⚠️ Uso exclusivo do Goshinsho: não autorizamos a reprodução deste conteúdo sem autorização expressa. Tradução em revisão — pode conter erros.
Coleção Jikan Volume 8 — Poemas Recentes de Akemaro — publicado em 30 de novembro de 1949, com 486 poemas
Prefácio
Esta coleção de poemas abrange o período que vai de 1936 até os dias mais recentes. São impressões e sentimentos que brotaram espontaneamente, em meio à agitação do cotidiano, sempre que a ocasião se apresentava. Por isso reúne poemas divinos, poemas do Caminho, poemas líricos e poemas descritivos de paisagem; e, sendo eu rico em emoções e em variedade, nela se entrelaça naturalmente uma faceta da vida de fé que percorri. Creio que, sobretudo para os que seguem essa fé, haverá aqui algo que nutra o espírito.
Entre os muitos poemas deste livro, alguns encerram um mistério profundo. Como, porém, se refletem conforme a alma e o estado espiritual de cada leitor, peço que sejam lidos de coração pleno, sem descuidar de uma única palavra ou caractere.
Outubro de 1949
Em minha residência em Atami
Higashiyama Akimaro
Ano Novo
1. No céu a leste, o disco solar, rubro-rubro, rompe as nuvens e começa a ascender. (Era Showa 11 — 1936, 1º de janeiro).
2. Cada vez mais próximo, o fim da noite; a grande luz, agora, está prestes a surgir. (Era Showa 11 — 1936, 1º de janeiro).
3. A neve do Fuji tinge-se de carmim; no céu, o disco solar começa agora a brilhar. (Era Showa 11 — 1936, 1º de janeiro).
4. A neve do grande Fuji, o sol a tinge de vermelho-escuro; assemelha-se ao rosto de uma donzela envergonhada. (Era Showa 11 — 1936, 1º de janeiro).
A Chegada da Primavera
5. Na planície ressequida, o raio de sol que a ilumina revela a primavera; sem saber por quê, há hoje uma tranquilidade serena. (Era Showa 11 — 1936, 13 de fevereiro).
6. Embora rasa, já se vê a primavera no pequeno riacho; o murmúrio da água, ainda que tênue. (Era Showa 11 — 1936, 13 de fevereiro).
7. A primavera chegou; ainda resta neve no campo, mas não há frio, e uma névoa tênue se espalha. (Era Showa 11 — 1936, 13 de fevereiro).
8. Ao chegar o fim do mês de Kisaragi, a primavera se insinua; sob o sol do meio-dia, o bosque invernal é claro. (Era Showa 11 — 1936, 21 de fevereiro).
9. Pelo caminho do campo, o que prende o olhar ao passar é a cor da primavera que se infiltra na encosta de terra. (Era Showa 11 — 1936, 21 de fevereiro).
10. Ao olhar ao longe para o bosque de pessegueiros secos, nem tênue se vê a cintilação do ar; será que a primavera se aproxima? (Era Showa 11 — 1936, 21 de fevereiro).
11. Sob a luz serena do dia de primavera, tudo se renova; veem-se as fileiras ordenadas das espigas de trigo. (Era Showa 11 — 1936, 29 de março).
12. Verdeja o capim à beira do caminho do campo que percorro dia após dia; também nos campos a primavera se expande. (Era Showa 11 — 1936, 29 de março).
13. Ruidosa, não é chuva de primavera; é o som da chuva que, o dia inteiro, perturba o coração. (Era Showa 11 — 1936, 29 de março).
14. Com um som que faz pensar nas chuvas de maio, como é opressivo este dia de chuva de primavera. (Era Showa 11 — 1936, 29 de março).
15. É refrescante o verde das folhas de yuzuriha; sob o céu claro de maio, a cintilação do ar. (Era Showa 11 — 1936, 24 de abril).
16. Os dentes-de-leão estão agora em plena floração; e, contudo, no jardim a primavera vai se aprofundando. (Era Showa 11 — 1936, 24 de abril).
A Verdade
17. No instante em que se decide o bem e o mal, aquilo a que se chama verdade foge mil léguas adiante. (Era Showa 11 — 1936, 15 de maio).
18. Suportando a neve e a geada, suportando-as, esta flor desabrocha; trará ela a primavera da Era de Deus? (Era Showa 11 — 1936, 15 de maio).
19. Ao longe avista-se a outra margem da primavera eterna; este corpo que avança no barco do ensinamento. (Era Showa 11 — 1936, 15 de maio).
20. A estrutura do Um por Cento é o avesso do avesso, e ainda o avesso do avesso, o avesso do avesso do avesso. (Era Showa 11 — 1936, 15 de maio).
Este Mundo Alegre
21. A grande natureza floresce eternamente porque em nenhum de seus movimentos há desordem. (Era Showa 11 — 1936, maio).
22. A insensatez dos que, ignorando o verdadeiro Caminho de Deus — tão fácil —, continuam a sofrer. (Era Showa 11 — 1936, maio).
23. Cumpridas sem incidentes as tarefas do dia, volto para casa: alegres, a esposa e os filhos me esperam. (Era Showa 11 — 1936, maio).
24. Aqueles cuja alegria é clara e sem vergonha perante o céu e a terra é que são as pessoas felizes. (Era Showa 11 — 1936, maio).
25. Conversar afetuosamente com a esposa e os filhos durante o jantar: neste mundo não há alegria maior. (Era Showa 11 — 1936, maio).
26. Será o Bodhisattva Kannon (Kanzeon) que, diligentemente, me conduz ao caminho radiante da grande luz? (Era Showa 11 — 1936, maio).
27. A prática de Kannon floresceria sem limites se estivesse no verdadeiro Caminho determinado por Deus. (Era Showa 11 — 1936, maio).
28. Como ser humano, há um caminho a trilhar e uma obra a cumprir; não se desvaneçam em sonhos. (Era Showa 11 — 1936, maio).
29. Brilham infinitamente as pessoas que acumulam boas ações e passam os dias com alegria. (Era Showa 11 — 1936, maio).
30. O Grande Deus Criador fez este mundo para que os homens vivam em paz e alegria. (Era Showa 11 — 1936, maio).
31. A luz radiante e sem obstáculos, invisível aos olhos, difunde-se por toda parte; é o Buda Uzu que purifica o mundo. (Era Showa 11 — 1936, maio).
32. A sabedoria, que é a graça do altíssimo Deus, é, de fato, o poder supremo do ser humano. (Era Showa 11 — 1936, maio).
33. A sabedoria maravilhosa jorra como fonte inesgotável; augusto é Kannon, que a concede. (Era Showa 11 — 1936, maio).
34. O céu e a terra florescem sem fim nem limite, e isso se deve ao caminho da prática de Kannon. (Era Showa 11 — 1936, maio).
Vila Tamagawa
35. O Monte Fuji, coroado de neve branca, reflete-se puro no Rio Tama; não há nada mais belo. (Era Showa 11 — 1936, maio).
36. A vila que, avistando ao longe o Monte Fuji, acalenta a corrente límpida do Rio Tama. (Era Showa 11 — 1936, maio).
37. Lua, neve, flores, canto das aves, voz dos insetos: a vila do Rio Tama, de paisagem inesgotável. (Era Showa 11 — 1936, maio).
38. Se Daikōmyō Nyorai descer a esta terra, não haverá maldade alguma sob o céu. (Era Showa 11 — 1936, maio).
39. Se aqui me fixar, não me faltarão as paisagens das quatro estações, pois este é o jardim determinado por Deus. (Era Showa 11 — 1936, maio).
40. Até as flores que desabrocham à beira do caminho têm seu destino, assim como o têm as que são colocadas em vasos. (Era Showa 11 — 1936, maio).
41. Ainda que as flores caiam, os frutos amadurecerão, pois o céu e a terra são coisas de glória infinita. (Era Showa 11 — 1936, maio).
42. Brilhando com uma luz dourada deslumbrante, o Messias Kannon desce das nuvens. (Era Showa 11 — 1936, maio).
43. Teus olhos são cegos? Teus ouvidos são orelhas-de-pau, para rejeitares o Caminho? (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
*Não incluído na coletânea completa.
