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Explicação da Agricultura Natural
Prefácio
Hoje, nosso país ainda não se refez das feridas da guerra, e as dificuldades que se estendem por todas as áreas não têm solução fácil. Refiro-me à escassez de alimentos, à tributação excessiva, à falta de dinheiro, ao aumento vertiginoso dos crimes, à crise habitacional, ao número sempre crescente de doentes — em especial às medidas para os pacientes de tuberculose — e assim por diante: os problemas árduos se acumulam.
Dentre esses inúmeros problemas, porém, o ponto central é, sem dúvida, a questão alimentar. Tomando a produção de arroz deste ano como 63 milhões de koku e a população como 83 milhões de pessoas, a quantidade absolutamente necessária é de 83 milhões de koku por ano — um koku por pessoa. Sendo assim, os 20 milhões de koku que faltam terão de vir da importação. Calculado o valor a 5.500 ienes por koku, o montante alcança a cifra colossal de 100 bilhões de ienes, e é imenso, portanto, o impacto negativo que disso resulta para a economia. Ampliar a área de terra arável além da atual, por sua vez, é extremamente difícil. Resta apenas conter a tendência de aumento populacional, característica do nosso país. O controle de natalidade também visa a isso, mas não funciona como se esperava: a população continua aumentando consideravelmente. Eis, provavelmente, o nosso maior problema.
Mesmo diante desse problema difícil, contudo, dispomos de uma estratégia capaz de resolvê-lo em poucos anos e com extrema facilidade: o novo método de cultivo agrícola. Se for posto em prática desde já, o Japão será agraciado com uma sorte inimaginável — mas há aqui um grande obstáculo. Qual? O de que este novo método agrícola é o inverso exato da agricultura praticada até agora. Por mais que se lhe explique o princípio, os agricultores não o aceitam com facilidade. Talvez seja inevitável, porque é impossível que nossos agricultores abandonem de uma hora para outra o método que seus antepassados vêm praticando há centenas de anos, geração após geração. Trata-se, porém, de um grande erro: o método com que tanto se esforçam por aumentar a produção é, na realidade, apenas um método de reduzi-la. Como não se pode mudar de opinião subitamente só com palavras, procurei que compreendessem pela prática aliada à teoria, e assim venho fazendo há mais de dez anos. Aos poucos, obtive resultados surpreendentes, superando as expectativas, e hoje o número de praticantes deste método de cultivo cresce com rapidez e vigor extraordinários. Espalhá-lo por todo o Japão, no entanto, é tarefa imensa, e a escassez de alimentos se intensifica a cada ano que passa. Diante dessa realidade, não posso ficar inerte. Decidi-me, então, a realizar uma grande divulgação e, para isso, publiquei primeiro este pequeno livreto. Sua leitura tornará claras a teoria e a prática, ao alcance tanto dos senhores agricultores quanto do público em geral. Espero sinceramente, pois, que, depois de lê-lo, iniciem a prática o mais rápido possível.
Método da Agricultura Natural
O Grande Poder do Solo
O princípio do método da agricultura natural consiste, antes de tudo, em fazer que se manifeste o grande poder do solo. Até hoje os seres humanos desconheciam a essência do solo — ou melhor, não lhes foi dada a conhecer. Dessa ignorância nasceu o uso de fertilizantes e, sem que se dessem conta, depender deles tornou-se necessário: uma verdadeira superstição. No início, por mais que eu explicasse o cultivo sem fertilizantes, ninguém me dava ouvidos, e eu era ridicularizado. Pouco a pouco, porém, isso foi sendo recompensado. Nos últimos anos, o número de agricultores naturais aumenta ano a ano, e mesmo na colheita resultados surpreendentes vêm sendo obtidos em toda parte. Por enquanto isso ainda não ultrapassou o círculo dos crentes, mas, aos poucos, em várias regiões, começam a surgir simpatizantes também entre os não crentes; e, como os praticantes deste cultivo se multiplicam rapidamente, com um vigor extraordinário, prevê-se que não esteja tão distante o dia em que o método se espalhará por todo o Japão. Como dito acima, a divulgação deste método agrícola pode ser chamada, em suma, de um movimento para quebrar a superstição dos fertilizantes.
E, como não se utiliza absolutamente nenhum fertilizante humano ou químico, sendo o cultivo feito apenas com composto natural, chama-se, como o próprio nome indica, método da agricultura natural. As folhas secas e as ervas secas, matéria-prima do composto natural, são, evidentemente, produzidas pela própria natureza. Já os fertilizantes químicos e humanos, bem como o esterco de cavalo, o esterco de galinha, o farelo de peixe, as cinzas de madeira etc., não caíram do céu nem brotaram da terra: foram trazidos pela mão do homem — e são, portanto, escusado dizê-lo, antinaturais.
Antes de tudo, não há, entre todos os fenômenos do universo, um sequer que não se beneficie das bênçãos da grande natureza; isto é, tudo é gerado, formado e nutrido pelos três elementos primordiais — Fogo, Água e Terra. Cientificamente falando, esses três elementos primordiais correspondem ao oxigênio do Fogo, ao hidrogênio da Água e ao nitrogênio da Terra. Não há cultura agrícola que lhes escape. Deus criou as coisas desta forma para produzir, sem falta, os cinco cereais e as hortaliças que sustentam a vida humana. Refletindo sobre este Caminho Perfeito, compreenderemos bem: tendo feito nascer os seres humanos, Deus não poderia deixar de lhes fornecer alimento suficiente para sustentar a vida. Se um país não consegue produzir alimentos suficientes para a própria população, é porque há nele algo em desacordo com as leis da natureza criadas por Deus. Enquanto isso não for percebido, a solução do problema alimentar continuará sendo algo inimaginável.
Ignorando essas leis da grande natureza e tendo os fertilizantes artificiais como a única coisa necessária, os seres humanos chegaram assim aos dias de hoje. Sofrer com a escassez de alimentos é, portanto, algo natural — deve-se dizer que é a retribuição por terem estado cegos às leis da natureza. Some-se a isso que a teoria da ciência materialista acelerou ainda mais esse processo, e o resultado foi, por fim, a era de escassez de alimentos que vivemos hoje. Nesse sentido, pode-se dizer que o método agrícola atual não representa um progresso, mas, na verdade, um retrocesso. Uma vez que o método agrícola que respeita a natureza é a verdade, mesmo que a colheita seja ruim a produção de 83 milhões de koku (um koku por pessoa por ano) para uma população de 83 milhões de pessoas em nosso país deve estar garantida. Por mais que o martelo que bate na terra possa errar o alvo, esta verdade não pode falhar.
O método da agricultura natural que defendo tem por fundamento essa verdade. A exaustão e o cansaço dos agricultores diante da atual escassez de alimentos no Japão podem ser resolvidos sem dificuldade, dependendo de como for posto em prática. Deus, que vê este erro e não pode abandoná-lo, por Seu grande amor e compaixão faz que o princípio do método da agricultura natural seja amplamente conhecido em todo o mundo através de mim. É necessário, portanto, despertar para isso o mais rápido possível e adotar este método agrícola — assim, os senhores agricultores serão plenamente salvos.
Como dito anteriormente, os três elementos primordiais — Fogo, Água e Terra — são a força motriz que faz crescer as culturas agrícolas. Se melhorarmos a exposição ao sol, fornecermos água em abundância e cultivarmos em solo puro, é certo, portanto, que obteremos resultados maiores do que nunca. Não se sabe ao certo quando, mas os seres humanos cometeram um erro terrível: o uso de fertilizantes. Simplesmente não conheciam a essência do solo. De fato, aplicado o fertilizante, o efeito é considerável por algum tempo; se a aplicação se prolonga, porém, sobrevém aos poucos o efeito reverso — a capacidade inata da cultura de absorver os nutrientes do solo diminui e, sem que se perceba, ela se transforma, passando a depender do fertilizante como nutriente. Nada torna isso mais claro do que a comparação com o vício humano em entorpecentes. Ao usar entorpecentes pela primeira vez, o ser humano sente uma sensação de prazer temporário e sua mente fica mais clara; incapaz de esquecer essa sensação, cai gradualmente num vício profundo, do qual já não consegue libertar-se. Chegado a esse ponto, se o entorpecente acaba, fica atordoado ou sente dores intensas, tornando-se incapaz de fazer qualquer coisa. Por fim, sem forças para resistir, volta a usá-lo mesmo sabendo que é ruim; torna-se incapaz de afastar-se dele e chega até a roubar para obtê-lo. Esses exemplos aparecem constantemente nos jornais, e por eles podemos ver o quão terrível é. Aplicada essa lógica à agricultura, tudo se entende de imediato: pode-se dizer que, hoje, todo o solo do Japão sofre de uma grave doença de vício em entorpecentes — ou melhor, de vício em fertilizantes. Como, porém, os agricultores são há muito tempo crentes cegos nos fertilizantes, é difícil que abram os olhos. Ocasionalmente, ao ouvirem nossa teoria e abolirem os fertilizantes artificiais — ou seja, ao adotarem o método da agricultura natural —, nos primeiros meses o resultado não é bom. Vendo isso, concluem precipitadamente que, afinal, é necessário usar fertilizantes como antes, e muitas vezes desistem.
Como este método agrícola, porém, tem a fé por base, aqueles que praticam exatamente o que digo, sem hesitar, compreendem com facilidade o verdadeiro valor do método da agricultura natural. Descreverei o processo. De início, quando as mudas são transferidas do viveiro para o campo principal, por um tempo a cor das folhas é ruim, os caules são finos e o aspecto é realmente inferior ao dos outros campos. Vendo isso, os agricultores vizinhos zombam, e o próprio praticante se enche de apreensão, chegando a rezar a Deus e a ficar ansioso, preocupado se realmente está tudo bem. Passados dois ou três meses, contudo, a lavoura começa a dar sinais de recuperação; na época da floração melhora consideravelmente, e a preocupação afrouxa um pouco. Por fim, pouco antes da colheita, com um crescimento igual ou superior ao normal, o praticante enfim respira aliviado. Chegada a fase da colheita, para sua surpresa, a quantidade é muito maior do que o esperado, e a qualidade é boa, com brilho, forte viscosidade e sabor excelente. Pode-se dizer que a maioria é de primeira ou segunda classe, e quase não há de terceira classe ou inferior. Além disso, o peso é de 5 a 10% maior do que o do arroz cultivado com fertilizantes. Particularmente interessante é que, por ser mais encorpado, em vez de encolher no cozimento ele rende de 20 a 30% a mais. Comido como arroz cozido, a sensação de saciedade dura mais, e com cerca de 30% a menos já se obtém a mesma satisfação de sempre — o que, do ponto de vista econômico, é extremamente vantajoso. Assim, se todos os japoneses comessem o arroz do nosso método da agricultura natural, o resultado seria um aumento de 30%, e mesmo com o nível atual de produção não haveria necessidade de arroz importado — o que seria maravilhoso para a economia nacional.
