue e, ciente de que era um ato suicida, vim para Tóquio, escondendo a tuberculose para procurar trabalho. Mesmo assim, pelo amor materno, apesar de não haver recursos, recebi um tratamento médico razoável. No entanto, em abril do ano retrasado, finalmente caí no estado descrito acima. Fui forçado a fazer uma cirurgia cuja garantia de vida era incerta, e recebi o veredito: “No melhor dos casos, você poderá fazer apenas trabalhos de escritório”. Imagine meu estado de espírito naquele momento.
Foi quando conheci um crente chamado Sr. Izawa, que estava fazendo proselitismo na casa de um conhecido na vizinhança, e recebi o Johrei dele. No início, eu, feito pele e osso, arrastava meu corpo por uns meros trezentos metros, levando trinta minutos, todas as noites, para pedir o Johrei. No entanto, em um mês e meio, recuperei-me a ponto de poder percorrer a maior parte desses trezentos metros correndo. Quando me falaram sobre o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), quis recebê-lo imediatamente, mas as finanças da família não permitiam. Passou-se um mês. Raspei o dinheiro de meio mês de despesas e vendi roupas, mas não consegui juntar o suficiente. Hesitei em adiar por mais um mês. Dediquei-me a vender mais roupas, mas não conseguia vendê-las. Estava em dificuldades quando, por compaixão de alguém, o dinheiro foi adiantado, e pude receber o tão esperado Ohikari um mês antes do previsto. Ao terminar os três dias do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e voltar para casa com ele, a proteção divina veio imediatamente. Eu, que por causa da tuberculose era expulso das casas alugadas e não possuía nem um quarto para sossegar, recebi um cômodo de quatro tatames e meio e, no dia seguinte, um trabalho em que me pediam ajuda. A partir do dia seguinte, trabalhei diariamente como carpinteiro, esquecendo a dor na alegria, e, na volta, passava sempre pela casa do Sr. Izawa. Quando ouço as histórias daquela época, parece que o quarto em que entrei cheirava mal a noite toda.
Dessa forma, em outubro, minha mãe também recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), e pude receber Johrei em casa. Minha condição física melhorou gradualmente e, no final do ano passado, as cavidades se organizaram e a infiltração desapareceu. Tive hemoptise em 1º de novembro e 1º de dezembro, mas o trabalho ficou mais fácil a cada vez, e completei um trabalho de empreitada. Então, pedi imediatamente a imagem divina e, a partir de 1º de janeiro do ano passado, pude consagrá-la.
Além disso, quanto aos fundos para o referido curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), recebi a seguinte proteção divina. No início de abril de 1949, antes de ficar de cama, alguém me havia encomendado a fabricação de um altar budista. Como meu local de trabalho era uma fábrica de máquinas agrícolas e eu era carpinteiro, pensei que a pessoa precisava do altar com urgência, mesmo depois de eu ter recaído e ficado de cama. Pedi a dois subordinados e a uma pessoa que viria a ser mestre em máquinas agrícolas que o fabricassem, mas todos os três, em menos de uma hora, tiveram dor de cabeça e não conseguiram continuar. Não importava quantas vezes tentassem, era a mesma coisa. Deixei-o de lado até julho. Movido pelo desejo de obter o dinheiro para o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) (a princípio, o dinheiro era para ajudar nas despesas da casa), refiz o altar desde o início, mas não houve nenhuma mudança em meu estado de saúde. Concluí-o em dois dias e recebi uma forte proteção divina. Agora, enquanto recebo purificações leves de vez em quando, trabalho com cada vez mais energia e conto sobre o Caminho para as pessoas da vizinhança. Ainda sou uma pessoa com muitas nuvens espirituais e não sou útil em nada, o que é realmente lamentável, mas meu único desejo é retribuir, ainda que seja a milionésima parte, a graça que recebi ao ser salvo.
O texto acima é realmente tosco, e peço desculpas por isso; mas aqui expus uma parte da minha gratidão e emoção.
(apresentado em 19 de janeiro do 26º ano da Era Showa, 1951)
A Juventude Renasce Novamente
[Se não fosse a Salvação]
'Terapia Revolucionária para a Tuberculose' — 15 de agosto de Showa 26 (1951)
'Terapia de Fé para a Tuberculose' — 1º de dezembro de Showa 27 (1952)
Vila Asahi, Distrito de Mie, Prefeitura de Mie
Igreja Média Koei [Igreja Chukyo] Fumiko Ito (25 anos)
Por volta do outono do ano 19 da Era Showa (1944), peguei um resfriado, que foi a causa; o médico me diagnosticou com infiltração pulmonar, um passo antes da doença pulmonar considerada incurável. Meu coração de moça, cheio de esperança, sofreu um choque enorme; senti como se tivesse sido lançada de uma vez ao fundo do poço. Mas querer viver e querer curar-se é próprio do ser humano. Esforcei-me ao máximo, segui fielmente as ordens do médico, tomei os remédios, mas não melhorava em nada; nem mesmo o estado ligeiramente febril cedia, e fiquei completamente desesperada. No entanto, encorajada pelo desejo de melhorar depressa, percorri hospitais e terapias populares aqui e ali, de que ouvia falar bem, mas sem nenhum efeito.
Vendo meu próprio corpo empalidecer e definhar, passava os dias apenas chorando. Sem esperança, sem alegria, sem coragem, sentia-me deixada para trás como ser humano — não, por favor, compreendam o meu sentimento naquela época, em que minha vida se encurtava dia após dia. Em abril do ano 21 da Era Showa (1946), a radiografia mostrou que quase metade de ambos os pulmões estava escurecida. Disseram-me: "Você não pode se mover de jeito nenhum", "Não existe remédio que realmente cure a tuberculose, mas é possível melhorar temporariamente, mas se houver uma recaída, não tem jeito", "Ainda assim, se você insistir, posso tentar".
Mas, mesmo no fundo do coração, que não conseguia se resignar, eu ressentia as palavras do médico, em quem não se podia confiar. E, no entanto, não havia a quem recorrer. Meu corpo só emagrecia, meu rosto ficou da cor de terra, e era um milagre eu estar viva. Certo dia, enquanto estava distraidamente parada na varanda, um homem que eu nunca tinha visto antes entrou e falou-me da grandeza do Johrei, dizendo que, apenas movimentando a mão, qualquer doença grave poderia ser aliviada, e que ele havia curado até então pacientes graves como eu. Com o coração saltando de alegria, pedi para receber o tratamento.
Enquanto ouvia suas explicações, comecei a achar natural não ter me curado com os métodos que usava até então. Mas, como era a primeira vez, também pensei: "Que pessoa fala coisas tão grandiosas". No entanto, quando experimentei, não é que me senti muito bem? Achei estranho que, com uma única vez, eu melhorasse tanto; mas, ao receber o Johrei duas ou três vezes, meu apetite melhorou, ganhei energia e me senti bem. Em menos de um mês, minha aparência mudou completamente, fiquei muito saudável, e pensei: "Será que esta sou eu, que estava sofrendo até um mês atrás? Até este ponto..." e, com lágrimas, agradeci.
Então o Mestre me disse: "Você também pode curar qualquer pessoa assim. Quantas pessoas no mundo estão sofrendo de doenças graves iguais ou piores que a sua? Por que não ensina a essas pessoas como é simples melhorar?"... Ouvindo isso, pensei: "Recebi a vida novamente pelo poder de Deus. Para retribuir essa graça, seria imperdoável para com Komyo-Nyorai. Mestre, se for possível para mim também", e, desde que me converti, já se passaram cinco anos. Hoje, mais saudável e vigorosa do que antes da doença, estou cheia de gratidão pelo imenso poder de Deus. Depois disso, entrei em uma fábrica e, enquanto trabalho, dedico-me, ainda que com minhas forças limitadas, à grande obra da construção do Paraíso Terrestre, que é a vontade de Deus.
Muito obrigada. (apresentado em 25 de junho do 26º ano da Era Showa, 1951)
Uma Família de Tuberculose Trágica Salva pelo Poder Divino
Distrito de Setagaya, Tóquio, Daizawa 2-968
Igreja Hoshō Kaori Murai (37 anos)
Meu irmão mais velho, que se orgulhava de sua força física como atleta, foi subitamente atacado pela doença e internado às pressas no hospital da província. A doença era aguda e, além disso, tratava-se de uma tuberculose extremamente virulenta. Com a notícia de que era um caso um tanto difícil, tremia de ansiedade, como se o futuro tivesse escurecido. Enquanto isso, sua vida foi salva de alguma forma, e todos nós suspirámos aliviados. Rogamos a deuses e budas por sua rápida recuperação, e toda a família se dedicou aos cuidados. Então, inesperadamente, a esposa do meu irmão, que se formou na escola secundária feminina da província com as melhores notas, recebeu o diagnóstico de tuberculose.
Ao mesmo tempo, ela se tornou uma pessoa que dizia claramente: "Com tuberculose, não tem mais jeito. O melhor é evitar a infecção para mim e para as crianças e, se possível, acabar com isso antes de gastar toda a fortuna, para o bem de ambos". Ela quase não aparecia no hospital e, quando vinha, era só para relatar as finanças da casa e ia embora logo. Minha irmã mais nova ficou indignada e disse: "Se a cunhada não vai cuidar dele, eu cuido". Ela se hospedou no hospital e se dedicou de corpo e alma aos cuidados. Então, começou a se sentir mal e, ao ser examinada, descobriu-se, para nossa surpresa, que o lado esquerdo já estava comprometido.
Inesperadamente, separados por uma parede, meu irmão e minha irmã se tornaram dois doentes acamados. Ao ver aquelas duas figuras, como estava meu coração? Não era como se um grande véu negro já tivesse baixado sobre o destino que nos aguardava? Peço desculpas por não ter dito antes, mas meu pai era um devoto budista fervoroso, a ponto de reunir os monges do templo da cidade para grupos de estudo budista. Ao ver a situação do meu pai, pensei: se o poder da fé fosse absoluto, não haveria necessidade de interná-lo no hospital. Se ele entrega tudo nas mãos do médico tão rapidamente, não devo pensar que, para os seres humanos, o poder da medicina vale mais do que o poder de Buda?
Até então, incentivada por meus pais, eu também seguia a fé com esforço. A disciplina para a eliminação de pecados e impurezas me parecia boa, mas, na prática, era preciso empenhar-se ao máximo na medicina e na prevenção da tuberculose. Assim, dediquei-me cada vez mais à nutrição, ao repouso e aos medicamentos.
Nesse ínterim, quatro ou cinco anos se passaram rapidamente. Recebi a notícia de que minha irmã mais nova estava mal e de que eu deveria visitá-la. Apreensiva, pensando se poderia ir até uma doente grave, dirigi-me a um hospital próximo e perguntei detalhadamente sobre a tuberculose. O médico me disse: "Na verdade, para o paciente, orientamos o tratamento como se ele fosse se curar até o fim, mas, na realidade, a cura completa é impossível. O melhor a fazer é evitar a infecção para que novas pessoas não adoeçam". Disse também que, atualmente, a injeção preventiva de cefalantina parecia ser a mais eficaz, e tomei logo dez injeções.
Mesmo a medicina moderna mais avançada se mostrava incapaz, e dizia-se que nem os méritos do nobre Buda bastavam. Herdei o innen dessa terrível doença cármica e não pude deixar de me angustiar com meu próprio destino, tão frágil e passageiro. Naquela época, Tóquio estava em grande confusão com os bombardeios aéreos, e até as proximidades de minha casa foram queimadas. Em 5 de junho, fugi para minha terra natal com meu filho de quatro anos nos braços. No segundo dia, perdi meu irmão mais velho e, no dia 26, perdi minha irmã mais nova. Ao ouvir sobre o estado de espírito do meu irmão na hora de sua morte e a atitude de sua esposa, não pude deixar de chorar de todo o coração por ele, como irmã.
No entanto, na hora da morte de minha irmã, no dia 26 daquele mês, tive medo do contágio e não consegui, de forma alguma, ir ao seu lado para confortá-la. Depois de quatro anos de repouso, ela estava extremamente debilitada, só pele e osso, parecendo uma múmia branca. Sem poder ter as mãos seguradas pelos pais e irmãos, partiu solitária para o outro mundo. Ao ver o estado desses dois irmãos, não pude deixar de lamentar profundamente o terror da doença chamada tuberculose. E, por ter me esforçado fisicamente no local do refúgio, subitamente tive febre alta. Sofri por dois ou três dias com calafrios e febre, mas, a partir do quarto dia, a febre caiu bastante.
No entanto, quando me levantei com cuidado, a febre voltou imediatamente. Medindo a temperatura todos os dias, via que ela subia um pouco à tarde, até que acabei não conseguindo mais me mover. No início, o médico disse que era resfriado; um mês depois, disse que parecia ser um catarro apical e que eu deveria ficar em repouso. Eu — e minha família, evidentemente — pensamos que a situação era realmente difícil: havíamos acabado de realizar os funerais de duas pessoas em junho, e agora eu estava de cama.
Naquela época, meu pai voltou de fora e disse: "Hoje, um amigo do bairro de Oku no machi disse ao senhor Teramachi: 'Ouvi dizer que seu estômago está mal. Agora, um tratamento diferente está se espalhando no bairro de Oku no machi, e dizem que cura qualquer doença. Que tal experimentar?' Então fui lá. Era nos fundos de uma loja de quimonos elegante. No tokonoma, estava pendurada uma Imagem da Luz Divina chamada Kōmyō, e recebi o tratamento diante dela. Disseram-me: 'Há muito remédio no seu estômago, não é? Está descendo até abaixo do umbigo.' É impressionante como eles sabem disso. Kaori, que tal irmos amanhã?"
Deitada na cama, pensei: 'Com este corpo que precisa ficar tão em repouso, será que posso ir a um lugar tão distante?' Senti medo. No entanto, agora que estava com esta doença, pensava que, se fosse ter uma vida de doente tão triste e terrível como a de minha irmã, era melhor arriscar, sem saber se viveria ou morreria; talvez valesse a pena fazer um esforço e ir no dia seguinte. No dia marcado, não conseguia andar de geta, pois ficava tonta. Calcei sandálias de palha e, arrastando-me como uma formiga, para que meus pés não flutuassem no ar, percorri metade do caminho até a estação. No trem, abaixei a cortina sobre o chão, fechei os olhos e, finalmente, consegui chegar em segurança ao bairro de Oku no machi.
Na sala, muitas pessoas esperavam, lotando o espaço. Sentei-me atrás e, esquecendo a presença de meu pai e de minha irmã, observei atentamente as palestras e o tratamento do senhor. Ele explicava que os humanos adoecem porque têm toxinas no corpo e que, dissolvendo essas toxinas e fazendo-as sair pela urina, elas desaparecem e a doença se cura. Ao ouvir aquilo, pensei: 'Se algo tão bom é possível, seria ótimo, mas qual é a razão disso?' Fiquei muito intrigada e, sem querer, atrás de muitas pessoas, perguntei em voz alta: 'Senhor, a sua explicação me parece realmente excelente, mas qual é a relação entre o que o senhor está dizendo e o que está fazendo?'
Naquela época, o senhor Nagao, que pregava na igreja do bairro de Oku no machi, em Gifu, arregalou os olhos e disse: 'Ah, isto? Isto se chama Elemento Fogo. Os seres humanos absorvem o Elemento Fogo do sol através do coração. Quando este Elemento Fogo é projetado através da palma da mão para o corpo do outro, as toxinas do corpo se dissolvem e saem como urina.' Não entendi bem, mas queria que ele fizesse isso em mim o mais rápido possível, e a espera parecia interminável. Finalmente chegou minha vez e, quando lhe pedi, ele colocou a mão sobre minha testa. No mesmo instante, minha cabeça começou a zumbir com um som muito forte, e fiquei surpresa.
'Ah, isto é algo grande! Com esta reação, estou salva. Agora que médicos e Buda são inconfiáveis, isto é a ajuda do céu. Com isto, fui salva. Já estou bem', senti. Quando, já completamente tratada, ia embora, meu corpo parecia muito mais leve e eu me sentia firme. Não andava mais cambaleando, prestes a cair a qualquer momento, como na ida. Senti-me completamente aliviada.
Graças a Deus, tive diarreia também. Uma semana depois, minha irmã mais nova me disse: 'Só agora posso dizer, mas na primeira vez que fomos juntas, fiquei com muito medo. Seu rosto estava da cor de terra, sem sangue, e você andava arrastando os pés, prestes a cair a qualquer momento. Fiquei muito preocupada, pensando que você ia cair. Mas na volta, você estava incrivelmente animada, e a cada dia que íamos, você se transformava de modo irreconhecível. Todos em casa diziam que você parecia um fantasma e que era meio assustador, mas foi realmente bom você ter ficado saudável.' Ao ouvir isso, senti uma gratidão ainda maior. Pensando bem, fui curada de forma tão simples, sem preocupação com contágio, sem preocupação com nutrição ou repouso, apenas com a palavra 'purificação', e pude me alegrar e ter paz, curando esta tuberculose pela raiz. Que grande coisa que todas as outras doenças são resolvidas com este simples gesto de estender a mão, com a palavra 'Johrei'!
Com o passar dos dias, qual não foi a alegria e o orgulho de nós, fiéis, ao compreendermos que este grande poder é o nobre poder de Komyo-Nyorai! Uma alegria que realmente não se pode expressar nem por escrito nem por palavras. Pensando bem, se meu irmão e minha irmã tivessem esperado mais três meses, eu teria recebido este nobre poder, aproximado-me deles, confortado-os com carinho e aplicado o Johrei. Quase deixei escapar uma queixa inútil, mas não há o que fazer com os que já morreram.
Agora, meu coração está cheio do desejo de informar, o mais depressa possível e ao maior número de pessoas, aqueles que sofrem com angústias semelhantes às do meu passado, quando estava viva, mas era como um cadáver.
Ao finalizar, embora eu seja uma pessoa cheia de pecados, agradeço profundamente, em nome de toda a minha família, por ter recebido esta vida preciosa. (apresentado em 8 de fevereiro do 26º ano da Era Showa, 1951)
Tuberculose Trágica e Complicações
Da Desesperança à Alegria da Gratidão
[Meu Marido, que Planejou o Suicídio, é Salvo]
'Terapia Revolucionária para a Tuberculose' — 15 de agosto de Showa 26 (1951)
Vila Minamikata, Distrito de Tome, Prefeitura de Miyagi
Igreja Média Aiwa Ryoko Sato (37 anos)
Nós, que continuávamos a sofrer no pântano da desesperança, fomos literalmente das trevas para a luz, salvos pelo poder extraordinariamente nobre de Komyo-Nyorai; a felicidade de poder passar dias de alegria é incomparável. Agradeço profundamente a Meishu-Sama e, ao mesmo tempo, relato uma parte da proteção divina.
Meu marido, Sadayuki, que tinha uma doença de guerra, já não gozava de boa saúde e, em julho do ano 20 da Era Showa (1945), passou muito tempo acamado. Após a morte de sua primeira esposa, ele ficou sozinho com quatro filhos pequenos. Estava extremamente ocupado tanto em casa quanto no trabalho, e foi nesse contexto que cheguei, em abril do ano 21 (1946).
Tendo perdido minha mãe quando criança, casei-me cheia de planos, com a esperança de ser uma boa mãe para aquelas crianças infelizes. Mas, a partir do dia seguinte, começou minha vida de sofrimento.
Isso porque o filho mais novo de meu marido, de dois anos, pegou coqueluche que evoluiu para pneumonia dupla, com febre em torno de 40 graus por dois meses consecutivos. Junto com meu marido, na época da colheita de maio, confusa com a vida a que não estava acostumada, cuidei dele sem dormir à noite, mas foi em vão: ele acabou morrendo. Meu marido ficou completamente arrasado. Quando se completaram os cem dias da morte da criança, ele teve diarreia por causa de uma leve intoxicação alimentar.
A diarreia durou três semanas e era tão grave que chegava a sair sangue nas fezes. Tentamos de tudo, mas não melhorava. Nesse meio tempo, talvez ele tenha pegado um resfriado. Na noite de 9 de outubro do ano 21, teve febre alta, acima de 40 graus, acompanhada de aperto no peito, e chegou a delirar, o que me assustou muito. Prestei primeiros socorros, passei uma noite ansiosa e, na manhã seguinte, chamei meu primo, que era médico, para examiná-lo. O diagnóstico foi bronquite, além de outros males, como distúrbios gastrointestinais e beribéri; ele disse que era um caso bastante grave. A partir desse dia, começaram seus longos cinco anos de doente acamado.
Por causa da bronquite, quando ele parecia cochilar, um suor do tamanho de grãos de feijão escorria pelo corpo todo, molhando no instante a roupa e o lençol. Trocávamos tudo mais de dez vezes por dia, e isso se repetiu por mais de dez dias, deixando-o completamente debilitado. Com isso, a pleurisia da doença de guerra também recidivou; daí em diante, seguimos com repouso absoluto e tratamento medicamentoso. Felizmente, meu primo ficou hospedado e tentou todos os tratamentos possíveis; em cerca de dois meses, ele conseguiu se sentar na cama. Meu marido e eu suspiramos aliviados, mas foi por pouco tempo.
Por um pequeno esforço, ele pegou um resfriado: as amígdalas incharam, mal conseguia se alimentar e, além disso, recebeu o diagnóstico de infiltração pulmonar. Naquele momento, nosso coração foi lançado ao fundo do poço da desesperança. Tentamos novamente repouso e todo tipo de terapia. Por volta de fevereiro do ano seguinte, ele finalmente conseguiu se sentar na cama — mas nosso suspiro de alívio não passou de um sonho. Desta vez, as aderências pleurais da época da doença de guerra se soltaram e ainda surgiu pericardite. Com fortes dores no peito e nas costas e febre alta, novamente repouso e compressas duas vezes ao dia, de manhã e à noite.
As veias, já muito maltratadas, não suportavam mais injeções intravenosas; a rotina diária passou a ser de quatro ou cinco injeções subcutâneas por dia. Conforme esquentava, ele se recuperava e, por volta do verão, conseguia até rastejar até a varanda. Eu e meu marido andávamos atentos; mas, na manhã do dia 16 do antigo festival de Obon, quando voltei de uma saída, encontrei meu marido — que não tinha nada — mudado a ponto de vagar entre a vida e a morte. A partir do dia seguinte, perdeu completamente a voz, e os dias de dor e angústia recomeçaram. A garganta doía; ele não conseguia falar.
Quando o médico disse que achava que era um catarro crônico da garganta, mas que também havia preocupação com tuberculose laríngea, e que era preciso fazer uma desinfecção completa e tomar cuidado, as lágrimas vieram primeiro; fiquei atordoada, sem saber o que fazer. Com o pilar da família, meu marido, doente e acamado, e as crianças pequenas, a família estava completamente às escuras. Ele vagava entre a vida e a morte; como poderíamos deixá-lo morrer? Como poderíamos deixá-lo morrer? Esforcei-me ao máximo para tratá-lo. Em novembro do ano 22 (1947), ele melhorou um pouco e, finalmente, pudemos relaxar.
Então, seja qual fosse o innen que nos perseguia, bastou-lhe bater levemente a cabeça quando estava de bruços para que gritasse “Ah!” e tornasse a se debater. Dizia sentir como se a cabeça estivesse voando pela sala, e passou uma semana inteira mantendo a testa imóvel. O médico disse que era um distúrbio do nervo trigêmeo.
Depois disso, repouso absoluto: deitado de costas, sem emitir som. O segundo Ano Novo desde o início da doença também foi passado no leito. Conforme esquentava, ele recuperava as forças e conseguia sair da cama. Esperávamos que desta vez ele se levantasse de vez; mas, novamente, na tarde de 6 de julho, mesmo estando bem e sentado, devido ao excesso de peso, ele desenvolveu um coração gorduroso e, de repente, teve uma crise de angina.
Foi um estado grave, a ponto de desistirmos, pensando que ele morreria. Graças ao tratamento intensivo dos médicos, ele se estabilizou de alguma forma. Mesmo quando disseram que ele já podia se levantar, a ansiedade do doente não diminuía nem um pouco. Ele reclamava constantemente de palpitações e tonturas, e eu, como cuidadora, não podia nem ir ao banheiro. Quantas injeções de cardiotônico ele tomou por dia a partir de então? Não nos contentando apenas com a medicina, tentávamos tudo o que parecia bom. Além disso, líamos a Seicho-no-Ie e revistas de combate à doença e começamos, com paciência, as terapias espirituais.
No entanto, o doente continuava a se queixar de dores várias vezes ao dia. Quando pensávamos que ele estava melhorando um pouco, a dor no coração se intensificava de repente. Cada vez que chamávamos o médico, ele dizia apenas: “Não é nada grave, tente se levantar mesmo com esforço”, sem nenhum tratamento especial. Mas o sofrimento do paciente era intenso, e ele repetia: “Não queria que nem o filho do meu inimigo tivesse uma doença dessas”. Com tanta dor e angústia, quantas vezes ele tentou o suicídio quando eu me descuidava? Ele pedia que morrêssemos juntos, e quantas vezes passamos dias de lágrimas juntos?
Realmente, nem eu, que estava sempre ao seu lado, podia imaginar a extensão de seu sofrimento. Em meio a essa escuridão e sofrimento, tivemos de receber o terceiro Ano Novo no leito. “Que este ano seja um ano bom”, eu orava a Deus, e lágrimas escorriam involuntariamente pelo meu rosto. Mesmo no calor, ele continuava deitado de costas, sem melhorar, mas também sem piorar particularmente. Passado o período da colheita de maio, desta vez ambos os ombros, os braços e as costas começaram a doer subitamente. Até então, ele se comunicava por escrito, mas agora não conseguia mais segurar a caneta — é claro — e nem mesmo apertar o botão da campainha ou dar corda no relógio.
Impossibilitado de se mover, sem poder falar e, ainda por cima, com as mãos livres, a angústia do meu marido dava pena de ver. Ele fez um quadro de letras e, juntando letra por letra, conseguia transmitir sua vontade, mas não conseguia comunicar nem uma fração do que pensava. Às vezes, não tinha forças nem para apontar para o quadro. Eu, a cuidadora, além do próprio paciente, só fazia me impacientar. Com a repetição desses sintomas, o Ano Novo do ano 25 da Era Showa (1950) foi novamente passado no leito. Embora pensasse que era uma esperança vã, cuidei dele na esperança de que melhorasse com o calor; mas ele continuava sem voz, as tonturas e palpitações não cessavam, e ele não conseguia se mover.
A ansiedade do doente não desaparecia, e eu tinha de passar os dias de angústia junto com ele, cuidando dele 24 horas por dia. Além do sofrimento do paciente, o médico sempre dizia: “A doença se estabilizou, tente se levantar mesmo com esforço. Você não o deixa se levantar porque o ajuda demais.” Quando tentávamos forçá-lo a se levantar, ele fazia uma careta de dor, como se tivesse saído do Inferno, e dizia apenas: “Esperem mais um pouco. Não preciso que me digam, mas não quero ficar deitado nem um minuto, quanto mais uma hora.” Não havia nada que pudéssemos fazer, apenas continuar sofrendo.
A última terapia que restou foram a estreptomicina e o PAS, novos medicamentos para tuberculose. Embora a considerássemos uma terapia de pouca esperança, na esperança de que ao menos a voz voltasse, ele tomou o PAS. Disse que a quantidade de urina era grande, mas que ficava muito ruborizado e se sentia incomodado. Mesmo assim, tomou um comprimido à força. A estreptomicina, infelizmente, não estava disponível. Nesse ínterim, ouvimos de um vizinho a bendita história do Johrei e, imediatamente, pedimos ao senhor Sato que viesse à nossa casa. Foi no início de junho do ano 25 (1950).
Como era tarde da noite, ele apenas agitou a mão sobre o futon onde meu marido estava deitado.
Meu marido disse que o corpo ficou muito quentinho e que se sentia bem. Aproveitando a oportunidade, pedimos mais três vezes e recebemos o Johrei. A cada vez, líamos narrativas benditas e jornais, e a maravilhosa sabedoria mística — que cura mesmo quando se duvida — fez com que nossos corações, sem a quem recorrer na desesperança, compreendessem o bendito caminho da salvação. Meu marido, que dependia dos remédios como de pais e não passava um dia nem uma noite sem eles, a partir desse momento abandonou completamente todos os medicamentos e se agarrou unicamente a Daikōmyō Nyorai.
Em 16 de junho, pedimos ao senhor Sato que convidasse o senhor Onodera, de Ichinoseki, para que recebêssemos o Johrei. Assim que o senhor Onodera viu meu marido, disse: “Não é irracional mandar alguém assim se levantar? É natural que não consiga. O corpo dele está cheio de toxinas.” Não havia um lugar onde tocássemos que não doesse, de tão grave que estava. Ficamos realmente surpresos. A partir de então, recebemos do senhor — que superava até uma mãe amorosa — inúmeras histórias benditas e o Johrei, com um coração sincero, cheio de amor e calor. Compreendemos bem o misterioso poder salvador de Komyo-Nyorai e a extensão das Graças Divinas de Meishu-Sama.
No entanto, nós, que sofremos e nos angustiamos por cinco longos anos, pensávamos — para nossa vergonha hoje em dia — que algo como agitar a mão não poderia ser suficiente. A cada purificação que recebíamos, pensávamos se estava tudo bem assim. Mas, sempre que recebíamos o Johrei, o estado de espírito do doente melhorava milagrosamente. O senhor Onodera nos disse: “Se você cuidar dele enquanto agita a mão, a recuperação será mais rápida.” Imediatamente, em 27 de junho, fui à casa do senhor Okubo e, em nome do meu marido, recebi o Ohikari junto com ele. Apressei-me em voltar para casa, coloquei o Ohikari também no meu marido, e nos alegramos juntos com a felicidade de nos agarrarmos à corda da salvação.
Recebemos também a orientação de que os antepassados precisavam ser salvos e, no mesmo dia, o senhor Onodera, o senhor Satō e o senhor Ōkubo vieram nos visitar.
Nossa alegria por podermos também consagrar a Kannon-Sama do biombo era tamanha que sentíamos uma segurança e uma clareza de coração como se tivéssemos retornado ao seio de uma mãe amorosa. Naquela noite, recebemos imediatamente o Johrei do senhor Onodera, que nos disse: “Hoje você consegue se mover com mais facilidade, então tente se mover”. E, pela primeira vez, consegui me virar para o lado esquerdo com facilidade. Antes, até para trocar a fronha do travesseiro, eu ficava tonta e com palpitações; agora, conseguia me virar com toda a tranquilidade, e tanto o paciente quanto eu não pudemos deixar de nos surpreender com o poder milagroso de Deus.
Após cerca de dois dias, tivemos uma purificação intensa, com fortes dores abdominais; mas, ao recitar a Oração Zengen-Sandji e começar imediatamente a mover as mãos, fui me acalmando aos poucos. Só de pensar que eu estava movendo as mãos, sentia uma alegria imensa. No entanto, meu marido, devido ao sofrimento excessivo, chegou a vacilar por um momento e pediu que lhe aplicassem uma injeção. Na manhã do dia primeiro de julho, meu tio veio de repente nos visitar, dizendo: “Achei que algo diferente poderia ter acontecido e vim ver”. Ele contou que o pai falecido do meu marido havia aparecido em seu sonho e repetido duas vezes: “Surgiu um assunto urgente, então venha sem falta”.
Quando o tio perguntou: “Como está o doente?”, ele respondeu: “Bem, o Sada está quase morrendo”. “Sada” era o irmão mais novo do pai falecido, que teria construído uma casa perto e se separado; mas, devido a um câncer de língua, a cirurgia não teve efeito e ele morreu tristemente, deixando um bebê recém-nascido. Estava justamente no ano do trigésimo terceiro aniversário de sua morte. Meu marido pareceu refletir muito sobre o que significaria o pai falecido aparecer no sonho do tio, que era um homem de fé fervorosa. Nessa época, era violenta a oposição ao nosso redor contra nós, que nos apegamos a Komyo-Nyorai.
O tio nos disse: “A oposição é inerente à fé, portanto, não importa o que digam, sigam o caminho da fé sem hesitar”. Ao ouvir isso, tanto eu quanto meu marido, em meio à oposição, sentimos como se tivéssemos recebido uma força cem vezes maior.
Arrependemo-nos de ter hesitado, mesmo que por um instante, e, a partir daquele dia, nos agarramos ao Caminho com todo o empenho. Depois disso, ainda tivemos purificações no coração de vez em quando, e em todas elas a parte de trás da bolsa de Ohikari ficava completamente manchada de um azul-escuro. Quando consultei o senhor Onodera, ele me explicou que era devido à toxina medicamentosa. Isso continuou por mais de um mês; gradualmente, a mancha foi desaparecendo e, ao mesmo tempo, o sofrimento no coração também melhorou bastante. Posteriormente, quando o senhor Onodera veio, ouvimos que, se consagrássemos Komyo-Nyorai, o innen se resolveria mais rapidamente e a cura seria mais rápida.
Pedi imediatamente que nos permitissem consagrá-Lo. No dia vinte e dois de julho, tivemos a honra de receber a visita do senhor Ōkubo, da Sede. Conduzido até nós, ele nos concedeu um Johrei cuidadoso. Pela primeira vez, colocaram meu marido de bruços. Ele parecia sentir uma dor considerável, tensionando todo o corpo como um bebê quando é colocado na água e agarrando-se ao travesseiro. Depois de receber o Johrei, sentindo-se melhor, disse-me: “Foi uma sensação terrível, como se estivesse caindo no Inferno”. Quando o senhor Ōkubo estava de partida, advertiu-nos: “Há espíritos malignos consideráveis agindo, então sejam firmes.
“Se descuidarem, são espíritos malignos capazes de destruir até a família; por isso, precisam enfrentar isso com a vida”. Senti um verdadeiro calafrio ao ouvir isso. Após a partida dos senhores, a purificação foi tão intensa que chamamos o senhor Onodera para aplicar o Johrei. Enquanto eu, ao lado, lia o “Reikai Sōdan” (Diálogos do Mundo Espiritual), meu marido disse ter visto o tio Sada, seu filho Sadazō, que morrera na guerra, e uma senhora que parecia ser sua avó (falecida antes do nascimento do meu marido).
No dia seguinte, recebemos novamente o Johrei da mesma forma. Enquanto eu lia o “Reikai Sōdan”, ele viu a babá, falecida há muito tempo, e, em seguida, Sadazō, usando uma coroa e sorrindo.
Então, o tio Sada apareceu com o rosto indistinto, e ele pensou: “Ah, é o tio Sada”. De repente, sentiu um arrepio dos pés à cabeça, passou muito mal e fez uma careta terrível.
Imediatamente recitamos a Oração Zengen-Sandji e recebemos o Johrei, e ele se acalmou. Foi então que compreendemos o significado do sonho do tio e a causa de sua voz ter sumido.
Quando o senhor Ōkubo veio, disse ao senhor Onodera que purificasse bem a área do câncer de língua. Embora fosse tuberculose laríngea, ele apenas não conseguia falar, sem outros sintomas aparentes. Eu achava estranho e acabava negligenciando até a desinfecção rigorosa, sendo repreendida com frequência por meu marido. A voz ter sumido de repente, exatamente no dia dezesseis do mês de Obon, fez meu marido entender claramente que o espírito do tio Sada, querendo ser salvo, estava possuindo-o.
Ninguém jamais imaginara que o espírito do tio Sada estivesse possuindo meu marido. No dia seguinte, fizemos imediatamente uma reverência ao altar budista, visitamos o túmulo e consagramos a Kannon-Sama do biombo na casa do tio Sada. A partir de então, foi como se estivéssemos descascando uma fina camada de papel; dia após dia, ele foi melhorando gradualmente.
No dia vinte e nove de julho, tivemos uma purificação intensa. Enviamos um telegrama, e o senhor Ōkubo veio. Ele aliviou meu marido rapidamente e, ao mesmo tempo, o fez sentar-se com o tronco erguido. O rosto do paciente era como o de alguém que tivesse saído do Inferno, tão terrível que minha mãe e outros chegaram a fugir de susto.
No entanto, ao receber o Johrei, ele se aliviou instantaneamente. A alegria e o poder infinito de Komyo-Nyorai nos encheram apenas de gratidão.
No dia trinta de julho, apesar da forte chuva desde a manhã, os senhores mestres e todos os fiéis vieram, e pudemos consagrar Komyo-Nyorai. Assim como diz o hino: “Desde o dia em que consagramos Komyo-Nyorai, nossa casa se ilumina”, tanto a casa, que antes era escura, quanto nossos corações pareceram se iluminar de repente. De tanta gratidão e alegria, quantas vezes recitamos este hino!
No dia doze de agosto, tivemos novamente uma purificação no coração, mas no dia seguinte o senhor Ōkubo veio, acompanhado pela senhora Kumagaya Haru. Ela ficou conosco por uma semana, dedicando-se integralmente ao Johrei, e ele melhorou muito.
Quando ela estava de partida, ele já tinha energia suficiente para se levantar e adorar Komyo-Nyorai. No dia vinte e sete de agosto (décimo quarto dia do Obon pelo calendário lunar), houve a consagração de Komyo-Nyorai na casa do senhor Ōkubo, e eu também pude participar. Depois, como meu marido estava um pouco em purificação desde o dia vinte e três, pedi à senhora Kumagaya que ficasse de plantão e acompanhei o senhor Onodera e o senhor Satō. À tarde, um jovem veio me buscar a cavalo, dizendo que a purificação estava muito intensa. Já era quase meia-noite, mas insisti com o senhor Onodera para que viesse conosco até nossa casa.
No caminho de volta, o senhor Onodera perguntou desde quando havíamos montado a prateleira do Obon e desde quando o paciente havia piorado. Respondi que havíamos montado a prateleira na tarde do dia vinte e dois e que ele piorara a partir do dia vinte e três. Ele disse: “Então é por causa da prateleira do Obon. Quando chegarmos em casa, eu pedirei desculpas aos antepassados”.
Assim que chegamos, ele imediatamente fez uma reverência e pediu desculpas diante do altar budista, e o paciente já estava tão aliviado que sorria. Até então, ele estivera em estado de morte aparente por cerca de sete horas, e a senhora Kumagaya, suando abundantemente, aplicara Johrei sem parar.
Realmente, causamos muitos transtornos. Se tivéssemos consultado o senhor Onodera antes, teria sido melhor; mas, por hábito, acabamos montando a prateleira descuidadamente, cometendo um grande erro. Também aqui pudemos compreender claramente a existência dos espíritos. Embora fossem coisas invisíveis e desconhecidas, senti um medo profundo.
No dia seguinte, ele estava tão bem que nem parecia o mesmo do dia anterior, conseguindo se levantar na cama com facilidade. Depois disso, recuperou-se gradualmente. No dia cinco de setembro, o senhor Onodera e a senhora Kumagaya vieram e, a pedido nosso, trocaram a cama onde ele estava deitado havia mais de dois anos.
A cama, onde ele ficara deitado de costas sem conseguir mover-se, era como um molde de ser humano. Até os senhores se surpreenderam, dizendo que não era à toa que o corpo estava mal. Quando tentei arrumar o futon e levantei a borda, apenas a parte ao redor ficou em minhas mãos; a parte onde as costas encostavam ficou para baixo.
Os dois futons colocados e o tatame grosso estavam todos grudados, formando uma única placa, como um composto natural bem amadurecido, preto e aderido à tábua. O fedor era tão forte que dava vontade de cobrir a boca, o nariz e os olhos. Não dava para tirar com as mãos; tive de pegar uma enxada para finalmente conseguir removê-lo. Sem precisar ouvir, só de ver aquele estado, dava para entender o grau de sofrimento do paciente durante aqueles dois anos. Será que alguém, só porque o médico disse “Não é nada grave. É falta de coragem”, ficaria deitado por mais de dois anos sem conseguir trocar nem mesmo a fronha do travesseiro?
Fiquei realmente impressionada. No dia dezessete de setembro, quando realizamos a cerimônia em casa, pude, pela primeira vez em muitos anos, vestir um quimono com obi e fazer a reverência. Como meu marido era conhecido por ter morrido, as pessoas que o viram com aquela energia, após cinco anos, ficaram surpresas e alegres.
No dia vinte de setembro, ele conseguiu, pela primeira vez, sentar-se sozinho a partir da posição de bruços e também comer a refeição sentado. Durante mais de dois anos, em dias de chuva ou vento, era alimentado com colher três vezes ao dia. Imaginem como ele ficou feliz!
A senhora Kumagaya, desde a cerimônia, dedicou-se integralmente a ele, aplicando-lhe Johrei com todo o coração, e ele conseguiu mover-se com muito mais facilidade. Por volta dessa época, abandonou também a prancheta de letras e começou a falar um pouco, ainda que baixinho. Ficamos tão felizes que não conseguíamos conter as lágrimas que brotavam.
Na tarde do dia seis de outubro, eu lia os Escritos Divinos “O Caminho para a Luz” ao lado do travesseiro do meu marido. Quando faltava apenas uma página para terminar, fiquei com tanto sono que acabei dormindo. Tive um sonho estranho e acordei sobressaltada.
No sonho, Meishu-Sama e sua esposa estavam vindo, e Meishu-Sama me dirigiu palavras. Fiquei tão grata que, junto com meu marido, estava agradecendo. No dia seguinte, quando o senhor Onodera veio, contei-lhe o ocorrido, e ele disse: “Você teve um sonho muito bom. Com certeza receberá a proteção divina”. Fiquei imensamente grata e feliz.
Ele disse: “Então, hoje ele com certeza vai conseguir ficar de pé. Vamos fazê-lo ficar de pé”. Aplicou Johrei em ambas as pernas por uma hora cada, mas os joelhos tortos não esticavam facilmente. Quando aplicou Johrei em apenas uma perna e comparou, havia uma diferença de dois sun (cerca de 6 cm). Depois de aplicar bem o Johrei em ambas, quando o fizemos ficar de pé, ele realmente ficou de pé! Como ficamos felizes! Tanto eu quanto meu marido só tínhamos lágrimas. O senhor Onodera também se alegrou como se fosse com ele mesmo.
No dia onze de outubro, ele pisou no tatame pela primeira vez. Com o Johrei da senhora Kumagaya, a partir de então, começou a andar um metro, dois metros por dia, apoiando-se em uma bengala ou em nossos ombros.
As crianças, empolgadas, chegaram a pegar a fita métrica. “Hoje foi até a cozinha”, “Hoje foi até a sala de estar”. Ele foi andando aos poucos pela casa grande e passou a poder fazer as reverências matinais e noturnas junto com a família. Pensar que meu marido, que antes se agitava com tontura e palpitações até para virar o rosto para o lado, parecia um sonho.
No dia dezesseis de novembro, o senhor Onodera veio e, pela primeira vez em cinco anos, ele pôde tomar banho. Sua alegria e felicidade eram indescritíveis. No Culto Extraordinário do dia vinte e cinco, pôde participar pela primeira vez, andando de carroça.
Todos que o viam ficavam surpresos. Após o Culto Extraordinário, ele teve uma purificação nas costas e na cintura, que se acalmou em cerca de meio mês. No dia vinte e cinco de dezembro, participou novamente de carroça da consagração de Komyo-Nyorai nas casas do senhor Satō, do senhor Shiratori e do senhor Endō. Quando passamos pela minha casa natal, até a velha de oitenta anos ficou surpresa, dizendo que parecia um sonho. A partir da meia-noite do dia seguinte, teve uma forte purificação na cintura e no abdômen, mas, à medida que foi se acalmando, ficou muito mais leve e fácil de mover-se do que antes.
Agora, graças à sinceridade dos senhores mestres, ele pode andar livremente dentro de casa, sua voz está consideravelmente mais alta e consegue falar o que precisa com facilidade. No Culto Extraordinário de Ichinoseki, no dia doze de fevereiro deste ano, pude visitar o santuário junto com meu marido, e o senhor Ōkubo nos concedeu um Johrei cuidadoso.
Depois disso, ele ficou ainda mais animado e melhorou muito, tanto para falar quanto para andar. A grandiosidade dos benefícios materiais me enche apenas de gratidão. Se não tivéssemos nos agarrado a este Caminho, o que teria sido de nós? Quando penso naquela época em que confiávamos apenas em medicamentos inutilmente, sinto arrepios. Como diz o hino:
Quando olho para trás, para aquela época, tenho medo.
Eu vagava sem cajado na estrada escura.
Naquela época, não compreendíamos a verdade da doença, tampouco a existência dos espíritos claramente. Lembro-me com horror daqueles dias de pura angústia. Hoje, nossa família de cinco pessoas recebeu o Ohikari de proteção; a casa que antes era escura se iluminou, e podemos passar dias felizes e cheios de esperança. Sinto apenas gratidão a Meishu-Sama. Além disso, no dia doze de dezembro, um cavalo passou por uma forte purificação com dores abdominais, mas, ao receber a proteção divina, ficou imediatamente saudável. As crianças também têm purificações frequentes, mas, em todas as ocasiões, a gratidão pelo Johrei é tamanha que nos esquecemos completamente dos medicamentos, como se fossem coisa do passado. Desejando compartilhar esta graça tão preciosa com o maior número possível de pessoas, e transbordando de alegria, apresento este relato, sem me preocupar com a falta de habilidade na escrita. Somos pessoas de pouca força, mas anseio por retribuir, ainda que uma parte mínima, a imensa bondade recebida. (apresentado em 5 de março de 1951)
Eu, que cheguei a pensar em suicídio
“Terapia Revolucionária da Tuberculose”, — 15 de agosto de 1951
Shihei-mura, Kazuno-gun, Prefeitura de Akita
Igreja Média Nikkō, Iwabune Yoshiko (29)
Apresento aqui, com gratidão, o relato de como recebi inúmeras proteções divinas e tive minha vida, que já não existia, salva.
Sou mãe de dois filhos. Desde a primavera de 1948, sentia meu corpo estranhamente mal. Apesar de ser uma primavera em que as flores sorriam e os pássaros cantavam, meu coração foi se fechando gradualmente na tristeza. Segundo o diagnóstico médico, eu tinha beribéri, hemorroidas, problemas gastrointestinais, doença hepática, pleurisia e infiltração em ambos os pulmões — era como um armazém de doenças. Só de pensar, dava arrepios. Tentei todos os tratamentos possíveis, mas nada adiantava. O médico ordenou repouso absoluto, e eu definhava a cada dia. As pessoas da vizinhança chegaram a dizer: “Ela já está com um pé no caixão”.
Além disso, estava grávida na época, mas o médico disse: “Nessas condições, o corpo da mãe não aguenta”, e fui submetida a um aborto induzido. Depois disso, o útero também começou a doer, e a situação só piorou. Logo, formou-se uma solidificação do tamanho de um punho de bebê no lado inferior direito do abdômen, e eu não conseguia andar apoiando a perna direita, mancando naturalmente. Por outro lado, meu marido, que ainda não havia se livrado da mentalidade militar, não tinha nenhuma compaixão. Ele dizia: “Você pode morrer a qualquer hora, que eu arranjo outra nova. Mulher e tatame são melhores quando novos”.
Imaginem como me senti ao ouvir isso. Acabei voltando para a casa dos meus pais com as crianças e passei a viver separada do meu marido. Meu apetite foi diminuindo, e eu não conseguia engolir nem um grão de arroz. Em casa, minha mãe, esquecendo de comer e dormir, cuidava de mim e também das crianças. Mas será que a sinceridade de minha mãe não chegava a Deus? Minha condição só piorava. Noite após noite, eu abraçava meus filhos e chorava, molhando o travesseiro. Não havia uma noite em que não molhasse o travesseiro. Quando pensava em minha mãe, em meu marido e nos meus filhos, sentia como se meu coração fosse partido, imaginando quanta preocupação e sofrimento eu lhes causava.
Quanto mais me desesperava para ficar saudável rápido, mais parecia que a morte se aproximava. Não conseguia conter as lágrimas que brotavam involuntariamente.
Quantas vezes pensei em dar um fim a tudo e ir para o outro mundo? Mesmo assim, ainda corria atrás de médicos e medicamentos, e no final acabei tendo que vender minha própria casa.
Olhando agora, ah, que dia abençoado foi aquele! Doze de setembro de 1948. Ah, este dia foi, para mim, o dia inesquecível de minha regeneração e gratidão. Existiu alguma vida de alegria tão nobre e bela? “Nunca vi em sonhos, nunca ouvi falar”, “nunca imaginei”. O venerável Komyo-Nyorai não nos abandonou, a nós, cobertos de nuvens espirituais, e estendeu Sua mão misericordiosa. Meu marido, inesperadamente, encontrou no trem seu companheiro de guerra, o senhor Suzuki Masao, que nos apresentou este venerável Komyo-Nyorai. O senhor Suzuki estava justamente naquela época missionando na região de Akita, vindo da distante Shizuoka.
Naquela época, eu não conseguia acreditar sinceramente e ria por dentro: “Como um deus qualquer poderia curar um corpo que nem os médicos conseguiram curar?”. Na noite do dia doze de setembro, o senhor Suzuki, apesar de sua agenda lotada, veio especialmente para mim, sem se importar em percorrer três ri (cerca de 12 km) de distância. Naquela noite, ainda com dúvidas, recebi o Johrei duas vezes e fui para a cama. Mas o que aconteceu? Por volta da meia-noite, senti algo estranho no abdômen e, ao me levantar, não estava saindo sangue preto em abundância? Na manhã seguinte, a sensação de bem-estar era indescritível.
Quando o leste começou a clarear, levantei-me de repente, sem pensar. Ao andar, não estava mancando com a perna direita, que antes doía tanto? Surpresa, coloquei a mão no abdômen: o inchaço e a solidificação haviam desaparecido completamente, e meu corpo de repente ficou leve e revigorado. Meu rosto, que há meses estava triste e magro, sem sorrisos, não estava se abrindo em um sorriso radiante? A alegria daquele momento nunca sai da minha mente. Realmente, “não saber onde colocar as mãos e os pés” deve descrever esse estado de espírito. Não conseguia ficar parada. Tirei a roupa de dormir, vesti um vestido e fui para a cozinha.
Senti uma força brotar do fundo do meu coração. Vendo minha transformação de ontem para hoje, até o senhor Suzuki ficou surpreso. Meu marido, repetindo “É verdade? É verdade?”, ficou tão feliz que não conseguia continuar a frase. A alegria daquele momento é impossível de descrever com palavras. Meu marido se converteu em outubro daquele ano, e eu, em janeiro do ano seguinte. Meu marido também participou do serviço de construção do Zuiundai (Plataforma da Nuvem Auspiciosa), e eu visitei a Sede em abril.
Embora meu texto seja tosco, enquanto o escrevo, uma onda de emoção me invade novamente. Comparado ao meu estado de espírito naquela época, a vida radiante e cheia de esperança de hoje é algo realmente precioso. Agradeço do fundo do coração e, ao mesmo tempo, estou decidida a, enquanto esta vida que recebi ao me agarrar a Komyo-Nyorai durar, dedicar-me com todo o empenho à construção do Paraíso Terrestre.
Meishu-Sama, muito obrigada. Do fundo das montanhas nevadas de Akita, apresento meus mais sinceros agradecimentos. (apresentado em 15 de fevereiro de 1951)
Ressurgindo do Mundo da Morte
Tamaru-chō, Watarai-gun, Prefeitura de Mie
Igreja Média Seishin, Nagai Yasue (35)
No início de março de 1949, comecei a ter febre persistente. Consultei imediatamente um médico, que diagnosticou “infiltração pulmonar”. Na época, eu já estava grávida de três meses. O médico disse: “Seu corpo vai enfraquecer, então faça um aborto induzido o mais rápido possível”. Assim o fiz. No entanto, depois disso, tive uma hemorragia intensa por mais de dois meses, meu corpo enfraqueceu e, através de raio-X, descobriu-se que o lobo superior esquerdo do pulmão estava piorando. Por volta de junho, tornei-me uma paciente acamada. Cerca de dez dias após a internação, foram encontrados bacilos da tuberculose no escarro, e fui diagnosticada com “doença pulmonar”.
A partir daquele dia, fui isolada. Senti como se tivesse sido jogada no Inferno de uma só vez. Passei a odiar até mesmo conversar com as pessoas, e fui lançada no fundo da tristeza. No entanto, o médico disse: “O seu caso é no lobo superior de um lado, então é possível operar. Se operar, vai melhorar”. Sentindo que, daquele jeito, a cada dia me aproximava da morte, e acreditando que a medicina era o que havia de melhor, apesar das palavras incertas “vai melhorar”, tomei uma grande decisão. No dia três de agosto daquele ano, cortaram a escápula das minhas costas e inseriram onze esferas de resina sintética.
Por cerca de um mês após a cirurgia, tive febre alta contínua e fiquei tão fraca que até mesmo olhar para meu próprio corpo me causava repulsa. Tornou-se difícil até mesmo andar. Após um mês, fiz uma radioscopia e descobri que o pulmão direito também estava sendo afetado pela infiltração. Considerando também a situação financeira da família, ignorei a forte oposição do médico e recebi alta no dia vinte e quatro de setembro. O braço esquerdo, que havia sido operado, ficou completamente imóvel. A febre de 38 graus continuava diariamente, o ombro doía e eu não conseguia ficar sentada na cama nem por trinta minutos.
Pensar que deixaria meus três filhos e seguiria para a morte... meu sofrimento e tristeza eram indescritíveis. Foi quando o senhor Uchiyama Mitsuo (20), meu vizinho, me falou: “Existe um deus que cura doenças de forma milagrosa”. E ainda disse: “Eles fazem coisas bem diferentes”. Eu pensei: “Se a medicina não conseguiu me curar, como algo assim poderia me curar?”.
Sendo materialista, quando ouvi a palavra “deus”, senti repulsa. Mas, como meu corpo já estava perdido mesmo, resolvi tentar. No dia vinte e sete de novembro, chamei o Mestre Kamimura. No início, as histórias eram tão incomuns que não dava para julgar com o senso comum. Pensei: “Essa pessoa deve ser meio maluca”. Em vez de ouvir a conversa, fiquei olhando fixamente para o rosto do Mestre Kamimura, como se quisesse furá-lo com os olhos. Depois de duas ou três vezes, comecei a me sentir mal por ele vir de longe todos os dias. Então, meu marido passou a receber o Johrei. Quando ele aplicava Johrei em mim todos os dias, por volta do quarto dia, meu braço começou a se mover, e meu corpo ficou tão cheio de energia que eu não conseguia ficar deitada.
Mesmo eu, sem fé, pensei: “Ah, fiquei saudável tão de repente. Se este poder não é de Deus, o que é?”. Pela primeira vez na vida, com sinceridade, derramei lágrimas, juntei as mãos e agradeci. Meu marido também ficou muito feliz. Depois de cerca de um mês, meu corpo ficou mais saudável do que antes. Pensei que, se fosse apenas um milagre comigo, não poderia recomendar a outros. Então, também quis receber o “Ohikari de proteção”. Falei com meu marido, mas ele não aceitou facilmente. Sem alternativa, converti-me secretamente. Depois disso, minha segunda filha prendeu a perna na roda de uma carroça e se feriu gravemente.
Naquela época também, graças ao Johrei, ela foi salva. As crianças também tiveram purificações uma após a outra. Não sei como agradecer. Meu marido, após a conversão, só aplicava Johrei em mim, então achava que o milagre era só meu e não gostava de salvar os outros. Acredito que, se eu, nas sombras, guiar o maior número possível de pessoas, com certeza meu marido também será salvo. Meishu-Sama, apresento este relato tosco da imensa alegria pelas inúmeras proteções divinas. Meishu-Sama, muito obrigada. (apresentado em 18 de outubro de 1951)
Relato de Cura da Tuberculose Pulmonar
“Terapia Revolucionária da Tuberculose”, — 15 de agosto de 1951
484, 2-banchō, Hori-dōri, Cidade de Niigata, Prefeitura de Niigata
Igreja Média Koyo, Tamura Tōichirō (25)
Apresento, com respeito, o relato de minha experiência de cura da tuberculose pulmonar. Desde a infância, eu era de constituição linfática e muito fraco. Aos cinco anos, tive difteria e quase morri, mas fui salvo por dezenas de injeções. Aos seis e sete anos, tive tumores malignos no ânus duas vezes, que foram curados com cirurgia. Foi uma sucessão de doenças. Após me formar na escola, trabalhava em uma fábrica. Em setembro de 1935, de repente, senti uma dor no peito e febre alta de quase 40 graus. Fui diagnosticado com pleurisia úmida esquerda. Tirei licença da fábrica e fiz repouso absoluto por um mês.
Durante esse período, tomava injeções de cálcio quase todos os dias e bebia cerca de 1,5 litros de água. Finalmente, a pleurisia se solidificou e pude voltar ao trabalho. No entanto, sentia-me sempre letárgico, com febre baixa, dores no peito, o rosto pálido e azulado; nunca conseguia ter um corpo saudável. Temendo uma recaída, fazia exames de saúde regularmente, ingeria alimentos que pareciam nutritivos, tomava suplementos e cuidava bem do corpo. Em junho de 1946, fiz um exame de saúde em um hospital da cidade. Disseram-me: “A pleurisia está praticamente curada, mas agora o pulmão está piorando.
“Ainda não é grave, então se você tirar um mês de licença da fábrica, deve melhorar”. Fiquei atordoado por um instante, mas as palavras do médico — de que melhoraria em cerca de um mês — me animaram. Apresentei o atestado de “tuberculose do lobo superior esquerdo” à fábrica e tirei licença. Passei esse período relativamente despreocupado, divertindo-me. Após um mês, os sintomas subjetivos desapareceram por completo e, pensando que, desta vez, estava completamente curado, fui novamente ao hospital para um exame. Fiz exames de velocidade de hemossedimentação e radiografia, mas o resultado foi totalmente oposto: “A doença progrediu bastante.
“Este é o momento crucial para a sua vida. Se continuar com uma vida irregular em casa, sua vida não está garantida. Há um sanatório nacional nos arredores da cidade de Niigata; se você entrar lá e levar uma vida de tratamento regular, há esperança de cura. Consulte bem sua família e, de qualquer forma, ao voltar para casa, fique em repouso e deitado”, fui informado.
Recebi o diagnóstico de “tuberculose bilateral” e até mesmo os formulários do sanatório, e voltei para casa com um sentimento de total desânimo. Devido à noção preconcebida de que a tuberculose pulmonar é “incurável”, senti como se tivesse desistido da vida pela metade; tomava os remédios do hospital apenas por hábito e ficava deitado em repouso. A partir de então, os sintomas se tornaram mais sérios: os suores noturnos e a febre baixa continuavam todos os dias, os ombros ficavam tensos, quase não tinha apetite e, a cada dia, eu parecia mais fraco. Já naquela época, tinha ouvido falar um pouco sobre o Johrei, mas pensava que, se nem mesmo a medicina tinha um método de tratamento definitivo para a tuberculose, não havia como terapias populares curarem.
Achava que, não importava o que fizesse, no fim daria no mesmo. Minha família sugeriu que eu convidasse o Mestre para vir e que recebesse o Johrei, mas eu não estava nem um pouco disposto a isso. No entanto, em 13 de julho de 1946, sem me avisar, um parente pediu que ele viesse, e o Mestre Tanaka Kazuo veio nos visitar. Com muita atenção e entusiasmo, ele falou sobre a doença, dizendo que “a doença é um processo de purificação e não é algo a ser temido”; contudo, como aquilo era muito novo para mim, não sabia como julgar. Contudo, ele disse: “Muitas pessoas com tuberculose pulmonar como você estão se curando através do Johrei”.
Essa única frase me fez decidir a receber o Johrei. Quando o Mestre Tanaka me aplicou o Johrei, senti uma melhora; porém, depois que ele partiu, meu coração ainda não estava decidido. Então, fui levado pela família à casa do atual presidente da Igreja Koyo, o Mestre Ogawa. Enquanto aguardava a minha vez, meu estômago começou a doer aos poucos; cerca de uma hora depois, a dor se tornou tão intensa que se fez insuportável. Quando recebi o Johrei do presidente da igreja, após cerca de vinte minutos vomitei, e a dor, que era fortíssima, cessou por completo. Como tive essa experiência desde o primeiro dia, pensei que, se havia esse efeito, a tuberculose também deveria curar; a partir do dia seguinte, comecei a ir para receber o Johrei.
Os suores noturnos foram desaparecendo aos poucos, a tensão nos ombros começou a se soltar, o corpo e o humor melhoravam a cada dia. Pensei, profundamente, que foi bom ter vindo.
Além de mim, havia quatro ou cinco pessoas com tuberculose, e todas, em uníssono, diziam que estavam se sentindo bem. Enquanto ia todos os dias à casa do senhor e ouvia suas explicações, percebi que aquilo era diferente das terapias populares comuns e senti o desejo de receber o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) o mais rápido possível.
Em 17 de agosto de 1946, recebi do presidente Ogawa o Ohikari pendurado no peito e, com imensa gratidão e orgulho, senti como se tivesse renascido. Mesmo após a conversão, continuei recebendo Johrei por um mês e meio. Graças a isso, todos os sintomas subjetivos desapareceram, meu peso aumentou, meu ânimo ficou realmente revigorado e senti profundamente o valor de viver como ser humano.
Pensei que, se a tuberculose pulmonar e qualquer outra doença melhoravam tão rapidamente, seria muito gratificante poder ajudar as pessoas dessa forma; a partir do início de outubro, comecei a trabalhar como assistente na casa do presidente da igreja. Em 29 de outubro de 1946, fui levado pela primeira vez pelo presidente da igreja a Atami para encontrar Meishu-Sama. O ano de 1946 começou com tristeza e terminou com uma imensa alegria. A partir de março de 1947, a toxina hereditária começou a se manifestar, especialmente nas mãos e nos pés, espalhando-se por todo o corpo. A coceira era tão intensa que, quase todas as noites, até o amanhecer, eu mal conseguia dormir.
Por volta dessa época, a purificação dos pulmões recomeçou: veio a febre, o corpo ficou pesado, o peito doía, e eu estava mais fraco do que na primeira purificação. Ficava de cama mais da metade do dia e, com grande esforço, ia todos os dias à casa do presidente da igreja para receber o Johrei. Dizem que as pessoas da vizinhança, vendo meu corpo extremamente debilitado e meu rosto pálido, não acreditavam que eu fosse me salvar. Essa condição durou cerca de dois meses e, por um momento, senti como se tivesse batido em uma parede. Contudo, a partir de agosto, quando a toxina hereditária começou a se acalmar, a purificação dos pulmões foi diminuindo aos poucos, e a segunda purificação também terminou por completo, graças à proteção divina.