44. Neste mundo em que as boas ações são vistas como más, o que posso fazer? Fico de braços cruzados. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
45. Em toda época, a pessoa sincera que se dedica pelo bem do mundo há de ser alguém que atravessa um caminho de espinhos. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
46. Poderá durar o mundo perverso? Quando a luz divina começar a brilhar, ele será varrido. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
47. O pressentimento do fim do mundo se aproxima e me aperta o corpo. Despertai, ó homens do mundo! (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
48. Por mais que eu possua a arte de curar qualquer enfermidade, vivo num mundo em que não há como pô-la em prática. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
49. Será este meu destino tão estranho? Deuses e Budas, não sois humanos? Não há como desvendá-lo. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
50. Cristo e Buda, nascei novamente! Para que eu e vós possamos medir nossas forças. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
51. Ora tornando-me Bodhisattva, ora tornando-me Tathagata, salvarei os homens do mundo. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
52. Ocultando o poder de um super-homem, observo em silêncio este mundo presente, que se torna cada vez mais brutal. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
53. Um novo mundo está para nascer; a nação sofre, e as pessoas, ofegantes, não sabem que se esgotam. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
54. O fim do mundo está para chegar; a luz da salvação começa a surgir silenciosamente. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
55. As pessoas perdem a cor, todas as coisas estão prestes a perecer; então o Salvador descerá. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
56. Brilhando nas nuvens de glória, Cristo desce ao som dos aplausos de milhões. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
57. Chegou o tempo de vencer os deuses perversos; a joia do fruto do pêssego está agora prestes a chegar à minha mão. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
58. Esta espada que o Grande Deus me fez cingir — com ela cortarei e extirparei as ervas daninhas que me hostilizam. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
59. Vendo o estado deste mundo presente, parece aproximar-se o tempo de brandir a esfera (jóia) que realiza os desejos. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
60. Olhando para trás, para o passado, como sou diferente das pessoas comuns do mundo! (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
61. Tendo cruzado milhares de montanhas e encostas, sinto enfim haver chegado a um caminho tranquilo. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
62. À frente, vejo a luz radiante; no peito, jorra a fonte da esperança. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
63. Este poder! Ah, este poder! Como é impaciente a espera do tempo de desferi-lo! (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
64. Até o dragão, se não chegar seu tempo, não tem escolha senão esconder-se no fundo da terra. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
65. Que interessante! Ah, que interessante! Parece aproximar-se o tempo de a Ilha dos Demônios se submeter. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
66. Ver o branco como preto e o preto como branco; não se pode deixar passar a perversidade do mundo sem corrigi-la. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
67. Atravessei as oito rotas de maré onde sopra a tempestade e cheguei; que alegria foi avistar a outra margem. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
68. Eu, que pretendo expandir a arte de curar as doenças das pessoas para a arte de curar as doenças do mundo. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
69. As disputas sem fim entre nações e entre pessoas; somente Deus pode fazê-las cessar. (Era Showa 15 — 1940, 23 de dezembro).
Tema Imperial: Amanhecer na Vila de Pescadores
70. Perto do mar haveria uma pequena vila; naquela manhã, ao levantar-me, vejo uma fumaça tênue. (Era Showa 16 — 1941, 1º de janeiro).
71. O litoral vai clareando aos poucos; à sombra da montanha, veem-se cinco ou seis casebres de pobres. (Era Showa 16 — 1941, 1º de janeiro).
72. À medida que o sol do Ano Novo sobe, perto do mar, nas pequenas casas, veem-se bandeiras. (Era Showa 16 — 1941, 1º de janeiro).
73. O céu a leste clareia; os pescadores, como se fossem lançar os barcos, movem-se na praia. (Era Showa 16 — 1941, 1º de janeiro).
74. De madrugada, ao descer a passagem da montanha, perto do mar, nas casas da vila, a fumaça sobe. (Era Showa 16 — 1941, 1º de janeiro).
75. Cada vez mais frequentes as calamidades; ofegam os povos das nações. Quão próximo está o novo mundo! (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
76. Sem o amparo do poder de um super-homem, como sustentar este mundo que desmorona? (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
77. O Monte Fuji ergue-se altivo no céu de nuvens; sua figura imponente faz-me esquecer o mundo. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
78. Ainda que este seja um mundo de trevas, à frente brilha para nós a luz radiante. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
79. O corpo que recebe a grande graça de Deus estará em paz, venha o mundo que vier. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
80. O mundo tornou-se tão precário quanto uma pilha de ovos: que mais se poderia fazer, senão orar a Deus? (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
81. Com a destruição do mundo perverso, a alegria do tempo em que brilha a pessoa verdadeira. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
82. Um Salvador que supera até Cristo e Buda: se não tivesse descido dos céus, que seria deste mundo? (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
83. Removidas todas as calamidades sobre a terra, aguarda-se o tempo de estabelecer o Paraíso. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
84. Destruídos os inimigos sobre a terra, a alegria do nascimento de uma nova e justa era. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
85. As calamidades sem fim sobre esta terra são, na verdade, a obra de purificação de Deus. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
86. O Paraíso, a Terra Pura que tanto esperávamos, há de erguer-se sobre esta terra em que habitamos. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
87. Deixando de lado o mundo onde sopra a tempestade, viverei em paz, tendo o vento e a lua por amigos. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
88. Ultimamente entregue ao pincel do desenho, quando me canso contemplo à saciedade o Fuji distante. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
89. O corpo que trilha o verdadeiro Caminho, cada vez mais firme, não temerá mundo algum que venha. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
90. Nas horas de folga do desenho, olho pela janela: límpido é o fluxo do Rio Tama, e distante, o Fuji. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
91. Embora fosse para curar as doenças do mundo, o Grande Deus mudou o caminho que eu percorria. (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
92. Será intenção de Deus lavar o coração com a neve branca do Monte Fuji e a água pura de Tama? (Era Showa 16 — 1941, 22 de janeiro).
Visitando o Antigo Ise (No Hotel do Lago Biwa)
93. Que o país seja iluminado pelo sol e esteja em paz — foi esta a oração que hoje fiz no Santuário de Ise. (Era Showa 16 — 1941, 23 de maio).
94. Vindo ao antigo Ise, por que tanto ansiava, recordo as coisas augustas da Era Superior. (Era Showa 16 — 1941, 23 de maio).
95. "Acalmai e subjugai as terras onde os deuses perversos se agitam", orei no Santuário de Ise. (Era Showa 16 — 1941, 23 de maio).
96. "Dispersai as trevas da noite escura e fazei deste mundo um mundo claro", ó Grande Deus de Ise. (Era Showa 16 — 1941, 23 de maio).
Viagem a Hakone e Atami
97. Para apreciar as folhas outonais de Hakone, saio de casa nesta manhã: alto está o céu de outono. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
98. Límpido e claro o céu de outono; as montanhas que o recortam avistam-se até os confins da Planície de Musashi. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
99. Detenho o carro no Templo Yugyoji e, ao visitá-lo, encontro-o silencioso e antigo. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
100. Em Fujisawa, perto de Tsujido, estende-se a fileira de pinheiros; recordo as viagens de outrora. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
101. Outono! No pântano de Shigitatsu, a melancolia de Saigyō permanece até os dias de hoje. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
102. Em Hiratsuka, ultrapassando Oiso, entre os pinheiros já começam a avistar-se as montanhas de Hakone. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
103. Flutuam três ou quatro barcos de pesca; calmo está o mar de Odawara sob o sol de outono. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
104. Em Atami, na varanda do quarto andar da pousada Onoya, contemplei longamente o Oceano Pacífico. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
105. No Passo de Jukkoku, espio pela janela do carro: o mar perto de Manazuru é como uma pintura. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
106. Absorvendo à vontade o ar revigorante do outono, passei o dia com satisfação. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
107. O outono ainda é raso, é cedo para as folhas outonais; mas flores raras roubam-me os olhos. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
108. Atravessando o caminho de cedros velhos, ainda escuro em pleno dia, visitei o Santuário de Hakone. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
109. No Monte Kamiyama e no Monte Komagatake, entre outros, ainda são rasas as folhas outonais; na cidade das fontes termais, o outono ainda é discreto. (Era Showa 16 — 1941, outubro).
Início da Primavera
110. No silêncio da manhã que aos poucos clareia, caem uma, duas pétalas de cerejeira. (Era Showa 17 — 1942, 10 de abril).
111. Perece o mal, floresce o bem; aguardo com toda a alegria a chegada da Era da Plenitude. (Era Showa 17 — 1942, 10 de abril).
112. Ocultando o poder de um super-homem, aguarda-se o tempo de desferi-lo pelas pessoas e pelo mundo. (Era Showa 17 — 1942, 10 de abril).
113. Eu, que vivo para a grande missão, deleito-me com a lua e as flores. (Era Showa 17 — 1942, 10 de abril).
114. Cultivar nos dias claros, pintar nos dias de chuva; enquanto a primavera se aprofunda, alegro-me também na jardinagem. (Era Showa 17 — 1942, 10 de abril).
115. O jardim de minha cabana: o Rio Tama bem abaixo e, ao longe, o pico espiritual do Fuji. (Era Showa 17 — 1942, 10 de abril).
116. A cerejeira do meu jardim, a encher o céu da aurora, está agora em plena floração. (Era Showa 17 — 1942, 10 de abril).
117. Saciado de desenhar, desci ao jardim e, apreciando as flores, vagueei por ali. (Era Showa 17 — 1942, 10 de abril).
118. Foi depois de percorrer viagens por toda a parte, no ano passado, que vim a saber da beleza da vista do meu jardim. (Era Showa 17 — 1942, 10 de abril).