Explicarei agora o processo descrito acima. Nos primeiros dois ou três meses o aspecto é inferior porque tanto as sementes quanto o campo ainda contêm veneno de fertilizante. Com o passar do tempo, o solo e o arroz vão eliminando gradualmente esse veneno, recuperam a capacidade que lhes é inata e melhoram passo a passo. Creio que os próprios agricultores não podem deixar de compreender essa lógica. Basta ver o que ocorre depois da irrigação ou de chuvas fortes: mesmo os campos de má qualidade melhoram um pouco, e isso se deve inteiramente ao fato de que o excesso de veneno do fertilizante é lavado e reduzido. Há também o costume de trazer terra de outro lugar quando o crescimento das culturas está um pouco ruim; como o resultado melhora um pouco, os agricultores interpretam que a terra nova resolve o problema, convencidos de que os nutrientes do solo foram por muito tempo absorvidos pelas culturas e o empobreceram. Mas isso é um erro: na verdade, o solo enfraqueceu e se tornou pobre por causa do veneno do fertilizante acumulado ano após ano. Essa interpretação mostra quão presos estão os agricultores à superstição dos fertilizantes.
Explicarei agora a prática do uso do composto natural. No cultivo de arroz, corta-se a palha o mais finamente possível e mistura-se bem ao solo, para aquecê-lo. No solo dos campos de hortaliças, deixam-se as folhas secas e as ervas secas decompor até que as nervuras fiquem macias e só então se misturam bem à terra. A razão é simples: em solo compactado, as pontas das raízes encontram resistência ao crescer, e o desenvolvimento da planta é prejudicado — evita-se, portanto, a compactação. A esse respeito, diz-se com frequência, ultimamente, que é bom arejar as raízes. Não é que o ar em si lhes faça bem: se o ar consegue chegar à base das raízes, é porque o solo não está compactado. Também nesse ponto a interpretação dos estudiosos da agricultura está errada.
Idealmente, portanto, para culturas de raízes superficiais basta misturar ao solo do campo o composto de folhas e ervas. Para as de raízes profundas, convém formar uma camada de composto de folhas a cerca de 1 shaku abaixo da superfície do solo, pois assim ele se aquece. A espessura dessa camada, porém, deve ser ajustada conforme o tipo de raiz profunda, já que há várias espécies. As pessoas em geral pensam que o composto natural também contém nutrientes fertilizantes, mas não é o caso. Seu efeito é outro: primeiro, evitar a compactação do solo; segundo, aquecê-lo; e, terceiro, reter a umidade quando a terra próxima às raízes das culturas seca — colocado em quantidade considerável, o composto previne o ressecamento. São esses os três efeitos do composto natural.
Como se vê pelo exposto, o fundamento do método da agricultura natural é fazer o próprio solo viver. Fazer o solo viver significa mantê-lo puro, sem impurezas como os fertilizantes artificiais; livre de obstáculos, ele exerce plenamente a capacidade que lhe é inata. É interessante notar, ainda, que os agricultores costumam dizer que é preciso descansar o solo — mas isso também está errado. Quanto mais se cultiva, melhor o solo se torna. Dá-se com ele o mesmo que com os seres humanos: quanto mais se trabalha, mais a saúde aumenta, ao passo que o descanso enfraquece. Nesse ponto, a interpretação dos agricultores é inversa: julgam que o cultivo contínuo faz absorver cada vez mais os nutrientes e, por isso, deixam o campo descansar. Tudo isso está, na verdade, errado. Por causa desse erro, consideram impossível o cultivo contínuo e mudam de local a cada ano — o que é absurdo e lamentavelmente tolo. Neste método agrícola, ao contrário, o cultivo contínuo é permitido. Um exemplo que estou praticando atualmente é o milho, que cultivo continuamente há sete anos, no solo pedregoso de Gora, em Hakone — provavelmente um dos piores solos possíveis. Apesar disso, a produção deste ano foi magnífica: grãos densos e bem alinhados, espiga mais longa que o normal, doce e macia, de sabor perfeito. Por que o cultivo contínuo é bom? Porque o solo, conforme o tipo de cultura, desenvolve naturalmente a capacidade de se adaptar a ela. A comparação com os seres humanos deixa isso claro: quem trabalha desenvolve os músculos; no caso dos escritores, que usam constantemente o cérebro, é o cérebro que se desenvolve. É o mesmo princípio pelo qual não obtém sucesso quem muda de profissão todos os anos ou de residência a toda hora. Vê-se assim quão errado se estava até hoje.
Há, por fim, algo que quero acrescentar aqui: se criarmos bichos-da-seda com folhas de amoreira sem fertilizantes, eles não adoecem, o fio é de resistência extrema, o brilho é bom e, além disso, o aumento da produção é certo. Praticado em todo o país, isso causará uma grande revolução no mundo da sericultura, e o imenso benefício que trará para a economia nacional é, sem dúvida, incalculável.
Pragas
Ultimamente, as preocupações das áreas rurais resumem-se a três: o alto custo dos fertilizantes, as pragas e os danos causados pelo vento e pela água. Sobre os fertilizantes já expliquei detalhadamente na seção anterior, de modo que o ponto já deve estar entendido. Falarei agora das pragas com detalhe. Adiantando a conclusão: pode-se dizer que as pragas surgem por causa dos fertilizantes. É que os fertilizantes poluem o solo, fazendo-o deteriorar-se, degradando sua capacidade e deixando nele substâncias impuras. Ora, é natural que toda matéria apodreça onde há impureza, e que ali surjam pequenos insetos e bactérias. Se esta é a lei da matéria, o mesmo se aplica às culturas — o que fica claro pelas larvas que surgem nos montes de fertilizante. E, assim como há vários tipos de fertilizantes, há vários tipos de pragas. Diz-se ultimamente que novas pragas estão surgindo, o que decorre, naturalmente, do surgimento de novos fertilizantes. Os próprios agricultores repetem que há muitas pragas perto dos montes de fertilizante, o que também confirma isso. Outro ponto importante: quando as pragas surgem, pulverizam-se inseticidas para eliminá-las — e isso é muito prejudicial, pois, sendo os inseticidas venenos fortes o bastante para matar insetos, ao penetrarem no solo o envenenam e o tornam de má qualidade. Em consequência, as plantas cultivadas nesse solo absorvem não apenas o veneno do fertilizante, mas também esse veneno adicional; o solo enfraquece cada vez mais e, tal como os seres humanos, perde a resistência, enquanto as pragas, aproveitando-se disso, aumentam sua reprodução — um verdadeiro círculo vicioso. Nesse ponto se vê quão errado estava o método agrícola até hoje. E não é só isso: fertilizantes químicos como o sulfato de amônio são venenos violentos. Se comermos o arroz que os absorveu, o corpo humano será naturalmente afetado, com evidente prejuízo à saúde — pois o sangue se torna turvo. Afinal, se comemos alimentos básicos três vezes ao dia, durante todo o ano, mesmo em pequenas quantidades a cada vez, elas se acumulam até formar uma quantidade considerável de veneno, que se torna a causa de todas as doenças. Cabe aqui explicar brevemente a verdadeira causa das doenças infecciosas. Todos sabem que elas são causadas pela invasão de bactérias, mas não se compreende por que essa invasão produz a doença. A medicina tampouco entende por que, mesmo com a invasão de bactérias, algumas pessoas adoecem e outras não. Já expliquei isso em detalhes em meus livros anteriores; aqui, portanto, serei sucinto. Os micróbios se alimentam das partículas que são a causa da turbidez do sangue e se reproduzem à medida que as consomem. Adoece, assim, quem tem o alimento dos micróbios; quem não o tem não adoece, pois os micróbios morrem de fome. Haver doentes e não doentes depende, portanto, da presença ou ausência desse alimento. Há ainda os chamados portadores, que têm os micróbios mas não adoecem — isso ocorre porque a quantidade do alimento dos micróbios não é suficiente para causar a doença, mas tampouco é tão pequena a ponto de fazê-los morrer; é um estado intermediário. Sendo assim, adoece quem tem o sangue turvo e não adoece quem o tem purificado. Os fertilizantes químicos, que turvam o sangue de forma intensa, são portanto a causa do aumento recente de doenças infecciosas e de pacientes com doenças causadas por bactérias, como a tuberculose. Esta teoria pode parecer autoelogio, mas pode ser considerada uma grande descoberta mundial — creio que só este ponto já valeria um Prêmio Nobel; infelizmente, porém, como o nível acadêmico dos jurados do Prêmio Nobel ainda não chegou ao ponto de compreendê-la, não há o que fazer. Se, por esta lógica, o método da agricultura natural for amplamente adotado, é fácil imaginar o quanto diminuirá o número de doentes.
Danos Causados pelo Vento e pela Água
Quanto aos danos causados pelo vento e pela água, há até mesmo uma tendência de aumento a cada ano, e é de conhecimento geral que tanto o governo quanto o povo estão muito preocupados com sua prevenção. As instalações de prevenção exigem custos altíssimos, de modo que, atualmente, não há alternativa senão suportá-los com medidas temporárias. Mas, como sofremos grandes danos todos os anos, algo precisa ser feito; ao menos por enquanto, não resta senão contê-los ao mínimo. Pelo nosso método da agricultura natural, porém, o enraizamento das culturas é forte, e a quebra de caules se reduz a uma fração da que ocorre no método atual. A queda de flores também é menor, e não há apodrecimento do arroz depois da submersão. Por isso, mesmo quando os outros campos sofrem danos consideráveis, os campos do método da agricultura natural não sofrem danos dignos de nota, para simples surpresa de quem os observa. Examinadas com cuidado as pontas das raízes nesse momento, vê-se que as raízes finas são muito mais numerosas e mais longas do que nos campos com fertilizantes convencionais — o que se deve ao forte enraizamento. É o mesmo princípio pelo qual os seres humanos são saudáveis quando ingerem constantemente alimentos frescos e sem veneno. E isso não se limita ao arroz e ao trigo. Os agricultores costumam considerar bom que as culturas tenham caules baixos e folhas pequenas, pois disso resultam boa frutificação e alta colheita; também nesse ponto o nosso método agrícola corresponde ao ideal. A qualidade superior e o sabor delicioso são, ademais, atestados por todos os experientes, de comum acordo. A razão é que, com o uso convencional de fertilizantes, os nutrientes são absorvidos pelas folhas, que crescem demais e prejudicam a frutificação. Pelo método da agricultura natural, além disso, o perfilhamento do arroz é extremamente alto. Houve até um registro surpreendente, quase inacreditável, de uma única semente que produziu 150 perfilhos e cerca de 15.000 grãos, considerado o melhor até hoje (ver a seção seguinte). Outra característica é que a palha de arroz, quando usada, se mostra muito resistente e parece ser boa para artesanato.