Durante o ano e meio seguinte, até meados de 1949, continuei tendo pequenas purificações todos os dias, com dias de cansaço; dediquei-me com empenho ao Johrei e também recebi Johrei quase todos os dias.
A partir de julho de 1949, os dias seguiram muito cansativos, mas, em 11 de agosto, desde a manhã, a febre começou a subir repentinamente, chegando a cerca de 40 graus por volta das 11 horas. Não conseguia ficar de pé: as pernas e a cintura não me sustentavam, a cabeça girava, eu já não entendia nada; além disso, a respiração estava difícil, com tosse e catarro terríveis, e o corpo inteiro, onde quer que se tocasse, ardia em febre. Não tinha apetite algum; apenas a água me sabia bem. O presidente da igreja e outros Mestres vieram, em revezamento, visitar-me e aplicar-me o Johrei, mas o calor da cabeça, do pescoço e dos ombros não baixava com facilidade; em cerca de dez dias, fiquei extremamente debilitado.
Essa era a primeira vez que passava por uma repurificação dos pulmões tão severa, e entreguei a vida e a morte a Deus. Desta vez também, graças à proteção divina, após cerca de duas semanas a febre foi baixando aos poucos e, um mês depois, eu estava praticamente curado. Após a purificação, o cansaço do corpo, que durava há anos, desapareceu por completo, a cor do rosto melhorou muito, o corpo ficou mais leve, o ânimo se revigorou, e pude experimentar profundamente, com o próprio corpo, como a purificação é algo verdadeiramente digno de gratidão. Depois disso, em 1950, de abril a junho, houve uma purificação leve dos pulmões; mas, a partir de então, fiquei realmente em boa forma, sem qualquer apreensão diante de qualquer trabalho, e fui agraciado com um corpo saudável capaz de suportar tudo.
Atualmente, estou servindo com dedicação. Agora, olhando para trás, seis anos depois, sinto como se fosse um sonho. Acho que há muitas pessoas no mundo que, como eu antes, contraíram tuberculose pulmonar e vivem uma vida sem esperança, mas oro para que despertem o mais rápido possível, recebam o Johrei e se tornem saudáveis.
[Excerto sobre a Síndrome do Medo da Tuberculose]
Do ‘Livro de Milagres da Igreja Messiânica Mundial’, publicado em 10 de setembro do ano 28 da Era Showa (1953)
Yoshio Yamamoto (32), Igreja Média Kisei, Omiya-cho, Distrito de Asahi, Cidade de Osaka.
Eu era um paciente de tuberculose. Mais precisamente, posso dizer que sofria de síndrome do medo crônico da tuberculose. A razão é que, a partir do momento em que recebi o diagnóstico médico de “asma tuberculosa com infiltração em ambos os pulmões”, em meu cérebro, antes inocente, apenas o medo da tuberculose foi gravado, um a um. Até então, talvez por não ter um interesse profundo pela tuberculose, ou por depositar uma confiança absoluta na medicina, eu não a considerava algo tão terrível. No entanto, depois do diagnóstico de tuberculose, tudo se tornava excessivamente pessimista; as expectativas eram frustradas uma após a outra e, cada vez que isso acontecia, o que eu obtinha era um grande medo. E, embora nada contradissesse a teoria, o previsto seguia, em vão, o caminho oposto. O médico havia me prometido a recuperação da saúde com um sorriso no rosto, mas, ao contrário dessa promessa, meu corpo se despedaçava, e a fria realidade me empurrou para o fundo da tristeza. Vou contar sobre a minha época de síndrome do medo — uma luta desesperada e miserável de alguém que não conhecia a verdade — até o dia em que fui informado sobre a verdadeira natureza da tuberculose.
É uma história antiga, mas lembro-me de que foi quando eu ainda era estudante do ensino médio, aos dezoito anos. Foi nessa época que conheci a tuberculose. Não posso esquecer: meu falecido pai — preocupado comigo, seu único filho, mais do que consigo mesmo — abandonou o trabalho que tanto o ocupava na época e, levando-me consigo, percorreu médico após médico, buscando todos os contatos que conhecia, num esforço para me proteger da tuberculose. Essa lembrança, triste e comovente, permanece gravada em meu cérebro, sem desaparecer. Meu pai era um intelectual de posição social considerável na época; portanto, provavelmente tinha um conhecimento abundante sobre a tuberculose. Embora não fosse tão intenso quanto hoje, era uma época em que se discutia bastante a prevenção da tuberculose; assim, meu pai também devia reconhecer plenamente o terror da tuberculose. Por isso, dedicou grande parte de seus difíceis planos de vida à minha doença, esforçando-se para me proteger da tuberculose.
Para que fossem escolhidos os melhores e mais recentes métodos, meu corpo foi examinado repetidamente, em todos os lugares e em todos os aspectos, sem deixar nada de fora. Anamnese, ausculta, percussão, reação tuberculínica, fluoroscopia, radiografia, velocidade de hemossedimentação, capacidade pulmonar, etc. Era apenas incômodo; meu corpo, antes oculto, foi completamente exposto pela medicina. A partir de então, seguindo as instruções de meu pai, fiz da ida ao sanatório escolhido a minha rotina diária. As injeções diárias nunca me foram agradáveis, mas continuei por cerca de um ano.
Dessa forma, em meu cérebro, então quase ignorante em relação à tuberculose, o conhecimento sobre a doença foi martelado à força, desde o básico, e, ao mesmo tempo, o terror da tuberculose também foi plantado. E, dia após dia, minha mente e meu corpo iam sendo corroídos pela síndrome do medo da tuberculose. No entanto — não sei como essa síndrome do medo da tuberculose agiu —, curiosamente, todo o tratamento médico possível que se seguiu pareceu ter efeito: a tuberculose primária que atacara meu corpo pareceu recuar temporariamente, e fui recuperando as forças aos poucos. O médico também anunciou, com alegria, que “estava tudo bem”, e meu pai e eu compartilhamos imensamente essa alegria. Se a história terminasse aqui, seria realmente ótimo, mas há um depois. Ouçam.
Depois disso, recuperei minhas forças gradualmente e consegui retomar uma vida normal, como se nada tivesse acontecido. Com o passar do tempo, senti como se tivesse tido um sonho ruim, e o passado foi se apagando da minha mente. Não parecia haver nada de diferente, mas havia uma única coisa que restara como fruto da época de luta contra a doença: a síndrome do medo da tuberculose. “A terrível tuberculose”, “a terrível tuberculose que corrói o corpo jovem e enterra a juventude”, “a terrível tuberculose que não se sabe quando, onde ou de onde atacará”. A partir de então, sem perceber, tornei-me uma pessoa de limpeza mórbida e neurótica, incompatível com a minha idade. Tudo isso vinha do desejo de nunca mais ser atacado pela terrível tuberculose. Eu estava habituado a pensar que agir assim era um método excelente para prevenir a tuberculose e não contraí-la, e eu mesmo acreditava nisso.
Alguns anos depois, estaria meu corpo livre da tuberculose, sem anormalidades? Finalmente, a situação me convocou para o serviço militar, e fui considerado apto, com louvor. Mesmo passando a viver comendo arroz de cevada, pude servir com entusiasmo o país. No entanto, a síndrome do medo da tuberculose ainda estava presente e, naquela época, já se tornara um hábito; eu estava cheio de confiança, sem necessidade de atenção especial, e parece que, inconscientemente, tomava medidas preventivas contra a tuberculose.
No entanto, apesar de todo esse cuidado, de repente me vi diante de um fato grave, que virou minha confiança de cabeça para baixo.
Um ano de vida militar. Um novo fato surgiu em meu corpo, que deveria estar livre de problemas. Em um rigoroso dia de verão, devido à insônia da noite anterior e ao cansaço do treinamento, não me sentia bem; pedi para dispensar o treinamento e fui examinado pelo médico militar. Eu, que não previa nada, pensei levianamente que era apenas cansaço, mas o médico militar, com um ar significativo, ordenou-me um exame de raio-X. Senti um pressentimento de algo ruim e, seguindo suas instruções, fui examinado no hospital militar. O resultado, como o pressentimento previa, foi uma ordem de internação, o que me deixou pessimista. Tentei pensar naquele resultado inesperado, mas minha cabeça estava entorpecida; apenas atordoado, entreguei-me aos cuidados das pessoas ao redor, sem entender nada. Só me dei conta claramente de mim mesmo, deitado em uma cama vestindo roupas brancas, depois que tudo já havia terminado.
Recaída. Sim. A tuberculose, que eu pensava ter desaparecido do meu corpo, na verdade fora preservada por muito tempo e, aproveitando a oportunidade, surpreendeu-me novamente.
Não vou falar sobre o que aconteceu depois. Não importa quantas vezes eu diga, é a mesma coisa. Repouso, injeções, medicação, nutrição, exames. Para mim, era apenas uma sequência de coisas tediosas. A juventude e a esperança foram esmagadas. Meu corpo estava impregnado do cheiro lúgubre dos remédios, um cheiro que não se desgrudava. Era apenas o estado de esperar, atordoado, que chegasse a hora do céu. No entanto, curiosamente, não posso negar que havia, além do meu coração, um outro coração dentro de mim, que pedia, suplicava e buscava algo — uma complexidade contraditória. Mas a realidade era, literalmente, um cadáver vivo.
Depois de cerca de dois anos, com os sintomas oscilando entre melhora e piora, fui dispensado do serviço militar e recebi alta do hospital. Fui mandado para casa com uma aparência de fantasma e me deitei na cama da minha casa, que deveria ser familiar, mas meu espírito estava deprimido, sem alegria, e os dias de angústia continuavam. O que vai ser de mim? O que devo fazer? O que aconteceu com minha saúde? Eu me debatia em sofrimento. Meu pai, que antes compartilhava minhas preocupações e era meu apoio, já havia falecido. Minha mãe, recebendo-me com meus nervos à flor da pele, apenas se desesperava. Pode-se dizer que foi uma tragédia completa. Terrivelmente, minha síndrome do medo da tuberculose se intensificou ainda mais. A obstinação mórbida e o caráter frio que eu não tinha de nascença foram todos construídos sobre a base dessa síndrome do medo da tuberculose. As orientações dos médicos, as diretrizes dos livros, os conselhos dos experientes, o senso comum da sociedade, os avisos dos jornais e do rádio, a propaganda dos remédios, tudo, em uníssono, empurrava-me para o medo da tuberculose, para o medo da tuberculose. E o caminho que segui foi o caminho para o inferno. Logo, tive uma grande hemoptise. Meu coração sentiu uma grande agitação, mas foi aqui que algo surgiu pela primeira vez com grande força em meu coração. Foi o despertar do instinto. Quando tudo estava bloqueado, o único caminho que restava — e o caminho que qualquer um podia escolher livremente a qualquer momento, o caminho que, mesmo depois de tudo ter sido feito, teria que ser percorrido de qualquer forma — foi-me dado como o último trunfo.
Era o caminho da verdade, o caminho para a luz. Com receio, pronunciei o nome de Deus. Havia algo estranhamente desajeitado. Mas eu estava desesperado. Senti profundamente que não havia outro caminho para resolver minha síndrome do medo da tuberculose, cultivada por mais de dez anos, senão me agarrar ao poder de Deus. Irônico. Excessivamente irônico. A medicina, que deveria resolver a tuberculose em primeiro lugar, deu-me apenas mais medo da tuberculose. As várias diretrizes, orientações e avisos que deveriam curar a tuberculose serviram apenas para plantar ainda mais medo, sem utilidade. E a síndrome do medo da tuberculose, assim criada, gerou ainda mais tuberculose e alimentou a síndrome do medo. Que coisa terrível! E a chave para essa solução está com Deus. Ah, o que posso dizer...
Deus não me abandonou. Fui salvo. Já se passaram cinco anos desde que fui aceito como membro da Igreja Messiânica, e agora recebi um corpo verdadeiramente saudável e radiante. É claro que a síndrome do medo da tuberculose já se dissipou como nuvens e névoa, e o que resta é apenas motivo de riso. Eu apenas sorrio amargamente em vão.
Com esta história até aqui, também suspiro aliviado.
Hino de Louvor
Aqueles que vagam sem cajado nas trevas mais negras,
Que venham buscar o país da luz.
Através de várias reviravoltas, a jornada do mundo enganado para o mundo verdadeiro foi uma boa experiência para mim. A proteção de Deus, que só conheci ao me agarrar à grande compaixão de Meishu-Sama, lavou e purificou completamente a sujeira e as impurezas da falsidade da minha alma. E então fui ensinado sobre toda a verdade.
Quero gritar: a menos que seja uma terapia baseada na fé, é absolutamente impossível se libertar do medo da tuberculose. Enquanto se temer a tuberculose, é absolutamente impossível curá-la. Somente aqueles que conhecem a verdade podem obter a verdadeira saúde.
Quando penso que ainda hoje, dezenas de milhares, centenas de milhares, ou talvez milhões de pacientes de tuberculose, sem conhecer o mundo enganado, estão desenhando sonhos ilusórios, sinto uma dor dilacerante. Ah, encerro minha retrospectiva orando para que o dia em que eles despertem para a verdade chegue o mais rápido possível.
Por fim, expresso meus profundos agradecimentos a Meishu-Sama. E encerro este texto na esperança de que meu relato possa ser de alguma utilidade para aqueles que compartilham a mesma doença e a mesma preocupação. (1º de julho de 1950)
[Um inválido desesperado também foi transformado em um corpo saudável]
Do ‘Tratamento Revolucionário da Tuberculose’, publicado em 15 de agosto do ano 26 da Era Showa (1951)
Mannosuke Sakai (37), Igreja Grande Kōhō, Cidade de Tosu, Distrito de Miyaki, Província de Saga.
Em 1935, visitando um irmão mais velho, vim do interior de Hokkaido para Tóquio e, em 1940, tive a honra de me converter. Agora, na terra de Kyushu, relembro com emoção aquela época. A emoção daquele momento, a gratidão daquele momento, que ainda permanecem sem diminuir, é inteiramente fruto da grande graça diária.
Como é comum no coração humano, tornar-se distante a cada dia é o normal no mundo... No entanto, eu, que estou na luz, vi com estes olhos a grande graça milagrosa a cada dia que vinha e passava... refletindo-a neste coração, vivi por dez anos. É a proteção divina. Ele fez com que eu não pudesse esquecer.
Meishu-Sama, muito obrigado.
Naquela época, eu estava marcado com o estigma da tuberculose. Meu irmão mais velho também era paciente de “tuberculose do lobo superior do pulmão esquerdo”, com velocidade de hemossedimentação de 50 e hemoptise ocasional, mas estava em um estado de relativa estabilidade. Além disso, devido à situação financeira apertada, não pude fazer um tratamento completo com a medicina moderna, o que também foi uma causa para seguir um caminho de vida autodestrutiva. Embebedava-me dia e noite, minha ida ao trabalho era completamente irregular, e tudo era apenas desespero interior. Essa angústia interior deve ser semelhante ao estado de espírito que os pacientes de tuberculose em geral percorrem.
Nesse meio tempo, para me consolar um pouco, buscava remédios vendidos sem receita, como a droga de Arida, novos medicamentos anunciados em jornais, óleo de fígado de bacalhau, terapia de alho, moxabustão, fricção com pano seco, etc. No entanto, os dias e noites de medo ainda não cessavam. A tensão nos ombros se intensificava a cada dia, e eu não conseguia andar nem duas ou três quadras usando um sobretudo, andando ora tirando-o, ora vestindo-o. Além disso, meu estômago inchou até o tamanho de uma tigela de chá, e eu sentia náuseas constantemente.
Nessa época, meu irmão mais velho já havia se convertido e, vendo-me tornar-me cada vez mais autodestrutivo, preocupou-se e me incentivou a me converter, então eu também me converti, sem pensar muito. No entanto, à medida que os dias passavam, comecei a ganhar confiança em meu próprio corpo e, gradualmente, ao compreender a profundidade e a altura deste Caminho, o grau de gratidão e emoção também se intensificou.
Olhando agora, sinto profundamente que a dificuldade financeira da época também foi uma proteção divina. Se eu tivesse tido sorte financeira e seguido os caminhos da terapia moderna... certamente teria encontrado o mesmo resultado a que os pacientes de tuberculose em geral chegaram até hoje.
Alguns anos depois dessa alegria, meu irmão mais velho passou a se dedicar inteiramente a este Caminho e, desde então, pude ver com meus próprios olhos a realidade de como milhares de pessoas estavam sendo salvas. Finalmente, a partir de 1946, tive a honra de dedicar corpo e alma a este Caminho, e cheguei até hoje. Embora meu tempo seja realmente curto, o número de pessoas que salvei até hoje é surpreendente. Converti-me sem pensar, e, ao servir conforme a vontade divina, cada vez que encontro as pessoas que são salvas através disso, minha primeira emoção se renova hoje e se renova amanhã, e assim cheguei até hoje.
Hoje, ao refletir sobre a situação social das pessoas que sofrem de doenças, vejo que, no início da doença, não há nada de grave, mas, com o passar dos dias e meses, a situação se torna gradualmente desfavorável. Mesmo que pareça haver uma melhora temporária, em poucos dias ou meses, piora do que antes, e, finalmente, chega ao fim que todos os pacientes de tuberculose alcançam. Hoje, sinto uma única urgência, comum a todos os seres humanos, de que esta salvação chegue o mais rápido possível.
Não nos deixemos prender pela noção preconcebida de que a medicina cura a doença, ou que deve curá-la. Nós vemos os fatos com estes olhos. Quantos curados vimos? O que acontecerá com as pessoas que estão atualmente em remissão temporária, daqui a alguns meses ou um ou dois anos? Eu vi a realidade dessas pessoas.
Por outro lado, hoje, do desespero à remissão e da remissão a um corpo mais saudável do que antes do início da doença, já se passaram dez anos; e ainda hoje, a cada passo, recebo um corpo que se aproxima cada vez mais da perfeição. Meu corpo de hoje, mais do que uma regeneração, tem a sensação de um corpo recém-criado.
É pelo poder divino que gera, cria e transforma todas as coisas que meu corpo de hoje também existe.
Por fim, expresso novamente meus profundos agradecimentos.
Meishu-Sama, muito obrigado.
[Assim fui salvo da infiltração pulmonar]
(Meu diário de luta contra a doença)
Do 'Tratamento Revolucionário da Tuberculose', publicado em 15 de agosto do ano 26 da Era Showa (1951)
Koichi Uno (23), 1-19 Nagaragaoka, Igreja Média Hakko, Cidade de Gifu, Província de Gifu.
Desde a infância, fui fraco e doente. Tive resfriados, catarro de garganta, amigdalite, otite média, é claro, e até pneumonia e escarlatina (no sexto ano do ensino fundamental), fazendo meus pais chorarem muito. Quando penso nas lembranças da infância, a maioria se resume a receber tratamento médico ou a passar o verão em busca de repouso. Meus nervos estavam completamente aguçados para as doenças; ao menor sintoma, eu corria atrás de médico e remédio. Mesmo em tempos normais, nunca deixei de tomar óleo de fígado de bacalhau e vários digestivos e nutritivos. Ao refletir sobre isso agora, não posso deixar de pensar: “Se os remédios fossem benéficos para a saúde, eu deveria ter ficado bastante saudável, e, mesmo que não fosse o caso, como eu me precavia desde o normal, deveria ter ficado saudável progressivamente”.
Foi nessa época que, no verão de 1942 (segundo ano do ginásio), com o aparecimento repentino de sangue na urina, fui diagnosticado com tuberculose renal. Estava prestes a ser operado, mas, de alguma forma, curei com remédios. No entanto, logo depois, comecei a ter dores de cabeça, sensação de cansaço, febre baixa, falta de apetite, peso nas pernas, etc., e fui obrigado a procurar o médico novamente. Quando o médico me diagnosticou com infiltração pulmonar, pensei: “Então, finalmente cheguei a uma doença incurável? Estou perdido”, e meu futuro foi fechado. Mesmo assim, no início, como todos fazem, mudei de médico, procurei novos remédios, busquei as terapias recomendadas pelas pessoas e fiz de tudo para me recuperar, mas não adiantou nada. Comecei a viver dias e noites de ansiedade e, no final, cheguei a um estado de espírito de “que se dane”.
Continuando essa vida sombria, num dia de agosto de 1944, por recomendação de um parente, O, minha mãe se converteu (na época, como se tratava da terapia de purificação, chamava-se curso) com metade de dúvida. Naquela época, embora meu corpo não pudesse ser tratado pela medicina, critiquei minha mãe por ter se convertido (até então, devido à saúde frágil da família, tínhamos experimentado várias crenças e terapias, mas nenhuma dera certo; em todas, desistíamos após cerca de seis meses a dois anos), dizendo coisas irreverentes como: “Lá vai ela aceitar essas coisas de novo, com certeza vai parar em seis meses”. No entanto, ao receber o Johrei, não pude deixar de me curvar, pois meu corpo se sentia inexplicavelmente revigorado. Quando pedi ao senhor para me aplicar o Johrei, ele disse: “Use o corpo o máximo possível. Assim você poderá ficar saudável mais rápido”. Pensei: “Se eu fizer isso, vai ser um problema”, mas, de qualquer forma, continuei pedindo o Johrei por um tempo. Nesse meio tempo, comecei a pensar: “O que o senhor diz é realmente verdade”, e, em menos de um mês, passei a fazer coisas um pouco mais difíceis por iniciativa própria. Por volta dessa época, comecei a ter a convicção de que este era realmente o caminho para a saúde, e as nuvens escuras de antes se dissiparam como se tivessem sido varridas. Para mim, que, mesmo confiando nos médicos e tendo cuidados especiais com a higiene, vivia sempre doente, isso foi motivo de grande surpresa e alegria. Depois disso, receber o Johrei do senhor e ouvir suas histórias tornou-se o meu maior prazer.
Além disso, na época da conversão de minha mãe, meu irmão mais novo, que estava no terceiro ano do ensino fundamental, foi diagnosticado com tuberculose infantil. Tínhamos conseguido com dificuldade o medicamento injetável de difícil obtenção e pedimos ao médico que continuasse as injeções, mas acabamos parando. Menos de quinze dias depois de começarmos a aplicar o Johrei, ele já pulava de alegria, para surpresa de toda a casa. Minha mãe, por sua vez, logo após a conversão, testemunhou vários milagres (gostaria de escrever sobre eles, mas, como ficaria muito longo, vou omitir). Com isso, meu pai também se converteu, e em janeiro de 1945 eu também tive a honra de me converter, sentindo grande segurança e agarrando-me firmemente ao Caminho.
Depois disso, recebi purificações várias vezes, e a saúde melhorava a cada uma, o que me enchia de alegria. Passo agora a escrever sobre o processo dessas purificações.
Cerca de dois meses depois de começar a receber o Johrei continuamente, fui ficando gradualmente mais aliviado (como já disse, passei a fazer coisas um pouco mais difíceis por iniciativa própria). Quando o apetite voltou e a força física parecia ter se recuperado consideravelmente, recebi a primeira purificação. Sob a forma de dor de cabeça, febre baixa e cansaço geral, surgiu a ansiedade de que a doença tivesse recaído. Quando perguntei ao senhor, ele me disse: “Isso é purificação, então não se preocupe”. Senti gratidão e, ao mesmo tempo, achei aquilo desagradável, com um sentimento indescritível; ainda assim, continuei pedindo o Johrei.
Com uma sensação inexplicável, ao mesmo tempo ansiosa e tranquila, a purificação se prolongou por muito tempo. Quando, porém, terminou por completo e passado algum tempo, minha cabeça e todo o corpo ficaram revigorados, e o apetite aumentou. Essa alegria transbordava espontaneamente: eu, que na escola era conhecido por ser calado, cheguei a contar aos meus amigos, e ainda me lembro de como, no caminho de volta da escola, falava com entusiasmo, apesar da fala desajeitada. Durante o dia, trabalhava como um homem feito na fazenda da escola (na época, em plena mobilização estudantil de guerra, apenas os mais fracos trabalhavam na fazenda da escola) e, à noite, até tarde, dedicava-me à leitura dos escritos de Meishu-Sama sobre a terapia de então. Foi então que, sentindo remorso por ter duvidado das palavras do senhor pela primeira vez, nasceu em mim um sentimento de gratidão pela purificação.
Depois disso, recebi várias purificações, como dores de cabeça, febre, tosse, diarreia, etc. Embora a primeira tenha sido muito longa e dolorosa, à medida que passei por outras, a duração foi se tornando mais curta, e passei a eliminar grandes quantidades de toxinas com mais facilidade, na forma de catarro, secreção nasal, diarreia, urina avermelhada, suor, etc. E, a cada vez que a purificação terminava, meu corpo ficava invariavelmente mais leve do que antes; passei então a aguardá-la e, por fim, cheguei a forçar propositalmente o corpo para que ela ocorresse, chegando até a dormir menos.
Dessa forma, pude compreender claramente, por meio do meu próprio corpo, o que os senhores me ensinavam: “A doença é um processo de purificação, um processo de eliminação das toxinas do corpo, e, por meio dela, tornamo-nos mais saudáveis do que antes do início da purificação. Portanto, a doença é uma bênção de Deus”.
Tendo recebido tal salvação, eu, que a princípio era tímido em colocar as mãos sobre os doentes, passei a encontrar minha alegria em guiar as pessoas ao Caminho da salvação e ver os sofredores sendo salvos e se alegrando. Compreendi que isso era servir a Deus e, ardendo no desejo de empregar todos os esforços para salvar o maior número possível de pessoas deste mundo de sofrimento, cheguei aos dias de hoje.
Recentemente, recebi a purificação de um resfriado, com dor de cabeça e febre por cerca de uma semana (naturalmente, sem ficar um único dia de cama: trabalhando normalmente, ficando acordado até tarde e tomando banho). A partir do terceiro dia, durante cerca de cinco dias, eliminei grande quantidade de secreção nasal e catarro, e fiquei completamente restabelecido. Desde então, sinto a cabeça muito leve e trabalho com disposição revigorada.
Meishu-Sama, na edição nº 90 do jornal Eikō, sob o título “Tuberculose não é nada”, declarou que o resfriado é justamente a grande limpeza do corpo e a causa que evita todas as doenças. Por meio do meu próprio corpo, acredito que isso não admite dúvida, mas é a verdade absoluta, e transmito isso especialmente àqueles que temem a purificação e àqueles que duvidam de nossa Doutrina. Ao recordar o passado, quando, mesmo tomando cuidado para não pegar resfriado, vivia constantemente doente, e também a época em que sofria continuamente com infiltração pulmonar, sinto a felicidade de hoje ainda mais profundamente e não posso deixar de ser grato. Diante disso, meu único desejo é, como servo de Deus, avançar com devoção para auxiliar ainda mais na obra sagrada da salvação da humanidade.
A Alegria do Renascimento
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' – Publicado em 15 de agosto de 1951
Niigata, Teraura-dori 2-268, Igreja Média Koyo, Eitarō Ogawa (38 anos)
Fui diagnosticado com tuberculose pulmonar no outono do décimo primeiro ano da Era Showa (1936), no ambulatório de Niigata Teishin. Na época, trabalhava na agência dos correios de Niigata, mas fui obrigado a me demitir por causa disso. Passei cerca de dez anos em tratamento, até que, felizmente, fui salvo pelo Johrei, que me livrou do corpo doentio de longos anos. Hoje tenho uma saúde que todos invejam. Nos cinco anos desde a cura completa, tenho viajado para todos os lados, sem tempo de me aquecer no mesmo lugar, passando metade do mês em viagens. Aos olhos das pessoas comuns, isso seria um excesso, mas meu corpo se torna cada vez mais robusto. Para aqueles que duvidam do efeito do Johrei, que olhem para mim: sou uma testemunha viva. Vivo experimentando essa alegria, essa emoção, uma alegria que só quem esteve por longos anos no leito de doente pode sentir. Outrora abri em Niigata uma escola de ábaco chamada Kyokuō Gakusha, onde ensinei muitas pessoas; por isso, tenho muitos conhecidos. Todos se admiram e se perguntam como pude ficar tão saudável. Quando olho para o passado, penso no que teria sido de mim se não tivesse sido salvo pelo Caminho, e sinto arrepios.
Depois de me demitir por causa da tuberculose pulmonar, fui sozinho para a casa da minha falecida mãe, com uma pequena quantia de indenização e pensão, para me tratar. Por várias razões, porém, temendo contagiar a família, mudei-me para a casa do meu pai. Mas a situação era a mesma. Depois de pensar muito, mudei-me para uma cabana de comporta de água, num canto de Yorogata, a cerca de uma légua de distância, pensando nela mais como um lugar para morrer do que como um local de tratamento. Com o rosto pálido devido à anemia, deitava meu corpo, pele e osso, no quarto onde o vigia morava, pensando: “Consegui viver até aqui, mas será que viverei mais um ano? Até onde este corpo será corroído e o que acontecerá? Não há outra escolha senão confiar meu destino ao céu”. Meu pouco dinheiro, incluindo as despesas médicas, acabaria em cerca de um ano. O que seria de mim depois? Tenho parentes, mas, infelizmente, com a tuberculose pulmonar, que as pessoas evitam, só lhes causaria problemas. Entre esses pensamentos, quando adormecia, sonhava que era perseguido por uma cobra gigante e, por mais que tentasse fugir, minhas pernas não se moviam; eu gritava alto e acordava, encharcado de um suor noturno desagradável. Passei cerca de um ano em tratamento, entre o sofrimento da doença e os pesadelos, na cabana da comporta.
Nesse meio-tempo, conheci o método de saúde XX e encontrei quem me ajudasse a ser internado. A doença pareceu então melhorar um pouco, e engordei. Não podia, porém, viver sempre dependendo dos outros; por isso, procurei um trabalho leve e consegui um emprego como escriturário na prefeitura da vila. Mas, ao fazer qualquer coisa que se assemelhasse a trabalho, logo me cansava, e os sintomas — suor noturno, escarro com sangue, febre baixa — reapareciam. Vivendo em apreensão diária, depois de muito pensar, busquei um meio de ganhar a vida enquanto me tratava e acabei conseguindo um emprego no laboratório da Faculdade de Medicina de Niigata.
Durante o trabalho, interessei-me pela medicina e passei a desejar tornar-me médico. Pedi ajuda a um médico conhecido e fui para Tóquio, onde consegui emprego no Hospital Hayashi, em Azabu. Como assistente, trabalhava, estudava e pesquisava medicina. Nesse período, dediquei-me de corpo e alma ao estudo teórico e experimental de quase todas as terapias — não apenas da medicina moderna, mas também da acupuntura e moxabustão, das terapias populares, da terapia Kampo, do Tratamento por Agentes Físicos etc. —, esforçando-me para recuperar a saúde. No entanto, embora minha aparência externa estivesse um pouco mais saudável, eu sofria com dores de cabeça teimosas, prisão de ventre, má digestão, insônia, febre baixa e escarro com sangue.
Tinha de cuidar de mim como quem manuseia uma xícara rachada. Como vivia no hospital, aplicava terapias sintomáticas sempre que necessário e, para onde quer que fosse, levava frascos de remédios na bolsa. Estávamos então no meio da Guerra da Grande Ásia Oriental. Em outubro do décimo quarto ano da Era Showa (1939), fui convocado para o 27º Regimento de Infantaria de Wakamatsu, mas, por causa da tuberculose pulmonar, fui dispensado no mesmo dia. Em maio do décimo oitavo ano da Era Showa (1943), na ocasião do decreto de requisição, a convocação também foi cancelada. Em agosto do décimo nono ano da Era Showa (1944), fui convocado para a 21ª Unidade de Sendai Oriental, mas, pela mesma doença, novamente fui dispensado no mesmo dia.
Isso mostra em que estado eu me encontrava. Como meu corpo estava assim, meu estado de espírito era sempre melancólico, pessimista, negativo e irritadiço. Eu estava realmente cansado de mim mesmo, tanto física quanto mentalmente. Antes de maio do décimo nono ano da Era Showa (1944), um paciente internado no Hospital Hayashi, o Sr. Kenkichi Minami, presenteou-me com o livro "A Verdadeira Natureza da Tuberculose". Ao lê-lo, instantaneamente senti que finalmente havia encontrado o verdadeiro método de tratamento que tanto procurava. Fiquei radiante e, imediatamente, fui para Tóquio e pedi ao Sr. Minami que me tornasse seu discípulo neste Caminho. O Sr. Minami disse: "Você é um estudante de medicina, talvez não entenda de imediato. Se estiver disposto a se tornar uma folha em branco e recomeçar do primeiro passo, posso apresentá-lo". Ele me levou ao encontro do Sr. Sakai, no distrito de Kamata. Após uma semana de palestras, a alegria que senti ao colocar o Ohikari sobre meu peito foi uma emoção indescritível. "Ah, com esta Luz, poderei resolver meu corpo doentio de longos anos e também poderei, com tranquilidade, lidar com as pessoas para a verdadeira cura das doenças", pensei, voltando para casa cheio de alegria e coragem.
Enquanto ajudava no Caminho, recebi a purificação da toxina hereditária e, quando finalmente comecei a melhorar um pouco, os sintomas da tuberculose se manifestaram com intensidade. Ainda hoje, ao lembrar daquele sofrimento, sinto arrepios. Quando os sintomas diminuíram um pouco, fui autorizado a visitar a residência de Meishu-Sama em Hakone. Passei uma noite numa pousada e, a partir daquela noite, tive uma grande purificação: febre de quase quarenta graus, tosse frequente, dor de cabeça insuportável, dor no peito, dificuldade para respirar e, sobretudo, um inchaço terrível devido à retenção urinária.
Meu rosto inchou tanto que nem parecia o meu. Por causa disso, ao me deitar, a angústia no peito era intensa. Sem alternativa, empilhei cobertores ao redor e fiquei recostado, sem conseguir deitar um só momento. É claro que não tinha apetite algum. Estava fraco, exausto, e meus gemidos de agonia, especialmente à noite, eram ouvidos na casa vizinha. Dizem que os vizinhos imaginavam minha morte a qualquer momento. Certamente, se um médico me visse, me consideraria em estado terminal. Naquele momento, que bênção! Tive a honra de receber o Johrei diretamente de Meishu-Sama. Nos piores momentos, recebia o Johrei quatro vezes ao dia.
Apesar de Sua agenda ser incrivelmente ocupada — algo que as pessoas comuns não podem imaginar —, Ele gentilmente dedicou Seu tempo a alguém como eu. Na época, Meishu-Sama disse a alguém próximo: "Ogawa está em perigo"; e ouvi essas palavras. Isso mostra o quão grave era meu estado. Após receber o Johrei, melhorei dia após dia. Mesmo os sintomas, tão graves quanto os de um estágio terminal de tuberculose pulmonar, foram completamente curados, sem deixar vestígios, graças ao Johrei de Meishu-Sama, ao longo de três semanas. (Hoje em dia, isso seria impossível de se esperar; na época, era o período de tratamento, e tive a honra excepcional.)
Fui salvo verdadeiramente no último momento. Durante esse período, a quantidade de catarro eliminado durante o Johrei era, no mínimo, de cerca de 0,5 litro por dia. Em três semanas, o total ultrapassou 10 litros. Fiquei simplesmente espantado com a quantidade de catarro que o corpo humano pode conter. Especialmente, meus testículos incharam e, embora seja uma história que não deveria ser contada, quando Meishu-Sama aplicava Johrei nos testículos, o catarro era expelido a ponto de eu não conseguir respirar. Quando Ele tirava a mão, a tosse parava instantaneamente; quando a recolocava, uma tosse violenta trazia um catarro amarelo, com cheiro de remédio, em abundância.
Meishu-Sama riu e disse: "Seu pulmão estava dentro dos testículos, por isso os médicos não conseguiram descobrir". Naquela época, embora já tivesse sido aceito no Caminho, meu conhecimento médico passado atrapalhava e eu não conseguia compreender verdadeiramente. Mas, através do meu próprio corpo em sofrimento, entendi com clareza que a chamada causa da doença são as toxinas dentro do corpo, e que a enfermidade é um processo de purificação. Percebi que todos os sintomas que sofria eram devidos às toxinas dos medicamentos que havia tomado ou injetado, transformadas em pus dentro do corpo, e que aqueles sintomas representavam a tentativa de expulsá-las. Hoje, ao recordar o passado com serenidade, não consigo conter as lágrimas de gratidão e emoção que correm pelo meu rosto ante a imensa graça de Meishu-Sama. Ah, essa emoção é algo que jamais esquecerei por toda a eternidade.
Mesmo meu corpo pecaminoso, agora perdoado,
A alegria de viver com abundância de graças.
Oferecendo corpo e alma,
Sigo o caminho do ensinamento, uma só direção.
Oh, que alegria! O coração está límpido, o corpo leve,
Dedico-me com afinco, apenas com devoção.
Estes são poemas rudes que compus para expressar a emoção daquele momento. O velho homem chamado Ogawa morreu; e um novo Ogawa, que recebeu uma nova missão de Deus, nasceu. Daqui em diante, minha vida existe para servir a Deus. Avanço em minha missão, trazendo no peito essa emoção e essa determinação. Fui salvo, assim, tanto no corpo quanto no espírito. Meu pessimismo anterior transformou-se em otimismo, e vivo louvando o mundo luminoso de saúde, riqueza e harmonia, com abundante proteção divina. É verdadeiramente uma bênção... Acolhido no seio do grande amor de Meishu-Sama...
Sou tão feliz, será que está tudo bem assim? Às vezes, sou tomado por uma sensação de estranheza. Isso porque meu passado foi tão trágico e o presente, inversamente proporcional, é tão feliz. Por mais que se fale em teoria e lógica, acredito que não há felicidade maior para o ser humano do que a saúde. Se recebermos o Johrei, mesmo uma pessoa com um corpo tão inútil quanto o meu pode ser curada desta forma. As pessoas do mundo, por ignorância, chamam isso de superstição e cultos malignos, mas eu sempre digo a essas pessoas: "Na Igreja Messiânica, há muitas pessoas que se curaram como eu. Se desejarem, posso trazer à sua frente quantas pessoas quiserem como testemunhas vivas. Sem discutir teorias, o mais rápido possível, o maior número possível de pessoas, recebam o Ohikari, eliminem as toxinas da alma e do corpo, tornem-se pessoas puras e avancemos em nossas respectivas missões para habitar o glorioso Paraíso Terrestre que Meishu-Sama está construindo". Para concluir, quero dizer em voz alta às pessoas que sofrem de tuberculose no mundo: a tuberculose não é de forma alguma incurável. O que não cura é porque o método de tratamento está errado. Venham para a Igreja Messiânica. A tuberculose pode ser resolvida facilmente. Se duvidarem, leiam os relatos de graças no jornal Eikō ou na revista "Tijotengoku" e visitem a pessoa mais próxima. A partir desse dia, o pessimismo e o desespero se transformarão em alegria e esperança.
Cinco Anos de Sofrimento com Tuberculose Curados em Um Mês
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' – Publicado em 15 de agosto de 1951
Miyazaki, Miyakonojo-shi, Yokomachi-cho 2761, Igreja Grande Kōhō, Hiroyuki Sakaguchi (23 anos)
Fui agraciado com o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em julho do vigésimo segundo ano da Era Showa (1947), na Igreja de Miyakonojo. Olhando para o passado, renovo meus sentimentos e relato um pouco da proteção divina de Meishu-Sama.
Até os quinze anos (julho do décimo sétimo ano da Era Showa, 1942), eu não conhecia o sofrimento da doença. No entanto, a partir de então, devido à vida de excessos durante a guerra, sofri de hemorroidas, depois linfadenite hilar pulmonar, pneumonia catarral, infiltração pulmonar e asma brônquica. Até o fim da guerra, levei uma vida de excessos em terras estrangeiras, indo e vindo de hospitais, fazendo raio-X, exames de velocidade de hemossedimentação, exames de escarro, exames de fezes, injeções de tuberculina etc., durante cinco anos. Tentei também inúmeros medicamentos e injeções.
Em certa ocasião, cheguei a tomar a droga experimental "Cefalantina" como preventivo da tuberculose, mas a doença não melhorava em nada. Quando a guerra terminou e voltei para minha terra natal, as poucas economias que meu pai havia deixado se esgotaram. Se eu, que deveria ser o pilar da família, caísse, a situação era tão difícil que até a vida do dia seguinte era incerta. Mesmo sabendo que era um esforço excessivo, continuei indo para a fábrica, até que acabei desenvolvendo neurastenia e não consegui mais trabalhar. O médico me deu ordem de repouso absoluto. Ah, naquele momento, meu sentimento era o fundo do poço do pessimismo.
A medicina moderna não podia fazer nada pelo meu corpo. Tornei-me autodestrutivo e cheguei a planejar tirar a própria vida. Contudo, pensando em mim, que deveria ser o pilar da família, continuei desesperadamente com terapias populares, moxabustão, massagem e acupuntura — tudo sem nenhum efeito. Nesse meio-tempo, entrei e saí várias vezes de farmácias da cidade, tentando tudo o que diziam ser bom, mas os sintomas não mudavam nem um pouco; pelo contrário, minha fraqueza aumentava. O futuro estava completamente escuro, e eu apenas esperava a morte. Foi nessa época que uma senhora da aldeia vizinha me falou sobre o Sr. Shiba, de Nakao, que fazia curas estranhas. Fui imediatamente. Era por volta de maio do vigésimo segundo ano da Era Showa (1947).
Na época, era o período da terapia de purificação; e eu, completamente ignorante sobre o poder dos deuses e dos budas, pensei que se tratasse de uma terapia de digitopuntura. Durante quatro ou cinco dias, fiquei, digamos, meio cético — ou melhor, francamente desconfiado —, mas continuei. Logo meu ânimo melhorou muito, e senti como se uma camada de pele tivesse se soltado. A partir de então, recebi o Johrei, ouvi as preciosas palavras e, com o espírito renovado, recuperei as forças dia após dia. A doença que me atormentara e fizera sofrer por cinco anos foi curada em um mês, e pude voltar ao trabalho. Que poder imenso! Naquele momento, saltei de alegria como uma criança. Em agosto do vigésimo segundo ano da Era Showa (1947), participei do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e, em 3 de abril do vigésimo quarto ano da Era Showa (1949), fui agraciado com a permissão de consagrar Komyo-Nyorai. Minha mãe, que mancava, ficou curada sem que eu percebesse; minha irmã, que tinha doença valvular cardíaca; meu irmão, que tinha otite média e dilatação estomacal — todos também se curaram, e toda a família pôde viver com saúde.
Agradeço profundamente a proteção divina de Meishu-Sama.
Vivendo diariamente em um estado de paz e alegria, experimentando, pelas inúmeras proteções divinas, a felicidade que só este crente conhece, agradeço profundamente por poder participar da obra sagrada da construção do Paraíso Terrestre e, ao mesmo tempo, desejo informar as pessoas infelizes do mundo, apresentando este relato com respeito.
Curado até de Tuberculose e Nefrite, Mesmo Duvidando
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' – Publicado em 15 de agosto de 1951
Shizuoka, Inasa-gun, Shizutama-mura, Tazawa, Igreja Média Kōsei, Toshio Morishita (24 anos)
Salvo por Komyo-Nyorai, tive a vida transformada: do fundo do sofrimento, passei a uma vida cheia de alegria. Relato, com gratidão, o caminho que trilhei na fé.
No vigésimo terceiro ano da Era Showa (1948), devido a um resfriado, desenvolvi uma infiltração pulmonar. Fui ao Hospital da Cruz Vermelha Japonesa e, após o exame, o resultado foi muito ruim. Segundo a radiografia, havia manchas em ambos os pulmões, especialmente em todo o pulmão direito. O médico ordenou-me repouso absoluto e proibiu até mesmo o banho. Meu desânimo foi indescritível. Naquele momento, tudo escureceu diante de meus olhos, e eu sofria todos os dias, pensando onde estava o sentido da vida. Foi então que a compaixão de Komyo-Nyorai me salvou.
Meu parente, o Sr. Kuroda, veio visitar-me e aplicou-me o Johrei. No início, não acreditava; pensava que não havia como curar. Mas, ao receber o Johrei, senti-me muito bem. Continuei por cerca de uma semana, e a dor no peito e a tosse melhoraram muito; ainda assim, não acreditava. Pensava que tinha melhorado porque havia chegado a hora. Logo depois, porém, contraí nefrite. Hoje, penso que isso foi realmente imperdoável; naquela época, porém, também não acreditei. Tomei remédios, mas não melhorava em nada. Novamente, o Sr. Kuroda passou em minha casa no caminho de volta da igreja e aconselhou-me a ir para a casa dele. Hospedei-me lá e recebi o Johrei. No quinto dia após parar os remédios, o medicamento que havia tomado para a nefrite saiu em forma de arrotos, duas vezes. Foi então que conheci o terror da toxina medicamentosa. Depois disso, no meio da noite, meu coração começou a bater muito forte, e fiquei preocupado com o que aconteceria; mas, ao me apegar a Komyo-Nyorai, senti um alívio repentino. Muito obrigado. Eu, que negava a existência de Deus, finalmente pude acreditar. Depois, machuquei a mão direita e não conseguia segurar os hashis; com uma única sessão de Johrei, porém, tornei a segurá-los.
Verdadeiramente, fiquei maravilhado com os milagres sucessivos e agradeci pela compaixão. Agradeço do fundo do coração.
Da Vida de Trevas (Luta contra a Doença) para a Vida de Luz
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' – Publicado em 15 de agosto de 1951
Saitama, Minamisaitama-gun, Kashiwazaki-mura, aza Yokone, Igreja Média Wakō, Shigeko Shimizu (24 anos)
Fui agraciada com a permissão de me converter em outubro do vigésimo quarto ano da Era Showa (1949). Aqui, registro minha gratidão por um ano e meio de emoção e, ao mesmo tempo, expresso meu agradecimento pela proteção divina. Nasci com pouca saúde e, segundo consta, estive entre a vida e a morte várias vezes. Durante os anos de estudante, fui uma das que gostavam de esportes e era ativa; mas, por volta dos dezenove anos, quando me formei na escola profissionalizante, fui diagnosticada com uma doença torácica. Não preciso repetir aqui; porém, desejando viver de qualquer forma e escapar da escuridão do fundo do poço da tuberculose, entreguei-me ao repouso e concentrei todos os meus nervos em medicamentos e injeções para o tratamento.
A doença, porém, só piorava. Assim passaram-se três anos. Exausta pelo repouso e pelos nervos, fiquei muito fraca, perdi o apetite e comecei a ter noites de insônia. Então, subitamente, meu estado piorou drasticamente. Passava os dias com escarro com sangue e, ainda por cima, vieram dores ginecológicas. Pensava: "Será que viver é tão difícil assim?" e continuava lutando desesperadamente todos os dias. Não suportando a dor no peito nem a dor ginecológica, submeti-me a uma cirurgia abdominal aberta, mesmo com hemoptise. Felizmente, escapei do perigo e tive alta, mas o escarro com sangue não parava.
Para viver, preocupava-me com a insônia; a falta de apetite fazia com que, cada vez que colocava comida na boca, sentisse tontura. Mesmo recebendo tratamento médico, pensei que não havia mais o que fazer e que não restava outra escolha senão confiar na natureza, fosse ela qual fosse. Para escapar do medo da morte, desejei encontrar paz de espírito. No entanto, embora não negasse a existência de deuses e budas, não conseguia curvar a cabeça sinceramente e invejava os crentes. Foi nessa época que fui guiada pela Sra. Katsuko Abe (atualmente esposa do advogado Oku), obreira da Igreja Urawa Negishi.
Como ela havia sido Ministra do ensino fundamental por muito tempo, sua gentileza me tocou. Além do Johrei, ela conversava comigo sobre vários assuntos, sem se cansar, e eu me sentia muito feliz. No entanto, como eu dependia tanto da medicina, acabei recebendo o Johrei com sentimentos complexos, entre lágrimas e sorrisos.
Recebi o Johrei por cerca de dez dias dessa forma; mas, talvez por estar amargurada, não gostava de dizer que estava melhor e suspeitava se não estava sendo dominada por algum culto maligno. No entanto, seguindo o conselho, fui à Igreja Urawa Negishi, no endereço Urawa-shi, Negishi 20-banchi. Lá, fui apresentada ao Sr. Koyama. Após o Johrei, ele me disse: "A partir de hoje, levante-se e mova-se. Ah, você vai melhorar logo". Senti-me quase desprezada e chorei, mas, atraída pelo ensinamento sincero do senhor e por sua personalidade, acabei me convertendo, embora não conhecesse Deus claramente. Meus pais disseram que percebiam que eu estava surpreendentemente mais forte, e eu me alegrei com a felicidade da conversão. No mês seguinte, meus pais também tiveram a honra de se converter, e eu ia à igreja recebendo o Johrei de meus pais de manhã e à noite.
Cerca de seis meses após a conversão, o escarro com sangue parou, e completei um ano. Eu, que era magra como uma perna de galinha, recuperei o peso original, a ponto de as pessoas se perguntarem se eu já havia estado doente. Tornei-me tão gulosa que o Sr. Koyama ria. Acredito que não há felicidade maior na vida do que a gratidão por ter nascido com saúde. Conhecendo Deus pela primeira vez e conhecendo o poder de Meishu-Sama, minha família se encheu de alegria e, graças a Ele, pudemos receber Daikōmyō Nyorai. Ainda sou uma pessoa envergonhada como crente, mas, gravando os ensinamentos de Meishu-Sama em meu coração e seguindo a orientação dos senhores, passo dias de gratidão. Aos poucos, estou conquistando uma vida de sinceridade, apegando-me a Komyo-Nyorai e decidida a guiar as pessoas para transmitir a absoluta verdade de Meishu-Sama. Fui agraciada com a permissão de ser incluída entre os últimos dos Ministros.
Por fim, permitam-me acrescentar uma palavra. Minha família serviu como chefe da vila por gerações, e não nos faltava nada; compreendi, porém, profundamente que a verdadeira felicidade do ser humano não está na posição nem nos bens materiais, mas em conhecer a Deus e ter saúde.
Meishu-Sama, muito obrigada. Apresento meus respeitosos agradecimentos.
Vejam o Milagre do Século, Esta Emoção (Este Fato)
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' – Publicado em 15 de agosto de 1951
Fukuoka, Haruyoshi 9-banchi 641, Igreja Grande Kōhō, Sakai Takao (43)
Nesta primavera de 1951, em meio a uma agitação geral, meu filho mais velho, Hideyuki (17 anos), foi aprovado no ensino médio da província de Fukuoka, na escola Tsukushigaoka. Como ele não demonstrava muito esforço nos estudos diários, e o exame de admissão era difícil, eu achava impossível que ele passasse. No entanto, ao ver meu filho saindo de casa com o peito cheio de alegria pela aprovação milagrosa, minha mente se voltou para as lembranças de treze anos atrás.
Meu filho mais velho nasceu em 23 de julho de 1935. Pouco depois do nascimento, um médico examinou suas fezes e, desde então, ele foi diagnosticado com má digestão. Recorremos à alimentação artificial, a injeções nutritivas e a tudo o mais que podíamos; mas, a cada tentativa, seu estado piorava. Na época, eu vivia com um salário mensal de 35 ienes; naturalmente, a situação financeira tornava-se cada vez mais apertada, dificultando o acesso aos tratamentos médicos. Ficamos de mãos atadas, apenas esperando a morte se aproximar da criança. Nesse meio-tempo, ele contraiu pneumonia. O médico disse que comprássemos um inalador e o usássemos, mas não tínhamos dinheiro nem para isso.
Com o coração partido, eu não conseguia ficar em casa; saía sorrateiramente e, várias vezes, andava à toa pelo dique de um riacho nos arredores da cidade. Nessa época, alguém sugeriu que trocássemos de médico. Então, deixamos o pediatra especialista que nos atendia e fomos para um ginecologista-obstetra. A abordagem desse médico, porém, era completamente oposta à do pediatra anterior: uma postura totalmente liberal. Ele dizia: "Com meus próprios filhos, dou até banana meio podre, aos poucos. Com o tempo, eles se acostumam a comer qualquer coisa. Olhe para os filhos dos mendigos. Eu mesmo, quando estou resfriado e com febre, sempre tomo banho."
Fiquei chocado, mas, pensando que a vida daquela criança já não tinha mais jeito, também adotei uma postura liberal. No entanto, ele não mostrava sinais de melhora; também não morria. A criança, que ao nascer era um bebê robusto e saudável, agora estava irreconhecível. Quando passou dos quatro anos, começou a apresentar alterações. Consultamos, então, um renomado doutor, famoso em Tóquio por seus diagnósticos precoces (naquela época, eu ainda conseguia pagar por uma ou duas consultas com ele). O doutor disse: "Isso é tuberculose infantil. E está bastante avançada. Para ser franco, ele não deve durar mais do que uns dois anos."
Foi como se eu tivesse recebido outra martelada. Não havia mais nada a fazer. O que quer que fizéssemos, restavam apenas dois anos... Foi nesse momento... Ah, nesse momento! Entramos em contato com a Luz Divina. Meu filho, criado com toda a permissividade, a ponto de irritar os próprios pais...
Meishu-Sama, com Seu rosto sempre cheio de amor e compaixão, concedeu-nos o Johrei. Como pais, nossos dias se resumiam a gratidão, apenas gratidão. Desde então, passamos por várias Grandes Purificações, algumas tão intensas que chegavam a fazer franzir a testa. Nesse meio-tempo, meu segundo filho, Kōji (então com 14 anos), passou por três episódios de disenteria epidêmica e, em outra ocasião, por um estado desesperador de meningite, mas fomos salvos dessas Grandes Purificações, chegando até os dias de hoje. Atualmente, sou pai de cinco filhos, e cada um deles, pelas salvações milagrosas que recebeu, está cada vez mais saudável, vivendo seus dias.
Quero dizer em voz alta, a todos os pais e mães do mundo: vejam o estado atual deste meu filho, que, segundo os médicos, não viveria além dos seis anos. E não apenas isso: hoje ele é jogador de vôlei, já ultrapassou a altura do pai, medindo 1 metro e 60 centímetros, e seu pé está prestes a ultrapassar 26 centímetros. Como desejo que todos possam ver este fato!
Vida milagrosa, crescimento milagroso e, então, admissão milagrosa na escola... Meishu-Sama, muito obrigado. Peço humildemente que, de agora em diante, nos use, a mim e a meus filhos, como instrumentos em Sua Santa Obra de construção do Paraíso Terrestre.
(Apresentado em 13 de abril de 1951)
Eu, uma cristã salva da tuberculose pulmonar
Kumamoto, Tamana-gun, Nankan-machi, Nakamachi 1141
Igreja Grande Kōhō, Iwanaga Chie (45)
Em junho de 1928, quando estava prestes a me formar na escola normal, fui diagnosticada com pleurisia; orientada a repousar, recebi tratamento médico por cerca de três meses. Nos cinco anos seguintes, trabalhei como professora sem problemas, mas por volta de 1935 comecei a sentir cansaço. Como não era nada grave, tomava remédios de vez em quando. Contudo, temendo uma recaída da doença anterior, vivia apavorada a qualquer estado ligeiramente febril, sempre correndo atrás de médico e remédios. Nesse meio-tempo, envolvi-me com os preparativos de eventos escolares, como bazares e exposições, e, por senso de responsabilidade, acabei me esforçando além da conta no trabalho de mobilização dos estudantes. Sobrevieram fadiga e febre. Foi quando recebi uma mensagem de meus pais, em minha terra natal, dizendo que eu estava com tuberculose pulmonar e que deveria me demitir imediatamente da escola e me cuidar. Assustada e tomada pela ansiedade em relação ao futuro, obedeci e pedi demissão. Em maio de 1938, internei-me em um sanatório e comecei uma vida de repouso.
No sanatório, o diagnóstico foi de que não se tratava de um caso grave e de que eu poderia receber alta em cerca de três meses. No entanto, acabei passando três anos lá. No início, fazia ginástica acompanhando o rádio, mas fui repreendida pelo médico e, sem alternativa, passei a repousar. Na época, eu era cristã. Sempre carregava a Bíblia, visitava os pacientes nas enfermarias, pregava o amor de Deus, orava a Deus e, encorajando-nos mutuamente, aguardávamos o dia da alta. Fui definhando gradualmente. Meus companheiros de tratamento iam falecendo um após o outro. Mesmo se recebesse alta, mal conseguiria dar um passeio. Eu, que estava ali, também me tornei uma inválida, sem saber quando teria alta ou me curaria, vivendo dias de ansiedade e desespero, sem esperança.
Por fim, movida pelo desejo de escapar daquele sofrimento, recebi alta, mas não fui aceita em minha terra natal. Sem alternativa, aluguei uma casa, com minha mãe idosa como cuidadora, e continuei o tratamento com um médico local. Foi quando um médico, parente distante, disse que me aceitaria e me curaria; internei-me em seu hospital. Fiquei em repouso absoluto, tomando injeções em dias alternados e medicamentos por cerca de cinco meses, sem sentir efeito algum. Os outros pacientes com a mesma doença morriam um após o outro. De repente, passei a odiar as injeções. Pensei: "Já que vou virar cinzas de qualquer jeito, é melhor parar com essas injeções dolorosas." Quando pedi para interrompê-las, o médico zombou de mim, dizendo: "Você enlouqueceu? O que adianta parar agora?" e não aceitou meu pedido.
Foi exatamente nessa época que uma ex-colega de escola, que estava em Taiwan, soube da minha vida de tratamento através de uma revista de ex-alunos e, gentilmente, me escreveu uma carta, recomendando: "Meu irmão, que teve doença pulmonar por oito anos, se curou completamente graças a Kannon-Sama. Você também deveria se apegar a Kannon-Sama." (O atual Komyo-Nyorai era chamado de Kannon-Sama na época, então peço que me permitam usar esse nome). "Essa Kannon-Sama deve estar consagrada em Sasebo", dizia a carta. No entanto, não cheguei a me interessar por essas palavras. Depois de fugir do hospital com medo das injeções, comecei a sentir fortes dores na região lombar. Meu estômago e intestinos também pioraram. As marcas das compressas quentes que usei por muito tempo incharam. Eu não recuperava as forças. Tudo o que comia era expelido como resíduo. Quanto mais cuidadosa eu era — não pegava na vassoura, não levantava nem abaixava a cama —, mais me afastava da esperança de recuperação.
Orei: "Se ainda houver uma obra para mim neste mundo, que Deus me deixe viver. Quando esse momento chegar, que Ele me permita." Minha mãe idosa, vendo meu estado, disse: "Quando eu não estiver mais aqui, suicide-se. Por causa da sua doença, ninguém vai cuidar de você." Era uma situação realmente miserável. Lembrar daquela época ainda me traz lágrimas aos olhos. Ah, foi nesse momento que me lembrei da história de Komyo-Nyorai contada por minha amiga e da gentileza de sua carta. Com o corpo debilitado, viajei mais de uma hora de trem, sacudida, até chegar a Sasebo, ao local de Komyo-Nyorai (na época, um centro de tratamento).
Com apenas uma sessão de Johrei, não somente o nódulo no ombro, mas também a dor na região lombar e todo o corpo aliviaram; senti-me transformada, como se fosse outra pessoa. Que coisa misteriosa! Sem lógica, sem qualquer dúvida, fui atraída. Ansiei pela Luz invisível. Naquela noite, aceitei a gentil oferta e fiquei hospedada. Pude ler "A Terapia do Amanhã" e ouvir as palavras sobre as Graças Divinas. Fiquei completamente radiante. Obtive permissão para continuar pedindo o Johrei e, no dia seguinte, voltei para casa. Minha mãe idosa ficou surpresa e alegre com minha energia — visão que me deixou feliz.
Compreendi o terror das toxinas medicamentosas. Depois de pensar muito, joguei no rio, do meio de uma grande ponte, todos os remédios que havia guardado. Ainda hoje não consigo esquecer a sensação boa daquele momento. Como fora tola a maneira como me alimentava até então! Como o arroz ficou delicioso depois disso! Mesmo na vida solitária com minha mãe idosa, o riso começou a brotar. Agradecemos, com lágrimas, a graça imensa e ilimitada de Deus. Quando voltei à minha terra natal e contei sobre minha ida a Sasebo, fui recebida com oposição: "Nesta era de medicina avançada, será que uma doença se cura com a imposição das mãos? Existe coisa mais absurda?" Disseram que nem mesmo a passagem me dariam. Foi quando minha irmã mais velha, já casada, se compadeceu da minha sinceridade e me apoiou com todas as despesas, desde a passagem até a oferta de agradecimento pelo curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Pude ir até o Mestre Kihara, em Sasebo, e imediatamente pedi o curso. Durante os dez dias em que ali fiquei, pela primeira vez encontrei paz em um estado de espírito precioso que jamais conhecera. Nesse período, recebia Johrei duas vezes ao dia, e meu corpo melhorava visivelmente, ganhando energia. Nas horas vagas, pedia para ajudar na cozinha e já não sentia cansaço.
Antes, eu era cristã, mas nunca havia experimentado milagres de forma concreta; apenas minha alma havia sido salva. Desta vez, porém, ao receber o poder de Komyo-Nyorai, não consigo expressar sua grandeza senão com silenciosa admiração. Sobretudo, a compreensão de que a tuberculose pulmonar não é uma doença contagiosa penetrou até a medula dos meus ossos. Durante minha estadia na casa do Mestre Kihara, dividi o quarto com seu filho, que estava no quinto ano do ensino fundamental. Comíamos juntos, os utensílios não eram desinfetados, e eu recebia o mesmo tratamento que as outras pessoas na ajuda da cozinha. Fui ensinada com carinho. Foram dez dias de alegria e prazer, e voltei para casa com muita energia. Pensei: "Assim, estou bem." Pude voltar a trabalhar na escola e também a cozinhar para mim mesma. Naquela época, era a era dos alimentos substitutos. Certo dia, enquanto moía milho no moinho de pedra, tive de repente uma hemoptise. Assustada, pensei em estancar o sangue e fiz gargarelo com sal, mas percebi que era uma purificação. Imediatamente, pedi desculpas ao Grande Deus e, ao mesmo tempo que informava o Mestre Kihara, perguntei sobre o ocorrido. Recebi um telegrama dizendo para vir rapidamente. Fui logo ao santuário e, após receber Johrei por três dias consecutivos, recuperei-me e voltei a trabalhar na escola.
