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Coleção Jikan Volume 2 Método de Cultivo sem Fertilizantes

1949-07-01

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Coleção Jikan Volume 2 Método de Cultivo sem Fertilizantes Prefácio por Shin'nōsei A teoria do cultivo sem fertilizantes que proponho costuma causar espanto nos leitores: é tão incomum que muitos custam a acreditar nela. E não são apenas as plantações — o próprio ser humano está intoxicado por fertilizantes. Por ser, no entanto, uma teoria que eu defendo, muitos lhe dão crédito considerável. Ainda assim, os relatos mostram sempre o mesmo: no início, ela é posta em prática com receio; mas, quando se aproxima a época da colheita, o quadro muda por completo, e os resultados obtidos são surpreendentemente bons. Nem é preciso repetir que um fato vale mais do que cem teorias. Penso que, como resultado desta grande descoberta, a agricultura japonesa provocará uma grande revolução, talvez estendida a uma revolução agrícola mundial. Se assim for, essa grandiosa salvação da humanidade é um evangelho sem precedentes — e, para a nossa Igreja, que tem como objetivo o estabelecimento do Paraíso Terrestre, é mais do que natural que assim seja. Cultivo sem Adubos por Shin'nōsei (Publicado originalmente na edição nº 1 de "Tijotengoku", em 1º de dezembro de 1948 (Showa 23), com acréscimos e reimpressão) Ao explicar o cultivo sem adubos, começarei pela teoria fundamental: o que é, afinal, o solo? Sem dúvida, foi criado pelo Criador para fazer crescer os cinco cereais e as hortaliças essenciais à manutenção da vida humana. A essência do solo é, portanto, algo misterioso e profundo, que nem mesmo a ciência materialista de hoje consegue compreender plenamente. A agricultura, contudo, sem se dar conta, enveredou pelo caminho errado: menosprezou o poder do próprio solo e passou a acreditar que, para fazer crescer bem todas as culturas, era preciso depender de adubos artificiais, como fezes humanas ou fertilizantes químicos — até chegar ao ponto em que estamos hoje. O resultado é que a essência do solo se degrada e se transforma aos poucos, e sua força natural de crescimento se esgota. Sem perceber isso, os agricultores se iludem com a ideia de que o mau cultivo vem da falta de adubo e aplicam cada vez mais fertilizantes, deteriorando ainda mais a força do solo. Assim, como vemos hoje, as terras do Japão se empobreceram, e os agricultores, unânimes, lamentam essa situação. Vou listar o quão terríveis são os adubos artificiais. 1. Atualmente, o problema que mais aflige é provavelmente o surgimento de pragas. No entanto, sem investigar a causa desse surgimento, as pessoas se dedicam apenas a eliminá-las — provavelmente porque, não conseguindo descobrir a causa, recorrem a esse método como segunda opção. Na verdade, as pragas nascem dos adubos, e o aumento recente no número de espécies se deve inteiramente ao aumento dos tipos de adubo usados. Além disso, mesmo quando se consegue eliminar as pragas com inseticidas, os produtos químicos penetram no solo e o tornam de má qualidade, convertendo-se eles próprios em nova causa do surgimento de pragas — algo que ainda não se sabe. 2. Quando as culturas absorvem adubos, ficam muito fracas. Ao menor vento ou enchente, quebram-se com facilidade, e as flores caem, resultando em pouca frutificação. Os caules crescem demais e as folhas ficam grandes, deixando os frutos à sombra delas. No caso do arroz, do trigo e dos feijões, a casca fica grossa e os grãos murcham. 3. O amoníaco presente no sulfato de amônio e nas fezes humanas, assim como a maioria dos outros fertilizantes químicos, é uma substância tóxica e venenosa. Uma vez que as culturas o absorvem, mesmo em quantidades mínimas, por passar constantemente pelo estômago e entrar no corpo humano, não se pode dizer que não faça mal à saúde. Mais de 80% dos japoneses, em particular, têm parasitas, sobretudo lombrigas — causadas, é claro, pelos ovos de lombriga presentes nas fezes humanas, que entram no corpo humano e ali se desenvolvem. A própria medicina moderna relata que, interrompido o uso do adubo de fezes humanas por dois ou três anos, a doença da lombriga é completamente erradicada. Também nesse aspecto o cultivo sem adubos traz resultados grandiosos. 4. Nos últimos tempos, o preço dos adubos não para de subir. É cálculo sincero dos agricultores que, pagando pelo adubo, o valor da venda do arroz entregue ao governo mal cobre as despesas. Por isso, não lhes resta escolha senão recorrer à venda no mercado negro. 5. O trabalho e a mão de obra necessários para comprar adubo, aplicar fertilizantes e pulverizar antissépticos são imensos. 6. As culturas do cultivo sem adubos são extremamente saborosas, desenvolvem-se bem, são maiores do que as cultivadas com adubos e também mais abundantes. Pelo exposto, compreende-se o quão terrível é a toxicidade dos adubos e, ao mesmo tempo, o quão vantajoso é o cultivo sem eles. Feito um cálculo geral, não é difícil afirmar que a economia agrícola pode obter o dobro do lucro atual. Não é exagero dizer que se trata de uma verdadeira revolução na agricultura japonesa. A seguir, apresentarei os resultados e métodos que obtive por experiência própria, bem como os relatos de vários praticantes. Penso o seguinte: quantos japoneses conhecem o verdadeiro sabor das hortaliças? Não é exagero dizer que são raríssimos, já que quase não existem plantações que não recebam fertilizantes químicos ou adubo de fezes humanas. Nas hortaliças que absorvem esses adubos, perde-se o sabor naturalmente dado pelo Céu. Se, ao contrário, lhes permitirmos absorver a nutrição do próprio solo, elas manifestam seu sabor natural e se tornam verdadeiramente deliciosas. Desde que conheci o sabor das hortaliças cultivadas sem adubos, quanto aumentou minha sensação de felicidade na vida! Além disso, no cultivo sem adubos economiza-se o custo dos fertilizantes e o trabalho, evita-se o desconforto do mau cheiro, elimina-se o risco de transmissão de parasitas, a ocorrência de pragas é reduzidíssima, o sabor é melhor e a quantidade aumenta — pode-se dizer que tem o efeito de "sete pássaros com uma só pedra". Diante de um problema tão grande, não posso ficar em silêncio um momento sequer. Desejo divulgá-lo depressa ao mundo e compartilhar este evangelho. Abordarei primeiro a teoria prática. O que é, afinal, a capacidade do solo? O solo é formado pela força da trindade, resultante da união íntima de três grandes elementos: Elemento Terra, Elemento Água e Elemento Fogo. A força fundamental para o crescimento das plantas é, naturalmente, o Elemento Terra; o Elemento Água e o Elemento Fogo são forças auxiliares. Como é a qualidade do próprio solo — a força principal — que determina se os resultados do cultivo serão bons ou ruins, a condição essencial está em melhorar a qualidade dessa base: quanto melhor for o Elemento Terra, melhores serão os resultados obtidos. Qual é, então, o método para tornar o solo bom? É fortalecer a energia vital de sua qualidade. Para isso, é preciso antes de tudo purificar o solo, pois quanto mais puro ele for, mais vigorosa será sua capacidade de fazer crescer as plantas. Foi justamente no sentido contrário que a agricultura errou até hoje, ao considerar bom encher o solo de impurezas ao máximo. Para explicar essa ideia, é mais fácil começar pela teoria oposta. O que significa teoria oposta? Desde os tempos antigos, o adubo é tido como indispensável à agricultura; na verdade, porém, quanto mais se aduba, mais se mata o solo. Ainda que a aplicação de adubo produza bons resultados temporários, o solo vai aos poucos ficando intoxicado por ele, e torna-se impossível obter bons resultados sem aplicá-lo — de modo que, quanto mais adubo se aplica, mais se produz o efeito contrário. Quando veem que a colheita de arroz nas plantações alagadas está ruim, os agricultores costumam fazer "kyakudo" (trazer terra de outro lugar), pois esse procedimento aumenta temporariamente a colheita. Mas daí tiram uma conclusão errada: interpretam que a nutrição do solo se empobreceu porque ele absorve os nutrientes a cada cultivo anual, sem perceber que sua qualidade enfraqueceu, na verdade, por causa dos adubos aplicados ano após ano. Como a terra nova, sem adubo, tem vitalidade vigorosa, ela consegue produzir bons resultados. Deixando a teoria de lado, explicarei agora, a partir da prática, como o cultivo sem adubos é vantajoso. A primeira característica a destacar no cultivo sem adubos é a baixa estatura das plantas. No cultivo com adubos, elas crescem altas e as folhas se desenvolvem com vigor, grandes e densas; como já mencionei, os frutos do feijão, por exemplo, ficam à sombra das folhas e se desenvolvem mal. Além disso, como muitas flores caem, a frutificação é muito reduzida. No caso da edamame (soja verde), especialmente, o cultivo sem adubos pode render o dobro da colheita, sem que um único grão seja atacado por pragas, e todos elogiam o sabor. Ervilhas, favas e outras leguminosas também têm cascas excepcionalmente macias. No cultivo sem adubos, além disso, nunca há fracasso. É comum ouvir a queixa de amadores que, ao cultivar batatas, obtêm tubérculos pequenos e escassos, ou colheita nenhuma. Isso ocorre porque, sem perceber que a causa é o excesso de adubo, interpretam o mau resultado como falta de fertilizante e aplicam ainda mais, piorando cada vez mais os resultados. Quando consultam um orientador ou uma pessoa experiente, ouvem respostas totalmente equivocadas — "a causa é a má qualidade das sementes ou o plantio em época inadequada", "é a acidez do solo" —, sem qualquer indício de que percebam a verdadeira causa. Já as batatas cultivadas sem adubos são muito brancas, têm aroma intenso, textura macia e cremosa na língua, e são tão saborosas que chegam a parecer de outra variedade. O mesmo vale para o taro "yatsugashira" e o "satoimo", mas é sobretudo a batata-doce que surpreende pelo tamanho enorme e pelo sabor delicioso, quando cultivada em leiras altas, com espaçamento amplo e boa exposição ao sol. Os agricultores, no entanto, já não costumam adubar muito a batata-doce. Gostaria de falar especialmente do milho, cujos resultados no cultivo sem adubos merecem destaque. Como todas as sementes, porém, o milho contém de início toxinas de adubo, de modo que os resultados não são satisfatórios no primeiro nem no segundo ano, tornando-se visivelmente melhores a partir do terceiro. Em solo livre de toxinas de adubo, e com sementes igualmente livres delas, o milho tem caules muito grossos e folhas de um verde tão intenso que parece que delas vai escorrer água; e, se o terreno tiver boa exposição ao sol e boa drenagem, a frutificação é boa: as espigas são longas, os grãos densos, sem espaços, as fileiras regulares e, ao colocá-los na boca, macios e doces. Uma vez experimentados, tornam-se inesquecíveis. O rabanete também é de um branco puro, de textura fina, macio e adocicado, grosso e verdadeiramente delicioso — diferente do rabanete comum, que muitas vezes apresenta fibras ou fica duro por causa da toxicidade do adubo. Já as hortaliças folhosas do cultivo sem adubos têm um aroma rico e agradável, que estimula o apetite, são de cor bonita, macias e não são atacadas por pragas. E, por não se usar fezes humanas, é também o mais higiênico dos cultivos. O que gostaria de recomendar de modo especial no cultivo sem adubos é a berinjela. Tem casca macia, cor bonita e aroma tão intenso e apetitoso que minha família já não come berinjela cultivada com adubos. No cultivo do arroz, ao picar a palha finamente e misturá-la bem ao solo do arrozal, ela absorve o calor e aquece a terra. Como é bem sabido que a água fria da montanha é muito prejudicial, deve-se abrir valas rasas e longas para aquecer a água corrente — sem construir um tanque no meio, pois, como o fundo do tanque é profundo, a água nele aquece mal. Melões, melancias, abóboras e outras hortaliças alcançam uma qualidade superior, como ninguém jamais experimentou. Arroz e trigo têm ambos caules baixos, e tanto a quantidade quanto a qualidade são excelentes; o arroz, em especial, ganha brilho, uma riqueza de paladar semelhante à do arroz glutinoso, peso e sabor excelente — uma qualidade de primeira classe. Com o que foi exposto acima, quis descrever brevemente as vantagens do cultivo sem adubos. Para as hortas caseiras que hoje se veem por toda parte, sobretudo, não há evangelho como este. De qualquer forma, para um leigo, lidar com fezes e urina não é apenas um sofrimento insuportável: pode também trazer má qualidade ao cultivo ou introduzir no corpo aquele hóspede indesejável que é a lombriga. Sem saber disso, esforçamo-nos até hoje no cultivo com adubos e continuamos a obter maus resultados. Eu, por exemplo, deixo a maioria das hortaliças semeadas ao acaso e apenas capino de vez em quando; ainda assim, colho hortaliças de primeira qualidade. Quero dizer o quanto isso é gratificante. Como disse, não são necessários fertilizantes químicos nem adubo humano, mas é muito importante usar bastante o composto natural — e é disso que vou falar. O mais importante para fazer crescer qualquer planta é promover o crescimento das radículas, as pontas das raízes, e para isso é preciso não compactar o solo. O composto, se apodrecer demais, tende a endurecer; por isso é melhor que esteja meio decomposto. O composto de folhas de capim apodrece depressa e é bom; já as folhas de árvore têm fibras e nervuras duras, devendo por isso decompor-se por completo durante um longo período — pois, como disse, as pontas das raízes esbarram nas nervuras do composto e se prejudicam. Ultimamente tem-se dito que é bom dar ar às raízes, mas há aí um pequeno equívoco: se o solo permite a circulação de ar, as raízes crescem bem, mas o ar em si não tem relação com o crescimento. Outro ponto a observar é aquecer o solo. Para as hortaliças comuns, é bom fazer uma camada de composto de cerca de trinta centímetros de espessura a cerca de trinta centímetros de profundidade. Apenas para os legumes cujo objetivo é a raiz — rabanete, cenoura, bardana —, a profundidade do composto deve ser proporcional a eles. Nesse caso, o ideal é misturar bem à terra o composto de folhas de capim e, quanto ao de folhas de árvore, dispô-lo em camada no subsolo, como se mencionou. Ultimamente considera-se prejudicial a acidez do solo; mas, como a causa da acidez são os fertilizantes, essa preocupação desaparece quando não há adubos. Outra coisa que surpreende as pessoas é que, embora na agricultura se considere prejudicial o cultivo contínuo, dele obtenho bons resultados, que ainda melhoram gradualmente com o passar dos anos. Parece um milagre, mas há uma razão sólida: para ativar o solo e fortalecer o seu poder, quanto mais se cultiva continuamente, mais ele desenvolve naturalmente a adaptabilidade para nutrir aquele vegetal. Quanto às pragas, na ausência de adubos, ainda que não se tornem quase inexistentes, provavelmente se reduzirão a uma fração das de hoje. Os próprios agricultores costumam dizer que o excesso de fertilizantes gera pragas. Ouvi de um especialista, tempos atrás, que os charutos usam como matéria-prima folhas de Manila e de Havana, de excelente qualidade, e que essas folhas não são atacadas por insetos e têm aroma extremamente elevado justamente por serem cultivadas sem nenhum adubo. Também o fato de as ervas daninhas não serem atacadas por insetos, e de plantas como a yomena e o aipo, encontradas na primavera, terem aroma particularmente intenso, deve-se provavelmente à ausência de adubos. Há aqui algo a observar. Quando se faz o cultivo sem adubos em campos antes cultivados com adubos, os resultados são ruins no primeiro ou no segundo ano, porque o solo está intoxicado pelos fertilizantes — tal como, entre os humanos, o bebedor fica atordoado por algum tempo se para de beber, o fumante perde a vitalidade se para de fumar e o viciado em morfina ou cocaína não consegue suportar a interrupção. É preciso ter paciência por dois ou três anos e aguardar o período seguinte: à medida que desaparece a intoxicação por fertilizantes do solo e das sementes, o solo passa a exercer o seu grande poder. A seguir, vários relatos de experimentos o comprovarão. RELATÓRIO DE EXPERIMENTOS Experiência de Agricultura sem Adubos Cidade de Midori, Distrito de Fujita, Condado de Tano, Província de Gunma Presidente da Associação Kōyōkai da Igreja Kannon do Japão Ministro Onoda Matsuzō Em 1946, ao ouvir do Grão-Mestre sobre a agricultura sem adubos, pensei que não havia outra maneira de superar a crise rural, tanto material quanto espiritual. Para convencer os membros de que ela era acertada, julguei que o caminho mais rápido seria cultivar na prática, e fiz com que dois ou três membros entusiastas a praticassem. Anos atrás, ao investigar os estipêndios dos diversos senhores feudais da província de Kōzuke na era Ansei, descobri que somavam 794.000 koku, ao passo que a atual cota de fornecimento da província de Gunma é de cerca de 800.000 koku — e senti nesse fato algo inexplicável. Comparada à área de cultivo da época em que se cobravam os estipêndios, a área atual aumentou cerca de 30%. Quanto aos fertilizantes, até o início do período Tokugawa cultivava-se apenas com adubo humano; Tokugawa Mitsukuni descobriu e recomendou o uso do composto, mas recentemente os fertilizantes químicos passaram a ser amplamente utilizados. Devido à urgência da guerra e ao aumento da produção de alimentos, a pesquisa científica sobre fertilizantes químicos avançou ainda mais, a ponto de eles se tornarem um elemento indispensável para a agricultura, sem que ninguém disso duvidasse. Os agricultores chegaram a acreditar que, sem fertilizantes, seria impossível aumentar a produção de alimentos. No entanto, embora os fertilizantes tenham avançado e a área de cultivo tenha crescido 30%, o resultado é quase o mesmo — ou seja, aquele acréscimo de 30% na área redundou, na prática, em perda de produção, fenômeno oposto ao que se esperava. Cheguei então à conclusão de que a adubação é, na verdade, prejudicial e inútil. Os próprios chamados "agricultores requintados", mesmo aplicando a quantidade adequada de fertilizantes, não conseguem esperar tranquilos pela colheita: vivem preocupados com vento, chuva, enchentes, ventanias, secas, pragas etc. e, desejando em seus corações um clima favorável, não podem depositar confiança absoluta apenas nos fertilizantes. Concluí que é o grande poder da natureza que determina a qualidade do cultivo. Foi então que, suportando e encorajando o escárnio do mundo e a ansiedade da família, implementamos corajosamente o cultivo sem adubos. Os membros acreditaram piamente na ajuda divina. Como resultado, no primeiro ano o perfilhamento foi de 7 a 10 colmos, com uma redução de 25% na colheita; no segundo ano, de 12 a 22 colmos, com redução de 15%; no terceiro ano, de 18 a 25 colmos, com 2 a 3 espigas por colmo, incluindo as chamadas "espigas sobre espigas" e "espigas gêmeas". Os colmos eram relativamente curtos e grossos, as espigas cheias, sem grãos chochos, e tanto a aparência interna quanto a externa indicavam, em média, perspectiva de aumento de colheita. Alegrei-me com os praticantes por termos obtido resultados à altura da crença inicial, fortalecendo cada vez mais a convicção; e a partir do quarto ano pude ter a confiança de obter ainda mais efeitos. Anexo aqui, para referência, os relatos de impressões de pessoas que implementaram o cultivo sem adubos pela primeira vez este ano. Pós-escrito Aqueles que veem na redução da colheita do cultivo sem adubos um problema do ponto de vista econômico e da cota de fornecimento sentem, ao implementá-lo, uma ansiedade compreensível. No entanto, como os cultivadores sem adubos não têm custo com a compra de fertilizantes — ao passo que os que adubam gastam com eles cerca de 14% de sua renda —, essa economia compensa facilmente a redução real de 12% do primeiro e do segundo anos, à qual ainda se soma a venda dos fertilizantes e do esterco humano e animal que possuem. Além disso, nos dias atuais, em que é difícil obter fertilizantes, podem empregar o tempo e o trabalho economizados na melhoria das atividades secundárias, compensando as deficiências na cota de fornecimento. A partir do terceiro ano, portanto, a renda aumenta apenas com essas condições. Considerando o aumento anual da colheita, é evidente que se pode esperar uma melhora na economia rural. Essa sensação de segurança mental e física trará ao campo uma felicidade revolucionária. Ao perguntar ao Grão-Mestre sobre a causa desse período inicial, obtive a seguinte resposta: "É porque tanto o solo quanto as sementes estão enfraquecidos pela intoxicação por fertilizantes. Com o passar dos anos, essa intoxicação diminui gradualmente e, quando se torna completamente inócua, obtém-se o belo fruto do aumento da qualidade e da quantidade. Dependendo do tipo, pode-se obter o resultado esperado em um ou dois anos para os mais rápidos, e em três ou quatro anos para os mais lentos." Sobre o Cultivo sem Adubos, Especialmente o Arroz Número 99, Kiyotaki, Taki-gō-mura, Kaijō-gun, Província de Chiba Ministro Responsável de Unidade Religiosa da Igreja Miroku do Japão, Hirano Mamoru Desta vez, o Mestre Tomura, da sede, pediu-me que relatasse minhas experiências com o cultivo de plantas sem adubo. Tomando isso como a maior honra para um membro, e ainda que imperfeita a minha explicação, relato a seguir, para referência de todos, a história dos benefícios materiais do cultivo do arroz irrigado sem adubos. Ouvi pela primeira vez que o cultivo sem adubos poderia aumentar a produção há alguns anos, no memorável ano em que recebi o treinamento do método do Johrei do Japão, em agosto de 1944. Como se sabe, estávamos no auge da Guerra da Grande Ásia Oriental. Achei que era uma boa notícia e resolvi cultivar sem adubos a título de experiência, implementando-o em dois tan de um chō de arrozal. No primeiro ano (ano fiscal de 1945), a produção foi de cerca de 4,5 hyō (1,8 koku), abaixo da média local (5 a 6 hyō). No ano fiscal de 1946, subiu um pouco, para 5,5 hyō (2,2 koku). E no ano fiscal de 1947 — o ano passado —, não é que obtive o resultado de quase 7 hyō, demonstrando o verdadeiro valor do cultivo sem adubos e ganhando confiança pela primeira vez? Em todos os casos, a capina foi feita duas vezes. A partir de julho do ano passado, nosso trabalho tornou-se a Organização Kannon do Japão e, como a luz se espalhou repentinamente pelo mundo, acho que obtivemos bons resultados no ano passado. Quanto ao que se passa do plantio