O Problema dos Parasitas
Como todos sabem, muito se discute hoje em dia o problema dos parasitas. Diz-se, afinal, que mais de 80% dos japoneses são portadores de lombrigas, o que é realmente um problema grave. Justamente por ser excessivamente alto o número de portadores, o público em geral não lhe dá muita importância; na verdade, porém, não são poucas as mortes causadas por lombrigas ultimamente. Normalmente, quando se fala em lombrigas, trata-se de apenas algumas; dependendo da pessoa, contudo, podem chegar a dezenas ou até centenas. Chegando a esse ponto, formam uma massa como um novelo de udon, penetram até nos órgãos internos e causam vários sofrimentos — e, para algumas pessoas, esse sofrimento é realmente insuportável. A causa disso é, naturalmente, o uso de fertilizantes feitos de fezes e urina. Como a medicina também afirma, os ovos de lombriga entram no estômago através da boca humana, vindos das hortaliças, e ali se reproduzem. Já outras pragas — oxiúros, ancilóstomos, ácaros da sarna, fungos do pé — são todas causadas pela reprodução de pequenos insetos. Embora a medicina ainda considere desconhecida a causa dessas doenças, segundo minha pesquisa elas se devem, na verdade, aos fertilizantes artificiais. Não é a causa direta, mas os fertilizantes humanos tornam o sangue turvo, e é por isso que os pequenos insetos surgem. Já escrevi antes sobre o erro da teoria da infecção de Pasteur neste ponto. Em geral, é contrário ao Caminho Perfeito que insetos surjam no corpo humano — num cadáver, tudo bem; num ser humano vivo, isso é extremamente irracional. Deve-se inteiramente ao fato de os seres humanos estarem se desviando das leis celestiais, introduzindo em seus corpos substâncias impuras que não deveriam ser introduzidas e assim tornando o sangue turvo. Nesse sentido, se os seres humanos respirarem ar puro, beberem água limpa, comerem alimentos provenientes de solo sem impurezas e evitarem ao máximo o uso de substâncias estranhas ao organismo, como medicamentos, é claro que serão saudáveis e livres de doenças, e uma vida de mais de cem anos não será de forma alguma impossível.
A Grande Eficácia do Johrei
Nos relatos de aumento de colheita pela prática do método da agricultura natural, o efeito notável do Johrei está sempre presente. Explicarei por que isso acontece.
O princípio do método da agricultura natural é este: como o solo está poluído pelos métodos agrícolas artificiais convencionais, sua vitalidade fica prejudicada e ele não consegue exercer a capacidade que lhe é inata, do que resulta baixo desempenho. Os agricultores desconheciam esse princípio e, até hoje, compravam fertilizantes caros para obter maus resultados, num trabalho perdido. Através da revelação divina, percebi esse erro e publiquei o princípio de que, ao contrário do que se pensava, quanto mais puro o solo, melhor as culturas se desenvolvem. Aqueles que o praticam estão obtendo resultados magníficos, como está amplamente documentado nas publicações da nossa Igreja. Muitas pessoas devem querer saber por que o Johrei tem efeito tão notável sobre as culturas agrícolas; explicarei, pois, aqui.
Antes de tudo, os crentes da nossa Igreja devem saber bem que todas as coisas se compõem de espírito e corpo. Naturalmente, como tanto o solo quanto as culturas se compõem de espírito e corpo, se o solo está poluído por fertilizantes artificiais, o espírito do solo está nublado da mesma forma. Uma vez aplicado o Johrei, porém, as nuvens espirituais do solo diminuem e, do mesmo modo, diminuem também as impurezas nele, purificando-o. Consequentemente, o solo purificado aumenta seu vigor de crescimento e, ao mesmo tempo, o veneno do fertilizante restante nas culturas também diminui. Assim, os dois efeitos se combinam e, de acordo com a lei de que o espírito é primordial e a matéria é secundária, o crescimento se torna vigoroso. Com isso, penso que já compreenderam em linhas gerais.
Sobre a Horta para Amadores
Até a seção anterior, escrevi tendo como alvo apenas os especialistas. Escreverei, por fim, sobre o cultivo para amadores, ou seja, a horta doméstica. No cultivo para amadores, como é necessário usar muitos fertilizantes feitos de fezes e urina, para quem não está acostumado a manuseá-los isso é um sofrimento realmente insuportável. E não apenas na hora de espalhá-los: por vários dias depois, o mau cheiro invade até os cômodos da casa, causando constante desconforto e sendo realmente anti-higiênico — especialmente na hora das refeições, quando só de pensar já dá náuseas. Se houvesse um grande efeito em troca de tal sofrimento, poderíamos suportá-lo; mas, na verdade, o resultado é o oposto, com baixo rendimento. Provavelmente não há história mais tola do que essa. Pode-se dizer que não sabiam até hoje, mas ainda assim a ignorância é espantosa.
De acordo com o método da agricultura natural, não há mais aquela sensação de sujeira nem o mau cheiro. É limpo, higiênico; as culturas se desenvolvem bem, a quantidade é grande e o sabor é surpreendentemente delicioso. Além disso, não há preocupação com pragas, nem perigo de lombrigas. E, acima de tudo, tanto a cor das folhas quanto a forma dos caules são mais bonitas do que as das culturas com fertilizantes convencionais. Assim, ao iniciar o método da agricultura natural, cuidar da horta todas as manhãs torna-se realmente prazeroso — antes, cuidar dela era mais desagradável do que prazeroso; só de pensar que havia dejetos espalhados, não se tinha vontade nem de andar por cima.
No cultivo para amadores, é comum ocorrerem coisas como batatas que não frutificam bem ou não crescem, tomates e berinjelas com muita queda de flores, rabanetes ocos, pepinos que murcham devido ao surgimento de vermes nas raízes e vegetais para conserva que quase não têm folhas perfeitas, todas cheias de buracos. Tudo isso se deve aos fertilizantes artificiais; mas, como não percebem essa causa, os amadores pensam que é falta de fertilizante e aplicam cada vez mais, piorando a situação. Como ninguém sabe a verdadeira causa, perguntam aos especialistas; e estes, presos também à superstição dos fertilizantes, não conseguem dar uma resposta satisfatória. Não se sabe quantas pessoas no mundo estão passando por essa dificuldade. Se conhecessem este método agrícola, quão aliviadas se sentiriam! Seria como se tivessem ascendido do Inferno ao Paraíso.
Conclusão
Tendo explicado a questão sob todos os ângulos, os leitores já devem ter compreendido suficientemente quão superior é este método agrícola. Em suma, ele não tem outro propósito senão corrigir os métodos tradicionais, fundamentalmente errados, resolver a atual escassez de alimentos — que se tornou um beco sem saída — e lançar, como o sol, uma luz sobre o mundo obscuro e ignorante da agricultura.
Nesse sentido, não tenho a menor intenção de usá-lo para a propaganda da nossa Igreja. Nem é preciso dizer que qualquer pessoa, mesmo não sendo crente, obterá uma grande colheita se o praticar. Assim, mesmo um agricultor comum, não crente, que cultive com este método obterá certamente os seguintes resultados:
Primeiro ano: colheita normal ou aumento de 10 a 20 por cento.
Segundo ano: aumento de 20 a 30 por cento.
Terceiro ano: aumento de 30 a 50 por cento.
Quarto ano: aumento de 50 por cento ou mais.
Esses números foram calculados de forma conservadora e, ainda assim, devem parecer resultados difíceis de acreditar. Foram calculados, é claro, com base em experimentos já realizados, de modo que não há erro. E não é só isso: se enumerarmos as vantagens além do aumento da colheita, o custo do fertilizante se torna zero; os danos causados por pragas e inundações também se reduzem a uma fração; a qualidade é superior e o sabor, excelente; não há perda no beneficiamento; há vantagens como render mais ao cozinhar; e, acima de tudo, o trabalho é reduzido pela metade. Ainda há muitas outras vantagens, que omitirei. O surgimento deste método agrícola não é, para os agricultores e para a nação, um grande evangelho sem precedentes e revolucionário?
Para comprovar os resultados surpreendentes deste novo método agrícola, os registros experimentais reunidos nos mais de dez itens a seguir são uma parte dos primeiros resultados coletados neste outono.
Com esta graça em campos e arrozais em más condições
'Eikō' nº 81, publicado em 6 de dezembro de 1950 (Showa 25)
Vila Sakashita, Distrito de Higashi-Kasugai, Província de Aichi
Igreja Média Shinkō da Igreja Grande Miroku, Fūichi Ukai
Agradeço pelos benefícios materiais diários e, ao mesmo tempo, relato a situação atual do método da agricultura natural, apresentando meus agradecimentos.
Recordando, desde criança fui criado em um lar frio, passei oito anos na vida militar e, na frente de batalha da Birmânia, escapei por pouco da morte e retornei; minha saúde, porém, não estava boa, e fiquei em tratamento. Cerca de meio ano depois, minha saúde se recuperou e, por um destino, casei-me. A discórdia familiar levou-me, no entanto, ao divórcio, e perdi a esperança no futuro. Mesmo caindo no fundo do pessimismo, encontrei forças para suportar aquela angústia vivida na frente de batalha e seguir vivendo dia após dia. Foi assim que, por meio da recomendação entusiástica de meu irmão mais novo, relutantemente recebi o Ohikari do Mestre Taki, de Nagoya.