119. Enquanto desenhava, olhava de quando em quando pela janela: tanto os pessegueiros quanto as cerejeiras estão agora em plena floração. (Era Showa 17 — 1942, 10 de abril).
120. Gostaria de ouvir, nesta noite, histórias de como estão sendo salvas inúmeras pessoas que nunca vi nem conheci. (Era Showa 17 — 1942, 10 de abril).
Poemas do Sexagésimo Aniversário
121. Retornando ao calendário original, não dedicarei, de hoje em diante, minha vida ainda mais pelo mundo dos homens? (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
122. Com o coração vibrante de alma, jurei: tomando o dia de hoje por marco, dedicar-me-ei inteiramente pela salvação do mundo. (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
123. Fora do comum tornou-se o mundo; mas por que temeria eu, que tenho a proteção do Grande Deus? (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
124. Seguindo Kamunagara (Vontade Divina), avançarei conforme a vontade de Deus, ainda que o caminho seja estreito e obstruído pela distorção. (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
125. Volto o olhar para estes sessenta anos: como foi difícil atravessar este caminho de densas ervas daninhas e espinhos! (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
126. Eu, que vivo para a grande missão, salvarei o mundo com todas as minhas forças. (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
127. Quando vejo as pessoas que sofrem de doenças, ferve e arde o sangue em meu peito. (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
128. Seguindo Kamunagara, ao saudar este dia auspicioso, vamos! — pisarei o Grande Caminho. (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
129. Perece o mal, prospera o bem: está para nascer a era correta, que anseio. (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
130. Agora, vencida a ladeira dos sessenta anos, esta nova vida, inteiramente dedicada à salvação do mundo! (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
131. É neste momento crítico, em que o deus da distorção (Magatsukami) assola com intensidade, que eu, como cidadão do mundo, me levanto com ímpeto. (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
132. O mundo, onde não têm fim conflitos, fome e doenças, depende unicamente do poder de Deus. (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
133. Está para nascer a bela e excelente era; é agora o tempo das dores do parto. (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
134. Ao saudar o auspicioso dia da regeneração, sinto agora a esperança transbordar e o coração saltar. (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
135. Abrindo caminho por montanhas, vales e estradas de espinhos, cheguei ao dia auspicioso de hoje. (Era Showa 17 — 1942, 23 de dezembro).
Início da Primavera
136. Este ano, no íntimo, penso que o dia do início da primavera encerra um sentido muito profundo. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
137. A obra divina do poderoso Deus há de endireitar e reconstruir os caminhos que se desviaram. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
138. A era de escuridão eterna deve estar amanhecendo: este ano, o dia do início da primavera torna-se o marco. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
139. É a obra divina da terapia, por certo, a chave que abre a vida das pessoas na longa noite. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
140. A preciosa vida, que é única, perde-se pela arte de curar equivocada. Oh, cordeiro! (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
141. É uma vida preciosa, dedicada a Deus: como poderia ela ser acometida por doenças? (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
142. Sendo tão nobre a vida recebida de Deus, não a trate com negligência; guarde bem o Caminho. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
143. É cumprindo com saúde os deveres humanos que se retribui a graça de Deus. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
144. Criar, sob o céu, sobre esta terra, um mundo em que não haja pessoas doentes: eis o meu desejo. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
145. Oh, quão imensa e profunda é a proteção de Deus! A cada dia prosperam as obras que realizo. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
146. Hei de realizar uma esperança que nem em sonhos imaginei: a Era da Plenitude, sem as aflições das doenças. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
147. Oh, pessoas do mundo que, com artes de curar equivocadas, encurtam a vida! Que lastimáveis! (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
148. Ignorando o espírito, com as artes de curar descarta-se a preciosa vida. Que era de escuridão eterna! (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
149. Que deplorável! Há pessoas que, ignorando a toxina dos medicamentos, encurtam a própria vida. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
150. Oh, lastimáveis pessoas do mundo, que, para curar uma doença, tomam remédios que a agravam! (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
151. Para estabelecer uma era sem doenças, sem pobreza e sem conflitos, esforço-me dia e noite. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
152. O desejo que as pessoas não alcançavam e de que já haviam desistido — eu estabelecerei um mundo sem doenças. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
153. Prata, ouro, joias: que valem eles? Não há tesouro que supere a vida. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
154. Para estabelecer uma nova era sem precedentes, eis a rara obra divina de purificar esta terra. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
155. Cada vez mais profundas se tornam as calamidades dos países: é o sinal do nascimento de uma nova era. (Era Showa 18 — 1943, 5 de fevereiro).
Início da Primavera e outros (Anunciado no Salão da Grande Ásia Oriental, Tóquio)
156. Reunindo pessoas sinceras, celebro este dia em que, a cada ano, a primavera tem início. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
157. Arco de catalpa — neste ano em que a primavera tem início, parece aproximar-se um mundo fora do comum. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
158. Tudo o que é impuro há de perecer, e a bela era nova está para nascer. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
159. Passados os dias de sofrimento com guerras, fome e doenças, parece chegar uma era de luz. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
160. Por mais que as calamidades se aproximem, como poderia estar tranquila a pessoa que está em Deus? (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
161. Quem grava no coração o fim do mundo viverá através da nova era. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
162. Torna-se a era do poderoso Deus, e aguarda-se o mundo em que a luz brilha universalmente. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
163. Por mais que se enfureça o deus da distorção (Magatsukami), como poderia ele enfrentar o poder invisível de Deus? (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
164. É triste ver pessoas que buscam a toxina medicamentosa, ignorando que ela corrói o corpo e o espírito. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
165. Ignorando que ela desgasta a vida vibrante de alma, é lastimável o cego que a procura e busca. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
*Não incluído na coletânea completa.
166. Cortar a carne, raspar os ossos, espremer o sangue: desejo corrigir esta arte de curar. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
167. Acolhendo a vontade divina de salvar o mundo, eu realizarei a arte de curar. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
168. Se não corrigirmos agora os diversos erros, penso que em breve o mundo dos homens estará em perigo. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
169. De um modo ou de outro, não tivesse eu nascido nesta terra, como teria sido este mundo dos homens? (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
170. Com toda a força da minha vida, lutarei contra as artimanhas da distorção que destroem este mundo. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
171. É o tempo! Ah, é o tempo! Agora o poder de Mani emerge no mundo. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
172. A grande obra divina da salvação do mundo, que nem Cristo nem Shakyamuni realizaram, eu a realizarei. (Era Showa 19 — 1944, 5 de fevereiro).
Início da Primavera (Conferência do Início da Primavera)
173. O início da primavera, ainda indistinto, assemelha-se ao rumo da minha obra divina de salvação do mundo. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
174. Este dia em que a primavera tem início deve ter-se tornado, para o mundo, um dia feliz e auspicioso. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
175. Pela rudeza do mundo em transformação, este dia que celebrei no ano passado parece um sonho distante. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
Aurora
176. Nós, que estamos entre as pessoas que vagam na escuridão, avançamos corajosos pelo caminho da luz. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
177. Que lastimável a visão dos governantes do país, outrora prósperos, a cair um após o outro! (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
178. A era de escuridão está prestes a amanhecer: é ruidoso o som que rompe o silêncio! (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
179. Do reinado que se cantou como "milhares, milhares de gerações", o firme alicerce começa a balançar. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
180. A luz divina do céu começa a brilhar, e não há brecha para que o espírito da feiura se esconda. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
181. Chegou o tempo de cair o deus das múltiplas distorções (Yasomagatsu), culpado de ter poluído o belo país. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
182. Abre-se o véu de escuridão de três mil anos, e a ilha do Mar do Leste brilha com luz radiante. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
183. Como poderia sustentar este Japão, que desmorona sem o poder da sinceridade? (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
184. Ter sido derrotada a guerra tramada pelas pessoas da distorção é uma prova da proteção de Deus. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
185. Pensei que os da facção da distorção fossem estrangeiros; mas não — são do país de Deus, do qual se orgulhavam. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
186. Quando a primavera de Eikō (Glória) chegar, aguarda-se serenamente o outono em que o Messias descerá. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
187. Aleluia! Aleluia! Brilhando, Cristo desce à cidade da vitória. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
188. Saiba ou não do fim da noite, é lastimável quem vagueia em coisas sem rumo. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
189. Salvai, ó Deus do céu e da terra, este país que agora está prestes a perecer! (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
190. Como se não soubessem que o fim da noite já se aproxima, é lastimável o ímpeto das pessoas de nariz empinado. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
191. Chegou o tempo de purificar a turbidez da nascente do rio Isuzu. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
192. Até as ervas do campo, pisoteadas por longas eras, começaram a brotar desde o início da primavera. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
193. O que não muda, mesmo no mundo das mudanças e da abundância, é que a primavera chega com o ciclo dos anos. (Era Showa 21 — 1946, 5 de fevereiro).
Atami
194. Comparados à minha obra divina, sem precedentes, como são pequenos os ensinamentos antigos! (Era Showa 20 — 1945, 14 de fevereiro).