até a colheita: primeiramente, o plantio é feito no início de junho. Cerca de quinze dias depois, faz-se a primeira capina — nessa época, as mudas mal haviam se enraizado, e não havia nada de especial. Passados mais quinze dias, realiza-se a segunda capina; nessa altura, o arroz que recebeu fertilizante já se apresenta escuro e vigoroso, crescendo visivelmente forte, enquanto o arroz sem fertilizante não perfilhava de modo significativo, não ganhava brilho e conservava as folhas amareladas, a ponto de nos fazer duvidar de que fosse realmente possível aumentar a colheita. Algum tempo depois, por volta de meados de julho, fui inspecioná-lo e vi que o brilho escurecera, a altura aumentara e, de algum modo, o arroz começava a tomar a aparência esperada. No início de agosto, o arroz entra no período de espigamento e se torna quase igual ao arroz comum. Em meados de agosto, as espigas já estão completamente formadas e começam a curvar-se ligeiramente, num espetáculo admirável. No final de agosto, a cor amarela aumenta gradualmente, e as grandes espigas pendem pesadas, aguardando, em bela aparência, a visita do mestre para a inspeção. Assim entramos no período da colheita. Como a palha do arroz se torna resistente, ele permanece firme e ereto mesmo com um pouco de chuva ou vento. Depois da colheita, quando se faz a debulha e se obtém o arroz, surpreende-nos a quantidade inesperadamente grande — e isso porque a casca do grão é fina, o que resulta numa proporção maior de arroz. Normalmente, a casca representa cerca de metade do peso: de um koku de arroz com casca obtêm-se aproximadamente cinco to de arroz beneficiado. No caso do arroz sem fertilizante, obtém-se cerca de 60% do peso do arroz com casca. Ele possui inúmeras vantagens: 1. Os grãos são grandes e bem formados; 2. O brilho é belo; 3. O peso é maior; 4. É saboroso ao comer; 5. Suporta melhor o armazenamento em comparação com outros arrozes. Para dar um exemplo: um fardo de arroz comum pesa 17 kan e 800 mon, exigindo aproximadamente 4 to a 4 to e 1 sho. Já quanto ao arroz sem fertilizante, este ano, sendo o quarto ano, ainda não chegou o período da colheita, mas, resumindo o estado atual: logo após o plantio, devido à seca, as mudas ficaram em estado de quase morte, e o solo do campo endurecera a tal ponto que a lama nem grudava nos pés. Em meio a isso, caiu uma chuva torrencial terrível, que numa só noite transformou num lago as terras cultiváveis de Higata Hachimangoku. O arroz passou quatro ou cinco dias sofrendo dentro d'água e, quando a água baixou, as plantas estavam alongadas e finas, caídas sobre o campo, numa visão lastimável. Para piorar, o rei das águas dos campos de arroz, o lagostim, desencadeou sua fúria, cortando por completo os caules do arroz caído. Pensei que este ano tudo estaria perdido, mas deixei seguir o curso da natureza e esperei o outono chegar. Há poucos dias, no final de agosto, fui inspecionar e fiquei estupefato: o arroz, que fora tão severamente derrubado, apresentava-se diante de mim com uma aparência magnífica, as grandes espigas ondulando como ondas. Estou convencido de que a produção não será inferior à do ano passado, podendo até superá-la. Na época do desastre, meu campo era o mais atingido, mas agora o arroz cresce vigoroso, superando o dos vizinhos. Não é de admirar que as pessoas em geral se surpreendam. Fatos como este têm sido ouvidos recentemente de vários membros: tanto no caso do trigo quanto no da batata-doce, os resultados dos membros são sempre melhores que os dos vizinhos. Isso demonstra a atuação do poder maravilhoso de Kannon-Sama, que concede grandes bênçãos a nós, seus servos. Se meu relato de experiência puder ser útil aos senhores membros, será uma felicidade imensa. Desejo profundamente, de agora em diante, apoiar-me ainda mais no poder de Kannon-Sama e tomar parte na construção do Paraíso Terrestre. Há inúmeros relatos de benefícios materiais no cultivo de arroz irrigado, mas encerro aqui, louvando o grande poder de Kannon-Sama. --- Experiência com Cultivo Sem Fertilizantes Província de Gifu, Distrito de Anpachi, Cidade de Sunomata, Kamijuku 397 Igreja Miroku do Japão, Okuda Tsuna Sou, de origem, um agricultor pobre. Quando o sistema de racionamento de fertilizantes foi implementado, tornou-se difícil obtê-los no mercado negro, e vi-me obrigado a cultivar apenas com adubo orgânico. Naquela época, enquanto as pessoas da vizinhança colhiam cerca de 6 a 7 fardos por tan, eu colhia cerca de 10, e por isso era conhecido como agricultor dedicado e esforçado. No ano passado, recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), fui orientado sobre o cultivo sem fertilizantes e compreendi profundamente que o meu método até então estava correto. Ao saber, porém, que o adubo animal não era adequado, parei de usá-lo imediatamente e implementei o verdadeiro cultivo sem fertilizantes. Como resultado, obtive uma colheita de 13 fardos por tan no ano passado. Este ano, ainda não levantei toda a colheita, mas em parte dela, pasmem, ultrapassei 15 fardos por tan. Receber este ensinamento do cultivo sem fertilizantes é, sem dúvida, graça de Kannon-Sama. Para retribuir, ainda que minimamente, esta preciosa graça, transmitindo este ensinamento a quantas pessoas for possível, recebi a qualificação de Ministro Responsável de Unidade Religiosa Assistente e estou avançando na divulgação. --- Cultivo Sem Fertilizantes e Johrei Província de Gifu, Distrito de Kaizu, Cidade de Imao-cho, Wakino Igreja Miroku do Japão Sen Shin Kai, Ono Takaji 1. Sobre o Cultivo de Arroz Em anos normais, a colheita nesta região era de cerca de 7,5 fardos. No ano passado, devido à escassez de fertilizantes, considerei uma boa oportunidade e decidi cultivar sem eles. Depois de aplicar Johrei nos grãos e nas mudas, fiz o plantio, e posteriormente realizei o Johrei algumas vezes a partir dos diques. Como resultado, enquanto as outras casas tiveram a colheita habitual de cerca de 7,5 fardos, embora, ao que parecia, obtivessem e aplicassem fertilizantes com várias dificuldades, eu, sem comprar nenhum, apenas confiando em Kannon-Sama, obtive uma colheita média de 8 fardos, cerca de 2 to a mais por tan que os outros. Este ano, fiz o mesmo: apliquei Johrei nos grãos e nas mudas, usei cerca de metade da colheita anterior como adubo orgânico no campo, e o plantio foi feito apenas por aqueles que haviam recebido o kyoshu. No início de maio, também consagrei o Komyo-Nyorai. Atualmente, com cerca de 80 pés por tsubo, cada pé tem de 15 a 16 colmos fortes — resultado que até os outros invejam. Acredito que receberei um benefício material de cerca de um fardo a mais que os demais. Quando vou capinar o arroz, ou mesmo quando apenas passo por perto, faço Johrei a partir dos diques, e toda a minha família se dedica com afinco. 2. Sobre o Cultivo de Trigo Na horta da propriedade, sem absolutamente nenhum fertilizante, aplicando Johrei de manhã e à noite, colhi 8 fardos de trigo por tan, sem um único grão vazio — melhor do que em anos normais. --- Aumento de Um Décimo Sem Gastos com Fertilizantes Província de Shizuoka, Distrito de Haibara, Vila de Nakakawane Igreja Miroku do Japão Shin Zen Kai, Oishi Bunichi (25) Estou repleto de alegria por receber os benefícios materiais do cultivo sem fertilizantes. Minha vila é cercada por montanhas, com poucas terras cultiváveis e que exigem muito trabalho, sendo um local inconveniente. Ingressei na fé em fevereiro do 22º ano da Era Showa (1947). Na época, mesmo ouvindo falar do método de cultivo sem fertilizantes, não conseguia acreditar. Depois de me encontrar várias vezes com o mestre, porém, senti vontade de tentar, e pensei em aplicá-lo ao arroz no 23º ano da Era Showa (1948). Pedi ao presidente da filial que aplicasse Johrei nas sementes, preparei um viveiro para arroz precoce, semeei as sementes em 30 de março e apliquei Johrei várias vezes. Quando as mudas cresceram cerca de 5 bu, os corvos começaram a comer os brotos, causando problemas. Consultei o mestre, que disse ser possível evitar que os corvos as bicassem; imediatamente pedi sua ajuda e finquei estacas com Johrei nos quatro cantos. Os corvos diminuíram e, no segundo dia, nenhum apareceu. Grato pelo poder de Kannon-Sama, plantei no campo principal em 5 de maio. Por volta de 15 de junho, terminei a primeira capina. O arroz estava amarelado e fino, mas, por volta de 15 de julho, quando realizei a segunda capina, já havia crescido bastante, com 12 a 13 perfilhos, começando a tomar forma de arroz. Em agosto, embora não estivesse mais alto que os outros, parecia visivelmente robusto. Em meados de agosto, no período de espigamento, o perfilhamento era menor que o dos outros, mas as espigas eram muito maiores. Em setembro, as espigas estavam ainda maiores, e em outubro pendiam pesadas, colorindo-se a cada dia. A partir do início de setembro, ocorreu uma infestação geral de cigarrinhas. Em outros lugares, havia grande alvoroço para capturá-las diariamente. Eu pensava que nem uma única cigarrinha pousaria no meu arroz, mas, preocupado, fui verificar — e, para minha surpresa, elas surgiam do centro do campo e se espalhavam para fora. Entrei em pânico. Consultei o mestre, que me disse para aplicar Johrei com afinco; assim o fiz, mas elas não saíam facilmente. Nos outros campos, vários pontos secaram e ficaram brancos; eu, porém, consegui conter o problema em apenas dois. Minha colheita foi de 2,5 a 4 fardos por tan. Enquanto outros lamentavam que a colheita deste ano não alcançaria a média, acredito que a minha teve pelo menos 70% da do ano anterior. Após a colheita e a debulha, obtive um excelente resultado de 80%. No primeiro ano, consegui este resultado gastando menos com fertilizantes e mão de obra que os outros. Minha família inteira sente profundamente a grandeza da graça divina. Juramos em nossos corações nos esforçar ainda mais e, na esperança de que sirva de referência, apresento este relatório. Agradeço cordialmente. --- A Resistência do Trigo Sem Fertilizantes Província de Mie, Distrito de Kawage, Vila de Ozato, Aza Kubota 1438 Igreja Miroku do Japão Sanko Kai Ministro Responsável Assistente, Kitamura Shiro (30) Permitam-me relatar minha experiência de um ano como iniciante no cultivo sem fertilizantes. Na província de Mie, a divulgação da igreja estava muito atrasada em relação às vizinhas Aichi e Gifu. Por isso, faz apenas um ano e meio que entrei para a associação (recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em 22 de março do 22º ano da Era Showa (1947), na casa de Kusabuka Yaichirō, em Yamamuro, Vila de Ozato, Distrito de Kawage, Província de Mie). Desde o início, ouvia dizer que era possível um aumento de 30% na colheita sem fertilizantes, mas meu pai, que já passara dos 70 anos, tinha dificuldade em aceitar isso, o que me preocupava. Depois de ver muitas pessoas serem curadas de doenças pelo Johrei, e de eu mesmo ter aliviado a doença de várias delas, desejava ardentemente experimentar o cultivo sem fertilizantes pregado pelos mestres. Todos os dias ansiava por isso e orava a Kannon-Sama. Felizmente, em apenas cerca de seis meses, meu desejo se realizou. A partir da safra de trigo do 22º ano da Era Showa (1947), meu pai se aposentou da agricultura e eu assumi toda a responsabilidade. Aproveitando a oportunidade, vendi todos os fertilizantes químicos acumulados no galpão, pois, até o verão, já havia ficado claro para nós que o benefício material de Kannon-Sama era absoluto, estendendo-se até mesmo às colheitas. Minha casa também se tornara um centro de ensino e, vendo as pessoas que vinham diariamente para orações ou Johrei, todos em minha família compreenderam que a graça de Kannon-Sama é absoluta e de uma grandeza inimaginável. Assim, ninguém mais se opôs, e foi muito fácil fazer isso. No outono do 22º ano da Era Showa (1947), semeei o trigo como faziam os vizinhos. Por essa época, o Grão-Mestre parecia estar prestes a publicar um tratado sobre o cultivo sem fertilizantes, mas tudo o que eu ouvia dele, então, era: "Cultive uma vez a mais do que o habitual." Sem entender bem o que aquilo significava, fiz quatro vezes a escarificação (cultivar as raízes das plantas) e a amontoa (quando o trigo ainda tinha dois ou três palmos de altura, espalhar terra fina sobre as pontas), enquanto os outros as faziam cerca de três. Ainda assim, embora confiasse na graça do Komyo-Nyorai, estava extremamente preocupado, pois era a primeira tentativa da minha vida. De manhã e à noite, sentava-me diante do Komyo-Nyorai e só pedia: "Permita-me colher o trigo. Faça-o amadurecer bem." Por volta de março e abril, a diferença entre o trigo do vizinho e o do meu campo saltava aos olhos. O trigo comum era verde-escuro e viçoso; o da minha casa tinha cor pálida, pés finos, aparência fraca. Quando o dos outros já media cerca de um shaku e sete ou oito sun (aproximadamente 53 cm), o meu mal chegava a um shaku (aproximadamente 30 cm) e crescia mal. Dos senhores mestres eu sempre ouvia: "Não importa o quão grande seja a palha do trigo — se a colheita for pequena, não serve para nada. Kannon-Sama nos ensina a obter uma grande colheita com um trigo pequeno." E, embora confiasse na luz do Komyo-Nyorai, a preocupação voltava sempre, por mais que eu tentasse afastá-la da mente. Somava-se a isso o que se comentava por ali — "O que é isso? Este ano ele fez um trigo estranho" — e a pergunta do presidente da cooperativa agrícola: "Será que ele conseguirá entregar a cota este ano com aquele trigo?" Eu pensava comigo: "Esperem só. Vou colher muito trigo bom e surpreendê-los." Procurava não dar importância a quem zombava de mim, mas ouvir aquilo me deixava ainda mais preocupado. Da época em que as espigas começaram a despontar, porém, a preocupação converteu-se de repente em alegria. Enquanto as espigas cresciam, houve muito carvão (doença fúngica) e muita chuva na região naquele ano: a cada chuva, espigas e palhas apodreciam, quebravam quase do meio do caule para cima, não frutificavam como deviam e, nos casos graves, chegaram a reduzir a colheita em 30%. Como os caules quebravam no meio, os agricultores penaram para colher. O trigo da minha casa, porém, teve apenas uma ou duas espigas com carvão por tan — quase nenhuma —, e não vi um só caule quebrado no meio. A chuva, que causou danos nas outras casas, na minha não causou nenhum: o trigo frutificou como devia e, se de início eu esperava uma redução, talvez para que Kannon-Sama não nos deixasse passar fome, a colheita foi equivalente à de um ano normal. Quem via o estado dos grãos — cada um tão graúdo que parecia prestes a estourar — impressionava-se com a magnitude da mudança e com a grandeza da graça de Kannon-Sama e do cultivo sem fertilizantes. "O seu trigo deste ano está muito bom, hein? O nosso está tão ruim que nem para semente serve." "Nossa, este é o trigo colhido sem fertilizantes? É impressionante." As críticas de antes desapareceram, e em casa todos passaram a dizer: "Foi porque não usamos fertilizantes que conseguimos colher este trigo." Quanto a mim, sentindo que a preocupação do meio do caminho fora quase um pecado, agradeci e pedi desculpas a Kannon-Sama mais uma vez. Feita a debulha, os grãos se revelaram redondos e graúdos. Para um fardo de 16 kan (aproximadamente 60 kg) costumam ser necessários cerca de 4 to e 4 sho (aproximadamente 79 litros); este ano, porém, como o peso era bom, menos de 4 to e 2 sho (aproximadamente 75 litros) já davam os 16 kan. Na entrega da cota, o inspetor, de um só olhar, disse: "Este trigo é muito bom. Este ano é raro ver um trigo assim. É de primeira classe, excepcional" — e carimbou com um grande selo de aprovação. Ganhei confiança com isso: hoje faço tudo sem fertilizantes e tenho a impressão de que a colheita de arroz deste ano também continuará a aumentar. De fato, a julgar pelo desenvolvimento do arroz, ele vem crescendo vigoroso e sem doenças. Como questões familiares me impedem de dedicar-me ao Johrei todos os dias, desejo ao menos oferecer um modelo de aumento de produção pelo cultivo sem fertilizantes, fazer o público em geral saber que não existe método de cultivo superior a este e, assim, tomar a dianteira na reforma da agricultura japonesa. Creio firmemente que, agindo desse modo, poderei retribuir, ainda que numa milionésima parte, a grande graça que recebo de Kannon-Sama — e é com todo o coração que me dedico dia a dia à lavoura. 1º de setembro de 1948 Experiência com o Cultivo sem Fertilizantes Vila Kitakata, Distrito de Ibi, Província de Gifu Seireikai da Igreja Miroku do Japão Ministro Responsável Assistente Makimura Toshio Trabalhando na agricultura, eu sabia que os fertilizantes químicos endureciam o solo e prejudicavam o desenvolvimento das culturas, dificultando o cultivo. Já praticava havia algum tempo o cultivo sem fertilizantes quando, por acaso, ouvi falar do cultivo de Kannon-Sama e recebi a luz em 1946. Comecei de imediato a cultivar conforme as instruções do Grão-Mestre e fiz Johrei para o plantio de arroz em 3 tan. Desde o início o arroz se saiu bem; no outono não houve queda de produção e a colheita foi grande. Numa esteira de palha "duas peças" costumavam caber cerca de 8 fardos de arroz em casca, mas, depois de descascado, consegui acomodá-lo em 9 — a quantidade de arroz em casca era a mesma e ainda rendeu um fardo a mais. Este ano tive um aumento de 5 sho (aproximadamente 9 litros) por tan em relação à média, e assim soube que os fertilizantes são desnecessários. Sou verdadeiramente grato a Kannon-Sama e me empenho no cultivo sem fertilizantes, para aumentar a produção e contribuir para o desenvolvimento desta igreja. Sobre a Toxicidade dos Fertilizantes Vila Karino, Distrito de Ishikawa, Província de Ishikawa Kinrinkai da Igreja Miroku do Japão Asakura Setsuko (39) Este é o relato de uma fiel agricultora que vive no centro da Planície de Kaga, no Distrito de Ishikawa, Província de Ishikawa. Dizem que este ano a toxicidade dos fertilizantes se manifestou de repente. Tanto o trigo quanto a batata-inglesa exibiram os danos dos fertilizantes químicos. A batata-inglesa, talvez pela toxicidade acumulada ao longo de muitos anos, começou a secar a partir do caule cerca de uma semana antes da data prevista para a colheita, e não houve outro jeito senão desenterrá-la. As batatas apodreciam com facilidade, muitas não serviam para armazenamento e, por consequência, nem o sabor era bom, segundo consta. Nesta região, tanto o trigo quanto o arroz são cultivados com uso intensivo de fertilizantes químicos. Hoje, com o preço alto desde a guerra, o uso diminuiu um pouco; ainda assim, o arroz cultivado com fertilizantes químicos continua, como antes, de caules altos e, enquanto verde, promete muito. Chegada a época da colheita, porém, os caules, fracos demais, tombam a qualquer vento ou chuva. O que fica de pé são apenas as folhas; as espigas que restam são muito pequenas e, ainda por cima, a casca do grão é grossa, de modo que a colheita real frustra as expectativas, segundo dizem. É uma história à parte, mas na vila vizinha à minha fica a Estação Experimental Agrícola da Província de Ishikawa, que ocupa área considerável. Ali se pesquisa o cultivo de arroz, de trigo e da maioria das culturas agrícolas, dedicando-se toda a energia ao estudo de vastas terras, de enorme mão de obra e de fertilizantes. Veem-se placas fincadas com especificações minuciosas, do tipo "aplicar tal fertilizante em tal porcentagem, em tal dia". Muitos moradores da província vão estudar lá, mas todas as culturas são imperfeitas ou fracas, e não se vê colheita farta. Os fiéis desta igreja, tendo visto com clareza, este ano, o terrível perigo da toxicidade dos fertilizantes, ficaram sem palavras. Comentam com profundidade a tolice de só perceber uma coisa quando ela já se manifestou às claras, e todos, a uma só voz, dizem: "Vamos nos preparar para receber uma colheita farta a partir do ano que vem." Colheita do Cultivo sem Fertilizantes Vila Kunimoto, Distrito de Kawachi, Província de Tochigi Shinaikai da Igreja Miroku do Japão Iwahashi Kiyo (37) Recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) em janeiro de 1946 e, desde então, além de trabalhar na agricultura, tenho feito Johrei para as pessoas da vizinhança. Certa vez ouvi do Grão-Mestre a respeito do cultivo sem fertilizantes e, este ano, em casa, fizemos tudo sem fertilizantes (usamos composto), em cerca de 3 chobu, aproximadamente 3 hectares de terra própria. De início, os vizinhos nos ridicularizaram. E, como nos primeiros tempos a plantação parecia péssima, eu mesma e minha família ficamos inseguros, com uma fé pela metade. Meus familiares insistiam veementemente para que eu usasse fertilizantes, mas confiei nas instruções do Grão-Mestre e persisti até o fim. De todo modo, comecei experimentando com batata-doce e hortaliças, mas, preocupada, fiz Johrei para a horta. Para minha alegria, tudo está agora com ótima aparência. Entre elas, a que mais recebeu benefícios materiais, creio, foi a cabaça seca (kanpyo): as plantas estão vermelhas e feias, e no entanto os frutos são muitos e de textura fina (megomegoshii) — algo realmente misterioso, que surpreendeu até minha família e a levou a acreditar no cultivo sem fertilizantes. As demais hortaliças também deram resultado muito bom: o sabor é extraordinário, superior ao de tudo quanto se cultiva com fertilizantes, e todos o elogiam. Sou grata por também isso ser um benefício material de Deus. Com essa confiança, decidimos fazer este ano todo o cultivo de arroz sem fertilizantes. Relato de Graça Cidade de Kitsuregawa, Província de Tochigi Boletim do Centro de Ensino Daibu Kokichi da Shinaikai da Igreja Miroku do Japão O próprio: Yoshikawa Risaku (23) Curso de preparação para receber o Ohikari (kyoshu): fevereiro de 1946 Consagração do Komyo-Nyorai: março do ano passado Há um ditado antigo: "Se não fizer, não adianta." Assim como de nada serve saber algo bom sem o praticar, também o benefício material de Kannon-Sama só é recebido em grande medida por quem o experimenta. Não só eu: todos os oito membros da minha família receberam o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu), e temos recebido grandes benefícios materiais, não apenas no corpo, mas também nas plantações. Comparadas com as das outras casas, todas as nossas lavouras estão melhores. Dentre elas, gostaria de compartilhar com todos a bênção mais notável de Kannon-Sama e expressar minha gratidão. Antes de resfriar as sementes de arroz para a sementeira, nós as oferecemos a Kannon-Sama; toda a família se reuniu em oração e, um a