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Terapia Revolucionária da Tuberculose

1951-08-15

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A Revolucionária Terapia da Tuberculose Esta obra é um extrato de um dos itens de medicina do primeiro capítulo, "Ciência", de "A Criação da Civilização", que atualmente estou escrevendo — aqui tratando apenas da tuberculose. A razão é que, ultimamente, a questão da tuberculose tornou-se um tema muito debatido, e a tendência de aumento gradual da doença já não pode mais ser tolerada como está. Atualmente, o governo e os especialistas estão profundamente preocupados, elaborando medidas e tentando todos os métodos possíveis. Infelizmente, porém, parece improvável que se obtenham os resultados esperados, como se percebe pelo fato de que medidas semelhantes, executadas inúmeras vezes até agora, não só deixaram de trazer resultado como, pelo contrário, produziram o efeito inverso. A prova maior disso é que, a cada vez que essas medidas são repetidas, elas se tornam cada vez maiores em escala. Por que isso acontece? Porque o fundamento está completamente errado. Onde está o erro? Reside no fato de que a forma de pensar da medicina moderna está presa demais à teoria acadêmica, ignorando a realidade. Enquanto não despertarmos para isso, por mais esforços que se façam, a tuberculose não só não diminuirá como provavelmente continuará aumentando. Por causa disso, o prejuízo recairá não apenas sobre a força nacional, mas também sobre os indivíduos, com um fardo considerável e o sacrifício de vidas preciosas — dano esse, sem dúvida, imenso. Ao ver essas tragédias, não posso ficar tranquilo de forma alguma. Sinto profundamente que preciso fazê-los despertar para esse erro o quanto antes e lhes transmitir o que é a verdadeira medicina. A forma como a medicina atual é praticada é como dirigir um ônibus com a ilusão de que o caminho para o inferno é o caminho para o paraíso — é extremamente perigoso e precisa ser interrompido o mais rápido possível. É claro que esta obra não tem propósito algum de propaganda religiosa, mas é inevitável que a coloração religiosa seja forte, pois sem ela é extremamente difícil fazer entender o princípio. Como esta obra incorpora não apenas religião, mas também ciência e filosofia, não deve haver nada nela que qualquer pessoa dos tempos modernos não consiga compreender. Não se trata apenas de teoria: incluem-se também relatos cheios de gratidão de muitos pacientes de tuberculose que vêm sendo salvos dia após dia, com cem exemplos reais, de modo que, ao ler, o leitor certamente há de concordar de imediato. Esses relatos, aliás, não foram selecionados por serem especialmente notáveis, mas escolhidos na ordem em que chegaram, dentre as cartas de agradecimento recebidas nos últimos meses — e há inúmeros outros exemplos além destes. Assim, se esta terapia for adotada, a tuberculose diminuirá rapidamente e, em algumas décadas, o Japão se tornará uma nação livre de tuberculose, sem paralelo no mundo; não hesito em afirmar isso. O fato de eu proferir palavras tão grandiosas, quase como um sonho, mostra o quanto tenho uma convicção absoluta. Se, por acaso, isso fosse falso, meu ato constituiria um grande crime de difamar a medicina e envenenar a humanidade, e seria inevitavelmente rejeitado pela sociedade e sepultado para sempre. Se assim fosse, nem eu cometeria um ato suicida tão tolo. Não há necessidade de dizer muito — basta ver que o número de pessoas que recorrem a esta terapia aumenta a cada dia. Apenas adotando-a, a tuberculose, considerada o mais difícil dos problemas, pode ser facilmente resolvida. Penso que o impacto sobre os envolvidos não será pequeno, mas, do grande ponto de vista da salvação da humanidade, isso também será inevitável. Julho de 1951 Pelo Autor A Dissecção da Medicina Até a seção anterior, procurei escrever, em linhas gerais, os erros da medicina; agora vou mais além, aplicando um bisturi afiado para dissecá-la por completo. Não tenho, porém, intenção alguma de difamar a medicina — trata-se apenas de apontar os erros como erros, tais como são. Peço, portanto, que leiam com a mente aberta e imparcial. Para isso, será mais rápido partir dos fatos. Antes de tudo, mesmo quando um médico é solicitado por um paciente a explicar a doença, ele não consegue dar uma resposta definitiva. É extremamente vago, ambíguo e superficial. Os próprios médicos, aliás, sabem quantas vezes as previsões e a realidade divergem. No exame inicial, realizam-se vários métodos mecânicos — percussão, ausculta, espirometria, termometria, radiografia, medição da velocidade de hemossedimentação, reação à injeção, exame microscópico, e assim por diante, conforme o padrão. Se a medicina fosse verdadeiramente científica, a doença deveria ser diagnosticada com precisão apenas com isso. No entanto, perguntam minuciosamente sobre a causa da morte dos pais, irmãos, e até dos bisavós e tataravós, além do histórico médico e das doenças pregressas do próprio paciente. Isso é, sem dúvida, para garantir a máxima segurança, mas, na verdade, pode-se dizer que é justamente por faltar cientificidade. Mesmo fazendo tudo isso, o fato de não curar como esperado deve-se provavelmente a um diagnóstico impreciso, a um tratamento errado, ou a ambos. Na verdade, é provável que, entre cem pessoas, dificilmente dez se curem de fato. Por quê? Porque, mesmo quando parecem curadas, a cura é temporária; a maioria recai ou passa a manifestar outra doença. Quantas pessoas realmente se curam de forma radical? É questionável. Nem preciso dizer isso — os senhores médicos também devem sabê-lo bem. Prova disso é a própria existência da palavra "médico responsável": se a doença realmente se curasse, isso bastaria, e não haveria necessidade de tal cargo. Como se vê pelo exposto, se as doenças fossem realmente curadas pela medicina, o número de doentes diminuiria gradualmente, surgiriam médicos desempregados, os hospitais ficariam ociosos, a gestão se tornaria difícil e as mercadorias teriam de continuar surgindo. A realidade, porém, é exatamente o oposto. Olhando apenas para a tuberculose, a situação atual é de que, ano após ano, grita-se que faltam sanatórios e leitos. Diz-se que o valor gasto com tuberculose, anunciado pelo governo, somando setor público e privado, chega a cerca de cem bilhões de ienes por ano. Não é um número realmente surpreendente? Diante de tudo isso, deveria haver um grande defeito em algum lugar da medicina moderna — mas é estranho que não se perceba isso. Isso se deve, provavelmente, ao fato de estarem presos ao materialismo científico, sem considerar mais nada. Quanto à presença ou ausência de cientificidade no diagnóstico, também há grandes dúvidas. Por exemplo, quando vários médicos diagnosticam um mesmo paciente, os resultados quase sempre divergem. Isso também mostra a falta de cientificidade — se houvesse um padrão científico definido, isso não seria possível, não é mesmo? Se a medicina fosse realmente eficaz, antes de tudo, as famílias dos médicos deveriam adoecer menos que as pessoas comuns, ser mais saudáveis, e os próprios médicos deveriam ter vida longa. A realidade, no entanto, é que se ouve dizer haver muitos doentes entre eles, o que a maioria das pessoas já deve saber. Sendo familiares de médicos, tampouco é de se esperar que o tratamento chegue tarde, e é claro que utilizam os melhores métodos disponíveis — por mais que se pense, é algo inexplicável. E não é só isso: quando um familiar de médico adoece, o senso comum seria que o próprio médico, pai ou marido, o tratasse diretamente; mas por que, então, consultam um amigo ou outro médico? Isso também é estranho. A verdade é que, tratando-se da própria família, ficam preocupados demais para confiar no próprio julgamento. A esse respeito, ouço com frequência dizerem: "Quando se trata da própria família, ficamos indecisos e é difícil fazer o diagnóstico." Se é assim, é porque o diagnóstico não tem cientificidade — ou seja, há muita suposição e palpite envolvidos. Certa vez, ouvi o relato de um certo doutor. Segundo ele, é muito difícil diagnosticar doenças com precisão; em grandes hospitais, o número de casos em que o resultado da autópsia diverge do diagnóstico é grande demais até para mencionar. Além disso, muitas vezes o tratamento administrado, na expectativa de curar, não apenas deixa de sair como esperado como chega a piorar o quadro, colocando por vezes a vida em risco. Disse-me que, nesses casos, fica pensando em como explicar para que o paciente e a família aceitem, e que muitas vezes nem consegue dormir à noite — essa é a maior das suas preocupações. Achei compreensível. Assim, embora se diga que a medicina avançou muito, o diagnóstico e o resultado divergem tanto da realidade que alguns médicos não confiam plenamente no próprio tratamento médico e tentam curar-se espiritualmente — inclinação mais comum entre os mais experientes. É famoso o poema de despedida do falecido Dr. Tatsukichi Irisawa: "Embora pense que não faz efeito, por obrigação, faço os outros tomarem remédios que eu mesmo tomo." Tenho também um amigo íntimo, doutor em medicina, que, quando ele mesmo ou sua família adoecem e ele não consegue curá-los com as próprias mãos, vem me procurar com frequência, e se alegra quando eu os curo depressa. Certa vez, curei em pouco tempo a nevralgia crônica de um famoso professor universitário, doutor em medicina, e a doença pulmonar de sua filha. A esposa dele ficou muito grata e o incentivou fortemente a abandonar a medicina e converter-se a esta terapia, mas ele não conseguiu se decidir por questões de posição, reputação e finanças, e continua como está até hoje. Houve também um caso interessante: há cerca de dez anos, fui chamado para atender a esposa de um grande empresário que, devido a uma paralisia facial, tinha um rosto tão desfigurado que quase não se podia olhar duas vezes. Na ocasião, recomendei que não fizessem tratamento algum. Como a família insistia muito, ela foi apenas a um exame em um grande hospital, onde encontrou um famoso médico, chefe daquele hospital, que era seu conhecido. O médico lhe disse: "Essa doença se cura sozinha, se você a deixar por dois anos. Portanto, não aplique eletricidade nem nada do gênero — nem mesmo neste hospital a recomendaríamos." Ela respondeu: "O senhor tem razão; recomendaram, mas eu recusei." Ao que ele disse: "Ainda bem." Ao ouvir isso, fiquei impressionado, pensando que existem médicos notáveis neste mundo. A esposa dele se recuperou completamente em cerca de dois meses. Passo agora, então, a explicar os erros da medicina. O que é a Doença? Resfriado comum A medicina, que considera o corpo humano como matéria e avança pela via da terapia materialista, em que ponto apresenta a sua maior falha? Vou esclarecer isso passo a passo, tomando como exemplo, para facilitar o entendimento, uma doença real. A doença que todo ser humano, sem exceção, já experimentou é, sem dúvida, o resfriado comum. No entanto, a causa do resfriado comum ainda é desconhecida pela medicina, que recentemente apenas descobriu que seria por transmissão aérea de vírus ou por causa alérgica. Do nosso ponto de vista, são teorias infantis que não merecem consideração, e não há dúvida de que, num futuro próximo, também essa teoria será tida como sem sentido. Em primeiro lugar, a própria medicina reconhece que o ser humano possui, inatamente, diversos tipos de toxinas — varíola, sarampo, coqueluche, e certamente também várias outras ainda desconhecidas. Essas toxinas, por ação fisiológica natural, tendem a ser excretadas para o exterior; chamamos isso de processo de purificação. As toxinas primeiro se acumulam em várias partes do corpo, e mais nas áreas onde os nervos são mais usados. No ser humano, essas áreas concentram-se na parte superior do corpo, sobretudo quanto mais próximo do cérebro. Enquanto a pessoa está acordada, braços e pernas podem descansar, mas o cérebro, os olhos, os ouvidos, o nariz e a boca não descansam um só instante. Por isso, a concentração de toxinas também segue essa lógica, acumulando-se sobretudo no cérebro, além dos ombros, do pescoço, dos gânglios linfáticos, da medula oblonga e das proximidades das glândulas parótidas. As toxinas assim acumuladas, com o passar do tempo, vão gradualmente se solidificando, e, ao atingir certo limite, ocorre a ação de eliminação — é aqui que vemos a bênção da natureza. Por quê? Porque a solidificação piora a circulação sanguínea, causando rigidez nos ombros e no pescoço, dor de cabeça, peso na cabeça, diminuição da visão, diminuição da audição, congestão nasal, diminuição do olfato, piorreia alveolar, enfraquecimento dos dentes, falta de ar, relaxamento dos membros, dor lombar, edema, e assim por diante, reduzindo a capacidade de ação. Por causa disso, a missão original do ser humano deixa de poder ser cumprida — e é por essa razão que o Criador instituiu o admirável processo de purificação chamado doença. Se a doença é, como dito, o sofrimento da ação de eliminação de toxinas, então ela é, na verdade, uma ação de purificação do sangue — a coisa mais necessária à saúde — e deve ser considerada a maior das bênçãos de Deus. Se as doenças fossem removidas da humanidade, os seres humanos gradualmente se enfraqueceriam e poderiam, no limite, até chegar à extinção. No entanto, eu afirmo que criarei um mundo sem doenças, o que pode parecer contraditório, mas é fundamentalmente outra coisa: se o ser humano se livrar das toxinas, a necessidade do processo de purificação desaparecerá e, por consequência, as próprias doenças desaparecerão — o que é evidente. Tentarei explicar isso da forma mais clara e completa possível a partir de agora. Voltando ao assunto: chamei de processo de purificação a eliminação das concentrações de toxinas. Ao se contrair um resfriado comum, a febre é o seu precursor — a natureza, para facilitar a eliminação das toxinas concentradas, dissolve-as com o calor, tornando-as líquidas. Esse líquido tóxico invade rapidamente os pulmões, e essa ação é realmente misteriosa: quando dissolvemos as concentrações de toxinas através do Johrei (nome de um método de cura), elas invadem os pulmões num piscar de olhos, atravessando até mesmo músculos e ossos. De qualquer forma, se as concentrações de toxinas (doravante chamadas de nódulos tóxicos) existirem em apenas um ou dois pontos do corpo, os sintomas são leves; à medida que o número de locais aumenta, tornam-se mais graves. É por isso que um resfriado que a princípio parecia leve vai se agravando aos poucos. Como dito, o líquido tóxico invade rapidamente os pulmões. Quando está diluído, é excretado de imediato como catarro; quando concentrado, estagna temporariamente e, aguardando a ação de bomba da tosse, é expelido pela traqueia em pouco tempo. Isso fica evidente no fato de que, depois de tossir, sempre sai catarro — o mesmo vale para o muco nasal após o espirro. Dores de cabeça, dores de garganta, otite média, linfadenite e dores nas articulações e nas glândulas inguinais são todas causadas pela dissolução dos nódulos tóxicos naquela região, que passam a buscar uma saída, irritando os nervos. O líquido tóxico pode estar mais ou menos concentrado: o concentrado torna-se catarro, muco nasal ou diarreia, enquanto o extremamente diluído se torna aquoso e é excretado por meio de suores noturnos e urina. Assim, o processo de purificação ocorre da maneira mais natural e racional, e não podemos deixar de nos maravilhar com a habilidade divina do Criador. Em suma, o Criador — Deus — ao criar o ser humano, não lhe daria algo como a doença, que o faz sofrer e prejudica suas atividades; o ser humano deveria estar sempre saudável. No entanto, como cria e acumula toxinas por pensamentos equivocados, surge inevitavelmente a necessidade de eliminá-las. Se isso é a doença, no caso do resfriado comum, deixando a natureza agir sem nenhum tratamento, a purificação se completa, a cura ocorre sem problemas e a saúde aumenta. Por esse princípio, o ser humano deveria pegar resfriados o quanto possível — se assim fosse, doenças abomináveis como a tuberculose sequer existiriam. No entanto, o que aconteceu? Não se sabe desde quando, mas essa ação de purificação passou a ser interpretada, misteriosamente, ao contrário. Assim, ao surgir a doença, tenta-se ao máximo interromper a purificação — confundiu-se, afinal, o sofrimento da purificação com o sofrimento do agravamento, o que é terrível. Por isso, teme-se a febre e tenta-se baixá-la. Se a febre baixa, a dissolução dos nódulos tóxicos é interrompida, e todos os sintomas, tosse e catarro incluídos, diminuem. Parece que a doença está sendo curada, mas, em termos mais simples, é como tentar solidificar de novo os nódulos tóxicos que começaram a se dissolver — e esse método de solidificação é o próprio tratamento médico. Gelo, compressas, medicamentos, injeções: tudo isso serve a esse fim. Quando tudo se solidifica, os sintomas desaparecem ao mesmo tempo, e a pessoa se alegra pensando que está curada — sem saber que isso equivale a reprimir a mão que tentava eliminar o mal. Os fatos provam isso: costuma-se dizer que um resfriado "se complica", e isso ocorre justamente porque o corpo tenta se purificar enquanto se tenta impedi-lo — há um atrito entre a purificação e a não purificação, que prolonga a doença. Percebe-se isso também no fato de que, mesmo quando o resfriado parece curado, ele certamente reaparece depois de um tempo. Em termos de resultado, portanto, o tratamento médico não é um método para curar a doença, mas um método para adiá-la sem curá-la. A verdadeira cura, por consequência, significa excretar as toxinas para o exterior, limpar o interior do corpo e eliminar por completo a causa da doença. A verdadeira arte médica é, quando ocorre a purificação, dissolver os nódulos tóxicos o mais rápido possível e excretá-los em maior quantidade — não há outra terapia verdadeira além desta. Pneumonia e Tuberculose As doenças mais intimamente relacionadas ao resfriado comum são, sem dúvida, a pneumonia e a tuberculose. Especialmente no Japão de hoje, são elas que mais causam sofrimento, e por isso é necessário explicá-las com cuidado. A causa primária de ambas é, evidentemente, o resfriado comum, pois, como mencionado, quando ocorre o processo de purificação chamado res ao máximo por vários meios — e os mais prejudiciais entre eles são os medicamentos e o gelo. O que são, no fundo, os medicamentos? São todos venenos. Apesar disso, por que passaram a ser usados como remédio? Porque, como já foi explicado, são os mais eficazes para interromper a ação de purificação. Explicarei aqui a essência da ação de purificação. Como dito, é a capacidade natural e inata de eliminar as toxinas do corpo — e a força dessa capacidade determina a força da própria purificação. O fato de a tuberculose ser mais comum em jovens deve-se justamente à sua vigorosa capacidade de purificação; é por isso que ela diminui da meia-idade em diante. Da mesma forma, várias doenças infecciosas são mais comuns em jovens e crianças. Assim, quando ocorre a doença — isto é, a purificação —, a medicina tenta interrompê-la ao máximo, e para isso o mais importante é enfraquecer a força física. O único método considerado para isso foi introduzir venenos no corpo: com isso, a força física se enfraquece, a purificação também se enfraquece, e os sintomas diminuem. Por que o gelo também é prejudicial? Porque esfria o calor que deveria dissolver as toxinas, enfraquecendo a purificação e fazendo com que elas se solidifiquem de novo, reduzindo assim o sofrimento aparente. As compressas funcionam de forma semelhante: como o ser humano respira constantemente também pelos capilares da pele, e as compressas sufocam essa respiração, a purificação naquela região é interrompida e os sintomas se aliviam. Nos últimos tempos, as injeções se tornaram particularmente populares — também porque os medicamentos de forte teor tóxico correm risco de envenenar se ingeridos, e por isso são aplicados através da pele. Quando se contrai um resfriado comum e a purificação é interrompida por toxinas medicamentosas e outros métodos como os citados, parte das toxinas existentes é reduzida, mas a maior parte permanece e se solidifica de novo, somando-se a ela novas toxinas medicamentosas. Assim, a cada resfriado, as toxinas se acumulam, e, ao atingir certo nível, ocorre uma atividade de purificação de uma só vez: é a pneumonia. Sua característica mais marcante é o acúmulo de grande quantidade de catarro dentro dos pulmões, causando sibilos intensos — o sibilo é o som do catarro quando os alvéolos se movem a cada respiração. A dificuldade respiratória ocorre porque, com tanto catarro, o volume interno dos pulmões diminui, sendo necessário respirar com mais frequência para inspirar o ar necessário. Por esse princípio, no caso da pneumonia, deixando a natureza agir sem tratamento algum, o catarro é expelido ao máximo e a cura ocorre sem problemas. A medicina, porém, tenta interromper a purificação por todos os meios, usando, no caso da pneumonia, medicamentos particularmente fortes — "forte" significando um veneno mais potente para interromper a purificação. Por isso, ocorre um atrito violento entre a purificação intensa e a interrupção intensa dessa purificação, acompanhado de sofrimento extremo. Isso, somado à perda de apetite e ao desgaste físico causado pela febre alta, leva à morte por exaustão. O erro da medicina, aqui, é algo para o qual faltam palavras. Como dito, a pneumonia é uma purificação intensa porque a força física é vigorosa. Em pessoas de força física fraca, a purificação ocorre de forma lenta — e isso é a tuberculose. Quando um médico diagnostica um paciente pela primeira vez, entre os vários métodos, o considerado hoje mais decisivo é a radiografia, por mostrar opacidades ou cavidades nos pulmões; ao vê-las, diagnostica-se tuberculose, mas a medicina não sabe qual é a sua causa real. Investigando essa causa — como também se explicou a propósito do resfriado —, quando a toxina, já líquida, invade e estagna nos pulmões, o esforço máximo para interromper a purificação impede que o catarro seja eliminado, e ele permanece nos pulmões, tornando-se, com os dias, uma massa sólida. Se isso é a opacidade, pode-se dizer que se trata inteiramente de uma produção artificial. No momento da invasão do líquido, aliás, os pulmões não apresentam anormalidade alguma. Quando a posição do catarro solidificado é relativamente alta, chama-se catarro apical ou linfadenite hilar. Algo semelhante é a infiltração pulmonar, que ocorre quando a toxina acumulada numa pleurisia leve, ou próxima às costelas, se purifica e se dissolve, tentando infiltrar-se nos pulmões e tornar-se expectoração. Também nesse caso, como a medicina tenta solidificar, a cura não vem com facilidade — embora, se qualquer um desses quadros for deixado como está, a cura ocorra naturalmente. Uma vez diagnosticada a tuberculose, a medicina, tal como faz diante de um resfriado, empreende o máximo esforço para interromper a purificação. O método considerado mais eficaz para isso é o famoso repouso, tão ardentemente recomendado nos últimos tempos. Esse repouso, porém, é o verdadeiro vilão. Por quê? Se uma pessoa saudável permanecer um mês em repouso, a falta de exercício reduz o apetite e a força física; a cor da pele piora, por não sair de casa; e ela enfraquece visivelmente. Se mesmo uma pessoa saudável, depois disso, fica ofegante ao mover-se um pouco, o que dizer de um doente? Além do repouso, ainda lhe administram toxinas medicamentosas e, sob o pretexto de nutrição, fazem-no ingerir grande quantidade de proteína animal. Como todos esses métodos concorrem para o enfraquecimento, é certo que até quem não tem tuberculose definharia com eles. Como resultado desse método de enfraquecimento, a força de purificação diminui muito, os sintomas se atenuam e, por fim, a febre desaparece, cessando também a tosse e a expectoração. A pessoa se alegra, julgando-se recuperada, sem perceber que isso apenas a fez retornar ao estado anterior à purificação. Na verdade, o resultado é o oposto: a toxina medicamentosa aumentou, a força física se esvaiu, e ela obteve apenas uma melhora aparente — e, no fundo, negativa. Como não está de fato curada, ao menor estímulo costuma sofrer uma piora súbita, chegando a um estado grave e, por fim, à morte — percurso que os próprios médicos devem conhecer bem. Por isso a medicina nunca afirma que cura; isso já fica claro pelo simples fato de que “solidificam”. Durante o processo, se o paciente se aventura a fazer um pouco de exercício, tem febre imediatamente, e o médico se apressa a repreendê-lo. Mas isso ocorre porque a purificação, antes adormecida, manifesta-se com o exercício — o que é, na verdade, algo bom. É muito comum que, depois de um longo período, o paciente seja finalmente considerado curado e, aliviado, retome a vida normal, apenas para que a doença recaia logo em seguida, de volta à estaca zero, porque a toxina que levou anos para se solidificar começa de repente a se dissolver. Por tudo isso, fica claro quão errada é a medicina atual; não seria exagero dizer, sem rodeios, que a própria medicina vem aumentando a tuberculose. Há aqui algo sobre o bacilo da tuberculose que merece grande atenção. A medicina o teme como algo contagioso, e isso não deixa de ter um fundo de verdade; mas, na maioria dos casos, ele surge espontaneamente. Como disse antes, quando o catarro invade inicialmente os pulmões, a medicina o solidifica para impedir que saia; com o tempo, ele apodrece, e microrganismos se desenvolvem — é o bacilo da tuberculose. O catarro que se torna assim adquire odor fétido e forte viscosidade. Basta pensar: qualquer substância, se envelhece, apodrece, e ao apodrecer surgem microrganismos — é um princípio da matéria, ainda mais favorecido pela temperatura corporal. Diante disso, se o catarro estagnado nos pulmões durante o resfriado inicial fosse eliminado com todo o esforço, o problema estaria resolvido; mas, ao se esforçarem para que não saia, fazem-no apodrecer, geram até micróbios e, pela ação corrosiva destes, chegam a criar cavidades. Do ponto de vista do resultado, portanto, é um ato prejudicial praticado com boas intenções. Enquanto não se despertar para essa verdade, será incalculável o número de vítimas que ainda hão de surgir no futuro. Doença Pulmonar e Toxina Medicamentosa Sobre a terapia atual da tuberculose, merece atenção o pneumotórax, considerado hoje o método mais eficaz. Aplica-se quando há cavidades no pulmão, atrofiando os alvéolos para reduzi-las ao máximo e diminuindo a atividade pulmonar — ou seja, é um repouso para o próprio pulmão. Com isso, o catarro denso que dá origem às cavidades também se solidifica, e elas se reduzem, obtendo-se uma melhora temporária. Quando a pessoa retoma a vida normal, porém, ocorre uma nova purificação e, na maioria dos casos, volta-se à estaca zero — o que mostra, mais uma vez, que também essa não é uma terapia fundamental. Explicarei brevemente, ainda, outras doenças pulmonares além da tuberculose. A gangrena pulmonar consiste na formação de um tumor entre o pulmão e a pleura; se deixada como está, incha até certo ponto, rompe-se naturalmente e uma grande quantidade de sangue e pus sai como catarro, curando-se por completo. É também um tipo de purificação, mas, como a medicina a interrompe, não cura com facilidade e costuma terminar mal. A tuberculose miliar é o aparecimento de pequenas bolhas nos alvéolos, semelhante ao eczema da pele — igualmente um tipo de purificação; se deixada naturalmente, o pus é drenado dessas bolhas e a cura se completa. O câncer de pulmão é causado pelo consumo excessivo de carne: o sangue se turva por um tipo de toxina contida na carne, que se acumula nos pulmões formando, a princípio, um tumor duro; pela ação purificadora, porém, vai sendo gradualmente eliminado como catarro. Essa doença, contudo, tem natureza persistente e, naturalmente, leva muito tempo. Sua causa é a falta de uma dieta vegetariana; basta, portanto, aumentar a ingestão de vegetais para que a cura se complete — o que se confirma pelo fato de ser mais comum entre os ocidentais, grandes consumidores de carne. É comum, também, que o sarampo se complique com pneumonia, mas isso não é grave: as pessoas se assustam apenas com a respiração frequente, que ocorre porque o sarampo se manifesta nos alvéolos, reduzindo o volume pulmonar. Se deixado como está, cura-se em dois ou três dias. Há ainda a tuberculose laríngea, doença ligada à tuberculose que ocorre em seu estágio terminal, caracterizada por rouquidão e dor de garganta ao se alimentar, com dificuldade de deglutição. Sua causa é que o catarro, extremamente tóxico ao passar pela garganta, irrita a mucosa da traqueia e da laringe, provocando novo catarro — o mais antigo e de maior grau de putrefação. Por isso, enquanto esse catarro sair, a cura é difícil e as perspectivas são poucas; nessa fase, o enfraquecimento também é severo, e assim que o médico diagnostica tuberculose laríngea costuma desistir do caso. Há também a tuberculose intestinal, cujos sintomas são a formação de inúmeras massas sólidas em todo o abdômen, centradas no umbigo — massas que doem ao toque, facilmente identificáveis e sempre acompanhadas de febre leve. Essas massas se dissolvem com o calor, causando diarreia quase diária. Como são, evidentemente, acúmulo de toxina medicamentosa, é certo que não haverá cura enquanto não se interromper o uso de remédios; e, por ser uma doença cuja diarreia agrava o enfraquecimento, os médicos também a temem. Por fim, explico por que a tuberculose é particularmente persistente e difícil de curar, se comparada a outras doenças. Uma vez contraída, como os medicamentos passam a ser o principal recurso, vários tipos de droga são introduzidos no corpo desde o início. Isso prolonga o processo, e o paciente, impaciente, busca todo tipo de remédio, entrando num círculo vicioso em que o acúmulo de drogas no corpo se torna, aos poucos, insustentável. Como essa toxina medicamentosa corrói o corpo, a doença acaba se tornando incurável — chegando ao ponto de até o catarro cheirar a remédio, erro verdadeiramente terrível. Pode-se dizer, assim, que a tuberculose em terceiro estágio é uma doença causada pela toxina medicamentosa. Tratei muitos desses pacientes com o único objetivo de remover essa toxina, e isso fica claro ao ver que, à medida que o veneno diminui, a recuperação vai ocorrendo gradualmente. O método para remover esses medicamentos é o Johrei, que eu descobri. Tuberculose e o Aspecto Mental Sobre a tuberculose, há um aspecto que recebe relativamente pouca atenção: o aspecto mental. No entanto, nada é tão importante quanto isso. Como todos sabem, uma vez recebido o diagnóstico de tuberculose, qualquer pessoa sofre um grande choque, perde a esperança no futuro e vê o mundo escurecer — é como receber uma sentença de morte sem data marcada para a execução. Curiosamente, talvez para tentar prevenir esse efeito, as autoridades e os médicos têm propagado intensamente, nos últimos tempos, a teoria de que a tuberculose, com os devidos cuidados e tratamento, certamente se cura. Mas quase ninguém leva isso a sério. Por quê? Porque, na realidade, entre os internados em sanatórios, quantos de fato se curam e recebem alta? Pouquíssimos. Há, é claro, quem se cure por completo e receba alta, mas a maioria recai depois disso e acaba morrendo, seja voltando a depender do hospital, seja tratando-se em casa. É natural, portanto, que, por mais que se propague a cura da doença, as pessoas não acreditem nisso. Dessa forma, só de ouvir falar em tuberculose, a pessoa já se desespera e desanima, perdendo o apetite e a vitalidade — a premonição de que vai morrer a persegue sem cessar. É realmente lamentável. Eu mesmo, por volta dos 17 ou 18 anos, fui diagnosticado com tuberculose pelo então famoso Dr. Irisawa, e por isso conheço bem esse estado de espírito. Por essa razão, não é bom diagnosticar a tuberculose; mas, por outro lado, com as terapias atuais, devido ao repouso e a outros tratamentos especiais, não se pode deixar de informar o paciente — caindo-se, assim, num dilema. Ultimamente, considera-se a melhor estratégia realizar exames de saúde com injeção de tuberculina e radiografias, mas é questionável se isso é realmente bom. Acho que é melhor não fazer, porque uma pessoa sem nenhum sintoma subjetivo, que se considera saudável, ao ouvir que tem tuberculose latente sofre um choque mental como um raio em céu azul — e o repouso que se segue contribui para que ela definhe visivelmente, ficando, em poucos meses, surpreendentemente abatida. Lembro-me de um homem robusto, faixa preta quarto dan de kendo, de constituição musculosa, que, ao ser informado num exame de saúde de que tinha tuberculose latente e que ainda por cima precisaria fazer repouso, ficou de cama, ofegante — um estado tão ridículo que chegava a ser difícil de assistir. Como não havia sintoma consciente algum, ele pedia que compreendessem o sofrimento de ficar deitado imóvel. Cerca de seis meses depois, porém, suas bochechas já estavam encovadas, a tez pálida, com a aparência típica de um tuberculoso. Ouvi dizer que morreu no ano seguinte — o que é realmente lamentável. Se ele não tivesse feito o exame de saúde, certamente ainda estaria vivinho da silva, e meu coração se entristece sempre que penso nisso. Casos como esse devem ser bastante comuns hoje em dia. O interessante, porém, é que, segundo as estatísticas médicas, cerca de noventa em cada cem pessoas têm vestígios de terem contraído tuberculose e se curado uma vez — algo também descoberto por meio de autópsias, e que os médicos deveriam saber. Por isso, sempre penso que, se não realizassem exames de saúde, não se sabe quantos pacientes de tuberculose a menos haveria. Mas os médicos dirão: “Se a tuberculose não fosse contagiosa, tudo bem; mas, como é, é extremamente perigoso ter a semente da doença. Por isso, para preveni-la, é preciso descobri-la cedo, e a detecção precoce é eficaz no tratamento.” Deixarei de lado o segundo ponto, já explicado em detalhes, mas escreverei sobre o primeiro — a contaminação —, que também é um grande erro. Garanto que o bacilo da tuberculose absolutamente não infecta. Quando defendo isso, as autoridades ficam de olho, mas é porque ainda não compreendem a verdadeira natureza da doença. Houve um caso assim no passado: durante a guerra, fui solicitado pelo Ministério da Marinha para resolver o problema de muitos pacientes de tuberculose num esquadrão aéreo. Enviei primeiro um subordinado ao Esquadrão Aéreo de Kasumigaura; quando ele disse que a tuberculose não era contagiosa, o médico militar ficou furioso, dizendo que, se deixassem algo assim entrar na força militar, a doença se espalharia por toda ela, e fomos imediatamente descartados. Defendo essa teoria com convicção absoluta. Acima de tudo, está o fato de que, entre dezenas de milhares de meus seguidores, não aparece um único infectado pela tuberculose, mesmo depois de muitos anos. Como experimento, em minha casa sempre hospedávamos um ou dois pacientes de tuberculose. Naquela época, eu tinha seis filhos, entre cinco e seis e vinte anos, e, passados mais de dez anos, nenhum deles foi infectado — todos os seis são, aliás, excepcionalmente saudáveis até hoje. Durante todo esse período, convivemos com os pacientes sem qualquer desinfecção ou outro método, tratando-os como pessoas comuns. Outro exemplo: há alguns anos, uma viúva de cerca de quarenta anos, cujo marido morrera de tuberculose, era evitada por parentes e conhecidos com medo de contágio, numa situação desesperadora. Tive pena dela, acolhi-a, e até hoje ela trabalha em minha casa. Não só não houve infecção alguma, como ela se tornou quase tão saudável quanto uma pessoa comum e trabalha bem. Mesmo que alguém se infectasse, curar-se-ia facilmente — por isso, ninguém em minha casa se preocupa com a tuberculose. Como se vê, em nosso meio ficamos tranquilos sabendo que a tuberculose não é contagiosa, e só por isso já se percebe como somos mais felizes que as pessoas comuns. No mundo, porém, por medo do contágio, tragédias ocorrem em toda parte, e as pessoas vivem em alerta constante. Mesmo entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, não podem se aproximar para conversar; os utensílios de mesa e a roupa de cama são separados, como se fossem excluídos. Mas, se acreditam na medicina, isso é o correto. Houve um caso interessante no passado: numa vila rural, havia uma moça de dezesseis ou dezessete anos numa fazenda que, diagnosticada com tuberculose, foi levada a viver sozinha numa casa separada construída para ela. Como essa casa dava para a rua, os moradores que passavam cobriam a boca e corriam. Ouvi isso diretamente dela e ri muito — de fato, se diz que a doença se transmite pelo ar, não é sem razão, mas é realmente uma tragicomédia. Por isso, como meus subordinados e seguidores são centenas de milhares, acho que seria interessante reunir dez ou vinte mil deles de uma vez e fazer um teste. Respeite a Natureza Respeite a natureza. Na medicina, o repouso é considerado o mais importante, mas isso, como já disse, é um grande erro. Então, o que é melhor fazer? Acima de tudo, a natureza. Natureza significa não restringir o próprio corpo, agindo livremente, sem forçar. Por exemplo, quando se tem febre e mal-estar, o corpo ordena que se deite, e deve-se deitar; se não se quer deitar e se quer levantar, é porque o corpo ordena que se levante, e deve-se levantar. Se quiser andar, ande; se quiser correr, corra; se quiser cantar alto, cante. O verdadeiro caminho é fazer o que o coração ordena — e, se não estiver com vontade ou satisfeito, parar. Em suma: seja sempre natural. Isso se aplica não apenas à tuberculose, mas a qualquer doença. Com a comida é o mesmo: coma o que quiser, quando quiser, na quantidade que quiser — isso é o melhor. Os remédios, claro, não são bons, mas também é errado forçar-se a comer algo que não se deseja, ou deixar de comer algo que se deseja, sob o pretexto de ser remédio ou nutritivo. O corpo humano necessita apenas que, quando surge a vontade de comer, se coma, e que não se coma o que não se quer. O que é especialmente prejudicial para a tuberculose é a proteína animal — um pouco não faz mal, mas é melhor priorizar as hortaliças. A medicina atual, no entanto, recomenda alimentos ricos em nutrientes como peixe, aves e carne, o que é um grande erro, pois certamente aumenta a fraqueza. Os nutrientes, na verdade, estão mais presentes nos vegetais. Pense bem: quem se alimenta apenas de produtos animais terá septicemia e outras doenças e, certamente, ficará doente, e às vezes até correrá risco de vida; já uma dieta vegetariana, por mais que se coma, só traz saúde — não só não se contraem doenças, como se chega à longevidade, o que é evidente. Vou relatar minha própria experiência: quando jovem, fui diagnosticado com tuberculose e recebi uma sentença de morte. Até então, eu consumia grande quantidade de alimentos de origem animal, mas, por algum motivo, percebi o erro e mudei para uma dieta vegetariana. A partir daí, melhorei rapidamente, entendi o erro da medicina, parei também com os remédios e, após três meses de dieta vegetariana absoluta, a doença sarou por completo, deixando-me mais saudável do que antes de adoecer. Depois disso, tive outras doenças, mas nem sinal de tuberculose, e ainda hoje, aos sessenta e oito anos, estou vigoroso, superando os jovens. Se não tivesse percebido isso naquela época, certamente teria partido para o outro mundo, e ainda hoje, sempre que penso nisso, fico arrepiado. Outro ponto é o caso da hemoptise, para a qual a dieta vegetariana também é a melhor. Houve um paciente assim no passado: quando comia carne, no dia seguinte sempre tinha hemoptise, mas quando fazia dieta vegetariana, esta parava de imediato. Era realmente claro — não há dúvida de que a dieta vegetariana é boa. Outro ponto: os médicos alertam contra a fadiga e a falta de sono, mas isso também está errado, porque não conhecem o princípio. A fadiga, claro, vem do exercício: ao se exercitar, pernas e cintura se movimentam, ocorre um processo de purificação das toxinas dessas partes, gerando um estado ligeiramente febril, e desse estado vem a sensação de cansaço, que é a fadiga. Mas isso é bom, pois as toxinas diminuem. Quem se exercita bastante e sente fadiga constante é, aliás, saudável, como se pode ver. Por isso, quando se está cansado, ao tocar nas pernas ou na cintura, certamente haverá um leve estado febril, sinal de que as toxinas estão sendo dissolvidas. A falta de sono, por sua vez, não tem nenhum efeito negativo sobre a tuberculose — na verdade, é até bom. Isso fica claro pelos fatos: as classes que dormem pouco, como os funcionários de pousadas e as pessoas do mundo das flores e salgueiros, têm a menor incidência de tuberculose, segundo a própria medicina. Explico também isso: quando se dorme pouco, o tempo acordado é maior, há mais atividade, e a purificação ocorre mais, causando mais cansaço. Como a medicina raciocina ao contrário, porém, considera a falta de sono prejudicial. Outro fato que mostra isso: normalmente, a febre é baixa pela manhã e sobe por volta das três ou quatro da tarde — o mesmo princípio, pois mesmo deitado, ao se usar os nervos, a purificação ocorre. Tuberculose e Remédios Milagrosos Dificilmente haverá remédios que surjam um após o outro como os da tuberculose. Nos últimos anos, Cefalantina, Penicilina, Estreptomicina e outros foram muito alardeados, quase como uma moda. O fato de surgirem novos remédios um após o outro deve-se, é claro, a serem mais eficazes que os anteriores; mas, como já expliquei em detalhes, a eficácia dos remédios é a eficácia do veneno. Quanto mais forte o veneno, mais eficaz ele é, e maior o poder de deter a purificação. Assim, os sintomas diminuem, e eles passam a ser vendidos como remédios milagrosos. No entanto, como mais cedo ou mais tarde ocorre o processo de purificação do próprio veneno do remédio, quanto mais forte ele for, mais forte também virá essa purificação. O resultado é que o método pensado para evitar um sofrimento acaba semeando dois. E ainda acham que isso é progresso da farmacologia — o que é um grande problema. Para ser franco: o erro da medicina apenas aumenta os doentes, enriquece os fabricantes de remédios e faz os jornais receberem grandes quantias em anúncios, nada mais. Digna de pena é a humanidade cultural moderna. O fato de eu ter chegado a essa descoberta significa que a hora chegou, e um raio de luz começa a brilhar no mundo das trevas — não é senão um indício de que o Paraíso Terrestre está próximo. Nutrição Até aqui, expliquei em detalhes o quanto os remédios são temíveis; mas o que não se pode ignorar é o grande erro em relação à nutrição. No item sobre tuberculose, já disse que a proteína animal não é boa, mas não é só isso — a nutrição moderna está mergulhada em erro grave em todos os aspectos. O ponto mais grave é que a nutrição considera apenas os alimentos como objeto, negligenciando as funções do corpo humano. Há, por exemplo, quem classifique as vitaminas em tipos como A, B, C, tentando suprir deficiências nutricionais — o que é realmente uma tolice, pois, como já disse, ignora-se a função inata do organismo, por total desconhecimento de seu funcionamento. Essa função é capaz de produzir, por sua própria atividade, em quantidade suficiente, todas as vitaminas, carboidratos, proteínas, aminoácidos, glicogênio, gorduras e qualquer nutriente necessário ao corpo humano. Mesmo a partir de alimentos sem vitamina alguma, o "mágico" da função nutricional certamente produzirá o necessário. Por essa lógica, ocorre o resultado inverso: quanto mais nutrição o corpo recebe, mais ele enfraquece — ou seja, quanto mais se ingerem vitaminas, mais elas se tornam deficientes. Isso não é nenhum mistério: ao introduzir nutrientes no corpo, a função de produção de nutrientes perde seu espaço de atuação e acaba se degenerando, já que os nutrientes, nesse caso, chegam prontos de fora. Originalmente, a vitalidade humana é o resultado gerado pela atividade das funções; a atividade da função digestiva, em especial, é o principal componente da vitalidade — ou seja, vitalidade equivale a saúde. E fazer a função trabalhar significa fazê-la se esforçar para completar alimentos incompletos. O fato de nos sentirmos fracos quando estamos com fome se deve justamente ao término do trabalho de processamento dos alimentos; e, ao comer, assim que a atividade recomeça, o corpo se fortalece, como se pode perceber. Como todas as funções do corpo humano estão inter-relacionadas, é natural, ainda, que, se a função digestiva fundamental enfraquece, as outras também enfraqueçam, e que, se ela se recupera, as outras também se recuperem. É desnecessário dizer que o exercício físico é necessário à saúde, mas ele serve sobretudo para estimular externamente o metabolismo; embora tenha efeitos internos consideráveis, é algo de apoio, não fundamental — o essencial é promover a atividade da própria função digestiva. Para isso, alimentos de fácil digestão não servem; os alimentos comuns são os melhores. A medicina, porém, considera que quanto mais fácil a digestão, melhor, quando, na verdade, quanto mais fácil ela é, mais enfraquece o estômago. Incentiva-se também a mastigação completa, mas isso enfraquece o estômago da mesma forma. Um exemplo disso é a gastroptose, doença de relaxamento do estômago inteiramente criada pelo ser humano: se alguém come alimentos de fácil digestão, mastigando bem, e ainda usa digestivos com frequência, o estômago certamente enfraquecerá e relaxará cada vez mais. Que tolice, não é? A esse respeito, relatarei minha experiência. Há trinta e poucos anos, existia nos Estados Unidos um método de alimentação chamado Fletcherismo, então na moda, que pregava mastigar o máximo possível. Eu o experimentei e, a princípio, foi um pouco benéfico, mas, depois de manter essa prática por cerca de um mês, fui ficando fraco e perdendo forças. Percebendo que não dava certo, voltei ao modo normal de comer e me recuperei por completo. Como se vê pelo exposto, a medicina adota métodos quase inversos, e por isso não há como a saúde melhorar. Outro exemplo: recomenda-se leite de vaca para mães com pouco leite, o que também é estranho. É certo que uma mulher, ao dar à luz, produzirá leite suficiente para criar o filho; se há falta, é porque algo está errado em algum lugar, bastando descobrir e corrigir esse ponto. Da medicina, porém, seja por não perceber isso, seja por não saber o que fazer, só se pode concluir que pensa que o leite passa direto da boca ao mamilo. Isso é um erro tremendo: beber leite de vaca, ao contrário, piora a produção de leite, pois, ao fornecê-lo de fora, a própria função de produção se degenera. Há também casos de doentes que bebem sangue animal cru como nutriente, o que é realmente assombroso. Pode até ter algum efeito temporário, mas, na verdade, enfraquece a função de produção de sangue do corpo, resultando, ao contrário, em anemia. Pense bem: o ser humano come arroz branco ou pão, vegetais verdes e feijões amarelos, e produz sangue vermelho — que maravilhoso técnico de produção, não é? Se, mesmo comendo algo sem uma gota de sangue, o sangue é produzido, o que aconteceria se bebêssemos sangue? É óbvio que o resultado seria o oposto: o sangue não seria produzido. A ignorância da nutrição, que não percebe isso, não tem palavras para ser avaliada. Até mesmo a vaca não produz um leite excelente comendo palha? Quanto mais o ser humano. Por tudo isso, a causa dos erros da nutrição está inteiramente em ignorar a natureza. Os nutrientes indispensáveis ao ser humano são, ademais, abundantes nos vegetais. Os vegetarianos são, sem exceção, saudáveis e longevos: os monges zen, adeptos de uma dieta frugal, têm a maior incidência de longevidade, e o falecido Bernard Shaw, da Inglaterra, morto recentemente aos 94 anos, era um famoso vegetariano. Certa vez, num trem da linha Tohoku, havia ao meu lado um senhor de cerca de cinquenta anos, de aparência saudável e corada, com jeito de cavalheiro do interior. De vez em quando, tirava agulhas de pinheiro verde do bolso do terno e as comia com gosto, fazendo barulho. Achando aquilo peculiar, perguntei a ele, e ele me disse, orgulhoso, que há mais de dez anos se alimentava exclusivamente de agulhas de pinheiro verde e não comia mais nada. Disse que antes era fraco, mas, ao saber que as agulhas de pinheiro eram boas e começar a comê-las — no início muito ruim, mas aos poucos ficando gostoso —, sua saúde melhorou extraordinariamente, e desabotoou o paletó e arregaçou as mangas para me mostrar. Saiu recentemente também num jornal a história de um jovem que só comia casca de chá e era saudável; como foi um relato direto da própria pessoa, não há dúvida. Quando subi o Monte Yarigatake, nos Alpes Japoneses, fiquei surpreso ao ver a marmita do guia — era só arroz, sem acompanhamento. Perguntei a ele, e disse que era muito gostoso; quando tentei oferecer-lhe uma lata de conservas, recusou e não aceitou de jeito nenhum. Mesmo assim, carregava uma bagagem de mais de 37 quilos e subia e descia cerca de 40 quilômetros de trilha todos os dias — algo impressionante. Há também uma história antiga: o famoso erudito confucionista do período Edo médio, Ogyu Sorai, teria morado no segundo andar de uma loja de tofu e estudado por dois anos comendo apenas okara (resíduo de tofu). E, como já relatei, para curar minha própria tuberculose, fiz uma dieta vegetariana absoluta por três meses, sem usar sequer katsuobushi (lascas de bonito seco), parei também com os remédios, e me curei por completo. Por essas razões, pretendo, depois dos 90 anos, praticar em grande medida o método de rejuvenescimento, adotando uma dieta o mais frugal possível, baseada em vegetais. Por que a dieta frugal é boa? Porque, sendo os nutrientes escassos, a função digestiva precisa trabalhar muito para produzi-los, tornando-se mais ativa — e daí vem o rejuvenescimento. Sendo assim, é natural que resulte em saúde e longevidade. Ouvi dizer também que a saúde dos coolies da Manchúria é considerada a melhor do mundo, havendo até estudiosos ocidentais que a pesquisam; e a comida deles é algo impressionante — comem um pão grande de sorgo por refeição, três vezes ao dia. O que diria a nutrição sobre isso? Como se vê por esses exemplos, a ideia da nutrição atual de que misturar várias coisas é bom está totalmente errada; o ideal é uma dieta o mais simples possível, pois a atividade da função de produção de nutrientes se fortalece quanto mais se mantém o mesmo alimento — o mesmo princípio pelo qual, quando uma pessoa repete um trabalho, torna-se mais habilidosa nele. Há ainda algo que todos acham surpreendente: ao comer vegetais, o corpo fica realmente aquecido. É verdade que a carne aquece temporariamente, mas, com o tempo, o corpo acaba ficando frio. Compreende-se, assim, que o desenvolvimento dos aquecedores no Ocidente se deva, provavelmente, ao fato de que, por causa da dieta à base de carne, não suportam bem o frio. Em contraste, os japoneses, por não serem carnívoros, suportavam melhor o frio, e por isso suas casas não se preocupavam tanto com o isolamento térmico. Quanto às roupas, os soldados de infantaria e os servos andavam com as pernas nuas no inverno sem se importar, e as mulheres usavam apenas uma ou duas faixas de pano na cintura — comparando com as mulheres de hoje, que usam várias camadas de roupa de lã e ainda assim sentem frio, creio que se pode entender. Outro ponto importante é que, recentemente, tem-se incentivado o consumo de peixe, aves e carne vermelha entre os agricultores, sob o argumento de que têm deficiência nutricional — o que também está errado. Como já disse, a nutrição baseada em vegetais é fundamental e extremamente poderosa, proporcionando resistência e evitando a fadiga no trabalho. Por isso, desde os tempos antigos, os agricultores japoneses, homens e mulheres, trabalham do amanhecer ao anoitecer. Se consumissem muitos alimentos de origem animal, sua capacidade de trabalho seria reduzida. O desenvolvimento da mecanização agrícola nos Estados Unidos deve-se, provavelmente, ao fato de que, não sendo a força física sustentável ali, tentaram compensar com o intelecto. Se os agricultores japoneses também passarem a consumir muitos alimentos de origem animal, será necessário acompanhar com força mecânica — ponto que merece reflexão aprofundada. Como se vê pelo exposto, se o objetivo é apenas nutrir o corpo, a dieta vegetariana é a melhor, mas há circunstâncias que não a permitem. Embora sirva bem aos agricultores, os habitantes das cidades realizam mais trabalho intelectual que físico, necessitando de nutrientes adequados a isso. Para os japoneses, o ideal é priorizar peixes e aves, vindo a carne vermelha em segundo lugar — o que é natural, considerando que o Japão é cercado pelo mar. A carne de peixe e aves nutre bem o cérebro, gerando energia e sabedoria; já a carne vermelha estimula o espírito de competição, que se desenvolve até tornar-se espírito de luta. A civilização branca é um bom exemplo disso: os povos brancos, movidos pelo espírito de competição, desenvolveram a cultura que vemos hoje, mas, por causa do espírito de luta, as guerras não cessam — o que fica claro ao ver que, embora chamados de países civilizados, têm muito mais guerras que o Oriente, numa proporção incomparável. Discorri longamente acima, mas o resumo é este: em relação à alimentação, o ser humano não deve se preocupar demasiadamente com nutrição; o melhor é o natural, comer o que se tem vontade de comer. Para os habitantes das cidades, uma proporção de cerca de metade de alimentos vegetais e metade de animais é boa; para os agricultores e doentes, o mais adequado é de 70% a 80% de vegetais e 20% a 30% de animais. Se a alimentação seguir o que foi dito e não se tomarem medicamentos, o ser humano jamais adoecerá. Portanto, enquanto a higiene e os métodos de saúde permanecerem em desacordo com a realidade, acabarão, ao contrário, causando mais trabalho e maus resultados. Por isso, seguir a natureza e viver de forma simples, tal como ela é, é o verdadeiro modo de vida do homem civilizado. Por fim, escreverei sobre o ponto mais equivocado da ciência da nutrição: as injeções nutritivas. Originalmente, o ser humano foi feito para ingerir alimentos pela boca, e, pelas funções dos respectivos órgãos digestivos, os nutrientes são produzidos. Que erro foi esse, então: tentar introduzi-los no corpo através da pele, por meio de injeções? Provavelmente não existe história mais absurda. Ao se fazer algo tão errado, as funções dos órgãos digestivos tornam-se desnecessárias e certamente degeneram — ou seja, a própria função de absorção de nutrientes acaba se transferindo. Se for apenas uma ou duas vezes, não haverá grande impacto, mas, se isso continuar, sofrer-se-á, sem dúvida, uma influência extremamente negativa. Vendo isso, pode-se dizer que é um exemplo gritante de estar completamente preso à teoria acadêmica, ignorando a natureza. Os Micróbios como Agentes Patogênicos Na medicina moderna, a maioria dos agentes patogênicos é considerada como sendo micróbios. A premissa, portanto, é a de que, se apenas prevenirmos a transmissão de micróbios, não contrairemos doenças. No entanto, é necessário investigar exaustivamente o que são, afinal, os micróbios — ou seja, por qual razão e de onde surgem. A menos que essa causa fundamental seja compreendida, a verdadeira medicina jamais se estabelecerá. Por mais minúsculos que sejam, os micróbios não surgem repentina e acidentalmente; deve haver uma razão para surgirem e uma fonte de origem. A medicina, porém, apenas investiga as rotas de transmissão dos micróbios, sem tentar compreender a causa fundamental além disso — ou seja, ainda não chegou a esse ponto, tendo compreendido até agora apenas a metade do caminho. Afirmar que as doenças surgem apenas pela transmissão de micróbios é, por assim dizer, uma mera conclusão baseada nos resultados. A medicina microbiológica atual, que, com o mero desenvolvimento do microscópio, capturou seres minúsculos, descobriu que eram patogênicos e, eufórica, avançou suas pesquisas tendo isso como base, pode ser considerada, do nosso ponto de vista, extremamente superficial. É necessário, de qualquer forma, avançar até a própria fonte de origem dos micróbios e compreender sua verdadeira essência. Não é que alguns estudiosos não tenham percebido isso, mas, como o método crucial para conhecê-la ainda não foi descoberto, é inevitável que assim seja. O avanço do microscópio, além disso, não será tarefa fácil daqui para frente; na verdade, o domínio a partir daqui é impossível de medir com máquinas, por se tratar de um mundo quase equivalente ao nada — que eu denomino Mundo Inorgânico. Os estudiosos também reconhecem que não é o verdadeiro nada, e imaginam que certamente existe algo, mas não compreendem sua essência; a única coisa que conseguiram captar foi o chamado vírus. Se assim é, pode-se dizer que a medicina microbiológica ainda não saiu da fase de berçário — e há também uma razão para isso: o referido Mundo Inorgânico, como dito, não é um campo da ciência, mas, por assim dizer, uma zona intermediária entre a ciência e a religião. É justamente essa zona intermediária a fonte de origem dos micróbios, um mundo de elementos muito mais rarefeitos que o ar. Passo agora a tentar elucidar isso. Como dito, se a fonte de origem dos micróbios, essência dos agentes patogênicos, reside no Mundo Inorgânico, então, com a medicina materialista atual, elucidar a patologia seria como procurar peixes em árvores. Por mais que se continue a pesquisar daqui para frente, não passará de esforço inútil, equivalente a esperar que o Rio Amarelo se torne límpido. Como exposto acima, apontei corajosamente os pontos cegos da medicina, sem outra intenção senão salvar a humanidade. Se esta descoberta não tivesse ocorrido, o futuro da humanidade seria difícil de prever. Nesse sentido, se minha teoria for aceita e a medicina recomeçar, a realização de um mundo sem doenças não será algo difícil. Portanto, ainda que esta teoria seja contestada, criticada e talvez até suprimida por todos os estudiosos e intelectuais do mundo, avançarei audaciosamente, erguendo a grande bandeira da verdade. Entre os estudiosos, certamente haverá quem se surpreenda com minha teoria, ficando de olhos arregalados diante dela. Isso porque, se há cem anos alguém falasse sobre aviões voando no céu, rádios que captam conversas a milhares de quilômetros de distância, ou bombas atômicas que matam milhões de pessoas num instante, ninguém daria ouvidos, e o tal visionário seria considerado megalomaníaco. Aí reside a angústia dos precursores. No entanto, minha teoria é a verdade e, além disso, tratando-se da vida humana, nenhuma invenção ou descoberta, por maior que seja, pode se comparar a ela. Sendo assim, o que gostaria de pedir aos médicos do mundo inteiro é que, sem se prenderem ao conhecimento estabelecido, vejam minha teoria com a mente em branco, com os olhos da intuição, como disse Bergson. O Mundo Inorgânico Mundo Inorgânico — Aqui, finalmente, escreverei sobre a ordem de surgimento dos micróbios. Diz-se, em primeiro lugar, que os micróbios, sendo substâncias orgânicas, não podem ser vistos nem mesmo pelo microscópio eletrônico mais avançado da atualidade, além de 60.000 vezes de ampliação. Embora este seja o limite alcançado até agora, não é, obviamente, o ponto final; pode-se prever que, um dia, o desenvolvimento do microscópio conseguirá capturar microrganismos ultrapequenos, sendo a questão apenas o momento — que, no entanto, deve ainda estar muito distante. O estado atual da ciência, como descrito, é como se tivesse chegado a um passo do Mundo Inorgânico e se chocado com uma grande muralha. Mas eis que é motivo de alegria: eu rompi essa muralha. Passo a escrever sobre isso. A respeito disso, temos a teoria do méson do Dr. Yukawa. Como o Dr. Yukawa é um estudioso especializado em física teórica, primeiro descobriu a existência do méson pela teoria; depois, quando outro estudioso tentou fotografar os raios cósmicos, algumas partículas elementares que eram mésons foram impressas na chapa fotográfica, confirmando assim a sua teoria — corroborada, portanto, pela física experimental, o que lhe rendeu, por fim, o Prêmio Nobel. A teoria que defendo, por outro lado, é uma ciência teórica do espírito divino que, ao mesmo tempo, através de sua aplicação, permitiu obter efeitos notáveis no tratamento de doenças — ou seja, é a corroboração da ciência experimental do espírito divino. Sendo assim, pode-se imaginar quão grande descoberta é, mesmo do ponto de vista científico. Para explicar de forma ainda mais clara: se o ponto máximo alcançado pela ciência materialista é a ciência atômica atual, eu consegui descobrir o mundo seguinte, o Mundo Inorgânico — um grande avanço também do ponto de vista científico. Este mundo, como já disse, é a ligação espacial entre a ciência e o espírito, e o texto aqui exposto preenche, por assim dizer, o vazio entre o mundo científico e o mundo espiritual. É desnecessário dizer que esse vazio foi o mistério enigmático que, até hoje, cientistas, filósofos e religiosos quiseram conhecer sem conseguir — apenas um forte anseio latente no coração. Mas, finalmente, esse enigma foi desvendado aqui, e o sonho ideal de longos anos se realizou. Previa-se que o progresso cultural, mais cedo ou mais tarde, teria de alcançar esse reino misterioso; e, embora muitos, a começar pelos estudiosos, esperassem que isso se desse naturalmente pela ciência, contrariando as expectativas, foi apreendido por mim, um religioso. Mas apenas apreendê-lo não tem significado algum — é ao utilizá-lo, colocando-o a serviço do bem-estar de toda a humanidade, que se gera um grande significado. E isso também não frustrou as expectativas: as doenças são completamente curadas, e tornou-se possível prolongar livremente a vida humana. Como exposto, os benefícios concedidos à humanidade por esta grande descoberta são absolutamente impossíveis de expressar em palavras. Quando este fato se tornar amplamente conhecido, a civilização passará por uma grande transformação e marcará uma nova era na história humana. Chegado esse ponto, não haverá mais ciência nem religião — ou melhor, haverá as duas ao mesmo tempo —, e é claro que surgirá uma verdadeira era civilizacional, algo que a humanidade nunca experimentou nem sequer imaginou. Passemos, então, à relação entre o Mundo Inorgânico e o mundo material. O Espírito como Principal, o Corpo como Subordinado Escreverei agora sobre a relação entre o Mundo Inorgânico e as doenças humanas, conforme explicado no item anterior. O Mundo Inorgânico é o que chamamos de Mundo Espiritual, e o ser humano é constituído pela união íntima e concordância do corpo e do espírito. É desnecessário dizer que o corpo é a matéria visível aos olhos, que todos entendem; mas o espírito, embora invisível, é uma espécie de substância etérea que existe plenamente. Assim como o corpo humano existe no mundo do ar, o espírito humano existe, naturalmente, no Mundo Espiritual. Este, como escrevi antes, é uma substância transparente, mais rarefeita que o ar, semelhante ao nada — mas, na verdade, não é nada disso: é a fonte geradora de uma força absoluta e infinita, cuja essência é a fusão do espírito do Sol, do espírito da Lua e do espírito da Terra, um mundo de mistério e sutileza inimagináveis. Chamemo-lo, provisoriamente, de Força Cósmica. É por essa Força Cósmica que todas as coisas são geradas, cultivadas e transformadas, e, junto com isso, a impureza se acumula, ocorrendo então uma purificação contra ela — como o acúmulo de sujeira no corpo humano, que torna necessário o banho. Ou seja, quando a impureza se acumula no Mundo Espiritual Terreno, concentra-se em certos locais, e uma atividade de purificação chamada baixa pressão atmosférica é gerada para fazer a limpeza. O raio e os incêndios também são isso. Com o ser humano é semelhante: quando a impureza se acumula, ocorre uma ação purificadora, tendo o espírito como principal. Vou detalhar isso a seguir. Como dito, a impureza — ou seja, a nuvem — que se acumula no espírito humano faz com que, nesse espírito, que é uma substância transparente, surja uma parte opaca. Há dois tipos de causas para isso: uma é a nuvem que surge no próprio espírito; a outra, a nuvem transferida do corpo. Explico primeiro a primeira. O interior mais profundo do espírito humano é triplo e centrípeto. Explicando a partir do centro, de forma centrífuga: o centro é a chamada alma. A alma é aquilo que, quando o ser humano nasce neste mundo, primeiro se aloja no ventre da mulher através do homem. O que envolve a alma, porém, é o coração, e o que envolve o coração é o espírito. A condição da alma, portanto, reflete-se diretamente no espírito através do coração, e, ao mesmo tempo, a condição do espírito reflete-se na alma através do coração — dessa forma, alma, coração e espírito formam uma trindade em relação mútua. Naturalmente, qualquer ser humano, enquanto vive, pratica tanto o bem quanto o mal; se o mal for maior que o bem, o excedente torna-se pecado, que se reflete na alma, obscurecendo-a. Por isso, o coração se obscurece e, em seguida, o espírito também. Então, pelo processo de purificação, ocorre a eliminação dessa obscuridade: o seu volume é reduzido, concentrado, e se aglutina em alguma parte localizada do corpo. Curiosamente, o local dessa aglutinação difere conforme o pecado — o pecado dos olhos se manifesta nos olhos, o da cabeça na cabeça, o do peito no peito, e assim por diante, de forma correspondente. A seguir, explico o segundo caso, oposto ao primeiro, em que a obscuridade se reflete do corpo para o espírito. Nesse caso, surge primeiro uma turvação no sangue e, por consequência, o espírito se obscurece. O sangue é, originalmente, a materialização do espírito no corpo humano — e, inversamente, a espiritualização do sangue é o espírito; corpo e espírito são, portanto, um só. Assim, quando a obscuridade concentrada se reflete no corpo, torna-se sangue turvo, e o que se concentra ainda mais é a aglutinação. Essa aglutinação se dissolve, torna-se líquida e tenta ser eliminada por várias partes do corpo — e a dor resultante disso é a doença. A transferência do corpo é, naturalmente, a do sangue turvo. Por que se forma o sangue turvo? A causa é, na verdade, surpreendente: são os próprios medicamentos que ocupam o trono da medicina. Como todos os remédios são venenos, basta introduzi-los no corpo para que se forme sangue turvo — e os fatos comprovam isso melhor do que qualquer outra coisa. É por isso que as doenças, mesmo tratadas pela medicina, se prolongam, pioram ou geram doenças secundárias. Não há nada de estranho nisso. E, se o sangue turvo no corpo se reflete no espírito, tornando-se obscuridade, e esta se torna a causa da doença, então o próprio método de curar doenças acaba sendo um método de criá-las. Como, porém, a lei universal é que o espírito é o principal e o corpo o secundário, é natural que a doença não se cure de fato a menos que a obscuridade do espírito seja eliminada. A nossa arte médica, aplicando esse princípio, purifica o espírito, e por isso a doença se cura de forma radical — a esse método chamamos Johrei. A medicina que não conhece essa verdade ignora o espírito e tenta tratar apenas o corpo; por mais que avance, portanto, é apenas uma cura temporária. Como se pode ver claramente pelos fatos, o tratamento médico não consegue uma cura radical — mesmo quando cura uma vez, quase sempre há recaída. No caso da apendicite, por exemplo, como se remove a parte afetada, a apendicite em si não volta a ocorrer, mas tornam-se frequentes a peritonite ou doenças renais próximas ao apêndice. Isso ocorre porque a obscuridade do espírito permanece exatamente como antes, e o sangue turvo se forma de novo, acumulando-se em locais diferentes. Quanto à transformação do sangue turvo: quando ele se concentra ainda mais pela purificação constante, os glóbulos sanguíneos gradualmente se tornam brancos — isso é o pus. O que se chama comumente de sangue com pus, mistura de pus e sangue, está no meio dessa transformação; se o processo avança, tudo se transforma em pus. Compreende-se, assim, por que no escarro da tuberculose há casos com sangue misturado e outros sem. Também os glóbulos vermelhos e brancos da medicina correspondem a isso, fenômeno que ela chama de fagocitose. Pelo exposto, a relação entre espírito e corpo deve estar clara. Passemos agora à origem dos micróbios. Do Inorgânico ao Orgânico Como mencionei na seção anterior, a essência da doença são as nuvens espirituais, e os micróbios surgem delas — descreverei agora esse processo em detalhe. Já expliquei como as nuvens espirituais surgem no espírito humano, originalmente transparente, ou como se formam pela transferência do sangue turvo; por que, então, os germes patogênicos surgem dessas nuvens? Porque, quando a concentração delas atinge certo grau, partículas ultramicroscópicas surgem naturalmente. Esse princípio é a mais elevada ciência; para torná-lo mais compreensível, vejamos o inverso: quando contemplamos a vastidão do céu, temos o infinitamente grande; se pensarmos em pequena escala, tudo na terra é o infinitamente pequeno. Assim, o positivo é, ele mesmo, o negativo — e esse princípio também se aplica ao corpo humano: até as nuvens espirituais são constituídas de partículas ultramicroscópicas. Pela purificação incessante, a nuvem espiritual se concentra e, no espírito assim individualizado, surgem partículas ultramicroscópicas de natureza vegetal. Por quê? Por serem originalmente um agregado de hidrogênio, as nuvens espirituais são propícias ao surgimento de vida vegetal; gradualmente, isso se desenvolve até se tornar orgânico — é o óvulo do micróbio. Esse óvulo se desenvolve e se torna o primeiro micróbio, mas, nesse estágio, ainda não pode ser visto ao microscópio. Uma vez que se torna um ser vivo, porém, passa a necessitar de alimento e a devorar uns aos outros — é o princípio biológico natural da lei do mais forte, a luta pela sobrevivência. Entre os micróbios, também há os mais fortes; os mais fracos são eliminados, e os mais fortes engordam cada vez mais — e é exatamente esse mais forte que acaba sendo capturado ao microscópio. Nesse ponto, o processo é extremamente semelhante à sociedade humana. Sendo assim, se a origem da doença são as nuvens espirituais surgidas logo no princípio, não pode haver método de cura radical senão dissolvê-las. No entanto, como já expliquei repetidas vezes, a medicina moderna ainda não chegou a descobrir essas nuvens espirituais que são a origem da doença; por isso, não pode ser chamada de verdadeira medicina. Por fim, o que desejo dizer como conclusão é justamente o método de dissolver essas nuvens espirituais. Se isso não fosse possível, por mais que se compreendesse a raiz da patologia, nada disso teria sentido — mas eu descobri esse método. Trata-se do Johrei, que já vem produzindo, de fato, um efeito extraordinário. Por que, então, as nuvens espirituais se dissolvem através do Johrei? Na verdade, esse princípio é, mais do que a mais elevada ciência, o mais elevado princípio religioso; aprofundado, chega-se até a própria essência dos espíritos das divindades. Como, porém, o propósito desta obra é ser lida por terceiros, procurei explicá-la da forma mais científica possível, evitando explicações religiosas — peço, portanto, a compreensão do leitor. Por essa razão, para quem não se satisfaz sem chegar ao fundo da questão, o melhor seria tornar-se fiel desta religião e experimentá-la na prática; mas evito propositalmente recomendar isso, pois seria propaganda religiosa. Dizendo isso, talvez ainda pareça uma propaganda astuciosa — mas é inevitável. Por que, então, preciso me explicar tanto? Porque as pessoas, em geral, nutrem grande desconfiança em relação às novas religiões. A causa deve estar, naturalmente, nos boatos espalhados por jornais e revistas, o que também não é sem razão — afinal, novas religiões suspeitas surgem aos montes, e isso também não há como evitar. Mas, se observarem os mais de cem exemplos reais apresentados a seguir, qualquer pessoa, seja quem for, saberá que a tese que defendo não contém o menor erro. Apêndice (Cem Exemplos de Graças) O Homem Famoso do Sanatório — O Homem que Não Obedecia ao Médico Publicado na edição nº 111 de "Glória", em 4 de julho de 1951 Vila Noda, Distrito de Izumi, Província de Kagoshima Igreja Grande Kōhō, Hatta Keinosuke (32 anos) O lugar onde fui internado era o antigo Sanatório para Ex-Combatentes Feridos, hoje com a placa de Hospital Nacional. Quando entrei, no 23º ano da Era Showa (1948), a capacidade era de cerca de quinhentos pacientes; atualmente, deve abrigar mais de seiscentos. Mesmo assim, o local está tão concorrido que já não consegue acomodar a todos — um sucesso e tanto, ainda que nada bem-vindo. Cerca de meio mês depois de minha internação, um homem que eu ainda não conhecia veio até minha cama e, depois de cuidar do que o trouxera, a conversa engatou. Ele era um veterano deste Caminho, paciente instalado no sanatório desde sua fundação, já em seu décimo ano ali. "Se você quer se curar", disse-me ele, "não ouça o médico. Não meça a febre, não meça o pulso, não fique em repouso. A doença vem da cabeça — não ligue para ela e viva à solta." Fiquei espantado com aquela fala ousada, mas também impressionado. Ele continuou: "Eu fiquei assim, forte, justamente por não ouvir os médicos. Uma vez chegaram a mandar um telegrama de emergência dizendo que eu estava em estado crítico, e veja como voltei à vida, cheio de disposição. Desde que este sanatório abriu, só duas pessoas voltaram à vida depois de um telegrama desses, e eu sou uma delas. Hemoptise, escarro com sangue, nada disso é problema para mim: já joguei go e trabalhei na horta com a escarradeira em punho, cuspindo escarro com sangue o tempo todo. Hoje em dia, os mais dispostos aqui são justamente os que não ouvem o médico, só encrenqueiros. Depois de observar este lugar por uns dez anos, percebi que todos os que seguem à risca as ordens do médico morrem, e só os desobedientes ficam bons. Por isso, é melhor você também não dar ouvidos aos avisos do médico." Havia muita sensatez no que ele dizia, mas não tive coragem de segui-lo à risca: imitei-o em parte e, em parte, continuei respeitando a medicina. Soube depois que esse homem era exímio em haiku, bom o bastante para ser publicado na coluna de dois versos da revista Hototogisu, e integrante do grupo Saikoku-ka, de Nomiyama Shūchō, em Nōgata, na província de Fukuoka. Jogava go, cantava — um verdadeiro artista. Até hoje penso que, se eu tivesse a coragem daquele homem, teria me recuperado por completo bem mais cedo. Além disso, durante minha estadia no sanatório, presenciei vários casos estranhos, exemplos reais que a medicina não sabe explicar. Um paciente, contrariando a recomendação do médico de que descansasse com cautela, por ser considerado perigoso, teve alta por motivos familiares e passou a trabalhar como atravessador de hortaliças, uma espécie de vendedor ambulante. Ficou forte, para espanto do médico — e já era tido como caso grave, com escarro positivo de grau cinco. Outro tinha uma cavidade do tamanho de um ovo, algo que a medicina moderna considerava absolutamente sem solução; depois de correr e se agitar de um lado para o outro, curou-se por completo, deixando o médico sem explicação, repetindo apenas: que estranho, que estranho. Esse homem famoso, deixando as palavras 'nunca, jamais fique em repouso absoluto', recebeu alta completamente curado e, segundo dizem, hoje trabalha como mineiro em uma mina de carvão em Iizuka, na província de Fukuoka. Não parecia professar fé religiosa alguma, mas, de qualquer forma, há algo nele que me impressiona profundamente. Agora que conheço o Caminho, lembro-me disso com ainda mais intensidade e não consigo evitar um sorriso amargo. A Tuberculose que Derrotou Cinco Pessoas de uma Família Salvo a um Passo da Morte Igreja Média Chosei Yoshida Yutaka (21 anos) 106 Akabane, Chigasaki-shi, Kanagawa Tuberculose! Não será esta uma doença criada para aqueles que se tornaram prisioneiros dos deuses distorcidos, que não conhecem o verdadeiro Deus? Eu também fui um deles. No final do ano de Showa 22 (1947), fui acometido pela tuberculose, que derruba os jovens. Imagine meu estado de espírito quando recebi do médico o diagnóstico de infiltração no pulmão esquerdo — senti como se tivesse sido lançado ao fundo do inferno. Aquela tuberculose, que havia derrubado minha mãe, meu irmão mais velho e minha irmã mais velha como peças de dominó, finalmente vinha me atacar também, para me derrubar. Desespero! Este é o nome da doença que jamais esquecerei em minha vida. Enquanto sofriam e se debatiam, todos partiram em viagem para o outro mundo. O médico disse para eu descansar tranquilamente e me alimentar bem, então fiz tudo o que ele dizia ser bom. Todos queriam ser salvos, e eu queria salvá-los com todo o meu coração. Mas qual foi o resultado? Todos os cinco morreram. O que disseram naquela época? Apenas palavras como: 'O repouso foi insuficiente', 'Não tinha força física', 'Era o destino.' Que palavras frias, não acham? A sinceridade com que eu queria salvar aquelas cinco pessoas foi tão pisoteada. E então fui eu, o sexto, a receber o diagnóstico! Foi uma dor dilacerante — era mais claro que a luz do dia que eu também teria o mesmo destino. Frequentei o médico por um ou dois meses. Nunca esquecerei: no ano seguinte, em janeiro de Showa 23 (1948), numa certa madrugada, tive uma hemoptise súbita. Havia um brilho nos olhos de meu pai, que me observava ao lado. Diante da figura de meu pai deitado no chão, coberto com o futon, esquecendo-me de mim mesmo, só pude juntar as mãos em oração. Se eu morresse, o que seria do meu velho pai, sem parentes próximos? Diziam por perto que éramos "a família da tuberculose", éramos rejeitados. Será que ele iria para um asilo? Ou morreria abandonado? Esses pensamentos giravam em minha mente como um caleidoscópio, e apenas as lágrimas rolavam pelo meu rosto. Na manhã seguinte, meu pai não se levantou — a imagem de pai e filho, deitados na mesma cama, chorando juntos. Que cena miserável! Ao ver aquela figura dolorosa de meu pai, talvez eu tenha decidido, de qualquer forma, vencer a doença e alegrá-lo. No entanto, minha doença só se agravava. Recorri sucessivamente a religiões como Ontake-kyo, Daishi, Jizo e Inari, mas, longe de melhorar, eu só definhava. Pensei que até Deus me havia abandonado, e a vontade de vencer a doença finalmente murchou como uma flor. Certa manhã, como a porta da frente não se abria, uma vizinha veio preocupada e descobriu que pai e filho haviam passado a noite abraçados, chorando até o amanhecer. 