195. Até o caminho dos santos da antiguidade, iluminado pela luz do Grande Deus, está agora prestes a abrir-se. (Era Showa 20 — 1945, 14 de fevereiro).
196. Iluminadas pela luz do pleno dia, todas as coisas da noite perecem: conheço esse estado. (Era Showa 20 — 1945, 14 de fevereiro).
197. Que bela vista do mar e das montanhas! Há também fontes termais abundantes; nunca me canso de Atami. (Era Showa 20 — 1945, 14 de fevereiro).
198. No quarto invernal, através do vidro da porta, contemplo dia após dia o calmo mar aberto de Izu. (Era Showa 20 — 1945, 14 de fevereiro).
199. Avistada ao longe, a área de Momoyama é movimentada e veem-se luzes: Atami é agradável. (Era Showa 20 — 1945, 14 de fevereiro).
200. Com as montanhas verde-azuladas e o mar calmo, avistam-se duas ou três ilhotas. Que felicidade morar em Atami! (Era Showa 20 — 1945, 14 de fevereiro).
201. Como se fosse o Paraíso, de vista bela, abrirei a região montanhosa e salvarei as pessoas do mundo. (Era Showa 20 — 1945, 14 de fevereiro).
Dia de Lazer
202. Contendo o coração que arde com uma grande esperança, observo calmamente o mundo em transformação. (Era Showa 21 — 1946, 21 de fevereiro).
203. Embora seja meados de janeiro, veem-se aqui e ali flores de ameixeira vermelha na cidade termal de Izu. (Era Showa 21 — 1946, 21 de fevereiro).
204. Nestes dias percorro, sem me cansar, as cadeias de montanhas da vila de Atami, de bela vista. (Era Showa 21 — 1946, 21 de fevereiro).
205. Que tranquilidade a do mar de Atami, que parece um lago! Não me canso de contemplá-lo nas manhãs de primavera. (Era Showa 21 — 1946, 21 de fevereiro).
206. Num mundo em que as pessoas do país ofegam e vagueiam, eu estava em paz pela graça divina. (Era Showa 21 — 1946, 21 de fevereiro).
207. Ignorando a tempestade que sopra furiosa, eu, nestes dias, dedicava-me aos poemas. (Era Showa 21 — 1946, 21 de fevereiro).
208. Na solitária montanha de inverno, alvo-alvo, exala seu perfume um pé de ameixeira. (Era Showa 21 — 1946, 21 de fevereiro).
209. Alvo-alvo, entre os pinheiros, floresce e perfuma a ameixeira; extasiado, detenho-me um instante. (Era Showa 21 — 1946, 21 de fevereiro).
210. Embora a primavera seja rasa, hoje também vagueio procurando o paradeiro da ameixeira branca. (Era Showa 21 — 1946, 21 de fevereiro).
211. Andando sem rumo, aqui e ali pelas ruas, veem-se cerejeiras de inverno floridas. Oh, Atami, ainda em janeiro! (Era Showa 21 — 1946, 21 de fevereiro).
212. No bosque de ameixeiras, erguendo o olhar através das copas: a lua da noite nebulosa desenha uma pintura a nanquim na superfície do jardim. (Era Showa 21 — 1946, 22 de fevereiro).
213. Duas ou três ilhotas flutuam escuras; da janela da pousada em Atami, na noite de lua. (Era Showa 21 — 1946, 22 de fevereiro).
214. São lastimáveis as pessoas do mundo que, na espera, não sabem que o Paraíso nasce neste mundo manifesto. (Era Showa 21 — 1946, 22 de fevereiro).
215. Diante do verde dos pinheiros e do mar violeta, o que é branco? Será a ameixeira? É a janela do meu quarto. (Era Showa 21 — 1946, 22 de fevereiro).
216. Quando tenho tempo livre, familiarizo-me com o pincel de desenho, pratico caligrafia e dedico-me aos poemas: este sou eu ultimamente. (Era Showa 21 — 1946, 23 de fevereiro).
Certo e Errado
217. A palavra "ismo" é um caminho estreito: quanto mais se avança, mais se chega a um beco sem saída. (Era Showa 21 — 1946, 1º de março).
218. Oh, picanços e pardais, quão ruidosos! Não destruam os campos e arrozais deste país; prestem atenção. (Era Showa 21 — 1946, 1º de março).
219. Assim como se cantou que "o mal não vence o bem", o país foi destruído. Nunca se esqueçam, nem em sonhos. (Era Showa 21 — 1946, 1º de março).
220. Saibam, pessoas do mundo, que ser derrotado na guerra é o fim das tramas da maldade. (Era Showa 21 — 1946, 1º de março).
221. Não existe no mundo um deus como o "Deus da Guerra", pois Deus é a personificação da paz. (Era Showa 21 — 1946, 1º de março).
222. A palavra "Deus da Guerra" era um nome com o qual o deus da distorção enganou o mundo. (Era Showa 21 — 1946, 1º de março).
223. Matar pessoas e prejudicar o país são, de fato, as tramas do deus das múltiplas distorções (Yasomagami). (Era Showa 21 — 1946, 1º de março).
224. O Deus Senhor concede vida e abençoa com felicidade todos os seres vivos. (Era Showa 21 — 1946, 1º de março).
225. Criar uma era sem doenças, sem fome e sem guerras é, certamente, a vontade de Deus. (Era Showa 21 — 1946, 1º de março).
226. Há miríades de deuses, mas este é um mundo em que existem deuses justos e deuses malignos. (Era Showa 21 — 1946, 1º de março).
O Amor de Deus
227. O país foi destruído; e sobre o povo, que perdeu a lastimável esperança, também parece ter chegado a primavera. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
228. O sonho de cantar orgulhosamente "o divino país de Deus" despertou — e é efêmero. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
229. O fim da noite se aproxima. Realizarei eu a obra divina que o Grande Deus me confiou? (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
230. No dia do julgamento final, o poder do amor do Grande Deus se manifestará. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
231. Que os meus escritos se tornem alimento para as pessoas que choram de fome e tremem de frio. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
232. Que os meus livros pregados se tornem luz para as pessoas do mundo que vagam no caminho da noite eterna. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
233. Que as coisas antigas pereçam é, certamente, sinal de que a nova era se aproxima. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
234. Realizar uma obra divina que nem Cristo nem Shakyamuni viram: oh, meu estranho destino! (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
235. As profecias entoadas por muitos santos desde a antiguidade, eu as testemunharei agora. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
O Verdadeiro Espírito de Yamato
236. Se me perguntarem qual é o coração de Yamato da terra de Shikishima, responderei: é a neve branca do Monte Fuji que resplandece ao sol da manhã. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
237. O pico do Monte Fuji, que se reflete nas ilhas do mar oriental: não o vereis como a imagem de uma era de paz? (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
238. O espírito japonês que os guerreiros apregoavam era, na verdade, inteiramente falso. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
239. O coração de Yamato do meu Japão tem por irmãos todos os que vivem sob o céu. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
240. Abominar a contenda e amar a paz: eis o espírito de Yamato criado por Deus. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
241. Desejar que o mundo se governe em paz: eis o verdadeiro espírito de Yamato, o de Deus. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
242. Ó povo do meu Japão, que vos dizeis insatisfeitos: a verdade não está nas coisas materiais, mas na sinceridade. (Era Showa 21 — 1946, 3 de março).
Eu
243. Olhando para trás, vejo que, por sessenta e cinco anos, lutei sem descanso contra os deuses distorcidos. (Era Showa 21 — 1946, 6 de março).
244. Houve vezes em que entrei em água fervente; outras, em que pisei sobre gelo fino: tal foi o meu passado. (Era Showa 21 — 1946, 6 de março).
245. Sem cessar, venho subjugando os deuses distorcidos e transformando-os em deuses bons. (Era Showa 21 — 1946, 6 de março).
246. Minhas obras, cada dia e cada mês mais prósperas — estarão de acordo com a Vontade Divina? (Era Showa 21 — 1946, 6 de março).
247. Cresce cada vez mais o número dos que se alegram por haverem recebido a preciosa vida que faz vibrar a alma. (Era Showa 21 — 1946, 6 de março).
248. Eu, que pela obra divina altero livremente a duração de vida fixada às pessoas! (Era Showa 21 — 1946, 6 de março).
249. Eis a minha obra divina: reatar o fio insubstituível da alma, agora prestes a se apagar. (Era Showa 21 — 1946, 6 de março).
250. Desde a antiguidade, a vida humana era tida como algo que não se podia controlar — que mundo de transitoriedade! (Era Showa 21 — 1946, 6 de março).
251. Eu, que agora manifesto os milagres de Cristo e crio pessoas que salvam o mundo! (Era Showa 21 — 1946, 6 de março).
252. Eu, que concedo felicidade e alegria aos inimigos prestes a afundar no abismo do mal! (Era Showa 21 — 1946, 6 de março).