um, fizemos Johrei — afinal, ali se produzia o arroz que todos nós iríamos comer. Como ouvira dizer que o cultivo sem fertilizantes é bom, resolvemos experimentá-lo em apenas um tan. Na sementeira, as sementes puras vingaram bem e, sob a expectativa de toda a família, cresceram vigorosas. Esse arrozal contava apenas com um fio de água que brotava da montanha, e era irrigado pelo que descia do arrozal vizinho. Neste ano, porém, o vizinho, por maldade, não deixou cair nem uma gota de água, atrapalhando o que eu fazia. Num campo tão grande, plantado com uma muda de cada vez, a paisagem era realmente solitária. Por mais que todos se esforçassem para levar água até lá, água não havia, e nada se podia fazer. Será que este arroz vai murchar e morrer de maneira tão cruel? Nas orações da manhã e da noite, eu suplicava fervorosamente a Kannon-Sama a proteção divina para aquele arrozal. Bastariam um ou dois dias mais de estiagem para que a terra rachasse e secasse; curiosamente, porém, sempre que se chegava a esse ponto, vinha a chuva. Era, verdadeiramente, a chuva de misericórdia derramada por Kannon-Sama. Da montanha a água jorrava em abundância e, mesmo sem a que descia de outros arrozais, sobrava. Realmente, Kannon-Sama é aliada dos justos. Observado pelas pessoas em meio a críticas e perseguições, o arroz cresceu com força misteriosa. De uma única muda saíram, no máximo, quarenta e oito hastes e, no mínimo, vinte, cada uma com duzentos e oitenta a trezentos grãos — resultado esplêndido. Diante desse fato, os que a princípio criticavam começaram a despertar. As espigas brotadas dos caules robustos alinham-se todas, enfeitando o outono deste ano. Durante a capina, tínhamos por hábito revolver a terra junto à base das plantas, para que o sol penetrasse bem, e em seguida aplicar o Johrei. Receber tamanha graça sem fertilizante algum é motivo de profunda gratidão a Kannon-Sama, e toda a família agradece de coração. Aumento de 30% na Produção Através do Johrei Kitsuregawa-machi, Shioya-gun, Prefeitura de Tochigi Igreja Miroku do Japão Shin-ai-kai, Yoshikawa Dai (27 anos) No dia 8 de março do ano passado, entronizamos o Senhor Komyo-Nyorai, e todos os membros da família receberam o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Ouvimos então que o Johrei não se destina apenas ao corpo humano, sendo igualmente eficaz quando aplicado às plantações. Pusemo-lo em prática de imediato no arroz e, como resultado, colhemos 30% mais do que nos anos anteriores. É o que venho relatar. Primeiro, antes de semear no viveiro, oferecemos as sementes ao Senhor Komyo-Nyorai e, depois de toda a família rezar, aplicamos-lhes Johrei, revezando-nos. Em seguida, deixamo-las de molho na água por cinco dias, semeamo-las no viveiro e, para que crescessem bem, voltamos a aplicar Johrei. Os brotos logo se ergueram vigorosos, e chegou a época do plantio — dali em diante é que estava o problema. Seguindo o que ouvira de uma pessoa, alterei o método tradicional de plantio: plantei uma muda por cova, com espaçamento de um shaku e cinco sun na horizontal e cinco sun na vertical, em formato retangular. Pesou muito sobre mim a afirmação dessa pessoa de que tal método dispensava fertilizantes, pois já ouvira dos senhores mestres que o cultivo sem fertilizantes faz a planta manifestar sua natureza original e eleva a produção. Decidi, então, abrir caminho para o aumento da colheita, custasse o que custasse, e lancei-me a essa tarefa arriscadíssima. Achei que, numa pequena área de teste, não obteria números precisos na colheita real. Decidi, portanto, fazer o teste em uma área de um tan [unidade de área, aprox. 991,7 m²], utilizando a variedade Kanto nº 30. Plantadas uma por cova, as mudas balançavam frágeis e solitárias; de longe, o arrozal parecia não ter sido plantado. Ouvia a zombaria dos vizinhos: "Será que dá para colher arroz fazendo isso?" Mas, seguro de que Kannon-Sama nos daria proteção divina — como quem viaja num grande barco —, percorria os arredores do arrozal cerca de três vezes ao dia, aplicando Johrei do alto dos diques. Naquele arrozal, bastava a chuva faltar por algum tempo para que a água se esgotasse. Exatamente uma semana após o plantio, ela começou a rarear. Enquanto eu temia que logo secasse, a chuva teimava em não cair, e o arrozal secou completamente. No momento crítico em que faltava apenas um dia, veio uma chuva de fim de tarde, e a superfície do arrozal encheu-se de água novamente. De tanto suplicar a Kannon-Sama, recebíamos proteção divina justamente nos momentos mais críticos. Depois disso, as chuvas caíram na medida certa, e o arroz foi se multiplicando dia após dia: de uma haste para duas, quatro, oito. Ao cabo de um mês, já igualava o desenvolvimento dos arrozais plantados da maneira convencional, verdejante e vigoroso. A capina foi feita uma única vez com capinadeira; depois, procurei fazê-la manualmente, num total de três vezes. O arroz perfilhou com força, e houve pés que chegaram a cinquenta hastes. Os que a princípio riam acabaram admirados, a ponto de dizer que se colheriam de dez a doze sacas (hyō) por tan. Também eu me alegrava intimamente; logo após a emissão das espigas, porém, mais da metade do arroz acamou por causa de uma forte tempestade. Na colheita de outono, o resultado foi um aumento de 30% em relação a um ano de chuvas normais. Creio que o acamamento se deveu ao fato de a terra ainda não estar purificada, por ter recebido fertilizantes químicos no passado. Em minha aldeia, a produção de arroz no ano 23 (1948) caiu, em média, cerca de 15%; eu, porém, graças ao Johrei, obtive um aumento de 30%. Sinto profunda gratidão pela imensa graça de Kannon-Sama. Antes do acamamento provocado pelo vento forte, terminada a floração e já definidos os grãos, recebi a visita do presidente da Shin-ai-kai, Mestre Shinohara, que veio perguntar sobre os resultados do cultivo sem fertilizantes. Ao arrancar um pé de arroz ao acaso para examiná-lo, constatei o seguinte estado: O número de hastes por pé era de 52, e o de grãos por espiga variava de 180 (o menor) a 320 (o maior). Comparados aos do cultivo convencional, os resultados são os da tabela abaixo. A colheita real, medida em masu [unidade de volume], foi 30% maior, mas não há dúvida de que isso se deveu aos muitos grãos que não vingaram por causa do acamamento pelo vento forte. Sem o acamamento, a colheita teria sido, com certeza, mais de três vezes superior. Comprova-se verdadeira, ainda, a graça de Kannon-Sama de que um grão se multiplica por dez mil: calculando 50 perfilhos e 250 grãos por espiga, chega-se a 12.500 grãos. O relato acima diz respeito ao resultado do cultivo de arroz irrigado no tan de teste. Nesse período, animado com o excelente desenvolvimento do arroz um mês após o plantio, continuei aplicando Johrei com afinco nas outras culturas de sequeiro: batata, batata-doce, fumo e demais hortaliças. Como resultado, colhi o triplo de batata, o dobro de batata-doce e 50% a mais de fumo, e todas as outras hortaliças apresentaram resultados excelentes. Caso particularmente milagroso foi o da soja. Primeiro ofereci as sementes ao Senhor Komyo-Nyorai, orei bem e as plantei. Numa área de um se [unidade de área, aprox. 99,17 m²] germinaram apenas cinco ou seis, ao passo que as plantações dos outros germinaram perfeitamente. Estranhando muito, pus-me a refletir sobre o assunto, e ocorreu-me que Kannon-Sama estava me ensinando que aquela variedade era inadequada e que eu deveria plantar outra. Conversei com meu irmão e trocamos pela outra variedade. Desta vez, a germinação foi realmente magnífica, e fiquei muito feliz. No outono da colheita, ao comparar com o feijão dos outros, tive nova grande surpresa: enquanto eles sofreram grande quebra, a minha colheita foi maravilhosa e abundante. Senti profundamente a bênção do Senhor Komyo-Nyorai e a preciosidade do Johrei. Comparação do Cultivo em um Tan | Item | Cultivo Sem Fertilizantes | Cultivo Convencional | Comparação | |:--- |:--- |:--- |:--- | | (a) Número de mudas plantadas por cova | 1 muda | 3-5 mudas | (Calculado como 4 mudas por cova) | | Número de covas | 143.081 covas | 191.863 covas | Equivale a 75% | | (b) Espaçamento das mudas | 5 sun na horizontal, 1 shaku e 5 sun na vertical | 7 sun na horizontal, 8 sun na vertical (comum) | | | (c) Número real de mudas plantadas | 143.081 mudas | 767.448 mudas (Calculado como 4 mudas por cova) | Equivale a 18,6% do convencional | | (d) Número de perfilhos | Calculado como 50, com base no resultado real de 52 | Normalmente 15-20, calculado como média de 18 | 2,7 vezes | | (e) Número de grãos por espiga | Resultado real: 180-320, calculado como média de 250 | Normalmente 150-160, calculado como média de 160 | 1,56 vezes | | (f) Número total de grãos | 1.788 milhões de grãos | 552 milhões de grãos | 3,23 vezes | Experiência de Três Anos de Teste em Silêncio Maehama, Oya-mura, Motoyoshi-gun, Prefeitura de Miyagi Igreja Kannon do Japão, Shinshinkai Ministro Responsável, Oikawa Tomio Em agosto do ano 18 da Era Showa (1943), ingressei nesta fé abençoada e, enquanto me dedicava ao tratamento de doenças, recebi do Professor Araya uma explicação sobre o cultivo sem fertilizantes. Naquela época, praticar o cultivo sem fertilizantes era absolutamente impossível. Corria o tempo de guerra, e o país inteiro clamava pelo aumento da produção com todos os esforços. Os órgãos de orientação agrícola de todo o país afirmavam em uníssono que a regra de ouro para o aumento da colheita estava na aplicação adequada e na quantidade certa de fertilizantes, e difundiam essa ideia entre o povo. Acreditando firmemente em tal orientação, o povo em geral se esforçava com fertilizantes químicos e outros adubos artificiais. O resultado, porém, foi que as pragas e doenças aumentavam ano após ano, e a colheita das culturas agrícolas só fazia diminuir. Contudo, o povo em geral, que confiava na ciência, não nutria qualquer suspeita. Foi então que, por acaso, o Professor Araya me ensinou que comer alimentos cultivados com fertilizantes químicos faz mal ao corpo humano sem que a pessoa perceba. Pensei que aquilo não podia continuar e, já na primavera do ano 19 da Era Showa (1944), comecei a implementar este método. Alegrava-me a existência de um método de cultivo tão maravilhoso e simples, mas, por outro lado, inquietava-me a dúvida sobre se teria colheita. No primeiro ano, a lavoura de arroz resultou em colheita ruim, e fui criticado por todos na aldeia, que atribuíam a quebra ao cultivo sem fertilizantes. Resolvi, no entanto, prosseguir em silêncio, certo de que só depois de três anos veria os resultados. Em setembro daquele mesmo ano, fui convocado para o serviço militar ativo. Instruí minha família com todo o cuidado sobre minhas convicções e pedi que mantivessem a prática sem interrupção. Graças à proteção divina, fui desmobilizado exatamente um ano depois, em setembro, e pude retomar meus estudos e pesquisas. Como resultado, no primeiro ano o arroz irrigado teve uma redução de 30% na colheita, e o trigo, 35%; no ano seguinte, o arroz caiu 20%, e o trigo, 30%; no terceiro ano, consegui limitar a redução a 10% no arroz e cerca de 15% no trigo. Os resultados dos três anos de minha convicção mostraram-me a recuperação, ano após ano, da queda na produção. Percebi que superar a colheita normal e obter aumento não era tarefa difícil e, sentindo que o êxito estava próximo caso mantivesse a prática, continuei meus estudos sem descanso. Foi nessa época que tive a oportunidade de encontrar o Grão-Mestre e dele recebi orientações específicas sobre o cultivo sem fertilizantes. Uma delas foi que, com o uso de adubo de folhas, o solo cultivado fica muito macio, as raízes finas se estendem e o trabalho das raízes se dá plenamente — o que faz muito bem às plantas. A outra foi que era bom dar às raízes das plantas o calor do sol. Pus em prática de imediato e, em consequência, no quarto ano, recebi a grande graça divina de um aumento de 30% na colheita de arroz e de 25% na de trigo; a gratidão por essa proteção foi indescritível. Naquela época, a situação geral das colheitas na aldeia estava abaixo da média, desfavorável. Ainda assim, como mencionei, em minha casa obtive um aumento de 20% a 30% na colheita, o que levou toda a vila a olhar com admiração, a ponto de recebermos até a visita de orientadores agrícolas. Imagine-se a situação. Isso nos levou a investigar também as causas das pragas e doenças. Como resultado de três anos sem fertilizantes e sem antissépticos, desapareceram por completo, no arroz, a brusone e o apodrecimento das mudas; e, no trigo, também o "moto-keshi", a "neve podre" e a "espiga branca". Ficou claro, com isso, que a ocorrência de pragas e doenças é provocada pelos fertilizantes químicos e pela pulverização de agrotóxicos. Aprendi ainda que o crescimento das plantações tem por força motriz a energia espiritual do solo e resulta do poder da natureza na tríade do Elemento Fogo, Elemento Água e Elemento Terra — e pude compreender que isso é verdade. Acrescento ainda que o sabor dos alimentos cultivados sem fertilizantes é excepcional, e acredito que sejam ricos em nutrientes para o corpo. Entre as características do cultivo sem fertilizantes há inúmeros pontos positivos: o aumento da produção, a simplicidade do método, a redução de custos e de mão de obra, a prevenção natural de pragas e doenças e a excelente qualidade do sabor. Por isso, gostaria de recomendá-lo a todos no país. Área cultivada: 8 tan 7 se de campo seco, 1 cho 5 se de arrozal. Pela Graça de Kannon-Sama Niyama Haru (46), Igreja Miroku do Japão Hinode-kai, Shinbo, Fusokame-mura, Koshi-gun, Prefeitura de Niigata Nos arredores da cidade de Nagaoka, meu marido trabalha como funileiro e eu, criando cinco filhos, cultivo uma horta para a subsistência. No final do ano passado, minha filha mais velha caiu de cama com uma doença grave. Em fevereiro deste ano, recorri a Kannon-Sama e senti profundamente a gratidão por Seu poder. Ao ouvir que esse poder se estende a todas as coisas, fiz logo Johrei nas sementes de repolho, batata, feijão-vagem, rabanete de verão, berinjela, pepino, taro e pimentão; semeei no mesmo campo do ano anterior, formando os mesmos canteiros, e cuidei do adubo. No ano passado, o repolho, a batata e o rabanete de verão foram quase inteiramente devorados por insetos e murcharam a partir da época em que floresceram; só o pepino, a abóbora e o taro chegaram a ser colhidos de alguma forma, e ainda assim não bastavam para a família de sete pessoas — todos os dias faltavam hortaliças. Em meio à escassez de alimentos, a experiência do ano passado era motivo de preocupação, mas este ano o repolho, o rabanete de verão, o feijão-vagem, o pepino e a berinjela brotaram mais depressa, não sofreram dano de pragas e cresceram saudáveis e vigorosos. O repolho ficou muito maior que o dos vizinhos e, como não conseguimos comer tudo, distribuímos o excedente. Imaginávamos que, de tão grande, fosse fibroso e duro, mas, ao prová-lo, estava muito macio. O pepino e a berinjela produziram em abundância e, felizmente, os pés tiveram vida longa, continuando a frutificar mesmo depois que os dos outros já haviam murchado. O taro, a abóbora e o pimentão começaram normais, mas, no meio do caminho, os caules ficaram grandes e fortes, e os frutos amadureceram bem. Comparado à escassez de hortaliças do ano passado, este ano tive colheita suficiente; e tanto eu como meus filhos, ao recebermos o Johrei, sentimos o corpo mais leve e podemos trabalhar com alegria. Outro dia, meu marido, ao voltar do trabalho, viu as abóboras que eu havia colhido na horta e deixado na cozinha e perguntou onde as tinha comprado. Desejo transmitir esse poder aos agricultores que se dedicam ao aumento da produção. Minha família e as plantações, banhadas pela chuva de misericórdia de Kannon-Sama, podem passar cada dia com alegria, e estou transbordante de gratidão. Relatório do Segundo Ano de Cultivo sem Fertilizantes Yumoto Eisaku, Presidente do Kaku-mei-kai da Taisei-kai, da Organização Kannon do Japão Já se passaram mais de três anos desde que, com a permissão do Grão-Mestre, deixei Tóquio e estabeleci um centro de ensino na planície de Shonai, província de Yamagata, região produtora de arroz do nordeste, para a construção do Paraíso Terrestre. Nesse período recebi inúmeras proteções divinas e hoje, ao receber a denominação de Kaku-mei-kai, só posso expressar minha gratidão. Ao tratar da melhoria da região produtora de arroz, gostaria de apresentar primeiro minha experiência com o cultivo sem fertilizantes. Ao chegar de Tóquio e contemplar a vasta planície que se estendia até onde a vista alcançava, tive a intuição de que chegaria o tempo de uma grande revolução! "O que seria essa grande revolução?" Seria a grande revolução de todo o campo agrícola e a implementação do cultivo sem fertilizantes em todas as áreas rurais. No entanto, por mais que eu divulgue aos agricultores comuns que é possível colher arroz sem fertilizantes, quantos de fato acreditarão? É o mesmo princípio de que existe uma terapia dos espíritos de divindades que cura todas as doenças sem medicamentos, e de que não injetar remédios no corpo promove mais saúde e longevidade. Há muito venho explicando esse cultivo sem fertilizantes aos jovens discípulos da vila, mas percebi que o hábito de aplicar fertilizantes, arraigado por tanto tempo, parecia impossível de mudar facilmente. Então, no verão do ano retrasado, pensei que o essencial era a experiência prática e comecei a implementá-la de imediato. Na região de Tohoku, o plantio se encerrara no início de junho daquele ano. Com a ajuda de um assistente, recebi cerca de dois feixes de mudas de arroz que haviam sobrado e iniciei o cultivo experimental sem fertilizantes. Inexperiente, tive dificuldade em escolher o local. No entanto, confiando tudo à proteção divina, decidi plantar no terreno arenoso do quintal. Descreverei as condições do experimento. 1. Por ficar dentro do terreno da casa, a ventilação e a insolação eram piores que no arrozal. 2. O local escolhido era um terreno arenoso, inadequado para o cultivo de arroz. 3. Como só começamos depois de concluído todo o plantio geral, o transplante atrasou cerca de um mês. 4. Não utilizamos nenhum fertilizante, químico ou humano. Sob essas condições adversas, debaixo do sol escaldante de dias e dias, eu e meu assistente carregávamos "água corrente" e a regávamos sem parar. No início notamos um crescimento deficiente, talvez por causa do atraso no plantio e da água fria; passamos então mais de um mês trazendo água morna de reservatórios distantes, aplicando Johrei a cada vez e orando diante da Imagem da Luz Divina, empenhados de todo o coração em produzir, ainda que modestas, as sementes de arroz sem fertilizantes do primeiro ano. No início do plantio, os vizinhos diziam: "Mestre, mesmo que plante aí, não vai dar certo. Isso é arroz de sequeiro? Se desse para colher arroz assim, nós, agricultores, não teríamos problemas com o aumento da produção." Não me levavam a sério; apenas riam. Naquele momento, havia em meu coração a proteção absoluta da Luz Divina e nada mais além da determinação de mostrar a eles no outono, para que se arrependessem das palavras. Chegou então o outono da colheita. Ao tomar nas mãos as espigas de arroz e observar o brilho dourado e a uniformidade dos grãos, quanto mais olhava, mais lágrimas de gratidão brotavam. A colheita superou as expectativas: cada espiga tinha de 130 a 180 grãos. Estavam prontas, assim, as sementes de arroz do cultivo sem fertilizantes. Ofereci imediatamente a proteção divina a Deus e orei pela proteção divina do segundo ano. Para o segundo ano, distribuí as sementes a três discípulos dedicados de vilas diferentes, pedindo-lhes: "Estas são sementes preciosas do cultivo experimental sem fertilizantes. Por favor, cultivem-nas com toda a atenção. Dependendo do resultado, isso poderá ser uma grande bênção para toda a zona rural, e vocês se tornarão os líderes deste grandioso método de cultivo sem fertilizantes. Portanto, cultivem-nas com grande entusiasmo." Por fim, os três discípulos, com a determinação de cultivar essas sementes com todo o empenho, plantaram-nas e, na colheita do outono passado, sob a proteção divina, conseguiram obter um to de arroz. Ofereci logo um sho como símbolo ao Grão-Mestre, que o experimentou. O restante das sementes servirá ao cultivo sem fertilizantes do terceiro ano. Alguém como eu, sem experiência agrícola, pôde produzir sementes de arroz sem fertilizantes, e sinto uma alegria como se tivesse feito uma grande descoberta. Por isso apresento aqui um pouco da minha experiência. A partir da colheita deste ano, pretendo selecionar líderes agrícolas dedicados entre os jovens de todas as áreas rurais, para ensinar e difundir ativamente o método de cultivo sem fertilizantes em caráter definitivo. Já estou designando orientadores em várias regiões e, diante da atual escassez de alimentos básicos, planejo aumentar a produção por meio dessa divulgação. Referências 1. Considerando o aumento de produção de 2 kanme (5 sho) por koku e mais 20 monme por sho, a quanto chegaria o aumento total da produção nacional, em milhares ou em dezenas de milhares de koku? 2. Como não há necessidade de capina nem de controle de pragas, a mão de obra se reduz a cerca de um terço, e os custos também caem a cerca de um terço, o que estabiliza e harmoniza o lar, e o desenvolvimento da nação é incalculável. 3. Custo zero com fertilizantes. 4. Os grãos têm um brilho verdadeiro, com um lustre azulado. O sabor é incomparável e a nutrição é 100%. 