'Ouvi dizer que hoje existe uma terapia muito boa, por isso vim lhe contar. Dizem que com o poder do Komyo-Nyorai qualquer doença pode ser curada. Que tal experimentar?' Mas, para mim, não havia espaço para considerar tais coisas. 'Não adianta, tia. Eu tenho tuberculose.' Ah, quanta coragem foi necessária para declarar claramente a minha condição diante de alguém! No entanto, consegui dizê-lo, porque já sabia que morreria em breve. Mas a pessoa insistiu: 'Dizem que é bom, que cura até problemas no peito.' Como já havíamos tentado de tudo, desde terapias convencionais até terapias de fé, até perder as cinco pessoas, ri, pensando que o Komyo-Nyorai também não adiantaria. Depois que ela foi embora, deitei na cama e pensei: será que realmente vou me curar? Quero me curar. Pelo meu pai, pela família Yoshida, eu só queria, com todo o meu coração, me curar. Devo tentar? Se não tentar, não saberei. Dizer que algo que não cura, cura, é mentira; não se deve dizer coisas irresponsáveis. Está bem, vou tentar, vou pedir para fazerem. Vesti-me com receio e saí. Se apoiasse o pé direito, uma dor surda chegava ao peito; se apoiasse o esquerdo, doía também. Era doloroso, sofrido. Por fim, cheguei. Ao entrar, fiquei estupefato — a pessoa apenas balançava as mãos. Decepcionado e desanimado, pensei em voltar, mas já que tinha vindo, não podia. Contei ao mestre: "Será que vou me curar?" O mestre disse: "É simples, com certeza vai se curar." Qual não foi a minha alegria naquele momento — seria como a sensação de um bebê sugando o seio? Quando chegou a minha vez, recebi o tratamento inconscientemente. Que estranho, que estranho! O corpo ficou leve, tão leve. "Vou me curar, vou me curar. Que grato, que grato", repeti três vezes. Era muito diferente das fés que tivera até então; pensei que havia algo ali. Até aquele momento, alguém já me havia dito claramente "você vai se curar"? Era isso que eu buscava. Quando olhei para o rosto do mestre, ele sorria, e aquele rosto parecia o de Kannon-Sama. Ao sair da igreja, como era diferente de quando cheguei! Foi a primeira vez em minha vida que experimentei aquilo. Seria esta a verdadeira alegria? Quando cheguei em casa, meu pai ainda estava deitado na cama. "Pai!" Ao ouvir minha voz, ele ergueu a cabeça. Com minha voz, tão cheia de energia como nunca antes, meu pai também piscou os olhos repetidamente. Minutos depois, pai e filho se abraçaram e choraram juntos — eram lágrimas de alegria. Imagine a diferença entre essas lágrimas e aquelas que derramamos abraçados antes! Tive sudorese noturna como nunca antes, e urinei uma urina branca como leite. Não há palavras para descrever, mais que estranho. A partir de então, em quinze dias, eu, que estava no terceiro estágio da tuberculose pulmonar, um paciente que os médicos haviam abandonado, estava em condições de ingressar em uma empresa. Pela proteção divina do Komyo-Nyorai, veio a alegria de nós, pai e filho, e o espanto das pessoas ao redor. Finalmente, fui salvo. Gostaria que minha mãe, meu irmão e minha irmã mais velha também tivessem experimentado essa alegria — mas estavam presos ao materialismo. Ah, temível educação materialista! Temíveis medicamentos! Depois disso, tirei radiografias com o médico, é claro, e as opacidades haviam desaparecido, é claro. Amaldiçoando e lamentando a medicina que levou minha mãe, meu irmão e minha irmã à morte, e agradecendo a Meishu-Sama, que me mostrou a verdadeira orientação quando eu estava prestes a seguir novamente por esse caminho em direção à morte, quero gritar em alta voz: para muitos que sofrem, esta Boa Nova! Esta foi a vívida pintura do inferno que minha família percorreu. Não demorou muito, e recebi a honra de receber o precioso, precioso Ohikari. Desde então, sob a orientação do Mestre Nishimura, tenho avançado no caminho da salvação do mundo. Meishu-Sama, muito, muito obrigado. O sonho do longo mundo tornou-se realidade, Seus sinais já começam a aparecer. A Vida que Existe: O Manuscrito de um Tolo Igreja Média Mibae Izumi Tatsuoki (36 anos) 14 Manshike-dani-cho, Nishinomiya-shi, Hyogo A lembrança da noite da grande hemoptise, quando o rosto de minha mãe se tingiu de vermelho com o jato de sangue, e ela se desculpou pela desgraça que estava por vir. Sangue jorrava a cada palavra. Não me lembro se as lágrimas vieram ou não, mas a figura de minha mãe, que, sem se perturbar, tratou da situação com calma, ainda está gravada em minha retina e não posso esquecer. Era a noite de 9 de setembro de Showa 16 (1941), quando o mosquiteiro verde balançava ao vento do início do outono. Este foi o início que me manteve grudado ao leito de repouso absoluto por oito anos, e me fez lamentar que não era tuberculose, mas sim "doença da hemoptise". A doença começou ainda antes. Em fevereiro de Showa 13 (1938), após ser ferido em batalha na província de Shandong, fui diagnosticado com infiltração pulmonar. Após mais de um ano de vida hospitalar, voltei para casa, e no nono dia vomitei uma pequena quantidade de sangue, mas nunca sonhei que fosse hemoptise. Assim que a hemorragia parou, fiquei moreno sob o sol escaldante do verão, pescando, nadando, escalando montanhas. Em outubro, houve uma segunda hemoptise, mas esta também parou logo, e fui para Tóquio para retornar ao meu antigo local de trabalho. Teria sido este o ponto de virada do destino da minha vida? Acreditando na palavra do médico da vila, de que era apenas uma hemorragia de garganta, levantei-me assim que a hemorragia parou e parti cheio de energia. Se eu tivesse ficado em minha terra natal por um ano daquele jeito, talvez o curso da minha vida tivesse sido diferente. O que me esperava ao voltar para Quioto foram os vários exames de saúde, chamados de "benefícios da sociedade". Ao captarem sombras mínimas na radiografia, infundiam-me medo de forma exagerada. Tomado pela ansiedade, ficava nervoso com as febres ligeiras que apareciam e desapareciam e comecei a medir minha temperatura escondido no banheiro do trabalho, fugindo dos olhares das pessoas. Procurava por supostos remédios nutritivos, depositava enormes esperanças em injeções, e era repetidamente traído. Descobri claramente que as duas hemorragias anteriores também eram hemorragias pulmonares. A partir de então, passei a temer o sangue com cautela — pensando bem, era um medo posterior ao fato, uma história estranha. Em maio, quando as folhas verdes desabrochavam, voltei solitário e triste para minha terra natal, e então veio este grande batismo de sangue. A hemoptise continuou por sete dias, entre grandes e pequenas. Pensava como havia tanto sangue. Ouvi dizer, como relato de quem passou pela experiência, que há quem vomite dois ou três shō de uma vez, mas isso é um exagero — provavelmente porque a cor é vívida, a pessoa se perturba e se ilude, sentindo uma pequena quantidade como se fosse enorme. Fiquei semi-inconsciente, sem juízo por quatro ou cinco dias, então não sei até que ponto foi; minha família também não quis falar sobre isso. Dizem que a última hemoptise tinha um odor pútrido, como de intestino de peixe podre, e que o médico estranhou que eu ainda estivesse vivo — isso ainda é assunto entre os moradores da vila. Com o aprofundamento do outono, até meu corpo debilitado recuperou um pouco de força. E então veio o ataque de frequentes pequenas hemoptises e escarros com sangue. Se tentava me sentar, tinha hemoptise; com o repouso, finalmente parava; mas, quando ficava tranquilo, vinha o sangue vermelho novamente, deprimindo-me imensamente. Quantas vezes chorei, quantas vezes lamentei! Foram realmente oito anos contínuos, e acho que não é sem razão que eu lamentava ser uma "doença da hemoptise". A execução fiel da terapia natural baseada nos três grandes princípios de repouso, nutrição e ar puro, preconizados por Brehmer e Trudeau, também não conseguiu, no fim, deter esta hemorragia. Eu era membro de uma certa associação de pacientes em tratamento por correspondência e descrevia detalhadamente meu estado para buscar a orientação do Dr. Nukada, mas suas respostas se limitavam a recomendar a execução fiel do repouso. Finalmente, o destino arrancou de mim, que estava afundando no sofrimento da doença, minha mãe, a melhor cuidadora. Em dezembro de Showa 17 (1942), com as palavras finais "Gostaria de ter vivido até poder andar, nem que fosse um passo até o quintal", ela encerrou sua vida de setenta anos, repleta de sofrimentos. Por ser minha mãe, que nunca se abalava mesmo diante das adversidades, ouvi essas palavras com o coração partido. Separados entre o andar de cima e o de baixo, sem ao menos poder ver seu rosto morto, o som dos pregos do caixão tornou-se a música de despedida entre mãe e filho. A partir de então, passei a ser cuidado por meu velho pai de 72 anos. Por ser meu pai do tipo estudioso, os trabalhos domésticos miúdos devem ter sido especialmente difíceis para ele. A adversidade, porém, gera ainda mais adversidade. Aos dezoito, dezenove e vinte anos, sofri quatro grandes inundações em três anos, e todos os meus bens domésticos ficaram submersos. O desenrolar desfavorável da guerra, em algum momento, também trouxe mudanças à minha vida de tratamento, e houve dias seguidos em que nem mesmo um grão de arroz eu via. Carne, peixe e ovos já haviam desaparecido da mesa há muito tempo. A teoria nutricional em que eu acreditava também desmoronou por completo. Com hortaliças e ervas daninhas, enquanto se vive, não há alternativa senão mudar. Naquela época, li um ensaio do Dr. Rokuro Takano, diretor do Departamento de Prevenção do Ministério da Saúde e Bem-Estar, que dizia: "Há uma teoria de que, quando a nutrição humana é extremamente insuficiente, a tuberculose não progride. Como se pode ver em crianças com fraqueza congênita, essas crianças nunca contraem tuberculose. Aqueles sem força física não a contraem. Para pacientes tuberculosos, aproveitando esta situação alimentar, não haveria alguém disposto a servir de cobaia? A tuberculose é como uma loteria; não se sabe até onde se pode ir para curar. Não se pode ser pessimista por ser grave, nem otimista por ser leve. Se for assim, talvez este método possa salvar." Quando li isso, fiquei completamente confuso, e decidi que, já que eu era alguém abandonado pela medicina moderna, desta vez seria eu quem abandonaria a medicina. No entanto, será fraqueza humana? Mesmo sabendo que não tinha efeito, sempre que tomava os remédios populares que irmãos e conhecidos gentilmente me davam, alimentando uma esperança de "talvez", a reação aparecia imediatamente, apenas provocando hemoptises anormais. Exausto e sem saber o que fazer, só me restava suspirar profundamente em direção ao teto. Tendo fracassado com a "Arte de Lutar contra a Doença" de Fuboku Kosakai e não podendo mais confiar na terapia natural, o que deveria fazer? Meus pensamentos apenas giravam em falso em um único ponto, e não pude deixar de me sentir uma pessoa de raízes inferiores. Talvez isso também fizesse parte do processo até que as oportunidades amadurecessem. Na minha aldeia, também chegou o ensinamento da Igreja Messiânica. O caminho da salvação foi preparado sem que eu percebesse. No entanto, não é fácil sair desse grande caminho sem se desviar. Fui apresentado a vários caminhos de deuses e me decepcionei com todos. Em especial, um certo sacerdote xamânico, que dizia ter grande poder espiritual, profetizou que eu teria mais um ano de vida, mas, como não morri nem mesmo após seis anos, tornei-me relutante até mesmo em inclinar meu coração para os deuses. Contudo, o grande amor de Deus não abandona ninguém, por menor que seja. No verão de 1949, primeiro com a conversão do meu irmão mais velho, a luz começou a brilhar no mundo das trevas. No entanto, eu, que me tornara desconfiado, achava ridículo o gesto de estender a mão e olhava para aquilo com um olhar niilista, pensando "com algo assim?". Por outro lado, havia a curiosidade da psicologia humana; eu queria ser salvo, não importava como. Uma vez, duas vezes — sempre que recebia o Johrei, sentia a vitalidade transbordar por todo o corpo, mas faltava a força de vontade para me levantar por mim mesmo. "A doença é um processo de purificação. Não tenha medo da hemoptise. Morra depois de, ao menos, rastejar até o túmulo de sua mãe, que tanto desejava dar um passo. Só isso: você não acha que é uma forma de piedade filial para com sua mãe, que partiu preocupada e com arrependimentos? É muito mais digno do que apodrecer com uma doença suja." Encorajado, finalmente me animei a me levantar. Houve hemoptises que eu temia, houve também escarro com sangue; no entanto, a cada vez, superei-os através do Johrei. Milagres existem. Dizem que essa frágil tendência à hemoptise é de natureza alérgica ou congestiva, mas, de qualquer forma, o importante é curar. O escarro vermelho, que ocupava quase todo o mês, gradualmente se tornou mais branco e, rapidamente, fui ficando com mais saúde. A emoção de pisar no chão pela primeira vez ainda hoje é inesquecível. Quando saí para um local visível, eu, que era uma pessoa quase esquecida, fui recebido apenas por olhares mudos e surpresos. O que mais me surpreendeu foi o crescimento das crianças. Ali, vi claramente oito anos de tempo. Em uma tarde de outono, quando as folhas amarelas caíam ruidosamente das árvores de carvalho sobre os túmulos, inclinei-me em silêncio diante do túmulo de minha mãe, agora transformado em uma única lápide. As letras da lápide já se desgastavam com o vento e a chuva; ao curvar a cabeça, as lembranças iam e vinham, e os soluços escapavam involuntários. Quanto tempo fiquei ali? Folhas amarelas caíam sem cessar à minha frente, atrás e aos lados. Uma responsabilidade estava cumprida. Qual seria, dali em diante, o caminho a seguir? Tomado de profunda emoção, desci a colina em silêncio. Em dezembro daquele ano, recebi pessoalmente do Mestre Moriyama o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e recebi o Ohikari. Ao receber Johrei de vários Ministros e fiéis, houve purificações, mas fiquei cada vez mais saudável. Quanto mais saudável ficava, mais sentia vontade de dar a conhecer este mundo de alegria ao maior número possível de pessoas e de guiá-las. Assim, mesmo com dificuldades, pedi ao Mestre Moriyama que me permitisse ajudar na Igreja Média Mibae. A alegria que senti quando ele gentilmente permitiu foi indescritível. A longa viagem do oeste da província de Shimane até Nishinomiya transcorreu em segurança, graças à proteção, e cheguei à igreja são e salvo. Logo depois, também pude fazer uma peregrinação a Atami, e assim chego até hoje. Houve vários altos e baixos, mas tenho sido cada vez mais abençoado com saúde. A cada visita, recebo diretamente a Luz de Meishu-Sama, conheço a alegria de viver e saboreio profundamente minha própria felicidade nestes dias. Meu único desejo é dedicar, ainda que um pouco, minha sinceridade à construção do Paraíso Terrestre neste mundo e, para que esse dia chegue o mais rápido possível, estou disposto a me empenhar de corpo e alma. Salvo de Pneumonia Aguda Província de Oita, Distrito de Naoiri, Vila de Miyato, Ōaza Kujūno Igreja Média Nyoirin, Suga Mitsuyoshi (47 anos) Recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em março de 1946 e, desde então, cultuo o Komyo-Nyorai e participo dos festivais mensais; agora, ainda que com poucas forças, contribuo para a salvação da humanidade. Sou, ainda que modestamente, um dos teístas que acreditam em Deus. No início, por um ou dois anos, porém, não consegui me livrar completamente das concepções religiosas anteriores e, ainda que seja falta de respeito dizê-lo, não conseguia me dedicar de corpo e alma à fé. Contudo, é fato inegável que, nesse período, recebi inúmeros benefícios materiais. Diante de tão grande poder divino, não pude deixar de mudar minha mentalidade. Relatarei uma ou duas entre as inúmeras proteções que recebi. Foi por volta de janeiro de 1950. Meu terceiro filho (cinco anos) e minha quarta filha (sete anos) contraíram coqueluche ao mesmo tempo. Pelo Johrei, apenas o terceiro filho logo se recuperou; a quarta filha, porém, não melhorava nada e piorava a cada dia. Naquela época, eu trabalhava como carpinteiro e, felizmente, o trabalho ficava perto de casa. Eu orava ao Komyo-Nyorai e fazia Johrei antes de sair; voltava ao meio-dia e, à noite, ao regressar, fazia Johrei novamente. Continuei devotadamente todos os dias, mas ela só piorava, até que por fim desenvolveu pneumonia. Parecia que nem o poder de Deus fora suficiente, e ela chegou a um estado quase desesperador. Se já não havia mais salvação, pensei que ao menos precisava levá-la uma vez a um médico, para obter um atestado; mas, naquele estado, ela já não podia ser transportada, de modo que não havia alternativa senão chamar o médico. Fiquei hesitando se o chamaria hoje ou amanhã, e assim se passaram dois ou três dias. Mas o que aconteceu? A enferma, que eu julgava não ter salvação, começou a melhorar gradualmente. A alegria de toda a família quando pensei: "ah, ela se salvou" é indescritível em palavras ou por escrito — resta apenas a palavra "muito obrigado". O benefício material do Komyo-Nyorai não é teoria. Naquele momento, saboreei profundamente a preciosidade da fé. Muito obrigado, Meishu-Sama. Tuberculose Pulmonar, Declarada Incurável, é Curada Cidade de Toyonaka, Província de Osaka, Bairro de Nobatake, Jutaku No. 92 Igreja Média Shūmei, Miyawaki Teruko (26 anos) Relatarei a preciosa experiência de ter sido salva pelo Komyo-Nyorai e transformada de um poço de sofrimento em uma vida cheia de alegria. Desde pequena, fui sempre muito frágil. Aos treze anos, tive pleurisia e, embora tenha conseguido concluir a escola, alguns anos depois peguei um resfriado; ao ser examinada por um médico, fui informada de que tinha tuberculose pulmonar. Tomava injeção de AO, Yatokonin, remédios chineses e assim por diante, como rotina diária; quando melhorei um pouco, comecei a trabalhar em uma empresa, e a doença recidivou. Num hospital em Kobe, fiz uma radiografia, e o médico declarou que ambos os pulmões estavam muito comprometidos e que não havia esperança de cura total. A partir daí, fui para as termas de Beppu para tratamento, mas meu estado não melhorou muito. Foi quando me casei. Tive um filho sem complicações, mas, depois do nascimento, comecei a piorar novamente. Acabei deixando meu amado filho na casa de minha irmã, em Itami, e fui fazer um tratamento de isolamento nas montanhas de Kobe. Via-me definhando a cada dia; ao pensar em meu filho, caí no fundo da tristeza e do desespero. Foi exatamente nessa época que minha irmã ouviu falar do Johrei com o Sr. Uemoto, de Itami, e foi repetidamente aconselhada a visitar o Mestre Okada em Ashiya. Mas eu, tola, mesmo naquela situação, ainda não conseguia despertar do sonho da medicina. Ignorando a gentileza do Sr. Uemoto, continuei tomando estreptomicina, sem nenhum efeito, e meu estado só piorava. Pensei que, desta vez, também não havia mais jeito; com o sentimento de quem se agarra a uma palha, fui visitar o Mestre Okada em Ashiya — hoje, ao olhar para trás, sinto realmente vergonha. Minha irmã levou-me quase carregando. Ao orar diante do altar, pude ver os caracteres do Daikōmyō Nyorai brilhando em ouro. Com uma única sessão de Johrei do Mestre, meu corpo ficou leve e arejado. Que milagre é este? No dia seguinte, muito feliz, fui sozinha, desde cedo, receber o Johrei. A emoção de ter recebido uma graça tão calorosa, mesmo sendo uma pessoa sem fé, é algo que nunca esquecerei em minha vida. A partir de então, meu apetite aumentou enormemente, e fiquei saudável como se tivesse renascido. Graças a isso, pude até voltar a trabalhar. Durante cerca de cinco meses, enquanto me dedicava ao trabalho, tive uma purificação em novembro e não pude mais ir ao escritório. Em dias de chuva ou vento, o Mestre Okada vinha fazer-me Johrei. Quando o recebia, o catarro saía abundantemente, e o aperto no peito e a falta de ar melhoravam muito — a sensação refrescante depois da purificação, o quanto aquilo era agradável, é algo realmente indescritível. Em 25 de novembro, finalmente realizei meu desejo e pude receber o Ohikari da Mestra Mihoko Koyama. A partir de então, tive purificações sucessivas — expectoração, hemoptise, diarreia, sangramento vaginal — mas, a cada vez, sentia profundamente que ficava mais saudável do que antes. Mestre Meishu-Sama, muito obrigada. Quero transmitir ao maior número possível de pessoas esta alegria de ter sido salva da morte para a vida e a honra de poder participar, como membro, da construção do Paraíso Terrestre; e, ainda que de forma modesta, esforço-me dia e noite para retribuir, nem que seja a décima-milésima parte de Sua imensa graça. A Alegria de Ter Sido Salva de um Estado de Desespero Província de Nagano, Distrito de Kamiina, Vila de Minamimuki, Ōkusa Igreja Média Daikō, Fujie Yokozawa (33 anos) Sou uma pessoa que, por muitos anos, esteve acamada e sofreu imensamente, e foi salva pelo Komyo-Nyorai. Transbordando de alegria, apresento este relato, ainda que em texto tosco. "Se não fosse a salvação de Kannon, eu agora Continuaria a sofrer no abismo sem fundo." Assim como neste hino de louvor do Mestre Meishu-Sama, se eu não tivesse conhecido Komyo-Nyorai, penso no que teria sido de mim e sinto arrepios. Foi por volta da primavera do décimo quarto ano da Era Showa (1939): peguei um resfriado e fui para a cama, mas nunca mais consegui me levantar, ficando acamada. A tristeza que senti quando o médico disse que era uma doença no peito, doença que as pessoas evitam, foi indescritível; chorei sem conseguir parar. Comprei todos os remédios que as pessoas diziam ser bons, de um médico e de outro, mas a febre não baixava de modo algum, e eu só ficava mais ansiosa. Cheguei a pensar se não existiria, neste mundo, algo que curasse minha doença; com o coração sombrio, olhava para meu rosto e minhas mãos, que emagreciam, derramando lágrimas. No início, minha mãe e todos os outros cuidavam de mim com muito carinho, como se as mãos alcançassem os lugares que coçam. Mas, diante de alguém que passava oito anos contando os buracos dos nós no teto, acabaram se aborrecendo; minha mãe e os demais da casa também ficaram extremamente exaustos. Cada vez que ouvia as queixas de minha mãe, tanto ela quanto eu chorávamos muito. Sempre que ouvia a notícia de que minhas amigas se casavam uma após a outra, eu, acamada, sentia que, embora fosse o destino, o mundo era cruel demais; sozinha e triste, molhava a gola do futon com novas lágrimas. Em dias de chuva e de vento, sozinha naquela triste cama, não tinha espaço para pensar em outra coisa senão na morte; até mesmo sentir-me observada pelas pessoas me era desagradável. A única coisa que confortava meu coração era a revista "Shufu no Tomo" (Amiga da Dona de Casa). Cansada de ler as mesmas coisas todos os dias, examinava atentamente a seção de anúncios de medicamentos; entre eles, adotei e experimentei os métodos de tratamento da medicina popular caseira publicados pela mesma editora. Fiz fricção com água fria, banho de sol, fricção com gengibre, um após o outro, e eu mesma me admirava de como conseguia continuar. O que me deu melhores resultados foi, de qualquer forma, a fricção, que me trouxe mais alívio; por um tempo, cheguei a me levantar e a brincar no jardim. A alegria daquele momento foi indescritível: eu, que já pensara até em morrer, andava por aí com um sentimento indizível — e quem mais se alegrou com isso foi, sem dúvida, minha mãe. Um dia, cerca de três anos depois, fui informada sobre a "Seicho-no-Ie" e pensei em tentar a fé. Fui rapidamente aceita e, enquanto praticava, de alguma forma meu espírito foi salvo; mas, ainda assim, não adiantou. Talvez por falta de entusiasmo de minha parte, tornei-me novamente acamada; desta vez, meu estado era um pouco mais grave. Depois disso, exatamente em janeiro do 24º ano da Era Showa (1949), chegou o dia em que meu corpo também seria envolvido pela Luz, e pude ser salva pelo gracioso Komyo-Nyorai. A alegria que senti ao ser guiada foi verdadeiramente indescritível; compreendi que este Deus era o Deus da salvação, e meu coração saltitava, minhas mãos dançavam e meus pés não sabiam onde pisar. Graças a isso, pude apegar-me a Ele com todo o coração, sem hesitação. A sensação de receber o Johrei pela primeira vez foi algo que jamais experimentara; meu corpo e minha mente se tornaram leves, e estar deitada tornou-se, de alguma forma, desagradável — então pulei da cama e saí para receber o Johrei com determinação. No dia 2 de fevereiro, para ir ao curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), a cerca de 1 ri e meio (aproximadamente 6 km) de distância, pude ir e voltar no mesmo dia com minhas pernas, que não andavam há anos. Normalmente, minhas pernas doeriam e eu cambalearia, mas não me cansei muito e pude andar sem descansar. A alegria de minha mãe naquele momento foi ainda maior que a minha. Depois disso, meu corpo ficou cada vez mais leve, e toda a minha família, alegre, pôde entrar na fé. Atualmente, tanto eu quanto meu irmão recebemos a qualificação e estamos servindo com devoção. Além disso, acolhemos o Daikōmyō Nyorai, recebemos inúmeras purificações e muitos benefícios materiais, e estamos profundamente emocionados com a grandeza infinita de Sua graça. Ao pensar na felicidade de poder dedicar uma parte do meu serviço a esta sagrada e grandiosa obra da construção do Paraíso Terrestre, estou decidida a me dedicar de corpo e alma e perseverar até o fim. Verdadeiramente, muito obrigada. "Estar saudável agora é algo que não mereço, Penso ser a profunda graça do Buda." "Oh, que alegria! Embora o mundo tivesse cortado minhas esperanças, Conhecendo Kannon, novas esperanças brotaram." Sem me preocupar com a aspereza do texto, apresento este relato de alegria por ter recebido a vida às margens do Rio Tenryū. Cura Completa da Tuberculose Pulmonar Imediatamente Após a Conversão Província de Shimane, Distrito de Hikawa, Vila de Kamitsu, Subdistrito de Uejima Igreja Média Ryūkō, Kuni Hata (28 anos) Há cinco ou seis anos, peguei um resfriado e fui consultar um médico na cidade de Izumo, no bairro de Imaichi. Inicialmente, fui diagnosticada com bronquite e continuei o tratamento, mas não melhorava. Depois de trocar de médico várias vezes, meu corpo foi ficando cada vez mais fraco, então fiz um raio-X. Disseram-me que meu pulmão direito estava bastante opaco e que eu precisava de repouso absoluto, boa nutrição e cuidados. Senti como se minha tuberculose já estivesse no terceiro estágio, e pensei que, a qualquer momento, poderia ter aquela temida hemoptise e vomitar sangue. Senti toda a força do meu corpo desaparecer e fiquei profundamente desanimada. Seguindo as ordens do médico, fiquei em um quarto, sem deixar as crianças se aproximarem, e até meus pais, com medo de contágio, não se aproximavam. Afundei na tristeza e no desespero, apenas esperando a morte. Não posso esquecer aquele momento. Em 20 de março do 24º ano da Era Showa (1949), um vizinho, o Sr. Genjirō Kinosaki, veio me visitar e disse: "Outro dia, fui visitar uns parentes, e a Mestra Hatsuno Sugitani, do Johrei, estava lá. Enquanto conversávamos sobre várias coisas, meu estômago começou a roncar, e a Mestra disse: 'Seu estômago está um pouco estranho. Vou fazer um Johrei para você.' Eu, que me achava saudável e não sentia nada, recebi o Johrei porque meu estômago estava estranho, e meu corpo inteiro ficou como se tivesse levado um choque elétrico — comecei a tremer, e, mesmo recebendo o Johrei em pé, meu corpo começou a balançar para frente e para trás, fiquei quente, e o suor escorria por todo o corpo. Foi uma graça realmente misteriosa. Segundo a Mestra, quase qualquer doença pode ser curada; então, se você também convidar a Mestra e receber o Johrei, com certeza vai se curar." Ele me disse isso com tanta convicção que me senti reviver de alegria. Imediatamente, pedi à Mestra Sugitani que viesse. Quando recebi o Johrei, senti-me muito bem, e a Sensei disse: "Se você ficar em repouso, seu corpo só vai enfraquecer; portanto, mova-se dentro do limite que não force. Sua comida também ficará mais saborosa." Ao ouvir isso, senti como se tivesse nascido de novo. Em abril, o Sr. Kinosaki se converteu, e eu, em 17 de maio, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) do Mestre Ishizaka e me converti. Desde então, recebia o Johrei todos os dias do Sr. Kinosaki. Cerca de dez dias após a conversão, tive uma febre muito alta e sofri muito. À noite, chamei o Sr. Kinosaki para receber o Johrei, e no dia seguinte convidei a Mestra Sugitani, que ficou a noite e me deu Johrei. Na manhã seguinte, senti-me aliviada como se tivesse esquecido a febre, e pude compreender profundamente a graça da purificação e do Johrei. Toda a minha família ficou tão feliz com as graças recebidas que eu também ajudei a fazer mochi para celebrar. Depois disso, minha saúde melhorou rapidamente, como se descascasse uma camada fina de papel, e no final de junho pude até ajudar no plantio de arroz. Posteriormente, recuperei-me completamente e estava trabalhando. Na primavera deste ano, o Centro de Saúde de Hikawa veio à vila para fazer exames de raio-X. Eu também tirei uma foto, e não havia nenhum vestígio de tuberculose pulmonar; estava completamente curada. O médico ficou muito surpreso e, achando estranho, disse: "Será que se cura só com um movimento de mão?" e, inclinando a cabeça, ficou olhando para o meu rosto. Mestre Meishu-Sama, Daikōmyō Nyorai, verdadeiramente muito obrigada. Graças a Sua graça, hoje toda a minha família está completamente saudável, e até ganhamos mais um filho. Estamos passando dias de gratidão. Sei que há muitas pessoas no mundo que sofrem de doenças como a minha, e desejo ensinar isso ao maior número possível de pessoas — por isso apresento este relato. Mestre Meishu-Sama, verdadeiramente muito obrigada. Apresento meus mais profundos agradecimentos. Proteção divina contra a Tuberculose Pulmonar e a Intoxicação Autógena Província de Ōita, Distrito de Ōita, Vila de Ishigawa Igreja Média Nyoirin, Midori Katō (33 anos) "Se não fosse a salvação de Kannon, eu agora Continuaria a sofrer no pântano sem fundo." Ao olhar para trás, para esta época no ano passado, e pensar no hoje, agradeço a Mestre Meishu-Sama e ao Komyo-Nyorai, com este texto tosco, por esta graça da enorme transformação tanto no corpo quanto no espírito. A época das flores de cerejeira é considerada uma crise para os pacientes de tuberculose; por isso, até agora, eu olhava com rancor para as flores que deveriam ser admiradas por sua beleza. No outro dia, porém, ao ver as cerejeiras de floração precoce, fiquei simplesmente tomada por uma emoção indescritível, alegrando-me com a primavera. Não encontro palavras para expressar minha gratidão pela alegria de hoje, em que posso verdadeiramente considerar as flores belas com o coração. A primeira vez que recebi o Johrei foi no dia do Bon (Festival dos Mortos) do 25º ano da Era Showa (1950). Pensando agora, acho que foi uma orientação de algum ancestral meu. Naquela época, meu estado de saúde era tal que eu passava a maior parte do dia na cama, e havia melhorado um pouco a ponto de, quando ia ao banheiro, aproveitar para dar uma volta pelo quarto. Desde que adoeci em novembro do 23º ano da Era Showa (1948), quando me sentia um pouco melhor, saía para passear lá fora, sem seguir o repouso absoluto recomendado pelo médico, e cada vez que fazia isso tinha uma recaída. A partir do início do 25º ano da Era Showa (1950), a febre subia para 38 graus quase todos os dias. Por volta de abril, comecei a ter suores noturnos, tosse e catarro em quantidades assustadoras; a febre ultrapassava os 39 graus, perdi completamente o apetite e fiquei só pele e osso. O médico disse: "Acho que há uma cavidade. Vamos aplicar umas vinte injeções de micina e, quando seu corpo estiver um pouco mais forte, veremos se podemos fazer um pneumotórax ou uma cirurgia." Não podendo morrer e deixar meus dois filhos, mesmo sem dinheiro para o hospital, peguei dinheiro emprestado e tomei quinze injeções de micina, melhorando até o estado mencionado acima. As primeiras pessoas que me guiaram foram o Sr. Katsuhiro Abe e o Sr. Tamotsu Sakurai, que ainda eram jovens. Mesmo ouvindo várias explicações deles, não acreditava em nada. "Não é algo que toque no corpo, e eles vieram de longe (a 3 ri, aproximadamente 12 km, da cidade de Ōita)... [trecho omitido] ...veio pela estrada da montanha", pensei, e recebi o Johrei. Ver os dois jovens, no calor do verão, agitando as mãos de ambos os lados do futon era uma cena que me fazia sentir vergonha, embora na época eu apenas achasse engraçado. No dia seguinte e no outro também, quando os via aparecer na entrada, pensava — hoje reconheço que foi imperdoável: "Mesmo sendo jovens, sacrificam o feriado de Obon e, apesar de eu e meu marido sermos tão rudes, eles têm tanta paciência." Então ocorreu-me que, se o meu corpo, que havia melhorado apenas com o movimento das mãos sobre a cabeça, viesse a piorar, não seria bom; e, como o poder divino existe, resolvi continuar por um tempo e fiz o pedido. A partir de então, recebendo a gentil orientação do Professor Tomita, de Oita, e da Professora Himeno, de Kaku, por volta da décima primeira sessão de Johrei, comecei a sentir a passagem da energia espiritual e, dia após dia, meu corpo parecia ficar mais leve. Até então, eu precisava de bolsa de água quente do outono à primavera; mesmo no verão, meus pés e mãos ficavam frios, mas agora estavam quentes. Embora tossisse e expelisse muito catarro, ao me levantar não me sentia mais tão cansada. Compreendi que a medicina anterior, como a micina, era uma terapia de fixação, e no dia 3 de novembro atravessei as estradas de montanha até a cidade de Oita e voltei no mesmo dia, recebendo o Ohikari. A alegria desse momento não cabe aqui. Graças à proteção divina, senti apenas cansaço nas pernas, sem nenhum outro problema, e no dia seguinte não parecia que eu tinha feito um esforço tão grande para um corpo como o meu — foi realmente como um sonho. A preciosidade deste Caminho só a compreendemos no corpo ao receber o Johrei; a gratidão pelo Ohikari se torna ainda mais profunda e, ao começar a fazer o movimento das mãos, percebemos que o sentimento de retribuição em gratidão e a fé se aprofundam mais ainda, exatamente como os Ministros diziam. Pouco depois de receber o Ohikari, minha filha Kyoko (na época com dois anos e três meses) teve intoxicação autógena e vomitou por cinco dias seguidos, a ponto de temermos que ela não resistisse fisicamente. Mas, encorajados pela orientação dos Ministros de que "mesmo que se vá até 90%, se nos agarrarmos com todo o coração e sinceridade, receberemos a proteção divina nos 10% restantes", finalmente recebemos essa proteção. Naquela ocasião, na manhã do segundo dia do início da doença, ao receber o papel espiritual (Reishi), uma lombriga saiu pela boca dela junto com aquela água sagrada. Na segunda vez, na manhã do terceiro dia, enquanto eu fazia o norito e o Johrei, meu peito ficou muito quente e, ao mesmo tempo, Kyoko fez uma careta como se fosse vomitar, e então apenas mais uma lombriga saiu lentamente. Fiquei surpresa. Em ambas as ocasiões, ela não vomitou nada do que havia comido; além disso, apesar de tanta náusea e dor abdominal, dormia profundamente à noite. Pensei que a medicina jamais poderia explicar isso. Recém-ingressa na fé, recebemos uma proteção divina de purificação tão valiosa e, sentindo apenas gratidão, cada experiência se tornou uma lição preciosa. Assim, compreendendo cada vez mais a grandeza do poder de Deus, no dia 24 de dezembro meu marido também pôde ingressar na fé. Depois disso, tenho me fortalecido a cada dia. Cheguei a pensar que as pessoas tratadas com micina experimentariam uma purificação mais intensa, mas venho me fortalecendo como quem descasca uma fina camada de papel. No ano passado, eu olhava com medo, cada vez que saía, para a quantidade de catarro; agora, tenho vontade de agradecer. E, desejando que o maior número possível de pessoas compreenda a alegria da minha própria salvação — ainda que eu não consiga retribuir nem um décimo-milésimo da graça recebida —, desejo dedicar minhas humildes forças à construção do Paraíso Terrestre, passando meus dias em gratidão. Agradeço de coração à Grande Compaixão do Komyo-Nyorai e de Meishu-Sama, e tenho a honra de relatar, com minha escrita imperfeita, a felicidade de poder usufruir destas grandes Graças Divinas. Meishu-Sama, muito obrigada. Apresento meus mais profundos agradecimentos. Salvo da Tuberculose Intestinal, uma Família da Luz Vila de Honzan, Distrito de Mitoyo, Província de Kagawa Igreja Média Ohara, Shirakawa Masakazu (33) Segurando a barriga, que doía como se uma agulha a perfurasse, eu suportava silenciosamente, várias vezes ao dia. "Mesmo tendo tanto cuidado com a comida, hoje também serei atormentado por isso?", pensava, sentindo pena de mim a cada três dias, quando a dor abdominal aparecia. Foram quatro anos de luta contra a tuberculose, desde que o médico militar me alertara sobre o estágio inicial da tuberculose intestinal. Desde então, diarreia mensal, fezes com sangue e pus e ainda dor no lado direito. Em setembro de 1946, como não havia remédio que curasse, comecei, relutantemente, a moxabustão, da qual nunca gostei. Dois ou três dias depois, os sintomas do lado direito pararam completamente. Alegrei-me e acreditei que em três meses estaria completamente curado. Continuei por um ano e seis meses, sem faltar nem na época da colheita nem nas manhãs frias de inverno, mas, ao contrário das minhas expectativas iniciais, o efeito parecia diminuir gradualmente: embora os sintomas tivessem cessado, se eu relaxasse por dois ou três dias, eles voltavam como antes. A esperança que eu via no meu futuro começou a desaparecer e, secretamente, preparei-me para uma vida curta. Em 21 de fevereiro de 1948, enquanto ouvia a palestra evangelizadora, cheia de sinceridade, do jovem Professor Hikawa, a dúvida e o desprezo que eu inicialmente sentia ficaram reprimidos num canto da mente, e me candidatei à fé. "É isto", pensei, e naquele mesmo dia parei com a moxabustão; joguei fora também os remédios. Em 14 de março de 1948, recebi o Ohikari do Professor Ishihara. Naquela noite, comecei a fazer o Johrei em tudo o que via pela frente. Praticando Johrei em mim mesmo por cerca de cinco minutos diários, durante uma semana, meu estômago e intestinos se curaram completamente — eu, que não conseguia tirar a cinta abdominal de lã nem no verão, agora a achava incômoda. O sangue nas fezes e o pus pararam. Desde então, comecei a comer de forma irregular, seguindo meu apetite, mas nenhum sintoma voltou a aparecer. Junto com a saúde do estômago e dos intestinos, a sensação de peso na cabeça, que era uma fonte de sofrimento, também desapareceu, e meu humor mudou por completo. Se não tivesse conhecido esta Igreja, talvez já tivesse partido deste mundo — só de pensar nisso, parece um passado assustador. Como poderia deixar de retribuir a graça recebida, Quando penso na felicidade de estar vivo agora. Desde então, há dois anos, nossa família vive completamente sem medicamentos. A disenteria epidêmica de uma criança foi curada com apenas uma sessão de Johrei, e a meningite, ainda no estágio inicial, foi completamente curada em apenas uma semana. Nossa família transborda de bênçãos pelas quais só podemos agradecer. Em março do ano passado, todos os cinco membros da família puderam ingressar na fé; em 3 de julho, recebemos do Presidente a entronização do Daikōmyō Nyorai; e, em 22 de outubro, tivemos a honra da primeira visita do Mestre Iwamatsu a Sanuki. Sinto-me imensamente honrado e emocionado até as lágrimas. Ao longo de dois anos de vida de fé, pude compreender o significado de eu, o mais grave, ter sobrevivido e estar hoje com um corpo completamente saudável, enquanto todos os meus amigos doentes faleceram. Sentindo a condução do grande poder que sempre me salvava enquanto eu vagava à beira da morte, pude compreender claramente o que era esse poder. Especialmente naquele fenômeno espiritual misterioso, quando minha esposa foi ressuscitada da beira da morte, a mão estendida do Komyo-Nyorai era a vontade profunda de me usar, a mim, um ser impuro, na grande obra da construção do Paraíso Terrestre. Esta noite, algo aperta meu coração — pensando bem, foi realmente imperdoável. Agora é o momento de me dedicar a esta obra sagrada. Como poderia deixar de responder à profunda vontade de Deus? Este corpo pecaminoso, sem ser repreendido, É abundantemente agraciado com grande felicidade. Ao Buda que me concedeu a vida que expande a alma, Como poderia deixar de retribuir enquanto eu viver? Esta Proteção Divina Mesmo para Doenças Difíceis Vila de Tsuji, Kawamo-mura, Distrito de Jōbō, Província de Okayama Igreja Média Seirei, Moriwaki Chieko (22) Pela graça do Komyo-Nyorai, fui salva de uma doença incurável e ainda recebi um poder precioso. Com minha escrita imperfeita, relato um pouco da minha gratidão pela proteção divina diária. Olhando para trás, desde julho do ano retrasado, comecei a sentir um desconforto constante no abdômen, que foi piorando gradualmente: diarreia, úlcera duodenal, beribéri cardíaco e, por fim, infiltração no pulmão esquerdo. No fundo do desespero, tendo apenas jornais e revistas como companhia, passava dias longos e solitários. Então, ao conhecer a terapia do pneumotórax, segui rigorosamente cada palavra do médico, melhorei aos poucos, passei até a cozinhar e fiquei feliz. Mas, quando faltava pouco, o efeito do pneumotórax parecia não fazer mais tanta diferença. Meu humor, como o tempo, alternava entre dias ensolarados e nublados; não tinha perseverança para nada e seguia vivendo inconscientemente. Então, numa tarde, a Sra. Morinaka, minha vizinha, trouxe três ou quatro exemplares do Jornal Kyusei. Li-os de cabo a rabo e vi que pessoas com a mesma doença incurável que a minha haviam se curado completamente. Percebi que muitas pessoas estavam recebendo essas bênçãos e pensei se eu também poderia recebê-las. Meu ânimo melhorou um pouco, e decidi ir à casa do Professor uma vez. Em 9 de agosto, por acaso, o Professor veio, e a pessoa que me mostrara o jornal sugeriu que eu ouvisse a conversa; então pedi que ele viesse à minha casa. Eram histórias que eu nunca tinha ouvido; passamos a noite acordados. Era o Professor Hirose; tudo o que ele dizia fazia sentido, e minha família, de cinco pessoas, concordava com a cabeça. O Professor fez o Johrei em mim. No início, senti-me envergonhada e achava aquilo estranho, ajoelhando-me diante dele com uma sensação de inquietação, mas, depois de duas ou três sessões, senti os ombros um pouco mais leves. O Professor explicou várias coisas sobre a doença e recomendou que, mesmo que eu me sentisse enganada, continuasse o Johrei por uma semana. Decidi ir todos os dias ao templo provisório de Takahashi, que ficava a cerca de 50 minutos a pé da estação, descendo do topo da montanha. Antes, se eu me esforçasse um pouco, minha cabeça ficava pesada e meu corpo todo ficava mole; mas, depois de uma ou duas semanas, mesmo subindo a ladeira todos os dias, não sentia mais dor e me tornei muito mais saudável. Meus pais também ficaram surpresos com minha melhora dia após dia. Tendo conhecido isso em 9 de agosto, pedi ao Professor para ingressar na fé. Naquela época, meus pais também compreenderam, e eu e minha irmã mais nova recebemos esse poder em 21 de agosto. Aos poucos, fui conhecendo a preciosidade da salvação; meu irmão mais novo também recebeu o Ohikari, e recebemos ainda o precioso corpo divino (Imagem da Luz Divina). Naquela ocasião, o Presidente, o Professor Hirose, o Professor Hara e muitos membros realizaram uma cerimônia solene para nós — foi realmente uma bênção, e não tenho palavras para agradecer. Desde 9 de agosto, nem penso mais na minha doença e trabalho todos os dias. Recebemos o precioso corpo divino junto com meus três irmãos, e sou imensamente grata. Oro para que meus pais também recebam esse Ohikari e que possamos ter uma fé unida como família. Além disso, no Culto Especial de Outono do ano passado, tive a honra de visitar o santuário com meus dois irmãos mais novos e pude contemplar cada árvore, cada folha de grama e cada pedra do precioso Paraíso Terrestre, profundamente comovida por uma emoção nova. Diante da grandeza do poder divino que nos salva dessa forma, só posso sentir gratidão e comoção. Não sei como agradecer pela orientação calorosa que recebi até agora do Presidente e de todos os mestres; lamento não conseguir expressar isso plenamente. De agora em diante, sob a orientação dos mestres, desejo salvar o maior número possível de pessoas que sofrem, retribuindo nem que seja um décimo de milionésimo da graça recebida. Muito obrigada por toda a proteção divina. Salva da Tuberculose Mortal Sunami, Vila de Kōbe, Distrito de Ketaka, Província de Tottori Igreja Média Ōjin – Ushio Kikiko (24 anos) Minha iniciação na fé ocorreu no início de abril do 23º ano da Era Showa (1948). Fui ensinada a acreditar que Deus não existe e a exaltar a ciência, e eu mesma repetia isso — mas foi a doença que salvou a mim, uma ateia. Eu tinha tuberculose pulmonar. Por ser considerada uma doença incurável, o impacto sobre mim, sem falar na minha família, foi enorme. Médicos, remédios, orações — tentei tudo o que me indicavam como bom, mas não melhorava em nada; a condição só piorava. No fim, não apenas os pulmões, mas também os intestinos foram afetados, e recebi dos médicos a sentença de morte duas ou três vezes. Nesse estado grave, recebi o Johrei do Mestre Yamauchi, que viera da Igreja Hirosaki, em Quioto. Inicialmente cética, fiquei surpresa ao conseguir me levantar em um período incrivelmente curto. O espanto daqueles ao meu redor, que esperavam minha morte, foi imenso. Cerca de um mês após deixar o leito, pude também visitar a Sede; depois disso, enquanto me dedicava ao Johrei, recebi a purificação da sarna. Apenas cerca de seis meses haviam se passado desde que me levantei, e a sarna, que aparecera em quase todo o corpo, também sarou completamente em seis meses. Ainda recebo muitos milagres, mas encerro aqui meu relato. Apresento meus mais profundos agradecimentos. Salvo da Doença Pulmonar Enquanto Trabalhava 2-40, Higashi Okubo, Shinjuku-ku, Tóquio Igreja Média Nikko – Murai Toshinori (31 anos) Com respeito, apresento meu agradecimento e meu relato. Tenho 31 anos e sou carpinteiro. Recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em julho do 24º ano da Era Showa (1949) e, em 1º de janeiro do ano passado, tive a honra de consagrar o Komyo-Nyorai. Em abril do 24º ano da Era Showa (1949), eu mesmo contei mais de trinta cavidades nos pulmões, desde o tamanho de uma bola de pingue-pongue até o de um feijão azuki. Os médicos disseram que eu precisaria amputar ou incisar e passar por cirurgia plástica. Três anos antes, durante o tratamento de pneumotórax artificial, lendo furtivamente livros médicos especializados e reunindo as palavras ocasionais dos médicos, percebi que minha condição era pior que o estágio II e que, embora o tecido pulmonar fosse um pouco mais saudável que o estágio III, ainda assim era grave. Aos 18 anos, fui diagnosticado com tuberculose incipiente e comecei meu primeiro tratamento, mas a doença recaía a cada três anos. Em abril do 19º ano da Era Showa (1944), na quarta recaída, tive hemoptise e acabei ficando de cama. Recebi ordem de repouso absoluto e, um ano depois, fui vítima de um bombardeio; até voltar para minha terra natal, não saí de casa. Na terra natal, iniciei o pneumotórax artificial: insuflavam-me, no máximo, mil centímetros cúbicos, comprimindo todo o pulmão direito, o que me permitia fazer exercícios muito leves. No entanto, por ser uma cidade pequena, eu era rejeitado como tuberculoso e precisava ter cuidado até mesmo para me relacionar com outras famílias; os parentes próximos agiam da mesma forma, e esse sofrimento era maior que o da própria doença. Abandonei até o campo que minha mãe abrira com seu suor e, ciente de que era um ato suicida, vim para Tóquio, escondendo a doença pulmonar e procurando trabalho. Mesmo assim, graças ao amor materno, recebi algum tratamento médico; mas em abril do ano retrasado caí no estado mencionado e fui forçado a submeter-me a uma cirurgia sem garantia de vida, recebendo a sentença: "No melhor dos casos, você poderá fazer trabalhos de escritório." Imaginem meu estado de espírito naquele momento. Foi quando conheci uma crente chamada Izawa, que viera pregar na casa de um vizinho conhecido, e recebi o Johrei. No início, arrastava meu corpo esquelético todas as noites, pedindo ajuda: levava 30 minutos para percorrer meros 300 metros. Em um mês e meio, porém, recuperei-me a ponto de conseguir correr a maior parte desses 300 metros. Ouvi falar do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e quis recebê-lo imediatamente, mas as finanças não o permitiam. Um mês se passou; mesmo economizando metade do custo de vida mensal e vendendo roupas, não consegui juntar o dinheiro. Hesitante, adiei por mais um mês. Concentrei-me em vender mais roupas, mas elas não se vendiam facilmente. Então, uma pessoa comovida adiantou-me o dinheiro, e pude receber o tão esperado Ohikari um mês antes do previsto. No terceiro dia do curso de preparação para receber o Ohikari, ao recebê-lo e voltar para casa, a proteção divina veio imediatamente: eu, que por causa da tuberculose era expulso das casas alugadas e não tinha um quarto tranquilo, recebi um cômodo de quatro tatames e meio e, no dia seguinte, um trabalho em que me pediram para ajudar. A partir do dia seguinte, com a alegria a me fazer esquecer a dor, trabalhei como carpinteiro todos os dias e, na volta, passava sempre pela casa de Izawa. Segundo ela, o quarto em que eu ficava cheirava mal a noite toda. Assim, em outubro, minha mãe também recebeu o curso de preparação para receber o Ohikari; pude receber o Johrei em casa, minha condição física melhorou constantemente e, no final do ano passado, recebi a graça de ter as cavidades organizadas e as infiltrações eliminadas. Tive hemoptise em 1º de novembro e em 1º de dezembro, mas, a cada vez, o trabalho ficava mais fácil; completei um trabalho de empreitada e, então, pedi imediatamente o Corpo Divino (Imagem da Luz Divina), que consagro desde 1º de janeiro do ano passado. Além disso, quanto à obtenção dos fundos para o curso de preparação para receber o Ohikari, recebi a seguinte proteção divina. No início de abril do 24º ano da Era Showa (1949), antes de ficar de cama, alguém me encomendou um altar budista. Como eu trabalhava numa fábrica de implementos agrícolas e era carpinteiro, mesmo depois de ficar de cama por causa da recaída, pensei que a pessoa precisava do altar rapidamente. Pedi, então, a dois subordinados e a um mestre em implementos agrícolas que o fizessem — mas os três tiveram dor de cabeça em menos de uma hora e, por mais que tentassem, não conseguiram continuar. Deixei o trabalho de lado até julho. Movido pelo desejo de obter o dinheiro para o curso de preparação para receber o Ohikari (dinheiro que, inicialmente, seria para ajudar nas despesas da casa), refiz tudo desde o início. Não houve mudança alguma em minha condição, e completei o trabalho em dois dias, recebendo uma proteção divina profunda. Agora, recebendo ocasionalmente purificações leves, sinto-me cada vez mais saudável e dedico-me ao trabalho, falando do Caminho às pessoas da vizinhança. Ainda estou cheio de nuvens espirituais e não posso ser útil em nada, o que é deveras lamentável; meu único desejo é retribuir nem que seja um décimo-milésimo da graça que recebi. Acima, um texto tosco; aqui, expresso um pouco da minha gratidão e comoção. Uma Família Sem Ansiedade de Asma Após a Tuberculose 4-2, Ota-cho, Mizuho-ku, Nagoya-shi, Aichi-ken Igreja Média Shinko – Ozone Sumie (25 anos) Faz mais de um ano que fui iniciada na fé. Poder viver alegremente neste mundo, apesar de minhas muitas impurezas, devo inteiramente ao poder de Meishu-Sama e à orientação constante do Presidente e de todos os mestres. Agradeço profundamente. Olhando para trás, era setembro do 24º ano da Era Showa (1949). Um resfriado que em geral sarava rápido mostrou-se excepcionalmente forte, com tosse incessante e dificuldade para respirar; consultei, então, um médico. O raio-X revelou uma sombra na parte superior do pulmão esquerdo, e recebi ordem de repouso. A partir daí, levei uma vida de tratamento mais rigorosa do que a recomendada: remédios três vezes ao dia, temperatura medida duas vezes, a melancolia do pneumotórax artificial e, quando eu achava que estava melhorando, a doença piorava irremediavelmente por qualquer motivo pequeno. No início, ia ao hospital sem dificuldade; com o passar dos dias, porém, ficava ofegante e, no fim, chegava a me encolher dentro do bonde. Esperava que o clima melhorasse em novembro, mas senti dor no pulmão direito e, mesmo após dois meses, não havia sinais de melhora — pelo contrário, parecia piorar. Além disso, meu estômago começou a doer, e eu tomava doses extras de Ebios (um suplemento) em todas as refeições. Foi nessa época que a Mestra Nami Komori, minha vizinha, incentivou-me calorosamente a ouvir a palestra da Igreja Messiânica (Kyusei-kyo), e fui até a igreja. Ao ouvir as explicações, concordei com muitos pontos e decidi continuar com o Johrei. A partir de então, parei completamente os remédios. Logo comecei a ter suores noturnos, algo que não me acontecia antes, e a tosse, que havia diminuído, voltou a ponto de não me deixar dormir — uma condição inesperada. Mas, sabendo que era o processo de purificação de que tanto ouvira falar, pude ir à igreja todos os dias sem nenhuma ansiedade. Essa condição desapareceu em cerca de dez dias, e meu corpo se transformou, ficando mais forte a cada dia. Meu rosto, antes pálido, ganhou viço, a ponto de os vizinhos perguntarem, admirados, como eu melhorara tão rapidamente. A dor no peito, que fora tão intensa, desapareceu sem que eu percebesse, e pude começar a limpar e arrumar a casa aos poucos. No sexto dia após ouvir a palestra, em 23 de novembro, minha mãe recebeu o Ohikari; em 11 de dezembro, eu e meu marido tivemos a mesma honra. Esse momento de alegria e gratidão é inesquecível. Jurei transmitir, ainda que com minhas forças limitadas, o precioso poder do grande Meishu-Sama àqueles que ainda não o conhecem. Com a iniciação, até meu filho mais velho, de dois anos, pôde receber as bênçãos. Ele era saudável desde o nascimento, mas, após uma coqueluche em março, desenvolveu asma infantil e tornou-se uma criança fraca, resfriando-se com frequência. Enquanto eu recebia o Johrei, passei a aplicá-lo diariamente nele e, sem que eu percebesse, a asma infantil, temida como doença para a vida toda, desapareceu. Ao ver a criança brincar, com o rosto saudável e cheia de energia, todos nos alegramos, agradecendo e passando os dias com gratidão, dizendo que ele é uma criança abençoada pelo Ohikari. No entanto, apesar de receber benefícios materiais tão maravilhosos, ainda restava em mim a mentalidade materialista de antes, e cometi o erro seguinte. Foi por volta das 7h30 da manhã do dia 15 de abril. Minha mãe, que dissera que se deitaria por não se sentir bem, começou a sofrer visivelmente, contorcendo o corpo em forma de "U" — gemidos, febre alta, rosto pálido, olhos fundos, narinas dilatadas, uma expressão terrível. Pensei que não havia mais jeito; não conseguia considerar aquilo uma purificação. Ao ouvi-la gemer "médico, médico", saí correndo de casa, pedi uma visita médica e fui chamar meu marido. Quando, pouco antes de chegar em casa, encontrei o médico, que já havia terminado a consulta, ele disse: "O coração apenas subiu um pouco, não há preocupação, mas já apliquei uma injeção." Voltei e fiquei ao lado do travesseiro por cerca de três minutos. De repente, entre os gemidos, ela começou a gritar: "Ah, minha mão está encolhendo, minha mão está encolhendo!" — e tentava esticá-la com uma das mãos. Ao ver aquilo, meu coração pareceu que ia se partir. A Mestra Komori disse: "Não adianta fazer Johrei em quem age errado, mas, como é uma pena, vou fazer" — e começou a realizar o Johrei. Passados cerca de quarenta minutos, os dedos se esticaram e voltaram ao normal. Nunca havia sentido tão profundamente a preciosidade e a gratidão do Johrei como naquele momento. Depois de uma hora e meia em estado de agonia, às onze e meia, a tensão que tomava conta de mim pôde transformar-se em alívio. Por meio da purificação de minha mãe, conheci o terror das toxinas medicamentosas e, ao mesmo tempo, aprofundei minha fé. Desde que passamos a venerar o Komyo-Nyorai, minha casa se tornou realmente mais iluminada. Cada vez que oferecemos o Hino de Louvor, algo me comove profundamente. Muito, muito obrigada. Da Desesperança à Alegria da Gratidão – Meu Marido, que Tentou o Suicídio, Foi Salvo Miyagi-ken, Tome-gun, Minamikata-mura, Saigō Igreja Média Aiwa, Satō Ryōko (37 anos) Nós, que vivíamos atormentados na lama do desespero, fomos literalmente das trevas para a luz, salvos pelo poder incomparavelmente sublime do Komyo-Nyorai. A felicidade de poder passar dias de alegria como esta não tem comparação. Agradeço profundamente a Meishu-Sama e, ao mesmo tempo, relato uma parte da proteção divina que recebemos. Meu marido, Sadayuki, portador de uma doença de guerra, já não gozava de boa saúde; em julho de 1945, esteve muito tempo acamado. Após a morte de sua primeira esposa, ele era o único responsável por quatro filhos pequenos e estava extremamente ocupado, tanto em casa quanto no trabalho. Foi então que, em abril de 1946, casei-me com ele. Tendo perdido minha mãe quando criança, desejei ser uma boa mãe para aquelas crianças infelizes e casei-me cheia de esperanças — mas, a partir do dia seguinte, começou minha vida de sofrimentos. Isso porque o filho mais novo de meu marido, de dois anos, contraiu coqueluche que evoluiu para pneumonia dupla, com febre em torno de 40 graus durante dois meses. Na colheita de maio, eu e meu marido, ainda desorientados com a vida pouco familiar, cuidamos dele sem dormir à noite; mas foi em vão, e ele acabou morrendo. Meu marido ficou completamente arrasado. Quando se completaram os cem dias da morte da criança, ele começou a ter diarreia devido a uma pequena intoxicação alimentar; a diarreia durou três semanas e chegou a apresentar sangue nas fezes. Apesar de tentarmos de tudo, não melhorava. Talvez tivesse pegado um resfriado. Na noite de 9 de outubro de 1946, teve febre alta de mais de 40 graus, com aperto no peito, e começou a delirar, o que muito me assustou. Prestei primeiros socorros, passei uma noite de ansiedade e, na manhã seguinte, chamei meu primo, que era médico, para examiná-lo. O diagnóstico foi bronquite, além de distúrbios gastrointestinais e beribéri, e ele disse que era um caso bastante grave. A partir desse dia, começaram cinco longos anos de vida no leito. Por causa da bronquite, quando parecia cochilar, gotas de suor do tamanho de feijão escorriam por todo o corpo, molhando instantaneamente a roupa e o lençol, que precisavam ser trocados mais de dez vezes por dia. Isso continuou por mais de dez dias, deixando-o completamente debilitado, a ponto de a pleurisia — a doença de guerra — reaparecer. A partir daí, ele ficou em repouso absoluto e seguiu com o tratamento medicamentoso. Felizmente, meu primo veio hospedar-se conosco e tentou todos os tratamentos possíveis; em cerca de dois meses, ele conseguiu se sentar na cama. Mas a alegria durou pouco: por um ligeiro excesso de esforço, pegou um resfriado, as amígdalas incharam, mal conseguia se alimentar e ainda recebeu o diagnóstico de infiltração pulmonar. Novamente, repouso absoluto e todos os tratamentos possíveis foram tentados; por volta de fevereiro do ano seguinte, ele finalmente conseguiu se sentar na cama — mas, de novo, a alegria foi passageira. Desta vez, as aderências da pleura da época da doença de guerra se soltaram, e ele desenvolveu pericardite, com fortes dores no peito e nas costas e febre alta. Repouso absoluto outra vez, e compressas duas vezes ao dia, de manhã e à noite. As veias, já muito castigadas, não suportavam mais injeções intravenosas; a rotina diária passou a ser de quatro a cinco injeções subcutâneas por dia. Com o calor, ele foi se recuperando e, por volta do verão, conseguia se arrastar até a varanda. Tomávamos cuidado, mas na manhã de 16 de agosto, pelo calendário lunar, meu marido estava bem; quando voltei para casa depois de sair, ele havia mudado tanto que oscilava entre a vida e a morte. No dia seguinte, perdeu completamente a voz, e os dias de dor e angústia continuaram. Como a garganta doía e ele não conseguia falar, o médico disse que achava ser um catarro crônico, mas que também havia preocupação com tuberculose laríngea, e recomendou desinfecção completa e cuidados redobrados. Naquele momento, as lágrimas vieram primeiro; fiquei atordoada, sem saber o que fazer. Com meu marido, pilar da família, acamado por doenças sucessivas, e as crianças pequenas, a família estava completamente imersa na escuridão. Lutamos com todas as forças para curá-lo e, em novembro de 1947, ele começou a melhorar um pouco; finalmente, pudemos respirar aliviados. Mas, por algum innen, apenas por ter batido levemente a cabeça quando estava de bruços, ele gritou e começou a se debater de novo, dizendo que sentia a cabeça voando pela sala. Passou uma semana inteira segurando a testa, e o médico disse que era um distúrbio do nervo trigêmeo. Depois disso, permaneceu em repouso absoluto, deitado de costas, sem emitir som, e passou no leito o segundo Ano Novo desde o início da doença. À medida que o tempo esquentava, recuperava as forças e conseguia sair da cama; esperávamos que, desta vez, ele pudesse se levantar. Mas, na tarde de 6 de julho, embora estivesse bem e sentado, desenvolveu, devido ao excesso de peso, um coração gorduroso e, de repente, teve um ataque de angina. Chegamos a pensar que morreria, mas, graças ao tratamento cuidadoso dos médicos, ele se acalmou. Mesmo quando disseram que já podia se levantar, sua ansiedade não diminuía nem um pouco; ele reclamava constantemente de palpitações e tonturas — eu, sua acompanhante, não podia nem ir ao banheiro. A partir daí, quantas injeções de cardiotônico ele tomou por dia! Não satisfeitos apenas com medicamentos, tentávamos tudo o que parecia bom: líamos a Seicho-no-Ie e revistas sobre luta contra doenças e começamos, com paciência, uma terapia mental. Mas ele continuava a sentir dores várias vezes ao dia. Quando pensávamos que estava melhorando, a dor no coração piorava de repente. Cada vez que chamávamos o médico, ele dizia apenas: "Não é nada grave, tente se levantar mesmo com esforço", sem nenhum tratamento especial. Mas o sofrimento do doente era intenso, e ele repetia: "Não desejo nem para o filho de um inimigo uma doença como esta." Com tanta dor e angústia, quantas vezes tentou o suicídio quando não estávamos olhando, quantas vezes pediu que morrêssemos juntos, quantos dias passamos em lágrimas! A intensidade de seu sofrimento era algo que nem eu, sempre a seu lado, conseguia imaginar. Em meio a essa escuridão, enfrentamos o terceiro Ano Novo no leito de doença. "Que este ano seja bom", eu orava a Deus, e lágrimas escorriam involuntariamente pelo meu rosto. Mesmo com o calor, ele permanecia deitado de costas, sem melhorar, mas também sem piorar particularmente. Quando passou o período da colheita de maio, de repente os ombros, os braços e as costas começaram a doer. Até então, ele se comunicava por escrito; agora não conseguia segurar uma caneta, dar corda ao relógio ou apertar o botão da campainha. Impossibilitado de se mover, sem poder falar e ainda com as mãos imobilizadas, a angústia de meu marido era tão comovente que dava pena vê-lo. Fazíamos um quadro de letras e, apontando para cada caractere, ele conseguia transmitir sua vontade, mas não comunicava nem uma fração do que pensava; às vezes, nem tinha forças para apontar. Eu, a acompanhante, e ele, o doente, ficávamos apenas impacientes. Com esses sintomas se repetindo, passamos mais um