253. Minha obra, que leva ao caminho da luz as muitas pessoas que vagueiam na escuridão! (Era Showa 21 — 1946, 6 de março).
254. Eu, que, curando a cegueira do coração, conduzo as pessoas ao portal da salvação! (Era Showa 21 — 1946, 6 de março).
*Não incluído na coletânea completa.
255. Olhando para o passado, vejo que o meu destino era diferente do das pessoas comuns. (Era Showa 21 — 1946, 7 de março).
256. Meu destino difere do das pessoas comuns, e cada vez mais profunda se faz a graça de Deus. (Era Showa 21 — 1946, 7 de março).
257. São muitos os que, criando doutrinas e caminhos estreitos, mal conseguem avançar. (Era Showa 21 — 1946, 7 de março).
258. Pessoas que, surdas ao povo que clama de fome, se entregam a disputas para as quais nem o dia inteiro lhes basta: que tristes sábios! (Era Showa 21 — 1946, 7 de março).
259. Qualquer caminho se percorre com facilidade, se nos apoiarmos no cajado da verdade. (Era Showa 21 — 1946, 7 de março).
260. Por mais que o mundo seja cheio de sofrimentos e dificuldades, atravessamo-lo de coração tranquilo, porque temos o cajado da verdade. (Era Showa 21 — 1946, 7 de março).
261. Como é preciosa a verdade, se tem o poder de atravessar até mesmo rochas de ferro! (Era Showa 21 — 1946, 7 de março).
O Tempo
262. Ouvir que os que outrora prosperaram vivem hoje na humildade: o que há nisso de triste? (Era Showa 21 — 1946, 10 de março).
263. Eu aguardava o nascimento do Japão em que o mal é abolido e o bem prospera. (Era Showa 21 — 1946, 10 de março).
264. Soprou o vento da época e purificou, sem deixar vestígio da poeira e da sujeira de longos anos. (Era Showa 21 — 1946, 10 de março).
265. Começou a soprar o vento divino, para varrer a poeira acumulada nesta terra. (Era Showa 21 — 1946, 10 de março).
266. Para purificar o Japão, um grande vento divino, sem precedentes, soprou com violência. (Era Showa 21 — 1946, 10 de março).
267. Sopra o vento divino, e nem assim cai o pinheiro, árvore perene que sempre verdeja. (Era Showa 21 — 1946, 10 de março).
268. Ó vento divino, purifica o país de Deus, soprando sem deixar sequer um grão de poeira! (Era Showa 21 — 1946, 10 de março).
269. Revolvidas pelo vento divino, caíram todas as ervas e árvores feias desta terra. (Era Showa 21 — 1946, 10 de março).
A Chegada da Primavera
270. De pé em meu jardim, com promontórios de um lado e de outro e, bem ao centro, a Ilha Hatsushima, avisto ao longe a Ilha Oshima. (Era Showa 21 — 1946, 13 de março).
271. Arrastando o cajado — a relva seca do campo ainda é de inverno; ao longe, as fileiras de montanhas se veem envoltas em névoa fina. (Era Showa 21 — 1946, 13 de março).
272. Será que chegou a primavera tão esperada? Nas montanhas púrpuras, próximas e distantes, começa a surgir a névoa. (Era Showa 21 — 1946, 13 de março).
273. Entre os pinheiros, vejo um branco reluzente: será uma ameixeira branca? Ou uma cerejeira? Por um instante, hesitei. (Era Showa 21 — 1946, 13 de março).
Harmonizar a Luz, Misturar-se à Poeira (Wakō Dōjin)
274. Misturando-me à poeira e suavizando minha luz, aguardo em silêncio o tempo: tal é o meu ser. (Era Showa 21 — 1946, 18 de março).
275. Eu, ocultando meu nome e escondendo meu poder, construo em segredo o alicerce da salvação do mundo. (Era Showa 21 — 1946, 18 de março).
276. Minha obra divina, que salva o mundo exercendo um poder invisível, é verdadeiramente misteriosa! (Era Showa 21 — 1946, 18 de março).
277. Agora, qual dragão aquático oculto no fundo de um lago, aguardo o momento de surgir no mundo. (Era Showa 21 — 1946, 18 de março).
278. Que alegria a minha, que aguardo o tempo, ao contemplar em visão o mundo em paz sob o céu! (Era Showa 21 — 1946, 18 de março).
279. O Paraíso Terrestre é uma era bela, que se governa não pela razão nem pela lei, mas unicamente pela virtude. (Era Showa 21 — 1946, 18 de março).
280. Ouvindo o som da chuva fina de primavera, compus poemas; e assim também este dia se encerrou. (Era Showa 21 — 1946, 18 de março).
A Rara Obra Divina
281. Os caracteres que escrevo dançam tal como são, pois em cada um deles ponho a alma. (Era Showa 21 — 1946, 8 de setembro).
282. Misteriosa obra divina que, pelo poder de cada caractere, salva a vida das pessoas do mundo. (Era Showa 21 — 1946, 8 de setembro).
A Misteriosa Obra Divina
283. Realizo uma obra ainda inexistente: prolongar a duração de vida fixada às pessoas. (Era Showa 21 — 1946, setembro).
284. Quem duvida de minha obra é porque não conhece a verdade dela. (Era Showa 21 — 1946, setembro).
285. Desde a antiguidade, há quem duvide de minha obra por sua estranheza sem precedentes. (Era Showa 21 — 1946, setembro).
286. Eu, que desgasto o coração para realizar os desejos de todas as pessoas! (Era Showa 21 — 1946, setembro).
287. Saibam que dar felicidade às pessoas do mundo é a felicidade que supera todas as outras. (Era Showa 21 — 1946, setembro).
288. Eu vivo sob a obra divina de construir o Paraíso sobre esta terra. (Era Showa 21 — 1946, setembro).
Tijotengoku
289. O Paraíso se aproximou. Ó pessoas do mundo, vinde a mim e abri os olhos! (Era Showa 21 — 1946, 7 de novembro).
290. O Paraíso Terrestre, onde não há doenças, tudo é abundante e todas as pessoas se regozijam e se alegram. (Era Showa 21 — 1946, 7 de novembro).
291. O estado sereno do campo primaveril, onde as flores sorriem e cem pássaros cantam: eis o Paraíso Terrestre. (Era Showa 21 — 1946, 7 de novembro).
292. A este mundo atual, em que a Verdade, o Bem e o Belo se manifestam plenamente, eu chamo de Paraíso Terrestre. (Era Showa 21 — 1946, 7 de novembro).
A Grande Purificação
293. Chegou o tempo de lavar e purificar o mundo humano, sem deixar resto de poeira ou de sujeira. (Era Showa 22 — 1947, 5 de janeiro).
294. Eis a Grande Purificação, obra divina de Deus que estabelece o raro Paraíso Terrestre! (Era Showa 22 — 1947, 5 de janeiro).
295. Os pecados e impurezas acumulados por longas eras, agora hei de queimá-los e purificá-los com o fogo espiritual. (Era Showa 22 — 1947, 5 de janeiro).
O Novo Mundo
296. O novo mundo deve ser construído sobre uma nova terra. (Era Showa 22 — 1947, 8 de janeiro).
297. As pessoas que outrora prosperaram caem uma após a outra: deve ser esse o sinal do nascimento de um novo mundo. (Era Showa 22 — 1947, 8 de janeiro).
298. Chegou o tempo de surgirem no mundo as pessoas que, sem nome nem posição, possuem a verdade. (Era Showa 22 — 1947, 8 de janeiro).
299. É a era de Miroku, em que surgem no mundo pessoas repletas de verdadeira sabedoria e da luz do amor. (Era Showa 22 — 1947, 8 de janeiro).
300. É tão lastimável ver a queda das pessoas ilustres, hábeis em manejar a duplicidade. (Era Showa 22 — 1947, 8 de janeiro).
301. Lastimável é o fim daqueles que enganavam, ocultando o coração perverso sob adornos de beleza. (Era Showa 22 — 1947, 8 de janeiro).
302. A era sagrada de Miroku, em que a política se exerce com retidão e todas as pessoas se regozijam e se alegram. (Era Showa 22 — 1947, 8 de janeiro).
303. Amar a contenda é próprio das feras; humano é quem ama a paz. (Era Showa 22 — 1947, 8 de janeiro).
304. Eu, que elimino a natureza bestial de amar a contenda e crio pessoas que amam a paz! (Era Showa 22 — 1947, 8 de janeiro).
Verdade (Makoto)
305. A raiz do sofrimento da insatisfação está em faltar verdade no coração das pessoas. (Era Showa 22 — 1947, 19 de janeiro).
306. Disputas e greves resolvem-se com muita facilidade, se houver diálogo com um coração sincero. (Era Showa 22 — 1947, 19 de janeiro).
307. A força que constrói um Japão novo e pacífico reside na verdade. (Era Showa 22 — 1947, 19 de janeiro).
308. A algazarra de uma reunião de pessoas sem verdade assemelha-se ao chilreio de picanços e pardais. (Era Showa 22 — 1947, 19 de janeiro).