A primeira coisa que me chamou a atenção após a conversão foi a questão do método da agricultura natural. Recordo que, na frente de batalha da Birmânia, após a derrota, quando cultivávamos a terra no local para a autossuficiência alimentar, eu tinha dúvidas sobre pontos estranhos. A alegria que senti quando essas dúvidas foram esclarecidas é algo que não pode ser expresso em palavras: era a diferença entre o método de cultivo dos birmaneses locais e o nosso método de cultivo.
Nós, assim como no continente, fazíamos capina, adubação e cuidados sem falhas; mas os birmaneses, com um método de cultivo extremamente simples, obtinham colheitas superiores. A fazenda de nós, soldados, por sua vez, tinha uma colheita tão ruim que nem se podia falar nisso, com fracassos contínuos, quase como se fosse uma colheita fora de época, e não tínhamos nenhuma colheita real. Apesar de tanto esforço, por que esse resultado? Eu ia frequentemente ver os campos dos birmaneses, mas não conseguia resolver a questão. No momento da conversão, ao ouvir do Mestre sobre o método da agricultura natural da Igreja Messiânica, fiquei surpreso.
Após a desmobilização, pensei em várias maneiras de aplicar no continente o que vi e estudei na Birmânia, e já o havia implementado mesmo antes da conversão. Espalhei, por exemplo, sementes restantes em um campo sem adubo, como teste, e isso deu um resultado tão bom que era realmente misterioso. As pessoas da vizinhança perguntavam como eu havia feito, e eu explicava dizendo que havia feito ao estilo birmanês. Devido às circunstâncias acima, converti-me em fevereiro e, ao ler a primeira edição de 'Tijotengoku', minhas dúvidas foram ainda mais esclarecidas. Imaginem como foi minha alegria.
Decidi pô-lo em prática de imediato: comecei em março pelo canteiro de batatas-doces e estendi o método da agricultura natural a batatas, cebolas, repolhos, tomates, arroz, taro etc. Entre todos, o sabor do tomate não tinha comparação com o dos cultivados com fertilizantes; minha irmã mais nova, depois de provar os da agricultura natural, não quis mais os adubados. Na colheita do taro, os filhotes vieram extraordinariamente maiores que a mãe, e muito saborosos. Meu pai, porém, que era contra, comia rindo com um sorriso amarelo e falava mal do método da agricultura natural. Só me xingava, dizendo: "Não é possível colher safras sem fertilizantes. Isso é um absurdo. Mesmo que se colha, é pouco. Fertilizante é a comida das plantas. Você também não pode trabalhar sem comer. Este ano, como ainda restava o efeito dos fertilizantes anteriores, houve colheita." E ainda dizia: "Que problema, você ficou louco por fé, está caducando. Por isso que não consegue uma esposa." Eu desejava com todas as forças que ele entendesse, e orava a Deus; mas, mesmo diante da colheita real e do sabor, ele não só não compreendia como passou a atrapalhar minhas idas ao templo. Por essa falta de compreensão de meu pai, o cultivo de arroz foi extremamente difícil — o campo destinado ao viveiro de mudas, é claro, estava todo adubado. Sem alternativa, preparei o campo ruim (um campo que todos os anos sofria com a seca e dava muitas perdas), que meu pai me permitira usar no ano passado como campo experimental de cultivo natural de trigo, e ali fiz o viveiro de mudas. O arroz plantado nesse campo está agora no período de espigamento, e mesmo eu me surpreendo com o bom resultado. Os vizinhos também dizem: "Isso é cultivo natural? É mentira, não é?" Alguns até desconfiam que eu tenha posto fertilizante às escondidas, e o assunto virou comentário na região. Estou muito feliz e imagino que, nesse ritmo, todos ficarão surpresos na época da colheita.
Quanto às hortaliças, venho fazendo testes aos poucos desde o ano passado; este ano, porém, contrariando a oposição de meu pai, apliquei o método num campo de encosta, o de menor colheita. Com isso, entre outras coisas, minhas irmãs mais novas puderam conhecer as vantagens do cultivo natural. Relato aqui os benefícios materiais do repolho. Comprei as sementes, fiz o Johrei e as semeei; germinaram apenas umas trinta. Transplantei-as para o campo mencionado e repeti o Johrei várias vezes, mas por diversas vezes as pragas quase acabaram com elas. Na última infestação, quase todas morreram, e desisti. Uns dez dias depois, quando já as havia esquecido, começou a estação das chuvas. Os repolhos das outras casas, que já haviam formado cabeça, racharam com a chuva; a água entrou e apodreceram. Os meus, que eu dava por perdidos, formaram cabeças magníficas. Involuntariamente, ergui os olhos para o céu a leste e ofereci uma oração de gratidão a Meishu-Sama. Ofereci-os primeiro ao Daikōmyō Nyorai, na casa do Mestre, e depois contei aos vizinhos e à casa de meu irmão mais novo que os havia colhido pelo método da agricultura natural, pedindo que experimentassem. Eles se alegraram, dizendo que o sabor era bom e muito gostoso.
Desde então, minha mãe e minha irmã mais nova, alegres com as vantagens do cultivo natural, passaram a cooperar comigo. Meu pai, que ainda não entende, continua gritando que é preciso adubar. Não paro de orar para que o maior número possível de pessoas no mundo desperte, o quanto antes, para as vantagens do método da agricultura natural.
Sou grato pelas Graças Divinas de Meishu-Sama e apresento meus profundos agradecimentos. Ao mesmo tempo, agradeço aos vários Mestres pela orientação, tanto aberta quanto oculta, e encerro esta carta.
Colheita de mais de nove fardos por tan, sem acamar mesmo com tufão
'Eikō' nº 79, 22 de novembro de 1950 (Showa 25)
Incluído em 'Método da Agricultura Natural' e 'Método da Agricultura Natural (Revolucionário)'
Vila Hijikata, Distrito de Ogasa, Província de Shizuoka
Igreja Média Eishō, Tatsuo Kusugaya (38)
Desta vez, relato minha experiência real e minhas impressões sobre o cultivo natural de arroz. Na verdade, no momento em que recebi o ensinamento do método da agricultura natural, o que me passou pela mente foi a palavra "sem fertilizantes" — palavra terrível de se ouvir. Acreditávamos que o fertilizante era o equivalente à comida para os humanos, e que era a comida das plantas. No entanto, isso, embora parecesse bom, era ruim e ia contra a vontade da grande natureza, ou seja, de Deus. Recebi o ensinamento de que, com o método da agricultura natural, poderíamos receber a graça em qualquer desastre de vento ou de água. No ano passado, apliquei o método num campo de arroz de cultura única, de solo macio, onde cerca de dois terços do arroz havia acamado. Escolhi a variedade 'Taisho Akaho', tardia, de caule mais longo e frágil às doenças. Aproximava-se a época da semeadura no viveiro; espalhei palha cortada em pedaços de cerca de 1 sun no canteiro, fiz o Johrei nas sementes e semeei 1 gō por tsubo em 7 de maio. O viveiro era, obviamente, um viveiro de arroz irrigado, e as sementes germinaram alguns dias depois. Estava muito ralo, porém, e já então comecei a me preocupar com o futuro. Dia após dia foi ficando um pouco mais cheio, mas ainda um tanto amarelado, e, ansioso, eu via aproximar-se a época do transplante.
O campo de implementação tinha 3 se e 1 bu de área. Coloquei dentro dele 10 feixes de capim verde. Lembro-me até hoje de como, misteriosamente, meu coração estava leve e alegre enquanto fazia esse trabalho. Já era a estação das chuvas, e uma chuva fina e constante caía quando chegou também a oportunidade perfeita para o transplante. Em 2 de junho, concluí o transplante com segurança, ajoelhei-me diante do altar divino e orei de todo o coração. O método de transplante foi o plantio em fileiras, com espaçamento de 1 shaku e 3 sun entre as fileiras e 5 sun entre as plantas, principalmente com uma muda por cova. A primeira capina foi feita em 3 de julho. Nessa altura, não havia diferença em relação ao campo com fertilizante ao lado, e era o momento de grande preparação para a purificação que viria. Depois da primeira capina, apliquei composto natural feito com água limpa (meio maduro, com o melhor aroma), à taxa de cerca de 70 kan por tan. A partir de cerca de 10 de julho, as plantas começaram a amarelar gradualmente; por volta de 20 de julho, a purificação se fez mais intensa, e pensei que era o momento de sofrimento. Fiz, então, o Johrei diariamente, com dedicação especial.
Naquela época, meu coração também andava muito confuso, e por várias vezes pensei em usar fertilizante. Mas, a cada vez, eu despertava o coração invocando Meishu-Sama, lembrava-me com calma do ensinamento e acreditava que aquilo era a purificação devida à toxina do fertilizante. Imaginando as ondas douradas da colheita vindoura, seguia em frente sem me desviar do caminho. Em 23 de julho, fiz a segunda capina. Cerca de uma semana depois, as plantas foram ganhando verde e voltaram ao estado original do Akaho. Gostaria de registrar aqui o perfilhamento: em 18 de julho, havia de 10 a 13 perfilhos; em 7 de agosto, de 15 a 20. Como ouvira dizer que, com fertilizante, os perfilhos tardios são ineficazes, contei uma touceira para verificar; no momento da colheita, para minha surpresa, não havia um único perfilho ineficaz, e todos estavam bem granados. No final de julho já não era preciso capinar, e restava apenas desfrutar do outono da colheita. Foi também nessa altura que começou a temporada de tufões, a mais temida pelos agricultores, e a preocupação voltou a crescer. Como previsto, fomos atingidos, e vi aqui e ali a tristeza do acamamento e ouvi gritos de dor. Mas que coisa maravilhosa! Sendo um arroz que, com fertilizante, certamente teria acamado, nem uma única touceira acamou — e eram plantas de 3 shaku e 8 ou 9 sun de altura. O que é isso, senão um milagre?
Sob o sol escaldante do meio-dia, suando, eu capinava; as folhas de arroz estavam vermelhas, e corpo e mente sofriam. Essa época passou sem que eu percebesse, e chegou o tempo da colheita, com uma sensação de frescor pela manhã e à noite. Quando encostei a foice para cortar as raízes, os caules estavam tão duros que pareciam mesmo "kaya". Foi a primeira vez que senti isso. Percebi que, com um arroz assim, não havia preocupação com acamamento nem com pragas e doenças. Registro a seguir a quantidade real da colheita.