Ano Novo — o de 1950 — no leito. Embora soubesse que era uma esperança vã, eu fazia o possível para cuidar dele, pensando que, quando esquentasse, ele melhoraria. Mas continuava sem voz, com tonturas e palpitações, e não conseguia se mover. Sua ansiedade não diminuía, e eu precisava cuidar dele 24 horas por dia, passando os dias apenas a sofrer ao seu lado. Além de todo o sofrimento, o médico sempre dizia: "A doença está estabilizada, tente fazê-lo se levantar mesmo com esforço. É porque você o ajuda demais que ele não consegue se levantar." Quando tentávamos forçá-lo a se levantar, ele fazia uma careta de dor, como se tivesse saído do inferno, e dizia: "Espere mais um pouco. Não preciso que me digam, mas prefiro ficar deitado uma hora do que um minuto." Não havia nada que pudéssemos fazer, além de continuar sofrendo. Restava o último recurso: o tratamento com estreptomicina e PAS, novos medicamentos para tuberculose. Embora a esperança fosse pequena, tentamos o PAS, pensando que talvez ele recuperasse a voz. Ele disse que urinava muito e se sentia muito sufocado, mas, mesmo assim, tomou um comprimido à força. Enquanto não conseguíamos a estreptomicina, ouvimos de um vizinho a maravilhosa história do Johrei. Imediatamente pedimos ao senhor Satō que viesse à nossa casa; isso foi exatamente no início de junho de 1950. Como já era tarde da noite, ele apenas passou a mão sobre o futon em que meu marido estava deitado. Meu marido disse que o corpo ficou bem quentinho e que se sentiu bem. Aproveitando a ocasião, pedimos mais três vezes e recebemos o Johrei. Em cada ocasião, ouvimos histórias maravilhosas e pudemos ler o jornal. Mesmo duvidando, acreditávamos que a cura viria por esse poder misterioso e inteligente; nós, que não tínhamos mais recursos no desespero, pudemos compreender o precioso caminho da salvação. Meu marido, que dependia dos medicamentos como de seus pais e não passava dia nem noite sem eles, a partir desse momento abandonou todos os remédios e se agarrou exclusivamente ao Daikōmyō Nyorai. Em 16 de junho, pedimos ao senhor Satō que convidasse o senhor Onodera, de Ichinoseki, para vir; recebemos, então, o Johrei. Assim que o viu, o senhor Onodera disse: "Não é pedir demais que ele se levante? É natural que não consiga — o corpo dele está cheio de toxinas." A gravidade era tal que não havia um lugar sequer onde se pudesse tocar sem sentir dor, e fiquei verdadeiramente impressionada. Desde então, recebemos do Mestre — que supera até mesmo uma mãe amorosa — inúmeras histórias preciosas e o Johrei, com amor e sinceridade ardente. Pude compreender claramente o poder milagroso de salvação do Komyo-Nyorai e as Graças Divinas de Meishu-Sama. No entanto, nós, que sofremos e nos angustiamos por cinco longos anos, pensávamos: "Será que algo tão simples como um movimento das mãos pode realmente ajudar?" — ideia que hoje me parece ingrata. Mas, cada vez que recebíamos o Johrei, o estado do doente melhorava milagrosamente. O Mestre Onodera disse: "Se você cuidar dele enquanto move as mãos, a recuperação será mais rápida." Imediatamente, no dia 27 de junho, fui à casa do Sr. Okubo e, no lugar do meu marido, recebi o Ohikari para os dois. Voltei correndo para casa, coloquei o Ohikari nele, e nos alegramos por ambos nos agarrarmos à corda da salvação. Recebemos também a orientação de que os antepassados precisavam ser salvos. No mesmo dia, o Mestre Onodera, o Mestre Sato e o Sr. Okubo vieram, e instalamos a Kannon do biombo. Nossa alegria era como a de quem volta ao colo de uma mãe amorosa: sentíamos paz e clareza no coração. Naquela noite, recebemos imediatamente o Johrei do Mestre Onodera, que disse: "Hoje você consegue se mover com facilidade, então tente se mover." Pela primeira vez, meu marido conseguiu se virar para o lado esquerdo com facilidade. Antes, até para trocar a fronha do travesseiro ele se agitava com tonturas e palpitações; agora, conseguia se virar com tranquilidade. Não pude deixar de me surpreender com o poder milagroso de Deus, assim como o próprio doente. Dois dias depois, tivemos uma purificação intensa, com fortes dores abdominais. Mas, ao recitar a Oração Zengen-Sandji e mover as mãos imediatamente, ele foi se acalmando aos poucos. Só de pensar que eu estava movendo as mãos, sentia uma alegria imensa. No entanto, meu marido, devido ao sofrimento extremo, chegou a vacilar e a pedir injeções por um momento. Na manhã do dia 1º de julho, meu tio apareceu de repente e disse: "Achei que algo diferente poderia ter acontecido, então vim ver." Em seguida, contou que o falecido pai do meu marido aparecera em seu sonho e repetira duas vezes: "Tenho um assunto urgente, venha até mim." Quando o tio perguntou como estava o doente, o falecido pai respondeu: "Hmm, Sadame parece que vai morrer." Sadame era o irmão mais novo do falecido pai; deveria construir uma casa perto e se separar, mas, devido a um câncer na língua, a cirurgia não adiantou, e ele morreu solitário, deixando um bebê recém-nascido — estava completando o 33º ano de seu aniversário de morte. Meu marido parece ter refletido muito sobre o significado de o falecido pai aparecer no sonho do tio, que era devoto. Naquela época, a oposição ao nosso apego ao Komyo-Nyorai era feroz. O tio disse: "A oposição é inerente à fé; não importa o que digam, sigam o caminho sem hesitar." Com isso, tanto eu quanto meu marido sentimos, em meio à oposição, como se tivéssemos ganhado cem vezes mais força. Lamentamos profundamente ter vacilado, ainda que por um instante, e, a partir daquele dia, nos agarramos ao caminho com todo o empenho. Depois disso, ainda recebíamos purificações no coração de vez em quando; a cada vez, o interior do saquinho do Ohikari ficava manchado de azul escuro. Ao consultar o Mestre, ele disse que era devido à toxina medicamentosa. Isso continuou por mais de um mês; gradualmente, a mancha foi desaparecendo e, ao mesmo tempo, o sofrimento no coração também aliviava bastante. Depois, quando o Mestre Onodera veio, disse que, ao consagrar o Komyo-Nyorai, o innen seria resolvido mais rapidamente e a cura seria mais rápida. Imediatamente, pedi que fosse feita a consagração. No dia 22 de julho, tive a honra de receber a visita do Mestre Okubo, da Sede. Ele me concedeu um Johrei cuidadoso e, pela primeira vez, colocou meu marido de bruços. Pareceu um sofrimento considerável, pois ele enrijeceu todo o corpo, como um bebê sendo colocado na água quente, agarrando-se ao travesseiro. Depois de receber o Johrei e se sentir melhor, ele contou: "Foi uma sensação terrível, como se estivesse caindo no inferno." Ao ir embora, o Mestre Okubo disse: "Há divindades malignas consideráveis agindo, então seja firme — se descuidar, são espíritos que podem até destruir a família, e você precisa enfrentar isso com a vida." Senti um verdadeiro arrepio. Depois que os Mestres foram embora, a purificação foi tão intensa que chamei novamente o Mestre Onodera para receber o Johrei. Enquanto eu lia o "Reikai Sōdan" ao lado, ele disse ter visto o tio Sadame, seu filho Teizaburō — morto na guerra —, e uma senhora que parecia ser a avó, morta antes de meu marido nascer. No dia seguinte, recebemos o Johrei da mesma forma e, enquanto eu lia o "Reikai Sōdan", ele viu a babá que morrera há muito tempo. Então Teizaburō, usando uma coroa, sorriu, e em seguida o tio Sadame apareceu com o rosto indistinto. Ao pensar "Ah, é o tio Sadame", sentiu de repente um calafrio dos pés à cabeça, ficou muito mal e fez uma careta terrível. Imediatamente recitamos a Oração Zengen-Sandji e recebemos o Johrei, e ele se acalmou. Foi a primeira vez que entendemos o significado do sonho do tio e a causa da perda da voz. Quando o Mestre Okubo veio, orientou o Mestre Onodera a ministrar Johrei exatamente na área do câncer de língua. Embora fosse tuberculose laríngea, meu marido só havia perdido a voz, sem outros sintomas. Eu, achando aquilo estranho, acabei negligenciando a desinfecção rigorosa, sendo frequentemente repreendida por ele. A voz sumiu de repente no dia 16 do Obon, e ele entendeu bem que o espírito do tio Sadame, querendo ser salvo, estava possesso nele — ninguém imaginava que o espírito do tio estivesse ali. No dia seguinte, rezamos imediatamente no altar budista, visitamos o túmulo e instalamos a Kannon do biombo na casa do tio Sadame. A partir daí, foi como descascar uma fina camada de papel e, dia após dia, ele foi ficando mais aliviado. No dia 29 de julho, tivemos uma purificação intensa e enviamos um telegrama para o Mestre Okubo vir. Ele nos aliviou rapidamente e, ao mesmo tempo, levantou a parte superior do corpo do doente. O rosto de meu marido era como o de alguém que tivesse saído do inferno, tão terrível que minha mãe e outros fugiram de tanta intensidade. Mas, ao receber o Johrei, ele era instantaneamente aliviado, e a alegria diante do poder infinito do Komyo-Nyorai era imensa, enchendo-nos apenas de gratidão. No dia 30 de julho, apesar da forte chuva desde a manhã, os Mestres e os fiéis vieram, e consagramos o Komyo-Nyorai. Como diz o hino: "Desde o dia em que consagramos o Komyo-Nyorai, nossa casa se ilumina" — a casa que antes era escura e os nossos corações, de repente, se iluminaram. De tanta gratidão e alegria, quantas vezes recitei esse hino! No dia 12 de agosto, recebemos novamente uma purificação no coração, mas no dia seguinte o Mestre Okubo veio acompanhado pela Mestra Kumagai Haruno, que ficou uma semana inteira cuidando de nós e nos dando Johrei, o que nos aliviou muito. Quando ela estava de partida, meu marido já tinha energia suficiente para se levantar e adorar o Komyo-Nyorai. No dia 27 de agosto (14º dia do Obon pelo calendário lunar), houve a consagração do Komyo-Nyorai na casa do Sr. Okubo, e eu também participei. Depois, como meu marido estava em purificação desde o dia 23, pedi à Mestra Kumagai que ficasse de plantão e acompanhei o Mestre Onodera junto com o Mestre Sato. À noite, um jovem veio a cavalo nos buscar, dizendo que a purificação estava muito intensa. Já era quase meia-noite, mas insisti com o Mestre Onodera para que viesse conosco até nossa casa. No caminho de volta, ele perguntou desde quando havíamos montado o altar do Obon e desde quando o doente havia piorado. Respondi que havíamos decorado na noite do dia 22 e que ele estava mal desde o dia 23. Ele disse: "Então é por causa do altar do Obon. Quando chegarmos, peça desculpas aos antepassados." Assim que chegamos em casa, ele imediatamente se desculpou diante do altar budista, e meu marido já estava tão aliviado que sorria. Até então, ele havia ficado em estado de morte aparente por cerca de sete horas, e a Mestra Kumagai havia feito Johrei sem parar, suando em bicas. Realmente causei muitos transtornos — se eu tivesse consultado o Mestre Onodera antes, teria sido melhor, mas, por hábito, acabei decorando descuidadamente e cometi um grande erro. Aqui também pude compreender claramente a existência dos espíritos e, embora fossem coisas invisíveis e desconhecidas, senti um medo terrível. No dia seguinte, ele estava tão bem que nem parecia o mesmo do dia anterior, e conseguiu se levantar na cama com facilidade. Depois disso, ele se recuperou bem, e no dia 5 de setembro, quando o Mestre Onodera e a Mestra Kumagai vieram, pedi que trocassem a cama onde ele estava deitado há mais de dois anos. A cama onde ficava deitado de costas, sem se mover, era como um molde humano. Os Mestres também se surpreenderam, dizendo que não era à toa que o corpo estava mal. Quando tentei guardar o colchão e levantei a ponta, apenas a borda ficou na minha mão, e a parte onde as costas encostavam ficou para baixo. Os dois colchões e o tatame grosso estavam todos grudados, formando uma única placa, como adubo bem maduro, preto e grudado na tábua. O cheiro era tão forte que dava vontade de cobrir a boca, o nariz e os olhos; não dava para tirar com as mãos, e tive que pegar uma enxada para finalmente conseguir remover. Sem precisar ouvir, só de ver esse estado, dava para entender o sofrimento de dois anos do doente. Como o médico dissera: "Não é nada grave, é falta de coragem" — mas quem ficaria deitado por mais de dois anos sem conseguir trocar nem uma fronha de travesseiro? No dia 17 de setembro, quando fizemos a cerimônia em casa, ele vestiu um quimono e amarrou o obi para fazer a reverência, algo que não fazia há anos. Por ser tido como alguém que já estava morto, as pessoas que vieram ficaram surpresas e felizes ao vê-lo tão saudável após cinco anos. No dia 20 de setembro, pela primeira vez, ele conseguiu se levantar sozinho da posição de bruços e sentar-se, e também comeu pela primeira vez sentado — para quem, por mais de dois anos, em dias de chuva ou vento, era alimentado três vezes ao dia com uma colher, isso foi uma alegria imensa. A Mestra Kumagai, desde a cerimônia, ficou de plantão e nos deu Johrei com todo o coração, o que facilitou muito seus movimentos. A partir dessa época, ele abandonou a prancheta de escrita e, embora ainda em voz baixa, começou a falar um pouco. Então, ficamos tão, mas tão felizes que não conseguíamos conter as lágrimas. Na tarde do dia 6 de outubro, enquanto lia os Escritos Divinos "O Caminho para a Luz" ao lado do leito do meu marido, quando faltava apenas uma página para terminar, fui tomada por um sono irresistível e acabei dormindo. Tive um sonho estranho e acordei sobressaltada: nele, Meishu-Sama e sua esposa apareceram, recebi palavras do Mestre e, tamanha era minha gratidão, que eu agradecia junto com meu marido. No dia seguinte, o Professor Onodera veio e, ao contar-lhe sobre isso, ele disse: "Você teve um sonho muito bom, com certeza receberá a proteção divina." Fiquei repleta de gratidão e alegria. Ele então disse: "Hoje ele certamente conseguirá ficar de pé, vamos fazê-lo levantar." Ministrou Johrei em cada uma das pernas dele por uma hora, mas os joelhos tortos não se esticavam facilmente. Ao ministrar Johrei em apenas um lado e comparar, havia uma diferença de dois sun (aproximadamente 6 cm). Depois de ministrar Johrei em ambos os lados, quando o fizemos tentar se levantar, ele realmente se levantou. Como foi grande a nossa alegria! Tanto eu quanto meu marido só tínhamos lágrimas, e o Professor Onodera também se alegrou como se fosse algo seu. No dia 11 de outubro, ele pisou no tatame pela primeira vez. Com o Johrei do Professor Kumagai, a partir de então começou a andar apoiando-se em uma bengala ou em nossos ombros, primeiro um metro, depois dois metros. As crianças, numa grande agitação, chegaram a pegar a fita métrica, e ele foi andando aos poucos pela casa: "Hoje até a cozinha, hoje até o salão." Passou a poder participar das orações matinais e noturnas junto com a família. Quando penso em meu marido, que antes se queixava de tontura e palpitações até para virar o rosto para o lado, tudo me parecia um sonho. No dia 16 de novembro, o Professor Onodera veio, e ele pôde tomar banho pela primeira vez em cinco anos — sua alegria era indescritível. No Culto Extraordinário do dia 25, pôde participar pela primeira vez, andando de carroça, e todos que o viam ficavam surpresos. Após o Culto Extraordinário, recebemos a purificação das costas e da cintura, que se acalmou em cerca de meio mês. No dia 25 de dezembro, participamos novamente, de carroça, da consagração do Komyo-Nyorai nas casas do Professor Sato, do Sr. Shiratori e do Sr. Endo. Quando passamos na casa onde nasci, todos, a começar pelo idoso de oitenta anos, ficaram surpresos e disseram que parecia um sonho. A partir da meia-noite do dia seguinte, recebemos novamente uma purificação intensa na cintura e no abdômen, mas, à medida que foi se acalmando, os movimentos do corpo se tornaram muito mais fáceis do que antes. Agora, graças à sinceridade dos Ministros, ele pode andar livremente dentro de casa, sua voz ficou consideravelmente mais alta, e consegue falar sobre suas necessidades com facilidade. No Culto Extraordinário de Ichinoseki, em 12 de fevereiro deste ano, pude visitar o santuário junto com meu marido e, como o Professor Okubo nos fez um Johrei cuidadoso, depois disso ele ficou ainda mais disposto — falar e andar se tornaram muito mais fáceis. Diante da grandeza da graça divina, sinto-me, mais do que nunca, repleta apenas de gratidão. Se realmente não tivéssemos nos agarrado a este Caminho, o que teria sido de nós agora? Quando penso naquela época em que confiávamos inutilmente apenas em remédios, fico arrepiada. Como diz o hino de louvor: "Quando olho para trás, para aquela época, é assustador, Eu vagava sem cajado na estrada escura." Sem compreender a verdade da doença, sem compreender claramente a existência do espírito, aquela época em que sofri e me angustiei me vem à mente com terror. Agora, nossa família de cinco pessoas recebeu o Ohikari de proteção, a casa que era escura se iluminou, e podemos passar dias felizes e cheios de esperança. Minha felicidade é tamanha que estou repleta apenas de gratidão ao Mestre Meishu-Sama. Além disso, no dia 12 de dezembro, um cavalo passou por uma purificação com forte dor de barriga, mas, recebendo a proteção divina, ficou saudável instantaneamente. As crianças também recebem purificações com frequência, mas, a cada vez, diante da graça do Johrei, chegamos a esquecer completamente os remédios, como se fossem coisa do passado. Desejando compartilhar esta preciosa e valiosa graça com o maior número possível de pessoas, tomada pela alegria, apresento este relato, sem me preocupar com a falta de habilidade na escrita. Embora sejamos de pouca força, anelamos retribuir, ainda que seja a milionésima parte, a imensa bondade recebida. --- Experiência real da toxina medicamentosa: Cura de tuberculose pulmonar e doença do estômago Igreja Média Isshin, Shibata Toyo (33 anos) Iohata 5, Karasumori-cho, Nakagawa-ku, Nagoya-shi, Aichi-ken Por volta de novembro do ano retrasado, comecei a apresentar um estado ligeiramente febril e, mais do que rigidez nos ombros, sentia como se algo estivesse me pressionando, o que me deixava indisposta. Meu apetite diminuiu e, após o diagnóstico médico, fui diagnosticada com infiltração no pulmão esquerdo e recebi ordem de repouso absoluto. Depois disso, seguindo as ordens do médico, passei meus dias dedicando-me à nutrição, aos remédios, às injeções e ao repouso. Cheguei a trocar de médico três ou quatro vezes, sem obter melhora significativa. Meu estado de espírito não só não melhorava, como as injeções fortes acabaram por prejudicar meu estômago e intestinos — a dor no estômago tornou-se mais intensa do que a do peito. Enquanto frequentava um hospital especializado em estômago e intestinos, ouvi dizer que a radioterapia era boa e também me dediquei a ela todos os dias. Experimentei tudo o que as pessoas diziam ser bom, mas a dor no estômago não cedia, o apetite só diminuía, eu não conseguia dormir à noite e estava completamente desesperada. Foi quando um conhecido me disse que sabia de um médico cujas injeções curavam muito bem. Alegre, pedi sua ajuda. Ele disse que eu estava no estágio inicial de uma úlcera estomacal e que dez injeções seriam suficientes. Comecei imediatamente; por volta da oitava injeção, a dor que eu sentia até então desapareceu e, de repente, senti-me com energia. Tão feliz, saí de casa e comecei a me movimentar um pouco para fazer tarefas domésticas, mas tive uma recaída de uma só vez e voltei a sofrer como antes, gemendo todos os dias. As injeções aliviavam temporariamente, mas desta vez recebi ordem de repousar, com cuidado até para andar dentro de casa. Durante esse período, comi apenas peixe leve e alimentos nutritivos e de fácil digestão por mais de três meses, mas com pouca melhora, passando os dias entre a dor e a angústia. Foi quando uma vizinha, a Sra. Ban, me falou sobre o Johrei. Pensei: “Como é que passar a mão poderia curar uma doença?”, e ri na hora. Dois ou três dias depois, com a dor que continuava dia e noite, eu mal conseguia me alimentar e, desesperada, fui pedir ajuda. Naquele mesmo dia, o Mestre Asakura, da Igreja Média Isshin, veio me visitar e, com alguma expectativa, recebi meu primeiro Johrei — isso foi em 18 de novembro. No dia seguinte, também fui visitá-lo e, enquanto esperava ao lado do Mestre, comecei a sentir calafrios por todo o corpo. Mesmo assim, consegui terminar o Johrei e, ao voltar para casa, medi minha temperatura: 39 graus de febre alta. Embora estivesse doente havia muito tempo, nunca tivera febre acima de 39 graus. Fiquei bastante assustada por um momento, mas avisei a Sra. Ban e recebi o Johrei — a febre, porém, não baixou em nada. Pedi novamente ao Mestre e recebi o Johrei por mais de uma hora, mas não houve mudança. No dia seguinte, a febre acima de 40 graus e os suores noturnos continuaram. O estranho é que, apesar da febre tão alta, nunca pensei em querer gelo na cabeça. Com sentimentos mistos de dúvida e fé, seguindo o conselho de todos que, preocupados, diziam para eu consultar um médico da vizinhança, fui examinada. Tomei uma dose de antitérmico à noite e, cerca de trinta minutos depois, fui atormentada por uma forte dor no estômago. A febre baixou ao normal, mas, após três horas, a febre alta anterior voltou. Cada vez mais intrigada, no dia seguinte tomei meia dose e, de novo, tive a mesma forte dor no estômago da noite anterior. Eu, que por anos dependera de remédios e injeções, vi pela primeira vez, na prática, como os remédios são venenosos. Depois disso, continuei a receber o Johrei sincero do Mestre Asakura e da Sra. Ban. A partir da primeira semana, a febre começou a baixar gradualmente e o apetite foi voltando aos poucos. No dia 28, exatamente no décimo dia, o Mestre Ichino veio especialmente me visitar. Enquanto ouvia várias histórias maravilhosas e inexplicáveis, recebi o Johrei. Depois disso, minha disposição melhorou dia após dia; a febre e os suores noturnos foram desaparecendo gradualmente, meu estado de espírito melhorou muito e, curiosamente, desde que tive a febre alta, a dor no estômago que eu sentia antes desapareceu quase completamente. Ainda com metade das dúvidas, fui apresentada ao poder invisível do grande Deus e finalmente adquiri a confiança de que seria salva por este caminho. Assim que finalmente saí da cama, de 16 a 18 de dezembro recebi, em segurança, o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Quando recebi o precioso Ohikari de proteção, já não havia mais dúvidas ou hesitações — só a alegria e a gratidão de ter sido salva, e não consegui conter as lágrimas de felicidade. Depois de três dias longe da cama, permanecendo continuamente sentada, pensei que no dia seguinte certamente estaria cansada e voltaria para a cama. No entanto, contrariando minhas expectativas, ao acordar de manhã, como era revigorante a sensação! Eu, que por muito tempo mal conseguia sair de casa, no dia seguinte pude visitar uma pessoa internada em um hospital distante — no ano anterior, eu só recebia visitas; era impossível visitar outras pessoas. Minha alegria naquele momento também foi especial; de repente, senti como se o mundo tivesse se iluminado, fiquei animada e muito alegre. Desde aquele dia, aprendi que o único caminho para a salvação é agarrar-se ao Mestre Meishu-Sama e, ao mesmo tempo, entregar-se a Ele, não havendo outra alternativa. Passo meus dias em gratidão. Não apenas eu, mas também meu marido, que sofria de dores de cabeça diárias havia vinte anos e nunca largava o remédio Noshin, com um breve Johrei de uma iniciante como eu, não precisou mais do remédio. Recentemente, ele também se converteu, e nossa família passa os dias em gratidão. Tudo isso se deve, sem dúvida, à grande compaixão do Komyo-Nyorai, e nos alegramos de todo o coração. Doravante, agarrando-me ainda mais a este precioso Komyo-Nyorai, com minhas poucas forças, estou ajudando a divulgar a preciosidade desse poder divino ao maior número possível de pessoas que sofrem de doenças. --- Cura Completa da Infiltração do Hilo Pulmonar Igreja Média Ryūkō, Okuni Yoshio (25 anos) Otsu-cho, Izumo-shi, Shimane-ken Fui convocado para a Guerra do Pacífico e, em outubro de 1945, fui repatriado da Ilha de Hainan. Em novembro do mesmo ano, entrei como contador em um estaleiro na cidade de Matsue, a cerca de 8 ri (aproximadamente 32 km) de minha casa, e comecei a viajar de trem. De novembro até março do ano seguinte, talvez por não sentir devido ao frio, não notei nada de anormal no corpo. Em abril, quando começou a esquentar, senti o corpo pesado e um pouco de cansaço no trem a caminho do trabalho; ao chegar à empresa, porém, esquecia o cansaço e terminava o serviço. No trem de volta, cansava novamente e, após descansar uma noite, ficava bem e voltava ao trabalho. Essa rotina repetia-se diariamente, até que comecei a não me recuperar mais da fadiga; a exaustão tornou-se intensa, ir ao trabalho ficou difícil, faltei ao serviço e, em maio do 21º ano da Era Showa (1946), fui ao hospital para ser examinado. O diagnóstico foi infiltração no hilo pulmonar esquerdo; recomendaram-me repouso, entreguei um pedido de demissão por doença e passei cerca de oito meses em tratamento caseiro, ora vagando, ora, quando me dava vontade, capinando a horta. Quando a fadiga do corpo finalmente cedeu, fui examinado novamente no Hospital Nacional de Matsue. Para minha surpresa, fui informado de que a doença havia piorado; fui fortemente aconselhado a me internar para tratamento. Embora não tivesse sintomas subjetivos, fiquei perplexo e hesitei por um momento. Minha irmã, que era enfermeira, aconselhou-me dizendo que, quanto mais cedo, mais curto seria o período. Finalmente me decidi e, em janeiro do ano seguinte, 22º ano da Era Showa (1947), internei-me no Sanatório Nacional de Shimane. Ali comecei uma vida de tratamento que se resumia a uma única palavra: repouso, repouso e mais repouso. Eu imaginava que o sanatório tivesse instalações completas, que usaria medicamentos e seria tratado de várias maneiras; por isso, fiquei surpreso com o método de tratamento negligente, sem nenhum cuidado específico. Inconformado com a vida monótona e sem nada para fazer, pensei em resolver a questão de uma vez por todas em um curto período. Ao perguntar sobre cirurgia pulmonar, disseram-me: “Só melhora temporariamente e, depois de alguns anos, o resultado certamente piora, então é melhor esperar.” Desisti da ideia, mas, pensando agora, que ideia imprudente tive! Fico realmente arrepiado. Muitos pacientes ao redor eram gordos e saudáveis, a ponto de eu me perguntar o que havia de errado com eles; quando eu perguntava, diziam: “Já estou há sete anos”, “Estou há cinco anos”, “Estou há três anos, mas não estou bem.” Senti que o futuro era sombrio, mas, não havendo outro método bom, apenas seguia as ordens do médico, passando os dias em repouso, repouso. Por causa disso, a doença foi se consolidando gradualmente e, embora tivesse passado cerca de um ano e oito meses em tratamento, não apresentei melhora progressiva. Além disso, observando o estado dos pacientes ao redor, percebi que, por mais anos que passasse, o médico talvez nunca dissesse que eu estava bem o suficiente para receber alta; pensei que, quanto mais tempo passasse, mais perderia a vontade de trabalhar. Assim, em setembro do 23º ano da Era Showa (1948), recebi alta, embora o médico dissesse que ainda era cedo e que, mesmo em casa, eu deveria repousar e não fazer noitadas nem leituras. Fiquei em casa me recuperando, vagando e seguindo a natureza. Passei o inverno; quando esquentou novamente, não melhorei tanto quanto pensava. Não tinha confiança alguma no corpo e comecei a sentir ansiedade gradualmente, vivendo cada dia com medo e apreensão, pensando se não estaria piorando. Como era de se esperar, em 6 de novembro do 24º ano da Era Showa (1949), enquanto fazia um recado de bicicleta, tive uma pequena hemoptise na rua. Naquele momento, senti que o que tinha de vir finalmente viera; não me assustei muito, voltei calmamente para casa de bicicleta e entrei numa vida de repouso absoluto, sem esperança no futuro. E mandei construir no quintal dos fundos, como meu lugar para morrer, uma cabana de um ken de lado (cerca de 1,8 m × 1,8 m) com paredes de tábua e telhado de casca de cedro japonês. No entanto, será que Deus ainda não me havia abandonado? O carpinteiro que construiu a cabana, um parente chamado Takeuchi, era seguidor da Igreja Messiânica e mostrou-me um jornal com relatos de graças, dizendo: “Realmente, na minha vizinhança, há pessoas que se curaram. É uma tentativa — experimente receber o Johrei.” Eu, que recebera uma educação materialista, nunca acreditara que uma doença pudesse ser curada pelo poder de Deus, mas, ao ler o jornal, senti que talvez pudesse ser ajudado. Assim, no dia 3 de dezembro, 28 dias após a hemoptise, recebi o Johrei pela primeira vez do Professor Tanaka, da Igreja de Otsu-machi, que estava em missão na vizinhança, e ele me encorajou com palavras fortes: “Você certamente melhorará. No entanto, não melhorará com duas ou três sessões de Johrei, então continue.” Encontrei uma esperança brilhante no futuro e comecei a ir à Igreja de Otsu-machi todos os dias, com dedicação, para receber o Johrei. Ouvindo as palestras do Professor e lendo as obras de Meishu-Sama, gradualmente entendi o significado do Johrei, percebi o erro da terapia de repouso que até então seguira, comecei a ajudar em várias tarefas domésticas, o medo da doença diminuiu e senti uma paz e uma confiança de que, se orasse com fervor, certamente seria salvo. Meu corpo ficou tão leve que até eu me surpreendi, e eu me movia tão rapidamente que minha família chegou a dizer para eu não exagerar e descansar um pouco. Em 29 de dezembro do mesmo ano, recebi o Ohikari, e meu corpo e minha mente se tornaram ainda mais leves. Agora, embora eu não seja digno nem da décima milésima parte da graça de ter recebido a vida, pela orientação do Professor Ishizaka, presidente da Igreja Média Ryūkō, e do Professor Tanaka, da Igreja de Otsu-machi, estou ajudando na Obra Divina. Meishu-Sama, Miroku Ōkami, agradeço profundamente, profundamente, por terem me feito renascer do mundo de escuridão e ignorância sem esperança para o mundo de luz. --- Cura da Tuberculose Pulmonar e Prosperidade nos Negócios Igreja Média Koei, Sakashita Yaeko (49 anos) Bairro Kionji, Kita-ku, Cidade de Nagoya, Província de Aichi Em meados de outubro do ano retrasado, peguei um resfriado repentino e passei a sentir nevralgia em metade do corpo. Após o diagnóstico médico, foi declarado que eu estava com tuberculose pulmonar aguda, em estado tão grave que dificilmente passaria do inverno. Naquela época, ouvi do Professor Watanabe, de Kasatori-cho, que, se eu me apoiasse no Komyo-Nyorai, poderia ser curada de qualquer doença; também ouvi relatos de pessoas que se curaram. Seguindo as palavras de minha mãe, que dizia não haver esperança de cura com os médicos, decidi pedir o Johrei ao Professor Watanabe. Ele vinha de um lugar a cerca de quatro quilômetros de distância, sem se importar com chuva ou vento frio, duas vezes ao dia, de manhã e à noite. Nesse período, deu-me várias orientações, quase todas opostas às dos médicos, o que me deixava confusa; mas, ao seguir suas instruções, a doença incurável foi melhorando gradualmente, como se uma fina camada de papel estivesse sendo removida. As toxinas do corpo se dissolveram e saíram pela urina — urinei até vinte vezes por dia —, e várias coisas incomuns aconteceram. Eu, que até os médicos disseram que não me curaria, transbordava de alegria por ter sido salva. Tão feliz que não conseguia me conter, mesmo com o corpo ainda incapaz de se mover plenamente, recebi o Ohikari, percorri a vizinhança suportando a dor, falei da graça do Komyo-Nyorai e, enquanto aos poucos fazia Johrei, apoiei-me Nele de todo o coração. No final de dezembro, consegui me levantar e, sem perceber, já estava curada. Em outubro do ano passado, recebi o Komyo-Nyorai-Sama em minha casa, e ela ficou ainda mais iluminada. Depois que comecei a ter audiências com Meishu-Sama, meu corpo ficou ainda mais leve. Quando me lembro do início da doença, sinto como se tivesse sido resgatada de um inferno de escuridão. Se não tivesse conhecido este Johrei, que me enche de gratidão, se não tivesse havido a orientação do Professor, fico arrepiada só de pensar. Além disso, minha mãe tem uma pequena loja de doces e, uma após outra, recebemos graças; até os concorrentes, que são várias lojas, invejam nossa prosperidade. Com tantos benefícios materiais sucessivos, sirvo com dedicação, ainda que de forma insuficiente. --- Cura Completa da Infiltração Pulmonar em um Período Tão Curto que Surpreendeu o Médico Igreja Média Ryūkō, Fujiwara Hami (26 anos) Rua 423, Mitsunari-cho, Nita-gun, Província de Shimane ◎ Motivo para me Apoiar Por volta de agosto do ano retrasado, tive pleurisia e tentei todos os meios possíveis, mas não curava de jeito nenhum; sofria todos os dias. Em 2 de abril do ano passado, fiz uma radiografia no Hospital da Cruz Vermelha de Matsue e fui diagnosticado com infiltração pulmonar. O médico disse que, como a pleurisia havia se consolidado, não era mais possível fazer pneumotórax, e que eu precisava de repouso absoluto. Senti como se tivesse recebido uma sentença de morte. Ao voltar para casa, talvez por ter sido balançado no trem de longa distância, tive febre e fiquei de cama. O choque mental daquele dia foi algo trágico, que só quem já passou por isso conhece; minha família apenas se entreolhava, e estávamos completamente envoltos em escuridão. No entanto, lembrei-me de que, cerca de dois meses antes, uma tia vizinha me dissera que, na cidade de Daitō, "havia alguém que curava muito bem doenças através da fé". No dia 6, meu pai foi à Igreja da Cidade de Daitō, convidou o Professor Ishitobi Akira e, ao receber o Johrei, milagrosamente meu apetite melhorou, meu corpo ficou subitamente leve e a dor no peito aliviou; fiquei surpreso, entre a dúvida e a fé. Recebi o Johrei por uma semana e, durante esse período, ele me falou com sinceridade sobre as Graças Divinas do Komyo-Nyorai, a verdadeira causa das doenças e os ensinamentos do caminho. A doença melhorava a cada sessão, a cada dia que passava. Depois de uma semana, quando pude andar facilmente até a cidade, minha alegria foi como se tivesse realmente renascido, e até o Professor ficou surpreso. No dia 18 daquele mês, fui à Igreja da Cidade de Daitō e recebi do Professor Ishizaka Takaki o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu); meu pai se converteu e recebeu o Ohikari, e em maio eu também me converti. O sofrimento de antes desapareceu, tornei-me completamente saudável e, atualmente, não tomo nenhum remédio, servindo com alegria e leveza. ◎ Episódio Após a Cura Completa Esta história conta a primeira vez em que saí para trabalhar após a doença, quando finalmente ganhei confiança em minha força física e, ignorando a preocupação e a insistência de minha família, fui mesmo assim. Minha família é de carpinteiros, e eu fui ajudar. Para minha surpresa, o local da obra ficava bem em frente ao hospital onde eu havia ido por mais de um ano durante minha doença. Segundo as pessoas que estavam por perto, o diretor do hospital ficou por um tempo olhando para mim enquanto eu trabalhava, com expressão de incredulidade; quando percebeu que era realmente eu, saiu correndo de chinelos. Dirigindo-se a mim, que trabalhava com afinco, disse, olhando para cima e para baixo, examinando todo o meu corpo: "Fujiwara-san, você ficou incrivelmente saudável!" Respondi: "Sim, graças a Deus. Eu me apoiei no poder da fé..." O médico então disse: "Bem, bem, o importante é que a doença está curada. Não se esforce demais..." E entrou no hospital, com tanta simplicidade que fiquei pasmo. Depois, comentando com todos, dissemos: "Se o diretor ficou tão surpreso, talvez seja porque o Fujiwara estava muito mal e não havia esperança de cura, mesmo para um médico." ◎ Culto ao Komyo-Nyorai Em novembro, tive a graça de cultuar o Komyo-Nyorai, e um mundo de luz indescritível para este corpo se abriu. Tudo o que vivi até então se desfez como um sonho, e pude entrar numa vida de esperança radiante. Isso se deve exclusivamente à compaixão do Komyo-Nyorai deste mundo, ou seja, Meishu-Sama, e à orientação dos mestres que me conduziram. Com profunda gratidão, estou decidido a retribuir essa graça, ainda que numa mínima parte, ajudando no que for possível. Meishu-Sama, muito obrigado. Embora minha escrita seja tosca, gostaria de relatar um pouco da alegria de ter sido salvo. Meu Registro de Ingresso na Fé Mitsuo Kawase (34 anos), Seiunryo, Oaza Tsunezumi, Nobeoka-shi, Miyazaki-ken Igreja Grande Kōhō Trabalho no departamento de pesquisa de uma empresa da indústria química em Nobeoka. Naturalmente, estou imerso num ambiente em que tudo deve ser investigado cientificamente, sem descanso, até o fim. No entanto, meus amigos se surpreendem, como se fosse novidade, com o fato de eu ter aceitado plenamente a ação purificadora do Johrei, o benefício material e a construção do Paraíso Terrestre pela Igreja Messiânica — provavelmente, quando não estou presente, isso vira assunto de conversa fiada. Mas quero deixar claro que não me curvei à ciência do meu local de trabalho nem fugi para a religião, muito menos tinha em mente táticas elevadas, como heroísmo ou excentricidade. Quanto ao meu ingresso na fé, do ponto de vista familiar, meu pai é cirurgião em minha terra natal, e o pai de minha esposa é clínico geral; por isso, estou preparado para algum atrito futuro, mas tenho a convicção de que em breve chegará o tempo em que eles, como médicos, terão de reconhecer a medicina espiritual baseada nos ensinamentos da Igreja Messiânica, ou seja, a grande verdade da lei natural. Talvez já tenham percebido algo, mas, por questões profissionais, estejam ignorando. Escrevendo assim, posso parecer um cientista de grande visão ou alguém de uma classe abastada e difícil de abordar. No entanto, após a guerra, sofri terríveis ataques aéreos em Tóquio e Kagoshima, perdi todos os meus bens, e a empresa onde trabalhei por muitos anos foi dissolvida, deixando-me desempregado. Com minha esposa e dois filhos, percorri o leste e o oeste em busca de trabalho, até chegar a esta cidade. Mal consegui um emprego como pesquisador de base e, no segundo ano de trabalho, fui diagnosticado por um médico com tuberculose pulmonar bilateral. Se fosse ignorada, minha vida duraria apenas um ou dois anos; a toracoplastia poderia prolongá-la um pouco, mas, na época, quase não havia casos de sucesso em cirurgias bilaterais na medicina japonesa. Foi uma sentença severa. Ah, é fácil acabar com a própria vida, mas como poderia morrer como um cão, deixando minha esposa e filhos, que compartilharam a vida e a morte comigo durante os terríveis bombardeios e agora suportavam uma vida miserável de comida e moradia? Imediatamente, pedi ao médico que realizasse a cirurgia torácica bilateral. Independentemente do prognóstico, confiando em minha força de vontade e na proteção divina, fui internado num hospital universitário. Um mês após a internação, fui submetido à primeira toracoplastia daquele hospital, servindo como cobaia. Durante esse mês antes da cirurgia, o que vi naquele hospital universitário? Via, de manhã e à noite, pacientes que, quando internados, estavam bastante animados, mas, a cada agravamento, recebiam injeções caras e medicamentos, definhavam dia após dia e, por fim, tornavam-se hóspedes que nunca mais voltavam. A cada vez, sentia indignação contra alguém, comecei a duvidar da medicina contemporânea e, em algumas dezenas de dias, investiguei os erros da medicina. Concluí que, nas células atrofiadas e inativas de pacientes graves, a cada agravamento, a morfina como analgésico, a aspirina e a piramidona como antitérmicos, o salicilato e as sulfas como anti-inflamatórios, além de vários outros venenos químicos chamados de medicamentos caros, enfraqueciam cada vez mais a constituição. No entanto, na época, eu não conhecia a Igreja Messiânica nem sabia o que era a ação purificadora. Esse pobre cordeiro foi três vezes à mesa de cirurgia. Felizmente, a febre pós-operatória cedeu rapidamente e, com bom apetite, pedi ao médico-chefe, conhecido de meu irmão mais velho, que suspendesse todos os medicamentos e injeções. Depois disso, entrei num regime rigoroso de repouso ao ar livre e, apenas antes e depois das refeições, reunia coragem para me exercitar, a fim de aumentar o apetite. No entanto, com o pouco dinheiro do seguro-saúde, após deduzir as despesas de subsistência de minha família de quatro pessoas, a alimentação nutritiva que eu podia ter diariamente era algo além da imaginação. Mas, cada vez que confiava no céu e folheava a Bíblia (como livro de cultivo espiritual para enfrentar a doença), meu coração se enriquecia e, milagrosamente, meu progresso se distanciava cada vez mais dos outros pacientes com a mesma doença. Um ano após a internação, ganhei doze quilos e, em abril do segundo ano (1950), pude retornar ao trabalho como um paciente curado pela cirurgia bilateral, considerada um milagre pela medicina japonesa. Mas será que esse milagre foi trazido apenas pela medicina? Quem ler este texto tosco entenderá. Mesmo considerando o resultado da estratégia de combate à doença que adotei por acaso, confirma-se como é verdadeira a filosofia de não usar medicamentos da Igreja Messiânica. Desde o início desta primavera, retomei o trabalho sozinho, mas as condições já não eram as mesmas do período de tratamento. As lesões no peito, que a cirurgia de colapso havia consolidado, pareciam começar a se dissolver. No início de junho, peguei um resfriado e fiquei uma semana de cama, com uma leve recaída. Foi então que um senhor chamado Tanaka, membro da Igreja Messiânica, conversou comigo sobre os ensinamentos e o propósito da Igreja, despertando meu interesse. Depois, ele me emprestou cerca de um ano de jornais Hikari e mais de uma dezena de livros de ensinamentos escritos por Meishu-Sama. Li tudo em três dias, com uma satisfação e uma emoção que nunca havia experimentado. Imediatamente, pedi que ele me levasse ao encontro do Mestre Sakai, que me deu várias orientações valiosas. Ao mesmo tempo, ao tomar contato com os fatos milagrosos do Johrei, minha decisão de ingressar na fé tornou-se inabalável. Finalmente, no início de julho, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Agora que fui aceito, sem problemas, como um dos construtores do Paraíso Terrestre — mesmo sendo alguém como eu —, jurei profundamente em meu coração tornar minha sinceridade, que é meu lema, cada vez mais manifesta, tanto interna quanto externamente, e servir à vontade de Meishu-Sama. De um Corpo Doente que Amaldiçoava a Vida a Dias de Alegria e Gratidão Akiko Mizuno (23 anos), dentro do Alojamento Feminino Watanabe Seika, Nagoya-shi, Aichi-ken Igreja Média Kōrin Ofereço meus sinceros agradecimentos ao Komyo-Nyorai, que até hoje tem salvo a mim, uma pecadora, e relato um pouco da graça divina que recebi até o presente. Ingressei na fé em dezembro de 1950 e, desde então, tenho vivido dias brilhantes e cheios de esperança. Não posso esquecer. Por volta da primavera de 1949, meu estômago começou a piorar, e eu passava dias difíceis e desagradáveis. Tentei vários medicamentos, segui os conselhos de médicos e de outras pessoas, mas nada melhorava, e ocasionalmente tinha espasmos estomacais. Por volta da primavera do ano passado, meu peso, que era de cerca de 60 quilos, caiu para cerca de 45. O trabalho na empresa tornou-se penoso, eu me cansava facilmente, meu rosto perdeu completamente a cor e, cada vez que me diziam que eu parecia um cadáver, sentia uma tristeza profunda. Mas aquilo não era mentira, era verdade; e, sem saber o que seria de mim, procurei um clínico geral, trocando de médico. Até então, eu só havia consultado especialistas em estômago e intestinos, e eles não haviam percebido que, na verdade, o ápice do meu pulmão estava comprometido e, além disso, eu tinha ancilostomíase. Sem alternativa, como não podia fazer nada no alojamento, voltei para casa para me tratar, enquanto ia ao médico. Disseram que, se eu eliminasse os vermes, meu estômago melhoraria. Tomei um remédio forte que fazia o mundo girar, mas, mesmo eliminando os vermes, não adiantou. A comida que eu comia de manhã ainda ficava presa na garganta à noite, e perdi completamente o apetite. Enquanto passava os dias entre deitar e levantar, fui acometida de apendicite aguda, fui internada e operada, mas, como a cirurgia foi tardia, o apêndice já havia supurado completamente. Fiquei em repouso absoluto, com um tubo de borracha inserido na ferida para drenar o pus aos poucos, até que ele desaparecesse, quando o tubo foi retirado. Passei cerca de meio mês sem conseguir nem me virar na cama. À noite, quando adormecia, os sonhos eram sempre os mesmos: sonhos assustadores em que caía num desfiladeiro. E, ao acordar, via ao meu redor apenas pessoas sofrendo. Ah, pensei que isso era o inferno neste mundo, e amaldiçoei deuses e budas, dizendo que não existiam; amaldiçoei o mundo, todas as pessoas e até mesmo meus queridos pais. "Mãe, eu não queria ter nascido neste mundo tão sofrido", quantas vezes eu disse isso. Minha mãe, a cada vez, com o rosto cansado de cuidar de mim, enchia-se de lágrimas e saía do quarto do hospital. Ao ver aquela cena, eu também chorava. Nisso, minhas costas começaram a doer como se estivessem sendo arrancadas, e à tarde, invariavelmente, a febre subia. Mesmo conversando um pouco com as pessoas que vinham me visitar, a febre subia e descia, a ponto de eu precisar usar gelo para me refrescar. Quando olhei meu rosto no espelho, ele estava cor de terra, meus olhos fundos, as maçãs do rosto salientes, parecendo uma mulher de uns trinta anos. Será que este era o meu rosto? Enquanto olhava fixamente, meu rosto no espelho se misturou às lágrimas, e eu me enfiei debaixo das cobertas, soluçando. Pedi ao médico que fizesse um exame completo. Fiz raio-X e medi a velocidade de hemossedimentação. O resultado foi que o ápice do pulmão, que já estava ruim, havia piorado, transformando-se em infiltração pulmonar, e a velocidade de hemossedimentação estava em 84. Finalmente, após um mês, chegou o dia da alta. O diretor do hospital me alertou repetidamente: "A ferida do apêndice está completamente curada, mas o peito está ruim, então continue vindo ao ambulatório por um tempo e não se esforce." Saí do hospital. A alegria de voltar para casa depois de tanto tempo durou pouco: meu irmão mais velho, com quem já não me dava bem, me via como um estorvo por estar doente há tanto tempo. Nas refeições, eu precisava comer observando a expressão dele; ele me mostrava escritos como "Quem não trabalha, não come." Ah, quero trabalhar logo. Quero vestir o uniforme de trabalho branco junto com todos e embalar doces. Meu coração se impacientava, desejando voltar logo ao alojamento, mas o corpo só piorava rapidamente. Ir ao ambulatório era difícil; subir as escadas da estação já era um grande esforço. Segurando no corrimão, subia uns três degraus, descansava, e subia novamente, mas ficava sem fôlego e com tontura. No entanto, por mais difícil que fosse, eu ia ao hospital distante, pensando que era para curar a doença. Mas, como piorava a cada dia, não pude mais ir ao hospital distante e mudei para um médico perto de casa. Minhas costas doíam como se estivessem sendo pressionadas por um bloco de ferro, meu peito tinha dores como se fossem agulhadas e, além disso, minha barriga estava grande e eu andava curvada. Pouco depois, o médico disse que eu estava com pleurisia e peritonite, e me recomendou ir para um sanatório. Mas, como não conhecia ninguém que tivesse voltado saudável de um sanatório, perdi toda a esperança, dominada pela tristeza. Meu irmão, dizendo que a casa não era mais agradável, continuava bebendo muito e falava coisas desagradáveis ao pé da minha cama. Gritava em voz alta, para os vizinhos ouvirem: "Eu não vou cuidar de irmão nenhum, sai daqui!" Minha mãe, entre mim e meu irmão, tentava acalmá-lo, angustiada. Pensava: "Ah, mãe, como deve estar sofrendo seu coração por ter uma filha doente como eu." E decidi em meu coração: "Se viver é tão infeliz, é melhor morrer." A partir daí, só pensava em maneiras de morrer sem sofrimento, dia e noite. No entanto, presa entre o apego à vida e a dor cruel da doença, continuei a me debater. Para que, após minha morte, não fosse ridicularizada, fui arrumando a bagagem que estava no alojamento da empresa. Então, minha amiga Kono Cho disse: "Preciso falar com você", e fui até ela. Ela me contou várias histórias de graças recebidas, mas eu estava meio cética. No entanto, como diz o ditado "quem está se afogando agarra-se até a um fio de palha", mesmo sem acreditar, recebi o Johrei. No dia seguinte, fui levada à casa do Sr. Takahashi, o chefe da fábrica onde trabalhava e que sempre me ajudava. Enquanto recebia o Johrei, ele me falou sobre a grandeza de Deus, a história de uma pessoa que, com a mesma doença que a minha, havia se curado completamente, e também sobre sua própria experiência. Mesmo sem entender nada, meu coração, sem que eu percebesse, sentiu como se tivesse encontrado um caminho firme a seguir. Parei completamente de tomar todos os remédios e segui à risca as palavras do mestre. Ao receber o Johrei pela quarta e quinta vez, meu estômago, que estava tão ruim, melhorou, e a comida ficou saborosa. Senti como se estivesse flutuando no céu. Só de alegria, li os Escritos Divinos e os jornais. Com isso, a dor nas costas e a dor no peito desapareceram, a palidez de uma moribunda se foi e a cor voltou ao meu rosto. A insônia também melhorou, e pude dormir profundamente. Diante de tamanho benefício material, minha visão anterior da vida e da morte se transformou por completo, e em mim surgiram uma alegria indescritível de viver e uma esperança. Elevando-me do fundo da tristeza ao auge da alegria, e sob a orientação do mestre, que foi mais gentil que meus próprios pais, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) no dia 11 de dezembro. Depois, no final do ano, quando minha irmã e seu marido adoeceram e estavam em dificuldades, eu os acolhi e pude trabalhar incansavelmente de manhã cedo até tarde da noite. No Ano Novo, com o coração cheio de esperança, fui trabalhar na empresa, e o chefe do departamento de pessoal me disse para fazer um exame médico. Fui à Cruz Vermelha e fiz raio-X e exames de sedimentação. No dia seguinte, quando fui ouvir os resultados, disseram: "Há uma cavidade do tamanho de um ovo de galinha no pulmão direito, a sedimentação está alta, você não está em condições de trabalhar. Precisa descansar. Desse jeito, a doença vai progredir e colocar sua vida em risco." Não importava o que dissessem, eu estava trabalhando todos os dias com energia. Cheia de determinação, ouvi o médico pela metade e fui embora. No entanto, fiquei preocupada com a possibilidade de o resultado do exame chegar aos ouvidos do chefe do departamento de pessoal, e consultei o mestre, angustiada. Ele disse: "Então, vou pedir ao meu marido para cuidar disso." Senti um alívio imenso. No dia seguinte, o chefe da fábrica deve ter falado sobre o assunto. Fui chamada pelo chefe do departamento de pessoal, que disse: "É uma ordem do chefe da fábrica, então não há o que fazer. Mas, na verdade, não podemos empregar alguém tão doente como você — isso incomoda os outros. No entanto, se você faltar por um longo período, será demitida." Contei isso ao mestre, e ele me disse palavras de grande bondade: "Se você receber o Johrei apenas uma vez por dia, terá de faltar ao trabalho; isso não pode. Venha receber o Johrei até que o mestre se canse." Quatro meses se passaram. Sempre que tinha oportunidade, recebia o Johrei do Mestre Watanabe e do Presidente Mizuno, e ouvia as preciosas histórias sobre a purificação. Hoje, já cheguei aos 56 quilos e trabalho sem faltar um único dia. Além disso, quando recebo a purificação, recebo o Johrei três vezes ao dia: de manhã, ao meio-dia e à noite. Quando o Mestre Takahashi vai ao Quartel-General ou está ocupado, o próprio chefe da fábrica, sem se importar com o cansaço, me dá o Johrei. Para uma operária como eu, não há alegria maior que essa. Na empresa, o presidente também se converteu e está avançando neste caminho, e nós trabalhamos com vigor. Conversar sobre a grandeza de Deus e contar minha própria experiência enquanto trabalho com os colegas da empresa tornou-se minha alegria ultimamente. E, pensando que fazer com que o maior número possível de pessoas conheça a grande virtude de Deus é o mínimo que posso fazer como serviço, estou me dedicando dia e noite. Se não fosse pela salvação de Kannon, Eu agora Continuaria sofrendo no pântano sem fundo. Sou exatamente como o poema de Meishu-Sama. Muito obrigada. Salvo da Infiltração Pulmonar 404 Hama, Okayama City, Okayama Prefecture Igreja Média Shinko, Matsuoka Kōta (39) Por volta de abril de 1948, comecei a ter catarro todas as manhãs, emagreci gradualmente e sentia falta de ar mesmo com pequenos esforços. Achando aquilo estranho, continuei trabalhando na empresa, mas no final de agosto, com a cabeça muito pesada, medi minha temperatura e descobri que estava com 37 graus nos momentos mais baixos e 37,5 graus à tarde. Fui ao médico: a radiografia mostrava nuvens em ambos os pulmões, com sedimentação de 95 a 115, e fui diagnosticado com tuberculose pulmonar. De imediato, parei de trabalhar e entrei em tratamento de repouso. Aos 26 anos, já tivera uma leve infiltração pulmonar e conhecia a ineficácia dos medicamentos; por isso, dediquei-me com afinco à terapia de resistência do famoso Dr. Tsukida, do livro vermelho. Em cerca de dois meses, a febre baixou para no máximo 37,2 graus e engordei um pouco, mas aquele estado ligeiramente febril não passava, e eu vivia dias deprimidos. Nessa época, em janeiro de 1949, ouvi falar da Igreja Messiânica por intermédio do Mestre Akagi, da Igreja Média Shinko. Como era engenheiro mecânico e tinha a forte convicção de que deuses e budas eram apenas conveniências criadas pelo homem, meras ferramentas de cultivo espiritual, ri com desdém. Quando minha esposa me incentivou a receber o Johrei, fiquei muito irritado, sentindo-me ferido em minha autoestima — o que hoje considero vergonhoso. Mas, ao ler o Jornal da Luz e o Tijotengoku, que tomei emprestados com o Mestre Akagi, fui naturalmente atraído durante meu tempo livre. Essa leitura, somada à sensação de impasse na terapia de resistência, acabou levando-me a fazer minha esposa se converter em abril, seguindo as instruções de mudar para uma dieta vegetariana e recebendo o Johrei do Mestre Akagi três ou quatro vezes ao dia. Em 8 de maio, eu também me converti. Exatamente no sétimo dia de minha conversão, tive de repente febre de cerca de 40 graus, e a borda do ânus inchou até o tamanho de uma ponta de polegar, com tanta dor que eu não conseguia andar. Essa condição durou três dias; ao receber o Johrei do Mestre Funabashi Masayoshi, porém, saiu muito sangue preto e o inchaço diminuiu temporariamente. Depois disso, porém, formou-se uma fístula anal, que inchava toda vez que eu evacuava; durante as três ou quatro horas até sair o pus, a dor era tão intensa que eu não conseguia me mover. Dizem que, no mundo, quem tem tuberculose e desenvolve fístula anal não tem mais jeito, mas o mestre disse que a fístula anal é uma purificação muito valiosa para a tuberculose e que eu deveria celebrar. Não acreditei, contudo. Li o "Evangelho do Paraíso" e, em julho, quando minha esposa foi visitar Meishu-Sama, ela ouviu diretamente dele sobre o assunto; só então passei a acreditar que era uma purificação valiosa. A dor da fístula anal durou cerca de dois meses, mas depois só saía pus, que ainda está saindo. Assim que a fístula anal se formou, a febre também cedeu. Mesmo andando de bicicleta sob o sol escaldante de agosto, não apresentei estado ligeiramente febril. Imediatamente, em 26 de agosto, fui a Hakone para agradecer, visitei Meishu-Sama e voltei para casa com saúde. Depois, em outubro, recebi a Imagem da Luz Divina do Komyo-Nyorai e, em novembro, com a participação do Mestre Taki Harunosuke e mais de trinta pessoas, realizamos a cerimônia de consagração. Profundamente comovido com essa graça, para retribuí-la de alguma forma, estou me dedicando ao serviço para a construção do Paraíso Terrestre. Durante o inverno, recebia a purificação de um resfriado cerca de uma vez por dia; cada episódio trazia muito catarro, e a cada um deles meu corpo melhorava. Acredito firmemente que o ditado popular segundo o qual o resfriado é a causa de todas as doenças encerra um grande paradoxo, e que essa própria expressão cria muitas doenças. Atualmente, visitei Meishu-Sama três vezes: em agosto do ano retrasado e em janeiro e março do ano passado, por ocasião do Culto Especial. Em todas elas, recebi benefícios materiais e, mais uma vez, estou profundamente comovido com o imenso poder de Meishu-Sama. Acima, relatei o processo dos benefícios materiais que recebi como forma de agradecimento. Se isso puder servir de orientação para que as pessoas que sofrem de doenças sejam salvas por esta fé o quanto antes e no maior número possível, será minha maior felicidade. Salva à Beira da Morte Vila Hida, Distrito de Toki, Província de Gifu Igreja Média Daiko, Koide Tsutae (22) Converti-me em junho de 1948 e, desde então, tenho recebido inúmeras proteções divinas, vivendo dias de gratidão. Embora atrasada, com minha escrita imperfeita, apresento este relatório de agradecimento. Desde o ensino fundamental, eu sofria de sinusite: cabeça pesada, falta de memória e dias deprimidos. Com o passar dos anos, o sofrimento se aprofundou e, não aguentando mais, decidi operar-me. Foi nessa época que ouvi falar de Komyo-Nyorai e fui imediatamente à igreja para ouvir a explicação. Naquela ocasião, o mestre olhou para todo o meu corpo e disse: "O nariz está expelindo o pus da cabeça, não se preocupe, mas há uma toxina mortal de tuberculose pulmonar." Na época, porém, eu parecia muito saudável e nunca tivera doenças internas desde pequena, de modo que não levei muito a sério as palavras do mestre. Além disso, meus pais e irmãos diziam odiar a fé e não acreditavam em nada. Simplesmente, sem entender bem, recebi o Johrei. Apesar da oposição da família, forcei minha conversão e também recebi a Imagem da Luz Divina de Komyo-Nyorai. Depois disso, o pus começou a sair em quantidade cada vez maior, com aspecto mais purulento do que antes. À medida que a quantidade aumentava, milagrosamente minha cabeça, que era pesada, tornou-se mais leve, e eu me sentia de certo modo melhor. Mesmo conhecendo a preciosidade do Johrei, ao voltar para casa as palavras de oposição me desanimavam, e passei cerca de um ano de forma vacilante. Exatamente dois anos depois, em junho de 1949, fui finalmente acometida pela doença incurável que o mestre mencionara no início: a tuberculose pulmonar. Nunca esquecerei. Era época de plantio de arroz. Senti a cabeça pesada e um forte calafrio, não conseguindo de modo algum realizar o plantio. Voltei para casa, mas a respiração foi ficando cada vez mais difícil, meu rosto empalideceu, tive febre de cerca de quarenta graus e, claro, não sentia vontade de comer. Comecei a tossir violentamente e a expelir escarro com sangue, enquanto meu corpo emagrecia. Durante esse período, meu corpo esfriou e cheguei a ficar à beira da morte. Por um momento, assustei-me, pensando no que seria de mim. Em uma situação normal, eu teria corrido ao médico; mas, como ouvira do Mestre Suzuki sobre a purificação, mesmo sendo o trajeto de vinte minutos até a igreja, forcei-me, acompanhada por minha mãe, a suportar o sofrimento, e levei cerca de quarenta minutos para chegar e pedir o Johrei. Lembro-me do sofrimento na ida e, ao pensar nisso agora, sinto arrepios. Mesmo pensando em quantas vezes pararia para descansar no caminho, tinha vergonha de que outros vissem meu rosto pálido e, com as pernas trêmulas de medo de cair, forcei-me a continuar. Mesmo assim, Deus salvou alguém como eu. Meu pai, que estava absorto no trabalho, surpreendeu-se com meu estado e se converteu. Minha mãe também se converteu logo em seguida. Enquanto recebia o Johrei do Mestre da igreja e de meus pais, fui melhorando gradualmente e, após duas semanas, estava completamente recuperada. Depois disso, fiquei sob os cuidados da Igreja Hida por um ano, período em que pude realizar o Johrei e ajudar pacientes internados com tuberculose pulmonar. Em outubro do 24º ano da Era Showa (1949), recebi a purificação do apêndice, que também se curou com diarreia em uma semana. Em março do 25º ano da Era Showa (1950), recebi a purificação do peritônio, e minha barriga ficou tão grande que parecia uma gravidez de cerca de seis meses. No entanto, como ouvira dizer que aqueles que servem a Deus certamente receberão proteção divina, fui à igreja todos os dias. Em dezembro, após pedir ao Presidente que me fizesse Johrei por quinze dias, minha barriga diminuiu e me senti muito melhor. Dessa forma, recebi inúmeros benefícios várias vezes, e até meu irmão, que era contra, não pôde mais se opor e ficou em silêncio. Recentemente, tenho guiado meus parentes e, agora, enquanto trabalho, apego-me com toda a força ao Komyo-Nyorai. A gratidão é tão imensa que não consigo expressá-la por escrito, o que é realmente lamentável; mas, desejando transmiti-la àqueles que sofrem, apresento aqui um pouco dessa gratidão como relato. Gânglios Linfáticos Hilares Pulmonares Curados em Duas Semanas Oita-shi, Shite, Província de Oita Igreja Média Nanko, Sueko Suzuki (29) Isso foi há três anos. Eu sentia apenas cansaço, preguiça, rigidez nos ombros e peso na cabeça — algo indescritível. Por recomendação do meu marido, consultei um médico, que me disse: "Você tem tuberculose dos gânglios linfáticos hilares." A partir daí, minha vida se resumiu a injeção, remédios e ansiedade diária, e ir ao médico era o meu trabalho. Após alguns meses, melhorei temporariamente, mas logo voltei a trilhar o caminho da incerteza. Meu marido sugeriu: "Desta vez, volte para sua terra natal e descanse em um lugar com ar puro." Então, levei meus três filhos e voltei para casa. Depois de retornar, dedicava-me às tarefas domésticas sem me esforçar demais e experimentei várias coisas que diziam ser boas, como moxabustão e remédios, mas nada melhorava, e eu vivia dias sombrios. Foi então que ouvi pessoas da vizinhança dizerem coisas como: "Dizem que balançar as mãos cura doenças, que coisa estranha", e vários outros comentários. Como a fama era muito boa, quando o Ministro veio à vila, pedi ajuda imediatamente. Depois disso, a cada sessão de Johrei, meu corpo melhorava dia após dia e, em duas semanas, meus ombros já não estavam rígidos, e o mundo parecia mais brilhante. A ansiedade tornou-se como um sonho do passado. Pouco depois que todos os vizinhos se converteram, eu também me converti, em junho. Após visitar o Santuário de Beppu e a igreja, sempre que recebia uma pequena purificação, ficava mais saudável a cada dia. Atualmente, sirvo às pessoas que vêm à casa do Ministro receber o Johrei e, na alegria de todos que estão sendo salvos, compartilho a alegria de também ter sido salva. Nessa alegria de ter sido salva, esqueço tudo e apenas me entrego ao Poder Divino. Enquanto clamo para que todas as pessoas que vivem em ansiedade em todos os cantos do país se apeguem a este Poder Divino de Salvação o mais rápido possível, encerro estas palavras. Eu, que Ressuscitei da Agonia da Tuberculose Nishinomiya-shi, Nagoe-cho 16, Província de Hyogo Igreja Média Mibae, Yoshiyuki Kojima (32) Terminado o trabalho do dia, estou agora sentado à mesa, fumando um cigarro distraidamente. A fumaça roxa sobe e se desfaz. Sinto-me pleno, feliz, e várias lembranças do passado vêm e vão em meu peito. Como consegui viver até hoje? Não, como consegui ficar tão saudável? Quando olho para trás e revejo o passado de sofrimento — marcado como tuberculoso infantil, deixei Hokkaido, onde meu pai estava destacado; formei-me com dificuldade na escola florestal de Shonan Chigasaki, como aluno carente; e passei oito anos de minha vida em branco, deitado no leito, doente — realmente não posso deixar de pensar assim. Com tristeza, lembro que, após me decepcionar com todos os tratamentos médicos, agarrei-me não apenas às terapias populares consideradas boas, mas também a todas as crenças; ainda assim, fui obrigado a retornar à medicina. Lembro-me de quando minha condição piorou e entrei em dificuldade respiratória: o Professor Moriyama, que hoje é o presidente da Igreja Média Mibae, estava na casa ao lado e, na época, também não conhecia este Caminho; para me ajudar, como a inalação direta do cilindro industrial de oxigênio, gerado pela eletrólise da água da empresa, não era suficiente, ele liberou o oxigênio no próprio quarto. Olhando para o Professor e para mim agora, isso sempre se torna um grande absurdo, do qual não podemos rir. No entanto, meu sofrimento naquela época era realmente sério. Quanto tempo mais minha vida duraria? Se continuasse assim, o fim estava próximo. O que aconteceria se esta única vida se acabasse? A partir daí, este "eu" desapareceria para sempre na eternidade? Ou existiria uma vida após a morte? Esse problema era, para mim, na época, uma questão crucial que eu não podia deixar de resolver. Se não houvesse uma vida após a morte dolorosa, eu seria esmagado por uma solidão insuportável; se tivesse que terminar minha curta vida de apenas vinte anos sem fazer nada, sendo apenas um fardo e causando preocupação aos meus pais, onde estaria o valor da minha vida? Esse problema, por mais que eu vasculhasse livros de todas as religiões ou passasse noites em claro pensando, não conseguia resolver de modo algum. Seria a vida algo tão cruel? É uma questão sempre antiga e ao mesmo tempo nova; muitos pensaram e sofreram com ela até hoje e, no entanto, ninguém jamais me deu uma solução definitiva. Houve quem apontasse uma solução, mas ninguém me deu uma base sólida para acreditar. Por mais habilidosa que fosse a explicação, sem uma base para crer, era como um castelo no ar. Esse sofrimento, em certo sentido, era um luxo de doente: quando a doença finalmente se agravou e atingiu o estado mais crítico, atormentado pela dor física, eu me debatia na agonia como a própria personificação da vontade de viver. Foi exatamente nessa época que, inesperadamente, recebi o Johrei. Ao experimentar em meu próprio corpo — quisesse ou não — a revelação divina de que a doença é purificação, não pude deixar de acreditar em Deus. E, à medida que meu corpo se recuperava como num sonho, minha paixão pelos estudos me fez, após dois anos, passar no exame de admissão para a escola técnica, completar o curso da Kobe Koto Kogyo e, finalmente, firmar-me na sociedade como uma pessoa completamente saudável. Além disso, meu milagre tornou-se o incentivo para que o Professor Moriyama, presidente da Igreja Média Mibae e empresário, se tornasse o que é hoje; e o entusiasmo e a seriedade dele como buscador da verdade também me levaram a estar na linha de frente da divulgação da fé. À medida que meu corpo se curava, os ensinamentos desta religião também esclareceram, pela primeira vez, a dignidade e a eternidade da vida humana, bem como o mistério da vida e da morte; minha alma foi iluminada. O problema que eu perseguia continuamente desde que me tornei consciente, enquanto jazia no leito doente, foi resolvido quando deixei a cama. Jamais esquecerei, pelo resto da minha vida, aquele momento de alegria. Venham, aqueles que sofrem de tuberculose! A chave para resolver a tuberculose — um dos maiores sofrimentos da vida — está apenas nas mãos do Messias, Meishu-Sama. Deve-se dizer que aqueles que acreditam e reverenciam Meishu-Sama e conseguem encontrar esperança e luz no sofrimento atual são verdadeiramente abençoados. Tuberculose Pulmonar Curada Completamente em Um Mês Moji-ku, Kitakyushu-shi, Oosato Kitagata-machi 5-chome, Província de Fukuoka Igreja Média Meirin, Minoe Furuta (31) Converti-me em 17 de outubro de 1950. Desde criança, nunca tive muitas doenças; depois de me formar, trabalhei em uma empresa. Em março do ano passado, ao fazer o exame médico periódico da empresa, fui alertado de que meus pulmões estavam um pouco fracos e que eu não deveria fazer esforços excessivos. A partir de então, meu corpo começou a manifestar sintomas estranhos: cansaço generalizado, perda de apetite, tosse, dores no peito, febre leve e outros sinais. Convencido de que se tratava do estágio inicial da tuberculose, fiquei desanimado. Posteriormente, em outra ocasião, fui diagnosticado: após uma radiografia, o médico me informou que o pulmão direito já estava dois terços comprometido e que eu precisava de repouso absoluto e de um pneumotórax artificial. Naquele momento, senti como se o mundo, de repente, ficasse completamente escuro. Continuei o tratamento com pneumotórax, mas o local onde o ar era injetado doía como se uma agulha estivesse cravada o tempo todo, e meu corpo ia ficando cada vez mais rígido. Houve dias em que não conseguia nem me virar na cama por quatro ou cinco dias. Para escapar daquele sofrimento, tentei várias terapias, mas nenhuma me transmitia segurança; pelo contrário, minha condição só piorava. Sem esperança de cura completa, passei dias sombrios e solitários, e decidi que, ao menos, gostaria de ser salvo do sofrimento espiritual pela proteção divina. Por acaso, um conhecido meu era seguidor da Igreja Messiânica e, ao saber do meu estado, gentilmente me falou sobre o Caminho e me incentivou. Fui imediatamente à Igreja de Oosato e, ao receber o Johrei, a dor no peito desapareceu de uma vez, e meu corpo ficou mais leve. A partir de então, a cada sessão de Johrei eu melhorava; após cerca de vinte dias, minha tez melhorou e, por mais que trabalhasse, não sentia mais dor. Estou melhorando. Toda semana vou ao hospital para exames, e me dizem que estou me recuperando — qual não é a minha alegria a cada vez? Como meu corpo voltou ao estado anterior, pedi permissão ao hospital para voltar ao trabalho; disseram-me, porém, que muitas pessoas com essa doença pioram, poucas se curam e, mesmo que melhorem temporariamente, há risco de recaída; como não é uma doença que se cure em um ou dois meses, eu precisaria descansar por um ano em repouso — e não me deram permissão facilmente. Fui à igreja e consultei os senhores Ministros, que me disseram que, se eu orasse bem a Deus, Ele certamente faria o melhor por mim. Orei então fervorosamente a Meishu-Sama e, uma semana depois, fui ao consultório e obtive permissão sem nenhum problema. Agora posso trabalhar junto com meus amigos da empresa como antes. Que alegria! Tudo isso é graças a Deus, e estou transbordando de gratidão. Um mês depois, a radiografia mostrou que as nuvens nos pulmões haviam desaparecido, e recuperei a saúde de antes. Passou-se apenas um mês desde a minha conversão, mas, ao refletir sobre ele, sinto uma emoção indescritível. Sob a proteção divina de Meishu-Sama, seguindo Seus ensinamentos e guiado pelos senhores Ministros, pude dar passos firmes em direção a uma vida correta. Expresso minha mais profunda gratidão e agradecimento. De agora em diante, desejo retribuir, nem que seja um milionésimo, a graça que recebi de Meishu-Sama e, ao mesmo tempo, compartilhar a alegria da minha cura completa com outras pessoas infelizes como eu. Estou decidido a me dedicar cada vez mais ao Caminho. Muito obrigado, verdadeiramente. Vários relatos de quem foi salvo do sofrimento da doença e