Durante as férias de verão, fui novamente visitar o Mestre Kihara em Sasebo. Era exatamente 15 de agosto. Senti um desejo espontâneo de servir a Deus e pedi permissão ao Mestre. Ele disse que o mês e o dia eram propícios e me concedeu. Fiquei muito feliz com suas palavras. Imediatamente, superando a oposição de parentes e amigos, pedi demissão do cargo de professora e entrei na vida de serviço.
Em abril de 1942, recebi em Sasebo o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). De setembro do mesmo ano até hoje, cerca de dez anos, fui-me tornando gradualmente saudável. Também fui curada de vários tipos de câncer. Graças a isso, pude dedicar-me à Obra Divina.
Em fevereiro deste ano, após o parto, passei por uma Grande Purificação no peito. Sofri muito com dificuldade respiratória e compressão torácica, atingindo um estado grave e preocupante. No entanto, ao receber o Johrei, qualquer dor era aliviada ou curada, e, em um estado extremamente confortável, fui curada daquele estado grave em pouco tempo. Recebi uma nova vida. Fui salva de situações de perigo várias vezes. Se tivesse continuado a vida de tratamento, provavelmente não estaria mais aqui. Por ter me permitido servir na Obra Divina e por me conceder a vida até hoje, não há palavras para agradecer. Sinto apenas gratidão e comoção.
A tuberculose pulmonar, considerada uma doença incurável, pode ser curada — como eu fui — pela Igreja Messiânica Mundial, através do Johrei. Desejo ardentemente que este poder divino seja conhecido o mais rápido possível por muitas pessoas que sofrem da mesma doença no mundo, e que elas possam se curar completamente. Peço que, de agora em diante, com ainda mais vigor de renovação, eu possa ser usada em Sua obra.
Meishu-Sama, muito obrigado.
(Apresentado em 21 de abril de 1951)
Eu, que era como um "atacadista de doenças" (meu passado)
Da obra "A Terapia Revolucionária da Tuberculose", publicada em 15 de agosto de 1951
Quioto, Kamigyo-ku, Teranouchi-dōri Ōmiya Higashi-iru, Myōrenji-mae-chō 356
Igreja Média Shinsei, Katayama Teru (23)
(Nota: Em "A Terapia Revolucionária da Tuberculose", consta como: Hokkaido, Tokachi-gun, Nakagawa-gun, Makubetsu-chō, Nansei, Igreja Média Shinsei, Katayama Hajime (23))
Converti-me em agosto de 1949. Salva por Komyo-Nyorai, cheia de esperança pela primeira vez, agradeço a Meishu-Sama e a todos os mestres pela alegria atual. Ao mesmo tempo, penso como seria feliz se aqueles que ainda têm dúvidas sobre este Caminho pudessem ser salvos pela compaixão de Komyo-Nyorai o mais rápido possível — e é por isso que faço este relato.
Recordando: no verão de 1941, há nove anos, comecei com nevralgia intercostal. Em abril do ano seguinte, peguei um resfriado que se transformou em tuberculose pulmonar. No início, seguindo as orientações do médico, melhorei temporariamente; mas, como éramos de família de agricultores, comecei a ajudar em casa e, no outono, tive uma recaída. A partir de então, todos os anos consultava médicos e outros terapeutas: parecia melhorar um pouco, mas depois piorava novamente. Meu corpo foi ficando cada vez mais fraco, e passei a odiar cuidar da minha própria doença, chegando a um estado de desespero.
Seis anos se passaram nessa situação desagradável. Por fim, em junho de 1947, fui internada e operada de apendicite. Tive alta três semanas após a cirurgia, mas a dor abdominal ao redor da área operada não parava. Não podia ajudar na lavoura e mal conseguia cozinhar. Em dezembro daquele ano, a dor finalmente passou, mas, desta vez, meu abdômen ficou distendido e meu peito oprimido, e não conseguia comer. Tomei vários remédios de clínica geral até abril do ano seguinte, sem efeito. Como os problemas iam surgindo um após o outro, troquei de médico. Disseram que era aderência intestinal ou algo nas trompas.
Por onde andei, disseram que a única opção era operar ou suportar. Naquela época eu estava bastante debilitada, e os médicos afirmavam que, se operasse, poderia até morrer. Então priorizei a alimentação nutritiva, procurei por suplementos nutricionais e fiz tratamentos de digitopuntura. Disseram que, embora fosse aderência intestinal, eu melhoraria. Continuei com a digitopuntura e, aos poucos, fui melhorando. No outono, engordei bastante e fiquei bem até abril do ano seguinte. No entanto, meu estômago e intestinos pioraram novamente, e tive de comer apenas mingau de arroz. Nessa situação, enquanto me perguntava se isto ou aquilo era bom, tive uma recaída de pleurisia seca.
Eu mesma achava que não era nada grave, mas disseram que eu precisava repousar e que, se ficasse internada por dois meses, me curaria. Desta vez, decidi tratar-me em casa, aplicando injeções e tomando remédios por conta própria. Repousei um pouco, mas, de qualquer forma, meu corpo ficou mole e comecei a sentir tonturas.
Algum tempo depois, alguém que se compadeceu do meu sofrimento me disse que havia um deus muito bom em Obihiro, que curava doenças apenas com um movimento das mãos, e me deu o endereço. Como diz o ditado, "quem está se afogando agarra-se até a um fio de palha". Embora não acreditasse que se curasse apenas com um movimento das mãos, pensei que, se houvesse algum método que me curasse, seria bom. Fui imediatamente a Obihiro e recebi Johrei por dois dias. Para minha surpresa, a distensão abdominal que tanto me incomodava desapareceu completamente com uma forte diarreia, e me senti totalmente aliviada. Pela primeira vez, pensei que talvez pudesse me curar. Continuei recebendo Johrei todos os dias. No entanto, os locais onde havia tomado injeções em ambos os braços doíam, e eu sentia uma moleza generalizada no corpo, muitas vezes sem conseguir dormir direito à noite. Ao ouvir as explicações dos mestres, eles diziam: "Isso são toxinas medicamentosas que estão se dissolvendo." Na época, não conseguia acreditar; mas, à medida que recebia o Johrei, a dor foi diminuindo gradualmente até desaparecer.
Pensei que era somente pela compaixão de Komyo-Nyorai que eu seria salva. Meu peito se encheu de alegria, e às vezes molhava o travesseiro com lágrimas. Pouco tempo depois, minha família voltou. Havia uma pessoa na vizinhança que havia recebido o Ohikari, então pude receber o Johrei. Finalmente, pude receber o poder de salvação de Komyo-Nyorai, o poder de curar os outros, mesmo eu, que estava doente. Foi só depois de ser salva que senti profundamente o verdadeiro sentido da vida como ser humano. Estou cheia de esperança.
(Apresentado em 5 de outubro de 1951)
Curada de várias doenças em sete anos
Hokkaido, Monbetsu-gun, Monbetsu-chō, Kōnoyama, Showa-ku
Igreja Média Kyokkō, Kobayashi Take (35)
Desde pequena, fui fisicamente fraca e nunca brinquei com alegria. A partir dos vinte anos, tive nódulos nos ombros e fiz moxabustão. Logo após me casar, em 1943, contraí pleurisia. A partir de 28 de maio de 1944, adoeci dos pulmões e, além disso, tive peritonite. Os dias de sofrimento continuavam. Pensando em como poderia ser salva desse sofrimento, recorri a médicos, remédios e a tudo o que as pessoas diziam ser bom, mas não melhorei. Por fim, fiz orações a Deus, mas não obtive alívio; apenas piorava gradualmente. Enquanto o tempo passava sem melhorar, minha região lombar começou a doer. Fui ao médico e fui diagnosticada com cárie óssea.
Fiquei atordoada, e meu futuro se tornou completamente sombrio. Doença no peito, sofrimento no peritônio, dor na região lombar... Eu vivia apenas com pensamentos de morte. Mas o que aconteceu? Chegou o momento em que também fui salva desse sofrimento. Em 28 de junho de 1949, uma vizinha me convidou, dizendo que havia um deus que curava tudo. Pela primeira vez, pedi o Johrei à Mestra Kodama Yoshiko, que estava divulgando o precioso Johrei nesta terra. Durante o Johrei, a parte inferior do corpo ficava dolorida, e a purificação era tão intensa que eu não conseguia evitar gemer. No entanto, após o Johrei, sentia-me muito aliviada.
Diante desse fato, não havia como duvidar. Pensei: "Será que desta vez serei salva?" e fui todos os dias à casa da Mestra. Ouvindo várias explicações, gradualmente compreendi a grandeza desta religião. Cada vez que passava por uma purificação, duas ou três vezes por mês, meu corpo melhorava. Em dezembro, recebi o precioso Ohikari. Eu, que passava os dias deitada, agora, além de cuidar das tarefas domésticas, também posso aplicar Johrei nas pessoas que sofrem de doenças na vizinhança, vivendo uma vida alegre todos os dias. Não consigo expressar esta alegria em palavras. Peço que, de agora em diante, este precioso Caminho seja compreendido rapidamente, e que eu possa ajudar com empenho na construção do Paraíso Terrestre.
Meishu-Sama, muito obrigada.
(Apresentado em 2 de junho de 1951)
A alegria de ter sido salva, por pouco, da tuberculose pulmonar que levaria toda a família à morte
Da obra "A Terapia Revolucionária da Tuberculose", publicada em 15 de agosto de 1951
Oita, Hokkai-gun, Ōzai-mura, Aza Shimoshimura
Igreja Média Nanko, Fusazaki Keisei (22)
Três pessoas de nossa família foram atacadas pela tuberculose pulmonar. Ofegávamos no extremo do pessimismo, com sofrimentos indescritíveis da doença e da pobreza. No entanto, graças às preciosas Graças Divinas, fomos salvos da morte e regenerados como uma família radiante de luz. Apresento este relato como agradecimento.
Em abril de 1946, minha mãe, que até então trabalhava com saúde, sentiu-se mal e foi ao médico. Foi diagnosticada com bronquite e recebeu vários tratamentos, mas, em agosto, desenvolveu pleurisia. Chegou a ser internada, mas a doença só se agravava, sem nenhum efeito, tornando-se uma doença irreversível. Eu, substituindo minha mãe, trabalhava na lavoura, mas, em abril de 1948, sentindo cansaço e moleza, fui ao médico e fui diagnosticado com infiltração pulmonar, tendo que ficar de cama. Nesse meio-tempo, minha irmã, a única que trabalhava, também adoeceu, com diagnóstico de problema nos pulmões. Exceto minha irmã mais nova e meu irmão mais novo, que ainda frequentavam a escola, nós três, mãe e filhos, ficamos de cama lado a lado, sem ninguém para trabalhar. Sofríamos dia e noite com todos os tipos de sofrimentos: dor de cabeça, cansaço, tosse, insônia. Com o sofrimento da doença e da pobreza, que aumentavam a cada dia, nossa família chegou ao extremo da tristeza. Nesse meio-tempo, tentamos todas as terapias que ouvimos de outros como sendo boas: remédios, injeções, moxabustão... Por fim, desistimos dos remédios. Também tentamos a fé, mas nada nos salvou. Desistimos, pensando que não havia mais nada em que confiar neste mundo, e apenas esperávamos a morte.
No entanto, não posso esquecer. Em 13 de março de 1948, uma conhecida de minha mãe veio e contou a ela várias coisas sobre a Igreja Messiânica. Como só ouvir não era suficiente, ela também aplicou o Johrei. Minha mãe disse que se sentia muito bem e recomendou a mim e à minha irmã. Minha irmã, após receber o Johrei, alegrou-se, dizendo que seu corpo estava misteriosamente mais leve. Eu, porém, ri, pensando: "Será que uma doença se cura com isso?" Minha mãe, pensando que já havia se iludido de várias maneiras até então, decidiu que, já que era para se iludir, que se iludisse mais uma vez, e fez com que minha irmã mais nova se convertesse.
Ela se converteu em 15 de março. Depois disso, aplicava Johrei em minha mãe e em minha irmã, mas eu ficava furioso, pensando que estavam se iludindo com uma superstição tola, e falava mal todos os dias. No entanto, o que aconteceu? Dois ou três dias se passaram, e eu não estava me sentindo mais forte? No sétimo dia, minha mãe, que nunca havia saído da cama, já conseguia dar um passeio, e minha irmã, que mal conseguia cuidar de si mesma, começou a cozinhar. Ah, que coisa misteriosa! Existe outro milagre como este? Eu, que me opunha tão teimosamente, não pude deixar de curvar a cabeça diante deste benefício material real.
Depois disso, li o "Evangelho do Paraíso" e compreendi o erro das terapias que havia seguido até então. Percebi profundamente minha própria tolice em me esforçar para não me curar. Graças ao Johrei, recuperei-me dia após dia. O peso que carregava, como se fossem dezenas de quilos, foi diminuindo rapidamente a cada sessão de Johrei. Eu, que achava difícil até mesmo me levantar para fazer algo, muito menos passear, pude voltar a trabalhar. A alegria daquele momento é indescritível. Mesmo eu, que continuei me opondo, embora não soubesse, fui salvo em pouco tempo. Só me restou prostrar-me diante do Deus de grande compaixão.
Um ano depois, em abril de 1949, minha mãe faleceu devido à purificação das toxinas medicamentosas acumuladas por longos anos. No entanto, a serenidade de seu rosto na hora da morte, a paz completa, a maneira como partiu como se estivesse dormindo, sabendo que seria salva por Komyo-Nyorai no outro mundo... Que felicidade, comparado aos que não têm fé, que se debatem e sofrem até o último momento! Aqui, senti profundamente, profundamente, a preciosidade das Graças Divinas.
Eu e minha irmã aumentamos nossa saúde a cada purificação. Se não tivéssemos recebido esta salvação, minha irmã mais nova e meu irmão mais novo também teriam adoecido um após o outro, e nossa família teria seguido o destino da morte. Agradeço profundamente por esta família de tuberculosos ter sido salva, pela graça, como uma família radiante de luz, e por podermos servir, ainda que em uma pequena parte, na Santa Obra de construção do Paraíso Terrestre.
(Apresentado em 11 de abril de 1951)
Conhecendo o poder de Deus pela primeira vez!
Kagoshima, Kagoshima-gun, Taniyama-chō, Higashi-Shioya
Igreja Média Senshin, Miyazaki Bushidō (26)
Minha alma se expande, ao Buda que me concedeu a vida,
Como poderei não retribuir, enquanto eu viver? Minha vida reviveu, e isso já é alegria, Mas ainda me foi permitida a obra de cura.
Sob o sol escaldante, como uma folha seca à beira do caminho, eu, um doente, passava dias de angústia em meio a um mundo frio, noites escuras. Tendo a medicina materialista como amiga, estudei-a por um breve momento, mas descobri que nem mesmo a garantia da vida era confiável. Lamentava a impermanência, quando, em 26 de maio do ano passado, por um acaso do destino, tornei-me alguém que recebeu o Johrei da Igreja Messiânica. Agora, após mais de quatro meses, posso pisar firmemente no chão e me tornar quase igual a uma pessoa comum. As lágrimas de gratidão brotam, e poder participar da obra divina como um dos fiéis é uma dádiva da graça de Meishu-Sama e fruto de Suas sublimes Graças Divinas; assim passo meus dias em agradecimento.
Originalmente, eu era uma pessoa que cuidava da saúde, tão vigorosa que sentia aversão por médicos, considerando-os até mesmo inúteis. Além disso, tinha uma personalidade teimosa e imprudente. Desde outubro de 1948, ardia em entusiasmo e paixão pelo lema “Rumo à construção de uma sociedade democrática!” e, com o desejo de conquistar o maior número possível de amigos, participava ativamente de reuniões de grupos de jovens, discutindo, dentro de minhas limitações, como contribuir para o aprimoramento do Japão derrotado na guerra. No entanto, acabei sucumbindo à doença e entrei numa vida de enfermo, num quarto que eu chamava de prisão, e numa luta contra a doença que denominava Inferno.
Em meados de agosto do ano passado, tornei-me um lamentável paciente de tuberculose, contraída por excesso de esforço, e a tristeza, como nuvens negras, cobria-me cada vez mais. Perto do Ano Novo, a situação só piorava. “Ah, será que minha vida chegou ao fim? Para que nasci?” No dia 26 de maio, quando me encontrava no fundo da angústia, por recomendação do Sr. Inamori, da aldeia vizinha, recebi Johrei pela primeira vez. Depois disso, ouvi dos senhores Ministros coisas novas e, à medida que continuava recebendo Johrei, minhas dúvidas se dissiparam, tornando-se fonte de uma tranquilidade e paz espiritual incomparáveis.
Com o primeiro Johrei, senti meu corpo um pouco mais aliviado. A partir de cerca do dia 20, por aproximadamente três meses, houve uma grande purificação de catarro, em quantidade que me fazia pensar: “Como é possível ter tanto assim?”. Mesmo sabendo que era purificação, expressei meu sofrimento e também refleti. Após atravessar dias que pareciam de agonia comparável à morte, pude, aos poucos, realizar trabalhos leves e, dia após dia, tornar-me como uma pessoa comum. Agora, uma grande reviravolta no destino! Como primeiro passo para uma nova vida, tive a graça de fazer parte, ainda que como um dos elos, dos apóstolos do Johrei, e pude gravar profundamente em meu coração que avançar rumo à construção do Paraíso Terrestre é o caminho para retribuir essa graça.
Ao olhar para trás, para o ano passado, minha alegria por ter passado de uma vida de desespero a uma vida de júbilo é algo incomparável. Durante o tufão Ruth, pude trabalhar como uma pessoa comum em meio a uma inundação considerável e, além disso, sofri uma forte contusão, que se curou com dois ou três dias de Johrei. A proteção divina recebida não pode ser expressa em palavras.
Dois meses após minha conversão, ouvi dizer que o filho de uma pessoa próxima a mim estava doente. Enquanto conversava com o pai da criança, fiz Johrei por cerca de vinte minutos numa criança de dois anos que estava com febre. A menina virou o rosto para cima, revirou os olhos, respirava pelo nariz, os lábios ficaram roxos e, enquanto emitia sons “ah, ah”, a cabeça caiu para a frente, ficando como morta. A mãe imediatamente disse: “Vou chamar um médico”. Eu, recém-convertido e sem confiança, respondi: “Faça como achar melhor”, concentrando minha vontade e pensamento em Deus com todo o meu ser. Continuei a fazer Johrei desesperadamente até o médico chegar, e a criança começou a dormir tranquilamente. Ainda havia um pouco de febre, mas eu também fiquei aliviado. A pessoa que foi chamar o médico voltou com uma expressão de espanto. No dia seguinte, fui visitá-la e, embora o médico tenha dito que era uma pneumonia aguda grave, a criança, sem tomar nenhum remédio, estava brincando na rua, cheia de energia. Fiquei surpreso duas vezes e, com uma sensação de sonho, virei-me para o leste e agradeci de coração a Meishu-Sama. Isso, junto com os relatos de experiências de todos os senhores, pude tomar como minha própria convicção.
Desejo que o mundo de lágrimas sem fim, o mundo frio e escuro, se transforme o mais rápido possível no mundo quente, puro e de luz própria, o chamado Paraíso Terrestre. E juro, sem cessar, que o maior número possível de pessoas seja salvo o mais rápido possível, e que eu também possa ajudar a salvar. Meishu-Sama, muito obrigado. Apresento-lhe meus mais profundos agradecimentos. (Apresentado em 6 de dezembro de 1951)
Tuberculose pulmonar com quarenta pneumotóraxes curada completamente em menos de um mês
‘Terapia Revolucionária da Tuberculose’, publicado em 15 de agosto do ano 26 da Era Showa (1951)
Cidade de Shinji, Distrito de Yatsuka, Província de Shimane
Igreja Média Ryūkō, Sachiko Kawashima (24)
Por volta do final de outubro de 1948, talvez devido ao cansaço do trabalho, meu corpo começou a ficar mole e senti dores nas costas, perto da escápula. Ficava deprimida, alternando entre deitar e levantar. No final de dezembro, após o diagnóstico médico de suspeita de tuberculose, recebi injeções por cinco ou seis dias. Disseram-me: “Nestas condições, é melhor internar-se em um sanatório e receber tratamento adequado”. Como o médico era especialista em cirurgia, consultei um famoso clínico geral, que disse: “Não há motivo para preocupação, é apenas um resfriado leve”. Tomei remédios por cerca de dez dias, a febre baixou, senti-me melhor e recebi alta do médico.
Depois disso, enquanto ajudava nas tarefas domésticas, voltei a sentir-me mal e a febre persistiu. Fiz um raio-X e descobri que meus pulmões estavam bastante agravados. Ah, então realmente tinha chegado à tuberculose. Abatida pela tristeza, sentia até o olhar de meus irmãos como frio. Com a marca da tuberculose, considerada incurável, perdi o rumo da vida, vendo o futuro sombrio. Seguindo a recomendação do médico, fiz quarenta pneumotóraxes até agosto de 1949, mas não houve melhora alguma, apenas a dor da agulhada. Decidi que não havia outra saída senão apelar para os deuses e budas. Foi quando fui informada do poder curativo milagroso deste Caminho. Em meados de agosto, quando o Professor Ishizaka veio à cidade para o curso preparatório de recepção do Ohikari (kyoshu), recebi o Johrei e, gradualmente, senti-me bem, adquirindo a convicção de que, deste jeito, certamente me curaria. Os senhores Ministros insistiram repetidamente: “A senhora já fez quarenta pneumotóraxes, é preciso que toda a família acredite seriamente neste Caminho”. Minha mãe se converteu imediatamente, e meus irmãos também se converteram (receberam o ensinamento) um após outro. Recebíamos Johrei diariamente. Depois disso, não houve purificações violentas e, em meados de setembro, pude entronizar Komyo-Nyorai, usando o quarto como local de Johrei. Sempre que os senhores Ministros vinham, eu recebia Johrei. Em menos de um mês, já podia fazer limpeza, cuidar de crianças e várias outras tarefas sem sentir cansaço. Os senhores Ministros ficaram surpresos com minha boa aparência e com o quanto engordei.
Eu mesma sentia intensamente a felicidade de estar viva, e a alegria transbordava em meu ser. Em novembro, recebi permissão e, finalmente, o tão esperado Ohikari protetor. Hoje, todos em casa nos perguntamos: “Quando foi que alguém aqui teve tuberculose?” e passamos os dias rindo e nos alegrando. Já posso carregar e puxar carroças carregadas e, desde o amanhecer, sou eu quem cuido de todas as tarefas domésticas sozinha.
Verdadeiramente, hoje, quanto mais trabalho, mais minha saúde aumenta. Sou muito grata.
Comovo-me com o grande amor de Meishu-Sama e de Komyo-Nyorai, e não há palavras para expressar a gentileza do Professor Ishizaka e do Professor Sakunaka. De agora em diante, trabalharei com empenho apenas para este Caminho. (Apresentado em 7 de junho de 1951)
Do Inferno da doença pulmonar ao Paraíso da saúde
Cidade de Niigata, Distrito de Nuttari, Rua Furumachi 1-chome
Igreja Média Seiko, Yoki Yokobori (41)
Relato a alegria de nós, irmãs, que recebemos a sentença de morte por tuberculose pulmonar, mas fomos salvas pelo grande poder divino.
Em minha família, em março de 1941, meu irmão mais novo faleceu de tuberculose pulmonar. Depois, em novembro de 1944, minha mãe, apesar de todos os tratamentos com médicos e remédios, faleceu aos sessenta e poucos anos. De acordo com o atestado de óbito do médico, a causa da morte foi tuberculose pulmonar. Tendo testemunhado a morte de meu irmão e de minha mãe, fiquei firmemente convencida de que a tuberculose pulmonar era uma doença terrivelmente contagiosa, que não podia ser curada nem com tratamento médico nem com remédios, uma doença incurável. Ao mesmo tempo, qualquer tossidinha fazia com que eu concentrasse imediatamente a atenção no peito. Quem me observasse de fora provavelmente pensaria que eu tinha uma fobia. Na verdade, eu lutava contra essa doença demoníaca com um cuidado e uma atenção que iam além da fobia.
No entanto, furando todas as malhas da prevenção e do cuidado, a doença demoníaca finalmente me atacou. Cerca de um ano após a morte de minha mãe, comecei a sentir um nódulo no ombro e, em seguida, dores nas costas. Mal tive tempo de pensar que era perigoso; a doença avançou visivelmente como uma torrente rompendo uma barragem. Em poucos meses, cheguei a um ponto em que as pessoas comentavam pelas costas que eu estava com a aparência abatida. Foi logo após a morte de meu marido na guerra. A solidão daquela época era como se, enquanto me esforçava para não cair no vale da morte, eu fosse puxada para dentro dele, passo a passo. Se continuasse assim, meu destino era previsível. Mas Deus não me abandonou. Quem me salvou desse destino que me faz tremer ao pensar foi Komyo-Nyorai.
Naquela época, uma amiga de infância, a Sra. Kamasawa, que já havia se convertido, veio me visitar e me falou sobre Deus. No entanto, ao lembrar de minha mãe e de meu irmão, que morreram apesar de todos os esforços com médicos e remédios, não consegui acreditar. Por outro lado, pensei que, se mesmo com todo o cuidado e prevenção que tive fui atacada pela doença, o único caminho que me restava era apelar para os deuses e budas. Fiquei muito indecisa, mas considerei que o entusiasmo de minha amiga de infância, a Sra. Kamasawa, e o fato de uma pessoa que havia recebido formação de parteira dizer que podia curar doenças pela fé deviam ser baseados em convicção. Assim, a partir daquele dia, pedi para receber Johrei.
Uma semana, dez dias se passaram, e meu corpo começou a mudar conforme as palavras. “De fato, é como os fatos mostram. Por mais primitivo ou supersticioso que o método possa parecer, não posso deixar de acreditar.” E, gradualmente, meu corpo foi melhorando. Maravilhada com o grande poder divino, acabei me convertendo em maio de 1947. Nessa altura, a ideia de que a doença era algo terrível já havia desaparecido completamente. A concepção mudou para a de que a doença é um processo de purificação, e passei a receber a purificação com gratidão. Chegando a este ponto, adquiri uma sensação absoluta de segurança em relação à doença e passei por uma grande transformação de cento e oitenta graus na minha visão da vida: da morte para a vida, das trevas para a luz, do Inferno para o Paraíso. Por que um poder e um ensinamento tão maravilhosos não são compreendidos pelas pessoas? Transmito essa emoção diretamente às pessoas do mundo, informando muitos que gemem na doença e, orando para que possam mergulhar na mesma emoção que eu, faço Johrei a muitas pessoas todos os dias. Depois disso, recebi purificações adequadas e fiquei de cama várias vezes, mas a cada vez me recuperava e, agora, quase não preciso mais ficar de cama. Não há nada melhor do que ter um corpo saudável.
Em outubro do ano em que me converti, minha irmã mais nova, então com 22 anos, veio chorando: no Hospital XX de Niigata, disseram-lhe que o pulmão direito estava apodrecido e o esquerdo também estava muito ruim; sua respiração parecia dolorosa. Naquele mesmo dia, pedi ajuda aos Ministros da igreja. Minha irmã, cujo pulmão direito o hospital dissera estar apodrecido, melhorava a cada dia. Em dezembro do mesmo ano, ela se converteu. Depois disso, purificou-se várias vezes, recuperando-se sempre, e em maio do ano seguinte começou a ajudar no Johrei.
O que teria acontecido se não houvesse o precioso ensinamento de que a doença é uma ação purificadora? Provavelmente, assim como minha mãe e meu irmão, eu não estaria viva agora, angustiada com médicos, remédios e nutrição.
Graças a este grande poder, fui salva com facilidade. Agora, junto com minha irmã, passamos dias saudáveis e alegres.
A mim, que recebi a sentença de morte e sou cheia de pecados, foi permitido ainda ajudar na nobre construção do Paraíso Terrestre. Agradeço do fundo do coração pela felicidade que experimento pela primeira vez desde que nasci neste mundo.
Meishu-Sama, muito obrigado, verdadeiramente. (Apresentado em 16 de agosto de 1951)
Salva à beira da extinção total da família devido à doença
Cidade de Miyakonojo, Distrito de Muta-cho, 13º Grupo, Província de Miyazaki
Igreja Média Nanko, Sei Kumahara (67)
Desde jovem, fui afeiçoada à fé budista, chegando a presidir um grupo de palestras do Dharma na região de Miyakonojo. Sempre que tinha tempo, visitava os templos e ouvia os sermões dos monges — esse era meu único prazer. Naquela época, éramos dez na família: meu filho mais velho, Sanemitsu; sua esposa, Kasumi; e sete netos. Sanemitsu, doente desde a infância, por volta de 1943 tornara-se um verdadeiro “armazém de doenças”. Apesar de todos os tratamentos, chegou a desenvolver tuberculose pulmonar. Kasumi cuidava dele com dedicação, na esperança de curá-lo o quanto antes, mas, por volta de janeiro de 1947, contraiu subitamente tuberculose pulmonar e, em menos de um mês, faleceu antes de Sanemitsu, sem que os cuidados surtissem efeito.
Em junho, Sanemitsu também faleceu, deixando sete filhos. Ao ver meus sete netos órfãos, eu, uma idosa de 63 anos, pensava no futuro e atravessei dias incontáveis de desespero. O neto mais novo, Masanobu, tinha apenas seis meses de idade; felizmente, a empregada, Sra. Kiko, criou-o como mãe substituta, e ele hoje é o mais saudável dos irmãos, já com seis anos. Mesmo idosa, criei coragem e, sentindo-me rejuvenescida, cuidei da família. Não tínhamos grandes dificuldades financeiras, mas o deus da doença visava nossa casa. Minha filha mais velha, Kayoko (21 anos), com a doença pulmonar herdada dos pais, não resistiu aos cuidados médicos e seguiu os pais, falecendo.
Não há duas casas que façam três funerais em um ano. Quando um morria, outro adoecia, e assim, morrendo. Minha terceira filha (8 anos) contraiu cárie óssea. Pedi licença de um ano na escola e, embora soubesse que tanto a fé quanto os remédios eram inúteis, continuei a levá-la ao médico, sem alternativa. A doença piorava a cada dia. Ao pensar que ela também morreria, quantas lágrimas de afeição derramei, dias e noites a fio! Foi então, em outubro de 1949, que a mão salvadora de Komyo-Nyorai, de grande compaixão, estendeu-se à nossa casa, que era um ninho do deus da doença. A alegria daquele dia não se pode expressar em palavras. O Sr. Anki Sunada, da cidade de Daimyo-cho, veio falar-nos sobre a Igreja Messiânica.
Ele também, na mesma época que minha neta Kayoko, recebera de um médico o diagnóstico de tuberculose pulmonar, com a sentença de que não viveria mais de um mês. No entanto, um mês depois de lhe dizerem que morreria, graças a Komyo-Nyorai, ele já conseguia andar. Disse-nos: “Isso foi graças ao Johrei duas vezes ao dia que recebi depois que minha mãe se converteu pela Sra. Masaru Kuroki, da Igreja Hinaya. Agora que posso andar, decidi me converter rapidamente e salvar os doentes de várias regiões. Recebi o Ohikari no Culto Regular do posto avançado de Kawaminami da Igreja Hinaya e é assim que estou salvando pessoas.” Ele nos contou toda a história. E continuou: “O ensinamento da Igreja Messiânica é que a prática vem antes das palavras. Portanto, permita-me fazer o Johrei como prática. Eu sou uma pessoa com uma experiência notável.” E começou a fazer Johrei no corpo de minha terceira filha, Junko, que estava deitada. Após cerca de quarenta minutos, as pernas dela, que não esticavam, esticaram-se bastante. Fiquei surpresa com o milagre e não conseguia fechar a boca de espanto.
Naquele momento, o Ministro disse: “Este é o benefício material imediato da Igreja Messiânica.” Algo surgiu silenciosamente em meu peito ao ver aquele grande benefício material. Pensei: “Se eu tivesse conhecido este ensinamento de salvação mais cedo, Sanemitsu, Kasumi e Kayoko não teriam morrido.” Lágrimas quentes e indescritíveis brotaram do fundo do meu peito. Quando contei isso ao Ministro, ele disse: “Por melhor que seja a coisa, é preciso que haja alguém para a divulgar para que se conheça. E assim aumentam os que se alegram. Qualquer um, ao colocar o Ohikari no peito e estender a mão, pode transformar a infelicidade em felicidade. Isto é, pode tornar-se um representante de Deus que dá a alegria da cura completa aos doentes e também a felicidade. Não é uma tarefa fácil que qualquer um pode fazer, sem causar dor e tornando a pessoa saudável? Pode ser falta de respeito diante dos senhores do grupo de palestras do Dharma, mas este ensinamento não é a verdadeira salvação?” Comovida até o fundo do coração com suas palavras sinceras, fiquei com o peito cheio. A Sra. Kiko recebeu o Ohikari do Presidente da Igreja Média Nanko, Professor Ozaki, em 18 de outubro de 1949, em Sando, fora da cidade.
A família tornou-se alegre. Junko também, com o Johrei de nós duas, melhorava a cada dia; hoje está muito saudável e frequenta a escola. Gratidão e comoção penetram em mim. Entronizamos Komyo-Nyorai imediatamente e, desde então, não usamos mais nenhum remédio. Parece que o deus da doença também se rendeu a Komyo-Nyorai: todos os membros da família vivem cheios de energia. Se não tivéssemos conhecido este precioso ensinamento de salvação, provavelmente teríamos chegado à extinção total da família.
Embora idosa, sinto-me rejuvenescida e ajudo no desenvolvimento do Caminho. A casa que construí em minha residência de aposentada foi cedida ao Professor Kuroki como Igreja Miyamaru-cho. Em 26 de abril do ano passado, com o trabalho do Presidente Ozaki, pudemos entronizar o Daikōmyō Nyorai. A Sra. Kiko foi incumbida de cuidar da igreja. Sob a orientação sincera do Professor Kuroki e de outros senhores Ministros, nós duas nos esforçamos para a construção do Paraíso Terrestre. (Apresentado em 5 de setembro de 1951)
Transformação da desgraça em felicidade
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Vila de Wano, Distrito de Nishikanbara, Província de Niigata
Igreja Média Koyo, Sakuichi Kawakami (32)
Transformação da desgraça em felicidade. Quando, em silêncio, fecho os olhos e recordo os últimos cinco anos, sinto profundamente essa emoção. Voltando o pensamento a maio de 1946, comecei indo ao médico, certo de que era um resfriado mal curado. Com o diagnóstico de pleurisia aguda, fiquei estupefato e fui lançado no fundo da tristeza e do desespero. Depois de mais de três meses de repouso absoluto, fiquei tão fraco que não conseguia ficar de pé. Com injeções e cuidados, porém, obtive uma melhora temporária. Mal pensei “Ufa!”, e o frio do inverno trouxe de volta o estado ligeiramente febril, dores no peito e outros desconfortos e ansiedades. Naquela época, eu acreditava piamente na medicina materialista como algo absoluto. Procurei faculdades de medicina, médicos famosos e remédios caros, mas acabei sendo submetido a uma cirurgia para raspar a pleura. O nome da doença era abscesso peripleural, semelhante à cárie óssea das costelas. Foi uma cirurgia de grande porte, que durou cinco horas; aquela dor deve ter sido a agonia da morte. O resultado de três meses de tratamento hospitalar foi apenas piora e fraqueza. O médico disse: “Não há mais remédios que funcionem. A única opção é tentar uma nova cirurgia, embora o risco seja três ou quatro vezes maior.” Soube que, mesmo se curasse, eu ficaria como um inválido, e que agora estava completamente abandonado. Foi a primeira vez que percebi a fragilidade dos remédios e da medicina, e pensei seriamente em suicídio.
Foi quando uma parente, a Sra. Mine Kawakami, ouvindo falar da nova cirurgia, me informou com entusiasmo sobre esta religião. Saí do hospital sem permissão, fui de carroça até o Centro de Ensino Maki e, ao ouvir cada palavra calma e transbordante de amor do Professor Yamazaki, decidi não voltar ao hospital.
Pensando bem, foi na última linha, num momento crítico, que recebi a oportunidade de salvação. A cirurgia havia sido adiada por conveniência do médico; se eu não tivesse fugido do hospital naquele dia, teria sido levado para a faculdade de medicina. Diante da grandeza da misteriosa providência de Deus, só me resta prostrar-me. Primeiro, minha mãe recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Enquanto ela ia à casa do Ministro, eu me dedicava ao Johrei.
Dois meses depois, recuperei-me o bastante para receber o curso (aula) de preparação para o Ohikari (kyoshu). Foi então que, como se esperasse o ganho de força física, a partir do inverno de 1948, entrei numa Repurificação em grande escala. Olhando agora, foi realmente uma eliminação ideal de toxinas; mas naquela época, pela fraqueza de vontade e pelo sofrimento, por mais que seja uma história temerária, várias vezes surgiram dúvidas em meu coração. A cada vez, graças à orientação dos senhores Ministros, finalmente, ainda que de forma imperfeita, cheguei à situação atual.
Era uma drenagem de pus que cobria todo o peito como um favo de mel. Usava algodão hidrófilo, gaze e até fraldas por cima, que ficavam encharcadas e precisavam ser trocadas duas ou três vezes por dia — ainda hoje restam pequenas marcas disso. Além disso, diarreia, umas dez vezes por dia; ia ao banheiro todos os dias, do verão até a primavera seguinte. Havia também catarro e tosse, em quantidade que exigia trocar o escarrador duas vezes ao dia, do outono até maio ou junho do ano seguinte. Nesse período, várias vezes surgiu sangue nas fezes e no catarro. Somavam-se estado ligeiramente febril, mal-estar, falta de apetite, dores abdominais, dores no peito e fraqueza. Era, literalmente, um inferno em vida, pode-se dizer. Como não consultava médicos, não havia nome para a doença, mas era como se tuberculose pulmonar, tuberculose intestinal e cárie óssea no peritônio tivessem surgido todas de uma vez. Esse sofrimento durou mais de um ano. Eu mesmo — e, claro, minha família e vizinhos — resignamo-nos, pensando que era o fim do meu destino.
Durante esse tempo, o Professor Shioya, que sempre me envolvia com um amor superior ao dos pais, mesmo quando eu me tornava pessimista e autodestrutivo, e que, diante de meu pai, que se opunha e fazia comentários sarcásticos, vinha fazer Johrei sem mostrar nenhum desagrado, encorajando-me, consolando-me e guiando-me pela mão — foi, sem dúvida, um emissário do Messias. Não há palavras para agradecer.
Minha gratidão à minha esposa, que, com o corpo cansado do trabalho, dedicou-se a cuidar de mim e a fazer Johrei, e nunca desistiu da minha vida até o fim. Não posso deixar de tremer diante da grandeza e da graça da providência de Deus, que salva alguém como eu, tão cheio de pecados.
Além disso, apesar da oposição de meu pai, pude entronizar Komyo-Nyorai e Byōbu Kannon (Kannon do biombo) sem problemas, e hoje recebi o Ohikari do poder purificador. Assim, a doença cármica que durou cinco anos começou a se recuperar como se uma camada de papel fino fosse sendo removida, junto com a primavera de 1950. Agora, estou me tornando mais saudável do que antes da doença. Meu coração se enche de esperança para a agricultura natural a partir da próxima primavera e para o serviço ao Caminho. A oportunidade que tive de me conectar com este Caminho foi, precisamente, intermediada pela doença. Se não tivesse tido essa conexão com esta religião, o que teria sido de mim? Foi uma encruzilhada do destino demasiado clara. Não só para mim, mas a infelicidade teria gerado mais infelicidade. A tragédia familiar, a infelicidade da esposa e dos filhos, só de imaginar, é algo profundo. Ao Messias, que transformou a desgraça em felicidade, verdadeiramente, muito obrigado.
Tuberculose pulmonar [de quatro anos] e doença gastrointestinal crônica melhoram repentinamente
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Vila de Kaku, Distrito de Oita, Província de Oita
Igreja Média Nyoirin, Masami Abe (27)
Em dezembro de 1947, fui diagnosticado com tuberculose pulmonar e recebi ordem de repouso. Logo depois, tive pneumonia aguda e, em seguida, pleurisia exsudativa. Como resultado do repouso contínuo, em setembro de 1948, finalmente me foi permitido começar a praticar exercícios de levantar e deitar. No entanto, no final de outubro, devido a um resfriado, piorei novamente. Depois disso, continuei em repouso absoluto por cerca de um ano. Em setembro de 1949, pude começar novamente os exercícios de levantar e deitar. Melhorei muito lentamente por cerca de seis meses, mas em março do ano passado, piorei novamente e recebi ordem de parar os exercícios. Seguindo esse curso comum a pacientes de tuberculose, meu corpo foi ficando cada vez mais fraco, e também fui atormentado mentalmente, minha energia vital só diminuía. Foi a partir dessa época que comecei a sentir profundamente na pele a pobreza da medicina.
A história remonta ainda mais. Eu, que era naturalmente frágil, desde a primavera dos meus 17 anos (1940), sofria de uma doença estomacal crônica extremamente maligna. Tentei vários métodos, como remédios, fontes termais e eletroterapia, mas nenhum teve efeito decisivo. Passei anos num estado de altos e baixos, com o corpo mole, a cabeça pesada, preguiça para o trabalho e, além disso, sentia que meu caráter estava se tornando sombrio. Foi nesse momento que a tuberculose pulmonar se manifestou, seguindo o curso descrito acima.
O repouso necessário para a tuberculose levou meu trato gastrointestinal, já extremamente desregulado, a uma fraqueza total. A partir da primavera do ano passado, minha força física diminuía aceleradamente. Pensava até no perigo de que a continuação do repouso levasse à morte por fraqueza devido à incapacidade de digestão. Além disso, disseram-me que, após a pleurisia exsudativa, não era possível fazer pneumotórax, e muito menos cirurgia. Senti que as opções médicas estavam quase todas bloqueadas. Pode-se dizer que minha constituição e condição rejeitaram todos os métodos convencionais da medicina. No entanto, não podia fazer nada por mim mesmo, e me encontrava num beco sem saída, passando dias de angústia. Mas o Deus misericordioso, compadecendo-se de mim que gemia em tal estado, estendeu sua mão salvadora diante de mim no início de maio.
O pai de meu conhecido, Atsushi Himeno, veio me visitar e me falou que todas as doenças podiam ser salvas pelo poder de Komyo-Nyorai, que Atsushi também havia sido salvo da tuberculose, e me aconselhou a tentar, citando outros exemplos. No entanto, como era algo fora do senso comum, pensei o que todos pensam no início e não prestei muita atenção. Cerca de um mês depois, o próprio Atsushi veio e me explicou detalhadamente como havia sido salvo e como estava agora.
Eu sabia muito bem, por experiência própria, que os remédios não funcionavam, e sempre estive disposto a parar de tomá-los. Assim, embora seja uma falta de respeito, decidi tentar e, no início de julho, comecei a receber Johrei de Atsushi. No entanto, o surpreendente é que, mesmo sendo o auge do verão, a época mais difícil para mim todos os anos, minha cor e minha carne melhoraram. Com isso, meu humor ficou mais leve, minha força aumentou e pude facilmente prolongar o tempo de levantar. Ao experimentar o grande poder do Johrei, surgiu em mim a confiança de que eu seria salvo por mim mesmo e uma gratidão infinita. Finalmente, converti-me em 20 de agosto e, em 5 de setembro, pude ir de bicicleta até a casa de Atsushi para a cerimônia de entronização, numa estrada de cerca de um ri, com subidas e descidas. Naquele momento, senti uma alegria muito complexa, impossível de expressar em palavras.
Depois disso, recebendo purificações leves na forma de diarreia, resfriados, etc., recuperei minha saúde de forma realmente rápida e surpreendente. Apenas cinquenta dias após o primeiro dia em que saí de bicicleta, e cerca de quatro meses após começar a receber Johrei, aquela fraqueza estava quase toda recuperada. As restrições alimentares foram sendo removidas uma a uma, e eu podia comer com prazer. Estou cheio de alegria por poder ser completamente salvo dos dez anos de vida de enfermo.
Pela minha experiência passada, nunca imaginei que uma doença crônica pudesse ser tratada a uma velocidade tão maravilhosa. Por isso, ofereço minha sincera gratidão à infinita compaixão de Deus, ao Seu grande poder, à preciosidade de Meishu-Sama e à virtude de todos os senhores mestres que me guiaram. Além disso, meu desejo é que, mesmo com minhas poucas forças, possa ajudar os senhores mestres para que as pessoas que gemem na dor de doenças graves ou que, tendo perdido a luz, carregam angústias na vida, possam, o mais rápido possível e em maior número, banhar-se na luz divina de Deus.
Muito obrigado.
Cura completa da tuberculose pulmonar em um mês
'Terapia Revolucionária para a Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Fukuoka, Prefeitura de Fukuoka, Cidade de Moji, Oura Kitagata-machi, 5-chome
Igreja Média Meirin, Minoe Furuta (31 anos)
Converti-me em 17 de outubro de 1950. Desde a infância, nunca havia adoecido muito e, após me formar na escola, trabalhei em uma empresa. Em março do ano passado, ao fazer o check-up médico periódico da empresa, fui alertada de que meus pulmões estavam bastante fracos e que eu não deveria fazer esforços excessivos. A partir de então, meu corpo começou a se sentir diferente do normal, com uma sensação geral de cansaço, perda de apetite, e surgiram sintomas como tosse, dor no peito e febre baixa. Convencida de que era o estágio inicial da tuberculose, fiquei desanimada. Posteriormente, em outro dia, fiz um exame e, após uma radiografia, o médico me informou que o pulmão direito já estava dois terços comprometido, e que eu precisaria de repouso absoluto e de um pneumotórax artificial. Naquele momento, senti como se o mundo de repente tivesse escurecido.
Continuei com a terapia do pneumotórax, mas a área onde o ar foi injetado doía como se uma agulha estivesse sendo cravada o tempo todo, e meu corpo foi ficando cada vez mais rígido. Houve ocasiões em que fiquei quatro ou cinco dias sem conseguir me virar na cama. Para escapar desse sofrimento, tentei várias terapias, mas não encontrei nenhuma que me desse segurança; pelo contrário, a doença só piorava.
Passei vários dias com uma sensação sombria e solitária, sem esperança de cura completa. Decidi que, ao menos, gostaria de ser salva do sofrimento mental através da proteção dos deuses e budas. Por acaso, um conhecido meu era membro da Igreja Messiânica e, ao ouvir sobre meu estado, contou-me várias coisas sobre o Caminho e gentilmente me incentivou. Imediatamente, fui ao templo de Oura e, ao receber o Johrei, a dor no peito que eu sentia até então desapareceu de uma vez, e meu corpo ficou mais leve. A partir de então, a cada vez que recebia o Johrei, melhorava. Após vinte dias, minha pele e minha aparência melhoraram, e não sentia mais dor, por mais que me movimentasse.
No hospital, a cada consulta semanal, diziam que eu estava melhorando. Qual não era minha alegria a cada vez? Como meu corpo havia voltado ao normal, pedi permissão ao hospital para voltar ao trabalho, mas eles disseram que, como muitas pessoas com esta doença pioram e poucas se curam, e mesmo que se curem temporariamente, há risco de recaída, e que não é uma doença que se cure em um ou dois meses, então eu deveria descansar por um ano. Eles não me deram permissão facilmente. Fui ao templo e consultei os senhores mestres, que me disseram que, se eu orasse bem a Deus, Ele certamente faria o melhor para mim.
Então, orei fervorosamente a Meishu-Sama e, uma semana depois, quando fui ao consultório, sem mais nem menos, recebi permissão. Agora podia trabalhar com meus amigos da empresa como antes. Que alegria! Tudo isso graças a Deus, e meu coração está cheio de gratidão. Um mês depois, a radiografia mostrou que as manchas nos pulmões haviam desaparecido e eu havia recuperado a saúde como antes. Passou-se apenas um mês desde a minha conversão, e ao refletir sobre este mês, sinto uma emoção indescritível.
Sob a proteção divina de Meishu-Sama, seguindo Seus ensinamentos e guiada pelos senhores mestres, pude trilhar o caminho correto passo a passo. Por isso, expresso minha mais profunda e sincera gratidão.
A partir de agora, desejo retribuir, ainda que seja uma mínima parte, a graça recebida de Meishu-Sama e, ao mesmo tempo, compartilhar a alegria da cura completa com outras pessoas infelizes, como eu. Estou decidida a me dedicar cada vez mais ao Caminho. Muito obrigada.
(Submetido em 27 de setembro de 1951)
Salva de tuberculose grave com repetidas hemoptises maciças
Kagoshima, Prefeitura de Kagoshima, Distrito de Kawanabe, Cidade de Kaseda, Uchiyama 11-698
Igreja Média Nanko, Sato Tanaka (51 anos)
Graças à imensa graça de Daikōmyō Nyorai, tive a honra de ter minha vida, que estava em perigo, salva. Muito obrigada. Atrasada, mas pego na pena para relatar a proteção divina que recebi.
Por volta de agosto de 1946, comecei a me sentir cansada, suava à noite, não tinha apetite e não conseguia me dedicar ao trabalho diário. Preocupada, fui a um hospital e consultei um médico. Recebi o diagnóstico temível e detestável de infiltração pulmonar, e fiquei realmente desesperada e desanimada. A partir de então, continuei por cerca de cinco anos, com todo o empenho, não apenas com medicamentos, mas também com tratamentos populares. Graças a isso, melhorei muito e, inicialmente, pude me dedicar gradualmente ao trabalho agrícola. Depois, por cerca de um ano, consegui trabalhar com esforço.
No entanto, essa alegria foi passageira. Por um descuido, no início de fevereiro do ano retrasado, peguei um resfriado, e isso fez com que meu corpo voltasse ao estado anterior. Assim, fiquei de cama, e às vezes me sentia tonta. Como estava melhorando gradualmente, fui assistir ao festival de esportes de outono em 3 de novembro do ano passado. À tarde, comecei a me sentir mal, diferente do normal, e voltei para casa e fui para a cama. Acho que era por volta das nove horas da noite. Tive minha primeira hemoptise, algo que nunca tinha visto ou experimentado antes. Depois disso, tive várias hemoptises maciças assustadoras.
A partir de então, minha cabeça permanecia pesada, a ponto de não conseguir me levantar, e fiquei de cama por quase dois meses. Hoje em dia, na sociedade, se alguém com tuberculose apresenta uma hemoptise, trata-se de algo muito grave. E eu, naquela época, estava verdadeiramente preocupada. No entanto, nada podia ser feito, e continuei recorrendo apenas às terapias sintomáticas disponíveis naquele tempo. Além disso, em casa, minha família e eu não tínhamos filhos abençoados e, à medida que a doença se agravava, eu sentia cada vez mais a profundidade do meu innen, sem qualquer alegria ou esperança. Tudo neste mundo me parecia escuridão, e não havia um único raio de luz no futuro.
Passava os dias no desespero. Foi quando um conhecido meu, vindo de Miyazaki a Kagoshima e fazendo proselitismo na cidade, encontrou-se por acaso com o Mestre Masayoshi Tanaka. Ele ouviu várias coisas sobre o Caminho e também contou sobre o progresso da minha doença na época. Depois, fez o pedido em meu nome. Apesar de estar ocupado com a salvação de muitos, o Mestre, mesmo de longe, veio inesperadamente à minha casa em 20 de dezembro do ano passado e explicou-me com muita gentileza a causa da doença e o princípio do Johrei. Além disso, disse: 'Na Igreja Messiânica, ao contrário das religiões que existem até hoje, não é necessário que acreditemos uns nos outros.
Também não importa o quanto você duvide. Por mais que ouça sermões maravilhosos, se a sua doença atual não for curada e você não ficar bem, de que adianta? No entanto, na nossa Igreja Messiânica, é como eu disse. Basta estender a mão assim (fazendo o gesto do Johrei) para você melhorar. Não é 'prova acima de argumentos'? Nós somos coerentes entre o que dizemos e o que fazemos. Por mais que eu fale com lágrimas, vocês, que são novos, não entenderão. De qualquer forma, receba o Johrei e veja. Essa é a maneira mais rápida de entender.' Apesar de o Mestre dizer isso, como nesta região, por gerações, seguimos exclusivamente o Jodo Shinshu, mesmo ouvindo as palavras do Ministro, eu não conseguia deixar de duvidar.
Pensava se não seria uma espécie de feitiço (estender a mão) ou uma oração. Se fosse, seria uma falta de respeito com Buda (no Jodo Shinshu, feitiços e orações são considerados esforço próprio e não são permitidos). Eu estava realmente confusa. No entanto, fui tocada pelas palavras sinceras do Mestre e, finalmente, decidi tentar receber o Johrei. Com metade da fé e metade da dúvida, recebi o Johrei. Com apenas uma sessão de Johrei, minha cabeça ficou leve e a dor no peito diminuiu. Depois, continuei recebendo o Johrei por mais duas ou três vezes. Minha cabeça, que estava tão pesada que não conseguia levantar, ficou completamente leve, a dor no peito quase desapareceu, e a sensação de opressão também se dissipou, tornando-me muito mais alegre.
Além disso, eu estava com insônia havia cerca de um ano, mas desde a primeira noite comecei a dormir profundamente. A alegria daquele momento é algo que não pode ser expresso em palavras. Apeguei-me a Komyo-Nyorai e abandonei todas as terapias sintomáticas que havia feito até então. Foi uma mudança completa de cento e oitenta graus. Apeguei-me exclusivamente a Daikōmyō Nyorai e, ao receber o Johrei diariamente, melhorei a cada dia. A alegria de ser salva tanto no corpo quanto no espírito, a gratidão imensa e a admiração pelo grande poder de Daikōmyō Nyorai são tudo o que sinto. Mesmo eu, pecadora, tive a honra de receber a proteção divina.
Em 15 de fevereiro deste ano, ouvi várias palavras preciosas do Mestre Kuroki, de Miyazaki, e tive a honra de me converter ao Caminho. Em abril, também recebi Byōbu Kannon e a coloquei em meu altar, recebendo a proteção divina diariamente. Olhando para o passado, eu, que não conseguia nem me levantar da cama, graças às preciosas Graças Divinas de Meishu-Sama e à proteção divina vasta e ilimitada de Daikōmyō Nyorai, pude, desde a conversão, sair da cama, ir para fora de casa e até mesmo fazer trabalhos de limpeza. No final de março, pude ir a um lugar a mais de quatro quilômetros de minha casa, atravessando a montanha por ladeiras íngremes, para servir ao Caminho na aldeia vizinha.
Além disso, em 28 de abril, quando o presidente da igreja, Sr. Ozaki, veio de Beppu a Kagoshima e houve uma cerimônia no escritório de Tabuse, caminhei os doze quilômetros da estação de Tabuse até lá para fazer a peregrinação. Naquele dia, por azar, começou a chover no meio do caminho, e eu não tinha guarda-chuva; a estrada estava ruim, e fui descalço por um atalho ao longo de um riacho. Subi e desci colinas que até pessoas saudáveis acham cansativas, por três ou quatro horas, sem descansar uma vez, e consegui fazer a peregrinação em segurança. E, apesar de ter caminhado sem parar por um caminho difícil, não senti nenhuma mudança no corpo ou no espírito; estava bem disposta. Tudo isso parece um sonho.
Naquela época, as pessoas diziam que eu estava prestes a morrer, mas recentemente, ao me ver cada vez mais saudável, todos ficam surpresos.
Desde a conversão, não fiquei um único dia de cama e recupero minhas forças a cada dia. Se isso não é proteção divina, o que é? Realmente, não há palavras para expressar. Sinto apenas gratidão, algo que brota do peito.
Meishu-Sama, muito obrigada.
(Submetido em 27 de setembro de 1951)
Como a tuberculose pulmonar foi assim salva [Até ser salva]
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Miyazaki, Prefeitura de Miyazaki, Cidade de Nobeoka, Totoro Sanbashi-dori
Igreja Grande Kōhō, Sagami Yamashita (38 anos)
Expresso minha gratidão pela alegria de ter me convertido junto com a cura completa da doença pulmonar em 1950.
Recordando, em agosto de 1949, fui ao Hospital Hayashi em Totoro devido a uma leve dor lombar. Com uma injeção, melhorei imediatamente, e o médico disse que, se o medicamento fez tanto efeito, talvez fosse reumatismo. No inverno, a dor voltou, e tomei injeções, mas não sarou. Como tive pleurisia nove anos antes, após o parto, fiquei preocupada e fiz uma radiografia. Disseram-me: 'Sua vida não duraria mais três anos. Você veio na hora certa. Repouse imediatamente e faça uma dieta alimentar.' Fiz três pneumotóraxes no pulmão esquerdo, mas a ansiedade aumentou. O médico disse que precisávamos proteger o pulmão direito, e fiz outro pneumotórax no pulmão direito. Continuei fazendo, totalizando cinquenta e três vezes, mas sem nenhum efeito. Quanto mais eu queria ficar boa logo, mais passava dias tristes e deprimentes. Meu irmão mais novo também estava hospitalizado com tuberculose e, cada vez que via uma carta dele dizendo 'se eu pudesse fazer um pneumotórax, seria feliz', pensava: 'Ah, será que isso está certo?'
No início de setembro, um jovem veio vender jornais. Até então, eu não sabia que tipo de religião era a Igreja Messiânica Mundial. Pensei em ler para me distrair e comprei o jornal. Li os relatos de experiências de cura completa. Mesmo sem entender, fui à igreja filial de Nobeoka. Com dúvidas, recebi o Johrei, algo que nunca tinha visto ou ouvido antes. A tensão nos ombros desapareceu, meu ânimo melhorou, e no dia seguinte também pude ir ao templo. Senti que era uma espécie de arranjo divino. Meu irmão mais novo me escreveu: 'Não se deixe enganar por religiões malignas e supersticiosas. Nesta época de avanço da ciência moderna, não é possível que uma doença se cure com religião.'
Meu marido dizia: 'Você não ouve nada do que eu digo.' Meus pais chegaram a falar em me levar de volta para a casa da família. Com a oposição de todos ao redor, meu coração não se acalmava. Fui ao hospital, e o médico disse: 'Você deve estar com falta de ar.' Não havia outras anormalidades, mas a ansiedade não parava. Fiz uma radiografia, e disseram que o pulmão direito estava ruim. Quando perguntei se antes não tinham dito que o esquerdo estava ruim, o médico apenas disse 'É mesmo?' e ficou por isso. Não se podia confiar nem nas palavras do médico. Apesar de dizerem que a ciência está avançando, como pode haver um erro desses?
Com ansiedade e antipatia, finalmente entendi que, graças ao Johrei, eu havia melhorado tanto. Depois disso, recebi visitas e melhorei cada vez mais. Após receber o que chamam de curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) por apenas três dias, entendi que tanto eu quanto os outros pudemos receber o poder divino. Agora, meu marido confia tanto que até diz: 'Diga ao seu irmão mais novo para receber o Johrei também.' Hoje, mesmo viajando, não sinto nada. Ao ver os produtos do método da agricultura natural e cultivá-los eu mesma, não posso deixar de agradecer ao poder verdadeiramente vasto e ilimitado de Deus. Muito obrigada.
Recordando a época em que estava de cama [o tempo]
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Ehime, Prefeitura de Ehime, Distrito de Kamifukuroku, Vila de Futani-mine, Reihou
Igreja Média Seirei, Yasue Nishioka (20 anos)
Naquela época tranquila de outono, quando o canto das toutinegras ecoava por estas montanhas e aquelas, recordando os dias passados em que chorei deitada no leito de doença, sou tomada apenas por lágrimas de gratidão por este corpo que foi salvo.
Recordando aquela época, é assustador.
'Eu, que vaguei sem cajado na estrada escura'
Exatamente como este hino de louvor, ao pensar em como passei aqueles longos anos de sofrimento, sinto nostalgia. Recordando, em julho de 1948, eu, que cuidava de minha mãe doente dia e noite, comecei a sentir um cansaço anormal à medida que ela se recuperava, e à tarde passava a ter febre baixa. Até então, eu acreditava na medicina materialista e, com uma espécie de medo, fui ao centro de saúde. O resultado da radiografia mostrou que havia leves nuvens espirituais no peito, e me disseram para ter repouso absoluto. Ah, aquela palavra! Embora eu tivesse consciência de que poderia ser, o golpe foi tão forte que a escuridão tomou conta dos meus olhos.
A partir daquele dia, continuei com todos os cuidados possíveis, desde todos os tipos de nutrientes até moxabustão, aquela injeção, este medicamento. Três meses, seis meses se passaram, e o sofrimento só aumentava. Finalmente, não sei por que, dezenas de vezes por dia, sentia um calor como se tivesse saltado para dentro de um incêndio na parte superior do corpo. À medida que esse sofrimento físico aumentava, não havia como lidar com meu coração que afundava em um abismo sem fundo. Quanto ao médico, ele sempre dizia a mesma coisa: 'Já deveria estar curada.' Mas, se estivesse curada, por que eu sofreria tanto?
Finalmente, perdi a confiança no médico em quem confiava e fui tomada por uma solidão infinita. Quando pensei 'será que isso vai durar para sempre?', meu coração, com o corpo doente, estava triste e solitário, e as lágrimas não paravam. Em meio a uma solidão indescritível, orava com todo o coração aos deuses e budas, sem rumo. Ah, o estado de espírito daquela época. Eu queria, de qualquer forma, ficar boa novamente. Como poderia morrer em vão sem ter feito nada de útil até agora? Queria, ao menos uma vez, ter um corpo saudável, tornar-me uma pessoa de coração belo e, para minha mãe e irmã, que tanto se sacrificaram, e para as pessoas que sofrem, fazer qualquer coisa para ser útil, nem que fosse um pouco.