1. Variedade: Taisho Akaho
2. Viveiro: a) Viveiro de arroz irrigado; b) Semeadura: 1 gō por tsubo; c) Área do viveiro por tan: 12 tsubo
3. Composto natural: 70 kan por tan (composto feito com água limpa)
4. Transplante: a) Plantio em fileiras, espaçamento entre fileiras: 1 shaku e 3 sun, espaçamento entre plantas: 5 sun; b) Data do transplante: 20 de junho; c) Número de mudas: 1 ou 2 mudas por cova
5. Capina: Primeira: 3 de julho; Segunda: 22 de julho
6. Perfilhamento: a) 18 de julho: 10-13 perfilhos; b) 7 de agosto: 15-20 perfilhos
7. Colheita: a) Peso bruto por tsubo: 2 shō e 1 gō; b) Quantidade de arroz beneficiado por tsubo: 1 shō e 2 gō e 5 shaku; c) Colheita por tan: 9 fardos, 1 to e 5 shō; d) Aumento em relação à maior colheita anterior por tan: 2 fardos, 1 to e 5 shō
O resultado foi esse, e fiquei surpreso com a quantidade inesperada da colheita. A colheita superou o que a aparência sugeria porque os caules eram mais duros que os dos cultivados com fertilizante: ainda que o peso da espiga fosse o mesmo, não pendiam levemente como os adubados, e todos estavam completamente granados. Acredito firmemente que este método da agricultura natural, que elimina as preocupações com vento, água, pragas e doenças e produz uma colheita inesperada, é verdadeiramente o segredo para o aumento da produção de alimentos concedido por Deus. Creio que primeiro vem a 'experiência': mais do que a teoria, a prática.
Muito obrigado, Meishu-Sama.
(Apresentado em 22 de novembro de 1950)
Crente que excede a cota de fornecimento com cultivo natural
'Eikō' nº 79, 22 de novembro de 1950 (Showa 25)
Incluído em 'Método da Agricultura Natural' e 'Método da Agricultura Natural (Revolucionário)'
2-bancho, Tera-ura-dori, Cidade de Niigata, Província de Niigata
Igreja Média Kōyō da Igreja Grande Taisei, Eitarō Ogawa (37)
Os membros voluntários da Igreja Média Kōyō também completaram três anos de experiência no método da agricultura natural e, tendo recebido várias proteções divinas milagrosas, estão simplesmente maravilhados com esse grande poder. Deixarei a cada membro o relato estatístico detalhado. Eu, juntamente com os membros indignos, experimentei o método desde o plantio do arroz até a colheita, e acredito firmemente que o método da agricultura natural da nossa Igreja é o único caminho de salvação para romper o impasse do campo. Com base nessa experiência, quero agora levantar a voz e fazer com que o maior número possível de pessoas conheça o método da agricultura natural. É por isso que apresento este relato, sem me importar com a falta de habilidade na escrita.
Um crente, o Sr. Yamagishi Shinjūrō, da Vila Ōhara, Nishikanbara-gun, Província de Niigata, obteve um excelente resultado: excedeu a cota de fornecimento em 20 fardos, além do pagamento integral, e ainda teve uma margem de 10 fardos.
No primeiro ano de cultivo natural, a colheita do Sr. Yamagishi esteve entre as mais baixas da aldeia; no segundo, subiu para o meio; no terceiro, que é este ano, tornou-se a mais alta. Ele disputou um campo de competição com o mestre no cultivo de arroz da aldeia, mas todos foram atacados pela brusone, e ninguém mais foi páreo para ele. O técnico agrícola da aldeia, ao ver o estado do arroz do Sr. Yamagishi, ficou admirado: era, segundo ele, o estado de crescimento mais ideal. Ministro da nossa Igreja, o Sr. Yamagishi vive ocupado com o Johrei e sofre com a falta de mão de obra — por isso quase não usou palha, e já está no terceiro ano. Os que a princípio o tratavam como louco agora dizem que aquilo é simplesmente misterioso.
Um crente, o Sr. Yamaguchi Reiji, da Cidade de Muikamachi, Minami-Uonuma-gun, Província de Niigata, cultivou desde o primeiro ano uma área de 9 tan e 3 se. Comparada à colheita normal de 62 fardos do mesmo campo (com custo de fertilizante de 30.000 ienes), a do cultivo natural chegou a 66 fardos (3 tan foram danificados pela inundação). Também o Sr. Ishihara Tokuhei, da Cidade de Kameda, Nakakanbara-gun, e o Sr. Izuka Saburō, da Cidade de Yoshida, Nishikanbara-gun, obtiveram colheitas de 8 a 9 fardos por tan. Fora esses, há muitos outros que praticam o cultivo natural em 2 ou 3 tan cada, com colheitas consideráveis. Como a quantidade de toxina do fertilizante varia de solo para solo, não se pode padronizar o número de koku por tan; mas, como experiência da Igreja Média Kōyō:
Cultivo natural
Primeiro ano: redução de 10% - colheita normal
Segundo ano: colheita normal - aumento de 20%
Terceiro ano: aumento de 20% - aumento de 30% (padrão: colheita normal)
Foram esses os resultados. No plano econômico, não há necessidade de gastar com fertilizantes, a mão de obra se reduz a um terço e o retorno é imenso; eles estão realmente contentes, sem nenhuma dificuldade com aperto financeiro.
A esposa de um crente, o Sr. Watanabe Sansaku, da Cidade de Niigata, cultiva hortaliças pelo método natural há três anos e as vende na cidade. Como as pessoas, sem nada saberem, as acham muito mais saborosas do que as comuns, mal ela abre a loja e tudo se esgota num piscar de olhos. De ordinário vendia até umas 8 horas da manhã; agora vende tudo até as 6 e volta para casa. Hoje em dia isso já se tornou conhecido de todos, e, quando ela puxa a carroça, os clientes a esperam e compram como se disputassem — e por preço mais alto do que o dos outros. Como o cultivo de arroz é feito ao lado da cooperativa agrícola, tornou-se o centro das atenções na aldeia. Quando colheram, a quantidade era grande e, sobretudo, a qualidade era excelente: enquanto o arroz comum era de quarta ou quinta qualidade, o do Sr. Watanabe era de primeira ou segunda, surpreendendo o inspetor presente, que o declarou o melhor do distrito — o que chegou a ser publicado no quadro de avisos da Escola Primária Ishiyama. Não raro os praticantes do cultivo natural são vistos com desconfiança quanto ao cumprimento da cota de fornecimento; mas, longe de não cumprirem, todos pagam integralmente ou excedem a cota.
Além disso, não sofrem danos com os desastres de vento e água que, todos os anos, se repetem como se fossem eventos do calendário. Quantas vezes chorei de gratidão diante de tanta graça!
Também na área da saúde se obtêm efeitos notáveis. A melhora no nível de saúde dos praticantes do cultivo natural da nossa Igreja é marcante: a cor da pele muda a ponto de a diferença ser perceptível à primeira vista, e eles dizem que, por mais que trabalhem, nunca se cansam. E como o valor nutricional é alto e o arroz rende mais ao cozinhar, todos os anos sobra de 10 a 20 por cento a mais do arroz reservado do que o previsto.
Ah, como é grande o método da agricultura natural! Bem se diz que quem segue a natureza prospera e quem a ela se opõe perece. Se praticarmos o método da agricultura natural com simplicidade, de acordo com a grande natureza, não haverá doença, nem pobreza e, portanto, nem conflitos. Podemos viver a fé no dia a dia, com o coração e as finanças satisfeitos, deixando do lado de fora as ondas turbulentas do mundo, e viver em paz, enriquecendo e prosperando junto com o céu e a terra. Essa alegria só faz aprofundar em mim os sentimentos de gratidão, comoção e retribuição a Meishu-Sama.
Apresentei acima o meu relato, ainda que se trate de experiência modesta.
(Apresentado em 22 de novembro de 1950)
O cultivo natural é o verdadeiro método agrícola. Admiro a absolutez da Luz Divina
Vila Kamitaihō, Distrito de Sashima, Província de Ibaraki
Igreja Média Kanna da Igreja Grande Taisei, Masao Ochiai
Convocado para a guerra atual em 1941, servi por longos seis anos como membro do corpo de saúde nas batalhas da China, da Birmânia e da Índia, lutando em várias regiões e cruzando não poucas vezes a linha da morte. Felizmente, fui desmobilizado da Tailândia em junho de 1946. A casa que reencontrei ao cabo de seis anos estava mudada, tanto por dentro quanto por fora, e em ruínas.
Se ao menos o corpo estivesse forte, não haveria com que me preocupar. Mas, como mencionei, passei o serviço militar em meio a medicamentos, na condição de membro do corpo de saúde — e, provavelmente por causa da toxina medicamentosa, sentia calafrios, tremores, fadiga e perda de apetite, com o corpo todo pesado e dolorido. Um trabalho físico como o da agricultura me parecia de todo impossível.
Como tinha experiência em terapia, porém, logo após a desmobilização entrei em contato com conhecidos, reuni medicamentos de vários tipos e passei a tomar remédios e aplicar injeções todos os dias, alternando-os. Mas a doença só piorava. No final, cheguei a ter medo de espetar a agulha de injeção no meu próprio corpo. Pensei: "Mesmo aplicando tantas injeções, ainda tenho febre. Vou parar com as injeções. Não há outro método senão confiar na natureza." E fiquei completamente desanimado.
Foi então que, felizmente, ouvi falar da Igreja Messiânica Mundial (na época chamada de terapia de purificação). Fui imediatamente ao Mestre Yoshida, na Cidade de Mitsukaidō, ouvi várias explicações e recebi o Johrei. Nesse ínterim, o Mestre Namieda, de Tóquio, veio em viagem de serviço e deu várias palestras valiosas; e, enquanto eu pedia o Johrei, minha saúde se recuperou quase completamente. Recebi a permissão e, em abril de 1947, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Depois disso, o Mestre Namieda continuou a nos visitar, e hoje tenho um corpo verdadeiramente saudável, sem nenhum medicamento, a ponto de não sentir cansaço por mais que trabalhe. Vivo uma vida de gratidão, verdadeiramente agradecido. Minha esposa, além disso, também recebeu a purificação dos rins após o parto. Por um tempo, seu estado era tão preocupante que até o Mestre Namieda nos deu várias advertências. No entanto, enquanto confiávamos tudo a Komyo-Nyorai e orávamos com devoção, ela recobrou bastante a energia, e a recuperação está próxima. Oro com todo o coração e, todos os dias, posso viver uma vida alegre e de gratidão. Não há palavras para expressar essa graça.