da pobreza [Como vários relatos de quem foi salvo de longos sofrimentos] Publicado na edição nº 107 de "Glória", em 6 de junho de 1951 Cidade de Odate, Distrito de Kitaakita, Província de Akita Igreja Média Jikkō, Kikue Abukawa (36 anos) Por volta de dezembro de 1948, depois do parto, sofri de nevralgia; braços e pernas ficaram dormentes e a dor era tão intensa que eu não conseguia andar. Ouvindo boatos de que "até jovens podem ter derrame", fiquei desanimada e pessimista, achando que minha vida terminaria no meio do caminho. Ia ao médico todos os dias, levada por meus filhos mais velhos em um trenó-caixa. Os dias eram dolorosos, entre injeções e remédios desagradáveis; mesmo depois de um mês, meu corpo não voltava ao normal, e acabei me resignando. Contava meu sofrimento diário a conhecidos e visitantes, experimentava vários remédios que me indicavam, mas nada mudava, e eu lamentava minha sina infeliz. Um dia, por acaso, uma fiel da minha cidade me recomendou: "Se você mover as mãos, sua doença vai sarar." Achei absurdo, mas pensei: "Se eu sarar, não haveria nada melhor", e decidi me converter. Durante os três dias do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), uma pessoa com uma doença aguda veio ao local do curso e, milagrosamente, melhorou, indo embora alegre e emocionada. Outra, com uma doença como a minha, arrastando a perna e com o corpo todo dolorido, também se curou com apenas algumas sessões de Johrei. Vendo aquilo, eu, que estava meio cética, ouvindo as palestras dos Mestres, fiquei cada vez mais surpresa. "Ah, isso é verdadeiro, não há dúvida, é um poder verdadeiramente grato" — e, no terceiro dia, recebi o Ohikari protetor com plena confiança. Depois disso, sem que eu percebesse, meu corpo ficou completamente bom; mas, em casa, as crianças tiveram várias purificações, como dor de cabeça ou de barriga, e, envergonhada, tentava mover as mãos escondida. Algumas vezes parecia que eu tinha melhorado por sugestão, mas, por mais que movesse as mãos, o efeito não aparecia. Minha família dizia: "É mais rápido ir ao hospital do que fazer essas bobagens, pare com isso" — e fui alvo de muitas críticas e oposição. Assim, sem perceber, parei completamente de mover as mãos e acabei até tirando o Ohikari protetor. Desisti, achando que não conseguiria curar como os Mestres, e coloquei o Ohikari no altar budista, pedindo desculpas. No ano seguinte, em 25 de março de 1949, à uma da manhã, de repente houve um incêndio, e cinco casas queimaram em um instante. Minha casa era uma delas; só restou a fundação, o resto queimou completamente. Graças à ajuda de parentes e conhecidos, consegui finalmente construir uma casa e recomecei a viver, mas a pobreza só aumentava. A profissão da família era o comércio de bicicletas; no inverno, os fregueses desapareciam completamente, e ficávamos sem nenhuma fonte de renda. Mesmo assim, fui levando a vida. Para a compra de mercadorias na primavera, porém, fiz dívidas e participei de consórcios, totalizando cerca de 170.000 ienes. Em julho daquele ano, infelizmente, fui roubada novamente à noite: duas bicicletas novas foram levadas. Na época, uma bicicleta nova custava 18.000 ienes, e duas totalizavam 36.000 ienes, o que me encheu o peito de raiva e tristeza indescritíveis. Mesmo assim, pensando que, se eu contasse a desgraça aos clientes que vinham todos os dias, eles poderiam deixar de vir, não demonstrei nenhum sofrimento na superfície e mantive o ânimo. Em outubro, do mesmo ano, mais uma bicicleta nova foi roubada à noite. O que é isso? Não era algo que se comprasse por mil ou dois mil ienes; era uma quantia de dezenas de milhares, e fiquei extremamente frustrada. Novamente, em meio ao difícil inverno daquele ano, em fevereiro de 1950, o irmão mais novo do meu marido, que voltara do cativeiro soviético, foi hospitalizado com tuberculose — um paciente tão grave que não se sabia quando se curaria. Já fazia quase um ano que estava internado, ainda permanecia no hospital, e as despesas do tratamento ultrapassavam 100.000 ienes. Em maio do mesmo ano, minha quinta filha, uma menina, contraiu meningite de repente, e fiquei completamente desolada. Pouco depois da morte dela, meu sexto filho, um menino, começou a ter febre alta e tosse. Preocupada, levei-o ao médico, que diagnosticou tuberculose infantil. Fiquei tão desanimada que minhas pernas fraquearam. O médico disse para interná-lo imediatamente, mas, como não tinha de onde tirar o dinheiro, pedi que, de alguma forma, fosse possível tratá-lo em casa. Ele respondeu: “Então, se aplicarmos cerca de dez injeções de estreptomicina, como é criança, deve sarar rápido.” Seguindo o conselho do médico, comecei a aplicar a micina, mas a criança chorava desesperadamente, e três enfermeiras a seguravam à força para aplicar a injeção. Era tão doloroso ver aquilo que eu também chorava junto. Todos os dias, ver meu filho levar injeções era uma pena; mas eu queria salvar aquela criança querida a qualquer custo e, endurecendo o coração, prosseguia. Um adulto tomaria uma ampola de micina por dia; como ele era criança, dividia uma ampola para durar três dias. Cada ampola custava 1.100 ienes. Cortando todas as despesas da vida, consegui que ele tomasse dez injeções em um mês; mas, longe de melhorar, ele piorava a cada dia. Consultei o médico outra vez, e ele disse: “Se tomar mais quarenta injeções, deve melhorar.” Consultei meu marido, que voltou correndo, e contei a ele o que o médico dissera; ele, porém, com o rosto sombrio, nada respondeu. Como mãe, decidi que, ainda que a criança morresse, eu pararia por ali: se aplicasse mais quarenta injeções de micina, gastaria cerca de 50.000 ienes; e, se mesmo assim não melhorasse, seria dinheiro jogado fora. O irmão do meu marido ainda estava hospitalizado, gastando centenas de milhares de ienes, e eu já gastara com a minha quinta filha; se continuasse, só me afundaria em dívidas. “De qualquer forma, não tenho sorte com filhos”, pensei, resignada, e fiquei ainda mais firme. Cerca de uma semana depois de deixar o médico, a fiel de minha cidade que antes me recomendara veio à minha casa e disse: “O que você fez com aquele Ohikari protetor tão grato? Com certeza o abandonou. Por isso que várias desgraças vêm acontecendo uma após a outra. Que tal reconsiderar e entrar neste Caminho novamente?” E contou-me várias histórias de bênçãos. Assim, arrependi-me de todos os meus erros passados, pedi desculpas e decidi agarrar-me a este Caminho novamente. Imediatamente, levei meu filho, que estava com febre de 40 graus, à igreja, ao Mestre Suzuki. Ali, arrependi-me de todos os meus erros, pedi desculpas ao Daikōmyō Nyorai e recebi Johrei fervoroso todos os dias. Em menos de vinte dias, ele já estava completamente recuperado e cheio de energia. Com um poder tão grato e indescritível, aquela criança querida foi salva. Recebi um novo Ohikari protetor, coloquei também o Byōbu Kannon (Kannon do biombo) para veneração, reorganizei completamente o altar budista e o consagrei. Depois disso, não só não houve mais nenhuma desgraça, como, ao receber o Ohikari protetor, os negócios prosperaram, e toda a família vive feliz e alegre todos os dias. Só choro de gratidão, nem sei como agradecer. “Meishu-Sama, muito obrigado”, digo, e, abraçando meu filho, só choro copiosamente. Eu, que sou tão cheia de nuvens espirituais, por não conhecer o Caminho, não tinha alegria nem gratidão, e vivia dias escuros e solitários, lamentando a vida. Quero, o mais rápido possível, ensinar isso às pessoas que estão assim, para que, juntos, nos agarremos a Meishu-Sama e vivamos esta vida com felicidade. Meishu-Sama, muito obrigado. Vou me dedicar de todo o coração. Infiltração pulmonar incurável e, além disso, valvopatia cardíaca curada em três dias Igreja Média Nikkō, distrito de Hanaoka, cidade de Kitaakita, província de Akita Masa Watanabe (26 anos) Eu, que sofria de infiltração pulmonar e valvopatia cardíaca, consideradas doenças incuráveis, tenho a alegria de relatar que fui salva pela graciosa mão da grande compaixão do Komyo-Nyorai. Desde a infância, aos seis anos, sofri de valvopatia cardíaca por longos vinte anos; não sei o quanto sofri com dores e angústias, sempre desejando tornar-me uma pessoa saudável. Dependi de médicos, tomei remédios, apliquei injeções, fiz orações, tentei de tudo, mas não obtive resultados satisfatórios e tive de passar os dias com o coração pesado. Desde o ensino fundamental, não conseguia brincar com bolas; quando, sentada junto à janela ensolarada, observava tristemente os colegas de escola correndo alegremente, meus olhos se enchiam de lágrimas. Por volta do fim da escola, os sintomas pioraram: a região do coração ficou pesada e opressiva, as palpitações se intensificaram, e eu passava a maior parte do tempo deitada. Além disso, por volta do outono do ano retrasado, um resfriado se complicou, deixando meu corpo inteiro cansado, sem melhora por muito tempo. Em meio a esse sofrimento, fiz uma radiografia do tórax, fui diagnosticada com infiltração pulmonar e recebi a recomendação de repouso. Naquele momento, senti as forças se esvaindo; ao pensar que finalmente contraíra a temida doença pulmonar que todos evitam, meu coração se despedaçou, minha determinação desmoronou, e voltei para casa sem forças. A partir de então, meu estado piorava a cada dia, e a preocupação de meus pais era grande. O pneumotórax recomendado pelo médico não teve efeito algum; pelo contrário, tornou a sensação de peso e as palpitações ainda mais intensas, e cheguei a pensar que nem os remédios funcionavam mais, desistindo. Há algo mais trágico do que ser diagnosticada com uma doença incurável? Senti-me desolada e não sei quantas noites chorei pela minha própria infelicidade. Dependi de vários médicos e passei dias sofridos. Foi exatamente nessa época que uma senhora vizinha veio visitar-me e disse-me: “Veio uma pessoa que cura qualquer doença, por favor, venha.” Como diz o ditado “quem está se afogando agarra-se até em palha”, eu já me resignara a morrer sozinha, sem esperança de salvação, mas o desejo de viver mais um dia era imenso. Diante do incentivo tão entusiasmado da senhora, decidi tentar de qualquer forma. Na época, era a primeira vez que via o Johrei; para minha vergonha, recebi-o com dúvidas, perguntando-me se algo assim poderia realmente curar uma doença. No entanto, graças à bondade divina, na manhã seguinte à segunda sessão de Johrei, meu peito, que antes doía tanto, já se encontrava muito mais aliviado. No terceiro dia, ao ouvir as preciosas palavras sobre o Komyo-Nyorai e sobre os antepassados, compreendi o erro em minha casa. Acontece que, há vinte anos, quando nos tornamos um ramo familiar, seguindo o costume local, dizia-se que, se não cultuássemos os Budas, alguém se tornaria um novo Buda; recebemos então da família principal uma placa mortuária de mais de cinquenta anos, que mantivemos em culto. No entanto, ao ouvir as explicações do senhor, entendi que o erro estava em nós, o ramo familiar, que cultuávamos o que deveria ser cultuado pela família principal. Imediatamente, pedi ao senhor que realizasse o culto em sufrágio aos antepassados e, ao devolver a placa mortuária ao altar da família principal, que grande bênção! As palpitações, que eram tão intensas, acalmaram-se por completo, e meu corpo ficou leve e arejado. O sofrimento da insuficiência da válvula cardíaca e da infiltração pulmonar — que por muito tempo me levara a hospitais, a tentar todos os tratamentos médicos disponíveis sem nenhum efeito e, pelo contrário, a piorar a cada ano — foi resolvido de forma tão simples com apenas três dias de Johrei e com o culto ao altar. A alegria, o espanto e a gratidão daquele momento são absolutamente indescritíveis em palavras. Ah, o Komyo-Nyorai, em Sua grande compaixão e misericórdia, estendeu Sua preciosa mão salvadora até mesmo a alguém como eu. Assim que soube disso, fui imediatamente a Ōdate para participar do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e colocá-lo em meu peito. Diante da alegria de ter renascido naquele momento, da alegria de ter recebido novamente um corpo saudável pela grande compaixão e misericórdia do venerável Komyo-Nyorai, só me restava chorar de gratidão pela infinita grande compaixão e misericórdia de Meishu-Sama. Agora, estou decidida a transmitir essa alegria ao maior número possível de pessoas e, com minhas forças limitadas, retribuir, ainda que em parte mínima, a imensa graça de ter sido salva por este precioso Caminho. Da Vida de Luta Contra a Doença à Vida Luminosa Condado de Minamisaitama, Vila de Kashiwazaki, Bairro de Yokone Igreja Média Wakō, Shigeko Shimizu (24 anos) Tive a honra de ingressar na fé em outubro do 24º ano da Era Showa (1949). Aqui registro minha gratidão por um ano e meio de emoções e, ao mesmo tempo, expresso meus agradecimentos pela proteção divina que recebi. Nasci com saúde frágil e, ao que parece, estive à beira da morte várias vezes. Durante os anos de estudante, fui ativa e amante dos esportes, mas, a partir dos dezenove anos, quando me formei na escola profissionalizante, fui diagnosticada com uma doença torácica. Nem preciso dizer que, desejando viver a qualquer custo e escapar da escuridão do fundo do poço da tuberculose, dediquei-me ao repouso e concentrei toda a minha energia em injeções e medicamentos para me tratar. No entanto, a doença só piorava. Após três anos, talvez exausta pelo repouso e pela tensão nervosa, fiquei extremamente debilitada, perdi o apetite e passei a sofrer de insônia contínua. Meu estado piorou repentinamente: passava os dias entre escarros de sangue, ainda sofria com dores ginecológicas, perguntando-me se viver era realmente tão difícil, e lutava desesperadamente todos os dias. Incapaz de suportar a dor no peito e o sofrimento ginecológico, submeti-me a uma cirurgia abdominal aberta, mesmo em plena hemoptise. Felizmente, escapei do perigo em segurança e recebi alta, mas os escarros de sangue ainda não cessavam. Para viver, eu sofria com a insônia e a falta de apet Foi nessa época que recebi a orientação da Sra. Katsuko Abe (atualmente esposa do advogado Oku), que era obreira da Igreja de Negishi, em Urawa. Por ter sido professora do ensino fundamental por muito tempo, fui tocada por sua gentileza. Além do Johrei, ela conversava comigo sem reservas sobre vários assuntos, fazendo-me companhia, e fiquei muito feliz. No entanto, por estar tão apegada à medicina, com sentimentos complexos, entre lágrimas e sorrisos, acabei recebendo o Johrei. Assim, recebi o Johrei por cerca de dez dias, mas, talvez por estar amargurada, não gostava de admitir que estava melhor, e suspeitava se não estaria sendo seduzida por uma seita herética. Seguindo o conselho, fui à Igreja de Negishi, em Urawa, no endereço 20 de Negishi, onde fui apresentada ao Mestre Oyama. Após o Johrei, ele me disse: "A partir de hoje, levante-se e mova-se. Ah, você vai melhorar logo." Senti-me quase desprezada e chorei, mas, atraída pelos ensinamentos sinceros e pela personalidade do Mestre, mesmo sem conhecer claramente Deus, acabei ingressando na fé. Meus pais disseram que, aos olhos deles, eu havia melhorado de forma surpreendente, e me alegrei com a felicidade da conversão. No mês seguinte, meus pais também tiveram a honra de ingressar na fé, e, recebendo o Johrei deles de manhã e à noite, comecei a frequentar a igreja. Cerca de seis meses após a conversão, os escarros de sangue pararam, e completei um ano. Eu, que era magra como uma perna de galinha, recuperei o peso normal, a ponto de não parecer mais alguém que esteve doente, e me tornei tão gulosa que o Mestre Oyama ria de mim. Acredito que não há felicidade maior na vida do que a gratidão por ter recuperado completamente a saúde. Ao conhecer Deus pela primeira vez e saber do poder de Meishu-Sama, minha família se encheu de alegria e, graças a Ele, passamos a receber o Daikōmyō Nyorai. Embora eu ainda seja uma crente vergonhosa, gravo os ensinamentos de Meishu-Sama em meu coração, recebo a orientação dos diversos Mestres e passo meus dias em gratidão. Decidi agarrar, pouco a pouco, uma vida de sinceridade, apoiar-me no Komyo-Nyorai e dedicar-me à orientação para transmitir a verdade absoluta de Meishu-Sama, e fui incluída entre os últimos Ministros. Por fim, permitam-me acrescentar uma palavra. Minha família serviu como prefeitos da vila por gerações e não nos faltava nada, mas aprendi profundamente que a verdadeira felicidade do ser humano não está em posição ou bens materiais, mas sim em conhecer a Deus e ter saúde. Meishu-Sama, muito obrigada. Apresento-lhe meus respeitosos agradecimentos. Eu, que Duvidava, Fui Banhada pela Luz Condado de Wake, Cidade de Hinase, Província de Okayama Igreja Média Senshin, Kinuko Matsubara (25 anos) Desde a primavera dos meus dezoito anos, sofri por três anos de uma grave linfadenite hilar e pleurisia. Depois de tentar de tudo e finalmente me recuperar, em agosto do ano retrasado tive uma recaída, com estado ligeiramente febril e dores no peito, e andava sem ânimo. Naquela época, minha mãe estava de cama com dores abdominais. Talvez tenha sido uma conexão com os antepassados: no dia 15 do Obon, ouvi de minha irmã mais velha sobre a Igreja Messiânica. Imediatamente, minha mãe foi visitar o templo e recebeu o Johrei, dizendo que se sentia muito bem. No dia seguinte, eu também recebi o Johrei duas ou três vezes do Mestre Hayashi, que estava vindo de Ōgaki na época. No dia 18, houve uma palestra do Mestre Asano e, enquanto ouvia, senti de repente o desejo de receber o Ohikari. Imediatamente, eu e minha mãe o recebemos. Depois disso, sem perceber, esqueci da doença. Pouco tempo depois, passamos a cultuar o Komyo-Nyorai e o Daikōmyō Nyorai. Dessa forma, toda a minha família pôde entrar no caminho da Igreja Messiânica. Mesmo envolta diariamente em benefícios materiais imerecidos, eu era facilmente puxada por Divindades malignas, e coisas que não conseguia aceitar surgiam uma após a outra. No entanto, ao ouvir as palestras dos diversos Ministros, eu reconsiderava seguidamente — realmente, sofria dia e noite com meu próprio coração teimoso. Então, no mês passado, recebi subitamente uma purificação intensa em todo o corpo. Durante dois meses, senti uma dor de cabeça tão forte que parecia que ia rachar, dores nas costas que ecoavam a cada passo, e uma dor na cintura que parecia que ia quebrar. Foi uma purificação verdadeiramente indescritível. No entanto, recebendo o Johrei continuamente, a partir do terceiro dia comecei a melhorar aos poucos, e por volta de uma semana já estava completamente boa. Após receber esta purificação, minha cabeça ficou muito leve, a cor do meu rosto melhorou, meu corpo ficou mais leve, e até subir uma montanha de uma légua tornou-se incrivelmente fácil. As dúvidas que eu não conseguia acreditar sinceramente até então se dissiparam sem que eu percebesse, e a luz começou a brilhar dentro de mim. Compreendi claramente que as doenças que as pessoas temem, ao nos permitirem entrar no caminho da fé, transformam-se em preciosas purificações, e que, ao tornar a purificação mais fácil através do Johrei, podemos limpar nossos corpos de pecados e impurezas. Neste estado de grande alegria, imensa paz e capacidade de viver com júbilo, estou decidida a guiar, ainda que seja uma pessoa a mais, aqueles que sofrem e se angustiam, ajudando no que for possível, ainda que minhas forças sejam insuficientes. Salvo da Tuberculose Pulmonar com Diagnóstico de Morte e Reerguido para o Caminho da Regeneração Tsuneo Nakano (30 anos) Igreja Média Meirin, Kogushi-cho, Toyoura-gun, Prefeitura de Yamaguchi Desde o início do vigésimo quarto ano da Era Showa (1949), minha saúde estava ruim, especialmente com peso na parte de trás da cabeça. Mas pensei que não fosse nada demais e me esforcei em minha profissão, porém não melhorei em nada. Por volta de maio, piorei cada vez mais, a ponto de ter dificuldade para andar. Achando que não podia continuar assim, consultei um médico e descobri que já estava em um estado irreversível: todo o pulmão direito tinha uma cavidade na parte superior, e eu estava na fronteira entre a vida e a morte. O médico disse repetidamente que, daquele jeito, eu nunca iria sarar; o único caminho para a vida era a cirurgia, que exigiria a remoção de nove costelas. Meu desespero, é claro, e o choque de minha esposa e pais foram indescritíveis. Pensando que talvez outro médico pudesse ajudar, consultei vários, mas todos disseram a mesma coisa. A partir de então, vivi com um sentimento de constrangimento; separei-me de minha esposa, fui despejado da casa alugada e não pude fazer nada. Nisso, ouvi dizer que acupuntura e moxabustão eram bons e, como último recurso, em novembro, internei-me em uma clínica de acupuntura por cerca de seis meses, fazendo moxabustão diariamente por um ano inteiro, sem falta. Durante esse período, tentei todos os tipos de tratamento, mas não encontrei nenhuma esperança. Em outubro do vigésimo quinto ano da Era Showa (1950), consultei o médico novamente, e ele afirmou veementemente que, o que antes era apenas o pulmão direito, agora estava todo ruim em ambos os pulmões, e que não havia cura, nem com cirurgia nem com qualquer outro tratamento. Naquela ocasião, o médico também disse: "Se fosse para curar com religião ou moxabustão, até mesmo ficar à toa curaria." Quando perguntei o que deveria fazer daí em diante, ele respondeu que, quer eu comesse coisas deliciosas ou ruins, quer ficasse em repouso, não importava o que fizesse, eu nunca iria sarar, e nem me receitou remédios. Senti como se tivesse sido jogado no fundo do inferno, sem nenhuma saída. Dito por um médico de um hospital nacional, considerado renomado, pensei: "Ah, que coisa! Será que não existe Deus nem Buda neste mundo?" E passava os dias sem esperança, vagamente, em lágrimas. A velocidade de hemossedimentação era de 95 mm na primeira hora, o bacilo de Koch era grau 8 a 10, e na radiografia só apareciam dois ossos inferiores. Disseram que a radiografia de um ser humano moribundo é assim, e ela foi usada como exemplo no hospital — como me senti por ser usado como exemplo é indescritível. Pensando que preocupar meus pais ainda mais seria acumular ingratidão filial, quantas vezes decidi morrer? Nisso, meu tio veio e disse: "Existe um Deus que cura tudo facilmente. Acredite, mesmo que pense que é engano, e vá rezar." Embora pensasse que não adiantaria, decidi ir rezar — isso foi, para mim, o momento de luz. Em 3 de novembro do vigésimo quinto ano da Era Showa (1950), recebi o Johrei do Sr. Nishijima e, depois, comecei a receber a orientação do Sr. Kito, e pela primeira vez conheci o verdadeiro amor. Cada vez que recebia o Johrei, meu corpo ficava mais leve e a dificuldade para respirar gradualmente melhorava. Ah, estou salvo! Derramei lágrimas de alegria. Em 27 de novembro, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) do Sr. Kito e, quando recebi o Ohikari, fiquei realmente feliz e emocionado. Depois disso, continuei recebendo o Johrei do Sr. Nishijima, melhorei completamente e, em dois meses, fiquei maravilhado, como num sonho, que o destino de uma pessoa pudesse mudar tanto. Atualmente, graças a isso, posso caminhar dois ou três ri (cerca de 8 a 12 km) diariamente sem dificuldade e me dedico à obra divina. Embora minha escrita seja pobre, expresso com lágrimas minha gratidão por esta salvação. Eu, que pensei em suicídio Yoshiko Iwafune (28 anos) Igreja Média Nikkō, Shibahira-mura, Kazuno-gun, Prefeitura de Akita Apresento aqui, como está, a gratidão por ter recebido inúmeras proteções divinas incontáveis e por ter minha vida, que já não existia, salva. Sou mãe de dois filhos. Desde a primavera do vigésimo terceiro ano da Era Showa (1948), minha saúde estava de alguma forma ruim. Apesar de ser uma primavera em que as flores sorriam e os pássaros cantavam, meu coração foi gradualmente se fechando na tristeza. Segundo o diagnóstico médico, eu tinha beribéri, hemorroidas, problemas gastrointestinais, doença hepática, pleurisia e infiltração em ambos os pulmões — era como um armazém de doenças, só de pensar dava arrepios. Tentei todos os tipos de tratamento, mas não melhorei nada. O médico ordenou repouso absoluto, e eu definhava a cada dia. As pessoas da vizinhança chegaram a dizer: "Parece que ela já está com um pé no caixão." Além disso, estava grávida na época, mas o médico disse: "Neste estado, o corpo da mãe não aguenta", e fui submetida a um aborto induzido. Depois disso, o útero também começou a doer, e a situação só piorou. Logo, formou-se um caroço do tamanho do punho de um bebê no lado inferior direito do abdômen, e eu não conseguia apoiar a perna direita, andando naturalmente mancando. Por outro lado, meu marido, que ainda não havia se livrado completamente da mentalidade militar, não tinha nenhuma compaixão e dizia: "Você pode morrer quando quiser, há muitas novas. Tatames e esposas são melhores quando novos." Imagine como me senti ao ouvir isso. Logo, voltei para a casa dos meus pais com as crianças e passei a viver separada do meu marido. Meu apetite foi diminuindo gradualmente, a ponto de não conseguir engolir nem um grão de arroz. Em casa, minha mãe, sozinha, esquecendo de comer e dormir, cuidava de mim e também das crianças. Mas será que a sinceridade de minha mãe não chegava a Deus? Minha condição só piorava. Noite após noite, eu abraçava meus filhos, chorava e não havia uma noite em que não molhasse o travesseiro. Pensando em minha mãe, meu marido e meus filhos, e em quanta preocupação e sofrimento eu lhes causava, sentia como se meu coração fosse cortado. Quanto mais me desesperava para ficar saudável rápido, mais parecia que a morte se aproximava. Não conseguia conter as lágrimas que brotavam involuntariamente. Quantas vezes decidi morrer, pensando em ir para o outro mundo de uma vez? Mesmo assim, ainda corria atrás de médicos e remédios, e no final acabei tendo que vender minha própria casa. Ah, que dia abençoado foi aquele! 12 de setembro do vigésimo terceiro ano da Era Showa (1948) — para mim, o dia inesquecível da regeneração e da emoção. Existiu alguma vez uma vida de alegria tão nobre e bela? O venerável Komyo-Nyorai, de quem "nunca vi nem em sonhos, nunca ouvi falar" e "nunca imaginei", não nos abandonou, a nós, cobertos de nuvens espirituais, e estendeu Sua mão misericordiosa. Meu marido, inesperadamente, encontrou no trem seu companheiro de guerra, o Mestre Masao Suzuki, que nos apresentou este venerável Komyo-Nyorai. O Mestre Suzuki estava justamente em missão de divulgação na região de Akita, vindo da distante Shizuoka. Na época, eu não conseguia acreditar sinceramente e ria por dentro, pensando: "Um corpo que nem o médico curou, como poderia curar com um deus qualquer?" Na noite de 12 de setembro, o Mestre Suzuki, apesar de muito ocupado, veio especialmente para mim, sem se importar em percorrer três ri (cerca de 12 km) de distância. Naquela noite, ainda meio cética, recebi o Johrei duas vezes e fui para a cama. Mas o que aconteceu? Por volta da meia-noite, senti algo estranho no estômago e, quando me levantei para ver, estava saindo sangue preto em abundância. Na manhã seguinte, a sensação de bem-estar era indescritível. Quando o leste clareou, levantei-me de repente, sem pensar. Quando tentei andar, consegui fazê-lo sem mancar da perna direita, que doía tanto. Pensando "O quê?", coloquei a mão no abdômen: o inchaço e o caroço haviam desaparecido completamente, e meu corpo, de repente, ficou leve e revigorado. Meu rosto triste e pontiagudo, que há meses não sorria, abria-se agora num sorriso brilhante. A alegria daquele momento nunca, jamais, sai da minha mente — verdadeiramente, "não saber o que fazer com as mãos e os pés" descreve bem esse estado de espírito. Sentindo-me inquieta, tirei imediatamente o pijama, vesti um vestido e fui para a cozinha, sentindo uma força brotar do fundo do meu coração. Vendo minha transformação de ontem para hoje, até mesmo o Mestre Suzuki ficou surpreso, e meu marido, tão feliz que mal conseguia falar, repetia: "É verdade? É verdade?" A alegria deste momento é absolutamente indescritível. Meu marido se filiou à fé em outubro daquele ano, e eu, em janeiro do ano seguinte. Ele também participou do serviço de construção do Zuindai, e eu, em abril, pude visitar a Sede. Embora meu texto seja pobre, enquanto o escrevo, uma emoção ardente brota novamente. Comparando com meu estado de espírito naquela época, como é preciosa a vida destes dias, cheia de luz e esperança! Agradeço do fundo do coração, profunda e calorosamente e, ao mesmo tempo, apoiando-me em Komyo-Nyorai, estou determinada a dedicar-me, com todas as forças desta vida que recebi, à construção do Paraíso Terrestre. Mestre Meishu-Sama, muito obrigado, de verdade. Do fundo das montanhas nevadas da distante Akita, apresento meus mais profundos e calorosos agradecimentos. Até a Cura da Tuberculose Pulmonar Sagami Yamashita (38 anos) Rua Tsururo Sanbashi-dori, Nobeoka-shi, Prefeitura de Miyazaki Igreja Grande Kōhō Apresento minha gratidão pela alegria de ter-me filiado à fé juntamente com a cura completa da tuberculose pulmonar no vigésimo quinto ano da Era Showa (1950). Olhando para trás, em agosto do vigésimo quarto ano da Era Showa (1949), fui ao Hospital Hayashi, em Totoro-cho, por causa de uma leve dor lombar. Com uma injeção, melhorei rapidamente, e o médico disse que, se o remédio fizesse efeito, talvez fosse reumatismo. No inverno seguinte, a dor veio novamente; tomei injeção, mas não sarou. Como tivera pleurisia nove anos antes, após o parto, fiquei preocupada e fiz uma radiografia. Disseram-me: "Você não viveria mais três anos. Veio na hora certa. Repouse imediatamente e faça uma dieta alimentar." Fiz pneumotórax três vezes no pulmão esquerdo, mas a ansiedade aumentava gradualmente. O médico, dizendo que precisava proteger o pulmão direito, fez pneumotórax novamente, agora no direito. Continuei fazendo, num total de cinquenta e três vezes, mas sem nenhum efeito. Quanto mais eu queria ficar saudável rápido, mais passava dias tristes e deprimentes. Meu irmão mais novo também estava internado com tuberculose e, cada vez que via a carta dele dizendo: "Se você pudesse fazer pneumotórax, seria feliz", pensava: "Ah, será que isso está bom?" No início de setembro, um jovem veio vender jornais. Até então, eu não sabia o que era a Igreja Messiânica Mundial. Pensei: "Bem, vou ler para me distrair", e peguei um. Li o relato de experiência de cura completa de uma doença. Mesmo sem entender, fui à igreja filial de Nobeoka. Embora duvidasse do Johrei, algo que nunca tinha visto nem ouvido antes, ao recebê-lo, a tensão nos ombros desapareceu, meu coração ficou mais leve, e pude voltar a visitar a igreja no dia seguinte, o que me fez pensar que havia alguma atração divina. Meu irmão mais novo me escreveu dizendo: "Não se deixe enganar por superstições e seitas heréticas; numa época de tanto avanço científico, não é possível curar doenças com religião." Meu marido dizia: "Você não ouve nada do que eu digo", e meus pais chegaram a falar em me levar de volta para a casa da família. Com a oposição de todos ao redor, meu coração não se acalmava. Fui ao hospital novamente, e o médico disse: "Você deve estar com falta de ar", mas que não havia nada de anormal. No entanto, a ansiedade não passava. Quando fiz um raio-X, disseram que meu pulmão direito estava ruim. Quando perguntei se antes não haviam dito que era o esquerdo, o médico apenas respondeu "É mesmo?" e não disse mais nada. Perdi a confiança nas palavras dos médicos. Pensando: "Eles dizem que a ciência avançou, mas como pode haver um erro desses?", senti ansiedade e ressentimento, e finalmente entendi que, graças ao Johrei, eu havia melhorado tanto. Depois disso, passei a receber visitas para o Johrei e melhorei cada vez mais. Após apenas três dias do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), percebi que, tanto eu quanto os outros, havíamos recebido o poder divino. Agora, meu marido chegou a dizer: "Fale com seu irmão para ele também receber o Johrei o mais rápido possível", demonstrando tanta confiança. Hoje, mesmo viajando, não sinto nada. Ao ver os produtos do método da agricultura natural e cultivá-los eu mesma, não posso deixar de agradecer ao poder verdadeiramente vasto e ilimitado de Deus. Muito obrigado. Tuberculose Curada Instantaneamente e Ainda Ganhei um Filho Igreja Média Hareruya, Yoko Takamiya (31 anos) 1-136 Kami-Ogikubo, Suginami-ku, Tóquio Eu, que nunca tivera uma doença, logo após a alegria de me formar na escola de música em 1942, fui diagnosticada pelo médico com catarro no pulmão direito e infiltração pleural esquerda. Desapontada e desanimada, para me curar o mais rápido possível, segui à risca as orientações de três médicos: remédios, injeções e nutrição. Enquanto descansava, meu estado oscilava entre melhora e piora, e eu definhava lentamente. Dois anos depois, até os médicos começaram a coçar a cabeça. Pensava: "Será que minha alegre juventude vai acabar na cama?" Achava que não havia ninguém mais infeliz do que eu. Minha natureza despreocupada se transformou em amargura, e eu só conseguia pensar em tudo de forma negativa. Foi quando me recomendaram esta Igreja Messiânica, mas pensei: "Com essas superstições...", e, totalmente desdenhosa, não dei ouvidos. No entanto, minha mãe, querendo me curar a todo custo, foi receber o Ohikari. Mesmo assim, continuei teimosamente me opondo. Mas, devido ao calor, o sofrimento era tão intenso que eu não sabia onde me colocar, e resolvi experimentar e recebi o Johrei. Como me senti muito bem, fui levada, ainda com fé vacilante, até a sede da Igreja Média Tamagawa. Em menos de uma semana, já estava completamente recuperada. Até eu, tão teimosa, não pude deixar de acreditar na absoluta preciosidade do Ohikari. O resultado do exame na Universidade Imperial foi uma recuperação tão surpreendente que até o médico que me acompanhava ficou espantado — as manchas no raio-X desapareceram completamente. Depois disso, mesmo durante os bombardeios e o período difícil pós-guerra, eu estava com o dobro da energia das outras pessoas e podia sair para fazer compras tranquilamente. Nos seis anos seguintes, cada vez que praticava o Johrei com familiares e conhecidos, minha fé absoluta se aprofundava. As preocupações com doenças em casa desapareceram, e tudo se tornou alegre e luminoso. Exatamente como ensinado por Meishu-Sama, vivemos dias que podem ser chamados de Paraíso Terrestre, sem doença, pobreza ou conflito. Depois, casei-me. Apesar de a medicina dizer que, mesmo curada temporariamente, era preciso ter cuidado com o parto e estar sempre atenta a uma possível recaída, no ano passado, sem a menor ansiedade, dei à luz um menino de 3,56 kg (950 monme). Além disso, apesar de ser meu primeiro parto aos 30 anos, foi um parto tão fácil que até a parteira se surpreendeu. Desde então, o bebê não teve nenhuma doença, e seu desenvolvimento supera em muito a média — todos se espantam ao vê-lo, quase andando antes do primeiro aniversário. Tudo isso se deve unicamente à preciosa proteção divina de Komyo-Nyorai. Com profunda e intensa gratidão, anseio dia e noite que o maior número possível de pessoas conheça este ensinamento e este poder. Minha Felicidade Igreja Média Minori, Hisao Matsui (21 anos) 120 Oshidashi, Izusan, Atami, Shizuoka Durante dois meses, de janeiro a março de 1949, passei pelo inferno com um diagnóstico de infiltração pulmonar em um certo hospital de Yokosuka. Isso, para o bem ou para o mal, foi algo realmente significativo para mim. No dia seguinte à minha internação — que ninguém sabia, exceto minha tia —, meu tio, que tinha tuberculose pulmonar e de quem todos diziam que morreria a qualquer momento, subiu a longa ladeira do hospital com uma aparência saudável e disse: Tio: "Vim curar sua doença." Meu espanto, e o da minha tia, que estava ao lado, foi imenso, é claro. Após o Johrei terminar e meu tio ir embora, fiquei pensando sozinho: "Agitar as mãos e emitir uma tal de energia espiritual para curar doenças", "É melhor não tomar remédios", "Se não estiver a fim, não importa o quanto fique internado", "Vocês ainda não entendem." Senti uma leve melhora, mas algo era estranho. As palavras do meu tio e meus pensamentos se cruzavam, e quanto mais pensava, mais me sentia perdido no vazio. De qualquer forma, ele veio especialmente de Yamanashi, tão longe, para me fazer o Johrei. Após receber alta, comecei a frequentar a igreja em Zushi que me foi apresentada. No segundo dia, voltei ao trabalho, depois comecei a frequentar a escola noturna e, durante o intervalo do almoço, até jogava tênis. Mesmo assim, não sentia nada de anormal no corpo; pelo contrário, meu humor melhorou. Foi a partir dessa época que a luz começou a brilhar em meu peito. Quando isso aconteceu, só queria receber o Ohikari e passei a rezar dia e noite para Komyo-Nyorai. Então, milagrosamente, recebi um aporte de superação equivalente ao valor da taxa de agradecimento pelo curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), e um bônus equivalente ao valor de agradecimento por haver recebido Komyo-Nyorai; com essas entradas de dinheiro consecutivas, chorei de emoção. Estou envolto pelo grande amor de Deus e por Sua espessa vestimenta espiritual, e esta é a orientação de meus antepassados. Sozinho, de tanta alegria, não sabia o que fazer com as mãos e os pés. Assim, recebendo a imensa graça de Deus, vivo uma vida tão feliz que é quase um desperdício. Salva da Paranoia Persecutória e da Tuberculose Igreja Média Meirin, Michiko Sonoda (20 anos) Kannonzaki-cho, Shimonoseki, Yamaguchi Desde que me foi permitido ingressar nesta fé, em março do ano passado, tenho presenciado inúmeros milagres e recebido incontáveis proteções divinas. Ao pensar nestes dias, sem qualquer ansiedade ou sofrimento em relação à doença, lembro-me dos quatro anos que passei com a dor das injeções e dos remédios. Em 1944, fomos mobilizadas como estudantes para trabalhar na Kobe Steel. Cerca de um mês depois de começar a trabalhar, houve um exame médico. Fui reprovada por fraqueza e tive de voltar para a escola. Quando consultei um médico, ele disse: "Não há nada de errado em particular", mas recomendou que tomasse uma injeção chamada AO. Tomei a AO por cerca de três meses, mas, sentindo-me insegura, mudei de médico. O resultado do raio-X mostrou "linfadenite hilar", e o novo médico disse que a AO era absolutamente contraindicada. Assustada, abandonei o médico anterior e, com um ano de licença escolar, continuei indo ao médico diariamente. No entanto, como não havia grandes mudanças, fui trocando de médicos e remédios, tentando me tratar, mas só piorava. Ademais, a cada médico que mudava, o diagnóstico oscilava entre "linfadenite hilar" e "infiltração pulmonar", sem se fixar — o que me pareceu ridículo. Também fui evacuada por causa da guerra; então parei de ir ao médico e me tratei em casa. Depois da guerra, voltei e consultei por um ano o Dr. Nabeshima, amigo íntimo de meu pai. No final, fui diagnosticada e recomendaram "repouso absoluto". Foi então que percebi que tinha algo mais terrível do que a tuberculose. Seria neurastenia? Ou paranoia persecutória? De qualquer forma, tudo no mundo me assustava. Nos piores momentos, tinha medo de andar até mesmo sobre um único tatame. Não conseguia dizer o que queria, nem fazer o que desejava. Constantemente, parecia que alguém dentro de mim sussurrava que algo ruim iria acontecer. Ficava irritada, com os nervos à flor da pele, e a agonia de me segurar para não enlouquecer era algo fora do comum. Era uma miséria tão grande que uma mente sã jamais poderia compreender. Não conseguia contar isso a ninguém; e, ainda que contasse, não seria compreendida. Sofri e me angustiei sozinha. Exausta mentalmente, passei a odiar até mesmo viver neste mundo e pensei que, se era para sofrer tanto, mais valia morrer. Olhava friamente para o meu peito piorando gradualmente nos raios-X, como se fosse algo de outra pessoa. Ignorando a dor dos meus pais, pensava secretamente: "Ah, está piorando cada vez mais. Logo poderei morrer" — e isso era até uma alegria secreta. Eu mesma pensava e dizia aos outros: "Não tenho apego a este mundo. A maior felicidade é morrer sem sofrer, já que o pulmão não dói." Foi quando minha mãe me incentivou: "Dizem que sua prima teve meningite cerebrospinal e se curou com o Johrei, e que uma pessoa com paralisia infantil na vizinhança agora consegue correr. Você precisa ir rezar." Achei aquilo um absurdo e recusei, pensando: "Se realmente me curasse, eu, que esperava justamente a morte, teria apenas o corpo são. Se esse sofrimento mental continuar, isso sim será insuportável." Cerca de quinze dias depois, mudei de ideia. Com o pensamento irreverente de que, se fosse religião, talvez pudesse aliviar também o sofrimento mental, fui rezar. Três meses depois, percebi que, sem saber como, estava livre da paranoia persecutória que tanto me atormentava, e fiquei surpresa como se fosse agora. Além disso, penso que, tendo sido diagnosticada com "repouso absoluto", no dia seguinte ao receber o Johrei já pude fazer trabalhos leves, e agora consigo trabalhar tanto quanto qualquer outra pessoa — parece um sonho. Se não tivesse conhecido este Caminho naquela época, penso que estaria louca ou morta, e isso me dá arrepios. Diante disso, não posso deixar de sentir a compaixão de Komyo-Nyorai e a graça de Meishu-Sama. Retribuir uma graça tão imensa é algo que nem posso almejar, mas, desejando ao menos poder ajudar de alguma forma, estou servindo sob a orientação do Mestre Baba. Por ser tola, não consigo expressar nem metade do que penso, mas espero que isto sirva de referência para aqueles que sofrem como eu sofria. Permitam-me relatar minha experiência e, ao mesmo tempo, expressar minha gratidão. A Alegria de Quem se Apega ao Senhor Takayama, Município de Onsen, Distrito de Mikata, Província de Hyogo Igreja Média Jinwa, Masako Nakamura (22 anos) Por volta do final de agosto do 19º ano da Era Showa (1944), comecei a sentir dores no peito e nas costas. Consultei um médico e fui diagnosticada com pleurisia, sendo internada imediatamente. Depois, meu estado melhorou e tive alta, voltando a ajudar nas tarefas domésticas. No entanto, talvez isso tenha sido excessivo: a doença reapareceu com os mesmos sintomas de antes, e dores de cabeça se somaram, obrigando-me a ficar em repouso. Usei todo tipo de injeção e medicamentos, mas sem efeito, e passava os dias ansiosa. Foi então que, como se fosse uma providência divina, uma amiga me disse: "O Mestre Nishigaki, apenas com um movimento de mão, cura qualquer doença." Imediatamente, pedi ajuda ao Mestre Nishizaki e recebi o Johrei. Que coisa maravilhosa! A dor de cabeça que tanto me atormentava desapareceu completamente. A partir de então, meu estado melhorou dia após dia, e pude compreender a graça do Johrei, ingressando na fé em 17 de novembro do 21º ano da Era Showa (1946). Desta vez, recebi uma proteção divina ainda mais extraordinária. Por volta do dia 10 de junho do ano passado, minha cabeça começou a doer e eu comecei a tossir. Pedia o Johrei à Sra. Tanabe, da igreja, mas a purificação foi se intensificando, e passei a sentir dores no peito e nas costas, além de falta de ar. Enquanto frequentava a igreja, as dores no peito e nas costas melhoraram; no entanto, mesmo andando um pouco, sentia falta de ar, perdia gradualmente o apetite e passei por uma purificação de diarreia. Meu corpo foi emagrecendo até ficar realmente só pele e osso. Embora soubesse que era uma purificação, a preocupação era imensa. O Mestre, com muita gentileza, disse-me: "Rogue de todo o coração ao Daikōmyō Nyorai." Desde a manhã do dia 8 de agosto, senti-me extremamente leve. O Professor disse: "Ah, que gratidão! É proteção divina. Parece que já passou o pior", e eu suspirei aliviada. No entanto, meus pais, que ainda não haviam ingressado na fé, insistiram: "Consulte um médico uma vez." Sem alternativa, fui ao médico. O resultado do raio-X mostrou que ambos os pulmões estavam muito deteriorados. Disseram que era um caso grave de tuberculose e que eu precisava de repouso absoluto em um lugar tranquilo. Mas não me importei nem um pouco com o que o médico disse, pois já havia ingressado na fé e sentia a força de poder contar com o Johrei. No dia 15 de agosto, voltei para a casa dos meus pais para descansar, mas meu irmão, que ainda não havia ingressado na fé, dizia: "Quando se está doente, o remédio é que resolve. Johrei é superstição", e não me ouvia. Eu não conseguia esquecer as palavras gentis do Mestre; então escondi todos os remédios para que minha família não os encontrasse e os joguei fora, apegando-me com todas as forças ao Daikōmyō Nyorai. A partir de então, meu estado melhorou dia após dia, o apetite foi aumentando, minha tez melhorou e meu corpo magro foi ganhando peso aos poucos. Até aquela forte dor no peito foi aliviada e, graças a isso, a partir de 11 de novembro, pude começar a ir à igreja, a uma légua de distância, subindo uma ladeira, para receber o Johrei. Durante esse tempo, o médico, ao saber da minha recuperação pela minha mãe, ficou surpreso e teria dito, repetidas vezes: "É verdade? É verdade? Isso não é possível." É uma pena que, mesmo tendo recebido uma proteção divina tão grande, minha família ainda não tenha compreendido claramente a graça do Caminho. Oro com todas as forças para que, um dia, eles certamente compreendam. Se eu não conhecesse este Caminho, o que teria sido de mim? Provavelmente, nunca mais teria conseguido me levantar. Sob a grandiosa proteção divina do Daikōmyō Nyorai, estou passando dias de gratidão. Meishu-Sama, muito obrigada de coração. Transformando a Desgraça em Bênção Vila de Wano, Distrito de Nishikanbara, Província de Niigata Igreja Média Kōyō, Sakuichi Kawakami (32 anos) Transformando a desgraça em bênção. Agora, ao fechar os olhos calmamente e refletir sobre os últimos cinco anos, sinto profundamente essa emoção a cada instante. Voltando o pensamento a maio do 21º ano da Era Showa (1946), tudo começou quando fui ao médico achando que era um resfriado complicado. Fiquei estupefato com o diagnóstico de pleurisia aguda e fui lançado no fundo da tristeza e do desespero. Com mais de três meses de repouso absoluto, fiquei tão fraco que não conseguia nem ficar de pé, mas, com injeções e cuidados, consegui uma melhora temporária. Mal pensei "Ufa, que alívio", e com o frio do inverno voltaram o estado ligeiramente febril, as dores no peito e outras sensações desagradáveis e ansiedades. Naquela época, eu acreditava piamente que a medicina materialista era absoluta; então procurei faculdades de medicina, médicos renomados e remédios caros, mas acabei sendo submetido a uma cirurgia para raspar a pleura. O nome da doença era abscesso peripleural, algo semelhante à cárie óssea das costelas. Foi uma cirurgia de grande porte que durou cinco horas, e aquela dor — será que aquilo era a agonia da morte? O resultado de três meses de internação e tratamento foi apenas piora e definhamento. O médico disse: "Não há mais remédios que possam ser usados. Só nos resta tentar uma nova cirurgia, embora o risco seja três ou quatro vezes maior" — e, mesmo que eu me curasse, ficaria como um inválido. Percebi que estava completamente abandonado. Pela primeira vez, conheci a inutilidade dos remédios e da medicina, e pensei seriamente em suicídio. Foi nessa época que uma parente, a Sra. Mine Kawakami, soube da nova cirurgia e me falou com entusiasmo sobre nossa Igreja. Saí do hospital sem permissão, fui de carroça até o Centro de Ensino de Maki e, ao ouvir cada palavra do Mestre Yamazaki, calma e transbordando de compaixão, decidi não voltar mais ao hospital. Pensando bem, foi na última linha, num momento crítico e perigoso, que recebi a oportunidade de ser salvo. A cirurgia, que havia sido adiada por conveniência do médico, teria naquele mesmo dia me levado à faculdade de medicina, se eu não tivesse fugido do hospital. Diante da grandeza do misterioso plano de Deus, só me resta prostrar-me. Primeiro, minha mãe recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e, enquanto frequentava a casa do Mestre, dedicava-se fervorosamente ao Johrei. Dois meses depois, eu mesmo me recuperei a ponto de poder receber o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). E, como se esperasse o ganho de força física, a partir do inverno do 23º ano da Era Showa (1948), entrei numa Repurificação em grande escala. Hoje, pensando bem, foi uma eliminação de toxinas verdadeiramente ideal, mas naquela época, devido à fraqueza de vontade e ao sofrimento, por mais que me envergonhe, várias vezes surgiram dúvidas em meu coração. E, a cada vez, graças à orientação dos Mestres, finalmente, mesmo que de forma imperfeita, cheguei à situação atual. Era uma drenagem de pus no peito, como um favo de mel. Colocava algodão hidrófilo, gaze e até fraldas por cima, que logo ficavam encharcadas, exigindo troca duas ou três vezes ao dia — ainda hoje restam leves marcas disso. Havia também a diarreia: mais de dez idas ao banheiro por dia, todos os dias, do verão até a primavera seguinte. E ainda o catarro e a tosse, em quantidade que exigia trocar a escarradeira duas vezes ao dia — do outono até maio ou junho do ano seguinte. Nesse período, houve várias vezes sangue nas fezes e no catarro, além de febre ligeira, mal-estar, falta de apetite, dores abdominais, dores no peito e fraqueza — era, literalmente, um inferno em vida. Como eu não mostrava ao médico, a doença não tinha nome, mas era como se tuberculose pulmonar, tuberculose intestinal e cárie óssea no peritônio tivessem surgido todas de uma vez. Esse sofrimento durou mais de um ano. Os vizinhos e minha família, é claro, e eu mesmo, já nos tínhamos resignado, pensando que era o meu destino até ali. Durante esse tempo, o Mestre Shioya — que sempre me envolvia com um amor maior que o de meus pais, que vinha me fazer Johrei mesmo quando meu pai se opunha e fazia comentários sarcásticos, sem demonstrar desagrado, que me incentivava, consolava e guiava pela mão — foi, sem dúvida, um emissário do Messias. Não tenho palavras para agradecer. Também sou grato à minha esposa, que, apesar do corpo cansado do trabalho, dedicou-se a cuidar de mim e ao Johrei, e nunca desistiu da minha vida até o fim. Diante da grandeza e da graça do plano de Deus, que salva alguém como eu, tão cheio de pecados, não posso deixar de tremer de temor. Durante esse período, apesar da oposição de meu pai, pude consagrar com segurança o Komyo-Nyorai e Byōbu Kannon (Kannon do biombo), e hoje recebi a proteção do Ohikari. Assim, a doença cármica que durou cinco anos começou a regredir como se uma camada de papel fosse sendo removida, com a chegada da primavera do 25º ano da Era Showa (1950). Agora, estou me tornando um corpo completamente mais saudável do que antes da doença, e meu peito se enche de esperança para servir ao Caminho por meio da agricultura natural a partir da próxima primavera. O fato de eu ter tido a oportunidade de me conectar ao Caminho veio, precisamente, por intermédio da doença. Se não tivesse tido essa conexão com nossa Igreja, o que teria sido de mim? Foi uma encruzilhada do destino clara demais. Não só para mim: a infelicidade teria gerado mais infelicidade — a tragédia familiar, a infelicidade da esposa e dos filhos; só de imaginar, é algo profundo. Ao Messias, que transformou a desgraça em bênção, muito, muito obrigado. Eu Era como um Atacadista de Doenças Minami-sei, Vila de Makubetsu, Distrito de Nakagawa, Província de Tokachi, Hokkaido Igreja Média Shinsei, Hajime Katayama (23 anos) Ingressei na fé em agosto do 24º ano da Era Showa (1949). Agradeço a Meishu-Sama e a todos os Professores pela alegria do presente — cheia de esperança pela primeira vez —, por ter sido salvo pelo Komyo-Nyorai. Ao mesmo tempo, penso como eu seria feliz se aqueles que ainda têm dúvidas sobre este Caminho pudessem ser salvos quanto antes pela compaixão do Komyo-Nyorai, e por isso faço este relato. Olhando para trás, há nove anos, no verão do 16º ano da Era Showa (1941), sofri de nevralgia intercostal. No ano seguinte, em abril, peguei um resfriado, que se transformou em tuberculose pulmonar. No início, seguindo as orientações do médico, melhorei temporariamente; mas, como éramos uma família de agricultores, ao ajudar nas tarefas de casa, a doença reapareceu no outono. A partir de então, todos os anos consultei médicos e outros terapeutas: quando parecia melhorar um pouco, piorava novamente. Meu corpo foi ficando cada vez mais fraco, e eu mesmo comecei a odiar ter de cuidar da doença, chegando a um estado de espírito de desistência. Seis anos se passaram nessa situação desagradável e, no fim, em junho do 22º ano da Era Showa (1947), fui internado e operado de apendicite. Tive alta três semanas após a cirurgia, mas a dor abdominal ao redor do local da operação não parava; eu não conseguia ajudar nas tarefas agrícolas e apenas cozinhava com dificuldade. Em dezembro daquele ano, a dor finalmente passou; desta vez, porém, meu abdômen ficou distendido e meu peito parecia obstruído, dificultando a alimentação. Tomei vários medicamentos de clínica geral até abril do ano seguinte, sem nenhum efeito. Como os problemas surgiam um após o outro, troquei de médico e fui diagnosticado com aderências intestinais ou algo nas trompas. Em todos os lugares, disseram que não havia alternativa senão operar ou suportar. Naquela época, eu estava bastante debilitado, e os médicos diziam que, se operassem, eu poderia até morrer. Então, priorizei a alimentação nutritiva, procurei todo tipo de suplementos nutricionais e fiz tratamentos de digitopuntura. Disseram que, embora fosse mesmo uma aderência intestinal, eu melhoraria; continuei com a digitopuntura e, aos poucos, fui melhorando, engordando bastante por volta do outono, e fiquei bem até abril do ano seguinte. Porém, meu estômago e intestinos pioraram novamente, e passei a ter de comer mingau de arroz. Nessa situação, enquanto hesitava entre uma coisa e outra, a pleurisia seca reapareceu. Eu achava que não era nada grave, mas precisava ficar em repouso. Disseram que, se eu me internasse por dois meses, ficaria curado; mas desta vez decidi tentar me curar em casa, aplicando injeções e tomando remédios por conta própria. Continuei em repouso por um tempo, mas, de todo modo, meu corpo ficou mole e comecei a sentir tonturas. Passado algum tempo, alguém se compadeceu do meu sofrimento, disse-me que em Obihiro havia um deus muito bom, que curava doenças apenas com um movimento das mãos, e indicou-me o local. Como diz o ditado: "quem está se afogando agarra-se até a um fio de palha". Mesmo sem acreditar que me curaria só com um movimento das mãos, pensei que, se houvesse algum método que me curasse, estaria bom, e fui imediatamente a Obihiro, onde recebi dois dias de Johrei. Então, o inchaço no abdômen que me incomodava até então desapareceu por completo com uma forte diarreia, e me senti totalmente aliviado. Pela primeira vez, comecei a achar que talvez pudesse me curar, e continuei recebendo Johrei todos os dias. No entanto, os locais onde havia tomado injeções nos dois braços doíam, e eu sentia uma moleza generalizada pelo corpo, muitas vezes sem conseguir dormir direito à noite. Os senhores mestres explicavam: "Isso é toxina medicamentosa, que está se dissolvendo agora." Na época, não conseguia acreditar; mas, ao continuar recebendo Johrei, a dor foi diminuindo gradualmente até desaparecer completamente. Pensava que seria salvo apenas pela misericórdia de Komyo-Nyorai, e meu peito se enchia de alegria, a ponto de molhar o travesseiro com lágrimas. Algum tempo depois, um familiar voltou e, como havia uma pessoa da vizinhança que já recebera o Ohikari, pude receber Johrei e, finalmente, desta vez, até eu, que estava doente, pude receber o poder salvador de Komyo-Nyorai, que tem o poder de curar os outros. Foi só depois de ser salvo que senti profundamente o verdadeiro sentido da vida como ser humano, e estou cheio de esperança. Tuberculose pulmonar de segundo estágio curada em uma semana Yamaguchi Shimonoseki-shi Takehisa-cho Igreja Média Meirin Yamaji Teruo (23) Em agosto do ano retrasado, fui salvo da tuberculose, considerada uma doença incurável, e, ao mesmo tempo em que me emociono com a grande misericórdia de Deus, estou atualmente servindo na Igreja Média, na esperança de poder retribuir nem que seja um décimo-milésimo da Obra Divina. Olhando para trás, minha condição física estava ruim desde o final de maio do ano retrasado, quando fui diagnosticado por um médico. O choque de ouvir que era tuberculose — algo que jamais imaginei — e ainda em segundo estágio; a lamentação dos meus pais e irmãos; o desespero que eu mesmo senti: tudo foi imensurável. Para mim, que tinha grandes sonhos para o futuro e estava cheio de esperança, aquilo soou como um ponto final cruel demais na vida. Eu, que havia vivido alimentando esperanças para o futuro e traçando sonhos e ideais, vi todos esses sonhos despedaçados em um instante ao ser desenganado pelo médico sobre a tuberculose. Pensar que, com apenas vinte e um anos de idade, teria que morrer de forma tão efêmera... Era insuportável de tão triste, e passei dias amanhecendo e anoitecendo em lágrimas. No entanto, encorajado pelas palavras de meus pais e irmãos, não abandonei a tênue faísca de esperança de que, se me tratasse com afinco, talvez houvesse uma chance de cura. Continuei o tratamento por um mês, dois meses. Após dois meses, com o coração palpitante, pensando que talvez tivesse melhorado um pouco, bati novamente à porta do médico para um novo diagnóstico. Ah, o que foi aquilo? Longe de melhorar, o pulmão direito, que estava bom, também não estava sendo atacado? Em vez de me curar, eu estava, sem saber, aproximando-me passo a passo do mundo da morte. Agora, completamente sem luz, com a última faísca de esperança extinta, eu passava os dias solitário, aguardando em silêncio a morte, num mundo de trevas. Deitado na cama de doente, mergulhado na escuridão, sem jamais sonhar em ver novamente a luz da vida — que coisa mais grata pude encontrar! A luz da vida, que jamais sonhei, através das mãos misericordiosas de Deus. Foi no início de agosto. Um conhecido, que era crente, veio até minha casa pedir fogo para um cigarro e me incentivou com veemência: "Experimente receber Johrei. Com certeza vai melhorar." Eu já conhecia este caminho havia muito tempo, mas nunca havia pensado em me agarrar a ele até aquele dia. No entanto, ao ser incentivado assim, pensei: "É verdade, agora sou alguém que espera silenciosamente a morte. Se houver salvação, quero ser salvo." E, com a sensação de agarrar um fio de palha, recorri a ele. Ao receber Johrei por um ou dois dias, que coisa misteriosa! Meu corpo se enchia de energia rapidamente. A alegria daquele momento! "Serei salvo! Poderei ter um corpo saudável como antes!" Ao pensar nisso, minha felicidade era indescritível. Parei todos os outros tratamentos de uma vez e me dediquei exclusivamente a isso. Então, após apenas uma semana, fiquei completamente saudável. Ao pensar que era realmente eu, que dias antes estava resignado à morte com pensamentos sombrios, só pude sentir gratidão pelo imenso poder de Deus. Agora, como não acreditaria? Imediatamente me filiei, recebi o precioso Ohikari do Mestre Kito e ardi com a firme determinação de retribuir nem que fosse um décimo-milésimo da Obra Divina. A felicidade de ser salvo da tuberculose Fukuoka-ken Fukuoka-shi Shimotate-machi 1-2 Igreja Grande Kōhō Nakagawa Kiyomi (27) Fui agraciado com a entrada na fé em 29 de agosto de 1950. Em junho de 1949, ao fazer um check-up de saúde, fui diagnosticado com infiltração no pulmão esquerdo e internado em um sanatório. Durante esse período, por recomendação forçada do médico, realizei a terapia de pneumotórax, e minha vida vazia e sem mudanças continuou dia após dia. Foram cerca de quarenta sessões ao longo de aproximadamente um ano; mesmo nas repetidas radiografias, o quadro era considerado "pneumotórax completo". Quando penso nisso agora, sinto arrepios. Finalmente, recebi alta, mas minha condição física estava ruim. Não conseguia carregar coisas um pouco pesadas, nem tinha vontade. Mesmo ao pegar o trem, preocupava-me se alguém me empurrasse, e não podia de jeito nenhum pegar um trem lotado. Também não conseguia correr; havia desistido de praticar esportes como o beisebol, que eu amava, por achar que nunca mais poderia fazê-los na vida. O que mais me desiludiu foi não poder mais tocar gaita — ela era uma amiga querida, amada desde a infância, e a medicina moderna a afastou de mim. Num estado assim, que sentido tinha a vida? Que esperança restava? Meu ânimo, que deveria ser promissor, definhou, e eu passava os dias angustiado. Em agosto de 1950, época de muito calor, eu me molhava com água quando uma vizinha passou e disse: "Você deve estar entediado, que tal ir à praia?" Respondi: "Na verdade, é por isso..." e expliquei a situação: "Se eu for à praia, vou morrer." Então ela me falou sobre a Igreja Messiânica e disse: "Então, vou acompanhá-lo esta noite." Na época, a filial ficava em Fukuoka-shi Hakozaki Amiyacho, e fomos imediatamente encontrar a senhora Shibuta Ryoko. Ouvi várias explicações e recebi Johrei. Ao continuar por dois ou três dias, senti o corpo mais leve e o humor mais alegre; fui tomado por um impulso de pular e saltitar, sentindo claramente algo anormal. Uma semana depois, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e, a partir daí, só melhorei. Passei a carregar bagagens sem problemas, correr então era facilidade, e não tinha mais dificuldade alguma. Tudo voltou a ser como antes, e me tornei capaz de fazer qualquer coisa. Só posso agradecer pela grandeza do Poder Divino. No Culto da Sede em Tosu, pude tocar gaita, e não há honra nem alegria maior do que essa. Tudo isso é graças a Meishu-Sama, e apresento meus sinceros agradecimentos. Além disso, tenho outra experiência com Johrei: em minha casa, uma tia estava possessa por um espírito de raposa. Depois que realizei Johrei nela cerca de duas vezes, naquela noite ela adoeceu e ficou de cama. O espírito de raposa, ao entrar em contato com a Luz Divina, cessou suas manifestações constantes, que não distinguiam dia e noite, e ela pôde se tornar uma pessoa normal. Inúmeros ascetas haviam feito orações sem efeito algum até então; com apenas duas sessões de Johrei, pude testemunhar tal milagre, e só posso me maravilhar. Desejo e me esforço para transmitir este imenso Poder Divino ao maior número possível de pessoas, para que muitas possam se banhar na Luz Divina. Ao conviver com a sublime vida cotidiana do presidente Kihara — que sempre se esforça para transmitir, nem que seja um pouco, corretamente os ensinamentos de Meishu-Sama a nós, fiéis — e dos outros mestres, dei o primeiro passo para me dedicar ao Caminho, buscando me aproximar nem que seja um décimo-milésimo deles. Apresento este relatório e meus agradecimentos pela imensa e imensurável graça recebida. Salvo com apenas uma sessão de Johrei Aichi-ken Chita-gun Obu-machi Morioka Shagūshi 51 Igreja Média Isshin Kuno Toshio (20) Em agosto de 1949, não suportando uma forte dor de cabeça, bati às portas do Sanatório Nacional de Aichi, mas o nome da doença era desconhecido — apenas diziam que ouviam um ruído (râle) nas costas. Como sentia muita fadiga, em 4 de setembro fiz outro exame. Após tirar uma radiografia, descobri que estava acometido por uma doença no peito comum entre os jovens da nossa idade. "Infiltração pulmonar, infiltração pulmonar", repeti as palavras do médico inúmeras vezes; com o sentimento a escurecer, não conseguia fazer nada, apenas sofria e me angustiava. Meus pais também pareciam ter, de certo modo, desistido da cura completa. Depois disso, tomei injeções, engoli óleo de fígado de bacalhau, pó de víbora e tudo o que diziam ser bom, dedicando-me ao repouso e ao tratamento. Assim se passaram mais de dois meses. E, fato inesquecível, no dia 25 de dezembro, por recomendação do Mestre Nonogaki, recebi Johrei. Que coisa misteriosa! Meu corpo ficou muito mais leve. Quando o médico me examinou, disse: "Melhorou bastante", inclinando a cabeça, surpreso. Ter melhorado tanto com apenas uma sessão de Johrei... parecia um sonho. "Não é um sonho, não é um sonho!" E, transbordando de alegria, corri para a casa do Mestre Nonogaki. Diante de um fato tão evidente, não há mais espaço para dúvidas. O Mestre Nagata, da igreja, conversou comigo exaustivamente; com o Johrei, meu estado melhorava cada vez mais. De 17 a 19 de dezembro, participei do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e, com receio, recebi o Ohikari. A partir de então, minha coragem redobrou; levantei-me com determinação e jurei: "Salvar o maior número possível de pessoas no mundo. Sim, este é o caminho que devo seguir." Hoje, quando encontro amigos, eles dizem: "Com um rosto tão saudável, o que havia de errado com você?" — tamanha foi a rapidez da minha recuperação que ninguém deixou de se surpreender. Ah, povo do mundo, o que há para questionar diante deste poder grandioso? "Examinem mais profundamente a obra de Meishu-Sama" — eu clamo. É absurdo discutir com meias convicções, concordando com os outros como se tivesse certeza. Avanço decidido por este caminho da felicidade. Atravessando a linha da morte, imerso na alegria do renascimento Hiroshima-ken, Kamo-gun, Nomi-mura, Aza Hokko Igreja Média Yōkō, Minami Masaeiji (39) Ao recordar aquela época, sinto medo, eu, que vaguei sem cajado na escuridão. Lembro-me de que, após anos sofrendo de doenças torácicas, acabei contraindo tuberculose laríngea e, além disso, perdi a voz. Fui salvo das dores da doença por um milagre inesperado, recuperando a voz como antes, e agora vivo uma vida de gratidão diária. Permito-me relatar um pouco disso, como forma de agradecimento. Não posso esquecer. No outono de 1946, adoeci da pleura de ambos os lados; melhorei temporariamente, mas, no outono de 1947, por um pequeno esforço excessivo, tive febre e comecei a sentir dores no peito. Consultei imediatamente um médico, que diagnosticou tuberculose pulmonar. O mundo escureceu diante de meus olhos; fiquei atordoado e, por um tempo, nem a comida passava pela garganta. No entanto, não consegui abandonar a obstinação instintiva de viver. Queria melhorar a qualquer custo e me dediquei de corpo e alma à luta contra a doença. No início, ia ao hospital diariamente; lia vários livros sobre o tratamento da tuberculose e tentava diversos métodos, mas sem efeito notável. Com o tempo, comecei a ter hemorragias e a doença piorou cada vez mais. Então surgiram coceira e dor na garganta, com grande sofrimento a cada refeição, até que fui diagnosticado com tuberculose laríngea; minha voz foi sumindo gradualmente. Além disso, o apetite diminuiu, a fraqueza se intensificou, a constipação persistiu, e cheguei a um estado em que só conseguia evacuar com enema. Foi por essa época que minha esposa, talvez como "quem está em aperto recorre aos deuses", começou a ter fé em divindades, seguindo boatos de um lado para outro. Mas antes que qualquer benefício se manifestasse, no Ano Novo de 1949, logo no primeiro dia, tive uma grande hemoptise, num estado que parecia que eu partiria nesta viagem sem retorno. A partir daí, a fraqueza física se agravou rapidamente; as hemoptises se repetiram, e qualquer movimento mínimo causava extrema dor. Era exatamente como a expressão "um cadáver vivo e vazio". Meu espírito de luta contra a doença, de um ano atrás, estava completamente abatido; perdi a esperança nos medicamentos, a proteção divina também se rompeu, e não havia outro caminho senão esperar a chegada do último dia, corroído pelo bacilo da tuberculose, com um sentimento de nem poder chorar. Foi então que, como se fosse uma orientação divina vinda de onde menos se esperava, por intermédio de um conhecido, o Sr. Tanihira Teruo, do Centro de Reuniões de Yasuura, veio me visitar e disse: "Não posso garantir a cura, mas o senhor deve ficar mais aliviado." E, prontamente, realizou o Johrei em mim. No entanto, após o Johrei, longe de melhorar, minha respiração ficou mais difícil e a dor no peito se intensificou, o que me fez duvidar se realmente melhoraria e me preocupar. Mas, pensando bem, se um simples movimento das mãos já causava mudanças como dificuldade respiratória e aumento da dor no peito, talvez fosse possível que eu fosse curado. Além disso, pensei que, de qualquer forma, a doença já estava naquele estágio, e pedi para receber o Johrei todos os dias. Enquanto recebia o Johrei sem falta, dia após dia, várias coisas misteriosas aconteciam. Às vezes, sentia no peito uma sensação muito fresca e agradável, como se tivesse colocado hortelã. Outras vezes, a respiração ficava opressiva, com tosse e expectoração intensas. Minha esposa alternava entre alegria e preocupação; em certos momentos, ficava muito apreensiva, mas eu pensava que tudo era purificação. Acreditava que as impurezas do corpo estavam sendo eliminadas, sentia certa gratidão e, apegando-me fervorosamente a Deus, pensava: "Serei salvo por isso." Por volta do décimo dia, minha voz começou a sair aos poucos; no décimo quinto, saiu completamente. Eu, que havia perdido a voz por um ano e, para cada necessidade, usava um apito para sinalizar, finalmente conseguia me comunicar. Lágrimas de gratidão e emoção brotaram naturalmente. Ao pensar no grande coração de misericórdia e compaixão que estendeu a mão da salvação tão grandiosa até mesmo a alguém como eu, só sentia gratidão, sem palavras para agradecer. Em 6 de fevereiro, minha esposa foi ao Centro de Reuniões de Yasuura, recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e o Ohikari. A partir desse dia, enquanto ela me aplicava o Johrei, seguindo as palavras do mestre — "Ao aplicar o Johrei em mais pessoas, mesmo que seja uma, e ajudar no trabalho de Deus, você poderá se tornar uma pessoa feliz e saudável ainda mais rápido" — ela também passou a aplicar o Johrei nos vizinhos. Meu corpo, que durante um ano de luta contra a doença estivera tão fraco que não conseguia se mover, pôde, ainda que precariamente, sair ao quintal. Em 26 de fevereiro, fui levado num carrinho de mão, sacolejando, por mais de dois ri de estrada de montanha até o centro de reuniões; completei com sucesso os três dias do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e me tornei membro da fé. A partir de então, a cada purificação eu melhorava e também aplicava Johrei nos vizinhos. Quando ficava cansado e não conseguia me mover, pedia que minha esposa aplicasse Johrei em mim; quando me sentia livre para me mover, ia aplicar Johrei nos vizinhos. Prosseguindo nessa rotina diária, sem perceber, meu corpo foi se tornando mais saudável a cada dia. Ao pensar no passado, sinto como se tivesse despertado de um pesadelo. Meishu-Sama, muito obrigado, de verdade. Se eu não conhecesse este Caminho Ōita-ken, Ōita-gun, Kaku-mura Igreja Média Nyoirin, Era Fusako (21) Desde a infância, sempre fui muito fraca e doente. Por volta de abril deste ano, porém, senti que minhas forças declinavam um pouco mais. O médico me aconselhou a procurar um hospital renomado para exames. Lá, o diagnóstico veio rápido: uma doença grave e inesperada, que deixou meu pai, que me acompanhava, atônito. Mais do que ele, fui lançada de imediato no abismo do desespero, perdendo toda a esperança de viver. Em retrospecto, impressiona-me como o ser humano é um animal emocional e como as