309. Que desagradável é ver as aflições do país surgirem uma após a outra! Se é pela ofensa de se opor a Deus... (Era Showa 22 — 1947, 19 de janeiro).
310. Criar pessoas que temam a Deus e guardem o Caminho reto: esta deve ser a minha missão. (Era Showa 22 — 1947, 19 de janeiro).
A Obra de Cura
311. Se não houvesse a obra de cura que realizei, como estaria este mundo humano? (Era Showa 22 — 1947, 24 de fevereiro).
312. De que valeriam diamantes, ouro ou joias, comparados ao tesouro da vida? (Era Showa 22 — 1947, 24 de fevereiro).
313. Ao deparar com o sofrimento da doença, penso com profundidade na felicidade dos dias de saúde. (Era Showa 22 — 1947, 24 de fevereiro).
Kanzantei (Pavilhão de Contemplação das Montanhas)
314. O Pavilhão de Contemplação das Montanhas (Kanzantei), erguido entre as montanhas verdejantes que se estendem como muralhas! (Era Showa 22 — 1947, 15 de setembro).
315. Que nova residência esta, de onde contemplo, manhã e tarde, as fileiras de montanhas que flutuam no céu de outono, nítidas e belas! (Era Showa 22 — 1947, 15 de setembro).
316. Contemplando, do lado de fora de meu humilde casebre, as grandes pedras do jardim cobertas de musgo, recordo a Era dos Deuses. (Era Showa 22 — 1947, 15 de setembro).
317. A solenidade do rochedo musgoso que se ergue abrupto, sob o alto céu de outono que se estende límpido. (Era Showa 22 — 1947, 15 de setembro).
318. Embora seja outono, ainda são pálidas as cores das folhas outonais das montanhas; e a montanha diante dos olhos está muito próxima. (Era Showa 22 — 1947, 15 de setembro).
319. Que prazer, os momentos de contemplar a montanha de verão, onde as nuvens brancas vão e vêm incessantemente! (Era Showa 22 — 1947, 15 de setembro).
A Grande Passagem
320. O Paraíso Terrestre está prestes a nascer. Ó fiéis, nunca descuideis de polir o corpo e a alma! (Era Showa 22 — 1947, 8 de novembro).
321. Eu, que oro: "Purificai a poeira e a sujeira acumuladas por milhares de anos!" (Era Showa 22 — 1947, 8 de novembro).
322. Sem precedentes, a grande passagem deste mundo atual aproxima-se dia e noite. Sabeis disso ou não? (Era Showa 22 — 1947, 8 de novembro).
Ano Novo
323. Ao receber o ano novo, quão puros são o corpo e a alma de quem está em Deus! (Era Showa 23 — 1948, 1º de janeiro).
324. Para iluminar e dissipar o mundo de trevas eternas, veio ao mundo Komyo-Nyorai. (Era Showa 23 — 1948, 1º de janeiro).
325. Ao receber o ano novo, penso quão maravilhoso é o plano de Deus! (Era Showa 23 — 1948, 1º de janeiro).
326. Até mesmo a estrada escura se ilumina, e sinto como se começasse a pisar o caminho da luz. (Era Showa 23 — 1948, 1º de janeiro).
327. O grande Deus Miroku, que surge dotado do poder trino do sol, da lua e da terra. (Era Showa 23 — 1948, 1º de janeiro).
A Proteção de Deus
328. Ao voltar o olhar para o passado, vejo que de fato venci um caminho de espinhos e ervas daninhas. (Era Showa 23 — 1948, 1º de janeiro).
329. Se hoje estou aqui, depois de suportar sofrimentos insuportáveis, devo-o à profunda graça de Deus. (Era Showa 23 — 1948, 1º de janeiro).
330. Por mais que tentassem obstruir meu caminho, eu os afastava com facilidade; que poder maravilhoso de sabedoria! (Era Showa 23 — 1948, 1º de janeiro).
331. Se a minha obra prospera cada vez mais, a cada dia e a cada mês, é porque o seu poder provém da verdade. (Era Showa 23 — 1948, 1º de janeiro).
332. Cada vez que vejo o rosto dos fiéis que, salvos, se regozijam e se alegram, esqueço tudo o mais. (Era Showa 23 — 1948, 1º de janeiro).
333. Quem avança fazendo seu o coração de Kanzeon-Bosatsu, esse é o verdadeiro ser humano. (Era Showa 23 — 1948, 1º de janeiro).
334. Nestes dias em que o país inteiro sofre nas trevas, não há salvação senão na luz de Deus. (Era Showa 23 — 1948, 1º de maio).
335. Se o mundo inteiro for banhado de luz, como poderia haver poeira ou impureza? (Era Showa 23 — 1948, 1º de maio).
O Mundo Alegre
336. Para quem avança segundo Kamunagara, até mesmo este mundo de sofrimento é prazeroso. (Era Showa 23 — 1948, 16 de maio).
337. Todo sofrimento desaparecerá se estivermos em conformidade com a Vontade Divina. (Era Showa 23 — 1948, 16 de maio).
338. Simplesmente me entrego à grande vontade de Deus, pois fraca é a força do ser humano. (Era Showa 23 — 1948, 16 de maio).
339. Quão prazeroso é, na verdade, o mundo humano! Quem foi que disse ser ele um mundo de sofrimento? (Era Showa 23 — 1948, 16 de maio).
340. Penso que, havendo nuvens espirituais no coração, não há verdadeira alegria no mundo humano. (Era Showa 23 — 1948, 16 de maio).
341. Saibam que a verdadeira felicidade é a de quem reza pedindo felicidade para as pessoas do mundo. (Era Showa 23 — 1948, 16 de maio).
342. Eu simplesmente me entrego à Vontade Divina e prossigo com o coração tranquilo. (Era Showa 23 — 1948, 16 de maio).
343. Ainda que os deuses distorcidos nos perturbem com toda a sua força, nós, que temos Deus por apoio, não temeremos. (Era Showa 23 — 1948, 16 de maio).
344. Não temais os deuses distorcidos. Se esperardes o tempo com sinceridade, certamente vencereis. (Era Showa 23 — 1948, 16 de maio).
345. Para quem tem a proteção perfeita de Deus, por que haveriam os deuses distorcidos de interferir? (Era Showa 23 — 1948, 16 de maio).
346. Não queirais ser chamados de "pessoas ilustres". Desejai ser chamados de "pessoas preciosas". (Era Showa 23 — 1948, 16 de maio).
347. Desde que soube quão fraca é a força humana, a alma viva de Deus habita em meu coração. (Era Showa 23 — 1948, 16 de maio).
348. Olhando para trás, para estes sessenta anos, vejo que de fato transpus altas montanhas, vales profundos e rios. (Era Showa 23 — 1948, 13 de maio).
349. O que é bom e o que é mau neste mundo humano reflete-se no coração de quem observa. (Era Showa 23 — 1948, 13 de maio).
Primeiro Culto de Abertura do Sōun-ryō
350. Para construir um modelo do Paraíso, ergui um humilde palácio no alto de Hakone. (Era Showa 23 — 1948, maio).
351. Com que poderia comparar a alegria de hoje, em que ergui o raro palácio do grande Deus? (Era Showa 23 — 1948, maio).
352. Ah, que alegria! Sobre o alicerce de rocha firme ergui o pilar do santuário e recebi o Deus. (Era Showa 23 — 1948, maio).
353. O tempo está cumprido: no primeiro Culto de Abertura do jardim sagrado de Deus, resplandecem os rostos dos seguidores que chegam. (Era Showa 23 — 1948, maio).
354. Embora seja um santuário apenas na forma, permiti que o coração sincero dos seguidores vos agrade. (Era Showa 23 — 1948, maio).
355. O Paraíso Terrestre há de começar agora, tendo por marco este dia em que o novo santuário divino foi erguido. (Era Showa 23 — 1948, maio).
356. O Deus Celestial dos Céus Eternos, para purificar a face da terra, fez descer o Messias. (Era Showa 23 — 1948, maio).
357. O espírito divino de Deus que desceu dos céus e reside em Miroku, eu o consagro neste dia auspicioso. (Era Showa 23 — 1948, maio).
358. O Plano Divino do fogo, da água e da terra reflete-se claramente nos olhos: chegou o tempo. (Era Showa 23 — 1948, maio).
359. Sob o céu, as doenças e as disputas desaparecem, e chegou o mundo da abundância. (Era Showa 23 — 1948, maio).
360. Ao olhar para o passado, quão profundo se faz o pensamento sobre o meu destino maravilhoso. (Era Showa 23 — 1948, maio).
Jardim das Pedras (Sekirakuen)
361. No monte Hakone, escolhendo um local de bela vista, construí uma pequena casa. (Era Showa 23 — 1948, 15 de setembro).