5. Como não se usa adubo humano, não há ocorrência de lombrigas no corpo, o que garante longevidade (conforme aprendido nas palestras do Grão-Mestre), etc. Estes, porém, são os resultados do segundo ano. Como este é o terceiro ano, os resultados serão ainda melhores, e aguardo-os com verdadeira expectativa. Mais de 3 to de trigo beneficiado, aumento de 1 koku com cultivo sem fertilizantes: um lucro de três pássaros com uma pedra Iwata Yoshiyuki (42), Igreja Miroku do Japão Hyakko-kai, Fuchu-mura, Fuwa-gun, Prefeitura de Gifu Seguindo as orientações do "Hikari" nº 3 sobre a "Grande Revolução Agrícola: Horta Doméstica Limpa e Alegre com Cultivo sem Fertilizantes", executei tudo exatamente como ali se indicava, e assim obtive estes benefícios materiais. Antes, eu era arrendatário de porte considerável na região, mas fui reduzindo aos poucos a área cultivada; hoje cultivo, em caráter experimental e sem fertilizantes, menos de 1 tan de arrozal e um pequeno campo seco. Vou pelo terceiro ano de arroz e pelo segundo de trigo (cultura de inverno). Dizia-se que o cultivo sem fertilizantes aumenta a produção; no primeiro ano, porém, como minha Johrei ainda era insuficiente, a quantidade ficou na média — mas o arroz colhido era bonito. No segundo ano houve uma redução de meio fardo, e também isso se deveu à aplicação insuficiente de Johrei. No terceiro ano, à primeira vista nada parecia ter mudado, mas a casca do grão era fina, não havia arroz quebrado e os grãos eram magníficos: o resultado foi um aumento de 2 fardos por tan. Quanto ao trigo (cultura de inverno), o primeiro ano repetiu o que se dera com o arroz, e o segundo trouxe um aumento de 1 fardo. O mais surpreendente foi o alto rendimento do beneficiamento do trigo: de um fardo de 12 kan saíram incríveis 3 to e 7 go, uma quantidade enorme. Na casa de beneficiamento, disseram: "Seu trigo está me dando prejuízo, pois sobra pouco farelo para mim, não compensa." Antes, o máximo que se obtinha de trigo beneficiado era 2 to e 2 ou 3 sho; com trigo muito bom, no máximo 2 sho e 1 sho. Somando o aumento de 1 fardo ao alto rendimento do beneficiamento, o ganho real é de 30 a 40%. Além disso, tanto o arroz quanto o trigo são deliciosos, de uma qualidade incomparável à do tempo em que se usava adubo. Seguindo as orientações do Grão-Mestre — no "Tijotengoku" (edição inaugural), sobre o método de cultivo sem fertilizantes, e no "Hikari" nº 3, sobre a grande revolução agrícola —, se purificarmos com a purificação as sementes, o solo, o corpo e a alma, a produção aumentará ano após ano. Dentro de poucos anos, tenho confiança de que se poderá colher sem dificuldade de 15 a 16 fardos por tan, tanto de arroz quanto de trigo. O cultivo sem fertilizantes permite aumentar a produção e ainda dá um sabor excelente: um lucro de três pássaros com uma pedra. É com alegria que relato minha experiência de ter praticado esse método agrícola econômico, que afasta a pobreza. Relato de Benefícios Materiais Arakawa Shigetatsu, Igreja Miroku do Japão Shinmei-kai, Nishio-cho, Hazu-gun, Prefeitura de Aichi Tornei-me membro em dezembro de 1948. Todos os anos os pardais devastavam o arroz e causavam grandes prejuízos à colheita. Assim foi. Por acaso, ouvi do Mestre que o Johrei também era benéfico para as plantações e o pus em prática de imediato. Enquanto o arrozal vizinho ficou terrivelmente devastado, o meu não sofreu dano algum. Tão misteriosos são a proteção e o benefício material recebidos que, com imensa gratidão, apresento este relato. Cultivo Experimental de Arroz em Terreno Arenoso Yamagata, Distrito de Higashitagawa, Vila de Yokoyama, Hishinuma Igreja Kannon do Japão, Taiseikai, Kaku-mei-kai Yamaguchi Takee (23 anos) Em 23 de junho do 22º ano de Showa (1947), durante uma reunião de estudos no Centro de Orientação de Kuromori, ouvi falar do cultivo sem fertilizantes. Tratei logo de fazer um cultivo experimental de arroz num canto do meu jardim. Recebi primeiro de outra casa as mudas que lhe haviam sobrado, arei o terreno arenoso e plantei-as. Talvez por ter chovido um pouco, pegaram melhor do que eu esperava. Depois do plantio, regava três vezes ao dia, de manhã e à noite. Como o terreno era arenoso, porém, a água desaparecia por completo em menos de vinte minutos. Continuei a regar durante quatro meses e meio. Nesse período, um boi de outra casa se soltou e pisoteou mais da metade das mudas; mas, enquanto lhes fazia o Johrei, amontoava terra nas raízes e as regava, elas não enfraqueceram tanto quanto eu temia. Um senhor idoso da vizinhança dizia: "Se for possível colher arroz num lugar como este, os agricultores não teriam dificuldades." Ainda assim, daquele terreno arenoso e árido, com apenas 180 grãos, colhi quatro gō (aproximadamente 0,72 litro) — e a área era menor que um quadrado de meio ken (cerca de 0,9 metro). No ano seguinte, quatro líderes dividiram entre si as sementes do ano anterior e as semearam num canteiro de meio ken quadrado, que ficara um ano sem fertilizantes, com cerca de um mês de atraso em relação ao normal. Em cerca de quatro meses, as plantas já se igualavam ao arroz comum. Apenas a cor das folhas era ligeiramente amarelada; cresciam, porém, retas e eretas, e todos se admiravam, dizendo que não pareciam arroz sem fertilizante. Na época da floração, as espigas surgiram ao mesmo tempo que as do arroz normal. Apesar de ser um espaço pequeno, não fiz capina nenhuma vez; creio que a vantagem esteja no caule firme e na base forte da espiga. No segundo ano, colhi cerca de quatro shō (aproximadamente 7,2 litros) de grãos. Meu irmão, que no início zombava, também se surpreendeu. Minha família é agricultora, mas desde os tempos de estudante eu era doente e nunca havia ajudado na lavoura — de cultivo de arroz, eu era completamente leigo. E, no entanto, por este grandioso Poder Kannon, daquele pequeno terreno pude colher quatro shō. O peso era vinte momme (cerca de 75 gramas) a mais por shō do que o normal. Que outra coisa poderia ser, senão o poder de Deus? Este ano cultivarei uma área maior. E gastarei metade da colheita com fertilizantes; desejo ardentemente que os agricultores que sofrem com a vida mergulhem o quanto antes nesta bendita graça de Deus e compreendam a verdadeira agricultura. Com minha escrita tosca, relatei os fatos como ocorreram. Grande Colheita sem Esforço e Sem Danos de Cigarrinhas Aichi, Distrito de Yana, Vila de Ishimaki Igreja Miroku do Japão Aikokai Ministro Responsável: Natsume Fusao (41 anos) Pela alegria e pela gratidão de ver minha esposa e minha filha salvas de um longo sofrimento, recebi também o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e passei a dedicar-me à obra de salvar as pessoas que sofrem de doenças. Como o número de doentes que buscam ajuda só aumenta, vivo ocupado com o Johrei. Foi por isso que, quando todas as outras casas já haviam encerrado a colheita do trigo, só a minha, pequena, não acabava nunca. No ano passado, com as muitas chuvas de maio, as espigas germinaram e houve grande alvoroço na aldeia. Riam de mim, dizendo: "Por fazer essas loucuras, o trigo vai estragar." Consegui afinal terminar a colheita, convencido de que metade estaria podre; para minha surpresa, porém, a produção foi melhor que a dos anos anteriores, o que me deixou completamente admirado. Da mesma forma, o plantio do arroz também atrasou. Enquanto os arrozais vizinhos já estavam verdejantes e alagados, o meu nem sequer podia ser arado, e isso me valeu risos e insultos. Felizmente, as pessoas que haviam sido salvas pelo meu Johrei vieram todas ajudar, e afinal terminei. Depois disso, seguindo os ensinamentos do Grão-Mestre, não usei fertilizantes químicos nem adubo humano. Tampouco pude fazer a capina como devia, pois os dias inteiros se iam no Johrei, e acabei deixando o mato crescer. Na época da colheita, o mato atrapalhava e dificultava o corte, e só com muito esforço cheguei ao fim. Os arrozais vizinhos, em sua maioria, sofreram muito com as cigarrinhas, e os mais prejudicados colheram apenas cerca de dois fardos por tan (aproximadamente 0,1 hectare). Minha casa, porém, não sofreu nenhum dano das cigarrinhas e ainda colheu cerca de um fardo a mais por tan do que a média geral. Vendo isso, os aldeões disseram: "Se, fazendo isso, não pegamos cigarrinhas e colhemos um arroz tão bom, no ano que vem não vamos trabalhar." Depois, o arroz a ser entregue ao governo na aldeia excedeu a cota e, quando fizeram a distribuição, o meu, tanto em quantidade quanto em brilho, era de qualidade tão notável que foi distribuído aos aldeões. Quem só tinha ouvido falar dele, ao tomá-lo pela primeira vez nas mãos, surpreendeu-se: era um arroz decididamente superior aos outros. Os aldeões só enxergam o lado de colher muito com pouco trabalho e não conhecem o precioso benefício material de receber o poder de Kannon-Sama. Não os odeio; ao contrário, considerando-os pessoas dignas de pena, esforçar-me-ei para fazê-los apoiar-se na compaixão de Kannon-Sama e serem salvos. Recebendo ainda mais a proteção do Grão-Mestre, avançarei primeiro com a prática nesta grande obra, para dá-la a conhecer ao mundo. Sobre o Benefício Material do Cultivo de Kannon Gifu, Distrito de Mugi, Cidade de Mino Igreja Miroku do Japão Daikokai Nishibe Kimiko (25 anos) Atualmente, estou em uma frente de colonização no Distrito de Kitamuro, Província de Mie, e relato o benefício material do cultivo de Kannon. Neste mundo incerto, nada há de mais alegre do que a fé. Também nós recebemos a graça de crer em Kannon-Sama, livramo-nos de doenças tidas por incuráveis e todos em casa foram salvos do sofrimento. Quando se fala em fé, muitos pensam que é coisa de idosos ou de doentes sem cura; mas o benefício material pode ser recebido de maneira muito simples, no próprio trabalho de cada dia. Minha família também cultiva cerca de oito tan (aproximadamente 0,8 hectare) de campos e arrozais. Este ano, decidida a receber o benefício material, cultivei trigo, batatas e todos os demais vegetais segundo o método de Kannon. Primeiro, fiz o Johrei nas sementes antes de plantá-las. Depois, espalhei aqui e ali apenas o fertilizante que nos coube pela cota, usei sobretudo adubo orgânico e, de vez em quando, arranquei o mato. Nenhum dos campos ou arrozais recebeu cuidados adequados, e o mato cresceu bastante. Mas, na colheita, todos ficaram surpresos: o trigo estava muito bem granado, além do que imaginávamos, e as batatas cresceram do tamanho de batatas-doces. Se todos os agricultores praticassem o cultivo de Kannon, penso que não precisariam comprar fertilizantes ilegais e caros: economizariam trabalho, aumentariam a colheita, fariam a entrega ao governo com alegria e os consumidores também ficariam satisfeitos. Pude ver claramente o Poder Kannon no fato de a colheita ter sido melhor e maior do que a dos campos que usavam muito fertilizante químico. A fé e o cultivo de Kannon não têm nada de difícil. Quem tiver interesse, por favor, pergunte. Agradeço pelo esforço dos Mestres. Bardana com Mais de Quatro Shaku (1,2 metro) Gifu, Distrito de Hashima, Vila de Fukuju, Hirakata Igreja Miroku do Japão Senjin-kai Ozone Issei (46 anos) Relato os resultados do cultivo de hortaliças sem fertilizantes. Fiz o Johrei nas sementes de bardana, pus no campo apenas adubo orgânico, arei e semeei. Capinei duas ou três vezes e limitei-me, de resto, a fazer o Johrei no campo. Quando quis desenterrá-las, por mais que cavasse, não saíam. Nos campos vizinhos bastava cavar um shaku (cerca de 30 cm) para arrancá-las; aqui, nem a três shaku (cerca de 90 cm) elas cediam. Meu filho chegou a reclamar: "Kannon-Sama é realmente digna de gratidão, mas se dá tanto trabalho, não dá para aguentar." E, quando afinal as arrancamos, qual não foi nossa surpresa: tinham mais de quatro shaku (1,2 metro) de comprimento e pesavam mais de 700 momme (cerca de 2,6 kg). Bardanas assim tão grossas costumam ter o miolo oco; ao cortá-las, porém, tive nova surpresa: por mais que cortasse, não havia miolo oco algum. Profundamente grato por isso também ser graça de Kannon-Sama, peço desculpas a toda a família pela minha falta de ajuda. Mudas que Não Caem Tóquio, Distrito de Kitatama, Kodaira Igreja Miroku do Japão Hōzan-sō Ojima Uichi (22 anos) Os efeitos surpreendentes no corpo humano todos já conhecem; relato aqui, tal como se deu, o grande Poder Kannon que experimentei nas plantas. No fim de abril do ano passado, as mudas de berinjela, que enfim começavam a ganhar viço no canteiro, puseram-se a cair de repente. Antes disso, porém, creio necessário explicar a natureza das mudas de berinjela, para que tudo se entenda; começo por aí. Segundo a teoria vigente até hoje, as mudas de berinjela caem quando o canteiro esfria. Ao arrancar as que caíram, vê-se que a parte inferior da raiz e a junção com a terra estão apodrecidas. Mesmo as que parecem sadias e vigorosas, com a doença estacionada em certo ponto, podem cair a qualquer momento. E mesmo depois de transplantadas para o campo, já no tamanho de dar frutos, ainda podem cair e morrer. Por isso, quando as mudas começam a cair depressa no canteiro, por mais que restem muitas, não há como transplantá-las com segurança. Desta vez a doença também atingiu a minha casa. Como o tempo andara nublado muitos dias seguidos, talvez o canteiro tenha mesmo esfriado, como diz a teoria. Meu pai e meus irmãos desistiram das mudas e semearam novas diretamente no campo. Ao ver aquilo, pensei: "É agora." Peguei uma delas, murcha, com a ponta caída de todo no chão, e fiz o Johrei com todo o empenho. Não sei quanto tempo passou, mas ela foi recobrando o vigor pouco a pouco, até voltar ao normal. Continuei fazendo o Johrei em todas as mudas que ainda pareciam boas, e as quedas, que aumentavam a cada dia, cessaram já no dia seguinte. Milagre, milagre! Que emoção! Corri para casa e, esquecido de tudo, falei da grandeza do Poder Kannon. Quando as transplantei para o campo, pareciam um pouco inferiores às das outras casas, mas cresceram a olhos vistos e acabaram por superá-las de modo impressionante. Quem poderia ter imaginado até hoje coisa semelhante? Seria possível realizá-la sem o Poder Kannon-Sama? Grande é o Poder Kannon. Por isso, cheio de gratidão, escrevo estas palavras e as apresento como relatório. Abóbora do Johrei Igreja Miroku do Japão Nankō-kai Sato Katsuto (26 anos) Local: Beppu, Oaza Beppu 1854, Centro de Orientação de Sato Kiichi Época: Dia do equinócio de primavera, em março, semeadura Método: (1) Quintal nos fundos de uma área comercial, jardim de um tsubo (cerca de 3,3 m²), antigo local de ginástica. (2) Fazer o Johrei nas sementes de abóbora e semear. (3) Não usar fertilizantes, apenas carvão vegetal. (4) À medida que caules e ramos crescem, podar as pontas. (5) Atualmente, há 25 frutos colorindo na treliça e mais de 20 sobre as telhas do banho termal. Atualmente, pesam de 1 kan e 500 momme (cerca de 5,6 kg) a 7-800 momme; as ainda pequenas engrossam rapidamente. (6) Quando distribuídas na vizinhança, são doces e saborosas, e a fama é de que duram até a primavera. Relatos de Benefícios Materiais nas Colheitas Quioto Ministro da Igreja Miroku do Japão, Taga Hidezo (43) São muitos os agricultores que, ao receberem o benefício material, tiveram aumento na colheita. Todos pedem que seus nomes sejam mantidos em segredo. Escrevo isto também em seu lugar. Eis o relato de um proprietário de pomar no Distrito de Tōhaku, Província de Tottori. Como se sabe, a Província de Tottori é famosa região produtora de peras (Nijisseiki). Lá pelo mês de julho, as montanhas vistas da janela do trem, com as peras envoltas em sacos, parecem cobertas de flores brancas desabrochadas — visão verdadeiramente esplêndida. Diz-se que ele realizou Johrei suficiente em cada uma das pereiras desse pomar. Aos olhos alheios, aquilo por certo pareceria loucura. No entanto, chegado o outono da colheita, depois da colocação dos sacos, não houve frutos caídos no chão nem frutos atacados por insetos (diz-se que, em anos normais, a quantidade de frutos caídos e atacados por insetos é considerável). O resultado foi que a colheita superou de longe as 150 caixas previstas, com um aumento de 20 caixas. Diz-se que ele agradece, mais uma vez, a grandeza do benefício material de Kannon-Sama. Na mesma casa, além disso, realizaram Johrei suficiente no trigo antes de plantá-lo; quando ele brotou, porém, parecia fraquíssimo, de baixa estatura, como capim seco, e os vizinhos riram dele. Quando os inspetores da cota de fornecimento perguntaram o que havia acontecido, ele respondeu: "O adubo não chegou a tempo e, no mercado negro, estava caro, então não usei adubo." Com isso, a cota de fornecimento foi reduzida, e ele se sentiu aliviado. Logo chegou a época da colheita e, ao colher e debulhar, ficou surpreso com a abundância dos grãos. Cota de fornecimento pequena, colheita grande, nenhum trabalho com adubo — diante de um benefício material tão excelente, só sabia dizer: "É realmente misterioso." Diz-se também que, no caso do arroz, é possível aumentar a colheita em um fardo por tan, com toda a certeza. Os Caules do Arroz sem Adubo Província de Gifu, Distrito de Kaizu, Cidade de Imao-cho, Wakino Igreja Miroku do Japão Senjin-kai, Itō Minoru (21) Minha casa e a do Sr. Takaji Ono são vizinhas, e temos uma relação tão boa quanto a de parentes. Em novembro do ano retrasado, recebemos juntos o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e, no ano passado, nos filiamos. Celebramos juntos, também, o Komyo-Nyorai, e vivemos confiando Nele. Assim como a casa do Sr. Ono, cultivamos arroz sem adubo. O desenvolvimento da palha é ruim: o arroz adubado das outras casas cresce cerca de 3 shaku e 5 sun, e o meu, cerca de 3 shaku; os perfilhos são 15, contra os 20 das outras casas. Em compensação, o caule é forte — o do arroz adubado é fraco e quebra ao menor toque. Por ora não há grande diferença na produção; o que se aguarda é a quantidade da colheita. As outras casas, ainda que frágeis, crescem escuras e alongadas, mas parecem estar com muitos problemas de infestação de insetos. Felizmente, na minha casa não se vê um único inseto. O arroz de sequeiro, que plantei pela primeira vez, também foi todo sem adubo, e nem fiz muito Johrei, mas a produção saiu muito boa: preveem-se 8 fardos com certeza. Além disso, tal como na casa do Sr. Ono, cultivamos abóboras, berinjelas e outras hortaliças sem adubo e com Johrei; o sabor é muito bom, e a quantidade colhida é 10 a 20% maior que a das outras casas. Penso todos os dias em como divulgar este benefício material a todos, para que também eles possam ter fé. A Maravilha da Batata-Doce sem Adubo Província de Shizuoka, Cidade de Iwata, Gongen-chō Igreja Miroku do Japão Shinzen-kai, Kō Asano (47) Em outubro do ano passado, ouvi de um familiar sobre a grandeza de Kannon-Sama e recebi de imediato o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Desde então, realizei o Johrei em minha família e o recomendei a amigos e conhecidos. Até hoje recebi inúmeros benefícios materiais, e estou muito feliz. Por acaso, numa palestra de um professor que veio em missão ao centro de ensino, ouvi que o cultivo sem adubo era bom, e fiz uma pequena experiência em várias culturas. Entre elas, a que mais se destacou foi a batata-doce. Ainda que a área fosse a mesma do ano passado, este ano a colheita foi mais que o dobro; transbordando de alegria, venho fazer este relato. Comparando com o ano passado: naquele ano, depois de fornecer 9 fardos, restaram-me apenas 2 fardos de batatas-doces pequenas e quebradas. Este ano, na mesma área, forneci 15 fardos e ainda me restaram 12 — colheita inimaginável. Transbordando de tanta alegria, não pude me conter e, com minha caneta trôpega, escrevo estas palavras em vez de agradecimentos. As Culturas da Luz de Kannon (I) Província de Aichi, Distrito de Chita, Vila de Kosuzuya, Uenoma Igreja Miroku do Japão Shun'yō-kai, Amagi Zen Este ano, nesta região, a maioria das batatas apodreceu e os agricultores estavam desesperados; na minha casa, porém, não apodreceu nenhuma, e a colheita foi muito maior que a das outras casas — o benefício material de Kannon-Sama diante dos olhos. Tanto no ano passado quanto neste, nem é preciso mencionar o trigo, as batatas e as hortaliças: a colheita agrícola tem sido muito maior que a dos outros, e disso me alegro do fundo do coração. Meu filho realiza constantemente o Johrei nas terras cultivadas. Sou pessoa do campo e sem instrução, e lamento não conseguir expressar por escrito nem um décimo da alegria que sinto no coração; mas, para exprimi-la, não conheço outras palavras senão "É uma bênção" e "Muito obrigado". (II) Província de Aichi, Distrito de Chita, Vila de Kosuzuya, Hirota Igreja Miroku do Japão Shun'yō-kai, Yamamoto Chie Sobre o cultivo de um arrozal de montanha de cerca de 75 tsubo, situado num canto do endereço, gostaria de relatar um aspecto deste benefício material. Minha terra cultivada é cercada de montanhas, e ao redor há muito arroz. No meio disso, plantei uma variedade especial de arroz precoce. Por volta dos dias 5 e 6 de agosto as espigas já haviam saído — e esta área, ainda por cima, tem tantos pardais que a chamam de ninho de pardais. Em minha casa, por ser arroz precoce, os danos eram muito grandes até o ano passado, mesmo com sinos e tambores todos os dias para espantá-los. Este ano, porém, cultivei sem adubo, realizei o Johrei desde os grãos de arroz e ergui tabuletas nos quatro cantos do arrozal, com estes dizeres: "O arroz é para as pessoas comerem, não para os pardais comerem"; feito o Johrei também nelas, nem um único pardal, dos que vinham todos os anos, apareceu. Outro dia, membros do conselho da vila e líderes do setor agrícola desta região viram as tabuletas e riram muito. O pessoal dos outros arrozais continua ocupadíssimo espantando pardais; só no meu não há necessidade disso. Agora, até os que riram das tabuletas estão surpresos com o Poder Kannon-Sama, místico e sábio. Além disso, as hortaliças e demais culturas também não foram atacadas por insetos, a colheita foi surpreendentemente grande, e toda a minha família está feliz. Como falo demais da graça de Kannon-Sama, até os moradores da vila e das vilas vizinhas me chamam de "Avó Kannon". É realmente uma bênção que não posso esquecer. Apresento meus sinceros agradecimentos. (III) Província de Aichi, Distrito de Chita, Cidade de Taketoyo, Aza Komukai 133-1 Igreja Miroku do Japão Shun'yō-kai, Teshima Kan'ichi (35) Como Ministro Responsável de Unidade Religiosa da Igreja Miroku, tenho a graça de mergulhar na alegria dia após dia. Sempre digo aos membros em geral que, se exercitarem o Poder Kannon, também receberão grandes benefícios materiais na colheita; mas pensei que, sem experimentar por mim mesmo, minhas palavras e meus atos não seriam coerentes. Fiz então uma experiência num campo de 3 se, dividindo-o em três partes: um se com sementes submetidas ao Johrei e sem adubo, com o solo igualmente submetido ao Johrei após a semeadura; um se apenas com fertilizante químico; e um se sem adubo e sem Johrei. Curioso para ver no que daria, plantei 5 shaku de sementes de feijão-azuqui em cada parte. A colheita foi: (1) cultivo sem adubo com Johrei: 1 shō; (2) apenas fertilizante químico: 7 gō; (3) sem adubo e sem Johrei: 4 gō. No trigo: (1) 8 gō de sementes renderam 1 to e 4 gō; (2) 8 gō de sementes renderam 8 shō; (3) 8 gō de sementes renderam 4 shō. Quanto aos insetos: (1) sem danos; (2) danos severos; (3) danos mínimos. Em média, (1) colheu de 4 a 5 vezes a