Eu pensava, dia após dia, com toda a minha alma: 'Preciso ficar boa, senão não valeu a pena ter nascido neste mundo.' E molhava o travesseiro com lágrimas, com o corpo que não me obedecia. No meio disso, meu desejo foi atendido. Deus ainda não me havia abandonado e estendeu Sua mão de amor e compaixão. Ouvi palavras cheias de amor caloroso do Sr. Nishida, membro da Igreja Messiânica da mesma aldeia, e do Mestre Nomura, amigo da aldeia vizinha. Fiquei maravilhada com o grande poder do grande Komyo-Nyorai. No início, tive dúvidas, mas abandonei todos os medicamentos e comecei a receber o Johrei.
Depois, por dois ou três meses, fui gentilmente cuidada. As nuvens escuras do meu coração se dissiparam gradualmente, enchendo-me de gratidão e admiração, e meu corpo melhorava a cada dia.
Foi no final de setembro, quando tive a honra de ir à casa do Sr. Kiriguchi e inclinar minha cabeça diante do grande Komyo-Nyorai. A alegria indescritível que senti! A partir de então, recebi Johrei por dez dias e fiquei visivelmente mais forte. Não esquecerei: 5 de outubro de 1949. Como uma grande virada do destino, tive a honra de receber o precioso Ohikari. A partir daquele dia, a cada dia que passava, tornava-me diferente de uma pessoa saudável. Ao recordar os dias de vida no hospital, sou tomada por lágrimas de tanta gratidão.
Agora, minha mãe e minha irmã também se converteram, e nossos corações se tornaram como o céu de outono, límpido e sereno. Ardendo de esperança brilhante, desejo retribuir, ainda que seja uma mínima parte, a imensa graça deste vasto e ilimitado grande Komyo-Nyorai. Oro do fundo do coração para que o maior número possível de pessoas que sofrem e se angustiam no mundo seja salvo. Desejo, com todo o empenho, ajudar na obra divina da construção do Paraíso Terrestre.
Meishu-Sama, muito obrigada. Estas lágrimas de gratidão, que não podem ser expressas em palavras, relato com este texto tosco.
Eu, em Repouso Absoluto, Agora com Alegria no Trabalho
Hyogo, Prefeitura de Hyogo, Cidade de Nishinomiya, Otani-cho, Ferrovia Kanhai No. 23
Igreja Média Shinsei, Itsuo Chimura (37 anos)
Apresento respeitosamente meu relatório de agradecimento pela proteção divina. No início de fevereiro de 1949, fui diagnosticado com infiltração pulmonar no pulmão direito, e o médico disse que seria difícil a cura completa em menos de um ano e meio. Tirei uma licença do trabalho e estava em repouso absoluto em casa, como me foi ordenado. Durante esse período, fiz terapia de pneumotórax e, de vez em quando, injeções de vitaminas. No entanto, a febre não baixava, oscilando entre 37 e 38 ou 39 graus. Novembro passou, e logo era dezembro. Dia após dia, olhando para o teto, precisava me alimentar com um salário magro. Com a aproximação do Ano Novo, uma família de seis pessoas, e a ansiedade de ter que ficar de cama, minha vida era inteiramente de doença, pobreza e conflito. Em meados de dezembro, um conhecido (não convertido) que veio me visitar me incentivou, dizendo: "Há uma fé em que, estendendo a mão, a doença se cura." Não entendi nada do que se tratava, mas também tive um vislumbre de esperança, pensando "quem sabe". Como diz o ditado "um afogado se agarra a um fio de palha", no dia 20 de dezembro, pedi ao membro Fujiwara que viesse. No entanto, ao ver pela primeira vez o gesto de estender a mão, fiquei entre a dúvida e a admiração, pensando se uma doença poderia ser curada com algo assim. Olhando agora, penso em como fui ingrato, e peço profundas desculpas.
Vendo o Sr. Fujiwara, que me aplicava o Johrei e que, tendo sido curado de infiltração pulmonar em ambos os pulmões, às vezes trabalhava na agricultura, pensei que certamente seria curado por esta fé. Todos os dias, recebia o Johrei.
No entanto, como meu caminho de fé era recente, não conseguia lidar com meus sentimentos de meia-fé e meia-dúvida. Uma vez por semana, ou a cada dez dias, recebia o pneumotórax e também o Johrei.
Naquela época, é verdade que estava completamente perdido em dúvidas. Eram dois caminhos: seguir adiante no caminho da fé absoluta ou continuar com o tratamento médico. No entanto, sem que eu percebesse, a febre baixou, meu corpo ficou mais leve e, ao ouvir as palestras sobre o Caminho, o termômetro se tornou desnecessário. Mas até meados de janeiro, ainda havia feito quinze pneumotóraxes. Finalmente, a partir do final de janeiro, firmei uma convicção inabalável e me agarrei completamente a este Caminho. Passei a receber a orientação da Mestra Akiko Kenmi, da filial Shinnozuka. Em 12 de fevereiro, recebi o Ohikari do mestre Shibui, da então Igreja Grande Shinsei, e dei o primeiro passo na conversão.
Como purificação durante o recebimento do Johrei, tive uma diarreia que começou à noite e durou até a manhã seguinte, totalizando exatamente dez evacuações. A purificação de gases e a purificação de catarro, que me surpreenderam, continuaram por um longo tempo.
No entanto, mesmo depois de me agarrar a este Caminho, por questões de trabalho, eu precisava de um atestado médico para justificar minha ausência. Por isso, consultava um médico a cada dez dias. Como parei o pneumotórax no meio do tratamento, o médico ficou de mau humor e me repreendeu severamente várias vezes, dizendo: "Como você vai curar a doença se não continuar com o pneumotórax?" No final, ele desistiu de mim, talvez pensando "que seja o que Deus quiser", e parou de falar muito. No final de fevereiro, fiz uma fluoroscopia e me disseram que "havia água na pleura". Disseram que "da próxima vez que você vier, teremos que drenar a água". A preocupação aumentou. Preocupado com como essa água poderia ser eliminada, voltei do hospital. Imediatamente, consultei a Mestra Kenmi, que disse casualmente: "A água na pleura, se você continuar recebendo Johrei, sairá como suor noturno ou urina, não se preocupe."
Acreditei em suas palavras e continuei recebendo Johrei diariamente. No décimo dia, fui ao hospital e tive que fazer outra fluoroscopia. Com o coração ansioso, chegou minha vez. Na sala escura, após dez ou vinte segundos, o médico disse "Oh!" e perguntou meu nome duas vezes. "Não tem água. O que aconteceu?", disse o médico, surpreso. Mas minha surpresa foi muito maior que a do médico. Senti uma alegria imensa e incontrolável. Pude experimentar em meu próprio corpo a gratidão do grande Johrei, que eu conhecia pela primeira vez.
Finalmente, no final de março, tive a honra de entronizar Byōbu Kannon (Kannon do biombo). Logo depois, minha esposa também recebeu o Ohikari, e nos tornamos uma família de Luz. O tempo voa como uma flecha. Logo ouvimos o som de maio. No início de junho, com as folhas verdes e novas, fiz uma radiografia e, para minha surpresa, descobri que havia atingido o estágio de cura completa. Quando o médico disse: "Você pode voltar ao trabalho a partir de amanhã", fiquei realmente surpreso. Agradeci pela proteção de Meishu-Sama, que me permitiu curar tão rapidamente. A orientação, que superou até mesmo o carinho de um parente, do Mestre Hayakawa, da Mestra Kenmi, do Sr. Fujiwara, do Sr. Nishiyama, etc., ficou gravada em mim. Foi um dia de memórias inesquecíveis para toda a vida.
E, em 30 de julho, tive a honra de entronizar Komyo-Nyorai. Recordando a época em que caí doente, minha casa nunca ficava sem medicamentos. Agora, como um sonho distante, minha família de seis pessoas passa dois anos sem medicamentos, sem preocupações diárias. Além disso, se não tivesse conhecido este grande poder de salvação naquela época, o que teria sido de mim? Entre o sofrimento e a vida ou a morte, o que teria acontecido?
Ao pensar nisso, sinto a imensa gratidão de poder divulgar este Johrei grandioso a todos aqueles que sofrem com todo tipo de doença e sofrimento, e oro para que o mundo sem doença, pobreza e conflito proclamado por Meishu-Sama, ou seja, o Paraíso Terrestre, se realize o mais breve possível. Ao mesmo tempo, considero a mais suprema honra poder ajudar, ainda que numa mínima parte, nesta grandiosa obra divina, e por isso me dedico com esforço.
Sem a salvação de Kannon, eu agora estaria a sofrer eternamente num pântano sem fundo.
Meishu-Sama, muito obrigado. Embora este texto seja imperfeito, apresento aqui a minha sincera gratidão. (Apresentado em 7 de janeiro de 1952)
A Alegria da Cura Completa de uma Infiltração Pulmonar — A Medicina Cria Doentes
Endereço: Koazumi, Kofuji-mura, Ono-gun, Prefeitura de Oita
Igreja: Igreja Média Nyoirin
Nome: Kazue Sannomiya (19)
Lembro-me bem, foi em 7 de agosto de 1950. Na época, eu trabalhava nos Correios e, para ingressar no Instituto de Pesquisas Postais de Fukuoka, fui ao Hospital Ogata fazer um exame de saúde. O vice-diretor do hospital, olhando a radiografia, disse: "Há algumas nuvens espirituais. Você precisa se internar. A velocidade de hemossedimentação também está em 21 mm." Eu não entendi nada e perguntei: "Doutor, estou doente?" Ele respondeu: "Está um pouco mal. Leve esta carta para o seu chefe de agência. Desista de ir ao instituto de pesquisas desta vez." Fiquei ainda mais ansioso. "Mas até outro dia eu estava bem...", pensei, enquanto voltava à agência com a carta.
Mostrei-a ao chefe, que disse: "Está escrito 'infiltração pulmonar'. Internação imediata." Desde pequeno eu era fraco, mas não sabia o que era uma doença como infiltração pulmonar. No dia seguinte, tirei licença do trabalho e internei-me em 11 de agosto. Internado, como não tinha sintoma algum, achei tolice ficar de cama e ia brincar em outros quartos. Cerca de uma semana depois, ouvi de um companheiro de enfermaria: "Infiltração pulmonar é doença do pulmão." Fiquei chocado, senti como se escurecesse diante dos meus olhos. A partir daquele dia, passei a repousar em silêncio. Umas vinte dias depois, o médico disse que eu já estava me recuperando aos poucos.
Na época, tomava o medicamento Conteben. O médico não me aplicava injeção alguma durante a internação. Um companheiro de enfermaria disse que, para doença pulmonar, bastava tomar micina. Como eu acreditava que as doenças se curavam com remédios, pedi: "Doutor, aplique-me micina." O médico respondeu: "Já que você pede..." e aplicou cinco doses. Acreditei que minha doença estava curada e fiquei tranquilo. Assim, no dia 10 de outubro, falei com o médico sobre a alta. Ele disse que, em casa, repousando, era a mesma coisa, e me deu alta. Depois da alta, além de ter me divertido, pensei que, já que tinha tomado micina, estava curado.
Fiquei em casa cerca de um mês e, em 20 de novembro, voltei ao trabalho. Após uns vinte dias de trabalho, a doença recidivou. Desta vez, disseram-me: "Você precisa de um ano de repouso absoluto." Fiquei ainda mais assustado; meus sonhos e esperanças para o futuro se desvaneceram, tudo se tornou trevas.
E assim começou novamente a vida no leito de doença. Em março de 1951, uma vizinha, a Sra. Masako Hashimoto, membro da Igreja Messiânica, falou-me sobre a Igreja Messiânica. Na época, pensei: "Será que algo assim pode curar a tuberculose, que nem a ciência consegue resolver?" e duvidei completamente. Mas, a partir de 1º de março, comecei a receber Johrei da Sra. Hashimoto. No início, não dava importância, mas, ao perceber que meu corpo se fortalecia dia após dia, a dúvida desapareceu. Todos os dias, recebia o Johrei com alegria e esperança, e em julho também me converti.
Em 4 de dezembro, fui ao mesmo hospital e tirei outra radiografia. As nuvens espirituais haviam desaparecido completamente, a velocidade de hemossedimentação estava normal, como a de um corpo saudável. A alegria que senti quando o vice-diretor me entregou o atestado de cura completa! Como posso descrevê-la? Era uma alegria tão grande que meu peito transbordava, como se eu quisesse pular e dançar. Alguns dias depois, voltei a trabalhar nos Correios e, até hoje, não tenho anormalidade alguma; trabalho todos os dias com saúde e alegria.
Devo isso a quem, senão a Komyo-Nyorai? A alegria de ter saído de uma vida de trevas sem esperança para um mundo de luz é algo que hoje me enche de gratidão. Esta minha vida de luz também se deve a Meishu-Sama e a todos os senhores mestres que me orientaram.
Apresento aqui os meus mais profundos e sinceros agradecimentos. (Apresentado em 1º de janeiro de 1952)
Uma Infiltração Pulmonar de Um Ano Levanta-se ao Terceiro Dia
Endereço: Ookura, Miyata-machi, Kurate-gun, Prefeitura de Fukuoka
Igreja: Igreja Média Meirin
Nome: Chizuko Kobayashi (18)
Na primavera de 1949, ao me formar na querida escola feminina, cheia de memórias, meu peito pulsava de juventude, ardia de ideais, e meu corpo era a própria saúde. Os dias que se seguiram foram todos alegres. Durante um ano, aprendi costura japonesa e, depois, passei a ter aulas de costura ocidental. Cerca de seis meses mais tarde, meus ombros começaram a ficar tensos e minha condição física foi piorando aos poucos. A princípio, pensei que fosse apenas um resfriado e não dei muita importância. Mas não melhorava. Ao ser examinada por um médico, recebi a advertência: "Seus pulmões estão um pouco comprometidos. Tenha cuidado." Parei as aulas de costura e fiquei em casa, sem fazer nada. No entanto, meu corpo continuava sem melhorar. No início de outubro do ano passado, fiz uma radiografia no centro de saúde e mandei verificar a velocidade de hemossedimentação. Disseram-me: "A doença progrediu para uma infiltração pulmonar." E fui condenada ao repouso absoluto. Como me senti naquele momento? Foi como se tivesse sido atirada ao fundo do Inferno; tudo diante de mim tremeu e se tornou trevas. A partir de então, fiquei completamente de cama. Tive febre, tosse, causei imensa preocupação aos meus pais e, eu mesma, naquela cama escura como o Inferno, vivia dias solitários, pensando quando poderia escapar deste demônio da doença.
Durante esse período, um ano e um mês, tomei injeções de cálcio, vitaminas A, B, C e várias outras, e também tomei seis caixas de 200 comprimidos de PAS. Nos primeiros vinte dias, sentia-me relativamente bem e às vezes me levantava; depois, porém, piorei novamente. Em meio ao sofrimento, ouvi dizer que a moxabustão era muito boa. Experimentei-a por cerca de um mês, mas só sentia calor; a doença não melhorava. Minha tez estava péssima, eu parecia um fantasma, e meu corpo, como o de um porco, só engordava. Foi nessa época que minha tia, que mora na cidade de Moji, foi salva por este Caminho. Como sua saúde, que não era boa, se recuperou completamente, ela me aconselhou a receber o Johrei.
Assim, pedi ao Sr. Honda, da Igreja de Ozato, em Moji, que se desse ao trabalho de vir, e comecei a receber o Johrei. No início, quando recebia o Johrei, o mestre apenas mantinha a mão erguida, o que me parecia algo frágil.
Mas, ao ouvir suas explicações, comecei a sentir que certamente seria salva. Ele disse que um grande nódulo que se formara em meu ombro era um acúmulo de toxinas e aplicou o Johrei especialmente naquela área. Naquela noite, não consegui dormir nada; levantei-me cinco ou seis vezes para urinar, o que foi realmente incômodo. Na manhã seguinte, apesar da noite mal dormida, meu corpo amanheceu leve e revigorado. Pedi novamente o Johrei ao mestre. Que milagre! O que seria isso, senão um milagre? O nódulo no ombro, que estava perfeitamente visível até ontem, desaparecera sem deixar vestígios! Vi claramente, diante dos meus olhos, o bendito poder de Deus e, naturalmente, curvei a cabeça.
A partir de então, minha recuperação foi notável. Ao terceiro dia, pude viajar com minha tia e o mestre num trem que balançava por três horas até a igreja em Moji. Que eu, com uma infiltração pulmonar para a qual o médico prescrevera repouso absoluto, pudesse me levantar em apenas três dias foi algo verdadeiramente como um sonho. Não pude deixar de rezar para que, se fosse um sonho, ele nunca acabasse. Mas, na realidade, recebi a graça e fiquei perfeitamente saudável. Agora, vou da casa da minha tia à igreja para receber o Johrei e, aos poucos, também ajudo nas tarefas domésticas. Não tenho palavras para expressar minha gratidão. É algo realmente imerecido. Ao pensar que esta bendita misericórdia foi concedida até a mim, que ainda não me converti, não sei como retribuir a proteção divina. Embora eu seja uma pessoa imperfeita, comparada à minha felicidade, ainda há muitas pessoas no mundo que sofrem e gemem com doenças. Por isso, desejo guiar ao menos uma pessoa a mais para que se agarre a este bendito Caminho da salvação. E anseio por me converter o mais breve possível e poder servir ao bendito Deus. Aqui, sem me importar com a imperfeição do texto, apresento este relato.
Meishu-Sama, muito obrigado. (Apresentado em 26 de dezembro de 1951)
A Sombra da Morte que Envolvia a Infiltração Pulmonar Desfeita pelo Poder Divino
Endereço: Uchiumi, Aza, Yasuura-cho, Kamo-gun, Prefeitura de Hiroshima
Igreja: Igreja Média Shinko
Nome: Senzo Hiyama (20)
Por volta de maio de 1949, meu corpo começou a ficar pesado, eu suava à noite e perdia a vontade de trabalhar. Ainda assim, forcei-me a continuar; mas, como o quadro persistia, fui ao hospital em 11 de junho. Recebi o diagnóstico da temida infiltração pulmonar. Já suspeitava, mas a escuridão tomou conta diante dos meus olhos.
O médico disse que, se eu parasse de trabalhar e fizesse pneumotórax artificial por cerca de seis meses, melhoraria. Segui suas instruções e fiz o pneumotórax por um ano e meio, num total de 61 vezes. O resultado, longe de melhorar, não teve efeito algum; pelo contrário, piorou. No início, mesmo em movimento, não sentia nada; mas, à medida que o pneumotórax se repetia, o peito do lado direito, onde era aplicado, ficava pesado e oprimido. Um ano depois, perdi o apetite.
Pensando que, se não comesse, iria definhar, forcei-me a comer. Achei que a falta de exercício fosse o problema e saía para caminhar de vez em quando; toda vez, porém, vinham febre e peso no corpo. Percebi que aquilo não era bom e, a partir de então, passei a manter repouso absoluto. Antes, eu tinha uma noite de insônia por mês; isso passou a duas, três noites, depois duas, três vezes por semana, aumentando aos poucos até que, por volta de fevereiro, tornou-se diário.
Sem apetite e com insônia contínua, meus olhos se afundaram, perdi peso e me tornei cada vez mais doente. Durante um ano e meio, confiei na medicina e tentei de tudo; o resultado, porém, foi uma piora. Pensei que não havia mais nada a fazer e, assombrado pela sombra escura da morte, que vez ou outra surgia, vivia dias de ansiedade.
Foi então que, em 18 de dezembro, o Mestre Sakamitsu, por um acaso, passou em minha casa. Vendo-me de cama, falou-me longamente sobre a Igreja Messiânica. Ao ouvir suas palavras, meu pai também me incentivou, e eu me senti atraído. No dia seguinte, 19, comecei a frequentar a filial de Uchiumi da Igreja Nishiguchi e a receber Johrei do Mestre Masumoto.
A insônia que tanto me atormentava desapareceu, o apetite voltou e me senti muito bem. Em janeiro deste ano, recebi o Ohikari do presidente da igreja e me converti.
Hoje, meu corpo está tão saudável quanto o de qualquer pessoa comum, e os dias passados de sofrimento e angústia parecem um sonho.
Toda a minha família se alegra, pois isso é fruto da imensa misericórdia de Meishu-Sama.
Estou decidido a servir, ainda que de forma imperfeita, para retribuir, nem que seja uma mínima parte desta graça. Meishu-Sama, muito obrigado.
A alegria de ter a vida salva não pode ser expressa em palavras; apresento, porém, este relato, ainda que imperfeito. (Apresentado em 15 de junho de 1951)
Da Morte para a Vida em Um Mês
Endereço: 6083, Kamihama-ku, Okaya-shi, Prefeitura de Nagano
Igreja: Igreja Média Kaimei
Nome: Shigeru Koguchi (22)
Lembro-me bem: era 24 de outubro de 1948. Peguei um resfriado e meu corpo não estava bem. Ao ser examinado por um médico, recebi o diagnóstico de problemas nos pulmões e a prescrição de repouso.
Na época, eu não tinha nenhum conhecimento sobre tuberculose. Minha única noção era a de que a doença pulmonar era algo terrível. A palavra do médico foi um grande golpe; senti-me atirado ao fundo de um abismo. Atormentado pela tosse e pelo catarro, pela tensão nos ombros e pelas dores no peito, e com a força física diminuída pelo repouso, tornei-me apático e passava os dias sem emoção. A dor de ter de abandonar as esperanças que alimentava, por causa da doença, e a irritação foram fechando a escuridão sobre meu coração.
Incentivado por aqueles ao redor, que diziam que o tratamento da tuberculose deveria ser iniciado o mais rápido possível, e movido também pela ideia de encontrar no sanatório o repouso necessário para uma atividade futura, internei-me em um sanatório em 22 de março do ano seguinte.
O mundo que se descortinava na rotina monótona e insípida da vida de tratamento — pneumotórax, medicação, injeções, repouso — era verdadeiramente lastimável. Pessoas ofegantes com febre alta, pessoas que, após intenso sofrimento, morriam uma após outra, o lamento silencioso de vidas doentes para as quais a medicina já não tinha recursos, pessoas atormentadas pela destruição de sua vida econômica... O desespero de conhecer os limites da medicina, o sofrimento e a tristeza que constantemente se entrecruzavam diante de meus olhos, tudo isso ficava gravado em meu peito. O que conheci pela primeira vez naquela realidade cruel foi o medo da morte. Por ser uma questão pessoal e urgente, o problema era grande demais, e eu apenas vagava atônito.
"Será esta a verdadeira face e a realidade da existência humana? Por que o ser humano sofre tanto e ainda assim precisa morrer?" — pensava dia e noite na repetitiva vida de tratamento. A questão final de como nós, seres vivos, deveríamos enfrentar a morte inevitável que um dia há de vir levou-me a refletir que era preciso buscar o estado de tranquilidade e paz espiritual. Por acaso, testemunhei o fim sereno e digno de um cristão.
"Tanto o fato de ser mantido vivo quanto o de ser
Desejo compartilhar esta alegria de ter me convertido junto com meu irmão e de ter sido salvo com muitos doentes e sofredores. Desperto cada vez mais para o grande amor do Grande Deus e, estando sob a proteção de Komyo-Nyorai, que sempre nos guarda, anseio por ajudar na obra da salvação, ainda que com minhas forças limitadas. Embora meu texto seja imperfeito, apresento aqui este relato, agradecendo profundamente ao Mestre Nakajima, que me orientou, e a todos os senhores mestres.
Meishu-Sama, muito obrigado. (Apresentado em 9 de outubro de 1951)
De Quatro Anos de Luta Contra a Doença para uma Vida Resplandecente de Luz
Endereço: Ejima, Aoki-mura, Mizuma-gun, Prefeitura de Fukuoka
Igreja: Igreja Grande Kōhō
Nome: Shigeo Shimotsura (31)
Após ser desmobilizado em setembro de 1945, trabalhei numa escola. Em junho de 1947, devido a um resfriado, tive hemoptise em agosto. O exame de raio-X revelou que o pulmão direito estava comprometido e que eu precisava de repouso absoluto. Senti como se tivesse recebido uma sentença de morte. Tomei injeções e medicamentos, e a febre baixou temporariamente; voltei ao trabalho no terceiro trimestre. Dois meses depois, a doença piorou ainda mais, e retomei o tratamento. No entanto, não pude me internar por questões financeiras. Sem condições de internação, permaneci em casa, numa rotina de deitar e levantar, enquanto a doença só piorava. Meu coração tornou-se árido. Meu tio me aconselhava com fervor a acreditar em Komyo-Nyorai, dizendo que com certeza eu me curaria, mas eu não dava ouvidos e continuava apenas a sofrer.
Foi então que meu filho também adoeceu. Lembrei-me do que meu tio dissera e resolvi ouvir a explicação. Comecei a receber o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) na Igreja Filial de Okawa. Devido à minha visão materialista, ao orgulho de intelectual do interior e a dois anos de vida no leito de doença, o evangelho divino não entrava em meus ouvidos. Minha própria fraqueza me decepcionava, e uma estranha afetação atrapalhava. Passei meses sem sequer pisar na igreja.
Finalmente, em outubro de 1949, meu filho partiu para o mundo espiritual. Isso me fez pensar. Por um desejo egoísta de que meu filho fosse salvo no mundo espiritual, comecei a frequentar a filial de Okawa. Eu, que antes apenas ouvia o som das palavras, aos poucos vi meu coração escuro se iluminar com as inúmeras coisas que o mestre dizia com um sorriso, e até a esperança surgiu.
"Não temas a doença; se for a graça divina que purifica as impurezas acumuladas..." Cada vez que entoava o hino de louvor, sentia uma nova emoção brotar. Em janeiro de 1950, pude consagrar Byōbu Kannon (Kannon do biombo) e Komyo-Nyorai e, temerosamente, tornei-me um ser envolto na Aura divina. Minha visão da vida gradualmente se transformou. A partir de então, as purificações se sucederam sem que meu coração se abalasse; pelo contrário, eu as superava com gratidão. De manhã e à noite, entoava o hino de louvor em voz alta, ressoando o som divino, e sentia cada vez mais alegria no coração.
Ir à filial e depois à sede tornou-se minha única alegria. Em março de 1951, na assembleia de primavera, pude acompanhar a peregrinação a Atami.
Olhando para trás, há cinco anos, eu viajava sobre os dois trilhos de ferro que carregavam a dor da derrota na guerra. Agora, viajo sobre esses mesmos trilhos para agradecer pela graça, transbordando de alegria e luz por ter superado as dificuldades. É realmente uma emoção sem limites.
"Amaldiçoava o mundo, odiava as pessoas; as nuvens espirituais do coração daquela época desapareceram sem deixar vestígios." "Qualquer que seja a calamidade, se entrarmos na prática de Kannon, ela desaparece sem deixar vestígios."
Cada um dos hinos de louvor se aplica perfeitamente à minha situação atual e penetra em meu ser como palavras benditas.
Durante os quatro anos de luta contra a doença, com o selo da tuberculose, sem que eu próprio lutasse, fui me adaptando e, gradualmente, sendo purificado. Finalmente, o demônio da doença se dissipou, fui restaurado à saúde e, ao mesmo tempo, pude verdadeiramente conhecer o sabor da fé. Minha família e meus ancestrais também receberam a salvação. Aprendi a gratidão pela doença e recebi um coração iluminado. Como posso agradecer ao coração de grande compaixão e grande misericórdia? Meu coração transborda apenas de gratidão.
Quantas pessoas estão sofrendo da mesma doença! Desejo que todos ouçam o evangelho divino o mais rápido possível, o mais cedo possível. Quem experimentou pode afirmar que o caminho da luz certamente se abrirá.
Vocês estão se afastando da felicidade por conta própria. Afirmo que, dependendo do coração de cada um, a felicidade pode ser obtida imediatamente. Meishu-Sama, muito obrigado. (Apresentado em 8 de junho de 1951)
Dez Anos de Obstinada Hemorróida e Tuberculose Pulmonar Crônica São Salvos
Endereço: Raihachi, Ishikigawa-mura, Oita-gun, Prefeitura de Oita
Igreja: Igreja Média Nyoirin
Nome: Masami Kato (32)
Lembro-me bem. Durante longos anos, fui atormentado pela tuberculose pulmonar e, embora esta fosse leve, cheguei a desenvolver tuberculose intestinal. Eu, que estava completamente possuído pelo deus da morte, fui salvo do sofrimento da doença por este inesperado Johrei. O fato de estar aqui hoje se deve unicamente à misericórdia de Komyo-Nyorai, e só posso agradecer.
Olhando para trás, no verão de 1940, fui diagnosticado com infiltração pulmonar. Mas, como não tinha nenhum conhecimento sobre tuberculose, passei o precioso período inicial com um tratamento negligente e acabei me tornando crônico. Apesar de não estar completamente curado, trabalhei por mais de um ano. No verão de 1942, a doença recidivou e as lesões se expandiram. Internado imediatamente, fiz pneumotórax por dez meses. O médico me deu alta com um atestado de cura completa, e fiz o tratamento de acabamento em casa. No final da guerra, eu estava quase como uma pessoa saudável. Mas, em fevereiro de 1946, a doença recidivou mais uma vez, e o quadro piorou. No entanto, com três meses de repouso absoluto, obtive uma ligeira melhora. Depois disso, quando pensava que estava um pouco melhor, piorava com qualquer coisa, num vai-e-vem. No início de 1950, comecei a sentir os sintomas da tuberculose intestinal. Tinha que mastigar cada garfada de comida cem vezes. Todos os dias, vivia uma vida de "olho no olho com o teto", como um bolinho de massa. Meu nervosismo inato se intensificou ainda mais, e entrei em desespero, apenas esperando a morte.
Foi então que, inesperadamente, em outubro de 1950, minha cunhada Midori, que também sofria de tuberculose pulmonar, foi salva pelo Johrei. Ela me incentivou a receber também. No início, eu, que acreditava na onipotência da medicina, opus-me veementemente. Mas, como diz o ditado "o afogado se agarra até a um fio de palha", já que havia alguém que realmente fora salvo, comecei a pensar que talvez eu também pudesse receber a graça. Assim, pedi ajuda ao Mestre Tomita, de Oita.
A partir de então, o Mestre Himeno e outras pessoas vinham de vez em quando para me aplicar o Johrei. Minha cunhada Midori recebeu o Ohikari em 3 de novembro e passou a receber o Johrei quase diariamente. Em um mês, eu, que estava de cama há quase cinco anos, comecei a sentir o gosto da comida e consegui me levantar.
Em 8 de dezembro, também pude participar da consagração de Byōbu Kannon (Kannon do biombo) na casa do Sr. Kiguchi, um vizinho. Depois disso, a evolução foi muito favorável e, por volta de junho, eu passava a maior parte do dia acordado. Em 25 de abril, recebi o tão esperado Ohikari e pude ir até a casa do Mestre Tomita, na cidade de Oita.
Durante dez anos, fiz amizade com a tuberculose. Especialmente nos últimos cinco anos, de cama, experimentei um sofrimento pior que a morte. Eu, que naturalmente já deveria ter morrido, tornei-me tão saudável em apenas seis meses. Isso se deve unicamente à misericórdia de Komyo-Nyorai, e agradeço profundamente. A partir de agora, anseio por salvar o maior número possível de pessoas e retribuir, nem que seja uma mínima parte, esta graça divina.
Meishu-Sama, muito obrigado. (Apresentado em 2 de junho de 1951)
Salva de uma Tuberculose Intestinal Desesperadora
(Publicado em "A Terapia Revolucionária da Tuberculose", 15 de agosto de 1951)
Endereço: Kyowa, Minami-Shonai-mura, Hamana-gun, Prefeitura de Shizuoka
Igreja: Igreja Média Shinshin
Nome: Fusako Imada (32)
Ao pensar na felicidade de estar aqui hoje, salva pelo poder bendito de Daikōmyō Nyorai, a vastidão da virtude divina é algo que dificilmente pode ser expresso em palavras. Mesmo usando milhares de palavras, não consigo expressar minha gratidão; transbordando de alegria, apresento este relato com respeito.
Por volta de dezembro de 1947, comecei a ter um leve estado febril, dores no peito e sensação de pressão. Quando o médico me examinou, diagnosticou pleurisia úmida e disse que a doença estava bastante avançada. Fui lançada de uma vez ao fundo do medo e da ansiedade. Tomei injeções e medicamentos orais com empenho, mas, entre idas e vindas, a doença acabou afetando também os pulmões.
Por volta de julho de 1948, o quadro piorou ainda mais e, finalmente, voltei para a casa dos meus pais para descansar. No entanto, o calor do verão foi intenso e pesou sobre mim. A fraqueza aumentava dia após dia e, aos poucos, comecei a ter febre alta e diarreia persistentes. O médico disse que a doença havia atingido os intestinos. Senti como se tivesse recebido uma sentença de morte com este diagnóstico de tuberculose intestinal. Perdi completamente a esperança de viver, e o futuro se tornou totalmente sombrio.
No entanto, ao pensar no meu filho pequeno que havia deixado com meu marido, meu apego à vida era difícil de cortar. Acima de tudo, eu queria ficar saudável novamente. Estava cheia do desejo de viver, custasse o que custasse. Foi nessa época que ouvi dizer que a estreptomicina era muito boa. Tomei 15 injeções seguidas e me senti muito melhor. Ganhei peso e, alegre, pensando que estava no caminho certo, mantive o repouso rigoroso por cerca de dois meses. Mas a febre voltou e o quadro voltou a piorar. A esperança de encontrar um Buda no Inferno foi passageira, e mais uma vez caí nas profundezas do desespero.
Foi então, por volta dessa época, que o Sr. Saito, da vila de Yoshikawa, veio me visitar e me contou sobre o precioso Caminho, sobre a experiência de sua filha que foi salva, além de várias outras histórias sobre a virtude divina, e também me mostrou o jornal Eikō. No entanto, eu ainda acreditava piamente nos medicamentos e confiava nos efeitos da micina e, mesmo sendo incentivada, não aceitei receber o Johrei. Tomei mais dez injeções de micina, mas desta vez não obtive efeito algum, e comecei a duvidar até mesmo da micina em que tanto confiava. Além disso, minha situação financeira tornou-se cada vez mais apertada, e acabei desistindo de todos os medicamentos, permanecendo apenas em repouso.
Foi então que, no final de abril, o Sr. Saito, gentilmente, veio me visitar novamente e me incentivou, dizendo que o Mestre Fukuoka viria desta vez e que eu deveria ouvir sua palestra. Eu, que até então não havia dado ouvidos mesmo sendo repetidamente incentivada, desta vez, por alguma razão, senti-me atraída e decidi que queria ouvir a palestra a todo custo. Até então, eu passava o dia inteiro de cama, doente, mas consegui andar por cerca de
Eu, que perdera toda a esperança no futuro e vivia envolta em total escuridão, ao conhecer o precioso Caminho encontrei finalmente a luz. Graças a isso, meu estado de espírito sombrio transformou-se por completo, e senti como se todo o sofrimento da doença tivesse desaparecido de uma só vez.
Desde então, recebi o Johrei do senhor Saito e, no início de junho, tive a honra de me converter.
Depois, passei a receber o Johrei do Mestre Takabayashi, da vila de Iida, e, dia após dia, como se uma casca fina fosse sendo removida, sigo no caminho da recuperação.
Desde a conversão, recebo periodicamente a purificação da diarreia e, a cada vez, meu apetite aumenta, o corpo ganha peso e minha força física aumenta. Recentemente, posso realizar as tarefas domésticas sem sentir dor alguma. Eu, que até pouco tempo atrás gemia vítima de uma doença grave, recuperei-me tão depressa que minha família e meus vizinhos estão muito surpresos. Comparado ao passado, que era uma sucessão de sofrimentos, ultimamente sinto-me extremamente revigorada no corpo e na mente. Verdadeiramente, pude entrar em um estado de tranquilidade e paz espiritual, passando cada dia apenas com gratidão no coração.
Pela graça da grande compaixão e da grande misericórdia, que me salvou do fundo do desespero e me trouxe ao mundo da luz — a mim, que só esperava a morte —, não tenho como retribuir adequadamente. Ainda assim, com minhas forças verdadeiramente limitadas, esforço-me ao máximo para apresentar o precioso Caminho às pessoas que sofrem, para que o maior número possível delas seja salvo.
Meishu-Sama, muito obrigada de verdade.
Apresento-lhe meu respeitoso agradecimento. (Apresentado em 10 de novembro do 26º ano da Era Showa (1951))
Refletindo sobre o ano de gratidão
Oita, Cidade de Oita, Ueno Minami 4
Igreja Média Nyoirin, Iwata Sei (39)
A felicidade que recebi é tão grande
Que não tenho palavras para louvar. Alegre é o meu passado, que se assemelhava ao Inferno, Que, sem perceber, esqueci, tornando-se o Paraíso.
Meishu-Sama, muito obrigada. Apenas com alegria, registro as coisas como são e apresento meus agradecimentos. Estou no vigésimo ano de casamento, e não é exagero dizer que passei a segunda metade de dez anos atormentada pelos cuidados com a doença do meu marido, vivendo dias de sofrimento. Meu marido era o segundo filho; o irmão mais velho, após se formar no ensino médio, ficou cinco anos de cama com uma doença no peito e faleceu. Meu marido também era fisicamente fraco desde a infância, estava acostumado com medicamentos, pegava resfriados com facilidade e, mesmo no verão, fazia gargarejos.
Ele repetiu bronquite e pneumonia duas ou três vezes e, aos sábados e domingos, geralmente passava o tempo deitado. Quando foi diagnosticado com infiltração pulmonar, uma sombra escura se abateu sobre mim. Cerca de um ano antes do início da doença, no 25º ano (Showa 25, 1950), ele andava extremamente cansado do trabalho, ofegante; ao ver seu rosto exausto empurrando a bicicleta para casa, meu peito se encheu de ansiedade e medo. Três meses depois do início da doença, ele se recuperou um pouco, mas o diagnóstico de raio-X o proibiu de trabalhar. Depois disso, esforçou-se no tratamento e, em maio, ao ser examinado no Hospital Nacional de Kamegawa, foi informado de que deveria fazer pneumotórax o mais rápido possível.
No Hospital S da nossa cidade, disseram, balançando a cabeça, que um pneumotórax completo talvez não fosse possível devido a aderências, e que uma cirurgia ortopédica, devido à idade, também era duvidosa para aquele físico. Mas, depositando esperanças no pneumotórax, no oitavo exame de raio-X, como o pneumotórax completo não havia sido alcançado, ouvi que não havia mais nada a fazer senão a cirurgia. Foi então que me resignei, pensando que era o fim de tudo, e caí no fundo da tristeza. Pensando no futuro, nos filhos e no infortúnio da família, as ansiedades que surgiam uma após a outra me fizeram sentir de repente o desespero deste mundo, e eu continuava atormentada dia e noite na escuridão da ignorância.
Até então, os infortúnios da família se haviam sucedido. Meu pai falhou em um negócio, e toda a fortuna, inclusive a casa onde morávamos, foi entregue ao banco. Diante da adversidade da família e dessa doença do destino, compreendi verdadeiramente o que eram os dias cheios de sofrimento da vida. Com tanta tristeza, nada podia fazer com minhas próprias forças e, finalmente, comecei a pensar se existiria um Deus — algo em que nunca havia pensado antes — e desejei ser salva. Ouvindo as orações noturnas da vizinha, pensei: "Ah, se ao menos eu pudesse encontrar paz de espírito naquilo", e também comecei a desejar buscar uma fé.
No entanto, não pensei que a fé pudesse curar até mesmo a doença. Finalmente, chegou o dia da salvação, 18 de junho. Na reunião de pais e mestres da minha filha mais velha, encontrei a Mestra Iwata Yuku na escola, ouvi sobre o princípio do Johrei e da purificação e fui rezar junto com meu marido. Embora eu não tenha recebido o Johrei, ao voltar senti até mesmo os pés mais leves, e a angústia pesada que sentia até então desapareceu completamente. Cheguei a sentir que seria salva por isso. Durante o tempo em que meu marido recebia o Johrei, eu recitava a Oração Zengen-Sandji diante do altar e me entregava de todo o coração.
Recebemos o Johrei também da Mestra Makiko, e sua aparência e energia melhoraram. Pouco mais de dez dias depois, quando voltamos, um parente nos mostrou a matéria da revista "Shukan Asahi", e meu marido voltou pessimista novamente. No entanto, eu não senti nenhuma ansiedade ao ler aquele livro; pelo contrário, minha determinação de me entregar aumentou. Como estava quente e o caminho era longo, pedimos o Johrei ao Mestre Tomita, da vizinhança, e, embora tenha havido uma purificação leve, fiquei muito mais disposta do que antes. Em 12 de julho, recebi o Ohikari; em agosto, a Kannon de Mil Braços. Meu marido também recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), e, quando o Mestre Tsujiura realizou a cerimônia de culto aos antepassados, senti uma gratidão que nunca havia experimentado antes.
Depois disso, meus filhos receberam purificações um após o outro, tiveram pneumonia e bronquite, mas a febre baixou em pouco tempo, e, ao pensar que o infortúnio das crianças que repetiriam a mesma doença no futuro foi evitado, agradeço por este poder grandioso. Depois, consagramos o Komyo-Nyorai e, alguns dias depois, ao contemplar a luz emitida pela Imagem da Luz Divina, aprofundei ainda mais minha fé. No final de fevereiro, como resultado do raio-X, meu marido pôde retornar ao trabalho, e a recuperação daquele que estivera desesperado também se concretizou. Em março, consagramos o Daikōmyō Nyorai, e sinto cada vez mais a felicidade da família.
Meu filho mais velho, de dezoito anos (convertido), também se formou em março e foi contratado sem problemas por um banco, e estou tranquila. Ao pensar na nova vida concedida ao meu marido, meu desejo é dedicar corpo e alma para me esforçar por este precioso Caminho. Além disso, recebemos inúmeras grandes bênçãos e milagres, e sou imensamente grata.
Ah, as nuvens escuras de muitos anos se dissiparam completamente. Eu estive doente continuamente até os dezenove anos e, nessa idade, contraí uma doença infecciosa, vaguei à beira da morte; dois anos após me casar, minha família natal também faliu. Fui salva completamente por este Caminho. Agradeço pela orientação gentil de todos os Mestres e apresento este evangelho ao maior número possível de pessoas.
Meishu-Sama, muito obrigada.
(Apresentado em 30 de junho do 26º ano da Era Showa (1951))
Cura de cinco anos de doença pulmonar e doença renal
'Terapia Revolucionária para a Tuberculose' — 15 de agosto do Showa 26 (1951)
Saitama, Cidade de Urawa, Takasago-cho 4-91
Igreja Média Kosei, Oki Teruko (31)
Ao pensar em mim hoje, estou cheia de gratidão e emoção que não posso esquecer nem por um dia desde que recebi o Johrei em maio do 19º ano (Showa 19, 1944). Olhando para trás, foram realmente cinco longos anos de vida no leito de doente. Eu, que havia saído dos portões da escola cheia de esperança, logo fui acometida por nefrite aguda e, enquanto ficava cerca de um ano sem sal, um dia, ao tomar banho, tossi violentamente e saiu um coágulo de sangue. Não consigo descrever meu espanto naquele momento. Fiquei realmente desapontada com o diagnóstico do médico de que meus pulmões estavam ruins. A partir de então, fiquei em repouso, mas não conseguia me livrar das estrias de sangue no catarro. Quando pensava que estava melhorando, tinha hemoptise e precisava continuar em repouso novamente. Durante esse período, o mais difícil foi que meu estômago e intestinos pioraram completamente. Cerca de um ano antes de receber o Johrei, eu só conseguia comer alimentos como dieta líquida e tinha nódulos nos ombros. Meus ombros estavam tão pesados como se uma grande pedra estivesse colocada sobre eles, a ponto de não conseguir segurar os hashis, ler um livro ou conversar com as pessoas. Tentei todos os tipos de tratamento, mas não melhorava em nada. Costumava dizer à minha mãe: "Como na história antiga em que um santo curava os doentes apenas tocando neles, será que não existe alguém que possa aliviar meus ombros, tornando-os leves como se fossem limpos, apenas com um toque?" No entanto, esse sonho, que parecia fantasia, se realizou. Chegou o momento de poder me apoiar neste poder grandioso e incomparável.
Ao ouvir sobre este precioso Komyo-Nyorai por intermédio de um conhecido de meu pai, pedi e recebi imediatamente o Johrei. Qual não foi minha surpresa! Com apenas uma única sessão de Johrei, meus ombros, que sofreram por tantos anos, ficaram completamente leves. Ao mesmo tempo, experimentei comer arroz comum — eu, que há um ano só comia alimentos como dieta líquida — e, além disso, comi bastante tempura, como o Mestre havia dito, e não senti nada. Naquela noite, antes de dormir, fiquei com fome e comi mais uma refeição. Não sei como expressar minha alegria e gratidão naquele momento.
Ainda não consigo esquecer a emoção daquele momento. Quanto à hemoptise, que era a fonte do meu sofrimento, uma semana após o Johrei um coágulo de sangue saiu de uma só vez e, desde então até hoje, nunca mais vi a cor do sangue.
A partir de então, melhorei a cada dia e, uma semana depois, pude sair de casa. Eu, que estava atordoada pela longa vida no leito de doente, fiquei extremamente feliz. Quando saí, tornei-me conhecida entre os vizinhos. Sem precisar entrar em detalhes, todos ficaram comovidos e disseram que queriam se apoiar nesse poder tão precioso, e muitas pessoas foram salvas. Desde então, recebi a purificação da diarreia e da tosse várias vezes e, a cada vez, melhorei sem problemas. Casei-me no ano retrasado e, em março do ano passado, até tive um filho, e agora passo dias felizes e saudáveis todos os dias. Para retribuir a bondade infinita e preciosa de Meishu-Sama, que melhorou um corpo tão debilitado a este ponto, desejo dedicar minha vida, enquanto ela durar, ao serviço da construção do Paraíso Terrestre, e estou me esforçando, dentro das minhas limitações.
Salvo da tuberculose pulmonar e do reumatismo à beira da morte
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Aichi, Cidade de Nagoya, Distrito de Nishi, Matsumaemachi 1-17
Igreja Média Isshin [Messias], Tamashiro Eijin (46)
Eu, de corpo e alma cheios de pecados, tive a alegria de renascer através do grande amor do Daikōmyō Nyorai. Aqui, ofereço minha profunda gratidão e apresento meus sinceros agradecimentos.
Adoeci em 29 de janeiro do 24º ano (Showa 24, 1949). Quando o médico da empresa me examinou, fui diagnosticado com a temida infiltração pulmonar. Em 4 de fevereiro, fui internado imediatamente no Hospital da Prefeitura de Aichi, onde o médico me ordenou repouso absoluto. A tristeza de um futuro totalmente sombrio, naquele momento, só pode ser experimentada por quem está doente. Movido pelo único pensamento de me curar o mais rápido possível, segui as ordens do médico, tomando alimentos nutritivos, injeções e medicamentos todos os dias. Meu peito melhorou um pouco; contudo, cerca de três meses após a internação, meu braço começou a doer e, gradualmente, não conseguia mais levantá-lo.
O médico diagnosticou reumatismo. Ainda que mudasse as injeções e os remédios de vez em quando, e também fizesse eletroterapia, meu estado só piorava. Por volta de agosto e setembro, a dor era tão forte que eu não conseguia nem vestir roupas, e o médico tentou vários tratamentos, todos sem efeito. No meio daquele sofrimento, deve ter agido a providência de Deus. Apresentaram-me os preciosos ensinamentos e os jornais da Igreja Messiânica, mas eu, ateu cheio de pecados e impurezas, não acreditava que existissem deuses ou budas. No entanto, devido ao sofrimento da doença, por recomendação da esposa do Sr. Kawashima, da Rua Nishi-Kikui, embora com meia fé e meia dúvida, e apesar de o médico dizer que a alta ainda era impossível, forcei a saída do hospital em 7 de outubro.
Na casa de Asai Suzukichi, em Oshikiri-cho, recebia o Johrei do Sr. Asai. Em uma ou duas semanas, a dor foi diminuindo gradualmente; ambos os braços começaram a subir, e meu peito também melhorou. Então, pela primeira vez, maravilhei-me com a virtude divina do grandioso Daikōmyō Nyorai e, embora cheio de dúvidas, em 28 de fevereiro, recebi o precioso Ohikari do Professor Fujieda, na igreja de Shimo-Nakamura-cho. A gratidão daquele momento foi indescritível: senti como se tivesse acabado de nascer, vindo do mundo das trevas para o mundo da luz.
Depois disso, devido às toxinas medicamentosas das injeções durante a internação e talvez por eu ser bebedor antes da doença, na noite de 3 de janeiro do 25º ano (Showa 25, 1950), recebi uma grande purificação: febre alta contínua de 39,5 a 40 graus, que a partir do quarto dia começou a baixar para 38,5. Graças ao Johrei gentil do Sr. Asai, fui melhorando gradualmente. Apesar da febre alta de 39 ou 40 graus, estranhamente não sentia dor alguma; só posso agradecer e curvar a cabeça diante da proteção divina.
Mesmo eu, cheio de pecados e impurezas, diante de uma proteção divina tão grandiosa, involuntariamente juntei as mãos e agradeci.
Minha esposa também recebeu, em março do 25º ano, o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), e passou a receber o Johrei duas vezes ao dia, de manhã e à noite. Foi então que, por volta de março, desta vez, duas vezes ao dia — de dia e de noite, por cerca de duas horas —, saía uma quantidade terrível de pus e catarro; depois de um calafrio nas costas, como se eu tivesse sido molhado com água, vinha a febre. Quando minha esposa me dava o Johrei, a febre baixava milagrosamente e eu me sentia muito melhor.
Essa condição continuou até meados de junho. Meu corpo ficou extremamente fraco, realmente pele e osso, e cheguei a um ponto em que, em noventa e nove por cento, já não parecia deste mundo. Por causa disso, minhas mãos, pés, cabeça, costas, barriga, etc. eram realmente como um ninho de doenças; eu não conseguia me levantar, e as pernas também estavam incapacitadas. Decidi que, já que ia morrer de qualquer maneira, preferia me apoiar no Daikōmyō Nyorai de grande compaixão e grande misericórdia, pedir desculpas pelos meus pecados e impurezas até então e desejar morrer em paz. De vez em quando, na cama, eu rezava com empenho. Acho que foi por volta do final de junho que, de repente, saiu uma quantidade terrível de catarro da cor de chá preto. Quando perguntei ao Ministro mais tarde, ele disse que era sangue tóxico. Eu, que nunca tinha tido diarreia desde 24 de junho, tive diarreia cerca de sete ou oito vezes em dois dias; mas, como resultado, por volta do dia 26, a comida se tornou muito saborosa, e em julho e agosto meu corpo se recuperou; por volta do final de agosto, engordei como antes da doença.
Ah, ao pensar que mesmo alguém como eu, cheio de pecados e impurezas, foi salvo pelo poder divino precioso, vasto e ilimitado, só posso agradecer ao Komyo-Nyorai de grande compaixão e grande misericórdia e a Meishu-Sama. Rezo para que o maior número possível de pessoas que sofrem de doenças como a minha se apoie neste precioso Deus e que dias felizes e brilhantes cheguem para elas. Meishu-Sama, muito obrigado.
Salva da tuberculose pulmonar e da tuberculose intestinal
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Hyogo, Distrito de Kato, Vila de Nakatojo, Ikeda
Igreja Média Daiko, Kishimoto Tatsuko (19)
Deixei os médicos, em quem confiava como pais da minha vida, e me despedi dos muitos medicamentos que eram meus companheiros de tratamento. Banhando-me unicamente na luz preciosa do Komyo-Nyorai, recebo benefícios materiais grandiosos e passo meus dias em gratidão pela proteção divina diária.
Seria uma felicidade se eu pudesse relatar um pouco dessa gratidão e, ao mesmo tempo, servir de referência para as muitas pessoas que sofrem da mesma doença.
Olhando para trás, em março do 14º ano (Showa 14, 1939), despedi-me da alegre vida escolar e, com o peito cheio de esperanças brilhantes, dei o primeiro passo como professora. A alegria, porém, foi passageira. Em junho daquele ano, peguei caxumba de uma criança e tive febre alta de 40 graus por vários dias. Mas, pensando nos pequenos alunos, não podia faltar por muito tempo: esperei a febre baixar um pouco e, após dez dias, voltei à escola. No entanto, não tinha apetite nenhum e continuava com um estado ligeiramente febril; meu corpo definhava a cada dia. Ainda assim, entre visitas domiciliares, concertos musicais e o fim do período letivo, os dias ocupados se sucediam.
Quando chegaram as férias de verão, pensei "ufa!", mas não consegui mais me levantar. O médico, então, disse que, se eu descansasse durante todo o mês de agosto, ficaria boa e poderia voltar à escola. A partir de então, melhorei a cada dia e fiquei feliz, pensando que poderia voltar à escola em setembro. No entanto, o estado ligeiramente febril continuava e eu não tinha apetite, o que me preocupava. Foi quando minha mãe ouviu dizer que havia um lugar no templo "Odaishi-san", da vizinhança, onde se podia receber grandes benefícios materiais; ela foi pedir e trouxe algo para mim. Depois de me fazerem tomar um remédio suspeito, não consegui comer nem uma colher de comida, e a diarreia continuou de quatorze a quinze vezes por dia.
A partir daí, a doença progrediu, e a febre de 40 graus continuou por uma semana. Quando finalmente despertei da ilusão e chamei o médico, ambos os pulmões estavam bastante comprometidos e eu estava com tuberculose intestinal, já quase em estado terminal. Eu era completamente ignorante sobre a tuberculose; estava sendo consumida por uma doença terrível com a qual nunca havia sonhado. Começou, então, uma vida de leito, de tristeza e desespero, como se eu tivesse sido jogada no fundo do abismo. Seguindo as ordens do médico, fiquei olhando fixamente para o termômetro de manhã e à noite; continuei com estreptomicina, injeções, nutrição e repouso absoluto por três meses, mas a doença só piorava.
Enquanto controlava os nervos irritados, olhava para o teto e recordava os dias felizes. Em meados de novembro, finalmente meu corpo foi autorizado a fazer caminhadas, após dois meses. No entanto, a tuberculose intestinal e o estado ligeiramente febril não melhoravam significativamente. Quando injetava a micina, o apetite melhorava; mas, passado o efeito do medicamento, nem uma colher de arroz descia pela garganta, e a diarreia continuava, de cinco a seis vezes por dia. No início, eu tomava uma injeção de micina a cada semana; depois, passou a ser a cada cinco dias; no terceiro mês, a cada três dias, o efeito do medicamento chegava ao fim.
Conhecendo o poder da micina, meu coração se perturbava: pensava se já era hora de partir deste mundo. Muitas vezes pensei em cometer suicídio, soluçando e me revirando na cama, em noites de agonia. Nada podia fazer diante do terror da morte que se aproximava de mim em minha juventude. Temendo a infecção e sendo olhada com frieza pelas pessoas, passava meus dias sozinha e tristemente no segundo andar. Não esquecerei: aquele ano de vida sombria também passou, e era final de março. Minha irmã me disse que havia uma Mestre, que me ensinara antes e acreditava fervorosamente, e que eu deveria convidá-la para vir conversar e me curar.
Eu, que já havia fracassado uma vez na fé, não conseguia acreditar de modo algum; estava convencida de que, acontecesse o que acontecesse, não havia outro caminho senão confiar nos médicos e expulsar a doença incurável. No entanto, para satisfazer minha irmã e a Mestre que me apresentou, decidi convidá-la, pensando que estava apenas emprestando meu corpo. Imediatamente, o Mestre Shibasaki e o Mestre Maehara vieram, conversaram comigo e me deram Johrei. Para minha surpresa, depois de receber o Johrei uma vez, senti-me melhor; a comida, que em oito meses não tinha sido agradável nem por um dia, tornou-se muito saborosa, e passei a comer três tigelas.
Não consigo esquecer a alegria daquele momento. A partir de então, o Mestre Shibasaki vinha todos os dias para me dar Johrei; com isso, a febre baixou, e eu pude ir de bicicleta até o posto avançado, sem faltar um dia, mesmo em dias de chuva ou vento. Em abril, pude ir de bicicleta até a igreja, a duas léguas de distância, para receber o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Em junho, recebi uma grande purificação: a diarreia descia de quinze a dezesseis vezes por dia e continuou por vinte dias. Meu corpo enfraqueceu e tive anemia, mas não fiquei de cama nem um dia, e continuei a servir. Em agosto, após receber o Komyo-Nyorai, passei por uma segunda purificação, não tão grave, e pude viver todos os dias com saúde.
Em outubro, fui à casa do Professor Kato, da igreja, para fazer treino espiritual, e passei dias alegres e felizes, com o corpo engordando a cada dia. Não importava o que eu fizesse: já não sentia o sofrimento de antes. Em dezembro, fui para o treino espiritual da igreja central e servi com toda a alegria da cura completa da doença. Minha tez melhorou muito, meu corpo estava milagrosamente leve e, surpreendentemente, tornou-se muito mais útil. Meu peso, que era de 11 kan durante a doença, tornou-se 14 kan e 500 [aproximadamente 54 kg], um corpo verdadeiramente saudável quando voltei da igreja central.
No entanto, disseram-me que ainda havia muitos medicamentos no corpo e que ainda não era um corpo verdadeiro. Depois de voltar da igreja central, recebi uma purificação no corpo todo e fiquei exatamente como no início da doença. Durante o dia, tinha febre de 37,5 ou 37,6 graus, e tosse e catarro não paravam de sair. Durante os onze dias em que fui cuidada na igreja, recuperei-me completamente; depois de voltar, passei meus dias servindo com um espírito verdadeiramente alegre e feliz.
Sob a orientação gentil do Presidente, do Professor Kato e do Professor Shibasaki — que às vezes usavam a "sinceridade" e outras vezes o "amor e o ardor" —, aprendi a importância desta obra de salvação. Para retribuir, nem que seja um décimo de milésimo da alegria de ter sido salva da doença, dedico toda a minha juventude a este precioso ensinamento e, sob a orientação dos gentis Ministros, estou ajudando, dentro das minhas limitações, para ser útil, nem que seja um pouco.
(Apresentado em 4 de outubro do 26º ano da Era Showa (1951))
Salvo do leito de morte da tuberculose de dez anos
Akita, Distrito de Kitaakita, Cidade de Junisho, Kuzuhara
Igreja Média Jukkō, Sasaki Shigeo (28)
Minha vida, que deveria ser alegre, foi atormentada pelo sofrimento da doença, e eu, que já me encontrava diante da morte, fui salvo pela mão amorosa do Komyo-Nyorai. Transbordando de gratidão por tamanha bênção, apresento este relato com meus agradecimentos, sem me preocupar com a pouca habilidade na escrita.
Olhando para trás, vejo que foi exatamente há dez anos, na primavera dos meus dezoito anos. Recebi o diagnóstico da terrível infiltração hilar pulmonar e tive de passar minha juventude confinado ao leito de doente, enquanto a beleza da primavera — flores sorridentes, pássaros cantando — ficava do lado de fora. Nem preciso dizer que minha família, e também meus parentes, preocuparam-se de diversas maneiras, querendo curar este corpo jovem o mais rápido possível. Eu também, com o único desejo de me curar, procurei médicos aqui e ali e usei vários medicamentos, mas sem efeito. Tentei todos os meios: eletroterapia, moxabustão, digitopuntura, terapia de repouso.
No entanto, nada surtia efeito; a doença só piorava a cada dia, e minha família e eu éramos arrastados para um mundo de completa escuridão. Em meio a tanto sofrimento, meu pai, a única coluna em que confiávamos, também foi atingido pela doença e, preocupado com a família e comigo, acabou falecendo. Deixado para trás no leito, tomado de tristeza, pensava: "Pai, por que você partiu antes, deixando-me neste corpo doente? Que destino infeliz o meu!" Quanto mais pensava, mais molhava o travesseiro com lágrimas. Minha mãe, preocupada comigo, que estava tão triste, vinha à minha cabeceira e dizia: "Você não precisa se preocupar com nada só porque seu pai morreu. Seu corpo só vai piorar. Portanto, não se preocupe e fique bom o mais rápido possível. Ver seu rosto saudável é a minha maior alegria. Isso me satisfaz." A figura e as palavras de minha mãe naquele momento ainda estão vivas em minha memória; não posso esquecê-las. No entanto, quanto mais eu me apressava, mais a doença piorava; o desejo de minha mãe era em vão, e eu só definhava, sem que houvesse nada a fazer. Como último recurso, tomei uma decisão: fui internado no Hospital da Cruz Vermelha da Cidade de Akita. Tinha exatamente vinte anos, no terceiro ano desde o início da doença.
Começou assim a vida no hospital, e tive de passar o alegre Ano Novo na cama, apenas com minha mãe, recebendo-o com lágrimas. Mesmo na longa internação, chegou o momento de me alegrar com a alta. Após cerca de seis meses, voltei para casa depois de muito tempo. Com o que posso comparar a alegria daquele momento? Ah, mas o destino é implacável até o fim. Apenas dois meses após voltar para casa, eu estava novamente gemendo no leito; diante de mim, tudo era escuridão, e uma tristeza opressiva se aproximava. Será que já era o fim? Senti que o destino inevitável havia chegado e me resignei quanto à minha vida.
Por outro lado, ao ver minha mãe, exausta de cuidar de mim desde a perda de meu pai, surgia em mim a coragem de viver, pensando: "Não posso morrer assim." Neste mundo vasto, não haveria alguém que pudesse me salvar desta angústia? Por querer viver, fiz tudo o que me veio à mente. Mas, sem efeito, perdi toda a esperança. Foi então que, pela primeira vez, surgiu em mim o sentimento de buscar deuses e budas. Seria este o caminho que percorre o ser humano quando todos os recursos se esgotam? No fundo do coração, porém, pensava: "Será que existem deuses e budas invisíveis neste mundo? Não devo me perder." Durante um tempo, a agitação mental continuou; mas, ao olhar para o passado, qual era a minha condição atual como resultado de tudo o que havia feito até agora? Sim, decidi apegar-me aos deuses e budas e orei: "Deuses e budas, se for para salvar este corpo, salvai-me. Se não for possível, dai-me a morte." Percebendo que nada podia fazer por meu próprio corpo, voltei-me apenas para Deus, para Deus, e comecei a me dedicar intensamente. Se ouvia alguém dizer que algo era bom, queria ir correndo até lá. Certa vez, um monge komusō disse-me o seguinte: "Seu corpo definitivamente não se curará com remédios. Você é uma pessoa que será salva por Deus no final. Você está praticando alguma fé?" Perguntou. Eu respondi: "Não, não tenho nenhuma fé em especial." Ele disse: "Pois é. Procure um Deus excelente e pratique a fé." Depois disso, dediquei-me ainda mais a Deus e saí em busca, visitando vários lugares. Certa vez, ouvi dizer que havia um Deus muito bom na província de Aomori. Imediatamente, a caminho de procurá-lo, acabei encontrando uma senhora de aparência distinta. Pensando "talvez", perguntei-lhe o caminho, e ela, gentilmente, disse: "Sinto muito em perguntar, mas é para ouvir algo? Ou está com algum problema de saúde?" — e conversou comigo amavelmente.