Foi assim que, em meio a inúmeras proteções divinas, no ano passado ouvi do Mestre Namieda sobre o método da agricultura natural. O Mestre sempre dizia para eu ser o primeiro a praticá-lo. Educado no materialismo e contaminado pela superstição dos fertilizantes, porém, custava-me mudar de pensamento. No fundo do coração, pensava assim: "Por mais que o Mestre Namieda insista, as plantas crescem porque há fertilizante. Dizer para fazer isso sem fertilizante é impossível. Primeiro, se eu fizer isso, não conseguirei cumprir a cota de fornecimento, e será um grande problema. Isso é demais para mim." Não podia dizer isso diretamente ao Mestre, mas era o que pensava em segredo.
Toda vez que vinha em viagem de serviço, porém, o Mestre perguntava: "Ochiai, você já fez o cultivo natural? E qual foi o resultado?" Inúmeras vezes fiquei sem saber o que responder; na época, dizia que estava fazendo aos poucos. Mas pensei: "Não posso continuar dando essas desculpas para sempre. O Mestre me salvou tanto no corpo quanto na alma. Devo fazer tudo o que o Mestre diz e oferecer minha sinceridade. Caso contrário, não terei como me desculpar."
Em 1948, dividi ao meio minha terra de 1 chō e 3 tan: uma metade sem fertilizante e a outra com fertilizante. Na área com fertilizante apliquei, como reforço adicional, o fertilizante que seria destinado à área sem fertilizante. Como resultado, na área com fertilizante as plantas adoeceram tanto na safra de inverno quanto na de verão. No final, a área sem fertilizante produziu itens de boa qualidade e, como não houve custo com fertilizante, a colheita nela foi maior. Foi então que finalmente percebi a inutilidade e a nocividade dos fertilizantes.
Pensei que Deus, como mostravam os resultados, me guiava por fatos concretos para que eu fizesse o cultivo natural. A partir de 1949, portanto, mudei completamente para o cultivo natural. Quando o implementei, a toxina do fertilizante deixou o trigo completamente vermelho, e cerca de um terço da cevada teve as raízes arrancadas e morreu. Confiando tudo a Komyo-Nyorai, no entanto, continuei fazendo o Johrei com devoção. Para minha surpresa, pouco antes da espigação surgiram espigas pretas e magníficas. Daquilo que, pelas previsões do inverno, eu julgava que seria quase nada, recebi a proteção divina de uma colheita de 1 koku e 5 to por tan, e fiquei completamente admirado.
O trigo, mesmo no primeiro ano, mostrou-se relativamente resistente à toxina do fertilizante e cresceu bem. Chegada a estação das chuvas, os campos dos outros agricultores, todos com fertilizante, foram igualmente tomados pela terrível ferrugem do trigo. Os aldeões foram mobilizados para pulverizar com pulverizadores motorizados, num grande alvoroço. Fui pressionado a participar, mas recusei claramente, dizendo: "Não há necessidade de fazer isso nas minhas plantações. Fazer algo tão antinatural seria imperdoável diante de Deus; por isso, não farei." Minha mãe idosa não conseguia se conformar e dizia: "Se só a nossa não for desinfetada, a doença vai se espalhar. Por que não faz?" Eu a convenci, dizendo: "Isso não acontece de forma alguma. As doenças não se transmitem; elas surgem porque os humanos cultivam as plantas de uma forma que faz com que as doenças apareçam. Não há preocupação com as nossas, que são cultivadas naturalmente." E não implementei a pulverização. Quando chegou a época da colheita, foi exatamente como eu dissera: quase não houve incidência da doença, os caules ficaram fortes e não acamaram. A eficiência da colheita foi o dobro; a colheita também teve um aumento de 20%, e a qualidade era boa. Os vizinhos estavam em alvoroço porque o trigo deste ano era de má qualidade e muitos lotes foram reprovados. O meu, sem problemas, foi classificado como terceira e quarta qualidades e foi aceito.
Relato, em seguida, a safra de verão deste ano — o arroz irrigado e o arroz de sequeiro. Começo pelo arroz irrigado e, nele, pelas mudas. No viveiro, apliquei cerca de 100 kan de palha meio madura por tan, preparei o solo, fiz os canteiros, espalhei sobre eles de 2 a 3 bu de terra livre de toxina de fertilizante e semeei. A germinação foi extremamente uniforme. Como era, porém, o primeiro viveiro de mudas daquela terra neste ano, cerca de dez dias após a germinação veio a primeira purificação, e tudo ficou vermelho. Confiando tudo a Komyo-Nyorai, sempre que passava pelo campo eu fazia o Johrei. Cinco ou seis dias depois, as mudas voltaram a ficar pretas — a segunda purificação. Também dessa se recuperaram em cerca de uma semana, e iniciei o transplante quando estavam com quarenta e cinco dias; a essa altura já se mostravam completamente vigorosas, sem comparação com as que receberam fertilizante. Depois do transplante, o desenvolvimento foi extremamente tranquilo; houve um pouco de dano por insetos na área das variedades precoces, mas nas de meia-estação não houve nenhum, e o crescimento foi surpreendente. Cultivei também, pelo método da agricultura natural, todo o arroz de sequeiro e a batata-doce, e ambos apresentaram resultados surpreendentes.
Em 18 de julho, por intermédio do Mestre Namieda, nove pessoas vieram do local do Mestre Ueda, em Shimotsuma, para uma visita de estudo; depois de verem os resultados de toda a área cultivada, retornaram ardendo com uma fé muito forte. Quando partiam, eu lhes disse: "A agricultura natural, com apenas uma visita, não se compreende verdadeiramente; por favor, venham observá-la várias vezes." Eram tão entusiasmados que voltaram em 18 de agosto e, em 19 de setembro, ao verem os resultados finais, ficaram admirados e pareceram ganhar confiança. Alguns disseram que a partir do ano seguinte mudariam tudo; outros, que implementariam em metade da área cultivada; houve ainda quem dissesse que, como criar gado e cavalos dava trabalho para lidar com o esterco, venderia os animais. Cada um retornou com suas resoluções. Ao pensar que a visita de estudo à agricultura natural de alguém tão inexperiente como eu pôde tornar-se diretamente uma força tão grande para todos, meu peito encheu-se de gratidão, alegria e agradecimento.
A colheita já terminou: o arroz de variedade precoce rendeu 2 koku e 4 to (6 fardos) por tan, e o de meia-estação, 2 koku e 6 to (6 fardos e meio) — um aumento de 20% em comparação com os cultivadores comuns, que usam fertilizante. O arroz de sequeiro teve seu melhor desempenho na área que rendeu 2 koku e 3 to (5 fardos e 3 to) por tan, aumento verdadeiramente surpreendente. Foi realmente uma proteção divina, muito obrigado. No ano que vem, pretendo implementá-la com ainda mais empenho e, como pioneiro da agricultura natural nesta região, desenvolvê-la cada vez mais, esforçando-me para que isso seja, ainda que numa mínima parte, uma retribuição à graça de Meishu-Sama. Também o cultivo de trigo deste ano estou implementando integralmente pelo método da agricultura natural; a germinação foi extremamente uniforme, e o crescimento segue tranquilo. Nós, agricultores, recebemos de Meishu-Sama a revelação divina da grande verdade; considero, portanto, que é nossa missão utilizá-la e pesquisá-la amplamente, avançando sempre em direção ao desenvolvimento. Na terra que está no terceiro ano sem fertilizantes, venho experimentando métodos de cultivo variados, e pretendo relatar os resultados em outra ocasião.
Minha agricultura natural tornou-se, enfim, o centro das atenções nesta região; pessoas de discernimento a observam com bastante atenção, e em breve também elas não poderão deixar de se curvar a esta verdade da natureza. Não demorará para que esta grande revolução agrícola se espalhe até pelos vilarejos remotos nas montanhas e, na esperança de um grande salto de desenvolvimento, trabalho com empenho.
Oxalá os agricultores do mundo implementem o mais rápido possível esta agricultura natural baseada na verdade do grande Meishu-Sama, e possam usufruir das bênçãos da grande natureza. É o que ardentemente desejo, sem cessar.
Muito obrigado por toda a proteção divina.
A soja triplicou, o arroz aumentou um fardo e meio
Prefeitura de Gifu, Distrito de Mashita, Cidade de Hagiwara
Igreja Média Kōmyō da Igreja Grande Miroku, Shigeo Imai (36)
Em abril de 1947, ouvi do Professor Hara Shōichi uma palestra sobre a agricultura natural. Considerando minha experiência de ter sido curado de uma longa doença do estômago, pensei que não poderia haver erro nos ensinamentos do Professor e, de uma só vez, converti toda a minha área cultivada para a agricultura natural. Ocorre que, depois de me formar na escola de agricultura, eu ficara em casa dedicado à lavoura: dependia de fertilizantes químicos, pregava a outras pessoas a importância dos adubos e da aplicação na época adequada, acumulava pesquisas científicas sobre fertilizantes químicos e acreditava que o fertilizante era elemento absolutamente indispensável à gestão agrícola. O quanto essa mudança me foi árdua representou uma dificuldade como eu nunca havia experimentado antes.
Assim como nas histórias de benefícios da agricultura natural publicadas no jornal "Hikari" e na revista "Tijotengoku", recebi benefícios materiais que superaram todas as expectativas. Primeiro, fiz o Johrei nas sementes e semeei; com o passar dos dias, a diferença para as plantas com fertilizante tornou-se enorme. Até que as raízes se desenvolvessem por completo, o crescimento era ruim e a cor, avermelhada; as pessoas riam, e eu recebia advertências dos envolvidos — recentemente, os jornais noticiavam de forma negativa. O sentimento que se atravessa no longo período até a colheita é uma experiência preciosa que somente quem a viveu conhece. No entanto, desde o primeiro ano não houve redução na colheita: obtive uma colheita de ano normal, e a excelente qualidade surpreendeu a todos. No segundo ano, em comparação com o anterior, houve um aumento de 3 to e 5 shō por tan de arroz, e pude ver um resultado de 2 koku, 4 to e 5 shō. Trigo, soja, batata, batata-doce, cenoura, bardana — todos tiveram aumento de 20% a 30%. Este ano, desde o início, o interesse do público foi grande; houve advertências das autoridades e reportagens maliciosas nos jornais, foi literalmente uma confusão total, mas eu trabalhava em silêncio, pensando em mostrar os resultados. Por volta do final do espigamento, então, a purificação começou nos campos com fertilizante e foi se espalhando; no final, surgiram campos que renderam 20%, 50%, e até alguns com colheita zero. Os campos de agricultura natural, em contraste, exibiam uma cor dourada e, como que consolando o esforço, curvavam seus pesados pendões. Por causa do veneno do fertilizante surgem pragas e doenças, criam-se espigas secas; os humanos, sem saber, consideram isso correto e cometem todos os pecados, atribuindo-os ao clima ou a outras pessoas, e dizem com satisfação: "Este ano é o ano de sorte de Komyo-Nyorai." Quantas pessoas agem assim!