362. Minha nova residência, cercada de rochas e riachos: manhã e tarde admiro o aspecto do musgo que nelas cresce. (Era Showa 23 — 1948, 15 de setembro).
363. Ao meu amplo jardim, adornado com raras pedras grandes e pequenas, dei o nome de Jardim das Pedras (Sekirakuen). (Era Showa 23 — 1948, 15 de setembro).
364. Como alicerce do mundo eterno, sobre a rocha firme, construí uma cabana pura. (Era Showa 23 — 1948, 15 de setembro).
365. Ao longe, no fim do mar de árvores, avista-se o Monte Myojogatake, desenhando uma linha suave. (Era Showa 23 — 1948, 15 de setembro).
366. Admirando a forma de cada rochedo, percorro o jardim e o coração se sacia. (Era Showa 23 — 1948, 15 de setembro).
367. Meu desejo é construir um jardim de pedras raro, ainda inexistente no mundo. (Era Showa 23 — 1948, 15 de setembro).
368. Aproxima-se o tempo em que o Grande Deus, que arquitetou o longo mundo, fará a colheita. (Era Showa 23 — 1948, 15 de outubro).
369. Espero o tempo em que as centenas de milhões de pessoas que gemem na dor se alegrarão em êxtase. (Era Showa 23 — 1948, 15 de outubro).
370. Os escolhidos pilares de Deus, reunindo-se cada vez mais, erguerão o Paraíso Terrestre. (Era Showa 23 — 1948, 15 de outubro).
371. O mundo perfeito, pleno e completo, agora está prestes a nascer; o tempo está maduro. (Era Showa 23 — 1948, 3 de novembro).
372. A Era da Plenitude, em que a ordem do Céu, da Terra e da Humanidade está correta, eu a chamo de Era de Miroku. (Era Showa 23 — 1948, 3 de novembro).
Início da Primavera (Risshun)
373. Como se corresse uma cortina sobre o rigoroso frio do inverno, a primavera chegou generosíssima. (Era Showa 24 — 1949, 4 de fevereiro).
374. As cerejeiras de inverno já começam a cair: a primavera chegou à cidade termal de Atami. (Era Showa 24 — 1949, 4 de fevereiro).
375. Hoje, que a primavera chegou, reconhece-se isso até no brilho do sol sobre os galhos da ameixeira branca. (Era Showa 24 — 1949, 4 de fevereiro).
376. Passou também o longo frio do inverno e, com a chegada da primavera, admiro o jardim onde as ameixeiras florescem e exalam perfume. (Era Showa 24 — 1949, 4 de fevereiro).
377. Assim como a primavera vem após o inverno, também a minha obra chegou ao tempo de florescer e exalar perfume. (Era Showa 24 — 1949, 4 de fevereiro).
378. Detendo-me à beira do jardim onde perfuma o aroma das ameixeiras, profundo é o meu pensamento neste dia em que a primavera chega. (Era Showa 24 — 1949, 4 de fevereiro).
379. Que alegria a primavera chegar neste dia! As pessoas sinceras se reúnem nesta noite. (Era Showa 24 — 1949, 4 de fevereiro).
380. Nesta noite em que celebramos a chegada da primavera, os rostos das pessoas brilham à luz da lâmpada elétrica. (Era Showa 24 — 1949, 4 de fevereiro).
Advento do Salvador (Kyūshu Kōrin)
381. Embora a era de Miroku comece a despontar, tomai cuidado! A distorção, sem deixar brechas, está à espreita. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
382. Cristo teve Satanás; Buda teve Daiba; eu também tive várias distorções. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
383. Por mais que o deus da distorção obstrua, não temerei, pois tenho a proteção de Deus. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
384. Ó pessoas do mundo, sabei que nenhum poder supera o que agora empunho. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
385. Meu desejo é corrigir a desordem do mundo atual e instaurar uma era de ordem. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
386. Miroku significa o mundo perfeito, em que a ordem do fogo, da água e da terra é correta. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
387. O poder que empunho ainda nunca se manifestou no mundo atual. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
388. Cristo, Buda, Confúcio e Maomé aguardam o tempo em que eu aparecerei. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
389. O poder do Messias que esperam e o poder que empunho são um só. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
390. Aproxima-se o tempo em que Cristo, descendo das nuvens de glória, será conhecido no mundo. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
391. Oh, quão augusto! Imponente é a voz do Aleluia que celebra o Cristo que desce do céu. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
392. Cristo, Buda, o Messias e Kannon são deuses em forma humana. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
393. A grande passagem deste mundo atual, árdua de cruzar, eu a cruzarei com facilidade sob a orientação de Deus. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
394. Ainda que manifeste o grande poder de Deus, ele não se refletirá nos olhos dos cegos dignos de pena. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
*Não incluído na coletânea completa.
395. Sabei que o profundo plano do Grande Deus não se reflete nos olhos das pessoas. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
396. Como poderia o grande plano de Deus refletir-se nos olhos tão pequenos dos humanos? (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
397. É luz! Ah, é luz! Por mais densa que seja a escuridão, ela a dissipa por completo. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
398. Por fim, com o Cristo que desce do céu, todas as coisas do mundo hão de renascer. (Era Showa 24 — 1949, fevereiro).
Jardim do Paraíso (Tengoku no Sono)
399. Erguerei no topo do monte Hakone o modelo do jardim do Paraíso. (Era Showa 24 — 1949, 13 de maio).
400. No topo do monte Hakone, de bela paisagem, construirei o jardim do Paraíso. (Era Showa 24 — 1949, 13 de maio).
401. O profundo plano do Grande Deus dá-se a conhecer claramente sobre Hakone e Atami. (Era Showa 24 — 1949, 13 de maio).
402. Abrindo clareiras na vegetação densa e nos arbustos, criei um jardim de flores no monte Hakone. (Era Showa 24 — 1949, 13 de maio).
403. Abrindo caminho através do mundo em desordem, emaranhado como capim, estabelecerei a bela era. (Era Showa 24 — 1949, 13 de maio).
404. As flores que desabrocham em várias cores por campos e montanhas são tesouros abençoados por Deus. (Era Showa 24 — 1949, maio).
405. Sempre que contemplo as belas flores, penso na maravilhosa obra divina de Deus, o artífice. (Era Showa 24 — 1949, maio).
406. Quem anseia pelas belas flores tem um coração semelhante ao das flores. (Era Showa 24 — 1949, maio).
407. De manhã à noite, contemplando as ipomeias que desabrocham em várias cores, esqueço o verão. (Era Showa 24 — 1949, maio).
408. Conhecendo a alegria do mundo humano, adorno o tokonoma com um ramo da camélia que floresce no jardim. (Era Showa 24 — 1949, maio).
409. Até o mundo de tristeza se tornou uma era alegre, ao saber-se que existe a proteção de Deus. (Era Showa 24 — 1949, maio).
O Poder de Deus (Kami no Chikara)
410. É verdade! Ah, é verdade! O que este país anseia é o caractere 'verdade' (makoto). (Era Showa 24 — 1949, maio).
411. Neste mundo atual, em que nada se consegue conforme o desejo, o único amparo em que confiar é o poder de Deus. (Era Showa 24 — 1949, maio).
412. O Poder Kannon se manifesta no mundo, e até o mundo em desordem como capim emaranhado será endireitado. (Era Showa 24 — 1949, maio).
413. Empenho-me para que as pessoas compreendam que existe o poder de Deus, invisível aos olhos. (Era Showa 24 — 1949, maio).
414. Fora da tempestade que sopra com violência, há paz para quem está envolto na veste de Deus. (Era Showa 24 — 1949, maio).
Batismo de Fogo (Hi no Senrei)
415. Só é verdadeiro ser humano aquele que se esforça por estar em conformidade com a grande vontade de Deus. (Era Showa 24 — 1949, maio).
416. Quem condena o pecado alheio é quem sofrerá a condenação de Deus. (Era Showa 24 — 1949, maio).
417. A origem do sofrimento e da alegria no mundo humano é toda ela obra das próprias mãos. Tomai cuidado, todos vós. (Era Showa 24 — 1949, maio).
418. Ó todos vós, não relaxeis o coração, agora que o grande julgamento de Deus está prestes a chegar! (Era Showa 24 — 1949, maio).
419. Chegou o tempo em que as pessoas que proclamam com orgulho "Deus não existe" ficarão atônitas e confusas. (Era Showa 24 — 1949, maio).
420. O último julgamento proclamado por Cristo é a purificação do mundo pelo fogo espiritual de Deus. (Era Showa 24 — 1949, maio).
421. Lavar e purificar a sujeira do mundo: eis a obra do julgamento, que estabelece o novo mundo de Deus. (Era Showa 24 — 1949, maio).
422. Ó pessoas, arrependei-vos e preparai-vos, para cruzar com facilidade a árdua passagem do mundo. (Era Showa 24 — 1949, maio).
423. Quão severo será o dia do julgamento! Até a distorção há de prostrar-se e arrepender-se. (Era Showa 24 — 1949, maio).