Pensei: "É isso, talvez seja uma apresentação dos deuses e budas." Decidi abrir meu coração e contei-lhe resumidamente o que havia acontecido até aquele dia. A senhora era alguém que havia recebido o Ohikari e falou-me várias coisas preciosas e sublimes sobre o Caminho. Por fim, ensinou-me cuidadosamente a localização da igreja, etc. "Por favor, visite-nos uma vez e encontre-se com o Mestre", disse ela, guiando-me com gentileza. Após despedir-me daquela pessoa, pensei: "Ah, que bom!" e tive certeza de que esta era a verdadeira orientação de Deus. Ao pensar no que teria acontecido se não tivesse perguntado o caminho àquela pessoa, fiquei feliz sozinho, repetindo "Que bom, que bom!", e meu coração se animou.
Quando recebi o Johrei pela primeira vez, achei-o tão simples que me senti estranho e pensei: "Será que uma doença tão grave como a minha pode ser curada com isso?" Mas, ao ouvir as palavras sinceras do Mestre, que me explicava pacientemente, e ao perceber o grande amor de Deus, só pude sentir gratidão. Frequentei por cerca de três dias, mas não notei mudança alguma e fiquei ansioso; por isso, descansei uns dois dias. Então, de repente, senti uma vontade imensa de ir à igreja, tão forte que não conseguia dormir nem mesmo à meia-noite ou à uma hora da madrugada; a igreja vinha-me à mente de uma forma que até eu achava estranha.
Então, mudei de ideia e recebi o Johrei novamente. Em cerca de três dias, meu humor melhorou e me senti muito mais aliviado. Por volta do quinto dia, minha condição física melhorou de um modo que até eu achava estranho; cada palavra do Mestre penetrava em meu ser e eu as sentia como bênção. Pedi sinceras desculpas por ter duvidado, até então, da grandeza do Poder Divino. Depois disso, a cada sessão, melhorei rapidamente, e minha condição física tornou-se melhor do que em qualquer outro dia durante todo aquele longo período. A doença que tanto me atormentava, incurável, foi curada simplesmente pela imposição das mãos a uma distância de três shaku; o céu escuro de meu coração transformou-se na alegria de um céu limpo e ensolarado.
Aqui, encontrei o Grande Caminho resplandecente de luz, e o futuro era apenas alegria e gratidão. "Komyo-Nyorai-Sama, muito obrigado", agradeci, junto com minha mãe, pela primeira vez, de mãos dadas. A doença incurável que me atormentou por dez anos, em apenas alguns dias de Johrei, transformou-se na alegria de um renascimento... Imediatamente, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) do Mestre Suzuki. Ah, fui salvo por Deus. Também a mim foi concedido o grande Poder Divino. Imaginem essa gratidão. Isso foi em 25 de janeiro do ano passado. Depois disso, foi uma sequência contínua de proteção divina. Hoje, posso trabalhar plenamente em qualquer tarefa.
Para mim mesmo, parece um sonho. Sinto alegria em trabalhar junto com minha família; tudo ao meu redor parece receber-me com sorrisos, e não importa o que veja, fico imensamente feliz. Desejando compartilhar essa alegria o mais rápido possível, ao servir como intermediário na Obra Divina, até mesmo eu, que estava coberto de nuvens espirituais, pude receber inúmeras proteções divinas. Muito obrigado. Para retribuir nem que seja um décimo-milésimo da graça de ter sido salvo, enquanto me permito ajudar, empenho-me dia e noite em estar em sintonia com a Vontade Divina da construção do Paraíso Terrestre, considerando isso a maior honra.
Com certeza, com certeza, compartilharei esta alegria da vida. De vez em quando, recebo a purificação, e a cada vez minha fé se aprofunda, permitindo-me mergulhar na alegria do renascimento. Agradeço profundamente.
Meishu-Sama, muito obrigado. Mestre Suzuki, muito obrigado.
(apresentado em 21 de maio de 1951)
O neto com empiema foi salvo
Shimodate, província de Ibaraki
Igreja Média Hakua, Kō Ishizuka (57)
Sou alguém que teve a permissão de se converter em 15 de julho do ano passado (1950). As bênçãos que recebi até hoje são incontáveis. Agradeço profundamente. Entre elas, relato uma, transformando-a em gratidão.
Na verdade, em 1920, fui admitida no Nichirenshū como seguidora do Sutra de Lótus para uma geração, praticando o Daimoku, e, até então, vivia agradecendo pelos benefícios materiais recebidos.
Em julho de 1948, nasceu meu segundo neto (cinco anos), extremamente frágil desde o nascimento. Durante a primeira infância, os medicamentos ainda faziam efeito; mas, a partir da primavera do ano passado, ele parou completamente de tomar remédios e não permitia injeções. Desde pouco depois de seu nascimento, o médico repetia: "Uma criança tão fraca assim, não há esperança de criá-la." Mas eu não podia abandonar à morte este neto tão querido, que havia nascido neste mundo com tanto esforço. Forçava-o a tomar remédio, abrindo-lhe a boca à força; mas às injeções ele resistia desesperadamente, e não havia nada que pudéssemos fazer; a família passava dias sombrios. Disseram que era tuberculose infantil; todos os dias, ele tinha fezes verdes, comia pouco e tossia violentamente. Minha filha e eu cuidávamos dele sem descanso, mas a doença só piorava, e estávamos completamente aflitos.
Por recomendação de alguém, a partir do final de maio deste ano, comecei a receber o Johrei. Graças a Deus, as fezes melhoraram e o apetite aumentou, trazendo alívio para toda a família. Primeiro, eu, a avó, tive a permissão de me converter. Então, no terceiro dia do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), ele teve febre de 41 graus repentinamente, e, durante minha ausência (enquanto recebia o treinamento), minha família, apressada, chamou o médico. Disseram que, sem saber a causa, por precaução, aplicaram várias injeções.
Com a notícia urgente, meu coração ficou agitado; recebi o Ohikari e, ao voltar para casa, imediatamente fiz o Johrei. Mas, por causa da febre muito alta, minha família ficou ansiosa, e eu também não tinha confiança suficiente. O Professor Suzuki disse que era uma purificação maravilhosa, mas o médico disse que era empiema. A teoria do médico e a teoria da purificação confrontaram-se e, por um momento, fiquei extremamente preocupada com o que aconteceria. O dia 25 coincidia com o terceiro aniversário da morte de minha falecida mãe, e cheguei a me resignar, pensando que aquele seria o dia de sua ascensão. No entanto, mantive minha fé na teoria do Johrei, e a sincera dedicação do Professor Suzuki, com a ajuda do poder de Deus, fez com que o empiema, por mais teimoso que fosse, se curasse completamente em duas semanas, sem cirurgia. A alegria de minha família foi indescritível; só pudemos agradecer a Komyo-Nyorai-Sama.
O médico repetira várias vezes: “Mesmo que este empiema se cure, se ele pegar um resfriado neste outono, não terá jeito.” Ainda assim, depois disso, a criança pegou resfriado, inchou os gânglios linfáticos, teve diarreia, otite média e chegou a ficar dez dias sem poder comer devido a uma estomatite; tudo, porém, passou sem problemas. Uma após outra, as purificações foram recebidas e concluídas. Hoje todos dizem: “A Chan-ko teve sorte de escapar da morte.”
Agradeço do fundo do coração a proteção de Meishu-Sama. Desejo recomendar amplamente este precioso Caminho a todos, para que muitas pessoas no mundo o compreendam, e oro para que o Paraíso Terrestre chegue o mais rápido possível. Desejo igualmente ajudar, ainda que com um décimo-milésimo das bênçãos, e todos os dias faço essa oração.
Minhas duas filhas também tiveram a permissão de se converter, uma em agosto do ano passado e outra em abril deste ano, e passamos juntas dias de gratidão.
Com minha escrita imperfeita, escrevi conforme meu coração agradecido. Muito obrigada.
(apresentado em 1º de setembro de 1951)
De um longo sofrimento, agora em meu lar de alegria
(Várias salvações de longos sofrimentos)
(Várias salvações dos sofrimentos da doença e da pobreza)
'Eikō' nº 107 — 6 de junho de 1951
'Terapia Revolucionária da Tuberculose', título alterado e publicado em 15 de agosto de 1951
Ōdate, distrito de Kitaakita, província de Akita
Igreja Média Jukkō, Kikue Abukawa (36)
Por volta de dezembro de 1948, após o parto, sofri de nevralgia. Meus braços e pernas ficaram dormentes e a dor era tão forte que eu mal conseguia andar. Ao ouvir boatos de que “mesmo os jovens podem ter derrame”, desanimei e caí no pessimismo, pensando que terminaria minha vida no meio do caminho. Procurei primeiro o médico; todos os dias, meu filho mais velho me levava ao hospital num trenó-caixa. Injeções e remédios desagradáveis tornavam cada dia doloroso, mas, depois de um mês, meu corpo não voltara ao normal, e acabei desistindo. Ao contar meu sofrimento diário a conhecidos e visitantes, eles me ensinavam vários remédios, que eu tomava sem obter melhora, lamentando minha sina infeliz.
Um dia, por acaso, uma pessoa da fé da cidade me recomendou: “Se você mover as mãos, a doença se cura.” Pensei: “Isso é absurdo, como pode existir tal coisa?” Mas pensei também: “Se eu me curar, não poderia haver coisa melhor.” Decidi me converter. Durante os três dias do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), uma pessoa com uma doença aguda veio ao local do kyoshu e melhorou milagrosamente, indo embora alegre e grata. Outra pessoa, com a mesma doença que a minha, arrastando a perna e dizendo que todo o corpo doía, também se curou com apenas algumas sessões de Johrei. Vendo isso, embora com metade da fé e metade da dúvida, ouvindo as palavras do Mestre, fiquei cada vez mais surpresa. “Ah, isso é verdadeiro. Com certeza, este é um poder realmente precioso”, acreditei, e no terceiro dia, com toda a confiança, recebi o precioso Ohikari. Depois disso, sem perceber, meu corpo se recuperou completamente. Mas em casa as crianças tiveram várias purificações, como mal-estar na cabeça, dor de barriga etc., e, com vergonha, eu tentava impor as mãos às escondidas. Alguns pareciam melhorar, talvez por sugestão, mas, por mais que eu impusesse as mãos, o efeito não aparecia facilmente. Minha família dizia: “É mais rápido ir ao hospital do que fazer essas bobagens; pare com isso.” Fui alvo de muitas críticas e oposição, acabei parando completamente de impor as mãos e até tirei o Ohikari. Desisti, pensando que não conseguiria curar como os Mestres, e coloquei o Ohikari no altar dos budas, pedindo desculpas. No ano seguinte, em 25 de março de 1949, à uma hora da madrugada, houve um incêndio repentino, e cinco casas queimaram em um instante.
Minha casa era uma delas; só restaram as fundações, e o resto queimou completamente. Graças à ajuda de parentes e conhecidos, conseguimos enfim construir outra casa e pudemos voltar a dormir e nos levantar, mas a pobreza só aumentava. A profissão da família era o comércio de bicicletas; no inverno, os clientes desapareciam por completo, e não havia nenhuma fonte de renda. Apesar disso, fomos sobrevivendo; para a compra de mercadorias na primavera, porém, pegamos empréstimos e participamos de consórcios, totalizando cerca de 170.000 ienes. Em julho daquele ano, infelizmente, fomos roubados novamente à noite; duas bicicletas novas foram levadas.
Na época, uma bicicleta nova custava 18.000 ienes; duas bicicletas, 36.000 ienes, foram roubadas, e meu peito se encheu de uma raiva e tristeza indescritíveis. Mesmo assim, pensando que, se eu contasse aquela desgraça aos clientes que vinham todos os dias, eles poderiam deixar de vir, não demonstrei nenhum sofrimento externamente e mantive o ânimo. Do mesmo modo, em outubro, outra bicicleta nova foi roubada à noite. O que é isso? Não era algo que se comprasse por mil ou dois mil ienes; era uma quantia de dezenas de milhares de ienes, e foi realmente lamentável. Enquanto passávamos outro inverno difícil, em fevereiro do ano seguinte (1950), o irmão mais novo de meu marido, que havia voltado do território soviético, foi hospitalizado com tuberculose.
Era um paciente tão grave que não se via previsão de quando sararia. Já fazia quase um ano que estava internado, e ainda continuava. As despesas de internação e tratamento ultrapassavam 100.000 ienes. Em maio do mesmo ano, minha quinta filha adoeceu repentinamente com meningite, e fiquei completamente desanimada. Pouco depois da morte de minha quinta filha, meu sexto filho começou a ter febre alta e tosse; preocupada, levei-o ao médico, que disse ser tuberculose infantil. Fiquei tão desanimada que minhas pernas fraquejaram. O médico disse para interná-lo imediatamente, mas não tínhamos dinheiro para nada, então pedi se não era possível tratá-lo em casa.
Ele disse: “Então, se aplicarmos cerca de dez injeções de estreptomicina, como é criança, deve se curar rápido.” Seguindo o conselho do médico, decidimos aplicar a micina. A criança, porém, chorava desesperadamente, e três enfermeiras a seguravam à força para aplicar a injeção em seu bumbum. Era tão doloroso de ver que eu também chorei.
Era uma pena que ele recebesse injeções todos os dias, mas eu só queria salvar esta criança querida de alguma forma e, endurecendo o coração, ia todos os dias. Para a criança, dividíamos em três dias uma ampola de micina que, para um adulto, se aplica de uma vez. Cada ampola custava 1.100 ienes. Cortando todas as despesas de subsistência, conseguimos que ele recebesse dez injeções em um mês; mas, longe de melhorar, ele piorava a cada dia. Consultei o médico novamente, e ele disse: “Se aplicar mais quarenta, deve melhorar.” Ao pensar em consultar meu marido, voltei apressadamente. Contei a ele o que o médico dissera, mas ele, com o rosto sombrio, não disse nada. Eu, como mãe, tomei a decisão: “Tudo bem se esta criança morrer; vou parar por aqui. Se aplicarmos mais quarenta ampolas de micina, serão cerca de 50.000 ienes, e se mesmo assim não melhorar, será só jogar dinheiro fora. O irmão do meu marido ainda está internado, gastando centenas de milhares de ienes, e também gastamos com a quinta filha. Se continuarmos assim, vamos nos afundar em dívidas. ‘De qualquer forma, não tenho sorte com filhos’”, resignei-me e fiquei ainda mais forte. Cerca de uma semana depois que parei de ir ao médico, a pessoa da fé da cidade que me recomendara antes veio à minha casa e disse: “O que você fez com aquele precioso Ohikari? Com certeza o abandonou. Por isso, várias desgraças estão acontecendo uma após a outra. Que tal reconsiderar e entrar neste Caminho novamente?” E me contou várias histórias de bênçãos. Então, arrependi-me de todas as más ações passadas, pedi desculpas e decidi me apegar a este Caminho novamente. Imediatamente, levei a criança, que estava com febre de 40 graus, à igreja do Mestre Suzuki.
Arrependendo-me de todas as más ações, pedi desculpas a Daikōmyō Nyorai e recebi o Johrei com fervor todos os dias. Em menos de vinte dias, a criança já estava completamente saudável. Com este poder divino indescritivelmente precioso, esta criança querida foi salva. Eu também recebi um novo Ohikari. Tive ainda a permissão de consagrar Byōbu Kannon (Kannon do biombo) e reformei completamente o altar dos budas para fazer as oferendas. Depois disso, não só não houve mais nenhuma desgraça, como também, ao receber o Ohikari, os negócios prosperaram, e a família inteira vive alegre e feliz todos os dias. Só posso chorar de gratidão, sem saber nem como agradecer. “Meishu-Sama, muito obrigado” — abraçando meu filho, só consigo chorar. Meishu-Sama, muito obrigado. Eu, que estou cheia de nuvens espirituais, desejo ensinar o mais rápido possível às pessoas que, por não conhecerem o Caminho, vivem sem alegria e gratidão, em dias escuros e solitários, lamentando a vida, para que juntos nos apeguemos a Meishu-Sama e possamos viver esta vida com felicidade.
Meishu-Sama, muito obrigada. Esforçar-me-ei com empenho.
(apresentado em 16 de março de 1951)
Salva da tuberculose renal com nefrectomia e da meningite, a um passo da morte
Sapporo, província de Hokkaido, distrito de Toyohira, Tsukisamu 2-chome
Igreja Média Kyokkō, Fumiko Misagawa (31)
Respeitosamente, relato e agradeço pelos benefícios materiais recebidos.
Tive a permissão de me converter em fevereiro deste ano. Em 31 de junho de 1946, contraí nefrite renal tuberculosa aguda, fui imediatamente hospitalizada, submetida a uma cirurgia de incisão e tive o rim esquerdo removido. Recebi alta em 10 de julho e, depois disso, vivi sem problemas. No entanto, em abril de 1949, cerca de seis meses após o parto de minha primeira filha, comecei a sentir dor na bexiga após urinar, com pus na urina, passando dias desagradáveis. Tomei medicamentos da medicina chinesa em casa, mas no quarto mês, em fevereiro de 1950, comecei a frequentar novamente o hospital municipal, tomando remédios e recebendo injeções, sem melhora significativa.
Em dezembro do mesmo ano, mudei para um hospital particular, onde comecei a receber penicilina e micina. A dor na bexiga parou, e o pus na urina também, mas nessa época já me disseram que o hilo pulmonar estava piorando. Seguindo as ordens do médico, continuei o tratamento. Nessa época, meu filho mais velho, Yoshiro, também teve uma recidiva de otite média, e ambos frequentávamos o hospital; com dois doentes em casa, as despesas eram enormes. Meu filho mais velho teve sarampo aos três anos e, depois disso, foi hospitalizado no Hospital Nacional por otite média, curando-se completamente em pouco tempo.
Ficou bem por cerca de um ano e meio, mas depois, sempre que pegava um resfriado, a otite média voltava e saía pus. As injeções faziam o pus parar temporariamente, mas ele pegava outro resfriado, o pus voltava, e assim íamos. Em dezembro de 1950, ele pegou um resfriado e, desta vez, começou a reclamar de uma dor de cabeça como nunca antes, e o pus não parava de sair. Aplicaram penicilina etc., mas a dor de cabeça não passava. No início de fevereiro deste ano, passei na casa de um parente meu, a família Sakai, no caminho de volta do hospital, e fui aconselhada a subir e ouvir a conversa, pois o Ministro da Igreja Messiânica estava lá.
Da outra vez em que passei por lá, já ouvira um pouco, mas não me interessara muito. Disseram que eu podia duvidar, então subi. Ouvi a conversa do Ministro, mas não conseguia acreditar que uma doença pudesse ser curada apenas com a imposição das mãos. Meu parente também me recomendou: “Bem, por que não recebe o Johrei?” Como era uma tentativa, o Ministro disse: “Já que você diz que está com dor no hilo pulmonar, vire-se um pouco.” Quando ele impôs as mãos em minhas costas por cerca de três minutos, a dor que eu sentia do ombro direito até a região do hilo pulmonar desapareceu, e senti um milagre.
Então, o Ministro me falou várias coisas preciosas sobre Komyo-Nyorai-Sama e explicou que a doença é um processo de purificação, uma bênção de Deus. A partir daquele dia, tanto eu quanto meu filho começamos a pedir o Johrei. A dor no hilo pulmonar desapareceu com três sessões de Johrei, e a dor de cabeça do meu filho também se curou em cerca de três vezes. A urina, que não estava turva quando eu tomava penicilina e micina no hospital, começou a ter pus novamente a partir do dia em que recebi o Johrei. Na época, o Ministro disse: "Os remédios endurecem, e o Johrei dissolve e elimina, então não se preocupe nem um pouco."
Enquanto recebia o Johrei diariamente, ficava mais forte a cada dia. Antes, não conseguia nem carregar objetos pesados e, desde que minha primeira filha nasceu, nunca a tinha carregado nas costas. Em abril, por ocasião do Culto na Igreja Média, pude carregá-la nas costas e ir ao Culto. Meu filho mais velho também pôde ir para a escola todos os dias com saúde. Primeiro, eu e meu filho mais velho tivemos a permissão de nos converter; depois, meu marido também se converteu, e em casa consagramos Komyo-Nyorai-Sama. Em 28 de julho, fomos todos juntos ao banho de mar. Em comparação com o ano retrasado e o ano passado, a alegria de poder ir ao banho de mar todos juntos, tendo recebido tais benefícios materiais, é indescritível.
Meishu-Sama, muito obrigada. De agora em diante, desejo me tornar um servo de Deus e contar a muitas pessoas sobre a preciosidade deste Caminho, contribuindo para a construção do Paraíso Terrestre. Com minha escrita imperfeita, relato e agradeço aqui.
(apresentado em 1º de setembro de 1951)
Infiltração pulmonar, salvo enquanto trabalhava
Kasame, Mukaesa, distrito de Iwata, província de Shizuoka
Igreja Média Eishō, Hajime Matsuno (25)
Desde minha conversão em julho de 1948 até hoje, agradeço profundamente pelas inúmeras proteções divinas que recebi e, com minha escrita imperfeita, relato uma parte delas.
Em abril de 1943, devido a circunstâncias familiares, voltei do meu emprego em Quioto e, talvez por forçar o corpo no trabalho agrícola, ao qual não estava acostumado, comecei a sentir cansaço no corpo, dor nas costas e uma tosse leve. Eu não achava que fosse tão grave, mas meu pai disse: "Vá fazer um check-up." Pensei que não era nada demais, mas, seguindo suas ordens, fui a um médico da cidade. Após ausculta, percussão, hemossedimentação, reação de Mantoux, etc., o médico balançou a cabeça repetidamente e disse: "Não dá para saber com uma só vez. Volte outro dia." Um dia depois, fui novamente; desta vez, tirei uma radiografia. Disseram-me que o lobo superior do pulmão esquerdo e o lobo médio do pulmão direito estavam comprometidos, uma infiltração pulmonar bilateral. Ainda não conseguia acreditar, então pedi para ver a foto; as manchas estavam claramente visíveis. O susto naquele momento foi como se tivesse sido jogado em uma escuridão total; uma solidão indescritível tomou conta de mim.
Ah, pensei: "Então eu também fui acometido por esta doença incurável que todos odeiam." Imediatamente, perguntei ao médico sobre o tratamento, e ele apenas disse: "Repouso absoluto e nutrição." "Trabalho agrícola é especialmente proibido." "Se possível, faça a terapia de pneumotórax." Ele recomendou. Perguntei de volta: "Se eu fizer a terapia de pneumotórax, com certeza me curarei?" Ele não disse nem "cura" nem "não cura". Vendo que ele não falava claramente, pensei: "Afinal, é uma doença de morte." A força que me mantinha tenso até então se esvaiu de uma vez; esqueci de pagar a consulta e saí do consultório.
E, no ônibus de volta, enquanto sofria sozinho, lembrei-me, como num filme, do meu irmão mais velho, que morreu de pneumonia aguda há dez anos; do segundo irmão, que faleceu no ano seguinte da mesma doença; e do terceiro irmão, em quem eu mais confiava, que desapareceu dois anos depois em uma ilha solitária no mar do sul. Um após o outro, eles vinham à minha mente. Meu pequeno peito de dezessete anos parecia ser rasgado e apertado; eu perdia até a esperança de viver, e ficava pensando sozinho no que fazer dali em diante.
O que diria ao voltar para casa? Hesitei, pensando em morrer assim mesmo, mas contei apenas ao meu pai. Ele, embora não dissesse nada, fez uma cara sombria como quem diz "de novo?", mas me encorajou: "Se você se cuidar, deve se curar." Depois disso, eu vagava sem rumo todos os dias, fazendo o que me dava na telha, mas pensava: "Por mais que me preocupe, não vou me curar." Como eu já não gostava de medicina, não pensei em me tratar de uma doença incurável agora. Por outro lado, não podia simplesmente ignorar. Então, só para me acalmar, comprei alguns remédios e os tomei, mas, claro, não houve nenhuma mudança no quadro. Certa vez, meu pai comprou um remédio caseiro, e ao tomá-lo, senti um cheiro de algo misturado com alho e um gosto indescritivelmente ruim, algo que só um doente poderia suportar. E então parei de tomar o remédio. Decidi: “Já que é para dar errado, vou até cair”. A partir daí, ao contrário do que os médicos diziam, continuei trabalhando como antes e, à noite, saía para passear sem destino.
Assim, passaram-se março e abril, e durante esse período tive muitos sintomas subjetivos, alternando entre alegria e tristeza, e o ano terminou. Nos dois ou três anos seguintes, houve avanços e recuos. A partir do verão do vigésimo segundo ano da Era Showa (1947), comecei a ter sangramentos nasais e escarro com sangue, a dor no peito tornou-se gradualmente mais intensa e pesada. Certa vez, tamanha era a agonia que bati levemente no peito, quando de repente senti tontura e náusea, e desmaiei ali mesmo. Ainda assim, não procurei médico nem tomei remédios, pensando: "Que seja como tiver que ser, que seja como quiser", com uma espécie de desânimo.
Pelos padrões da época, minha vida era a própria falta de cuidado. Por que eu me sentia assim? É que, em minha aldeia, não havia uma única pessoa que tivesse se curado da mesma doença; todas haviam morrido. Só de conhecidos, havia quinze ou dezesseis. Mas, pelo menos, tive a sorte de não ficar de cama. Foi em junho do vigésimo terceiro ano da Era Showa (1948), cerca de um mês antes da minha conversão. Certa manhã, quando fui lavar o rosto distraidamente, senti de repente um gosto de sangue na boca. Ao enxaguar e cuspir, saiu sangue vermelho-vivo. Até então, eu estava relativamente tranquilo, mas pensei: "Finalmente chegou o momento que eu esperava".
Senti uma ponta de ansiedade, tremi de medo. Quando se chega a esse ponto, acho que é assim com qualquer um: os nervos ficam afiados como agulhas, e os pensamentos correm para o lado negativo, sem que se possa fazer nada. Em meio a isso, em julho, após o plantio do arroz, o Sr. Taniguchi, da cidade de Yamanashi, me apresentou este Caminho e me incentivou. Ao ouvir suas palavras, percebi que as coisas imprudentes que vinha fazendo até então estavam, na verdade, direcionando a doença para a melhora. Embora não soubesse disso, agora me parece tolice ter me preocupado e sofrido sozinho. Converti-me imediatamente e, ao continuar recebendo o Johrei, antes de seis meses, no final daquele ano, a dor e a febre desapareceram como se fossem limpas.
A partir de então, eu, que tinha estômago e coração fracos, fiquei cada vez mais forte. Nas competições de atletismo da associação de jovens, participei de provas de 800 metros e 1500 metros, obtendo bons resultados todos os anos. No ano passado, cheguei a receber a bandeira de campeão, e também participei das competições de atletismo de Chūen e Bandō, competindo com jovens de outras cidades e vilas. E agora, olhando calmamente para trás, quando comparo o passado e o presente, pensando se sou eu mesmo que, há alguns anos, tremia de ansiedade diante da doença e havia perdido até a esperança de viver, a diferença é tão grande que grito do fundo do coração: "Ah, fui salvo, que grato!"
Isso se deve inteiramente à imensa graça de Meishu-Sama, e só posso agradecer profunda e profundamente. É realmente uma pena não poder escrever à vontade.
Além disso, na noite de 6 de agosto, por volta das oito horas, meu irmão mais velho teve uma purificação abdominal violenta, com dores intensas que duraram doze horas, chegando a um ponto em que sua vida esteve em perigo. Graças ao Johrei durante toda a noite, por volta das nove horas da manhã seguinte, a dor, juntamente com o vômito, desapareceu. Agradeço também de coração pela proteção divina que recebemos. Estou decidido a me esforçar ainda mais no futuro e retribuir, ainda que seja uma parte mínima, a imensa graça recebida.
Quando olho para aquela época, é assustador,
Eu vagava sem bengala na escuridão.
Até mesmo o renascer da minha vida é motivo de alegria,
E ainda me foi permitida a arte de curar.
Entoando repetidas vezes este hino de louvor, agradeço a Meishu-Sama. Muito obrigado. (Apresentado em 25 de outubro de 1951)
Lendo o Jornal Eikō, fui salvo da tuberculose e para um lar feliz
Antaori, Kajiki-cho, Aira-gun, Prefeitura de Kagoshima, Igreja Grande Kōhō, Yoshinobu Futami (31)
A Sra. Mitsuko Arikawa (39), após ser diagnosticada com tuberculose por um médico, recebeu a ordem de repouso absoluto. A partir de então, seguindo as palavras do médico, esforçava-se apenas para se recuperar o mais rápido possível, mas não progredia como esperava. Além disso, seu estômago ficou fraco, e ela continuava a sofrer. Foi quando, oportunamente, recebeu o jornal Eikō e, por esse intermédio, veio visitar a igreja.
Segundo seu relato: "Meu marido trabalha como empregado em uma terra distante, e eu e meus filhos estamos em nossa terra natal em tratamento. Vivemos separados, e em casa é completamente escuro e solitário. Meu peito está cheio de tristeza e pesar. Já pensei em desistir, mas quando penso no meu marido e nos meus filhos, quero me curar de alguma forma o mais rápido possível. Tomei 75 injeções de micina. Tentei repouso, nutrição e várias outras coisas, mas até hoje não houve nenhuma melhora", disse ela, em lágrimas, numa situação lastimável.
Decidindo confiar em Komyo-Nyorai, ela recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e passou a visitar a igreja diariamente. Confiou no Johrei e nos Escritos Divinos. Dia após dia, recuperava a saúde, tornando-se capaz de lavar roupa e cozinhar com facilidade. Sua visão da vida mudou completamente, ardendo em esperança para o amanhã. Levando seus filhos, retornou ao local de trabalho de seu marido e reviveu um lar feliz.
Sua filha (no segundo ano do ensino fundamental) também reclamava de dores no peito, achando que havia contraído a doença da mãe. Na escola, não fazia ginástica nem ia a excursões, preocupada. Mas, vendo o resultado da mãe, agora se converteu e vive uma vida estudantil alegre como jogadora de vôlei.
É verdadeiramente uma graça imensa. Agradeço profundamente. (Apresentado em 21 de abril de 1951)
Banhado pela grande graça, para um lar de luz
Uraibe, Bizen-cho, Wake-gun, Prefeitura de Okayama, Igreja Média Senshin, Shigeyo Tanabe (54)
Recordando, por volta de abril do ano retrasado, perdi o apetite. Pensei que fosse cansaço e pedi a alguém que me aplicasse injeções de vitaminas B e C, achando que meu apetite voltaria. Mas, por mais dias que passassem, o apetite não melhorava. Finalmente, consultei um médico, que disse: "Isso é gastrite crônica. Tomando um pouco de remédio, vai melhorar logo". Continuei tomando o remédio diariamente, mas não melhorava nada. Até o médico achou estranho e disse que faria um raio-X. O resultado foi que meu pulmão estava um pouco ruim, o que me deixou muito preocupada. Talvez por causa disso, minha cabeça ficou muito ruim desde então, não conseguia ficar acordada nem por um instante.
Continuei a tomar as injeções do médico diariamente. Por volta de setembro do ano passado, melhorei um pouco, e o médico disse que eu poderia trabalhar aos poucos. Alegre, trabalhei cerca de trinta dias em três meses, até que meu corpo piorou novamente. Depois disso, consultei médicos, mas não melhorava de jeito nenhum; todos os dias, sofria. Foi então que uma vizinha, a Sra. Miki, me disse: “Por que você não experimenta a fé da Igreja Messiânica?” e me contou várias coisas. Naquela ocasião, recebi o Johrei e me senti muito bem. No dia seguinte, recebi Johrei novamente e, na mesma hora, fui com a Sra. Miki visitar a igreja de Katagami. Recebi o Johrei do Professor Hayashi e também ouvi suas valiosas palavras. O Ministro disse: “Continue por um tempo”. A partir do dia seguinte, recebi Johrei diariamente e, dia após dia, melhorei muito. No dia 7 de março, fui com a Sra. Miki visitar a residência do presidente da Igreja Média de Ōgaki e recebi o precioso Ohikari. Quando voltei para casa, todos, incluindo meu marido, pensaram que eu estaria muito cansada, mas, ao contrário, voltei muito animada, e eles se alegraram, dizendo que era realmente uma bênção de Deus. Depois disso, meu marido também se converteu em 22 de abril, e no dia 25 visitamos a sede em Atami.
No dia 15 do mês seguinte, recebemos a graça de consagrar Komyo-Nyorai, e em 5 de junho meu segundo filho também se converteu e visitou a sede em Hakone.
Pensando bem, fui salva do longo mundo de escuridão e ignorância e transportada, pela primeira vez, para o mundo de luz e alegria. Essa alegria não pode ser expressa nem por escrito nem em palavras. Agora, toda a família está saudável e, sob a orientação do Ministro, meu marido e meu segundo filho, no trabalho, aplicam Johrei em todos que encontram, e todos ficam muito felizes. Eu também aplico Johrei nos vizinhos e, todos os dias, com corpo e mente leves, sirvo ao Caminho.
Meishu-Sama, muito obrigada. (Apresentado em 15 de setembro de 1951)
Tuberculose incurável em duas semanas
Wae, Shizuma-mura, Nima-gun, Prefeitura de Shimane, Igreja Grande Shinsei, Tomie Mori (36)
Com o fim da guerra, em 1945, retornei à minha terra natal, Shimane. Na época, pesava 17 kan e era tão saudável que não perdia para ninguém. Trabalhava como costureira e vivia com minha mãe e meu filho, então no segundo ano do ensino fundamental. Éramos pobres, mas tínhamos um lar alegre. No entanto, a partir da primavera de 1947, nossa casa se tornou um lar infestado pelo demônio da doença. Minha mãe contraiu cárie óssea. No ano seguinte, em maio de 1948, com uma hemoptise súbita, eu também me vi obrigada a um repouso absoluto. O lamento de nossa família naquela época não pode ser descrito por palavras tão imperfeitas.
Passamos a depender de um menino do quinto ano, e começou nossa vida de tratamento, a minha e a de minha mãe. Nem eu nem minha mãe melhorávamos de forma significativa; havia avanços e recuos. Nesse meio-tempo, por gentileza de uma amiga que morava na cidade de Kōchi, passei um ano em repouso num hospital de Kōchi. Como estava melhorando bastante, e também preocupada com a casa, tive alta e voltei para Shimane (agosto de 1949). Talvez pelo cansaço da viagem, no dia seguinte comecei a ter febre. Entrei em repouso absoluto, achando que a febre passaria em um mês, mas, mesmo depois de vários meses, a febre não passava, o apetite diminuía, e todo o ano de hospitalização foi em vão. Depois disso, fiquei em repouso por um ano e quatro meses, cuidando da alimentação e do ar puro, continuando o tratamento, mas meu corpo só definhava. No final de dezembro de 1950, li o livro Conversas sobre a Fé e alguns outros livros, e meu coração foi atraído pelo grande poder de Komyo-Nyorai, desejando ardentemente receber o Johrei. Em 6 de janeiro de 1951, com muito esforço, visitei o Mestre Inaba, na vila de Tagi, no distrito de Hikawa, a cerca de 5 léguas de distância. Por acaso ou por necessidade, era o dia do Culto Regular, e o Mestre Harima, da cidade de Sanda, província de Hyōgo, estava presente. Senti-me verdadeiramente grata (naquela época, minha temperatura corporal era de 37,2-37,3°C desde a manhã; minha temperatura normal era 35,8°C). Pude ir a Tagi por três dias e, por gentileza do Mestre, pude ir todas as noites à casa de um convertido na vila vizinha para receber o Johrei. A vila vizinha ficava a mais de 1 légua de distância. Para mim, que estava em repouso absoluto, caminhar mais de 2 léguas todas as noites era muito difícil.
Mas eu, que apenas ansiava pela luz divina, estava preenchida apenas pelas palavras “que grata”; nada mais me vinha à mente. Minha família, vendo minha situação, sentia grande ansiedade e suspirava. Meu coração, porém, que acreditava no que acreditava e vivia, já não era o meu eu de antes; havia algo resplandecente como a luz. Continuei indo, mesmo em noites de chuva e neve. Na noite de 13 de janeiro, o céu nevado deixava a noite completamente escura. Enquanto eu caminhava com grande dificuldade, ao chegar ao meio da montanha, uma luz branca e pura emanou de meus ombros, iluminando o caminho à frente, e fiquei surpresa. Pensei que fosse o farol de um carro vindo atrás, mas, ao olhar para trás, não vi nada parecido. Olhei ao redor, e não havia nada que emitisse luz. Se é luz, deve projetar sombra; olhei em volta, mas minha sombra não era projetada.
Pela proteção divina de Daikōmyō Nyorai, recebi verdadeiramente um milagre. Se isso não é um milagre, o que é? Naquele momento, fiquei tão emocionada que meu corpo formigou da cabeça aos pés. Uma semana, duas semanas — a partir de então, eu conseguia ficar acordada com apenas uma hora de repouso por dia. Em 26 de janeiro, foi um dia de alegria inesquecível para mim. Nesse dia, o presidente da igreja de Osaka veio e pude me converter. Após a conversão, eu aplicava Johrei em dez a vinte pessoas por dia, e cada vez mais percebia a preciosidade do poder divino. No dia da audiência, em 8 de maio, pude visitar Atami e contemplar a figura de Meishu-Sama, e minha emoção foi imensa. Para Komyo-Nyorai, que concede uma graça tão grande mesmo a alguém pobre como eu, passo dias e noites em gratidão.
Além disso, eu, que havia melhorado temporariamente após um ano de hospitalização, recaí no dia seguinte ao meu retorno de Kōchi para Shimane. Desta vez, pude visitar Atami vindo de Shimane sem nenhum sofrimento, e estou cada vez mais saudável. Por esses dois fatos contraditórios, pude compreender ainda mais o erro do passado e a preciosidade do Caminho. Eu, que deveria ser o esteio da família, havia me resignado silenciosamente à tuberculose incurável, mas novamente poder servir a Komyo-Nyorai junto com meu filho neste mundo é uma alegria suprema, e vivo cheia de gratidão.
Além disso, a cárie óssea de minha mãe também melhorou muito após minha conversão, e agora ela pode fazer todas as tarefas domésticas. Em 24 de abril, meu filho também se converteu, e nosso lar se tornou mais brilhante do que antes, resplandecente de luz.
Daikōmyō Nyorai, muito obrigada. Meishu-Sama, muito obrigada. Com respeito, agradeço profunda e profundamente.
Meishu-Sama, muito obrigada. (Apresentado em 18 de novembro de 1951)
Das trevas para a vida de luz
Hishinuma, Chigasaki-shi, Prefeitura de Kanagawa, Igreja Média Meisei, Masayoshi Sugiyama (20)
Salvo pelas imensas Graças Divinas de Meishu-Sama, tomado de gratidão, pego aqui minha caneta imperfeita.
Na primavera de 1947, fui acometido de pleurisia e fiquei de cama. Seguindo as ordens do médico, mantive repouso absoluto e, após três meses de todos os tratamentos médicos, consegui me recuperar. O médico disse que estava completamente curado e que não haveria recaída, então fiquei tranquilo e trabalhei. No entanto, em março de 1951, senti dores nas costas e no peito. Fui ao hospital e fui diagnosticado com manchas no pulmão esquerdo, e novamente me foi ordenado “repouso absoluto”. Fui lançado no fundo do desespero e da lamentação. A partir de então, começou uma vida de remédios e injeções todos os dias. Mas, como eu era o único que sustentava a casa, não podia deixar de trabalhar, mesmo com esforço. A doença não melhorava em nada, e meu coração só se impacientava, querendo me curar o mais rápido possível. Enquanto isso, a doença progredia cada vez mais, e acabei perdendo meu emprego. Sem um centavo de sobra, apenas existindo, meu sofrimento e tristeza se aprofundavam a cada dia, e meu futuro caiu numa vida de fundo de poço, completamente escura. Diante de tamanha impermanência, pensei várias vezes em abandonar o mundo; mas, ao pensar em meus pais, percebia minha fraqueza, recompunha meu coração e me encorajava a viver com força e retidão. No entanto, minha irmã mais velha, que trabalhava, teve uma súbita dor abdominal no início de abril de 1951 e foi cuidada pelo Mestre Okada. Descobriu-se que era a repurificação de uma apendicite que havia sido solidificada com gelo oito anos antes. Ela estava em estado grave, à beira da morte, mas foi salva com cinco ou seis sessões de Johrei. Continuou recebendo Johrei e, tornando-se mais saudável do que antes, compartilhou comigo essa alegria.
Como um afogado que se agarra a um fio de palha, imediatamente recebi o Johrei do Mestre e, ao mesmo tempo, ouvi palavras preciosas sobre o Caminho, como a doença ser um processo de purificação e as nuvens espirituais do coração. Ao ler os Escritos Divinos, mesmo eu, que a princípio não acreditava, encontrei algo em que crer e soube que existe um Deus venerável neste mundo. Decidi que não havia outra via de salvação senão este Caminho; confiando unicamente nele, pude, dia após dia, tornar meu corpo cada vez mais saudável. E, em 1º de junho, pude começar um novo trabalho. Só posso agradecer e me emocionar diante dessa imensa e infinita grande compaixão.
O gracioso Komyo-Nyorai nos tirou, a nós, pecadores, do fundo do poço da escuridão e ignorância para o mundo da luz, e em 17 de junho me foi permitida a conversão. Em julho, também pude consagrar Byōbu Kannon (Kannon do biombo). Desde então, o sofrimento desapareceu a cada dia, e pude avançar com segurança pelo caminho iluminado. Esta é a grande alegria da vida, a felicidade que almejamos. Olhando para trás, os dias passados parecem um sonho. Atualmente, recebo milagres um após o outro; até mesmo alguém como eu, que ainda tem pouco tempo de conversão, recebe diariamente inúmeras graças preciosas, e meu coração está cheio apenas de gratidão.
Toda a minha família vive em gratidão pelas Graças Divinas de Meishu-Sama. Estou decidido a retribuir, ainda que seja uma parte mínima dessa graça, servindo dentro de minhas possibilidades.
Meishu-Sama, muito obrigado. (Apresentado em 1º de outubro de 1951)
Cura completa da infiltração pulmonar, para uma vida de prosperidade nos negócios e luz
Yonezawa, Shibukawa-mura, Adachi-gun, Prefeitura de Fukushima, Igreja Média Meisei, Uno Anzai (37)
Sou comerciante de miudezas numa área rural de Tohoku. Desde criança, era fraca e, quando pegava um resfriado, sempre contraía pneumonia, causando grande preocupação aos meus pais. Mas, ao crescer, a doença pareceu se solidificar, e me casei no lugar onde estou.
Ainda inesquecível, no outono de 1947, ainda no início da estação, meu marido foi acometido por uma recaída de pleurisia. A preocupação — dele, é claro, e minha e de seus pais e irmãos — não era pouca. Especialmente por ser ele filho único e ter sido criado com mimos, sua vida diária após o casamento era cheia de caprichos, como preferências alimentares, e ele vivia no luxo. Dizia que a esposa deve seguir o marido, e era um pai que até causava medo nas crianças.
A terrível tuberculose, considerada incurável pela medicina, bastava pensar nela para que o mundo diante dos olhos se tornasse escuridão. Ele ficou de cama por mais de um ano. Apesar de todos os cuidados médicos, tratamentos e enfermagem, nada surtiu efeito. Em meados de setembro de 1948, deixando para trás cinco filhos — o mais velho com treze anos —, a mim e até mesmo um poema de despedida, ele partiu para o outro mundo. Naquela época, eu me agarrava a ele, pensando: "Se o mundo permitisse, seria melhor morrer junto com você". Ele, é claro, não me respondeu.
Desde então, nos longos dias que se seguiram, mesmo quando havia algo alegre, ou quando eu estava triste ou sofrendo, tudo o que vinha à minha mente era meu marido. Em momentos como este, pensava: "Se ao menos meu marido estivesse saudável", e me ajoelhava diante do altar, com o peito apertado, a cabeça doendo e as lágrimas transbordando sem parar. Não comia, não dormia, esquecia a vergonha e a opinião alheia, e apenas chorava alto. As crianças, dizendo "Mamãe chora logo", também choravam junto. Pensava: "Se não houvesse doenças neste mundo, não haveria essa tristeza e sofrimento". Dia após dia, com os mesmos pensamentos, acabei pegando um resfriado. Pensei: "Não vou perder para um simples resfriado" e resisti, mas, mesmo depois de dez ou vinte dias, não melhorava, e o quadro só piorava. Relutantemente, consultei um médico, que diagnosticou: "A doença do seu marido infectou você". Senti que o momento esperado havia chegado, como se fosse arrastada pelas ondas do mar revolto, e fiquei apenas atordoada, sem espaço para pensar em nada. Imediatamente, fiz um raio-X em um hospital em Fukushima e cheguei ao ponto de dar entrada para internação.
De qualquer forma, com cinco filhos pequenos e administrando sozinha um posto de distribuição de alimentos e miudezas na época, perdi toda a esperança. Ao pensar nas crianças e no futuro, o momento de deixar a casa era algo que não podia ser expresso em palavras ou por escrito.
Desta vez, fui eu que fiquei de cama por cinco meses em repouso. Fisicamente, talvez estivesse em repouso formal, mas mentalmente, como estava? Com tantas preocupações, não conseguia dormir bem, e nem mesmo a preciosa comida era saborosa. Tive alta, mas aquela longa vida de tratamento, sempre em repouso, com preocupações infinitas do amanhecer ao anoitecer, um coração ansioso para trabalhar, desejando ter três ou cinco corpos, mas, infelizmente, o corpo não obedecia, e, para não ter febre, meu coração era uma tempestade.
Depois disso, ia ao hospital uma vez por semana para o pneumotórax. E diziam que, se não continuasse por dois anos, não teria efeito. Além do medo da recaída, meu sofrimento, depois de meu marido haver esbanjado o dinheiro, só quem passou pela mesma situação pode entender.
Foi então que a mão misericordiosa de Komyo-Nyorai se estendeu. Este afortunado pai da salvação, Meishu-Sama; o pai da construção do Paraíso Terrestre, Meishu-Sama. Essa alegria é tão grande que nem palavras de agradecimento saem. Desejo informar às pessoas que, como eu, sofrem de doenças incuráveis, para que confiem o mais rápido possível e em maior número, e, ao mesmo tempo, relatar os inúmeros benefícios materiais que recebi até agora e minha experiência exatamente como aconteceu.
Certo dia, após a alta, o Professor Honda me incentivou a ir ouvir uma palestra sobre doenças que aconteceria na filial de Matsukawa da Igreja Média Meisei, com um Ministro vindo de Tóquio, dizendo que eu deveria ouvir. Dizia que qualquer doença poderia ser curada sem o uso de remédios. Senti como se estivesse sendo enganada por uma raposa, mas aquela semana pareceu longa. No dia 21 de agosto de 1949, fui ao curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), com tanta alegria que nem tive tempo de tomar café da manhã. Ouvi várias palestras e, à noite, recebi o primeiro Johrei do Presidente Kobayashi. "Com um físico tão bom, como pode ter doença pulmonar? Ficar descansando é um desperdício. A partir de amanhã, vá trabalhar", ele disse. Com apenas uma sessão de Johrei, minha preocupação desapareceu. Recebi as preciosas palavras: "Não se preocupe com a doença". A partir do dia seguinte, enquanto trabalhava, ouvia as palavras da Presidente da filial de Matsukawa, Sra. Takako Tanji, e recebi Johrei por pouco mais de um mês.
Pensei que não poderia receber o Ohikari até a próxima visita do Presidente, mas, ao perguntar à Sra. Tanji, ela disse: "Posso interceder imediatamente". Uma semana depois, recebi-o. A alegria naquele momento foi imensa. Imediatamente, parei de ir ao hospital e de tomar remédios e, num piscar de olhos, pude continuar trabalhando com energia. Meus irmãos e vizinhos disseram: "Não pare o hospital de uma vez só; seria melhor tomar remédio enquanto pratica a fé". Mas eu respondi: "Detesto remédios, já me despedi deles". E eles riram, dizendo: "Você está um pouco maluca".
Meu desejo de, ao menos uma vez, visitar Meishu-Sama, que eu ansiava realizar a qualquer custo, foi atendido. Em 18 de março de 1950, pude visitar Atami e, em setembro, também pude participar do Culto Especial de Outono no Nikkōden (Palácio da Luz Solar), em Hakone. Esta graça, aquela graça, a proteção divina infinita de Meishu-Sama... Só posso sentir gratidão, e lágrimas de alegria transbordam.
Meus cinco filhos também estão sendo abençoados. Minha terceira filha (oito anos), logo após a partida de meu marido, costumava acordar assustada, por volta das onze da noite e das duas da manhã, e chorar alto. Não havia homem em casa, e eu também me sentia solitária. Estava completamente aflita, passando noites ansiosas. Mas, com três ou quatro sessões de Johrei da Sra. Tanji, isso parou completamente.
Paralelamente ao comércio, também pratico o método da agricultura natural com as crianças. Seguindo obedientemente a orientação de Meishu-Sama, cultivo naturalmente batatas na primavera, primeiro, e depois taro, berinjela, soja, feijão azuki, repolho chinês, nabo, trigo e todos os tipos de cultivos. O resultado é maravilhoso, tanto no sabor quanto na cor e no brilho, realmente excepcional. Desejo que muitos agricultores despertem o mais rápido possível e recomendo a todos que encontro. Vendo meu corpo, que se tornou completamente diferente do que era antes, e os cultivos naturais que pratico diante dos olhos, aqueles que veem o rosto e não acreditam são realmente dignos de pena.
No final de 1950, o Presidente Kobayashi e outros Ministros e muitos fiéis vieram me visitar e, com imensa graça, pude consagrar Komyo-Nyorai. Essa felicidade, a primeira em minha vida, não tem comparação.
Não importa qual doença me ataque, não preciso preparar bolsas de gelo ou sacos de remédios. Oro diante de Komyo-Nyorai todas as manhãs e noites, para que eu possa receber o maior número possível de purificações o mais rápido possível. Meu filho mais novo, de seis anos, quando tem dor de barriga ou se machuca, pede com orgulho: "Mamãe, faz Johrei". Sem remédios, com a agricultura natural, já construímos, ainda que pequeno, o Paraíso Terrestre.
Meishu-Sama, muito obrigado. Para que o maior número possível de pessoas que sofrem com doenças e de agricultores que se preocupam com a obtenção de fertilizantes químicos caros possam compreender e praticar esta orientação de Meishu-Sama, estou servindo como uma forma de retribuir a graça recebida.
Daquele mundo de trevas, agora me tornei este corpo saudável; a loja está próspera, e sou admirada pelos moradores da vila por administrar tudo sozinha, sendo uma grande coisa. Há até boatos de que, nas sombras, alguém deve estar me ajudando com um capital de cem ou duzentos mil ienes. Esta graça, o que mais poderia ser senão o grande poder de Meishu-Sama, invisível aos olhos humanos? Agradeço profundamente, crendo que é uma dádiva da misericórdia infinita de Meishu-Sama.
Meishu-Sama, muito obrigado de verdade.
Apresento meus sinceros agradecimentos com estas palavras humildes. (Submetido em 2 de junho do 26º ano da Era Showa, 1951)
A alegria de ser salva do abismo do desespero
‘Terapia Revolucionária para a Tuberculose’ — 15 de agosto de 1951 (Showa 26), Nagano-ken, Kamiina-gun, Minamimuki-mura, Ōkusa, Igreja Média Daiko, Yokozawa Fujie (34)
Sou alguém que esteve acamada por muitos anos, sofrendo intensamente, e fui salva por Komyo-Nyorai. Transbordando de alegria, apresento este relato com minhas palavras humildes.
“Se não fosse o auxílio de Kannon, Eu agora Sofreria eternamente num abismo sem fundo”
Assim como diz esta canção de louvor de Meishu-Sama, realmente, se eu não tivesse conhecido Komyo-Nyorai, o que teria sido de mim? Lembro e fico arrepiada. Foi na primavera do décimo quarto ano de Showa (1939). Achei que estava com um princípio de resfriado e fui para a cama, mas nunca mais consegui me levantar, tornando-me uma pessoa acamada. A tristeza quando o médico me disse que era uma doença no peito, que as pessoas detestam, foi uma dor indescritível, por mais que chorasse. Comprei e tomei todos os remédios que as pessoas diziam ser bons, indo de médico em médico. No entanto, a febre não baixava de jeito nenhum, e eu só me desesperava.
Pensando se não existia neste mundo algo que curasse a minha doença, olhava para meu rosto e mãos que emagreciam e chorava. No início, minha mãe e todos os outros cuidavam de mim com muito carinho, como se as mãos alcançassem os lugares que coçam. Mas, com alguém que passava oito anos contando os buracos dos nós no teto, acabaram se aborrecendo, e minha mãe e os demais da casa também ficaram extremamente exaustos. Cada vez que ouvia as queixas de minha mãe, ambas chorávamos muito. As amigas iam se casando uma após a outra; cada vez que ouvia essas notícias, eu, acamada, pensava que, mesmo sendo o destino, o mundo era cruel demais, e, sozinha e triste, molhava a gola do futon com novas lágrimas.
Em dias de chuva e de vento, sozinha na cama doente, não tinha espaço para pensar em nada além da morte, e até mesmo me incomodava que as pessoas vissem meu rosto. A única coisa que confortava meu coração era a revista “Shufu no Tomo” (Amiga da Dona de Casa). Cansada de ver as mesmas coisas todos os dias, sempre folheava a seção de anúncios de remédios. Entre eles, experimentei o método de tratamento do livro “Terapia Popular de Suemoto”, publicado pela mesma editora. Fricção com água fria, banho de sol, fricção com gengibre... eu mesma me admirava de como conseguia continuar. Entre essas, a que mais pratiquei foi, sem dúvida, a fricção, e foi a que mais me aliviou.
Por um tempo, cheguei a me levantar e brincar no jardim. A alegria daquele momento foi indescritível; eu, que já havia pensado em morrer, andava por aí com um sentimento indescritível. Quem mais se alegrou com isso foi, sem dúvida, minha mãe. Um dia, cerca de três anos depois, fiquei sabendo de uma coisa chamada “Seicho-no-Ie” e pensei em tentar pela fé. Rapidamente me filiei e, enquanto praticava, de alguma forma meu espírito foi salvo. Mas, no fim, não adiantou. Talvez por falta de meu entusiasmo, acabei acamada novamente, e desta vez estava um pouco mais grave. Depois disso, exatamente em janeiro do 24º ano da Era Showa (1949), chegou o dia em que meu corpo também foi envolvido pela Luz, e pude ser salva pela graciosa Komyo-Nyorai.
A alegria quando fui guiada foi verdadeiramente indescritível; pensei que este Deus era o Deus da salvação, e meu coração saltitava, minhas mãos dançavam e eu nem sabia onde pisava. Graças a isso, pude me apegar a Ele de todo o coração, sem hesitação. A sensação quando recebi o Johrei pela primeira vez foi algo que nunca havia experimentado; meu corpo e minha alma se tornaram leves, e fiquei com preguiça de ficar deitada, levantando-me de repente. Passei a sair para receber o Johrei com todo o empenho. No dia 2 de fevereiro, para ir a um curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) a cerca de 1 ri e meio (cerca de 6 km) de distância, pude ir e voltar no mesmo dia com minhas pernas que não andavam há anos.
Normalmente, minhas pernas doeriam e eu cambalearia, mas não me cansei muito e pude andar sem descansar. A alegria de minha mãe naquela hora foi ainda maior que a minha. Depois disso, meu corpo ficou cada vez mais leve, e toda a família, alegre, se converteu à fé.
Tanto eu quanto meu irmão recebemos agora a qualificação e estamos servindo com dedicação. Além disso, recebemos a Grande Luz de Daikōmyō Nyorai, obtivemos inúmeras purificações e muitos benefícios materiais, e estamos emocionados com a magnitude infinita da graça. Pensando na felicidade de poder contribuir, ainda que em parte, para esta sagrada grande obra de construção do Paraíso Terrestre, estou decidida a dedicar minha vida e perseverar até o fim. Muito obrigada, de verdade.
“Que eu esteja saudável agora é uma graça imerecida,
Penso ser o caloroso favor do Buda”
“Oh, que alegria! Embora estivesse num mundo sem esperança,
Ao conhecer Kannon, brotou a esperança”
Sem revisar estas palavras humildes, apresento este relato de alegria por ter nascido às margens do Rio Tenryū.
Convertida, curei completamente a doença pulmonar em pouco tempo
‘Terapia Revolucionária para a Tuberculose’, — 15 de agosto de 1951 (Showa 26) Shimane-ken, Hikawa-gun, Kamitsu-mura, aza Kamijima, Igreja Média Ryūkō, Hata Kuni (28)
Há cinco ou seis anos, peguei um resfriado e fui consultar um médico em Imachi, cidade de Izumo. No início, fui diagnosticada com bronquite e continuei o tratamento, mas não melhorava. Depois de trocar de médico várias vezes, meu corpo foi ficando cada vez mais fraco, então fiz um raio-X. Disseram-me que o pulmão direito estava bastante opaco e que eu precisava de repouso absoluto, alimentação e cuidados. Senti como se já estivesse no terceiro estágio da tuberculose pulmonar; pensava que, a qualquer momento, vomitaria sangue naquela temível hemoptise. Fiquei tão desanimada que senti como se toda a força do meu corpo tivesse desaparecido.
Seguindo as ordens do médico, fiquei num quarto, sem deixar as crianças se aproximarem, e meus pais também se afastavam com medo de contágio. Afundei na tristeza e no desespero, apenas esperando a morte. Não posso esquecer aquele dia. Em 20 de março de 1949 (Showa 24), um vizinho, o Sr. Kizuki Genjirō, veio me visitar e disse: “Outro dia, fui visitar uns parentes e lá estava o Mestre Sugitani Hatsuno, do Gokō-san. Enquanto conversávamos, meu estômago começou a fazer barulho, e a Sensei disse: ‘Seu estômago está um pouco estranho. Vou fazer um Johrei para você.’ Embora eu me achasse saudável e não sentisse nada, como meu estômago estava estranho, recebi o Johrei.
Então, meu corpo inteiro ficou como se tivesse levado um choque elétrico, comecei a tremer, e, mesmo recebendo o Johrei em pé, meu corpo foi se movendo para frente e para trás, fiquei quente, e o suor escorria por todo o corpo. Foi uma graça realmente misteriosa. Segundo o Mestre, quase qualquer doença pode ser curada. Se você também convidar o Mestre e receber o Johrei, com certeza vai se curar.” Ele me disse isso com tanta convicção que fiquei feliz como se tivesse voltado à vida, e imediatamente pedi ao Mestre Sugitani. Quando recebi o Johrei, senti-me muito bem, e o Mestre disse: “Se você ficar em repouso, seu corpo só vai enfraquecer.
Portanto, mova-se sem se esforçar demais. A comida também ficará mais gostosa.” Ao ouvir isso, senti como se tivesse renascido. Em abril, o Sr. Kizuki se converteu, e eu, em 17 de maio, recebi do Mestre Ishizaka o curso de preparação para receber o Ohikari e me converti, recebendo o Johrei todos os dias do Sr. Kizuki.
Cerca de dez dias após a conversão, tive uma febre muito alta e sofri muito. À noite, chamei o Sr. Kizuki para receber o Johrei, e no dia seguinte convidei o Mestre Sugitani. Ele ficou uma noite e recebi o Johrei. Na manhã seguinte, senti-me tão aliviada como se tivesse esquecido a doença, e compreendi profundamente a gratidão da purificação e do Johrei. Então, toda a família ficou tão feliz com a graça recebida que também ajudei a fazer mochi para comemorar. Depois disso, melhorei rapidamente, como se descascasse uma camada de papel fino, e no final de junho pude até ajudar no plantio de arroz. Depois disso, recuperei-me completamente e já estava trabalhando quando, nesta primavera, o Centro de Saúde de Hikawa veio à vila fazer exames de raio-X. Eu também fiz uma radiografia, e não havia nenhum vestígio da tuberculose pulmonar: estava completamente curada. O médico ficou muito surpreso, achou estranho e, inclinando a cabeça, disse: “Será que se cura só com um movimento de mão daquele jeito?”, enquanto olhava para o meu rosto.
Meishu-Sama, Daikōmyō Nyorai, muito obrigada de verdade. Graças a vocês, hoje toda a minha família está completamente saudável, até ganhamos mais um filho, e passamos dias de gratidão. Sei que há muitas pessoas no mundo que sofrem de doenças como a minha. Desejo ensinar isso ao maior número possível de pessoas, por isso apresento este relato.
Meishu-Sama, muito obrigada de verdade. Apresento meus sinceros agradecimentos.