palavras têm poder. Ao ouvir que "não havia outra alternativa senão uma cirurgia para abrir o ombro e colocar algo como uma bola de pingue-pongue na cavidade", piorei na mesma hora. Até então, eu ajudava nas tarefas domésticas, respeitando meu estado físico e evitando excessos; depois disso, desabei no leito. Todos os dias tomava o pulso e acompanhava, triste, as variações de temperatura nas três ou quatro medições diárias. Meus pais, que dependiam de mim, filha única, esforçavam-se por aparentar uma alegria que não sentiam e me encorajavam à beira do leito; mas o que se passaria em seus corações? Deitada, imaginando os sentimentos deles, meus nervos, já delicados e frágeis, aguçavam-se cada vez mais com as tristes fantasias sobre o que aconteceria depois de minha morte. As noites eram sem sono; os dias, um longo pensar. Até que, de repente, percebi a estreiteza de minha visão e pensei: "É verdade, não se diz que a doença vem da mente? Não é possível que não haja cura." A partir de então, ouvi dizer que a revista da Seicho-no-Ie era boa e a li com atenção; mas aquele livro, embora tivesse valor para o cultivo espiritual das pessoas saudáveis, para mim, que lutava contra a doença, parecia apenas um ideal. Foi então que, num dia de tempestade, uma vizinha, preocupada com o filho que tinha meningite, veio à minha casa e contou: "Aquela criança, que vomitava tudo o que comia, hoje, por acaso, ouviu falar de alguém e foi a um certo lugar. Desde então, não sente mais náuseas e está de muito bom humor." E sugeriu que eu também fosse visitar o local. Ao ouvir aquela história, antes mesmo de compreender bem, senti-me atraída por algo e tive um desejo irresistível de visitar o local. Como não podia ir pessoalmente, pedi a minha mãe que fosse em meu lugar. A Srta. Himeno aceitou com gentileza e veio imediatamente. Foi assim que recebi o Johrei pela primeira vez. Enquanto aplicava o Johrei, a mestra disse: "Apenas mover as mãos assim, ninguém acredita, todos riem de cara." Mas eu não achei graça nenhuma; sentia que ali havia algo sério. Logo após o primeiro Johrei, no dia seguinte, senti o corpo leve, sem saber por quê, e o humor melhorou — algo que me pareceu misterioso. Ao receber o segundo Johrei, fiquei completamente surpresa: a menstruação, suspensa havia três meses, voltou, e o corpo ficou mais leve. A partir de então, a cada Johrei, a tez melhorava e eu me sentia cada vez mais forte. Meus pais pareciam preocupados com um tratamento sem medicamentos, mas diante do Johrei sincero dos mestres, que vinham gentilmente, e da figura da filha que se recuperava a cada dia, agora só há alegria e gratidão. Em 27 de julho recebi o Ohikari e, protegida em tudo pela graça divina, meu coração está cheio de gratidão. Salva quando estava prestes a ser hospitalizada, como estaria eu se tivesse sido internada naquela época? Até hoje, só de pensar, sinto arrepios. Salva no corpo e no espírito, estou decidida a contribuir, ainda que com minhas forças limitadas, para a construção do Paraíso Terrestre. Curada de Dermatite Tuberculosa e Infiltração Pulmonar Hyōgo-ken, Itami-shi, Gyōkiden-chō 144-3 Igreja Média Shūmei, Uemoto Asako (53) Em abril de 1949, surgiram várias protuberâncias do tamanho de um polegar em ambas as pernas. Doíam quando pressionadas, mas, como não causavam outro incômodo, deixei-as como estavam. Então uma delas, na perna direita, inchou, ficou vermelha e aumentou, com calor na região. Consultei então um médico local, que disse: "Pode ser erisipela", e recebi duas injeções de penicilina, mas nada mudou. Minha família também dizia que "algo que não se sabe o que é" certamente não era bom, e eu mesma estava ansiosa. Ao consultar um dermatologista em Osaka, descobri que se tratava de um tumor tuberculoso chamado "eritema endurecido de Bazin". Ele mencionou que poderia haver anormalidades no tórax; a radiografia revelou uma infiltração no pulmão esquerdo. Fiz então pneumotórax no pulmão esquerdo e continuei o tratamento com radioterapia nos membros inferiores. Enquanto trabalhava, sem sentir dor específica, o inchaço das pernas foi piorando aos poucos, os nódulos aumentaram e uma área avermelhada acabou rompendo, formando úlcera. Em julho, o inchaço do pé piorou ainda mais: a panturrilha e o tornozelo ficaram com a mesma espessura, a úlcera aumentou e, por causa da pomada, a pele ao redor formou bolhas, coçava e o quadro se tornou muito grave. O médico da Universidade de Osaka disse que, naquele estado, eu não poderia mais vir de Itami até Osaka; deveria manter o pé elevado, como sobre um futon, sem apoiá-lo, e fazer o tratamento com um médico local. Como o hospital próximo não tinha raio-X, recebi tratamento com luz ultravioleta e também fiz pneumotórax. Tirei dois meses de folga, em agosto e setembro, e fiquei de cama o tempo todo. No fim de setembro, a úlcera finalmente fechou, mas os outros nódulos e o inchaço não melhoraram em nada. Em outubro, por causa do pneumotórax, desenvolvi pleurisia úmida, com febre entre 38 e 39 graus, e acabei não conseguindo me mover quase nada. O apetite, que já vinha diminuindo desde julho, desapareceu por completo depois que fiquei de cama; fiquei fraca e emagreci a ponto de ficar irreconhecível. Minha mãe, temendo que eu morresse, cuidou de mim com todas as forças, e por volta de março do ano seguinte, 1950, finalmente consegui me levantar na cama. Nessa época, minha mãe começou a enfraquecer, teve algo como um derrame e o corpo ficou paralisado. Eu continuava sem apetite algum, e os nódulos nas pernas, que pareciam ter cicatrizado uma vez, reapareceram em vários lugares, mesmo sem eu usar as pernas. Sentia-me tomada pela escuridão em tudo. O médico sugeriu tentar injeções de micina, mas não tínhamos condições financeiras para isso; com minha mãe de cama, eu, que já não estava firme, precisava fazer tudo sozinha. Ficava pensando que tipo de doença tuberculosa surgiria a seguir, dominada por ansiedade e impaciência insuportáveis. Foi exatamente nessa época que a esposa de um vizinho disse que um Mestre deste Caminho viria e que eu deveria ir vê-lo. Foi assim que conheci o Mestre Oyama pela primeira vez. Ouvi várias explicações, mas naquele momento não acreditei em nada. Ainda assim, queria me curar de qualquer jeito e pensava que não podia morrer antes de minha mãe. Agarrando-me a qualquer palha, decidi receber o Johrei. Na noite em que recebi o Johrei do Mestre Oyama, senti um formigamento, como uma corrente elétrica percorrendo o dedão do pé, e despertei duas vezes. Percebi que havia algo ali. Depois disso, o Mestre Okada continuou a aplicar-me o Johrei. Entre a fé e a dúvida, fui compreendendo aos poucos que a doença é manifestação do poder natural de purificação do ser humano e uma bênção de Deus. Senti claramente que seria tarde demais para me converter depois de curada; já que acreditava, fiz uma reviravolta de 180 graus em minha crença absoluta em médicos e medicamentos e recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em 17 de maio. A partir de então, passei a crer e a me apoiar exclusivamente em Deus. Cerca de dez dias depois de começar a receber o Johrei, meu apetite e minha energia melhoraram visivelmente. Mesmo eu, convertida havia pouco tempo, recebi o poder de Deus. Uma vizinha que sofria de insônia conseguiu dormir bem após uma única aplicação. Quando apliquei Johrei em minha mãe, ela teve movimentos espirituais, e pude perceber que se tratava de um espírito de raposa ou de um ancestral. O derrame também foi melhorando aos poucos: ela passou a segurar a colher e depois os hashis, a fala embolada foi se tornando mais clara e ela conseguiu ir ao banheiro sozinha. Quanto a mim, em julho o inchaço das pernas desapareceu, os nódulos sumiram e, mesmo usando as pernas, alcancei esse estado. Fiquei simplesmente maravilhada com a graça recebida e não encontro palavras para expressar minha gratidão a Deus. Em agosto, um diagnóstico rigoroso exigido pelo meu local de trabalho mostrou claramente que a infiltração pulmonar havia melhorado muito, e eu vivia cheia de gratidão. Também fui abençoada financeiramente e, em outubro, pude receber o Daikōmyō Nyorai. Durante esse período, recebi graças indescritíveis em palavras e pude perceber vividamente o grande poder de Deus. Meishu-Sama, muito obrigada. Apresento-lhe meus mais sinceros agradecimentos. Além disso, a partir de 21 de dezembro, passei por uma nova Repurificação. Todos os dias a febre subia para 38 ou 39 graus, eu tossia muito e expelia muito catarro, não conseguia dormir por causa disso, perdia completamente o apetite e, visivelmente, enfraquecia. Mas, recebendo o Johrei do Mestre Okada, que superava até mesmo o cuidado de um parente, no dia de Ano Novo de 1951 consegui sair da cama. Minha família temia uma recaída e que eu pudesse morrer desta vez, mas eu me apoiava exclusivamente em Deus, agradecida por ter o corpo e a alma pertencentes a Ele e mais ainda por ter recebido a Repurificação; de todo o coração, eu Lhe agradecia. De fato, por volta de 10 de janeiro, meu apetite voltou de repente, e tudo me parecia delicioso, a ponto de eu me surpreender. Engordei visivelmente. Antes da doença, pesava cerca de 13 kan; recentemente, ultrapassei 14 kan e 500. Não me canso de fazer nada, e os nódulos e inchaços nas pernas, que costumavam aparecer por volta de março todos os anos, não ocorreram este ano. Percebi que estava verdadeiramente curada e passo meus dias com alegria, gratidão e humildade. Diante dessa preciosa proteção divina, desejo salvar o maior número possível de pessoas, retribuir ainda que seja um décimo-milésimo de Sua grande graça e cooperar, ainda que um pouco, na construção do Paraíso Terrestre. Meishu-Sama, muito obrigada. Vejam o milagre do século, este fato emocionante Fukuoka, Haruyoshi 9-banchi 641 Igreja Grande Kōhō, Sakai Takao (43 anos) Nesta primavera de 1951, em meio à agitação social, meu filho mais velho, Hideyuki (17 anos), conseguiu ingressar no Colégio Chikushigaoka, na província de Fukuoka. Como ele não parecia estudar muito no dia a dia, eu julgava o vestibular difícil — ou melhor, certamente ele não passaria. No entanto, ao ver meu filho saindo de casa com o peito estufado pela alegria da aprovação, um verdadeiro milagre, minha mente se volta para as lembranças de treze anos atrás. Meu filho mais velho nasceu em 23 de julho de 1935. Logo após o nascimento, um médico examinou suas fezes e o rotulou com dispepsia. Recorremos à alimentação artificial, a injeções nutritivas e a todos os meios possíveis, mas, a cada tentativa, seu estado piorava. Eu era então um assalariado que ganhava 35 ienes por mês, e a situação financeira, naturalmente, se deteriorava. Aos poucos, fui ficando sem condições de arcar com o tratamento médico; restava-me apenas esperar, de braços cruzados, pela morte iminente da criança. Nesse meio-tempo, ele contraiu pneumonia. O médico mandou comprar um inalador e aplicá-lo, mas não tínhamos dinheiro nem para isso. Com o coração partido, sem suportar ficar em casa, eu saía às escondidas e, várias vezes, vaguei como um desvairado pelas margens de um riacho nos arredores da cidade. Nesse período, alguém sugeriu trocar de médico. Abandonei o pediatra especialista que o atendia e procurei um ginecologista-obstetra. A abordagem dele, porém, era completamente oposta à do pediatra anterior: totalmente liberal. Dizia coisas como: "Em minha casa, dou até banana meio podre aos poucos para as crianças. Com o tempo, elas se acostumam a qualquer coisa. Olhe para os filhos dos mendigos. Eu, quando estou resfriado e com febre, sempre tomo banho." Fiquei chocado, mas, como já estava convencido de que a vida daquela criança não tinha mais jeito, também adotei uma postura liberal. Ele, contudo, não mostrava sinais de melhora, mas também não morria. Naquele estado, aquele bebê que nascera gordinho e saudável agora estava irreconhecível. Quando completou quatro anos, começou a apresentar alterações. Consultei então um renomado doutor de Tóquio, famoso por seus diagnósticos precoces (naquela época, eu ainda conseguia pagar, uma ou duas vezes, o valor da consulta). O doutor disse: "Isso é tuberculose infantil, e está bastante avançada. Para ser franco, acho que ele não viverá mais do que dois anos." Foi como se eu tivesse levado outra martelada. Agora não havia mais nada a fazer: o que quer que fizesse, restavam apenas dois anos. Foi nesse momento, ah, nesse momento, que entrei em contato com a Luz. Meishu-Sama sempre aplicava o Johrei com Seu rosto cheio de amor e compaixão. Como pai, eu só sentia gratidão, dias e noites de pura gratidão. Desde então, recebemos várias vezes grandes purificações, que por vezes chegavam a fazer franzir a testa. Nesse meio-tempo, meu segundo filho, Kōji (hoje com 14 anos), passou por três episódios de disenteria epidêmica e, em outra ocasião, por um estado desesperador de meningite; fomos salvos dessas grandes purificações e chegamos aos dias de hoje. Atualmente, sou pai de cinco filhos, e cada um deles, dentro das salvações milagrosas, está cada vez mais saudável, vivendo seus dias. Quero declarar em alta voz a todos os pais do mundo: por favor, vejam a figura do meu filho hoje, a quem foi dito que não viveria além dos seis anos. Hoje ele é até mesmo jogador de vôlei; sua altura, de 5 shaku e 3 sun (cerca de 1,60m), já ultrapassou a minha, e o tamanho do seu pé está prestes a ultrapassar 10 mon e meio (cerca de 25 cm). Sempre desejo que todos possam ver este fato. Vida milagrosa, crescimento milagroso e, agora, ingresso milagroso na escola. Meishu-Sama, muito obrigado. Peço humildemente que nos use, a mim e a meus filhos, como instrumentos em Sua sagrada obra de construção do Paraíso Terrestre. A alegria de ter me curado completamente de dez anos de tuberculose Hyogo, Tsuna-gun, Torikai-mura Igreja Média Jikushin, Nakano Nami (31 anos) Minhas palavras são pobres, mas aqui relato a alegria do meu renascimento. Permitam-me expressar meus mais profundos agradecimentos. No outono de 1939, senti uma fadiga anormal no corpo e fui diagnosticada com tuberculose pulmonar por um médico, dando início à minha longa vida de tratamento. No começo, recorri bastante a medicamentos; ao pesquisar vários livros sobre tratamentos, porém, percebi que não havia cura para a tuberculose com remédios. Adotei então a terapia de Kunishima, que, sem uso de medicamentos, buscava desenvolver a capacidade natural de cura, e engordei um pouco. Talvez devido ao excesso de toxinas, meu intestino piorou, e tive de interromper o tratamento. Nessa época, um conhecido me disse que a medicina integrativa (sōtō igaku) era boa. Seguindo essa orientação, adotei uma dieta baseada em hortaliças, focando na recuperação do fígado e dos rins, e pratiquei seus métodos de aquecimento e resfriamento. Senti-me mais disposta e consegui me levantar aos poucos. No outono de 1944, porém, talvez por ter esfriado, tive uma forte dor abdominal repentina; um caroço do tamanho de um ovo surgiu no lado direito do abdômen, a ponto de eu não conseguir nem me virar na cama. O médico parece ter dito à minha família que eu não passaria daquele ano. Continuei com a terapia da medicina integrativa: a dor cessou e o caroço diminuiu, mas, em seguida, comecei a ter diarreia. Meu corpo foi emagrecendo gradualmente, ficando literalmente pele e osso, e eu não conseguia mais me levantar. Assim, a doença continuava com altos e baixos; eu definhava aos poucos, mas, curiosamente, continuava viva. Desisti de me recuperar, achando impossível, e me entreguei a Deus. Foi então que, inesperadamente, em julho do ano passado, um Mestre de Kobe veio à casa do vizinho Sr. Matsumoto, seguidor da Igreja Messiânica. Por insistência dele, recebi pela primeira vez o Johrei e ouvi suas palavras. Sem hesitar, eu e minha família nos tornamos seguidores e entronizamos Byōbu Kannon (Kannon do biombo). Apeguei-me de todo o coração à mão salvadora que me foi estendida. Com o Johrei três vezes ao dia, meu apetite melhorou, engordei gradualmente e, em cerca de três meses, pude sair de casa. A emoção de, após tantas vezes, pisar no chão e reverenciar o sol é algo que jamais esquecerei. Com a proteção divina, não tive purificações muito abruptas, e minha força física aumentou dia após dia. Meu corpo, que estava visivelmente magro e debilitado, agora está irreconhecível de tão saudável. Ao olhar para trás, para meus dez anos de cama, sinto uma emoção indescritível. Nem preciso dizer que isso se deve às Graças Divinas de Meishu-Sama, mas também agradeço sinceramente aos senhores mestres e a todos que, com sua sinceridade, me permitiram chegar até aqui. Recordando os Dias de Enfermidade Prefeitura de Ehime, Distrito de Kamiukena, Vila Futamimine, Reihō Igreja Média Seirei, Nishioka Yasue (19) Naquela época amena de outono, quando os cantos dos rouxinóis ecoavam por montes e vales, ao recordar os dias em que chorei deitada no leito, não consigo deixar de me emocionar com a gratidão por ter sido salva. "Quando olho para aqueles dias, que medo, eu, que vaguei sem cajado na escuridão." Exatamente como este hino: ao pensar nos longos anos de sofrimento, sinto profundamente como consegui sobreviver a tudo aquilo. Recordo que, em julho de 1948, eu cuidava dia e noite de minha mãe doente. À medida que ela se recuperava, comecei a sentir uma fadiga estranha e, à tarde, apresentava um ligeiro estado febril. Até então, eu acreditava apenas na medicina materialista. Tomada por um certo medo, fui a um posto de saúde. O raio-X mostrou uma pequena mancha no pulmão, e fui orientada a repouso absoluto. Ah, aquelas palavras! Embora já suspeitasse, o golpe foi tão forte que tudo escureceu diante de mim. A partir daquele dia, fiz todos os tipos de tratamentos possíveis — suplementos nutricionais, moxabustão, injeções, remédios —, mas, após três meses, seis meses, a dor só aumentava. Por alguma razão, dezenas de vezes ao dia, sentia na parte superior do corpo um calor como se tivesse saltado para dentro de uma fornalha. À medida que o sofrimento físico aumentava, não havia como lidar com minha mente, que afundava em um abismo sem fundo. O médico sempre dizia: "Já deveria estar curada" — mas, se estivesse curada, por que eu sofria tanto? Perdi a confiança no médico em quem tanto confiava e fui tomada por uma solidão infinita. Quando pensei: "Será que isso vai durar para sempre?", meu coração doente ficou triste e solitário, e as lágrimas não paravam. Em meio a uma solidão indescritível, eu orava fervorosamente a deuses e budas, sem rumo. Ah, naquele estado de espírito, pensava: "Quero ficar saudável de novo, de qualquer jeito. Como posso morrer em vão, sem ter feito nada de útil? Ao menos uma vez, quero ter um corpo saudável, tornar-me uma pessoa de coração belo e, para minha mãe e irmã, que tanto se esforçam, e para as pessoas que sofrem, quero fazer qualquer coisa para ser útil, nem que seja um pouco. Preciso ficar saudável, senão não valeu a pena ter nascido." Dia após dia, eu me concentrava nisso e, impotente, molhava o travesseiro com lágrimas. Então, meu desejo foi atendido: Deus ainda não me abandonara, e Sua mão amorosa foi estendida. Ouvi palavras cheias de amor caloroso da Sra. Nishida, seguidora da Igreja Messiânica na mesma vila, e do Mestre Nomura, amigo da vila vizinha. Fiquei maravilhada com o poder do Komyo-Nyorai e, embora no início tivesse dúvidas, abandonei todos os medicamentos e comecei a receber o Johrei. Dois, três meses se passaram; fui tratada com gentileza, as nuvens escuras em meu coração se dissiparam, e fui tomada por gratidão e emoção. Meu corpo melhorava a cada dia. Foi no final de setembro, quando pude ir à casa do Sr. Kiriguchi e inclinar minha cabeça diante do Komyo-Nyorai, que senti uma alegria indescritível. A partir de então, recebi Johrei por dez dias e fiquei visivelmente mais forte. Jamais esquecerei: em 5 de outubro de 1949, como uma grande virada do destino, recebi o precioso Ohikari. Daquele dia em diante, tornava-me mais saudável a cada dia e, ao lembrar dos dias de internação, não consigo conter as lágrimas de tanta gratidão. Agora, minha mãe e minha irmã também se tornaram seguidoras, e nossos corações, como um céu de outono límpido, ardem com esperança brilhante. Desejo retribuir, nem que seja um milionésimo, a grande graça deste ilimitado Komyo-Nyorai e, de todo o coração, anseio que o maior número possível de pessoas que sofrem no mundo seja salvo. Quero dedicar-me de corpo e alma a ajudar na obra da construção do Paraíso Terrestre. Muito obrigada, Meishu-Sama. Esta emoção e lágrimas, que não podem ser expressas em palavras ou escritos, apresento-lhes neste texto tosco. A Alegria do Renascimento Prefeitura de Niigata, Teraura-dōri 2-268 Igreja Média Kōyō, Ogawa Eitarō (38) Recebi o diagnóstico de tuberculose pulmonar no outono de 1936, no ambulatório de telecomunicações de Niigata. Na época, trabalhava na agência dos correios de Niigata, mas fui forçado a me demitir por causa disso e passei cerca de dez anos em tratamento. Felizmente, fui salvo pelo Johrei, que eliminou minha fragilidade de longos anos, e hoje tenho uma saúde invejável. Nos cinco anos desde a recuperação completa, tenho viajado constantemente, sem tempo para descansar, passando metade do mês em viagens. Aos olhos das pessoas comuns, isso seria excesso, mas meu corpo está cada vez mais forte. Quem duvida dos efeitos do Johrei que olhe para mim: sou uma testemunha viva. Vivo experimentando essa alegria e emoção, que só quem esteve anos no leito pode compreender. Antes, abri uma escola de soroban chamada Kyokuzakura Gakusha na cidade de Niigata, onde ensinei muitas pessoas, e tenho muitos conhecidos. Todos se admiram de como fiquei saudável. Quando olho para o passado, penso: "Se não tivesse sido salvo pelo Caminho, o que teria sido de mim?" — e fico arrepiado. Depois de me demitir por causa da tuberculose, sozinho, recebi uma pequena indenização e um auxílio-doença e fui me tratar na casa da família de minha falecida mãe. Mas, por várias razões, e temendo contagiar a família, mudei-me para a casa da família de meu pai. No entanto, a situação era a mesma. Depois de muito pensar, mudei-me para uma cabana de comporta de água, num canto do Lago Yoroi, a cerca de 4 km de distância, pensando nela mais como um lugar para morrer do que para tratamento. Com o rosto pálido devido à anemia, deitei meu corpo, pele e osso, no quarto onde o vigia morava, e pensei: "Consegui viver até aqui, mas será que viverei mais um ano? Até onde este corpo será corroído e o que acontecerá? Não há outra escolha senão confiar meu destino ao céu." Meu pouco dinheiro, incluindo as despesas médicas, acabaria em cerca de um ano. O que seria de mim depois? Eu tinha parentes, mas, infelizmente, com a temida tuberculose, só lhes causaria problemas. Pensando nisso e naquilo, quando adormecia, sonhava que era perseguido por uma cobra gigante e assustadora, e, por mais que tentasse fugir, minhas pernas não se moviam; eu gritava alto e acordava, encharcado de suores noturnos desagradáveis. Passei cerca de um ano na cabana, numa vida de tratamento entre dores e pesadelos. Nesse meio tempo, conheci um método de saúde chamado ○○, e surgiu alguém que me ajudou a ser internado. Depois disso, a doença pareceu melhorar um pouco, e engordei um pouco. Não podia depender dos outros para sempre, então procurei um trabalho leve e consegui um emprego como escriturário na prefeitura da vila. Mas, ao fazer qualquer coisa que parecesse trabalho, logo me cansava, e os sintomas como suor noturno, escarro com sangue e estado ligeiramente febril voltavam, vivendo em constante apreensão. Depois de muito pensar, buscando uma forma de ganhar a vida enquanto me tratava, consegui um emprego no laboratório da Universidade Médica de Niigata. Enquanto trabalhava, me interessei pela medicina e desejei me tornar médico. Com a ajuda de um médico conhecido, fui para Tóquio e consegui um emprego no Hospital Hayashi, em Azabu. Enquanto trabalhava como assistente, estudava e pesquisava medicina. Nesse período, não apenas os tratamentos da medicina moderna, mas também acupuntura e moxabustão, medicina popular, terapia da medicina chinesa (kampo), Tratamento por Agentes Físicos etc., mergulhei quase que totalmente na teoria e na prática com meu próprio corpo, esforçando-me para recuperar minha saúde. No entanto, embora externamente eu parecesse até certo ponto saudável, sofria de dores de cabeça teimosas, constipação, má digestão, insônia, estado ligeiramente febril e escarro com sangue. Tinha que lidar com meu corpo como se fosse uma xícara rachada e, como estava no hospital, aplicava tratamentos sintomáticos sempre que necessário, mas, para onde quer que fosse, precisava levar frascos de remédios na bolsa. Na época, estávamos no meio da Guerra da Grande Ásia Oriental, e, em outubro de 1939, fui convocado para o 27º Regimento de Infantaria de Wakamatsu, mas, por causa da tuberculose pulmonar, fui dispensado e retornei à minha terra natal no mesmo dia. Também fui dispensado na ocasião do recrutamento de maio de 1943. Em agosto de 1944, fui convocado para a 21ª Unidade da região leste de Sendai, mas, devido à mesma doença, fui dispensado no mesmo dia. Por esses fatos, pode-se imaginar em que estado eu me encontrava. Como meu corpo estava nessa condição, meu estado de espírito era sempre de depressão, pessimismo, passividade e irritabilidade; na verdade, tanto no corpo quanto na alma, eu estava desgostoso de mim mesmo e da minha própria vida. Porém, um paciente que estivera internado no Hospital Hayashi antes de maio de 1944 (o Sr. Kenkichi Minami) me presenteou com seu livro "A Verdadeira Natureza da Tuberculose". Li-o e, naquele instante, tive a certeza de que este era o verdadeiro método de cura que eu tanto buscava. Fiquei tão feliz que pulei de alegria e, imediatamente, fui para Tóquio pedir ao Sr. Minami que me tornasse discípulo deste Caminho. O Sr. Minami disse: "Você é estudante de medicina, então talvez não consiga entender de imediato. Mas, se estiver disposto a se tornar uma folha em branco e recomeçar do primeiro passo, eu o apresentarei." E assim ele me levou até o Sr. Sakai, no distrito de Kamata. Após concluir uma semana de palestras, a alegria que senti ao receber o Ohikari no peito foi uma emoção indescritível. Pensei: "Ah, graças a esta Luz, poderei resolver o problema da minha saúde frágil de longos anos e também poderei, com tranquilidade, transmitir a verdadeira cura às pessoas." Cheio de alegria, voltei para casa. Enquanto ajudava nos trabalhos do Caminho, recebi a purificação da toxina hereditária e, quando finalmente obtive um pouco de alívio, os sintomas da tuberculose se manifestaram de forma plena. Ainda hoje, ao me lembrar do sofrimento daquela época, sinto arrepios. Os sintomas diminuíram um pouco, então fui visitar a residência de Meishu-Sama em Hakone. Hospedei-me em uma pousada por uma noite e, a partir daquela noite, tive uma grande purificação: febre de quase 40 graus, tosse frequente, dor de cabeça insuportável, dor no peito, dificuldade para respirar e, especialmente, retenção urinária, que causou um inchaço terrível. Meu rosto inchou tanto que não parecia o meu próprio rosto. Por causa disso, ao me deitar, a opressão no peito era intensa e, sem alternativa, empilhei cobertores ao redor e fiquei recostado, sem conseguir me deitar por um só instante. É claro que não tinha apetite algum. Estava fraco, exausto, e meus gemidos de agonia, especialmente à noite, eram ouvidos até na casa vizinha. Dizem que os vizinhos imaginavam que eu morreria a qualquer momento; é claro que, se um médico me visse, certamente diria que era um caso desesperador. Naquele momento, que bênção imensa! Tive a honra de receber diretamente o Johrei de Meishu-Sama. Nos momentos mais críticos, recebi o Johrei quatro vezes ao dia. Apesar de Sua agenda ser tão ocupada que as pessoas comuns nem podem imaginar, Ele, pessoalmente, estendeu Sua mão bondosa a alguém como eu. Na época, ouvi posteriormente que Meishu-Sama disse a alguém próximo: "O Ogawa está em perigo." Isso mostra o quão grave era meu estado. Após receber o Johrei, dia após dia fui melhorando. Mesmo sintomas tão graves, como os de um estágio terminal de tuberculose pulmonar, foram completamente curados, sem deixar vestígios, graças às três semanas de Johrei de Meishu-Sama. (Hoje em dia, isso seria impossível de se esperar, mas naquela época era o período de tratamento, e tive a honra excepcional de receber essa graça.) Foi verdadeiramente um salvamento no último momento. Durante esse período, a quantidade de escarro eliminado durante o Johrei era, no mínimo, de cerca de 900 ml por dia. Em três semanas, o total passou de 18 litros. Fiquei simplesmente espantado com a quantidade de catarro que o corpo humano pode conter. Em especial, meus testículos incharam e, por mais irreverente que seja dizer, quando Meishu-Sama aplicava o Johrei nos meus testículos, o catarro era expelido a ponto de eu não conseguir respirar. Quando Ele tirava a mão, a tosse parava instantaneamente; quando Ele a colocava novamente, junto com uma tosse violenta, um catarro amarelado e com cheiro de remédio saía em abundância. Meishu-Sama sorriu e disse: "O seu pulmão estava dentro do testículo, por isso os médicos não conseguiram diagnosticar." Naquela época, embora já estivesse no Caminho, meus conhecimentos médicos passados atrapalhavam, e eu não conseguia compreender verdadeiramente. Compreendi claramente, através da minha própria experiência, que a verdadeira causa da doença são as toxinas no corpo, e que a doença é um processo de purificação. Percebi que todos os sintomas que eu estava sofrendo eram devidos às toxinas medicamentosas que eu havia ingerido ou injetado, que se transformaram em pus no meu corpo, e que os sintomas eram a manifestação da eliminação desse pus. Agora, quando reflito calmamente sobre o passado, não consigo conter as lágrimas de gratidão e emoção que escorrem abundantemente pelo meu rosto diante da imensa graça de Meishu-Sama. Ah, essa emoção é algo que jamais poderei esquecer, por toda a eternidade. Mesmo este corpo pecador, agora perdoado, a alegria de viver abundantemente em Tua graça. Oferecendo corpo e alma, no Caminho do Ensino, seguirei numa só direção. Oh, que alegria! A mente está clara, o corpo leve, com dedicação total, me esforçarei. Estes são poemas simples que compus para expressar minha gratidão naquela época. O velho Ogawa morreu. E um novo Ogawa, que recebeu uma nova missão de Deus, nasceu. De agora em diante, cada dia de minha vida é para servir a Deus. Com essa gratidão e determinação firmemente guardadas em meu coração, prossigo em minha missão. Fui salvo tanto no corpo quanto no espírito. Meu pessimismo anterior se transformou em otimismo, e vivo louvando o mundo luminoso de saúde, prosperidade e harmonia, abundantemente protegido pela graça divina. É verdadeiramente uma bênção. Abraçado pelo grande amor de Meishu-Sama, tão feliz assim, será que está tudo bem? Às vezes, sinto uma sensação de estranheza, porque meu passado foi tão trágico que o presente, em proporção inversa, é tão feliz. Não importa quantas teorias ou argumentos existam, acredito que não há felicidade maior para o ser humano do que a saúde. Se recebermos o Johrei, mesmo alguém como eu, com um corpo inútil, pode ser curado dessa forma. As pessoas do mundo não sabem disso e chamam de superstição ou seita herege, mas eu sempre digo a essas pessoas: "Pessoas curadas como eu existem em abundância na Igreja Messiânica. Se quiserem, posso trazer várias delas diante de seus olhos como testemunhas vivas. Sem discutir teorias, o mais rápido possível e o maior número possível, recebamos o Ohikari, eliminemos as toxinas da alma e do corpo, tornemo-nos pessoas puras e avancemos em nossas respectivas missões para viver no glorioso Paraíso Terrestre que Meishu-Sama está construindo." Para finalizar, quero dizer em voz alta às pessoas que sofrem de tuberculose no mundo: a tuberculose não é uma doença incurável. O que não cura é o método de tratamento errado. Venham para a Igreja Messiânica. A tuberculose pode ser resolvida facilmente. Se duvidarem, leiam os relatos de graças no Jornal Glória ou na Revista Tijotengoku e visitem a pessoa mais próxima listada. A partir desse dia, o pessimismo e o desespero se transformarão em alegria e esperança. Uma família alegre pela cura da infiltração pulmonar Cidade de Zushi, Distrito de Miura, Kanagawa, Kotsubo 1069 Igreja Média Nihon, Kimi Takahashi (34) Meishu-Sama, recebi um benefício material indescritível em palavras e, com alegria, escrevo estas linhas para expressar minha gratidão. Ao lembrar daquela época aterrorizante em que, devido à infiltração pulmonar do meu marido, nossa família foi lançada no fundo do desespero, como são gratos os dias que agora vivemos! No início de abril do ano retrasado, quando meu marido foi diagnosticado com infiltração pulmonar no exame de saúde da empresa, meu choque foi imenso. Seguindo as ordens do médico, ele tomou remédios e fez pneumotórax, mas, dia após dia, sua tez piorava, ele não se alimentava, seu ânimo se deprimia, e eu vivia como se não estivesse viva. Desde aquela época, eu vinha ouvindo da senhora vizinha a maravilhosa história do Komyo-Nyorai, mas não conseguia me decidir a abandonar os médicos e os remédios para me apegar a Ele. Na noite de 23 de maio, tive um sonho misterioso: eu e minha falecida mãe estávamos diante de uma bela Kannon-Sama, ouvindo uma história maravilhosa. Seria uma orientação dela? Desejando ir o mais rápido possível, pedi à senhora Ishiwata, minha vizinha, que me levasse à Igreja de Zushi do Professor Ishida. Aquele dia, 24, era o aniversário de falecimento de minha mãe. Acreditando que ela estava me guiando, apeguei-me ao Komyo-Nyorai e recebi o Johrei. Ele se sentia bem, e o apetite foi voltando aos poucos. Após três meses, aquele corpo que precisava de repouso absoluto já podia ajudar meu pai, que é pescador; passamos a viver dias mais alegres. Recebemos o Ohikari juntos e, embora não tivéssemos um altar, em 28 de agosto, aniversário de falecimento de minha mãe, ao celebrarmos os espíritos ancestrais de todas as gerações, pudemos receber o Komyo-Nyorai. A alegria que sentimos foi indescritível. A casa realmente se iluminou e, curiosamente, pouco depois de receber o Komyo-Nyorai, em 15 de setembro, encontramos uma casa pequena, mas clara, com um tokonoma (nicho decorativo), de 8 e 3 tatames — antes não tínhamos um tokonoma. Só posso agradecer e chorar de emoção. Além disso, quando meu filho Nobuo, de cinco anos, teve problemas cardíacos, ele se recuperou completamente com duas sessões de Johrei do Professor Ishida. Agora, meu marido conseguiu um emprego e nem sequer apareceu no raio-X da admissão. Está mais saudável do que antes de adoecer, trabalhando até a noite. Recebemos inúmeros benefícios materiais todos os dias e agradecemos profundamente por essa bondade. Desejo, junto com meu marido, oferecer minha sincera gratidão e dedicar-me ao máximo no serviço. Salva da Tuberculose Laríngea Oita, Distrito de Oono, Vila de Kofuji, Koari 15201 Igreja Média Nyoirinchu, Chisato Anan (22) Eu havia perdido toda a esperança no mundo devido a uma tuberculose pulmonar grave. Após me filiar à fé, melhorei dia após dia e, cinco meses depois, hoje estou quase completamente curada. Vivo agradecendo de coração à misericórdia do Komyo-Nyorai. Ao recordar, a partir de fevereiro de 1946, comecei a sentir dores de cabeça e cansaço nas pernas. Pensei que fosse apenas "enjoo matinal" da gravidez e não dei importância; mas em abril, assustada com duas ou três hemoptises, fui hospitalizada no dia 25. O médico disse que, para salvar a mãe, seria necessário interromper a gravidez, e o feto foi retirado imediatamente. Disseram também que o pneumotórax era o melhor tratamento para a tuberculose; fiz o procedimento cinco ou seis vezes, sem melhora significativa, e tive alta após cerca de duas semanas. Depois, tratei-me com um médico local. Tomei injeções de cálcio e várias outras, mas sem efeito algum — apenas piorando. Então, ouvi dizer que a moxabustão de Amida era boa, tentei esse tratamento, mas não consegui recuperar o corpo ao estado anterior. Dessa vez, ouvi dizer que a estreptomicina era boa e tomei várias injeções, mas não surtiram efeito; apenas pioraram, até a doença progredir para tuberculose laríngea. Perdi a voz e não conseguia nem falar dentro de casa, caindo no fundo do desespero da morte. O sentimento triste e solitário de não poder mais viver neste mundo era indescritível em palavras. Graças ao Komyo-Nyorai, pude viver novamente neste mundo, e todos os dias estou repleta de alegria e gratidão. Relato de Cura da Tuberculose Pulmonar Niigata-shi, Hori-dori 2-chome, 484 Igreja Média Kōyō, Tamura Tōichirō (25) Com respeito, apresento meu relato de cura da tuberculose pulmonar. Desde a infância, eu era de constituição linfática e muito fraco. Aos cinco anos, tive difteria e quase morri, salvando-me com dezenas de injeções. Aos seis e sete anos, tive tumores malignos no ânus por duas vezes, que foram curados com cirurgia. Assim, minha vida foi uma sucessão de doenças. Depois de me formar na escola, trabalhei em uma fábrica; porém, em setembro do décimo ano da Era Showa (1935), senti subitamente dores no peito e febre alta de quase 40 graus. O médico diagnosticou pleurisia úmida esquerda. Tirei licença da fábrica e fiquei em repouso absoluto por um mês, tomando injeções de cálcio quase diariamente e ingerindo cerca de 2,7 litros de água (1 shō e 5 gō). Finalmente me recuperei e voltei ao trabalho, mas sempre me sentia cansado, com estado ligeiramente febril, dores no peito e rosto pálido; nunca conseguia me sentir completamente bem. Temendo uma recaída, fazia exames de saúde regularmente, ingeria alimentos nutritivos e tomava suplementos, cuidando bem do corpo. Em junho do vigésimo primeiro ano da Era Showa (1946), fiz um exame de saúde em um hospital da cidade e me disseram: "A pleura está quase curada, mas agora o pulmão está piorando. Ainda não é grave; se você descansar da fábrica por cerca de um mês, provavelmente melhorará." Fiquei atordoado por um momento, mas, com as palavras do médico de que melhoraria em cerca de um mês, fiquei aliviado. Apresentei o diagnóstico de "tuberculose do lobo superior esquerdo" à fábrica e tirei licença, passando o tempo de forma relativamente despreocupada. Um mês depois, os sintomas subjetivos desapareceram completamente, e pensei que estava totalmente curado. Fiz novamente um exame no hospital, incluindo velocidade de hemossedimentação e radiografia. O resultado foi totalmente oposto: "A doença progrediu consideravelmente. Este é o ponto crucial para sua vida. Se continuar com uma vida irregular em casa, sua vida não está garantida. Há um sanatório nacional nos arredores de Niigata; se você entrar lá e levar uma vida de tratamento regular, há esperança de cura. Consulte bem sua família. De qualquer forma, ao voltar para casa, descanse e fique deitado." Recebi o diagnóstico de "tuberculose bilateral" e até mesmo os formulários do sanatório, e voltei para casa completamente desanimado. Devido ao preconceito de que a tuberculose pulmonar era "incurável", senti que já tinha meio desistido da vida. Tomava os remédios do hospital por hábito e ficava deitado em repouso. A partir de então, os sintomas se tornaram graves: suores noturnos e estado ligeiramente febril diariamente, rigidez nos ombros, pouco apetite — definhava a cada dia. Nessa época, já tinha ouvido falar um pouco sobre o Johrei, mas pensava que, se nem a medicina tinha um método definitivo para curar a tuberculose, terapias populares não poderiam curá-la. Achava que, não importasse o que fizesse, o resultado seria o mesmo. Minha família sugeriu que eu convidasse um mestre para me aplicar o Johrei, mas eu não estava nem um pouco disposto. No entanto, em 13 de julho do vigésimo primeiro ano da Era Showa (1946), sem me avisar, um parente pediu que o Mestre Tanaka Kazuo viesse me visitar. Ele explicou com muita atenção e entusiasmo sobre a doença, dizendo que "a doença é um processo de purificação e não deve ser temida". Como a história era muito nova para mim, não sabia como julgar; mas ele disse: "Muitas pessoas com tuberculose pulmonar como você estão se curando com o Johrei." Essa frase me fez decidir receber o Johrei. Quando o Mestre Tanaka o aplicou, senti uma melhora, mas, depois que ele foi embora, meu coração ainda estava indeciso. Então, fui levado por minha família à casa do atual presidente da Igreja Média Kōyō, Mestre Ogawa. Enquanto esperava minha vez, comecei a sentir dores no estômago, que se tornaram insuportavelmente intensas após cerca de uma hora. Quando o presidente da igreja me aplicou o Johrei, vomitei em cerca de vinte minutos e a dor intensa parou completamente. Tendo tido essa experiência desde o primeiro dia, pensei que, se havia tanto efeito, a tuberculose também certamente curaria. A partir do dia seguinte, comecei a frequentar a casa do mestre e a receber o Johrei. Os suores noturnos gradualmente desapareceram, a rigidez nos ombros começou a diminuir, e meu corpo e meu humor melhoravam a cada dia. Senti profundamente que tinha feito bem em vir. Além de mim, havia quatro ou cinco pessoas com tuberculose, e todas diziam, unanimemente, que estavam melhorando. Ao ouvir as palestras na casa do mestre todos os dias, percebi que aquilo era diferente das terapias populares comuns e desejei receber o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) o mais rápido possível. Em 17 de agosto do vigésimo primeiro ano da Era Showa (1946), recebi do Presidente Ogawa o Ohikari para pendurar no peito e, com imensa emoção e orgulho, senti que havia renascido. Após a conversão, continuei recebendo o Johrei por um mês e meio. Graças a isso, todos os sintomas subjetivos desapareceram, meu peso aumentou, meu humor ficou realmente revigorado, e senti profundamente o valor de viver como ser humano. Pensei que, se a tuberculose pulmonar e qualquer doença podiam melhorar tão rapidamente, seria muito gratificante poder ajudar os outros também. Assim, a partir do início de outubro, comecei a trabalhar como assistente na casa do Presidente Ogawa. Em 29 de outubro do vigésimo ano da Era Showa (1945), fui levado pelo Presidente Ogawa, pela primeira vez, a Atami, para encontrar Meishu-Sama. O vigésimo primeiro ano da Era Showa (1946) começou com tristeza e terminou com grande alegria. A partir de março do vigésimo segundo ano da Era Showa (1947), começou a surgir toxina hereditária, especialmente nas mãos e nos pés, espalhando-se por todo o corpo. A coceira era tão intensa que, todos os dias, eu quase não conseguia dormir até o amanhecer. Nessa época, o processo de purificação dos pulmões recomeçou, com febre, cansaço e dores no peito; fiquei mais fraco do que na primeira purificação. Passava mais da metade do dia na cama e, com grande esforço, ia todos os dias à casa do Presidente Ogawa receber o Johrei. Olhando para meu corpo extremamente debilitado e meu rosto pálido, as pessoas da vizinhança aparentemente não acreditavam que eu sobreviveria. Essa condição continuou por dois meses, e por um momento me senti completamente encurralado; mas, quando a toxina hereditária começou a diminuir em agosto, a purificação dos pulmões também gradualmente se acalmou, e a segunda purificação foi completamente superada graças à proteção divina. Durante o ano e meio seguinte, até meados do vigésimo quarto ano da Era Showa (1949), continuei tendo pequenas purificações diárias e dias de cansaço, mas me dediquei ao Johrei com afinco e também o recebia quase todos os dias. A partir de julho do vigésimo quarto ano da Era Showa (1949), tive dias muito cansativos. Em 11 de agosto, desde a manhã, comecei a ter febre, que por volta das 11 horas chegou a cerca de 40 graus. Não conseguia ficar de pé, minha cabeça estava zonza, eu não entendia nada; além disso, a respiração era difícil, com tosse e catarro terríveis, e meu corpo inteiro estava em brasa. Não tinha apetite nenhum; apenas água era muito boa. O Presidente Ogawa e outros mestres se revezavam para me visitar e aplicar o Johrei, mas o calor na cabeça, no pescoço e nos ombros não baixava facilmente, e em cerca de dez dias definhei muito. Foi a primeira vez que tive uma Repurificação pulmonar tão severa, e entreguei minha vida e minha morte a Deus. Desta vez também, graças à proteção divina, após cerca de duas semanas a febre começou a baixar gradualmente e, um mês depois, eu estava quase curado. Após a purificação, o cansaço do corpo que durava anos desapareceu completamente, minha tez melhorou muito, meu corpo ficou mais leve e meu humor, revigorado; pude experimentar profundamente como a purificação é algo realmente digno de gratidão. Depois disso, no vigésimo quinto ano da Era Showa (1950), de abril a junho, houve uma purificação pulmonar leve; mas desde então estou realmente bem, sem preocupação alguma em qualquer trabalho, e fui agraciado com um corpo saudável, capaz de suportar tudo. Atualmente, estou servindo com dedicação. Agora, ao olhar para trás, para seis anos atrás, parece um sonho. Acredito que muitas pessoas no mundo, como eu sofria, padecem de tuberculose pulmonar e vivem sem esperança; mas oro para que despertem o quanto antes, recebam o Johrei e recobrem a saúde. Infiltração Pulmonar Recidivante Completamente Curada Tóquio, Minato-ku, Azabu Kimura-chō 146 Igreja Média Hareruya, Kimura Satoe (27) Recordo que, em julho do vigésimo terceiro ano da Era Showa (1948), a infiltração pulmonar recidivou. Fui examinada imediatamente na Cruz Vermelha Japonesa e no Hospital Keiō, mas já era tarde demais: não era possível fazer pneumotórax, e fui informada de que precisaria de cirurgia e internação em um sanatório, com repouso absoluto. Minha família e eu caímos no fundo da tristeza e do desespero. Foi quando ouvimos do Mestre Okada, de Meguro, a preciosa história da Igreja Messiânica. Consultei imediatamente meu marido, mas ele era extremamente descrente, não quis ouvir e insistia apenas que eu fosse para o sanatório. Eu pensava que, se fosse para o sanatório, seria uma despedida deste mundo, e sofria de solidão todos os dias. Por fim, pensando que, já que teria de ir, gostaria de receber o Johrei antes para ver como seria, recebi-o em segredo do meu marido. Após cerca de uma semana, a febre baixou, a rigidez nos ombros desapareceu, e a dor também pareceu ceder. Então comecei a melhorar, e meu corpo foi ficando saudável. Ao ver isso, até meu marido ficou extremamente surpreso. Logo depois, pude me converter, e meu corpo tornou-se cada vez mais forte. O estado debilitado de antes desapareceu por completo, e hoje estou irreconhecível. Recebi inúmeras graças divinas; até meu marido, que era um descrente extremo, se converteu, e toda a família leva uma vida feliz todos os dias. Devo tudo isso à luz de Meishu-Sama e sou profundamente grata por ter sido salva. Salva por uma História Ouvida no Trem Fukuoka-ken, Kurume-shi, Kuniyama-chō 376 Igreja Grande Kōhō, Shimizu Sumiko (29) No final de março do ano passado, ouvi dentro do trem a história do caminho do Mestre Miyabe, de Ōkawa-machi, e me converti no início de abril. O diagnóstico médico foi tuberculose pulmonar, muito grave no lado direito e, além disso, uma doença ativa. Recebi várias recomendações e fui orientada a me internar imediatamente para tratamento. Mas, naturalmente, eu detestava injeções e medicamentos orais e, mais ainda, a ideia de me internar; não estava disposta a isso. Enquanto eu estava em casa sem fazer nada, meu marido, num trem com destino a Ooteda, ouviu do Mestre Miyabe — uma pessoa completamente desconhecida — várias coisas sobre o Caminho e, ao chegar, contou-me. Acreditei que fosse a orientação do Komyo-Nyorai e, imediatamente, sob uma chuva torrencial, fui levada por meu marido para visitar a Igreja de Okawa. Como era muito longe e o caminho era ruim, disseram que o transporte seria prejudicial ao meu corpo; então nos apresentaram o Centro de Reuniões de Kokubu, na cidade de Kurume, e no dia seguinte fui visitá-lo. Era justamente o dia do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Ainda enquanto ouvia a palestra e recebia o Johrei, por volta do terceiro dia desse curso, minha respiração ficou muito mais fácil, a febre começou a baixar e me senti muito melhor. Depois disso, nunca deixei de visitar a Sede em Tosu; cada vez que ia, recebia a purificação por dois ou três dias, e a cada vez me sentia melhor e ganhava mais energia. Nos três meses após me tornar crente, ainda passava os dias sem fazer muito. Mas no final de junho minha mãe faleceu repentinamente e, como não havia outra mulher na família, passei a cuidar sozinha de todas as tarefas domésticas. No começo, ficava tão cansada que mal conseguia dormir à noite; mas, à medida que me acostumava com o trabalho, fui ficando mais forte dia após dia. Hoje faço qualquer coisa sem problemas, a ponto de receber apenas purificações leves de vez em quando. E a gravidez veio exatamente após dez anos. A alegria de meu marido, de meus pais e de meus irmãos não foi pouca. Eu, que desde criança tinha um corpo fraco, experimentara todo tipo de remédios, injeções e até tratamentos de acupuntura e moxabustão. Mesmo tendo um corpo que mal conseguia conversar com outras pessoas por mais de duas horas por dia, tornei-me tão saudável que ainda fui agraciada com a bênção de um filho, algo de que tanto eu quanto os outros já havíamos desistido — tudo isso em apenas seis meses. É como se estivesse sonhando. Como poderia agradecer um benefício material tão grandioso, sendo ainda tão nova no Caminho? Não encontro palavras para expressar. Toda a minha família agradece do fundo do coração. Até pouco tempo atrás, eu era uma pessoa de corpo fraco, e as pessoas ao redor, como se tivessem combinado, preocupavam-se e me ofereciam remédios e injeções que diziam ser bons para grávidas. Eu apenas respondia: "É uma criança concedida por Deus, então seguirei os ensinamentos", e me agarro exclusivamente ao poder do Komyo-Nyorai. Agora, cada vez que sinto o bebê mexer, a alegria transborda e não pode ser expressa em palavras. Muito obrigada. A Alegria de Ser Salva da Tuberculose Pulmonar que Dizimaria uma Família Prefeitura de Oita, Distrito de Hokkai, Vila de Ōzai, Subdistrito de Shimoshimura Igreja Média Nankō, Yoshimasa Fusae Nós, uma família de três pessoas, fomos acometidos pela tuberculose pulmonar e, com sofrimentos indescritíveis causados pela doença e pela pobreza, ofegávamos no auge do pessimismo. No entanto, pelas nobres Graças Divinas, fomos salvos da aniquilação e renascemos como uma família brilhante e radiante. Com gratidão, relato essa alegria. Em abril de 1946, minha mãe, que até então trabalhava com saúde, sentiu-se mal e foi ao médico. Recebeu o diagnóstico de bronquite e vários tratamentos, mas em agosto desenvolveu pleurisia. Chegou a ser internada, porém a doença só piorava, sem nenhum efeito, até se tornar incurável. Assumi o trabalho da família no lugar de minha mãe, mas em abril de 1948, sentindo cansaço e moleza no corpo, fui ao médico e fui diagnosticada com infiltração pulmonar, tendo de ficar de cama. Nesse meio tempo, minha irmã, a única que trabalhava, também adoeceu, com diagnóstico de problema nos pulmões. Exceto minha irmã e meu irmão mais novos, que ainda estavam na escola, nós três — mãe e filhos — ficamos de cama lado a lado, sem nenhum trabalhador, atormentados dia e noite por dores de cabeça, cansaço, tosse, insônia e toda sorte de sofrimentos da doença. Com o sofrimento da doença e da pobreza aumentando a cada dia, nossa família chegou ao auge da tristeza. Durante esse tempo, tentamos todos os tratamentos que ouvíamos dizer serem bons: remédios, injeções, moxabustão etc. Por fim, abandonamos os remédios e chegamos a tentar a fé, mas nada nos salvou. Desistimos, acreditando que não havia mais nada em que confiar neste mundo, e ficamos apenas esperando a morte. No entanto, não posso esquecer: em 13 de março de 1948, uma conhecida de minha mãe veio e contou-lhe várias coisas sobre a Igreja Messiânica. E, como só ouvir não era suficiente, aplicou-lhe também o Johrei. Minha mãe disse que se sentia muito bem e recomendou-o a mim e a minha irmã. Minha irmã, após receber o Johrei, ficou feliz, dizendo que o corpo estava estranhamente mais leve; eu, porém, ri, pensando: "Será que uma doença se cura com isso?" Minha mãe, pensando: "Já me enganei com tantas coisas até agora, que tal me enganar mais uma vez?", decidiu fazer minha irmã mais nova tornar-se crente. Ela se tornou crente em 15 de março. Depois disso, minha mãe e minha irmã recebiam o Johrei, mas eu ficava furiosa, pensando que se deixavam enganar por uma superstição sem sentido, e falava mal todos os dias. Mas o que aconteceu? Com o passar de dois, três dias, elas pareciam ficar mais saudáveis. Em uma semana, minha mãe, que nunca havia saído da cama, começou a passear, e minha irmã, que mal conseguia cuidar de si mesma, começou a cozinhar. Ah, que coisa maravilhosa! Haveria outro milagre como este? Até eu, que me opunha tão teimosamente, não pude deixar de me curvar diante desse benefício material real. Depois, ao ler o "Evangelho do Paraíso", percebi o erro dos tratamentos que havia feito até então e compreendi profundamente minha tolice de me esforçar para não me curar. A partir de então, com o Johrei, melhorei dia após dia. O peso que carregava, como se fossem dezenas de quilos, foi diminuindo rapidamente a cada Johrei. Eu, que mal conseguia me levantar para fazer as coisas, quanto mais passear, pude voltar a trabalhar. A alegria daquele momento foi indescritível. Mesmo eu, que continuei me opondo, sem o saber, fui salva em pouco tempo. Só me restou prostrar-me diante do Deus de Grande Compaixão e Grande Misericórdia. Um ano depois, em abril de 1949, minha mãe faleceu devido à purificação das toxinas medicamentosas acumuladas por muitos anos. Mas a serenidade de seu rosto na hora da morte — completamente tranquila, partindo como se dormisse, salva pelo Komyo-Nyorai no outro mundo — que felicidade, em comparação com os descrentes que se debatem e sofrem até o último momento, sem paz! Ali senti profundamente a preciosidade das Graças Divinas. Minha irmã e eu vimos nossa saúde aumentar a cada purificação. Se não tivéssemos recebido esta salvação, minha irmã e meu irmão mais novos também teriam adoecido um após o outro, e nossa família teria seguido o destino da aniquilação. Agradeço profundamente que uma família de tuberculosos tenha sido salva pela graça divina, tornando-se uma família brilhante e radiante, e que nos seja permitido servir, ainda que minimamente, na sagrada obra do Paraíso Terrestre. A Alegria da Regeneração Shizuoka, Cidade de Atami, Koarashi Igreja Média Fuyō, Tomiko Matsumoto (25) Na manhã do dia 2 de setembro, quando eu tinha 22 anos, na flor da juventude, senti dor de cabeça e calafrios. Como sempre fora saudável e nunca havia tomado nem um remédio, continuei trabalhando normalmente. Cerca de dez dias depois, tive febre alta e forte dor de cabeça, com suor escorrendo por todo o corpo. Fui diagnosticada com pleurisia por um médico do Hospital Nacional. Como nunca havia pensado em doenças, não me preocupei muito; acreditava que, assim que a dor de cabeça passasse, voltaria a ser a mesma pessoa saudável de antes. Dia após dia, a febre perto dos 40 graus e os suores noturnos intensos persistiam. Naquela época, não conhecia outro método senão seguir fielmente as ordens do médico e permanecer em repouso na cama. No entanto, lembro-me até hoje, com arrepios, da uma hora da manhã do dia 24 de agosto. De repente, tossi e senti algo morno na garganta. Ao cuspir, vi sangue vermelho vivo. Fiquei por um momento como desmaiada; quando recobrei a consciência e vi respingos de sangue por toda parte, senti que estava possuída por uma doença abominável e tive a impressão de ter sido desenganada pelo médico. Fiquei atordoada. Reprimindo a tristeza que brotava e a irritação do coração, entreguei tudo ao médico, e dias solitários e sem esperança se seguiram. Meu corpo, que antes da doença pesava 15 kan, emagreceu rapidamente. Incapaz de lidar com aquele corpo tão transformado no leito, vaguei em uma triste jornada rumo à morte, sem qualquer perspectiva de cura. A doença avançava e recuava. Pelas entrelinhas das conversas do médico com minha família, compreendi que eu já não tinha jeito. Distribuí a minhas irmãs mais novas, como lembrança, vários objetos que prezava. Senti-me inútil por ter de morrer sem haver feito nada até aquela idade, causando preocupação a meus pais. Quantas vezes chorei escondida na cama, ninguém sabe. No ano-novo de 1948, o primeiro que passava de cama, já resignada, pensava: “Este é o último ano, não tenho mais nada a lamentar.” No dia 8 de janeiro, uma senhora que eu conhecia de vista veio me visitar. Ao ver minha barriga inchada, disse: “Isso é peritonite. Se curar isso, o peito também vai ficar muito mais aliviado”, e falou-me do Johrei. Como diz o ditado “quem está se afogando agarra-se até num fio de palha”, as palavras sinceras da senhora me animaram e, na mesma hora, recebi o Johrei. Eu, que mal conseguia me virar na cama sem falta de ar, pude me voltar para a direita e para a esquerda sem nenhum esforço, tal como a senhora dissera, e senti um alívio como nunca antes experimentara. Enquanto ouvia a senhora falar, percebi que o caminho que eu havia trilhado até então era completamente oposto ao Caminho de Deus. Passei a esperar ansiosamente pela visita diária da senhora, que vinha ao meu solitário leito de doente. No terceiro dia, já conseguia me levantar sozinha e ir ao banheiro. Parei de tomar os remédios que recebia todos os dias, jogando-os no esgoto, e recusei as injeções, dizendo que me sentia melhor sem elas. Por volta do sétimo dia, entediada de ficar deitada, pedi que levantassem a cama. O tatame que estava debaixo do futon começava a desmoronar. À medida que o inchaço da barriga diminuía, meu apetite aumentava e eu ganhava forças. Lendo “A Medicina do Amanhã” perto da lareira, compreendi profundamente o quanto fora errado usar remédios e injeções. Deus não me abandonou. Tomei a firme decisão de, não importa o que dissessem, agarrar-me a Deus e tornar-me saudável, custasse o que custasse. Durante o Johrei, às vezes vomitava uma bacia cheia de água de cheiro estranho. As pessoas ao redor também se surpreendiam ao saber que aquilo era a purificação das toxinas medicamentosas. No dia 27 de janeiro, acompanhada pela senhora, pude finalmente visitar a igreja; parecia que eu havia renascido por completo. Meus pais, que me despediram preocupados, ao me verem voltar com saúde, ficaram em silêncio. Quando perguntei, meu pai disse com voz fraca: “Com uma aparência tão saudável, indo para a cidade com roupas bonitas, pensei que talvez a flor da morte tivesse finalmente desabrochado. Falei isso e chorei. Tomara que não seja assim.” Não pude evitar o riso. Eu, que fora salva; meu pai, que não conseguia acreditar; lágrimas de alegria brotaram involuntariamente. Entrei para a fé em 13 de fevereiro. Depois disso, recebi a purificação da diarreia por três meses completos e, verdadeiramente, por um grande milagre, tornei-me saudável. Fui salva sem perceber, desde que ouvi Desde que ouvi o verdadeiro ensinamento Atualmente, estou servindo na Igreja Média Fuyō. Desde que comecei a servir, graças às bênçãos, engordei e passo dias felizes. Se o venerável Meishu-Sama não tivesse vindo a este mundo, talvez eu já tivesse atraído minhas irmãs, uma após a outra, para o mundo espiritual, levando minha família ao fundo da escuridão. Recebendo a salvação do grande compassivo Meishu-Sama, não consigo parar de chorar diante de tamanha graça. Toda vez que me prosterno diante do altar, choro ao pensar neste corpo que foi salvo. Ao lembrar daquela vida infernal, realmente estou no auge da felicidade. Penso que, se isto puder servir como um farol de luz para as pessoas infelizes que sofrem no mundo com doenças semelhantes às minhas, faço este relato. Das trevas do futuro para o mundo da luz Endereço: Antiga cidade de Akabira, distrito de Sorachi, Hokkaido, Aza Mojiri Motomachi Igreja Média Aiwa, Kenzo Taguchi (38 anos) Em outubro do ano retrasado, sem motivo aparente, meu corpo ficou pesado, comecei a tossir e a produzir muito catarro, como se estivesse resfriado. Ao consultar um médico, o exame de raio-X revelou que meus pulmões estavam comprometidos, e fui ordenado a repouso absoluto por um tempo. Usei injeções e remédios diariamente, como cálcio e vitaminas, mas a doença só piorava, e a asma também surgiu. Pálido, ofegante, no fundo do desespero, eu jazia no leito de doença. Por acaso, ouvi um vizinho falar do Komyo-Nyorai. Como quem se afoga agarra-se a um fio de palha, ainda com metade de dúvida, recebi o Johrei do Mestre Kurosawa, da Igreja Mojiri. Para minha surpresa, em cerca de uma semana meu ânimo ficou muito mais leve e, de alguma forma, senti que estava ganhando energia. A melhora prosseguiu dia após dia. Em 5 de fevereiro do ano passado, pude entrar para a fé. Desde então, tenho adorado o Komyo-Nyorai continuamente e, em cada Culto Extraordinário, ouço as valiosas palestras do Mestre Shibata. Minha saúde atual chega a surpreender as pessoas ao redor. Sou imensamente grato pela profunda graça do Komyo-Nyorai. Aqui, apresento meus sinceros agradecimentos a Meishu-Sama. Meu Diário de Luta Contra a Doença Endereço: 1-19, Nagaragamine, Gifu City, Prefeitura de Gifu Igreja Média Hakkō, Koichi Uno (23 anos) Desde a infância, fui fraco e doente. Além de resfriados, catarro na garganta, amigdalite e otite média, sofri até de pneumonia e escarlatina (no sexto ano do ensino fundamental), fazendo meus pais chorarem muito. Minhas memórias de infância são quase todas de tratamentos médicos ou temporadas de descanso. Eu era extremamente sensível a doenças: ao menor sintoma, já corria para o médico e para os remédios. Mesmo em tempos normais, nunca deixava de tomar óleo de fígado de bacalhau e vários digestivos e nutritivos. Ao refletir sobre isso agora, não posso deixar de pensar: “Se os remédios fossem benéficos para a saúde, eu deveria estar muito mais saudável. Mesmo que não fosse o caso, como sempre me precavia, deveria ter me tornado saudável gradualmente.” Foi então que, no verão de 1942 (meu segundo ano do ensino médio), apareceu repentinamente sangue na urina. Fui diagnosticado com tuberculose renal e, embora precisasse de cirurgia, consegui curar com remédios de alguma forma. Logo depois, porém, começaram dores de cabeça, cansaço, estado ligeiramente febril, falta de apetite e fraqueza nas pernas. Vi-me obrigado a procurar médicos novamente. Quando o médico me diagnosticou com infiltração pulmonar, pensei: “Então eu também cheguei a uma doença incurável? Estou perdido.” Senti que meu futuro estava fechado. Mesmo assim, no início, como qualquer um, troquei de médico, busquei novos remédios, experimentei terapias recomendadas por outros, tudo para me recuperar, mas nada adiantou. Passei a viver ansioso dia e noite, até que, por fim, cheguei a um estado de espírito de “que seja o que Deus quiser”, abandonando toda esperança. Nessa vida sombria, em agosto de 1944, por recomendação de um parente, o Sr. O., minha mãe entrou para a fé (na época, como era a terapia de purificação, chamávamos de “assistir ao curso”). Naquela época, eu pensava: “Meu corpo não tem mais jeito para a medicina, e minha mãe entrou para a fé” — e isso também porque, devido à saúde debilitada da família, já tínhamos tentado várias crenças e terapias, todas sem sucesso e sem continuidade, parando após seis meses a dois anos. Cheguei a dizer coisas irreverentes como: “Lá vai ela pegar outra dessas coisas por curiosidade. Com certeza vai parar em uns seis meses.” No entanto, ao receber o Johrei, senti meu corpo inexplicavelmente revigorado e não pude deixar de me curvar. Quando pedi o Johrei ao mestre, ele me disse: “Use o corpo o máximo possível. Assim você ficará saudável mais rápido.” Pensei: “Se eu fizer isso, vai ser um problemão.” Mas, de qualquer forma, continuei pedindo o Johrei por algum tempo. Nesse período, comecei a pensar: “Realmente, o que o mestre diz é verdade.” Em menos de um mês, passei a fazer por iniciativa própria até coisas um pouco mais difíceis. Foi então que surgiu em mim a convicção de que este era o verdadeiro caminho para a saúde. As nuvens escuras de antes se dissiparam como se fossem limpas. Para mim, que sempre confiei em médicos e tive cuidados especiais com a higiene, mas vivia doente, isso foi uma grande surpresa e alegria. Depois disso, receber o Johrei do mestre e ouvir suas palestras tornou-se meu maior prazer. Na época em que minha mãe entrou para a fé, meu irmão mais novo, então no terceiro ano do ensino fundamental, havia sido diagnosticado com tuberculose infantil. Com dificuldade, conseguíamos injeções de difícil acesso e pedíamos ao médico que continuasse as aplicações. Interrompemos isso e, em menos de quinze dias após começarmos o Johrei, ele já estava correndo e pulando, para espanto de toda a família. Minha mãe, logo nos primeiros dias de fé, testemunhou vários milagres (gostaria de escrever sobre eles, mas, como ficaria muito longo, omito). Com isso, meu pai também entrou para a fé. Em janeiro de 1945, eu também pude entrar para a fé, obtendo uma imensa sensação de alívio e me apegando a ela com todo o coração. Depois disso, recebi purificações diversas vezes e, a cada vez, minha saúde melhorava — um resultado alegre. Aqui, relato o processo dessas purificações. No início, durante cerca de dois meses recebendo o Johrei, fui melhorando gradualmente (como já disse, passei a fazer até coisas um pouco mais difíceis). Quando pensei que meu apetite havia voltado e minha força física estava bastante recuperada, recebi a primeira purificação. Surgiram dor de cabeça, estado ligeiramente febril e cansaço generalizado. Fiquei ansioso, com receio de que a doença tivesse voltado. Perguntei ao mestre, e ele me disse: “Isso é purificação, não precisa se preocupar.” Senti, ao mesmo tempo, gratidão e desagrado, numa sensação indescritível. Continuei pedindo o Johrei. Com uma sensação estranha, ao mesmo tempo ansiosa e tranquila, a purificação durou bastante tempo. Quando, porém, terminou por completo e algum tempo se passou, minha cabeça e todo o corpo ficaram revigorados, meu apetite aumentou e minha força física chegou a um ponto em que ninguém diria que eu tivera tuberculose. Essa alegria brotava espontaneamente. Eu, que na escola era conhecido por ser calado, passei a contar aos amigos. Ainda me lembro de como, no caminho de volta da escola, falava com entusiasmo, em minha fala desajeitada. Durante o dia, trabalhava como um adulto na fazenda da escola (na época da mobilização estudantil, apenas os mais fracos trabalhavam na fazenda da escola), e à noite, até tarde, lia avidamente os escritos de Meishu-Sama sobre a arte médica da época. Foi então que, pela primeira vez, senti remorso por ter duvidado das palavras do mestre e, ao mesmo tempo, brotou em mim um sentimento de gratidão pela purificação. Depois disso, recebi várias purificações, como dor de cabeça, febre, tosse e diarreia. Se a primeira foi longa e dolorosa, com o passar das purificações o período foi se encurtando, e consegui eliminar grandes quantidades de toxinas com mais facilidade, através de catarro, secreção nasal, diarreia, urina avermelhada e suor. E, ao fim de cada purificação, meu corpo ficava invariavelmente mais leve do que antes. Assim, passei a esperar pela purificação e até a forçar o corpo para provocá-la, chegando a dormir menos. Dessa forma, pude compreender claramente, com meu próprio corpo, o que os mestres me ensinavam: a doença é uma ação purificadora, um processo de eliminação das toxinas do corpo, que torna a pessoa mais saudável do que antes do início da purificação — portanto, a doença é uma bênção de Deus. Tendo recebido tamanha salvação, eu, que a princípio temia lidar com doentes, passei a guiar pessoas ao caminho da salvação e a me alegrar com a felicidade dos que eram salvos e se regozijavam. Sabendo que isso é servir a Deus, ardo no desejo de fazer todo o possível para que ao menos mais uma pessoa seja salva deste mundo de sofrimento; e assim cheguei aos dias de hoje. Recentemente, recebi a purificação de um resfriado, com dor de cabeça e febre por cerca de uma semana (é claro, sem ficar um dia de cama: trabalhei normalmente, dormi tarde e tomei banho). A partir do terceiro dia do início da purificação, por cerca de cinco dias, eliminei grande quantidade de secreção nasal e catarro, e fiquei completamente bom. Desde então, sinto a cabeça muito leve e trabalho com uma sensação revigorada. Meishu-Sama publicou, na edição 90 do Jornal Eiko, um artigo intitulado "Tuberculose não é nada", no qual diz que o resfriado é a grande limpeza do corpo e a causa que evita todas as doenças. Pela experiência do meu próprio corpo, acredito que isso é a verdade absoluta, sem sombra de dúvida, e transmito essa convicção especialmente àqueles que temem a purificação ou duvidam desta fé. Ao olhar para o passado, quando, apesar de me proteger dos resfriados, vivia constantemente doente e sofria com a infiltração pulmonar, sinto ainda mais profundamente a felicidade de hoje e só posso agradecer. Meu único desejo é que ao menos mais uma pessoa — entre as que sofrem a dor da doença ou, tendo perdido a luz, vivem angustiadas — seja salva. Sendo assim, meu coração está cheio do desejo de, como servo de Deus, avançar e, com minhas forças limitadas, ajudar os mestres nessa obra. Muito obrigado. ―――――――――・―――――――――― De uma família de tuberculosos a uma família saudável Distrito de Mugi, Província de Gifu, Vila de Minami-Mugi, Atobe Igreja Média Daikō Morí Kinue (45) Há vinte e cinco anos, minha mãe e meus irmãos mais novos começaram a morrer um após o outro de doenças pulmonares, e nossa família ficou conhecida como "de linhagem tuberculosa". Apesar do avanço da cultura e da medicina, o frio demônio da doença atacou impiedosamente nosso lar, ceifando meus irmãos, não obstante meus esforços desesperados para cuidar deles; e a onda de contágio acabou por atingir até meu marido. No inverno do décimo nono ano da Era Showa (1944), meu marido, vítima de um resfriado repentino, começou a sofrer intensamente durante a noite, com febre alta; por um momento, tememos que fosse pneumonia. Imediatamente, um médico o examinou e declarou: "É uma infiltração pulmonar. É necessário repouso absoluto." Imaginem meu choque e desânimo naquele momento: senti como se estivesse caindo em um turbilhão de escuridão total. Em casa, havia meu pai idoso e filhos ainda pequenos. A ideia de ter de suportar os olhares frios das pessoas era insuportável; ainda assim, reuni forças, decidi curá-lo de qualquer jeito e, sem me importar com dinheiro, segui à risca as ordens do médico, esforçando-me ao máximo para lhe garantir nutrição à base de carne, ovos, peixe, leite, além dos melhores remédios e injeções. Vivíamos o período mais intenso da guerra, e conseguir tudo isso não foi nada fácil. Além disso, temendo o contágio, mantive meus preciosos filhos, que sentiam saudades do pai, completamente afastados do quarto dele até que sarasse, e cuidei dele com esmero. No entanto, sua condição não melhorava; ele foi definhando aos poucos e, por volta de outubro do vigésimo ano da Era Showa (1945), um ano depois, o