semente, (2) 3,5 vezes, e (3) em torno de 2 vezes. Mesmo eu, um completo amador, pedindo a Kannon-Sama e cultivando desse modo, obtive esta colheita. Estou convencido de que, se os agricultores profissionais despertarem, alcançarão benefícios materiais de colheitas ainda maiores. O que relatei acima é apenas uma parte dos benefícios materiais na colheita, mas está exatamente como ocorreu. (IV) Província de Aichi, Distrito de Chita, Cidade de Taketoyo, Monte Rokuyama Igreja Miroku do Japão Shun'yō-kai, Momiyama Yoshihei Gostaria de relatar um pouco da alegria de ter recebido, desta vez, o benefício material na colheita de melancias. De início, não havia plano algum de plantar melancia; apenas joguei num canto do campo sementes tomadas por insetos. Elas germinaram e, com fé ainda vacilante, apliquei o Johrei. O resultado foi que uma única rama produziu de 15 a 16 melancias, que cresceram bem, sem serem atacadas por insetos, e foram colhidas. De sementes descartadas e tomadas por insetos veio um benefício material inesperado, e toda a minha família, unida, mergulhou numa alegria profunda e sincera. Foi verdadeiramente uma bênção. Muito obrigado. Benefícios Materiais Relacionados a Cultivos Agrícolas Província de Mie, Distrito de Kawage, Vila de Ōzato, Kubota 1438 Ministro Responsável Assistente da Igreja Miroku do Japão Sankō-kai, Kitamura Shirō (30) Gostaria de relatar o benefício material recebido com o cultivo sem adubo. Ganhei confiança com o trigo e, hoje, cultivo todos os produtos agrícolas sem adubo. Atualmente, todas as culturas que plantei vêm recebendo benefícios materiais e superando as das outras casas — a ponto de eu ficar em dúvida sobre qual delas relatar primeiro. Feijões-azuqui de verão, feijões de verão e outros produziram grãos redondos, quase sem insetos, e me deram frutos bonitos. Aos membros que se preocupam e hesitam diante do cultivo sem adubo, creio que experimentar com leguminosas seja a maneira mais clara de entender, pois, seja fava, soja ou feijão-azuqui, tenho recebido o benefício material de vê-las prosperar. A quantidade colhida é grande, os grãos são grandes e bonitos, os danos de insetos são poucos e as doenças, inexistentes. E o sabor é superior ao dos cultivados pelo método convencional. Passo agora ao benefício material recebido com o gergelim. No fim de junho, apliquei o Johrei às sementes e as plantei numa área de cerca de 10 tsubo. Os brotos ainda estavam frágeis quando uma toupeira cavou por baixo deles; como o campo fica um pouco afastado de casa, passei dois ou três dias sem perceber. Cheguei a temer que o gergelim não vingasse este ano, mas cuidei do que restou, revolvendo a terra na base das plantas duas vezes até a colheita. Felizmente, não tive mais com que me preocupar: o gergelim cresceu vigoroso e se recuperou. Da época em que as flores começaram a cair em diante, o receio dos danos da toupeira desapareceu de vez. Enquanto o gergelim das redondezas ficava para trás, as vagens do meu campo cresciam depressa e ganhavam tamanho. Cada planta tinha, em média, de 50 a 60 vagens — um resultado esplêndido. No fim de agosto, depois de caída a maior parte das flores, lavei todas as duas ou três flores que restavam nas pontas. A colheita foi feita em 5 de setembro, cerca de uma semana mais tarde que o normal. Ao verem as vagens redondas e uniformes presas às plantas, do topo à base, até os vizinhos se surpreenderam. Em toda parte a lavagem se faz no fim de agosto, mas, no gergelim convencional, tanto o da minha casa como o das outras dificilmente produz grãos nas pontas. Diante da maravilha do gergelim da minha casa este ano, agradeço mais uma vez a grandeza do Poder Kannon. Ele ainda está secando, de modo que a quantidade exata é desconhecida; não há dúvida, porém, de que é grande em relação à área plantada e ao número de pés. Ajudei na lavoura por apenas dois ou três anos e este é o primeiro em que assumo a responsabilidade inteira. Agricultor de primeiro ano, sinto profundamente que a alegria de colher taro, bardana e cenoura de excelente qualidade, superando as outras casas sem aplicar um punhado sequer de fertilizante, é uma felicidade concedida apenas a quem crê e pratica. Plantei cenoura e bardana no mesmo campo e, no fim de junho, apliquei fezes humanas na bardana: o resultado foi que ela sofreu com as pragas e produziu mal. A cenoura, ao contrário, que não recebeu nada, criou folhas de um verde tão vivo que chega a surpreender e cresceu com saúde. Dizem que as fezes humanas são boas quando deixadas apodrecer por uns dois meses, mas em minha casa não há instalação para isso e, como as culturas vão melhor sem fertilizante, hoje não as aplico em nenhuma delas. Depois de ouvir do Mestre que o composto é melhor do que as fezes humanas, passei a cortar grama para fazer composto e também a deixar apodrecer o lixo diário de casa para aproveitá-lo. Tive a honra de encontrar o Grão-Mestre apenas algumas vezes, mas, a cada audiência, percebo com clareza o quanto sou purificado: o que semeio e cultivo se desenvolve de modo misteriosamente bom. Tenho recebido benefícios materiais gratificantes: as sementes germinam melhor, as plantas transplantadas não morrem, pragas e doenças diminuem. Desejo ardentemente continuar encontrando o Grão-Mestre sempre que possível, receber plenamente o elo espiritual de Deus que se obtém por meio de Seu corpo, ouvir Suas instruções extraordinárias e pô-las em prática de imediato. Outro benefício material que me alegra: tenho recebido grandes graças sempre que participo do Culto Regular do Santuário Ichinomiya, do Culto Regular local e dos Cultos Extraordinários. Procuro sempre ganhar tempo para poder participar das cerimônias dois ou três dias por mês, e me esforço para comparecer. Quanto à contribuição de batata-doce deste ano (precoce), contribuí com mais de sete fardos, todos de primeira qualidade — duas ou três vezes mais do que as outras casas. Todos que as viram as elogiaram, dizendo que eram boas; eram grandes e saborosas. Continuarei me esforçando ainda mais para demonstrar com fatos, aos membros e ao público em geral, o efeito absoluto do cultivo sem fertilizantes e, portanto, que não há outro método de cultivo superior a este. Desejo que muitos possam compreender e adotar este método recém-revelado por Deus e assim receber as bênçãos divinas. A Gratidão do Cultivo Sem Fertilizantes Aichi, Distrito de Yana, Vila Mikami Igreja Miroku do Japão Aikokai, Masami Sugita (35) Sou viúva — perdi meu marido na guerra — e tenho filhos e idosos. Desde a primavera deste ano sofro do peito, a ponto de vomitar sangue. Depois disso, a partir de agosto, fiquei cega de um olho; recebi, porém, o Johrei do Sr. Takegoshi e hoje estou muito melhor. Agradeço pela proteção divina. O repolho que envio hoje foi cultivado em meio ao processo de purificação e pesa exatamente 1 kan e 500 monme por cabeça. A previsão era colher 240 kan em 2 se, mas este ano, como nunca antes, tenho certeza de que a colheita passará dos 300 kan. Fiz apenas duas aplicações de composto de grama e estou profundamente grata por ter descoberto, pela primeira vez, a excelência do cultivo Kannon. Apresento este relatório com sincera gratidão. Referência 1 shaku 2 sun 3 bu (altura) 1 shaku 1 sun 4 bu (altura) 2 shaku 6 sun 1 bu (circunferência do tronco) 2 shaku 8 sun 5 bu (circunferência do tronco) 8 sun 3 bu (diâmetro) 9 sun (diâmetro) 1 kan 150 monme (peso) 1 kan 140 monme (peso) A Ansiedade se Torna Grande Gratidão Mie, Distrito de Kawage, Vila Ueno, Nishi-senri Igreja Miroku do Japão Sankokai, Goto Shuhei (37) Apresento meu relatório e agradecimento pelos benefícios materiais do cultivo sem fertilizantes. Ganhei confiança com a colheita de arroz do ano 23 (1948) e hoje cultivo sem fertilizantes tudo o que planto ou transplanto em meus campos e hortas. Roguei de todo o coração a Komyo-Nyorai, não apliquei fertilizante de espécie alguma e fiz o transplante do arroz. Na hora do plantio, as mudas pareciam tão pequenas que davam a impressão de ter perfilhado pouco. Os campos das outras casas, adubados, mostravam-se escuros, como se tivessem produzido muito arroz; os meus, aos olhos alheios, tinham cor ruim e ar magro. Ainda assim, os caules eram duros e pequenos. As outras pessoas falavam mal: "O que é este campo este ano? Mesmo fazendo um bom campo todos os anos, o que é isto? Será que isto vai se tornar um campo de verdade?" Eu respondia: "Estou seguindo os ensinamentos de Kannon-Sama, não há erro"; por dentro, porém, meu coração estava completamente escuro e, por um momento, senti como se tivesse caído no fundo do mundo. No entanto, "a compaixão de Kannon-Sama é preciosa": por volta da terceira e da quarta capina, a cor das plantas mudou visivelmente para um verde vivo. E, na época da formação das espigas, o campo tão ridicularizado cresceu com tal vigor que não ficou atrás dos das outras casas. Meu coração se encheu de uma alegria e de uma gratidão que quase me fizeram chorar, emoção que não cabe em palavras. A colheita, assim, superou as expectativas. A colheita normal era de 6 fardos e 2 to; a média [deste ano] foi de 7 fardos e 3 to. As melhores áreas renderam mais de 8 fardos, e nunca imaginei que o benefício do cultivo sem fertilizantes fosse tão grande; estou simplesmente surpreso. Um campo que eu tinha por pior de todos, por ter ficado sem água mais de duas semanas, rendeu 5 fardos em 6 se. Sendo eu um recém-convertido e sem mérito, recebi o poder infinito e a proteção divina de Kannon-Sama, e toda a minha família está feliz e grata, desejando servir ainda mais. Gratidão pelos Benefícios Materiais do Cultivo Sem Fertilizantes Gifu, Cidade de Ogaki, Aoyagi-cho Igreja Miroku do Japão Senshinkai, Ito Yoshiichi (34) Minha casa é de agricultores pobres, mas ouvi do Sr. Kawabata quão preciosa é Kannon-Sama, converti-me e me dedico diariamente ao cultivo sem fertilizantes. Graças a isso, a colheita dos produtos agrícolas só aumenta a cada ano. Tanto o arroz como todas as demais culturas, quando oferecidos às pessoas, são elogiados como muito, muito saborosos. Minha família e eu chegamos até hoje graças a isso. Sou grato, pois tudo se deve a Kannon-Sama. O Campo Sem Fertilizantes é Livre de Doenças e Aumenta a Colheita Mie, Cidade de Suzuka, Kokubu-cho Igreja Miroku do Japão Koeikai, Nagato Katsuki (25) Pouco depois de me filiar à Igreja Miroku do Japão, em novembro do ano retrasado, ouvi pela primeira vez do Mestre sobre o cultivo sem fertilizantes. Naquela época, em minha casa, acreditávamos firmemente que a colheita dos produtos agrícolas aumentava ou diminuía conforme o fertilizante, e não podíamos crer que fosse possível cultivar sem ele. Com os repetidos ensinamentos dos Mestres, porém, decidimos cultivar em caráter experimental, sem aplicar fertilizantes químicos, uma parte do trigo semeado no campo. E, ao colher, ficamos surpresos: os grãos eram visivelmente maiores e, apesar de no ano passado o clima ter sido desfavorável, causando muitas doenças e danos consideráveis, o campo sem fertilizantes ficou livre de doenças e, sendo a primeira tentativa, rendeu mais de 2 to por tan do que os outros. Desde que recebi este benefício material, decidi cultivar sem fertilizantes todos os meus campos e hortas. Do fertilizante racionado que sobrou, apliquei apenas um pouco numa parte do campo à sombra da montanha, com a intenção de descartá-lo. Depois disso, as chuvas fortes e frequentes danificaram justamente essa parte adubada e, onde as mudas já estavam plantadas, tive de remover a areia às pressas para erguê-las. Cheguei a desistir, achando que não colheria nada, e deixei de cultivar; apenas fazia o Johrei sempre que passava por lá. Na colheita, porém, obtive inesperadamente quase a mesma quantidade do ano anterior. Diante de benefício material assim, só podemos nos maravilhar e nos alegrar. Mesmo na alocação prévia para contribuição, a cota que me coube foi relativamente leve em comparação com os anos normais. No ano 23 (1948), embora fosse época de má colheita, com redução de 10% a 30% na região, minha casa, graças ao benefício material, colheu um pouco mais do que o normal. Nas hortaliças, o nabo é bom exemplo: no cultivo sem fertilizantes a folhagem fica relativamente rala, mas, ao arrancá-los, saíam nabos magníficos, de 700 a 800 monme. Aos vizinhos, só restava a inveja. Diante de tantos benefícios materiais, eu e minha família agradecemos profundamente. De agora em diante, estou determinado a servir, ainda que indignamente, à construção do Paraíso Terrestre. Arroz de Primeira Qualidade com Cultivo Sem Fertilizantes – Os Benefícios Materiais de Kannon-Sama que Surpreendem os Moradores Gifu, Distrito de Anpachi, Vila Fukuzuka, Aza Hondo Igreja Miroku do Japão Senshinkai, Tanaka Mitsue (38) Sinto profundamente a preciosidade e a grandeza de Kannon-Sama; mas, pela fraqueza do meu coração, o cultivo sem fertilizantes me deixou apreensiva e, no ano passado, experimentei-o em apenas 1 tan e 8 se de um campo de 1 cho. Primeiro apliquei composto em 1 tan e 8 se; depois, um pouco de fertilizante químico em 8 se do campo. Como o desenvolvimento foi muito ruim nos dois, fiquei preocupada. Na hora da colheita, porém, a quantidade em nada diferiu da do ano anterior, e finalmente me tranquilizei. Comparei então o campo que recebera apenas composto com o que recebera fertilizante: o primeiro rendeu cerca de 1 fardo a mais por tan, e assim percebi a fundo a nocividade do fertilizante. Depois de pedir ao Mestre o Johrei do "arroz em casca" e de eu mesma fazer o Johrei no momento do plantio, o arroz ganhou um brilho excelente e, na inspeção da contribuição, foi todo classificado como de primeira qualidade. As pessoas da vila que viram aquilo me olhavam com espanto. O arroz de quem ria de Kannon-Sama era de terceira e quarta qualidades; o meu, de quem era ridicularizada, foi de primeira. Sinto profundamente a preciosidade e a grandeza desta luz, e apresento este relatório dos benefícios materiais. O Pior Campo da Vila é Melhorado Colheita Média de 6 Fardos Surpreende no Cultivo Sem Fertilizantes Toyama, Distrito de Nei, Cidade de Fujinaka Igreja Kannon do Japão, Igreja Tengoku, Filial Kōmyō, Kazukawa Yoshinobu (32) Em agosto de Showa 22 (1947), recebi o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu). Em dezembro de Showa 23 (1948), recebi ainda a imagem divina do Komyo-Nyorai e, junto com minha família, saudamos a primavera com alegria e servimos ao Caminho. Apresento o relatório do cultivo sem fertilizantes, bem-sucedido graças à preciosa proteção divina de Kannon-Sama. Cultivo cerca de 5 tan de campos de arroz. Os outros agricultores, não satisfeitos com o fertilizante racionado, chegam a comprar fertilizante no mercado negro e ainda aplicam bastante composto. Quando chegou a época da colheita, eles obtiveram cerca de 5 a 5 fardos e meio por tan; meus campos renderam uma média de 6 fardos. Antes do plantio, fiz o Johrei nas mudas e, depois, a cada ronda, orava a Kannon-Sama e fazia o Johrei com cuidado nos campos de arroz. Que o campo tido como o pior da aldeia tenha produzido colheita tão abundante é, com toda certeza, bênção da proteção divina de Kannon-Sama, e por isso sou profundamente grato. De agora em diante, desejo compartilhar essa alegria com o maior número possível de pessoas e retribuir, ainda que em pequena parte, a imensa gratidão que devo ao Grão-Mestre e ao Mestre Nakajima. Se os agricultores em geral conhecessem o princípio do cultivo sem fertilizantes, certamente se espantariam com o absurdo de, até agora, terem se esforçado tanto, comprado fertilizantes caros e, mesmo com todo o trabalho, colhido tão pouco. Meu desejo ardente é experimentar pessoalmente o método de cultivo natural, sem fertilizantes — que é um benefício e uma lei da grande natureza —, e recomendá-lo amplamente aos agricultores. No início do Ano Novo, apresento meus respeitosos agradecimentos. --- Cultivo Experimental Sem Fertilizantes Kuriyama Shumakichi (36), Igreja Miroku do Japão, Daikokai, Kawabe-cho, Kamo-gun, Prefeitura de Gifu Mais do que chamar isso de cultivo sem fertilizantes, considero que a colheita abundante que obtive foi benefício material de Kannon-Sama. Tenho-a unicamente como dom da fé e, ao expressar minha profunda gratidão, desejo também relatar um pouco da minha experiência, para que todos compreendam o quanto antes a verdadeira grandeza do Poder Kannon. Conheci esta nobre fé na primavera do ano retrasado, quando minha mãe estava de cama com dores na região lombar. Nós, sua família, orávamos a deuses e budas para que ela se recuperasse depressa. Foi então que, talvez por providência divina, ouvimos falar do Sr. Watanabe, de Kawai, Furuimachi, e logo lhe pedimos ajuda. Com o Johrei, minha mãe foi melhorando aos poucos. Transbordando de gratidão, ouvimos diversas explicações e, em fevereiro do ano passado, minha esposa foi a primeira a se converter, recebendo o precioso Ohikari. Dali em diante seguimos pedindo a orientação do Sr. Watanabe, e ela se dedicou de corpo e alma; com isso, a doença de minha mãe melhorou visivelmente. Eu mesmo sofria de dores de cabeça frequentes, rigidez nos ombros e até dores nos dentes, devido a problemas cerebrais, que me afligiam cerca de duas a três vezes por mês. Depois de receber o Johrei repetidas vezes, porém, fiquei completamente curado, a ponto de esquecer aqueles males — e senti de verdade que aquilo era algo maravilhoso. Certa ocasião, o Sr. Watanabe me disse: "O benefício material de Kannon-Sama também se estende às plantações. Não há necessidade de fertilizantes químicos, não há pragas ou doenças, e é possível obter colheitas extremamente abundantes com o cultivo sem fertilizantes. Não há coisa melhor do que isso." Diante da escassez de alimentos daquele momento, pensei que ali estava, de fato, a salvação dos agricultores. Como minha área de cultivo era pequena, eu também vivia à procura de um meio de obter colheitas fartas; não podia, portanto, ignorar notícia tão boa, e resolvi pô-la em prática por conta própria. Em março, o Sr. Watanabe me emprestou a Imagem da Luz Divina do Komyo-Nyorai. Venerando-a diariamente, minha casa ficou muito mais iluminada e vibrante. Decidi que, neste ano, mudaria de rumo e começaria o cultivo sem fertilizantes. Consultei minha família e concluímos que, sendo a primeira vez, seria arriscado tentar tudo de uma vez; optamos por aplicar o método em dois se (aproximadamente 200 m²) de arrozal. A preparação do canteiro de mudas começou com a aração, em dezembro. O solo era argiloso, de boa drenagem e boa exposição solar. No fim de abril, no canteiro de um tsubo (aproximadamente 3,3 m²), incorporamos cerca de 15 kan (aproximadamente 56 kg) de composto feito de palha picada e restos de cozinha, pisoteando-o, e minha esposa realizou o Johrei. As sementes, cerca de 3 go (aproximadamente 0,54 litros), foram oferecidas à parte diante da Imagem da Luz Divina; duas vezes ao dia, de manhã e à noite, recitávamos a Oração Zengen-Sandji e realizávamos o Johrei. A semeadura foi feita em 29 de abril. Dali em diante, sem descuidar do Johrei, eu inspecionava as mudas diariamente. O crescimento, porém, era lento, e elas ficaram amareladas. Preocupado em segredo, aproveitei um Culto Extraordinário para perguntar ao Sr. Watanabe. Ele me explicou: "Isso é a purificação dos venenos dos fertilizantes, portanto, não se preocupe." Encorajado por essas palavras, redobrei os cuidados. Pensava comigo mesmo que todos os fiéis que até então haviam praticado o cultivo sem fertilizantes certamente tinham passado pela mesma experiência. Para me firmar e alcançar resultados ainda melhores, senti que era essencial receber em mim mesmo o nobre Poder Kannon-Sama. Consultei minha família e todos ficaram felizes, convertendo-se à fé em maio do ano passado. Ainda assim, mesmo com o Johrei, as mudas continuaram amareladas, de crescimento lento e finas, o que me preocupou um pouco. Mas, pensando "é uma tentativa", decidi que, acontecesse o que acontecesse, levaria o projeto até o fim. Renovei minha determinação e me dediquei de corpo e alma. As pessoas dos arrozais vizinhos, com ar de bondade, diziam coisas como: "É melhor você aplicar fertilizante agora, enquanto há tempo", ou "Se você aplicar um pouco de fertilizante aqui, vai melhorar", e até mesmo: "Não se pode fumar perto deste canteiro de mudas; se você fumar, as mudas pegam fogo. É perigoso!" Essas palavras maldosas foram realmente dolorosas de suportar. Suportei tudo, no entanto, agarrado firmemente a Kannon-Sama — mas as mudas continuavam sem uma cor saudável. Chegou então a época do transplante. Antes de 18 de junho, plantei mudas da variedade Norin No. 8 numa área de dois se (aproximadamente 200 m²) de solo arenoso, onde antes houvera cevada, de boa exposição solar mas drenagem deficiente. De fertilizante, usei apenas cerca de 30 kan (aproximadamente 112 kg) de palha picada e um pouco de restos de cozinha. Como prefiro o plantio esparso, ainda que as mudas fossem delgadas, plantei duas ou três por cova, no sentido norte-sul, com espaçamento de 1 shaku (aproximadamente 30 cm) entre fileiras e 6 sun (aproximadamente 18 cm) entre covas. Depois do transplante, faltou água: a superfície do arrozal secou e as preciosas mudas quase murcharam. Só havia água quando chovia — e só quando chovia e a água se formava era possível capinar o arrozal —, de modo que sofri muito com a estiagem. Apesar de todas as críticas que recebi, a cada vez eu acreditava firmemente no poder absoluto e na sabedoria maravilhosa de Kannon-Sama e, sem me intimidar nem desanimar, continuei cuidando do arrozal. Mais tarde, tive enfim a honra de receber em minha casa a preciosa Imagem da Luz Divina do Komyo-Nyorai. Em 20 de agosto realizou-se a cerimônia de Johrei para ele, e toda a família se emocionou imensamente. Da época do emborrachamento do arroz em diante, choveu com frequência e a água se acumulou, de modo que meu arroz ficou tão bom quanto o dos outros, sem diferença alguma. A palha cresceu muito e as espigas ficaram tão pesadas que quase tombavam, o que me preocupou um pouco. Nunca deixei, porém, de realizar o Johrei, e de manhã e à noite orava de coração ao Komyo-Nyorai. Com o tempo, as pessoas começaram a comentar: "O arrozal do Sr. Kuriyama ficou muito bom! Que resultado magnífico!" Naturalmente, não houve praga nem doença alguma. A colheita de outono se deu em 11 de novembro: obtivemos 320 feixes de arroz glutinoso e 99 feixes de arroz não glutinoso (uruchi). As espigas de arroz glutinoso mediam cerca de 4 sun (aproximadamente 12 