Curada de uma doença grave de sete anos
‘Terapia Revolucionária para a Tuberculose’, — 15 de agosto de 1951 (Showa 26) Saga-ken, Saga-gun, Shinboku-mura, aza Karami, Igreja Média Kiitsu, Fukushima Tae (30)
Sou uma mulher de 29 anos. Em fevereiro de 1944 (Showa 19), fui convocada para o Corpo de Serviço e trabalhava numa fábrica de ferramentas na cidade de Saga. Até então, nunca havia ficado doente e era extremamente saudável, mas um dia no início de julho do mesmo ano, de repente senti dor de cabeça e mal-estar, então saí mais cedo e voltei para casa. Nos primeiros quatro ou cinco dias, pensei que fosse um simples resfriado e descansei, mas não melhorava nada. Consultei um médico da vizinhança e, para minha surpresa, fui diagnosticada com infiltração pulmonar. Toda a família ficou surpresa e triste. Imediatamente consultei outro médico especialista em medicina interna, tomava injeções em dias alternados e medicamentos, mas, longe de melhorar, a doença só piorava. No início de setembro daquele ano, fui condenada ao repouso absoluto e perdi as forças para me levantar. Até então, eu conseguia ir ao hospital, mas de repente fiquei de cama, sem alternativa, e tive que chamar o médico para visitas domiciliares. Seguindo rigorosamente as recomendações do médico, dediquei-me ao tratamento, mas, por sorte ou azar, esse médico faleceu no final daquele ano. Passei a ser cuidada por outro médico, e desde então, até este ano, completei sete anos de cama.
Sete anos de sofrimento que perturbaram e quase me fizeram perder a razão. É um milagre que eu ainda esteja viva, mas o desejo de viver era forte e não conseguia desistir. “No entanto, querer viver” era justamente a semente do meu sofrimento. Não há nada mais terrível do que o apego à vida. Durante esse tempo, troquei de médico um após o outro, buscava remédios, e, como diz o ditado “quem está se afogando agarra-se até a um fio de palha”, eu comprava todos os remédios que ouvia dizer que eram bons, e até me apeguei com fé ardente a um certo deus, mas não surtiu efeito algum. Durante dois ou três anos, a doença oscilava entre melhoras e pioras, sem se agravar nem melhorar. Era verdadeiramente a vida humana, tão efêmera.
Como perdera minha mãe quando eu era jovem, meu pai idoso e meus irmãos mais novos queriam, de alguma forma, que eu recuperasse a saúde. Foram anos de lágrimas. A preocupação de meu pai, em particular, dava pena. Pensei mais de uma vez em cometer suicídio; se eu morresse, ele desistiria e não se preocuparia tanto.
Exatamente em junho do ano passado, um parente, o Sr. Uchida Hitoe, veio me visitar de propósito e me contou sobre o grande auxílio de Komyo-Nyorai, que muitas pessoas estavam sendo salvas. Ele me incentivou a me apegar a Ele e receber as Graças Divinas. Eu duvidei se alguém como eu, que sofria há tantos anos, poderia ser salva, mas senti que não poderia deixar o Sr. Uchida voltar de mãos vazias, dada sua gentileza. Pedi o Johrei e, como me senti melhor do que nunca, continuei pedindo todos os dias, mas depois de cerca de três vezes, não pude mais pedir. Isso porque o Sr. Uchida tinha muitos filhos e morava muito longe, e não pude fazer como queria. Enquanto lamentava, apresentaram-me o Mestre Higashi Noboru. Quando comecei a ser cuidada pelo Mestre Higashi, minha cabeça foi ficando mais leve e a prisão de ventre que me atormentava há muito tempo melhorou. Eu passava uma semana, ou até dez dias, sem evacuar; quando sentia vontade, sofria como se fosse chorar e passava meia hora eliminando fezes duras aos poucos. Mas, quatro ou cinco dias depois de começar o Johrei, as fezes ficaram macias e não senti mais nenhum sofrimento. Como conseguia dormir bem todas as noites, uma esperança, como uma luz tênue, começou a surgir. Com o passar dos dias, o Johrei se tornou cada vez mais prazeroso. Foi isso que significou encontrar a luz no futuro.
Surgiu em mim a convicção de que “com certeza posso viver, posso recuperar a saúde”. Imaginem minha alegria quando percebi isso. Foi uma alegria como se tivesse subido ao Paraíso. Mal podia esperar a hora em que o Mestre viria todos os dias. Então, seguindo suas palavras: “Levante-se, tente andar, penteie o cabelo”, fiz exatamente como ele disse. As coisas que eu achava que não conseguiria fazer, uma a uma, tornaram-se fáceis, e finalmente consegui sair da cama em meados de setembro. No início, o Mestre Someya, da igreja da cidade de Saga, também veio me visitar e me deu vários conselhos gentis, pelos quais sou imensamente grata.
Sete anos de sofrimento. Fui recebida novamente no mundo iluminado dos seres humanos. Não sei como expressar minha gratidão. A porta do mundo misterioso se abriu. Há uma diferença enorme em relação ao mundo que eu via e ouvia até então. A grandeza da Luz de Deus, que realizou o impossível, é imensurável.
Três meses depois de começar a ser cuidada pelo Mestre Higashi, ele me fez deixar o leito de morte de sete anos e renascer. Viva... Quando pude ir pela primeira vez à igreja da cidade de Saga, em 8 de outubro, para estar diante de Deus, senti como se estivesse no Paraíso. Fiquei hospedada por três dias e duas noites, ouvi as preciosas palestras, recebi o sagrado Johrei, e senti como se não quisesse voltar para casa.
A sensação de andar de ônibus depois de sete anos, a vista da cidade... tudo o que via e ouvia era novo e precioso. Depois de sair da cama, acordo às cinco horas todos os dias, e faço eu mesma as tarefas que durante muito tempo deixei para meu pai (meus irmãos mais novos vão trabalhar e ficam fora): cozinhar, limpar e até lavar roupa. Não gosto de descansar nem por uma hora, e fico sempre trabalhando em algo.
Atualmente, há algo que me assusta sempre que me lembro: as palavras dos senhores Mestres: “Se você se apegar a Deus, com certeza melhorará”. Essas palavras eram a voz de Deus. No mundo vasto, quantas pessoas, como eu pensava no início, acham que a fé é apenas para acalmar o coração? E quantas pessoas sofrem por causa disso?
Ó vós que sofreis com a mesma dor, apegai-vos a Komyo-Nyorai o mais rápido possível e experimentai a verdadeira alegria. Pois podereis tornar-vos saudáveis com certeza, como eu... A saúde é a verdadeira felicidade. É somente quando adoecemos que compreendemos o quão feliz é a saúde.
Komyo-Nyorai, muito obrigada. Meishu-Sama, muito obrigada. (Submetido em 5 de janeiro do 26º ano da Era Showa, 1951)
Infiltração pulmonar desesperadora curada em pouco tempo
Kagoshima-ken, Hioki-gun, Tabuse-mura, Ōsaka, Igreja Média Nankō, Higashikubo Kazuo (23)
Creio que foi na primavera de 1949 (Showa 24). Tive problemas no duodeno e, ao mesmo tempo, desenvolvi uma doença cardíaca. Anemia, dificuldade para respirar, perda de apetite... a doença piorou. Recorri, é claro, a medicamentos e injeções, e até a todos os tipos de terapias populares. Como resultado, obtive uma melhora apenas passageira. A doença reapareceu, e comecei a sentir rigidez nos ombros e dores no peito. Imediatamente consultei um médico e fiz um raio-X. O diagnóstico foi infiltração pulmonar, e fui lançado num turbilhão de desespero. Meus pais ficaram extremamente surpresos ao saberem disso. Seguindo as ordens do médico, tentei todos os meios possíveis, mas tudo foi em vão. A doença só piorava: acabei desenvolvendo neurastenia por falta de sono e cheguei a sentir dores na região lombar. Experimentei todos os remédios, injeções, medicamentos da medicina chinesa, acupuntura e moxabustão — tudo o que as pessoas diziam ser bom —, mas não encontrei efeito algum. Apenas tremia de ansiedade pelo futuro e, sendo impaciente, cheguei a me preparar para a morte várias vezes.
Foi exatamente nessa época que ouvi, de alguém da vila, sobre o poder de Komyo-Nyorai: apenas com a imposição das mãos, qualquer doença poderia ser curada. Senti um forte desejo de me apegar a Ele e pedi ao Sr. Arimura, da filial de Ōsaka, que me permitisse receber o Johrei. E então, o que aconteceu? A dor no peito e a dor lombar que tanto me atormentavam não foram curadas com apenas uma sessão de Johrei?
Essa doença incurável, para a qual todos os meios foram inúteis, começou a melhorar com uma única sessão de Johrei. Não é um benefício material notável demais? Os moradores da vila também ficaram surpresos com este fato. De repente, uma luz branca brilhou em minha casa, até então envolta em nuvens escuras.
A partir de então, durante uma semana, recorri ao Sr. Arimura e, a cada sessão de Johrei, melhorava visivelmente. No dia 7 de dezembro, o Mestre Kuroki veio e, sob sua orientação gentil, pude me converter. Se não fosse por essa salvação, o que seria de mim agora? Só de pensar que ainda estaria sofrendo num pântano sem fundo, me faz suar frio. Em menos de um mês, meu corpo se tornou saudável, irreconhecível. Além disso, um após o outro, todos em casa se converteram. Em 26 de abril, recebemos até Daikōmyō Nyorai, e toda a família passa dias felizes.
Meishu-Sama, muito obrigado de verdade. (Submetido em 2 de junho do 26º ano da Era Showa, 1951)
Eu, que não acreditava que a flor da morte havia desabrochado [A alegria da regeneração]
‘Terapia Revolucionária para a Tuberculose’, — 15 de agosto de 1951 (Showa 26) Shizuoka-ken, Atami-shi, Koarashi, Igreja Média Fuyō (Kamiyama), Matsumoto Tomiko (25)
Na manhã de 2 de setembro, quando eu tinha 22 anos, na flor da juventude, tive dor de cabeça e calafrios. Mas, como sempre fui saudável e nunca havia tomado um remédio sequer, continuei trabalhando tranquilamente. Cerca de dez dias depois, tive febre alta e forte dor de cabeça, e o suor escorria por todo o corpo. Fui diagnosticada com pleurisia por um médico do Hospital Nacional. Como nunca havia pensado em doenças, não me preocupei e achei que, assim que a dor de cabeça passasse, eu voltaria a ter o corpo saudável de antes. Dia após dia, a febre perto de 40 graus e os suores noturnos intensos continuavam. Naquela época, eu não conhecia outro método senão seguir fielmente as ordens do médico e ficar de repouso.
No entanto, algo que me dá arrepios só de lembrar aconteceu por volta de uma hora da madrugada de 24 de agosto. De repente, junto com a tosse, senti um calor úmido na garganta e, assustada, vomitei sangue vermelho vivo. Por um momento, fiquei como desmaiada. Quando me dei conta e vi respingos de sangue por toda parte, fiquei atordoada, sentindo que estava possuída por uma doença abominável e que havia recebido uma sentença de morte. A tristeza que brotava e a irritação do coração, eu as suportava em silêncio, confiando tudo ao médico. Os dias solitários e sem esperança continuaram. Meu corpo, que antes da doença pesava 15 kan (cerca de 56 kg), emagreceu de repente. Incapaz de lidar com aquele corpo tão transformado, estirada na cama, sem nenhuma perspectiva de cura, continuei vagando pela triste jornada em direção à morte.
A doença oscilava entre melhoras e pioras. Pelas entrelinhas das conversas dos médicos com minha família, compreendi que já não havia mais jeito. Distribuí às minhas irmãs mais novas, como lembrança, vários objetos que prezava. Sentia-me inútil por ter de morrer sem haver feito nada até aquela idade, causando preocupação aos meus pais. Quantas vezes chorei escondida na cama, ninguém sabe.
No primeiro Ano Novo que passei na cama, em 1948 (Showa 23), resignei-me, pensando que seria o último, que não havia mais nada a lamentar. Em 8 de janeiro, uma senhora que eu conhecia veio me visitar. Vendo minha barriga inchada, ela disse: “Isso é peritonite. Se curar isso, o peito também vai ficar muito mais aliviado.” E me falou sobre o Johrei. Como diz o ditado “quem está se afogando agarra-se até a um fio de palha”, as palavras sinceras da senhora me animaram, e na mesma hora recebi o Johrei. Eu, que mal conseguia respirar ao me virar na cama, pude me virar para a direita e para a esquerda sem nenhum esforço, como a senhora havia dito, e senti um alívio que nunca havia experimentado.
Enquanto ouvia a senhora, percebi que o caminho que eu havia trilhado até então era completamente oposto ao Caminho de Deus. A partir de então, a figura da senhora, que visitava meu leito solitário, tornou-se algo que eu ansiava todos os dias. No terceiro dia, consegui me levantar sozinha e ir ao banheiro. Parei de tomar os remédios que recebia todos os dias, jogando-os no esgoto, e recusei as injeções, dizendo que me sentia melhor sem elas. Por volta do sétimo dia, entediada de ficar deitada, pedi que levantassem a cama. O tatame que estava debaixo do futon estava desmoronando. À medida que o inchaço da barriga diminuía, meu apetite aumentava e eu ganhava forças. Enquanto lia “Medicina do Amanhã” perto da lareira, compreendi profundamente como os remédios e as injeções eram prejudiciais. Deus não me abandonou. Não importava o que os outros dissessem: decidi firmemente que me apegaria a Deus e ficaria saudável, custasse o que custasse. Durante o Johrei, às vezes vomitava uma água de cheiro estranho, enchendo uma bacia. As pessoas ao redor também se surpreendiam ao ouvir que era a purificação da toxina medicamentosa.
Em 27 de janeiro, acompanhada pela senhora, consegui finalmente visitar a igreja. Senti como se tivesse renascido completamente. Quando saí, meus pais se despediram de mim com preocupação; quando voltei saudável, estavam em silêncio. Perguntei o que havia, e meu pai disse com uma voz sem ânimo: “Você estava com uma aparência tão saudável, vestindo um quimono bonito e indo para a cidade, que pensei que a flor da morte tivesse finalmente desabrochado. Contei isso e chorei. Tomara que não seja isso.” Eu não pude evitar uma gargalhada. Eu, salva; meu pai, incrédulo. Lágrimas de alegria brotaram involuntariamente. Converti-me em 13 de fevereiro. Depois disso, recebi a purificação da diarreia por três meses inteiros e, graças a um verdadeiro grande milagre, tornei-me saudável.
“Fui salva sem perceber, Desde que ouvi o verdadeiro ensinamento de Kannon”
Atualmente, estou servindo na Igreja Média Fuyō. Desde que comecei a servir, engordei e passo dias felizes. Se o venerável Meishu-Sama não tivesse vindo a este mundo, talvez eu já tivesse atraído minhas irmãs, uma após a outra, para o mundo espiritual, levando minha família ao fundo das trevas. Ao receber a salvação de Meishu-Sama, de grande compaixão e misericórdia, as lágrimas brotam sem parar diante de tanta graça.
“Toda vez que prostro a cabeça diante do altar, choro, Ao pensar neste corpo que foi salvo”
Ao pensar naquela vida infernal, sinto que esta é realmente a felicidade suprema. Apresento este relato na esperança de que sirva de farol no caminho da luz para as pessoas infelizes que gemem com doenças semelhantes às minhas.
Salvo do sombrio inferno da tuberculose
‘Terapia Revolucionária para a Tuberculose’, — 15 de agosto de 1951 (Showa 26) Gifu-ken, Kamo-gun, Hachiya-mura, Igreja Média Daiko, Kawai Ryūhei (34)
Canção de louvor “Sem me censurar, a este corpo pecaminoso,
Concede abundantemente a grande felicidade”
Pensando bem, neste corpo que talvez seja pecaminoso ao extremo, entre os inúmeros benefícios materiais que recebi da grande graça de Meishu-Sama, venho relatar e agradecer a cura fácil da doença torácica de mais de dez anos que era meu mal crônico.
No verão de 1936, aos vinte e um anos, fui hospitalizado por um mês devido a bronquite; a partir de então, a doença piorava a cada verão. Em julho de 1944, durante a convocação, fui hospitalizado por quatro meses devido a uma infiltração no pulmão direito e recebi alta curado. Um mês depois, porém, tive uma recaída: fiquei hospitalizado por três meses e recebi alta por doença incurável, sendo dispensado da convocação. Depois disso, convalescia em casa, mantendo relativa estabilidade, quando, em outubro de 1949, tive febre intensa e sofri; desta vez, porém, não melhorei como esperava.
Nesse meio-tempo, o médico ordenou medidas como a desinfecção de todas as refeições, injeções preventivas para os nove familiares, pneumotórax, injeções de estreptomicina etc., e recebi o temível diagnóstico de tuberculose. Foi quando toda a família ficou atônita e mergulhada em tristeza e desespero. Jamais esquecerei — não, nunca poderei esquecer pelo resto da vida. Era uma tarde fria de 20 de novembro, com a chuva de outono característica da estação. Minha irmã me guiou, e recebi a visita do anjo Mestre Harumi Goto. Naquela noite e na manhã seguinte, recebi duas vezes o Johrei da bondosa senhora. A cada vez, a teimosa febre que persistia baixou, meu ânimo ficou revigorado e, não conseguindo ficar parado, levantei-me imediatamente e saí da cama.
No dia 22, acompanhado por minha irmã, fui à igreja de Shimo Kawawa para uma visita de adoração. Minha irmã também recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), e recebemos o precioso Ohikari protetor. Depois disso, em casa, recebia o Johrei de minha irmã duas vezes ao dia, de manhã e à noite. Assumi a tarefa de cuidar das crianças durante a movimentada época agrícola e, às vezes, chegava a carregá-las nas costas — algo totalmente impensável para mim, que até então evitava carregar coisas pesadas, mas que passei a fazer com naturalidade. Parecia mentira, em comparação com o tempo em que todos estávamos exaustos, física e mentalmente, com a família imersa numa atmosfera sombria.
Duas semanas depois, em 5 de dezembro, pude fazer uma peregrinação de agradecimento aos pés de Meishu-Sama, em Atami. Durante toda a viagem, graças às bênçãos, tudo foi extremamente tranquilo. Pude encontrar-Me com Meishu-Sama, contemplar Seu venerável rosto transbordante de compaixão e, em meio à alegria, retornar em segurança, com o corpo e a mente leves. Desde então, até hoje, um ano e meio depois, tenho sido cada vez mais abençoado com saúde. O trabalho na lavoura também se tornou muito fácil, a eficiência natural aumentou e estou passando dias extremamente agradáveis. Além disso, por uma graça imerecida, pude consagrar Komyo-Nyorai e, graças à proteção divina, toda a família, transbordando de alegria, dedica-se ao serviço dentro de nossas limitações.
Ao apresentar este relato de agradecimento, oro também para que muitas pessoas no mundo, que sofrem com doenças torácicas, possam receber a salvação do verdadeiro Deus o mais rápido possível.
Meishu-Sama, muito obrigado.
Do desespero à alegria
[Das profundezas do desespero à luz]
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Yoshio Watanabe (34), Igreja Média Seirei, Nakamura, Kawakami-gun, Okayama
Por volta de setembro de 1948, eu vinha enfrentando problemas estomacais quando, pelas duas horas da manhã, comecei a sentir dores nas costas que me impediam de deitar e descansar; de pé, porém, não sentia nada de diferente, e o raio-X não mostrou anormalidades. Após duas sessões de massagem, a dor passou, mas eu não fazia trabalho com enxada e saía conforme minha vontade. No inverno daquele ano, comecei a cultivar a terra e, nos dois anos seguintes, fiz trabalhos pesados, sentindo apenas um desconforto ocasional na parte inferior do ombro direito, ao qual não dava importância, e continuei com a agricultura.
No entanto, por volta de março de 1950, passei a sentir dores ocasionais em ambos os lados do peito. Em abril, consultei um médico, que disse não haver anormalidades nos pulmões; mas a dor foi se intensificando e se tornando mais frequente. Eu fazia apenas trabalhos leves. No dia 29 de abril, antes do meio-dia, fui para a cama e, por volta das quatro da tarde, tive dificuldade para respirar e passei muito mal. Quando descansava e me alimentava, depois de dois ou três dias melhorava da cabeça; então caminhava por cinco ou dez minutos, mas logo a falta de ar voltava, a cabeça doía como se fosse estourar e, quando chamava o médico, ele dizia: "Não há doença, pode caminhar".
Depois de dois ou três dias de repouso, eu melhorava bastante e saía para caminhar; então a dificuldade voltava. Após repetir isso duas ou três vezes, comecei a sentir palpitações e a dor no peito, que melhorara bastante, voltou. O médico receitou um remédio para o coração e, em cerca de duas semanas, já conseguia caminhar um pouco; quando descansava, a febre cedia. No exame, disseram que eu tinha um parasita pulmonar. A partir do terceiro dia de injeções, comecei a expelir catarro — o que não acontecia havia muito tempo — e, pela manhã, o catarro passou a conter sangue.
No raio-X, diagnosticaram infiltração pulmonar e disseram que eu melhoraria com cerca de cinco injeções de estreptomicina e repouso. Levei cerca de duas semanas para conseguir o medicamento.
Nesse meio-tempo, o catarro aumentou e, mesmo com pequenos movimentos, saía com sangue. Depois de dez injeções e cerca de cinco dias de PAS, o catarro diminuiu para uma ou duas vezes antes das refeições; ainda assim, mesmo após um mês, bastava uma conversa curta com a família ou a leitura do jornal por dois ou três minutos para eu me sentir mal. Foi quando meu parente Shigeo Hiraoka me disse para acreditar em Komyo-Nyorai. Pedi imediatamente que Toshio Morita, da vila de Uji, viesse me visitar. Durante o Johrei, consegui conversar; aos poucos fui melhorando, até poder sentar-me e conversar um pouco. No entardecer do quarto dia, recebi a visita de Masayuki Hirose e o Johrei; após mais de três meses sem conseguir tomar banho, finalmente o fiz. A dor nas costas desapareceu e, no dia seguinte, pude sair da cama. Em cerca de três dias, já caminhava até a vizinhança e, no décimo, fui à casa de Tokichi Murata, na cidade de Takayasu, a quatro ri de distância, onde, com minha esposa, recebi o Ohikari protetor e o Byōbu Kannon (Kannon do biombo). Em 6 de setembro, consagrei Komyo-Nyorai e, agora, ajudo a salvar pessoas infelizes.
Encontrar a luz no fundo do desespero e desfrutar hoje de uma vida brilhante e alegre é verdadeiramente uma dádiva das Graças Divinas; só posso derramar lágrimas de gratidão.
Que uma enfermidade que a medicina não conseguiu curar tenha sido curada pela grande proteção divina de Komyo-Nyorai é um prodígio do século. Para que possamos nos dedicar o mais rápido possível à Igreja Messiânica Mundial e levar muitas pessoas perdidas no mundo a experimentar a preciosa e inédita boa nova do Deus invisível, juramos guiá-las. Com isso, encerramos nossas palavras de agradecimento. (Apresentado em 13 de abril de 1951)
Dedicando-me a uma vida de luz após ser salva da infiltração pulmonar
Riyoko Yamagishi (36), Igreja Média Seiwa, Kanahara-cho, Suzaka, Kamitakai-gun, Nagano
Quando penso no passado, vejo que fui realmente imperdoável: eu, tola, que no início duvidei do Johrei, fui salva sem qualquer repreensão e, ao contrário, recebi alívio e luz na vida diária. Meishu-Sama, apresento meus sinceros agradecimentos. Aqui, embora em palavras toscas, relato a proteção divina. Aos dezessete anos, após um resfriado, desenvolvi pleurisia. Por saber de um bom médico a três ri de casa, frequentei-o por seis meses; em casa, recebi os cuidados dedicados de meus pais e, de alguma forma, recuperei-me completamente. Na época, o médico me alertou especialmente para evitar resfriados, pois a doença poderia voltar.
Depois disso, por mais de dez anos, acabei esquecendo o assunto e passei os dias ocupada. Agora, mãe de dois filhos e atarefada com as tarefas domésticas, comecei a pegar resfriados com frequência a partir de janeiro deste ano e, no final de fevereiro, sentia falta de ar e não conseguia dormir bem à noite. No hospital da cidade, o exame apontou infiltração pulmonar e a necessidade de repouso absoluto na cama. Fiquei chocada; tomada de desânimo, por um momento senti o mundo escurecer diante dos meus olhos. Consultei imediatamente meu marido. Minha mãe veio da casa de meus pais para ficar conosco, e minha filha, nascida em janeiro do ano anterior, foi deixada com minha irmã, que morava na mesma cidade.
Fiquei de cama, sem conseguir me levantar. O médico vinha em dias alternados para aplicar injeções. Minha mãe, por sua vez, aplicava no meu peito, de manhã e à noite, uma mistura de mostarda e farinha de trigo desfeitas em vinagre; a doença, porém, não dava sinais de melhora. As visitas, gentis, recomendavam este ou aquele remédio, e logo ao lado do travesseiro acumularam-se vários tipos de medicamentos, numa interminável sucessão de remédios. Quando já era abril, o trabalho agrícola na casa de meus pais estava intenso e, além disso, como a neta estava doente, pediram que minha mãe voltasse; ela partiu às pressas. A solidão que se seguiu foi imensa, e a doença parecia piorar ainda mais.
Mas, ao pensar que tinha dois filhos, dizia a mim mesma que não podia morrer. Precisava ficar saudável de qualquer maneira, mas não conseguia como queria; a doença não melhorava e eu estava completamente pessimista. Foi quando minha mãe, preocupada, veio me visitar novamente. Contou-me que a senhora da casa em frente à de meus pais se curara completamente de uma nevralgia considerada incurável com algo chamado Johrei, e que a neta também se recuperara totalmente graças ao Johrei daquela senhora. Disse-me para eu experimentar também.
Pensei que uma doença como a minha não seria curada de forma tão simples e não consegui acreditar. Como minha mãe insistia tanto, acabei concordando em tentar. Ela foi imediatamente à igreja de Baba pedir que o senhor Ochiai viesse me visitar. Ele veio de boa vontade, mas recebi o Johrei ainda desconfiada. A falta de ar, que era tão grande, melhorou muito; a partir de então, recebi o Johrei todos os dias, com alegria. No quarto dia, já pude sair para fazer compras na vizinhança. No quinto, o senhor Ochiai disse: "O presidente Takato veio de Tóquio e vai realizar a cerimônia de Daikōmyō Nyorai na igreja de Baba. Você também deve vir." No dia seguinte, fui à igreja cheia de energia, recebi o Johrei do presidente e também o precioso Ohikari protetor. Uma semana depois — hoje — já posso lavar roupa sozinha, trouxe de volta a criança que estava na casa de minha irmã e volto a ter dias alegres e brilhantes. Tudo isso se deve à compaixão de Daikōmyō Nyorai e à graça dos senhores Ministros; sou profundamente grata. De agora em diante, pretendo dedicar minhas humildes forças ao Caminho. (Apresentado em 18 de junho de 1951)
Salva da tuberculose pulmonar em uma semana
Hamano Ooka (51), Igreja Média Seirei, Hanazono, Tachino, Mino-cho, Miyoshi-gun, Tokushima
Apresento, respeitosamente, meu agradecimento pela proteção divina.
Quando me lembro, lágrimas de alegria brotam e não consigo contê-las. Não sei por onde começar a relatar, pois são tantas as proteções divinas que fico confusa. Começando do início: nasci e nunca soube o que era doença. No início deste ano, porém, peguei um resfriado, que me deixou com peso na cabeça; em seguida, veio algo como uma infecção na garganta. Preocupada, experimentei vários remédios, sem grande efeito. O médico também não me disse claramente o nome da doença; apenas falou que era algo como um efeito fisiológico devido à aproximação da menopausa e que melhoraria com o tempo. Mas eu não tinha um dia de alívio e passava o tempo sem fazer nada.
No início de maio, não aguentei mais e consultei outro médico, que disse: "Há água na pleura". Ele drenou a água imediatamente — encheu uma bacia — e minha família ficou chocada. A febre, de 37 a 38 graus, persistiu por cerca de dez dias, e a doença não dava sinais de melhora. Mudei de médico; depois de um diagnóstico no hospital municipal, disseram que era "tuberculose pulmonar". Embora me perguntasse se uma pessoa da minha idade poderia se curar, dediquei-me inteiramente ao repouso e aos medicamentos, fazendo todo o possível. Mas, por volta de meados de junho, já achava que talvez nunca mais veria este mundo.
Embora estivesse resignada com a doença incurável, quanto mais me desesperava por voltar ao corpo de antes, mais grave ficava, a ponto de não conseguir nem cuidar de mim mesma. Foi nessa época que o amigo do meu filho mais velho, o senhor Ogasawara, veio me visitar de repente e começou a contar histórias estranhas. Achei aquilo coisa de conto de fadas. Mas, como diz o ditado "quem está se afogando agarra-se até a um fio de palha", recebi o Johrei e, naquela noite, meu corpo se sentiu tão bem que foi realmente, realmente inexplicável. Mal podia esperar o amanhecer. Imediatamente, meu marido foi à casa do senhor Taguchi, na vila de Sanso, pedir ajuda.
Ele veio imediatamente. Assim que o Johrei começou, senti como se algo se remexesse dentro da minha barriga; lágrimas escorriam sem parar e o corpo todo me tremia sem controle. Então ele disse: "A partir de amanhã, venha até minha casa".
Embora eu o julgasse uma pessoa de palavras imprudentes, eu, abandonada pelos médicos, segui suas instruções. Sacolejando numa carroça e atravessando de balsa, percorri uma estrada de mais de um ri, partindo ao entardecer, durante três dias. Depois, passei a visitá-lo sozinha, durante o dia, para não atrapalhar o trabalho do senhor Taguchi. Com apenas quatro sessões de Johrei, foi como um sonho. Minha família e vizinhos ficaram chocados. A alegria daquele momento, não sei como expressar. Quatro dias depois, esquecendo o sofrimento, pedi ao senhor Yamamoto, vindo de Gifu, que me incluísse como membro do Caminho. Em 17 de setembro, na igreja de Sakaide, recebi do presidente Shimizu o Ohikari protetor e Byōbu Kannon (Kannon do biombo). E, novamente, recebi uma grande proteção divina. Eu, com mais de cinquenta anos, não suportava nem dez minutos de viagem de trem ou carro e costumava ficar um dia inteiro sem comer antes de viajar; por isso, até então, só havia viajado uma vez. Naquela ocasião, vomitei tudo o que comi, mas desta vez, durante as três horas de viagem, não senti nada, tanto na ida quanto na volta. Agradeço profundamente, do fundo do coração, pela proteção divina de Komyo-Nyorai e de Meishu-Sama. Cada verso do hino de louvor penetra até o fundo do meu ser. A partir de hoje, para retribuir a graça, dedicar-me-ei com empenho, desejando salvar ao menos uma pessoa daqueles que sofrem com a ilusão dos medicamentos e a dor das doenças.
Aos senhores Ministros que me guiaram, peço que continuem a me orientar.
Meishu-Sama, muito obrigada de verdade. Apresento meus respeitosos agradecimentos. (Apresentado em 25 de outubro de 1951)
Da grande purificação que colocou minha vida em risco à vida de luz, pela compaixão de Deus
Masa Fujita (37), Igreja Média Seiwa, Saitama-mura, Kita-Saitama-gun, Saitama
Louvando, não se pode louvar o suficiente a grande felicidade
Nem a pena nem as palavras podem expressá-la
Agora, mais do que nunca, sinto como se o ensinamento do hino de louvor penetrasse até o fundo da minha alma. Eu, tola, eu, oportunista, através da grande purificação que colocou minha vida em risco, finalmente despertei para a imensa e ilimitada compaixão de Deus e, agora, posso viver uma vida de felicidade e gratidão. Relatarei a graça recebida exatamente como aconteceu.
Lembro-me e ainda me arrepio. No grande ataque aéreo de 25 de fevereiro de 1945, minha casa em Kanda foi queimada. Na época, devido a uma violenta hemoptise ocorrida cerca de quatro meses antes, eu estava completamente debilitada e o médico havia ordenado repouso absoluto. Ainda assim, carregada pelos familiares, consegui ser evacuada para o local atual. É claro que, mesmo depois de chegar aqui, sentia o peito pesado e opressivo, e os dias desconfortáveis continuavam. Além disso, depois de ser aterrorizada pelos ataques aéreos, fiquei ainda mais exausta física e mentalmente. Foi quando uma vizinha, a senhora Sawada, me recomendou uma terapia chamada terapia de purificação (nome da época) e me levou imediatamente à casa do senhor Nakajima, em Gyoda.
Depois de receber o Johrei por dois ou três dias seguidos, melhorei visivelmente e, a partir de então, como se estivesse salva, ia diligentemente todos os dias à casa do senhor Nakajima, a uma distância de meio ri. Quando se fala em tuberculose, é comum todos ficarem amargurados e com o coração sombrio; mas, ao ouvir as explicações do Mestre Nakajima, compreendi bem o significado da purificação e, sem qualquer ansiedade, recebia o Johrei com o coração leve. Se eu tivesse mantido para sempre esse sentimento de gratidão, teria sido bom; mas, sem que eu percebesse, a semente da preguiça brotou num canto do meu coração e, aos poucos, meus pés se afastaram da casa do senhor Nakajima, e as vezes em que recebia o Johrei diminuíram.
Provavelmente por conhecer bem meu corpo original, o Mestre Nakajima me disse gentilmente: "O corpo da senhora Fujita tem muitas toxinas medicamentosas. Embora pareça ter melhorado bastante, ainda ocorrerão purificações. Não precisa se preocupar com agradecimentos; venha com empenho." Naquela época, por certas circunstâncias, eu estava separada do meu marido e levava uma vida difícil com meu filho; mas eu, enganada pelas Divindades malignas, não levei muito a sério aquelas palavras gentis do Mestre Nakajima e passei a visitá-lo muito raramente. Ainda assim, a cada purificação, eu recorria ao médico da vizinhança.
Hoje, pensando bem, era uma fé em Deus totalmente superficial e vergonhosa. Assim, dois anos se passaram de forma confusa. No entanto, mesmo para mim, preguiçosa, o castigo de Deus (na verdade, era compaixão) foi sendo aplicado gradualmente. A partir de setembro do ano passado, meu corpo, exausto pelo excesso de trabalho, acabou recebendo do médico o diagnóstico de beribéri cardíaco. Começaram dias desconfortáveis, com pulso irregular, dificuldade para respirar e cansaço para tudo. Na noite de 20 de novembro, de repente, senti o peito pesado e opressivo, como se toda a força do meu corpo tivesse desaparecido.
Quando verifiquei meu pulso, ele estava acelerado como um sino, e fui tomada pelo medo da morte. Os vizinhos correram para chamar o médico, e foi uma grande confusão. O médico que veio, após um exame de rotina, aplicou apenas uma injeção e foi embora sem dizer nada. A partir de então, tive crises frequentes e os dias de ansiedade continuaram. Eu, que já me esquecera por completo de me apegar ao Johrei, ouvi dizer que um remédio caro, de 1.200 ienes, era muito eficaz com apenas uma dose. Imediatamente, fiz um esforço e o comprei. Antes de tomar, pensei ter lido bem a bula, mas, depois de um tempo, meu peito queimou como se estivesse em chamas.
Surgiu a apreensão de que fosse um veneno e, ao mesmo tempo, as palpitações cardíacas se intensificaram ainda mais. Perdi a força para continuar tomando aquele remédio e, depois de comer apenas meia maçã, fiquei enjoada. Eu, completamente encerrada em um coração escuro — embora seja uma história egoísta —, naquele momento roguei seriamente: "Daikōmyō Nyorai, por favor, salve-me". Foi uma súplica a Deus na hora do aperto; é vergonhoso, mas era o estado real do meu coração na época. Imediatamente, pedi à senhora Sawada, que me guiou, que levasse meu Ohikari protetor à igreja e pedisse perdão em meu nome.
O Mestre Nakajima, ao ouvir a história, disse: "Então a senhora Fujita também não havia se esquecido de Deus, não é?" e veio me visitar imediatamente, realizando um Johrei sincero. Naquela época eu já estava acamada o tempo todo, reduzida a pele e osso, tão fraca que não conseguia nem ir ao banheiro sozinha. Enquanto me contava várias histórias preciosas sobre Komyo-Nyorai, o Mestre Nakajima continuou a vir para o Johrei. Graças a ele, a dor no peito foi diminuindo gradualmente e meu ânimo se tornou mais calmo. O Mestre Nakajima disse que ainda ocorreriam várias grandes purificações e que, quando acontecessem, eu não hesitasse em avisá-lo.
Como era de esperar, cerca de duas semanas depois, certa noite, houve outra grande purificação, que causou grande alvoroço entre os vizinhos. Aos vizinhos que me diziam para chamar o médico e tomar remédio, eu apenas pedia que corressem até a casa do senhor Nakajima. E, em meio ao sofrimento, eu me concentrava em Komyo-Nyorai, mas, em algum lugar do meu coração, havia a ansiedade de que desta vez não daria certo, de que não seria salva. Enquanto isso, sentia como se estivesse perdendo a consciência; mas, ao ouvir na entrada os passos do Mestre Nakajima, que parecia ter chegado, recuperei o fôlego e senti que entregaria tudo ao Johrei do senhor Nakajima.
Com toda a calma, o Mestre Nakajima realizou o Johrei com cuidado. Após cerca de trinta minutos, meu ânimo melhorou e recuperei a calma. O Mestre Nakajima disse aos vizinhos: "Já está tudo bem, podem ir para casa. Esta noite, ficarei com ela." As pessoas que me observavam com olhar ansioso, vendo que eu estava mais aliviada, foram para casa tranquilas. O Mestre Nakajima disse gentilmente: "Isso é o espírito que está fazendo isso. Se eu me concentrar em orar a Komyo-Nyorai, haverá proteção divina, então fique tranquila e durma." Agora que confiava plenamente no senhor Nakajima, senti que tudo estava entregue a ele e, graças a isso, pude descansar bem até de manhã, sem nenhuma crise.
Sobre esta purificação, o que me faz refletir agora é que, quando tomei aquele remédio forte, embora achasse que havia lido bem a bula, acabei tomando uma dose errada, que me causou um sofrimento terrível. Para mim, isso só pode ser considerado uma punição de Deus. Komyo-Nyorai, em Sua compaixão, ainda me concedeu a salvação por meio da purificação — a mim, tola, que não conseguia abandonar o apego aos medicamentos. Que pessoa feliz sou eu! Depois disso, ainda tive crises leves de vez em quando, mas, sem mais hesitação, passei a me apegar exclusivamente ao Johrei. Recentemente, também fiz meu filho receber o Ohikari protetor e estou vivendo uma vida de gratidão todos os dias.
Meishu-Sama, obrigada pela proteção divina. (Apresentado em 18 de julho de 1951)
Minha alegria por ter sido salvo da tuberculose de oito anos e da retinite que a acompanhava
Kin'nosuke Moriya (32), Igreja Média Shinei, Kowada 4388, Chigasaki-shi, Kanagawa
Pela graça de ter sido salvo de anos de sofrimento e desespero, minha alegria interior é incontrolável; não me importando com a má caligrafia nem com o texto ruim, aqui registro meu relato.
Lembro-me de que, em 1938, minha família, três pessoas que viviam em harmonia, viu meu pai, o pilar da casa, adoecer com nefrite e ficar de cama. Fizemos de tudo — médicos e remédios —, mas ele só piorava. Por fim, apelando para a fé, consagramos uma estátua de Jizo e orávamos com empenho de manhã e à noite, mas sem efeito; ele faleceu em novembro. Minha mãe, que ficou — eu já tinha dezenove anos —, cuidava aos poucos da casa e da lavoura comigo; mas ela, que nunca fora forte, também adoeceu pouco depois e, preocupada apenas com minha ida para o exército, faleceu em maio de 1940, seguindo meu pai. Fiquei sozinho, sem irmãos, e não conseguia me concentrar no trabalho. Em julho, veio meu exame de alistamento — não seria exagero dizer que ele apressou a morte de minha mãe. Com 1,76 m e 64 kg, fui aprovado como categoria A e, em janeiro de 1941, confiando meu futuro a parentes e vizinhos, abandonei tudo e, pensando apenas no país, alistei-me em uma unidade na Manchúria. Hoje, pensando bem, sinto profundamente que era a vontade de Deus; mas, infelizmente, devido ao beribéri, precisei ser hospitalizado. Enquanto me dedicava ao tratamento, esperando o dia da cura, minha condição oscilava entre melhora e piora. Nesse meio-tempo, desenvolvi pleurisia e, ainda vestindo o uniforme branco, fui repatriado para o Japão. "Ah, então eu também entrei no primeiro estágio da temida doença pulmonar", pensei, completamente decepcionado com aquele diagnóstico que jamais sonhara.
Confiando-me inteiramente ao médico militar, tomando remédios, recebendo injeções e compressas e mantendo repouso com o único desejo de me curar, acabei desenvolvendo também peritonite. Mais uma compressa no abdômen foi acrescentada, a febre subiu de 38 para 40 graus, perdi completamente o apetite e, dia após dia, definhava, tornando-me um verdadeiro cadáver vivo. "Será que vou morrer?", pensei, e o rosto de meus falecidos pais surgiu diante de meus olhos. "Por favor, de alguma forma, proteja-me e torne-me saudável novamente", gritei em meu coração. O sofrimento que pensei ser o fim, milagrosamente, acalmou-se um pouco em cerca de quinze dias, e meu abdômen, que estava muito inchado, foi diminuindo aos poucos.
Mal havia melhorado quando, de repente, sem sentir dor alguma, perdi a visão: em um instante, já não conseguia ler livros nem escrever cartas. O médico militar diagnosticou retinite tuberculosa, e uma enfermeira chegou a dizer: "Você é realmente um armazém de doenças". Consultei um oftalmologista por algum tempo, mas havia avanços e recuos, e acabei perdendo a confiança nos medicamentos. Pensando: "Não há Deus nem Buda!", entreguei-me ao desespero, jogando fora os remédios, recusando injeções sempre que possível e, às escondidas, forçando banhos e caminhadas que eram proibidos.
No entanto, contra todas as expectativas, não piorei; pelo contrário, fui melhorando gradualmente. Durante esse tempo, fui enviado a um sanatório, onde continuei vivendo da mesma forma, até que, por uma pequena infração, fui forçado a sair do local. Após um ano e meio de vida hospitalar, fiquei feliz apenas por poder voltar para a saudosa casa. Livre da vida de pássaro engaiolado, senti-me como um passarinho solto no vasto céu, com o pensamento: "Se eu considerasse que morri naquela época, voltar vivo já é lucro". Vivi uma vida sem regras, seguindo meu humor, e, dia após dia, melhorei. Casei-me e, em pouco mais de um mês, já conseguia trabalhar.
Eu fora um filho ingrato: em vez de me lembrar da imensa bondade dos meus pais, que se esforçavam dia e noite para que eu pudesse trilhar um caminho de felicidade, diria que nem a conhecia. Agora sinto profundamente, como se fosse a primeira vez, que Deus estava sempre estendendo Suas mãos calorosas para mim. Naquela época, porém, eu pensava que a grande natureza era digna de gratidão e, ao contrário, que os medicamentos eram algo em que não se podia confiar, mas jamais conseguia conceber a existência de Deus, o Criador dessa grande natureza. Apenas achava que tinha tido sorte. Mesmo depois de começar a trabalhar, duas ou três vezes por ano, se eu me esforçasse um pouco demais, a visão recaía, ora forte, ora fraca. Cada vez que isso acontecia, ficava com um humor sombrio e deprimido, mas, se deixasse passar alguns dias, sarava. No entanto, não podia contar isso nem aos amigos, pois já era a enésima vez, e até mesmo de minha esposa, que se preocuparia, eu escondia. Pensando sozinho no futuro, sentia ansiedade e aflição. Com o passar dos anos, essa angústia se tornava mais profunda. Pensar: "E se eu ficar cego de vez?"... Quanto mais pensava, mais me desesperava; quanto mais me inquietava, mais me sentia incapaz de ficar parado ou sentado. Era um sofrimento que só quem tem a mesma doença pode imaginar.
Pensei muito, mas, achando que não havia outro jeito, decidi que deveria confiar novamente nos médicos e me curar completamente com bons remédios importados. Em outubro do ano passado, quando tive uma forte recaída e fiquei quase cego de um olho, fui ao hospital municipal. O médico disse: "Seus olhos, apesar das repetidas recaídas, não ficarem cegos é um milagre. Bem, vamos tratar". Eu disse: "Atualmente, trabalho em uma empresa e também faço turnos noturnos". Ele respondeu: "Turnos noturnos são impossíveis. Fique em repouso por enquanto, use os olhos o mínimo possível e descanse". Ele não disse quando sararia, nem deu qualquer garantia confiável, então fiquei desapontado novamente.
Foi exatamente nessa época, cerca de três meses atrás, que um vizinho me falou sobre a Igreja Messiânica e me incentivou repetidas vezes. No entanto, para mim, que perdera meu pai por causa da fé, aquilo parecia uma história absurda demais. Li também o jornal, mas não conseguia acreditar de jeito nenhum, pensando: "Uma coisa tão ridícula... Como é que isso poderia curar?". Deixei passar, como se tivesse esquecido, sem dar a menor importância. Mas então me lembrei das palavras: "De qualquer forma, prove e veja". Pensei em tentar, mas a dúvida vinha primeiro, e não conseguia ir pedir ajuda. Certa noite, minha tia veio e disse: "Eu também tive uma cãibra no estômago curada por um vizinho. É uma bênção, é misterioso". Então, pedi à minha tia e à minha esposa que fossem pedir por mim. No dia seguinte, o senhor Sekine, da Igreja de Fujisawa, fez questão de vir até minha casa. Como eu estava ausente, minha esposa ouviu a conversa e ele disse: "Não se preocupe tanto, venha à igreja. Vai sarar facilmente". Ela me disse para ir, então, pensando em ir só para ver, fui de má vontade, com um sentimento de "três partes de fé, sete de dúvida". Quando cheguei, o lugar era tão simples que me perguntei se era realmente uma igreja. Não havia nenhuma decoração diante do altar, era tão sem graça que me pareceu, no máximo, um lugar para fazer simpatias antigas.
Com um sorriso amigável e um ar descontraído, ele disse: "Sente-se. Como está?". Contei-lhe todo o histórico da minha doença até então. Ele disse, com plena confiança: "Com certeza vai sarar. Use os olhos o máximo possível, pode fazer turnos noturnos. Se quiser beber álcool ou fumar, tudo bem. Cure-se enquanto trabalha, sem faltar ao serviço". E começou a passar a mão, dizendo: "É assim que se cura uma doença. Qualquer doença sara bem". Ele me explicou várias coisas: que a doença é uma bênção de Deus, um processo de purificação. Para mim, que já não tinha mais esperança nos medicamentos, a explicação parecia fazer sentido. No entanto, como eu não sabia se Deus existia ou não, não conseguia entender de forma alguma como passar a mão poderia emitir uma luz espiritual e curar doenças. Forcei-me a pensar que, se sarasse, seria por acaso, que pessoas com sorte sarariam. Enquanto ouvia a explicação, que era bastante interessante e despertava meu interesse, e continuava recebendo o Johrei, notei que minha cabeça, que há anos era pesada, parecia ter aliviado um pouco. Achei que fosse impressão minha, mas, à medida que trinta, quarenta minutos se passavam, meu corpo e minha mente realmente se tornaram mais leves. Foi tão estranho que me senti como se tivesse sido enfeitiçado por uma raposa; pensei se não estaria sendo vítima de alguma arte suspeita. De qualquer forma, o fato de ter melhorado era inegável. Que algo assim, que nunca imaginei nem em sonhos, existisse neste mundo, só podia ser descrito com uma palavra: "misterioso". No caminho de volta para casa, depois de me despedir, meu peito estava inexplicavelmente leve, e não pude evitar a vontade de cantarolar uma canção.
Nos dez dias seguintes, enquanto continuei indo à igreja, melhorei de verdade. Minha maneira de pensar mudou completamente, como o verso e o reverso de uma moeda. O longo sofrimento transformou-se em alegria, e percebi que minhas preocupações eram todas infundadas, tanto as futuras quanto as passadas, o que me pareceu até ridículo. Finalmente, compreendi: "Este é o verdadeiro caminho para a minha salvação". Até então, na cidade, na estação, no trem, quando via muitas pessoas, todas me pareciam felizes e saudáveis, como se não houvesse ninguém sofrendo como eu. Eu as olhava com inveja. Mas, em tão pouco tempo, aqueles sentimentos solitários desapareceram como um sonho. Pelo contrário, agora todas aquelas pessoas me pareciam dignas de pena. No dia 28 de novembro, recebi o Ohikari e me senti ainda mais forte. Meu lar ficou muito mais alegre, e pude trabalhar com um coração leve. Agora, quando pego um resfriado, fico muito feliz, pensando: "Isso é motivo para sekihan!" Jamais esquecerei a felicidade de alguém como eu, que, pela graça de Deus, pôde se converter a esta fé verdadeira.
A seguir, gostaria de relatar minha experiência com o Johrei logo após a conversão. Meu filho, de quatro anos, tinha hérnia e urinava na cama. Assim que comecei a aplicar o Johrei, no início ele melhorou, mas depois não houve mudança por uns vinte dias, até que recebemos a purificação de uma otite média. O pus aumentava cada vez mais. Por mais que fosse purificação, comecei a duvidar se estava tudo bem e fui à igreja perguntar. Disseram-me: "É porque há muitas toxinas, e elas estão saindo pelo ouvido. Não se preocupe". Pensei que devia ser isso, mas ainda assim fiquei um pouco preocupado. Havia um colega de trabalho que teve uma otite média grave.
Contei a ele, e ele disse: "Otite média é uma doença terrível. É uma questão de dias. Se deixar de lado, pode causar meningite, deixar a pessoa idiota ou louca, e, em casos piores, pode ser fatal. É melhor procurar um médico rapidamente". Agradeci pela gentileza, mas falei sobre o Caminho e disse que ele com certeza sararia. Ele respondeu: "Você está dizendo um absurdo. Isso é uma pena para a criança. Vou levar seu filho ao médico". Mesmo assim, eu não aceitei e disse: "Bem, espere e veja". Ele desistiu e disse: "Então, não tem jeito. Vou esperar cinco dias. Se não sarar até lá, leve-o ao médico".
Perguntei: "E se sarar?". O colega respondeu: "Já estudei várias religiões até agora, e acredito que rezar para deuses ou budas faz com que nos seja dado um bom médico, mas é o médico que cura a doença. No entanto, se por acaso sarar, farei tudo o que você disser". Eu disse: "Está bem..." e nos separamos com a promessa de cinco dias. Fiz uma promessa tão forte e clara, mas, pensando no "e se", fiquei preocupado e contei ao senhor. Ele sorriu e disse: "É a sua vitória". Pensei: "É mesmo", e orei a Deus, continuando a aplicar o Johrei. Por volta do terceiro dia, a coisa ficou séria: caroços de pus saíam em abundância.
Preocupei-me novamente se sararia em dois dias, mas encorajei meu coração, pensando: "Deus está comigo, não tem problema". Continuei o Johrei e, no quarto dia, o pus diminuiu drasticamente. No quinto dia, quase não saía mais. Aliviado, fui ao trabalho e disse: "Já está tudo bem. Não parece que vou ficar idiota. Graças a Deus, está quase bom". Ele apenas disse: "Hã...?" e não falou mais nada. Durante esse tempo, quase não houve dor. Deixei-o tomar banho, que diziam ser prejudicial, e comer de tudo. Ele brincava com energia, e a cura completa levou vinte dias, mas sarou completamente.
Depois disso, recebi inúmeras outras proteções divinas e passo meus dias em alegria e gratidão.
Toda vez que contemplo o coração de Meishu-Sama, de grande compaixão e misericórdia, que curou minha doença, que tanto me atormentou, e ainda me concedeu o poder de curar doenças como as que descrevi acima, sinto o desejo de, o mais rápido possível, fazer com que muitas pessoas conheçam esta alegria: pessoas que, como eu até alguns meses atrás, vivem com medo neste mundo de sofrimento, proclamando orgulhosamente o ateísmo e a teoria materialista. E que, de mãos dadas, possam avançar no caminho que leva ao vindouro Paraíso Terrestre. Com este pensamento, humildemente peço sua orientação e incentivo contínuos. Com minha escrita imperfeita, relato o estado de espírito de quem, saindo da escuridão da noite, encontrou a luz e se tornou um verdadeiro ser feliz, e expresso minha mais profunda gratidão.
Meishu-Sama, muito obrigado. (apresentado em 10 de junho de 1951)
Imerso na alegria de renascer após cruzar a linha da morte
'Terapia Revolucionária para a Tuberculose', — 15 de agosto de 1951
Aldeia de Nomi, Distrito de Kamo, Província de Hiroshima, Igreja Média Yōkō [Seikō], Masuetsu Seiji (40 anos)
Como se brincasse no campo primaveril, o coração alegre
Envolto na Aura de Deus
Ao olhar para trás, para aquela época, sinto medo
Eu, que vaguei sem cajado na escuridão
Pensando bem, eu, que por longos anos sofri de doenças torácicas, acabei contraindo tuberculose laríngea e, além disso, perdi a voz. Fui salvo do sofrimento da doença por um milagre inesperado, minha voz voltou ao que era antes e agora posso viver uma vida de gratidão diária. Permito-me relatar um pouco disso, como forma de agradecimento.
Não esquecerei. No outono de 1946, adoeci de ambos os lados da pleura e melhorei temporariamente, mas no outono de 1947, um pequeno esforço excessivo causou febre e comecei a sentir dores no peito. Procurei imediatamente um médico e fui diagnosticado com tuberculose pulmonar. A visão escureceu de repente, fiquei atordoado e não conseguia nem engolir a comida.
No entanto, não consegui abandonar o apego instintivo à vida. Na esperança de melhorar de algum modo, dediquei-me inteiramente à luta contra a doença. No início, ia ao hospital todos os dias; ao mesmo tempo, devorava vários livros sobre tratamento da tuberculose e experimentava diversas terapias, mas nenhuma produzia resultado notável. Com o tempo, começaram as hemorragias, e a doença só piorava. Depois, passei a sentir coceira e dor na garganta, com sofrimento extremo a cada refeição. Finalmente, fui diagnosticado com tuberculose laríngea, e minha voz foi sumindo gradualmente. O apetite diminuiu, a fraqueza se intensificou, a constipação persistiu, e cheguei a um estado em que não conseguia evacuar sem lavagem intestinal. Foi por essa época que minha esposa, como quem diz “em aperto, recorre aos deuses”, começou a ter fé nos deuses, seguindo os boatos de um lado para outro. Mas antes que qualquer bênção se manifestasse, logo no primeiro dia do Ano Novo de 1949, tive uma grande hemoptise, num estado que parecia que eu partiria nesta viagem sem volta. A partir daí, a fraqueza física se agravou visivelmente, as hemoptises se repetiram, e qualquer movimento mínimo do corpo causava dor extrema. Era exatamente como a expressão “um cadáver vivo e vazio”. A vontade de lutar contra a doença, tão viva um ano antes, estava completamente destruída. Desesperançado com os medicamentos, e com a proteção dos deuses e budas também cortada, já não havia outro caminho senão esperar a chegada do último dia, corroído pelo bacilo da tuberculose, sem poder nem chorar.
Foi então que, como que por uma orientação divina, vindo de um lugar totalmente inesperado, um conhecido — o senhor Tanehira Yada, do Centro de Reuniões de Yasuura — veio me visitar e disse: “Não posso dizer que vai sarar, mas acho que vai ficar mais aliviado”. E imediatamente começou a aplicar-me o Johrei. No entanto, após o Johrei, em vez de melhorar, minha respiração ficou mais difícil e a dor no peito se intensificou. Comecei a duvidar se realmente melhoraria, e a preocupação tomou conta de mim. Mas, pensando bem, se um simples movimento de mão tinha poder para provocar uma mudança tão repentina, dificultando a respiração e aumentando a dor no peito, talvez eu pudesse ser curado. Além disso, pensei que, de qualquer forma, a doença já havia chegado àquele ponto, e pedi para receber o Johrei todos os dias. Enquanto recebia o Johrei sem falta, dia após dia, várias coisas misteriosas aconteciam. Às vezes, sentia uma sensação muito fresca e agradável no peito, como se tivesse colocado hortelã. Outras vezes, a respiração ficava opressiva, e a tosse e a expectoração eram intensas. A cada episódio, minha esposa alternava entre alegria e preocupação, e houve momentos em que ela ficou muito apreensiva. Eu, porém, pensava que tudo era purificação, que as impurezas do corpo estavam sendo excretadas. Sentia uma certa gratidão e, apegando-me inteiramente a Deus, pensava: “É assim que serei salvo”.
Por volta do décimo dia, minha voz começou a sair aos poucos. No décimo quinto dia, saiu por completo. Eu, que havia perdido a voz por um ano e, para cada necessidade, precisava apitar para sinalizar, finalmente conseguia me comunicar. Lágrimas de gratidão e emoção brotaram naturalmente! Ao pensar no coração de grande compaixão e misericórdia que estendeu Sua mão de salvação tão grandiosa até mesmo a alguém como eu, só sentia gratidão, e não havia palavras para expressar meu agradecimento.
No dia 6 de fevereiro, minha esposa concluiu, no Centro de Reuniões de Yasuura, o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e recebeu o Ohikari. A partir desse dia, enquanto ela me aplicava o Johrei, o senhor disse: “Ao aplicar o Johrei em quantas pessoas puder e ajudar no trabalho de Deus, você se tornará um ser feliz e saudável ainda mais rapidamente”. Seguindo suas palavras, minha esposa também passou a aplicar o Johrei nos vizinhos. Meu corpo, que durante um ano de luta contra a doença estivera tão fraco que não conseguia se mover, pôde, ainda que precariamente, sair para o jardim. No dia 26 de fevereiro, fui de carroça por uma estrada de montanha de mais de dois ri até o centro de reuniões, completei com sucesso os três dias de Kyoshu e me converti.
A partir de então, a cada purificação, eu me sentia mais aliviado. Também eu aplicava Johrei nos vizinhos. Quando ficava cansado e não conseguia me mover, pedia à minha esposa que me aplicasse Johrei. Quando me sentia livre para me mover, ia aplicar Johrei nos vizinhos. Assim, dia após dia, sem que eu percebesse, meu corpo se tornava mais saudável.
Ao pensar no passado, sinto como se tivesse despertado de um pesadelo.
Meishu-Sama, muito obrigado.
Curada de Dermatite Tuberculosa e Infiltração Pulmonar
'Terapia Revolucionária para a Tuberculose', — 15 de agosto de 1951
Gyōkida-chō 144-3, Cidade de Itami, Província de Hyogo, Igreja Média Shūmei, Uemoto Asako (53 anos)
Em abril de 1949, surgiram vários caroços do tamanho de um polegar em ambas as pernas. Doíam quando pressionados, mas, como não havia outro problema, deixei-os de lado. Depois, um dos caroços na perna direita inchou, ficou grande e vermelho, e a região estava quente. Consultei um médico local, que disse: “Pode ser erisipela”, e aplicou duas injeções de penicilina, mas não houve mudança alguma. Minha família disse: “Algo que não se sabe o que é, com certeza não é bom”, e eu também fiquei ansiosa. Fui a um dermatologista em Osaka, onde fui diagnosticada com “eritema indurado de Bazin”, um tumor tuberculoso.
Ao mesmo tempo, disseram que poderia haver anormalidades no peito. Fiz um raio-X e foi detectada uma infiltração no pulmão esquerdo. Então, fiz pneumotórax no pulmão esquerdo e continuei o tratamento com irradiação de raio-X nas pernas. Como não sentia nenhuma dor especial, continuei trabalhando, mas o inchaço nas pernas foi piorando, os caroços aumentaram e o ponto que estava vermelho acabou se rompendo, formando uma úlcera. Em julho, a perna inchou ainda mais, a panturrilha e o tornozelo ficaram com a mesma espessura, a úlcera aumentou e, devido aos medicamentos tópicos, a pele ao redor ficou cheia de bolhas d'água e com coceira, e a situação se tornou muito grave.
O médico da Universidade de Osaka disse que, naquele estado, já não era possível eu vir de Itami a Osaka; eu deveria manter a perna elevada, apoiada sobre um futon, ficar deitada, sem usá-la, e fazer o tratamento com um médico local. Como o hospital perto de casa não tinha raio-X, fiz tratamento com luz ultravioleta e continuei com o pneumotórax. Decidi tirar dois meses de folga, em agosto e setembro, e fiquei deitada o tempo todo. Por volta do final de setembro, a úlcera finalmente fechou, mas os outros caroços e o inchaço não melhoraram em nada. Em outubro, devido ao pneumotórax, desenvolvi pleurisia serosa, com febre oscilando entre 38 e 39 graus, e acabei não conseguindo me mover mais.
Meu apetite já havia diminuído desde julho, mas depois que fiquei de cama, perdi completamente o apetite, fiquei fraca e emagreci a ponto de ficar irreconhecível. Minha mãe, temendo que eu morresse, cuidou de mim com todas as forças, e por volta de março do ano seguinte, 1950, finalmente consegui me sentar na cama.
Foi então que minha mãe começou a enfraquecer, teve algo como um derrame, e seu corpo não respondia mais. Eu ainda não tinha apetite algum, e os caroços nas pernas, que pareciam ter sarado, voltaram a aparecer em vários lugares, mesmo sem eu usar as pernas. Tudo se tornou uma escuridão total. O médico sugeriu aplicar micina, mas não tínhamos condições financeiras para isso. Com minha mãe de cama e eu ainda sem firmeza, tendo de fazer tudo, pensava: “Qual doença tuberculosa vou desenvolver agora?”. Sentia uma ansiedade e uma agitação insuportáveis. Foi por essa época.
A esposa de um vizinho disse que um senhor deste Caminho viria, e que eu deveria ir vê-lo. Foi a primeira vez que conheci o senhor Koyama. Ouvi várias explicações, mas naquele momento não acreditei em nada. No entanto, queria me curar de alguma forma, e pensava que não podia morrer antes da minha mãe. Agarrando-me a qualquer palha, decidi, ainda assim, receber o Johrei. Foi na noite em que recebi o Johrei do senhor Koyama. Senti um formigamento, como se uma corrente elétrica percorresse o dedão do pé, e acordei duas vezes. Percebi que havia algo ali. A partir de então, o senhor Okada continuou a aplicar o Johrei. Enquanto estava entre a fé e a dúvida, fui gradualmente compreendendo que a doença é a manifestação do poder natural de purificação que o ser humano possui, e uma bênção de Deus. Senti claramente que seria tarde demais para me converter depois de curada, e, já que ia acreditar, fiz uma reviravolta de 180 graus na minha crença absoluta em médicos e medicamentos, e recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em 17 de maio. A partir de então, passei a crer em Deus e a me apegar a Ele de todo o coração.