Neste terceiro ano, porém, em comparação com o segundo, recebi o benefício material de um aumento de pouco mais de 10% no arroz, com 2 koku, 7 to e 5 shō por tan, e de cerca de três vezes mais na soja, com 2 koku, 3 to e 3 shō por tan. Desde janeiro do ano passado, tenho percorrido várias regiões relatando as graças. Esqueci de mencionar: minha área de cultivo fica na região fria de Hida, com as piores condições de solo; nos arrozais, utilizo a água das montanhas, a camada arável tem apenas 2 ou 3 sun, no máximo 5 ou 6 sun, e a cota de produção é de 1 koku e 7 to por tan.
Diante do aumento da renda e do crescimento ano após ano, o que pensam os agricultores que usam fertilizantes ante esta realidade? Não podemos deixar de concluir que a adubação é prejudicial e inútil. Espero que despertem o mais rápido possível e que, para superar o impasse no campo, promovam o correto reconhecimento da agricultura natural. Como pioneiro da reforma agrícola, estou decidido a redobrar meus esforços para retribuir, ainda que numa mínima parte, a imensa graça de Meishu-Sama. Muito obrigado.
Método da agricultura natural: absolutamente livre de danos por inundação
Prefeitura de Gifu, Distrito de Yōrō, Vila Ikebe
Igreja Média Senshin da Igreja Grande Miroku, Nobuyoshi Tanaka (30)
Foi depois de meados de 1948, após minha conversão, que o Mestre Watanabe veio à Igreja Média Senshin e nos falou de forma clara e compreensível sobre a agricultura natural. Entre outras coisas, disse especialmente que ela era a mais segura contra ventos e inundações. Comecei, por isso, a colocá-la em prática imediatamente, a partir de novembro do mesmo ano. Nesse período tive várias experiências; gostaria de relatar como o cultivo natural de arroz irrigado é resistente a inundações.
Minha terra é muito baixa; se chove um pouco mais, já se fala em bomba de drenagem. Foi exatamente em meados de agosto do ano seguinte, 1949, quando a quantidade de chuva foi grande, e toda a área de arrozais ficou como um mar, sem que se visse nenhum arroz. Ficou submersa por cerca de dez a treze dias — e ainda por cima exatamente antes do espigamento, o que me fez pensar que não daria certo. Interiormente, no entanto, eu me alegrava por ter seguido os ensinamentos do Mestre.
Quando a água da longa inundação foi drenada e as espigas começaram a surgir, o arroz cultivado com fertilizante químico desenvolveu várias doenças, sobretudo a doença do enrolamento da folha e a queima das folhas, causando grande alvoroço na vila; a desinfecção deu um trabalho enorme. O arroz de cultivo natural, porém, não sofreu dano algum; ao contrário, crescia vigoroso e verdejante. Por volta do final de outubro, os campos com fertilizante químico caíram por completo, e o que ficou em pé era quase todo espigas brancas — visão realmente lastimável. Os campos de agricultura natural, em contraste, apresentavam um desenvolvimento anormal, uma visão agradável; entre eles destacava-se especialmente aquele onde estava fincada a placa com a inscrição "Terra de cultivo da revelação divina", feita pela Igreja Média Senshin: não havia um único pé quebrado, caído ou doente, e as ondas douradas eram tais que não se podia imaginar que ali houvesse passado uma inundação. As pessoas da vila, achando estranho, perguntavam de vez em quando, e eu, todas as vezes, explicava alegremente a preciosidade da agricultura natural.
Assim, desde o primeiro ano de cultivo natural fui poupado da grande inundação e, na realidade, recebi imensa proteção divina e benefícios materiais, ganhando a convicção de que a agricultura natural é absoluta. Oxalá todos os agricultores do campo considerem: este método de cultivo ideal, conhecido somente por Deus, não é um grande evangelho para a transformação da agricultura em um Paraíso?
Acima, embora em texto tosco, relato uma parte dos benefícios materiais.
Relatório do primeiro ano de cultivo natural de arroz irrigado
Prefeitura de Chiba, Cidade de Ichikawa, Kokubun Roku-tan-da
Igreja Média Nikkō da Igreja Grande Paraíso, Chiyoji Inoue (49)
Converti-me em abril deste ano e, ao ouvir os ensinamentos de Meishu-Sama sobre a agricultura natural, passei imediatamente a implementar um cultivo experimental. Naquela época o viveiro já havia recebido fertilizante; por isso, primeiro fiz o Johrei nas sementes e semeei. Como era minha primeira experiência, desde o transplante realizei o plantio de três maneiras — plantio de uma muda, plantio de duas mudas e o plantio comum praticado na região (três a quatro mudas) —, de forma estatística, e obtive os resultados que passo a relatar.
Item | Plantio de 1 muda | Plantio de 2 mudas | Plantio comum
Variedade | Norin 29 | Idem | Idem
Método e data de semeadura | Sementes imersas em água por uma semana, Johrei, semeadura em 27 de abril | Idem | Idem
Tipo e quantidade de adubo | 120 kan de composto natural por tan (material: palha de trigo) | Idem | Idem
Data do transplante | 11 de junho | Idem | Idem
Distância entre fileiras | 9 sun | Idem | Idem
Distância entre plantas | 6 sun | Idem | Idem
Número de touceiras por tsubo | 65 touceiras | Idem | Idem
10 dias após transplante | 1 | 2 | Idem
20 dias após transplante | 2-3 | 4-5 | Idem
30 dias após transplante | 4-5 | 5-6 | Idem
40 dias após transplante | 7-8 | 8-9 | Idem
50 dias após transplante | 10-13 | 10-12 | Idem
60 dias após transplante | 10-14 | 13-17 | Idem
Data do espigamento | 10 de setembro | Idem | Idem
Nº médio de perfilhos/touceira | 11,5 | 14,5 | 18,5
Nº médio de grãos/colmo | 136 | 118 | 89
Nº médio de grãos/touceira | 1.564 | 1.710 | 1.646
Nº médio de grãos/tsubo | 101.660 | 111.150 | 106.990
Nº de grãos defeituosos | 30.498 | 33.345 | 32.097
Nº de grãos bons | 71.162 | 77.805 | 74.893
Total de grãos/tan (diferença) | 21.348.600 | 23.341.500 | 22.469.900
Nº de grãos por shō | 70.000 | Idem | Idem
Produção (em koku) | 3 koku, 4 shō, 9 gō, 8 shaku | 3 koku, 3 to, 3 shō, 4 gō, 5 shaku | 3 koku, 1 to, 4 shō, 6 gō, 8 shaku
Cálculo em fardos de 4 to | 7 fardos, 2 to, 4 shō, 9 gō, 8 shaku | 8 fardos, 1 to, 4 shō, 4 gō, 5 shaku | 7 fardos, 3 to, 4 shō, 6 gō, 8 shaku
É o que tenho a apresentar. Quanto ao cultivo com fertilizante, não levantei estatísticas este ano e ainda não concluí o ajuste; a previsão, porém, é de que a produção deste ano fique abaixo da média. Na minha região, pela experiência acumulada até agora, a produção média por tan é de cerca de 5 fardos e meio.
No cálculo das estatísticas acima, considerei 30% de produtos defeituosos; ainda assim, mesmo no primeiro ano de agricultura natural, se o viveiro for semeado mais ralo e produzir mudas saudáveis, acredito ser certo um aumento de cerca de 20%. Meu viveiro deste ano foi semeado muito denso e as mudas saíram fracas — e, mesmo assim, houve o aumento indicado na tabela. A colheita real deste ano ainda não foi seca nem debulhada; sobre ela, pretendo relatar mais adiante.
Relatório da situação do cultivo deste ano pela agricultura natural
Prefeitura de Gifu, Distrito de Ibi, Vila Uguisu
Igreja Média Seirei da Igreja Grande Miroku, Yasuyoshi Shimizu
Antes de expor a pesquisa geral e as impressões, gostaria de acrescentar minha experiência com o cultivo de trigo. Nele, considero especialmente importante semear na época adequada. Apresento, a seguir, a época adequada para a semeadura do trigo, com base nas estatísticas dos últimos anos.
1. 20 de outubro – 25 de outubro – 30 de outubro – 5 de fevereiro – 10 de fevereiro. Dentre as datas acima, o período mais adequado na minha região é sobretudo o de 25 de outubro a 5 de novembro.
2. Quanto ao tipo de solo, o da minha região tem em geral cerca de 1 shaku de profundidade e é predominantemente franco, com mistura de franco-arenoso.
3. Em comparação com o uso de fertilizante, na agricultura natural o colmo é mais curto, o caule é mais forte, as folhas não são exuberantes e os grãos são mais grossos e maiores.
4. Quanto à produção real, em média, a cada dez pessoas, três tiveram aumento, três tiveram redução e quatro não tiveram alteração; a qualidade foi, de modo geral, superior na agricultura natural e inferior na adubada.
5. Quanto ao processo de crescimento, de modo geral o colmo era mais curto e o perfilhamento foi menor (média de 13 perfilhos). Após o transplante, a cor das folhas das plantas com fertilizante variava, ora escurecendo, ora desbotando, como um peru; a da agricultura natural, ao contrário, não mudava: conservava a mesma cor do dia do plantio. Por volta de meados de agosto, no período de formação da espiga — ou seja, quando o período da linha de vida estava passando —, a cor desbotou um pouco. Segundo alguns relatos, se a palha fresca for enterrada após a colheita do trigo, em maio, a cor não desbota nem mesmo no período da linha de vida, e a linha de vida transcorre com folga.
É o que tenho a relatar; apresento, a seguir, exemplos reais de pessoas que passaram por essa experiência.