424. Bato o sino para despertar os olhos das pessoas, mas elas tapam os ouvidos e não querem ouvir. (Era Showa 24 — 1949, maio).
425. Minha obra, realizada em nome do Johrei, é a obra do batismo de fogo. (Era Showa 24 — 1949, maio).
A Luz da Salvação (Sukui no Hikari)
426. Ainda que o mundo seja escuridão densa como a noite, não deixarei de dissipá-la com a luz de Deus. (Era Showa 24 — 1949, maio).
427. A luz resplandece em toda a sua beleza, mas não pode ser vista por quem se move nas trevas. (Era Showa 24 — 1949, maio).
428. As flores desabrocham, os pássaros cantam; as pessoas, porém, não se alegram, porque se opõem a Deus. (Era Showa 24 — 1949, maio).
429. Ainda que a grande mão da salvação se estenda, muitos são os cegos que não têm como agarrar-se a ela. (Era Showa 24 — 1949, maio).
*Não incluído na coletânea completa.
O Plano de Deus (Kami no Shigumi)
430. Como será o profundo plano do Grande Deus? Nem mesmo os santos têm como conhecê-lo. (Era Showa 24 — 1949, 18 de maio).
431. Se não se pode medir a profundidade do plano do Grande Deus, como poderia ele refletir-se nos olhos humanos? (Era Showa 24 — 1949, 18 de maio).
432. A obra divina de criar uma era nova e alegre, purificando e limpando a terra impura. (Era Showa 24 — 1949, 18 de maio).
433. A era de Buda chegou ao fim, e a era de Miroku, sem precedentes, está prestes a nascer. (Era Showa 24 — 1949, 18 de maio).
434. Que lastimável é entregar-se a discussões intermináveis, sem saber que o fim do mundo chegou. (Era Showa 24 — 1949, 18 de maio).
435. A obra divina de transferir para esta terra o jardim do Paraíso, onde as flores sorriem e cem pássaros cantam. (Era Showa 24 — 1949, 18 de maio).
436. No interior de Atami, de bela vista, construirei o esplêndido Paraíso das Flores. (Era Showa 24 — 1949, 18 de maio).
437. À sombra do caminho da montanha, até as pequenas flores de nome desconhecido atraem o coração. (Era Showa 24 — 1949, 18 de maio).
Fora da Tempestade (Arashi no Soto)
438. Sopra uma forte tempestade para purificar o mundo em que o lixo se acumulou. (Era Showa 24 — 1949, maio).
439. O profundo plano do Grande Deus, por fim, fará surgir coisas que nem em sonhos se imaginaria. (Era Showa 24 — 1949, maio).
440. Ainda que a tempestade sopre, o corpo que está em Deus permanece em paz, pela grande graça. (Era Showa 24 — 1949, maio).
441. Por que haveria de temer a tempestade vermelha, se penso que é a cor da pintura magistral que o Senhor Deus desenha? (Era Showa 24 — 1949, maio).
442. O Grande Deus, com tintas de várias cores, pintará a obra-prima do Paraíso Terrestre. (Era Showa 24 — 1949, maio).
Deus é Perfeito (Kami wa Jūzen)
443. Até que o tão esperado Paraíso Terrestre se manifeste, tempestades soprarão e ondas se agitarão. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
444. O Paraíso está prestes a dar o primeiro choro, e o mundo atravessa as dores do parto. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
445. Enquanto as pessoas disputam entre direita e esquerda, sem que o saibam, os filhos de Deus se rejubilam. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
446. Quão lastimáveis são as pessoas do mundo que ignoram a existência de Deus! A cegueira do coração não tem como saber. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
*Não incluído na coletânea completa.
447. Por mais forte que seja o poder humano, ao atingir o limite de noventa e nove por cento, ele desmorona. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
448. É salvo quem sabe que o poder humano é de noventa e nove por cento e o poder de Deus, de cem por cento. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
Terra Divina (Shinsenkyō)
449. Cada árvore, cada grama, cada pedra, tudo foi feito com cuidado e carinho. Eis a Terra Divina! (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
450. Cercada de belas flores e com vista para o mar e as montanhas, a Terra Divina é de uma beleza que nunca cansa. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
451. Construindo um jardim raro, que ninguém ainda tentou, sinto o coração satisfeito. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
452. Aproveitando a paisagem natural e adornando-a com a beleza da arte humana, tornou-se um jardim divino. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
453. No alto do monte Hakone, construí em larga extensão o Paraíso das Flores. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
454. Ao monte Hakone, que era apenas montanha e água, eu acrescentarei flores e construirei o Paraíso. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
455. Cai mansa a chuva da estação das chuvas, o verde do jardim divino se adensa, e tudo é de uma grande serenidade. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
456. O Monte Myojogatake, avistado ao longe, enevoado pela chuva, parece coberto por um véu de seda fina. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
457. Plantadas azaleias de várias cores nas fendas das rochas, eis o jardim do Paraíso ainda neste mundo. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
458. Quantos o veem, em uníssono o louvam: é o jardim do Paraíso, a Terra Divina. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
459. Pensando que o jardim do Paraíso deve ser assim, dei-lhe o nome de Terra Divina. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
460. Erguido imponente sobre a grande rocha, avisto a forma sublime do Pavilhão Kanzantei. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
461. Nas fendas das rochas, gramados e trepadeiras entrelaçam-se e cem flores desabrocham: quase se confunde com o Paraíso. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
462. Nas fendas das rochas no topo da montanha pura, as flores desabrocham em harmonia, fazendo lembrar o Paraíso. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
463. Seriam flores do Paraíso? As azaleias desabrocham entrelaçando-se nas rochas da alta montanha. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
464. A Terra Divina, cada vez mais completa, há de tornar-se um famoso ponto turístico de Hakone, à medida que o mundo a conhecer. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
465. No alto do famoso monte Hakone, em Kanto, acrescentei um raro ponto turístico. (Era Showa 24 — 1949, 18 de agosto).
O Último Dia (Saigo no Hi)
466. Alheio à tempestade que soprava com violência, eu desenhava o Paraíso em meus sonhos. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
467. O poder de um centésimo que derruba o mundo de noventa e nove por cento está na esfera (jóia) que realiza desejos. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
468. Se eu brandir a esfera (jóia) que realiza desejos, o que acontecerá? Até os demônios tremerão. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
469. Chegou o tempo em que a esfera (jóia) que realiza desejos, profundamente oculta por três mil anos, se manifesta no mundo. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
470. Quem tem Deus por força e a sinceridade por cajado, por que haveria de temer até mesmo a tempestade vermelha? (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
471. Chegará o tempo em que Marx e também Lenin se prostrarão diante de Cristo. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
472. As chamadas ideologias coloridas são tintas do desenho que o Grande Deus traça. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
473. Perigosa é a pessoa que, ignorando que o dia do julgamento se aproxima, se entrega aos desejos do corpo. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
474. Arrastado ao tribunal do julgamento final, de nada adiantará arrepender-se. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
475. O que vem após o grande julgamento é o resplandecente Paraíso Terrestre. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
476. O sonho do Paraíso, sem que se perceba, torna-se sonho real e agora está prestes a manifestar-se. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
477. O dia do julgamento, que separa as pessoas que viverão das que perecerão, é o fim do mundo. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
478. Já se aproxima o tempo em que aqueles que tinham o fim do mundo por falsidade se agitarão e ficarão atônitos. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
479. Tanto o que se chama Extinção do Budismo quanto o que se chama último dia referem-se ao tempo da transição do mundo. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
480. As pessoas boas se alegram, as más se arrependem: o dia do julgamento parece estar se aproximando. (Era Showa 24 — 1949, 17 de junho).
O Bem e o Mal
481. Lastimável é quem fecha os olhos para a grande salvação que concede a imensa felicidade. (Era Showa 24 — 1949, 20 de setembro).
482. Ver o que é bom como bom e o que é mau como mau: esse é o olho correto. (Era Showa 24 — 1949, 20 de setembro).
483. Há pessoas cujos olhos não distinguem a diferença entre o bem e o mal; este é um mundo onde os cegos imperam. (Era Showa 24 — 1949, 20 de setembro).
*Não incluído na coletânea completa.
484. Feliz é quem sabe que os olhos dos homens podem enganar, mas os olhos de Deus não podem enganar. (Era Showa 24 — 1949, 20 de setembro).
485. Insensato é quem semeia as sementes do mal e não conhece a aflição de colhê-las. (Era Showa 24 — 1949, 20 de setembro).
486. Chegou o tempo em que as pessoas feias perecem; a luz de Deus brilha cada vez mais intensamente. (Era Showa 24 — 1949, 20 de setembro).
(486 poemas coletados)
💬 Contribua com a tradução
Encontrou algo estranho ou que pode ser melhorado? Selecione o trecho no texto (ou escreva abaixo) e envie sua observação. A equipe Goshinsho analisará cada indicação. Para enviar, será necessário fazer login.