Cerca de dez dias após começar a receber o Johrei, meu apetite aumentou visivelmente e minha energia voltou. Além disso, mesmo a mim, que havia me convertido há pouco tempo, foi concedido o poder de Deus. Uma vizinha que sofria de insônia conseguiu dormir bem de uma só vez. Ao aplicar Johrei em minha mãe, ela teve movimentos espirituais, e pude perceber que se tratava de um espírito de raposa ou de um espírito ancestral. O derrame foi melhorando gradualmente: ela passou a segurar a colher e depois os hashis, sua fala embolada foi se tornando mais clara, e ela conseguiu ir ao banheiro.
Quanto a mim, em julho, o inchaço nas pernas desapareceu, os caroços sumiram. Mesmo usando as pernas, pude chegar a esse estado. Recebi uma graça tão grande que só me resta ficar maravilhada. Não sei como agradecer a Deus. Em agosto, um diagnóstico rigoroso exigido pelo meu local de trabalho mostrou claramente que a infiltração pulmonar havia melhorado muito. Todos os dias, meu coração transbordava de gratidão. Economicamente, também recebi bênçãos. Em outubro, recebi o Daikōmyō Nyorai. Durante esse tempo, recebi graças indescritíveis, e pude compreender vividamente o grande poder de Deus. Meishu-Sama, muito obrigada. Expresso minha mais profunda gratidão.
Além disso, a partir de 21 de dezembro, recebi a Repurificação. Todos os dias, a febre subia a 38 ou 39 graus, com tosse intensa e muito catarro, o que me impedia de dormir à noite. Perdi completamente o apetite e definhei visivelmente. No entanto, o senhor Okada aplicou-me o Johrei com um cuidado que foi além do de um parente, e no Ano Novo de 1951 consegui sair da cama. Minha família parecia preocupada que eu tivesse uma recaída e morresse desta vez, mas eu me apegava inteiramente a Deus, sentindo gratidão por meu corpo e minha alma pertencerem a Ele, e agradecia de coração por ter recebido a Repurificação, que considerava ainda mais valiosa. De fato, por volta do dia 10 de janeiro, meu apetite voltou subitamente. Tudo parecia delicioso, e engordei visivelmente, para minha própria surpresa. Antes da doença, eu pesava cerca de 13 kan, mas recentemente ultrapassei 14 kan e 500. Não me canso, faça o que fizer. Os caroços e inchaços nas pernas, que costumavam aparecer por volta de março todos os anos, este ano não apareceram, e pude saber que estava realmente curada por dentro. Passo todos os dias com alegria, gratidão e um sentimento de que é quase um desperdício. Diante desta preciosa proteção divina, meu desejo é salvar o maior número possível de pessoas, retribuir ainda que seja um milionésimo da imensa graça recebida, e cooperar, ainda que um pouco, na construção do Paraíso Terrestre.
Meishu-Sama, muito obrigada. (apresentado em 4 de abril de 1951)
O Milagre do Diagnóstico!
Nishi-Nakanobu 1-254, Distrito de Shinagawa, Tóquio, Igreja Média Wakō, Ezoe Zenzō (23 anos)
Converti-me em janeiro do ano passado, na filial da Igreja Grande Kōhō, em Sasebo, Província de Nagasaki, e atualmente estou em Tóquio. Mesmo nesse curto período, tenho recebido inúmeras proteções divinas e passado meus dias em gratidão. Gostaria de relatar aqui um pouco dessa proteção. Em outubro do ano retrasado, fui diagnosticado com pneumonia aguda por um médico; segui o tratamento, mas continuei com um estado ligeiramente febril por quase dois meses. Uma radiografia revelou infiltração pulmonar, e recebi ordem de descansar por mais dois meses. Foi quando minha mãe veio do interior e, explicando o poder divino, incentivou-me a receber o Johrei.
Na época, eu ouvia e lia notícias sobre a Igreja Messiânica no rádio e nos jornais; mesmo assim, continuei negando teimosamente e voltei para minha terra natal. Hoje, ao lembrar, sinto apenas remorso. No fim de dezembro, tive febre novamente, perdi o apetite e sofri por cerca de quinze dias. O médico apenas inclinava a cabeça e dizia: “Provavelmente é um resfriado”. Minha mãe e minha irmã insistiam para que eu abandonasse os remédios de qualquer maneira. Foi então que, finalmente, até eu, tão teimoso, acabei me apegando a Deus. Durante o Johrei, fui subitamente possuído por um espírito e disse várias coisas.
Por ser a primeira vez, fiquei completamente atordoado. Um senhor da igreja veio prontamente e, enquanto eu recebia o Johrei, melhorei tão rápido que em poucos dias pude ir à igreja. Tendo recebido essa grande salvação de Deus, recebi imediatamente o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Mesmo eu, que fora tão obstinado, pude experimentar vários milagres. Logo depois, terminei os dois meses de tratamento e vim para Tóquio. Nessa ocasião, tive uma purificação e voltei à terra natal. Algum tempo depois, a pedido do meu local de trabalho (Departamento de Água da Metrópole de Tóquio), fiz uma radiografia em 19 de março e a enviei.
A resposta veio imediata: “Pelo raio-X desta vez, seu corpo está em condições de trabalhar plenamente. Portanto, venha primeiro a Tóquio”. Vim logo para Tóquio e trabalhei por cerca de dez dias. Então, fui informado de que deveria fazer outro exame.
Primeiro fui à igreja, fiz minhas orações e depois fui ao governo metropolitano. Para minha surpresa, o mesmo médico, com a mesma radiografia que avaliara antes, disse: “Trabalhar com um corpo desses é um absurdo. Você precisa descansar mais antes de voltar ao trabalho”. Ao ouvir aquilo, ficamos completamente chocados. Dizia-se que aquele mesmo médico, ao ver a mesma radiografia, afirmara: “Se dividirmos o corpo humano em A, B e C, este está certamente no nível A, e pode trabalhar plenamente”. O mesmo médico, com a mesma fotografia, dera um parecer completamente oposto. Se o julgamento tivesse sido o mesmo do início, eu teria de devolver metade do salário recebido de fevereiro até a primeira quinzena de abril; mas, graças a este julgamento, não precisei devolvê-lo.
Para mim, naquele momento, devolvê-lo teria sido extremamente difícil. Além disso, tanto eu quanto os outros dizíamos que, após receber o Johrei, meu corpo se transformara a ponto de ficar irreconhecível; por isso, fiquei completamente surpreso com o diagnóstico. Ainda assim, eu não estava em condições de trabalhar plenamente e, suportando o sofrimento, seguia trabalhando. Foi nessa época que Deus, inesperadamente, me concedeu um período de descanso. Se não fosse assim, não haveria razão para tamanho milagre. Ao pensar que pude experimentar no próprio corpo esse milagre no julgamento das radiografias — nas quais a maioria das pessoas no mundo certamente acredita ser infalível —, não seria esta uma manifestação de que não apenas somos salvos da doença, mas também libertos da pobreza?
Compreendi que eliminar a doença, a pobreza e o conflito deste mundo não é, de forma alguma, mero enfeite de palavras. Inúmeros fatos o comprovam. Antes da teoria, vêm os fatos. As pessoas que me conheceram no passado agora me veem enérgico, completamente diferente de outrora, e olham para mim com admiração. Deus derramou bênçãos infinitas até mesmo sobre alguém tão imperfeito como eu. Desejo que o maior número possível de pessoas seja salvo o mais rápido possível por este grande amor divino; com esse pensamento, ofereço estas humildes palavras.
Meishu-Sama, muito obrigado. (Apresentado em 10 de fevereiro de 1951)
Uma vez chamado ao mundo espiritual, recebe-se uma nova vida.
Fukui, cidade de Takefu, bairro de Naniwa, 55.
Igreja Média Ohara, Kikue Kijima (49 anos)
Ao recordar aquela época, sinto medo. Sem cajado, na escuridão, eu vagava.
Nove meses após a perda do meu querido filho mais novo, Satoshi — que faleceu em 7 de setembro, logo após o fim da guerra, com apenas sete horas de doença (enterite) — e cinco longos anos após a morte do meu marido, que sucumbira após quatro anos de luta contra a doença, eu, que trabalhara sem descanso, dia e noite, apenas lutando contra as dificuldades da vida, pensava: até onde continuará esta infelicidade? Em outubro de 1949, minha filha Toshiko, de quatorze anos, adoeceu ao mesmo tempo com hérnia e apendicite, foi hospitalizada e operada e, além disso, contraiu tuberculose. Depois da alta, fez oito meses de tratamento ambulatorial e, em julho de 1950, finalmente pôde voltar à escola.
Nesse mesmo julho, meu filho mais velho, de onze anos, adoeceu novamente (linfadenite) e fez tratamento ambulatorial por cerca de dois meses. Em seguida, a partir de agosto, eu mesma adoeci e fiquei de cama, com problemas cardíacos e tuberculose pulmonar, como se carregasse sozinha todo o sofrimento do mundo. Embora tenha melhorado após cerca de três meses de tratamento ambulatorial, meu corpo ficou num estado em que eu não podia sequer pensar em trabalhar. Já cansada de remédios e injeções, aflita com o que seria de mim, foi quando, por acaso, comecei a receber o Johrei. A partir de meados de novembro, passei a receber diariamente o Johrei e o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), com o Professor Terada e o Professor Maeda.
E então, pode-se chamar isso de milagre? Em 6 de dezembro, passei a ver uma luz no altar budista, e tanto eu quanto meus dois filhos recuperávamos as forças dia após dia. No almoço do dia 14 do mesmo mês, vi uma luz no recipiente de arroz. No dia 18, por volta das duas da tarde, ao abrir o altar para agradecer pelo trabalho, e no mesmo instante, do lado direito inferior da frente, uma bela nuvem roxa começou a surgir, borbulhando. Ela se partia em pequenos pedaços e avançava para oeste, tornando-se gradualmente mais fina, até que enfim se tornou dourada. Fiquei atônita por um tempo diante de tamanha e indescritível beleza.
Na noite do dia 20, meus dois filhos brincavam de jogar um novelo de linha duro um para o outro; infelizmente, ele acertou meu olho direito. Com dor intensa, sem pensar, clamei cinco ou seis vezes: “Daikōmyō Nyorai, mamoritamae!” (protegei-me), enquanto esfregava o local. A dor forte cessou de repente, e o grave hematoma interno sarou completamente em quatro ou cinco dias. Mesmo sendo alguém como eu, que ainda não me convertera, pude testemunhar essas inúmeras graças e milagres de purificação. Decidida a me converter o mais rápido possível, estava finalmente marcado que eu me converteria no dia 8 de fevereiro, data do Culto Regular.
Quatro dias antes, porém, comecei a sentir dores abdominais, como se fosse apendicite, a ponto de não conseguir me virar sozinha na cama. Recebia o Johrei do Professor Maeda todos os dias, mas no dia 8 ainda não estava melhor. Mesmo assim, decidida a receber o Ohikari de qualquer forma, fui segurando a barriga até o núcleo, a cerca de dois quarteirões de distância. No instante em que recebi o Ohikari e o coloquei no pescoço, meu coração ficou quentinho; uma hora depois, sem perceber, esqueci a dor e recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) até a noite. Na volta, consegui andar rapidamente junto com todos — algo que até para mim foi estranhamente milagroso.
Depois disso, por mais de vinte dias, recebi diariamente preciosas proteções divinas. No dia 1º de março, durante o Johrei no núcleo, recebi, como de costume, uma purificação. Ela se intensificava a cada dia e, apesar do Johrei sincero do Professor Maeda e dos demais membros, cinco ou seis doenças — insuficiência da válvula cardíaca, nefrite, otite média, problemas pulmonares e peritonite — sobrevieram de uma só vez. Por causa do sofrimento, não conseguia dormir profundamente nem dez minutos durante o dia; esse estado durou oito dias. No dia 9, às duas da tarde, no momento em que o relógio parou, minha cabeça pendeu subitamente; meu espírito, gradualmente, dirigiu-se ao Paraíso, e tive a sensação de que meu corpo flutuava no ar.
O sofrimento desapareceu e, por algum tempo, vaguei suavemente pela terra. Então, nuvens surgiram e, a cerca de um metro do chão, avistei uma grande divindade negra. Subindo cada vez mais alto, entrei nas nuvens. A cerca de cinco ou seis ken de distância, flutuava um palácio como um altar de madeira branca; no telhado, brilhava um arco-íris deslumbrante. Diante do palácio, estendia-se o que parecia um mar. Então, vinda de um lugar elevado, sobre as nuvens, uma Kannon-Sama de rosto incrivelmente suave desceu e apareceu. Ela parou a cerca de cinco ou seis ken de mim; depois, seguiu em direção ao palácio inferior, mas voltou, subiu novamente e desapareceu.
Desta vez, vi uma única estrela grande, com cerca de um shaku de diâmetro, brilhando lindamente. No momento em que apontei para ela, dizendo “que estrela linda e solitária”, a estrela desapareceu e meu espírito retornou ao leito de doença. Voltei a sofrer, sem conseguir abrir os olhos nem ter forças para falar, permanecendo assim até as oito da noite. Disseram-me que, no tempo cronológico, foram cerca de trinta minutos. Depois, ao ouvir várias histórias, fiquei com o coração apertado de tanta gratidão. Uma graça tão preciosa para alguém como eu. Depois disso, continuei recebendo várias purificações.
No dia 16, tive novamente a sensação de que minha cabeça pendeu subitamente, mas desta vez voltei logo. De qualquer forma, fiquei mais de quinze dias sem comer nem beber e, finalmente, meus pés incharam, deixando todos muito preocupados. Durante essa doença, milagrosamente, consegui ir ao banheiro sozinha, o que considero uma preciosa proteção divina. Recebendo diariamente esse precioso Johrei — cinco minutos de Johrei equivalem a uma transfusão de seiscentos gramas de sangue —, não enfraqueci tanto e fui agraciada com a proteção divina. Entre as várias proteções divinas preciosas desse período, a que não se afasta da minha mente é ter visto um grande dragão dourado de dois metros de comprimento, do qual se via apenas a cabeça, e ter começado a ver, acima da minha cabeça, a imagem do próprio Meishu-Sama, a quem eu nunca havia visto antes.
Finalmente, recuperei as forças e passei a viver cada dia com alegria no coração. Durante os três meses em que estive de cama, recebi mais de dez tipos de purificação; hoje, no quarto mês, posso trabalhar pela construção do Paraíso Terrestre. Agradeço, do fundo do coração, pela proteção divina de Daikōmyō Nyorai e de Meishu-Sama. Em 27 de maio, pude consagrar Byōbu Kannon e passo os dias com gratidão. Muito obrigado, verdadeiramente.
Oh, Meishu-Sama, não consigo expressar nem um décimo da minha gratidão com estas palavras toscas; apresento, no entanto, meus mais profundos agradecimentos, juro cooperar na construção do Paraíso Terrestre e, ao mesmo tempo, faço este relatório. (Apresentado em 8 de agosto de 1951)
Salvo com apenas uma sessão de Johrei
‘A Terapia Revolucionária da Tuberculose’, publicado em 15 de agosto do ano 26 da Era Showa (1951)
Aichi, Distrito de Chita, Vila de Obu, Morioka, Shakushi, 51.
Igreja Média Isshin, Toshio Kuno (20 anos)
Em agosto de 1949, incapaz de suportar uma forte dor de cabeça, bati às portas do Sanatório Nacional de Aichi. O nome da doença, porém, era desconhecido; apenas me disseram que ouviam um ruído (râle) nas costas. Como o cansaço persistia, no dia 4 de setembro fiz novo exame e, após tirar uma radiografia, descobri que estava acometido por uma doença pulmonar comum em nossa juventude. “Infiltração pulmonar, infiltração pulmonar”, repeti as palavras do médico inúmeras vezes. E, com os sentimentos obscurecidos, sem saber o que fazer, apenas sofria e me angustiava. Meus pais também pareciam ter quase desistido da cura completa. Depois disso, tomei injeções, ingeri óleo de fígado de bacalhau, pó de víbora e fiz tudo o que diziam ser bom, dedicando-me ao repouso e ao tratamento. Assim se passaram mais de dois meses. E, inesquecivelmente, no dia 25 de dezembro, por recomendação do Mestre Nonogaki, recebi o Johrei. Que coisa misteriosa! Meu corpo ficou muito mais leve. Quando o médico me examinou, inclinou a cabeça, surpreso, dizendo: “Melhorou bastante”. Não podia acreditar que uma única sessão de Johrei pudesse melhorar tanto; só podia ser um sonho. “Não é um sonho, não é um sonho!” E, transbordando de alegria, corri para a casa do Mestre Nonogaki.
Diante de um fato tão claro, não havia mais espaço para dúvidas. O Mestre Nagata, da igreja, conversou longamente comigo; conforme eu recebia o Johrei, meu estado melhorava cada vez mais. A partir de 17 de dezembro, durante três dias, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e, com receio, recebi o Ohikari. A partir de então, minha coragem redobrou. Levantei-me com determinação e jurei: “É salvar o maior número possível de pessoas no mundo. Sim, este é o caminho que devo seguir”. Hoje em dia, quando encontro amigos, eles dizem: “Com um rosto tão saudável, o que você tinha de errado?”, e não há quem não se surpreenda com minha recuperação tão rápida.
Ah, povo do mundo! Que espaço há para questionar este grande poder? “Examinai mais profundamente a obra de Meishu-Sama”, clamo eu. É estranho discutir superficialmente, concordando com os outros, como se tivesse convicção. Avançarei em direção a este caminho da felicidade.
(Apresentado em 20 de janeiro de 1951)
Até que toda a minha família fosse salva
[Até que toda a família fosse salva]
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Aichi, Cidade de Nagoya, Bairro de Kita, Shiga-cho, 3-57.
Igreja Média Shinkō, Kosaburo Futami (36 anos)
No início do ano passado, peguei um resfriado. Com febre e diarreia, senti calafrios por todo o corpo. Usei remédios para o estômago, mas não surtiram efeito. Começou a sair uma substância mucosa de cor leitosa, perdi o apetite e meu corpo só definhava a cada dia. Por volta do décimo quinto dia, não pude mais ir ao trabalho. Após exame médico, fui diagnosticado com bronquite aguda complicada com inflamação abdominal, um estado bastante grave. Recebi tratamento por uma semana, mas não houve mudança. O médico disse que era perigoso se eu não fosse hospitalizado para me cuidar. Assustado, fui imediatamente ao hospital universitário. O resultado da radiografia foi infiltração pulmonar, com velocidade de hemossedimentação de 82 mm na primeira hora. Disseram que, se eu me esforçasse, corria o risco de desenvolver pleurisia serosa, sendo necessário repouso absoluto. Feliz ou infelizmente, todos os leitos estavam ocupados, então me tratei em casa. Enquanto estava de cama, pensando no futuro, além dos três filhos, minha esposa estava prestes a dar à luz em um mês. Será que conseguiria me levantar até lá? Não achava que esta doença, considerada incurável, pudesse ser resolvida em pouco tempo. Se o pior acontecesse, o que seria da minha família? A ansiedade crescia a cada dia, e eu passava os dias na mais profunda escuridão.
No dia 10 de fevereiro, meu amigo Inada veio me visitar e me contou várias coisas sobre os milagres da Igreja Messiânica. Decidi, como experiência, receber o Johrei por uma semana. No primeiro dia, não houve nenhuma mudança, e eu me sentia inseguro. No dia seguinte, pela manhã, um dente com coroa de ouro começou a doer. No terceiro dia, pela manhã, senti dor até na garganta, a ponto de não conseguir engolir a comida. A partir de então, começou a sair saliva, o que continuou até o meio-dia. Com uma dor tão intensa, decidi que, se a dor não parasse com o Johrei daquele dia, iria ao dentista. Forcei o almoço e, no momento em que pensei “ufa”, a dor no dente e na garganta, que estava tão forte, cessou repentinamente. Achando aquilo estranho, minha esposa, cujo parto estava previsto para dali a dez dias, também começou a pedir o Johrei. No quinto dia depois que o Inada começou a vir, fui convidado a ir à casa do Mestre Yamashita, vizinho, pois o Mestre Funabashi estaria lá e daria várias palestras boas.
Guiado por ele, fui à casa do Professor Yamashita. Enquanto ouvia a palestra, senti que com certeza seria curado, como se tivesse obtido uma luz na escuridão. Ouvindo também que qualquer um poderia receber o poder de salvar as pessoas, e como o parto de minha esposa estava próximo, desejei que fosse um parto tranquilo. Com a ajuda do Mestre Yamashita, recebi o Ohikari. Eu, que estava de cama há quase um mês, recuperei as forças em pouco tempo e passei a comer o dobro do que antes. Todos os dias, caminhava uma légua até a igreja para receber do Mestre Taki o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Minha esposa havia feito uma cirurgia de apendicite no quinto mês de gravidez; por isso, eu também me preocupava com o parto, mas ela teve um parto tão tranquilo que nem deu tempo de ferver a primeira água do banho. Mesmo assim, como havíamos recebido de outra pessoa arroz lavado abençoado para a proteção divina do parto seguro, ainda duvidava, sem saber de qual dos dois havíamos recebido o benefício. Cerca de duas semanas após o parto, surgiu um nódulo no seio direito e ela começou a sentir dor. “Foi para um momento como este que recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu)”, pensei, e, ao receber o Johrei, a dor se intensificou ainda mais. Assustado, eu, um iniciante, fiquei desanimado quando a mãe da minha esposa, que estava ajudando nas tarefas domésticas, insistia em médico e remédios. Mas, lembrando-me do hino: “Oh, que maravilha! Ah, que maravilha! Se o desejo for correto, ele se realizará.”
Consultei minha esposa e decidi confiar até o fim. Sob a orientação do Mestre Yamashita, continuei a receber o Johrei, mas a dor não passava; pelo contrário, tornava-se cada vez mais intensa. Todo o seio ficou vermelho e inchado, e a dor continuou por três dias e três noites. A mãe da minha esposa, vendo aquilo, foi embora para casa. Naquele dia, era exatamente o Culto Regular da igreja. Convenci minha esposa e levei-a para rezar. Então, no final da palestra, a dor no seio, que doía tanto, havia cessado completamente. Fiquei surpreso com a grandeza da proteção divina. Pedi ao Mestre Taki que fizesse o Johrei e examinasse. Para minha surpresa, era câncer de mama. Não admira que ela tenha sofrido por três dias e três noites. Depois disso, a dor desapareceu completamente e o local ficou maduro, da cor de uva.
Colei o papel espiritual e a área inchou até ficar do tamanho do punho de uma criança. No quarto dia, rompeu-se naturalmente, drenando pus e deixando um grande buraco; mas, após um mês e meio, estava quase completamente curado. Devido ao câncer de mama de minha esposa, íamos juntos receber o Johrei do Presidente da Igreja. Durante esse tempo, minha infiltração pulmonar também foi curada. No reexame, a velocidade de hemossedimentação, que era de 82 mm na primeira hora, não apresentava diferença significativa em relação a uma pessoa normal. O médico, ao contrário, ficou preocupado com a cura tão rápida, dizendo que a infiltração pulmonar não é algo que se cure tão facilmente, e que, mesmo com repouso, meu abdômen estava muito distendido, indicando peritonite. Mesmo contando sobre a cura aos médicos materialistas e aos superiores da empresa, eles não acreditaram facilmente.
Acima, relatei os inúmeros benefícios que recebi, mesmo sendo alguém com pouco tempo de conversão. Com gratidão e emoção, ao mesmo tempo em que experimentei em meu próprio corpo a grandeza de Komyo-Nyorai, minha esposa e o irmão dela também se converteram, e pudemos consagrar Komyo-Nyorai. Ao pensar no que teria sido da minha família se eu não tivesse conhecido este precioso ensinamento e tivesse sido hospitalizado, alegro-me com a felicidade de ter sido salvo. Meishu-Sama, muito obrigado. (Apresentado em 25 de janeiro de 1951)
Relatório de Proteção Divina, Recordando a Época da Conversão
Miyazaki, Distrito de Koyu, Cidade de Takanabe, Azia Tateno.
Igreja Média Nankō, Sasae Osada (36 anos)
Sou alguém que sofreu por causa da doença e, por causa da doença, fui salva neste precioso Caminho. Recebendo inúmeras proteções divinas através das Graças Divinas de Meishu-Sama, passo os dias com alegria. Apesar da minha escrita tosca, apresento parte do meu agradecimento como relatório. Recordando: após o fim da guerra, fui diagnosticada com infiltração pulmonar por um médico. Continuei com remédios, injeções e moxabustão por mais de um ano, mas sem efeito. Como a situação financeira se tornou difícil (meu marido morreu na guerra e eu enfrentava as dificuldades da vida, criando três filhos), parei com os medicamentos e continuei apenas com a moxabustão, com afinco.
Então, melhorei um pouco e pude trabalhar. Mas ainda assim, passava um terço do mês de cama. Foi nesse período que, só de lembrar, ainda me arrepio. Em 25 de março de 1950, fui à cerimônia de formatura de uma criança. Na noite do dia seguinte, comecei a ter febre. Não pude chamar o médico, apenas esfriava a cabeça repetidamente. Teria sido isso a salvação de Deus? No segundo dia, o Professor Tanaka, de Ushimaki, e o Professor Horie, de Kawaminami, vieram me visitar. Ouvi a história do Caminho e recebi o Johrei. Depois que eles foram embora, suei tanto que minha roupa íntima ficou encharcada, e a febre baixou um grau.
A partir desse dia, passaram a vir todos os dias. A febre foi diminuindo aos poucos e, um mês depois, eu já andava e meu corpo melhorou. Em 7 de outubro de 1950, recebi o tão esperado e precioso Ohikari do Professor Kuroki e me converti. Em 10 de janeiro, recebi Byōbu Kannon (Kannon do biombo) e, em 3 de março, Komyo-Nyorai. Em cada ocasião, recebi preciosas purificações. Especialmente a purificação após a consagração de Komyo-Nyorai durou cerca de um mês. Hoje, não tenho grandes purificações e passo os dias com alegria. A febre alta de quarenta graus do meu filho foi curada em cerca de uma semana. Minha filha mais velha, Atsuko (dez anos), tinha cerca de trinta verrugas duras, grandes e pequenas, no dorso da mão.
Junto com o Johrei, o Professor Tanaka colou o papel espiritual. Depois, eu mesma colei o papel duas ou três vezes, amarrei com um pano e a mandei para a escola. Não demorou muito: uma verruga apodreceu e, nesse meio-tempo, recebi purificações no abdômen; as verrugas desapareceram completamente, sem deixar vestígios.
Durante esse período, recebi o Johrei sincero do Professor Tanaka. Além disso, recebi inúmeras proteções divinas, como inchaços, ferimentos grandes e problemas estomacais de pessoas vizinhas. Entre elas, apresento apenas um relatório de gratidão. Era dia 24 de junho, o plantio de arroz em minha casa. Naquela manhã, tive um sonho em que, inexplicavelmente, Meishu-Sama vinha à minha casa de carro (esta é a segunda vez que tenho o privilégio de sonhar com Meishu-Sama). Acordei sobressaltada, pensando que algo iria acontecer. Terminei o plantio sem problemas e fui dormir por volta de uma hora da manhã.
Quando estava cochilando, vieram me chamar da casa do Sr. Noguchi, vizinho, dizendo: “Meu pai está mal, por favor, venha”. Eram duas da manhã. A pessoa era o Sr. Asataro Noguchi, de 61 anos. Quando cheguei, a penicilina não fazia mais efeito, ele havia sido abandonado pelo médico e diziam que não passaria daquela noite. O diagnóstico era pneumonia aguda, neuralgia intercostal e asma. Imediatamente, coloquei o papel espiritual e comecei a fazer o Johrei. Passaram-se cerca de vinte minutos? O doente, que estava tão mal, visivelmente melhorou e até começou a cochilar. A alegria daquele momento não pode ser expressa em palavras.
Só pude dizer: “Muito obrigado”. A partir de então, fui duas vezes por dia, de manhã e à noite, fazendo Johrei na cabeça, ombros e abdômen. Dia após dia, ele melhorava como se uma camada fina de papel fosse sendo removida. Em cerca de dez dias, o escarro com sangue, que tinha um odor horrível (como entranhas de peixe podres), quase desapareceu. Agora é um escarro normal, e a asma também melhorou muito. Uma pessoa que, mesmo quando estava saudável, não conseguia dormir de costas, agora diz que é mais confortável dormir de costas. Recentemente, ele começou a vir andando até minha casa. Durante esse tempo, esta pessoa recebeu duas preciosas revelações divinas, mas, como o relato ficaria longo, vou omiti-las.
Verdadeiramente, esta pessoa, todos os dias, agradece ao poder de Daikōmyō Nyorai, apenas dizendo “que precioso, que precioso”. Acredito que em breve ele também se converterá. Além disso, sua esposa e filha também receberam grandes proteções divinas. Isso se deve inteiramente às Graças Divinas de Meishu-Sama e de Daikōmyō Nyorai, e só posso sentir gratidão e emoção.
Meishu-Sama, muito obrigada, verdadeiramente. Apresento meus mais profundos e sinceros agradecimentos. Oro para que as pessoas obstinadas do mundo compreendam o mais rápido possível este precioso e grande poder de salvação e, ao mesmo tempo, estou decidida a me esforçar, ainda que com minhas forças limitadas, para a construção do Paraíso Terrestre. Sem me importar com a escrita confusa, transbordando de alegria, apresento este relatório. Além disso, apresento meus profundos agradecimentos a todos os Ministros que me orientaram. (Apresentado em 1º de setembro de 1951)
Tuberculose Linfática Curada com Quatro Sessões de Johrei
Oita, Cidade de Oita, Maki.
Igreja Média Nyoirin, Hanae Sato (29 anos)
Em abril de 1950, meu corpo começou a ficar mole e só definhava a cada dia. Um dia, fui examinada por um médico e fui diagnosticada com tuberculose linfática. Naquele momento, desabei em lágrimas e pensei que não tinha forças para viver. Então, um dia, no caminho de volta do médico, quando cheguei em frente à casa do Mestre Kudo, em Hagiwara, entrei na casa dele sem nenhum motivo específico. Naquele momento, o Mestre Kuroki me perguntou: “Você não está com o corpo ruim?”. Então, contei a ele tudo o que havia acontecido até então. Ele me disse: “Se for assim, por que não confia neste Deus?”. O Mestre me disse: “Se você confiar de todo o coração, sua doença será completamente curada”. Pensei que ter entrado na casa do Mestre também era uma orientação de Deus. A partir daquele dia em que ele me falou, senti vontade de confiar em Deus de todo o coração. Com apenas uma sessão de Johrei do Mestre Kudo, à noite suei muito durante o sono. Eu, que não conseguia descansar sozinha, passei a conseguir, e eu mesma achei estranho, como se fosse um sonho. Então, continuei indo à igreja uma, duas vezes. Na quarta vez, quando pude trabalhar nos campos, pensei: “Ah, que bom que confiei de todo o coração. O poder de Deus é tão precioso assim?”. Eu e minha família nos alegramos e choramos lágrimas de alegria. Oh, Meishu-Sama, muito obrigado, verdadeiramente.
Então, em 21 de maio do ano passado, fui à Igreja Média de Takeda e recebi este precioso Ohikari. Depois de receber este Ohikari, minha família também ficou muito mais alegre, e todos os dias passamos com grande energia e alegria. De agora em diante, estou decidida a servir com empenho e retribuir nem que seja um décimo milésimo da graça recebida. Não consigo escrever nem metade do que penso, mas apresento este relatório juntamente com meus agradecimentos.
Meishu-Sama, muito obrigado, verdadeiramente. Apresento meus mais profundos e sinceros agradecimentos. (Apresentado em 1º de agosto de 1951)
Minha Juventude Sombria
Hiroshima, Distrito de Kinu, Vila de Ryo.
Igreja Média Seikō, Seizo Akiyama (22 anos)
Ao pensar que estou aqui hoje graças ao poder salvador do precioso Daikōmyō Nyorai, a magnitude de Sua graça divina é algo que não pode ser expresso por palavras. Transbordando de alegria, sem me importar com minha escrita tosca, apresento respeitosamente este relatório de agradecimento.
Desde a infância, fui uma pessoa muito doente. Aos treze anos, desmaiei devido a uma anemia cerebral durante uma aula prática de agricultura na escola. Quando entrei na escola, tive beribéri. De alguma forma, terminei a escola, mas lutei contra todos os tipos de doenças: ciática, neuralgia intercostal, problemas gastrointestinais. Não houve um semestre sequer em que tivesse um dia agradável. Três anos após a formatura, adoeci com pleurisia serosa. Melhorei temporariamente, mas em maio de 1948, devido a um pequeno esforço excessivo, comecei a ter febre, dor de cabeça e dor no peito. Fui ao médico e melhorei por um tempo, ajudando na agricultura como queria.
Mas, gradualmente, perdi o apetite, ficava facilmente entediado com as coisas, a dor aumentava, a rigidez nos ombros e nas costas piorava e eu sentia que estava definhando cada vez mais. Recebi a sentença de tuberculose, com a declaração de que estava “bastante agravada” e que “repouso absoluto era necessário”. Meu espanto, meu desânimo, a sensação de cair num turbilhão de trevas diante do estigma da tuberculose, considerada incurável, foi total. Pensar que teria de passar minha juventude, a primavera da vida repleta de sonhos, inteiramente deitado num leito de doença, fazia até mesmo o olhar de meus irmãos parecer frio.
Lembrando que, há treze anos, minha irmã mais velha falecera de uma doença no peito, pensei que teria de suportar olhares frios das pessoas, e senti uma angústia insuportável. Contudo, refazendo o ânimo, decidi que iria me curar e, seguindo as ordens do médico, dediquei-me a injeções, remédios, nutrição, repouso e cuidados. Por ser no interior, a doença pulmonar era temida como contagiosa, e eu me sentia envergonhado. Tomava diversos medicamentos, engolia preparados de víbora queimada e fel crua, passava por sofrimentos, e só pensava em melhorar, buscando e obtendo todas as ervas medicinais que diziam ser boas.
Recorria a orações e selos religiosos, sempre que alguém recomendava, mas tudo era em vão, e dia após dia a doença piorava, sem que eu pudesse fazer nada. Pensar que todos trabalhavam com saúde, enquanto eu era tão infeliz, me levava a pensar apenas na morte, perdendo a esperança de viver. Passava os dias e as noites apenas olhando para o teto. Como a pleurisia havia endurecido, não foi possível fazer pneumotórax, e cheguei a pensar em me decidir pela cirurgia. Preocupar meus pais ainda mais seria acumular ingratidão filial, e quantas vezes me resignei à morte!
Ao pensar agora, que dia de imensa gratidão foi aquele! 16 de janeiro de 1951. Ah, este dia foi, para mim, o dia da regeneração e da emoção que jamais esquecerei em toda a minha vida. O venerável Daikōmyō Nyorai, que eu nunca havia visto nem em sonhos, nem ouvido falar ou imaginado, não nos abandonou, a nós, tão obscurecidos por nuvens espirituais e cheios de pecados e impurezas, e estendeu Sua misericordiosa mão. Nesse dia, meu pai havia saído para trabalhar no campo, mas foi o Sr. Nishie Sadato, da mesma aldeia, quem nos anunciou este venerável Komyo-Nyorai. Naquele mesmo dia, ele veio nos visitar e nos falou sobre as diversas e valiosas verdades do Caminho. O próprio Sr. Nishie também nos contou que, na época, sofria da mesma doença. Naquele dia, ainda com fé hesitante, recebi o Johrei duas vezes. Meu pai também sofria de problemas estomacais e intestinais, e recebeu o Johrei. O Sr. Nishie nos disse: “Hoje à noite há o Culto Mensal, vamos juntos”, mas eu, sem coragem, pedi a meu pai que fosse, e naquela noite fui para a cama. No entanto, o que aconteceu? Eu, que até então mal conseguia dormir, naquela noite dormi profundamente, e na manhã seguinte me senti bem, não é verdade?
Disseram que a partir do dia 23 haveria o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Com o coração saltando de alegria, acompanhado por meu pai, durante três dias, pude ir e voltar a pé, pela estrada nevada da montanha, a uma distância de cerca de seis quilômetros, até a casa do Sr. Shinohara, na vila de Kamikawa, para receber o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Era pleno inverno de janeiro, um frio intenso, mas pude caminhar pela estrada nevada da montanha sem me cansar e sem parar no caminho. Graças ao curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), repleto de fervor sincero, do Mestre Oda, no dia 26, juntamente com meu pai, pude receber o venerável Ohikari, das mãos do Presidente da Igreja Média Saiko. Ao olhar para trás, para o passado espinhoso de dúvidas e sofrimentos, vejo que agora, diante de meus olhos, o Grande Caminho para a felicidade e a verdade me foram revelados, e fui escolhido para este caminho por um nobre innen. Foi uma gratidão imensa, e a alegria era tanta que não havia palavras. Após receber o Ohikari, recebi o Johrei do Mestre. Assim que ele começou a entoar o norito, meu corpo de repente ficou frio, minhas mãos tremeram, e ele disse: “É espiritual”. E completou: “É preciso que os antepassados sejam salvos”. Minha família era, há gerações, da seita Shinshu, e todas as placas memoriais estavam reunidas no altar. Imediatamente, fiz novas preces, recebi Byōbu Kannon, joguei fora os remédios e passei a receber o Johrei com toda a devoção. Pedi Johrei também ao Sr. Tominaga e ao Sr. Sumi, que haviam se convertido nas proximidades. As possessões espirituais cessaram, meu corpo ficou bastante aquecido e, aos poucos, comecei a me sentir melhor.
No dia 27 de fevereiro, pude entronizar Daikōmyō Nyorai. A casa, antes escura, tornou-se iluminada e, de repente, nossos corações também se iluminaram, como se todo o sofrimento da doença tivesse desaparecido de uma só vez. Em junho, toda a família de seis pessoas se converteu, e nos apegamos de todo o coração a Daikōmyō Nyorai. A ansiedade em relação à doença se afastou; na casa onde antes não havia risos, agora floresciam sorrisos alegres. Depois disso, recebi purificações intensas em várias ocasiões, mas, com o Johrei do Mestre Oda, cujo amor e sinceridade superavam os de uma mãe amorosa, eu era aliviado num piscar de olhos. Meu rosto pálido, como se tivesse saído do Inferno, meus olhos fundos, a febre alta que me atormentava e a dor no peito, como se uma agulha estivesse sendo cravada — tudo isso comecei a esquecer. O apetite aumentou gradualmente, a cor do meu rosto melhorou, e meu corpo magro foi ganhando peso aos poucos. Os vizinhos se surpreendiam ao me ver com saúde, e as coisas que sofri na época da conversão hoje são frequentemente motivo de risos e conversas. “Que bom, que bom que você ficou saudável de verdade”, com as palavras do Mestre, as lágrimas brotavam em minhas pálpebras e meu peito se enchia de emoção. Só me restavam lágrimas de gratidão.
Não apenas minha vida foi salva, mas também me foi concedido o privilégio de curar muitas pessoas que sofrem de doenças. É uma honra que transcende meu mérito, e estou imerso em alegria. Se não tivesse me agarrado a este Caminho, o que seria de mim agora? Ao pensar no passado, em que acreditava na medicina materialista e dependia cegamente de remédios, sinto um arrepio.
Fui salvo, de corpo e alma, da tuberculose, amaldiçoada pelo mundo. Em julho deste ano, fui aceito como membro da Equipe de Serviço de Zuiunkyo, onde ecoam os martelos da construção do Paraíso Terrestre, algo que nem em sonhos se podia imaginar desde os tempos antigos. Pude participar por um mês e tive a honra de encontrar Meishu-Sama diversas vezes em Sua presença. Mesmo com o trabalho pesado, não houve a purificação que eu temia e, graças à proteção divina, pude concluir o período em segurança.
Ao voltar para casa no dia 3 de agosto, após o serviço, recebi uma grande purificação em todo o corpo: dor abdominal, dor de cabeça, fezes com sangue nos primeiros três dias, e ia ao banheiro mais de trinta vezes ao dia. A purificação terminou em cerca de dez dias, mas a emoção de experimentar que, em tudo, segundo a vontade de Deus, Ele me trouxe a este corpo saudável — não há palavras ou caneta que possam expressar.
Além disso, durante o período de serviço, em minha casa paterna, os antepassados e irmãos falecidos se apossaram, um após o outro, de minha irmã mais nova e, com lágrimas, expressaram sua gratidão pela alegria de terem sido salvos. Também pude experimentar a realidade dos espíritos, conforme os ensinamentos. Como está no Hinário de Louvores:
“Quando olho para aquela época, é assustador,
Eu, que vagava sem cajado na estrada das trevas.
Que gratidão, ah, que gratidão, fui salvo,
E minha casa é o Paraíso neste mundo.” É exatamente como nos foi ensinado. Expresso minha mais profunda gratidão, unicamente ao coração de grande compaixão de Daikōmyō Nyorai e de Meishu-Sama, e aos diversos Ministros e a todos os fiéis que me guiaram de várias maneiras. Ao pensar que recebi uma jovem vida nesta era de gratidão, apresento este relatório, desejando retribuir, ainda que seja um trilionésimo da imensa graça que recebi, para a construção do Paraíso Terrestre. (Apresentado em 8 de dezembro de 1951)
Salvo da tuberculose intestinal, uma família de luz [em minha casa]
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Vila Motoyama, Distrito de Mitoyo, Província de Kagawa
Igreja Média Ohara, Masakazu Shirakawa (33)
Segurando a barriga que doía como se uma agulha estivesse sendo cravada, eu suportava em silêncio várias vezes ao dia. “Mesmo tendo o cuidado de prestar atenção à comida, hoje também serei atormentado por isso”, pensava, sentindo pena de mim mesmo por essa dor abdominal que vinha a cada três dias. Quatro anos antes da luta contra a tuberculose, o médico militar temia que fosse o estágio inicial da tuberculose abdominal; desde então, todos os meses eu tinha diarreia, e as fezes saíam misturadas com sangue e pus, além da dor no lado direito. Em setembro de 1946, como não havia remédio para curar, comecei a moxabustão, de que nunca gostei, por falta de opção.
Dois ou três dias depois, os sintomas do lado direito pararam completamente. Alegrei-me e acreditei que, em três meses, estaria completamente curado. Continuei sem falta, mesmo na época da colheita e nas manhãs frias de inverno, por um ano e seis meses, mas, ao contrário da minha expectativa inicial, o efeito parecia diminuir gradualmente. Embora os sintomas tivessem parado, se eu relaxasse por dois ou três dias, eles voltavam. A esperança que eu via à minha frente começou a desaparecer. Secretamente, me resignei a uma vida curta. Em 21 de fevereiro de 1948, enquanto ouvia a palestra evangelística repleta de sinceridade do jovem Mestre Hiwada, a dúvida e o desprezo que inicialmente tinha foram empurrados para um canto da minha mente, e me ofereci para me converter. “É isto”, pensei, e naquele mesmo dia parei com a moxabustão.
Também joguei fora o escrito. Em 14 de março de 1948, recebi o Ohikari do Mestre Ishihara. Naquela noite, comecei a fazer Johrei em tudo que via. Fazendo Johrei em mim mesmo por cerca de cinco minutos diários durante uma semana, meu estômago e intestinos ficaram completamente curados. Eu, que não conseguia tirar a cinta de lã nem no verão, agora a cinta me incomodava. As fezes com sangue e pus também pararam. Desde então, passei a comer de forma irregular, seguindo meu apetite, e nenhum sintoma apareceu. Junto com a saúde do estômago e dos intestinos, a sensação de peso na cabeça, que era uma fonte de preocupação, também desapareceu, e meu estado de espírito mudou completamente.
Se não tivesse conhecido esta Igreja, talvez já tivesse falecido. Só de pensar, era um passado assustador. “Como poderia deixar de retribuir a graça,
Ao pensar na felicidade desta vida que me foi concedida?” Desde então, por dois anos, minha família se tornou completamente livre de medicamentos. Especialmente, a disenteria epidêmica de uma criança foi curada com apenas uma sessão de Johrei, e a meningite, no estágio inicial, foi completamente curada em apenas uma semana. Nossa família transbordava de bênçãos. Em março do ano passado, toda a família de cinco pessoas se converteu. Em 3 de julho, o Presidente da Igreja entronizou Daikōmyō Nyorai em nossa casa. Em 22 de outubro, tivemos a honra da primeira visita do Mestre Iwamatsu a Sanuki — uma honra que transcende meu mérito — e chorei de emoção. Através de dois anos de vida de fé, apesar de todos os meus companheiros de doença terem falecido, eu, que era o mais grave, sobrevivi e, além disso, me tornei um corpo completamente saudável. Pude compreender o significado disso. Sentindo a ação do grande poder que sempre me protegia enquanto eu vagava entre a vida e a morte, pude compreender claramente o que era esse poder. Especialmente quando minha esposa reviveu à beira da morte — aquele fenômeno espiritual misterioso em que uma mão foi estendida —, a compaixão do Komyo-Nyorai era a vontade profunda de usar até mesmo alguém impuro como eu na grande obra da construção do Paraíso Terrestre. Esta noite, algo aperta meu coração. Pensando bem, foi realmente imperdoável. Agora é o momento de me dedicar a esta obra sagrada. Como poderia deixar de corresponder à profunda vontade de Deus? “Este corpo pecaminoso, sem me repreender,
Com grande felicidade abundantemente me abençoa.
Ao Buda que me concedeu uma vida de alma vibrante,
Como poderia deixar de retribuir, enquanto eu viver?”
Salva da tuberculose dos gânglios linfáticos hilares em duas semanas
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Shide, Cidade de Oita, Província de Oita
Igreja Média Nanko, Sueko Suzuki (30)
Remontando a três anos atrás: era apenas um incômodo, uma preguiça, tensão nos ombros, peso na cabeça — algo indescritível. Por recomendação de meu marido, fui consultar um médico, e ele me disse: “Você tem tuberculose dos gânglios linfáticos hilares”. Depois disso, minha vida se resumia a injeções, remédios e ansiedade, e ir ao médico era meu trabalho. Após alguns meses, melhorei temporariamente, mas novamente segui o caminho da ansiedade. Meu marido me aconselhou: “Desta vez, volte para sua terra natal e descanse em um lugar com ar puro”. Então, voltei para minha terra natal com meus três filhos.
Após o retorno, enquanto me dedicava às tarefas domésticas sem me esforçar demais, experimentei de tudo: moxabustão, remédios, tudo o que diziam ser bom, mas não melhorava nada. Levava uma vida sombria todos os dias. Foi quando ouvi pessoas da vizinhança dizerem coisas como: “Dizem que balançando a mão a doença cura, que coisa estranha, não?”. A fama era tão boa que, quando o Mestre veio à aldeia, pedi ajuda imediatamente. Depois disso, a cada sessão de Johrei, meu corpo melhorava dia após dia. Em duas semanas, a tensão nos ombros desapareceu, e o mundo, de alguma forma, se tornou mais brilhante.
A ansiedade se tornou como um sonho antigo. Pouco depois de todos os vizinhos se converterem, eu também me converti em junho. Após visitar o Templo Filial de Beppu e a Igreja, um após o outro, e receber purificações leves de vez em quando, fiquei mais saudável a cada dia. Atualmente, ajudo as pessoas que vêm receber Johrei na casa do Mestre e, na alegria de todos que estão sendo salvos, compartilho também a alegria de ter sido salva. Com essa alegria, esqueço tudo e apenas me entrego ao poder divino. Clamo para que todos, em todos os cantos do país, que passam dias de ansiedade, se apeguem o mais rápido possível a este poder divino de salvação, e aqui encerro minha pena.
Proteção divina contra a tuberculose pulmonar e a intoxicação autógena
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Vila Isokawa, Distrito de Oita, Província de Oita
Igreja Média Nyoirin, Midori Kato (33)
“Se não fosse pela salvação de Kannon, Eu agora estaria sofrendo em um pântano sem fundo.”
Olhando para o ano passado e pensando no hoje, agradeço a Meishu-Sama e ao Komyo-Nyorai, com estas palavras imperfeitas, pela graça da grande transformação de corpo e espírito.
A época das flores de cerejeira é considerada uma crise para os pacientes de tuberculose, e até então eu olhava para elas, que deveriam ser admiradas por sua beleza, com rancor. No outro dia, ao ver as cerejeiras de floração precoce, senti uma emoção indescritível. Hoje, a alegria de poder desfrutar a primavera e achar as flores verdadeiramente belas não encontra palavras para agradecer.
A primeira vez que recebi o Johrei foi no dia do Bon, em 1950. Pensando agora, acho que foi alguma orientação de meus antepassados... Naquela época, meu estado de saúde era tal que eu passava a maior parte do dia na cama, e só melhorava um pouco — a ponto de poder andar sem rumo pelo quarto — quando ia ao banheiro. Desde o início da doença, em novembro de 1948, quando me sentia um pouco melhor, saía para passear ao ar livre, sem seguir o repouso absoluto recomendado pelo médico. Cada vez que fazia isso, tinha uma recaída. A partir do início de 1950, a febre subia para 38 graus quase todos os dias.
Por volta de abril, comecei a ter suores noturnos, tosse e catarro em quantidade assustadora; a febre ultrapassava os 39 graus, perdi completamente o apetite e fiquei só pele e osso. O médico disse: “Acho que há uma cavidade, então vamos aplicar umas vinte injeções de micina e, quando o corpo melhorar um pouco, podemos pensar em pneumotórax ou cirurgia”. Deixando dois filhos, não podia morrer, e, mesmo sem dinheiro para o hospital, fiz quinze injeções de micina, pegando dinheiro emprestado. Foi então que melhorei até o ponto mencionado. As primeiras pessoas que me guiaram foram o Sr. Abe Katsuhiro e o Sr. Sakurai Tamotsu, ainda jovens. Mesmo ouvindo várias explicações, não acreditava em nada. “Eles não tocam no corpo, e vieram de longe (a três ri de estrada de montanha da cidade de Oita) especialmente”, pensei, e recebi o Johrei. A cena dos dois jovens, no calor do verão, balançando as mãos de cada lado da cama, era algo que eu não merecia, mas na época eu só achava engraçado e me sentia envergonhada. No dia seguinte e no outro, quando vi suas figuras na entrada, pensei, embora hoje ache imperdoável: “Eles são jovens, e mesmo assim, sacrificando as férias do Bon, e com a grosseria que eu e meu marido estamos sendo, eles têm uma paciência incrível”.
E, de repente, pensei: “Se meu corpo, que melhorou até este ponto, piorar com algo tão simples como balançar as mãos, então não deve ter poder. Vou continuar por um tempo”. E pedi o Johrei. A partir de então, com a orientação gentil do Mestre Tomita, da cidade de Oita, e do Mestre Himeno, de Kaku, por volta da décima primeira sessão de Johrei, comecei a sentir a energia espiritual passar. Dia após dia, meu corpo parecia mais leve. Até então, eu sentia falta de bolsa de água quente do outono à primavera, e mesmo no verão as pontas dos meus pés eram frias, mas agora estavam quentes. A tosse e o catarro ainda saíam em grande quantidade, mas eu não me cansava tanto ao me levantar.
Compreendi que a medicina, como a micina, era uma terapia de fixação. No dia 3 de novembro, pude ir a pé até a cidade de Oita, cruzando estradas de montanha, e voltar no mesmo dia para receber o Ohikari. A alegria daquele momento não pode ser descrita aqui. Embora se diga que é proteção divina, só senti cansaço nas pernas, e nada mais. No dia seguinte, não parecia que eu tinha feito um esforço tão grande para um corpo como o meu. Foi como um sonho. A preciosidade deste Caminho só se compreende no corpo ao receber o Johrei; a gratidão se aprofunda ao receber o Ohikari; e, ao balançar as próprias mãos, o sentimento de gratidão, de retribuição da graça e a fé se aprofundam cada vez mais, exatamente como os Mestres diziam.
Pouco depois de receber o Ohikari, minha filha Kyoko (na época com dois anos e três meses) teve intoxicação autógena e vomitou por cinco dias seguidos, a ponto de temermos que ela não resistisse. Mas, encorajados pela orientação dos Mestres de que “mesmo que vá até 90%, se você se apegar com sinceridade e empenho, receberá a proteção divina nos 10% restantes”, finalmente recebemos a proteção divina. Naquela ocasião, na primeira vez, na manhã do segundo dia de doença, ao receber o papel espiritual, junto com a água, uma lombriga saiu pela boca. Na segunda vez, na manhã do terceiro dia, enquanto eu entoava o norito e fazia Johrei, meu peito ficou quente e, ao mesmo tempo, Kyoko fez uma careta como se fosse vomitar, e então outra lombriga saiu lentamente. Fiquei surpresa. E, em ambas as vezes, ela não vomitou nada do que havia comido. Além disso, apesar de tanta ânsia de vômito e dor abdominal, ela dormia profundamente à noite. Pensei que era algo que a medicina jamais poderia explicar. Pouco depois da conversão, recebemos esta valiosa proteção divina através da purificação e, com imensa gratidão, cada um desses acontecimentos se tornou uma experiência preciosa. Assim, compreendendo cada vez mais a grandeza do poder de Deus, em 24 de dezembro, meu marido também se converteu. Depois disso, tenho ficado mais saudável a cada dia.
Já pensei que aqueles que foram “fixados” pela micina teriam purificações intensas, mas estou ficando saudável como se estivesse descascando uma camada fina de papel. A quantidade de catarro, que no ano passado eu olhava com medo cada vez que saía, agora gostaria de agradecer por ela. E agora, desejando que o maior número possível de pessoas compreenda a alegria de minha salvação, embora não chegue nem a um centésimo milionésimo da graça, desejo dedicar minhas forças à construção do Paraíso Terrestre, e passo meus dias em gratidão. Agradeço de todo o coração à grande compaixão do Komyo-Nyorai e de Meishu-Sama, e apresento este relatório com minha humilde pena sobre a felicidade de banhar-me nestas imensas Graças Divinas.
Muito obrigada, Meishu-Sama. Expresso minha mais profunda gratidão.
Infiltração pulmonar incurável e, além disso, valvopatia cardíaca curadas em três dias
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Vila Hanooka, Hongo, Distrito de Kitaakita, Província de Akita
Igreja Média Nikko [Jukko], Masa Watanabe (27)
Apresento o relatório da alegria de ter sido salva, eu, que tinha infiltração pulmonar e valvopatia cardíaca, consideradas doenças incuráveis, pela misericordiosa mão do Komyo-Nyorai.
Desde a infância (aos seis anos), por longos vinte anos, sofri de valvopatia cardíaca. Não sei o quanto sofri com a dor e a angústia, sempre desejando me tornar uma pessoa saudável. Dependi de médicos, tomei remédios, recebi injeções, recorri a orações e a todo tipo de coisa, mas não pude reconhecer nenhum resultado bom, e tive que passar meus dias com o coração sombrio. Desde a época do ensino fundamental, não podia brincar com bolas, e quando, na janela ensolarada, observava tristemente meus colegas de escola pulando de alegria, meus olhos se enchiam de lágrimas. A partir do fim da escola, os sintomas pioraram.
A região do coração ficava pesada e opressiva, as palpitações se intensificaram, e eu passava a maior parte do tempo deitada. Não só isso, mas desde o outono do ano retrasado, um resfriado se complicou, meu corpo inteiro ficou mole, e não sarava de jeito nenhum. Por causa do sofrimento, tirei uma radiografia do tórax, e fui diagnosticada com infiltração pulmonar, e me disseram para repousar. Naquele momento, minhas forças se esvaíram, e pensar que finalmente havia contraído a temida doença pulmonar fez meu coração se despedaçar em mil pedaços. Minha resistência se desfez, e voltei para casa sem forças.
Depois disso, a doença piorava a cada dia, e a preocupação de meus pais não era pouca. O tratamento de pneumotórax recomendado pelo médico não teve efeito algum; pelo contrário, a opressão no peito e as palpitações se intensificaram, e pensei: “Será que nem os remédios funcionam mais?” e me desesperei. Haverá algo mais trágico do que ser diagnosticado com uma doença incurável? Senti uma tristeza imensa, e não sei quantas noites chorei pela minha infelicidade. Dependi de vários médicos, passando dias de sofrimento. Foi nessa época que uma senhora vizinha veio me visitar e me disse: “Veio uma pessoa que cura qualquer doença”. “Quem está se afogando se agarra até a um fio de palha”, como diz o ditado. Eu já estava resignada a morrer sozinha, sem esperança de salvação, mas meu desejo de viver mais um dia era imenso.
A senhora me incentivou com tanto entusiasmo que resolvi tentar. Na época, era a primeira vez que via o Johrei, e pensei: “Será que uma coisa dessas cura doença?”. Com uma fé hesitante, imperdoável, recebi o Johrei. No entanto, graças à misericórdia, na manhã seguinte à segunda sessão de Johrei, meu peito, que antes doía tanto, estava muito mais aliviado. No terceiro dia, enquanto ouvia as explicações sobre o Komyo-Nyorai e sobre os antepassados, compreendi que também em minha casa havia um erro. Quando nos tornamos uma família separada, há vinte anos, segundo o costume local, diziam que, se não adorássemos os Budas, alguém se tornaria um novo Buda falecido.
Assim, recebemos da família principal uma placa memorial de cinquenta anos atrás, e a adorávamos daquele jeito. No entanto, o Professor me explicou que o erro era que as pessoas que deveriam ser adoradas na família principal estavam sendo adoradas apenas na família separada. Imediatamente, pedi ao Professor que fizesse a adoração dos antepassados. Assim que devolvemos a placa memorial ao altar da família principal, que graça imensa! As palpitações, que eram tão intensas, se acalmaram completamente, e meu corpo ficou leve como uma pluma. O sofrimento da valvopatia cardíaca e da infiltração pulmonar, para o qual não tiveram efeito todos os tratamentos que a medicina considera bons, que frequentei hospitais por tanto tempo, e que, longe de ter efeito, piorava a cada ano, foi resolvido de forma tão simples com apenas três dias de Johrei e com a adoração no altar.
A alegria, a surpresa e a gratidão daquele momento são absolutamente indescritíveis. Ah, o Komyo-Nyorai, de grande compaixão, estendeu Sua preciosa mão de salvação até mesmo a alguém como eu. Ao saber disso, fui imediatamente a Odate para receber o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e colocar o Ohikari em meu peito. A alegria, naquele momento, como se tivesse renascido, a alegria de ter recebido um corpo saudável novamente pela grande compaixão do Komyo-Nyorai, só me resta chorar de emoção diante da infinita grande compaixão de Meishu-Sama.
Agora, minha determinação é transmitir esta alegria ao maior número possível de pessoas e, com minhas forças limitadas, retribuir, ainda que seja um décimo-milésimo da imensa graça de ter sido salva por este precioso Caminho.
Salva da tuberculose pulmonar, ela que vestia a roupa sacerdotal
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Kamiryū, Vila Kasuga, Distrito de Ibi, Província de Gifu
Igreja Média Seirei, Michiko Miyagawa (29)
As memórias do passado giram em minha mente como um caleidoscópio. Que figura patética eu era naquela época... Em 1944, após uma cirurgia de sinusite, devido à grande perda de sangue, meu estado piorou cada vez mais, e a fraqueza do corpo progrediu para os sintomas da tuberculose pulmonar. Meu corpo ficou mole, a tosse e o catarro começaram a sair em grande quantidade. O médico ordenou repouso e, durante a internação, as injeções se sucediam dia após dia, enquanto meu estado oscilava entre melhora e piora. O que seria de mim? Meu corpo patético, o sofrimento aumentava cada vez mais. Após três meses, tive alta para tratamento em casa.
Sem confiança em meu próprio corpo, buscando um caminho para ser salva do sofrimento, prostrei-me diante do Buda. Espiritualmente, alegrava-me com a misericórdia do Buda, resignava-me como sendo o carma de vidas passadas, mas, ao pensar em meu corpo que definhava a cada dia, chorava até mesmo ao ver as folhas caírem. Por alguma conexão, no momento em que a vida estava prestes a se apagar, fui salva pela proteção divina, pela manifestação do Grande Deus, pelo Johrei do grande amor, e me tornei uma pessoa feliz. Para um corpo com muito veneno de remédios, as purificações, como dor de cabeça, tosse e escarro com sangue, ocorriam quase todos os dias por cerca de um ano.
Na primavera de 1948, um ano e pouco após receber a proteção divina, enquanto descansava devido a uma purificação, pude adorar a luz que emanava dos caracteres dourados “Komyo-Nyorai”. Foi uma graça tão imensa que apenas me prostrei e adorei. A partir de então, as purificações foram diminuindo gradualmente e, sem que eu percebesse, tornei-me um corpo saudável, capaz de viver uma vida alegre. Diz-se nos sutras que Shakyamuni, atendendo à prece de Vaidehi, emitiu luz do tufo de pelos brancos entre Suas sobrancelhas, e dentro dessa luz manifestou a Terra Pura do Paraíso, permitindo-lhe adorar e mostrando-lhe o caminho para ser salva do sofrimento.
Meishu-Sama, de Sua própria casa, emite luz e salva todos os seres do mundo do sofrimento. Ah, quão preciosa é a vossa luz de gratidão. Esta grandiosa obra divina, que salva todos os seres vivos, permitiu-me visitar o Santuário de Hakone, ser envolvida no peito de Deus e, alegremente, peregrinar no Paraíso Terrestre e conversar com os filhos de Deus, passando um tempo agradável. Ao recordar a grandeza da obra magnífica de Meishu-Sama, retornei emocionada. Ah, este dia vinte e cinco de setembro, tão significativo e grato, esta emoção inesquecível para sempre — desejo que as pessoas que não conhecem Deus possam experimentar esta felicidade.
Ó pessoas do mundo que se perdem por divindades malignas, despertai rapidamente e reuni-vos. Não cesso de orar pela construção do belo Paraíso Terrestre.
Meishu-Sama, muito obrigado.