cm) de comprimento, e a palha, cerca de 4 shaku e 4 a 5 sun (aproximadamente 1,33 a 1,36 m). Cada espiga trazia entre 180 e 200 grãos. Esta palha de arroz glutinoso vermelho é tradicionalmente considerada de excelente qualidade nesta região para produtos processados. Este arrozal costuma produzir cerca de 6,5 hyo (aproximadamente 390 kg) por tan (aproximadamente 0,1 hectare). No ano passado, porém, a quantidade de arroz beneficiado acabou superando a de arroz em casca. A colheita total foi de 6 to (aproximadamente 108 litros) de arroz glutinoso (1,5 hyo), 2 to (aproximadamente 36 litros) de arroz não glutinoso (0,5 hyo) e 3 sho e 5 go (aproximadamente 6,3 litros) de arroz quebrado. Em termos de produtividade por tan, foi impressionante: 10 hyo (aproximadamente 600 kg). Havia ainda 42 feixes de palha. A casca era pouquíssima, e a camada de farelo do arroz também parecia fina. O mochi (bolinho de arroz) ficou extremamente pegajoso e de sabor excelente. Fico simplesmente maravilhado e agradeço pela imensidão dessa graça: um rendimento como este só pode ser atribuído ao Poder Kannon-Sama. Depois de testemunhar com meus próprios olhos um benefício material tão extraordinário, em dezembro minha mãe idosa também se converteu à fé. Estou animado, e minha fé se fortaleceu ainda mais. Neste ano, estou decidido a adotar o cultivo sem fertilizantes em todos os meus arrozais e campos. Cada dia é uma sequência de alegria e gratidão. Por fim, expresso meus profundos agradecimentos por me terem ensinado isso, e estou determinado a me dedicar cada vez mais a serviço desta causa. --- Uma Grande Nuvem de Cigarrinhas-das-gramíneas (Unka) Parou na Divisória do Canteiro Shimizu Hisako (32), Igreja Miroku do Japão, Seikokai, Kitagata, Minamihirano-mura, Anpachi-gun, Prefeitura de Gifu As flores de cerejeira começam a desabrochar e, aos poucos, a primavera vai se tornando mais quente. Devo expressar sem demora meus agradecimentos ao Grão-Mestre. Apresento a alegria e a gratidão que brotam do fundo de nossos corações. Olhando para trás, desde que recebemos a Luz Divina em fevereiro do 21º ano da Era Showa (1946), temos recebido inúmeras proteções divinas e, dia e noite, cheios de emoção, ajudamos nos trabalhos, ainda que de forma insuficiente. O que vou relatar aconteceu exatamente no outono do ano passado. Nós, agricultores, aguardávamos ansiosos a colheita de outono do arroz, que havia crescido esplendidamente. Após o Culto de Outono, quando nos preparávamos para a ceifa, sobreveio em nossa região — como noticiaram os jornais — uma rara e grande infestação de "cigarrinhas-das-gramíneas" (unka). Muita gente do escritório provincial, da prefeitura local, da câmara municipal e da associação agrícola vinha quase diariamente investigar os danos e orientar a pulverização de óleo para eliminar a praga. Os vizinhos varavam as noites sem dormir, lutando incansavelmente contra a multiplicação infinita das cigarrinhas, e por vários dias a vila inteira parecia um campo de batalha. Apesar de todos os esforços, porém, o resultado foi quase nulo. A infestação se alastrava de um lado para o outro, e a maioria dos arrozais se converteu numa paisagem lamentável, de plantas murchas e mortas. Como poderiam escapar das cigarrinhas, que atacavam os arrozais das casas dos membros da fé, espalhados aqui e ali, até mesmo nas divisórias dos canteiros? Quantas vezes não terei recitado o norito diante do Daikōmyō Nyorai, seguindo as palavras do Mestre Takagi: "Apeguem-se firmemente ao Grão-Mestre"? Pode-se chamar isso de milagre? Enquanto os arrozais ao redor jaziam devastados, como se um tapete tivesse sido estendido sobre eles, e as pessoas sofriam com a perspectiva de não colher nem a metade, nos nossos, separados por uma simples divisória de apenas um ou dois shaku (30 a 60 cm) de largura, não entrou uma única cigarrinha. As espigas de arroz, magnificamente maduras, começaram a curvar-se. Quando teve início a colheita, todos se surpreenderam com o estado do arroz, que parecia mochi (bolinho de arroz). No ano passado, enquanto a média normal mal chegava a 5 hyo (aproximadamente 300 kg), em minha casa colhemos cerca de 7,5 hyo (aproximadamente 450 kg) por tan. Naturalmente, era um cultivo sem fertilizantes, praticado pelos membros da fé. Todos nós, membros, nos alegramos com lágrimas nos olhos, acreditando que tudo isso se devia à proteção divina do Grão-Mestre. Em nossa vila de cerca de 60 famílias, nós, as sete famílias que receberam o Komyo-Nyorai, obtivemos a mesma proteção divina e, neste ano, estamos nos dedicando ao cultivo de trigo sem fertilizantes. E eu, pessoa tão insignificante, tive a honra de receber até mesmo o Daikōmyō Nyorai, glória e alegria sem igual. Tenho a firme determinação de continuar ajudando no que estiver ao meu alcance. Apresento estes agradecimentos em nome de todos os fiéis. Acrescento ainda que, durante a inspeção para a entrega obrigatória, todas as casas dos membros tiveram seu arroz classificado como de primeira qualidade, e o inspetor também ficou impressionado. --- Cavalo Amado com Meningite é Salvo – Veterinário Anunciou Desespero Sunada Chokichi, Igreja Miroku do Japão, Zen'eikai, Kokufu-mura, Yoshiki-gun, Prefeitura de Gifu "Dô, dô, dô!" "Mais uma injeção!" Meu amado cavalo (um potro) sofria e se debatia violentamente a cada vinte minutos. Tinha amarrado à cabeça um bloco de gelo de cerca de 500 monme (aproximadamente 1,9 kg), e o sofrimento não cedia. Conhecidos, parentes e vizinhos foram chegando um após o outro, e a confusão foi grande. "Não tem jeito", disse o veterinário, com uma expressão sombria. Isso aconteceu em 30 de julho do ano passado. No dia 31: "Tirem o sangue dela!" Imediatamente, tiraram cerca de três shō de sangue, mas a febre não baixou. "Não há caso tão grave quanto este." "Não tem jeito, ela vai morrer esta noite ou até amanhã de manhã." Não havia mais nada que minha aldeia pudesse fazer. Todos suspiravam, dizendo que era uma pena que Koma morresse aos quatro anos. "E Kannon-Sama?" "Se for perguntar a alguém, para um cavalo talvez seja melhor." Pouco depois, no fim da tarde, o senhor Watanabe, da cidade de Furukawa, a cerca de uma légua de distância, veio nos visitar. "Tirem esse gelo!", disse ele assim que chegou, e começou a fazer o Johrei com toda a devoção. "Dōdōdō!" Koma, que várias pessoas seguravam e amarravam para que não se mexesse, foi se acalmando à medida que recebia o Johrei. "A febre baixou!" "Que coisa misteriosa!" Todos suspiraram aliviados, dizendo que a febre baixara ao remover o gelo. Por fim, os espasmos passaram a ocorrer apenas de hora em hora e, no dia seguinte, cessaram por completo. Foi naquele mesmo dia que uma criança veio alegremente avisar: "O cavalo está comendo capim!" O espanto e a alegria das pessoas foram como se elas próprias tivessem sarado por completo. Cerca de uma semana depois, Koma voltou a ser o cavalo de antes — e ficou mais forte ainda do que era. Hoje minha família inteira está iluminada, e passamos dias de gratidão. Eu também, dentro das minhas limitações, esforço-me ao máximo para cooperar e tenho recebido inúmeros benefícios materiais. O Boi Salvo Autor: Takano Kantarō (21 anos), Igreja Miroku do Japão Hinode-kai, Ōya, Hamochi-mura, Sado-gun, Niigata Foi num dia próximo ao final de junho de 1948. Não sei o que me deu — talvez um momento de loucura —, mas, sem nenhum discernimento e sem pensar, tentei atravessar uma estreita ponte de madeira puxando um boi. Quando já havia percorrido cerca de um ken, o animal de repente começou a recuar. "Ah!", caí em mim e pensei "tomara que ele não caia", mas já era tarde. Sem apoio para as patas traseiras, o boi não teve chance: do alto de uma ponte com mais de um jō de altura, despencou de cabeça para baixo e bateu com as costas com tanta força que levantou as quatro patas para o ar, mostrando o branco dos olhos, e já não parecia vivo. "É uma emergência!" Levantei-o e, enquanto recitava a Oração Zengen-Sandji, fiz o Johrei desesperadamente. Cerca de duas horas depois, tentei fazê-lo andar com calma, e ele não apresentou problema algum. Nos dez dias seguintes, sempre que ia ao lugar onde o boi estava, eu lhe fazia o Johrei. Que mais poderia ser isso senão a salvação de Kannon-Sama? Ainda hoje, quando me lembro, fico arrepiado. Por esta preciosa proteção divina, sinto apenas gratidão, e não tenho palavras para expressá-la. Prometo que, de agora em diante, confiarei ainda mais no grande poder de Kannon-Sama e me esforçarei com redobrado empenho. A Ressurreição da Galinha Autora: Shibahara Kane, Igreja Kannon do Japão, Igreja Tengoku, Filial Nikkō, Wada-mura, Shida-gun, Shizuoka Foi um acontecimento no fim da tarde de 9 de fevereiro do ano passado. Ao voltar do arrozal, olhei distraidamente para dentro do galinheiro e vi uma galinha toda encolhida. Observando melhor, notei que a crista estava sem cor: agachada num canto do galinheiro, ela parecia tão fraca que tombaria a qualquer momento. Separei-a imediatamente das outras e fiz o Johrei. Na manhã seguinte, fui vê-la e já estava bem mais animada. Mantive-a separada e apliquei o Johrei mais quatro ou cinco vezes. No dia seguinte, depois de um dia de intervalo, a crista assumiu um vermelho bonito e saudável, e a galinha ficou muito animada; recoloquei-a então no galinheiro original. Agora está tão saudável quanto as outras. Se eu não tivesse notado, certamente teria morrido, mas Kannon-Sama salvou até mesmo uma galinha assim. Eu já ouvira falar dessas coisas, mas foi a primeira vez que as experimentei. Foi realmente uma bênção. Com estas palavras toscas, agradeço pela proteção divina. Até os Últimos dos Animais, Aves, Insetos e Peixes Autor: Yamashita Yasuke (49 anos), Associação Igreja Miroku do Japão Shinmei-kai, Nishi-Nakase, aza Komatsu, Onoguchi-mura, Hamana-gun, Shizuoka Recebi o Ohikari das mãos do senhor Naruse, na casa do senhor Miura, em Hamamatsu, em fevereiro do ano passado. Desde então, diante dos benefícios materiais que se repetem, agradeço de coração pela grandiosidade incomensurável do Poder Kannon. Vista de hoje, é uma história vergonhosa: no início, depois de receber o poder, eu me sentia envergonhado e não tinha coragem de fazer o Johrei nas pessoas. Pensei em começar pelos animais, e a primeira vez foi com uma galinha. Era a galinha de um vizinho, que estava com paralisia nas pernas, não conseguia levantar-se de jeito nenhum, tampouco comia e estava quase morrendo. Já diziam "vamos fazer uma panela com ela"; foi então que fiz o Johrei. Eu disse "vou fazer um feitiço para você" e, sob os olhares de todos, metade por diversão, metade por curiosidade, apliquei o Johrei com seriedade. Depois de dois ou três minutos, a galinha que não se levantava levantou-se. "O que é isso? Que estranho!", todos se admiravam, repetindo a mesma coisa. Como continuei por uns cinco minutos, ela começou a andar e a bicar a comida. Fiquei mais surpreso do que todos. Senti profundamente que as palavras da Oração Zengen-Sandji, "até os últimos dos animais, aves, insetos e peixes", são verdadeiras ao pé da letra. Outra coisa: como atividade secundária de nossa família de agricultores, crio porcos, e também nisso recebi um benefício material pelo qual sou muito grato. Foi na época da avaliação de porcos. Eu cuidava do meu animal com esmero todos os dias, mas, dois dias antes do evento, não sei o que aconteceu: ele deixou de apoiar a pata dianteira direita no chão e acabou deitando-se, sem conseguir mais levantar-se. Era um porco que, com todo o meu empenho, certamente ganharia um prêmio, e eu queria de algum modo pô-lo de pé. E, justamente quando pensava em manifestar o Poder Kannon também por este lado, recorri a ele e, aproveitando a ocasião, decidi manifestar um pouco da salvação, fazendo o Johrei. Bastou uma aplicação para que ficasse completamente aliviado e, no dia do evento, apesar de ser um porco jovem, conquistou esplendidamente o primeiro prêmio. Daí em diante, perto ou longe, passei a fazer o Johrei em quem quer que fosse, e pude compreender de coração que é verdade que "todos os fenômenos do universo são salvos pelo Poder Kannon, sem exceção". Não há palavras para descrever este poder grandioso, sem precedentes na história. Acredito firmemente que é exatamente como dizem: "o aparecimento do Salvador". Agradeço de coração por ter conhecido este benefício material o quanto antes, e estou decidido a me dedicar de todo o coração, ainda que isso seja uma parcela mínima da gratidão. Batata-Doce sem Adubo Duplica a Colheita Autor: Keisei Fusazaki (22 anos), Associação Igreja Miroku do Japão Nankō-kai, Shimo-shimura, Ōzai-mura, Hokubu-gun, Ōita Minha família recebeu pela primeira vez o benefício material de Kannon-Sama em 15 de março de 1948; salvos do inferno deste mundo miserável, passamos a viver dias de gratidão. Agora, ao ter o benefício material publicado no "Tijotengoku", relembro aquela época e apenas choro de gratidão pela salvação. Desde então, os benefícios materiais foram tantos que não consigo relatá-los um a um por escrito; em especial, porém, gostaria de contar o que aconteceu com a batata-doce. Chegara a época de plantar as batatas, mas todas as boas batatas-semente tinham apodrecido; sem alternativa, plantei muitas batatas pequenas (do tamanho de uns dois ovos) que haviam nascido em solo arenoso. Como ouvira do mestre que as plantações também crescem bem quando se faz o Johrei, e como o canteiro de batatas ficava bem em frente de casa, eu o aplicava sempre que tinha tempo. A germinação foi muito boa, mas as ramas não cresceram tanto. No plantio, fiz o Johrei nas ramas e depois cuidei apenas da capina, deixando-as por conta própria. Ouvi de outras pessoas que "este ano apareceu o 'hōjiku' (inseto que come o caule da batata) e as folhas das batatas estão só as nervuras". Fui ver e, de fato, a maioria das plantações vizinhas estava terrivelmente comida — mas a minha continuava com as folhas verdejantes. Ah, que bênção! Ao pensar na graça do Johrei, curvei a cabeça sem querer. Enfim chegou a época da colheita. Fiquei surpreso ao ver as batatas desenterradas se espalharem por toda a superfície do chão. "Isso é uma produção e tanto!", admiravam-se todos. Normalmente a produção é de cerca de 500 kan por tan, mas eu colhi 1.000 kan. Além de cumprir integralmente a cota de fornecimento (223 kan de batatas frescas), ainda entreguei o excedente (38 kan de batatas frescas, 150 kan de batata seca), recebendo mais de 52.000 ienes. Recebi ainda, como recompensa, um rolo de algodão e até pneus e câmara de ar de bicicleta. Como eu vinha querendo uma bicicleta para o trabalho de desenvolvimento, com a graça de Kannon-Sama consegui uma, e é com ela que ajudo todos os dias. Toda a família agradece profundamente, diante do grande benefício material do Komyo-Nyorai, e agradece pela graça. Expresso minha mais profunda gratidão. Inúmeras Maravilhas Autor: Horiuchi Toratarō, Associação Igreja Miroku do Japão Seishin-kai, Hotsu, Hirano-mura, Shiki-gun, Nara Tornei-me seguidor na primavera de 1947 e, desde então, tenho apenas posto em prática, incondicionalmente, as orientações dos mestres. São incontáveis os benefícios materiais que recebi, mas gostaria de relatar uma ou duas coisas que senti. Minha família é de agricultores com pouco mais de um chō de terra. Em 1946, antes de me tornar seguidor, plantei cebolas para semente, melancias e outras culturas, e tive uma receita considerável. Depois da conversão, ouvindo falar dos males dos fertilizantes químicos, aboli-os por completo e passei a praticar o cultivo sem adubo. Na safra de 1948, mesmo entre os fertilizantes racionados, não usei nenhum químico. Em consequência, a colheita de cebolas para semente e de melancias foi muito reduzida. Quanto ao arroz, como aboli por inteiro os fertilizantes químicos nos 8 tan de arrozal, por volta do verão a minha plantação era a pior da aldeia. Lá por outubro ocorreu uma infestação de "unka" (cigarrinha) na aldeia, e os moradores a exterminavam desde o amanhecer. Nós, porém, não usávamos veneno algum como método de extermínio de pragas: fazíamos apenas o Johrei, e por isso fomos tratados como loucos pelos aldeões. Mas nos limitávamos a acreditar na Luz de Kannon-Sama e a nos dedicar à prática. E que bênção! Na colheita, em dezembro, tivemos uma safra inesperadamente abundante — na verdade, a melhor da aldeia. Toda a família chorou de alegria e relatou o fato ao mestre Aoki. Nas outras casas compravam adubo no mercado negro e fertilizavam; nós trocávamos por dinheiro o adubo racionado e tivemos a maior colheita da aldeia. Que diferença enorme! Sinto apenas gratidão pela preciosa proteção divina e pelo benefício material. Cultivo também hortaliças sem adubo e, pela misericórdia e consideração especiais dos mestres, tenho a honra de enviá-las mensalmente ao Grão-Mestre. Em 15 de março deste ano, para entregar a última parte da temporada de mizuna (mostarda-d'água), fui ao campo onde a mizuna fora plantada no início do mês. Como não havia muita quantidade, decidi que apenas aquela parte seria entregue ao Grão-Mestre e que ninguém deveria tocá-la. Fiz a separação. E no dia 15, quando fui à horta, qual não foi minha surpresa! A parte que eu havia separado para oferecer ao Grão-Mestre estava repleta de mizuna viçosa, ao passo que a de fora da separação já tinha as pontas floridas, em estado de não servir mais para o consumo. Desnecessário dizer que eu e toda a minha família, tocados pela preciosidade de milagre tão extraordinário, pela grandeza e pela graça das Graças Divinas do Grão-Mestre, agora nos alegramos, sentindo que nada nos resta senão expressar nossa retribuição em sincera gratidão. Refletindo sobre minha conversão Mie-ken, Suzuka-shi, Kokubun-chō     Igreja Miroku do Japão Kōeikai, Nagato Katsuki (25 anos) Sob o belo nome de Guerra Santa, ardendo literalmente com o espírito de devoção abnegada, transcendendo a vida e a morte, e acreditando que empenhar-se pela paz no Oriente era o dever de nós, jovens, continuamos a lutar na Guerra do Pacífico — que, no entanto, terminou numa derrota miserável. Desde então, entre a escassez de alimentos, a inflação, o inferno do transporte e outros problemas, o povo gemeu na agonia do sofrimento extremo, vagando pelas ruas escuras como pássaros libertos de uma gaiola, entregando-se ao desespero e à busca de prazeres momentâneos, e exibindo por toda parte uma paisagem social feia. Embora se clame que não há nada além da religião para salvar este mundo corrupto e decadente, a realidade, indiferente a isso, só piora. Nesta situação, a religião que se destacou como fé nova foi a Igreja Kannon. Desejo registrar aqui um pouco da compreensão que obtive desde a minha conversão até o presente. No início da conversão, ateu como eu era, fui recomendado à fé por alguém. Ouvi dizer que bastava agitar a mão para que as doenças e todas as demais coisas se resolvessem; na verdade, porém, fiquei apenas atônito, como quem tenta agarrar o ar, e não consegui acreditar de forma alguma. Mas, como diz o ditado antigo, "A dúvida é o começo da fé": enquanto duvidava e ainda assim continuava a praticar, os resultados começaram a se manifestar com clareza, e fui levado a compreender que, ao agitar a mão, as doenças se curam. Meu próprio estado de espírito, sem que eu percebesse, foi ficando mais alegre, e também mudou minha maneira de pensar sobre as doenças. Ou seja, uma vez entendida a causa da doença, compreendi que qualquer problema pode ser resolvido pela irradiação espiritual e, na vida cotidiana, não tenho mais sofrimento algum, podendo dedicar-me alegremente ao meu trabalho dia após dia. O que poderia ser isso senão a fé, ou seja, as Graças Divinas da própria Kannon-Sama? Sinto apenas uma gratidão imensa por esta graça de agitar a mão. Recentemente, além disso, tem-se falado muito em "cultivo Kannon" ou "cultivo sem fertilizantes". Minha casa também é de família de agricultores e, desde a conversão, ouvi repetidamente do Mestre sobre o cultivo sem fertilizantes. Resolvi experimentá-lo, a princípio apenas como teste. E, de fato, na hora da colheita fiquei surpreso e admirado com a quantidade inesperadamente grande de frutos. Desde então, empenhei-me em cultivar sem fertilizantes todos os meus arrozais e hortas, e hoje cultivo tudo inteiramente sem fertilizantes, contando apenas com a luz de Kannon-Sama. Por inúmeras experiências passadas, adquiri a convicção de que é possível aumentar a colheita sem fertilizantes. No ano passado, por exemplo, durante um período de ventos e chuvas intensos, no cultivo com fertilizantes as plantas cresceram moles e alongadas por causa da baixa temperatura, tornando-se frágeis diante do vento e da chuva. Somava-se a isso o aparecimento de pragas, devido à toxicidade dos fertilizantes, do que resultou grande redução na colheita. No cultivo sem fertilizantes, ao contrário, as plantas eram relativamente menores em altura, mas firmes contra o vento. Naturalmente não houve aparecimento de pragas por toxicidade dos fertilizantes, e pudemos chegar à época da colheita sem doenças. Quanto ao arroz beneficiado, observando-o com atenção, só se pode dizer que é um mistério, algo que nem a palavra nem a escrita alcançam. Tudo isso foi confirmado pela prática, e empenho-me na divulgação, desejando transmiti-lo o quanto antes às pessoas do mundo e contribuir para o aumento da produção agrícola. Hoje em dia muitos chamam as novas religiões de "religiões falsas" e as veem como religião maligna e supersticiosa. Será que todas essas pessoas compreendem de fato a verdadeira natureza delas? Criticar apenas pela aparência externa me parece ignorância. Acredito, assim, que não há nada além do poder da religião para salvar este mundo caótico. E esforço-me por levar essa notícia às pessoas do mundo, que ainda vagam em pesadelos. Aqui, refletindo sobre um ano e meio de conversão, apresentei minhas observações. O Bicho-da-Seda e o Cultivo Sem Fertilizantes Hyōgo-ken, Nishinomiya-shi, Manchidani-chō 14     Igreja Kannon do Japão, Igreja Tengoku, Filial Mibae, Relato do Sr. Moriyama Jittarō O Sr. Ishikawa Isamu, da vila de Takagi, Distrito de Mino, Província de Shimane, é técnico em sericicultura, e sua história é bastante sugestiva para o nosso Caminho. Eis o que ele contou: "Durante a guerra, a sericicultura foi sacrificada em prol do aumento da produção de alimentos. Os campos de amoreiras foram transformados em campos de trigo, e a distribuição de fertilizantes diminuiu drasticamente. No entanto, o desempenho e a qualidade dos casulos foram bons, apesar dessas más