médico disse: "Ele não deve durar muito." Nessa época, ele já apresentava distúrbios gastrointestinais, constipação e dores no peito, e não havia mais tratamento médico que pudesse ajudar. Seu sofrimento era indescritível, mesmo para quem o via de perto. Perdida, não me restava senão rezar pela proteção divina; repetia, desesperada, quase enlouquecendo: "Por favor, Deus, alivie o sofrimento do meu marido." Foi então que o irmão mais novo do meu marido, que viera visitá-lo, mencionou que um tratamento um pouco diferente estava se popularizando na cidade de Mino e sugeriu que tentássemos. Por fim, tomei uma decisão e, no dia 15 de outubro, fui à Igreja Gotō, em Mino, pedir ajuda. Lá, explicaram-me várias coisas e disseram: "É importante que a senhora se converta e pratique o Johrei." Converti-me então imediatamente e solicitei também uma visita do mestre. Ao voltar para casa, apliquei o Johrei conforme as instruções do mestre e, de fato, o sofrimento do meu marido diminuiu, a ponto de ele voltar a falar. No dia seguinte, o mestre veio e aplicou o Johrei. Imediatamente, meu marido evacuou, a expectoração melhorou muito, e o mestre disse: "Não se preocupe, ele será salvo. Apegue-se com todas as forças." Então, dia e noite, sempre que tinha tempo, eu continuava o Johrei como uma louca, e pedi ao mestre que viesse em dias alternados, por cerca de um mês. Com isso, o apetite do meu marido aumentou; ele passou a pedir as três refeições, sua cor melhorou a tal ponto que ele ficou irreconhecível, a dificuldade para respirar desapareceu, ele engordou e já não parecia o mesmo doente que antes se debatia no leito de morte. Depois disso, tivemos a honra de entronizar o Komyo-Nyorai. Naquela ocasião, o mestre disse: "O corpo do seu marido ainda não está verdadeiramente curado, então não relaxe e continue o Johrei. A luz do Komyo-Nyorai purifica, e os antepassados também se alegram e cooperam na purificação." Exatamente uma semana após a entronização, veio a purificação: ele teve febre alta e começou a delirar, perdendo completamente o apetite. Imediatamente, pedimos ao presidente da igreja que aplicasse o Johrei, e toda a família se dedicou a ele com todas as forças. No entanto, a situação oscilava entre melhoras e pioras; ele foi enfraquecendo, e o sofrimento só aumentava. Quantas vezes pensei que desta vez não havia mais jeito! Foi então que, com muita ousadia, enviei um telegrama pedindo a proteção divina de Meishu-Sama. Imediatamente, meu marido foi aliviado e sua vida foi salva. Durante essa semana, ele ficou entre o sonho e a vigília e chegou a expelir cerca de um shō (aproximadamente 1,8 litro) de sangue e escarro. Foi verdadeiramente uma graça. Nós, tão cheios de pecados, recebemos purificações repetidas vezes desde então e, em cada uma, fomos agraciados com uma proteção divina grandiosa. Hoje, ele tem um corpo que nem parece ter passado por tudo aquilo. Além disso, adquiri a convicção de que "a tuberculose não pega de jeito nenhum" e de que "com o Johrei, com certeza se cura". Nossa vida, que antes era escura e sombria — como a de uma família de rebeldes, amaldiçoando o mundo e odiando as pessoas, alvo de fofocas e de olhares frios dos vizinhos, que diziam "a próxima é a esposa, depois as crianças" — tornou-se uma vida de alegria e luz, como se o amanhecer tivesse chegado. Hoje, recomendo a conversão a todos os vizinhos e parentes. Meu filho, que se formou este ano na escola superior de agricultura, também se dedica com todas as suas forças a ajudar, sob a orientação do mestre. ―――――――――・―――――――――― O inválido desesperado transformado em corpo saudável Província de Saga, Distrito de Miyaki, Cidade de Tosu, Todoroki Igreja Grande Kōhō, Sakai Mannosuke (37) No décimo ano da Era Showa (1935), vim de um canto remoto de Hokkaido para Tóquio, visitar um irmão mais velho. No décimo quinto ano da Era Showa (1940), tive a honra de me converter. Hoje, estou na região de Kyushu e relembro aquela época com profunda emoção. A comoção daquele momento, a gratidão daquele momento — que ainda hoje não se desvanecem — são inteiramente fruto das grandes bênçãos diárias. É da natureza humana que, com o passar dos dias, as coisas se distanciem. No entanto, eu, que estou na Luz, tenho visto com estes olhos as grandes bênçãos milagrosas a cada dia que passa e as tenho refletido neste coração, vivendo assim por dez anos. É a proteção divina — Ele fez com que eu não pudesse esquecer. Meishu-Sama, muito obrigado. Naquela época, eu estava marcado com o estigma da tuberculose. Meu irmão também era paciente de "tuberculose no lobo superior do pulmão esquerdo", com taxa de sedimentação de 50 e hemoptise ocasional, mas estava relativamente estável. Além disso, por dificuldades financeiras, não pude me submeter a um tratamento médico moderno e completo, o que também contribuiu para que eu levasse uma vida autodestrutiva. Embebedava-me dia e noite, e minhas idas ao trabalho tornaram-se completamente irregulares. Tudo era apenas desespero. Meu sofrimento interior era, certamente, o mesmo de qualquer paciente tuberculoso comum. Nesse meio-tempo, para me consolar minimamente, buscava remédios vendidos sem receita, como o "Arita Drug", novos medicamentos anunciados em jornais, óleo de fígado de bacalhau, terapia com alho, moxabustão, fricção a seco. No entanto, o medo e o terror que me perseguiam dia e noite não cessavam. A rigidez nos ombros se intensificava a cada dia; eu não conseguia andar nem duzentos ou trezentos metros com um sobretudo, e vivia tirando-o e vestindo-o, tirando-o e vestindo-o enquanto caminhava. Além disso, meu estômago inchava até o tamanho de uma tigela de chá, e eu sentia náuseas constantes. Nessa época, meu irmão já havia se convertido e, vendo-me tornar cada vez mais autodestrutivo, preocupou-se e me incentivou a me converter. Então, sem pensar muito, converti-me também. No entanto, com o passar dos dias, comecei a ganhar confiança no meu próprio corpo e, à medida que compreendia a profundidade e a altura deste Caminho, minha gratidão e comoção se intensificaram cada vez mais. Hoje, pensando bem, sinto profundamente que até as dificuldades financeiras daquela época foram uma proteção divina. Se eu tivesse tido recursos financeiros e seguido o caminho da medicina moderna, certamente teria chegado ao mesmo resultado dos pacientes tuberculosos em geral. Alguns anos depois dessa alegria, meu irmão se dedicou inteiramente a servir neste Caminho e, desde então, tenho visto com meus próprios olhos milhares de pessoas serem salvas. Finalmente, a partir do vigésimo primeiro ano da Era Showa (1946), tive a honra de me dedicar de corpo e alma a este Caminho, e assim cheguei até hoje. Embora meu tempo de serviço seja realmente curto, o número de pessoas que pude salvar até hoje é surpreendente. Converti-me sem pensar; e, ao servir conforme a vontade divina, cada vez que vejo pessoas sendo salvas por meu intermédio, minha comoção inicial se renova hoje e se renovará amanhã. Assim tenho prosseguido até hoje. Hoje, ao refletir sobre a situação das pessoas que sofrem de doenças, vejo que, no início da doença, não há nada de grave; mas, com o passar dos dias e meses, a condição piora gradualmente. Mesmo que pareça haver uma melhora temporária, em poucos dias ou meses a situação se agrava mais do que antes e, por fim, todos os pacientes tuberculosos chegam ao mesmo fim. Sinto uma urgência igualmente humana de que esta salvação chegue o mais rápido possível a essas pessoas. Sem me deixar prender pela noção preconcebida de que a doença é ou deve ser curada pela medicina, vejo os fatos com meus próprios olhos. Quantos curados vi? Para onde vão as pessoas que agora estão temporariamente estáveis, depois de alguns meses ou de um ou dois anos? Tenho visto a realidade dessas pessoas. Por outro lado, eu, que há dez anos fui do desespero à estabilidade e da estabilidade a um corpo mais saudável do que antes do início da doença, continuo a receber, passo a passo, um corpo que se aproxima cada vez mais da perfeição. Meu corpo de hoje, mais que uma regeneração, parece um corpo recém-criado. É graças ao Poder Divino que gera, transforma e nutre todas as coisas que meu corpo de hoje existe. Por fim, gostaria de expressar novamente meus mais profundos agradecimentos. Meishu-Sama, muito obrigado. ―――――――――・―――――――――― Salvo do sombrio inferno da tuberculose Província de Gifu, Distrito de Kamo, Vila de Hachiya Igreja Média Daikō Kawai Ryūhei (34) Hino de Louvor Sem me condenar, este corpo tão pecaminoso, Tu me abençoas com grande felicidade e abundância. Pensando bem, este meu corpo, que talvez seja pecaminoso ao extremo, entre os inúmeros benefícios materiais que recebi de Meishu-Sama, tive a graça de curar facilmente uma doença torácica que me afligia há mais de dez anos. Apresento este relato e agradecimento. No verão do décimo primeiro ano da Era Showa (1936), aos 21 anos, fui hospitalizado por um mês devido a bronquite. A partir de então, minha condição piorava todo verão. Em julho do décimo nono ano da Era Showa (1944), durante o serviço militar, fui hospitalizado por quatro meses devido a uma infiltração pulmonar direita, recebendo alta como curado. No entanto, um mês depois, a doença reapareceu, e fiquei hospitalizado por mais três meses, recebendo alta por ser considerada incurável, e fui dispensado do serviço. Depois disso, convalesci em casa e estava relativamente estável, quando, em outubro do vigésimo quarto ano da Era Showa (1949), tive uma febre terrível e sofri muito, mas desta vez não melhorei como esperava. Nesse meio-tempo, o médico ordenou medidas como desinfecção de todas as refeições, vacinação preventiva para os nove membros da família, pneumotórax terapêutico e injeções de estreptomicina. Fui marcado com o terrível estigma da tuberculose, e toda a família ficou atônita, mergulhada na tristeza. Jamais esquecerei, não, nunca poderei esquecer pelo resto da vida. Era uma tarde fria de chuva de outono, no dia 20 de novembro. Guiado por minha irmã, recebi a visita da angelical senhora Harumi Goto. E naquela noite e na manhã seguinte, por duas vezes, recebi o Johrei daquela bondosa mestra. Em ambas as ocasiões, a febre teimosa cedeu, minha disposição melhorou e, não conseguindo mais ficar parado, levantei-me imediatamente e saí da cama. No dia 22, acompanhado por minha irmã, fui à Igreja de Shimo Kawawa para fazer uma visita, e tanto eu quanto minha irmã recebemos o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e o Ohikari sagrado. Depois disso, em casa, enquanto recebia o Johrei de minha irmã duas vezes ao dia, pela manhã e à noite, acabei assumindo a tarefa de cuidar das crianças durante a movimentada época agrícola, às vezes carregando-as nas costas — coisas que antes eram impensáveis para mim, que evitava carregar objetos pesados, tornaram-se possíveis com naturalidade. Parecia mentira, comparado à época em que eu estava exausto física e mentalmente, com a família imersa em uma atmosfera sombria. Duas semanas depois, em 5 de dezembro, pude fazer uma peregrinação de agradecimento à residência do Mestre Meishu-Sama, em Atami. Graças às bênçãos, a viagem foi extremamente tranquila. Tive a honra de encontrar o Mestre Meishu-Sama, contemplar Seu rosto augusto repleto de compaixão e, cheio de alegria, retornei em segurança, com o corpo e a mente leves. Desde então, até hoje, um ano e meio depois, tenho sido agraciado com saúde cada vez maior, o trabalho na lavoura tornou-se muito fácil, a produtividade aumentou naturalmente e estou passando dias extremamente felizes. Além disso, com imensa gratidão, pude consagrar o Komyo-Nyorai e, graças à proteção divina, toda a família, transbordando de alegria, tem se dedicado, dentro de nossas limitações, ao serviço divino. Ao apresentar este relato de agradecimento, oro para que chegue o mais breve possível o dia em que muitas pessoas no mundo que sofrem de doenças torácicas possam receber a verdadeira salvação de Deus. Mestre Meishu-Sama, muito obrigado. Salvo da Tuberculose Pulmonar e da Fístula Anal, Agora no Caminho da Regeneração Igreja Média Kōsei, Kitami, Hokkaido Seiji Koide (27 anos) Durante o ensino fundamental, fui premiado como uma das crianças mais saudáveis do país. Como aparentava ter um corpo muito saudável, estava cheio de confiança de que nunca sofreria com doenças ao longo da vida. Em 1940, fui para a Manchúria a serviço da empresa e lá vivi por três anos. Por um descuido, fui diagnosticado com enterite aguda e, em seguida, pleurisia seca. Após uma breve melhora, enquanto trabalhava, surgiu um tumor um pouco afastado do ânus. Envergonhado, consultei um médico e fui imediatamente operado. Frequentei o hospital por um longo período, mas não sarou. Fui para Xinjing (Changchun) e, após três meses de repouso, retornei ao trabalho na montanha. A pleurisia reapareceu. Continuei com injeções, medicamentos e nutrientes com afinco, e obtive outra melhora temporária. No entanto, no exame de alistamento militar, fui diagnosticado com infiltração no pulmão direito, catarro no ápice do pulmão esquerdo e fístula anal, sendo classificado como reservista de segunda classe e isento da convocação. Voltei para minha terra natal chorando e, imediatamente, chamei o médico da vila, que me receitou injeções e repouso absoluto. Como era no interior, quem tinha tuberculose era discriminado por medo de contágio. Continuei vivendo uma vida constrangida. Via anúncios em jornais e revistas, e me fixava especialmente naqueles que prometiam remédios milagrosos para tuberculose. Pedia e tomava de tudo. Também consumi víboras e cobras-listradas assadas, seus fígados crus, tudo na esperança de ficar saudável. Ouvi dizer que leite de cabra era bom e, procurando por todos os lados, consegui uma cabra. Todos os dias, tomava com dificuldade cerca de 360 a 540 mililitros (2 a 3 gō) de leite fresco. Mas, se fazia algum esforço, a doença reaparecia. Preocupava minha família com médicos e remédios. Quando melhorava um pouco e fazia banho de sol, sofria com febre e hemoptise. Aplicava moxabustão quase diariamente, e era tão fiel a esse tratamento que, ainda hoje, ao ver as cicatrizes, me espanto como aguentei tantas queimaduras. O médico dizia: "Seu corpo é como um copo quebrado; se fizer esforço, ele se despedaça. Portanto, não se esforce e descanse." Muitas vezes, quando a febre voltava e eu chamava o médico, ele me repreendia: "É porque você não me ouviu e se esforçou." Enquanto continuava a descansar com cuidado para não fazer esforço, em agosto de 1944, a fístula anal reapareceu, dificultando a caminhada, e fui internado para uma cirurgia. Descobriu-se que a fístula tinha quinze centímetros de extensão no reto. Devido ao calor de agosto e à dor pós-operatória, eu só definhava. Após dois meses, finalmente tive alta, mas não estava completamente curado. Ia ao hospital todos os dias de ônibus, mas o local de onde saía o pus continuava sem cicatrizar. O médico recomendou uma nova cirurgia, mas o medo daquela dor era tamanho que não tive coragem de me submeter a outra operação. Aterrorizado, procurei outro tratamento e ouvi falar de um médico em Kyobashi que tratava com injeções, um método muito mais fácil que a cirurgia. Consultei minha família e fui imediatamente para Tóquio. Após o diagnóstico, disseram que curaria em cerca de seis meses. No mesmo dia, recebi uma injeção no ânus e um mês de pomada. Frequentei o hospital por seis meses, mas não sarei — "mais três meses", "mais três meses", e assim foi, sem nunca sarar, para meu desespero. Convenci-me de que a fístula anal era incurável. Minha esperança e meus sonhos de juventude desapareceram. Comecei a pensar para que havia nascido neste mundo. O que eu buscava era a morte, a morte, mas não conseguia superar o medo de morrer. Mudava de hospital em hospital, mas minha saúde não melhorava em nada. Foi então que comecei a buscar a religião. Li livros do Zen, mas, por mais que lesse, não entendia nada. Concentrei-me justamente no que não entendia e pensei em me tornar monge e abandonar o mundo. Consultei um monge respeitável, mas ele riu de mim e disse: "Não sei se há dez pessoas em todo o Japão que conseguem entender o Hekiganroku (Registro do Penhasco Azul) entre os religiosos de hoje. Você deveria estudar os poemas dele." Mais uma vez, minha esperança foi frustrada. Em maio de 1947, enquanto ainda sofria com a doença pulmonar, uma crente chamada Sra. Tatsuko Imai veio me visitar. Ouvi dela várias histórias maravilhosas e, no dia seguinte, ela me trouxe o "Evangelho do Paraíso". No início, não dei muita importância, mas, ao ler repetidas vezes, percebi que era completamente diferente dos métodos de saúde que eu conhecia. Pensei em tentar, já que não tinha nada a perder. No dia 17 de maio, recebi o Johrei pela primeira vez, mas o tratamento me pareceu simples demais, e voltei para casa insatisfeito. Durante o almoço, senti meu estômago roncando como se fosse soltar o ventre. Fui ao banheiro e tive uma diarreia abundante. A diarreia não doía; pelo contrário, meu abdômen ficou mais leve. Disseram que as toxinas estavam saindo. Fiquei feliz, pensando se o Johrei daquele dia teria feito efeito. No dia seguinte, recebi novamente o Johrei e saiu pus do ânus. Fiquei admirado que algo tão simples pudesse ter tal efeito. A partir de então, frequentei o local por três meses. A fístula anal, que eu considerava incurável, acabou caindo no esquecimento. Tive sudorese noturna abundante por três manhãs seguidas. Outra vez, subitamente tive febre e dor no estômago, e, enquanto gemia deitado, um forte cheiro de remédio saiu do meu nariz. Naquela noite, vomitei um líquido amargo por duas vezes, e tanto a febre quanto a dor desapareceram, trazendo grande alívio. Pude experimentar na prática o que os escritos do Mestre chamam de toxina medicamentosa, toxina urinária e toxina hereditária. Dia após dia, meu peito foi melhorando. Tomado pela alegria, desejei ardentemente receber também aquele poder divino e ajudar os doentes do mundo. Cheio de esperança na vida, em agosto, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) do Mestre Otsuki em Kamakura. Quando recebi o Ohikari, fiquei verdadeiramente feliz e emocionado. Senti como se estivesse em um grande navio, completamente seguro. Voltei para casa imediatamente e apliquei o Johrei na nevralgia ciática de minha mãe. Em cerca de um mês, ela melhorou. Minha mãe também recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) do Mestre Otsuki em setembro, e somos gratos por isso. Desde então, sob a orientação do Mestre, pude servir na antiga sede da Associação Yamato e também na Igreja de Kamakura. Agora, meu peso é de dezoito kan (cerca de 67,5 kg). As dores e angústias do passado foram completamente varridas. Atualmente, estou sendo usado no serviço de salvação do mundo, e não há felicidade maior do que esta. Expresso com lágrimas minha gratidão pela felicidade de ter sido salvo. Luz para uma Família Acometida pela Morte Igreja Grande Kōhō, Kagoshima Tamae Hirahara (21 anos) Hoje, poder passar os dias alegremente me parece um sonho. No ano passado, nesta mesma época, eu vivia dias sombrios de desespero, entre a vida e a morte. Ao recordar aquela época, sinto medo, eu, que vagava sem cajado na escuridão. Em minha família, nunca faltaram doentes por muitos anos. Percorríamos médicos e remédios, e cada vez que alguém nos recomendava orações ou terapias populares, tentávamos, mas tudo em vão. Meu irmão mais velho, o segundo, o terceiro, minha irmã mais velha, todos morreram um após o outro, todos com vinte e dois ou vinte e três anos — houve um ano em que celebramos juntos o primeiro Obon de dois deles. Minha irmã mais velha, após ser diagnosticada com tuberculose pulmonar, seguiu à risca as ordens médicas de repouso absoluto por três anos. Nesse meio-tempo, uma irmã mais nova se afogou no mar e partiu para uma viagem sem volta. Em seguida, minha irmã mais velha também faleceu. Como que seguindo seus passos, seis irmãos foram para o mundo espiritual um após o outro. Meus pais, e eu e meu irmão mais novo, não sabíamos quando seria a nossa vez. A família, como se o fogo tivesse se apagado, tornou-se um lar escuro e úmido, sem um único sorriso. Logo após o funeral de minha irmã, por insistência de meus pais, consultei um médico e recebi o diagnóstico de infiltração pulmonar. Senti como se tivesse sido empurrada de um precipício; não tinha vontade de viver. Era realmente um destino amaldiçoado. Meu irmão mais novo também tomava injeções naquela época. Era natural que os vizinhos zombassem de minha família. O que não ouviriam meus pais? Não tive coragem de contar-lhes meu diagnóstico. Com um sentimento de autodestruição, pensei: "Já que não vou me salvar, vou trabalhar até o fim do meu corpo." E continuei trabalhando. Agora, sem ter em quem confiar, sentindo-me abandonada, comecei a pensar se realmente existiam deuses ou budas. Foi nessa época que uma amiga me deu a oportunidade de ouvir detalhadamente sobre a Terapia Espiritual. Pude ouvir, como se fosse uma voz, a misericórdia infinita e a mão do grande amor do Komyo-Nyorai. Imediatamente, em 11 de abril de 1949, ingressei na fé. Depois disso, meu corpo e minha mente se tornaram claros e frescos. Consequentemente, meus sentimentos e pensamentos em relação à minha doença mudaram, o sofrimento desapareceu, e chorei de emoção diante da profundidade da misericórdia do Komyo-Nyorai. Meu irmão mais novo também ingressou na fé em seguida, e em 5 de novembro do mesmo ano pudemos consagrar o Komyo-Nyorai. Agora, toda a família está saudável, e os parentes estão admirados. A alegria de encontrar a luz no futuro foi imensa, não só para mim, mas para toda a família. Em fevereiro daquele ano, foi-me permitido servir, e pude retribuir a graça de Deus. Agradeço do fundo do coração por poder ser usada, ainda que numa mínima parte, na obra divina. Oro para que as muitas pessoas no mundo que sofrem de doenças possam receber a salvação de Deus o mais rápido possível. Não é possível imaginar quantas pessoas estão sendo purificadas. Desejo compartilhar esta alegria e felicidade com todos vocês. Muito obrigado. A Alegria da Cura Completa da Tuberculose Pulmonar Gifu-ken, Ibi-gun, Nishigun-mura, Hirahora Igreja Média Seirei, Shiraki Toshie (27) Há dois anos, eu sofria de uma doença no peito. O médico que me tratava há muito tempo disse: "Os pulmões estão bastante comprometidos. Você precisa de repouso absoluto." Como meu irmão também havia falecido de tuberculose pulmonar, eu achava que não havia esperança de cura completa e passava os dias melancolicamente. Um dia, uma vizinha me falou sobre o Komyo-Nyorai. Achei que era uma boa história, mas, como até então eu acreditava que as doenças só se curavam com remédios, fiquei com dúvidas. Mesmo assim, pensei em tentar qualquer coisa que as pessoas dissessem ser boa e procurei o Professor Yamagishi, de quem recebi a explicação. Após receber o Johrei, na manhã seguinte me senti tão bem que pensei ter me curado completamente. Depois de meio mês, a dor no peito desapareceu e minha alegria foi indescritível. Imediatamente, recebi o Ohikari. Depois disso, melhorei ainda mais e, um mês depois, não sentia mais cansaço ao fazer qualquer trabalho. Consegui até mesmo atravessar uma montanha para visitar o Ministro em Ohora com facilidade, e o Ministro disse que eu já estava bem. Senti que valera a pena ter nascido neste mundo; meu coração se acalmou, meu corpo se recuperou completamente e não sentia mais nada ao fazer qualquer trabalho. Casei-me em junho de 1947, meu corpo ficou tão forte que tive um filho em 1948 e, agora, vivo feliz. Por isso, atualmente, estou me dedicando de corpo e alma a ajudar na obra do Komyo-Nyorai. A grandeza de Seu poder é indescritível. Agora, confiando unicamente no Komyo-Nyorai, minha família vive uma vida alegre e luminosa. Recomendo encarecidamente que as pessoas que sofrem de doenças como a minha confiem neste poder e passem dias saudáveis e felizes. Infiltração Pulmonar Desenganada Curada em Vinte Dias Nagasaki-ken, Minamimatsuura-gun, Narao-cho, Miyata Igreja Média Meirin, Ozaki Yukie (36) Apresento, com respeito, o motivo que me levou a acreditar neste precioso Caminho e a confiar no Komyo-Nyorai. Ao recordar o passado e pensar no presente, relato a alegria de ter me tornado tão feliz. Foi em janeiro de 1949, mês que jamais esquecerei. Ao tentar me levantar pela manhã, senti-me mal. Imediatamente, consultei um médico, que diagnosticou um resfriado e disse que melhoraria logo. Tomei o remédio por cerca de vinte dias e melhorei um pouco. Então, forcei-me a trabalhar, fazendo serviços domésticos e lavando roupa. Em meados de abril, peguei outro resfriado forte e fui ao hospital. O médico disse que era desnutrição e que eu deveria voltar para a casa dos meus pais para me recuperar. Mas pensei que, se voltasse para a casa dos meus pais, minha família passaria por dificuldades. Então, arrastando meu corpo cansado, carregando meu filho nas costas, forcei-me a fazer o trabalho doméstico. Meu peito doía, meu estado piorava e, todo fim de tarde, eu tinha febre e me sentia exausta. Fui imediatamente ao hospital, onde me disseram: "É infiltração pulmonar. Se você não fizer repouso absoluto a partir de agora, as consequências serão irreversíveis." Ao ser diagnosticada com esta doença tão temida, perdi a esperança no futuro e fui lançada ao fundo do desespero. Senhoras e senhores, imaginem como me senti naquele momento. O médico ordenou repouso absoluto, mas, como em minha família não havia outra mulher para cuidar da casa, pensei que não podia ficar de cama. Então, mesmo forçando-me, continuei fazendo o trabalho doméstico e tomando injeções e remédios, mas sem melhora significativa. Comprei e tomei remédios que diziam ser bons, mas também não fizeram diferença. Mesmo assim, acreditando piamente nos médicos, continuei com injeções e remédios, mas não melhorava nem mostrava sinais de recuperação. Meu coração vivia irritado. "Ah, é isso! A partir de agora, vou confiar nos deuses e budas para melhorar", pensei. Enquanto ia ao hospital, também praticava a fé. Confiei em dois ou três deuses, como o Fudō-son de um lugar e o Konkō-kyō de outro. Senti que meu espírito foi, de alguma forma, salvo, mas meu estado não mudou em nada. "Ah, fui abandonada tanto pelos deuses quanto pelos médicos? Será melhor cometer suicídio?", pensei inúmeras vezes. Mas, se eu morresse, o que seria de meus dois filhos pequenos que ficariam? Certamente chorariam e gritariam pela mãe. Ao pensar nisso, fui puxada pelos filhos e, com a única determinação de, de alguma forma, me curar e ter uma vida saudável e feliz, fui ao Hospital Sasebo. O diretor do hospital disse que, se eu tomasse vinte injeções de micina, melhoraria. Mas, devido à longa batalha contra a doença, eu estava tão pobre que mal podia pagar pelos remédios. Como poderia ter vinte mil ienes (mil ienes por ampola) para vinte injeções de micina? Queria me curar o mais rápido possível, mas não tinha dinheiro. Senti que enlouqueceria. Pensando que, naquele estado, não havia outro jeito senão voltar para a casa dos meus pais e me recuperar, retornei a Narao-cho, onde eles moravam, em 1º de julho do ano passado. No mesmo dia, internei-me no Hospital de Narao. Com a única determinação de me curar o mais rápido possível, pedi dinheiro emprestado ao meu sogro e tomei as vinte injeções de micina. Durante cerca de um mês, meu corpo melhorou. Pensei: "Vou me curar, serei salva." Mas, mal me tranquilizei, a doença voltou ao mesmo estado de antes. Era sempre um duelo entre o teto e o termômetro. De manhã, pensava que a febre tinha baixado, mas, no fim da tarde, subia repentinamente para 39 graus, e eu me decepcionava novamente. Os dias se sucediam assim. Os medicamentos, é claro, e vários remédios caros encomendados de longe não faziam efeito; a doença só piorava. A cintura doía; a febre ia de 38 a 39,5 graus. Carregada de sofrimento e dor, eu via os meses passarem em vão, como um sonho de três meses. Entre altos e baixos, a esperança de cura diminuía. Senti, de repente, uma grande solidão, pensando se não seria o momento de me despedir deste mundo. Parentes diziam que seria terrível se minha filha mais nova, Umeka (1 ano), que era uma coitada, pegasse a tuberculose. Então, por um extremo amor à mãe, ela foi criada por outros. Minha filha mais velha, Katsuko (5 anos), foi levada pelo marido para Sasebo. Ah, que destino miserável! Pensando no futuro de meus filhos amados após minha morte iminente, sentia que não podia morrer, mesmo querendo, e passava as noites chorando. Pensando agora, ah, que dia abençoado foi aquele! 8 de setembro de 1950. Este foi, para mim, um dia de emoção que ficará inesquecível por toda a vida. Existiu alguma vez uma vida de alegria tão preciosa e bela? O bondoso Komyo-Nyorai, sem abandonar nem mesmo a mim, que estava tão cheia de nuvens espirituais, estendeu Sua mão misericordiosa. A Sra. Kawabata (não crente), minha vizinha, veio ao hospital e, conversando com a esposa do Sr. Hirata, que estava no leito ao lado, no mesmo quarto, disse: "Hoje, um Ministro da Igreja Messiânica veio à minha vizinhança e dizem que ele cura qualquer doença. Por que você não pede ajuda também?" O Sr. Hirata disse: "Eu vou confiar absolutamente nos médicos para melhorar." Enquanto ouvia atentamente a conversa de lado, pedi à Sra. Kawabata que solicitasse ao Ministro que fosse até a casa dela, já que não podia ser no hospital. Eu também, com grande esforço, percorri os cinquenta metros até lá — afinal, era a primeira vez que andava depois de três ou quatro meses de repouso absoluto. Minha respiração estava prestes a falhar, meu coração palpitava. Apoiada numa bengala, foi um esforço verdadeiramente sobre-humano. Pouco depois, o Ministro chegou e aplicou o Johrei imediatamente. Como era a primeira vez que via o Johrei, fiquei com dúvidas, pensando se uma doença poderia ser curada apenas com o movimento das mãos, sem recitar sutras. Foi com esse sentimento que recebi o Johrei. O Ministro me explicou várias coisas sobre a doença. Após cerca de quarenta minutos, minha cabeça, que estava pesada, aliviou-se bastante, e a febre de cerca de 38,5 graus voltou ao normal. "Se só com um movimento de mãos já melhorei tanto, com certeza serei salva por este Deus. Que coisa maravilhosa!", pensei. Na volta, meu corpo estava mais leve, e senti vontade de correr. Três dias depois, recebi alta do hospital e voltei para casa. Disseram que era perigoso contagiar os outros, então passei os dias sozinha e triste numa pequena casa de quatro tatames e meio. Dois dias depois, o Professor Kakimori disse: "A casa onde estou hospedado é num local afastado, o que prejudica a propagação da fé. Gostaria que ela morasse conosco." Para mim, de quem até a própria família se afastava, que coisa maravilhosa! A alegria daquele momento é algo que jamais esquecerei, por mais que tente. Nenhum membro da minha família se aproximava de mim. Apenas minha mãe trazia a comida e a colocava em meu prato à parte, mas, com medo do contágio, mal trocava algumas palavras e voltava correndo. Enquanto eu era tratada com frieza pela própria família, o Ministro me aplicava Johrei duas vezes ao dia, de manhã e à noite, e me tratava com uma gentileza que nem mesmo um parente próximo teria. Quantas vezes chorei de tanta alegria! Graças à proteção divina absoluta e à orientação do Ministro, no vigésimo dia eu estava completamente curada, com um corpo irreconhecível. Ajudei na colheita de batatas, e os vizinhos, surpresos, olhavam fixamente para o meu rosto, como se fossem fazer um buraco. Meu peito transbordava de alegria e vergonha. Que até mesmo uma pessoa pecadora como eu fosse salva — só tenho gratidão e nada mais. Em 8 de fevereiro, recebi o curso de preparação para o Ohikari na Igreja de Nara-shima e, diariamente, tenho divulgado o Johrei e as histórias do Caminho às pessoas da região. Se eu não tivesse conhecido este precioso Caminho da Salvação, ainda estaria no hospital, travando uma dolorosa batalha contra a doença e, no fim, teria partido para o outro mundo. Poder viver feliz com meus filhos, como hoje, e ingressar numa vida de felicidade é, tudo, fruto da profunda proteção divina de Meishu-Sama e da gentil orientação dos professores Kito, Hanada, Kojima e Kakimori. Expresso minha mais profunda gratidão. Tuberculose Abandonada Curada em Dois Meses, Corpo Saudável Gifu-ken, Kamo-gun, Higashishirakawa-mura Igreja Média Komei, Yasue Keiichi (34) Ao recordar a época, há cinco anos, em que, sofrendo de uma doença torácica, minha casa inteira vivia numa atmosfera sombria, e compará-la com o presente, em que passo dias alegres, tudo me parece um sonho. Pleurisia curada, recidiva, infiltração pulmonar — segui o curso típico da doença e acabei abandonado pelos médicos. Naquela época, movido apenas pelo desejo de me curar a qualquer custo, tentei várias coisas com ansiedade, mas o resultado foi a piora dos sintomas e o enfraquecimento do corpo. Cinco meses após o diagnóstico, com dores tão fortes no peito que mal conseguia falar, já sem esperança de recuperação, desisti. Foi então que, por recomendação de minha tia, recebi o Johrei do Mestre Nasu e, de uma só vez, todo o sofrimento desapareceu. No dia seguinte, após uma segunda sessão de Johrei, já não conseguia mais ficar deitado. Levantei-me da cama, cortei o cabelo, senti-me revigorado e tomado por uma inquietação que não me deixava parado. A partir do terceiro dia, ia de ônibus até um local a cerca de um quilômetro e, em aproximadamente uma semana, já conseguia ir a pé, ficando mais forte a cada dia. Em seguida, recebi a graça de me filiar à fé e, em cerca de dois meses, tornei-me capaz de qualquer esforço. Não tenho palavras para expressar minha gratidão. Muito obrigado. Apresento meus mais sinceros agradecimentos. Até que uma família inteira fosse salva Aichi-ken, Nagoya-shi, Kita-ku, Shiga-chō, 3-57 Igreja Média Shinkō, Futami Kōzaburō (36) No início de janeiro do ano passado, peguei um resfriado. Com febre e diarreia, sentia calafrios por todo o corpo. Tomei remédios para o estômago, mas não fizeram efeito algum. Comecei a eliminar uma substância mucosa de cor leitosa, perdi o apetite e meu corpo só definhava a cada dia. Por volta do décimo quinto dia, não consegui mais ir ao trabalho. Após exame médico, fui diagnosticado com bronquite aguda complicada por inflamação abdominal, um quadro bastante grave. Recebi tratamento por uma semana, mas não houve melhora. O médico disse que eu correria risco se não fosse internado para repouso. Assustado, fui imediatamente a um hospital universitário. A radiografia revelou infiltração pulmonar, com velocidade de hemossedimentação de 82 mm na primeira hora. Disseram que, se eu me esforçasse, correria o risco de desenvolver pleurisia úmida, sendo necessário repouso absoluto. Por sorte ou azar, todos os leitos estavam ocupados, e tratei-me em casa. Enquanto estava de cama, pensava no futuro: além de três filhos, minha esposa estava prestes a dar à luz em um mês. Será que eu conseguiria me levantar até lá? Não acreditava que essa doença, considerada incurável, pudesse ser resolvida em pouco tempo. E se o pior acontecesse? O que seria da minha família? A ansiedade crescia a cada dia, e eu passava as horas na mais profunda escuridão. Foi no dia 10 de fevereiro. Meu amigo Inada veio me visitar e contou-me várias histórias, inclusive sobre os milagres da Igreja Messiânica. Decidi, então, experimentar receber o Johrei por uma semana. No primeiro dia, não senti nenhuma mudança, o que me desanimou. No dia seguinte, porém, um dente com coroa de ouro começou a doer. Na manhã do terceiro dia, a dor se estendeu à garganta, a ponto de não conseguir engolir a comida. A partir daí, começou a sair saliva, o que durou até o meio-dia. A dor era tão intensa que decidi: se o Johrei daquele dia não a fizesse parar, iria ao dentista. Forcei o almoço e, quando pensei "ufa", a dor no dente e na garganta, que estava tão forte, desapareceu de repente. Achei aquilo estranho; minha esposa, que estava a dez dias do parto, também passou a pedir o Johrei. No quinto dia desde que Inada começou a vir, fui convidado a ouvir o Professor Funabashi, que estava na casa do Professor Yamashita, vizinho, e daria diversos ensinamentos. Mesmo fraco e tonto, fui guiado por Inada até a casa do Professor Yamashita. Enquanto ouvia a palestra, senti como se tivesse encontrado uma luz na escuridão, pensando: "Com certeza serei curado." Ao ouvir que qualquer pessoa poderia receber o poder de salvar os outros, e como o parto de minha esposa estava próximo, desejei que fosse tranquilo. Com a ajuda do Professor Yamashita, recebi o Ohikari. Eu, que estivera de cama por quase um mês, recuperei as forças em pouco tempo e passei a comer o dobro do que antes. Ia a pé até a igreja, numa distância de cerca de 4 km diários, e recebi o curso de preparação para o Ohikari com o Professor Taki. Minha esposa, que havia sido operada de apendicite no quinto mês de gestação, me preocupava quanto ao parto, mas ele foi tão rápido que nem deu tempo de ferver a água do primeiro banho. Ainda assim, como havíamos recebido de outra pessoa arroz lavado abençoado para a proteção divina do parto seguro, eu duvidava, sem saber de qual dos dois recebera a graça. Por volta da segunda semana após o parto, um nódulo surgiu no seio direito, causando dor. Pensei: "Foi para uma hora como esta que recebi o curso de preparação para o Ohikari." Pedi o Johrei, mas a dor se intensificou. Iniciante que era, fiquei assustado. A mãe de minha esposa, que estava ajudando nas tarefas domésticas, insistia em médico e remédios, o que me deixava inseguro. Lembrei-me, porém, do hino: "Que maravilha! Ah, que maravilha! Se a prece for sincera, ela se realizará." Lembrando-me disso, consultei minha esposa e decidi confiar até o fim. Sob a orientação do Professor Yamashita, continuamos com o Johrei, mas a dor não passava; pelo contrário, aumentava. Todo o seio ficou vermelho e inchado, e a dor durou três dias e três noites. A mãe de minha esposa, vendo aquilo, não aguentou e foi embora para casa. Naquele dia, era justamente a data do Culto Regular da igreja. Convenci minha esposa e a levei para rezar. Para nossa surpresa, o seio que doía tanto parou de doer completamente no final da palestra. Fiquei impressionado com a grandeza da proteção divina. Pedi ao Professor Taki que fizesse o Johrei e examinasse. Para minha surpresa, era câncer de mama. Compreendi, então, por que havia sofrido tanto por três dias e três noites. Depois disso, a dor desapareceu completamente. O local ficou maduro, com uma coloração arroxeada. Coloquei o Reishi (papel espiritual) e a área inchou até o tamanho de um punho de criança. No quarto dia, rompeu-se naturalmente, drenando pus, e uma grande abertura se formou. Cerca de um mês e meio depois, estava quase completamente curada. Por causa do câncer de mama de minha esposa, íamos juntos receber o Johrei do Presidente da Igreja. Nesse processo, minha infiltração pulmonar também foi curada. A velocidade de hemossedimentação, que era de 82 mm na primeira hora, após novo exame, não apresentava diferença significativa em relação a uma pessoa normal. A cura foi tão rápida que o próprio médico ficou preocupado, dizendo que infiltração pulmonar não se cura tão facilmente e que, mesmo com repouso, minha barriga estava muito inchada, e que eu estava com peritonite. Contei sobre a cura aos médicos materialistas e aos superiores da empresa, mas eles não acreditaram. Acima, relatei os inúmeros benefícios materiais recebidos por alguém que há pouco se filiou à fé. Sinto gratidão e emoção, ao mesmo tempo em que experimentei em meu próprio corpo a grandeza de Komyo-Nyorai. Minha esposa e o irmão dela também se filiaram à fé e, agora, pudemos entronizar Komyo-Nyorai. Se eu não tivesse conhecido este ensinamento tão valioso e tivesse sido hospitalizado, o que seria da minha família agora? Ao pensar nisso, alegro-me pela felicidade de ter sido salvo. Mestre Meishu-Sama, muito obrigado. Se não fosse a Salvação Mie-ken, Mie-gun, Asahi-mura, Kaki Igreja Média Kōei, Itō Fusako (25) No outono de 1944, peguei um resfriado que, segundo o médico, evoluiu para uma infiltração pulmonar, um passo antes da temida tuberculose, considerada incurável. Para o coração de uma jovem cheia de esperança, foi um choque tremendo. Senti como se tivesse sido jogada no fundo de um poço. Mas querer viver e se curar é natural do ser humano. Segui fielmente as ordens do médico, tomei os remédios, mas não melhorava nada. Nem mesmo o estado ligeiramente febril passava, e eu estava desesperada. No entanto, incentivada pelo desejo de me recuperar logo, percorri vários hospitais e tratamentos populares que ouvia serem bons, mas sem o menor efeito. Vendo meu corpo pálido e definhando, eu só chorava todos os dias. Sem esperança, sem alegria, sem coragem, sentia-me abandonada como ser humano. Não, mais do que isso, sentia minha vida se encurtando a cada dia. Por favor, imagine como me sentia naquela época. Em abril de 1946, o resultado da radiografia mostrou que ambos os pulmões estavam quase metade escurecidos. O médico disse: "Você não pode se mover de jeito nenhum. Não existe remédio que realmente cure a tuberculose. É possível melhorar temporariamente, mas, se houver uma recaída, não tem jeito. Ainda assim, se você insistir, posso tentar." Mas, mesmo querendo desistir, não conseguia. As palavras inseguras do médico me magoavam e, no entanto, não tinha a quem recorrer. Meu corpo só emagrecia, meu rosto ficou cor de terra, e era um milagre eu estar viva. Certo dia, estava parada distraidamente na varanda quando um homem que nunca tinha visto antes entrou. Ele disse que, com algo chamado Johrei, apenas movendo as mãos, qualquer doença grave poderia ser aliviada, e que havia curado pessoas tão doentes quanto eu. Falou-me da grandeza do Johrei. Senti como se pudesse voar de tanta alegria e pedi para receber. Enquanto ouvia suas explicações, pensei que era natural que os métodos que eu vinha usando não funcionassem. Mas, como era a primeira vez, também pensei: "Que pessoa presunçosa." No entanto, ao experimentar, senti-me muito bem. Fiquei surpresa que, com apenas uma vez, já me sentia tão melhor. Conforme recebia o Johrei pela segunda e terceira vez, meu apetite melhorou, ganhei energia e meu humor melhorou. Em menos de um mês, minha aparência mudou completamente, fiquei muito saudável. Será que esta sou eu, que estava sofrendo até um mês atrás? Até este ponto... Agradeci com lágrimas nos olhos. O Ministro então me disse: "Você também pode curar qualquer um assim. Quantas pessoas existem no mundo que sofrem como você, ou até mais gravemente? Que tal ensinar a essas pessoas como é simples se curar?" Ouvindo isso, pensei: "Eu recebi a vida novamente pelo poder de Deus. Devo retribuir essa graça, senão serei ingrata com Komyo-Nyorai. Professor, se for possível para mim também..." Já se passaram cinco anos desde que me filiei à fé. Hoje, mais saudável e forte do que antes da doença, estou repleta de gratidão pelo imenso poder de Deus. Depois disso, entrei numa fábrica e, enquanto trabalho, contribuo, ainda que modestamente, para a grande obra da construção do Paraíso Terrestre, que é a vontade de Deus. Muito obrigada. Do Fundo do Desespero para a Luz Okayama-ken, Kawakami-gun, Nakamura-ōaza, Aisaka Igreja Média Seirei, Watanabe Yoshio (33) Por volta de setembro de 1948, comecei a sentir problemas no estômago e nos intestinos. Toda manhã, por volta das duas horas, uma dor nas costas me impedia de deitar e descansar. Quando estava de pé ou sentado, não sentia nada de anormal. O exame de raio-X não acusou alterações. Após duas sessões de massagem, a dor passou, mas eu não me dedicava ao trabalho com enxada, saindo por aí a meu bel-prazer. A partir do inverno daquele ano, passei a trabalhar na agricultura. Nos dois anos seguintes, realizei trabalhos pesados, sentindo apenas um desconforto ocasional na parte inferior da escápula direita, ao qual não dava muita importância. Não deixei o trabalho na agricultura, mas por volta de março do 25º ano da Era Showa (1950), comecei a sentir dores ocasionais em ambos os seios. Em abril, consultei um médico, que disse não haver anormalidades nos pulmões, mas a dor foi se intensificando gradualmente. Enquanto realizava trabalhos leves, no dia 29 de abril, antes do meio-dia, fui para a cama e, por volta das quatro horas da tarde, tive dificuldade para respirar e sofri. Ao descansar e me alimentar, no segundo ou terceiro dia minha cabeça melhorou um pouco; então saí para caminhar por cinco ou dez minutos. Logo em seguida, a falta de ar voltou e a cabeça doía como se fosse partir. Chamei o médico, que disse: "Não há doença, pode caminhar." Após dois ou três dias de repouso, melhorei bastante e saí novamente para caminhar. Então, a dificuldade voltava. Isso se repetiu duas ou três vezes, até que comecei a sentir palpitações. A dor no peito, que estava bem melhor, voltou a doer. Recebi do médico um remédio para o coração. Em cerca de duas semanas, consegui caminhar um pouco e, ao descansar, a febre voltou ao normal. Durante o exame médico, disseram que eu tinha parasita pulmonar. Por volta do terceiro dia de tratamento com injeções, comecei a expelir catarro, coisa que há muito não acontecia, e pela manhã ele vinha misturado com sangue. No exame de raio-X, foi diagnosticada infiltração pulmonar. Disseram que, com cerca de cinco injeções de estreptomicina e repouso, eu melhoraria. Levei aproximadamente duas semanas para conseguir o medicamento. Nesse período, o catarro aumentou e, mesmo com pequenos movimentos, o catarro com sangue aparecia. Após tomar dez injeções e cerca de cinco dias de PAS, o catarro diminuiu para uma ou duas vezes antes das refeições. No entanto, mesmo depois de um mês, ainda sentia incômodo ao conversar um pouco com a família ou ao ler o jornal por dois ou três minutos. Enquanto sofria com isso, meu parente, o Sr. Shigeo Hiraoka, falou-me de ter fé no Komyo-Nyorai. Imediatamente, pedi que o Sr. Toshio Morita, da vila de Uji, viesse me visitar. Durante o Johrei, consegui conversar e, gradualmente, fui melhorando. Pude sentar-me e conversar um pouco. No quarto dia, à tarde, recebi o Sr. Masayuki Hirose e o Johrei. Depois de mais de três meses sem poder tomar banho, pude fazê-lo; a dor nas costas desapareceu e, no dia seguinte, consegui sair da cama. Por volta do terceiro dia, já conseguia andar até a vizinhança. No décimo dia, fui à casa do Sr. Tokichi Murata, na vila de Takayasu, a quatro ri de distância, e, junto com minha esposa, recebi o Ohikari e a Byōbu Kannon-Sama (Kannon-Sama do biombo). Em 6 de setembro, consagrei o Komyo-Nyorai e, hoje, estou ajudando a salvar pessoas infelizes. Encontrar a luz no fundo do desespero e poder viver a vida brilhante e alegre de hoje é, verdadeiramente, uma dádiva das Graças Divinas, e só posso expressar lágrimas de gratidão. O que a medicina não pôde curar foi curado pela grande proteção divina do Komyo-Nyorai. Isso é um milagre do século. Nós também, o mais rápido possível, nos dedicaremos à Igreja Messiânica Mundial e, em gratidão, prometemos guiar muitas pessoas perdidas neste mundo para que possam experimentar a graça do Deus invisível e o evangelho inédito, substituindo estas palavras por um agradecimento. --- Alegria Absoluta com o Johrei: Pneumonia Aguda Curada em Três Dias Vila de Washimi, Distrito de Gujo, Província de Gifu Igreja Média Daikō, Iwa Taniguchi (42 anos) Foi em 17 de outubro do ano passado. De repente, recebi um telegrama da minha filha mais velha, Mamiko, que trabalhava em uma fábrica em Ichinomiya, dizendo: "Estou doente, venha imediatamente." Fiquei surpresa, mas, suplicando fervorosamente ao Komyo-Nyorai, fui correndo até lá. O diagnóstico foi pneumonia aguda, com febre alta de 42 graus. Ela estava sendo tratada com injeções de penicilina, medicamentos orais, bolsa de gelo e travesseiro de gelo. Parecia que os colegas da fábrica estavam muito preocupados. Felizmente, ela foi colocada em um quarto de hospital tranquilo e sozinha, então fiz o Johrei imediatamente. Ela melhorou um pouco, mas não houve grande mudança. Lembrei-me de que ela havia dito que tinha ido uma ou duas vezes antes à casa do Professor Watanabe, a cerca de uma milha de distância, com amigos. Fui imediatamente ao santuário. Felizmente, o Ministro estava em casa. Quando expliquei a situação, ele disse gentilmente: "Traga-a amanhã." Quando respondi que não seria possível trazê-la naquele estado, ele disse: "Então, vou fazer o Johrei em você. Volte e faça o Johrei com dedicação." Quando voltei e fiz o Johrei, ela melhorou gradualmente, diferente de antes. No terceiro dia, finalmente consegui levá-la à casa do Ministro. Ela estava com dificuldade para respirar devido à fadiga da febre alta e à forte dor no peito. Quando o Ministro fez o Johrei com cuidado, a febre baixou, a dor no peito que a fazia sofrer tanto ao respirar melhorou, e ela até conseguiu sorrir, parecendo envergonhada. Apesar de todos os esforços médicos anteriores, ela só piorava. Mas, com apenas quarenta ou cinquenta minutos de Johrei do Ministro, a dor foi removida como se ela tivesse voltado à vida. Esse poder precioso e inestimável, a alegria e a tranquilidade que senti naquele momento, sem mencionar a própria filha, são indescritíveis em palavras ou caneta. Naquele dia, recebemos o Johrei novamente e, a cada vez que recebíamos, ela melhorava. Em apenas três dias, ela recuperou completamente a saúde. Nós, que somos novos na fé, somos gratos por ter tido a vida, que estava em perigo, salva por esse poder tão precioso. Com tanta alegria, venho fazer este relato. Meishu-Sama, muito obrigado. --- Salva da Tuberculose Intestinal Desesperadora Aldeia Kyowa, Distrito de Hamana, Província de Shizuoka Igreja Média Shinshin, Fusako Imada (32 anos) Ao pensar na minha sorte de estar aqui hoje, salva pelo poder agradecido do Daikōmyō Nyorai, a vastidão da virtude divina é indescritível em palavras. Mesmo usando milhares de palavras, não consigo expressar minha gratidão, mas, com muita alegria, faço este relato respeitosamente. Por volta de dezembro do 22º ano da Era Showa (1947), comecei a ter estado ligeiramente febril e a sentir dores no peito e uma sensação de pressão. Fui diagnosticada pelo médico com pleurisia úmida, e ele disse que a doença estava bastante avançada. Fui lançada no fundo do medo e da ansiedade. Continuei com injeções e medicamentos orais com afinco, mas, enquanto repetia altos e baixos, a doença acabou afetando também os pulmões. Por volta de julho do 23º ano da Era Showa (1948), meu estado piorou ainda mais e acabei voltando para a casa dos meus pais para descansar. No entanto, o calor do verão era intenso e me afetava profundamente. A fraqueza aumentava a cada dia e, gradualmente, comecei a ter febre alta e diarreia persistentes. O médico disse que a doença havia atingido os intestinos. Senti que o diagnóstico de tuberculose intestinal era uma sentença de morte. Perdi completamente a esperança de viver e meu futuro se tornou totalmente sombrio. No entanto, ao pensar nos meus filhos pequenos que deixei com meu marido, meu apego à vida era inabalável. Eu queria, de qualquer forma, ficar boa novamente; estava cheia do desejo de sobreviver a todo custo. Nessa época, ouvi dizer que a estreptomicina era muito boa. Tomei 15 injeções seguidas e me senti muito melhor. Meu peso também aumentou. Alegre com essa melhora, mantive repouso rigoroso por cerca de dois meses, mas a febre voltou e meu estado piorou novamente. A alegria de encontrar um "Buda no inferno" foi passageira, e eu estava novamente sofrendo no abismo do desespero. Foi quando o Sr. Saito, da vila de Yoshikawa, veio me visitar. Ele me contou sobre o precioso caminho e sobre a experiência de sua filha que foi salva, além de me mostrar o jornal Eiko. No entanto, eu ainda confiava absolutamente na medicina e nos efeitos da micina. Mesmo sendo incentivada, não quis receber o Johrei. Tomei mais 10 injeções de micina, mas desta vez não houve efeito algum. Comecei a duvidar da micina, em que tanto confiava. Além disso, a situação financeira foi se apertando gradualmente. Acabei desistindo de toda a medicina e continuei apenas em repouso. Mas, no final de abril, o Sr. Saito, com muita gentileza, veio me visitar novamente e me incentivou: "O Mestre Fukuoka virá desta vez. Que tal ouvir a palestra dele?" Eu, que até então não tinha dado ouvidos aos seus conselhos, desta vez, por alguma razão, me senti atraída e decidi que queria ouvir. Até então, eu estava acamada o dia inteiro, mas consegui andar por cerca de 30 minutos até a casa do Sr. Saito. Ouvi a palestra do Mestre o dia todo, recebi o Johrei e voltei para casa à noite. Minha família se preocupou, dizendo que uma doente que só ficava na cama não deveria se esforçar de uma vez. Mas, após receber o Johrei do Ministro apenas uma vez, me senti muito bem, a falta de ar melhorou e me senti completamente salva. Por três dias seguidos, ouvi as palestras junto com os membros da igreja. Eu, que havia perdido toda a esperança no futuro e estava envolta em trevas, encontrei a luz pela primeira vez ao conhecer o precioso caminho. Graças a isso, meu estado de espírito sombrio mudou completamente, e senti como se todo o sofrimento da doença desaparecesse de uma vez. A partir de então, recebi o Johrei do Sr. Saito e, no início de junho, tive a honra de me converter. Depois disso, pedi ao Mestre Takabayashi, da vila de Iida, e continuo recebendo o Johrei. A cada dia, como se descascasse uma casca fina, estou no caminho da recuperação total. Após a conversão, às vezes passo por purificações com diarreia. A cada vez, meu apetite aumenta, engordo, minha força física aumenta e, recentemente, posso fazer as tarefas domésticas sem nenhuma dor. Eu, que até pouco tempo atrás gemia com uma doença grave, me recuperei tão rapidamente que minha família e vizinhos estão muito surpresos. Comparado com o passado, que era uma sequência de sofrimentos, ultimamente me sinto muito revigorada tanto física quanto mentalmente. Verdadeiramente, pude entrar em um estado de paz e contentamento, e passo cada dia apenas com gratidão. Não há como retribuir a graça do Grande Amor e da Grande Compaixão que me salvou, a mim, que só esperava a morte, do fundo do desespero para o mundo da luz. No entanto, com minhas forças humildes, estou me esforçando ao máximo para apresentar o precioso caminho às pessoas que sofrem, para que o maior número possível delas seja salvo. Meishu-Sama, muito obrigada de verdade. Apresento meus respeitosos agradecimentos. --- Cura de Cinco Anos de Doença Pulmonar e Renal Cidade de Urawa, Takasago-machi 4-91, Província de Saitama Igreja Média Kōsei, Teruko Oki (30 anos) Desde que recebi o Johrei em maio do 19º ano da Era Showa (1944), até hoje, ao pensar em mim mesma, não consigo esquecer nem por um dia a gratidão e a emoção. Olhando para trás, foram realmente cinco longos anos de vida no leito de doente. Eu, que saíra da escola cheia de esperança, logo fui acometida por nefrite aguda. Durante cerca de um ano, fiquei sem sal. Um dia, enquanto tomava banho, tive uma forte tosse acompanhada de coágulos de sangue — foi um susto indescritível. Fiquei realmente desanimada ao saber que meus pulmões estavam ruins. A partir de então, permaneci em repouso absoluto, mas não conseguia me livrar das estrias de sangue no catarro. Quando achava que estava melhorando, sofria uma hemoptise e precisava recomeçar o repouso. Nesse período, o que mais me afligiu foi que meu estômago e intestinos pioraram por completo. Cerca de um ano antes de receber o Johrei, alimentava-me apenas de comida líquida e ainda sofria com as dores nos ombros. Meus ombros estavam tão pesados como se uma grande pedra estivesse sobre eles, a ponto de eu não conseguir segurar os hashis, ler um livro ou conversar com as pessoas. Tentei todos os tipos de tratamento, mas não obtive melhora alguma. Costumava dizer à minha mãe: "Será que não existe alguém que, como na história antiga em que um santo curava doentes apenas com o toque das mãos, pudesse aliviar meus ombros como se fossem limpos com um toque?" No entanto, esse sonho, que parecia uma fantasia, tornou-se realidade. Chegou o momento em que pude me apoiar nesse poder incomparável e grandioso. Por meio de um conhecido de meu pai, ouvi falar deste abençoado Komyo-Nyorai e, imediatamente, pedi e recebi o Johrei. Qual não foi minha surpresa! Com apenas uma sessão de Johrei, meus ombros, que sofriam havia tantos anos, ficaram completamente leves. Ao mesmo tempo, experimentei comer arroz normal, algo que não comia havia um ano, pois só me alimentava com comida líquida. Seguindo as orientações do mestre, comi bastante tempurá e não senti nada. Naquela noite, antes de dormir, senti fome e comi mais uma vez. Não sei como expressar minha alegria e gratidão naquele momento; ainda hoje não consigo esquecer aquela emoção. A hemoptise, que era a causa do meu sofrimento, também desapareceu: uma semana após o Johrei, um coágulo de sangue saiu de uma vez e, desde então, até hoje, nunca mais vi sangue. A partir de então, melhorei dia após dia e, uma semana depois, pude sair de casa. Eu, que estava farta da longa vida de enferma, fiquei imensamente feliz. Quando saí, tornei-me assunto entre os vizinhos. Sem precisar contar detalhadamente, todos se emocionaram e disseram que queriam, com certeza, se apoiar nesse poder abençoado, e muitas pessoas foram salvas. Desde então, passei por algumas purificações de diarreia e tosse, mas em todas as ocasiões me recuperei bem. Casei-me no ano retrasado e, em março do ano passado, até tive um filho. Hoje, todos os meus dias são felizes e saudáveis. Para retribuir a infinita e imensurável graça de Meishu-Sama, que restaurou um corpo tão debilitado, desejo dedicar minha vida, enquanto ela durar, ao serviço da construção do Paraíso Terrestre, contribuindo com minhas humildes forças. Salvo de uma infiltração pulmonar perigosa Gifu, Ogaki-shi, Kamiya-cho Igreja Média Koei, Fujii Kazuo (25) Antes, eu não costumava pegar muitas doenças. Na época, trabalhava como ferroviário, fazendo plantões noturnos consecutivos. Por causa disso, peguei um resfriado leve, mas, devido à correria do trabalho, continuei trabalhando. No entanto, meu corpo foi ficando cada vez mais pesado e, quando fazia algum trabalho pesado, o peito esquerdo pulsava e eu sentia uma dor como se uma agulha estivesse sendo cravada. Achando que fosse grave, consultei um médico. Após o exame, o médico disse: "Isso é bronquite. Não pode continuar assim, então venha por cerca de uma semana." Seguindo as instruções do médico, comecei a ir ao hospital todos os dias. Porém, ele diagnosticou novamente, desta vez dizendo que eu estava com pleurisia. Fiquei indignado com a irresponsabilidade do médico. Então, fiz um raio-X e descobri que dois terços do pulmão esquerdo e cerca de um terço do direito estavam comprometidos. Assustado, parei o tratamento médico e tentei me recuperar com diversos cuidados. Mas não adiantou: meu corpo foi enfraquecendo gradualmente e a doença só piorava. Mesmo eu, que era teimoso, fui ficando cada vez mais sombrio com a dor. Por fim, o diagnóstico foi confirmado: infiltração pulmonar. Com essa única palavra, meu espírito foi tomado por um medo e uma solidão ainda maiores do que o sofrimento da doença. Era como se eu estivesse vagando por uma estrada escura. Arrastando meu corpo pesado, desesperado para me salvar de alguma forma, fui ao ambulatório da Kintetsu Yokkaichi. Foi lá que Deus não me abandonou e me mostrou o caminho da luz. Na volta do ambulatório, balançando no trem com o corpo pesado, um seguidor desta igreja estava no mesmo vagão e, vendo meu estado, começou a falar sobre a igreja. Imediatamente, pedi que me acompanhasse e fui à casa do Sr. Mizutani, da Koeikai. Ele me explicou tudo detalhadamente e disse que eu, mesmo duvidando, tentasse receber o Johrei. Combinei de receber por uma semana e, naquele dia, recebi o Johrei e voltei para casa. No dia seguinte, ao acordar, meu corpo estava mais leve, como se um caminho de salvação iluminado se tivesse aberto para mim, que tanto sofria. Animei-me para voltar e continuei recebendo os cuidados. À medida que prosseguia com o Johrei, meu corpo melhorava a cada dia. Tão feliz, recebi o Ohikari no final da primeira semana. Foi como se eu tivesse despertado completamente do pesadelo anterior, e pude começar a viver dias felizes e iluminados. Minha família ficou muito contente, e todos se converteram juntos, passando a venerar o Daikōmyō Nyorai. De agora em diante, para que todos os que sofrem da mesma doença possam conhecer esse poder sagrado o mais rápido possível, dedico-me diariamente à salvação. Meishu-Sama, muito obrigado. Salva da infiltração pulmonar Kagoshima, Kawanabe-gun, Katsume Kyokunai Igreja Média Meirin, Hagiwara Mihoko (23) Desde os dezesseis anos, meus brônquios eram fracos. Mesmo na escola feminina, se eu me esforçasse um pouco, começava a tossir sem parar e a sofrer, e por isso era tratada como doente pelos professores e amigos. Eu queria prosseguir nos estudos, mas o professor não apresentou minha inscrição. Via as pessoas saudáveis e sentia apenas inveja, lamentando minha própria fraqueza. Meus pais, com pena de mim, matricularam-me em duas escolas: uma de costura e uma escola cultural. Como esses trabalhos eram todos feitos curvada para a frente, talvez por isso, no terceiro ano, comecei a me sentir cansada, com febre baixa à tarde, e o médico diagnosticou que, devido ao esforço excessivo com a bronquite, eu havia desenvolvido linfadenite hilar e nefrite. Seguiram-se dias deprimentes de repouso absoluto, e eu tomava cinco injeções por dia. No primeiro ano, finalmente consegui ficar de pé, ainda que cambaleante, mas o raio-X não mostrava nenhum resultado positivo. Quando ajudava minha irmã na costura, em dois ou três dias já não conseguia mais ficar de pé. Em setembro do ano retrasado, o raio-X revelou infiltração pulmonar direita, e me senti ainda mais miserável. Em busca de alguma terapia boa, cheguei a beber cinzas de cobra queimada. Por volta de meados de setembro, ouvi falar de uma reunião de palestras da Kyusei-kyo. Em dúvida, pensando se existiria uma religião tão conveniente e boa que curasse doenças, visitei a Igreja de Kawabe. A partir de então, enquanto recebia diariamente o Johrei do Sr. Ichikawa, a tosse piorou, minha urina ficou como água de lavagem de arroz, tive diarreia e peguei resfriados fortes várias vezes. A cada purificação, sentia meu corpo mais leve, mas minha família ria, dizendo que era impressão minha. O médico, por sua vez, dizia que era efeito das injeções. Só eu sentia a alegria de pensar que, se continuasse assim, iria me curar. No final de novembro, tive menstruação, algo que não acontecia há um ano e meio, e meu apetite aumentou. Minha alegria naquele momento foi indescritível; dancei de felicidade. Compreendendo a graça do poder divino, recebi o Ohikari em dezembro. Continuei recebendo o Johrei e meu estado melhorou. Como havia muito trabalho de costura, eu e minha irmã trabalhávamos todas as noites, às vezes até de madrugada, por vários dias seguidos. Em janeiro, minha irmã se casou, e eu continuei sozinha com o trabalho de costura, mas não me sentia cansada. Os parentes que vieram me visitar ficaram todos surpresos com a cor e o brilho do meu rosto e com o quanto eu tinha engordado. As dúvidas que eu tinha desapareceram completamente. Ao pensar que minha vida havia sido transformada, de uma existência sombria para uma vida radiante, não tenho palavras para agradecer por esse poder imenso. Graças a Ele, minha impaciência também melhorou, e minha família se alegra, dizendo que ultimamente me tornei uma moça mais feminina e dócil. Tudo isso é fruto da proteção de Meishu-Sama, e todos os dias, diante do altar, agradeço. Salvo da tuberculose pulmonar e do reumatismo à beira da morte Aichi, Nagoya-shi, Nishi-ku, Matsumae-cho 1-17 Igreja Média Isshin, Tamashiro Eijin (46) Eu, corpo e alma cheios de pecados, tive a alegria de renascer através do grande amor do Daikōmyō Nyorai. Aqui, ofereço minha mais profunda gratidão e sinceros agradecimentos. Adoeci em 29 de janeiro de 1949. Fui diagnosticado pelo médico da empresa com a temida infiltração pulmonar. Em 4 de fevereiro, fui internado no Hospital da Província de Aichi, onde o médico me ordenou repouso absoluto. A tristeza e a escuridão que senti naquele momento diante do futuro só podem ser compreendidas por quem está doente. Desejando me recuperar o mais rápido possível, segui as instruções do médico: alimentos nutritivos, injeções e remédios todos os dias. Meu peito foi melhorando aos poucos, mas cerca de três meses após a internação, meu braço começou a doer e, gradualmente, eu não conseguia mais levantá-lo. O médico diagnosticou reumatismo e, de vez em quando, mudava as injeções e os remédios; também fiz eletroterapia, mas a doença só piorava. Por volta de agosto e setembro, a dor era tão forte que eu não conseguia nem vestir roupas. O médico tentou vários tratamentos, mas sem efeito. Enquanto eu sofria, isso deve ter sido a providência divina. Tive a oportunidade de assistir às abençoadas palestras da Igreja Messiânica e de ler seus jornais, entre outras coisas. Mas eu, um ateu cheio de pecados e impurezas, não acreditava na existência de deuses ou budas. No entanto, premido pelo sofrimento da doença, ainda que cheio de dúvidas, segui a recomendação da esposa do Sr. Kawashima, na Rua Nishi-Kizui, e, apesar de o médico dizer que a alta ainda era impossível, forcei a saída do hospital em 7 de outubro. Fui para a casa de Asai Suzukichi, em Oshikiri-cho, e, enquanto recebia o Johrei do Sr. Asai, em uma semana ou dez dias a dor foi diminuindo aos poucos; meus braços voltaram a erguer-se e meu peito melhorou. Pela primeira vez, maravilhei-me com a virtude divina do grandioso Daikōmyō Nyorai. Mesmo sendo desconfiado, em 28 de fevereiro, na igreja de Shimonakamura-cho, recebi o abençoado Ohikari do Mestre Fujieda. A gratidão daquele momento foi indescritível; senti como se tivesse acabado de nascer, tendo passado do mundo das trevas para o mundo da luz. Depois disso, por causa do veneno das várias injeções que recebera durante a internação — e talvez também por ter sido beberrão antes de ficar doente —, na noite de 3 de janeiro do 25º ano da Era Showa (1950), recebi uma grande purificação. A febre alta, de 39,5 a 40 graus, persistiu; a partir do quarto dia, começou a baixar para 38,5 graus. Graças ao gentil e cuidadoso Johrei da família Asai, fui melhorando gradualmente. Apesar da febre alta de 39 ou 40 graus, estranhamente não sentia nenhuma dor, o que se deveu inteiramente à proteção divina. Só posso agradecer de coração e curvar a cabeça. Mesmo eu, com tantas impurezas e pecados, diante de proteção tão grandiosa, involuntariamente juntei as mãos e ofereci minha gratidão. Minha esposa também fez o Kyoshu (curso de preparação para receber o Ohikari) em março do 25º ano da Era Showa (1950), e eu recebia dela o Johrei duas vezes ao dia, de manhã e à noite. A partir de março, porém, durante cerca de duas horas, duas vezes por dia — uma de dia e outra à noite —, uma quantidade terrível de pus e catarro começou a sair. Surgia um calafrio nas costas, como se eu tivesse sido banhado com água, e a febre aparecia. Quando minha esposa me dava o Johrei, a febre baixava milagrosamente e eu me sentia muito aliviado. Essa condição continuou até meados de junho; por causa dela, meu corpo ficou extremamente fraco, reduzido a pele e osso. Cheguei a um ponto em que já não parecia deste mundo — tinha 99% de certeza disso. Nesse estado, minhas mãos, pés, cabeça, costas, barriga etc. eram como um ninho de doenças. Não conseguia nem me levantar, e minhas pernas também estavam incapacitadas. Tomei uma decisão: já que ia morrer de qualquer jeito, queria apegar-me ao Daikōmyō Nyorai, de grande compaixão e grande misericórdia, pedir perdão por meus pecados e impurezas até então e morrer em paz. De vez em quando, na cama, eu rezava com toda a minha força. Acho que foi no final de junho: de repente, uma quantidade terrível de catarro cor de chá preto começou a sair. Quando perguntei ao Mestre mais tarde, ele disse que era sangue venenoso. Eu, que nunca tinha tido diarreia, a partir de 24 de junho passei a tê-la umas sete ou oito vezes em dois dias. Por volta do dia 26, como resultado, a comida começou a ficar muito saborosa. Em julho e agosto, meu corpo se recuperou e, no final de agosto, eu estava tão gordo quanto antes de ficar doente. Ah, quando penso que mesmo alguém como eu, com tantos pecados e impurezas, foi salvo pelo bendito poder divino, vasto e ilimitado, só posso agradecer ao Komyo-Nyorai, de grande compaixão e grande misericórdia, e a Meishu-Sama. Rezo incessantemente para que o maior número possível de pessoas que sofrem de doenças como a minha se apegue a este Deus digno de gratidão, e que dias felizes e brilhantes cheguem para elas. Meishu-Sama, muito obrigado. De uma forma feia, um seguidor da Luz Endereço: 601, Hamanodō-chō, Suita-shi, Osaka Igreja Média Shindō, Matsumoto Masayoshi (19) No outono passado, quando o calor residual do verão ainda era intenso, enquanto recebia o batismo do Tufão Jane, que assolou toda a região de Kinki, vaguei pelas montanhas profundas de Nara Kasuga, encharcado como um rato, em uma busca patética pela "escada para o Paraíso". Dormi profundamente por três dias e três noites naquelas montanhas tempestuosas, sem conseguir realizar meu desejo, e me vi novamente neste mundo sem esperança, exposto aos olhares curiosos de todos. Além disso, como retribuição pela minha vida desregrada até então, manifestou-se uma doença torácica; o veneno do medicamento Prog danificou meus rins; meu corpo ardia com febre de 40 graus; e meu coração era atormentado por sentimentos de aversão ao pecado, culpa e vergonha. Gemendo dia e noite no leito de doente, de acordo com o diagnóstico do médico, seriam necessários um ano para eu me levantar novamente e, para a cura completa, no mínimo três anos; primeiro, quatro ou cinco anos de preparação. Meu coração ficou sombrio, e novamente ansiava pela morte e pelo paraíso. Foi nessa época que meus pais e minha irmã mais nova foram apresentados a este Caminho e se converteram, recebendo abundantemente a purificação divina, e recorriam com frequência ao Professor Yamamoto, que se dava ao trabalho de vir. Minha situação também acabou chegando aos ouvidos deles, e recebi a recomendação. Imediatamente fiz o pedido e, deitado, recebi o Johrei. Depois de recebê-lo por dois ou três dias, o catarro começou a sair ainda mais forte do que antes. Embora tivesse sido avisado com antecedência, como era a primeira vez, fiquei preocupado e pensei se não seria por ter parado o remédio. Mas, de qualquer forma, era uma vida que eu já havia descartado uma vez; não tinha apego, então continuei. Depois de cerca de uma semana, comecei a conseguir me levantar aos poucos; a recuperação progrediu favoravelmente, e passei a receber o Johrei diante do corpo divino. Meu corpo e minha mente tornaram-se ainda mais revigorados, e pude receber a suave luz do sol do final do outono. Fui completamente salvo e me senti renascido. Para obter o atestado médico a ser apresentado ao meu local de trabalho, pedi ao médico que me examinasse. Como não o visitava desde que comecei a receber o Johrei, expliquei