A alegria da cura completa da tuberculose pulmonar
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Gifu, Distrito de Ibi, Vila de Nishigori, Hirabora, Igreja Média Seirei, Toshie Shiraki (28)
Há dois anos, eu sofria de uma doença no peito. O médico que me tratava há muito tempo disse: "Está bastante comprometido, fique em repouso absoluto". Como meu irmão também morrera de doença no peito, pensei que não havia esperança de cura completa e passava os dias com tristeza. Um dia, ouvi falar do Komyo-Nyorai por acaso, de uma vizinha. Embora me parecesse uma boa história, até então eu acreditava que as doenças só se curavam com remédios, e não pude deixar de duvidar. Mesmo assim, decidi tentar tudo o que as pessoas dizem ser bom e procurei o Mestre Yamagishi, de quem ouvira falar. Ao receber o Johrei, na manhã seguinte senti-me tão bem que pensei estar completamente curada. Depois de meio mês, a dor no peito desapareceu, e minha alegria foi indescritível. Imediatamente recebi o Ohikari. Depois disso, melhorei ainda mais e, um mês depois, não sentia mais dificuldade para fazer qualquer trabalho. Pude até ir facilmente à casa do Mestre em Ōbora, atravessando uma montanha, para visitá-lo, e o Mestre também disse que eu já estava bem. Senti que valera a pena ter nascido neste mundo; meu coração se acalmou, meu corpo se recuperou completamente e, não importava o trabalho que eu fizesse, nada sentia. Casei-me em junho de 1947, meu corpo ficou tão forte que tive um filho em 1948, e agora vivo feliz. Por isso, dedico-me de todo o coração a ajudar na obra do Komyo-Nyorai. A grandeza do Seu poder é indescritível. Agora, confiando unicamente no Komyo-Nyorai, minha família leva uma vida feliz e brilhante. Recomendo encarecidamente a todas as pessoas que sofrem de doenças como eu que, por favor, confiem no Seu poder e passem dias saudáveis e felizes.
[Hemoptise e tuberculose pulmonar desesperadora completamente curada, minha família vive alegremente]
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Shimane, Cidade de Izumo, Otsu-cho 673, Igreja Média Ryūkō, Ensuke Hino (50)
Sou alguém que, em 17 de abril de 1949, recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), do Sr. Hiramoto, na Igreja Tanaka, e recebeu o Ohikari. Aqui, humildemente, com minha escrita imperfeita, relato um pouco dos benefícios materiais infinitos.
Foi em 5 de novembro de 1948 que, enquanto trabalhava na Cooperativa Agrícola de Otsu, desta cidade, subitamente tive hemoptise. Fui diagnosticado com infiltração pulmonar e me tornei um paciente grave. Desde então, seguindo as ordens do médico, mantive repouso absoluto e, com pessoas especialmente amigas, recebi todo tipo de tratamento com remédios e injeções; mas não se notava o menor efeito, a gravidade da doença só aumentava e, por fim, perdi a esperança de cura.
Foi no início de março daquela época. Minha mãe ouvira falar do Johrei de um conhecido e me incentivou de várias maneiras a recebê-lo. No entanto, eu depositava confiança absoluta no tratamento médico e, além disso, tendo ouvido os ensinamentos da seita Shinshu após a guerra, não podia de forma alguma acreditar em graças recebidas nesta vida, e não estava disposto a receber o Johrei. Mas, como minha mãe insistia com tanto entusiasmo, comecei a receber o Johrei do Sr. Kumaichi Tanaka no início de abril. Por outro lado, continuei com o tratamento médico como antes. Assim, ouvi do Sr. Tanaka e do Sr. Ishizaka, no curso (aula) mensal de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), várias histórias preciosas, e também ouvi repetidamente a razão pela qual isso é fundamentalmente diferente da terapia de consolidação médica. Mas, como o médico fazia visitas tão dedicadas, acabei não conseguindo recusar e continuei com a terapia de injeção até 2 de julho. No dia 16 de julho, tomei uma decisão e contei a situação ao médico, que mostrou grande compreensão e disse: "Então, dedique-se de todo o coração à sua fé". A partir daí, meu coração se voltou para confiar unicamente Nele. Quatro dias depois, em 19 de julho, tive febre alta, de 40,5 graus. Assustado, chamei imediatamente o Sr. Tanaka e recebi o Johrei. Assim que me viu, o senhor me encorajou, dizendo: "Sr. Hino, você recebeu uma purificação muito boa. Com isso, sua doença será curada radicalmente. Confie firmemente no Komyo-Nyorai". A partir de então, por cerca de um mês e meio, recebi o Johrei uma ou duas vezes por dia, com uma gentileza que superava a de um parente próximo.
Graças a isso, em pouco mais de uma semana, a febre caiu para 37 ou 38 graus, e então me recuperei gradualmente. No final de agosto, comecei a sair da cama e, a partir de 1º de setembro, passei a frequentar a reunião matinal da Igreja Tanaka às 7h30 todos os dias. A partir de 26 de setembro, comecei a ajudar no Johrei por meio período, todos os dias. Além disso, uma galinha à beira da morte e um porco que não andava por ter uma pata aleijada melhoraram todos com meu Johrei. E, em 18 de agosto, pude receber Byōbu Kannon (Kannon do biombo). No mesmo mês, no curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), minha esposa também recebeu o Ohikari, e a ansiedade em relação à doença foi varrida de toda a minha família. Todos os dias, agradecemos a Meishu-Sama e passamos dias felizes.
Meishu-Sama, muito obrigado. Aproveito para fazer este relato e expressar minha mais profunda gratidão.
Minha família, alegre pela cura da infiltração pulmonar
[Uma família alegre pela cura da infiltração pulmonar]
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Kanagawa, Distrito de Miura, Cidade de Zushi, Kotsubo 1069, Igreja Média Nihon, Kimi Takahashi (34)
Meishu-Sama, recebi benefícios materiais que não podem ser expressos por escrito. Com alegria, escrevo estas palavras desordenadas para agradecer. Ao lembrar daquela época aterrorizante em que, devido à infiltração pulmonar do meu marido, fui lançada ao fundo do desespero em minha casa, quão gratos são os dias que me são permitidos viver agora! No início de abril do ano retrasado, meu choque quando meu marido foi diagnosticado com infiltração pulmonar em um exame de saúde da empresa. Seguindo as ordens do médico, ele tomou remédios e fez pneumotórax, mas, a cada dia, sua tez piorava, ele não comia, seu ânimo se deprimia, e eu não me sentia viva. Por essa época, embora ouvisse da vizinha histórias preciosas sobre o Komyo-Nyorai, não conseguia me decidir a abandonar médicos e remédios para confiar Nele.
Na noite de 23 de maio, tive um sonho misterioso. Era um sonho em que eu e minha falecida mãe ouvíamos histórias preciosas diante de uma bela Kannon-Sama-Sama. Seria a orientação de minha falecida mãe? Desejando ir o mais rápido possível, pedi à vizinha, Sra. Ishiwata, que me levasse à Igreja de Zushi, do Mestre Ishida. Aquele dia era o aniversário de morte de minha falecida mãe, dia 24. Acreditando que minha mãe estava me guiando, confiei no Komyo-Nyorai e recebi o Johrei. Senti-me inexplicavelmente bem, e meu apetite foi voltando gradualmente. Aquele corpo que estava em repouso absoluto, três meses depois, pôde ajudar meu pai, que é pescador, e passei a ter dias mais brilhantes. Recebemos o Ohikari nós dois. Não tínhamos altar budista, mas a alegria que senti quando pude receber o Komyo-Nyorai em 28 de agosto, dia do aniversário de morte de minha mãe, quando celebramos os espíritos dos antepassados de todas as gerações, foi indescritível. A casa realmente se iluminou e, curiosamente, pouco depois de receber o Komyo-Nyorai, em 15 de setembro, encontramos uma casa pequena, mas iluminada, com um tokonoma, de oito e três tatames, embora antes não tivéssemos uma casa com tokonoma. Só posso agradecer com lágrimas de gratidão. Além disso, quando meu filho Nobuo, de cinco anos, teve uma doença cardíaca, ele se curou completamente com duas sessões de Johrei do Mestre Ishida.
Agora, meu marido conseguiu um emprego, não apareceu nada no raio-X da admissão e está mais saudável do que antes de adoecer, trabalhando até à noite.
Recebendo inúmeros benefícios materiais todos os dias, agradeço profundamente pela graça. Para oferecer minha sincera gratidão junto com meu marido, desejo fazer o máximo de serviço que puder.
Salvos do inferno da tuberculose e do inferno da fé
[Inferno da tuberculose e da fé, agora salvos, vivendo a vida do Paraíso]
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Shizuoka, Cidade de Atami, Mizuguchi-cho 1850, Igreja Média Seikō, Miya Soma (34)
"Ao recordar aquela época, é terrível,
Eu, que vagava sem cajado na estrada escura."
Sinto profundamente que este poema realmente percebeu nosso passado.
Pensando bem, eu e minha família, que gemíamos há longos anos com doenças torácicas e ofegávamos no inferno da fé, recebemos o inesperado e precioso poder do Komyo-Nyorai e passamos a viver uma vida de gratidão diária. Com minha escrita imperfeita, relato isso como forma de agradecimento.
Não esquecerei: no outono de 1946, devido a um pequeno esforço excessivo, tive febre e comecei a sentir dores no peito. Naquela época, meu ex-marido já estava de cama há três anos, com tuberculose intestinal. Fizemos de tudo, mas ele estava fraco, só pele e osso. Mesmo assim, querendo salvá-lo de alguma forma, após várias hesitações, comecei a acreditar no Deus Dragão. Graças a esse benefício material, meu ex-marido melhorou a ponto de poder trabalhar, e toda a família passou a ter fé. No entanto, meu ex-marido voltou a ficar acamado. Os membros da família oraram fervorosamente a Deus, mas ele piorou, a ponto de ser internado no Hospital da Cooperativa Médica de Omagari. Continuamos com uma fé desesperada para salvá-lo, mas, em janeiro de 1948, tivemos a tristeza de vê-lo falecer. Dizendo a mim mesma que era o destino, ou innen, e que resignar-se era um orgulho como crente, esforcei-me para me resignar. Mas, em maio do mesmo ano, a mãe do meu marido também foi diagnosticada com pleurisia e, apesar de oferecermos orações ardentes, ela faleceu. Meu corpo, já debilitado pelos cuidados e pela fé, piorou com esse choque e, por fim, eu mesma tive que ficar de cama. Além disso, minha filha mais velha, Tomoko (14 anos), foi diagnosticada com tuberculose pulmonar na escola e recebeu a ordem de ficar em repouso absoluto, tendo que se deitar comigo, lado a lado. Era verdadeiramente o inferno neste mundo. Apesar de ter fé, perdi meu marido e minha mãe, e agora eu e minha filha estávamos caídas com a mesma doença, prestes a seguir o mesmo caminho. Acho que não é de todo irracional que tenha surgido a dúvida: "Não existem deuses nem budas?". Tendo perdido meu apoio espiritual, minha condição piorou ainda mais e, por fim, recebi do médico a notícia de que estava desenganada.
Foi nessa época que a Sra. Toyama, que partilhava da mesma fé que eu, apareceu com um semblante tão radiante que se tornou irreconhecível. Explicou-me que a fé que tínhamos até então não era a correta; assim, ouvi histórias sobre o Komyo-Nyorai e recebi Johrei. Meu corpo, que andava dolorido, aliviou-se um pouco; enquanto eu contemplava seu rosto, agora muito mais brilhante, eu, que vivia desesperada, recebi esperança e luz. Em 3 de agosto de 1948, quando o Presidente veio em viagem de negócios à região de Akita, converti-me imediatamente. Na cerimônia de conversão, as palavras do Presidente — "Ajudar os outros é ajudar a si mesmo" — ficaram gravadas em minha alma. Também compreendi, com clareza, o quanto a fé que eu tivera até então estava errada e que, sem saber, eu ofegava no inferno da fé. Milagrosamente, ao me converter, senti força no corpo e pude levantar-me. Desde então, ainda que eu caísse, desejei que muitas pessoas compreendessem este precioso ensinamento e alcançassem a verdadeira felicidade. Falei com seriedade e pratiquei o Johrei. A cada vez que guiava três, cinco, dez pessoas, meu próprio corpo tornava-se mais leve. Como se tornou leve o meu coração ao receber o ensinamento de que a doença é o processo de purificação das toxinas do corpo! A segurança de poder confiar em um Deus de poder absoluto, no qual a doutrina e os benefícios materiais coincidem em tudo, é indescritível.
Depois disso, cada vez que eu ajudava a salvar pessoas, minha filha e eu nos recuperávamos, até nos tornarmos completamente saudáveis. Atualmente, graças ao Presidente, pude mudar-me da província de Akita para Atami, sede de Meishu-Sama; em meio a uma vida de alegria com toda a família, esforço-me, ainda que modestamente, para transmitir este "Evangelho do Paraíso" a toda a humanidade. E compreendo que este é o caminho natural de retribuição da graça para aqueles que tiveram sua preciosa vida salva.
Meishu-Sama, muito obrigado.
Luz para uma família agarrada pela morte
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Kagoshima, Cidade de Kagoshima, Tokiwa-cho 278, Igreja Grande Kōhō, Tamae Hirahara (22)
Hoje, poder passar dias felizes, com o coração alegre, parece-me um sonho. No ano passado, nesta mesma época, eu vivia no desespero entre a vida e a morte, em dias sombrios de perdição.
“Ao recordar aquela época, é terrível,
Eu, que vagava sem cajado na estrada escura.”
Em minha família, houve doentes sem cessar durante muitos anos. Peregrinávamos em busca de médicos e remédios; sempre que alguém nos recomendava orações ou terapias populares, experimentávamos, porém sem efeito. Meu irmão mais velho, o segundo, o terceiro e minha irmã mais velha morreram um após o outro. Todos tinham cerca de 22 ou 23 anos. Houve um ano em que celebramos juntos o primeiro Obon de dois deles. Minha irmã mais velha, depois de diagnosticada com tuberculose pulmonar, permaneceu em repouso absoluto por três anos, seguindo as ordens médicas. Nesse ínterim, uma irmã mais nova afogou-se no mar e partiu em viagem sem volta; em seguida, minha irmã mais velha também faleceu. Como se seguissem esse mesmo caminho, seis irmãos partiram para o mundo espiritual, um após o outro. Não apenas meus pais, mas também eu e meu irmão mais novo não sabíamos quando seria a nossa vez. A família tornou-se um lar escuro e úmido, sem um único sorriso, como se o fogo tivesse se apagado.
Logo após o funeral de minha irmã, por recomendação de meus pais, consultei um médico e fui diagnosticada com infiltração pulmonar. Senti como se tivesse sido empurrada de um precipício; já não me sentia viva. Como se não bastasse o destino amaldiçoado, meu irmão mais novo também estava recebendo injeções naquela época. Era natural que os vizinhos zombassem de minha família. O que meus pais ouviriam? Não tive coragem de contar-lhes meu diagnóstico. Tomada por um sentimento de autodestruição, pensei: "Se não vou me salvar, vou trabalhar até onde meu corpo aguentar", e fui trabalhar. Agora, sem ter em quem confiar, abandonada, passei a acreditar que não existiam deuses nem budas.
Foi nessa época que tive a oportunidade de ouvir, com detalhes, sobre a terapia espiritual de uma amiga. Pude ouvir, como uma voz, a compaixão infinita e a mão do grande amor do Komyo-Nyorai. Converti-me imediatamente, em 11 de abril de 1949. Depois disso, com o coração radiante e o corpo revigorado, minha atitude e meu pensamento em relação à doença mudaram; o sofrimento desapareceu, e chorei de emoção ante a profundidade da compaixão do Komyo-Nyorai. Meu irmão mais novo também se converteu em seguida e, em 5 de novembro do mesmo ano, pudemos celebrar o Komyo-Nyorai. Agora, toda a família está saudável, para a surpresa dos parentes.
A alegria de encontrar luz para o futuro — não apenas eu, mas toda a família — foi imensa. Em fevereiro daquele ano, foi-me permitido dedicar-me ao serviço, e pude retribuir a graça de Deus. Agradeço do fundo do coração por poder ser útil, ainda que numa mínima parcela da obra divina. Não consigo imaginar quantas pessoas no mundo sofrem com doenças. Desejo compartilhar esta alegria e esta felicidade com todos vocês. Muito obrigado.
Tuberculose pulmonar em repouso absoluto por dois anos levanta-se com quatro sessões de Johrei
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Oita, Distrito de Oita, Minami-Oita, Oaza Kaku, Igreja Média Nyoirin, Atsushi Himeno (22)
Apresento meus respeitosos agradecimentos.
Pela salvação da grande compaixão e da grande misericórdia, fui guiado ao precioso Caminho. Confiando unicamente no Komyo-Nyorai, passo os dias com esperança pela manhã e gratidão à noite. Relato um pouco da alegria de me tornar muito feliz por ter-me convertido e confiado no Komyo-Nyorai.
Converti-me em 21 de março de 1950. Minha mãe ficara de cama em 1937. Desde então, meu pai, com mãos de homem, criou seis filhos enquanto cuidava de minha mãe. Para curá-la de alguma forma, seguiu as ordens dos médicos, adotou terapias naturais como repouso, nutrição e ar puro, experimentou quase tudo o que diziam ser bom e abraçou várias crenças. A doença, porém, avançava e recuava, e a gravidade só aumentava. Diante do agravamento, não sabíamos o que fazer; devido à pobreza, não podíamos oferecer cuidados adequados, e os dias de lágrimas prosseguiam.
Para meu pai, ver os filhos crescerem parecia ser a única alegria. Ele sempre nos encorajava, e nós nos encorajávamos mutuamente, a não nos afogarmos na tristeza, mas a superá-la. Em meio a esse sofrimento, nós, os irmãos, de algum modo nos tornamos adultos; mesmo em meio à dor, abrigávamos esperança e trabalhávamos com afinco. Assim passaram-se mais de dez anos. No início de 1948, meu corpo ficou muito pesado e minhas costas começaram a ficar um tanto tensas. Ao consultar um médico, fui diagnosticado com pleurisia e infiltração hilar. Fiquei atônito e voltei para casa. "Ah, estou perdido." O trauma mental desse momento é algo miserável, que só quem o experimentou conhece.
Três meses depois de eu adoecer, minha mãe faleceu, preocupada com minha doença. Segui fielmente cada palavra do médico, mas não houve efeito; os dias de avanços e recuos continuavam. Em dezembro, desenvolvi peritonite e, por fim, tive de ficar em repouso absoluto. De manhã, ao acordar; à noite, ao deitar: cabeça pesada, costas doloridas, abdômen desconfortável, dias e dias de lágrimas. "Para que nasci? Nasci para sofrer?" Eu realmente não sabia. Mesmo diante das refeições preparadas com amor por pais e irmãos, meus hashis não avançavam; os dias de repouso absoluto prosseguiam. Como minha mãe estava de cama havia mais de dez anos, não podíamos pagar os remédios como desejaríamos; dentro de nossas possibilidades financeiras, porém, fizemos tudo com médicos e remédios, mas nada pudemos fazer por aquele corpo que definhava.
Eu era, verdadeiramente, um cadáver vivo. Por essa época, comecei a desistir, pensando que nem médicos nem remédios poderiam me curar. No entanto, não pude abandonar o desejo de viver, de me curar de alguma forma. Para mim, que passava dias solitários e dolorosos, a luz da graça começou a brilhar em minha casa. Meu irmão mais velho ouvira de membros da fé várias histórias sobre o Caminho e incentivou-me a confiar também. Mas lembrei-me de que minha mãe também tivera bastante fé e, no fim, não recebera benefícios materiais; não conseguia acreditar que uma doença pudesse ser curada pela fé. Por isso, não dei ouvidos.
Naquela época, não conhecia outro caminho senão confiar nos médicos. No entanto, Deus não me abandonou e estendeu Sua mão salvadora. Meu irmão mais velho recebeu do Mestre Tsujiura preciosas explicações sobre a verdadeira causa da doença e a grandeza do poder da purificação, e as transmitiu a mim e a meu pai. Então, meu pai visitou o santuário no Culto de 26 de fevereiro, compreendeu a grandeza do poder e a preciosidade do Caminho da salvação, e pediu Johrei ao Mestre Tomita.
Em 27 de fevereiro, chamamos imediatamente o Mestre. Ao ouvir do Mestre histórias de pessoas que receberam benefícios materiais por meio do Johrei, pedi o Johrei. O Mestre apenas balançava as mãos. "Será que uma doença se cura com isso?", senti certa insatisfação; mas, enquanto recebia o Johrei, meu corpo esquentou e percebi algo estranho. Ao terminar o Johrei, quando o Mestre foi embora, disse-me: "Compare como se sentiu esta manhã ao acordar com como se sentirá amanhã ao acordar". Com uma única sessão de Johrei, consegui dormir confortavelmente à noite, a quantidade de urina aumentou e pude desfrutar de uma manhã agradável.
Na segunda vez, disse-me para cortar o cabelo; na terceira, que eu podia tomar banho. Fiquei muito ansioso, mas confiei tudo a Deus: cortei o cabelo e tomei banho, e nada aconteceu. Com duas ou três sessões de Johrei, mudei completamente; parecia outra pessoa em comparação com minha vida de alguns dias antes. Diante de tamanha mudança, minha família, preocupada, repreendeu-me bastante, dizendo para eu não fazer aquilo. Após receber quatro sessões de Johrei, visitei o santuário no Culto de 21 de março. Ah, que coisa misteriosa! Eu, enfermo em repouso absoluto, deitado num pequeno quarto separado, a vagar pelo fundo do inferno, com apenas três ou quatro sessões de Johrei pude ir ao santuário de bicicleta, numa distância de dois ri.
Sinto como se fosse um sonho. Será que a isso se chama milagre? Diante desse fato, compreendi que a medicina em que tanto confiei também está fundamentalmente errada. Mesmo eu, que recebera uma educação materialista, pude conhecer a proteção divina e entrar no caminho da verdadeira fé por ter adoecido. A doença é uma graça concedida por Deus. Para salvar o maior número possível de pessoas que sofrem da mesma enfermidade e ofegam no pântano sem fundo, procuro ajudar, ainda que com minhas fracas forças, sob a orientação dos vários mestres.
Se me for permitido servir em uma parte da obra de construção do mundo ideal, essa será a felicidade suprema. Agradeço profundamente pela proteção divina indescritível.
Meu relato de regeneração, ofegante com hemoptise
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Toyama, Distrito de Shimoniikawa, Kyoden, Igreja Média Daiko, Takio Hirose (37)
Até o fim da guerra, fui convocado por três anos para o norte da China. Um dia, enquanto prestava serviço cavando abrigos antiaéreos, o trabalho com a pá pesou demasiado sobre o peito; após o diagnóstico do médico militar, descobri que tinha uma doença pulmonar. Logo comecei uma vida de internação e tratamento. Como podia mover-me com relativa facilidade, cuidava de várias coisas ao lado dos companheiros de guerra; mas a doença lenta foi piorando gradualmente. Com o fim da guerra, voltei para casa em 20 de agosto de 1947, como soldado ferido de primeira classe. Na verdade, a ordem era seguir para Toyama e internar-me diretamente no Hospital Nacional de Toyama.
No nono dia após voltar para casa, compareci relutantemente ao mesmo hospital, mas fui repreendido pelo recepcionista: "Mesmo sendo um país derrotado, não desrespeite as ordens". Disseram-me para "ir para o Sanatório de Johana", porém, farto da vida hospitalar, recusei e regressei para casa. Por acaso, a irmã mais nova de minha esposa era enfermeira treinada no front e, felizmente, vinha do hospital da cooperativa agrícola vizinha aplicar-me injeções de cálcio, glicose e vitaminas. Depois de mais de meio ano, tive calafrios intensos por dois ou três dias seguidos e, aproveitando a ocasião, parei apressadamente.
Pouco depois, a contragosto, aceitei a ajuda do oficial de assistência social da vila e continuei o tratamento com as visitas de um médico do seguro saúde. De todo modo, mesmo sentado as costas doíam; eu era um cadáver vivo deitado na cama, sem forças sequer para contar os nós do teto. Todas as tardes, por volta das três horas, ficava ligeiramente febril por cerca de duas horas; e, na manhã seguinte, também por volta das três horas, expelia escarro com sangue durante uns trinta minutos. O médico idoso do seguro saúde vinha sem falta duas vezes ao dia e, quando eu estava com muitas dores, acudia-me até de madrugada, sem se importar; essa assistência era a minha única segurança.
Mas, para mim, remédios e pedras eram ineficazes, e os dias se arrastavam em lamentos. Minha esperança murchou rapidamente, e o sofrimento de não poder morrer, mesmo querendo, superava a palavra "Inferno". Em outubro de 1948, o Sr. Zenichi Fujikura, que pregava na região, veio visitar-me inesperadamente. Trouxe-me preciosas palavras de salvação, mas eu ainda não estava disposto; não pedi nada e acabei recusando naquela ocasião. Diante disso, com o chefe da família acometido por uma doença incurável, minha esposa não podia cruzar os braços. Carregando peixe fresco, ia a Toyama duas ou três vezes por dia.
Um dia, na hora em que costumava ter escarro com sangue, senti a garganta esquentar e, de repente, vomitei sangue vermelho vivo. Vomitava repetidamente: pus, carne podre e sangue fresco, que encheram rapidamente uma bacia e transbordaram. No dia seguinte e no outro, na mesma hora, a garganta queimava e o sangue voltava a transbordar a bacia. No quarto dia, esperei ansiosamente pela mesma hora, mas nada aconteceu. Ao todo, foram três bacias de hemoptise. Fiquei assustado, meu corpo se enfraqueceu ainda mais e minhas forças caíram drasticamente. No entanto, no momento seguinte, senti um inexplicável alívio e pude respirar melhor.
Mas as costas ainda doíam imensamente. Foi então que o médico me disse o seguinte. Quando vomitei a primeira bacia de sangue, sem o conhecimento do médico do seguro, consultei também um clínico geral. Esse clínico geral disse: "Esta é uma tuberculose de boa qualidade. Se você eliminar tudo o que tem para eliminar, depois se recuperará rapidamente, então facilite a eliminação". E, vendo o saco de areia sobre o meu peito, disse: "Não adianta colocar nada, então tire", e foi embora. O médico do seguro saúde disse exatamente o oposto: "Vomitar sangue enfraquece o corpo, então não vomite", e mandou colocar bolsas de água fria e sacos de areia no peito.
A partir do quarto dia, quando a hemoptise parou, ele me fez beber constantemente um copo de remédio: água salgada bem salgada e fervida. Quando eu me sentia um pouco melhor, levantava a parte superior do corpo, mas logo as costas doíam e eu me deitava de novo. Nesse vai e vem, chegou o Culto da Primavera de 17 de junho de 1949. Naquele dia, o Sr. Zenichi Fujikura visitou-me novamente e disse: "É para que você se sinta um pouco melhor"; então, com o coração vazio, recebi o Johrei. Imediatamente me senti inexplicavelmente bem e, no dia seguinte, parei de tomar os remédios. No terceiro dia, a dor nas costas desapareceu. Decidi, então, em meu coração: "Se eu continuar recebendo o Johrei, com certeza ficarei bem."
A partir de então, recebi o Johrei sem falta e, aos poucos, meus movimentos foram se tornando mais leves. No dia 23 do mês seguinte, pude sair da cama e ir até a cidade de Shikama, a cerca de 24 quilômetros, para receber o Ohikari. Foi uma mudança realmente inimaginável. Naquele dia, na casa do senhor Nishimura Masayuki, por ocasião da consagração de Daikōmyō Nyorai, o presidente da igreja compareceu à cerimônia espiritual. Ao ouvir diversas coisas sobre o Caminho da salvação, a alegria de haver me convertido não pude esconder de forma alguma. Sinto muito por não ter seguido as palavras do senhor Fujikura no Culto de Outono do ano anterior.
Foi imperdoável. No dia 20 de agosto, um mês após minha conversão, troquei o telhado da minha casa. Levei três dias para terminá-lo, mas, no início, mesmo batendo com o martelo na palha para fazer cordas, as costas não doíam; ao torcer as cordas, também não doíam; e, ao subir no telhado para telhá-lo, continuava sem sentir dor. Os vizinhos que me ajudavam riam e diziam: "Não se force tanto, senão vai ficar de cama de novo." O senhor Fujikura vinha fazer o Johrei mesmo em dias de chuva e vento. No intervalo do segundo dia de telhado, quando os vizinhos comiam melancia, o senhor Fujikura chegou e eu recebi o Johrei imediatamente.
As pessoas que viam riam do Johrei. Essas pessoas, até hoje, não procuram saber o que é o Johrei. De todo modo, terminei os três dias de telhado sem precisar ficar de cama e sem problemas; a partir daquele momento, deixei a cama de vez. Depois disso, nem mesmo tirava sonecas no verão: seguindo as palavras do senhor, cortei lenha, rachei-a e, enquanto minha esposa saía para trabalhos externos e eu preparava a sopa de missô ao meio-dia, fui ganhando força sem perceber. Cada dia era repleto de alegria, como se eu crescesse como um broto jovem. Nesse período, convidamos o senhor Shimizu, da igreja de Shiokawahara, e o senhor Goto Gin'ichi, de Gifu, e recebemos deles, com toda a atenção, o Johrei e a orientação.
Em dezembro desse ano, minha esposa também se converteu. Recebemos do presidente da igreja a palavra: "Por um tempo, vá à igreja para receber o Johrei" e, imediatamente, a partir da primavera do 25º ano (Showa 25, 1950), frequentei a igreja de Shiokawahara por três meses. Durante esse período, tive hemoptise várias vezes, mas, ao receber o Johrei do senhor Shimizu, melhorava rapidamente. Sem me preocupar, fazia a divulgação, entregava tudo e passava os dias com o coração tranquilo. Ao voltar da igreja, depois de receber o Johrei, atravessava um mundo de prata que se estendia até onde a vista alcançava, banhado pela luz refletida ofuscante, com a testa suada, a caminho de fazer Johrei para um amigo doente. Como poderia descrever minha felicidade? No dia 12 de abril do 25º ano, consagramos Byōbu Kannon (Kannon do biombo) e, no dia 17 de maio seguinte, consagramos o Komyo-Nyorai. Quem poderia imaginar que esse dia chegaria para mim, que estava no fundo do poço — abandonando até a própria vida, sem esperança, um corpo agonizante? Pensando bem, os senhores mestres são realmente grandes apóstolos de Deus. Ao refletir sobre como, por minha própria experiência, este corpo e esta alma foram salvos, sinto um mistério indescritível. Diante de uma graça que, por mais que se louve, nunca se louva o suficiente, agora, ao receber essa Imagem da Luz Divina, considero uma honra imerecida, e só me resta chorar de emoção.
Graças à proteção divina, eu também pude alcançar um dia de brilhante recuperação e, a partir de 18 de setembro do 25º ano, retornei à antiga serraria, trabalhando com disposição, sem folgas. Talvez a purificação do mundo tenha se intensificado; na primavera do 26º ano (Showa 26, 1951), tenho também hemoptise repentina de vez em quando, mas, em todas as ocasiões, recebo o Johrei na igreja. Assim, sem nenhum problema, continuo trabalhando com afinco como de costume. A cada purificação que recebo, meu corpo fica mais forte, e foi somente ao ajudar na construção do Paraíso Terrestre que compreendi como a purificação natural é a verdade. É realmente uma doutrina incomparável. Não posso deixar de desejar que muitas pessoas que sofrem da mesma doença despertem o mais rápido possível.
O grande momento se aproxima cada vez mais e, com reverência, juro ajudar na obra divina e retribuir, ainda que seja a milionésima parte da graça recebida.
Agradeço imensamente pela proteção divina. Expresso minha mais profunda e sincera gratidão.
Recordando os treze anos de luta contra a doença
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de Showa 26 (1951)
Kanagawa, Fujisawa, Katase 2719 Igreja Média Nihon, Nigoki Sakiko (36)
O tempo passa rápido; já se passaram mais de quatro anos desde que me converti. Poder levar uma vida feliz hoje se deve inteiramente à grande proteção divina de Meishu-Sama, e passo meus dias em gratidão. Adoeci na primavera de Showa 8 (1933), aos 21 anos. Na época, eu era enfermeira e, por isso, tinha mais cuidado com a saúde do que as pessoas comuns; ainda assim, peguei um resfriado por um descuido e a febre não baixou por vários dias. Senti as costas inteiras como se fossem uma tábua; o apetite diminuía a cada dia, e eu só conseguia comer cerca de duas tigelas de arroz por dia. Pensando que esses sintomas poderiam indicar uma doença pulmonar, fui, com receio, consultar um especialista. Após exames de raio-X e de velocidade de hemossedimentação, fui diagnosticada com catarro no ápice do pulmão direito e me disseram para ficar em repouso absoluto. Embora já esperasse por isso, de repente tudo escureceu diante dos meus olhos, e me senti como se tivesse sido jogada no fundo de um abismo. Pensando que minha vida tinha acabado, só conseguia chorar de tristeza e frustração.
Por causa da minha profissão, eu sabia muito bem o que era o catarro no ápice do pulmão: nada mais era do que uma expressão elegante para tuberculose pulmonar. Sabendo que nenhum tratamento médico poderia curá-la completamente, fiquei angustiada, pensando por que tinha contraído essa doença. Mesmo depois de começar o tratamento em casa, com medo de infectar meus irmãos, fiquei confinada num quarto, fervendo todos os utensílios que usava, e me tornei uma paciente de tuberculose pulmonar em todos os sentidos. A partir de então, seguindo as prescrições dos médicos, submeti-me fielmente a todo tipo de injeções e medicamentos.
Eu, que, por minha experiência profissional, acreditava piamente na medicina, com o único desejo de me curar, buscava um novo remédio atrás do outro, mas não melhorava em nada. Minhas costas continuavam como se tivessem uma tábua pregada; meu apetite diminuía cada vez mais, a ponto de me irritar só de ouvir falar em comida. Eu mal conseguia tomar uma tigela de arroz e 200 ml de leite por dia; sentia como se estivesse sempre carregando um peso enorme e passei mais de dois anos com o coração pesado. Um dia, minha tia veio e disse: "Há uma boa moxabustão para doenças pulmonares; que tal irmos lá?"
Na época, eu, que confiava cegamente na medicina, recusei, dizendo que aquilo era coisa de terapia popular, mas, incentivada pela tia insistente, fui com ela até a cidade de Shimizu e recebi a moxabustão. Foi algo passageiro; depois disso, meu humor melhorou um pouco e a febre não apareceu, então continuei fazendo a moxabustão enquanto ainda consultava médicos e mantinha o tratamento, principalmente com injeções. Cerca de três anos após o início da doença, meu estado melhorou consideravelmente e, após um exame de raio-X, disseram-me que eu estava muito melhor e que poderia trabalhar. Imediatamente, comecei a trabalhar em um hospital; mas, devido aos três anos de repouso absoluto e tratamento de convalescença, assim que comecei a trabalhar, achei o serviço interessante e trabalhei com alegria.
Durou pouco, porém; logo a febre baixa voltou. Hoje, pensando bem, aquela febre baixa era, na verdade, algo bom; mas eu, que confiava apenas na medicina, vivia com a ideia fixa de que a tuberculose era terrível e assustadora. Movida por esse medo inconsciente, apavorava-me até com uma simples febre baixa e tratava de fazer um raio-X na mesma hora. Disseram que a pleura havia recaído em ambos os lados, e fui novamente condenada ao repouso. Toda vez, repetiam-se injeções e remédios: várias agulhadas dolorosas por dia, remédios ruins tomados repetidas vezes, sem melhora significativa.
Bastava pegar um resfriado para que me diagnosticassem nova recaída da pleura, e eu passava os dias atormentada pelo medo. Um dia, como eu estava muito nervosa, alguém me disse: “Se você está tão preocupada, vá consultar um dos maiores especialistas em raio-X do Japão.” Com uma carta de apresentação do hospital, fui a um sanatório de tuberculose em Tóquio. O médico disse que meu corpo era como uma xícara rachada: se fosse usada com cuidado, duraria muito; se fosse forçada, não duraria. Portanto, eu poderia trabalhar, desde que não tivesse febre baixa. Disseram também que eu não deveria me casar antes dos 30 anos e que, mesmo que me casasse, não poderia ter filhos.
Naquele momento, o que senti foi indescritível. Pensei: “De qualquer forma, com um corpo tão fraco, não viverei muito. Se, mesmo tomando injeções e remédios, não posso me tornar saudável como as outras pessoas, então por que não parar com todo o tratamento?” Mas, ao mesmo tempo, o apego à vida me impedia de desistir, e eu ardia no desejo de recuperar a saúde de alguma forma. Apesar das recaídas repetidas, cheguei a um ponto em que não conseguia nem segurar um balde cheio de água. Assim se passaram treze anos.
Em maio de Showa 22 (1947), uma amiga me recomendou que procurasse o Komyo-Nyorai, dizendo que ele poderia curar qualquer doença. No entanto, eu, escrava da medicina, não conseguia acreditar de forma alguma e disse: “Se isso curasse, médicos e remédios seriam desnecessários.” Ela respondeu: “Médicos e remédios são desnecessários.” Achando aquilo cada vez mais estranho, pensei: “Se a doença pode ser curada apenas com um aceno de mão, não há coisa mais fácil. Se uma doença que não se curou com treze anos de medicina pode ser curada apenas com a palma da mão, vou lá ver.” Fui à sede na mesma hora, ouvi várias explicações, mas não consegui acreditar em tudo.
No entanto, pensando em experimentar qualquer coisa que as pessoas dissessem ser boa, mesmo com dúvidas, converti-me rapidamente. Depois disso, recebi o Johrei na sede. Quando pensei em voltar para casa, minhas pernas pesaram, tive tontura e não consegui dar um passo. A pessoa que estava comigo, preocupada, disse: “Vamos receber o Johrei mais uma vez.” Recebi o Johrei novamente e, então, o peso nas pernas e a tontura desapareceram por completo, e pude voltar para casa com disposição. Quando saí de casa, estava bem; mas, depois de permanecer um pouco na sede e receber o Johrei, fiquei incapaz de andar por algum tempo e, logo em seguida, voltei a andar.
Pensando que aquilo tinha algo de misterioso, voltei para casa, comi com apetite e, ao me deitar, minhas pernas ficaram novamente sem força. Imediatamente, recebi o Johrei de uma amiga e melhorei muito; ainda preocupada, pedi a ajuda do Mestre Nigoki Man'nosuke. Então, melhorei de forma milagrosa. Ouvi várias explicações sobre a purificação, a terrível toxina medicamentosa e a preciosa força de Deus e, pela primeira vez, compreendi com clareza que médicos e remédios eram desnecessários.
A partir de então, passei a receber o Johrei em visitas a cada dois dias. Minha disposição melhorou rapidamente, minha tez melhorou e, mesmo fazendo trabalhos leves, eu já não sabia o que era cansaço. Em agosto do 22º ano (Showa 22, 1947), tive uma purificação de peritonite, mas me recuperei completamente em apenas uma semana. Sei, por experiência passada, que, mesmo com tratamento hospitalar, quase ninguém se cura completamente dessa doença a ponto de ter alta. Ao ver o poder maravilhoso deste Johrei, meu espanto e minha confiança se aprofundaram ainda mais.
Eu, a quem a medicina havia alertado especialmente que o casamento era impossível por enquanto e que a gravidez era absolutamente perigosa, continuei recebendo o Johrei e alcancei uma saúde irreconhecível. Casei-me em abril do 23º ano (Showa 23, 1948) e agora estou no sétimo mês de gravidez. Imaginando a criança que está para nascer, mergulhada em gratidão e alegria, sou usada diariamente como instrumento de uma parte da obra divina. As pessoas do balneário que eu visitava ocasionalmente, na época em que acreditava que a medicina era absoluta e me dedicava ao repouso e à convalescença, agora veem meu corpo completamente saudável e só conseguem abrir os olhos de espanto.
Por meio da minha experiência, comprovo o poder deste Johrei, em que teoria e prática coincidem perfeitamente. A muitas pessoas no mundo que, resignadas com doenças incuráveis, continuam gemendo diariamente na angústia e na impaciência, desejo mostrar que Deus é o próprio grande amor. Desejando que, o quanto antes, o maior número possível de pessoas seja salvo como eu e mergulhe na verdadeira alegria da vida, escrevi com minha caneta inábil exatamente como aconteceu. Ao escrever esta experiência, recordando o desespero do passado e a alegria e a graça de hoje, concedidas pelo grande amor de Meishu-Sama, não consigo conter as lágrimas de gratidão que caem em torrentes.
Ao refletir sobre o estado de espírito daquela época, em que acreditava piamente que a medicina era absoluta, vem-me à memória: “Quando olho para aquela época, sinto medo, Eu, que vagava sem cajado na estrada escura”. Eu era o próprio desespero descrito neste hino de louvor. Mas agora, salva pela graça, posso dizer com o hino: “Se não fosse pela salvação de Kannon, Eu agora estaria sofrendo em um pântano sem fundo”. Hoje, vivo dias de gratidão. Desejando que, exatamente como neste hino de louvor — “A mão de Kannon que salva As mãozinhas que se perdem no caminho ao anoitecer” —, pela mão do grande amor toda a humanidade seja banhada pela luz divina e salva, e orando para que esse dia chegue o mais rápido possível, expresso minha gratidão com estas letras inábeis.
Eu, que fui enfermeira, salva da tuberculose pulmonar
[Liquidei a vida de enfermeira e fui salva da tuberculose pulmonar]
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de Showa 26 (1951)
Saitama, Omiya, Miyamachi 2-3762 Igreja Média Wako, Iino Namiko (45)
Com lágrimas de emoção ante o grande poder divino do precioso Komyo-Nyorai, apresento este relato com minha caneta inábil.
Em 27 de dezembro do ano passado, recebi do Mestre Koyama o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Antes disso, por mais de dez anos, vivi como enfermeira, cuidando de pacientes. Nesse período, fui atacada por todo tipo de doenças, a ponto de me chamarem de “armazém de doenças”. Como usei remédios e injeções por muitos anos, acabei estudando medicina caseira a ponto de surpreender os especialistas. Minhas doenças, porém, nunca se curavam por completo; apenas deixavam de progredir, e acabei me tornando dona de casa.
Desta vez, porém, inesperadamente, quando meu filho mais velho adoeceu, o Mestre Ootake, médico responsável, veio visitá-lo e falou-me sobre a Igreja Messiânica. Imediatamente recebi o Johrei e, então, a febre alta do menino baixou rapidamente. Quanto à alimentação, que até então era apenas líquida, seguindo as palavras do senhor, passei a dar ao paciente tudo o que ele pedia. Longe de piorar, ele de repente ganhou disposição e começou a querer levantar-se para brincar. Diante de tamanho mistério, converti-me na mesma hora.
Dois dias depois de terminar o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), apresento o relato do processo de purificação que recebi.
No início, veio um calafrio violento, que se transformou em dor por todo o corpo, do peito à região lombar; fiquei dois dias e duas noites sem poder me mover. Nesse período, recebi várias vezes o Johrei do Mestre Ootake. No entanto, por volta do segundo dia, comecei a ouvir, no lado esquerdo do peito (região do ápice pulmonar), um ruído estranho de catarro, sem necessidade de estetoscópio. Como era de esperar, tive duas grandes hemoptises, que me assustaram.
Se fosse antes da minha conversão, como eu teria me assustado e entrado em pânico! Lembro-me da agitação da minha família: repouso absoluto por um ou dois meses, injeções, gelo... Mas agora, como tenho o Ohikari, todos ficam tranquilos. A sensação de alívio após a hemoptise era algo que eu não sentia havia mais de dez anos. Através desta preciosa purificação, pude compreender a grandeza do poder divino.
Para todos os senhores que sofrem com doenças neste mundo, a preciosidade deste Johrei e a grandeza do poder divino são coisas que a medicina jamais poderá resolver. Desejando que o maior número possível de pessoas conheça este grande poder e esta alegria, escrevi estas linhas apressadas e inábeis.
Tuberculose curada instantaneamente e ainda ganhei um filho precioso
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de Showa 26 (1951)
Tóquio, Suginami, Kami-Ogikubo 1-136 Igreja Média Hareruya (Hosho), Takamiya Yoko (32)
Eu, que nunca havia tido doença alguma, logo depois da alegria de me formar na escola de música em Showa 17 (1942), fui diagnosticada por um médico com catarro no pulmão direito e infiltração na pleura esquerda. Decepcionada e desanimada, para me recuperar o mais rápido possível, segui as palavras de três médicos: remédios, injeções, nutrição. Fiz tudo o que me disseram, mantive repouso, mas meu estado oscilava entre a melhora e a piora, e eu definhava lentamente. Dois anos depois, até os médicos começaram a coçar a cabeça. Pensando que minha alegre juventude terminaria na cama, achava que não havia ninguém mais infeliz do que eu.
Minha natureza despreocupada deu lugar à amargura, e eu só conseguia enxergar tudo pelo lado negativo. Foi quando me recomendaram esta Igreja Messiânica; eu, porém, a desprezei por completo, dizendo: “Isso é superstição”, e não dei ouvidos. Minha mãe, no entanto, com o único desejo de me curar, foi receber o “Ohikari”. Mesmo assim, continuei obstinada na oposição. Mas o sofrimento com o calor era insuportável e, como teste, recebi o Johrei. Senti-me muito bem; então, ainda com dúvidas, fui levada à sede da Igreja Média em Tamagawa.
Em menos de uma semana, fiquei completamente disposta, e até eu, que era teimosa, não pude deixar de acreditar na preciosidade absoluta da “Luz”. O resultado do exame na Universidade Imperial surpreendeu até o médico doutor em medicina que me acompanhava: as opacidades no raio-X desapareceram completamente. Depois disso, mesmo durante os tempos difíceis dos bombardeios e do pós-guerra, fiquei mais disposta que as outras pessoas e pude sair para fazer compras tranquilamente.
Desde então, há seis anos, sempre que faço Johrei para minha família e conhecidos, minha fé absoluta se aprofunda, a preocupação com doenças desaparece de casa e nos tornamos alegres e luminosos. Isso é exatamente como nos ensinamentos de Meishu-Sama: vivemos dias que podem ser chamados de Paraíso Terrestre, sem doença, pobreza e conflito.
Depois disso, casei-me. A medicina diz que, mesmo que a doença se cure temporariamente, é preciso ter cuidado com o parto e estar sempre preocupada com a recaída. No entanto, no ano passado, sem nenhuma ansiedade, tive um menino de 950 monme (cerca de 3,5 kg). Apesar de ser o primeiro parto com mais de 30 anos, foi tão fácil que surpreendeu a parteira. Desde então, ele não teve doença alguma, e seu desenvolvimento supera em muito a média. Todos se espantam ao ver que ele parece que vai andar antes do primeiro aniversário. Agradeço profunda e sinceramente por tudo isso ser única e exclusivamente graças à preciosa proteção divina do Komyo-Nyorai, e desejo dia e noite que o maior número possível de pessoas conheça este ensinamento e este poder.
Eu, que renasci da agonia da tuberculose
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de Showa 26 (1951)
Hyogo, Nishinomiya, Nashiji-cho 16 Igreja Média Jissei, Kojima Yoshiyasu (32)
Terminado o trabalho do dia, estou agora sentado à minha mesa, fumando um cigarro distraidamente. A fumaça roxa sobe e se desfaz. Sentimentos de plenitude, felicidade e várias lembranças do passado vêm e vão em meu peito. Como consegui viver até hoje? Não, como consegui ficar tão saudável? Quando olho para trás, para os vestígios daquela agonia — marcado com o selo de tuberculose infantil, deixei Hokkaido, onde meu pai estava destacado; após finalmente me formar na escola florestal de Chigasaki, em Shonan, como aluno necessitado de cuidados, passei oito anos de minha vida na cama, doente — não posso deixar de pensar assim, sinceramente.
Depois de me decepcionar com todos os tratamentos médicos, recorri não apenas às terapias populares consideradas boas, mas também a todas as religiões, para, no fim, ter que voltar à medicina. Que tristeza! Lembro-me de quando minha condição piorou e entrei em dificuldade respiratória. O senhor Moriyama, hoje presidente da Igreja Média Jissei, estava exatamente na casa ao lado. Na época, é claro, ele também não conhecia este Caminho. Como a inalação direta do cilindro industrial de oxigênio, gerado pela eletrólise da água da empresa, não me era suficiente, ele liberou oxigênio no quarto.
Olhando para o senhor Moriyama e para mim hoje, isso sempre me parece uma grande tolice, que não dá para rir. No entanto, minha agonia naquela época era realmente séria. Quanto tempo mais duraria minha vida? Se continuasse assim, o fim estava próximo. O que aconteceria se esta única vida que tenho se acabasse? A partir dali, este "eu" desapareceria para sempre? Ou existiria uma vida após a morte? Essa questão era, para mim na época, um problema grave que eu não podia deixar de resolver. Se não houvesse uma vida dolorosa após a morte, eu seria esmagado por um sentimento insuportável de solidão.
Se eu tivesse de terminar minha curta vida de apenas vinte anos sem ter feito nada, sendo um fardo para meus pais e causando-lhes preocupação, onde estaria o valor da minha vida?
Esse problema, por mais que eu vasculhasse livros de qualquer religião ou pensasse sem dormir à noite, não conseguia resolver de forma alguma. Será que a vida é algo tão cruel? É um problema sempre antigo e, ao mesmo tempo, novo, no qual muitos pensaram e com o qual sofreram da mesma forma. E, no entanto, ninguém me deu uma solução definitiva. Não: houve quem indicasse uma solução, mas ninguém me deu uma base sólida para acreditar. Por mais habilmente que fosse explicado, se não me fosse dada uma base para acreditar, era como um castelo no ar... Não, essa angústia, em certo sentido, era um luxo de doente. Quando a condição finalmente piorou e chegou ao pior estado, atormentado pela dor física, eu me debatia na agonia, transformado na própria personificação da vontade de viver.
Foi exatamente nessa época que, inesperadamente, recebi o Johrei. E, ao experimentar em meu próprio corpo, querendo ou não, a revelação divina de que a doença é purificação, não pude deixar de acreditar em Deus. À medida que meu corpo se recuperava como num sonho, minha paixão pelos estudos finalmente me fez, após dois anos, passar no exame de qualificação para a escola técnica, completar o curso da Escola Técnica Superior de Kobe e, por fim, me tornar uma pessoa completamente saudável e ativa na sociedade. Além disso, meu milagre foi o motivo que levou o senhor Moriyama, empresário e hoje presidente da Igreja Média Jissei, a estar onde está. E a seriedade e o entusiasmo do senhor Moriyama como buscador da verdade me levaram a estar na linha de frente da divulgação.
À medida que meu corpo era curado, os ensinamentos desta doutrina também esclareceram, pela primeira vez, a dignidade e a eternidade da vida humana, e até mesmo o mistério da vida e da morte, e minha alma foi iluminada. Os problemas que eu buscava desde que me entendo por gente, enquanto estava na cama doente, foram resolvidos quando saí da cama. Jamais poderei esquecer, pelo resto da minha vida, aquele momento em que mergulhei em alegria.
Venham, os que sofrem de tuberculose! A chave para resolver a tuberculose, uma das maiores agonias da vida, está apenas nas mãos do salvador, Meishu-Sama. Deve-se dizer que são verdadeiramente felizes aqueles que acreditam e adoram Meishu-Sama e conseguem encontrar esperança e luz na atual agonia da doença.
Salva da tuberculose infantil pelo Johrei
Tóquio, Itabashi, Shimura Shimizu-cho 161
Igreja Média Koyo, Sugimoto Sumie (35)
(Apresentado em 8 de abril do 26º ano - Showa 26, 1951)
Só de lembrar, ainda hoje, é algo terrível. A partir da primavera de Showa 25 (1950), pressionada pelo desemprego e pela agonia da doença, ofegando no fundo da miséria, minha filha gêmea de três anos, após sofrer por mais de cinquenta dias de pneumonia aguda e outras doenças, acabou partindo para o tal "outro mundo". Antes mesmo de essa tristeza passar, a criança restante começou a apresentar um comportamento estranho. Pensando que não poderia deixá-la morrer também, evitei os médicos locais e a levei a um grande hospital municipal, onde recebi o diagnóstico do diretor. Para minha surpresa, ele disse: "É tuberculose infantil, em estado grave. Repouso absoluto. Não há outro método." Senti como se fosse uma sentença de morte. No entanto, como era a época em que a estreptomicina estava começando a ser usada, perguntei: "Que tal injetar micina nesta criança?" Ele respondeu: "Se você quiser, posso aplicar, mas, em geral, não se sabe o resultado sem aplicar cerca de quarenta injeções. No entanto, mesmo durante esse período, não posso garantir a vida dela." Acariciando a cabeça da criança pequena, banhada em lágrimas de tristeza, e consultando o marido, que estava desempregado, sem saber que providências tomar, inesperadamente, em um dia de julho, tive a oportunidade de receber o Johrei do Sr. Saito, da Filial de Fujimi.
Recebendo fervorosamente o Johrei duas vezes ao dia, em cerca de uma semana a febre alta, que era intensa, voltou ao normal; a criança começou a pedir balas e o apetite retornou. Por volta do décimo dia, já demonstrava vontade de sair para brincar, recuperando completamente a energia. No início, pensava: será que apenas com a imposição das mãos a doença se cura, especialmente um caso grave de tuberculose infantil?... Com o tempo, foi ficando cada vez mais forte e, por volta do trigésimo dia, já chegava a brigar inocentemente com as crianças da vizinhança. Adquiri a convicção de que ele finalmente havia se salvado.
Aproveitando a oportunidade, perguntei: "Se com o simples Johrei, que é apenas a imposição das mãos, há benefícios materiais a ponto de curar esta doença grave, será que podemos receber a proteção divina para qualquer coisa?" Responderam-me: "Deus realiza os pedidos justos." Embora achasse que era um desejo muito ganancioso, comecei a pedir o emprego do meu marido em cada visita à filial. Como resultado, ele conseguiu emprego no local que há muito desejava, e meu filho mais velho também conseguiu emprego no mesmo local de trabalho do pai. Maravilhada com a proteção divina, tão vasta e ilimitada, converti-me em agosto do mesmo ano.
Agora, meu marido e eu vivemos juntos uma vida de gratidão e felicidade. Nós, que somos tão cheios de pecados, fomos salvos pela mão da salvação. Comovidos até o fundo do coração com tamanha misericórdia, mesmo sendo recém-convertidos, dedicamo-nos diariamente, com esforço incansável, em prol do Caminho, para aqueles que sofrem. Não apenas pela vida salva da criança doente, mas também pela alegria do emprego, agradeço imensamente por esta grande proteção divina.
Meishu-Sama, muito obrigado.
(Apresentado em 21 de setembro de 1951)
Hemoptise de Alegria
Endereço: Fukuoka-shi, Kasuhara Shinmachi, 507
Igreja Grande Kōhō, Mochida Mitsuko (27)
Tive a graça de me converter em julho de 1949. Meu marido se convertera antes de mim, em outubro de 1948, e em janeiro de 1949 tivemos a graça de entronizar a Imagem da Luz Divina. Desde então até hoje, recebemos inúmeras proteções divinas e passamos dias de gratidão. Na época da minha conversão, eu me considerava uma pessoa de saúde normal, como se diz no mundo em geral (agora compreendo que aquilo era uma falsa saúde). Isso porque, no verão de 1945, antes da minha conversão, logo após o fim da guerra, adoeci com pleurisia exsudativa, fiquei internada por mais de três meses e, após a alta, fiz tratamento em casa por cerca de um ano.
O médico disse que eu estava praticamente curada, e eu mesma não sentia mais nada de anormal; com o passar do tempo, acabei acreditando firmemente que estava completamente curada. Foi então, no dia 28 de maio deste ano, que, de repente, junto com uma tosse que parecia vir do fundo do peito, um sangue vermelho vivo começou a sair, sem que eu pudesse fazer nada para contê-lo: saía com a tosse, "com-com-com". Naquele momento, eu limpava a escada do segundo andar com um pano, quando, de repente, senti um enjoo no peito e escarrei um catarro com cheiro de sangue. Assustada, agachei-me imediatamente na varanda e cuspi o escarro com sangue, que não parava de sair.
Naquele instante, compreendi: "Ah, isso são as toxinas medicamentosas e os coágulos de sangue tóxico acumulados dentro do meu corpo, que agora, com a permissão de Deus, estão sendo eliminados." Após cerca de dez minutos, a tosse cessou e o escarro com sangue parou de sair. Então, cavei um buraco no canto da horta, enterrei com uma pá grande o coágulo de escarro com sangue e, imediatamente, fui receber o Johrei de minha mãe diante do altar. Nesse meio-tempo, uma vizinha veio tratar de um assunto e, enquanto conversávamos no andar de baixo, comecei a tossir novamente. Apressei o fim da conversa, fui ao banheiro e, novamente, por um tempo, deixei que saísse.
As duas crianças (de dois e quatro anos), que me seguiram até o banheiro, ao verem o sangue que eu cuspia, começaram a chorar, e eu fiquei sem saber o que fazer. Pedi às crianças que chamassem a avó, que estava no segundo andar. Minha mãe, ao descer, soube pela primeira vez da minha hemoptise (eu não havia contado sobre a primeira vez; apenas estava recebendo o Johrei). Imediatamente depois, ela me aplicou o Johrei novamente. A segunda crise também passou, então fui imediatamente à filial, relatei o ocorrido ao Sr. Shibuta e recebi o Johrei. Ao voltar para casa, precisei ir à casa de uma amiga que morava a duas ou três quadras de distância.
Mal saí de casa, comecei a tossir e a expelir escarro com sangue novamente. No início, cuspia na beira da estrada e apagava com a sandália; porém, como a quantidade era grande, não pude mais fazê-lo. Tirei o avental que usava, embrulhei nele todo o escarro, segui até o destino, resolvi o assunto e voltei para casa. Em seguida, como minha mãe estava muito preocupada, deitei-me e descansei um pouco. Assim, naquele dia, em cinco ocasiões, tive a graça de expelir cerca de uma bacia cheia de sangue. Sou profundamente grata por, mesmo com toda essa hemoptise, não ter entrado em pânico e ter agido corretamente desde o início, sem errar nas providências. Isso se deveu unicamente à proteção divina de Meishu-Sama.
Se eu não estivesse neste Caminho, penso que, já na primeira hemoptise, teria sofrido um choque psicológico, não conseguiria me mover e talvez tivesse desmaiado ali mesmo. Só de pensar nisso, fico realmente apavorada. Além de minha própria conversão, é claro, todos à minha volta — meu marido e minha mãe — também estavam convertidos; por isso, pude receber a proteção divina mesmo numa purificação como essa. Sinto uma profunda gratidão. Se meu marido ou minha mãe não estivessem convertidos, naquela situação teriam me levado à força para o hospital, e agora eu estaria em repouso absoluto, tomando injeções, sendo operada, ou talvez até morta. Na filial, o senhor me disse: "Continue vindo receber o Johrei por um tempo". Então frequentei a filial por duas semanas. No início, quando andava, o peito doía, e quando pegava o trem, a vibração também fazia o peito doer. Ia para a filial com grande esforço, mas isso melhorava a cada dia. No final, já conseguia ir de bicicleta. Durante esse período, em casa, pude continuar fazendo as tarefas de dona de casa, como preparar as refeições, limpar e lavar, sem precisar descansar. Agora, estou recebendo a purificação da tosse: tusso e expelo catarro dia e noite. Fico admirada com a quantidade de impurezas que havia dentro do meu corpo. Esta purificação atual é a continuação da hemoptise anterior. Se naquela época eu tivesse recebido tratamento médico... quando penso nisso, minha gratidão e emoção aumentam ainda mais. Movida pela gratidão de ser revigorada a cada purificação, estou trabalhando, na medida de minhas forças, com a intenção de contribuir para a construção do Paraíso Terrestre.
Meishu-Sama, muito obrigada de coração. Agradeço mais uma vez profundamente.
Tuberculose Abandonada pelos Médicos, Curada em Dois Meses
'Terapia Revolucionária da Tuberculose' — 15 de agosto de 1951
Vila de Higashishirakawa, Distrito de Kamo, Província de Gifu
Igreja Média Kōmyō, Yasue Keiichi (34)
Quando me lembro de cinco anos atrás — do sofrimento com a doença torácica, da atmosfera sombria que tomava conta de toda a casa — e comparo com os dias alegres e cheios de júbilo que tenho agora, tudo parece um sonho.
Após a cura da pleurisia, sobrevieram a recaída e a infiltração pulmonar, seguindo o padrão típico; por fim, fui abandonado pelos médicos. Naquela época, obcecado pelo desejo de me curar de qualquer jeito, tentei várias coisas apressadamente, mas o resultado foi a piora dos sintomas e o enfraquecimento do corpo. Cinco meses após o diagnóstico médico, eu já não conseguia nem falar de tanta dor no peito, e não havia mais esperança de recuperação. Já resignado, por recomendação de minha tia, recebi o Johrei do Sr. Nasu e, de uma só vez, todo o sofrimento até então desapareceu. No dia seguinte, com o segundo Johrei, já não conseguia mais ficar deitado. Levantei-me imediatamente, cortei o cabelo, senti-me revigorado e tomado de uma sensação de que não podia ficar parado. A partir do terceiro dia, ia de ônibus até um local a cerca de um quilômetro de distância e, em cerca de uma semana, já conseguia ir a pé, ficando mais forte a cada dia. Em seguida, recebi a graça da conversão e, uma após outra, as bênçãos. Em cerca de dois meses, já podia fazer qualquer esforço. Não tenho palavras para expressar minha gratidão. Muito obrigado. Agradeço profundamente.
(Apresentado em 11 de abril de 1951)
Terapia de Fé para a Tuberculose
'Corrigindo o Erro Fundamental da Medicina Moderna'
Publicado em 1º de dezembro do 27º ano da Era Showa (1952)
Formato B6, 235 páginas, não à venda
Autor: Okada Jikan
Editor responsável: Abe Seizō
Editora: Departamento de Publicações da Igreja Messiânica Mundial (Sekai Kyusei Kyo)
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