condições. Mas, após a guerra, os campos de amoreiras foram novamente expandidos, os fertilizantes foram distribuídos continuamente, e a quantidade de casulos aumentou, mas a qualidade não foi tão boa quanto se esperava. Especialmente na criação de outono do ano passado, muitos bichos-da-seda enfraqueceram pouco antes de subir para fazer o casulo e não conseguiram produzi-lo. Isso foi diagnosticado como 'doença do nitrato de amônio', uma intoxicação causada pela aplicação excessiva de nitrato de amônio. E, aparentemente, os especialistas decidiram que, daqui em diante, nos campos de amoreiras, a quantidade de fertilizantes químicos deve ser reduzida e a de adubo orgânico deve ser aumentada." Logo depois, o Sr. Ishikawa ouviu uma palestra sobre o cultivo sem fertilizantes da nossa religião, sentiu-se identificado e converteu-se. Esperamos que, no futuro, seu trabalho produza dados científicos sobre a influência das folhas de amoreira cultivadas com e sem fertilizantes sobre o bicho-da-seda. Ao pensar nisso, e também em como o arroz e o trigo cultivados com grandes quantidades de fertilizantes químicos vêm prejudicando o corpo humano, somos tomados por um calafrio involuntário. Mesmo por essa razão, sinto profundamente que devemos nos dedicar ao desenvolvimento deste Caminho. Recebendo a Proteção Divina Até para os Animais Domésticos Shizuoka-ken, Shida-gun, Setogoya-mura, Ichinose     Igreja Kannon do Japão, Igreja Tengoku, Filial Nikkō, Mukōjima Kunitarō Desta vez, gostaria de relatar o Johrei feito em uma vaca. No dia 15 de janeiro do ano passado, fizemos a inseminação do animal. Dali em diante, sempre que tínhamos tempo, íamos ao altar da Imagem da Luz Divina e fazíamos o Johrei. Ela deu à luz em 20 de outubro. Como estávamos atentos havia alguns dias, por volta do meio-dia do dia 20 fui ao estábulo — e me assustei. A vaca-mãe, semienlouquecida, andava em círculos ali dentro, e o bezerro, já parcialmente nascido, estava pendurado! Corri para casa e orei fervorosamente à Imagem da Luz Divina. Quando fui ver, logo em seguida, que coisa abençoada! A vaca-mãe, que tanto sofrera, estava deitada, exausta. Fiz o Johrei com toda a devoção e, graças a isso, uma bezerra nasceu em segurança. A alegria em casa foi indescritível, e toda a família agradeceu diante do altar. Cerca de vinte dias depois, numa manhã, fui ordenhar como de costume e vi a vaca-mãe de cabeça baixa, prostrada, sem se mover. "É grave!", pensei, e comecei imediatamente a orar e a fazer o Johrei. Desta vez, porém, ela não se levantava com facilidade. Nesse momento, uma pessoa da vizinhança, entendida em vacas, apareceu e recomendou uma injeção. Sinto muito, mas acabei não conseguindo resistir e, com o coração inquieto, concordei. Deus, no entanto, corrigiu meu coração vacilante: quando o veterinário espetou a agulha, ela quebrou logo em seguida, e nem um terço do remédio chegou a entrar. Naquele momento, arrependi-me de verdade por ter duvidado. Decidi que, dali em diante, confiaria tudo a Kannon-Sama, e comecei a fazer o Johrei com toda a força. A barriga da vaca então começou a roncar alto, como quando se lava um barril, e, nesse meio-tempo, ela eliminou grande quantidade de fezes e urina de cor alterada e mau cheiro. Enquanto a encorajava — "Aguenta firme! Logo você vai ficar boa e poderá comer de tudo!" —, continuei o Johrei com devoção. Assim foi por três dias e três noites. Por volta do meio-dia do quarto dia, ela começou a comer aos poucos. Por causa do acidente pós-parto, seu corpo não se recuperava com facilidade e a produção de leite diminuiu temporariamente; passados três meses, porém, restabeleceu-se por completo e pudemos fazer a inseminação novamente. Desta vez, fiz o Johrei antes da inseminação e também depois. Oro para que, assim, ela conceba outra bezerra saudável. Pela experiência real de que Deus salva até mesmo animais domésticos como estes, e recebendo inúmeras proteções divinas no dia a dia, minha família e eu passamos dias felizes. Estou tomado do desejo de contar essa felicidade ao mundo o mais rápido possível. Peço desculpas pela escrita confusa, mas é com a alegria que sinto que faço este relato. Vaca Abandonada pelo Veterinário é Salva Miyazaki-ken, Uto-gun, Kanan-mura, Aza Kawaminami     Igreja Miroku do Japão Nankōkai, Shimada Hide (60 anos) Durante muitos anos sofri de asma, doença crônica. Nem médicos nem remédios faziam efeito, e nenhum dos tratamentos que as pessoas diziam ser bons me trazia melhora. Já me havia resignado, pensando que só morrendo me curaria. Mas meu filho mais velho, Akio (atualmente Ministro Responsável), ouviu falar que o benefício material de Kannon-Sama era extremamente poderoso. No dia 17 de fevereiro passado, recebi a Luz do Mestre Kuroki (Masaru). Enquanto fazia o Johrei em mim mesma, fui melhorando aos poucos. Hoje não tenho sequer crises de tosse, sinto-me muito melhor e me alegro com a graça de Kannon-Sama. Certa vez, ouvi dizer que a vaca do Sr. Uchinomiya (52 anos), de nossa vila, estava em estado grave e que nem os cuidados do veterinário surtiam efeito. Os comerciantes de gado o aconselhavam: "Se não vender agora, não vai ganhar nada. Venda!", mas ele insistia que não a venderia até que ela morresse. Fui imediatamente até lá e fiz o Johrei nela. E o que aconteceu? A vaca, que estava com febre, teve a temperatura reduzida e ficou mais aliviada! Depois disso, bastaram cinco ou seis sessões de Johrei para que se recuperasse por completo. Agora pode ser usada no trabalho agrícola sem problema algum. A alegria do Sr. Uchinomiya foi imensa, e ele passou a falar de mim como se eu fosse um deus. Mais uma vez emocionada com o poder de Kannon-Sama, faço este relato com imensa alegria. Porco com Encefalite, Dado como Sem Esperança, Ressuscita Milagrosamente Miyazaki-ken, Miyakonojō-shi, Gojū-chō, Imamura     Nihon Kannon-kyō Kōhōkai, Mizukubo Nakakichi (45 anos) Existirá no mundo real um milagre tão grande assim? Apresento aqui, humildemente, a emoção da grandiosa proteção divina de Kannon-Sama. Eu e minha esposa recebemos o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) no outono de 1946. Depois disso, tivemos a honra de consagrar a Imagem da Luz Divina (objeto de culto) e, até hoje, recebemos inúmeras graças, dedicando-nos à fé com todo o empenho. No dia 11 deste mês, fui a uma filial em Kumamoto para uma reunião de gerentes da empresa e voltei no dia 14, ao meio-dia. Como havia um assunto urgente, não fui direto para casa: passei antes na empresa. Lá, recebi um telefonema dizendo que um dos porcos estava muito mal e que eu deveria voltar para casa imediatamente. Em minha casa, minha esposa cria dois porcos. Se ela se deu ao trabalho de telefonar especialmente, será que o animal não foi atingido pela encefalite que está grassando? E, se fosse encefalite, certamente os dois seriam atingidos — em valor, quarenta mil ienes. Senti como se o mundo escurecesse diante dos meus olhos e, sem pegar coisa alguma, voltei correndo para casa. Era por volta das duas horas. Como eu receava, a porca maior estava estirada no quintal, com os membros estendidos, em estado de agonia. Minha esposa fazia o Johrei com todas as forças, e seis ou sete vizinhos, curiosos, formavam um círculo ao redor, observando a cena solene. Segundo ela, quando fora ao chiqueiro por volta das seis da manhã para dar a ração, a porca maior já estava com convulsões e sofrendo. Extremamente assustada, pediu ajuda aos vizinhos, levou o animal para o quintal e, enquanto fazia o Johrei, mandou chamar o assistente Ikeyama do centro de ensino e pediu ainda a outra pessoa que ligasse para a empresa onde trabalho, causando uma grande comoção. Quando cheguei, o Sr. Ikeyama acabara de terminar o Johrei e ido embora. Enquanto conversávamos, a porca revirava os olhos, espumava pela boca, sacudia os membros violentamente, e as convulsões a atacavam sem parar. Era uma cena insuportável de se ver. Os vizinhos nos censuravam com severidade: "Não há mais esperança. Chamem um veterinário o mais rápido possível e é melhor sacrificá-la enquanto ainda está viva." Mas, com uma determinação firme, continuamos o Johrei em silêncio. Naquela noite haveria uma reunião de estudo na casa do Sr. Eguchi, e o Professor Shiba, que iria participar, veio nos visitar por volta das oito horas. Estavam presentes, naquele momento, seis ou sete pessoas que duvidavam de que a doença pudesse mesmo ser curada pelo poder da fé. Pedimos de imediato ao Professor Shiba que fizesse o Johrei. Terá levado uns trinta minutos? Nesse intervalo, sobrevieram três convulsões violentas. No meio do Johrei, a febre baixou de repente, e o Professor Shiba disse: "Acho que ela vai se salvar. Continuem fazendo o Johrei", e apressou-se para a reunião. Cerca de trinta minutos depois da partida do professor, a urina e as fezes que esperávamos desde a manhã saíram com uma força tremenda. No instante seguinte, a porca abriu bem os olhos e fez um movimento como se estivesse coçando as patas dianteiras. Sem pensar, tentamos levantá-la; ela se ergueu de repente e começou a andar cambaleando. A comoção e a gratidão daquele momento foram imensas. Mas o problema veio depois. Esquecidos da recomendação de "continuar o Johrei depois", ficamos tranquilos, achando que estava tudo bem, e não voltamos a fazê-lo até depois do meio-dia do dia seguinte (dia 15). Durante a manhã, ela andava cambaleando pelo quintal e, quando lhe dávamos ração, comia um pouco; parecia-nos que ia tudo bem. Grande engano: a doença piorou. Depois das duas da tarde, a porca, que estivera tão melhor, não só não conseguia mais se levantar, como mordia a língua, mantinha os olhos fechados e apenas respirava superficialmente com o focinho, chegando quase ao ponto do desespero. Foi essa a situação que encontrei quando voltei do trabalho, por volta das quatro e meia. Ao saber que a porca, já uma vez recuperada, tinha piorado novamente, dois ou três vizinhos vieram correndo. Disse à minha esposa: "Por esta aparência, talvez seja desesperador. Mas, se deixarmos a porca morrer por causa das nuvens espirituais da nossa família e fizermos com que os vizinhos duvidem do poder infinito e imenso de Kannon, não haveria nada mais lamentável. Chegando a este ponto, viver ou morrer está nas mãos de Deus. Não há outra escolha senão pedir a proteção divina do Komyo-Nyorai com todo o nosso coração." Decidido, chamei novamente o assistente Ikeyama do centro de ensino, enquanto eu e minha esposa nos ajoelhávamos diante do altar e pedíamos, com toda a devoção, a proteção divina. Terminada a oração, fomos até onde estava a porca e vimos o Sr. Ikeyama deter a mão do Johrei e dizer: "Trouxe o papel espiritual, vamos tentar dar a ela junto com a gema do ovo." Minha esposa respondeu: "Não vai adiantar. Já tentei dar comida várias vezes, mas ela não consegue engolir nada." Então, colocou um pouco do conteúdo em um tubo de bambu cortado na diagonal, misturou com o papel espiritual e, forçando a boca da porca com o bambu, derramou a mistura. Mas, que mistério! Com os olhos fechados, ela começou a lamber a gema do ovo com a ponta da língua. Nós três nos entreolhamos, surpresos, e eu ordenei à minha esposa: "Ei, mais um." Ela fez o mesmo, e a porca engoliu como se estivesse sugando. Continuamos e demos mais um, três ao todo. Então, ela abriu bem os olhos e se levantou de repente. Nós três ficamos atônitos com mudança tão repentina. Ela pôs-se a andar sem parar pelo local, como se procurasse comida desesperadamente. Havia capim-nabiça cortado por perto, e foi o que lhe demos. Comeu como louca. Ah, que milagre! Uma porca doente, à beira da morte, e uma transformação tão radical. Seria aquilo mesmo verdade? No entanto, o fato era um fato absoluto e inegável. Sem conseguir pronunciar palavra, sentimos os três os olhos se aquecerem de gratidão e emoção, e algo subir do peito. Ainda hoje, quando me lembro daquele dia, tudo me parece um sonho. Assim, dois dias depois do início da doença, ela estava completamente restabelecida. Hoje é só energia: come mais do que antes e engorda a cada dia. Diante de um fato tão grandioso, ninguém deixa de se curvar. O irmão vizinho, que a princípio se opunha com veemência e falava mal, foi o primeiro a se converter: uma semana depois, recebeu o curso (aula) de preparação para receber o Ohikari (kyoshu) e o altar, dando o primeiro passo na vida de fé. Que gratidão! Publico aqui os fatos exatamente como ocorreram. Colheita de Cebolas Doces e Saborosas Wakayama-shi, Fukuya-machi, Wakayama Igreja Miroku do Japão, Matsukaze-kai, Hagiwara Hanako (47) Eu já ouvira dizer que o arroz e o trigo cultivados sem adubo tinham alta produtividade e, como vivenciei o fato de meu filho mais velho se curar milagrosamente de uma nevralgia tida por incurável, voltando a trabalhar na serraria com mais saúde do que antes, também eu quis cultivar algo sem adubo. Comecei pelas cebolas, que eram mais acessíveis, e segui à risca as instruções do professor do Centro de Ensino Kishi, que sempre me orienta. Como é apenas uma horta caseira, não tenho registros dignos de nota, mas as cebolas cresceram bastante. Aguardava ansiosamente o dia da colheita quando, por acaso, ganhei de um vizinho um punhado de folhas de cebola (das desbastadas) e as usei no preparo de um prato. Tinham gosto amargo. Pensei que fosse o sabor natural das cebolas desbastadas; mas, quando colhi as da minha horta e as provei, qual não foi minha surpresa? O sabor era excepcionalmente doce e saboroso, sem nenhum amargor. Realmente, impressionou-me não só a colheita, mas também o excelente sabor das cebolas cultivadas sem adubo. É uma experiência bem modesta, mas que sem dúvida comprova a eficácia do cultivo sem adubo. Desejo que aumente, ainda que de uma pessoa, o número dos que, mesmo em pequenas hortas caseiras como a minha, recebem esta "Luz" e o praticam. Colheita Duplicada sem Uso de Fertilizantes Hyogo-ken, Kinosaki-gun, Sansho-mura, Mihara Igreja Kannon do Japão, Igreja Tengoku, Shinkōkai, Yamamoto Seiichi (39) Recebi as palavras do Grão-Mestre sobre o cultivo sem adubo e sinto-me imensamente grato e emocionado. Quando minha família teve a graça de se converter, no ano retrasado, o mestre me disse que era melhor não usar adubos químicos, e pus a orientação em prática de imediato no cultivo de arroz. Pelos resultados do ano passado e deste ano, tive a valiosa experiência de que, no próximo ano, definitivamente não usarei adubos químicos. Além disso, numa região como a de Kita-Tajima, conhecida pelas boas colheitas dos últimos anos, somente nós, um grupo de fiéis, pudemos ter essa experiência, o que me causa emoção indescritível. Espero que ela sirva de alguma referência a quem ainda se sente inseguro quanto ao cultivo sem adubo. Todos os agricultores devem ter notado que o sabor do arroz vem piorando gradualmente nos últimos anos; e o arroz deste ano, cultivado com adubo químico, é realmente insosso. Quanto ao cultivo sem adubo, eu só sabia que o adubo químico era ruim. No ano passado, usei apenas esterco de curral, sem nenhum adubo químico. Este ano, separei áreas para cultivo com adubo químico, com esterco e sem adubo (infelizmente, só em agosto deste ano fui informado de que o esterco também não é adequado). A colheita foi: - Talhão com adubo químico: média de 2 koku por tan - Talhão com esterco: média de 2,78 koku por tan - Talhão sem adubo: média de 4 koku por tan As quantidades aplicadas foram: no talhão com adubo químico, 300 kan de esterco e 700 mon de sulfato de amônio; no talhão com esterco, 500 kan de esterco; no talhão sem adubo, 400 kan de capim verde. Com esses resultados, posso recomendar o cultivo sem adubo a todos com absoluta convicção. Considerando o que se obteve no ano passado e neste ano, acredito que no próximo colherei facilmente 5 koku por tan sem adubo. As plantas e as árvores dos campos e das montanhas crescem abundantemente ano após ano, sem qualquer intervenção humana. Aprendi com força que as plantações também podem crescer perfeitamente sem intervenção artificial — ou melhor, que a intervenção artificial (adubos) acaba por estragá-las. Até então, movido pelo desejo de aumentar a produção pela pátria, eu me interessava por métodos como o de Fukui, o de Kurosawa e os fertilizantes enzimáticos de certa organização religiosa, mas eram difíceis demais e nunca conseguíamos realizá-los perfeitamente. O cultivo sem adubo agora ensinado, ao contrário, é simples, e qualquer um pode fazê-lo. É verdadeiramente uma bênção. Pensando com calma, trata-se da graça ilimitada de Deus. Agradeço profundamente ao Mestre Nakajima e aos demais Mestres que me orientaram, para que eu pudesse recomendar o cultivo sem adubo a todos com absoluta convicção, sob as palavras do Grão-Mestre. Características do cultivo sem adubo (28 de novembro de 1948): 1. As pragas desaparecem. 2. As plantações ficam mais fortes. 3. Não há risco de parasitas como lombrigas. 4. Economiza-se o custo com fertilizantes. 5. Reduzem-se o trabalho e a mão de obra para comprar fertilizantes, adubar e pulverizar pesticidas. 6. As plantações são saborosas, grandes, e a colheita é alta. O Repolho Não Floresce Oita-ken, Saiki-shi, Nishi-ku, 10123-3 Igreja Miroku do Japão, Kiikkai, Shiomi Tomeno (51) Desde que recebi o Ohikari no Centro de Ensino K, em 23 de novembro de 1946, tenho recebido inúmeras graças. No outono do ano passado, quando as mudas de repolho dos outros já estavam grandes e transplantadas, eu apenas semeava as minhas. Ao comparar o campo dos outros com o meu, o meu parecia tão pequeno que dava pena olhar. Por isso, sempre que ia à lavoura, praticava o Johrei. Certo dia, em meados de abril, depois de passar cerca de uma semana sem ir ao campo, fui vê-lo: quase todas as plantas estavam bem enroladas, e algumas já rachavam por terem passado do ponto. Nos campos dos outros, plantados um ou dois meses antes, ainda não haviam enrolado. O que mais me surpreendeu foi não haver uma única flor desabrochada. Este ano, talvez por ser um inverno ameno em geral, na maioria dos campos as flores desabrocharam. Em alguns, o campo inteiro floresceu, e restaram apenas umas poucas plantas que não estavam boas, servindo de alimento para gado, cavalos e coelhos. No meu campo, porém, nem uma flor apareceu, e por isso agradeço profundamente a Kannon-Sama. Mesmo com este único exemplo, não posso deixar de sentir intensamente a grandeza do Poder Kannon. O trigo não foi atacado por pragas, nem comido por pardais. Este ano, como já noticiaram jornais e rádio, o trigo também não teve boa colheita em todo o país, talvez por causa do inverno excessivamente ameno. No meu campo, por mais terra que eu acrescentasse, as raízes não se fixavam: cresciam apenas para cima. Pensei: "este ano não comeremos trigo"; ainda assim, sempre que ia à lavoura, praticava o Johrei. Por volta de março, tudo começou a melhorar rapidamente, e agora espero que os grãos e as espigas fiquem maiores que o normal e que os frutos também cresçam bem. No campo vizinho, ao contrário, as pragas atacaram cedo, as raízes secaram, e o que restou é muito menor que o meu. Além disso, os pardais não comem o meu trigo, mas no campo abaixo do meu bicam e quase devoram tudo numa área pequena. Quanto às ervilhas, no campo vizinho as pragas atacaram e elas secaram e amarelaram; as minhas estão verdes e viçosas, com muitas vagens, numa produção como nunca antes, e isso me deixa muito feliz. Agradeço com lágrimas, pois isso é, sem dúvida, uma bênção da proteção de Kannon-Sama. Verdadeiramente, a grandeza do Poder Kannon, por mais que dela se fale, só pode ser compreendida por quem já a experimentou. Para mim, que sou limitada, é impossível exprimi-la por completo em palavras, mas permitam-me publicar este relato, na esperança de retribuir, ainda que numa fração mínima, a imensa graça da preciosa Kannon-Sama. Foi por isso que peguei neste humilde pincel. Prática do Cultivo sem Adubos Kamiya Tokujiro (53 anos) Igreja Miroku do Japão, Kōeikai 1023, Honmachi, Ageki-cho, Inabe-gun, Mie Desde o fim da guerra, alugo um campo aberto pela Equipe de Cultivo Agrícola da Marinha e trabalho como agricultor amador. O solo é fortemente ácido; mesmo em campos antigos das proximidades, de cinquenta ou sessenta anos, a produção de trigo é de cerca de dois fardos por tan, e a de batata-doce, de 200 a 300 kan. É uma terra tão ruim que nem espinafre nem trevo crescem. As pessoas da região nem consideravam a hipótese de um amador — ainda por cima abrindo campo novo — produzir alguma coisa num solo tão pobre, que até elas gostariam de abandonar. Mesmo assim, insisti: construí uma cabana no meio do campo, morei nela e, a partir do ano 20 (1945), comecei a agricultura amadora. Como não havia perspectiva de cultivar nada além de trigo e batata-doce, plantei trigo no outono, mas por volta de abril tudo desapareceu, sem sobrar uma única planta. No outono do ano 21 (1946), plantei em dois tan e colhi cerca de cinco to. Claro que usei principalmente adubo humano e um pouco de sulfato de amônio e nitrato de amônio. No ano 22 (1947), também me esforcei bastante, mas a colheita foi de seis a sete to. Desde que me tornei membro da fé, em março do ano passado, ouvi várias coisas sobre o cultivo sem adubos e comecei a praticá-lo imediatamente, já na safra de soja do ano passado. Para minha surpresa, recebi bênçãos inesperadas, e isso me deixa muito feliz. Na semeadura do outono passado, o cultivo sem adubos me deixava muito ansioso. Para minha família, que não tem poder de compra no mercado negro, mesmo uma pequena quantidade de trigo é tão preciosa quanto a própria vida. Se não colhesse, teria de comprá-lo com dinheiro, o que tornava a decisão muito difícil. Outro fator pesava: ao ler resultados de testes de estações experimentais agrícolas e revistas agrícolas, eu vira que, em princípio, o cultivo sem adubos produz apenas 70% do arroz e 30% do trigo em comparação com o cultivo convencional. Foi um grande obstáculo. No final, decidi cultivar um tan pelos métodos convencionais e outro tan sem adubos. Registro a seguir, resumidamente, os resultados do cultivo sem adubos desde o ano passado. Ano de 1948 (Showa 23) 1. Soja branca: aumento de 25% na colheita, comparação de 50 pés de soja cada. (a) Área sem adubo e sem Johrei: 4 go e 3 shaku, grãos desiguais e comidos por insetos. (b) Área sem adubo, mas com Johrei: 5 go e 4 shaku, grãos grandes e poucos danos por insetos. Como se vê, apenas com o Johrei houve um aumento de 25% na colheita. 