O Sr. Imamura Kinmatsu (76 anos) implantou a agricultura natural em 8 se de sua área de 8 tan. No plantio do trigo do ano passado, aplicou sobre as sementes composto natural misturado com terra (o que se chama popularmente de "plantio com cobertura"). O solo era de quinta classe na região, ou seja, de baixa qualidade. Quanto ao cultivo posterior, fez a amontoa duas ou três vezes e colocou cerca de 150 kan de composto natural nos sulcos formados; feito isso, não fez mais nenhum trato. O colmo era, em média, mais curto que o geral, mas forte; as espigas estavam uniformes e o número de grãos era grande. A colheita dos 8 se foi de 4 fardos e meio, ao passo que nas áreas com fertilizante a produção era, em geral, de 3 fardos e meio por tan, no máximo 4 fardos. O peso por shō era de 395 momme, e a quantidade necessária por fardo, de 4 to e 1 shō; no geral, era de 4 to e 3 ou 4 shō. Fora isso, o que sobretudo gostaria de relatar é que, este ano, a classificação geral foi ruim: muitos grãos de terceira e quarta classes, poucos de primeira e segunda, e nenhum de primeira classe. O trigo mencionado, no entanto, foi aprovado como de primeira classe no exame; o inspetor disse: "Este ano, é a primeira vez que vejo um trigo assim." Foi esplêndido. Como era a primeira vez, pensei que haveria redução na colheita, mas recebi este aumento, e sou muito grato.
Apresento este relatório com respeitosos agradecimentos.
Aumento da produção de legumes pela agricultura natural
Prefeitura de Mie, Distrito de Kawage, Vila Ōsato
Igreja Média Kōei da Igreja Grande Miroku, Shirō Kitamura (31)
Completados dois anos de agricultura natural, gostaria de relatar minha experiência. Hoje, as pessoas em geral trabalham arduamente nas manhãs frias de geada e no calor intenso, desde cedo até a noite, sob as estrelas, esforçando-se para aumentar a produção de cada grão, de cada pé de legume. Preocupam-se com o sol e com o céu nublado à noite, correm para comprar fertilizantes, sujam-se com imundícies, sofrem com a prevenção e a desinfecção de doenças e com o controle de pragas — um esforço que sangra ao longo das quatro estações — e, ainda assim, enfrentam a triste realidade da redução da colheita. A isso se somam as cotas de fornecimento prévio superiores à colheita real, os pesados impostos e a perseguição das despesas com fertilizantes. Neste momento de aflição para os agricultores, surgiu o método de agricultura natural da revelação divina de Meishu-Sama, verdadeiramente o "evangelho do Paraíso". Tenho a convicção inabalável, experimentada no próprio corpo, de que uma grande reforma está sendo realizada na agricultura. Com a preciosa luz do Daikōmyō Nyorai a brilhar, posso dedicar-me à lavoura com alegria e luz. Embora minha experiência seja, até hoje, de curto período, gostaria de relatar seus excelentes resultados.
1. Batata-doce: Variedade "Gokoku". Transplantada em meados de junho do ano passado, largura do canteiro 3 shaku, espaçamento 1 shaku, 7 ou 8 sun (1 shaku é mais adequado). Capina e amontoa no final de junho e início de julho. No final de agosto, chegou ao tamanho de um punho. Poucas ramas; caule grosso e resistente. Colheita em 29 de outubro: 750 kan por tan. Reduzindo um pouco o espaçamento e aplicando composto natural, tenho confiança de que o aumento é certo. A média das plantas com fertilizante é de 500 kan. Quase todas pesam mais do que aparentam, e quase não há pequenas. São de cultivo contínuo, sem uso de composto natural no ano passado nem no retrasado.
2. Soja: Semeada no início de julho do ano passado, largura do canteiro 2 shaku e 5 sun, largura da semeadura 1 shaku, boa germinação. Capina e amontoa em meados de julho e meados de agosto. Bom desenvolvimento, poucas pragas e doenças. Colheita em 26 de outubro: 2 to e 2 shō por se. As raízes e os caules são mais grossos que os da adubada, e os grãos são densos; o plantio de uma muda por cova deu bom resultado, com a maioria das plantas produzindo cerca de 1 gō de grãos cada. Tenho ainda plena confiança no aumento da colheita, que foi mais do dobro da adubada.
3. Feijão azuki: Semeado no início de julho do ano passado, largura do canteiro 2 shaku e 5 sun, largura da semeadura 1 shaku, cerca de 2 a 3 grãos por cova. Capina e amontoa em meados de julho e meados de agosto. Poucas pragas; germinação e desenvolvimento bons. Colheita em 28 de outubro: 1 fardo em 4 se. Grãos grandes, pouca picada de insetos; a beleza da cor impressiona todos que a veem.
4. Taro: Plantado no final de março do ano passado, canteiro de 3 shaku, espaçamento de cerca de 1 shaku e 5 sun. Capina e amontoa três vezes: início de junho, meados de julho e final de agosto. Cerca de 10 kan de hastes de fava, cortadas em 2 ou 3 sun, foram colocadas no ventre do canteiro (na primeira capina, em junho). Colheita em 30 de outubro, em área de cerca de 10 bu: 15 kan de tubérculos pequenos e cerca de 10 kan de tubérculos-mãe. A produção e o tamanho são mais de 50% superiores aos da adubada, e de excelente qualidade.
5. Cenoura: Variedade "Kokufu Senkō Daichō". Semeada no final de junho do ano passado, largura do canteiro 2 shaku e 5 sun. Desbaste, capina e amontoa várias vezes entre julho, agosto e setembro. No início de novembro, as desbastadas já tinham a grossura de uma lata de cerveja. Quem as via perguntava se eram rabanete vermelho.
6. Painço: Semeado no início de junho, um pouco atrasado em relação à época adequada. Colheita em meados de outubro: 7 shō em área de 5 bu. As espigas eram densas, longas e grossas; ao ver a magnífica colheita de outono, as pessoas diziam, em uníssono, que não parecia ser sem fertilizante.
7. Gengibre também era denso, e a pimenta vermelha também teve excelente resultado, com muitas vagens.
Aos olhos de especialistas em horticultura, os resultados podem parecer inferiores, mas, na minha região, todos os itens acima superaram os da adubação. No sabor, sobretudo, não perdem para nenhum método de cultivo nem para nenhum especialista.
Ainda que o exposto seja apenas uma parte, considero a agricultura natural absoluta e não vejo método de cultivo que a supere. Relato esta excelência na esperança de que sirva de referência aos que ainda estão em dúvida.
A cebola misteriosa
Prefeitura de Ōita, Distrito de Naohori, Vila Miyadono
Igreja Média Nyoirin da Igreja Grande Miroku, Kurao Sakata (24)
Relato o resultado do cultivo natural de cebola deste ano.
Plantei as mudas por volta de dezembro do ano passado. Num campo de cerca de 10 bu, sem aplicar composto natural, pus mudas tão fracas que pareciam fios de cabelo. Dali em diante, fiz o Johrei com empenho todas as manhãs e noites. Como era inverno, o campo congelava e se levantava cerca de 2 sun, e as mudas pareciam prestes a morrer; muitas vezes me perguntei, apreensivo, se realmente chegariam a crescer.
No entanto, confiando tudo a Komyo-Nyorai junto com minha esposa e prosseguindo com empenho no Johrei, por volta de maio os caules começaram a engrossar e a se fortalecer rapidamente e, ao mesmo tempo, os bulbos cresciam dia após dia, na mesma proporção. Qual não foi a nossa alegria naquele momento! Só nos restava maravilhar-nos com o poder absoluto de Deus. Por volta de julho, após o transplante do arroz, colhemos as cebolas. E eis algo misterioso: as cebolas macho, pela experiência que eu tinha até então, sempre produziam talos florais; estas, porém, não produziram um único. Depois de colhidas, amarrei os caules e as pendurei sob o beiral — e então as cebolas se dividiram em duas ou três partes, como a castanha. É realmente misterioso. Tão agradecido, ofereci-as ao Daikōmyō Nyorai da Igreja Média.
Outra coisa misteriosa: as cebolas comuns são muito picantes, mas estas não tinham picância alguma, o que me surpreendeu. Cozidas, eram muito doces e saborosas. Os vizinhos, que riam de nós por agitarmos as mãos, ao verem estas cebolas também se admiraram e disseram que era estranho. Como em breve irei servir na sede, pretendo oferecê-las em agradecimento.
O milagre de um grão, 15.000 vezes
'Eikō' nº 73, publicado em 11 de outubro de 1950 (Showa 25)
Prefeitura de Aichi, Cidade de Okazaki, Meidaiji-chō
Igreja Média Shinmei da Igreja Grande Miroku, Tetsujirō Saitō (61)
Desde os tempos antigos existe a expressão "um grão, dez mil vezes". Não se podia imaginar que aquilo acontecesse de fato; eu pensava que era apenas uma metáfora.
Este é o segundo ano em que pratico o método da agricultura natural. Deparei-me com um milagre e, tomado de gratidão, relato o fato que vi com meus próprios olhos e o seu processo.
Por volta de 20 de maio, notei por acaso um pé de arroz crescendo cerca de 6 sun dentro do composto natural. Achando que seria um desperdício deixá-lo ali, plantei-o, sem remover a terra ao redor das raízes, num vaso rachado de cerca de 6 sun de diâmetro, com terra vermelha e cerca de 50 momme de agulhas de pinheiro caídas. Durante cinco dias, fiz Johrei uma ou duas vezes por dia.
No final de junho, como as batatas haviam apodrecido bastante com a chuva, extraí delas o amido e dei cerca de 1 gō da água filtrada.
No final de julho, como o perfilhamento havia aumentado (62 perfilhos), replantei-o num vaso de 1 shaku de diâmetro por 1 shaku de profundidade e nele coloquei também cerca de 100 momme de agulhas de pinheiro caídas. Dali em diante, apenas água de poço.
Atualmente, o número de perfilhos é de cerca de 150 e o de espigas, cerca de 120; os grãos são 150 nos mais cheios e 50 ou 60 nos mais vazios, com uma média de cerca de 100. A altura da planta é de 4 shaku e 4 ou 5 sun.
Este é o processo até o momento. A variedade é Tōkai Asahi.
Apresento respeitosamente este milagre.
Explicação do Método da Agricultura Natural
Publicado em 15 de janeiro de 1951
Formato A6, 63 páginas, não comercializável
Autor: Jikan
Editor: Koyama Masao
Editora: Eikōsha Shuppanbu
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