brevemente o que havia acontecido nesse meio tempo. Ele me insultou, dizendo: "Será que uma casa de rezas cura doenças? Você, que lida com remédios (eu trabalhava em um lugar relacionado a produtos farmacêuticos), fez uma coisa dessas? Não é ridículo? Não dá nem para conversar." Mesmo assim, ele começou a me examinar e, enquanto o fazia, inclinava a cabeça repetidas vezes, dizendo: "Que estranho, você melhorou bastante", com expressão de espanto e desconfiança. Não é de admirar que ele, como médico, ficasse surpreso: eu alcançara esse estado em menos de vinte dias, quando dissera que levaria mais de um ano. E, já no primeiro mês, pude fazer o Kyoshu (curso de preparação para receber o Ohikari). Sou grato e emocionado por essa profunda virtude divina. Tuberculose Pulmonar Terminal Curada em Apenas Quatro Meses Vila Ishikawa, Distrito de Kōsha, Quioto Igreja Média Kōkoku, Nose Atsushi (21 anos) Que a tuberculose pulmonar terminal, de que eu havia desistido, pensando "não tem mais jeito, vou morrer", tenha sido curada em apenas quatro meses é, realmente, nada menos que um milagre. Foi em meados de dezembro do 23º ano da Era Showa (1948). A doença no peito, que eu vinha escondendo de meus pais, finalmente não pôde mais ser ocultada, e caí na cama. Como eu nunca havia ficado doente antes, o choque de meus pais foi indescritível. Imediatamente, fui examinado por um médico especialista, que me deu uma sentença sombria, como se me jogasse água fria: "Dois terços do pulmão direito estão comprometidos, com uma grande cavidade na parte superior. Um terço do pulmão esquerdo também está comprometido. É uma questão de vida ou morte. Se o pneumotórax artificial for possível, talvez você melhore com cuidados intensivos. De qualquer forma, interne-se e vejamos." Seguindo as instruções do médico, internei-me imediatamente e tentei o pneumotórax, que, inesperadamente, funcionou bem. O médico disse que, se eu continuasse com os cuidados, poderia melhorar. No entanto, mesmo seguindo rigorosamente as ordens do médico e continuando com os cuidados, eu só piorava. Em abril do ano seguinte, 24º ano da Era Showa (1949), a doença já se espalhara por todo o pulmão esquerdo. Quando pensei que já era o fim, peguei um resfriado que fez com que água se acumulasse na pleura do pulmão direito. Depois de drenar a água inúmeras vezes, em outubro o quadro se transformou em empiema pleural, e a conformação do meu peito se alterou de modo lastimável. Além disso, a febre persistia, o apetite desaparecera por completo, eu estava reduzido a pele e osso; tornou-se difícil andar, e meu corpo ficou tão fraco que dava pena vê-lo. Durante esse tempo, tentei todas as injeções possíveis, como cálcio e vitaminas, mas não adiantou nada; não havia mais o que fazer. Ao ver, no quarto ao lado, um colega morto ser colocado num caixão e levado embora, senti uma solidão insuportável, pensando se eu também teria de sair do hospital daquela maneira. Foi no início de novembro que minha mãe ouviu do Professor Mito, da mesma vila, que qualquer pessoa poderia ser salva de qualquer doença pelo Johrei do Deus bendito. Minha mãe, que até então não tinha fé, imediatamente recebeu o Ohikari. Meu pai, no entanto, opôs-se firmemente, dizendo: "Isso é superstição, não se empolgue com essas bobagens", e discutiu com minha mãe a ponto de expulsá-la de casa. As pessoas da vila riram, dizendo que ela havia enlouquecido. Os Ministros também me disseram que talvez eu não me salvasse. Mesmo assim, com fé firme, ela vinha ao hospital todos os dias para me dar o Johrei. Embora estivesse com metade de fé e metade de dúvida, ouvi a orientação do Professor Adachi, que vinha à igreja de vez em quando, e me apeguei a Deus com todas as minhas forças. Durante os primeiros dez dias, senti-me muito bem, e meu apetite foi aumentando aos poucos. Depois, tive expectoração com sangue por cerca de uma semana; o catarro branco mudou para amarelo-esverdeado, e a purificação continuou. Naturalmente, parei o pneumotórax. O médico me repreendeu, dizendo que se eu parasse o pneumotórax, morreria imediatamente, e as pessoas riram de mim, dizendo: "Como você pode parar o pneumotórax, que é a sua tábua de salvação, para fazer uma coisa tão absurda?" No entanto, para mim, isso não era um problema. Meu coração estava cheio apenas do desejo de ser salvo. No final de novembro, o pus da pleura — que eu precisava drenar a cada quinze dias — parou completamente de sair, e a deformação do meu peito voltou ao normal. Foi uma alegria indescritível. Após receber alta em 4 de dezembro, tive diarreia por um mês, recebendo uma purificação suave. A partir de janeiro do ano seguinte, 25º ano da Era Showa (1950), quando comecei a receber o Johrei do Professor Mito, fui ficando mais forte a cada dia. Em 19 de fevereiro, pude receber o Ohikari e, a partir do dia seguinte, comecei a servir todos os dias, surpreendendo os moradores, que riam de mim, e meu pai, que era tão contrário. Minha alegria é indescritível. Estou verdadeiramente cheio de gratidão pela grande proteção divina do Komyo-Nyorai. Meishu-Sama, muito obrigado. Apresento meus respeitosos agradecimentos. Tuberculose Pulmonar com Quarenta Sessões de Pneumotórax Curada Completamente em Menos de Um Mês Cidade de Shinji, Distrito de Yatsuka, Shimane Igreja Média Ryūkō, Kawashima Sachiko (23) Por volta do final de outubro do 23º ano da Era Showa (1948), talvez devido ao cansaço do trabalho, meu corpo ficou mole e comecei a sentir dores nas costas, na região das escápulas. Ficava deprimida, alternando entre deitar e levantar. No final de dezembro, depois de um diagnóstico médico, fui informada de que havia suspeita de tuberculose e recebi injeções por cinco ou seis dias. Disseram-me: “Deste jeito, é melhor você se internar em um sanatório e receber tratamento adequado.” Como o médico era especialista em cirurgia, fui diagnosticada por um famoso clínico geral, que disse: “Não se preocupe, é apenas um resfriado.” Tomei remédio por uns dez dias, a febre baixou, senti-me melhor e o médico me deu alta. Depois disso, enquanto ajudava nas tarefas domésticas, voltei a me sentir mal: a febre persistia e, ao fazer um raio-X, descobri que meus pulmões haviam piorado consideravelmente. Ah, então realmente era tuberculose. Aflita de tristeza, sentia até o olhar de meus irmãos como frio. Diante do estigma de uma doença incurável como a tuberculose, perdi de vista o caminho para viver, e o futuro era sombrio. Seguindo a recomendação do médico, continuei com o pneumotórax — cheguei a fazê-lo quarenta vezes até agosto do 24º ano da Era Showa (1949) —, mas não houve nenhuma mudança, apenas a dor da agulhada. Certa de que não havia outra opção senão me apegar aos deuses e budas, fui informada do poder de cura milagroso deste Caminho. Em meados de agosto, quando o Mestre Ishizaka veio à cidade para uma reunião do Kyoshu (curso de preparação para receber o Ohikari), recebi o Johrei. Aos poucos, fui me sentindo mais confortável e adquiri a convicção de que, desse jeito, certamente me curaria. Os senhores Ministros também me orientaram repetidamente: “Já que ela está com pneumotórax há quarenta vezes, é preciso que toda a família se dedique seriamente à fé no Caminho.” Minha mãe se filiou imediatamente e, um após o outro, meus irmãos também receberam o ensinamento. Passamos a receber o Johrei diariamente. Depois disso, não houve purificações intensas e, em meados de setembro, pudemos entronizar o Senhor Komyo-Nyorai. Disponibilizamos o quarto para ser usado como local de Johrei e recebíamos o Johrei sempre que os senhores Ministros vinham. Em menos de um mês, mesmo realizando tarefas como limpeza e cuidado de crianças, eu não sentia cansaço algum; os próprios Ministros se surpreenderam com minha boa aparência e com o ganho de peso. Eu mesma sentia intensamente a felicidade de viver, e uma luminosidade transbordava em meu ser. Em novembro, obtive permissão e recebi o tão esperado Ohikari. Hoje, todos em casa nos perguntamos: “Quando foi que alguém aqui teve tuberculose?” — e passamos os dias rindo e nos alegrando. Já consigo puxar um carrinho de mão carregado de bagagens e, sozinha, desde o amanhecer, cuido de todas as tarefas domésticas. Verdadeiramente, hoje em dia, quanto mais trabalho, mais minha saúde aumenta. Sou imensamente grata. Choro de emoção diante do grande amor de Meishu-Sama e do Senhor Komyo-Nyorai, e não tenho palavras para expressar a gentileza do Mestre Ishizaka e do Mestre Sakuchu. Doravante, dedicarei minha vida a trabalhar com afinco pelo Caminho. Infiltração Pulmonar e Tuberculose Laríngea Curadas Kenichi Nose (42) Igreja Média Shinsho 3-chome, 26, Aioi-cho, Ikuta-ku, Kobe-shi, Hyogo-ken Na manhã do dia 9 de junho de 1950, recebi uma carta de uma pessoa desconhecida. O remetente era o Sr. Hideo Kotani, de 3-chome, Muko-shima Kenkichi, Mitsugi-gun, Hiroshima-ken. A carta começava com saudações sobre o clima e, em seguida, o próprio Sr. Kotani, que havia lido a edição nº 61 do Jornal Kyusei, tomou como referência meu artigo de testemunho “Criança com Febre Alta e Sofrimento Salva pelo Johrei Zeloso” e, com base no endereço e nome do artigo, enviou-me uma carta de solicitação. O interessante é que o Sr. Kotani é um membro da Reunião de Onomichi da Igreja Média Yōkō. Os pais do paciente moram perto do Sr. Kotani, e seu filho (o paciente, 33 anos) é o Sr. Yoshiyuki Ishikawa, residente no 2-chome, Aioi-cho, Ikuta-ku, Kobe-shi, próximo à minha casa — um estranho innen. O Sr. Kotani, por fazer parte da equipe de serviço de dez dias a partir do dia 15 e ir a Atami, pedia-me encarecidamente, em sua carta comovente, que eu assumisse o caso. Naquela época, Meishu-Sama passava justamente por provações, e eu orava para retribuir, nem que fosse numa mínima parte, Sua imensa graça. Imediatamente, fui com a carta à casa do paciente. A casa estava trancada e vazia. Uma senhora idosa da casa ao lado informou-me o paradeiro, e cheguei a um quarto no terceiro andar do Hospital XX, perto da Estação de Kobe. O paciente estava deitado de lado na cama, visivelmente sofrendo, o rosto cor de terra, e o quarto exalava um odor indescritível. Ao vê-lo diante de mim, por um momento não soube o que fazer. Um trecho do Hino de Louvor diz: “O caminho do amor universal é deixado de lado; não há ação de Kannon sem coração, todos, atentai.” Para corresponder à Vontade Divina, saudei o paciente com uma palavra; como ele não tinha forças nem para se sentar, disse-lhe que permanecesse naquela posição. Primeiro, entoei o Amatsu Norito e o Zensan-shi e passei imediatamente ao Johrei. O paciente compreendeu bem minhas palavras; virou-se para mim e juntou as mãos em norito. A partir do terceiro dia de Johrei, sua tez melhorou; ele passou a confiar ainda mais em minha visita e começou a esconder os medicamentos debaixo da cama. Como estávamos em um quarto de hospital, onde era proibido tocar o paciente com um dedo sequer, à medida que ele melhorava dia após dia, eu dava instruções verbais — “Por favor, vire-se para lá”, “Levante a mão”, “Sente-se” — e ele realmente obedecia com calma e serenidade. O rosto de Meishu-Sama vinha à minha mente, e meu Johrei era feito com toda a minha alma. A esposa do paciente permanecia sempre no quarto cuidando do marido, mas parecia não acreditar em nada. No entanto, por incrível que pareça, na manhã do sexto dia, ela teve uma forte dor abdominal. Disse-lhe: “Então, sente-se na cama junto com seu marido.” Após doze ou treze minutos de Johrei, a dor parou completamente. Surpresa com esse poder misterioso, a partir daquele dia seus cuidados com o marido tornaram-se visivelmente mais atenciosos. Como resultado do Johrei, no décimo segundo dia — dia 20 — houve uma pequena hemoptise. Nos dias 21 e 22, parou completamente, e chorei de gratidão. O paciente teve alta do hospital no décimo oitavo dia, e o nome da doença, nem preciso dizer, era infiltração pulmonar e tuberculose laríngea. Com um sorriso alegre no rosto, ao vê-lo andando sozinho pela calçada, alegrei-me junto com ele. Desejo relatar este testemunho vívido e, ao mesmo tempo, transmitir o Evangelho de Deus o mais rápido possível àqueles que sofrem da mesma doença. Retrospecto de Um Ano de Filiação Kikue Imaru (37) Igreja Média Yōkō Mibu-cho, Yamagata-gun, Hiroshima-ken Já se passou um ano completo desde minha filiação, e estou realmente tomada de emoções indescritíveis. Tomo a liberdade de escrever, transbordando de gratidão pelas inúmeras graças divinas que recebi durante esse período. Curiosamente, a primeira vez que pude visitar a igreja foi em 23 de dezembro do ano retrasado, um dia significativo do nascimento de Meishu-Sama. Na época, eu estava hospitalizada com uma doença cerebral e, embora um conhecido me incentivasse a me filiar, eu estava meio cética. No entanto, senti uma vontade inexplicável de visitar a igreja; saí escondida do hospital e fui caminhando devagar. E, ao ouvir a palestra, fui tomada por uma impressão indescritível. No dia seguinte, comecei imediatamente a fazer o Kyoshu (curso de preparação para receber o Ohikari) e, no dia 26 do mesmo mês, pude me filiar. Quando penso que, se naquela época eu não tivesse ido à igreja, ignorando as pessoas que me impediam, não teria esta vida renovada que tenho hoje, sinto uma emoção ainda maior. Em 15 de fevereiro do ano passado, pude entronizar a Imagem da Luz Divina. No grande Culto Especial de Outono de setembro, pude falar no solo sagrado de Gora. E diariamente recebo a preciosa proteção divina. Quando meu filho foi atropelado por um carro, ficou inconsciente por cerca de duas horas, mas sofreu apenas alguns arranhões no rosto e no pé. Considerando como poderia ter sido atropelado e morto, no dia seguinte ele já estava com a mesma energia de sempre, recebendo um verdadeiro e grande milagre. Além disso, quando o mesmo filho mais velho passou por uma purificação que parecia encefalite japonesa, teve febre superior a 40 graus; com meu Johrei, em apenas dois dias ele se recuperou. Quando minha filha mais velha cortou gravemente o pé, a dor intensa cessou com apenas uma sessão de Johrei. E quando uma vaca parou de comer, ficou prostrada e teve convulsões, graças ao Johrei ela se recuperou em um dia. Olhando para trás, eu, que antes recorria primeiro a remédios e médicos, agora recebo inúmeras proteções divinas e grandes bênçãos através do Johrei; a cada vez, emocionada, caía em prantos de gratidão. Quando relembro com calma meu passado turbulento, é realmente misterioso. Perdi minha mãe biológica aos sete anos de idade. Em seu leito de morte, ela chamou nós três, irmãos, à sua cabeceira e disse apenas a mim, do meio: “Quando eu morrer, ouça bem o que a próxima mãe que vier disser, seja querida por ela e torne-se uma pessoa importante.” Curiosamente, apenas eu fui criada pela madrasta; minha irmã mais velha, meu irmão mais novo e, depois, meu pai também faleceram, restando apenas eu. Por fim, até meu marido, que era meu único apoio, faleceu há três anos, deixando três filhos. Minha sogra e a sogra do meu marido nunca conseguiram compreender meu coração, e a frieza e a escuridão do lar tornavam a vida diária extremamente dolorosa. Ofegando de sofrimento, esforcei-me para criar os filhos que ficaram. No entanto, meus tristes esforços foram em vão; quando fui diagnosticada com infiltração pulmonar por um médico, tirei licença do trabalho e me vi deitada em uma cama de hospital — caí em completo desespero. Desde os dezoito anos sentia profundamente a frieza do mundo; as várias contradições e as tempestades domésticas me causavam desânimo com a vida. Desejava agarrar-me a um poder absoluto e conhecer a verdade eterna; busquei e busquei, investiguei e investiguei, mas não conseguia atingir meu objetivo e sofria. Foi então que enfrentei a morte do meu marido, que era meu báculo e pilar, e, além disso, adoeci. A dor era realmente indescritível. No entanto, pensando agora, foi por ter passado por tais situações que pude conhecer este Caminho e experimentar esta alegria hoje. Sinto apenas uma gratidão imensa. Quando Hiroshima foi atingida pela bomba atômica, testemunhei a cena. Diante de uma tragédia que fazia tapar os olhos, fui tomada pela angústia: “Será que não surgirá um grande líder religioso para salvar a humanidade desta grande crise?” Embora a ciência tenha avançado, a felicidade da humanidade não é proporcional a ela, e essa incompreensibilidade me preocupava. No entanto, tudo isso se esclareceu quando me filiei, ouvi os ensinamentos de Meishu-Sama e li as Escrituras Sagradas. Se não tivesse sido diagnosticada com infiltração pulmonar, certamente não saberia da verdade que tanto buscava — da existência de Meishu-Sama, que salva a humanidade mundial, da grande compaixão do venerável Daikōmyō Nyorai, nem do aviso dos antepassados — e continuaria sofrendo e ofegando cada vez mais. Ao pensar nisso, meu peito se enche ainda mais com a alegria de ter sido salva. Quando reflito sobre tudo isso, parece que Deus, desde muito antes, já estendia Sua mão de imensa compaixão até mim, tão pecadora, e sinto uma profunda emoção. Sem o saber, eu me debatia com forças humanas, tentando resolver tudo a qualquer custo, e afundava cada vez mais no abismo do sofrimento. "Se não fosse pela salvação de Kannon, eu agora continuaria sofrendo no abismo sem fundo." Ao entoar este hino de louvor, só consigo dizer “Muito obrigada” e “Eu suplico”, e posso passar meus dias com gratidão e alegria. Isso é verdadeiramente, verdadeiramente grato. Cada vez que me prostro diante da Imagem da Luz Divina com o coração repleto de gratidão, contemplo a luz dourada que emana dos caracteres da Imagem da Luz Divina, e meu corpo treme de gratidão e emoção. Este ano, decidi que, mesmo sendo ridicularizada pelas pessoas, devo fazer exatamente como recebi os ensinamentos de Meishu-Sama, e passei a praticar integralmente o cultivo natural, sem uso de fertilizantes. Embora seja lamentável, às vezes sentia ansiedade, mas em todas as ocasiões li com afinco os Escritos Sagrados e os relatos de experiências de outras pessoas, agarrando-me com devoção e oração. Graças a isso, pude colher arroz de boa qualidade, sem gastar com fertilizantes, e em quantidade superior à de um ano normal. Além disso, enquanto trabalhava na agricultura, minha infiltração pulmonar foi completamente curada; passei no exame médico e obtive permissão para retornar ao trabalho. Desejo transmitir este evangelho, este caminho de salvação, ao maior número possível de pessoas, para que possam mergulhar nesta alegria, neste êxtase; e é com essa determinação que me esforçarei constantemente. Avançando com a força de Deus e o bastão da verdade, sei que não há nada no mundo a temer. Salva da Infiltração Pulmonar Após Cinco Anos de Luta contra a Doença Saitama, Distrito de Minamisaitama, Vila de Masubayashi, Higashikobayashi Shizu Aida (32 anos) Tendo recebido a graciosa luz do Komyo-Nyorai e sido salva em meu ser, passo meus dias agradecendo pela proteção divina diária. Transbordando de gratidão e alegria, escrevo estas linhas, sem me importar com minha escrita imperfeita. Recordo que, na noite de 19 de novembro de 1944, por volta das dez horas, após terminar o trabalho do dia, entrei no banho. Quando estava com metade do corpo imerso na banheira, fui subitamente acometida por um calafrio sinistro e uma grande hemoptise. Imediatamente, consultei o diretor de um certo hospital e me entreguei aos seus cuidados. Sob a orientação do médico, devido às circunstâncias da época, iniciei um tratamento caseiro (ar puro, repouso, terapia sintomática). Estava sendo consumida por uma doença terrível, com a qual jamais sonhei. Começou, então, uma vida de leito de tristeza sem fundo. Ordenada a repouso absoluto, com compressas quentes de “Terabiya” cobrindo todo o peito, sentia um peso imenso e não conseguia me mover. O médico vinha me visitar em dias alternados ou diariamente. A hemoptise não se repetiu, mas o escarro com sangue continuou por dois ou três dias. Tive um estado ligeiramente febril de 37,3°C e, cerca de duas vezes à tarde, suores por cerca de uma hora, sem sentir grande sofrimento. Na segunda semana, o estado ligeiramente febril desapareceu e, na terceira, as compressas foram retiradas. Achei que estava melhor, mas foi por pouco tempo. Depois de sofrer com constipação por mais de dez dias, fui acometida por uma diarreia violenta, que me causou anemia e um cansaço repentino. Desde então, meu corpo, sem distinção entre dia e noite, sentia um frio cortante, com febre e suor por todo o corpo, vapor a sair da cabeça, dor no peito a cada tosse e respiração, chiado que ecoava até a cabeça, fortes dores na nuca, vômitos, insônia, dores lombares que pareciam fazer minhas pernas cederem, pressão abdominal sinistra que comprimia meu coração e febre alta de 39 a 40°C ocorrendo com frequência. Deitada de costas, meu corpo ficou como uma tábua; qualquer movimento mínimo da boca, das mãos ou dos pés fazia ecoar algo estranho no peito, e eu não conseguia nem mesmo cuspir escarro sozinha. Com gelo na cabeça, compressas no peito, bolsa de água quente no abdômen e em ambos os lados da cintura, eu era literalmente um cadáver vivo. Em meados de abril, o médico trouxe um especialista em doenças respiratórias de Tóquio e se dedicou com afinco. No entanto, com medicamentos e injeções diárias que já não ofereciam mais tratamento, a doença melhorava e piorava e, a cada repetição, o quadro só se agravava. Naquela época de ataques aéreos, passava os dias solitários olhando fixamente para o teto e o termômetro e, sem perceber, meus nervos se enfraqueceram; atormentada por pesadelos aterrorizantes, dia e noite, vaguei entre a vida e a morte inúmeras vezes. A casa estava envolta em nuvens escuras e minha mãe, segundo consta, chegou a cortar seus cabelos negros para rezar ao Ujigami (Deus do Clã). Seguindo fielmente cada palavra do médico, continuei minha longa rotina de tratamento. Na primavera do terceiro ano da doença, foi-me permitido caminhar um pouco, mas qualquer esforço me cansava, causava escarro com sangue e eu voltava para a cama. No início da doença, a taxa de sedimentação era de 15 mm na primeira hora, mas passou a cair para 45 mm na primeira hora. Com a sequência interminável de injeções, meus músculos e veias endureceram, e meus braços ficaram como paus. No outono de 1947, enjoei dos remédios e injeções e os interrompi por um tempo. No entanto, em fevereiro de 1948, tive novamente febre de 40,3°C. Um mês após a febre baixar, fui orientada a fazer pneumotórax artificial. O pneumotórax era bom, mas temia as complicações. Após pensar muito, acabei me afastando do hospital. Depois disso, senti um peso e inchaço no lado esquerdo da cintura, mais do que no peito; minha barriga ficou extremamente distendida e, ocasionalmente, meu rosto, mãos e pés inchavam levemente. Nem a percussão nem o exame de urina conseguiam determinar se era peritonite ou tuberculose renal. Chegando a esse ponto, ter medo de viver me fazia pensar que seria mais feliz ir para o outro mundo. Em meados de maio do ano retrasado, sentindo falta de ar à tarde, pensei, desesperada: “Hoje é dia 19?”. De repente, notei a visita de uma pessoa desconhecida. Pensando agora, essa visita foi o representante de Deus que me salvou para sempre. Foi então que minha mãe disse: “Por que não tenta ver se cura? Tem que tentar ver o que cura.” Fiquei confusa, sem entender do que se tratava. Como não havia ouvido nada sobre o assunto, deixei-me levar pela vontade de minha mãe. Recebi o primeiro Johrei. No início, senti uma mistura de vergonha e estranheza. Cerca de quinze minutos depois, o senhor me perguntou: “Como está? Sentiu algo?” Respondi que sentia algo como uma brisa na nuca e, achando estranho, contei-lhe. Quando o Johrei estava terminando, senti um movimento no abdômen, acompanhado de ruídos intestinais. Logo depois, urinei muito e senti meu corpo mais leve. A partir de então, o senhor veio me visitar por mais de um mês, sem se importar com chuva ou vento, e, enquanto realizava o Johrei, ouvia sobre a importância da salvação do mundo. Certa vez, fui autorizada a participar de um culto temporário na casa do presidente. Achei que seria um pouco difícil, mas, como não consegui pegar o ônibus a tempo, decidi ir a pé. A casa do presidente ficava a cerca de 8 quilômetros. Eu, que nunca havia andado, tive uma purificação no caminho: meu coração ficou pesado e opresso, as pernas pesadas, e tive muita tosse, escarro e secreção nasal, num sofrimento considerável. Se estivesse sozinha, teria me sentado à beira da estrada, mas, como estava acompanhada, aguentei, aguentei e, com muito esforço, finalmente cheguei à casa do presidente. Prostrada diante do Daikōmyō Nyorai, em cinco ou dez minutos o sofrimento de antes desapareceu como num passe de mágica, e fiquei realmente aliviada. Eu, que nunca havia andado desde o início da doença, percorri 8 quilômetros e, além disso, recebi uma purificação. Na volta, consegui chegar em casa quase sem sofrimento algum e senti profundamente que isso era uma dádiva do Johrei. Depois disso, tive purificações várias vezes, mas, graças ao Johrei, melhorei rapidamente, e todo o sofrimento dos cinco anos anteriores desapareceu. Agora, estou saudável de corpo e mente e posso realizar trabalhos agrícolas leves. Acima de tudo, o que mais me enche de gratidão é ter sido incluída neste grande caminho de salvação do mundo e ter recebido o Ohikari protetor. Sinto profundamente a graça do Komyo-Nyorai, de grande compaixão e misericórdia. De agora em diante, sob a orientação do presidente e dos demais senhores, desejo salvar as pessoas que sofrem e retribuir, ainda que seja uma mínima parte, a imensa graça recebida. Agradeço pela proteção divina. ―――――――――・―――――――――― A Salvação Final Gifu, Distrito de Toki, Vila de Hida, Naka Igreja Média Daikō, Yamaguchi Tanzo (27 anos) Tendo sido curado da tuberculose pulmonar, considerada incurável pela medicina moderna, alegro-me por estar aqui hoje e apresento uma parte da minha gratidão. Recordo que, em 18 de julho de 1944, durante o trabalho no Corpo de Fuzileiros Navais de Kure, senti subitamente uma tontura com aperto no peito e, ao mesmo tempo, vomitei escarro com sangue, caindo no local. Por cerca de uma semana, tive febre alta de 40°C, não conseguia me alimentar e sentia uma dor violenta no lado direito do peito. Não conseguia me virar na cama e, até mesmo falar, ecoava no peito; então, ficava de lado, rangendo os dentes e suportando. Naquela época, minha unidade estava prestes a partir para o front em cerca de dez dias, e o líder do pelotão disse: “Se você fizer o exame, será deixado no Japão”; assim, não obtive permissão para o exame. Embora achasse insensato, pensei que era melhor morrer no campo de batalha do que sucumbir à tuberculose no Japão, e parti com um espírito trágico. Mesmo após chegar ao front, o sofrimento continuava, com estado ligeiramente febril persistente e sensação de pressão no peito. Após exame, fui diagnosticado com suspeita de infiltração pulmonar e internado no hospital da Marinha. Fiz um exame de raio-X, mas a causa não foi identificada e, após cerca de um mês, recebi um diagnóstico falso de bronquite aguda. Depois de um ano de internação, em 4 de julho de 1945, todos os pacientes receberam alta e voltei ao Corpo de Fuzileiros Navais. Fui desmobilizado em 24 de agosto, após a derrota na guerra. No entanto, em fevereiro daquele ano, a doença recidivou devido a um resfriado, e comecei a ter escarro com sangue diariamente. Fui diagnosticado com infiltração pulmonar direita e, com consultas a cada dois dias, o estado ligeiramente febril e o escarro com sangue desapareceram em um mês. Depois disso, seguindo as orientações médicas, descansei por cerca de um ano e, em seguida, realizei trabalhos que não exigiam esforço. No entanto, após dois meses, piorei novamente e, toda vez que lavava o rosto pela manhã, aparecia escarro com sangue. Corri imediatamente ao hospital e, no raio-X, descobri que o pulmão esquerdo também estava comprometido, recebendo o diagnóstico de ambos os pulmões afetados. Naquele momento, meu sentimento foi indescritível, como Desta vez, diferentemente da primeira vez em que adoeci, o escarro e os suores noturnos aumentavam a cada dia, e a febre invariavelmente chegava a cerca de 37,3°C à tarde. Preocupado, deixei de ir ao hospital e entreguei-me ao repouso absoluto em casa, tomando diariamente, por cinco meses, uma injeção de cálcio e duas de vitamina B. No desejo ardente de me curar, mastigava as amargas agulhas de pinheiro verde para sugar o suco, bebia pó de conchas, comia alho cru e fazia várias outras coisas que diziam ser boas; a doença, porém, só piorava, sem nenhuma melhora, e a febre começou a oscilar em torno de 38°C. Minha família, com medo de contágio, tratava-me de forma totalmente separada. Embora eu reconhecesse que era inevitável, por se tratar de doença pulmonar, aquela frieza excessiva me irritava, e à noite eu não conseguia dormir. Tomei soníferos por dez dias, sem efeito algum. Meu corpo enfraquecia a cada dia e, mentalmente, eu amaldiçoava e odiava o mundo. Convencido de que médicos e remédios já não adiantariam mais para mim, parei de tomá-los. Naquela época, um conhecido praticava a terapia de sangue impuro e, coagido, recebi-a quase diariamente por quatro meses. No início, parecia que eu me sentia bem, mas a doença piorou: tornou-se difícil andar e comer, a fraqueza se intensificou, e então parei. Agora que havia desistido de injeções e remédios, pensei que a única forma de alívio era a morte. Não sei quantas vezes tentei o suicídio. No entanto, pela tristeza de meus pais e pelo apego à vida que se escondia em meu coração, não consegui. Comecei a procurar alguma religião que pudesse me trazer alívio, ainda que apenas mental. Eu, que fora ateu, finalmente me agarrei aos deuses e budas. Senti-me motivado e decidi pedir ajuda ao Kobo-Sama que um conhecido me apresentara. Imediatamente, acompanhado por minha mãe, peguei um trem por mais de uma hora, forçando meu corpo dolorido até chegar ao local do Mestre Kobo. Após receber a oração, ele me disse: "Você está no terceiro estágio da tuberculose. Se ficar aqui comigo, curarei você até agosto do ano que vem; caso contrário, você morrerá antes disso." Decidido a me curar, resolvi me internar. Ao ouvir as histórias das pessoas que já estavam internadas, fiquei surpreso ao saber que, uma vez internado, não poderia voltar para casa até a cura, não teria permissão para sair, e a alimentação seria de apenas um go de arroz por dia, transformado em mingau, dividido em duas refeições. E não era só isso: mesmo querendo voltar para casa antes do prazo, diziam que "se voltar para casa, morrerá por uma calamidade infeliz", o que me deixava desconfortável, e todos estavam cheios de queixas e insatisfações. Disseram-me: "É melhor você pensar bem também", e assim perdi a fé nos deuses e budas. Com o coração pesado, arrastando os pés, voltei para casa. O Kobo-Sama em quem eu esperava também não deu certo, e minha vontade de me agarrar à religião desapareceu sem que eu percebesse. Amaldiçoei a beleza da saúde, amaldiçoei o mundo, acabei odiando minha família, descontando até em meus pais e irmãos. Passei os dias com raiva, chorando e me entristecendo, literalmente entregue ao desespero, vivendo dias de sofrimento. A doença piorava a cada dia e, sem saber o que fazer, cheguei quase à beira da morte. Ah, foi nesse momento que a mão salvadora do Komyo-Nyorai se estendeu a mim também. Minha mãe ouviu falar da graça do Komyo-Nyorai na vizinhança e, como último recurso, recomendou que eu recebesse o Johrei; eu, porém, achando que era a mesma coisa que a terapia de sangue impuro e o Kobo-Sama, recusei, dizendo que era superstição. Mesmo assim, diante da insistência de minha mãe, acabei cedendo meu orgulho e recebi o Johrei. Jamais esquecerei: foi por volta da uma hora da tarde do dia 23 de fevereiro de 1948. O Ministro Kimata ensinou-me que a doença é um processo de purificação natural dada por Deus, e entendi que a febre, o catarro e os suores noturnos que me preocupavam eram resultados desse processo de purificação. Após uma única sessão de Johrei, meu corpo ficou muito mais leve, e ir ao banheiro se tornou muito mais fácil. A partir daquele dia, senti-me renovado, com uma sensação de frescor. No terceiro dia, já conseguia andar, mesmo cambaleando, até a igreja próxima. Lá, a Ministra Suzuki Teruko explicou-me que os métodos de tratamento que eu havia usado até então estavam errados, e fui libertado do sofrimento da doença que me atormentava havia quatro anos, soluçando de alegria. No mês seguinte, em 19 de março, durante o Culto Extraordinário da igreja, o presidente da igreja veio e, imediatamente, permitiu-me tornar-me membro. Quando recebi o Ohikari, meu peito se encheu de lágrimas de gratidão. Desde então, sob a orientação da Ministra Suzuki, visitei diariamente pessoas que sofriam de doenças e pratiquei o Johrei. E o que aconteceu? Inúmeros pacientes graves, a quem os médicos haviam ordenado repouso absoluto, conseguiram se levantar. Não é isso obra do grande poder de compaixão do Komyo-Nyorai? Existe algo neste mundo que supere esse poder infinito e ilimitado? Andei pela cidade o dia inteiro para fazer Johrei, sem sentir sofrimento algum, e todos — minha família, vizinhos e amigos — ficaram surpresos. A partir de meados de abril, recebi a purificação, com catarro com sangue e suores noturnos abundantes; mas, graças ao Johrei que recebia diariamente, sem faltar um dia, não senti muita dor, e em cerca de um mês meu corpo ficou mais leve e agradável do que antes. Os médicos haviam ordenado repouso absoluto, e o Kobo-Sama disse que eu morreria até agosto do ano passado; no entanto, em julho do ano passado, pude encontrar Meishu-Sama. A alegria daquele dia, a emoção daquele dia, não podem ser expressas por palavras ou pela escrita. Apenas, apenas, Meishu-Sama, muito obrigado. Não há outra palavra além desta. Desejando retribuir nem que seja um milionésimo da graça divina, esforço-me apenas para convidar, seja quem for, para este caminho de salvação tão precioso. Meishu-Sama, muito obrigado. E agradeço profundamente ao presidente da igreja, que nos orienta diretamente, e a todos os Ministros. Curada da Tuberculose e Doença Cardíaca Prefeitura de Gifu, Distrito de Toki, Machi de Izumi, Ootomi Igreja Média Daikō, Iguchi Katsuko (40) Não esquecerei jamais: em 10 de novembro de 1946, de repente tive três grandes hemoptises, e tanto eu quanto minha família ficamos desesperados. Fui atacada por uma doença incurável e, tomada pelo desânimo, fui para a cama. A partir daí, não havia o que pensar; segui as ordens do médico, mantive repouso absoluto, apliquei gelo na área afetada e tomei injeções de cálcio para conter a hemoptise. Afinal, como mãe de três filhos pequenos, com pais idosos e um marido, não há nada mais miserável e triste do que a dona de casa da família estar de cama. Parecia que o fogo se apagara. Custasse o que custasse, eu precisava me levantar o mais rápido possível, pelo menos para poder cuidar do meu próprio arrozal. Tomei todos os tipos de remédios e alimentos nutritivos, e fizeram tudo o que a medicina atual podia oferecer, mas a doença avançava e recuava, sem melhoras, e eu só ficava mais ansiosa. Então, troquei de médico. Disseram-me que a injeção de cefalantina, considerada a melhor para tuberculose na época, me curaria completamente. Cheia de esperança, tomei duas injeções, mas o estado ligeiramente febril que eu tinha subiu de uma vez para 38 graus; a comida, que era pouca, mas que eu apreciava, ficou sem gosto, e comecei a ter catarro com sangue. Assustada, parei. O médico disse: "Parece que não se adapta ao seu corpo." Depois disso, comecei a ter fortes palpitações de vez em quando, o que me impedia de dormir bem. O médico disse: "É um coração nervoso, então não se preocupe." Mas, como o sofrimento era grande, tomei mais de dez injeções para o coração. Meu braço direito ficou tão duro que não havia mais lugar para aplicar injeções, e só de ver a agulha eu já me arrepiava. Foi quando um conhecido me disse que um remédio chamado "Fonte de Cura Natural" era bom para doenças cardíacas, e eu o experimentei. No começo, pareceu fazer bem; com o tempo, porém, comecei a sentir uma opressão no coração, como se estivesse sendo apertado, então também parei. Em meio a isso, começaram dores abdominais e diarreia. Senti que estava completamente perdida, pensando no que fazer, atormentada por pesadelos assustadores dia e noite, e minha fraqueza aumentava a cada dia. De tanto sofrer, cheguei a fazer testamento duas vezes. Naquela época, tomava injeções de glicose diariamente, mas também não faziam efeito. Ah, pensei, meu corpo já não responde mais aos remédios, e me senti muito triste. Pensando que agora só me restava me agarrar aos deuses e budas, ainda que fosse um "pedido a Deus em momento de aflição", minha família inteira se uniu e rezou continuamente ao Ujigami (Deus do Clã). Será que nossas preces foram ouvidas? Por volta do oitavo dia, uma pessoa com a mesma doença, vizinha, falou-nos sobre a preciosa Igreja Messiânica. Não pude mais me conter; como diz o ditado "quem está se afogando agarra-se até a um fio de palha", fui imediatamente receber o Johrei dos Ministros Suzuki e Murochi. Como era a primeira vez, fiquei meio cética, pensando se algo assim poderia curar qualquer doença, mas cada palavra dita pelo Ministro Suzuki tocava meu coração. Em especial, quando ele disse: "A senhora já pode mandar celebrar sua cura completa esta noite", senti como se tivesse subido do fundo do inferno diretamente para o Paraíso. Esta é uma das palavras que jamais esquecerei em minha vida. Até conhecer esta preciosa Igreja Messiânica, foram sete meses de vida infernal, sem poder nem ir ao banheiro. A partir de então, até hoje, recebo o Johrei diariamente. Relatarei o progresso. No dia seguinte à primeira sessão de Johrei, senti-me extremamente bem; o medo da morte que me atormentava desapareceu como se tivesse sido varrido, e consegui dormir profundamente até de manhã. Senti uma alegria como se pudesse me levantar. No quarto dia, já conseguia andar até o banheiro. Senti um certo medo, mas me disseram que estava tudo bem; então, apoiada em uma bengala, fui, urinei com alívio, e meu corpo ficou muito mais leve. Minha família chorou de alegria. No sexto dia, penteiei meu cabelo, que estava emaranhado como uma teia de aranha. No oitavo dia, tive uma purificação muito forte, com palpitações tão intensas que pensei que não aguentaria; mas o Ministro veio imediatamente e, enquanto recebia o Johrei, fui melhorando aos poucos. Na manhã do dia seguinte, urinei abundantemente a cada trinta minutos. À tarde, senti-me tão revigorada quanto depois do fim da estação das chuvas. No décimo terceiro dia, tomei banho pela primeira vez — como não tomava banho havia mais de sete meses, foi uma sensação tão boa que, mesmo tendo entrado e saído rapidamente, senti-me realmente revigorada. No décimo sexto dia, houve um Culto Extraordinário em um local a cerca de 15 ou 16 chō de distância e, desejando me tornar membro, fui acompanhada por minha mãe, com muito receio. Diante de uma mudança tão maravilhosa, os vizinhos me observavam com curiosidade, como se um bebê estivesse começando a andar. A partir do segundo mês, durante cerca de um mês, tive suores noturnos todos os dias, como se tivesse saído do banho. Por cerca de uma semana, houve momentos em que as palpitações foram tão fortes que até andar era difícil. Tive também hemoptise cinco ou seis vezes e, com frequência, catarro com sangue. Após essa purificação, percebi claramente que meu corpo ficava mais leve do que antes. Este mês completam-se exatamente cinco anos. Em outubro de 1948, maio de 1949, março de 1950 e abril de 1951, pude encontrar Meishu-Sama, e realmente não sei como agradecer; meu peito se enche apenas de lágrimas de alegria. Desejando compartilhar essa alegria com o maior número possível de pessoas, tenho ajudado dia e noite, embora seja uma dona de casa ocupada. Se este meu texto tosco puder servir de alguma referência para aqueles que sofrem da mesma doença, serei verdadeiramente feliz. Salva da Infiltração Pulmonar, Pensando Apenas na Morte Prefeitura de Hyogo, Cidade de Amagasaki, Showa Kita-dori, 7-chome, 236 Igreja Média Shūmei, Yamamura Yoshiko (32) Refletindo calmamente sobre a felicidade que hoje desfruto — eu, que fui guiada para o País da Luz pelo misterioso poder de Deus — expresso aqui minha gratidão através destas palavras toscas. Desde o início deste ano, minha saúde estava debilitada e eu me encontrava sob cuidados médicos; no dia do Festival das Bonecas, em março, recebi o diagnóstico de "infiltração pulmonar". A partir de então, afundei na tristeza e no desespero, passando dias e dias a chorar. Só de lembrar daquelas dezenas de dias, arrepio-me. "Felicidade"? Para mim, parecia algo totalmente distante. Desde o início de maio, fiquei completamente de cama, com insônia e febre alta contínuas. Mesmo depois do décimo, do vigésimo dia, não tinha apetite algum; apenas definhava cada vez mais. Meu corpo inteiro sentia uma opressão, como se algo me comprimisse de cima para baixo. Ir ao banheiro uma vez por dia era uma tarefa realmente dolorosa. Mesmo ao tentar levantar-me da cama, desmaiava e caía; ainda assim, muitas vezes, andava tateando desesperadamente, esbarrava em um pilar e só então recobrava a consciência. Envolta na atmosfera úmida que tomava toda a casa, será que eu morreria assim? Morte! Resignação! Uma vida solitária! Pensamentos desesperadores se sucediam, e minha mente parecia enlouquecer. Enquanto vagava na escuridão do coração, pensava: "Para onde irei após a morte?" e sentia uma solidão insuportável. No fim, restava apenas o desejo de não morrer, a vontade absoluta de viver. Foi então que, ansiosa por me agarrar a algo, por buscar algo, atormentada no cadinho do sofrimento, fui inesperadamente apresentada ao Mestre Suzuki. No dia 22 de maio, uma amiga veio visitar-me e incentivou-me, dizendo que sua mãe, que estivera doente por seis meses, havia sido salva, e que eu deveria acreditar neste Caminho, ainda que achasse que estava sendo enganada. No entanto, por alguma razão, eu não conseguia de modo algum concordar com o nome "nova religião". Esse foi meu primeiro sentimento sincero. Mesmo assim, ainda que com dúvidas, recebi do Mestre Suzuki, pela primeira vez na vida, o Johrei. E senti como se fosse atraída pelo som da palavra "Johrei", algo inexplicável. Primeiro fenômeno: a febre alta que persistia baixou. A partir do terceiro dia, comecei a expelir muito catarro. Em uma semana, surgiu uma espécie de urticária em todo o baixo-ventre. Dia após dia, os sintomas mudavam exatamente como o Mestre dizia. A febre desapareceu, comecei a dormir à noite, a evacuação melhorou — tudo era realmente misterioso. Houve oposição ao meu redor, mas, a partir do dia 22 de maio, abandonei completamente os medicamentos e, observando-me purificada dia após dia, fiquei realmente feliz. Nunca tive hemoptise, e o que considerei o maior milagre foi o seguinte: antes, minha menstruação era irregular, geralmente atrasando cerca de três meses; depois que comecei a receber o Johrei continuamente, houve sangramento todos os dias por longos 90 dias. Acho que ninguém acreditaria se eu contasse que a menstruação durou três meses. É algo que o senso comum não concebe, mas, na realidade, fui curada por esse benefício material tão valioso. "A impressão intuitiva que se tem ao ver algo pela primeira vez é a que capta a essência da coisa em si, sem erro. Se você viu com seus próprios olhos o fato de uma doença incurável ter sido curada, deve acreditar nisso. Essa é a maneira correta de ver." A alegria de poder compreender estas preciosas palavras de Meishu-Sama enche-me de uma gratidão que, por mais que tente expressar, nunca é suficiente. Desejando do fundo do coração que chegue o dia em que todas as pessoas do mundo possam conhecer esta tão sublime virtude divina, e na esperança de corresponder, ainda que à décima-milésima parte, a esta graça, eu, tão incapaz, cumpro agora uma pequena parte do serviço. Muito obrigada. Eu, que era enfermeira, fui salva da tuberculose pulmonar Endereço: Omiya-shi, Miyamachi 2-no-3762, Saitama Igreja Média Wako, Namiko Iino (45) Com lágrimas de gratidão pelo grande poder divino do venerável Komyo-Nyorai, apresento este relatório, ainda que com minha escrita imperfeita. Fiz o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) com o Mestre Koyama em 27 de dezembro do ano passado. Anteriormente, trabalhei por mais de dez anos como enfermeira em cuidados clínicos. Durante esse período, fui atacada por todos os tipos de doenças, a ponto de ser chamada de "armazém de doenças", e, como usei medicamentos e injeções por muitos anos, cheguei a estudar medicina caseira de modo a surpreender os especialistas. No entanto, minha doença nunca se curou por completo; apenas deixou de progredir, e tornei-me uma dona de casa. Foi então que, inesperadamente, quando meu filho mais velho adoeceu, o Mestre Ootake, responsável pelo caso, veio visitá-lo e falou-me sobre a Igreja Messiânica. Recebi o Johrei imediatamente e, para minha surpresa, a febre alta que ele tinha baixou rapidamente. Seguindo as orientações, dei ao paciente tudo o que ele pedia, ainda que antes se alimentasse apenas de líquidos, e, longe de piorar, ele rapidamente recuperou as forças e quis levantar-se para brincar. Tão impressionada fiquei com este mistério que decidi converter-me imediatamente. Dois dias após o curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), comecei a passar pelo processo de purificação, que relato a seguir. No início, começou com um calafrio violento, que se transformou em dor por todo o corpo, do peito à cintura, e fiquei dois dias e duas noites sem poder mover-me. Durante esse período, recebi várias sessões de Johrei do Mestre Ootake. No entanto, por volta do segundo dia, comecei a ouvir, vindo do lado esquerdo do peito (ápice do pulmão), um ruído estranho de catarro, audível sem estetoscópio. Como esperado, tive duas hemoptises maciças, em quantidade surpreendente. Se fosse antes da minha conversão, como eu teria me assustado e entrado em pânico! Lembro-me do desespero da minha família: repouso absoluto por um ou dois meses, injeções, gelo. Agora, por termos recebido o Ohikari, estamos tranquilos. A sensação de alívio após a hemoptise era algo que eu não sentia há mais de dez anos. Através desta preciosa purificação, pude compreender a grandeza do poder divino. A todos os senhores que sofrem com doenças neste mundo, a preciosidade deste Johrei e a graça do poder divino são algo que a medicina jamais poderá resolver. É para que o maior número possível de pessoas conheça este grande poder e esta alegria que escrevi este relato apressado e imperfeito. A ponto de não temer a vida Endereço: Dentro do Portão Principal da Antiga Fábrica de Aviação Tachiarai, Distrito de Miike, Fukuoka Igreja Média Nanko, Suguru Hiraki (38) Campo de neve Na época em que o clima militarista era vibrante, pedalava uma bicicleta por uma estrada solitária no vasto campo de neve do antigo aeródromo de Tachiarai, famoso pela canção "Ah, o Tokkan...", apreciando a beleza da neve que caía após muito tempo. Meus pés, pisando nos pedais, estavam leves. Quando cuspi um escarro estranho, acompanhado de uma tosse leve, uma flor vermelha-sangue desabrochou subitamente em meio ao branco prateado que feria meus olhos! Senti um choque violento, mas continuei a pedalar por um tempo; o sangramento, porém, não parecia parar. Por fim, agachei-me na beira da estrada, abracei firmemente os joelhos e pressionei o peito, mas o sangue fresco que jorrava em golfadas apenas manchava a neve ao redor. Decidido, fui para casa vomitando violentamente. Minha família ficou paralisada por um instante. Bebi água salgada e, com uma bacia de desinfetante perto da boca, deitei-me no chão. Minha esposa, ainda que com o rosto pálido, movia-se rapidamente, seguindo meus gestos e instruções murmuradas. Alguém que viu a cena, com presença de espírito, chamou o médico, que veio imediatamente e me aplicou algumas injeções de hemostático (trombogen) e sedativo (morfina). A hemoptise foi-se tornando menos frequente, e acalmei-me. Quando vagava entre o sonho e a realidade, o vasto campo de neve do aeródromo, todo branco prateado, aparecia, desaparecia e reaparecia, com o sangue fresco pontilhado sobre a neve pura. Junto com o bacilo da tuberculose Um vaso rachado quebra-se facilmente. O momento que tinha de chegar finalmente chegou. Ah, finalmente! Meu corpo não estava ileso; o caminho que percorri junto com o bacilo da tuberculose já era longo. Nascido no sul da Coreia, conheci o Japão apenas durante os cinco anos do ensino médio. Em julho de 1940, recebi o diagnóstico de infiltração pulmonar no Hospital Provincial de Busan. Após tratamento em casa até agosto de 1941, fui convocado; em dezembro do mesmo ano, com base no exame de escarro, fui diagnosticado com tuberculose pulmonar. Fui internado no Hospital Militar de Pyongyang e, depois, em abril de 1942, no Sanatório para Soldados Feridos de Masan. No final de 1943, recebi alta como curado e comecei a trabalhar na agricultura aos poucos. Em maio de 1944, tive minha primeira hemoptise durante o trabalho. No entanto, apenas com repouso e sem tratamento médico, levantei-me em pouco mais de um mês. Em maio de 1945, fui convocado novamente. Corri de um lado para outro dando palestras para a educação de soldados da reserva. Várias vezes, após as palestras, tive escarro com sangue, mas continuei em frente; foi assim que enfrentei o fim da guerra em Busan. A repatriação! Lembrando, ainda me arrepio — a repatriação que me fez pensar como foi bom que toda a família voltou viva! Em abril de 1946, cravei a enxada para cultivar um canto desta planície de Tachiarai e, depois disso, trabalhei desesperadamente apenas para viver. Em março daquele ano, minha mãe morreu de um resfriado; em maio, meu sobrinho morreu ferido por uma bomba não explodida; em julho, meu filho mais novo se afogou! Caí na triste situação de ter três caixões em cem dias. Além disso, em dezembro, tive uma pequena hemoptise, mas, mesmo assim, apenas com gargarejos e repouso, no décimo dia já estava socando mochi. Trabalhei sem problemas em 1947 e 1948, e quando finalmente comecei a esquecer o bacilo da tuberculose, em 8 de fevereiro de 1949, ocorreu esta grande hemoptise. Quase sete décimos de uma bacia! As mãos de minha esposa, que ia jogar o sangue fora, tremiam. Por sorte ou azar, como eu estava empregado em um cargo inferior do governo, todas as despesas médicas eram subsidiadas. O médico vinha todos os dias e me aplicava injeções e medicamentos. Sem febre, no final do mês a hemoptise havia parado, eu me sentia bem e me levantei, chegando a supervisionar o plantio da primavera. No entanto, em março, piorei. A hemoptise se repetia a cada semana, a cada dez dias. Finalmente, em 9 de abril, fui diagnosticado com enfisema pulmonar, com 95% de mortalidade, e dois médicos me disseram: "Não há mais jeito, a morte é apenas uma questão de tempo." Fui abandonado até por meus irmãos. Apenas tremia de medo da morte, ofegante no apego à vida. No entanto, o céu ainda não me abandonou. No final de junho, já conseguia caminhar um pouco, com extremo cuidado, seguindo estritamente o caminho comum dos pacientes de tuberculose — repouso, ar puro, espírito, nutrição e, dignos de admiração, os medicamentos e injeções — como se fossem dogmas. Mas o que estava consolidado quebrou-se novamente. Em 1º de outubro, tive uma febre alta, algo raro para mim, e caí novamente em estado crítico. Desta vez, é claro, nem os vizinhos, nem meus irmãos vieram me ver — para quem se aproxima de alguém que sofre no fundo da pobreza e está possuído pela doença, só pode ser para receber um pedido de empréstimo ou ser contaminado pelo bacilo. Apenas a amizade sincera, tanto material quanto espiritual, de um ou dois amigos, fez-me chorar várias vezes. Já não podia contar com médicos, remédios, irmãos, vizinhos, nem mesmo com minha esposa e filhos. Estava sozinho. E esse último fio de esperança, eu mesmo, era o menos confiável de todos. "Vou parar de me debater e ficar deitado por seis meses, como se estivesse morto." Deitei-me de costas, com braços e pernas abertos, entrei em repouso absoluto e, aos poucos, me acalmei novamente. Do sofrimento da doença ao sofrimento da vida Durante o ano de 1949, confiei plenamente nos médicos e na medicina moderna. O médico também simpatizava com minha situação. A sintonia entre médico e paciente era a mais eficaz possível. Como todas as despesas eram subsidiadas, não tinha preocupações. Recebi e tomei injeções e medicamentos conforme a vontade do médico, com tranquilidade. Assim, o tratamento para a doença foi quase ideal, o mais completo possível. A única falta que sentia em relação à medicina moderna, e que tive de arcar, eram apenas seis injeções de estreptomicina. Não senti nada além disso. No entanto, a vida de dificuldades após a queda do pilar da família era tão lamentável que dava pena ver. Os poucos objetos que, considerados tão preciosos quanto a própria vida, foram trazidos atravessando as ondas furiosas do Mar de Genkai, um a um se transformaram em despesas com alimentos nutritivos e desapareceram. Minha esposa, com três filhos, sendo o mais velho de quinze anos, lidava com a agricultura, para a qual não estava acostumada, e, além disso, submetia-se a exames para entrar em uma associação de transfusão de sangue, vendia sangue, fazia vendas ambulantes, e se esforçava apenas para comer e sobreviver, sendo raro que afrouxasse o cinto e dormisse. Além disso, ao ver o coração das pessoas se afastando, aqueles que, quando eu corria de um lado para o outro com seis cargos públicos, me bajulavam e se aproximavam, de repente pararam de vir, e mesmo as pessoas que ocasionalmente visitavam faziam saudações com ar de fuga! Por causa da tuberculose do pai, até os filhos tinham que viver uma vida de constrangimento, e mesmo na hora da formação na escola, muitas vezes ficavam isolados, com espaço aberto na frente e atrás, sendo deixados para trás sozinhos. Os irmãos também os abandonavam por causa da doença e da pobreza, uma solidão! Quantas vezes, em segredo, segurei a mão da minha esposa, que estava arrasada, e chorei como um homem. Buscando o alimento para o espírito Por que tenho que ser tão oprimido? "Sentir como se fosse vomitar sangue" é uma expressão figurativa, mas por que a angústia de realmente vomitar sangue continuamente se repete uma após a outra, se aproximando? Por que essa sequência de situações tristes, como se dissesse "Ainda não basta? Ainda não basta?" O que Deus está tentando me fazer entender? Por que os deuses e budas, encarnações do amor, compaixão e sabedoria, são tão duros comigo, dando-me uma sucessão de sofrimentos e me atormentando? Devo aceitar isso como uma provação divina? Será que a função dos deuses e budas é fazer os seres humanos ofegarem com doenças, queimarem com a pobreza e se debaterem com o medo da morte? Se for assim, o que é a grande compaixão de aliviar o sofrimento e dar alegria? É uma contradição. Afinal, a religião é o ópio, como dizem os ateístas? "Ler também faz mal", o médico me alertou várias vezes, mas a angústia do meu coração era insuportável e eu devorava livros. Livros budistas, o Caminho dos Deuses, a Realidade da Vida e a Bíblia. Enquanto isso, inúmeras religiões ou seus similares, tantas que não se podia contar nos dedos, como "que seita é essa", "que religião é aquela", eram excessivamente chamativos. Por causa do início da doença, eles me visitavam, mas não conseguiam preencher meu coração e iam embora com um rosto que parecia dizer "não há salvação". Depois, apenas "Acredite, e então serás salvo". Quem consegue pular com sinceridade, acreditando com empatia, é feliz. Por que eu estudo, leio livros e tenho conhecimento superficial? Eu me criticava e sofria. Em novembro e dezembro, quando a doença finalmente se acalmou, busquei desesperadamente algo mais do que os seres humanos, tão pouco confiáveis; pensei, me preocupei, me angustiei e sofri, mas ainda assim, não adiantava! Será que isso é impossível para mim, um homem comum? Mas será que é preciso passar por nove anos de meditação diante de uma parede ou três anos de práticas austeras sobre uma pedra para entender o verdadeiro Deus ou Buda? Isso é impossível para mim. Ah, já não preciso entender Deus ou Buda, só quero me livrar do sofrimento da doença. Será que eu não tenho a simplicidade de apenas "Acreditai, buscai" e me agarrar a isso? Por que uma velha do campo, que mal conhece o ABC, ao praticar a fé, obtém uma paz misteriosa e se cura completamente da doença? É coincidência. Tudo bem se for coincidência. Se eu puder me livrar do sofrimento da doença, essa sequência de coincidências pode ser chamada de milagre. Se for milagre, melhor ainda. Coincidência também serve. Qualquer coisa serve. Até a cabeça de uma sardinha serve. Quero me livrar desse sofrimento da doença, das dificuldades da vida, das preocupações, das angústias. Quero escapar! São bênçãos demais Meu corpo mantinha a paz em um repouso absoluto, até para as necessidades fisiológicas eu ficava deitado. Os sintomas subjetivos eram apenas uma leve tosse e catarro, o pulso um pouco acelerado, cerca de 90 batimentos, sem febre, dor no peito, suores noturnos ou insônia, e o apetite era razoável, conseguindo comer duas tigelas de arroz com gosto. No entanto, segundo o médico, os estertores de Rassel eram audíveis e os bacilos estavam no grau Gaffky 6. Foi nessa situação que cheguei ao melhor dia da minha vida, 28 de dezembro. A senhora Setsuko Nakajima, da mesma vila, apareceu de repente. Era uma jovem com uma pureza sublime, ainda com a beleza virginal. "Eu também curei meu peito com esse ensinamento." De fato, vendo diante de mim sua energia transbordante, não havia a menor sombra de doença. "Em outras religiões, dizem 'Acredite, você será salvo', mas quando não se salva, fogem dizendo que a fé é insuficiente. Neste ensinamento, primeiro ajudamos. Se a doença curar, não é bom? Não deveria haver reclamações. Não tocarei um dedo do seu corpo, quer você balance as mãos ou os pés. Se curar, não é bom?" Era uma convicção tão forte que me deixou atônito. Até o médico, dizendo que se eu mantivesse repouso absoluto por seis meses, talvez me salvasse, evitava afirmações claras, mas ela falava com tanta confiança! Enquanto eu refutava as palavras da senhora Nakajima com argumentos superficiais, meu segundo filho, de quatorze anos, que tentava subir ao teto para fazer um serviço elétrico, caiu de uma altura de cerca de um ken e meio (aproximadamente 2,7 metros) no chão de concreto! Imóvel e sem conseguir emitir som, após dez e tantos minutos de Johrei da senhora Nakajima, ele disse "Já está bom, curei" e, usando a mesma prateleira de antes como apoio, subiu novamente com agilidade. Foi coincidência. Ele não tinha se machucado muito. Foi apenas porque ele foi abençoado no momento certo da cura, pensei, sem conseguir acreditar. Mesmo quando minha esposa sugeriu "Por que você não recebe essa tal de Johrei?", eu recusei obstinadamente. "Pode duvidar à vontade. Mas, como passatempo, que tal ler isto?", ela disse, deixando alguns livros e o jornal "Hikari". Comecei a ler com a sensação de agarrar um fio de palha. Interessante! "Doença é um processo de purificação. Todos vivem com os três venenos." O Tannisho, que até então eu lia com profunda emoção, o Amrita no Hōu (Chuva do Dharma do Néctar), a Bíblia, agora começavam a ter seus véus de dúvida removidos um a um. A forma de explicar, que fugia do senso comum, era realmente interessante. Ao mesmo tempo, parecia algo como a história do "Ovo de Colombo", dando a dica de dar um toque na quina da mesa. Normalmente, eu me cansava se lesse o jornal por duas horas seguidas, mas naquela noite acabei lendo a noite toda. No meio da noite, sem querer, soltei uma gargalhada do fundo do estômago: "Ah, era isso! Ha ha ha!" Os sofrimentos, as preocupações e as angústias de até então pareciam ridículos, e eu ri novamente: "Então era isso! Ha ha ha ha!", enquanto lágrimas escorriam. No meu coração, fechado na escuridão da noite, um tênue feixe de luz branca penetrou. Pela janela aberta, o ar puro da manhã entrava, o amanhecer estava prestes a chegar, e o canto do galo soava vigoroso. "Vou tentar, só para ver." A partir do dia 29, parei de tomar os remédios antes e depois das refeições, que eu vinha tomando com uma precisão admirável. No dia 30, a senhora Nakajima trouxe o senhor Murakami, da vila de Amagi, e me contou várias coisas. Com os livros de Meishu-Sama, a sintonia do receptor estava OK! As explicações eram muito claras. "Você pretende virar uma múmia que só come, com esse repouso absoluto? Acha que o sentido da vida humana é ser uma múmia?" — essa frase do senhor Murakami me deixou sem palavras. Ainda assim, não conseguia me sentir disposto a receber o Johrei. Meu filho mais velho, de dezesseis anos, estava com diarreia desde o dia anterior, umas oito ou nove vezes, sem comer desde a manhã, e com náuseas ao se levantar. Ele estava deitado, pedindo desculpas, apesar de os amigos ajudarem no preparo do mochi, mas eu o levantei e o senhor Murakami e a senhora Nakajima fizeram o Johrei nele. Em cerca de vinte minutos, meu filho mais velho conseguiu socar um pilão de mochi perfeitamente. Deveria considerar isso também como coincidência? Agarrando-me à luz branca que penetrava, recebi o Johrei pela primeira vez. Na véspera de Ano Novo, ao meio-dia, minha esposa precisou sair por causa da morte de sua irmã. Levantei-me da cama e, coordenando os três filhos, preparei a recepção do Ano Novo com alegria e conversas. Ano Novo do 25º ano da Era Showa (1950)! Tirei água fresca do poço, rezei aos deuses e budas e, envolvendo em silêncio a alegria saltitante de toda a família, celebramos o zoni. Olhávamos uns para os outros e apenas sorríamos! Eu achava que os relatos de bênçãos tinham milagres demais, como uma propaganda exagerada, mas, ao perceber em mim mesmo, em dois ou três dias, aquela mudança de estado de espírito e, ao mesmo tempo, a mudança física, e ao ver meu nome e endereço perfeitamente registrados, sem uma única letra oculta, entendi e concordei. A condição do meu abdômen e a evacuação estavam ótimas! No dia 31, pedi ao médico, que já havia preparado a seringa: "Por favor, não se ofenda, mas poderia parar por um tempo, em caráter experimental?" Parei com os remédios e discuti religião: "Eu também tenho direito à liberdade religiosa. Vou seguir a Igreja Messiânica. No entanto, o senhor foi um bom conselheiro para o meu corpo durante um ano. Peço que, como um check-up médico, não me abandone." Se não se cria conflito, ele não existe. O feixe de luz branca foi-se alargando gradualmente. Idealismo e Materialismo Os dias fluíam em êxtase e alegria maravilhosos, e meu corpo se transformava aceleradamente. Comecei a entender a transitoriedade de todas as coisas, a vida instantânea e a consciência intuitiva. Comecei a desenvolver uma postura mental capaz de ver o lado luminoso em todas as coisas e na forma de observar os objetos. No entanto, com a preocupação financeira, ainda não conseguia fazer nada sem um resquício de dúvida. No dia 16 de janeiro, finalmente, foi tomada uma decisão definitiva. O senhor Kaneko, da Igreja de Hita, veio acompanhado da senhora Nakajima e me contou várias coisas. Começou pela essência da física moderna e pela teoria dos elétrons e nêutrons, mostrando a existência de Deus em todas as coisas; explicou a realidade do Buda e do espírito no instante da vida humana; e discursou com eloquência flamejante, mesclada de humor, sobre a forma de uma religião que avança ainda mais, superando a religião como ópio, o significado da vida, etc. No meio disso, o médico chegou! Sentando-se em triângulo comigo, o paciente, o médico, adepto da teoria materialista, iniciou um debate acalorado, e o senhor Kaneko, com calma e sem pressa, rebateu com a teoria espiritualista. Os três, todos com 37 ou 38 anos, debatiam acaloradamente, um argumento contra o outro, por duas horas, sem sinal de fim! Finalmente, não aguentando mais, eu disse: "Doutor Morishige, entendi claramente as teorias do materialismo e do idealismo. Meu desejo foi realizado, e devo dizer que sou realmente afortunado. Agora, são os fatos. Durante duas semanas, mantive Deus no coração, parei os remédios e, seguindo suas ordens de repouso, fiz isso de forma relativamente constante. Teoria e prática, como será? Bem, veja só." Então, ele pegou o estetoscópio, auscultou, percutiu e disse: "Parece estar bem melhor do que antes!" Com essa palavra, quase gritei "Viva!" O médico, que desde a entrada falava em voz alta — e eu também ouvia —, disse: "Mas, senhor Kaneko, ainda estão saindo muitos bacilos da tuberculose do senhor Hiraki, então é perigoso chegar muito perto." E o senhor Kaneko, suavemente: "Muito obrigado por me advertir com tanta gentileza." Senti que, com essa troca de palavras, a disputa estava completamente decidida. "Senhor Hiraki, o foco da questão é a sinceridade, como o Meishu-Sama também ensina em primeiro lugar. Se houver sinceridade, os bens materiais, como dinheiro, são fornecidos em quantidade infinita. Está bem? O que é essencial é a sinceridade que permite acreditar, com um coração puro, na unidade entre Deus e o homem, em que 'Deus está comigo e eu estou com Deus'!”, disse o senhor Kaneko. Fornecimento infinito, que palavra transcendente em comparação com as noções comuns deste mundo! Involuntariamente, sorri. A luz resplandecente do sol aumentou seu brilho e iluminou diante de meus olhos. A luz branca que guardo no peito ainda é tênue. No dia dezoito de janeiro, o fornecimento infinito manifestou-se concretamente. No dia vinte e um de janeiro, o tão esperado Ohikari foi primeiramente recebido por minha esposa, por intermédio do senhor Kaneko, da Igreja de Hita. O interior de nossa casa encheu-se de sorrisos ainda maiores, a luz branca e suave brilhou, e as preocupações, maldições, tristezas e conflitos desapareceram como sombras. Minha esposa pôde visitar a residência do senhor Murakami, na vila de Amagi, a residência do senhor Hita e a Sede Regional de Kyushu, em Beppu, purificando melhor seu coração. Todas as noites, sem falta, ela aplicava o Johrei em mim e nos vizinhos. Já começávamos a receber, ainda que de forma sutil, milagres — fossem eles coincidências ou não —, dia após dia. E eu — graças ao fornecimento infinito, que não pode ser descartado como mera coincidência, pois é verdadeiramente milagroso — tornei-me possuidor do Ohikari às cinco horas da manhã do dia vinte e sete de fevereiro, bem no limite do prazo, pelos esforços do senhor Murakami, de Amagi. Permiti que os vizinhos o recebessem um dia antes de mim. A cada instante, apenas gratidão e alegria preenchem meus dias! Que felicidade! Eu, que vagava à beira da morte, pude ingressar na Igreja Messiânica há dois meses e meio! Em dias de primavera sem vento e de sol ameno, embora lentamente, passo o tempo cantarolando enquanto capino os campos de colza. Sento-me à beira do arrozal por quatro horas para transmitir essa alegria a cada pessoa! Às vezes, passava das cinco da tarde às quatro da manhã seguinte conversando sobre religião com pessoas angustiadas, sem sentir qualquer cansaço. As palavras de gratidão ao Mestre Meishu-Sama, ao senhor Kaneko, da Igreja de Hita, ao senhor Murakami, de Amagi, e ao senhor Nakajima, da mesma vila, que me permitiram alcançar este corpo e este estado de espírito, são verdadeiramente indescritíveis. Só me resta juntar as mãos e adorar. Minha esposa também é convidada a auxiliar no Caminho, e a gratidão lhe faz brotar lágrimas! Qual é o meio de retribuir, ainda que seja uma parte, esta imensa graça? Não há outro! Penso que é apenas avançar com determinação na prática da gratidão, na prática do altruísmo e no amor ao próximo. "Todo destino e toda circunstância são bons, pois são ou o aprimoramento da alma ou a ação autodestrutiva do carma." Buscando e contemplando unicamente o lado luminoso, buscando a paz de espírito e a tranquilidade, a grande coragem que diz: "A iluminação não é não temer a morte, mas sim não temer a vida" pulsa dentro de mim. Primeiro, aprimoro a mim mesmo, depois minha casa, depois a vizinhança e, então, a sociedade. Ao pensar na grande missão que devemos cumprir, já que somos mantidos vivos, sinto ainda mais profundamente a gratidão pelos senhores mestres que me guiaram até aqui. Para também receber o Komyo-Nyorai, pedi os esforços do senhor Kaneko, da Igreja de Hita. Cada dia é um bom dia! Todos os dias! Penso em Deus pela manhã, penso em Deus à noite. Pensamento após pensamento surge do coração, pensamento após pensamento não se separa do coração. Seguindo unicamente, com sinceridade, o caminho da verdade, apenas gratidão. Junto as mãos e encerro esta escrita com minha caneta imperfeita. Salva da Tuberculose Pulmonar e Intestinal Ikeda, Vila de Nakatojo, Distrito de Kato, Província de Hyogo Igreja Média Daikō, Tatsuko Kishimoto (19) Abandonei os médicos, em quem confiava como pais da minha vida, e me despedi dos muitos medicamentos que eram meus companheiros de tratamento. Banhando-me unicamente na luz bendita do Komyo-Nyorai, recebo benefícios materiais grandiosos e vivo dias de gratidão pela proteção divina diária. Gostaria de relatar uma parte dessa gratidão e, ao mesmo tempo, espero que sirva de referência para muitas pessoas que sofrem da mesma doença. Recordando, em março de 1939, despedi-me da alegre vida escolar e, com o peito cheio de esperanças brilhantes, dei os primeiros passos como professora. No entanto, essa alegria foi passageira. Em junho daquele ano, um aluno me transmitiu caxumba, e a febre alta de quarenta graus persistiu. Mas, pensando nos meus pequenos alunos, não podia me ausentar por muito tempo. Esperei a febre baixar um pouco e voltei à escola após dez dias. No entanto, não tinha apetite algum e o estado ligeiramente febril persistia. Meu corpo definhava a cada dia. Mesmo assim, entre visitas domiciliares, concertos musicais e o encerramento do período letivo, os dias eram corridos. Quando chegaram as férias de verão, pensei "finalmente", mas não consegui mais me levantar. O médico, porém, disse que se eu descansasse durante todo o mês de agosto, ficaria boa e poderia voltar à escola. A partir daí, melhorei a cada dia, e alegrei-me pensando que poderia voltar às aulas em setembro. No entanto, o estado ligeiramente febril continuava e eu não tinha apetite, o que me preocupava. Foi quando minha mãe ouviu falar de um lugar, um templo da seita Shingon (Odaishi-Sama) na vizinhança, onde se podia receber grandes benefícios materiais. Ela foi até lá e trouxe um remédio suspeito. Depois de tomá-lo, não consegui comer nem uma colher de arroz e tive diarreia de quatorze a quinze vezes por dia. Depois disso, a doença piorou, e a febre de quarenta graus continuou por uma semana. Finalmente, quando a confusão passou e chamei o médico, ele disse que ambos os pulmões estavam bastante comprometidos, que eu tinha tuberculose intestinal e que já estava quase em um estágio irreversível. Eu era completamente ignorante sobre a tuberculose. Estava sendo consumida por uma doença terrível, que jamais imaginara. A partir de então, começou uma vida de