2. Arroz de sequeiro: a parte de desenvolvimento atrasado alcançou o resto com o Johrei. Como já mencionei, num campo novo de solo extremamente pobre, uma área de cerca de 30 tsubo estava com o desenvolvimento muito atrasado. Enquanto o resto já estava dourado, essa parte mal havia começado a espigar. Orei com toda a alma e pratiquei o Johrei cinco ou seis vezes. Como resultado, até a época da colheita ela alcançou rapidamente o restante, a ponto de não se distinguir mais, e o estado de maturação também não era diferente. As pessoas da vizinhança só diziam: "que milagre, que milagre". 3. Rabanete: crescimento rápido na época da colheita. A diferença em relação aos campos comuns esteve nas folhas inferiores, que não murcharam nem mesmo às vésperas da colheita. Mais surpreendente ainda foi que, cerca de dez dias antes de colher, o rabanete cresceu tão depressa que chegou a rachar os canteiros em cinco ou seis bu. Quando o preparei em picles e o provei, fiquei felicíssimo, dizendo que era o melhor sabor que já experimentara na vida. Os Grandes Resultados do Cultivo sem Adubos Horiuchi Torataro (48 anos) Igreja Miroku do Japão, Seishinkai Hotsu, Hirano-mura, Shiki-gun, Nara Ao ouvir as palavras do Grão-Mestre sobre o cultivo sem adubos, pus-me a praticá-las de imediato. Ele ensina que o cultivo deve seguir as leis da natureza e que os fertilizantes químicos são prejudiciais; por isso, passei a empregar somente adubo orgânico. Como até então eu usava muito sulfato de amônio, o solo estava oxidado e endurecido, e me pareceu necessário devolver-lhe a fertilidade com adubo orgânico. A agricultura de antes visava apenas à exploração, sem restituir nada à terra. Aqui está o método de cultivo que experimentei. Primeiro, o viveiro de mudas. Uso 10 tsubo por tan. Antes de prepará-lo, incorporo a um canteiro 20 kan de adubo orgânico — sobretudo palha e ervas — e semeio 2 go de sementes de arroz por tsubo. Antes disso, ministro Johrei às sementes por cerca de dez minutos. Durante o período do viveiro, pratiquei Johrei duas vezes. Não desinfetei as sementes, é claro. No campo principal, como adubo de base, espalho 150 kan de adubo orgânico por tan logo após a colheita do trigo. No plantio em fileiras duplas, espalho entre os pés de trigo; na fileira única, espalho sobre eles e incorporo ao solo. Ao puxar a água e plantar o arroz, ministro Johrei às mudas antes do transplante. De 20 a 25 dias depois do plantio, aplico mais 150 kan de adubo orgânico em cobertura. O desenvolvimento do arroz ficou aquém do normal, com apenas 15 a 20 perfilhos. Os moradores da vila riam do que eu fazia e da aparência do meu campo, e me tratavam como um louco. Não era sem razão. Os outros usavam sulfato de amônio em abundância, e seus campos, de mudas verde-escuras, davam gosto de ver. O meu, ao contrário, era avermelhado, de palha curta e pés finos, com um aspecto realmente pobre. Senti certo desapontamento e alguma inquietação pelo incômodo que causava aos vizinhos, mas acreditei num futuro luminoso e prossegui com firme convicção. E fui recompensado. O arroz cultivado com fertilizantes químicos — de sete a oito mil ienes por tan — era longo e escuro, de aparência magnífica, mas em muitas casas a colheita diminuiu pelo acamamento ou pelo ataque de cigarrinhas. No meu caso, a palha se manteve firme, não houve danos de pragas e nenhum pé caiu. Na minha região, o ano passado foi de boa colheita: a produção normal é de 2,8 a 2,9 koku, e a média geral chegou a 3,2 a 3,3 koku, um aumento de 10 a 15%. Eu, porém, tive um aumento de cerca de 35%. Na aparência, o cultivo sem adubos parecia inferior à produção normal, mas a casca do grão era fina, não se formavam grãos chochos e os grãos eram grandes. Pratiquei o Johrei três vezes até a colheita. Foi pelo cultivo do arroz que ganhei confiança no cultivo sem adubos, e hoje faço o mesmo com hortaliças e melancias. A colheita é abundante e, acima de tudo, saborosa. Quanto ao trigo, apliquei de 600 a 700 kan de adubo orgânico por tan, em duas ou três vezes. A colheita ainda não está definida, mas no inverno as folhas estavam curtas e de um marrom-claro que me preocupou. Supus tratar-se da purificação dos fertilizantes químicos aplicados antes e pratiquei o Johrei com afinco. Na primavera, as folhas ganharam um verde-grama, os caules firmaram-se e as espigas vão saindo perfeitas. Estou confiante de que, neste passo, a grande colheita é certa. Conhecendo a grandeza do cultivo sem adubos, deixo aqui o relato. Benefícios Materiais Relacionados aos Danos Causados por Javalis Takatsuji Zensuke (44 anos) Igreja Miroku do Japão, Kōeikai 1252, Shinmachi, Haruta-mura, Inabe-gun, Mie Minha família recebe diariamente a preciosa proteção divina, e vivemos dias de profunda gratidão. Gostaria que todos conhecessem um ou dois desses exemplos, e por isso os relato com minhas humildes palavras. Minha vila fica numa região montanhosa, e os campos de arroz espalham-se por vários vales. Nem é preciso dizer que o arroz, como também o trigo, a batata, a batata-doce e todas as demais culturas dos campos, são devastados por javalis. Os agricultores se empenham ao máximo na prevenção o ano inteiro, mas no fim sofrem grandes danos e ficam completamente exaustos. O que mais preocupa a todos é proteger o arroz dos javalis. Todos constroem cabanas de vigia junto aos campos e, do início de setembro, quando os javalis começam a se alimentar com voracidade, até meados de novembro, permanecem longos períodos ali, noite após noite, sob chuva e tempestade, sem descanso e quase sem dormir. Mesmo assim, nas noites de chuva os danos são frequentes. Até o ano passado, também eu me esforçava mais do que os outros para proteger o arroz, mas sofria danos e vivia preocupado. No ano passado, porém, ouvi dizer que era possível proteger o arroz dos javalis com a ajuda de Kannon-Sama. Deixei então de ir à cabana de vigia e, todas as tardes, ia ao campo e praticava o Johrei com toda a alma, pensando: "de algum jeito, de algum jeito". Por algum tempo, os javalis chegaram a passar até por um campo aonde raramente iam, mas não causaram danos. Fiquei feliz, pensando: "que bênção maravilhosa". Da segunda vez, no entanto, vieram e devastaram por completo o lugar por onde haviam apenas passado na primeira. Fiquei desesperado. Os vizinhos, todos com olhos de águia e falcão, riam de mim segurando a barriga. Quase chorei. Fui então ao Culto do Centro de Ensino de Kuwana, contei tudo em detalhes ao Sr. Mizutani e lhe pedi orientação. Percebi que, por mais que tentasse resolver sozinho, nada adiantava. Entreguei tudo a Kannon-Sama, confiei e me dediquei inteiramente aos serviços da fé. Quanto ao campo, praticava o Johrei apenas quando ia ver o nível da água, e abandonei a preocupação com os javalis. Por um tempo eles não vieram, e fiquei feliz por ter confiado. Mas foi só por um momento. De novo, quase todas as noites, devastavam tudo, causando o maior estrago de todos os tempos. Sofri críticas e risadas abertas das outras pessoas. Quando a equipe agrícola foi inspecionar os campos, eu bem que queria enfiar a cabeça num buraco. Todos diziam: "Isso é uma falha completa." Havia dois ou três campos naquele estado, e reclamavam que seria difícil colher. Por dentro, eu também estava quase chorando. No entanto, quando enfim começamos a colheita, para minha surpresa terminamos mais depressa do que se esperava. Apesar do grande estrago, o arroz parecia abundante, e encontrei em mim um fio de esperança, contente. Ainda assim, fiquei apreensivo até debulhar e ensacar. Quando finalmente debulhamos e enchemos os sacos, surpreendi-me. No ano retrasado, eu havia colhido quase sem danos; comparando a colheita total, a do ano passado foi cerca de 2 hyō maior. Tomado de estranheza e alegria, prostrei-me no mesmo instante diante de Komyo-Nyorai e, com lágrimas de emoção pela profunda graça da compassiva Kannon-Sama, agradeci junto com minha esposa. Agradeço pela alegria de ter aprendido que, se pedirmos e confiarmos de todo o coração, tudo dará certo. Além disso, minha esposa recebeu purificações sucessivas desde a noite do Setsubun e, de cada vez, confiando por meio dos mestres superiores, conseguimos atravessá-las com facilidade. Ficamos gratos e felizes por termos aprendido, através do corpo de minha esposa, tantas experiências valiosas. Depois, nosso terceiro filho também passou por purificações de pneumonia grave em meados de março e em meados de abril, sofrendo com febre alta por cerca de três dias, em que apenas bebia um pouco de chá. Nas duas ocasiões, como o mestre veio para o Culto de Komyo-Nyorai, ele ministrou Johrei, e naquela mesma noite o menino voltou a comer arroz. Dois ou três dias depois, estava com mais saúde do que antes, e nos vimos imersos em profunda gratidão, com lágrimas de emoção. As outras crianças também passaram por purificações sucessivas, e eu mesmo, há pouco, passei por uma purificação com um resfriado de febre alta: fui ao quartel-general em Ichinomiya e no dia seguinte já estava curado. Assim, experimentamos em nosso próprio corpo tantas proteções divinas e bênçãos, e agradecemos pelos dias de alegria de toda a família. Só nos resta oferecer gratidão, dizendo "que bênção, que bênção", e nos esforçar para retribuir, ainda que numa fração ínfima. Também praticamos o cultivo sem fertilizantes tanto nos campos de arroz quanto nos de sequeiro. Empenho-me para que outras pessoas o conheçam o quanto antes. Desejo que recebam o verdadeiro sinal. Peço desculpas por não conseguir exprimir meu coração sincero e minha gratidão com palavras tão simples. Ainda que seja um relato tolo, seria a maior das felicidades se pudesse chegar ao conhecimento de todos no mundo. O caqui sem fertilizantes não cai Tsugiki, Aza, Hokie-mura, Inaba-gun, Gifu-ken Hakkō-kai, Igreja Miroku do Japão, Hori Onoe (44) Seguindo os ensinamentos do Grão-Mestre, pratiquei o cultivo sem fertilizantes a partir da safra de arroz de 1948. Os resultados foram os seguintes. Onde a média era de 2,8 koku por tan, houve no primeiro ano uma redução de 1 to por tan, devido ao uso anterior exclusivo de fertilizantes químicos. No segundo ano, colhi 2,8 koku; e, quanto mais fertilizante químico se usava, menor era a colheita, ao passo que o cultivo sem fertilizantes não sofreu redução alguma. Outra coisa pela qual sou grato é que, enquanto os demais agricultores compravam fertilizantes do mercado negro a preços altos, eu não precisei comprá-los. Que grande benefício material! Só por aí se percebe o poder imenso e incomensurável de Kannon-Sama. Na primavera de 1949, o trigo foi, evidentemente, cultivado sem fertilizantes, e o resultado foi uma produção excelente, que não perde para nenhum outro campo. Na época do crescimento primaveril, no entanto, os campos dos outros estavam verdejantes, enquanto o meu, quase amarelo, era motivo de riso para os moradores da vila. Como estou convencido de que o Poder Kannon é absoluto, pouco me importava o que dissessem ou de que rissem: eu apenas aplicava Johrei em silêncio no campo. Por esta época, meu campo superou decididamente os outros, e os moradores da vila, pela primeira vez, pareciam ter despertado de um sonho. Também cultivo caquis. Quem não é da fé cobre todos os frutos com sacos de papel; eu os deixei ao natural, sem cobri-los e, naturalmente, sem fertilizante algum, e, sempre que tinha tempo, fazia Johrei. Enquanto os caquis dos outros caíam sem parar, os meus não caíram nem um pouco, e o sabor era também decididamente superior. Não é de admirar que as pessoas, ao conhecerem pela primeira vez este grande Poder Kannon, tenham ficado verdadeiramente surpresas. Estou decidido a confiar cada vez mais neste poder venerável e a me dedicar com afinco. Agradeço profundamente os ensinamentos do Grão-Mestre e apresento aqui este relato. Falando sobre os Danos dos Fertilizantes Nishisenri, Vila de Ueno, Distrito de Kawage, Província de Mie Igreja Miroku do Japão Sankokai, Ministro Responsável Goto Shuhei (34) Ateu extremado que eu era, comprovei inúmeras vezes a cura das mais variadas doenças por este Poder Kannon e, encorajado por isso, tentei o cultivo sem fertilizantes. Apresento aqui o relato do que se passou. Comecemos pelo arroz: o ano passado foi a primeira vez. Na época da semeadura, o canteiro de mudas já havia recebido adubo líquido. Foram cerca de dez cargas (uma carga equivale a 15 kan) de adubo líquido para um canteiro de 10 tsubo, o que muito me preocupou. Não havia, porém, o que fazer: limitei-me a duas capinas a mais do que nos anos anteriores e obtive uma colheita maior, absolutamente inesperada. Os arrozais desta região são de qualidade mediana — campos comuns —, e seis fardos por tan já se consideram um resultado muito bom; obtive, no entanto, a colheita magnífica de mais de sete fardos e três to. As experiências que acabo de narrar são superficialíssimas e não servem de referência a ninguém; ainda assim, relatei quão terríveis são os efeitos do uso de fertilizantes e como progrediu o trigo cultivado sem eles. Relato de Experiência de Cultivo sem Fertilizantes Kitano, Agata-mura, Mie-gun, Mie Igreja Miroku do Japão Koei-kai, Hata Nobutaka (22 anos) Os agricultores de hoje têm gravado firmemente na mente que, sem fertilizantes, as colheitas são absolutamente impossíveis; por isso, ainda que se lhes conte a experiência do método de cultivo sem fertilizantes, custa-lhes abandonar as noções do passado, e não entenderão enquanto não se lhes comprovar com fatos. Foi o que me levou, na primavera do ano passado, embora a estação já estivesse atrasada, a aproveitar um terreno vazio para fazer um experimento com batatas. Benefícios Materiais que Afastam a Ansiedade Kitakawaji, Tsu-shi, Mie Igreja Miroku do Japão Sanko-kai, Sano Issei (48 anos) Poderíamos chamar isto de o primeiro passo no cultivo sem fertilizantes. Ainda que seja experiência muito superficial, apresento meus agradecimentos por ter recebido, em poucos meses, benefícios materiais inesperados. Tanto para o arroz quanto para o trigo, foi uma experiência única. No ano passado, cultivei arroz sem fertilizantes pela primeira vez — e, quando digo sem fertilizantes, foi um cultivo inteiramente sem fertilizante algum. Senti, naturalmente, ansiedade, e até o início de agosto, quando houve uma ligeira melhora, vivi completamente preocupado. Dali em diante, até o espigamento, a colheita e o beneficiamento, como era a primeira vez, não sabia como proceder e me afligia até com ninharias; a ansiedade não me largava. O resultado, porém, foi que, onde a inspeção oficial estimava 5 fardos e 4 shō, a colheita real média (de 1 chō e 1 tan) chegou a mais de 5 fardos e 2 to, superando de leve a de um ano normal — e assim afastei a ansiedade. Ganhando confiança com isso, cultivei também trigo sem fertilizantes em mais de 4 tan da área total plantada. No início, as condições eram piores do que as do arroz, e eu já me resignava, pensando que o espigamento seria duvidoso. Mesmo eu, que já havia experimentado uma vez com o arroz, ainda abrigava alguma ansiedade em meio aos insultos dos moradores da vila. Antes do espigamento, no entanto, a situação melhorou de súbito, e hoje superou por completo as minhas antigas e desagradáveis imaginações. Aprendi, a cada instante, quão precioso é agarrarmo-nos a Ele em qualquer ocasião. Fica acima, ainda que de forma simples, uma parte dos benefícios materiais que recebi. O Peso do Arroz sem Fertilizantes Niryo-zuka, Takagi, Kunimoto-mura, Kawachi-gun, Tochigi Igreja Miroku do Japão Shin'ai-kai, Iwasaki Kiyo (48 anos) Sou dona de casa de uma família de agricultores que cultiva mais de 2 chō de arrozais. Ouvi do Mestre Ōnuki que o Johrei é eficaz não apenas para os seres humanos, mas também para as plantações. Certo dia, ainda era cedo para a batata-doce ganhar cor, e no entanto cerca de metade das folhas tinha um tom amarelado, com sintomas parecidos com os de uma doença. Pensei então que era a hora e, a título de experiência, pratiquei o Johrei até os cantos do campo. Três ou quatro dias depois, fui ver e me surpreendi: as batatas-doces, até então amareladas, não mostravam mais vestígio algum disso, e o campo inteiro estava de um verde intenso. Recentemente, ouvi falar das vantagens do cultivo sem fertilizantes e o pus em prática de imediato. Purifiquei as sementes com Johrei e as semeei no canteiro. No começo, cresceram vigorosas, sem nenhuma diferença digna de nota. Com o passar dos dias, porém, foram surgindo, uma após a outra, razões de inquietação. As dos outros cresciam de um verde intenso; as minhas, em comparação, estavam avermelhadas, de desenvolvimento ruim, finas como palitos de incenso. Preocupada com o que aconteceria, entrei no canteiro de mudas e, entre suspiros, pratiquei o Johrei com devoção. Dali em diante, sempre que capinava o canteiro ou ia ao arrozal, praticava o Johrei. Chegou enfim a hora de transplantar para o campo principal, mas as mudas ainda estavam tão fracas que mal se deixavam amarrar. Para o plantio, pedi ajuda a pessoas convertidas, embora inexperientes. A primeira e a segunda capina terminaram e, durante esse tempo, recitei a Graça do Poder Kannon e pratiquei o Johrei. Ainda assim, o arroz não se comparava ao dos outros, e não pude deixar de sentir ansiedade. Meu marido repetia: "Deste jeito, não poderemos nem entregar a cota." Eu, porém, estava decidida a perseverar até o fim. Sempre que tinha tempo, praticava o Johrei — e as espigas começaram a aparecer. Num piscar de olhos, surgiram lindamente, e o tamanho delas me surpreendeu. Chegou por fim a época da colheita; terminada a ceifa, veio a vez da debulha. Como os fardos eram menores do que no ano anterior, meu segundo filho irritou-se e disse que não valia a pena trabalhar daquele jeito. Fiquei sem saber o que fazer. Depois, quando o Mestre Koizumi veio à reunião local, contei-lhe o ocorrido, e ele disse: "Ainda não descascaram o arroz, não é? Está tudo bem." Explicou que o arroz de Kannon-Sama tem a casca fina e pesa mais, o que me deu ânimo. Enquanto eu estava fora para encontrá-lo, parece que descascaram o arroz. Quando voltei, meu segundo filho, mais rápido do que eu, veio ao meu encontro sorrindo: "Mãe, com 13 fardos de arroz com casca, tivemos 11 fardos de arroz integral! Kannon-Sama é realmente digna de gratidão. Assim, podemos entregar a cota sem problemas!" Estava felicíssimo. Também eu me senti aliviada, e a alegria daquele momento é indescritível. Graças a Kannon-Sama, a entrega da cota foi concluída, e toda a família está muito feliz. Não posso deixar de me emocionar com a grandeza dos benefícios materiais de Kannon-Sama. Desta vez, com a certeza que a experiência do ano passado me deu, pretendo esforçar-me ainda mais para aumentar a colheita e oferecê-la a Kannon-Sama — voto que já faço desde agora. Lendo os Relatos de Cultivo sem Fertilizantes Na maioria das culturas cultivadas sem fertilizantes pela primeira vez, o desenvolvimento é ruim nos primeiros meses: os caules ficam finos, as folhas amarelam e a aparência é muito inferior à dos campos com fertilizantes. É o relato unânime dos experimentadores. Há até quem se preocupe a ponto de não conseguir dormir à noite. É sobre isso que gostaria de chamar a atenção. Originalmente, mesmo no cultivo sem fertilizantes, não há solo nem semente inteiramente livres dos venenos dos fertilizantes. Depois de tantos anos de venenos, ambos estão extremamente alterados. Por causa disso, o solo perdeu a capacidade de exercer seu desempenho original e, ao mesmo tempo, as sementes perderam a de absorver os verdadeiros componentes do solo — pois se alteraram para absorver fertilizantes. A razão está no princípio de que toda substância, seja ela qual for, se altera para se adaptar ao objeto a que se dirige. Ainda que o objeto seja errado, basta que a coisa se repita constantemente para que ela se adapte a ele. É o que se chama intoxicação. Pelo princípio acima, quando se passa abruptamente para o cultivo sem fertilizantes, o solo não consegue exercer de imediato seu desempenho original e, ao mesmo tempo, já não há fertilizantes a absorver como antes. Por essa razão, a planta enfraquece temporariamente. Passado certo período, porém, os venenos dos fertilizantes vão desaparecendo e, em seu lugar, o solo retorna à sua essência. Do mesmo modo, com o desaparecimento desses venenos, a função original das sementes de absorver as propriedades do solo começa a atuar. Assim, ambos se combinam e, pouco antes da colheita, a planta exibe de súbito sua força de crescimento original. Ademais, os sintomas de intoxicação não ocorrem apenas nas plantas: o mesmo se dá com os animais. Quando um bebedor deixa a bebida e um fumante deixa o cigarro, por exemplo, ficam atordoados por algum tempo e sua atividade diminui. É evidente também pelo fato de que quem usa laxante com regularidade se torna constipado, quem usa digestivos com regularidade fica de estômago fraco, quem usa antitérmicos com regularidade tem, ao parar, um súbito acesso de febre alta, e os viciados em morfina e cocaína apresentam fenômenos semelhantes. Também o endividado, chegada a data do vencimento, obtém alívio temporário se renova o empréstimo; se deixa de renovar e paga tudo de uma vez, sofre, mas depois se estabiliza. É o mesmo princípio. Por este princípio, para que o grande poder do cultivo sem fertilizantes se manifeste verdadeiramente, é preciso que tanto as sementes quanto o solo estejam completamente livres dos venenos dos fertilizantes, e para isso são necessários, inevitavelmente, dois ou três anos. Em solos com relativamente poucos venenos de fertilizantes, porém, ou em terras recém-cultivadas, há casos em que se obtém aumento de colheita desde o início. O essencial é que o solo seja o mais puro e limpo possível, sem impurezas. Assim é possível obter resultados surpreendentes. Se o cultivo sem fertilizantes for praticado em todo o país, portanto, um aumento de 50% na colheita será fácil, a renda dos agricultores será o dobro da atual e o tempo de trabalho se reduzirá à metade. Eis aí a agricultura da era de Miroku e, com ela, a condição de vida dos agricultores. (Shin'nōsei) --- Série Jikan, Volume 2 Método de Cultivo sem Adubos Publicado em 1º de julho de 1949 Formato B6, 91 páginas, preço fixo de 50 ienes Autor: Okada Jikan Editor: Koizumi Morinosuke Editora: Igreja Miroku do Japão Texto de Apresentação Publicado no Jornal "Eikō" Pelo cultivo sem fertilizantes que este livro defende, um aumento de 30 a 50% na colheita é certo. Seus princípios, seus métodos e os relatos das experiências são apresentados de forma completa neste volume.

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