leito, de tristeza e desespero, como se tivesse sido jogada no fundo do inferno. Seguindo as Minha irmã contou-me que havia uma Ministra que me antecedera, pessoa de fé fervorosa, e sugeriu que eu a chamasse para conversar — quem sabe, para me curar. Eu, porém, que já fracassara com uma fé anterior, não conseguia acreditar em nada. Estava convencido de que, acontecesse o que acontecesse, não havia outro caminho senão confiar nos médicos e lutar contra a doença incurável. Ainda assim, para não desfeitear minha irmã e a Ministra que me apresentaram, decidi recebê-las, pensando: “Só estou emprestando meu corpo.” Imediatamente, o senhor Shibasaki e o senhor Maebara vieram, conversaram comigo e realizaram o Johrei. Para minha surpresa, após uma única sessão de Johrei, meu humor melhorou; a comida, que há oito meses não me dava prazer, tornou-se deliciosa, e cheguei a comer três tigelas de arroz. Essa alegria, realmente, não pude esquecer. A partir de então, o senhor Shibasaki vinha todos os dias aplicar-me o Johrei. A febre baixou, e eu pude ir de bicicleta ao centro de missões, sem faltar um dia, fosse sob chuva ou vento. Em abril, fui de bicicleta até a igreja, a duas léguas de distância, para fazer o Kyoshu — curso de preparação para receber o Ohikari. Em junho, tive uma grande purificação por meio de diarreia, que se repetia de quinze a dezesseis vezes ao dia e durou vinte dias. Meu corpo enfraqueceu e sobreveio uma anemia, mas não fiquei um dia de cama e continuei servindo. Em agosto, após receber o Komyo-Nyorai, tive uma segunda purificação, desta vez branda, e pude viver meus dias com saúde. Em outubro, fui à casa do senhor Kato, da igreja, para treinamento espiritual, e passei dias alegres e luminosos. Meu corpo engordava a cada dia; não importava o que fizesse, a dor de antes não voltava. Em dezembro, fui ao treinamento na Igreja Média e, com a alegria da cura completa, servi de todo o coração. Minha tez melhorou muito, o corpo ficou inexplicavelmente leve e surpreendentemente ágil. Meu peso, que durante a doença era de onze kan, chegou a quatorze kan e quinhentos quando voltei da Igreja Média — um corpo verdadeiramente saudável. No entanto, disseram-me que ainda restavam muitos resíduos de medicamentos e que meu corpo ainda não era o verdadeiro. Após voltar da Igreja Média, tive uma purificação do corpo inteiro, que reproduziu exatamente os sintomas do início da doença. Durante o dia, a temperatura subia para 37,5 ou 37,6 graus, e eu tossia e expelia catarro sem parar. Permaneci na igreja, sob cuidados, por onze dias, e recuperei-me completamente. Desde então, tenho passado meus dias servindo com o coração verdadeiramente alegre e feliz. Sob a orientação gentil do Presidente, do senhor Kato e do senhor Shibasaki — que ora usavam a “sinceridade”, ora o “amor e o ardor” —, aprendi a importância desta obra de salvação. Para retribuir, ainda que seja uma milionésima parte, a alegria de ter sido curada da doença, dedico toda a minha juventude a este ensinamento bendito. Sob a orientação dos gentis mestres, sigo ajudando a servir, ainda que com minhas poucas forças. Salvo da Tuberculose e Nefrite, Mesmo Duvidando Tazawa, Vila de Chindama, Distrito de Inasa, Província de Shizuoka Igreja Média Kōsei, Toshio Morishita (23) Graças à salvação do Komyo-Nyorai e à transformação da minha vida — do fundo do sofrimento para uma vida repleta de alegria —, relato, com gratidão, o caminho que segui na fé. Em 1948, em decorrência de um resfriado, desenvolvi um infiltrado pulmonar. Fui ao Hospital da Cruz Vermelha Japonesa e, após o exame, descobri que estava muito mal. A radiografia revelava opacidades em ambos os pulmões, sobretudo em todo o pulmão direito. O médico ordenou repouso absoluto e proibiu até mesmo o banho. Meu desânimo foi indescritível; naquele momento, tudo escureceu diante de meus olhos. Eu sofria diariamente, perguntando-me onde estava o sentido da minha vida. Foi então que fui salvo pela compaixão do Komyo-Nyorai. Meu parente, o senhor Kuroda, veio visitar-me e realizou o Johrei em mim. No início, não acreditava; pensava que não havia como me curar. Ao receber o Johrei, porém, senti-me extremamente bem. Continuei recebendo-o por cerca de uma semana, e a dor no peito e a tosse melhoraram muito. Mas, naquela época, eu ainda não acreditava, pensando que havia melhorado com o tempo. Logo, porém, fui acometido por uma nefrite. Hoje, reconheço que isso foi realmente imperdoável; naquela ocasião, contudo, também não acreditei e continuei tomando remédios, que não surtiam efeito algum. O senhor Kuroda passou novamente em minha casa na volta da igreja e incentivou-me a ir até sua casa, onde fiquei hospedado e recebi o Johrei. No quinto dia depois de suspender os remédios, a medicação que tomara para a nefrite saiu em forma de arrotos, por duas vezes. Foi então que compreendi, pela primeira vez, o terrível perigo da toxina medicamentosa. Depois disso, no meio da noite, meu coração começou a palpitar violentamente, e fiquei preocupado, sem saber o que aconteceria. Ao apegar-me ao Komyo-Nyorai, senti um alívio repentino. Fui imensamente grato. Até eu, que negara a existência de Deus, pude, pela primeira vez, acreditar. Posteriormente, machuquei a mão direita e não conseguia segurar os hashis; com uma única sessão de Johrei, tornei-me capaz de usá-los novamente. Fiquei verdadeiramente maravilhado com os milagres que se sucederam e agradeci pela misericórdia divina. Expresso minha mais profunda e sincera gratidão. Cinco Anos de Sofrimento com Tuberculose Curados em Um Mês Miyazaki, Cidade de Miyakonojo, Bairro Yokoichi, 2761 Igreja Grande Kōhō, Sakaguchi Hiroyuki (23 anos) Sou alguém que, em julho de 1947, fez o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) na Igreja de Miyakonojo. Ao refletir sobre o passado e renovar meus sentimentos, gostaria de relatar um pouco da proteção divina que recebi. Até os quinze anos — julho de 1942 — eu mal conhecia o sofrimento das doenças. A partir de então, porém, com a vida de excessos e mais excessos durante a guerra, contraí hemorroidas, seguidas de linfadenite hilar, pneumonia catarral, infiltração pulmonar e asma brônquica. Até o fim da guerra, levei uma vida desregrada em terras estranhas, frequentando hospitais, submetendo-me a raio-X, exames de sedimentação, escarro, fezes, teste tuberculínico e assim por diante, durante cinco anos. Experimentei inúmeros medicamentos e injeções; em certa ocasião, cheguei a tomar a droga experimental “Cefalantina” como preventivo da tuberculose, mas a doença não dava sinais de melhora. Com o fim da guerra, retornei à minha terra natal, mas as poucas economias deixadas por meu pai se esgotaram. Se eu, que deveria ser o pilar da família, caísse, a situação seria de dificuldade até para o dia seguinte. Assim, mesmo sabendo que era imprudente, continuei indo à fábrica; acabei, porém, desenvolvendo neurastenia, sem conseguir mais ir ao trabalho, e o médico me prescreveu repouso absoluto. Ah, naquele momento, eu me encontrava no fundo do poço do pessimismo. A medicina moderna nada podia fazer por meu corpo. Cheguei a ficar desesperado e a tentar tirar a própria vida. Mas, pensando em mim, que deveria ser o esteio da família, recorri às terapias populares: moxabustão, massagem, acupuntura — tudo de forma desordenada e sem qualquer efeito. Nesse período, frequentei inúmeras farmácias da cidade, tentando tudo o que diziam ser bom; meu estado, porém, não mudava em nada, e eu só definhava. O futuro estava completamente escuro, e eu apenas esperava a morte. Foi nessa época que uma senhora da aldeia vizinha me falou do Sr. Shiba, de Nakao, que fazia curas estranhas. Fui imediatamente, por volta de maio de 1947. Naquela época, era o período da terapia de purificação, e eu, completamente ignorante acerca do poder dos deuses e budas, pensei que se tratasse de uma terapia de pressão com os dedos. Durante quatro ou cinco dias, fiquei meio cético, em total desconfiança. No entanto, meu ânimo tornou-se muito mais leve, e senti como se uma casca se desprendesse de mim. A partir daí, recebi o Johrei, ouvi as preciosas histórias e, com o espírito renovado, recuperei as forças dia após dia. A doença que me atormentara e me fizera sofrer por cinco anos: em um mês, eu já estava apto a trabalhar. Que poder imenso é este! Naquela hora, pulei de alegria como uma criança. Fiz o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em agosto de 1947 e, em 3 de abril de 1949, tive a honra de consagrar o Komyo-Nyorai. Minha mãe, que mancava, ficou curada sem que percebêssemos; a doença da válvula cardíaca de minha irmã, a otite média e a dilatação estomacal de meu irmão também se curaram, e toda a família pôde viver com saúde. Agradeço profundamente pela proteção divina de Meishu-Sama. Vivo diariamente em paz e segurança, passando meus dias com alegria. Ao experimentar a felicidade que só este crente conhece, diante das inúmeras proteções divinas, sinto profunda gratidão por poder participar da sagrada obra de construção do Paraíso Terrestre. Ao mesmo tempo, desejo dar a conhecer isso às pessoas infelizes do mundo e, humildemente, apresento este relato. Tuberculose Pulmonar e Gastrenterite Crônica Melhoram Repentinamente Oita, Distrito de Oita, Vila de Kaku Igreja Média Nyoirin, Abe Masami (27 anos) Em dezembro de 1947, fui diagnosticado com tuberculose pulmonar e recebi ordem de repouso. Logo em seguida, tive pneumonia aguda e, depois, pleurisia serofibrinosa. Em setembro de 1948, depois de repouso contínuo, finalmente me foi permitido começar a praticar exercícios de levantar e deitar. No final de outubro, porém, um resfriado me fez piorar novamente. Depois disso, mantive repouso absoluto por cerca de um ano. Em setembro de 1949, pude recomeçar os movimentos de levantar e deitar. Melhorei muito lentamente por cerca de seis meses, mas em março do ano passado piorei outra vez e fui proibido de me movimentar. Seguindo o curso comum entre pacientes tuberculosos, meu corpo foi se enfraquecendo gradualmente, e meu espírito também se abalava, com a energia vital apenas declinando. Foi a partir dessa época que comecei a sentir profundamente a pobreza da medicina. Voltando um pouco no tempo: desde a primavera dos meus dezessete anos (1940), eu, que já era naturalmente frágil, fui acometido por uma doença estomacal crônica extremamente maligna. Tentei vários métodos — medicamentos, águas termais, eletroterapia — mas nenhum teve efeito decisivo. Passei anos em altos e baixos, com o corpo pesado, a cabeça pesada, preguiça para o trabalho e um temperamento que parecia tornar-se cada vez mais sombrio. Foi nesse contexto que desenvolvi a tuberculose pulmonar, seguindo o curso descrito anteriormente. O repouso exigido pela tuberculose levou meu sistema gastrointestinal, já extremamente desregulado, a um enfraquecimento total. A partir da primavera do ano passado, minha força física começou a diminuir aceleradamente. Prosseguir com o repouso além daquele ponto poderia até acarretar risco de morte por fraqueza, devido à incapacidade de digestão. Por outro lado, após a pleurisia serofibrinosa, o pneumotórax não era possível, e uma cirurgia estava fora de questão. Senti que quase todas as opções médicas estavam bloqueadas. Pode-se dizer que minha constituição e meu estado de saúde desafiaram todos os métodos convencionais da medicina. No entanto, nada podia fazer por mim mesmo; encontrava-me num beco sem saída, passando dias de angústia. Mas o Deus misericordioso deve ter-se compadecido de mim, que gemia em tal situação. No início de maio, inesperadamente, a mão da salvação estendeu-se diante de mim. Explico: o pai do meu conhecido, Sr. Himeno Atsushi, veio visitar-me e falou-me do poder de Komyo-Nyorai, que todas as doenças podiam ser curadas; o próprio Atsushi havia sido salvo da tuberculose. Incentivou-me a tentar, citando outros exemplos. No entanto, como era algo fora do comum, pensei o que qualquer um pensa no início e não dei muita atenção. Cerca de um mês depois, o próprio Atsushi veio ver-me e explicou detalhadamente como havia sido salvo e como estava seu corpo atualmente. Eu já sabia, por experiência própria, que os remédios não funcionavam e estava disposto a abandoná-los a qualquer momento. Embora fosse uma atitude irreverente, decidi tentar e, no início de julho, comecei a receber o Johrei do Atsushi. O surpreendente é que, mesmo no auge do verão — época que para mim sempre fora a mais difícil —, minha cor e minha carne melhoraram. Com isso, meu ânimo ficou mais leve, minha força aumentou e pude prolongar facilmente o tempo que passava sentado ou em pé. Ao experimentar o grande poder do Johrei, nasceram em mim a confiança de que seria salvo e uma gratidão infinita. Finalmente, em 20 de agosto, tive a honra de me converter e, em 5 de setembro, pude ir de bicicleta até a casa do Atsushi para a cerimônia, percorrendo uma estrada de cerca de 4 km, com subidas e descidas. Naquele momento, senti uma alegria tão complexa que não pode ser expressa em palavras. Depois disso, enquanto passava por purificações leves — diarreia, resfriados etc. —, recuperei minha saúde de forma extremamente rápida. Apenas cinquenta dias após o primeiro passeio de bicicleta, e cerca de quatro meses depois de começar a receber o Johrei, minha fraqueza, que fora tamanha, estava quase completamente curada. As restrições alimentares foram sendo gradualmente removidas, e eu podia comer com prazer. Estou repleto de alegria por ter sido completamente salvo de dez anos de vida no leito de doente. Pela minha experiência passada, nunca imaginei que uma doença crônica pudesse ser tratada com velocidade tão maravilhosa. Diante disso, ofereço minha mais sincera gratidão pela infinita misericórdia de Deus, por Seu imenso poder, pela preciosidade de Meishu-Sama e pela virtude de todos os mestres que me guiaram. Meu desejo é, ainda que com minhas forças limitadas, ajudar os mestres para que as pessoas que gemem sob a dor violenta das doenças ou que, tendo perdido a luz, se angustiam com a vida possam, o mais rápido possível e em maior número, banhar-se na luz divina. Muito obrigado. Cura de Grave Doença de Sete Anos Saga, Distrito de Saga, Vila de Shinboku, Aza Karami Igreja Média Kiichi, Fukushima Tae (29 anos) Sou uma mulher de 29 anos. Em fevereiro de 1944, fui convocada para o Corpo de Serviço e trabalhava em uma fábrica de ferro em Saga. Até então, nunca tivera uma doença sequer e era extremamente saudável. No início de julho do mesmo ano, porém, senti de repente dor de cabeça e mal-estar; saí mais cedo e voltei para casa. Nos primeiros quatro ou cinco dias, pensei que fosse apenas um resfriado e descansei, mas não melhorava. Consultei um médico da vizinhança e, para minha surpresa, fui diagnosticada com infiltração pulmonar. Minha família ficou chocada e angustiada. Imediatamente, consultei outro médico, especialista em clínica geral; tomei injeções em dias alternados e medicamentos, mas, longe de melhorar, a doença só piorava. No início de setembro daquele ano, fui submetida a repouso absoluto e perdi as forças para me levantar. Até então, conseguia ir ao hospital; de repente, vi-me de cama. Não tive escolha senão pedir ao médico que viesse visitar-me, e dediquei-me ainda mais a seguir rigorosamente suas recomendações. Para o bem ou para o mal, esse médico faleceu no final daquele ano. Passei a ser cuidada por outro médico e, desde então, até este ano, completei sete anos de cama. Foram sete anos de sofrimento que perturbaram minha mente e quase me fizeram perder a sanidade. É um milagre eu estar viva até hoje; o forte desejo de viver, porém, erguia-se em mim, e eu não conseguia desistir. Mas esse próprio desejo de viver era a semente do meu sofrimento. Não há nada mais terrível do que o apego à vida. Durante esse período, troquei de médico repetidas vezes, buscava remédios e, como alguém que se afoga, agarrava-me a qualquer palha, inclusive a superstições infundadas. Comprava todos os remédios de que ouvia dizer que eram bons ou que faziam efeito e também me apeguei com fé fervorosa a certo deus, mas não obtive resultado algum. Durante dois ou três anos, minha condição oscilava entre melhoras e pioras, sem se agravar nem melhorar; verdadeiramente, era uma vida humana efêmera e incerta. Como perdi minha mãe ainda jovem, meu pai idoso e meus irmãos mais novos passaram anos de lágrimas e prantos, desejando de alguma forma que eu recuperasse a saúde. A angústia de meu pai, em especial, dava pena. Pensei mais de uma vez que, se eu me matasse, ele desistiria e não se preocuparia tanto. Foi exatamente em junho do ano passado que uma parente, a Sra. Uchida Hitoe, veio visitar-me de propósito. Contou-me sobre o grande salvamento do Komyo-Nyorai, que muitas pessoas estavam sendo salvas, e incentivou-me a apegar-me a Ele e receber Suas Graças Divinas. Embora eu duvidasse que alguém como eu, que sofria há tantos anos, pudesse ser salva, senti que não poderia deixá-la voltar em vão, dada sua gentileza. Então pedi o Johrei e, para minha surpresa, senti um bem-estar como nunca antes. Continuei pedindo diariamente, mas, após cerca de três vezes, não pude mais solicitar. Isso porque a casa da Sra. Uchida tinha muitos filhos e ficava muito longe; não podia fazer como desejava. Enquanto lamentava isso, fui apresentada ao Mestre Higashitō. Ao passar a ser cuidada por ele, minha cabeça foi ficando mais leve, e a prisão de ventre que me atormentava há tanto tempo melhorou. Antes, eu passava uma semana ou até dez dias sem evacuar e, quando sentia vontade, sofria cerca de meia hora com dores que me faziam chorar, eliminando fezes duras aos poucos. Quatro ou cinco dias após iniciar o Johrei, porém, as fezes se tornaram macias, sem nenhum sofrimento. Como passo a dormir bem e com prazer todos os dias, uma esperança, como uma tênue luz, começou a surgir em mim. Com o passar dos dias, o Johrei tornou-se cada vez mais prazeroso. Foi isso que significa encontrar luz no futuro. Surgiu em mim a firme convicção de que, com certeza, viveria e recuperaria a saúde. Imaginem minha alegria quando percebi isso. Foi uma felicidade como se tivesse ascendido ao Paraíso. Mal podia esperar pela hora em que o Mestre vinha todos os dias. Então, seguindo Suas palavras — “Levante-se e veja, ande, penteie os cabelos” —, ao executá-las, aquilo que eu julgava impossível foi se tornando possível com facilidade, uma coisa após a outra, e finalmente consegui sair do leito em meados de setembro. No início, o Mestre Someya, da igreja da cidade de Saga, também veio visitar-me e deu-me vários conselhos sinceros, pelos quais sou imensamente grata. Sete anos de sofrimento, e fui recebida de volta a um mundo humano iluminado. Não sei como expressar minha gratidão. As portas do mundo misterioso se abriram. Há uma diferença imensa em relação ao mundo que eu via e ouvia até então; a grandeza da Luz Divina, que tornou possível o impossível, é imensurável. Três meses após passar a ser cuidada pelo Mestre Higashitō, Ele me fez deixar o leito de morte de sete anos e me fez renascer. Ainda viva... Quando pude ir pela primeira vez à igreja da cidade de Saga, em 8 de outubro, para apresentar-me diante de Deus, senti como se estivesse no Paraíso. Fiquei hospedada por três dias e duas noites; ouvi as preciosas palestras, recebi o sagrado Johrei e tive a sensação de que não queria voltar para casa. A sensação de andar de ônibus após sete anos, a vista da cidade — tudo o que via e ouvia era novidade para mim. Depois de sair do leito, acordo todos os dias às cinco horas e faço eu mesma o cozimento, a limpeza e até a lavanderia, que por muito tempo deixei a cargo de meu pai (meus irmãos mais novos estavam no trabalho e a casa ficava vazia). Não suporto descansar ou me divertir nem por uma hora; vivo trabalhando em algo. Há algo que me assusta toda vez que me lembro, agora: as palavras dos Mestres — “se você se apegar a Deus, com certeza ficará bom” — foram a própria voz de Deus. Neste mundo vasto, quantas pessoas, como eu pensava no início, acreditam que a fé serve apenas para acalmar o coração, e quantas pessoas sofrem por causa disso! Ó vós que sofreis com as mesmas dores, apegai-vos o mais rápido possível ao Komyo-Nyorai e experimentai a verdadeira alegria. Certamente podereis tornar-vos saudáveis, como eu me tornei. A saúde é a verdadeira felicidade. É estando doente que se compreende a felicidade da saúde. Gratidão ao Komyo-Nyorai. Gratidão ao Mestre Meishu-Sama. Uma Freira Salva da Tuberculose Pulmonar Ibi-gun, Kasamura, Kamiryū, Província de Gifu Igreja Média Seirei, Miyagawa Michiko As lembranças do passado giram em minha mente como um caleidoscópio; que figura lastimável eu era naquela época! Em 1944, após uma cirurgia de sinusite, devido à grande perda de sangue, meu estado piorou progressivamente, e a debilidade do corpo avançou até o quadro de tuberculose pulmonar. O corpo ficava mole; a tosse e o catarro aumentaram muito. Sob ordens médicas de repouso, durante a internação, recebia injeções todos os dias, mas minha condição oscilava entre melhoras e pioras. O que seria de mim, pobre corpo? O sofrimento se intensificava cada vez mais. Após três meses, tive alta para tratamento em casa. Sem confiança em meu próprio corpo e buscando um caminho para ser salva do sofrimento, tornei-me alguém que se prostrava diante do Buda. Espiritualmente, alegrava-me com a misericórdia do Buda, resignando-me com o carma de vidas passadas; mas, pensando em meu corpo, que se debilitava a cada dia, chorava até ao ver as folhas caírem. Foi então que, por alguma conexão, quando minha vida estava prestes a se apagar, fui salva pela graça divina, pela manifestação do Grande Deus, pelo grande amor do Johrei, e me tornei uma pessoa feliz. Meu corpo, intoxicado pelas muitas toxinas dos medicamentos, passou por purificações — dores de cabeça, tosse, escarro com sangue — quase diariamente, por cerca de um ano. Na primavera de 1948, pouco mais de um ano após receber a proteção, durante um repouso por causa de uma purificação, pude venerar a luz das letras douradas “Komyo-Nyorai” e, tomada de tamanha gratidão, apenas me prostrei e adorei. A partir de então, a purificação foi diminuindo gradualmente e, sem que eu percebesse, tornei-me saudável, podendo viver uma vida alegre. Diz-se nos Sutras que o Buda Shakyamuni, a pedido de Vaidehī, fez irradiar luz da urna branca entre as sobrancelhas e manifestou no interior dessa luz a Terra Pura do Extremo Ocidente, para que ela a venerasse, mostrando-lhe o caminho para se salvar do sofrimento. O Mestre Meishu-Sama, de Sua própria casa, emite luz e nos salva, a todos os seres sencientes, do mundo do sofrimento. Ah, quão preciosa é esta Luz! Esta grande obra divina que salva todos os seres vivos. Desta vez, pude visitar o Bekkakuin (Templo Filial) de Hakone e, abraçada ao peito de Deus, peregrinei alegremente com os filhos de Deus, conversando e passando momentos agradáveis. Ao pensar na grandeza da obra do Mestre Meishu-Sama, emocionada a ponto de soluçar, tomei o caminho de volta. Ah, este 25 de setembro, tão significativo e inesquecível! Esta emoção, esta felicidade, quero que as pessoas que não conhecem a Deus também as experimentem. Ó povos do mundo, que se perdem por Divindades malignas, despertem depressa e reúnam-se. Não cesso de desejar e orar pela construção do belo Paraíso Terrestre. Mestre Meishu-Sama, muito obrigada. Salva do Inferno da Tuberculose e do Inferno da Fé Shizuoka-ken, Atami-shi, Mizuguchi-chō 1850 Igreja Média Seikō, Sōma Miya (34 anos) "Quando olho para aquela época, é terrível, eu, que vagava sem cajado na estrada escura." Sinto profundamente que este poema realmente desvendou nosso passado. Recordo que minha família e eu, que por longos anos gemíamos com doenças torácicas e também ofegávamos no inferno da fé, recebemos o poder do inesperado e precioso Komyo-Nyorai e passamos a viver uma vida de gratidão diária. Com minha escrita tosca, gostaria de relatar isso como forma de agradecimento. Não esquecerei: no outono de 1946, um pequeno esforço excessivo causou febre e comecei a sentir dores no peito. Naquela época, meu ex-marido já estava de cama há três anos com tuberculose intestinal. Fizemos de tudo, mas ele estava reduzido a pele e osso. Mesmo assim, querendo salvá-lo de alguma forma, após várias hesitações, passamos a crer no Deus Dragão. Graças a esse benefício material, meu ex-marido melhorou a ponto de poder trabalhar, e toda a família se dedicou à fé. No entanto, ele adoeceu novamente. A família orou com devoção a Deus, mas ele piorou a ponto de ser internado no hospital da associação médica de Ōmagari-chō. Continuamos com afinco na fé para salvá-lo, mas, em janeiro de 1948, tivemos a tristeza de vê-lo falecer. Dizia a mim mesma que resignar-se, tomando aquilo como destino ou innen, era orgulho de quem tem fé, e me esforcei para me resignar. Em maio do mesmo ano, a mãe de meu marido também foi diagnosticada com pleurisia e, apesar de nossas fervorosas preces, faleceu. Meu corpo, já desgastado pelos cuidados e pela fé, piorou com esse choque, e acabei tendo de ficar de cama. Minha filha mais velha, Tomoko (14 anos), também recebeu da escola ordem de repouso absoluto por tuberculose pulmonar, passando a dormir lado a lado comigo. Era literalmente o inferno neste mundo. Apesar de nossa fé fervorosa, perdemos meu marido e a mãe dele; agora eu e minha filha estávamos caídas com a mesma doença, prestes a trilhar o mesmo caminho. Acho que não é de estranhar que surgisse em mim a dúvida: “Não existe Deus nem Buda?” Perdendo o apoio do coração, minha condição piorou ainda mais e acabei recebendo dos médicos a sentença de morte. Foi nessa época que a Sra. Tōyama, que seguia a mesma fé que nós, veio nos visitar com um rosto tão radiante que estava irreconhecível. Ela nos explicou que a fé que tínhamos até então não era correta, falou-nos do Komyo-Nyorai e nos deu o Johrei. Meu corpo, que até então sofria, aliviou-se um pouco; e, ao ouvir suas palavras e ver seu rosto tão visivelmente iluminado, a esperança e a luz que eu havia perdido me foram dadas. Em 3 de agosto de 1948, quando o Mestre Presidente veio em viagem de serviço à região de Akita, filiei-me imediatamente à fé. Na cerimônia de filiação, as palavras do Mestre Presidente — “Ajudar os outros é ajudar a si mesmo” — gravaram-se em minha alma. Também pude compreender claramente o quão errada era minha fé até então e que, sem saber, eu ofegava no inferno da fé. Milagrosamente, ao me filiar, senti força no corpo e pude me levantar. A partir de então, pensando que, mesmo que eu caísse, queria que muitas pessoas compreendessem este ensinamento precioso e alcançassem a verdadeira felicidade, falei seriamente sobre ele e comecei a realizar o Johrei. E então, a cada três, cinco, dez pessoas que eu tinha a honra de orientar, meu corpo se tornava mais leve. Após receber o ensinamento de que a doença é o processo de purificação das toxinas do corpo, como me senti aliviada! A força de poder contar com o Deus de poder absoluto, no qual a doutrina e os benefícios materiais coincidem em tudo, é algo que não pode ser expresso em palavras. Depois disso, a cada pessoa que eu ajudava a salvar, tanto eu quanto meu filho nos recuperávamos, tornando-nos pessoas completamente saudáveis. Atualmente, graças ao Presidente, pudemos nos mudar da província de Akita para Atami, a cidade natal de Meishu-Sama, e, em meio a uma vida de alegria para toda a família, estamos nos esforçando, ainda que modestamente, para transmitir este “Evangelho do Paraíso” a toda a humanidade. Compreendo que este é o caminho natural de gratidão para aqueles que tiveram sua preciosa vida salva. Meishu-Sama, muito obrigada. Meu Relato de Superação da Tuberculose Miyazaki, Distrito de Miyazaki, Cidade de Kiyotake, Funabiki 755 Igreja Grande Kōhō, Nagatomo Yoshiharu (38) Foi em julho de 1943, no hospital de Surabaia, que a sensação de “não tem jeito” e “é difícil” passou fortemente pela minha mente. Internado com o diagnóstico de infiltração pulmonar, certo dia senti um cansaço nunca antes experimentado. Naquele mesmo dia, o médico militar fez um exame de escarro e, dois dias depois, fui transferido para a enfermaria de tuberculose, rotulado como “bacilo tipo 3”. Repouso, proibição de fumar, vigilância rigorosa das enfermeiras. No entanto, eu pensava: “Se vou morrer de qualquer jeito, ao menos poderia fumar meu cigarro favorito.” Banho de imersão e banho frio também eram proibidos. Fui transferido para uma enfermaria isolada nos fundos, e a solidão era insuportável. À noite, eu me levantava, enxugava o corpo suado e fumava cigarros às escondidas. A repatriação para o Japão era algo que os militares da época, com forte senso de vergonha, evitavam ao máximo. Pensando agora, não passa de uma cena complicada do animal humano que tenta se valorizar, disfarçando a sorte como infortúnio. Quando fui transferido para o hospital de Jacarta, dois oficiais médicos estavam internados com tuberculose. “Será que até um médico pega tuberculose se o tratamento atrasar?” “Bem, não se pode dizer que um médico não adoece.” “O pulmão cura, afinal?” “Não cura. Seria melhor voltar para o Japão e descansar.” “Sabendo que não cura, por que aplicam injeções de cálcio e outras coisas?” “Não tem jeito”, disse em chinês o médico, que era de Hiroshima. “Não há outro método senão comer muitas coisas gostosas e ganhar força”, ouvi de um paciente tuberculoso que era médico militar, e a partir daí começou uma vida de doença autodestrutiva. No alojamento dos soldados, tão apinhado que se chocavam, onde as pessoas morriam todos os dias, pensei que era melhor me divertir ao máximo do que acabar como eles. Um pensamento estranho passou pela minha cabeça. Quando a enfermeira vinha com a seringa e levantava o cobertor, a pessoa não estava deitada; havia apenas uma mala de vime coberta com um cobertor e um bilhete: “Enfermeira idiota.” “Onde está o Nagatomo?”, perguntavam. Os que cuidavam dos porcos e das ovelhas eram gentis; eu trocava o uniforme militar e o jaleco branco, pulava a cerca e ia passear pela cidade. Assim, comecei uma vida hospitalar incontrolável. Pode-se dizer que essa maldade foi o que manteve minha vida até hoje. Passei por hospitais em Singapura, Manila, Kokura, Kumamoto e, por fim, voltei para casa; mas em todos os lugares passei por situações lamentáveis. Especialmente nos navios de transporte, era como estar dentro de um depósito; e, em qualquer hospital, apenas a enfermaria de tuberculose era construída para que os pacientes não recebessem nenhum benefício da natureza. Como o tratamento não era bom, discutia com os médicos militares em todos os lugares. Eu era o único que não havia entregado a pistola e a espada ao consultório médico; talvez por isso tivessem medo de mim, e minhas opiniões, mesmo estando no inferno, eram mais aceitas que as dos outros. “Não vou tomar injeção”, eu insistia. Cansados de mim, deram alta precoce em Kumamoto e me mandaram para casa. Decidido a “não depender absolutamente da medicina”, foi três anos depois, por causa da disenteria epidêmica do meu filho e da gastrite da minha esposa, que finalmente conheci a preciosa “Força Divina”. A enorme quantidade de escarro devia ser toxina em decomposição; não era apenas “saiu, saiu”, mas até hoje a morada dos bacilos continua sendo expelida. “A morada do bacilo da tuberculose está sendo continuamente destruída” — as palavras de Meishu-Sama, explicadas de forma tão racional, penetram em meu corpo uma a uma, e sinto profunda gratidão. E hoje, tive a oportunidade de atender muitos pacientes de tuberculose, e todos eles, na escuridão, perderam a esperança e murcham como verduras salpicadas de sal. Surpreendo-me e alegro-me com a bomba atômica chamada Força Divina. Ao pensar na felicidade de ser salvo, como não dedicar corpo e alma? Aqueles que conservaram essa gratidão e se apegaram — e que, com toda a família, o fizeram com fervor — foram cem por cento salvos. Já os que foram temporários, ou que duvidaram completamente e não receberam o Johrei desde o início, gastaram grandes quantias de dinheiro e seguiram direto para o inferno, numa marcha de estreptomicina, são dignos de pena. Devem se apegar. Apeguem-se — eu, um graduado da escola do terror da tuberculose, quero gritar. Tuberculose Pulmonar com Repouso Absoluto por Dois Anos: Levantei-me Após Quatro Johrei Oita, Distrito de Oita, Minami-Oita, Kaku Igreja Média Nyoirin, Himeno Atsushi (21 anos) Com respeito, apresento meus agradecimentos. Pela salvação de grande compaixão e grande misericórdia, fui guiado ao precioso Caminho e, apegando-me unicamente a Komyo-Nyorai, passo meus dias ardendo de esperança pela manhã e agradecendo à noite. Gostaria de relatar um pouco da alegria de ter me tornado uma pessoa extremamente feliz ao me filiar à fé e me apegar a Komyo-Nyorai. Fiz minha filiação em 21 de março de 1950. Minha mãe ficou acamada em 1937. Depois disso, meu pai, com mãos masculinas, criou seis filhos enquanto cuidava de minha mãe. Durante esse tempo, meu pai, tentando de tudo para curá-la, seguia as ordens dos médicos — repouso, nutrição, ar puro e outros tratamentos naturais — e também fazia quase tudo o que os outros diziam ser bom, além de várias práticas religiosas; mas a doença avançava e recuava, sempre piorando. Diante do avanço implacável da doença, não sabíamos o que fazer; por sermos pobres, não podíamos dar os cuidados adequados, e os dias se passavam em lágrimas. Ver os filhos crescerem parecia ser a única alegria de meu pai. Ele sempre nos incentivava a não nos afogarmos na tristeza, mas a superá-la, e assim nos encorajávamos mutuamente. Em meio àquele sofrimento, meus irmãos e eu, de alguma forma, conseguimos crescer; mesmo em meio à dor, abrigávamos esperança e trabalhávamos arduamente. Assim se passaram mais de dez anos, até que, no início de 1948, meu corpo começou a ficar muito cansado e minhas costas, um pouco tensas. Ao ser diagnosticado por um médico, recebi a sentença de pleurisia e infiltração hilar. Fiquei atônito e voltei para casa. Ah, estou perdido! O trauma desse momento é uma tragédia que só conhece quem passou por ela. Três meses depois do início da doença, minha mãe faleceu, preocupada com minha enfermidade. Segui fielmente cada palavra do médico, mas sem efeito; os dias de avanço e recuo continuaram. Em dezembro, desenvolvi peritonite como complicação e finalmente fui obrigado a um repouso absoluto. De manhã à noite, cabeça pesada, costas doloridas, abdômen desconfortável, dias e dias de lágrimas. "Para que nasci? Foi para sofrer?" Eu não entendia nada. Nem mesmo a comida preparada com carinho pela família fazia com que eu pegasse os hashis, e os dias de repouso absoluto continuavam. Como minha mãe estava acamada havia mais de dez anos, não conseguíamos pagar os remédios como gostaríamos; dentro do possível, recorríamos a médicos e medicamentos, mas não havia como impedir o definhamento do corpo. Eu era realmente um cadáver vivo. A partir de então, comecei a desistir, convencido de que nem médico nem remédio poderiam me curar. Ainda assim, não conseguia abandonar o desejo de viver e de me curar de alguma forma. Foi em meio àqueles dias solitários e dolorosos que a luz da graça começou a brilhar em minha casa. Meu irmão mais velho ouviu várias histórias sobre o Caminho de membros da fé e sugeriu que eu também me apegasse a ele. Mas lembrei-me de que minha mãe também praticara bastante a fé e, no fim, não recebera benefícios materiais; não conseguia acreditar que a fé pudesse curar doenças, e não lhe dei ouvidos. Naquela época, eu não conhecia outro caminho senão depender dos médicos. No entanto, Deus não me abandonou e estendeu a mão da salvação. Meu irmão recebeu do Mestre Tsujiura as preciosas explicações sobre a verdadeira causa das doenças e a grandeza do poder purificador, e as transmitiu a mim e a meu pai. E meu pai, ao participar do Culto de 26 de fevereiro, compreendeu a grandeza do poder e a nobreza do Caminho da Salvação do Mundo, e solicitou o Johrei ao Mestre Tomita. Em 27 de fevereiro, convidamos imediatamente o Mestre. Ao ouvi-lo contar histórias de pessoas que receberam benefícios materiais por meio do Johrei, solicitei o Johrei. O Mestre apenas balançava as mãos. Será que uma doença se cura com isso? Senti uma certa insatisfação, mas, enquanto recebia o Johrei, meu corpo esquentou e experimentei algo estranho. Quando o Johrei terminou, o Mestre, ao sair, disse: "Compare como você se sentiu esta manhã ao acordar com como se sentirá amanhã ao acordar." Com apenas um Johrei, consegui dormir bem à noite, a quantidade de urina aumentou e tive uma manhã agradável. Na segunda vez, ele disse para eu cortar o cabelo; na terceira, que eu podia tomar banho. Fiquei muito apreensivo, mas entreguei tudo a Deus: cortei o cabelo e tomei banho, e não aconteceu nada. Com dois ou três Johrei, minha vida mudou completamente, como se eu fosse outra pessoa daquela de poucos dias antes. Diante de tamanha mudança, minha família se preocupou e me repreendeu muito, dizendo para não fazer aquilo. Após receber o quarto Johrei, participei do Culto em 21 de março. Ah, que milagre! Eu, paciente em repouso absoluto, deitado em um pequeno quarto isolado, vagando no fundo do inferno, com apenas três ou quatro Johrei, pude ir de bicicleta por dois ri (cerca de 8 km) para participar do Culto. Parece um sonho. Será que a isso se dá o nome de milagre? Diante desse fato, percebi que a medicina, na qual tanto confiara, estava fundamentalmente errada. Tendo recebido uma educação materialista, também eu pude conhecer a proteção divina e entrar no verdadeiro caminho da fé graças à doença. Por isso, a doença é uma graça concedida por Deus. Para salvar o maior número possível de pessoas que sofrem da mesma enfermidade e daquelas que se debatem em um pântano sem fundo, sob a orientação dos diversos mestres, estou ajudando, ainda que com minhas forças limitadas. Se me for permitido servir, ainda que numa pequena parte, na grande obra da construção do Mundo Ideal, isso será uma felicidade imensurável. Agradeço profundamente pela proteção divina, que não se pode expressar em palavras. Após quatro sessões de Johrei, levantei-me de um repouso absoluto de dois anos causado pela tuberculose pulmonar. Vila Nibu, Distrito de Fufu, Província de Toyama Igreja Média Jinzū Nobuko Tōge (25) Desde os tempos antigos, diz-se que a doença é a maior infelicidade da vida. Eu, que contraí a tuberculose pulmonar, considerada incurável, fui salva por este caminho bendito e, com saúde ainda melhor do que antes, passo meus dias cheios de esperança e gratidão. Recordo-me de que, em abril de 1947, recebi do médico da cidade o triste diagnóstico de tuberculose. Caída no fundo do desespero, sem saber como aliviar a tristeza de minha mãe idosa, entrei, solitária, no sanatório de minha terra natal. Naquela época, meu estado geral era péssimo: hemoptise, dores no peito, fortes dores nas costas, provavelmente devido à pleurisia, rigidez nos ombros, dores no estômago e nos intestinos, prisão de ventre, dor de dente etc. Eu tinha pena de incomodar o médico reclamando de tantos sintomas. Fiz pneumotórax artificial, recebi injeções de cálcio e vitaminas, alimentação nutritiva, e fui orientada a repouso absoluto, sem sequer poder caminhar dentro do quarto. Por isso, as despesas aumentavam a cada dia, e eu me sentia culpada diante de minha família. Por mais que o tempo passasse, o estado ligeiramente febril não cedia, e o pulso permanecia sempre acima de noventa, quase sem mudança desde a internação. Mesmo assim, desejando ardentemente recuperar a saúde, eu obedecia cegamente ao médico. Mas, vendo que a doença parecia até piorar, fiquei cada vez mais nervosa, sem ter em quem confiar, e passei um ano inteiro em lágrimas e tristeza. Foi então que, pensando "já que é para morrer", decidi sair do sanatório. No caminho de volta, fui guiada a este caminho bendito. A princípio, pensei "será que isso funciona?", mas, como diz o ditado, "quem está se afogando agarra-se até a um fio de palha", e foi exatamente com esse sentimento que entrei. Imediatamente, em janeiro de 1948, minha mãe se filiou à fé e, três meses depois, eu também recebi o Ohikari e me filiei. No início, achava que me curaria de repente e fiquei muito ansiosa por melhorar rapidamente, mas, com os ensinamentos sinceros dos diversos mestres, meu coração se acalmou, e me entreguei de todo o coração ao Komyo-Nyorai, recebendo o Johrei. Com o tempo, a dor nas costas, que era meu maior sofrimento, começou a diminuir gradualmente por volta do sexto mês e, depois de um ano, desapareceu completamente. Junto com isso, várias outras doenças secundárias também se curaram totalmente. Após receber o Ohikari, como o mestre orientou, passei a me alimentar normalmente, como uma pessoa saudável, e sem problemas estomacais ou intestinais, comendo tudo com prazer. Além disso, eu, que não podia nem ajudar nas tarefas domésticas nem caminhar dentro do quarto, agora posso visitar com frequência a casa de outros fiéis próximos e ir à sede da Igreja Média com passos leves e cheia de energia. Às vezes, passo por purificações, mas não sinto nenhuma ansiedade ou medo, e recebo o Johrei com um coração alegre. Quando comparo a época em que estava no hospital, achando a doença algo terrível, com os dias de hoje, em que me alegro em me entregar a Deus, vendo a doença como uma limpeza do corpo e um processo de purificação, como sou feliz! É a diferença entre o céu e a terra. Existe alegria maior do que esta, tendo nascido neste mundo? Por favor, compreendam. Já se passaram três anos desde que recebo esta graça infinita. Quando fecho os olhos, o grande e compassivo coração de Meishu-Sama e as inúmeras bênçãos do Mestre Irie e dos outros mestres passam pela minha mente como um caleidoscópio. É uma pena não poder expressar plenamente esta emoção por escrito, mas oro para que este evangelho chegue o mais rápido possível àqueles que, no mundo, sofrem da mesma doença e, ao mesmo tempo, estou decidida a transmiti-lo ao maior número possível de pessoas, contribuindo, ainda que numa mínima parte, para a sagrada obra da construção do Paraíso Terrestre. Meishu-Sama, muito obrigada. Salva da tuberculose, após nove anos de tratamento, pelo Johrei Matsuoka, Vila Matsuura, Distrito de Kitakambara, Província de Niigata Igreja Média Jinzū Katsuno Ishizu (30) Lembro-me de que, na primavera dos meus dezoito anos, após uma cirurgia de sinusite, fui marcada com o selo da tuberculose pulmonar, doença temida no mundo como incurável. Senti como se tivesse sido excluída deste mundo e jogada no fundo do abismo, e passei vários dias chorando com minha mãe. Naquela época, mal conseguia comer, e perdi quase quatro quilos (3,75 kg) em apenas uma semana. Forcei meu retorno para a casa de meus pais e procurei tratamento em um hospital do interior. O médico disse casualmente que ambos os pulmões estavam comprometidos, mas que não era grave e que eu ficaria completamente curada em cerca de três meses. Embora eu achasse aquilo um tanto duvidoso, fiquei muito feliz interiormente e, para eliminar essa terrível doença, segui as orientações do médico e passei os dias em tratamento. No entanto, mesmo após três meses, um ano, dois anos, a doença só piorava. Durante longos anos, não soube o que era sorrir, e em minha juventude não tive um único dia de alegria e descontração. Por nove longos anos, apenas chorei de tristeza, e não houve uma noite em que não molhasse o travesseiro. Com repouso absoluto, até a leitura era terminantemente proibida. Minha única alegria era ouvir o programa de rádio para doentes, mas quanto mais ouvia, mais aumentavam minha tristeza e desolação. Não conseguia mais confiar na medicina moderna e, entregando-me quase ao desespero, parei o tratamento médico e passei a usar apenas remédios caseiros, vivendo ao sabor do meu humor. Por um breve momento, senti o corpo mais leve, mas logo a infelicidade se acumulou novamente. Em janeiro de 1946, fui hospitalizada e operada de apendicite aguda, e minha doença piorou ainda mais. Finalmente, tive duas grandes hemoptises, que tanto temia. De tanto susto, nem lágrimas saíam mais. Pensando que havia chegado minha hora, fiz um triste acordo comigo mesma e até organizei meus pertences. Foi nessa época que soube da existência da salvação do bendito Komyo-Nyorai. Abandonada pelos médicos e remédios, tomei uma decisão firme e busquei a salvação em Deus. Pelo Seu grande poder, até mesmo esta doença incurável recebeu proteção, e fui completamente curada. Diante da morte, pela primeira vez, fui ensinada sobre a existência real de Deus, recebi o poder do bendito Komyo-Nyorai e pude entrar no caminho da fé. Onde mais existe uma alegria maior do que esta para um ser humano? Ao pensar na felicidade de ter sido salva, como seria grata e alegre se pudesse salvar o mais rápido possível aquelas pessoas que choram na tristeza da doença e, juntos, pudéssemos viver uma vida feliz! Meishu-Sama, muito obrigada. Juro em meu coração retribuir, ainda que seja uma mínima parte, desta graça mais profunda que o mar e mais alta que as montanhas; com firme convicção, servirei enquanto minha vida durar. Meu relato de saúde, sufocando em hemoptise Kyōden, Cidade de Shimoikawa, Província de Toyama Igreja Média Daikō Takio Hirose (37) Fui convocado para o norte da China, onde permaneci três anos, até o fim da guerra. Certo dia, enquanto me dedicava a cavar trincheiras, o trabalho com a pá pesou muito no meu peito. O médico militar diagnosticou uma doença pulmonar. Logo comecei uma vida de internação e tratamento. Como ainda conseguia me mover com relativa facilidade, cuidava de vários companheiros de guerra ao lado de seus leitos, mas a doença, que parecia branda, foi piorando gradualmente. Com o fim da guerra, fui repatriado como ferido de primeira classe e voltei para casa em 20 de agosto de 1947. Na verdade, recebera ordens para desembarcar em Toyama e me internar diretamente no Hospital Nacional de Toyama. No nono dia em casa, sem alternativa, apresentei-me ao hospital, mas fui repreendido pelo recepcionista: "Mesmo sendo um país derrotado, não desrespeite as ordens." Disseram-me para "ir para o Sanatório de Jōhana"; porém, farto da vida hospitalar, recusei e voltei para casa. Por coincidência, a irmã mais nova de minha esposa, enfermeira treinada na guerra, vinha aplicar-me injeções de cálcio, glicose e vitaminas de um hospital agrícola próximo. Depois de mais de seis meses desse tratamento, tive calafrios intensos por dois ou três dias seguidos e, aproveitando a oportunidade, parei abruptamente. Algum tempo depois, sem outra opção, recebi a ajuda do assistente social da vila e continuei o tratamento com visitas de um médico do seguro saúde. Quando ficava sentado, minhas costas doíam; por isso vivia deitado, um cadáver vivo, sem forças sequer para contar os nós do teto. Todas as tardes, por volta das três horas, ficava ligeiramente febril por cerca de duas horas; na manhã seguinte, também por volta das três horas, expelia escarro com sangue por cerca de trinta minutos. O médico idoso do seguro saúde vinha sem falta duas vezes ao dia e, quando eu passava muito mal, acudia até de madrugada. Isso era meu único consolo. Mas remédios e tratamentos eram inúteis para mim. Dia após dia, só tristeza e lágrimas; minha esperança murchou rapidamente. A angústia de não poder morrer, mesmo querendo, era algo que a palavra "inferno" não conseguia descrever. Em outubro de 1948, o Mestre Zen'ichi Fujikura, que pregava na região, veio visitar-me inesperadamente. Falou-me sobre a salvação, mas eu ainda não estava muito disposto; não fiz o pedido e acabei recusando naquela hora. Com o chefe da família acometido de doença incurável, minha esposa não podia ficar parada. Carregando peixe fresco, ia a Toyama duas ou três vezes por dia. Um dia, na hora em que costumava ter escarro com sangue, senti a garganta esquentar e, de repente, vomitei sangue vermelho vivo. Várias e várias vezes, o que saía era pus, carne podre e sangue fresco, enchendo rapidamente uma bacia e transbordando. No dia seguinte e no outro, à mesma hora, minha garganta queimava e eu vomitava sangue a ponto de transbordar a bacia. No quarto dia, esperei ansiosamente pela mesma hora, mas ela não veio. Ao todo, vomitei três bacias de sangue. Com o susto, meu corpo ficou ainda mais fraco e perdi completamente as forças. No entanto, no momento seguinte, senti-me estranhamente aliviado e pude respirar com mais facilidade. Mas as dores nas costas continuavam intensas. Foi então que o médico disse o seguinte: quando vomitei a primeira bacia de sangue, consultei secretamente um clínico geral, além do médico do seguro saúde. Esse clínico geral disse: "Esta é uma tuberculose de boa qualidade. Depois que sair tudo o que tem que sair, você melhorará rapidamente. Portanto, facilite a saída. Faça isso." E, vendo a bolsa de areia que eu colocava no peito, acrescentou: "Não adianta colocar nada, tire isso", e foi embora. O médico do seguro, ao contrário, dizia que a hemoptise enfraquecia o corpo e que eu não deveria expelir o sangue; mandava colocar bolsa de água fria e bolsa de areia no peito. E, a partir do quarto dia, quando a hemoptise parou, fazia-me tomar constantemente, com um conta-gotas, uma água salgada bem concentrada e fervida. Quando me sentia um pouco melhor, levantava a parte superior do corpo, mas logo as costas começavam a doer e eu me deitava novamente. Nessas condições, chegou o Culto da Primavera, em 17 de junho de 1949. Nesse dia, o Mestre Zen'ichi Fujikura veio visitar-me novamente e disse: "É para que você fique um pouco mais confortável" — então, com o coração vazio, recebi o Johrei. Imediatamente senti uma sensação agradável e, a partir do dia seguinte, parei de tomar remédios. No terceiro dia, a dor nas costas desapareceu completamente. Então decidi em meu coração: "Se eu continuar recebendo o Johrei, com certeza ficarei bem." A partir daí, passei a receber o Johrei sem falta e, aos poucos, meus movimentos se tornaram mais leves. No dia 23 do mês seguinte, consegui sair do leito e ir até a cidade de Shihō, a 24 quilômetros de distância, para receber o Ohikari. Foi uma mudança realmente inimaginável. Naquele dia, na residência do Sr. Masayuki Nishimura, para a consagração do Daikōmyō Nyorai, o Presidente da Igreja compareceu à cerimônia espiritual. Ao ouvir sobre o Caminho da Salvação, a alegria de ter me convertido foi algo que não pude esconder de forma alguma. Arrependo-me profundamente de não ter seguido as palavras do Mestre Fujikura no Culto de Outono do ano anterior. Foi imperdoável. Em 20 de agosto, um mês após minha conversão, troquei o telhado da minha casa. O trabalho durou três dias. No início, ao bater a palha para fazer cordas com um martelo, minhas costas não doíam; ao trançar as cordas, também não doíam; e, ao subir no telhado para telhá-lo, também não sentia dor. Os vizinhos que me ajudavam riam e diziam: "Não force tanto, senão vai ficar de cama de novo." O Mestre Fujikura vinha dar-me Johrei mesmo em dias de chuva e vento. No segundo dia de trabalho no telhado, durante o intervalo, enquanto os vizinhos comiam melancia, o Mestre chegou e, imediatamente, recebi o Johrei. As pessoas que observavam riam do Johrei — até hoje não procuram entender o que ele é. De qualquer forma, o telhado de três dias foi concluído e, como não precisei ficar de cama e não tive problemas, desde então levantei da cama de vez. Depois disso, nem mesmo durante o auge do verão eu tirava sonecas; seguindo as palavras do Mestre, cortava lenha, rachava lenha e, enquanto minha esposa saía para fazer trabalhos externos, eu preparava a sopa de missô ao meio-dia. Sem perceber, minhas forças aumentaram harmoniosamente e cada dia era repleto de alegria, como se eu fosse um broto a crescer. Nesse meio-tempo, convidei o Mestre Shimizu, da Igreja de Shiogawara, e o Mestre Gin'ichi Gotō, de Gifu, para virem, e recebi deles, com toda a atenção, o Johrei e a orientação. Nesse mesmo ano, em dezembro, minha esposa também se converteu. Recebemos do Presidente da Igreja a palavra: "Por um tempo, frequentem a igreja para receber o Johrei." Imediatamente, a partir da primavera de 1950, frequentei a Igreja de Shiogawara por três meses. Durante esse período, tive hemoptise várias vezes, mas, ao receber o Johrei do Mestre Shimizu, melhorava rapidamente; então, sem me preocupar, enquanto divulgava a fé, entregava tudo nas mãos Dele e passava os dias com tranquilidade. Ao voltar da igreja, depois de receber o Johrei, sob a luz ofuscante refletida no mundo de prata que se estendia até onde a vista alcançava, suando na testa, que felicidade a minha, de ir fazer Johrei para amigos doentes! Com o que poderia compará-la? Em 12 de abril de 1950, consagramos Byōbu Kannon (Kannon do biombo) e, em 17 de maio seguinte, consagramos o Komyo-Nyorai. Quem poderia imaginar que, no fundo do poço, onde eu havia abandonado a própria vida, sem esperança e sofrendo como um cadáver, esse dia chegaria? Pensando bem, os Mestres são realmente grandes emissários de Deus. Ao refletir sobre a salvação deste corpo e desta alma, experimentada por mim mesmo, sinto uma maravilha indescritível. Diante desta graça que, por mais que se louve, nunca se louva o suficiente, ao receber agora novamente a Sua Divindade, a honra que excede minhas capacidades me faz transbordar em lágrimas de gratidão. Graças à proteção divina, eu também pude abraçar um dia de recomeço radiante. A partir de 18 de setembro de 1950, retornei à antiga serraria e trabalho sem descanso, com saúde. Será que a purificação do mundo se intensificou? Na primavera de 1951, eu também tenho hemoptise repentina de vez em quando, mas, em todas as ocasiões, recebo o Johrei na igreja e, sem nenhum problema, continuo me dedicando ao trabalho normalmente. A cada purificação que recebo, meu corpo se fortalece ainda mais. Foi somente ao poder ajudar, como pedra fundamental para a construção do Paraíso Terrestre, que compreendi como a purificação natural é verdadeira. É verdadeiramente um ensinamento precioso, incomparável. Não posso deixar de desejar que muitas pessoas que sofrem da mesma doença sejam despertadas o mais rápido possível. O grande momento se aproxima cada vez mais. Com reverência, juro ajudar na Obra Divina e retribuir, ainda que seja a milionésima parte desta graça. Sou imensamente grato pela proteção divina extraordinária que recebi. Apresento meus mais profundos e sinceros agradecimentos. Tuberculose e doenças sistêmicas curadas em apenas duas semanas Igreja Média do Caminho da Luz, Hada Mitsue (21 anos), Kita-Sendō-mura, Distrito de Mino, Província de Shimane Desde o outono de 1949, tenho recebido inúmeros benefícios materiais e proteções divinas, e aqui registro minha gratidão e emoção. No início de julho do ano passado, sofri um aborto espontâneo aos três meses de gravidez. Talvez por ter negligenciado os cuidados posteriores, desenvolvi ao mesmo tempo dores de cabeça, tontura, doença cardíaca, beribéri, uma leve tuberculose e também uma doença sistêmica. Com estado ligeiramente febril diário, meu corpo exigia repouso absoluto. Por um tempo, só pensava na triste "morte" todos os dias. Como na casa do meu marido só havia meu sogro, meu marido e eu, nenhuma outra mulher, achou-se que eu naturalmente forçaria meu corpo. Fui então para a casa dos meus pais para me recuperar, mas, sob a justificativa de que um corpo fraco traria problemas no futuro, fui divorciada em agosto. Ah, a tristeza e a indignação pela fraqueza do meu corpo naquela época são indescritíveis. Antes de me casar, eu era saudável e nunca havia ficado doente. Não sei por que, depois de casada, comecei a adoecer com frequência. Mesmo sendo chamada de fraca, eu suportava e cuidava de todos. Ser divorciada após um aborto! Que ironia do destino! Quantas vezes, deitada no leito de doença, chorei a noite inteira? Lamentando minha própria inutilidade, resignava-me sem alternativa ou, ao me lembrar, lastimava minha má sorte, enquanto me dedicava ao tratamento diário. O médico vinha visitar-me em dias alternados por dois meses. Achei que tinha melhorado um pouco, mas o estado ligeiramente febril e a dor de cabeça não passavam, e o coração continuava com palpitações fortes. Com meu temperamento impaciente, eu me perguntava o que fazer. Desejava ardentemente poder viver os dias rindo novamente, com saúde. Tentei todos os tratamentos possíveis. Tomei vários remédios, como se estivesse enchendo uma caixa de medicamentos. Mas não houve nenhuma mudança no meu estado. Então, em 20 de setembro, minha irmã mais velha adoeceu de uma enfermidade estranha. Ao ouvirmos de um vizinho a história maravilhosa da Terapia Espiritual, convidamos a Mestra Fukumi Sawae, de Tōda, na vila de Yasuda, para fazer o Johrei. Na ocasião, também falei sobre o meu caso. Ouvi então a alegre e encorajadora palavra: "Com certeza vai sarar", e fiz o pedido. Com duas ou três sessões de Johrei, a dor de cabeça desapareceu, a insônia se transformou em sono tranquilo, a comida ficou muito saborosa, o humor melhorou muito e, em cerca de uma semana, o estado ligeiramente febril desapareceu completamente. Diante de tão grande benefício material, só pude me afogar em lágrimas de alegria. A palidez do meu rosto ganhou um tom rosado e, por volta da segunda semana, fui trabalhar no campo, colhendo arroz. Para minha surpresa, mesmo após tanto tempo sem trabalhar, consegui realizar o serviço de forma impressionante, para alegria de toda a minha família. Ao Komyo-Nyorai, que curou minha doença sistêmica em tão poucos dias; ao Komyo-Nyorai, que deu luz ao futuro para mim, tão cheia de pecados e impurezas; ah, diante de Tão Venerável Misericórdia, inclino minha cabeça e meu coração transborda apenas de gratidão. Se não fosse a salvação de Kannon, eu agora estaria sofrendo sem fim no pântano sem fundo. Não falarei mais do passado, pois se a minha tolice é a causa, assim seja. Ao entoar estes hinos de louvor, o que brota são apenas lágrimas de gratidão, e o que escapa dos meus lábios é apenas a palavra "obrigada". Desde que me converti, em 1º de novembro, tenho vivido dias cheios de saúde e alegria. E, dia e noite, oro para que muitas pessoas doentes sejam salvas, o mais rápido possível, para o mundo da felicidade. Hemoptise e tuberculose pulmonar desesperadora completamente curadas; minha casa vive com alegria Igreja Média Ryūkō, Hino En'nosuke (49 anos), 673, Ōtsu-chō, Cidade de Izumo, Província de Shimane Em 17 de abril de 1949, na Igreja Tanaka, fiz com o Mestre Hiramoto o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e recebi o Ohikari. Aqui, com minha escrita pobre, mas com reverência, relato uma parte dos infinitos benefícios materiais. Enquanto trabalhava na Cooperativa Agrícola de Ōtsu, nesta cidade, tive uma hemoptise repentina. Fui diagnosticado com infiltração pulmonar e, de repente, tornei-me um paciente grave. Isso foi em 5 de novembro de 1948. Desde então, seguindo as ordens do médico, mantive repouso absoluto. Pessoas especialmente amigas fizeram todo o possível com remédios e injeções, mas não se notou o menor efeito; a doença só se agravava e, por fim, perdi a esperança de cura. Foi por volta do início de março daquele ano. Minha mãe ouviu de um conhecido sobre o Johrei e insistiu para que eu também o recebesse. Eu, porém, depositava total confiança na medicina e, além disso, após a guerra, havia ouvido os ensinamentos da seita Shinshū. Não conseguia de forma alguma acreditar em benefícios neste mundo e não estava disposto a receber o Johrei. Mas, como minha mãe insistia tanto, por volta do início de abril, comecei a recebê-lo do Mestre Kumaichi Tanaka. Continuei, no entanto, com o tratamento médico como antes. Assim, ouvi várias palavras preciosas do Mestre Tanaka e, nas reuniões mensais do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), do Mestre Ishizaka. Ouvi repetidamente que o Johrei era fundamentalmente diferente da terapia de consolidação médica. Mas, como o médico fazia visitas com muito empenho, acabei não conseguindo recusar e continuei com a terapia de injeções até 2 de julho. Em 16 de julho, porém, tomei uma decisão e expliquei a situação ao médico. O médico, com grande compreensão, disse: "Então, dedique-se de todo o coração à sua fé." A partir daí, meu coração se voltou para me apegar unicamente a Ele. Quatro dias depois, em 19 de julho, tive uma febre altíssima de 40,5 graus. Assustado, chamei imediatamente o Mestre Tanaka e recebi o Johrei. O Mestre, assim que me viu, logo me encorajou: "Sr. Hino, você recebeu uma purificação muito boa. Com isso, sua doença será curada pela raiz. Apegue-se firmemente ao Komyo-Nyorai." A partir de então, por cerca de um mês e meio, recebi diariamente, uma ou duas vezes, um Johrei tão gentil que superava qualquer laço de parentesco. Graças a isso, em pouco mais de uma semana, a febre caiu para 37 ou 38 graus e, a partir daí, melhorei gradualmente. No final de agosto, eu já conseguia sair da cama. A partir de 1º de setembro, passei a frequentar a reunião matinal da Igreja Tanaka, às 7h30, e, desde 26 de setembro, comecei a ajudar no Johrei por meio período todos os dias. Uma galinha que estava morrendo e um porco que não andava por ter uma perna aleijada também se recuperaram todos com o meu Johrei. No dia 18 de agosto, pude receber Byōbu Kannon-Sama (Kannon do biombo). No mesmo mês, na reunião do curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), minha esposa também recebeu o Ohikari, e toda a minha família se livrou da ansiedade em relação à doença. Passamos dias felizes, agradecendo diariamente a Meishu-Sama. Meishu-Sama, muito obrigado. Aproveito para fazer este relatório e expressar minha mais profunda gratidão. Refletindo sobre os Treze Anos de Luta contra a Doença Endereço: 2719, Katase-cho, Fujisawa-shi, Kanagawa-ken Igreja Média Nihon, Sakiko Nihongi (36 anos) O tempo passa rápido. Já se passaram mais de quatro anos desde que me foi permitido ingressar na fé. Poder levar uma vida feliz hoje se deve unicamente à grandiosa proteção divina de Meishu-Sama, e passo meus dias em gratidão. Minha doença começou na primavera de 1933, quando eu tinha 21 anos. Na época, eu era enfermeira, por isso tinha mais cuidado com a saúde do que as pessoas comuns. No entanto, por um motivo banal, peguei um resfriado e a febre não baixou por vários dias. Senti as costas inteiras como se fossem uma tábua; o apetite diminuía a cada dia, e eu mal conseguia comer duas tigelas de arroz por dia. Preocupada com a hipótese de ser tuberculose pulmonar, fui timidamente a um especialista. Após exames de raio-X e de velocidade de hemossedimentação, fui diagnosticada com catarro no ápice do pulmão direito. Quando o médico me disse para ter repouso absoluto, embora eu já esperasse por isso, minha visão escureceu de repente e me senti como se tivesse sido jogada no fundo de um abismo. Pensei que minha vida estava arruinada e só conseguia chorar de tristeza e frustração. Por ser da área, eu sabia muito bem o que era o catarro no ápice do pulmão: nada mais era do que um termo elegante para tuberculose pulmonar. Sabia também que nenhum tratamento médico era capaz de curá-la completamente. Por isso, angustiada por ter contraído essa doença, mesmo em tratamento em casa, isolei-me em um quarto, com medo de infectar meus irmãos. Fervia todos os utensílios que eu usava para esterilizá-los e acabei me tornando uma paciente de tuberculose pulmonar em sentido literal. A partir de então, submeti-me fielmente a todas as injeções e medicamentos prescritos pelos médicos. Embora, pela minha experiência profissional, eu confiasse cegamente na medicina, desesperada para me curar, buscava novos medicamentos; meu estado, porém, não melhorava. Minhas costas continuavam como se tivessem uma tábua pregada, meu apetite diminuía ainda mais, a ponto de eu me irritar só de ouvir falar em comida. Mal conseguia tomar uma tigela de arroz e um go de leite por dia. Sentia-me como se estivesse sempre carregando uma carga pesada, e passei mais de dois anos com esse estado de espírito sombrio. Um dia, minha tia veio e disse: "Há uma moxabustão que é boa para tuberculose. Que tal irmos experimentar?" Na época, eu confiava plenamente na medicina e rejeitei esse tipo de tratamento popular. Mas, incentivada pela tia insistente, fui com ela a Shimizu-shi para fazer a moxabustão. Fosse temporário ou não, depois me senti relativamente melhor e a febre não apareceu. Continuei fazendo moxabustão, ao mesmo tempo em que consultava médicos e mantinha o tratamento com injeções como foco principal. Cerca de três anos após o início da doença, comecei a me sentir muito melhor. O resultado do raio-X mostrou grande melhora, e me disseram que eu poderia trabalhar. Voltei imediatamente ao trabalho no hospital. Após três anos de repouso absoluto e tratamento, assim que comecei a trabalhar, achei o serviço interessante e trabalhei com prazer. Mas foi por pouco tempo: o estado ligeiramente febril começou a aparecer novamente. Hoje, pensando bem, aquele estado era algo bom em termos de resultado; mas eu, que confiava apenas na medicina, tinha a crença incutida de que a tuberculose era algo terrível e assustador. Por isso, senti um medo imenso até mesmo diante de um estado ligeiramente febril tão pequeno. Imediatamente, fiz um exame de raio-X e me disseram que a pleurisia em ambos os lados havia recidivado. Novamente, fui condenada ao repouso. A cada vez, eram injeções e mais injeções, remédios e mais remédios; eu sentia dores várias vezes ao dia e tomava remédios ruins repetidamente, mas sem melhora significativa. Sempre que pegava um resfriado, era diagnosticada com recidiva da pleurisia, e passava meus dias com medo. Um dia, como eu estava muito nervosa, disseram-me: "Se você está tão preocupada, vá consultar uma vez o maior especialista em raio-X do Japão." Com uma carta de apresentação do hospital, fui a um sanatório de tuberculose em Tóquio. O médico disse que meu corpo era como uma xícara rachada: se usada com cuidado, duraria muito, mas se forçasse, não duraria. Por isso, eu poderia trabalhar, desde que não tivesse estado ligeiramente febril. Ele também disse que eu não deveria me casar antes dos 30 anos e que, mesmo que me casasse, não poderia ter filhos. Naquele momento, meus sentimentos não podiam ser expressos em palavras. Pensei: "De qualquer forma, com um corpo tão fraco, não poderei viver muito. Se, mesmo tomando injeções e remédios, não posso ter a saúde das pessoas comuns, talvez seja melhor não fazer nenhum tratamento." No entanto, apegada à vida, não conseguia me resignar. Estava cheia do desejo de me tornar saudável de alguma forma. Mesmo sendo diagnosticada com recidivas repetidas, não conseguia nem segurar um balde cheio de água. Assim, passei treze anos. Em maio de 1947, uma amiga recomendou-me que fosse ao Komyo-Nyorai, dizendo que lá qualquer doença poderia ser curada. Eu, porém, prisioneira da medicina, não conseguia acreditar. Respondi: “Se isso curasse, médicos e remédios seriam desnecessários.” Ela replicou: “Médicos e remédios são desnecessários.” Achei ainda mais estranho. Pensei comigo: “Se a doença pode ser curada apenas com um aceno da mão, não há coisa mais fácil. Se uma enfermidade que não cedeu a treze anos de medicina puder ser curada simplesmente erguendo a palma da mão, vou tentar uma vez.” Fui imediatamente à Sede, ouvi várias palestras, mas não consegui acreditar em tudo. Ainda assim, pensando em experimentar qualquer coisa que dissessem ser boa, mesmo duvidando, ingressei na fé. Depois, recebi o Johrei na Sede e, ao pensar em voltar para casa, senti as pernas pesadas e tontura, e não consegui dar um passo sequer. A pessoa que me acompanhava, preocupada, sugeriu: “Vamos receber o Johrei mais uma vez.” Após receber o Johrei novamente, o peso nas pernas e a tontura desapareceram por completo, e pude regressar para casa com disposição. Ao sair de casa, eu estava bem; depois de permanecer um pouco na Sede e receber o Johrei, fiquei temporariamente impossibilitada de andar e, em seguida, voltei a andar. Intrigada com o mistério, regressei, comi com apetite e, ao me deitar, as pernas novamente não me sustentaram. Recebi imediatamente o Johrei de uma amiga e melhorei muito; ainda assim, preocupada, chamei o mestre Mannosuke Nihongi. Ele me fez sentir estranhamente melhor; ouvi então diversas explicações sobre a purificação e compreendi o perigo das toxinas medicamentosas e a gratidão devida ao poder de Deus. Pela primeira vez, entendi com clareza que médicos e remédios eram desnecessários. A partir de então, recebia o Johrei em visitas a cada dois dias. Melhorei visivelmente; minha tez recuperou-se e, mesmo nos trabalhos leves, esqueci o cansaço. Em agosto de 1947, sobreveio-me uma purificação de peritonite, mas recuperei-me completamente em apenas uma semana. Sei, por experiência passada, que essa doença, tratada pela medicina, mesmo com internação, quase ninguém se recupera por completo e recebe alta. Por isso, fiquei ainda mais maravilhada com o poder do Johrei e minha confiança se aprofundou. Eu, a quem a medicina advertira especialmente que o casamento seria difícil e a gravidez absolutamente perigosa, continuei a receber o Johrei e alcancei uma saúde irreconhecível. Casei-me em abril de 1948 e agora me encontro no sétimo mês de gravidez. Ao imaginar a criança que em breve nascerá, sinto-me imersa em gratidão e alegria, e todos os dias sou usada como instrumento para uma parte da Obra Divina. As pessoas da casa de banhos que eu visitava ocasionalmente quando, crendo que a medicina era absoluta, me dedicava ao repouso e à convalescença, agora veem meu corpo completamente saudável e apenas arregalam os olhos de espanto. Através da minha experiência, na qual o poder do Johrei se comprova pela perfeita coincidência entre teoria e prática, desejo mostrar a muitas pessoas no mundo que, resignadas a uma doença incurável, ainda assim gemem diariamente em angústia e impaciência, que Deus é o próprio Grande Amor. Desejando que, o mais rápido possível, o maior número possível de pessoas seja salva como eu e mergulhe na verdadeira alegria de viver, escrevi exatamente o que se passou com minha caneta inábil. Ao redigir esta experiência, que vai da sensação de desespero do passado à alegria e à bênção de hoje, concedidas pelo Grande Amor de Meishu-Sama, não consigo conter as lágrimas de gratidão que me caem em torrentes. Ao refletir sobre meu estado de espírito na época em que acreditava piamente que a medicina era absoluta: “Quando olho para aquela época, é assustador, eu, que vagava sem cajado na estrada escura.” Eu era exatamente o desespero desse hino de louvor. Agora, salva pela graça, vivo dias de gratidão: “Se não fosse pela salvação de Kannon, eu agora estaria sofrendo continuamente em um pântano sem fundo.” Hoje, desejo que, pela mão do Grande Amor: “Para a mãozinha que se perdeu no caminho ao anoitecer, que a mão de Kannon a salve.” Exatamente como este hino de louvor, oro para que toda a humanidade seja banhada pela Luz e o dia da salvação chegue o mais rápido possível; com minhas palavras inábeis, expresso minha gratidão. A Revolucionária Terapia da Tuberculose Publicado em 15 de agosto do 26º ano da Era Showa (1951) Formato B6, 255 páginas Autor: Jikan Editora: Departamento de Publicações da Igreja Messiânica Mundial (Sekai Kyusei Kyo)

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